sábado, abril 30, 2022

Os muçulmanos invadiram a Península Ibérica há mil trezentos e onze anos


Tárique ibn Ziade
(em árabe: طارق بن زياد; romaniz.: Tāriq ibn Ziyād; circa 670 - 720) ou Táriq foi um estratega e general do exército omíada. Provavelmente de origem berbere, comandou, em 711, a conquista da Península Ibérica, ocupada até então pelos visigodos.  
  

 Biografia  

 É possível que Tárique tenha sido um escravo liberto de Muça ibne Noçáir, governador do Norte de África (Magrebe). Muça incumbiu-o de defender a posição de um grupo de herdeiros do rei Vitiza, uma fação inimiga do Reino Visigótico, com altas posições na hierarquia visigótica. A 30 de abril de 711, o exército de Tárique desembarcou no rochedo a que, posteriormente, se chamou Jabal Tárique ("monte de Tárique"), que hoje é conhecido como Gibraltar.

Música adequada à data...

   

A Lenda do Abaeté - Dorival Caymmi

 

No Abaeté tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca
Ô de areia branca
Ô de areia branca

De manhã cedo
Se uma lavadeira
Vai lavar roupa no Abaeté
Vai se benzendo
Porque diz que ouve
Ouve a zoada
Do batucajé

O pescador
Deixa que seu filhinho
Tome jangada
Faça o que quisé
Mas dá pancada se o seu filhinho brinca
Perto da Lagoa do Abaeté
Do Abaeté

A noite tá que é um dia
Diz alguém olhando a Lua
Pela praia as criancinhas
Brincam à luz do luar

O luar prateia tudo
Coqueiral, areia e mar
A gente imagina quanto a lagoa linda é

A Lua se enamorando
Nas águas do Abaeté
Credo, Cruz
Que diz conjuro
Quem falou de Abaeté
No Abaeté tem uma lagoa escura

 

NOTA: para os mais distraídos, ouçam esta canção:



Algumas celebridades começaram a deixar impressões no cimento do Teatro Chinês, em Hollywood, há 95 anos


O TLC Chinese Theater Imax (Teatro Chinês ou antigamente Grauman’s Chinese Theatre) é um cinema localizado no número 6925 da Hollywood Boulevard, em Hollywood, Califórnia, Estados Unidos. Ao longo da sua fachada situa-se a histórica "Forecourt of the Stars" (o Pátio das Estrelas, em tradução livre). 

  

 (...)

  


A principal atração turística do Grauman's Chinese Theatre é a sua mundialmente famosa "Forecourt of the Stars", onde há impressões de mãos de celebridades de Hollywood, pegadas e autógrafos no cimento do pátio de entrada do teatro, tendo atualmente mais de 304 impressões.

Douglas Fairbanks e Mary Pickford foram as primeiras celebridades a deixarem as suas pegadas no cimento do Teatro Chinês, Hollywood.

 

in Wikipédia

Gauss nasceu há 245 anos

   
Johann Carl Friedrich Gauss (ou Gauß(Braunschweig, 30 de abril de 1777 - Göttingen, 23 de fevereiro de 1855), foi um matemático, astrónomo e físico alemão que contribuiu muito em diversas áreas da ciência, dentre elas a teoria dos números, estatística, análise matemática, geometria diferencial, geodesia, geofísica, eletroestática, astronomia e ótica.
Alguns referem com um Princeps mathematicorum (em Latim, "o príncipe da matemática" ou "o mais notável dos matemáticos") e um "grande matemático desde a antiguidade", Gauss tinha uma marca influente em muitas áreas da matemática e da ciência e é um dos mais influentes na história da matemática. Ele refere para a matemática com "a rainha das ciências".

Filho de pais humildes, seu pai, Gerhard Diederich, era jardineiro e pedreiro e sua mãe, Dorothea Benze, era analfabeta, não se tendo registado a data de nascimento de Gauss.
Aos sete anos entrou para a escola. Segundo uma história famosa, seu professor, Butner, pediu que os alunos somassem os números inteiros de um a cem, mal havia enunciado o problema e o jovem Gauss colocou sua lousa sobre a mesa, dizendo: ligget se! Sua resposta, 5050, foi encontrada através do raciocínio que demonstra a fórmula da soma de uma progressão aritmética. Butner reconheceu a genialidade menino de dez anos, passou a incentivá-lo nos seus estudos, junto com seu jovem assistente, Johann Martin Bartels (1769-1856), apaixonado pela matemática. Entre Bartels, com dezassete anos, e o aluno de dez nasceu uma boa amizade que durou toda a vida.
Em novembro de 1804 casou-se com Johanna Elisabeth Rosina Osthoff (n. 8 de maio de 1780) e que faleceu alguns anos depois, em 11 de outubro de 1809. Do primeiro casamento teve três filhos: Joseph, Wilhelmine e Louis. Depois casou com Friederica Wilhelmine Waldeck, com quem teve mais três filhos: Eugen, Wilhelm e Therese.

