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sexta-feira, outubro 09, 2026

Karl Schwarzschild nasceu há 153 anos...

   

Karl Schwarzschild (Frankfurt am Main, 9 de outubro de 1873 - Potsdam, 11 de maio de 1916) foi um astrónomo e físico alemão e um dos fundadores da moderna astrofísica.

Karl era o mais velho de 6 irmãos - Alfred Schwarzschild foi um artista, Hermann Schwarzschild foi agricultor, Otto Schwarzschild foi consultor financeiro, Robert Schwarzschild foi um industrial e Klara Schwarzschild casou-se com o astrofísico e meteorologista suíço Robert Emden. O seu pai, Moisés Martin Schwarzschild de quem teria herdado a capacidade de sustentação do trabalho duro, foi ativo na comunidade de negócios da cidade e sua mãe Henrietta Francisca Sabel, uma pessoa vivaz e calorosa de quem teria herdado os traços que formariam sua personalidade. A sua grande família era conhecida por cultivar profundo interesse em arte e cultura. No entanto, Karl tornou-se o primeiro da família a seguir uma carreira na ciência.
   
(...)
   
As características de Karl não eram aquelas que são normalmente associadas aos cientistas de sua nacionalidade. Ele era um alpinista entusiasmado e tinha realizado algumas das subidas mais complicadas dos Alpes. Ele tinha um espírito de aventura e praticava desportos de inverno na Suíça. Um voo de Zeppelin foi a sua última grande aventura.
Como a sua morte, muito prematura, as honras foram relativamente poucas durante sua vida. Recebeu honras póstumas de um observatório, fundado em 1960, em Tautenburg como Instituto afiliado da Academia Alemã de Ciências. A dedicação descreveu-o como: “...o maior astrónomo alemão dos últimos 100 anos...”. Após a reunificação da Alemanha, o Instituto foi refundado, em 1992, e renomeado "Observatório Karl Schwarzschild" do estado de Turíngia de Tautenburg, que possui o maior telescópio da Alemanha. A Sociedade Astronómica Alemã estabeleceu um eleitorado especial em sua homenagem em 1959 e uma medalha Karl Schwarzschild de Astronomia. O primeiro destinatário foi seu filho Martin Schwarzschild. O asteroide 837 Schwarzschild, descoberto em 23 de setembro de 1916 pelo astrónomo alemão Max Wolf, foi nomeado em sua homenagem, bem como a cratera de Schwarzschild, na Lua.
    

quarta-feira, outubro 07, 2026

Novidades sobre o início da formação do sistema solar...

 Sol pode ter engolido um planeta? Astrónomos procuram pistas escondidas no seu interior

 

O Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros estágios da sua história. Um novo estudo sugere que esse evento teria deixado marcas detetáveis no interior da estrela. Se confirmadas, estas pistas poderiam revelar que um planeta foi incorporado pelo Sol há biliões de anos.

 

O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem - o planeta teria sido incorporado à estrela durante os seus primeiros milhões de ano 

 

O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,6 biliões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem de gás e poeira. Nos primeiros milhões de anos, este ambiente era extremamente caótico, com planetesimais e protoplanetas a colidir, migrar e a trocar energia.

Uma das hipóteses é que, no meio desse caos, o Sol tenha engolido um planeta rochoso de tamanho semelhante ao de uma super-Terra durante essa fase inicial. Forças gravitacionais e interações com o disco protoplanetário poderiam ter reduzido a sua órbita até que fosse destruído e incorporado à estrela.

Um novo estudo propõe procurar possíveis “impressões digitais” dentro do Sol que teriam sido deixadas pelo planeta no processo de colisão. A ideia é identificar alterações na composição ou na estrutura da estrela que sejam compatíveis com a incorporação de material planetário. 

 

Caos no interior do Sistema Solar

Nos primeiros milhões de anos após a formação do Sistema Solar, o ambiente era muito mais dinâmico e instável do que é atualmente. O disco protoplanetário continha inúmeros corpos que interagiam gravitacionalmente, com colisões e mudanças de órbita a ocorrer com frequência. 

Interações gravitacionais podiam lançar objetos para outras regiões do sistema ou fazê-los colidir com planetas e até com o próprio Sol.

Um dos exemplos mais importantes é a hipótese do grande impacto entre a Terra e Theia, um protoplaneta aproximadamente do tamanho de Marte. O choque teria ocorrido há cerca de 4,5 mil milhões de anos e ejetado uma grande quantidade de material para a órbita terrestre. Esse material teria-se agregado posteriormente, dando origem à Lua.

