O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos,
devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão,
tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a
abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha.
Durante a década de 70,
tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não teve sucesso.
Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e
de várias persona non grata e depois de ter mudado de nome,
Arenas pôde deixar o país e passou a viver em New York, onde
lhe diagnosticaram SIDA. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca").
Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou-se, com uma dose excessiva de
álcool e droga. Dez anos mais tarde, em 2000, estreou a versão
cinematográfica da sua autobiografia, tendo Javier Bardem no papel do escritor.
Dos patrias tengo yo: Cuba y la noche,
sumidas ambas en un solo abismo.
Cuba o la noche (porque son lo mismo)
me otorgan siempre el mismo reproche:
'En el extranjero, de espectros fantoche,
hasta tu propio espanto es un espejismo,
rueda extraviada de un extraño coche
que se precipita en un cataclismo
donde respirar es en sí un derroche,
el sol no se enciende y sería cinismo
que el tiempo vivieras para la hermosura'.
Si ésa es la patria (la patria, la noche)
que nos han legado siglos de egoísmo,
yo otra patria espero, la de mi locura.
Hemingway fazia parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado por Gertrude Stein.
Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de
ter tido vários relacionamentos românticos. Em 1952 publica "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prémio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954.
A vida e a obra de Hemingway tem intensa relação com a Espanha,
país onde viveu durante quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para
um escritor americano que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica
com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, a ponto de tornar-se um toureiro amador, transporta essa experiência para dois livros: O Sol Também Se Levanta (1926) e Por Quem os Sinos Dobram (1940). Ao cobrir a Guerra Civil Espanhola (1937) – como jornalista do North American Newspaper Alliance, não hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo.
Ainda muito jovem, decidiu ir à Europa pela primeira vez, quando a Grande Guerra assombrava o mundo (1918). Hemingway havia terminado o ensino secundário em Oak Park e trabalhado como jornalista no Kansas City Star.
Tentou alistar-se, mas foi preterido, por ter um problema na visão.
Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de motorista de ambulância na
Cruz Vermelha. Em Itália apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, a sua inspiração na criação da heroína de Adeus às Armas
(1929) – a inglesa Catherine Barkley. Atingido por uma bomba, retornou
para Oak Park que, depois do que viu na Itália, tornou-se monótona
demais.
Casamentos
Volta à Europa (Paris),
em 1921, recém-casado com Elizabeth Hadley Richardson, no seu primeiro
casamento, com quem teve um filho. Na ocasião, trabalhava para o Toronto Star Weeky e, em início de carreira, aproximou-se de outros principiantes na escrita: Ezra Pound (1885 – 1972), Scott Fitzgerald (1896 – 1940) e Gertrude Stein (1874 – 1940).
O seu segundo casamento (1927) foi com a jornalista de moda Pauline
Pfeiffer. Com ela teve dois filhos. Em 1928, o casal decidiu morar em Key West, na Flórida.
O escritor sentiu falta da vida de jornalista e correspondente
internacional. O casamento com Pauline era instável. Nessa época conhece
Joe Russell, dono do Sloppy Joe’s Bar e companheiro de farra. Já na década de 30, resolveu partir com o amigo para uma pescaria. Dois dias em alto-mar que terminaram em Havana, capital cubana, para onde voltava anualmente na época da pesca do merlim (entre os meses de maio e julho). Hospedava-se no hotel Ambos Mundos, em plena Habana Vieja,
bairro mais antigo da cidade que se tornava o lar do escritor, e os
cenários que comporiam a sua história e a da própria ilha pelos próximos
23 anos. Duas décadas de turbulências que teriam como desfecho a
revolução socialista e o suicídio do escritor.
Em Cuba, o escritor apaixonou-se por Jane Mason, casada com o diretor de operações da Pan American Airways
e tornaram-se amantes. Em 1936, novamente apaixonado, desta feita pela
destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio,
confirmando o que previu o seu amigo, Scott Fitzgerald, quando eles se
conheceram em Paris: “Você vai precisar de uma mulher a cada livro”.
Assim, Hemingway partiu para a Espanha, onde Martha já estava e, no
meio da guerra, os dois viveram um romance que resultou no seu terceiro
casamento. Quando a república caiu e a Europa vivia o prenúncio de um
conflito generalizado, Hemingway retornou a Cuba com Martha.