Matemática
Aos doze anos Gauss já olhava com desconfiança para os fundamentos da geometria euclidiana; aos dezasseis já tinha tido seu primeiro vislumbre de uma geometria diferente da de Euclides. Um ano mais tarde, começou uma busca crítica das provas, na teoria dos números, que tinham sido aceitas por seus antecessores e tomou a decisão de preencher os vazios e completar o que tinha sido feito pela metade. Aritmética, o campo de seus primeiros triunfos, tornou-se seu estudo favorito e o campo de sua obra prima. Para que a prova fosse absolutamente certa, Gauss acrescentou uma fecunda e engenhosa matemática que nunca foi superada.
Bartels apresentou-o a alguns influentes homens em Brunswick que, impressionados, levaram-no para que Carl Wilhelm Ferdinand, Duque de Brunswick o conhecesse. O Duque de Brunswick imediatamente assegurou que sua educação no Collegium Carolinum continuaria até ser completada. Nos três anos em que ali esteve dominou os mais importantes trabalhos de Leonhard Euler, Lagrange e, acima de tudo, o Princípia de Newton. Por seus estudos redescobriu, e foi o primeiro a provar, "a jóia da aritmética," o "theorema aureum" e "teorema de ouro", conhecido como a lei da reciprocidade quadrática, que Euler tinha induzido e Legendre tentara provar, sem qualquer resultado.
Com a idade de quinze anos fez um grande avanço em línguas clássicas estudando sozinho e com a ajuda de amigos mais velhos. Teve a oposição de seu pai mas Dorothea Gauss venceu a resistência do marido e o Duque patrocinou dois anos de curso no Gymnasium. Ali ele assombrou a todos por sua mestria nos clássicos.
Tinha inventado (aos dezoito anos) o método dos mínimos quadrados, que hoje é indispensável em pesquisas geodésicas, e em todos os trabalhos em que o "mais provável" valor, de alguma coisa que é medida, é deduzido após um grande número de medidas. Gauss dividiu o mérito com Legendre, que publicou o método independentemente em 1806. Este trabalho foi o começo do interesse de Gauss na teoria dos erros de observação. A lei de Gauss da distribuição normal de erros e sua curva em formato de sino, que a acompanha, é hoje familiar para todos que trabalham com estatística.
A decisão sobre o seu verdadeiro caminho, se o da filologia ou da matemática, foi feita em 30 de março de 1796 quando começou seu diário científico, que representa um dos mais preciosos documentos da história da matemática. O estudo de línguas passou a ser um passatempo para o resto de sua vida. O diário só foi conhecido pela ciência em 1898, quarenta e três anos depois de sua morte, quando a Sociedade Real de Göttingen o pediu emprestado a um neto de Gauss para estudo crítico. Ali se encontram dezanove pequenas páginas e contém 146 extremamente resumidos registos de descobertas ou resultados de cálculos, o último deles datado de 9 de julho de 1814.
Nem todas as descobertas de Gauss no período prolífico de 1796 a 1814 foram anotadas, mas muitas das que ele rascunhou são suficientes para estabelecer a prioridade de Gauss em vários campos (funções elípticas, por exemplo) onde alguns de seus contemporâneos se recusaram a acreditar que ele os havia precedido.
Muito ficou encerrado por anos ou décadas neste diário. Gauss nunca reivindicou a autoria de descobertas a que ele se antecipara (algumas se tornaram importantes campos da matemática no século XIX). No diário, há anotações muito pessoais, como por exemplo, no dia 10 de Julho de 1798 há o seguinte registo: ΕΥΡΗΚΑ! NUM = v + v + v. Traduzindo-se: Eureka! Todo número positivo é a soma de três números triangulares.
Embora o sentido de alguns registos esteja perdido para sempre, a maior parte é suficientemente clara. Alguns nunca foram publicados, segundo ele, por considerar seus trabalhos científicos apenas como resultado da profunda compulsão de sua natureza. Publicá-los para o conhecimento de outros lhe era inteiramente indiferente. Disse também que um tal volume de novas ideias brotaram em sua mente, antes de ter completado vinte anos que, dificilmente, poderia controlá-las, só havendo tempo de registar uma pequena fração delas.
Gauss apresentava provas sintéticas e conclusões indestrutíveis de suas descobertas às quais nada poderia ser acrescentado ou retirado. Uma catedral não é uma catedral - disse - até que o último andaime tenha sido retirado. Com este ideal diante de si, Gauss preferia polir a sua obra muitas vezes, ao invés de publicar um grosseiro esboço. O seu princípio era: uma árvore com poucos frutos maduros (Pauca sed matura).
Os frutos deste esforço em busca da perfeição estavam, na verdade, maduros mas nem sempre facilmente digeríveis. Todos os passos pelos quais tinha sido atingido suas descobertas tinham sido omitidos, não era fácil para seus seguidores redescobrir a estrada pela qual ele tinha caminhado. Consequentemente, alguns de seus trabalhos tiveram que esperar por intérpretes altamente qualificados antes que o mundo da matemática pudesse entendê-los.
Só os matemáticos do século XIX se consciencializaram quanto Gauss tinha previsto antes de 1800. Caso ele tivesse divulgado o que sabia, é possível que a matemática estivesse meio século mais adiantada do que se encontra. Niels Henrik Abel e Jacobi poderiam ter começado de onde Gauss terminou, ao invés de terem que redescobrir o que Gauss já sabia antes que eles tivessem nascido.
Os três anos (outubro de 1795 - setembro de 1798) na Universidade de Göttingen foram os mais prolíficos da vida de Gauss. Graças à generosidade do Duque Ferdinand o jovem não teve que se preocupar com finanças.
Em setembro de 1798 foi para a Universidade de Helmstedt, tendo sido precedido por sua fama, hospedou-se na casa do professor de Matemática Johann Friedrick Pfaff (1765-1825).
No outono europeu de 1798, aos 21 anos, finalizou a Disquisitiones. O livro só foi publicado em setembro de 1801. Em agradecimento por tudo que Ferdinand lhe havia feito Gauss dedicou seu livro ao Duque - Sereníssimo Pricipi ac Domino Carolo Guiliermo Ferdinando. Foi uma justa homenagem àquele que o salvara tantas vezes (arranjando alunos, pagando pela impressão de sua dissertação do doutorado (Universidade de Helmstedt, 1799), assegurou uma modesta pensão que lhe permitiria continuar seu trabalho científico livre dos obstáculos da pobreza…). Gauss escreveu em sua dedicatória "Sua bondade libertou-me de outras responsabilidades e permitiu que eu me dedicasse exclusivamente a este trabalho."
Disquisitiones representou seu adeus à matemática pura, como seu interesse exclusivo. O livro é de difícil leitura, até mesmo para especialistas, mas os tesouros que contém estão agora disponíveis graças ao trabalho do amigo e discípulo de Gauss, Johann Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1804-1859).
Expandiu sua atividade para incluir os aspetos matemáticos e práticos na astronomia, geodésica e eletromagnetismo.