 

Encontrando digitais

Outra hipótese é que o Sol tenha engolido um planeta que teria o tamanho de uma super-Terra. Investigadores procuram a possibilidade de isto tenha deixado uma assinatura no interior do Sol. A equipa modelou a evolução solar e comparou os resultados com observações da estrutura interna da estrela. 

 

Mesmo desaparecido há vários milhares de milhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol - alterações químicas e estruturais poderiam revelar que este evento realmente aconteceu 

 

Os modelos indicam que uma super-Terra poderia ter deixado uma assinatura química nas camadas profundas do Sol. Esta alteração ajudaria a explicar algumas discrepâncias persistentes entre os modelos solares padrão e as observações. Entre as possíveis pistas está a baixa abundância de lítio observada no Sol.

 

Engolindo uma super-Terra

Os modelos desenvolvidos pelos investigadores apontam que o planeta incorporado pelo Sol provavelmente seria uma super-Terra, com massa entre cinco e dez vezes a da Terra. A equipa usou o código de evolução estelar MESA, simulando diferentes históricos de acreção e comparando os resultados.

O cenário com uma super-Terra nessa faixa de massa apresentou a melhor concordância com diferentes propriedades do Sol. Se estas características previstas pelos modelos forem identificadas, poderiam fornecer uma forte evidência de que uma super-Terra foi incorporada ao Sol há milhares de milhões de anos.

 

Qual é a probabilidade?

A possibilidade de o Sol ter engolido uma super-Terra está ligada à dinâmica do Sistema Solar durante a sua formação. É plausível que planetas rochosos tenham se formado em regiões mais internas que a órbita atual de Mercúrio. Colisões e interações gravitacionais poderiam favorecer o crescimento de corpos com várias vezes a massa da Terra.

 

Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos; estes mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre 

 

Alguns destes objetos poderiam perder estabilidade orbital e migrar para dentro, terminando incorporados à estrela. Estrelas jovens são cercadas por discos protoplanetários nos quais o material pode ser transferido entre o disco e a própria estrela. Embora não exista uma probabilidade determinada para o evento, o cenário é possível.

Referência da notícia

Silva et. al. (2026). A solution to the paradox of youth in the Galactic centre.

 

in  MSN Notícias

domingo, outubro 04, 2026

Novos dados sobre a (rápida) formação da Lua...

E se a Lua se formou inteira em apenas cinco horas?

 

 


Um impacto gigante pode ter formado uma Lua intacta em cinco horas, sugere uma nova simulação.

Novas simulações do Southwest Research Institute (SwRI), realizadas num estudo liderado por cientistas da Universidade do Arizona, mostram diferenças fundamentais na forma como a Lua se terá formado a partir do impacto gigante que criou o sistema Terra-Lua.

Os resultados recorreram a técnicas de computação de ponta que têm em conta a resistência dos materiais dos dois planetas em colisão.

Estas simulações, que foram apresentadas num artigo publicado há algum tempo na revista The Astrophysical Journal Letters, podem mudar a forma como os investigadores entendem a formação da Lua e ajudar a precisar quando ocorreu o acontecimento.

“Descobrimos que a geologia prévia da proto-Lua, do tamanho de Marte, conta”, disse Adeene Denton, antiga bolseira do Programa de Pós-Doutoramento da NASA no SwRI e agora investigadora de pós-doutoramento na Divisão de Ciência e Exploração do Sistema Solar do SwRI.

“Quando simulamos a Terra e a Lua como corpos em colisão, com propriedades geológicas, isso muda a forma como a Lua se forma a partir desse impacto, algo que antes considerávamos desnecessário”, acrescenta Denton, citada pelo Phys.org.

Entre os estudos anteriores sobre o cenário do impacto gigante está um artigo de de 2001, de Robin Canup, vice-presidente da Divisão de Ciência e Exploração do Sistema Solar do SwRI, em Boulder, no Colorado, e Erik Asphaug, professor na Universidade do Arizona e coautor do estudo.

Esse trabalho concluiu que um objeto do tamanho de Marte, Theia, pode ter embatido na Terra e criado o sistema Terra-Lua. Mas essas simulações, e as posteriores, ignoravam a resistência dos materiais, tida por insignificante em acontecimentos de tão alta energia.

Denton e a sua equipa retomaram esta hipótese com métodos de computação modernos que, pela primeira vez, incorporam a resistência geológica em função da temperatura.

 

O calor muda o resultado

Debton explica que os modelos evoluíram para incluir a resistência dos materiais, algo muito importante quando se estudam colisões entre corpos mais pequenos, como asteroides, ou no meu artigo anterior sobre a formação do sistema Plutão-Caronte”. “Não tínhamos a certeza se isso teria importância para a Lua. Quando fizemos as simulações, percebemos que conta bastante”.