Em 1946, o escritor casa-se pela quarta e última vez com Mary Welsh,
também jornalista, mas tímida e disposta a viver ao lado de um Hemingway
cada vez mais instável emocionalmente.
Suicídio
Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio
aparece em textos, cartas e conversas com muita frequência. O seu pai
suicidou-se em 1929, por causa de problemas de saúde e financeiros. A
sua mãe,
Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, atormentava-o com a
sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a
qual o seu pai se havia matado. O escritor, atónito, não sabia se ela
queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma, como
lembrança.
Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da
"evidência trágica" do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira
jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, utilizou uma arma de caça e disparou contra si mesmo.
Allende foi o primeiro presidente de república e o primeiro chefe de estadosocialista marxista eleito democraticamente na América Latina. Os seus pilares ideológicos foram o socialismo, o marxismo e a maçonaria. Allende foi um revolucionário atípico: acreditava na via eleitoral da democracia representativa, e considerava ser possível instaurar o socialismo dentro do sistema político então vigente no seu país.
No Vietname (que naquela época estava em guerra civil contra os Estados Unidos e parte da Ásia) e posteriormente no mundo todo, ele é considerado um Bodhisattva, uma vez que mesmo tendo sido queimado e posteriormente re-cremado, o seu coração permaneceu intacto. Isso aumentou o impacto de sua morte mundialmente, tornando-o um verdadeiro mártir.
As ações de Thích Quảng Ðức aumentaram a pressão internacional sobre o
regime de Diem e fez com que o líder anunciasse reformas para acalmar
os budistas. No entanto, as mudanças prometidas foram implementadas
muito lentamente ou nem foram implementadas, resultando numa
deterioração na disputa. Com a continuação dos protestos, as Forças
Especiais leais ao irmão de Diem, Ngô Ðình Nhu, iniciaram ataques aos pagodes
budistas em toda nação, tomando o 'coração sagrado', causando mortes e
danos generalizados. Diversos monges budistas seguiram o exemplo de
Thích Quảng Ðức e se auto-imolaram. Eventualmente, um golpe militar derrubou e matou Diem.
A auto-imolação foi vista como o ponto da viragem da crise budista vietnamita que culminou numa mudança do regime.
A sua obra reflete a infância passada em Trás-os-Montes e Alto Douro,
num ambiente normal que ele fielmente retrata, embora sem intuitos
moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns
dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto
rústico português. Dedicou-se a uma intensa atividade pedagógica, na
senda de João de Deus, tentando elucidar o cidadão português para a democracia.
Encontra-se colaboração da sua autoria nas revista "A Leitura" (1894-1896) e no semanário "Branco e Negro" (1896-1898).
Ian Curtis decidiu o seu destino após assistir a uma apresentação dos Sex Pistols em 1976, onde se convenceu de que queria estar no palco, e não no meio do público. Ian então conheceu os jovens Bernard Sumner e Peter Hook.
Ian tinha visto o cartaz dos dois jovens que estavam tentando formar
uma banda e ele propôs-se a ser o vocalista e escritor das letras - e
os três então firmaram o acordo.
Os três recrutaram (e rejeitaram) uma sucessão de bateristas até a decisão de aceitar Stephen Morris como o quarto membro da banda, que se chamou Warsaw durante um curto período de tempo até mudar o seu nome para Joy Division, em 1978, por causa de conflitos com o nome de uma outra banda, os Warsaw Pact.
Diz-se que a persistência de Ian Curtis ajudou a assegurar à banda um contrato de gravação com a hoje lendária gravadora Factory Records, de Tony Wilson. Ian convenceu Tony Wilson a permitir sua banda tocar "Shadowplay" no Granada Reports — um programa regional de televisão apresentado por Tony. Após estabelecer a Factory Records com Alan Erasmus, Tony Wilson aceitou a banda no seu selo.