Astronomia
O segundo grande estágio da carreira de Gauss começou no primeiro dia do século XIX, também um grande marco na história da filosofia e astronomia, quando Giuseppe Piazzi (1746-1826) de Palermo, no dia da abertura do século XIX, reconheceu o que tinha sido inicialmente tomado por um pequeno cometa aproximando-se do Sol, como um novo planeta - mais tarde denominado Ceres, o primeiro do fervilhante número de menores planetas hoje conhecidos. A descoberta deste novo planeta originou um sarcástico ataque aos astrónomos que presumiam a existência de um oitavo planeta. Disse Hegel: "Poderiam eles dar alguma atenção à filosofia? Se o fizessem reconheceriam imediatamente que só podem existir sete planetas, nem mais nem menos. Sua busca portanto é uma estúpida perda de tempo".
Gauss desprezava os filósofos que se ocupavam de assuntos científicos, por eles não compreendidos. E levou a sério a existência de Ceres.
Seus amigos e seu pai estavam impacientes para que o jovem Gauss encontrasse algum trabalho lucrativo, agora que o Duque já dera por terminada sua ajuda.
Este novo planeta descoberto encontrava-se numa posição que tornava extremamente difícil sua observação. Calcular sua órbita com tão escassos detalhes disponíveis poderia ser quase impossível. Mas para o jovem cuja memória inumana o capacitava a dispensar uma tábua de logaritmos quando ele estava apressado, toda esta aritmética infinda - logística, não aritmética - não assustava. Era, ao contrário, um desafio tentador, que lhe daria fama e dinheiro.
Após vinte anos de trabalho Ceres foi redescoberto, precisamente onde os engenhosos e detalhados cálculos de Gauss tinham predito que ela seria encontrada. 2 Palas, Vesta e Juno, planetas insignificantes companheiros do diminuto Ceres foram rapidamente descobertos pelos telescópios. Cálculos que haviam tomado três dias de trabalho a Leonhard Euler (tendo sido dito que um deles o teria levado a cegueira) eram agora simples exercícios de algumas laboriosas horas. Gauss prescreveu o método e a rotina.
Em 1809 ele publicou sua segunda obra prima "Teoria do Movimento dos Corpos Celestiais Girando a volta do Sol", na qual se encontra uma exaustiva explanação da determinação das órbitas dos planetas e cometas.
Gauss não estava isento de inimigos. Foi ridicularizado por aqueles que consideravam um desperdício de tempo computar a órbita de um planeta insignificante. Trinta anos depois, quando Gauss assentou os fundamentos da teoria matemática de eletromagnetismo e inventou o telégrafo elétrico foi, mais uma vez, ridicularizado.
O Duque de Bruswick aumentou a pensão possibilitando o seu casamento em outubro de 1805, com a idade de vinte e seis anos, com Johanne Osthof de Brunswick transformando a sua vida, como ele próprio disse a um amigo, numa eterna primavera com novas e brilhantes cores.
A morte do Duque Brunswick, obrigou-o a encontrar algum forma de sobrevivência para sustentar sua família. Não foi difícil. Em 1807 ele foi designado diretor do Observatório de Göttingen com o privilégio - e dever, quando necessário - de ensinar matemática aos alunos.
O salário era modesto mas suficiente para suas necessidades e de sua família. O luxo nunca o atraiu e sua vida não se modificara nos últimos vinte anos, tendo assim permanecido até à sua morte: em seu estúdio uma pequena mesa com cobertura verde, uma mesa alta pintada de branco, um sofá estreito e, depois do seu septuagésimo aniversário, uma cadeira de braços com uma capa de veludo. Isto era tudo de que ele precisava.
A péssima situação da Alemanha sob a pilhagem dos franceses e a perda de sua primeira mulher arruinaram a saúde de Gauss. A sua predisposição para hipocondria, agravada pelo trabalho incessante, piorou seu estado. A sua infelicidade nunca foi dividida com seus amigos. Para seu diário matemático ele confidenciou: "a morte seria mais querida do que tal vida".
Então, quase exatamente após seu segundo casamento, o grande cometa de 1811, o primeiro observado por Gauss, no crepúsculo do dia 22 de agosto, brilhou sem se fazer anunciar. Foi a oportunidade de testar os instrumentos que Gauss tinha inventado para dominar os planetas menores.
Os seus instrumentos provaram ser adequados. Enquanto isso, o povo supersticioso da Europa, com olhos apavorados, seguia o espetáculo em que o cometa arrastava sua cauda na sua aproximação do Sol, vendo na brilhante lâmina um aviso do céu de que o Rei dos Reis estava irado com Napoleão e cansado da crueldade do tirano. Gauss teve a satisfação de ver o cometa seguir a rota por ele calculada até o último centímetro. Por seu lado, o crédulo povo viu comprovada sua predição, quando o Grande Exército de Napoleão Bonaparte foi destruído nas planícies geladas da Rússia. Este foi um dos raros momentos em que a explicação popular cabe nos fatos dos quais resultam consequências mais importantes do que a científica.
Gauss obteve avanços significativos em geometria e na aplicação da matemática para a teoria newtoniana da atração e eletromagnetismo. Como foi possível a um único homem realizar tão colossal massa de trabalho da mais alta categoria? Com sua modéstia característica Gauss declarou que "se outros tivessem pensado nas verdades matemáticas tão profunda e continuamente quanto eu, eles poderiam, ter feito minhas descobertas".
Ele disse que durante quatro anos, raramente se passava uma semana sem que ele não despendesse algum tempo para fazer alguma descoberta. A solução finalmente vinha por si mesma como um relâmpago. Não se pode imaginar, entretanto que a resposta tivesse surgido por si mesma como uma nova estrela, sem as horas despendidas em sua busca. Algumas vezes, depois de passar dias ou semanas sem qualquer resultado em alguma pesquisa, depois de uma noite de insónia, o resultado surgia inteiro, brilhando em sua mente. A inteligência para intensa e prolongada concentração era parte do seu segredo.
A Geodesia deve a Gauss a invenção do heliótropo, um engenhoso aparelho pelo qual podem ser transmitidos sinais praticamente instantâneos através da luz refletida. Os instrumentos astronómicos também receberam notável avanço através de suas mãos. E, como último exemplo da engenhosidade de Gauss em 1833 ele inventou o telégrafo elétrico que ele e seu companheiro de trabalho Wilhelm Eduard Weber (1804-1891) usavam para trocar mensagens.
Dava pouca importância ao uso prático de suas invenções. Gauss nunca foi atraído pelo reconhecimento público oficial, embora sua competência em estatística, seguro e aritmética política pudessem ter feito dele um bom ministro de dinheiro.

