segunda-feira, dezembro 20, 2021

Gigliola Cinquetti nasceu há 74 anos

    
Gigliola Cinquetti
(Verona, 20 de dezembro de 1947) é uma cantora, actriz, jornalista e apresentadora italiana.
  
Gigliola nasceu numa família abastada de Verona. Graduou-se no Liceu Artístico de Verona e começou a cantar ainda jovem.
Estreou aos 15 anos, em 1963, vencendo o Festival de Castrocaro com a canção "Le strade di notte", de Giorgio Gaber. No ano seguinte, venceu o Festival de Sanremo de 1964 com a canção Non ho l'età (per amarti), de Nicola Salerno e letra de Mário Panzeri. Dois meses depois, venceu, com a mesma canção, o Festival Eurovisão da Canção, em Copenhaga. Das doze edições de Sanremo das quais participou, Gigliola arrebatou duas. A segunda foi, em 1966, interpretando "Dio, come ti amo!", de Domenico Modugno, cujo sucesso levou à produção de filme homónimo, protagonizado pela própria Gigliola.
Em 1973, ganhou o concurso do programa Canzonissima com a canção "Alle porte del sole" - que, reeditada dois anos depois pelo cantor ítalo-americano Al Martino, chegou à 17ª posição no Billboard.
En 1974, obteve o segundo lugar no Festival Eurovisão para a canção "Sì" (perdendo para a canção vencedora "Waterloo", do grupo sueco ABBA). 
    

 


Alan Parsons - 73 anos

   
Alan Parsons (Londres, 20 de dezembro de 1948) é um produtor de discos inglês. Após ter trabalhado como engenheiro de som no famoso estúdio de Abbey Road, atuando em gravações dos Beatles e no álbum The Dark Side of the Moon do Pink Floyd, fundou o grupo The Alan Parsons Project a meio da década de 70.
   

 


Peter Criss, o baterista inicial dos Kiss, nasceu há 76 anos

  

George Peter John Criscuola (Brooklyn, New York, December 20, 1945), better known by his stage name Peter Criss, is an American retired musician and actor, best known as a co-founder, original drummer, and vocalist of the hard rock band Kiss. Criss established the Catman character for his Kiss persona. Criss possesses a powerful, raspy voice. In 2014, he was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame as a member of Kiss.

 

 

in Wikipédia

 


O baixo Mike Watt nasceu há 64 anos

 
Michael David "Mike" Watt (Portsmouth, Virginia, December 20, 1957) is an American bassist, vocalist and songwriter.
He is best known for co-founding and playing bass guitar for the rock bands Minutemen, Dos and Firehose. He is also the frontman for the supergroup Big Walnuts Yonder, a member of the art rock group Banyan and involved with several other musical projects. From 2003 until 2013, he was the bass guitarist for The Stooges.
CMJ New Music called Watt a "seminal post-punk bass player." In November 2008, Watt received the Bass Player Magazine lifetime achievement award, presented by Flea.
 

 


Billy Bragg nasceu há 64 anos

   
Stephen William Bragg (Barking, Essex, 20 de dezembro de 1957), mais conhecido como Billy Bragg, é um músico inglês de rock alternativo que mistura os elementos da folk music, punk rock e música de protesto. As suas letras, na maioria, têm a ver com ideais políticos ou temas românticos. A sua carreira musical tem mais de trinta anos e ele já colaborou com Natalie Merchant, Johnny Marr, Kate Nash, Leon Rosselson, membros do R.E.M., Michelle Shocked, Less Than Jake, Kitty Daisy & Lewis, Kirsty MacColl, e Wilco. Bragg Close, uma rua em Dagenham, Grande Londres, foi assim designada em sua honra. Ele vive em Dorset, Inglaterra.

 


Tudo o que eu te dou...

Música adequada à data...!

Hoje é dia de ouvir Guitarra de Coimbra...

Camané faz hoje 54 anos...!