Durante as apresentações do Joy Division, Ian Curtis desenvolveu um estilo único de dançar, reminiscente dos ataques epiléticos
dos quais sofria, algumas vezes no palco. O efeito era tal que as
pessoas que estavam no público não sabiam se ele estava dançando ou
tendo um ataque. Ele algumas vezes desmaiou e teve de ter atendimento
médico ainda no palco, já que sua saúde sofria com a intensa rotina de
apresentações dos Joy Division. A primeira crise epilética de Ian
aconteceu no dia 27 de dezembro de 1978, quando a banda voltava de seu primeiro show realizado em Londres, no pub Hope and Anchor.
Muitas das canções que Ian Curtis escreveu são carregadas com imagens
de dor emocional, morte, violência, alienação e degeneração urbana.
Tais temas recorrentes levaram os fãs e a esposa de Ian, Deborah, a acreditar que Ian escrevia sobre sua própria vida. Ian certa vez comentou a respeito numa entrevista: "Escrevo
sobre as diferentes formas que diferentes pessoas lidam com certos
problemas, e como essas pessoas podem se adaptar e conviver com eles".
Ian cantava com um estranho timbre baixo-barítono,
o que fazia com que sua voz parecesse pertencer a alguém muito mais
velho que ele realmente era. Ele também era fascinado pela escaleta
Hohner, um instrumento que foi mostrado a ele pela esposa de Tony
Wilson, Lindsey Reade, pouco tempo antes da morte de Ian. Ele utilizou o
instrumento ao vivo pela primeira vez durante uma passagem de som do Leigh Rock Festival em 1979,
após o que ele adquiriu uma coleção de oito desses instrumentos. A
fascinação de Ian Curtis pela escaleta levaria Bernard Sumner a utilizar
o instrumento tempos depois, nos New Order.
Os Joy Division, e, em particular, Ian Curtis, tiveram o seu estilo de gravação desenvolvido pelo produtor Martin Hannett. Alguns de seus trabalhos mais inovadores foram criados no Cargo Recording Studios em 1979, um estúdio que fora desenvolvido por John Peel e seus investimentos financeiros. John Peel era um grande fã dos Joy Division e de Ian Curtis.
A última apresentação ao vivo de Ian Curtis aconteceu no dia 2 de maio de 1980, na Universidade de Birmingham, e aconteceu no mesmo mês de sua morte. Essa apresentação incluiu a primeira e última performance da música "Ceremony" pelos Joy Division - música que foi depois usada pelos New Order. A última música que Ian Curtis executou frente ao público foi "Digital". A gravação da apresentação pode ser encontrada no álbum de compilações Still.
Os problemas pessoais de Ian Curtis, como o divórcio conturbado da sua esposa e um caso extra-conjugal com a jornalista belgaAnnik Honoré, poderão ter contribuído para o suicídio de Ian, que se enforcou aos 23 anos de idade. De acordo com o livro Touching From A Distance, Ian ingeriu uma overdose
de medicamentos para epilepsia e foi parar num hospital poucos meses
antes de sua morte. Acredita-se que tal overdose tenha sido um "pedido
de socorro", mas Ian disse aos seus companheiros de banda que não
havia ingerido uma overdose. O livro conta que Bernard Sumner levou
Ian a um cemitério após a sua saída do hospital, para lhe mostrar onde ele poderia ter ido parar caso a overdose tivesse sido fatal.
Na noite do dia 17 de maio, dias antes do início da primeira turnê dos Joy Division nos Estados Unidos, Ian assistiu a um de seus filmes favoritos, Stroszek, de Werner Herzog, enquanto ouvia Weeping, momentos antes de se enforcar falou por telefone com Genesis P-Orridge. E nas primeiras horas da manhã do dia 18 de maio, Ian enforcou-se na cozinha, utilizando uma corda que sustentava o varal de roupas, segundo se conta, ouvindo o disco The Idiot, primeiro lançamento do cantor norte-americanoIggy Pop.
Os pontos de vista e as preferências de Ian Curtis continuam a gerar
especulações sobre as reais razões pelas quais ele resolveu tirar a
própria vida. Alguns dizem que ele simplesmente desejou morrer jovem.
Mas o facto é que Ian já tinha uma mente conturbada desde a sua
adolescência, com pensamentos e ideologias de contracultura, uma mente provavelmente já farta do mundo ao seu redor.
