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sábado, abril 25, 2026

Celsius morreu há duzentos e oitenta e dois anos...

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Anders Celsius (Uppsala, 27 de novembro de 1701 - Uppsala, 25 de abril de 1744) foi um astrónomo e físico sueco. Foi professor da Universidade de Uppsala (1730-1744), mas de 1732 a 1735 viajou pela Alemanha, Itália e França. Fundou o Observatório Astronómico de Uppsala em 1741, e em 1742 propôs a escala com os graus Celsius de temperatura, escala essa que tem o seu nome. A escala foi invertida em 1745 por Lineu, um ano após a morte, por tuberculose, de Celsius.
 
Vida e obra
Anders Celsius nasceu em 27 de novembro de 1701, em Uppsala, Suécia. Foi professor de astronomia na Universidade de Uppsala, de 1730 a 1744, mas viajou de 1732 a 1735, visitando principalmente observatórios na Alemanha, Itália e França.
Em 1733 publicou em Nuremberga uma coleção de 316 observações de auroras boreais feitas por ele próprio e outros, durante os anos de 1716 a 1732.
Em Paris, defendeu a medida do arco de meridiano na Lapónia, e em 1736 fez parte da expedição organizada com este intuito pela Academia Francesa de Ciências e dirigida por Pierre Louis Maupertuis.
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronómico de Uppsala em 1741, sendo porém mais conhecido pela escala de temperatura Celsius, proposta pela primeira vez num documento endereçado à Academia Real das Ciências da Suécia em 1742. Esta escala foi revista e invertida por Carolus Linnaeus em 1745 e permanece como padrão até hoje. A maior contribuição de Celsius, no entanto, foi a invenção do termómetro centígrado.
Celsius morreu, de tuberculose, em Uppsala, a 25 de abril de 1744, aos 42 anos de idade.
Encontra-se sepultado no cemitério da Catedral de Gamla Uppsala.
           

sexta-feira, abril 24, 2026

O HST - Telescópio Espacial Hubble - foi colocado no espaço há trinta e seis anos

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O Telescópio Espacial Hubble, visto do vaivém espacial Atlantis durante a Missão de Serviço 4 (STS-125)
  

O Telescópio Espacial Hubble (em inglês Hubble Space Telescope - HST) é um satélite astronómico artificial não tripulado que transporta um grande telescópio para a luz visível e infravermelha. Foi lançado pela agência espacial dos Estados Unidos - a NASA - a 24 de abril de 1990, a bordo do vaivém espacial Discovery (missão STS-31). Este telescópio já recebeu várias visitas espaciais da NASA para a manutenção e para a substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes.
O telescópio é a primeira missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais (Great Observatories Program), consistindo numa família de quatro observatórios orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho. Pela primeira vez se tornou possível ver mais longe do que as estrelas da nossa própria galáxia e estudar estruturas do Universo até então desconhecidas ou pouco observadas. O Hubble, de uma forma geral, deu à civilização humana uma nova visão do universo e proporcionou um salto equivalente ao dado pela luneta de Galileu Galilei no século XVII.
Desde a conceção original, em 1946, a iniciativa de se construir um telescópio espacial sofreu inúmeros atrasos e problemas orçamentais. Logo após o lançamento, o Hubble apresentou uma aberração esférica no espelho principal que parecia comprometer todas as potencialidades do telescópio. A situação, porém, foi corrigida numa missão especialmente concebida para a reparação do equipamento, em 1993, que passou a operar como planeado, tornando-se uma ferramenta vital para a astronomia. Imaginado nos anos 1940, projetado e construído nos anos 1970-80, e em funcionamento desde 1990, o Telescópio Espacial Hubble recebeu esse nome em homenagem a Edwin Powell Hubble, que revolucionou a Astronomia ao identificar que a velocidade de afastamento das galáxias é proporcional à sua distância.
Hubble é o telescópio de luz visível no programa Grandes Observatórios Astronômicos da NASA; outras partes do espectro são cobertas pelo Observatório de Raios Gama Compton, o Observatório de raios-X Chandra e o Telescópio espacial Spitzer (que cobre as bandas de infravermelho). O sucessor da banda do infravermelho médio para o visível do telescópio Hubble é o Telescópio Espacial James Webb (JWST), que foi lançado em 25 de dezembro de 2021, com o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman esperado para ser colocado em ação em 2027.
     
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O planeta Marte visto pelo Hubble
 
Uma das mais famosas imagens do Hubble, os "Pilares da Criação", mostrando a Nebulosa da Águia

 

A nebulosa planetária M2-9, apenas uma entre as milhares de estruturas cósmicas fascinantes reveladas pelo Hubble

 

segunda-feira, abril 13, 2026

A Apollo XIII teve um problema há 56 anos...

Insígnia da missão
                                 Estatísticas da missão                             
Módulo de comando Odissey
Módulo lunar Aquarius
Número de tripulantes 3
Lançamento 11 de abril de 1970
Cabo Kennedy
Alunagem cancelada
Aterragem 17 de abril de 1970
Duração 5 d 22 h 54 m 41 s
Imagem da tripulação

Esq. p/ dir: Lovell, Swigert, Haise
Da esquerda para a direita: Lovell, Swigert e Haise


A Apollo XIII foi a terceira missão tripulada do Projeto Apollo com destino à Lua, mas não cumpriu a missão devido a um acidente durante a viagem de ida, causado por uma explosão no módulo de serviço, que impediu a descida no satélite natural da Terra. A nave e os seus tripulantes, entretanto, conseguiram retornar à Terra, após seis dias no espaço.
  