      
Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, conhecido por Camané (Oeiras, 21 de dezembro de 1967), é um fadista português, irmão mais velho dos também fadistas Hélder Moutinho e Pedro Moutinho.
   

 

Bobby Darin morreu há 48 anos...

      
Bobby Darin, nascido Walden Robert Cassotto (Harlem, Nova Iorque, 14 de maio de 1936 - Los Angeles, 20 de dezembro de 1973) foi um cantor e ator norte-americano.
      

 


A ETA assassinou o primeiro-ministro de Espanha há 48 anos

  
 
Luis Carrero Blanco
(Santoña, 4 de março de 1903 - Madrid, 20 de dezembro de 1973) foi um militar e político espanhol. Ocupou diversos cargos no governo franquista; foi assassinado num atentado quando era presidente do governo de Espanha durante a etapa final dessa ditadura.
  
(...)
  
Em 1940 redigiu uma recomendação propondo a neutralidade espanhola na II Guerra Mundial. Desde então tornou-se homem de confiança de Franco, foi nomeado Subsecretário (1941) e Ministro da Presidência (1951), logo vice-presidente (1967), o que implicou um acréscimo crescente do seu peso específico no governo do Estado. No seu trabalho procurou limitar a influência dos falangistas, promoveu a modernização económica e administrativa do Estado, embora sempre dentro do franquismo, e apoiou o planeamento da sucessão monárquica do regime, na figura de Juan Carlos I.
Em junho de 1973 foi nomeado presidente do governo (primeiro-ministro), o que fazia pensar que se tornaria no homem forte do estado após morte de Franco e no pilar sobre o qual se sustentaria o franquismo sem Franco, mas o seu assassinato, a 20 de dezembro de 1973, num brutal atentado perpetrado por ETA em Madrid, abortou essas expetativas.
  

Artur Paredes morreu há 41 anos...

(imagem daqui)
  
Artur Paredes (Coimbra, 10 de maio de 1899 - Lisboa, 20 de dezembro de 1980) foi um compositor e intérprete de guitarra portuguesa. Considerado o criador de uma sonoridade própria para a guitarra de Coimbra, distinguindo-a assim da guitarra de Lisboa, nasceu numa família de músicos, pois o seu pai era o também guitarrista Gonçalo Paredes, também compositor. O seu filho foi Carlos Paredes, nascido em 1925, que também se tornou guitarrista. Artur Paredes revolucionou a afinação e o estilo de acompanhamento para a canção/fado de Coimbra, acrescentando o seu nome aos autores mais progressistas e inovadores.
     

 


Arthur Rubinstein morreu há 39 anos

  
Arthur Rubinstein (Łódź, 28 de janeiro de 1887 - Genebra, 20 de dezembro de 1982) foi um pianista polaco e judeu, naturalizado norte-americano, muito conhecido como um dos melhores pianistas virtuosos do século XX. Foi aclamado internacionalmente pelas suas performances da música de Chopin e Brahms.
  

 


O naufrágio do MV Doña Paz, há 34 anos, provocou mais de quatro mil mortos

  

O MV Doña Paz foi um navio de passageiros filipino que afundou, depois de colidir com o petroleiro MT Vector, no dia 20 de dezembro de 1987, que causou a morte de 4.386 pessoas, e foi considerado como o maior desastre marítimo da história em tempo de paz.

 

 História

Era uma navio de passageiros registado nas Filipinas, construído por Japão, que afundou após colidir com o petroleiro Vector em 20 de dezembro de 1987. Construído por Onomichi Zosen de Hiroshima, Japão, o navio foi lançado em 25 de abril de 1963 como o Himeyuri Maru, com capacidade para 608 passageiros. Em outubro de 1975, o Himeyuri Maru foi comprado pela Sulpício Lines e rebatizado como Don Sulpício. Após um incêndio a bordo, em junho de 1979, o navio foi atualizado e rebatizado de Doña Paz.