Ian Curtis foi cremado e as suas cinzas foram enterradas em Macclesfield, com uma lápide com a inscrição "Love Will Tear Us Apart" ("O Amor Vai Nos Separar"). O epitáfio, escolhido por sua esposa Deborah, é uma referência à canção mais conhecida do Joy Division. Em 2008, a polícia britânica anunciou que essa lápide foi roubada do cemitério de Macclesfield.
As autoridades locais buscam testemunhas e investigam, mas, como não
havia câmaras de segurança no local, não foi descoberto o autor.
Lápide do pequeno túmulo de Curtis
Legado
Os membros remanescentes dos Joy Division formaram a banda New Order
após a morte de Ian Curtis. A banda havia feito um acordo de que os
Joy Division não continuariam se um dos membros deixasse a banda ou
morresse. O primeiro álbum dos New Order, Movement, possui uma canção intitulada I.C.B., que significa "Ian Curtis Buried" ("Ian Curtis Enterrado").
Em maio de 2007, um filme britânico sobre a vida e a morte de Ian Curtis, intitulado Control, estreou no Festival de Cannes. No papel de Ian Curtis está o ator britânico Sam Riley (em seu primeiro filme como ator principal), que nasceu em 1980, cerca de quatro meses antes do suicídio de Ian Curtis. O filme é dirigido pelo neerlandêsAnton Corbijn. Recentemente a revista inglesa New Musical Express (NME), elegeu a música Love Will Tear Us Apart
como a melhor música já escrita nos últimos 60 anos, título dado por
uma das mais tradicionais revistas de música no ano de 2012.
Dalida gravou canções em dez idiomas: francês, italiano, alemão, espanhol, inglês, árabe, japonês, holandês, hebraico e grego. O seu idioma materno era o italiano, apesar de ter aprendido o árabe egípcio
e também o francês, enquanto crescia no Cairo. Ela aprimoraria o seu
francês na fase adulta, após se estabelecer em Paris em 1954,
tornando-se em seguida fluente em inglês e aprendendo também
conversações básicas em alemão e espanhol, além de possuir certa
facilidade em cumprimentar os seus fãs do Japão, utilizando japonês básico.
Quatro discos de Dalida em inglês (Alabama Song, Money Money, Let Me Dance Tonight, e Kalimba de Luna) obtiveram bastante sucesso, principalmente na França e Alemanha, sem mesmo terem sido lançadas nos mercados dos Estados Unidos e Reino Unido.
Ela juntou ao longo de sua carreira mais de 19 músicas de sucesso
atribuídas ao seu nome, além de possuir uma longa lista de sucessos nas
paradas Top 10 e Top 20 em francês, italiano, alemão, espanhol e árabe.
Ao longo de sua carreira, o seu sucesso de vendas de compactos e
discos foi ininterrupto, perdurando por mais de 30 anos na França, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Áustria, Egito, Jordânia, Líbano, Grécia, Canadá, Rússia, Japão e Israel.
A sua morte em 1987, aos 54 anos, fez com que a ela fosse atribuída uma
imagem icónica de diva trágica, em conjunto com a imagem de cantora de
renome que já tinha consolidado. Dalida foi postumamente homenageada
pelo "International Star Registry" (EUA), com a emissão de um diploma, concedido um ano após sua morte.
(...)
Após 31 anos de sucesso ininterrupto, Dalida tinha uma incrível
habilidade de transmitir alegria e otimismo, apesar de estar tão ferida
sentimentalmente. Dalida teve na sua vida três homens suicidas e
sentia-se cada vez mais sozinha e pesarosa por passar a sua vida
inteira dedicada à sua carreira e a homens que ela acreditava serem o
ideal a cada relacionamento, além do facto de não ter podido ser mãe. Os
passar dos anos começaram a pesar-lhe. Talvez a canção dela que mais
justifique o seu sofrimento seja "Je suis malade".
Após anos de buscas através da filosofia, religião e misticismo
a fim de preencher o vazio que a colocara em profunda solidão, em
virtude de abandonos afetivos e juras não cumpridas, Dalida suicidou-se,
aos 54 anos de idade, no dia 3 de maio de 1987, ingerindo elevada dose de barbitúricos,
por achar que já tinha dado tudo de si e que nada mais seria novidade
para uma profissional que trabalhava incessantemente. Ela deixou duas
cartas: uma ao seu irmão Orlando e outra ao seu companheiro François
Naudy, além de uma nota de suicídio aos seus fãs com a frase: “Pardonnez-moi, la vie m'est insupportable” (Perdoem-me, a minha vida tornou-se insuportável).