“Houston, temos um problema”
A Apollo XIII foi lançada cerca de cinco meses após a Apollo XII ter retornado da Lua. Durante os primeiros dois dias da missão a viagem estava tranquila, desafiando os presságios dos supersticiosos com relação ao número 13. Às nove horas da noite, hora de Houston, centro do controle da missão e da nave espacial, do dia 13 de abril, a tripulação tinha acabado de fazer uma rotineira transmissão de TV. O comandante James Lovell e o piloto do módulo lunar 'Aquarius' Fred Haise, completavam um check in do módulo e o piloto do módulo de comando Odissey 'Jack' Swigert estava-se a preparar para ver algumas estrelas através do sextante. Com 55 horas e 55 minutos de missão, todos os três astronautas ouviram e sentiram um grande barulho nas entranhas da nave. Durante os próximos minutos, a medida que eles e os controladores de terra faziam uma avaliação dos prováveis danos elétricos causados na nave espacial, ficou aparente que os tripulantes estavam em sérias dificuldades. Se eles quisessem sobreviver precisariam de força, oxigénio e água suficientes para uma viagem de quatro dias em volta da Lua e de volta a Terra, mas sem um módulo de comando saudável esses três itens de sobrevivência não conseguiriam durar até o fim da jornada. Além de pouca reserva destas necessidades básicas, sem força no MC eles teriam que contar com o Sistema de Controle Ambiental do Módulo Lunar para remover o excesso de dióxido de carbono da cabine. O módulo Aquarius carregava filtros de reserva, mas a maioria deles estavam guardados no ALSEP (o pequeno conjunto de experimentos científicos para uso na Lua, carregado pelo ML, apenas acessíveis pelo lado de fora), completamente fora de alcance. Simplesmente eles não tinham filtros de hidróxido de lítio suficientes para controlar a quantidade de dióxido de carbono expelida pelos três astronautas. E para tornar tudo mais dramático, a tripulação estava voando numa trajetória em direção da Lua que não os permitiria voltar a Terra sem uma boa ignição dos motores. O motor principal, claro, era instalado na traseira do Odissey e, sem o suprimento de força, dava no mesmo se a tripulação o tivesse deixado em Cabo Canaveral.
A equipe do Programa Apollo tinha grande orgulho de sua capacidade e se houvesse um jeito de improvisar e trazer a tripulação a salvo para casa, eles encontrariam um. A medida que eles analisavam a situação – tanto a tripulação quanto o pessoal de terra – concluíram que haviam tido muita sorte. Mesmo sendo uma situação desesperada, o acidente ocorreu cedo na missão, ainda na viagem de ida. Eles ainda tinham um módulo lunar saudável e totalmente equipado. A margem de segurança podia ser pequena, mas o módulo tinha um motor capaz de colocá-los no caminho de volta e carregava suficiente – desde que racionados – água, oxigénio e eletricidade para os quatro dias. Também havia abundância de filtros de metal de hidróxido de lítio no avariado Módulo de Comando e apesar deles não encaixarem diretamente dentro do Sistema de Controle de Ambiente do Módulo Lunar Aquarius – sendo de tamanho e formatos diferentes – certamente seria encontrado um jeito de colocá-los em uso. O 'Aquarius' havia se tornado o barco salva-vidas da tripulação.
Uma hora após o acidente, os engenheiros de voo em Centro Espacial Lyndon Johnson em Houston, estavam ocupados calculando freneticamente trajetórias e durações de funcionamento dos motores, imaginando novos procedimentos de navegação e sistemas de voo, aperfeiçoando estimativas de quanto tempo aguentaria o equipamento em estado crítico. Oxigénio era uma das menores preocupações da Apollo XIII. O Aquarius carregava generosos stocks, incluindo as mochilas de sobrevivência que Lovell e Haise deveriam usar na sua primeira AEV - atividade extra-veicular - em Fra Mauro. Para conservar seus próprios recursos físicos – e para minimizar o dióxido de carbono expelido – a tripulação teria que fazer o melhor possível para despender o mínimo de esforço. Todavia, era tranquilizador saber que eles só precisariam usar metade do seu stock de oxigénio na volta para casa. Os suprimentos de água e força eram muito mais críticos. Uma fração importante da energia elétrica guardada nas baterias do Módulo Lunar teria que ser usada durante a ignição do motor e, se os astronautas quisessem sobreviver na viagem de volta, teriam que poupar cuidadosamente o restante. Toda a eletrónica não-essencial deveria ser desligada e aquilo prometia tornar a viagem de volta fria e húmida.
A grande apreensão de todos era que não parecia possível manter as baterias do Odissey carregadas até que elas fossem necessárias para a reentrada. Sob circunstâncias normais, as células de energia do Módulo de Serviço eram usadas para manter carregadas as baterias do MC e, apenas nas últimas horas da missão, quando o MS houvesse feito seu trabalho e tivesse sido ejetado no vácuo, antes da reentrada terrestre, elas entrariam em funcionamento. Infelizmente, o acidente havia destruído as células de energia e a menos que fosse descoberto um meio de usar as baterias do Aquarius para manter a carga do Odissey, a tripulação não teria meios de controlar sua reentrada na Terra e iria morrer da mesma maneira como se tivesse se espatifado na Lua.
Desligando toda a eletrónica que podiam, a tripulação poupou força para os motores mas também cortou o consumo de água. Mesmo com a ração normal de um litro por dia, a tripulação teria bebido menos de 10% dos 150 litros de água a bordo do Módulo Lunar. Porém, com a força desligada, praticamente todos os 150 litros eram necessários para os purificadores manterem o equipamento vital refrigerado; então os astronautas cortaram sua ração para 1/5 de litro, um copo de água por dia. Eles estariam sedentos quando chegassem em casa, mas ao menos tinham uma possibilidade se salvamento.