Viajando da ilha de Leyte para a capital das Filipinas, Manila, o navio estava seriamente superlotado, com pelo menos 2.000 passageiros não listados no manifesto. Também foi alegado que o navio não tinha rádio e que os coletes salva-vidas estavam trancados. No entanto, a culpa oficial foi dirigida ao Vector, que foi considerada incapaz de navegar e operando sem licença. Com um número estimado de mortos em 4.386 pessoas e apenas 25 sobreviventes, continua a ser o desastre marítimo em tempo de paz mais mortal da história. 

 

O Naufrágio

Enquanto a maioria dos passageiros dormia, Doña Paz colidiu com o MT Vector, um petroleiro a caminho de Bataan para Masbate. Vector transportava 1.050.000 litros de gasolina e outros produtos de petróleo. Após a colisão, a carga de Vector começou a arder e causou um incêndio no navio que se espalhou para o Doña Paz. Os sobreviventes lembraram-se de ter percebido que houve o acidente e uma explosão, causando pânico na embarcação. Os sobreviventes foram forçados a pular do navio e nadar, entre corpos carbonizados, em águas em chamas ao redor do navio, alguns usando malas como dispositivos de flutuação improvisados. Doña Paz afundou duas horas após a colisão, enquanto Vector afundou em quatro horas. Ambos os navios afundaram em águas com cerca de 545 metros de profundidade, no estreito de Tablas, infestado de tubarões.

 

O Estados Unidos invadiram o Panamá há 32 anos...


Manuel Antonio Noriega, ex-presidente do Panamá, capturado e julgado pelos EUA: acusado de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção

   

A invasão do Panamá foi uma operação militar realizada pelo exército dos Estados Unidos, durante a administração do presidente George H. W. Bush, em 20 de dezembro de 1989 com o objetivo de capturar o General e ditador panamenho Manuel Noriega, que atuava Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa da República do Panamá, que foi exigido pela justiça norte-americana, acusado de tráfico de drogas. A operação foi denominada Operation Just Cause (Operação Justa Causa) pelo comando militar dos Estados Unidos. 

   

Carl Sagan morreu há vinte e cinco anos...

   
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 - Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista, astrobiólogo, astrónomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e divulgador científico norte-americano. Sagan é autor de mais de 600 publicações científicas e também autor de mais de 20 livros de ciência e ficção científica. Foi durante a vida um grande defensor do ceticismo e do uso do método científico, promoveu a busca por inteligência extraterrestre através do projeto SETI e instituiu o envio de mensagens a bordo de sondas espaciais, destinados a informar possíveis civilizações extraterrestres sobre a existência humana. Mediante as suas observações da atmosfera de Vénus, foi um dos primeiros cientistas a estudar o efeito de estufa à escala planetária. Também fundou a organização não-governamental Sociedade Planetária e foi pioneiro no ramo da ciência da exobiologia.
Sagan passou grande parte da carreira como professor da Universidade Cornell, onde foi diretor do laboratório de estudos planetários. Em 1960 obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago.
Sagan é conhecido por seus livros de divulgação científica e pela premiada série televisiva de 1980 Cosmos, que ele mesmo narrou e co-escreveu. O livro Cosmos foi publicado para complementar a série. Sagan escreveu o romance Contato, que serviu de base para um filme homónimo de 1997. Em 1978, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura geral de não-ficção pelo seu livro Os dragões do Éden. Morreu aos 62 anos, de pneumonia, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).
Ao longo de sua vida, Sagan recebeu numerosos prémios e condecorações pelo seu trabalho de divulgação científica. Sagan é considerado um dos divulgadores científicos mais carismáticos e influentes da história, graças a sua capacidade de transmitir as ideias científicas e os aspectos culturais ao público não especializado.
       

Portugal abandonou Macau há vinte e dois anos...

       
Macau é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China desde 20 de dezembro de 1999, sendo a outra Hong Kong. Antes desta data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colónia europeia na Ásia.
     
   
     

in Wikipédia
   
(imagem daqui)

Léopold Senghor morreu há vinte anos...