Física
Na física, lei de Gauss é a lei que estabelece a relação entre o fluxo elétrico que passa através de uma superfície fechada e a quantidade de carga elétrica que existe dentro do volume limitado por esta superfície. A lei de Gauss é uma das quatro Equações de Maxwell e foi elaborada por Carl Friedrich Gauss no século XIX.
Em 1840, publicou seu influente Dioptrische Untersuchungen, no qual fez a primeira análise sistemática da formação de imagens sob a aproximação paraxial.
 

Os Estados Unidos da América compraram o território da Louisiana há 219 anos

The modern United States, with Louisiana Purchase overlay (in green)
    
The Louisiana Purchase (French: Vente de la Louisiane "Sale of Louisiana") was the acquisition by the United States of America in 1803 of 828,000 square miles (2,140,000 km2) of France's claim to the territory of Louisiana. The U.S. paid 50 million francs ($11,250,000) plus cancellation of debts worth 18 million francs ($3,750,000), for a total sum of 15 million dollars (less than 3 cents per acre) for the Louisiana territory ($230 million in 2012 dollars, less than 42 cents per acre).
The Louisiana territory encompassed all or part of 15 present U.S. states and two Canadian provinces. The land purchased contained all of present-day Arkansas, Missouri, Iowa, Oklahoma, Kansas, and Nebraska; parts of Minnesota that were west of the Mississippi River; most of North Dakota; most of South Dakota; northeastern New Mexico; northern Texas; the portions of Montana, Wyoming, and Colorado east of the Continental Divide; Louisiana west of the Mississippi River, including the city of New Orleans; and small portions of land that would eventually become part of the Canadian provinces of Alberta and Saskatchewan.
France controlled this vast area from 1699 until 1762, the year it gave the territory to its ally Spain. Under Napoleon Bonaparte, France took back the territory in 1800 in the hope of building an empire in North America. A slave revolt in Haiti and an impending war with Britain, however, led France to abandon these plans and sell the entire territory to the United States, who had originally intended only to seek the purchase of New Orleans and its adjacent lands.
The purchase of the territory of Louisiana took place during the presidency of Thomas Jefferson. At the time, the purchase faced domestic opposition because it was thought to be unconstitutional. Although he agreed that the U.S. Constitution did not contain provisions for acquiring territory, Jefferson decided to go ahead with the purchase anyway in order to remove France's presence in the region and to protect both U.S. trade access to the port of New Orleans and free passage on the Mississippi River.
   
(...)
   
Although the foreign minister Talleyrand opposed the plan, on April 10, 1803, Napoleon told the Treasury Minister François de Barbé-Marbois that he was considering selling the entire Louisiana Territory to the United States. On April 11, 1803, just days before Monroe's arrival, Barbé-Marbois offered Livingston all of Louisiana for $15 million, equivalent to about $230 million in present-day values.
The American representatives were prepared to pay up to $10 million for New Orleans and its environs, but were dumbfounded when the vastly larger territory was offered for $15 million. Jefferson had authorized Livingston only to purchase New Orleans. However, Livingston was certain that the United States would accept the offer.
The Americans thought that Napoleon might withdraw the offer at any time, preventing the United States from acquiring New Orleans, so they agreed and signed the Louisiana Purchase Treaty on April 30, 1803. On July 4, 1803, the treaty reached Washington, D.C.. The Louisiana Territory was vast, stretching from the Gulf of Mexico in the south to Rupert's Land in the north, and from the Mississippi River in the east to the Rocky Mountains in the west. Acquiring the territory would double the size of the United States at a sum of less than 3 cents per acre.
    

