sábado, abril 04, 2026
Hoje celebra-se o Dia do Antigo Estudante de Coimbra...!
Postado por Fernando Martins às 00:00 0 comentários
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sexta-feira, abril 03, 2026
Música para recordar uma hora triste...
Postado por Pedro Luna às 15:00 0 comentários
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Hilário morreu há cento e trinta anos...
Fica então a questão do porquê de Augusto Hilário. A resposta vem num documento anexo à Certidão de Edade referindo que no seu crisma solicitou para daí em diante se chamar Augusto Hilário (em 1877).
Quanto ao seu percurso escolar segundo João Inês Vaz e Júlio Cruz terá principiado no Liceu de Viseu pois frequentou o Liceu de Viseu com o intuito de fazer os estudos preparatórios para admissão à Faculdade de Filosofia. Certo é que, em 1889, vem para Coimbra fazer os preparatórios de Medicina. Dos Anuários da Universidade de Coimbra conclui-se que esteve matriculado em Filosofia entre os anos letivos de 1889/1890 e 1891/1892 como aluno obrigado, sendo de destacar também que no ano letivo de 1890/1891 frequentou a cadeira o Curso Livre de Língua Grega. Nos anos letivos de 1892/1893 a 1895/1896 esteve matriculado em Medicina, tendo repetido o primeiro ano, tendo falecido quase a terminar o Curso.
Viveu na Rua Infante D. Augusto n.º 60, no Largo do Observatório n º 5, e na Travessa de S. Pedro n.º 14. No entanto, segundo os autores já citados, quando veio para Coimbra também se inscreveu na Marinha para receber subsídio do Estado Português.
É claro que durante o seu tempo de estudante cantou e tocou guitarra, tendo feito parte da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (no tempo em que o Doutor Egas Moniz, futuro Prémio Nobel da Medicina, era o Presidente da Tuna). Participou também na célebre homenagem a João de Deus, durante a qual, segundo João Inês Vaz e Júlio Cruz, após a atuação, terá atirado a guitarra para a assistência e, claro está, nunca mais a viu. Para obviar a falta da guitarra, valeu-lhe o Ateneu Comercial de Lisboa que lhe ofereceu a derradeira guitarra em 1895 (a guitarra do Hilário que hoje conhecemos).
Depois de ter atuado em diversos locais do país, acabou por falecer em Viseu no dia 3 de abril de 1896. Segundo a cópia da Certidão de Óbito na obra dos autores referenciados, morreu pelas nove horas da noite e sem sacramentos. Além disso, foi sepultado no cemitério público desta cidade [Viseu]."
Postado por Fernando Martins às 01:30 0 comentários
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...para recordar um estudante de Coimbra...
Fado Hilário
A minha capa velhinha
É da cor da noite escura
A minha capa velhinha
É da cor da noite escura
Nela quero amortalhar-me
Quando for para a sepultura
Nela quero amortalhar-me
Quando for para a sepultura
Ela há de contar aos vermes
Já que eu não posso falar
Ela há de contar aos vermes
Já que eu não posso falar
Segredos luarizados
Da minha alma a soluçar
Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra
Postado por Pedro Luna às 00:13 0 comentários
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segunda-feira, março 30, 2026
Napoleão Amorim, vetusta voz da canção de Coimbra, nasceu há cento e dois anos...

Falecimento de Napoleão Amorim
Chega-nos a notícia do falecimento do Eng. Napoleão Ferreira Amorim (30.03.1924 - 30.10.2023), cantor, que teve passagens pelas Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e da Universidade do Porto, tendo feito na última a sua formatura. O tenor Napoleão Amorim, natural de Espinho, era o mais antigo cantor da escola clássica em atividade. Deixou alguns registos fonográficos, gravados no outono da vida.
in Guitarra de Coimbra V (Cithara Conimbrigensis)
Postado por Fernando Martins às 01:02 0 comentários
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quarta-feira, março 25, 2026
Hoje é dia de ouvir Fado de Coimbra...
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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Pedro Ramalho, um cantor de Fado de Coimbra, nasceu há 87 anos...
in Guitarra de Coimbra V (Cithara Conimbrigensis)
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terça-feira, março 24, 2026
Música para celebrar o Dia Nacional do Estudante...
Postado por Pedro Luna às 00:20 0 comentários
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sábado, março 21, 2026
Música para recordar que andam pela terra os poetas...