     
Léopold Sédar Senghor (Joal-Fadiout, 9 de outubro de 1906 - Verson, 20 de dezembro de 2001) foi um político e escritor senegalês. Governou o país como presidente de 1960 a 1980.
Foi, entre as duas Guerras Mundiais, juntamente com o poeta antilhano Aimé Césaire, ideólogo do conceito de negritude.

Biografia
Senghor nasceu em 1906, na cidade costeira de Joal. O seu pai, Basile Diogoye Senghor, era um comerciante católico da etnia serer, minoritária no Senegal e a sua mãe, Gnilane Ndiémé Bakhou, era muçulmana, de etnia peul. O apelido do seu pai, Senghor, deriva da palavra portuguesa "senhor".
Em 1928 foi estudar para Paris, onde entrou para a Sorbonne, lá permanecendo entre 1935 e 1939, tornando-se o primeiro africano a completar uma licenciatura nesta famosa universidade parisiense.
Como escritor, desenvolveu a Negritude (movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto negativo que a cultura europeia teve junto das tradições africanas). Nas suas obras, as mais engrandecidas são Chants d'ombre(1945), Hosties noires (1948), Ethiopiques (1956), Nocturnes (1961) e Elegies majeures (1979). A sua obra tem como tema principal a cultura africana, que tanto ajudou a difundir, e o seu estilo como escritor se aproxima com a literatura francesa.
Durante a Segunda Guerra Mundial esteve preso durante dois anos, num campo de concentração nazi e só depois é que os seus ensaios e poemas seriam publicados.
Entre 1948 e 1958 foi deputado senegalês na Assembleia Nacional Francesa, sendo o primeiro negro a ocupar o cargo de deputado nessa Assembleia.
Quando o Senegal se tornou independente, em 1960 - por conta de um apelo feito por Léopold ao então presidente da França Charles de Gaulle - Senghor foi eleito por uma unanimidade presidente da nova República, vindo a desempenhar o cargo ate final de 1980, graças a reeleições sucessivas.
Defensor do socialismo aplicado à realidade africana, tentou desenvolver a agricultura, combater a corrupção e manter uma política de cooperação com a França.
Recebeu o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a 13 de março de 1975.
   
  
Je suis seul

Je suis seul dans la plaine
Et dans la nuit
Avec les arbres recroquevillés de froid
Qui, coudes au corps, se serrent les uns tout contre les
autres.

Je suis seul dans la plaine
Et dans la nuit
Avec les gestes de désespoir pathétique des arbres
Que leurs feuilles ont quittés pour des îles d’élection.

Je suis seul dans la plaine
Et dans la nuit.
Je suis la solitude des poteaux télégraphiques
Le long des routes
Désertes.

Pedro Abrunhosa faz hoje 61 anos

(imagem daqui)
    
Pedro Machado Abrunhosa (Porto, 20 de dezembro de 1960), é um cantor e compositor português.
   
Biografia
Inicia cedo os estudos musicais mas mais seriamente em 1976. Termina o Curso de Composição do Conservatório de Música do Porto, após o que estuda e trabalha com os professores Álvaro Salazar e Jorge Peixinho. Faz o Curso de Pedagogia Musical com Jos Wuytack. Aos dezasseis anos já dava aulas na Escola de Música do Porto. Pouco depois ensinava também no ensino oficial, na Escola do Hot Clube, em Lisboa, e na Escola de Música Caiús. Desenvolve os estudos de contrabaixo. Funda a Escola de Jazz do Porto e a Orquestra da mesma, que dirige e para a qual escreve.
Trabalha nesta área por toda a Europa com Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood, Steve Brown, Todd Coolman, Billy Hart, Bill Dobbins, Dave Schnitter, Jack Walrath, Boulou Ferré, Elios Ferré, Ramon Cardo, Frankie Rose, Vicent Penasse e Tommy Halferty.
Em abril de 1994 é editado o álbum “Viagens”, gravado conjuntamente com os “Bandemónio”. O disco é um enorme sucesso atingindo a marca de tripla platina. Neste álbum conta com a participação especial do saxofonista de James Brown, Maceo Parker. Faz mais de duzentos espectáculos em apenas dois anos. Apresenta-se ainda nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Macau, França, Suíça, Espanha, Luxemburgo, Itália e outros.

