Karl Schwarzschild (Frankfurt am Main, 9 de outubro de 1873 - Potsdam, 11 de maio de 1916) foi um astrónomo e físico alemão e um dos fundadores da moderna astrofísica.
sexta-feira, outubro 09, 2026
Karl Schwarzschild nasceu há 153 anos...
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quarta-feira, outubro 07, 2026
Novidades sobre o início da formação do sistema solar...
Sol pode ter engolido um planeta? Astrónomos procuram pistas escondidas no seu interior
O Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros estágios da sua história. Um novo estudo sugere que esse evento teria deixado marcas detetáveis no interior da estrela. Se confirmadas, estas pistas poderiam revelar que um planeta foi incorporado pelo Sol há biliões de anos.
O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem - o planeta teria sido incorporado à estrela durante os seus primeiros milhões de ano
O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,6 biliões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem de gás e poeira. Nos primeiros milhões de anos, este ambiente era extremamente caótico, com planetesimais e protoplanetas a colidir, migrar e a trocar energia.
Uma das hipóteses é que, no meio desse caos, o Sol tenha engolido um planeta rochoso de tamanho semelhante ao de uma super-Terra durante essa fase inicial. Forças gravitacionais e interações com o disco protoplanetário poderiam ter reduzido a sua órbita até que fosse destruído e incorporado à estrela.
Um novo estudo propõe procurar possíveis “impressões digitais” dentro do Sol que teriam sido deixadas pelo planeta no processo de colisão. A ideia é identificar alterações na composição ou na estrutura da estrela que sejam compatíveis com a incorporação de material planetário.
Caos no interior do Sistema Solar
Nos primeiros milhões de anos após a formação do Sistema Solar, o ambiente era muito mais dinâmico e instável do que é atualmente. O disco protoplanetário continha inúmeros corpos que interagiam gravitacionalmente, com colisões e mudanças de órbita a ocorrer com frequência.
Um dos exemplos mais importantes é a hipótese do grande impacto entre a Terra e Theia, um protoplaneta aproximadamente do tamanho de Marte. O choque teria ocorrido há cerca de 4,5 mil milhões de anos e ejetado uma grande quantidade de material para a órbita terrestre. Esse material teria-se agregado posteriormente, dando origem à Lua.
Encontrando digitais
Outra hipótese é que o Sol tenha engolido um planeta que teria o tamanho de uma super-Terra. Investigadores procuram a possibilidade de isto tenha deixado uma assinatura no interior do Sol. A equipa modelou a evolução solar e comparou os resultados com observações da estrutura interna da estrela.
Mesmo desaparecido há vários milhares de milhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol - alterações químicas e estruturais poderiam revelar que este evento realmente aconteceu
Os modelos indicam que uma super-Terra poderia ter deixado uma assinatura química nas camadas profundas do Sol. Esta alteração ajudaria a explicar algumas discrepâncias persistentes entre os modelos solares padrão e as observações. Entre as possíveis pistas está a baixa abundância de lítio observada no Sol.
Engolindo uma super-Terra
Os modelos desenvolvidos pelos investigadores apontam que o planeta incorporado pelo Sol provavelmente seria uma super-Terra, com massa entre cinco e dez vezes a da Terra. A equipa usou o código de evolução estelar MESA, simulando diferentes históricos de acreção e comparando os resultados.
O cenário com uma super-Terra nessa faixa de massa apresentou a melhor concordância com diferentes propriedades do Sol. Se estas características previstas pelos modelos forem identificadas, poderiam fornecer uma forte evidência de que uma super-Terra foi incorporada ao Sol há milhares de milhões de anos.
Qual é a probabilidade?
A possibilidade de o Sol ter engolido uma super-Terra está ligada à dinâmica do Sistema Solar durante a sua formação. É plausível que planetas rochosos tenham se formado em regiões mais internas que a órbita atual de Mercúrio. Colisões e interações gravitacionais poderiam favorecer o crescimento de corpos com várias vezes a massa da Terra.
Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos; estes mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre
Alguns destes objetos poderiam perder estabilidade orbital e migrar para dentro, terminando incorporados à estrela. Estrelas jovens são cercadas por discos protoplanetários nos quais o material pode ser transferido entre o disco e a própria estrela. Embora não exista uma probabilidade determinada para o evento, o cenário é possível.
Referência da notícia
Silva et. al. (2026). A solution to the paradox of youth in the Galactic centre.
in MSN Notícias
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domingo, outubro 04, 2026
Novos dados sobre a (rápida) formação da Lua...
E se a Lua se formou inteira em apenas cinco horas?

