terça-feira, julho 14, 2026

A sonda New Horizons chegou a Plutão há onze anos

      
A New Horizons é uma sonda espacial da NASA lançada para estudar o planeta-anão Plutão e a Cintura de Kuiper. Ela foi a primeira sonda a sobrevoar Plutão e a fotografar as suas pequenas luas Caronte, Nix, Hydra, Cérbero e Estige, a 14 de julho de 2015, após cerca de nove anos e meio de viagem interplanetária e ainda sobrevoou o objeto 486958 Arrokoth.
O principal objetivo desta missão era caracterizar globalmente a geologia e a morfologia de Plutão e as suas luas, além de mapear as suas superfícies. Também ia procurar estudar a atmosfera de Plutão e a sua taxa de fuga. Outros objetivos secundários incluíam o estudo das variações da superfície e da atmosfera de Plutão e de Caronte ao longo do tempo. Foram obtidas imagens de alta-definição de determinadas áreas dos dois corpos celestes, para caracterizar a sua atmosfera superior, a ionosfera, as partículas energéticas do meio ambiente e a sua interação com o vento solar. Além disso, a sonda vai procurou determinar a existência de alguma atmosfera em torno de Caronte e caracterizar a ação das partículas energéticas entre Plutão e Caronte. Também ia procurar por satélites ainda não descobertos e por possíveis anéis que envolvam o planeta-anão e o seu satélite, antes de ser direcionado para a Cintura de Kuiper e de lá para o espaço interestelar.
Lançada a 19 de janeiro de 2006, diretamente numa trajetória de escape Terra-Sol com uma velocidade relativa de 16,26 km/s ou 58.536 km/h e usando uma combinação de foguete monopropulsor e assistência gravitacional, ela sobrevoou a órbita de Marte a 7 de abril de 2006, a de Júpiter a 28 de fevereiro de 2007, a de Saturno a 8 de junho de 2008 e a de Urano a 18 de março de 2011, a caminho da órbita de Neptuno, que cruzou a 25 de agosto de 2014, na sua jornada até Plutão.
Em dezembro de 2014, a nave encontrava-se a uma distância de 31,96 AU da Terra (4.781.148 000 km ou 4,26 horas-luz, o tempo que os sinais de rádio enviados da Terra demoram para chegar à sonda) e a 1,74 UA (260.300.000 km) de Plutão, com a frente virada para a Constelação de Sagitário, após sair do seu estado final de "hibernação" eletrónica às 01:53 UTC de 7 de dezembro. Desde o seu lançamento em 2006, a sonda passou 1.873 dias hibernando no espaço, com a quase totalidade dos seus equipamentos desligados, 2/3 do tempo total da sua jornada, divididos por 18 períodos diferentes de "hibernação" com duração variada entre 36 e 202 dias contínuos. Este período de desligamento foi o último antes da chegada ao planeta-anão. As primeiras observações de Plutão, mesmo que ainda à distância, iniciaram-se a 15 de janeiro de 2015.
A sonda sobrevoou Plutão a 14 de julho de 2015, após nove anos e meio de viagem interplanetária, alcançando o seu ponto mais próximo da superfície do planeta, cerca de 12.500 km de distância, às 12.49 horas UTC, a uma velocidade de 45.000 km/h.
Os cientistas esperam que ela se torne a quinta sonda interestelar já construída pelo Homem – após deixar o Sistema Solar em direção à heliosfera – e o segundo objeto artificial mais veloz da história de exploração espacial.
   

O ataque terrorista de Nice foi há dez anos...

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O atentado de Nice de 2016, foi um ataque terrorista que aconteceu na cidade francesa de Nice quando, por volta das 22.40, na hora local (GMT +1) de 14 de julho de 2016, um camião com semirreboque invadiu a celebração do Dia da Bastilha na avenida marginal de Nice, sul da França, a Promenade des Anglais.
Foram confirmados 86 mortos e 458 feridos, dos quais cerca de 18 em estado muito grave entre as vítimas do camião que foi conduzido contra a multidão. O ataque terminou após uma troca de tiros com a polícia, que matou o condutor.
Segundo o jornal local Nice-Matin, o condutor foi identificado como Mohamed Bouhlel, um indivíduo com dupla nacionalidade, francesa e tunisiana, criminoso comum, não associado a redes terroristas, e de 31 anos de idade. A sua identificação foi encontrada no camião.
Em 16 de julho de 2016, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, confirmando que o condutor do camião "era um dos soldados", instruídos para cometer atentados terroristas contra países que participem de ações bélicas contra o grupo.
 

segunda-feira, julho 13, 2026

Júlio César nasceu há 2126 anos...

