O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Recorda-se
já com profunda saudade o fadista e cantor de baladas de Coimbra
FREDERICO VINAGRE, nascido em 26 de abril de 1947 e falecido em 30 de
janeiro de 2026.
Lembrar FREDERICO VINAGRE
Frederico
da Silveira Vinagre, conhecido artisticamente por Frederico Vinagre,
foi um fadista português associado a repertórios que cruzam o fado de
Lisboa e, sobretudo, a tradição do fado e da canção de Coimbra, onde se
destacou em gravações que ajudaram a fixar temas emblemáticos como
“Coimbra (Avril au Portugal)”, “Balada da Despedida”, “Fado Hilário”,
“Saudades de Coimbra (Do Choupal até à Lapa)” e “Fado do Adeus (À Sr.ª
do Almortão)”.
A presença em
edições discográficas tornou-se uma das principais pistas do seu
percurso artístico, com lançamentos e reedições em diferentes formatos
ao longo de anos, entre os quais registos como Fados de Coimbra,
trabalhos que circularam em compilações e álbuns associados a editoras e
coleções de música portuguesa, incluindo edições identificadas em
plataformas e catálogos como a Metro-Som e a Movieplay.
Em
gravações creditadas, é também comum encontrá-lo acompanhado por
instrumentistas ligados à guitarra portuguesa e à viola, o que reforça a
filiação do seu canto na matriz clássica do género e na estética de
serenata e balada que marcou parte do fado coimbrão.
Para
além do registo fonográfico, o seu nome surge citado em estudos e
trabalhos académicos sobre o fado, onde lhe é atribuída uma formulação
sintética e expressiva sobre o sentido desta canção urbana, que o coloca
na linhagem de intérpretes que entendem o fado como narrativa emotiva e
espelho social.
Ao longo do
tempo, as suas interpretações foram mantendo circulação pública através
de reedições digitais e plataformas de streaming, permitindo que o seu
repertório continuasse acessível a novos ouvintes e a comunidades de
apreciadores do fado e da canção de Coimbra.
Canções do Nosso Tempo é um álbum da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), lançado em março de 2026, que reúne temas marcantes das serenatas da última década. O CD celebra o Fado de Coimbra com criações originais e novas interpretações, estando disponível em plataformas de streaming e YouTube.
Para celebrar o Dia Mundial da Voz, aqui fica uma música deste que vale a pena, com um jovem (autor de letra e música e ainda cantor) que eu mandei para Coimbra para estudar Psicologia:
Filho de Joaquim Gomes de Oliveira e de sua mulher, Laura Correia, Adriano foi um intérprete do fado de Coimbra e cantor de intervenção. A sua família era marcadamente católica,
crescendo num ambiente que descreveu como «marcadamente rural, entre
videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o
rio». Depois de frequentar o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959. Viveu na Real República Ras-Teparta, foi solista no Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, ator no CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica e jogador de voleibol na Briosa. Na década de 60 adere ao Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de 62, contra o salazarismo. Nesse ano foi candidato à Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo MUD.
Data de 1963 o seu primeiro EP, Fados de Coimbra. Acompanhado por António Portugal e Rui Pato, o álbum continha a interpretação de Trova do vento que passa, poema de Manuel Alegre, que se tornaria uma espécie de hino da resistência dos estudantes à ditadura. Em 1967 gravou o álbumAdriano Correia de Oliveira, que, entre outras canções, tinha Canção com lágrimas.
Em 1966 casa-se com Maria Matilde de Lemos de Figueiredo Leite, filha do médico António Manuel Vieira de Figueiredo Leite (Coimbra, Taveiro, 11 de outubro de 1917 - Coimbra, 22 de março de 2000) e de sua mulher Maria Margarida de Seixas Nogueira de Lemos (Salsete,
São Tomé, 13 de junho de 1923), depois casada com Carlos Acosta. O
casal, que mais tarde se separaria, veio a ter dois filhos: Isabel,
nascida em 1967, e José Manuel, nascido em 1971. Chamado a cumprir o Serviço Militar, em 1967, ficaria apenas a uma disciplina de se formar em Direito.