No período de 1939 a 1945 Hitler liderou a Alemanha enquanto envolvida no maior conflito do século XX, a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha, juntamente com a Itália e com o Japão, formavam o Eixo. O Eixo seria derrotado apenas pela intervenção externa do grupo de países que se denominavam os "Aliados".
Tal grupo fez-se notável por ter sido constituído pelos principais
representantes dos sistemas capitalista e socialista, entre os quais a União Soviética e os Estados Unidos, união esta que se converteu em oposição no período pós-guerra, conhecido como a Guerra Fria. A Segunda Guerra Mundial acarretou a morte de um total estimado em 50 a 70 milhões de pessoas.
Hitler
sobreviveu, sem ferimentos graves, a 42 atentados contra a sua vida. Devido
a isso, ao que tudo indica, Hitler teria chegado a acreditar que a "Providência" estava intervindo a seu favor. A última tentativa de assassiná-lo foi o atentado de 20 de julho
de 1944, onde uma bomba, preparada para simular o efeito com um
explosivo britânico, explodiu a apenas dois metros do Führer. O atentado
foi liderado e executado por von Stauffenberg, coronelalemão condenado à morte por fuzilamento.
Tal atentado não o impediu de, menos de uma hora depois, se encontrar,
em perfeitas condições físicas, com o ditador fascista italiano, Benito Mussolini.
Adolf Hitler cometeu suicídio no seu quartel-general (o Führerbunker), em Berlim, a 30 de abril de 1945, enquanto o exército soviético combatia as suas tropas que defendiam a capital alemã (as Divisões da SS com soldados franceses Charlemagne e com soldados noruegueses Nordland). Segundo testemunhas, Hitler já teria admitido que havia perdido a guerra desde o dia 22 de abril, e desde já passavam por sua cabeça os pensamentos suicidas.
(...)
A partir de 1943, no entanto, a
queda alemã tornou-se inexorável e o atentado de julho de 1944 contra
Hitler revelou a força da oposição interna. Nessa época a saúde de
Hitler estava muito debilitada, possuía problemas cardíacos, era
hipocondríaco, sofria de insónias, a doença de Parkinson já o afetava visivelmente e estava a envelhecer precocemente. Após uma última derrota (o falhanço da ofensiva das Ardenas, em dezembro de 1944), Hitler refugiou-se num bunker (esconderijo) na cidade de Berlim, onde finalmente cometeria suicídio, a 30 de abril de 1945.
Quando eu morrer batam em latas, Rompam aos saltos e aos pinotes, Façam estalar no ar chicotes, Chamem palhaços e acrobatas! Que o meu caixão vá sobre um burro Ajaezado à andaluza... A um morto nada se recusa, E eu quero por força ir de burro!
Rudolf Walter Richard Hess (Alexandria, Egito, 26 de abril de 1894 – Berlim, 17 de agosto de 1987), foi um político de destaque da Alemanha nazi, nomeado Delegado do Führer (Stellvertreter des Führers em alemão) por Adolfo Hitler em 1933, e nesse cargo até 1941, quando viajou de avião, sozinho, para a Escócia, numa tentativa de negociar uma paz com o Reino Unido durante a II Guerra Mundial. Foi detido e, posteriormente, julgado por crimes de guerra, sendo condenado a prisão perpétua.
Hess alistou-se no 7.º Regimento de Artilharia Terrestre da Baviera no início da Primeira Guerra Mundial. Foi ferido por diversas vezes e recebeu a Cruz de Ferro
de segunda classe, em 1915. Pouco antes da guerra terminar, Hess
matriculou-se na força aérea como piloto-aviador, mas não chegou a
combater. Deixou as forças armadas em dezembro de 1918 com a patente de Leutnant der Reserve (Tenente de Reserva).