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Caio Júlio César (em latim: Caius ou Gaius Iulius Caesar ou IMP•C•IVLIVS•CÆSAR•DIVVS; Roma, 13 de julho de100 a.C. – Roma, 15 de março de 44 a.C.), foi um patrício, líder militar e político romano que desempenhou um papel crítico na transformação da República Romana no Império Romano.
Muito da historiografia das campanhas militares de César foi escrita por ele próprio ou por fontes contemporâneas dele, a maioria, cartas e discursos de Cícero e manuscritos de Salústio. A sua biografia foi posteriormente melhor escrita pelos historiadores Suetónio e Plutarco. César é considerado por muitos académicos como um dos maiores comandantes militares da história.

Nascido numa família patrícia de pequena influência, César foi galgando o seu lugar na vida pública romana. Em 60 a.C., ele e os políticos Crasso e Pompeu formaram uma aliança (o Primeiro Triunvirato) que acabou dominando a política romana durante anos. As suas tentativas de manter-se no poder através de táticas populistas enfrentavam resistência das classes aristocráticas conservadoras do senado romano, liderados por homens como Catão e Cícero. César conquistou boa reputação militar e dinheiro durante as Guerras Gálicas (58–50 a.C.), expandindo os domínios romanos para o norte até o Canal da Mancha, anexando a Gália (atual França), e no leste até ao Reno (dentro da atual Alemanha). Ele também se tornou o primeiro general romano a lançar uma incursão militar na Britânia.

As suas conquistas deram-lhe um enorme poderio militar e respeito, que acabou ameaçando a posição do seu companheiro político, e agora rival, Pompeu Magno. Este último havia mudado de lado, após a morte de Crasso em 53 a.C., e agora apoiava a ala conservadora do senado. Com a guerra na Gália encerrada, os senadores em Roma exigiram que César dispensasse o seu exército e retornasse à capital. Recusou-se a obedecer e em 49 a.C. cruzou o rio Rubicão com as suas legiões, entrando armado na Itália (em violação da lei romana, que impedia um general de marchar em Roma). Isso precipitou uma violenta guerra civil, que terminou com uma vitória de César, com ele a assumir o poder total na República. 

 

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Em 49 a.C., César assumiu o comando em Roma como um ditador absoluto. Ele iniciou então uma série de reformas sociais e políticas, incluindo a criação do calendário juliano. Continuou a centralizar o poder e a burocracia da República pelos anos seguintes, dando a si mesmo grande autoridade. Porém a ferida da guerra civil ainda estava aberta e a oposição política em Roma começou a conspirar para derrubá-lo do poder. As conspirações culminaram, nos idos de março, em 44 a.C., com o assassinato de César por um grupo de senadores aristocratas, liderados por Marco Júnio Bruto. A sua morte precipitaria uma nova guerra civil pelos despojos do poder e assim o governo constitucional republicano nunca foi totalmente restaurado. O seu sobrinho-neto, Caio Otaviano, foi constituído seu herdeiro em testamento. Em 27 a.C., o jovem passaria para a história como Augusto, o primeiro imperador romano, adotando o título de César e reivindicando para si o seu legado político.

     

       

Harrison Ford nasceu há oitenta e quatro anos

      
Harrison Ford (Chicago, 13 de julho de 1942) é um ator norte-americano conhecido por atuar como Han Solo na saga Star Wars, Indiana Jones na série de filmes Indiana Jones e Rick Deckard em Blade Runner e Blade Runner 2049
    

Patrick Stewart celebra hoje 86 anos

     
Patrick Hewes Stewart (Mirfield, 13 de julho de 1940) é um ator britânico de cinema, televisão e teatro. Ele começou a atuar bem cedo, aos 15 anos, chegando na Royal Shakespeare Company em 1966 e permanecendo lá durante mais de uma década. A sua grande ascensão ao estrelato veio em 1987, quando assumiu o papel de Capitão Jean-Luc Picard na série de televisão Star Trek: The Next Generation, interpretando a personagem durante todas as suas sete temporadas e quatro filmes.
Após The Next Generation, Stewart teve dificuldades em encontrar outros papéis no cinema e na televisão, com a grande exceção sendo a série de filmes X-Men, em que interpretou o Professor Charles Xavier. Desde então, ele tem concentrado o seu tempo no teatro, mesmo assim fazendo várias aparições especiais na televisão e trabalhando na dobragem de filmes, séries de televisão e jogos eletrónicos. Em 2010 tornou-se um Cavaleiro do Império Britânico pelos seus serviços às artes cénicas.
 