Sobrevivência
Em grande parte, a tripulação da Apollo XIII sobreviveu à sua provação pela simples razão de terem estoques sobressalentes de artigos vitais: força extra, água, oxigénio e até um motor extra. É claro que se o acidente tivesse acontecido quando Lovell e Haise estivessem na superfície lunar ou após terem retornado à órbita com rochas, então o retorno à Terra teria sido tragicamente diferente. Mas isso era da natureza da aventura. Aceitar o desafio do Presidente John Kennedy de pousar na Lua significava a aceitação de riscos calculados.
A questão toda da sobrevivência imediata estava agora ligada a um pequeno detalhe prosaico: como ligar os filtros de limpeza do dióxido de carbono exalado pelos astronautas dentro do Módulo Lunar, já que o bocal destes filtros era redondo – pois o encaixe do Módulo de Comando era assim – e o encaixe no Aquarius era quadrado. Evidentemente, esse modo seria uma improvisação e um quebra-cabeça para os cientistas no controle da missão e ela foi feita através de uma engenhosa combinação de tubos, papelão, sacos plásticos de carga e filtros de metal do Módulo de Comando, todos presos juntos por uma boa quantidade de fita isolante cinza. Como era usual sempre que a equipe da Apollo tinha que improvisar, engenheiros e outros astronautas no solo se ocuparam inventando soluções para o problema e testando os resultados. Um dia e meio após o acidente, as equipes do solo haviam desenhado e construído um dispositivo de filtragem que funcionou e eles passaram as instruções por rádio para a tripulação, cuidadosamente guiando seus passos durante cerca de uma hora.

Regresso
Com o problema do dióxido de carbono resolvido, a tripulação tinha agora uma boa chance de voltar para casa. Com os três astronautas viajando no espaço dentro do Módulo Lunar, com a energia racionada – a temperatura ambiente nele era de 5°C - e com toda a força do Módulo de Comando – ao qual ele era acoplado - desligada para poupar energia, a questão era se o motor funcionaria no momento que fosse necessário, para tirá-los da órbita da Lua e colocá-los no caminho de volta. Para voltar para casa, os astronautas deveriam fazer duas ignições no motor. A primeira veio cinco horas depois do acidente e foi planeada para colocá-los numa trajetória livre de retorno, uma trajetória que os traria para casa mesmo sem uma segunda ignição. Eles ainda estavam indo em direção da Lua e não a atingiriam por quase mais um dia, mas com a primeira queima de motor completada com sucesso, quando eles girassem em volta da face escura, a gravidade lunar os colocaria no caminho de casa em vez de mandá-los para as profundezas do espaço. A segunda ignição era necessária para trazê-los de volta antes que os suprimentos da nave acabassem. Sem ela, havia uma grande possibilidade de que chegassem mortos. A chave da sobrevivência era esperar que a órbita lunar os pusesse apontando para a Terra e então o motor fosse ligado, lhes dando o impulso que os trouxesse direto de volta, em tempo de chegarem antes de acabarem o oxigénio e a água a bordo. A questão era se o motor do 'Aquarius' funcionaria.
Quando chegou o momento da ignição, e quando o mundo inteiro aguardava com a respiração suspensa, o motor ligou perfeitamente e os colocou no caminho de volta. Quando a odisseia terminou, eles tinham feito um trabalho soberbo, voltando para a Terra com 20% da força do ML e 10% de água restantes. Lovell perdeu cinco quilos de peso e estavam todos cansados, famintos, molhados, desidratados e com frio quando aterraram. Por causa da desidratação e outros fatores, Fred Haise desenvolveu uma infeção de próstata, uma febre de 40 graus e esteve seriamente doente por duas ou três semanas após o retorno, mas tudo isso foi de importância secundária, porque eles tinham voltado vivos.
   

 

domingo, abril 12, 2026

O primeiro voo de um vaivém espacial foi há quarenta e cinco anos anos...!

STS-1 (Space Transportation System-1) was the first orbital spaceflight of NASA's Space Shuttle program. The first orbiter, Columbia, launched on April 12, 1981, and returned on April 14, 1981, 54.5 hours later, having orbited the Earth 37 times. Columbia carried a crew of two—commander John W. Young and pilot Robert L. Crippen. It was the first American crewed space flight since the Apollo–Soyuz Test Project (ASTP) in 1975. STS-1 was also the maiden test flight of a new American spacecraft to carry a crew, though it was preceded by atmospheric testing (ALT) of the orbiter and ground testing of the Space Shuttle system. 

 

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The launch occurred on the 20th anniversary of Vostok 1, the first human spaceflight, performed by Yuri Gagarin for the USSR. This was a coincidence rather than a celebration of the anniversary; a technical problem had prevented STS-1 from launching two days earlier, as was planned.