A Legião Estrangeira Francesa provou no México a sua valentia há 159 anos

 
A Batalha de Camarón, ocorrida a 30 de abril de 1863 entre a Legião Estrangeira Francesa e o Exército mexicano, é considerada pela Legião como um momento decisivo em sua história. Uma pequena patrulha de infantaria liderada pelo capitão Jean Danjou e pelos tenentes Maudet e Vilain, totalizando 62 soldados e três oficiais, foi atacada e sitiada por uma força mexicana que chegou a atingir 2.000 soldados de infantaria e cavalaria, e foi forçada a ocupar uma posição defensiva nas proximidades da fazenda Camarón, em Camarón de Tejeda, Veracruz, México. A conduta atribuída à Legião neste combate é mística e Camarón tornou-se, dentro das fileiras da Legião, sinónimo de coragem e luta-até-à-morte.
  
Antecedentes
Como parte da intervenção francesa no México, um exército francês comandado por Conde de Lorencez, sitiava a cidade mexicana de Puebla. Temendo problemas de logística, os franceses enviaram um transporte com 3 milhões de francos, material e munições para o cerco. A III Companhia da Legião Estrangeira foi encarregada de proteger o comboio, sendo o capitão Danjou o comandante.
  
A batalha   
A 30 de abril, à 01.00 horas, os soldados estavam a caminho. Às 7 da manhã, após uma marcha de 15 milhas, pararam em Palo Verde para descansar e preparar o pequeno almoço. Logo depois, uma força do exército mexicano de 800 cavaleiros foi avistada. O capitão Danjou ordenou ao destacamento a formação em quadrado e, apesar de recuarem, causaram as primeiras perdas pesadas ao exército mexicano, principalmente devido ao maior alcance do rifle francês.
Buscando uma posição mais defensável, Danjou ocupou as proximidades da fazenda Camarón, uma hospedagem protegida por um muro de três metros de altura. O seu plano era manter ocupadas as forças mexicanas para evitar ataques contra o comboio que estava nas proximidades. Enquanto os legionários se preparavam para defender a hospedagem, o comandante mexicano, o coronel Milan, exigiu a rendição de Danjou e de seus soldados, ressaltando a superioridade numérica do exército mexicano. Danjou respondeu: "Temos munições. Não vamos nos render."
Aproximadamente às 11 horas, as tropas mexicanas receberam reforços, com a chegada de 1.200 soldados de infantaria. A hospedagem incendiou-se, mas os franceses já haviam perdido toda a água no início da manhã, quando mulas foram perdidas durante o recuo.
Ao meio-dia, o capitão Danjou foi baleado no peito e morreu, mas seus soldados continuaram lutando, apesar todas as adversidades, sob o comando do segundo tenente Vilain, que resistiu durante quatro horas antes de cair durante um ataque das tropas mexicanas.
Às 5 da tarde apenas 12 legionários permaneciam em torno do segundo tenente Maudet. Logo depois das 18.00 horas, com as munições esgotadas, os últimos soldados, sob o comando do tenente Maudet, desesperadamente montaram uma carga de baioneta.
O coronel Milan, comandante dos mexicanos, evitou que os seus homens cortassem os legionários sobreviventes em pedaços. Quando os seis últimos sobreviventes foram convidados a se renderem, eles pediram aos soldados mexicanos o retornar à base com a sua bandeira, manter as suas armas e escoltar o corpo do capitão Danjou. Milan concordou com os termos dos franceses comentando: "O que posso recusar a esses homens? Não, estes não são homens, são demónios.", e, por respeito, concordou com estes termos.

(...)

O comboio de abastecimento dos franceses com sessenta carroças e cento e cinquenta mulas com peças de artilharia, medicamentos, víveres e francos franceses, escoltada por duas outras companhias de legionários, chegou a salvo até Puebla. Os mexicanos não conseguiram conter o cerco e a cidade caiu em 17 de maio.
O capitão Danjou era um soldado profissional e havia perdido a mão esquerda durante uma expedição de mapeamento na campanha da Argélia. Ele tinha uma mão prostética, de madeira articulada e pintada para se assemelhar a uma luva, presa ao seu antebraço esquerdo. Negligenciada por ambos, franceses e mexicanos que vieram para enterrar os seus mortos, a mão foi encontrada mais tarde por um agricultor anglo-francês, Langlais, e foi vendida e levada para a casa da Legião Estrangeira.
Por causa dessa batalha Napoleão III de França determinou que na bandeira de todos os regimentos estrangeiros haveria a inscrição "Camerone 1863". Todos os militares franceses passaram a fazer a apresentação de armas ao passar pelo local da batalha em gesto de homenagem. Em 1892 foi construído um monumento com uma inscrição em latim rezando: "Eles foram aqui menos de sessenta, opostos a todo um exército que lhes destruiu a vida antes que a coragem abandonasse seus soldados franceses".
No dia 30 de abril é comemorado como "Dia de Camarón", um dia importante para os legionários. A mão protética de madeira do Capitão Danjou é trazida para a exposição durante cerimónias especiais. A mão é o artefacto mais importante na história da Legião e o legionário que a carrega durante desfile na sua caixa protetora tem grande prestígio pela honra concedida.
 
  

Franz Lehár nasceu há 152 anos

     
Franz Lehár (Komárom, Áustria-Hungria, atual Komárno, na Eslováquia; 30 de abril de 1870 - Bad Ischl, Áustria; 24 de outubro de 1948) foi um compositor austríaco de ascendência húngara, conhecido principalmente pelas suas operetas. Ele foi um dos maiores compositores da Áustria.
O seu maior sucesso foi Die lustige Witwe (A Viúva Alegre), apresentada pela primeira vez no Theater an der Wien (Viena) a 30 de dezembro de 1905.
    