D. João II perdeu o filho e príncipe herdeiro há 535 anos...

   
O Príncipe D. Afonso de Portugal (Lisboa, 18 de maio de 1475 - Santarém, 13 de julho de 1491) era o único filho e herdeiro de D. João II e de D. Leonor, reis de Portugal. O rei tanto adorava este seu filho que, em sua homenagem, batizou de "Príncipe" a ilha mais pequena do arquipélago de São Tomé e Príncipe.
Ainda em criança, D. Afonso casou com a princesa Isabel de Aragão, filha mais velha dos reis católicos. Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão tinham um herdeiro, Juan, que era um jovem frágil, que não deveria chegar à idade adulta. A princesa Isabel era, portanto, a herdeira mais provável das coroas de Castela e Aragão e, como estava casada com o príncipe herdeiro de Portugal, adivinhava-se uma união dos reinos ibéricos, sob a alçada de Portugal. Os réis católicos tentaram manobrar diplomaticamente para dissolver o casamento, sem sucesso, dada a influência portuguesa junto do Papa. A sua causa estava aparentemente perdida, quando um acidente salvou Castela e Aragão de uma anexação.

 

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Afonso morreu de uma queda de cavalo durante um passeio, em Alfange, Santarém, à beira do Tejo. Segundo Bernardo Rodrigues, em os Anais de Arzila, o seu aio era João de Meneses, conde de Cantanhede, e esse acontecimento terá ocasionado nesta personagem um grande traumatismo:

À terça feira Dom João de Meneses não avia de cometer cousa alguma polo que lhe aconteceo na morte do príncipe Dom Afonso, como é notorio e sabido a todos os deste reino. Dizem que estando no Algarve, em um lugar seu que se chama Aljazur, em uma terça feira, lhe dérão cartas d'el-rei Dom João o segundo e do príncipe Dom Afonso seu filho, que fose à corte, e se fez prestes e partio a outra terça feira, e tardando oito dias no caminho chegou a Santarem, donde el-rei e o príncipe estavão, outra terça feira, e dahi a oito dias, outra terça feira, correndo a carreira em Alfange, levando o príncipe pela mão, caio do cavalo, da qual queda logo morreo. Deste tão desestrado caso lhe ficou tão grand odio e agouro que nunca a terça feira cometeo cousa alguma, posto que depois foi capitão d'Arzila e d'Azamor e se lhe oferecêrão casos suficientes; e dizia Dom João que em tal dia se pudesse escusar abrir as portas o faria.

Depois da morte de D. Afonso, D. João II nomeou como sucessor o Duque de Beja, seu primo e cunhado, que viria a governar como D. Manuel I e que casou depois com Isabel, a viúva do infante Afonso.

 
   
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As primeiras lágrimas de El-Rei 

A M. Pinheiro Chagas

   
I
O príncipe morrera, e logo os cortesãos, 
Em prantos derredor do mortuário leito, 
Erguem a voz em grita aos céus levando as mãos. 
 
II 
El-Rei, João Segundo, a fronte sobre o peito, 
Contempla dos brandões à luz ensanguentada 
O filho, e a dor lhe avinca o grave e duro aspeito. 
 
III 
E eis que, a um gesto do rei, a turba consternada 
A pouco e pouco sai, reina o silêncio, apenas 
Cortado pelo uivar longínquo da nortada. 
 
IV 
Sobre o filho curvado, immerso em cruas penas, 
Aquelle rei sinistro, enérgico e tigrino, 
Tinha na frouxa voz modulações serenas. 
V E o filho inerte e mudo! Então num desatino Deixou-se El-Rei cair, ao acaso, num escabelo E quedou-se a pensar no seu atroz destino. VI Um enorme, um confuso e brônzeo pesadelo Caíu-lhe sobre o enfermo espírito enlutado, E o suor inundou-lhe as barbas e o cabelo. VII Talvez que o triste visse, em sonho alucinado. Do Duque de Viseu o espectro vingativo Apontando-lhe, a rir, o Infante inanimado. VIII E escutasse a feroz imprecação que altivo No cadafalso, outrora, o Duque de Bragança Às faces lhe cuspiu com gesto convulsivo.

IX
Súbito ergue-se o Rei, e para o leito avança, E uma lágrima então, embalde reprimida. Das barbas lhe caiu no rosto da criança.

X
A vez primeira foi que El-Rei chorou em vida.
    
Gonçalves Crespo

Marat foi assassinado há 233 anos...