 
 
Crew
Position Astronaut
Commander John Young
Fifth spaceflight
Pilot Robert Crippen
First spaceflight
 
 

Commander John Young and pilot Robert Crippen were selected as the STS-1 crew in early 1978. Young stated that as the Chief of the Astronaut Office he recommended himself to command the mission. Young, with four previous missions, was the most experienced astronaut in NASA at the time and was also the only member of NASA Astronaut Group 2 still in service. He flew twice on Project Gemini and twice on the Apollo program, walked on the Moon in 1972 as the Commander of Apollo 16, and became Chief of the Astronaut Office in 1974. Crippen, part of NASA Astronaut Group 7 after the cancellation of the Manned Orbiting Laboratory (MOL), was a rookie and would become the first of his astronaut group to fly in space. Prior to his selection on STS-1, Crippen participated in the Skylab Medical Experiment Altitude Test (SMEAT) and also served as a capsule communicator (capcom) for all three Skylab missions and the Apollo-Soyuz Test Project (ASTP).

Columbia carried Extravehicular Mobility Units (EMU) for both Young and Crippen in the event of an emergency spacewalk. If such an event occurred, Crippen would go outside the orbiter, with Young standing by in case Crippen required assistance.

As of April 1981 Young and Crippen trained the longest for a space mission before flying in NASA history. If STS-1 had launched in March 1979 as originally scheduled "We'd have been launched about halftrained", Young said. As no one had flown the shuttle before, they helped design the craft's controls, including 2,214 switches and displays in the cockpit - about three times as many on the Apollo command module - and many contingency procedures. STS-1 carried 22 manuals, each three inches thick and together weighing 29 kg (64 lb); the procedure for an electronics failure from a cooling system malfunction had 255 steps.

 

Mission parameters

  • Mass:
    • Orbiter liftoff: 99,453 kg (219,256 lb)
    • Orbiter landing: 88,662 kg (195,466 lb)
    • DFI payload: 4,909 kg (10,822 lb)
  • Perigee: 246 km (153 mi)
  • Apogee: 274 km (170 mi)
  • Inclination: 40.30°
  • Period: 89.88 minutes

 

 Crew seat assignments

Seat Launch Landing
Seats 1–4 are on the flight deck.
Seats 5–7 are on the mid-deck.
1 Young
2 Crippen
3 Unused
4 Unused
5 Unused
6 Unused
7 Unused


Suborbital mission plan

During the original planning stages for the early Space Shuttle missions, NASA management under the Carter Administration felt a need to undertake initial tests of the system prior to the first orbital flight. To that end, Vice President Walter F. Mondale as chairman of the National Space Council suggested a suborbital flight landing at the emergency landing site at Dakar, Senegal. NASA further suggested that STS-1, instead of being an orbital flight, be used to test the Return To Launch Site (RTLS) abort scenario. This involved an abort being called in the first few moments after launch, and using its main engines, once the SRBs had been jettisoned, to power it back to the launch site. This scenario, while potentially necessary in the event of an early abort being called, was seen as being extremely dangerous. Young overruled both proposals, and STS-1 went ahead as the first orbital mission.  The NASA managers were swayed by Young questioning the need for the test, and the weight of his opinion was especially strong as he was someone who not only had been to the Moon twice, but had walked on it. He would fly the Space Shuttle again on the STS-9 mission, a ten-day flight in 1983.

Let's not practice Russian roulette, because you may have a loaded gun there.

— John W. Young on testing the Return To Launch Site Abort

 
 
Mission summary
The first launch of the Space Shuttle occurred on April 12, 1981, exactly 20 years after the first crewed space flight, when the orbiter Columbia lifted off from Pad A, Launch Complex 39, at the Kennedy Space Center. The launch took place at 12:00:04 UTC. A launch attempt two days earlier was scrubbed because Columbia's four primary general purpose IBM System/4 Pi computers (GPCs) failed to provide correct timing to the backup flight system (BFS) when the GPCs were scheduled to transition from vehicle checkout to flight configuration mode.
 
Attempt Planned Result Turnaround Reason Decision point Notes
1 10 Apr

1981, 7:00:00 am

Scrubbed Technical (T−18 minutes) Timing problem in one of Columbia's general purpose IBM System/4 Pi computers. A software patch was installed to correct.
2 12 Apr

1981 7:00:04

Success 2 days

0 hours 0 minutes




Not only was this the first launch of the Space Shuttle, but it marked the first time that solid-fuel rockets were used for a NASA crewed launch (although previous systems had used solid-fuel motors for their escape towers or retro rockets). STS-1 was also the first U.S. crewed space vehicle launched without an uncrewed powered test flight. The STS-1 orbiter, Columbia, also holds the record for the amount of time spent in the Orbiter Processing Facility (OPF) before launch – 610 days, the time needed for the replacement of many of its heat shield tiles

Not only was this the first launch of the Space Shuttle, but it marked the first time that solid-fuel rockets were used for a NASA crewed launch (although previous systems had used solid-fuel motors for their escape towers or retro rockets). STS-1 was also the first U.S. crewed space vehicle launched without an uncrewed powered test flight. The STS-1 orbiter, Columbia, also holds the record for the amount of time spent in the Orbiter Processing Facility (OPF) before launch – 610 days, the time needed for the replacement of many of its heat shield tiles.