Os corpos mais quentes são mais frágeis do que os mais frios, e a equipa concluiu que a formação da Lua é sensível à temperatura dos corpos em colisão.

Nalguns cenários, uma Lua totalmente intacta surge poucas horas após o impacto. Noutros, forma-se um disco protolunar à volta da Terra que, com o tempo, acaba por dar origem à Lua.

Como os protoplanetas costumam começar quentes e arrefecer com a idade, isto cria uma nova e importante ligação entre o momento do impacto gigante e o estado inicial da Lua e o modo como se formou.

“Consoante a temperatura da Terra e de Theia antes da colisão, o impacto pode destruir Theia e produzir este enorme disco de detritos que, mais tarde, forma a Lua”, explica Denton. “Mas quando usei os mesmos parâmetros da modelização original, até às estruturas de temperatura iguais no interior dos dois corpos, ao fim de cerca de cinco horas surgiu uma Lua intacta”.

 

Nova modelação do Southwest Research Institute, que tem em conta a resistência do material

 

Uma pista sobre quando se formou a Lua

Já se tinham observado, em simulações anteriores, casos em que a Lua se forma intacta.

Mas este é o primeiro trabalho a mostrar que a resistência dos materiais e a temperatura são decisivas para que a Lua se forme intacta ou seja montada a partir de material processado num disco protolunar.

“Estes novos resultados, surpreendentes e entusiasmantes, sugerem uma possível ligação entre as propriedades físicas da Lua atual, talvez incluindo o seu teor de voláteis, e o estado térmico da Terra e de Theia na altura do impacto gigante”, explica Canup.

Segundo Canup, isto pode ajudar os cientistas a precisar melhor quando ocorreu o acontecimento que formou a Lua

Tal como nos modelos anteriores, explicar a grande semelhança de composição entre a Terra e a Lua continua a ser uma questão em aberto. Uma explicação possível é que Theia e a proto-Terra se formaram a partir de uma mesma região do disco protoplanetário, enquanto Marte, cuja composição é distinta da da Terra e da Lua, se formou mais longe.

“Como a Terra e Marte se formaram no mesmo bairro do sistema solar, são como irmãos”, conclui Denton. “A Lua e a Terra são mais como gémeos falsos“.

 

in ZAP

O Sputnik 1 foi lançado há 69 anos

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O Sputnik 1 foi a primeira missão do Programa Sputnik, que enviou o primeiro satélite artificial da Terra. A missão foi lançada pela URSS em 4 de outubro de 1957 do Cosmódromo de Baikonur. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 50 cm e pesando 83,6 kg.
   
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Ele não tinha nenhuma função, a não ser transmitir um sinal de rádio, "beep", que podia ser sintonizado por qualquer radio-amador.
O satélite orbitou a Terra durante três meses, antes de cair. O seu foguete lançador, chamado R.7, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele foi projetado originalmente para lançar ogivas nucleares.
O Sputnik 1 foi o primeiro satélite artificial a ser lançado pela antiga União Soviética e o primeiro satélite a ser lançado também pela humanidade. O seu lançamento abriu, simbolicamente falando, a "porta" para o começo da corrida espacial entre Estados Unidos e URSS.
 
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Modelo do Sputnik-1 na exposição "NASA - Uma Aventura Humana"
     

segunda-feira, setembro 28, 2026

Edwin Hubble morreu há setenta e três anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Studio_portrait_photograph_of_Edwin_Powell_Hubble_%28cropped%29.JPG?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=original
  

Edwin Powell Hubble (Marshfield, 20 de novembro de 1889 - San Marino, 28 de setembro de 1953) foi um astrónomo dos Estados Unidos da América, famoso por ter descoberto que as até então chamadas nebulosas eram, na verdade, galáxias fora da Via Láctea, e que estas se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa.
O seu nome foi dado ao primeiro telescópio espacial, posto em órbita em 1990, para estudar o espaço sem as distorções causadas pela atmosfera terrestre.
   