A morte de Marat por Jacques-Louis David (1793)
       
Jean-Paul Marat (24 de maio de 1743 - 13 de julho de 1793) foi um médico, filósofo, teórico político e cientista, mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa. O seu trabalho era conhecido e respeitado pelo seu seu caráter impetuoso e a sua postura descomprometida diante do novo governo, inimigos do povo e reformas básicas para os mais pobres membros da sociedade. A sua persistente perseguição, voz consistente, grande inteligência e seu incomum poder de predição levaram-no à confiança do povo e fizeram dele a principal ponte entre este e o grupo radical jacobino, que ficou no poder em junho de 1793. Durante dois curtos meses, liderando a queda da fação girondina em junho, ele era um dos três homens mais importantes na França, juntamente com Georges Danton e Maximilien Robespierre. Ele foi apunhalado no coração, enquanto estava dentro da banheira, pela simpatizante girondina Charlotte Corday. Marat cunhou o uso moderno da frase "inimigo do povo" e publicou extensas listas de tais inimigos no seu jornal, para depois serem executados.
    
(...)
     
A queda dos Girondinos em 2 de junho, provocada pela ação de François Hanriot tornou-se uma das últimas conquistas de Marat. As suas cartas à Convenção não receberam atenção, agora que os Montagnards não precisavam mais do seu apoio contra os Girondinos. Marat tinha tudo, mas desapareceu da cena política após a sua vitória e Robespierre e outros líderes políticos começaram a separar-se dele, agora que a sua utilidade parecia ter durado mais do que deveria, e, consequentemente, perdeu a sua influência. A sua doença de pele ia piorando, e o seu último recurso para evitar o desconforto era tomar banhos medicinais. Marat estava na sua banheira em 13 de julho de 1793, quando uma jovem mulher, Charlotte Corday, dizendo ser uma mensageira de Caen (onde Girondinos fugidos estavam tentando ganhar uma base na Normandia) pediu para ser admitida na sua casa.
Quando ela entrou, ele pediu o nome dos deputados que a ofenderam, e gravou os nomes e disse "Eles devem ser todos guilhotinados". Em seguida, Corday usou uma faca e esfaqueou-o no peito. Ele gritou "À moi, ma chère amie!"("Ajude-me, cara amiga") e morreu. Corday era uma Girondina. Ela veio de uma família monárquica - os seus irmãos eram emigrantes que tinham ido para lutar com os príncipes franceses exilados. A partir do seu próprio relato, e os das testemunhas, é claro que ela havia sido inspirada pelos adversários Girondinos e os discursos de ódio dos Montagnards pelos seus excessos. O assassinato de Marat provocou represálias, em que milhares dos adversários dos jacobinos - tanto monárquicos como Girondinos - foram executados, com acusações de traição. Ela foi guilhotinada em 17 de julho de 1793, por homicídio. Durante os seus quatro dias de julgamento, testemunhou que havia realizado o assassinato sozinha, dizendo "Eu matei um homem para salvar cem mil."
     

Raul Lino morreu há cinquenta e dois anos...

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Raul Lino da Silva melhor conhecido como Raul Lino (Lisboa, Lapa, 21 de novembro de 1879 - Lisboa, Penha de França, 13 de julho de 1974), foi um arquiteto português.

Foi uma personalidade única no que se refere ao panorama das artes em Portugal, muito devido ao facto de ter conseguido articular a tradição portuguesa com as inovadores correntes europeias do início do século XX. Com 70 anos de atividade profissional, Lino foi o autor de mais de 700 obras. Também é importante referir que apesar do seu leque de projetos, ele também foi um homem com uma vasta obra teórica ou escrita, o que se tornou muito determinante, para os seus seguidores, aos longo de décadas em Portugal.

Raul Lino fez os seus estudos na Grã-Bretanha e Irlanda, para onde se deslocou com 10 anos de idade, e depois de 1893 na Alemanha, onde trabalhou no atelier de Albrecht Haupt, com quem manteve uma amizade duradoura.

O encontro e a amizade que manteve com o arquiteto alemão foi um dos pontos marcantes da sua formação estética, arquitetónica e da conceção do cultural. Haupt era apaixonado pela arquitetura do renascimento e levou a cabo várias viagens de estudo na Itália, Espanha e Portugal, procurando o contacto direto com as obras, por mais recônditas que estivessem, desenhando-as e documentando-se abundantemente. Uma conceção da cultura como elemento vivo, que se pode experimentar no terreno e participar dela.