 

in Wikipédia

 


domingo, dezembro 19, 2021

Poesia, em música, adequada ao dia...

 

Perfilados de Medo - José Mário Branco
Poema de Alexandre O'Neil e música de José Mário Branco

Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.

Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.

Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.

Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...

 

in Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - LP de 1971 

Emily Brontë morreu há 173 anos

    
Emily Jane Brontë (Thornton, Inglaterra, 30 de julho de 1818 - Haworth, Inglaterra, 19 de dezembro de 1848) foi uma escritora e poetisabritânica, autora do romance Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais), hoje considerado um clássico da literatura mundial. Era a segunda irmã mais velha das três sobreviventes irmãs Brontë, entre Charlotte e Anne. Ela escrevia sob o pseudónimo masculino de Ellis Bell. É, das três irmãs, a de que menos se têm informações, tendo vivido reclusa e introvertida. 

   

(...) 

  

Emily acreditava que a sua saúde, à semelhança da dos irmãos, tinha sofrido devido ao clima severo do local onde viviam e às condições insalubres da sua casa (a água que recebiam vinha contaminada pelo escoamento do cemitério da igreja). Ela apanhou uma constipação grave durante o funeral do seu irmão Branwell em setembro de 1848 e a sua saúde piorou ainda mais quando contraiu tuberculose. Apesar de o seu estado de saúde se ter agravado bastante, ela recusou qualquer assistência médica e remédios, dizendo que não queria "veneno, nem médicos" perto dela. Na manhã de 19 de dezembro de 1848, Charlotte, preocupada com o estado de saúde da irmã, escreveu:

Ela fica mais fraca a cada dia que passa. O médico expressou a sua opinião de forma demasiado obscura para ter alguma utilidade: ele enviou alguns medicamentos que ela não tomou. Nunca conheci momentos tão negros como estes, peço a Deus para que nos dê força a todos.

Ao meio-dia, Emily piorou: só conseguia falar através de sussurros entre suspiros. As suas últimas palavras que a família conseguiu ouvir foram: "podem chamar um médico? Queria que um me visse", mas foi tarde demais. Ela morreu nesse dia às duas horas.

O seu irmão tinha morrido três meses antes, o que levou uma criada a declarar que "a menina Emily morreu de coração partido pela morte do irmão". Emily tinha emagrecido tanto que o seu caixão tinha apenas 40 centímetros de largura. Ela foi enterrada no cemitério da igreja de St. Michael and All Angels, em Haworth.
   

Se bem me lembro, o grande Nemésio nasceu há 120 anos...!

Obra artística realizada na Escola Secundária Vitorino Nemésio - Praia da Vitória

 

Corno Coxo
 
Fui hoje à Caixa, Marga, receber
A pensão de reforma.
Coxo e doido, Marga. Muito!
Duro é ser velho, e, então, de ossos a arder?
A minha tíbia engole facas.
Fui hoje à Caixa receber
O troco das pernas fracas.
E lembrei-me de ti, que eras habituée
Lá pela ordem dos trinta, dos cinquenta milhões.
Da formiga à cigarra:
(Iguais ocasiões)
- Que faisiez vous aux temps chaux,
Dit-elle à cette emprunteuse.
Lembrei-me de ti com La Fontaine,
Cigarra, claro, chanteuse.
Formiga fora uma aubaine.
Marga, é tão triste o dinheiro!
Até já o ganhas, como eu,
E andaste coxa, cheia de dores
Tu que o atiravas aos punhados
Como em batalha de flores
Estás como os reformados
À espera dos directores
Mas como ainda és bonita
E há sempre um, pronto aos favores,
Vê bem o que ele te debita
Que descontos te faz
Ê provável que insista
Sabendo-te "petite amie" de um pobre pensionista
A menina bem sabe que há certas coisas que nem mesmo um aperto
(Ai, a minha perninha!)
Cornucópia - corno coxo.



in
Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga (2003) - Vitorino Nemésio

Música adequada à data...