Biografia
Aluno promissor, embora não excecional na adolescência, destacou-se mais na época por feitos atléticos, como quando bateu o recorde de salto em altura do estado de Illinois. Como o seu pai (o advogado e agente de seguros John Powell Hubble) queria, formou-se em Direito em 1910, na Universidade de Chicago, e chegou a exercer a profissão de advogado, mas acabou por abandoná-la, para seguir o seu interesse pela astronomia, pela matemática e pela astrofísica.
Em 1914 foi aceite como pesquisador no Observatório Yerkes, em Williams Bay, Wisconsin, e dedicou-se ao estudo das nebulosas, que começou a dividir como pertencentes ou não à Via Láctea. Depois da I Guerra Mundial, em 1919, voltou aos Estados Unidos e começou a trabalhar no Observatório do Monte Wilson, perto de Pasadena, na Califórnia, onde trabalharia até à sua morte. Continuou a trabalhar com as nebulosas, utilizando um telescópio refletor recém-construído.
A partir da relação conhecida entre período e luminosidade das cefeidas, em geral, e do brilho aparente das cefeidas de Andrómeda, em 1923 Hubble pode calcular a distância entre esta e a Via Láctea, obtendo um valor de quase 1 milhão de anos-luz. Mesmo obtendo um valor errado para a distância de Andrómeda, pois atualmente o valor aceite é de um pouco mais de 2 milhões de anos-luz, Hubble mostrou que ela estava para além dos limites de nossa galáxia, que tem cem mil anos-luz de diâmetro. Assim ficou provado que Andrómeda era uma galáxia independente. A descoberta não foi explorada pela imprensa, mas, no ano seguinte, dividiu com um pesquisador de saúde pública um prémio de mil dólares dado pela Academia Americana para o Avanço da Ciência. Hubble provou a existência de nebulosas extragalácticas constituídas de sistemas estelares independentes. No ano seguinte descobriu diversas galáxias e mostrou que várias delas são semelhantes à Via Láctea. A mancha luminosa no céu era na verdade um sistema estelar tão grandioso quanto aquele em que o Sol e a Terra estão situados. Elas passaram a ser chamadas de galáxias, por analogia com a denominação de nossa Via Láctea.
Depois dessas descobertas, passou a pesquisar a estrutura das galáxias e a classificá-las pelo formato, como espiral ou elíptica. Posteriormente começaria a estudar as distâncias que as galáxias se encontram da Via Láctea e suas velocidades no espaço. Em 1929 demonstrou que as galáxias se afastam em grande velocidade e que essa velocidade aumenta com a distância. A relação entre a velocidade e a distância da Terra é conhecida como a Lei de Hubble e a razão entre os dois valores é conhecida como Constante de Hubble.
Este deslocamento das galáxias serviria como base, em 1946, para George Gamow estabelecer a teoria do Big Bang. Analisando o desvio para o vermelho nas suas observações, desenvolveu a teoria da expansão do universo e anunciou que a velocidade de uma nebulosa em relação a outra é proporcional à distância entre elas (a chamada constante de Hubble). Ou seja, Hubble estudou a luz emitida pelas galáxias distantes, observando que o comprimento de onda em alguns casos era maior que aquele obtido no laboratório. Esse fenómeno ocorre quando a fonte e o observador se movem: quando se afastam um do outro, o comprimento de onda visto pelo observador aumenta, diminuindo quando a fonte e o observador se aproximam. Se uma galáxia estiver se aproximando, a luz desloca-se para a cor azul e se estiver se afastando a luz desloca-se para a cor vermelha (Efeito Doppler). Em cada caso, a variação relativa do comprimento é proporcional à velocidade com que a fonte se move.
Depois ser condecorado com a medalha de ouro da Real Sociedade de Astronomia de Londres, em 1940, e com a medalha presidencial do mérito dos Estados Unidos, em 1946, Hubble passou a utilizar o telescópio Hale, concluído em 1948, no Monte Palomar, em Pasadena, para estudar objetos estelares fracos.
Faleceu em 1953, antes de completar 64 anos, vitima de um acidente vascular cerebral, que o matou, instantaneamente e sem dor, como garantiu o antigo médico da família à sua esposa, Grace Hubble. Ela recusou-se a fazer um funeral e a dar satisfações com o que havia feito com o corpo do seu marido (alguns acham simplesmente que Hubble voltou para casa).
O astrónomo seria homenageado, em 1990, quando um telescópio espacial  (o Telescópio Espacial Hubble - HST) foi batizado com o seu apelido. Após apresentar problemas relativos à qualidade das imagens, foi consertado por astronautas. Por situar-se fora da atmosfera da Terra, que distorce e enfraquece as imagens do Universo, tem sido utilizado na recolha de dados sobre objetos muito distantes.
   