 


Manet morreu há 139 anos

   
Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 - Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX.
Os gostos de Manet não vão para os tons fortes utilizados na nova estética impressionista. Prefere os jogos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito diferente dos nus adocicados da época. O trabalhado das texturas é apenas sugerido, as formas, simplificadas. Os temas deixaram de ser impessoais ou alegóricos, passando a traduzir a vida da época, e, em certos quadros, seguiam a estética naturalista de Zola e Maupassant.
Manet era criticado não apenas pelos temas, mas também pela sua técnica, que escapava às convenções académicas. Frequentemente inspirado pelos mestres clássicos e em particular pelos espanhóis do Século de Ouro, Manet influenciou, entretanto, certos precursores do impressionismo, em virtude da pureza de sua abordagem. A esta sua libertação das associações literárias tradicionais, cómicas ou moralistas, com a pintura, deve o facto de ser considerado um dos fundadores da arte moderna. As suas principais obras foram: Almoço na relva ou Almoço no Campo, Olímpia, A sacada, O tocador de pífaro e A execução de Maximiliano.
   
 A execução de Maximiliano - 1867
      
Olympia
 
Retrato do Senhor e Senhora Auguste Manet
 

O criminoso nazi von Ribbentrop nasceu há 129 anos

     
Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (Wesel, 30 de abril de 1893 - Nuremberga, 16 de outubro de 1946) foi um político alemão, ministro de Relações Exteriores da Alemanha nazi entre 1938 e 1945 e uma das principais e influentes figuras do Terceiro Reich de Adolf Hitler.
Foi também um dos líderes nazis acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal de Nuremberga, condenado à morte e enforcado após a derrota e rendição alemã na Segunda Guerra Mundial.
 
(...)
  
Tornou-se célebre por ter representado a Alemanha no chamado Pacto Ribbentrop-Molotov, um acordo de não agressão, assinado em Moscovo, com a União Soviética, sendo esta representada por Viatcheslav Molotov.
  

Dorival Caymmi nasceu há 108 anos

Dorival Caymmi em 1938
   
Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914 - Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2008) foi um cantor, compositor, guitarrista, pintor e ator brasileiro.
Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um cancro renal que o afetava há nove anos e o mantinha doente em casa, desde dezembro de 2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem ou Rosa Morena.
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
     

   

 

É doce morrer no mar - Dorival Caymmi

 

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Saveiro partiu de noite foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou
É doce morrer

A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim
É doce morrer

Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá
É doce morrer

Jeff Timmons, dos 98 Degrees, faz hoje 49 anos

    
Jeffrey Brandon Timmons (Canton, Ohio, 30 de abril de 1973) é um cantor e produtor musical norte-americano e membro fundador do grupo nomeado para o Grammy,  os 98 Degrees.
  

 


Amanda Palmer faz hoje 46 anos

   
Amanda Palmer (Nova Iorque, 30 de abril de 1976) é uma artista americana que despontou como vocalista e pianista da banda The Dresden Dolls. Desde então, também desenvolveu a sua carreira a solo, além de ser "metade" da dupla Evelyn Evelyn, criada em parceria com Jason Webley. Atualmente atua como vocalista para a banda The Grand Theft Orchestra. Em 13 de março de 2015 lançou o livro A Arte de Pedir.    
   
 
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A primeira manifestação das Mães da Praça de Maio foi há 45 anos...

  

As Mães da Praça de Maio (em espanhol, Asociación Madres de la Plaza de Mayo) é uma associação argentina de mães que tiveram os seus filhos assassinados ou desaparecidos durante o terrorismo de Estado da ditadura militar, que governou o país entre 1976 e 1983. Elas organizaram-se tentando descobrir o que ocorreu com os seus filhos e começaram a fazer passeatas em 1977 na Praça de Maio, em Buenos Aires, em frente a Casa Rosada, a sede do governo argentino, em desafio público ao terrorismo de Estado do governo, destinado a silenciar toda a oposição política. Vestindo lenços de cabeça branca para simbolizar as fraldas de seus filhos perdidos, as mães marcharam em solidariedade para protestar contra as atrocidades cometidas pelo regime militar. Eles responsabilizaram o governo pelas violações de direitos humanos que eles cometeram durante o período em que estiveram no poder.

As Mães da Praça de Maio foram o primeiro grande grupo a se organizar contra essas violações de direitos humanos. Juntas, as mulheres criaram uma força dinâmica e inesperada, que existia em oposição às restrições tradicionais às mulheres na América Latina. As mães se reuniram e pressionaram por informações sobre seus filhos. Ao realizar esses esforços, eles também destacaram as violações de direitos humanos ocorridas e aumentaram a consciencialização em escalas locais e internacionais. Seu legado e progresso subsequente foram bem sucedidos devido à sua organização de grupo sustentada, uso de símbolos e slogans, e protestos semanais silenciosos. Hoje, as mães estão empenhadas na luta pelos direitos humanos, políticos e civis na América Latina e em outros lugares.

O governo militar considerou essas mulheres politicamente subversivas; a fundadora das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, juntamente com as freiras francesas Alice Domon e Léonie Duquet que apoiaram o movimento, foram sequestradas, torturadas e assassinadas pelo governo militar por ordem de Alfredo Astiz, ex-comandante naval da Marinha Argentina e Jorge Rafael Videla, ex-comandante do Exército Argentino e ditador da Argentina entre 1976 e 1981, ambos condenados à prisão perpétua pelos seus papéis na repressão das Mães da Praça de Maio e outros dissidentes durante a Guerra Suja.