The NASA mission objective for the maiden flight was to accomplish a safe ascent into orbit and return to Earth for a safe landing of Orbiter and crew. The only payload carried on the mission was a Development Flight Instrumentation (DFI) package, which contained sensors and measuring devices to record the orbiter's performance and the stresses that occurred during launch, ascent, orbital flight, descent and landing. All 113 flight test objectives were accomplished, and the orbiter's spaceworthiness was verified.

During the final T−9 minute holding period, Launch Director George Page read a message of good wishes to the crew from President Ronald Reagan, ending with, "John, we can't do more from the launch team than say, we wish you an awful lot of luck. We are with you one thousand percent and we are awful proud to have been a part of it. Good luck gentlemen."

Ignition of the three RS-25 main engines was sensed as a sharp increase in noise. The stack rocked "downwards" (towards the crew's feet), then back up to the vertical, at which point both Solid Rocket Boosters (SRBs) ignited. Crippen likened lift-off to a "steam catapult shot" (such as when an aircraft is launched from an aircraft carrier). The stack's combined northwards translation and climb above the launch tower's lightning rod were readily apparent to Young. After clearing the tower the stack began a right roll (until the +Z axis or vertical fin pointed) to a launch azimuth of 067° True (in order to achieve an orbital inclination of 40.30°), and pitched to a "heads down" attitude (to reduce loading on the wings). Simultaneously control was passed from the launch team in Florida to Flight Director Neil Hutchinson's Silver team in Flight Control Room 1 (FCR 1) in Texas with astronaut Dan Brandenstein as their CAPCOM.

Columbia's main engines were throttled down to 65% thrust to transit the region of Max Q, the point during ascent when the shuttle undergoes maximum aerodynamic stress. This occurred 56 seconds into the flight at Mach 1.06.[10] The wind corrected value was 29 kPa (4.2 psi) (predicted 28 kPa (4.1 psi), limit 30 kPa (4.4 psi)). The two SRBs performed better than expected causing a lofted trajectory, and were jettisoned after burnout at 2 minutes and 12 seconds (at 53,000 m (174,000 ft) altitude, 2,800 m (9,200 ft) higher than planned). After 8 minutes and 34 seconds Mission Elapsed Time (MET), the main engines were shut down (MECO, at altitude 118,000 m (387,000 ft)) and the external tank was jettisoned 18 seconds later to eventually break up and impact in the Indian Ocean. Two twin-engined Orbital Maneuvering System (OMS) engine burns of 86 seconds duration initiated at 10 minutes and 34 seconds MET and 75 seconds duration at 44 minutes 2 seconds MET inserted Columbia into a 246 × 248 km (153 × 154 mi) orbit. This subtle deviation from the original plan  of 240 km (150 mi) circular went largely unnoticed. In fact, it adjusted the spacecraft's orbital period to take account of the April 10, 1981, scrub, so that attempts could still be made to use KH-11 reconnaissance satellites to image Columbia on orbit.  Overall Young commented that there was a lot less vibration and noise during launch than they had expected. However, the sensations accompanying the first firing of the large Reaction Control System (RCS) jets surprised the crew. Crippen commented "it's like a big cannon just fired ... you don't like them the first time you hear them". Young reported that "the entire cabin vibrates ... it felt like the nose was being bent".

Once on-orbit both crew members safed their ejection seats and unstrapped. The next critical event was payload bay door opening. This was essential to allow heat rejection from Columbia's systems via the doors' space radiators. Failure to open these by the end of the second orbit would have resulted in a return to Earth at the end of the fifth orbit, before the limited capacity of the flash evaporator cooling system was exceeded. As they opened the doors the crew noticed that they had sustained damage to thermal protection system (TPS) tiles on the OMS pods. This was televised to the ground. Shortly afterwards Young, then Crippen doffed their emergency ejection suits.

The majority of the crew's approximately 53 hours in low Earth orbit was spent conducting systems tests. Despite the scheduling impact of efforts to image Columbia's TPS by utilizing external assets, these were all accomplished. They included: Crew Optical Alignment Sight (COAS) calibration, star tracker performance, Inertial Measurement Unit (IMU) performance, manual and automatic RCS testing, radiation measurement, propellant crossfeeding, hydraulics functioning, fuel cell purging, and photography. The OMS-3 and OMS-4 burns at 006:20:46 and 007:05:32 MET respectively raised this orbit to 273.9 × 274.1 km (170.2 × 170.3 mi) (compared to a planned 280 km (174 mi) circular). These two firings were single engined utilizing the crossfeed system.[13] The crew reported a cold first night on board despite acceptable temperature indications. They found the second night comfortable after settings were adjusted.

During the second day of the mission, the astronauts received a phone call from Vice President George H. W. Bush. President Ronald Reagan had originally intended to visit the Mission Control Center during the mission, but at the time was still recovering from an assassination attempt which had taken place two weeks before the launch (Reagan had returned home to the White House only the day prior to the launch).

The crew awoke from their second sleep period earlier than planned. Preparations for return to Earth began with breakfast. Stowing of cabin items, flight control system checkout, data processing system reconfigurations, and then ejection suit donning followed. In Houston, the Crimson team headed by their Flight Director Don Puddy came on duty in FCR 1 for the mission's final shift. His CAPCOM was astronaut Joseph P. Allen with Frederick Hauck assisting. Payload bay door closing was a critical milestone to ensure vehicle structural and thermal integrity for re-entry. If power closing had failed, Crippen was trained to conduct a one-man extravehicular activity (EVA) to manually winch them closed. With cabin switch positions verified, the crew strapped into their ejection seats. Meanwhile, Johnson Space Center (JSC) pilots Charlie Hayes and Ted Mendenhall were airborne over California's Edwards Air Force Base area in a Shuttle Training Aircraft (STA) performing a final check of landing weather conditions.