Telescópio Espacial Hubble - HST
   

sábado, setembro 26, 2026

sexta-feira, setembro 25, 2026

O PoSAT-1, primeiro satélite português, foi lançado há trinta e três anos

(imagem daqui)
  
O PoSAT-1, o primeiro satélite português, entrou em órbita em 25 de setembro de 1993, por volta das 02.45, hora de Lisboa. Foi lançado ao espaço no voo 59 do foguetão Ariane 4; o lançamento foi realizado no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separou-se com sucesso do foguetão.
O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou cerca de mil milhões de escudos (ou seja, um milhão de contos - cerca de 5 milhões de euros), sendo 600 milhões de escudos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 milhões por empresas portuguesas envolvidas no Consórcio PoSAT: INETI, EFACEC, ALCATEL, MARCONI, OGMA, IST, UBI e CEDINTEC. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues que, devido ao seu envolvimento, é apelidado de "pai" do primeiro satélite português.
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c4/Carvalho_Rodrigues.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=index&utm_content=original
 Retrato de Carvalho Rodrigues, por Bottelho
   
Missão
A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites para além do PoSAT-1, nomeadamente: o EyeSat e o ItamSat (da Itália); o KitSat-B (Coreia); o HealthSat (da organização médica internacional Satellite); o Stella (França); tendo sido dado destaque, pela sua relevância entre estes, ao satélite francês de reconhecimento fotográfico SPOT-3.
  
Dados do PoSAT-1
O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de deteção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas eletrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correta.
Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contém 1344 células de GaAs.
  
Elementos orbitais
  • Órbita: 822 x 800 km, sol-síncrona;
  • Inclinação: 98,6º, sol-síncrona;
  • Período orbital: 101 minutos, fazendo uma média de 14 voltas por dia à Terra;
  • Velocidade orbital: 7,3 km por segundo.
   
Funcionamento e destruição
A morte física do PoSAT-1 prevê-se para 2043. Em 2006 o PoSAT-1 deixou de comunicar com o Centro de Satélites de Sintra. O satélite encontra-se à deriva, numa órbita descendente, até que no futuro se desintegre na atmosfera terrestre.
    

quarta-feira, setembro 23, 2026

Hoje o dia e a noite duram doze horas - e o outono começa às 01.04 horas...

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Equinócio de março de 2017 - pôr-do-sol visto no lugar de Pizzo Vento, Fondachelli-Fantina, Sicília

Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, na sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.
Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul.
As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e - portanto - mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a se adiantar um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.

Em várias culturas nórdicas ancestrais, o equinócio da primavera era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa da religião cristã. 
 

O planeta Neptuno foi descoberto há cento e oitenta anos

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Fotografia feita pela sonda Voyager 2 ao passar pelo planeta, em 1989
     
Neptuno é o oitavo planeta do Sistema Solar, o último a partir do Sol, desde a reclassificação de Plutão para a categoria de planeta anão, em 2006. Pertencente ao grupo dos gigantes gasosos, possui um tamanho ligeiramente menor que o de Urano, mas maior massa, equivalente a 17 massas terrestres. Neptuno orbita o Sol a uma distância média de 30,1 unidades astronómicas.
O planeta é formado por um pequeno núcleo rochoso ao redor do qual encontra-se uma camada formada possivelmente por água, amónia e metano sobre a qual se situa a sua turbulenta atmosfera, constituída predominantemente de hidrogénio e hélio. De facto, notáveis eventos climáticos ocorrem em Neptuno, inclusive a formação de diversas camadas de nuvens, tempestades ciclónicas visíveis, como a já extinta Grande Mancha Escura, além dos ventos mais rápidos do Sistema Solar, que atingem mais de 2.000 km/h. A radiação solar recebida por Neptuno não seria suficiente para fornecer tamanha energia à turbulenta atmosfera, pelo que se descobriu que o calor irradiado do centro do planeta possui um papel importante na manutenção destes eventos meteorológicos extremos. A pequena quantidade de metano nas camadas altas da atmosfera é, em parte, responsável pela coloração azul do planeta.
Ao redor de Neptuno orbitam catorze satélites naturais conhecidos, dos quais se destaca Tritão, de longe o maior. Um ténue e pouco comum sistema de anéis também existe, exibindo uma estrutura irregular com concentrações de material que formam arcos. A sua influência gravitacional afeta as órbitas de corpos menores situados mais além, na Nuvem de Kuiper, entrando em ressonância orbital.
Visto da Terra, Neptuno apresenta uma alta magnitude (quanto mais brilhante o astro menor sua magnitude), sendo impossível observá-lo a olho nu. Suspeitou-se da sua existência somente após a observação cuidadosa da órbita de Urano, que apresentava ligeiras irregularidades por conta da perturbação gravitacional de Neptuno. Após análise matemática com conclusões obtidas independentemente por John Couch Adams e Urbain Le Verrier, obtiveram as posições aproximadas de onde o planeta deveria estar na esfera celeste. Após diversas buscas com o auxílio de telescópios, em 23 de setembro de 1846, encontraram o planeta, cujo nome escolhido posteriormente homenageia o deus romano dos mares. Até o presente momento, a única sonda espacial que visitou o planeta foi a Voyager 2, em 1989, cuja passagem permitiu obter fotografias e informações sem precedentes, ainda sendo a principal fonte de dados sobre o que atualmente se conhece sobre o planeta.  
  