Um impacto gigante pode ter formado uma Lua intacta em cinco horas, sugere uma nova simulação.
Novas simulações do Southwest Research Institute (SwRI), realizadas num estudo liderado por cientistas da Universidade do Arizona, mostram diferenças fundamentais na forma como a Lua se terá formado a partir do impacto gigante que criou o sistema Terra-Lua.
Os resultados recorreram a técnicas de computação de ponta que têm em conta a resistência dos materiais dos dois planetas em colisão.
Estas simulações, que foram apresentadas num artigo publicado há algum tempo na revista The Astrophysical Journal Letters, podem mudar a forma como os investigadores entendem a formação da Lua e ajudar a precisar quando ocorreu o acontecimento.
“Descobrimos que a geologia prévia da proto-Lua, do tamanho de Marte, conta”, disse Adeene Denton, antiga bolseira do Programa de Pós-Doutoramento da NASA no SwRI e agora investigadora de pós-doutoramento na Divisão de Ciência e Exploração do Sistema Solar do SwRI.
“Quando simulamos a Terra e a Lua como corpos em colisão, com propriedades geológicas, isso muda a forma como a Lua se forma a partir desse impacto, algo que antes considerávamos desnecessário”, acrescenta Denton, citada pelo Phys.org.
Entre os estudos anteriores sobre o cenário do impacto gigante está um artigo de de 2001, de Robin Canup, vice-presidente da Divisão de Ciência e Exploração do Sistema Solar do SwRI, em Boulder, no Colorado, e Erik Asphaug, professor na Universidade do Arizona e coautor do estudo.
Esse trabalho concluiu que um objeto do tamanho de Marte, Theia, pode ter embatido na Terra e criado o sistema Terra-Lua. Mas essas simulações, e as posteriores, ignoravam a resistência dos materiais, tida por insignificante em acontecimentos de tão alta energia.
Denton e a sua equipa retomaram esta hipótese com métodos de computação modernos que, pela primeira vez, incorporam a resistência geológica em função da temperatura.
O calor muda o resultado
Debton explica que os modelos evoluíram para incluir a resistência dos materiais, algo muito importante quando se estudam colisões entre corpos mais pequenos, como asteroides, ou no meu artigo anterior sobre a formação do sistema Plutão-Caronte”. “Não tínhamos a certeza se isso teria importância para a Lua. Quando fizemos as simulações, percebemos que conta bastante”.
Os corpos mais quentes são mais frágeis do que os mais frios, e a equipa concluiu que a formação da Lua é sensível à temperatura dos corpos em colisão.
Nalguns cenários, uma Lua totalmente intacta surge poucas horas após o impacto. Noutros, forma-se um disco protolunar à volta da Terra que, com o tempo, acaba por dar origem à Lua.
Como os protoplanetas costumam começar quentes e arrefecer com a idade, isto cria uma nova e importante ligação entre o momento do impacto gigante e o estado inicial da Lua e o modo como se formou.
“Consoante a temperatura da Terra e de Theia antes da colisão, o impacto pode destruir Theia e produzir este enorme disco de detritos que, mais tarde, forma a Lua”, explica Denton. “Mas quando usei os mesmos parâmetros da modelização original, até às estruturas de temperatura iguais no interior dos dois corpos, ao fim de cerca de cinco horas surgiu uma Lua intacta”.