Auxiliary Power Units (APUs) 2 and 3 were started (to provide flight control hydraulic pressure). The 160-second twin-engine OMS de-orbit burn took place during the 36th orbit over the southern Indian Ocean and changed the orbital parameters from 270 × 274 km (168 × 170 mi) to 270 × 0 km (168 × 0 mi). This ensured atmospheric capture of the spacecraft close enough to the planned landing site to have sufficient energy for a controlled glide landing, but not so close that energy would have to be dissipated at a rate exceeding its structural capability. Young then slowly pitched Columbia up to the wings level nose high entry attitude. Both crew members armed their ejection seats during this pitch around. Nearly half an hour later APU 1 was started as planned. Shortly afterwards, Columbia entered an approximately 21-minute long communications blackout. This was due to a combination of ionization (16 minutes) and lack of ground station coverage between Guam and Buckhorn Tracking Station at Dryden Flight Research Facility. Entry Interface (EI) was reached over the eastern Pacific Ocean 8,110 km (5,040 mi) from the landing site at a speed of around 28,240 km/h (17,550 mph). EI is merely an arbitrarily defined geodetic altitude of 120,000 m (390,000 ft) employed by NASA for the purposes of trajectory computations and mission planning. Above this altitude, the spacecraft is considered to be outside the "sensable atmosphere".

Most of this first orbiter entry was flown automatically. An initial angle of attack of 40° had to be maintained until through the most severe aerodynamic heating after which it was gradually reduced. At about 100,000 m (330,000 ft) altitude a light pink air glow caused by entry heating became visible, and both crew members lowered their visors. Columbia had to maneuver 583 km (362 mi) "cross range" of its orbital ground track to reach the planned landing site during the entry. Consequently, a roll into a right bank was flown when the air density had increased sufficiently to raise dynamic pressure to 570 Pa (0.083 psi) (with speed still in excess of Mach 24 and approximately 78,000 m (256,000 ft) altitude). Automatic roll reversals to control energy dissipation rate and cross range steering were performed at around Mach 18.5 and Mach 9.8. The crew clearly observed the coast of California as Columbia crossed it near Big Sur at Mach 7 and 41,000 m (135,000 ft). Both the Mach 4.8 and Mach 2.8 roll reversals were automatically initiated and manually completed by John Young. The last RCS jet firing took place at an altitude of 17,000 m (56,000 ft) - 4,300 m (14,100 ft) lower than desired (due to a predicted risk of combustion chamber explosion).

Young again took manual control for the remainder of the flight as they went subsonic approaching the Heading Alignment Circle (HAC). A wide left turn was flown to line up with lake bed runway 23, whilst T-38 "Chase 1", crewed by astronauts Jon McBride and "Pinky" Nelson joined formation. Main gear touch down occurred on runway 23 at Edwards Air Force Base, at 339 km/h (211 mph) equivalent airspeed, slightly slower and around 800 m (2,600 ft) further down the runway than planned. This was the result of a combination of better than predicted Orbiter lift-to-drag ratios and tail wind. Touch down time was 18:21 UTC on April 14, 1981.  As they rolled to a stop, Young remarked over the radio, "This is the world's greatest all electric flying machine. I'll tell you that. That was super!"

Columbia was returned to Kennedy Space Center from California on April 28, 1981, atop the Shuttle Carrier Aircraft. The 36-orbit, 1,729,348 km (1,074,567 mi) flight lasted 2 days, 6 hours, 20 minutes and 53 seconds.

 

sexta-feira, abril 10, 2026

Lagrange morreu há 213 anos...