No outono de 1919, Hess entrou para a Universidade de Munique, onde estudou geopolítica com Karl Haushofer, um proponente do conceito de Lebensraum ("espaço vital "), que mais tarde se tornaria um dos pilares da ideologia do Partido Nazi. Hess juntou-se ao NSDAP em 1 de julho de 1920, e esteve ao lado de Hitler a 8 de novembro de 1923 no Putsch da Cervejaria,
uma tentativa falhada dos nazis de tomarem o controlo do governo
alemão. Durante o tempo de prisão devido ao golpe, Hess ajudou Hitler a
escrever a sua obra, Mein Kampf, que se tornou numa das fundações da plataforma política do NSDAP.
Depois da tomada de poder nazi
em 1933, Hess foi designado para Delegado do Führer do NSDAP, e recebeu
um cargo no gabinete de Hitler. Passou a ser o terceiro homem mais
poderoso da Alemanha, atrás de Hitler e Hermann Göring. Para além de aparecer em manifestações e palestras em nome de Hitler, Hess redigiu grande parte da legislação, incluindo as Leis de Nuremberga de 1935, as quais retiravam os direitos dos judeus na Alemanha, e que estiveram na origem do Holocausto.
Hess continuou o seu interesse na aviação, e aprendeu a pilotar os
mais modernos aviões que estavam a ser desenvolvidos no início da
Segunda Guerra Mundial. A 10 de maio de 1941, voou sozinho para a
Escócia, onde esperava reunir-se com Douglas-Hamilton,
o qual ele pensava fazer parte da oposição ao governo britânico, para
falar sobre acordos de paz. Hess foi preso de imediato à sua chegada, e
detido, sob custódia britânica, até ao final da guerra, voltando à
Alemanha para ser julgado nos Julgamentos de Nuremberga,
em 1946. Durante uma grande parte do julgamento, alegou sofrer de
amnésia, mas, mais tarde, admitiu tratar-se de um estratagema. Hess foi
condenado contra crimes contra a paz e conspiração com outros líderes
alemães para cometer crimes, e foi transferido para a Prisão de Spandau
em 1947, após ser condenado a prisão perpétua. A sua família e
destacados políticos, tentaram que fosse libertado mais cedo, mas foram
impedidos pela União Soviética.
(...)
Morte
Hess morreu em 1987, ainda prisioneiro em Spandau, e a sua morte foi qualificada de suicídio.
Hess, então com 93 anos, estava quase cego e movia-se com extrema
dificuldade. Segundo a versão oficial, ele foi até à casa do jardim,
colocou um cabo elétrico ao redor do pescoço e cometeu suicídio.
Entretanto, as declarações da sua enfermeira pessoal também colocam em
xeque a versão oficial. Ela encontrou Hess sem sinal de vida no interior
da casa do jardim. Tentando reanimá-lo pediu o saco de primeiros
socorros, que, segundo ela, "foi entregue com uma grande demora,
exageradamente longa" e que lhe chegou às mãos já aberto, com os
instrumentos cirúrgicos destruídos e a garrafa de oxigénio vazia.
Esta enfermeira que acompanhou os últimos 5 anos da vida de Rudolf
Hess afirma que "Hess tinha muita artrite nas mãos e já estava bastante
fraco para se manter de pé sem apoio. Ele não conseguia atar os seus sapatos
nem levantar os seus braços a uma altura suficiente para colocar um
cabo no seu pescoço - o que derrubaria a tese de suicídio por
enforcamento.
Uma segunda autópsia foi efetuada a pedido do seu filho, Wolf Hess, que contratou o patologista Dr. Spann, do Hospital de Munique.
A sua conclusão refuta a opinião do médico britânico, James Malcom
Cameron: "Muito provavelmente Rudolf Hess foi estrangulado por trás, por
outra pessoa".
Após a sua morte, as autoridades tentaram sepultá-lo num lugar secreto.
Mais uma vez, o seu filho interveio e conseguiu levar o corpo para o
cemitério da família. A cerimónia só pôde ser realizada de madrugada,
com familiares mais próximos, não podendo exceder os 2 minutos, tudo sob
controle das autoridades.
Após a morte de Hess, neonazis da Alemanha e de toda a Europa encontraram-se em Wunsiedel,
onde ele foi enterrado, para uma certa "marcha pela memória". Essas
manifestações repetem-se a cada ano, no dia da morte de Hess, apesar de
proibidas de 1991 a 2000
(anos durante os quais as marchas ocorreram em diversas cidades das
redondezas). As marchas de 2002 e 2003 (novamente autorizadas) reuniram
2.500 neonazis.