sexta-feira, setembro 18, 2026

Foucault nasceu há 207 anos

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Jean Bernard Léon Foucault (Paris, 18 de setembro de 1819 - Paris, 11 de fevereiro de 1868) foi um famoso físico e astrónomo francês.
É mais conhecido pela invenção do pêndulo de Foucault, um dispositivo que comprova o efeito da rotação da Terra. Ele também fez uma medição inicial da velocidade da luz, descobriu as correntes de Foucault e, embora não o tenha inventado, é creditado por nomear o giroscópio. A cratera Foucault, na Lua, e o asteróide 5668 Foucault são assim chamados em sua homenagem.
     
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Panth%C3%A9on_Pendule_de_Foucault2.JPG/500px-Panth%C3%A9on_Pendule_de_Foucault2.JPG?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
Pêndulo de Foucault no Panteão de Paris
       
     
Animação do Pêndulo de Foucault exibindo o sentido de rotação (no hemisfério sul)
    
Um pêndulo de Foucault, assim chamado em referência ao físico francês Jean Bernard Léon Foucault, é uma experiência concebida para demonstrar a rotação da Terra em relação a um referencial, bem como a existência da força de Coriolis. A primeira demonstração data de 1851, quando um pêndulo foi fixado ao teto do Panteão de Paris. A originalidade do pêndulo reside no facto de ter liberdade de oscilação em qualquer direção, ou seja, o plano pendular não é fixo. A rotação do plano pendular é devida - e prova... - a rotação da Terra. A velocidade e a direção de rotação do plano pendular permitem igualmente determinar a latitude do local da experiência, sem nenhuma observação astronómica exterior.
     

segunda-feira, setembro 14, 2026

Giovanni Domenico Cassini morreu há trezentos e catorze anos

      
Giovanni Domenico Cassini (Perinaldo, República de Génova, hoje Itália, 8 de junho de 1625 - Paris, 14 de setembro de 1712), também chamado Jean-Dominique Cassini ou Cassini I, foi um astrónomo e matemático francês de origem italiana.
Giovanni Cassini estudou no colégio dos Jesuítas em Génova e Bolonha, e em 1650 foi, sob a proteção do general e senador Cornelio Malvasia, o sucessor de Pater Bonaventura Cavalieri na Universidade de Bolonha, como professor na cátedra de astronomia. Nesta função, lecionou, sob o controle da doutrina da Igreja Católica, geometria euclidiana e a astronomia de Ptolomeu. O seu interesse foi atraído principalmente pela aparição de cometas, que ele observava com muita atenção. Além disso, produziu precisas tabelas solares e observou os períodos de rotação de Vénus, Marte e Júpiter. Em 1669, foi chamado pelo rei Luís XIV para ser membro da Academia de Ciências de Paris, fundada em 1667.
Um ano depois, foi nomeado diretor do Observatório Astronómico de Paris. Apesar do observatório de Paris não ter a melhor localização para a realização de observações astronómicas, Cassini continuou as suas observações, descobrindo, em 1671 e 1672, as luas de Saturno Jápeto e Reia, em 1675 uma parte escura dos anéis de Saturno, batizada com o seu nome (a divisão de Cassini, área escura que separa os anéis A e B de Saturno e que tem cerca de 5.000 km de largura) e, em 1684, dois outros satélites do planeta dos anéis: Tétis e Dione.
Em 1672 calculou com precisão a paralaxe solar, e em 1683 foi o primeiro a descrever a luz zodiacal. Cassini ficou cego em 1710 e, cerca de dois anos depois, no dia 14 de setembro de 1712, faleceu em Paris.
Sucessores na direção do Observatório Astronómico de Paris foram o seu filho Jacques, o seu neto César François e o seu bisneto Jean Dominique.
A sonda espacial da missão Cassini-Huygens, com o seu apelido, da NASA e da ESA chegou, em julho de 2004, a Saturno, e investigou o sistema de anéis do planeta.

sexta-feira, setembro 11, 2026

Ciência Viva no Verão - observação astronómica de 11.09.26 na Escola Correia Mateus (Leiria)

 

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Hoje, dia 11 de setembro de 2026, sexta-feira, o Núcleo de Astronomia Galileu Galilei vai fazer uma observação astronómica, no âmbito da Ciência Viva no Verão, na sala SMU da Escola Correia Mateus, junto dos campos exteriores. Esta decorrerá das 20.00 à 00.00 horas, tendo jantar partilhado, observação do fotos dos eclipses de 2026 e informação sobre próximos eclipses, além da observação astronómica e exploração de mapas celestes projetados.