   


Pañuelo blanco, símbolo de las Madres de Plaza de Mayo
   
Su objetivo inicial era poder tener una audiencia con el presidente de facto argentino Jorge Rafael Videla. Para ello se reunieron en la Plaza de Mayo y efectuaron una manifestación pública pacífica pidiendo saber el paradero de sus hijos.
La idea de reunirse en la Plaza de Mayo surgió el sábado 30 de abril de 1977, cuando el grupo inicial de 14 madres de detenidos y desaparecidos estaba esperando que las atendiera el secretario del vicario castrense, en la Curia Metropolitana (en Buenos Aires). Una de ellas, Azucena Villaflor, propuso entonces: «Individualmente no vamos a conseguir nada. ¿Por qué no vamos todas a la Plaza de Mayo? Cuando vea que somos muchas, Videla tendrá que recibirnos». La elección de la Plaza de Mayo se debió a que está situada frente a la Casa Rosada ― sede de la Presidencia ― y a que es el lugar donde tradicionalmente se han efectuado manifestaciones políticas. Las 14 madres caminaron hasta la plaza y se quedaron de pie enfrente de la entrada principal de la Casa Rosada.
   

Devendra Banhart faz hoje quarenta e um anos

        
Devendra Banhart (30 de maio de 1981) é um cantor e compositor norte-americano. Nascido em Houston, Texas, e criado na Venezuela, Devendra Banhart é um dos principais artistas do movimento folk psicadélico.
      

 


Muddy Waters morreu há 39 anos...

    
McKinley Morganfield ou Muddy Waters (Condado de Issaquena, Mississippi, 4 de abril de 1913 - Westmont, Illinois, 30 de abril de 1983) foi um músico de blues norte-americano, considerado o pai dos Chicago Blues. Atribui-se a Muddy Waters a ideia de invenção da guitarra elétrica. Foi considerado o 49º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
     
(...)
       
Em 30 de abril de 1983 Muddy Waters morreu vítima de insuficiência cardíaca, enquanto dormia, na sua casa, em Westmont, Illinois. Foi enterrado no "Restvale Cemetery" em Alsip, Illinois. A cidade de Chicago e o subúrbio de Westmont homenagearam Muddy colocando o seu nome em diversas ruas.
   

 


George Balanchine morreu há 39 anos

     
Giorgi Melitonovich Balanchivadze (São Petersburgo, 22 de janeiro de 1904Nova Iorque, 30 de abril de 1983) foi um coreógrafo.
Nasceu em São Petersburgo, na Rússia, em 1904, com o nome de Georgi Militonovitch Balanchivadze. Influenciado pelo pai, que era compositor, o jovem bailarino estudou composição e piano no Conservatório de Leninegrado, o que fez com que se tornasse, segundo críticos da época, o coreógrafo de maior conhecimento musical de seu tempo.
Começou na Escola Imperial em 1914, onde veio a se formar sete anos depois. Estreou como coreógrafo em 1923, com um pequeno grupo de bailarinos, entre os quais Alexandra Danilova e no ano seguinte, a sua companhia, denominada "Os Bailarinos do Estado Russo" incursionou pelo estrangeiro para fugir para o mundo ocidental.
Desertou da União Soviética em 1924, quando foi então convidado por Diaghilev para ingressar na sua Companhia, os Ballets Russes. Nesta Companhia, criou importantes coreografias como La Pastorale, Jack in the Box e Triumph of Neptune.
Nos Estados Unidos, aceitando convite de Lincoln Kirstein (1907-1996), que sonhava em criar uma escola e companhia de balé na América, Balanchine desenvolve uma dança totalmente nova, a partir dos estilos dos balés clássicos francês, italiano e russo. Teve uma longa colaboração com Igor Stravinsky (Apollo foi uma das coreografias que fizeram juntos), e em 1934 fundou em Nova Iorque a School of American Ballet. E em 1948, cria a Companhia de Balé Americano, o New York City Ballet, passando então, a trabalhar como mestre de balé e principal coreógrafo da Companhia, até à sua morte, em 1983.
Com toda sua enorme trupe de bailarinos, mudou-se em 1964 para o New York State Theater, instalado no Lincoln Center, que foi especialmente construído para ele. Quando morreu, da doença de Creutzfeldt-Jakob, os bailarinos oriundos da sua companhia dirigiam mais de dez companhias de balé nos Estados Unidos, Suíça e Japão.
Balanchine é reconhecido como o coreógrafo que revolucionou o pensamento e a visão sobre a dança no mundo, sendo responsável pela fusão dos conceitos modernos com as ideias tradicionais do balé clássico, o verdadeiro criador do bailado contemporâneo e um dos maiores influenciadores dos mestres da dança de nossos dias, a exemplo de Antony Tudor, William Dollar, Agnes de Mille, Alvin Ailey, John Neumeier, Robert Joffrey, Harold Lang, Arthur Mitchell, Richard Tanner, William Forsithe, Twyla Tharp e até os modernos Alwin Nikolais, Eliot Feld e Merce Cunningham, além de Jerome Robbins (Jerome Rabinovitz), expressão máxima da criação neoclássica norte-americana, igualmente de origem russo-judaica.
   