Andam pela terra os poetas - Luiz Goes
Letra: Carlos Carranca; Música: João Moura
Andam p'la terra os poetas,
Dizem que são de ficar
Dizem que são de ficar
São como filhos das ervas.
Andam p'la terra os poetas,
Vivem da luz do luar
Crescem ao som das estrelas
Vivem da luz do luar.
Crescem ao som das estrelas
Vivem da luz do luar.
.
Andam p'la terra os poetas,
Numa canção de embalar
Numa canção de embalar
Moram na brisa das velas.
Andam p'la terra os poetas,
Nas ondas altas do mar
Andam p'la terra os poetas
Nas ondas altas do mar.
Andam p'la terra os poetas
Nas ondas altas do mar.
Postado por Pedro Luna às 10:01 0 comentários
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quarta-feira, março 18, 2026
Hoje é dia de recordar um Poeta, cuja alma perdura numa amada Torre de Coimbra...
Esta torre celebrizou-se por ter sido a residência do poeta António Pereira Nobre (1867-1900), quando estudante, no final do século XIX. Daí deriva o nome pelo qual é melhor conhecida hoje, conforme o verso, em uma placa epigráfica, na sua fachada:
- "O poeta aqui viveu no oiro do seu Sonho
- Por isso a Torre esguia o nome veio d'Anto
- Legenda d'Alma Só e coração tristonho
- Que poetas ungiu na graça do seu pranto"
- "Esta Torre de Anto foi assim chamada por António Nobre, o grande poeta do Só, que nela morou e a cantou nos seus versos. E habitou-a mais tarde Alberto d'Oliveira, ilustre escritor e diplomata, o grande amigo de António Nobre e da Coimbra amada."
Postado por Pedro Luna às 12:06 0 comentários
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segunda-feira, março 16, 2026
Luiz Goes canta António Botto...
O Meu Fado - Luiz Goes
Música: Armando do Carmo Goes
Letra: António Tomás Botto
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo,
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Tem quatro letras apenas
A triste palavra amor,
Menos uma do que a morte,
Mas mais uma do que a dor.
Postado por Pedro Luna às 15:51 0 comentários
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sexta-feira, março 13, 2026
Música para recordar um presidente da Académica precocemente desaparecido...
Postado por Pedro Luna às 04:00 0 comentários
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domingo, março 01, 2026
Música para celebrar uma Universidade e uma Academia...
Balada do Estudante - Adriano Correia de Oliveira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como ao vento uma bandeira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento na bandeira
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
Postado por Pedro Luna às 01:29 0 comentários
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segunda-feira, fevereiro 23, 2026
Não te esquecemos, Zeca...
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Saudades de Zeca Afonso...
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinhol na prisão
Adeus que me vou embora
Adeus que me quero ir
Deita cá esses teus olhos
Que me quero despedir
Com os cegos me confundo
Amor desde que te vi
Nada mais vejo no mundo
Quando não te vejo a ti
Adeus que me vou embora
Adeus que me quero ir
Deita cá esses teus olhos
Que me quero despedir
Postado por Pedro Luna às 03:09 0 comentários
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Zeca Afonso morreu há 39 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
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segunda-feira, fevereiro 16, 2026
Hoje foi dia de se cantar Fado de Coimbra...
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Discurso adequado à data...
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Saudades de Carlos Paredes...
Postado por Pedro Luna às 10:10 0 comentários
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José Manuel dos Santos nasceu há oitenta e três anos...
Faz hoje, dia 16 de fevereiro de 2013, 70 anos que nasceu em Coimbra, JOSÉ MANUEL DOS SANTOS. Faleceu na sua cidade natal, a 25 de julho de 1989.
José Manuel Martins dos Santos, nasceu em Coimbra, fez a instrução primária na sua terra, e curso liceal no Liceu D. João III. A seguir, matriculou-se em Engenharia Civil, na Universidade de Coimbra, depois no curso de Psicologia, nunca tendo avançado significativamente em nenhum deles. A canção de Coimbra, a vida académica, e a boémia saudável que quase todo o estudante adora viver, eram superiores à vontade de estudar. Os seus pais, com um pequeno comércio na Rua Ferreira Borges, na Baixa de Coimbra, e com uma venda de bilhetes no teatro Avenida, lá iam assegurando o tipo de vida, que o Zé Manel gostava de viver. Calcorreava a Coimbra nas serenatas de rua, nos espetáculos organizados pelos diferentes Organismos e Instituições, onde a Canção de Coimbra, era presença indispensável, e onde a sua voz se identificava pela diferença qualitativa.