É aberta a toda a comunidade e foi publicitada a nível nacional - aparece e traz quem quiseres!

quinta-feira, setembro 10, 2026

O astrónomo Ernst Opik morreu há 41 anos

 

     
    
Educação
Öpik estudou na Universidade de Moscovo, onde se especializou no estudo de corpos menores do sistema solar, tais como asteroides, cometas e meteoroides. Concluiu o seu doutoramento já na Universidade de Tartu, na Estónia.
   
Astronomia
Öpik foi um destacado astrofísico, com ampla gama de interesses. De entre as suas descobertas está o primeiro cálculo da densidade de uma matéria degenerada (a anã branca 40 Eri B), em 1915, a primeira determinação precisa da distância de um objeto extragalático (a Galáxia de Andrómeda), em 1922. No mesmo ano ele registou corretamente o número de crateras em Marte, antes mesmo delas serem detetadas pelas sondas espaciais. Em 1932 apresentou uma teoria relativa à origem dos cometas no sistema solar. Ele acreditava que eles se originavam na órbita de uma nuvem distante, além da órbita de Plutão. Esta nuvem é hoje conhecida por nuvem de Oort, ou alternativamente, nuvem de Öpik-Oort, em sua homenagem. Ele também inventou uma câmara especial para o estudo de meteoros.
        
Exílio
Öpik fugiu do seu país natal em 1944, aquando da aproximação do Exército Vermelho. Primeiro foi para Hamburgo e, por último, em 1948, para o Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, onde permaneceu ativo até 1981.
     
Condecorações e títulos
Öpik recebeu medalhas da National Academy of Sciences (1960), da Meteoritical Society (1968), da American Association for the Advancement of Science (1972), a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society em 1975, a mais alta condecoração outorgada pela Royal Astronomical Society (Sociedade Astronómica Real) do Reino Unido e a Medalha Bruce em 1976, concedida pela Astronomical Society of the Pacific com sede em San Francisco, Califórnia. Recebeu doutoramentos honoríficos das Universidades de Belfast (1968) e de Sheffield (1977).
   
Legado
O asteróide 2099 Öpik recebeu o seu nome. O seu neto, Lembit Öpik, que é atualmente um membro do partido liberal-democrata, foi membro do parlamento britânico por Montgomeryshire, País de Gales, de 1997 a 2010. Ele também possui alguma ligação com a astronomia, uma vez que ele é um grande apoiante da pesquisa de asteroides que possam vir a colidir com a Terra.
    

terça-feira, setembro 01, 2026

O asteroide Juno foi descoberto há 222 anos

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Juno (asteroide 3) foi descoberto a 1 de setembro de 1804 pelo astrónomo alemão Karl Harding, em Lilienthal. Localizado na cintura principal, foi o terceiro asteroide a ser descoberto, levando o número de ordem 3. Tem o nome da figura mitológica Juno, a deusa romana suprema, mulher de Júpiter.
Juno, líder da família de asteroides Juno, é um dos maiores asteroides da cintura principal, medindo cerca de 234 km em diâmetro. É um asteroide tipo S, significando isto que é altamente refletivo e composto de uma mistura de níquel e ferro com silicatos de ferro e magnésio.
  
Tamanho: os primeiros 10 asteroides descobertos, por cima da Lua - Juno é o terceiro a contar da esquerda
 
 
Descoberta

Juno foi descoberto no dia 1 de setembro de 1804, pelo astrónomo Karl Ludwig Harding. Foi o terceiro asteroide descoberto, mas inicialmente foi considerado um planeta; foi reclassificado como asteroide e planeta menor durante a década de 1850.

 

Nome

Juno recebe o nome da deusa romana Juno.

'Juno' é o nome internacional para o asteroide, sujeito a variação local: Giunone (Itália), Junon (França), Yunona (Rússia), etc. O seu símbolo planetário é ③. Um símbolo antigo, ainda visto, é ⚵ (Old symbol of Juno). 

   

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Características

Juno é um dos maiores asteroides, pois contém aproximadamente 1% da massa de todo o cinturão de asteroides. É o 11º maior asteroide, e também o segundo asteroide tipo S mais massivo, após 15 Eunomia. Mesmo assim, Juno tem apenas 3% da massa de Ceres.