Joaquim Agostinho teve um acidente que lhe seria fatal faz hoje 38 anos

(imagem daqui)
    
Joaquim Agostinho (Torres Vedras, 7 de abril de 1943 - Lisboa, 10 de maio de 1984) foi um ciclista português. Morreu depois de dez dias em coma em consequência de uma queda sofrida numa etapa da X Volta ao Algarve.
  
Joaquim Agostinho começou a praticar ciclismo no Sporting Clube de Portugal, equipa que o descobriu ao treinar perto de Casalinhos de Alfaiata em Torres Vedras, começando a praticar já com 25 anos de idade, mas ainda conseguiu evoluir de tal forma que é usualmente referido como o melhor ciclista português de todos os tempos.
A sua carreira internacional começou em 1968, depois de ter sido observado pelo director desportivo francês Jean de Gribaldy, obtendo resultados de destaque na Volta a Espanha, vários dias de amarelo e um segundo lugar final, distando apenas 11 segundos da vitória, e na Volta a França onde terminou duas vezes no pódio (3º lugar) e venceu a mítica etapa de Alpe d'Huez.
  
A 30 de abril de 1984, quando liderava (era o Camisola Amarela...) a X Volta ao Algarve, na 5ª. etapa, a 300 metros da meta, um cão atravessou-se no seu caminho, o que o fez cair, provocando-lhe uma fratura craniana - algum tempo depois afirmou-se que as consequências deste acidente poderiam ser menores se Joaquim levasse capacete. Levantou-se, voltou a montar na bicicleta e terminou a etapa, com a ajuda de dois colegas de equipa (Sporting/Raposeira). As persistentes dores na cabeça levaram-no a ingressar no hospital de Loulé, onde o seu estado de saúde se agravou drasticamente. Foi evacuado de emergência, fazendo 300 km de ambulância (na altura não havia helicópteros para transporte de doentes em Portugal, nem serviço de Neurocirurgia no Algarve), para ser operado no hospital da CUF, em Lisboa. Após dez intervenções cirúrgicas, de ser dado clinicamente morto 48 horas depois da queda e de permanecer dez dias em coma, faleceu, a 10 de maio de 1984, às 09.37 horas. Foi enterrado na sua terra natal e nunca será esquecido, pelos que amam o ciclismo e o Sporting.
  
    
NOTA: caiu e passou a última meta duplamente, com as camisolas que amava e pelas quais era conhecido, a do Sporting e a Amarela - eterno Joaquim Agostinho..!

Roland Ratzenberger morreu há 28 anos...

Design do capacete de Ratzenberger, com referência à bandeira austríaca
   
Roland Ratzenberger (Salzburgo, 4 de julho de 1960 - Ímola, Bolonha na Itália, 30 de abril de 1994) foi um piloto de Fórmula 1 austríaco.
A Curva Villeneuve, local onde Ratzenberger colidiu com seu carro no seu acidente fatal em Ímola
   
Carreira
Antes de correr pela Simtek - uma das equipas da Fórmula 1 em 1994 - o piloto austríaco havia participado em diversas categorias do automobilismo internacional, sobretudo no Japão e na Inglaterra.  A sua chance de correr na temporada de 1994 previa um contrato de cinco corridas, para que ele mostrasse um bom desempenho.
No início da temporada dizia que não iria expor o carro a acidentes, já que a equipa se encontrava com sérias restrições orçamentais. No GP do Brasil, não conseguiu classificar-se; em Aida, no Japão, obteve um bom desempenho: largou em 22º e chegou em 11º. Nos treinos livres para o GP de San Marino, Ratzenberger fazia uma tentativa de classificação quando, depois da Variante Alta e a antes da curva Rivazza, a asa dianteira do Simtek soltou-se e o piloto, sem controle do carro, chocou violentamente contra o muro, a cerca de 308 km/h.
Ratzenberger teve fraturas múltiplas no crânio e no pescoço. Logo após o acidente, uma tentativa de reanimação cardíaca foi feita na própria pista. A sua morte foi anunciada oito minutos após o piloto ter dado entrada no Hospital Maggiore de Bologna. Após o acidente, a Simtek anunciou que não iria se retirar da corrida, alegando que Roland gostaria que David Brabham, o seu companheiro de equipa, participasse da corrida. Andrea Montermini, piloto de testes da Simtek, ocupou o lugar do austríaco.
As investigações do acidente geraram grande controvérsia especialmente porque, no dia anterior (sexta), Rubens Barrichelo sofreu um acidente grave e no domingo, outro piloto morreria na mesma pista: Ayrton Senna. A discussão se concentra na determinação da hora e local da morte de Ratzenberger. Os organizadores da corrida e da FIA alegam que foi levado ainda com vida para Bolonha, enquanto que os investigadores alegam que teve morte instantânea ou, no mínimo, ainda dentro no circuito de Ímola. Segundo as leis italianas, se um desportista morrer durante um evento desportivo, o evento deve ser cancelado e todo o complexo desportivo colocado à disposição dos peritos até o final da investigação, que pode durar meses ou anos. Se isso tivesse acontecido, a morte de Senna teria sido evitada.
Por outro lado, as autoridades afirmam que tanto a FIA como a organização da prova tratou de retardar o anúncio da morte, para evitar o cancelamento do evento e o consequente prejuízo que isso iria causar. No dia seguinte, o acidente que tirou a vida de Senna seria tratado da mesma forma.
    
Roland Ratzenberger no seu último dia em Ímola
    
    
NOTA: para que houvesse  GP de San Marino, a organização teve que esconder o acidente grave de Rubens Barrichelo, a morte de Roland Ratzenberger e o acidente entre Pedro Lamy e J.J. Lehto e a morte de Ayrton Senna... Outros tempos...