  
Joseph Louis Lagrange (Turim, 25 de janeiro de 1736 - Paris, 10 de abril de 1813) foi um matemático italiano. O pai de Lagrange havia sido tesoureiro de guerra da Sardenha, tendo se casado com Marie-Thérèse Gros, filha de um rico físico. Foi o único de dez irmãos que sobreviveu à infância. Napoleão Bonaparte fez dele senador, conde do império e grande oficial da Legião de Honra.
Aos dezasseis anos tornou-se professor de matemática na Escola Real de Artilharia de Turim. Desde o começo foi um analista, nunca um geómetra, o que pode ser observado em Méchanique Analytique (Mecânica Analítica), sua obra prima, projetada aos 19 anos, mas só publicada em Paris em 1788, quando Lagrange tinha cinquenta e dois anos. “Nenhum diagrama (desenho) será visto neste trabalho”, diz ele na abertura de seu livro, e acrescenta que “a ciência da mecânica pode ser considerada como a geometria de um espaço com quatro dimensões – três coordenadas cartesianas e um tempo-coordenada, suficientes para localizar uma partícula móvel tanto no espaço quanto no tempo”.
Organizou as pesquisas desenvolvidas pelos associados da Academia de Ciências de Turim. O primeiro volume das memórias da academia foi publicado em 1759, quando Lagrange tinha vinte e três anos.
Aos vinte e três anos aplicou o cálculo diferencial à teoria da probabilidade, indo além de Isaac Newton com um novo começo na teoria matemática do som, trazendo aquela teoria para o domínio da mecânica do sistema de partículas elásticas (ao invés da mecânica dos fluidos), sendo também eleito como membro estrangeiro da Academia de Ciências de Berlim (2 de outubro de 1759).
Entre os grandes problemas que Lagrange resolveu encontra-se aquele da oscilação da Lua. Por que a Lua apresenta sempre a mesma face para a Terra? O problema é um exemplo do famoso “Problema dos Três Corpos” – a Terra o Sol e a Lua – atraindo-se uns aos outros, de acordo com a lei do inverso do quadrado da distância entre os seus centros de gravidade. Pela solução deste problema recebeu o Grande Prémio da Academia Francesa de Ciências, aos vinte e oito anos.
Tais sucessos levaram o Rei da Sardenha a oferecer a Lagrange todas as despesas pagas de uma viagem a Paris e Londres.
Ficou em Berlim vinte anos, onde se casou e enviuvou, tendo exercido a função de diretor da divisão físico-matemática da Academia de Berlim, onde fazia e refazia seus trabalhos, nunca se satisfazendo com o resultado, o que significou um desespero para os seus sucessores.
Em carta escrita para D’Alembert, em 1777, diz: “eu tenho sempre olhado a matemática como um objeto de diversão, mais do que de ambição, e posso afirmar para você que tenho mais prazer nos trabalhos de outros do que nos meus próprios, com os quais estou sempre insatisfeito”. E, em outra carta histórica de 15 de setembro de 1782, diz ter quase terminado seu tratado de Mécanique Analytique, acrescentando que, como ainda não sabia quando nem como seria o livro impresso, não estava se apressando com os retoques finais.
Com a morte de Frederico o Grande, em 17 de agosto de 1786, solicitou sua dispensa. Foi permitida sob a condição de que continuasse a remeter trabalhos para a academia pelo período de alguns anos.
Voltou a seus trabalhos matemáticos como membro da Academia Francesa a convite de Luís. Foi recebido em Paris, em 1787, com grande respeito pela família real e pela academia. Viveu no Louvre até à Revolução, tendo-se tornado o favorito de Maria Antonieta.
Aos cinquenta e um anos, Lagrange sentia-se acabado. Era um caso claro de exaustão nervosa, pelo longo período de trabalho excessivo. Falava pouco, parecia estar sempre distraído e melancólico. Era a triste figura da indiferença, tendo perdido, inclusive, o gosto pela matemática.
A Tomada da Bastilha quebrou a sua apatia. Recusou-se a deixar Paris. Quando o terror republicano chegou, arrependeu-se de ter ficado. Era tarde para escapar. As crueldades destruíram a pouca fé que ainda tinha na natureza humana.
Terminada a revolução, foi tratado com muita tolerância. Um decreto especial garantiu-lhe uma pensão, e quando a inflação reduziu a sua pensão a quase nada, foi indicado para professor da Escola Normal, que teve vida efémera. Foi então indicado para professor da Escola Politécnica, fundada em 1797, tendo planeado o curso de Matemática, sendo o seu primeiro professor.
Em 1796, quando a França anexou o Piemonte, Taillerand foi enviado como emissário para dizer a seu pai, ainda vivendo em Turim: “seu filho, orgulho de Piemonte que o produziu, e da França que o possui, honra toda a humanidade por seu génio”.
Referindo-se a Isaac Newton, disse: “foi certamente o génio por excelência mas temos que concordar que ele foi também o que mais sorte teve: só se pode encontrar uma única vez o sistema solar para ser estabelecido. Ele teve sorte de ter chegado quando o sistema do mundo permanecia ignorado”.
Notando-lhe a enlevação alheada, durante uma sessão musical, alguém perguntou o que ele achava da música. E ele respondeu: “a música me isola; eu ouço os três primeiros compassos; no quarto eu já não distingo mais nada; entrego-me aos meus pensamentos; nada me interrompe; e é assim que eu tenho resolvido mais de um problema difícil.”
O seu último trabalho científico foi a revisão e complemento da obra Mécanique Analytique para a segunda edição, quando descobriu que o seu corpo já não obedecia à sua mente. Morreu na manhã do dia 10 de abril de 1813, com setenta e seis anos.

 
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NOTA: celebremos a vida deste matemático e físico, que postulou a existência, nas órbitas dos planetas, de pontos de estabilidade, justamente chamados de pontos de Lagrange, onde pode haver asteroides, que hoje chamamos de asteroides troianos e que já foram localizados na órbita de diversos planetas gasosos, bem como foi usado para colocar, no ponto L2 da Terra, o Telescópio Espacial James Webb.

sábado, abril 04, 2026

Afonso X, o Sábio, morreu há 742 anos...

Afonso X, o Sábio, trajado com as armas de Leão e Castela, rodeado pelos seus cortesãos
       
Afonso X (em espanhol: Alfonso X), o Sábio (Toledo, 23 de novembro de 1221Sevilha, 4 de abril de 1284), foi rei de Castela e Leão de 1252 até à sua morte, em 1284.
  
Armas do reino de Leão e Castela
    
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O infante cresceu com seus aios em Villaldemiro e em Celada del Camino e também passou parte de sua infância nas propriedades de seus cuidadores, em Allariz, onde aprendeu galaico-português que, anos depois, utilizou para escrever as Cantigas de Santa Maria. Ainda infante, o seu pai fê-lo participar na tomada de várias praças andaluzes, entre as quais Múrcia, Alicante e Cádis, na reconquista durante o reinado do seu pai, Fernando, o Santo.
   