Nova modelação do Southwest Research Institute, que tem em conta a resistência do material
Uma pista sobre quando se formou a Lua
Já se tinham observado, em simulações anteriores, casos em que a Lua se forma intacta.
Mas este é o primeiro trabalho a mostrar que a resistência dos materiais e a temperatura são decisivas para que a Lua se forme intacta ou seja montada a partir de material processado num disco protolunar.
“Estes novos resultados, surpreendentes e entusiasmantes, sugerem uma possível ligação entre as propriedades físicas da Lua atual, talvez incluindo o seu teor de voláteis, e o estado térmico da Terra e de Theia na altura do impacto gigante”, explica Canup.
Segundo Canup, isto pode ajudar os cientistas a precisar melhor quando ocorreu o acontecimento que formou a Lua
Tal como nos modelos anteriores, explicar a grande semelhança de composição entre a Terra e a Lua continua a ser uma questão em aberto. Uma explicação possível é que Theia e a proto-Terra se formaram a partir de uma mesma região do disco protoplanetário, enquanto Marte, cuja composição é distinta da da Terra e da Lua, se formou mais longe.
“Como a Terra e Marte se formaram no mesmo bairro do sistema solar, são como irmãos”, conclui Denton. “A Lua e a Terra são mais como gémeos falsos“.
in ZAP
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O Sputnik 1 foi lançado há 69 anos
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segunda-feira, setembro 28, 2026
Edwin Hubble morreu há setenta e três anos...
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sábado, setembro 26, 2026
Mobius morreu há 158 anos...
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sexta-feira, setembro 25, 2026
O PoSAT-1, primeiro satélite português, foi lançado há trinta e três anos

- Órbita: 822 x 800 km, sol-síncrona;
- Inclinação: 98,6º, sol-síncrona;
- Período orbital: 101 minutos, fazendo uma média de 14 voltas por dia à Terra;
- Velocidade orbital: 7,3 km por segundo.
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quarta-feira, setembro 23, 2026
Hoje o dia e a noite duram doze horas - e o outono começa às 01.04 horas...
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O planeta Neptuno foi descoberto há cento e oitenta anos
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sexta-feira, setembro 18, 2026
Foucault nasceu há 207 anos
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segunda-feira, setembro 14, 2026
Giovanni Domenico Cassini morreu há trezentos e catorze anos
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sexta-feira, setembro 11, 2026
Ciência Viva no Verão - observação astronómica de 11.09.26 na Escola Correia Mateus (Leiria)

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quinta-feira, setembro 10, 2026
O astrónomo Ernst Opik morreu há 41 anos
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terça-feira, setembro 01, 2026
O asteroide Juno foi descoberto há 222 anos
Juno foi descoberto no dia 1 de setembro de 1804, pelo astrónomo Karl Ludwig Harding. Foi o terceiro asteroide descoberto, mas inicialmente foi considerado um planeta; foi reclassificado como asteroide e planeta menor durante a década de 1850.
Nome
Juno recebe o nome da deusa romana Juno.
'Juno' é o nome internacional para o asteroide, sujeito a variação local: Giunone (Itália), Junon (França), Yunona (Rússia), etc. O seu símbolo planetário é ③. Um símbolo antigo, ainda visto, é ⚵ (
).
Características
Juno é um dos maiores asteroides, pois contém aproximadamente 1% da massa de todo o cinturão de asteroides. É o 11º maior asteroide, e também o segundo asteroide tipo S mais massivo, após 15 Eunomia. Mesmo assim, Juno tem apenas 3% da massa de Ceres.
O período orbital de Juno é de 4,36578 anos.Postado por Fernando Martins às 02:22 0 comentários
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segunda-feira, agosto 31, 2026
Bougainville morreu há 215 anos...

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