Lança Cantaremos, em 1970, e Gente d' aqui e de agora, em 1971, este último com o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, e composição de José Niza. Em 1973 lança Fados de Coimbra, em disco, e funda a Editora Edicta, com Carlos Vargas, para se tornar produtor na Orfeu, em 1974. Participa na fundação da Cooperativa Cantabril, logo após a Revolução dos Cravos e lança, em 1975, Que nunca mais, onde se inclui o tema Tejo que levas as águas. A revista inglesa Music Week elege-o Artista do Ano. Em 1980 lança o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, ingressando no ano seguinte na Cooperativa Era Nova, em rutura com a Cantabril.
Vítima de uma hemorragia esofágica, morreu na quinta da família, em Avintes, nos braços da sua mãe.
A 24 de setembro de 1983 foi feito Comendador da Ordem da Liberdade e a 24 de abril de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em ambos os casos a título póstumo.
"Augusto Hilário da Costa Alves nasceu em Viseu em 1864. No entanto, ao consultarmos a sua Certidão de Edade
no Arquivo da Universidade de Coimbra, reparamos que na transcrição do
seu registo de batismo, afinal, foi exposto na roda desta cidade
[Viseu] pelas cinco horas da manhã e que em vez de se chamar Augusto
Hilário refere a quem dei o nome de Lázaro Augusto.
Fica então a questão do porquê de Augusto Hilário. A resposta vem num documento anexo à Certidão de Edade referindo que no seu crisma solicitou para daí em diante se chamar Augusto Hilário (em 1877).
Quanto ao seu percurso escolar segundo João Inês Vaz e Júlio Cruz terá
principiado no Liceu de Viseu pois frequentou o Liceu de Viseu com o
intuito de fazer os estudos preparatórios para admissão à Faculdade de
Filosofia. Certo é que, em 1889, vem para Coimbra fazer os preparatórios
de Medicina. Dos Anuários da Universidade de Coimbra conclui-se que
esteve matriculado em Filosofia entre os anos letivos de 1889/1890 e
1891/1892 como aluno obrigado, sendo de destacar também que no ano
letivo de 1890/1891 frequentou a cadeira o Curso Livre de Língua Grega.
Nos anos letivos de 1892/1893 a 1895/1896 esteve matriculado em
Medicina, tendo repetido o primeiro ano, tendo falecido quase a terminar
o Curso.
Viveu na Rua Infante D. Augusto n.º 60, no Largo do Observatório n º 5, e
na Travessa de S. Pedro n.º 14. No entanto, segundo os autores já
citados, quando veio para Coimbra também se inscreveu na Marinha para
receber subsídio do Estado Português.
É claro que durante o seu tempo de estudante cantou e tocou guitarra,
tendo feito parte da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (no tempo
em que o Doutor Egas Moniz, futuro Prémio Nobel da Medicina, era o
Presidente da Tuna). Participou também na célebre homenagem a João de
Deus, durante a qual, segundo João Inês Vaz e Júlio Cruz, após a
atuação, terá atirado a guitarra para a assistência e, claro está,
nunca mais a viu. Para obviar a falta da guitarra, valeu-lhe o Ateneu
Comercial de Lisboa que lhe ofereceu a derradeira guitarra em 1895 (a guitarra do Hilário que hoje conhecemos).
Depois de ter atuado em diversos locais do país, acabou por falecer em
Viseu no dia 3 de abril de 1896. Segundo a cópia da Certidão de Óbito na
obra dos autores referenciados, morreu pelas nove horas da noite e sem
sacramentos. Além disso, foi sepultado no cemitério público desta cidade
[Viseu]."
Chega-nos a notícia do falecimento do Eng. Napoleão
Ferreira Amorim (30.03.1924 - 30.10.2023), cantor, que teve passagens pelas Faculdade de Ciências
da Universidade de Coimbra e da Universidade do Porto, tendo feito na última a sua formatura. O tenor
Napoleão Amorim, natural de Espinho, era o mais antigo cantor da escola
clássica em atividade. Deixou alguns registos fonográficos, gravados no
outono da vida.
Faz hoje, dia 25 de março de 2013, 74 anos que PEDRO
OLIVEIRA MARQUES DE MAGALHÃES RAMALHO nasceu, em Lisboa, no ano de 1939.
Faleceu, na mesma cidade, a 20 de janeiro de 2011.