O período orbital de Juno é de 4,36578 anos.
 

segunda-feira, agosto 31, 2026

Bougainville morreu há 215 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1f/Ducreux_-_Louis_Antoine_de_Bougainville.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=index&utm_content=original

Louis Antoine de Bougainville (Paris, 11 de novembro de 1729 - Paris, 31 de agosto de 1811) foi um oficial, navegador e escritor francês.
Recebeu o título de conde em 1808.
Na juventude estudou direito, mas logo abandonou a profissão. Em 1753 entrou no exército, no corpo dos mosqueteiros. Com 25 anos, publicou um tratado de cálculo integral como suplemento do tratado de De l'Hôpital, Des infiniment petits.
Em 12 de outubro de 1754 foi enviado a Londres como secretário da embaixada da França e tornou-se membro da Royal Society.
Primeiro ajudante (aide de camps) de Montcalm em 1756, ao lado do qual combateu em 1759, tornou-se capitão de fragata em 1753 e tentou em vão colonizar as ilhas Malvinas (1763-1765).
"Participou ativamente da guerra franco-inglesa no Canadá", diz a "Brasiliana da Biblioteca Nacional", pg 49, "e realizou três viagens às Malvinas, com interesse de transportar os colonos canadianos para as ilhas. Mesmo com as enormes perdas da guerra, procurou convencer o governo francês a reforçar as frotas naval e mercantil, com a finalidade de alargar e recuperar o império francês. Nos mares do sul, segundo o militar viajante, os franceses encontrariam as especiarias, o ouro e produtos tropicais perdidos para os ingleses. Os novos territórios forneceriam ainda elementos preciosos para a História Natural".
Em 1766 Bougainville recebeu de Luís XV de França a missão de navegar ao redor do globo em uma expedição com um naturalista, cartógrafo e astrónomo. Tornou-se o 14° navegador da história, e o primeiro francês a conseguir o feito: a realização dessa volta ao mundo revigorou o prestígio da França após suas humilhantes derrotas durante a Guerra dos sete anos.
Bougainville zarpou em 1766 com dois navios, La Boudeuse e L'Etoile. Esteve no Rio de Janeiro em 1767 e reuniu dados sobre as fortificações, administração e comércio. "Se inicialmente recebera boa acolhimento das autoridades locais, incidentes no sul, envolvendo portugueses e espanhóis, provocaram mudança na atitude do vice-rei em relação aos franceses", segundo conta Maria Fernanda Bicalho. Ele e os seus oficiais foram proibidos de permanecer nos arredores da cidade, inviabilizando a coleta de espécies vegetais pelo naturalista Philibert Commerson, célebre por suas ideias conservacionistas. Em seu álbum Pitoresco, entretanto, retrata os principais monumentos naturais e artificiais e o aspeto geral das cidades e populações: a prancha 34, por exemplo, reproduz a "Cascade de la Grande Tijuca, près Rio-Janeiro", que é hoje chamada a cascatinha da Tijuca, no Parque do Açude, Alto da Boa Vista.
Visitou a ilha do Taiti em abril de 1768 e por pouco perdeu a oportunidade de se tornar o seu descobridor, desconhecendo a visita anterior de Samuel Wallis, no HMS Dolphin, menos de um ano antes. Em março de 1769, a expedição completou a sua circum-navegação e chegou em Saint-Malo, com a perda de somente sete dos 200 homens que compunham a tripulação, facto excecional naquela época, e um crédito extra ao bom comando da expedição de Bougainville. A sua viagem foi também excecional pelo facto de ter sido a primeira a incluir uma mulher, Jeanne Baré, empregada do naturalista da expedição acima mencionado, Philibert Commerçon.
 
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Descrevendo o Taiti no seu livro de 1771 Voyage autour du Monde, Bougainville ofereceu visão de um paraíso terrestre onde homens e mulheres viviam felizes, em completa inocência, longe da corrupção da civilização. Ele ilustrou o conceito de "nobre selvagem", e influenciou as ideias utópicas de filósofos como Jean-Jacques Rousseau antes do advento da Revolução francesa.
 
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Bougainvillea is a genus of thorny ornamental vines, bushes, and trees belonging to the four o' clock family, Nyctaginaceae. They are native to Brazil, Peru, and Argentina. There are between 4 and 22 species in the genus. The inflorescence consists of large colourful sepal-like bracts which surround three simple waxy flowers, gaining popularity for the plant as an ornamental. The plant is named after explorer Louis Antoine de Bougainville (1729-1811), after it was documented on one of his expeditions.