 

Amália Rodrigues - Gaivota
Poema: Alexandre O'Neill
Música: Alain Oulman

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Porque hoje é dia de ler Poesia...

(imagem daqui)

 

O Poema Pouco Original do Medo
 
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
 
Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
 
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles
 
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
 
Ah o medo vai ter tudo
tudo
 
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
 
*
 
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
 
Sim
a ratos
  
   
in Abandono Vigiado (1960) - Alexandre O'Neill

 

Phil Ochs nasceu há 81 anos

 
Philip David
"Phil" Ochs (El Paso, Texas, December 19, 1940 – Far Rockaway, New York City, April 9, 1976) was an American protest singer (or, as he preferred, a topical singer) and songwriter who was known for his sharp wit, sardonic humor, earnest humanism, political activism, insightful and alliterative lyrics, and distinctive voice. He wrote hundreds of songs in the 1960s and '70s and released eight albums.

Ochs performed at many political events during the 1960s counterculture era, including anti-Vietnam War and civil rights rallies, student events, and organized labor events over the course of his career, in addition to many concert appearances at such venues as New York City's Town Hall and Carnegie Hall. Politically, Ochs described himself as a "left social democrat" who became an "early revolutionary" after the protests at the 1968 Democratic National Convention in Chicago led to a police riot, which had a profound effect on his state of mind.

After years of prolific writing in the 1960s, Ochs's mental stability declined in the 1970s. He eventually succumbed to a number of problems including bipolar disorder and alcoholism, and died by suicide in 1976.

Some of Ochs's major musical influences were Woody Guthrie, Pete Seeger, Buddy Holly, Elvis Presley, Bob Gibson, Faron Young, and Merle Haggard. His best-known songs include "I Ain't Marching Anymore", "Changes", "Crucifixion", "Draft Dodger Rag", "Love Me, I'm a Liberal", "Outside of a Small Circle of Friends", "Power and the Glory", "There but for Fortune", and "The War Is Over".

 
     

 


Let's Groove...!

Jimmy Bain nasceu há 74 anos

      
Jimmy Bain (Newtonmore, Highland, 19 de dezembro de 1947 – 24 de janeiro de 2016) foi um baixista escocês, famoso por ter tocado nas bandas Rainbow e Dio com Ronnie James Dio. Ele também trabalhou com o vocalista dos Thin Lizzy, Phil Lynott, co-escrevendo canções para os seus álbuns a solo.
  

 


Alvin Lee nasceu há 77 anos

      

Alvin Lee, born Graham Anthony Barnes (Nottingham, 19 December 1944 – Estepona, Spain, 6 March 2013) was an English singer, songwriter and guitarist. He is best known as the lead vocalist and lead guitarist of the blues rock band Ten Years After

  

 


Limahl - 63 anos

    
Christopher Hamill (Pemberton, 19 de dezembro de 1958), mais conhecido pelo nome artístico de Limahl, é um cantor britânico que alcançou fama mundial como vocalista da banda britânica de synthpop e new waveKajagoogoo, antes de seguir carreira a solo. O seu maior sucesso foi "The Never Ending Story" (1984), tema da banda sonora do filme homónimo

   

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A morte saiu à rua - o Pintor morreu...