Em julho de 2011 os responsáveis pela comunidade de Wunsiedel
exumaram os restos mortais de Rudolf Hess e destruíram o seu túmulo, com
a intenção de acabar com os manifestos e atos em torno da figura
símbolo de Rudolf, pois tais manifestações perturbavam a
ordem e a paz da pequena cidade.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto,
Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e
meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se
suicidou.
A sua doutrina
e seu estilo político foram denominados de "getulismo" ou "varguismo".
Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados "getulistas".
As pessoas próximas o tratavam por "Doutor Getúlio", e as pessoas do
povo o chamavam de "O Getúlio", e não de "Vargas".
Getúlio Vargas foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, em 15 de setembro de 2010, pela lei nº 12.326.
(...)
Por causa do crime da rua Tonelero Getúlio foi pressionado, pela
imprensa e por militares, a renunciar ou, ao menos, licenciar-se da
presidência. O Manifesto dos Generais, de 22 de agosto de 1954, pede a renúncia de Getúlio. Foi assinado por 19 generais de exército, entre eles, Castelo Branco, Juarez Távora e Henrique Lott e dizia: "Os
abaixo-assinados, oficiais generais do Exército...solidarizando com o
pensamento dos camaradas da Aeronáutica e da Marinha, declaram julgar,
como melhor caminho para tranquilizar o povo e manter unidas as forças
armadas, a renúncia do atual presidente da República, processando sua substituição de acordo com os preceitos constitucionais".
Esta crise levou Getúlio Vargas ao suicídio na madrugada de 23 para
24 de agosto de 1954, logo depois de sua última reunião ministerial, na
qual fora aconselhado, por ministros, a se licenciar da presidência. Getúlio registou na sua agenda de compromissos, na página do dia 23 de agosto de 1954, segunda-feira: "Já
que o ministério não chegou a uma conclusão, eu vou decidir: determino
que os ministros militares mantenham a ordem pública. Se a ordem for
mantida, entrarei com pedido de licença. Em caso contrário, os
revoltosos encontrarão aqui o meu cadáver."
Getúlio concordou em se licenciar sob condições, que constavam da
nota oficial da presidência da república divulgada naquela madrugada: "Deliberou
o Presidente Getúlio Vargas.... entrar em licença, desde que seja
mantida a ordem e os poderes constituídos..., em caso contrário,
persistirá inabalável no propósito de defender suas prerrogativas
constitucionais, com sacrifício, se necessário, de sua própria vida".
Getúlio,
no final da reunião ministerial, assina um papel, que os ministros não
sabiam o que era, nem ousaram perguntar. Encerrada a reunião
ministerial, sobe as escadas para ir ao seu apartamento. Vira-se e
despede-se do ministro da Justiça, Tancredo Neves, dando-lhe uma caneta Parker 21 de ouro e diz: "Para o amigo certo das horas incertas"!
A data não poderia ser mais emblemática: Getúlio, que se sentia
massacrado pela oposição, pela "República do Galeão" e pela imprensa,
escolheu a noite de São Bartolomeu para a sua morte. Getúlio Vargas cometeu suicídio, com um tiro no coração, nos seus aposentos, no Palácio do Catete, na madrugada de 24 de agosto de 1954.
Columbano Bordalo Pinheiro, Retrato de Antero de Quental, 1889
Evolução
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
Mayakovsky nasceu e passou a infância na aldeia de Bagdadi, nos arredores de Kutaíssi, na Geórgia, então no Império Russo. Lá fez o liceu e, após a morte súbita do pai, a família ficou na miséria e transferiu-se para Moscovo, onde Vladimir continuou os seus estudos.
Fortemente impressionado pelo movimento revolucionário russo e
impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na
fação bolchevique
do Partido Social-Democrático Operário Russo. Detido em duas ocasiões,
foi libertado por falta de provas, mas em 1909-1910 passou onze meses na
prisão. Entrou na Escola de Belas Artes, onde se encontrou com David
Burliuk, que foi o grande incentivador da sua iniciação poética. Os dois
amigos fizeram parte do grupo fundador do assim chamado cubo-futurismo russo, ao lado de Khlebnikov, Kamiênski
e outros. Foram expulsos da Escola de Belas Artes. Procurando difundir
as suas conceções artísticas, realizaram viagens pela Rússia.