(...)
   
Contribuições para a cultura
Como El-Rei D. Dinis, seu neto, Afonso X fomentou a atividade cultural a diversos níveis. Realizou a primeira reforma ortográfica do castelhano, idioma que adotou como oficial em detrimento do latim. O objetivo seria desenvolver o vernáculo do seu reino, segundo o historiador Juan de Mariana.
A famosa escola de tradutores de Toledo juntou um grupo de estudiosos cristãos, judeus e muçulmanos. Foi principalmente nesta que se realizou o importantíssimo trabalho de traduzir para as línguas ocidentais os textos da antiguidade clássica, entretanto desenvolvidos pelos cientistas islâmicos. Estas obras foram as principais responsáveis pelo renascimento científico de toda a Europa medieval, que forneceria inclusivamente os conhecimentos necessários para o subsequente período dos descobrimentos. A verdadeira revolução cultural que impulsionou foi qualificada de renascimento do século XIII. Mas a obra que mais foi divulgada e traduzida no reinado deste intelectual foi a Bíblia.
  
Afonso foi também mecenas generoso do movimento trovadoresco, e ele próprio um dos maiores trovadores e poetas de língua galaico-portuguesa (a língua mais usada na lírica ibérica do século XIII), tendo chegado até nós 44 cantigas suas, de amor e, principalmente, de escárnio e maldizer. A sua obra mais conhecida é o livro das Cantigas de Santa Maria, cancioneiro sacro sobre os prodígios da Virgem Santíssima, num total de 430 composições, musicadas.
Também colaborou no El Libro del Saber de Astronomia, obra baseada no sistema ptolomaico. Esta obra teve a participação de vários cientistas que o rei congregara, e aos quais proporcionava meios de estudo e investigação, tendo mesmo mandado instalar um observatório astronómico em Toledo. Compôs as tabelas afonsinas sobre as posições astronómicas dos planetas, baseadas nos cálculos de cientistas árabes. Como tributo à sua influência para o conhecimento da astronomia, o seu nome foi atribuído à cratera lunar Alfonsus.
Outras obras com o seu contributo são o Lapidario, um tratado sobre as propriedades das pedras em relação com a astronomia e o Libro de los juegos, sobre temas lúdicos (xadrez, dados e tabelas - uma família de jogos a que pertence o gamão), praticados pela nobreza da época.
     

quarta-feira, abril 01, 2026

O cometa Hale-Bopp atingiu o seu periélio há vinte e nove anos

  
O cometa Hale-Bopp, ou C/1995 O1, foi um dos maiores cometas observados no século XX e um dos mais brilhantes da segunda metade do século XX. Pôde ser contemplado a olho nu durante 18 meses, quase o dobro do tempo do grande cometa de 1811.
Foi descoberto a 23 de julho de 1995 a uma grande distância do Sol, criando-se desde logo uma grande expectativa de que este seria um cometa muito brilhante quando passasse perto da Terra. O brilho de um cometa é algo muito difícil de prever com exatidão, mas o Hale-Bopp superou todas as expectativas quando atingiu o periélio, a 1 de abril de 1997. Foi denominado de Grande Cometa de 1997.
A sua passagem deu origem a algumas preocupações e receio por parte da população, uma vez não eram observados cometas com estas características há várias décadas. Surgiram inclusive rumores de que uma grande nave extraterrestre estaria no seu encalço, o que levou a um suicídio em massa entre os seguidores da seita Heaven's Gate.
 
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Em astronomia, o periélio, que vem de peri (à volta, perto) e hélio (Sol), é o ponto da órbita de um corpo, seja ele planeta, planeta anão, asteroide ou cometa, que está mais próximo do Sol. Quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita. Quando o corpo em questão estiver a orbitar qualquer outro objeto celeste que não o Sol, utiliza-se o nome genérico periastro para identificar esse ponto.

domingo, março 29, 2026

O asteroide Vesta foi descoberto há 219 anos

Vesta fotografado pela sonda Dawn, a 24 de julho de 2011, a uma distância de 5.200 km
    
Vesta (formalmente 4 Vesta) é o terceiro maior asteroide do Sistema Solar, com um diâmetro médio de 530 km. Foi descoberto por Heinrich Wilhelm Olbers a 29 de março de 1807. O nome provém da deusa romana Vesta, a deusa virgem da casa, correspondente à deusa da mitologia grega Héstia. Está localizado na cintura de asteroides, região entre as órbitas de Marte e Júpiter, a 2,36 UA do Sol. Vesta é um asteroide tipo V. O seu tamanho e o brilho pouco comum da superfície fazem de Vesta o mais brilhante asteroide (é o único asteroide que é, ocasionalmente, visível a olho nu).
Teoriza-se que nos primeiros tempos do sistema solar, Vesta era tão quente que o seu interior derreteu. Isto resultou numa diferenciação planetária do asteroide. Provavelmente tem uma estrutura em camadas: um núcleo metálico de níquel-ferro coberto por uma camada (manto) de olivina. A superfície é de rocha basáltica, originária a partir de antigas erupções vulcânicas. A atividade vulcânica não existe hoje.
Em 16 de julho de 2011 a sonda da NASA Dawn entrou em órbita de Vesta para uma exploração de um ano.
      
Comparação de tamanho entre os dez primeiros asteroides descobertos e a Lua