 

   

A Morte Saiu À Rua - Zeca Afonso

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
 
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
 
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
 
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

O primeiro Rei Borbon espanhol nasceu há 338 anos

 
Filipe V de Espanha (Versalhes, 19 de dezembro de 1683Madrid, 9 de julho de 1746), conhecido como Filipe de Anjou antes da sua subida ao trono espanhol, era neto do rei francês Luís XIV, tendo governado a Espanha entre 1700 e 1746, bem como os reinos de Nápoles (até 1707) e da Sicília (até 1713) – foi o primeiro rei espanhol da dinastia de Bourbon.
As demais potências europeias receavam a união de dois Estados tão poderosos, tanto quanto a França temia uma reunião da Espanha e da Áustria de novo sobre a cabeça de um Habsburgo. Daí ter-se gerado um conflito, motivado pela sucessão de Carlos II de Espanha, que morrera sem filhos, mas designara como sucessor o neto de Luís XIV, Filipe de Anjou, que era filho de sua meio-irmã mais velha. O imperador Leopoldo I da Áustria, parente próximo do rei defunto, julgando-se com direitos ao trono de Espanha, iniciou as hostilidades, e assim teve início a Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713).
Embora tivesse saído vencedor e permanecido como rei de Espanha, teve que ceder à Grã-Bretanha a ilha de Menorca, nas Baleares, assim como o rochedo de Gibraltar, e aos Habsburgos da Áustria os Países Baixos espanhóis. A perda dos territórios mencionados marcou o início do declínio espanhol na Europa, por oposição ao da França, agora senhora praticamente incontestada no Continente Europeu, e da Grã-Bretanha, que dominava as rotas do comércio mundial.
A 14 de janeiro de 1724, Filipe abdicou do trono a favor do seu filho mais velho, Luís, mas voltaria a assumir a coroa de Espanha sete meses mais tarde, quando o seu filho faleceu, vítima de varíola.
Filipe ajudou os seus familiares em França a conseguir significativos ganhos territoriais durante as guerras de sucessão na Polónia e Áustria.
Embora o seu governo tenha contribuído para uma melhoria significativa do Estado da Espanha, que ficara muito enfraquecida durante o ocaso da dinastia de Habsburgo, para o fim da vida, Filipe viu-se afligido por uma depressão, caindo como outros antecessores do trono espanhol, num estado de grande melancolia. A sua segunda esposa, Isabel Farnésio, dominava o monarca.
À sua morte, viria a ser sucedido por Fernando VI, seu segundo filho da sua primeira esposa, Maria Luísa de Sabóia; quando este também morreu sem descendentes, foi sucedido pelo filho que teve do segundo casamento, Carlos III.

Vitorino Nemésio nasceu há cento e vinte anos...!


Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Praia da Vitória, 19 de Dezembro de 1901Lisboa, 20 de Fevereiro de 1978) foi um poeta, escritor e intelectual de origem açoriana que se destacou como romancista, autor de Mau Tempo no Canal, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


O Futuro Perfeito

A neta explora-me os dentes.
Penteia-me como quem carda.
Terra da sua experiência,
Meu rosto diverte-a, parda
Imagem dada à inocência.

Finjo que lhe como os dedos,
Fura-me os olhos cansados,
Íntima aos meus próprios medos
Deixa-mos sossegados.

E tira, tira puxando
Coisas de mim, divertida.
Assim me vai transformando
Em tempo de sua vida.



Vitorino Nemésio

Brejnev nasceu há 115 anos

   
Leonid Ilitch Brejnev (Kamenskoe, 19 de dezembro de 1906 - Moscovo, 10 de novembro de 1982) foi um estadista soviético que esteve à frente da União Soviética entre 1964 e 1982. Chefiou o Partido Comunista, tendo presidido ao Soviete Supremo de 1977 até a sua morte. Teve sob seu comando o maior exército do mundo na época e um imenso arsenal nuclear, no período em que a URSS chegou ao seu ápice geopolítico. Pôs em prática a Doutrina da Soberania Limitada, que buscou impedir a expansão e influência do liberalismo pelo mundo, razão pela qual é considerada neoestalinista, pelo seu cunho expansionista, agressivo e revolucionário.
   
  
O Beijo de Erich Honecker e Leonid Brejnev (daqui)