Pedro Ramalho, era filho do engenheiro António Sobral Mendes de
Magalhães Ramalho e da Sra. D. Maria Luísa Oliveira Marques, sendo um de seis
irmãos. Três rapazes, Miguel, Pedro e Paulo e três raparigas, Maria do Rosário,
Maria de Jesus e Maria Margarida. Feita a Instrução Primária, o Pedro frequenta
o Liceu Camões, onde faz o curso secundário. Candidata-se ao Instituto Superior
Técnico, em Lisboa, passa no exame de admissão ao curso de engenharia mecânica,
está no primeiro ano em 1957, e conclui a licenciatura em 1964. Gostava de cantar
e tocar viola. Pertenceu ao Orfeão Académico de Lisboa, que tinha um Grupo de
Fados e Serenatas de Coimbra, onde o Pedro veio a ser um dos cantores.
Rapidamente passa a ser o cantor de serviço e de eleição, juntamente com
Almeida e Silva, e o Durão (do Sardoal), que também cantava bem. Nas guitarras
está o Eduardo Craveiro, filho de Coimbra, que era um seguidor de Artur
Paredes, depois o Durão, o Luís Penedo, e alguns outros. Nas violas, o Seixas,
o Henrique Azevedo (futuro cunhado), e muitos outros. Faziam serenatas pela
cidade, à moda de Coimbra, e as jovens deliciavam-se. Para completar o Teotónio
Xavier, amigo do Carlos Paredes, aparecia e imitava animais, sobretudo galos de
capoeira, pondo os animais a cantar, acordando toda a vizinhança, a altas horas
da noite, recebendo em troca alguns "mimos" que não devem ficar
escritos.
No “escritório”, a cave da casa paterna na Avenida
Defensores de Chaves, em Lisboa, juntava-se a rapaziada para conversar, tocar e
cantar. Ali faziam-se os ensaios. De Fado de Coimbra, e de tudo o que cheirasse
a canto e a música. O Grupo “Os Feiticeiros”, virados para o fado de Lisboa,
também lá ensaiavam. O Durão estava em todas, e ainda tinha tempo para dizer
poesia, e animar a malta. A rapaziada amiga, de Coimbra, quando vinha a Lisboa,
por lá passava. Se não conheciam a casa, ficavam a conhecer. O estúdio, “os
comes”, a confraternização tinha fama, e chegava às margens do Mondego. Também
lá iam o Carlos Paredes, o Fernando Alvim, e muitos outros. A família Magalhães
Ramalho, oriunda dos lados de Lamego, tinha profundas ligações a Coimbra.
Por volta de 1961, Carlos Paredes achou que o Pedro
Ramalho, devia cantar canções populares das Beiras. Nesse ano, Paredes tinha um
compromisso de ir à televisão num programa de Fados de Coimbra. O cantor vinha
da Lusa Atenas. Estava na tropa, e como estamos na crise académica de 1961, as
autoridades da altura decretam que a rapaziada fica de prevenção no quartéis.
Não vem o amigo de Coimbra, mas Carlos Paredes, não se atrapalha. Vai o Pedro
Ramalho, que era ainda estudante do Técnico, e não era dado a grandes
exposições. Por fim, lá convence o Pedro a ir, e com Paredes e Fernando Alvim a
acompanhar, faz um sucesso. Tudo correu bem como era de esperar. Carlos Paredes
não disse nada, mas estava tão nervoso, que parece que deu uma fífia, que a
malta não notou. Mal acaba o programa liga ao Teotónio Xavier a perguntar-lhe
se tinha visto o programa. O Teotónio diz-lhe que sim.
Ele pergunta: - E não viste que enganei no Si menor?
O Xavier diz-lhe: - Ó homem, ninguém deu por isso!
Era assim aquela rapaziada. Carlos Paredes tinha mais
14 anos que o Pedro Ramalho, mais 9 que o Alvim, mais 8 que o Xavier, mas havia
uma sã camaradagem, que só o ano de 1974, veio criar um certo afastamento.
Situações compreensíveis, mas que não vieram a afetar o que cada um pensava
dos outros.