Vivia a mística do Penedo da Saudade, e o simbolismo da sua Sé Velha, emprestando com a sua voz maviosa, e um estilo muito próprio de cantar. A sua dimensão estética invulgar, ao cantar de Coimbra, sem romantismos retrógrados, respeitando a tradição, mas inserido num movimento de modernidade e de mudança, marcavam uma diferença significativa para os demais. Tomando por base o escrito por José Niza, JOSÉ MANUEL DOS SANTOS, acompanha pelo país e pelo estrangeiro, o Coro Misto da Universidade de Coimbra, a Tuna Académica, e o Orfeon, do qual fez parte como 1º tenor, nos anos de 1966 a 1968.
Cantou com Rui Nazaré, José Niza, Eduardo Melo, Ernesto Melo, Durval Moreirinhas, Rui Borralho, Manuel Borralho, Jorge Godinho, Hermínio Menino, António Bernardino, José Miguel Baptista, Jorge Rino, António Portugal, Rui Pato, Jorge Cravo, José Ferraz, António Andias, Manuel Dourado, Octávio Sérgio e muitos outros, igualmente importantes na divulgação da Canção de Coimbra. Refere ainda José Niza, no mesmo livro, que o Dr. Rui Pato, no Jornal de Coimbra, de setembro de 1989, escreve que José Manuel dos Santos, terá sido o único que teve a honra de interpretar a obra poética de José Nuno Guimarães. Pelo Dr. Rui Pato sabemos do agradecimento comovido da sua viúva, quando da leitura do artigo em causa, pouco tempo após a partida do amigo Zé Manel, aos 46 anos de idade. O seu filho, médico em Coimbra, terá talvez outra visão e relação, com a música e o canto de Coimbra, não tendo sofrido o encantamento que a voz de seu pai ajudou a construir, e que no fundo não foi uma contribuição ativa, para uma de carreira profissional consolidada.
Gravou dois fonogramas. Vamo-nos socorrer do trabalho do Prof. Doutor Armando Luís de Carvalho Homem, sob o título “NUNO GUIMARÃES (1942 – 1973), e a Guitarra de Coimbra nos anos 60: - impressões perante uma re–audição de cinco 45 RPM”. O autor aborda aquilo que considera que foi o caminho seguido por ele, e pelos seus companheiros, nas suas vivências académicas, inseridas nas preocupações estéticas dos mesmos, no domínio da Canção de Coimbra. Atende-se preferencialmente no contexto social e político envolvente, à época, na Academia do Porto, e num tempo de mudança, de lutas sociais e políticas dos anos 60. ALCH aborda a discografia de Nuno Guimarães, com base na sua experiência da sua vida de jovem compositor e violista, a nosso ver, estruturada em dois pilares fundamentais:
- A dimensão cimeira, do que foram o saber, a experiência na composição e interpretação da música e da canção de Coimbra, da lavra do seu saudoso Pai, o Dr. Armando de Carvalho Homem (1923 – 1991), e a sua passagem enriquecedora pela Academia de Coimbra.
A propósito dos fonogramas gravados por JOSÉ MANUEL DOS SANTOS, ALCH, escreveu:
- Serenata de Coimbra: José Manuel dos Santos, EP AM 4.039, ed. OFIR/ Discoteca Santo António, s.d. (tal com os restantes); instrumentistas: Nuno Guimarães/ Manuel Borralho (gg), Rui Pato/ Jorge Ferraz (vv); contém os seguintes temas (todos da autoria de NG): “Fado da Vida”, “Elegia à Mãe”, “Anjo Negro” e “Rosa e a Noite”.
- Coimbra Antiga: Fados por José Manuel dos Santos, EP AM 4.069; instrumentistas: Nuno Guimarães/ Manuel Borralho (gg), Rui Pato/Jorge Rino (vv); contém os temas “Adeus Minho Encantador”, “Fado das Penumbras”, “Canção da Beira” e “Fado Manassés”.
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS partiu muito novo. Tinha 46 anos e a cidade que o viu nascer, também o viu partir, naquele triste dia de 25 de julho de 1989.
in Guitarra de Coimbra V (Cithara Conimbrigensis)
Postado por Fernando Martins às 08:30 0 comentários
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