Após a Revolução de outubro,
todo o grupo manifestou a sua adesão ao novo regime. Durante a Guerra
Civil, Mayakovsky dedicou-se a fazer a desenhos e legendas para cartazes de
propaganda e, no início da consolidação do novo estado, exaltou
campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc. Fundou
em 1923 a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), que
reuniu a “esquerda das artes”, isto é, os escritores e artistas que
pretendiam aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação
social.
Fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos. Viajou também pela Europa Ocidental, México e Estados Unidos.
Entrou frequentemente em choque com os “burocratas’’ e com os que
pretendiam reduzir a poesia a fórmulas simplistas. Foi homem de grandes
paixões, arrebatado e lírico, épico e satírico ao mesmo tempo.
Oficialmente, suicidou-se, com um tiro, em 1930, sem que isto tivesse
relação alguma com sua atividade literária e social. Mas o facto é que o
poeta estava a ser pressionado pelos programas oficiais, que desejavam
instaurar uma literatura simplista e dita realista, dirigidos por Molotov
e perseguindo antigos poetas revolucionários como o próprio Maiakovski.
Em vista disso, aponta-se a possibilidade real de um suicídio forjado
por motivos políticos.
Obra
A sua obra, profundamente revolucionária na forma e nas ideias que
defendeu, apresenta-se coerente, original, veemente, una. A linguagem
que emprega é a do dia a dia, sem nenhuma consideração pela divisão em
temas e vocábulos “poéticos” e “não-poéticos”, a par de uma constante
elaboração, que vai desde a invenção vocabular até o inusitado arrojo
das rimas.
Fazendo parte do grupo "Hylaea", que daria origem ao chamado cubo-futurismo, o seu primeiro livro de poemas, no entanto, seria de estética influenciada pelo simbolismo,
e nunca chegaria a público, tendo sido escrito quando o poeta estava na
prisão e apreendido pela polícia no momento da sua libertação.
Aproximando-se de David Burliuk na década de 10, passa a escrever num estilo aproximado do cubismo e do futurismo, influenciado pelo primitivismo eslavista e pela linguagem transracional de Velimir Khlebnikov e outros, repleto de imagística urbana e surpreendente, com um certo ar impressionista e, ainda, simbolista. Esta fase de sua poesia é a mais apreciada por poetas como Boris Pasternak, em função de ainda manter alguns recursos simbolistas e métrica rigorosa em alguns poemas.
Em seguida, já na década de 20, sua poesia, apesar de haver uma
continuidade no que diz respeito à inovação rítmica, à rimas
inusitadas, ao uso da fala quotidiana e mesmo de imagens inusitadas,
assume um tom direto.
Ao mesmo tempo, o gosto pelo desmesurado, o hiperbólico, alia-se
em sua poesia desta época à dimensão crítico-satírica. Criou longos
poemas e quadras e dísticos que se gravam na memória. Traduções sem
preocupação com a forma dos poemas produzidos nesta época têm dado ao
público uma imagem errónea do poeta, fazendo-o parecer um "gritador".
Na realidade, era um poeta rigoroso, que chegava a reescrever
sessenta vezes o mesmo verso e recolhia muito material informativo e
linguístico para posterior uso nos seus poemas. Criou também ensaios
sobre a arte poética e artigos curtos de jornal; peças de forte sentido
social e rápidas cenas sobre assuntos do dia; roteiros de cinema
arrojados e fantasiosos e breves filmes de propaganda.
Tem exercido influência profunda em todo o desenvolvimento da
poesia russa moderna, bem como sobre outros poetas e movimentos no mundo
inteiro, como Hamid Olimjon, Nazım Hikmet, Hedwig Gorski, Vasko Popa. O cantor e compositor João Bosco gravou a sua poesia E Então, Que Quereis...? nos álbuns Bosco, de 1989, e Acústico MTV (João Bosco), de 1992, no qual passou a incluir a poesia como prelúdio da canção Corsário.
Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.
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