O Pedro Ramalho, forma-se no IST, e casa com a Maria
João em outubro de 1964. Tem o seu primeiro emprego na Cometna. De 1965 a 1969,
está na vida militar. Nascem as filhas, a Catarina, a Mónica e a Susana. A
Maria João acompanha a prole, enquanto o Pedro lá vai seguindo a sua vida
profissional, que não possibilitava, nem grandes ensaios, nem atuações. Por
volta dos finais dos anos 70, do século passado, e por influência do Carlos
Couceiro (1933 – 2010), colega amigo, recomeça a cantar. Conhece o Dr. Carlos
Figueiredo (1923 -1999) e fazem uma serenata no castelo de S. Jorge. Nas
guitarras vai o Carlos Couceiro (1930 – 2010), o Francisco Vasconcelos, e o
Frias Gonçalves. Nas violas, para além de Carlos Figueiredo, contavam com o
Ferreira Alves (1933 – 1999), um verdadeiro mestre, prematuramente
desaparecido. Estavam todos “pendurados” na guitarra do Frias Gonçalves e na
viola do Ferreira Alves. Carlos Figueiredo, era um intérprete não muito
expressivo, mas um professor de alto gabarito. Sabia ensinar no canto, na
música, e tinha um grau de exigência muito elevado. Era um compositor com
canções muito bonitas, que estão bem cantadas e tocadas, no LP “Saudades da Rua
Larga – Fados de Coimbra”, editado em 1982, pela Rádio Triunfo Lda. O Pedro
Ramalho foi o único cantor, e este fonograma, foi o único que gravou. Neste
disco de 33 1/3 rpm, SPA, RT 10012, foi acompanhado nas guitarras, por Silva
Ramos, Fernando Xavier, Teotónio Xavier e Amado Gomes. Nas violas, por Ferreira
Alves e Carlos Figueiredo. Formavam por essa altura o Grupo de Fados
Guitarradas de Coimbra “Rua Larga”. Na contracapa do disco recolhem-se palavras
de simpatia e apoio, de Carlos Paredes, Lacerda e Megre (Pai) e de Carlos Couceiro,
este último, muito ausente do país, resultado da sua vida profissional. Carlos
Figueiredo, num parágrafo refere que o disco é uma homenagem à “Década de
Oiro”, dos anos 20, do Fado de Coimbra.
Andam pela terra os poetas - Luiz Goes Letra: Carlos Carranca; Música: João Moura
Andam p'la terra os poetas, Dizem que são de ficar Dizem que são de ficar São como filhos das ervas. Andam p'la terra os poetas, Vivem da luz do luar Crescem ao som das estrelas Vivem da luz do luar. Crescem ao som das estrelas Vivem da luz do luar. . Andam p'la terra os poetas, Numa canção de embalar Numa canção de embalar Moram na brisa das velas. Andam p'la terra os poetas, Nas ondas altas do mar Andam p'la terra os poetas Nas ondas altas do mar. Andam p'la terra os poetas Nas ondas altas do mar.
A Torre de Anto, primitivamente denominada como Torre do Prior do Ameal, e atualmente como Casa do Artesanato ou Núcleo Museológico da Memória da Escrita, localiza-se na antiga freguesia de Almedina, concelho de Coimbra, distrito de Coimbra, em Portugal.
Trata-se de uma antiga torre, integrante da cerca medieval da cidade, aproximadamente a meio da maior de suas encostas, sobranceira ao rio Mondego.
Como outras torres daquela cerca, perdida a sua função defensiva, foi
transformada em unidade habitacional na primeira metade do século XVI. Data deste período a a sua designação como Torre do Prior do Ameal, assim como a sua atual aparência, com alterações menores posteriores.
Esta torre celebrizou-se por ter sido a residência do poetaAntónio Pereira Nobre (1867-1900), quando estudante, no final do século XIX. Daí deriva o nome pelo qual é melhor conhecida hoje, conforme o verso, em uma placa epigráfica, na sua fachada:
"O poeta aqui viveu no oiro do seu Sonho
Por isso a Torre esguia o nome veio d'Anto
Legenda d'Alma Só e coração tristonho
Que poetas ungiu na graça do seu pranto"
Uma segunda placa epigráfica na mesma fachada esclarece ainda:
"Esta Torre de Anto foi assim chamada por António Nobre, o grande poeta do Só,
que nela morou e a cantou nos seus versos. E habitou-a mais tarde
Alberto d'Oliveira, ilustre escritor e diplomata, o grande amigo de
António Nobre e da Coimbra amada."
O Paço de Sobre-Ribas, vizinho à Torre de Anto, também incorpora parte da antiga cerca da cidade.
Características
De pequenas dimensões, apresenta planta quadrangular, com quatro pavimentos interligados entre si por uma escada em caracol. A sua cobertura é em telhado de quatro águas.
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