Raul Lino regressou a Portugal em 1897, onde continuou os seus estudos. Desempenhou cargos no Ministério das Obras Públicas e foi Superintendente dos Palácios Nacionais. Foi membro fundador da Academia Nacional de Belas Artes, sendo seu presidente no momento da sua morte. No setor da imprensa, foi colaborador artístico em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas revistas: Atlantida (1915-1920), Homens Livres (1923), Ilustração (1926-) e na Revista Municipal de Lisboa (1939-1973).

Ao longo dos seus 70 anos de artista e arquiteto, defendeu a tradição na conceção das formas, afirmando que a arte e a arquitetura são elas também um produto do homem e para os homens, com história, genealogia, características e funcionalidades próprias do espaço e do tempo em que se inserem e da comunidade para que são produzidas. É, assim, um defensor da tradição versus modernismo ou um modernista da tradição.

A 4 de março de 1941 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.

 

Vida pessoal

Nasceu e foi batizado na Paróquia da Lapa, em Lisboa, filho de José Lino da Silva, negociante, e de D. Maria Margarida de La Salette Lino, ambos naturais de Lisboa.

Casou em Lisboa, na igreja de São Sebastião da Pedreira, a 29 de abril de 1907, com Alda Decken dos Santos, então ainda menor, de 19 anos, natural de Lisboa, filha de Joaquim Antunes dos Santos, natural de São Domingos de Rana (Cascais), e de D. Cristina Luísa Bernardina Gertrudes Hermínia Decken - de nome original, Christine Decken, por casamento dos Santos -, natural de Wesel, Alemanha. Viveu numa casa na Avenida António Augusto de Aguiar, 18, em Lisboa, propriedade da sogra. Do casamento, resultaram duas filhas: Isolda Lino e Maria Cristina Lino.

Morreu a 13 de julho de 1974, na freguesia da Penha de França, em Lisboa, onde residia na Rua Feio Terenas, n.º 1, 1.º andar. Foi sepultado no Cemitério de São Pedro de Sintra.

 

Carreira

No fundo podemos considerar Lino como um arquiteto de um paradigma consistente e inovador. Criando espaços voltados e organizados para pátios interiores, onde existe a criação de sombras e espaços de transição, em que valoriza os alpendres, uma pouco numa perspetiva anti-urbana. Designada romanticamente por Raul Lino como espírito do lugar, muito ao jeito de Frank Lloyd Wright (1876-1959), a sua arquitetura valorizava a articulação com a paisagem, segundo uma composição orgânica, sábia e intuitiva, com gosto pelo uso de materiais tradicionais, que apesar de terem um carácter decorativo são essencialmente funcionais, de acordo com os modos tradicionais do Arts and Crafts. Vai elaborar projetos a partir da planta, com uma interpretação das necessidades dos seus utilizadores com uma cuidado de quem entende a casa como um espaço de vivencia tanto individual como coletivo. Com uma aspiração de projetar uma obra de arte total, na qual vai envolver o seu mobiliário e o desenho do jardim.

Ao longo da sua vida, projetou mais de 700 obras, tais como a Casa dos Patudos, em Alpiarça, para José Relvas (1904), a Casa do Cipreste, em Sintra (1912), o Cinema Tivoli, em Lisboa, (1925), o Pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português de 1940.

Foi ainda autor de numerosos textos teóricos sobre o problemática da arquitectura doméstica popular, como A casa portuguesa (1929), Casas portuguesas (1933) e L'évolution de l'architecture domestique au Portugal (1937).

Posteriormente, alguns textos foram reunidos num livro publicado pelo jornal O Independente, em 2004, de nome "Não é artista quem quer".

 

Casa dos Patudos, construída em 1905

 

 

Miguel Araújo comemora hoje 48 anos

 

Miguel Araújo, de nome completo Miguel Costa Pinheiro de Araújo Jorge (Maia, 13 de julho de 1978), é um músico português

  

Carreira

Miguel Araújo começou a gostar de música em 1989, influência dos seus tios que tinham uma banda de covers dos anos 60/70 (Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, etc.), e nesse ano recebeu de presente o seu primeiro baixo. Fez parte dos Yellow Lello (onde também estava Marlon com quem tocou n' Os Azeitonas). Depois vieram os Tsé Tsé que lançaram um álbum pela BMG mas que terminaram logo a seguir.

Ficou conhecido como integrante da banda Os Azeitonas, sobre o seu pseudónimo Miguel AJ (ou Miguel Araújo Jorge). Os Azeitonas formaram-se em 2002 aquando de uma viagem de faculdade. Decide trocar o baixo pela guitarra para poder cantar ao mesmo tempo. É neste grupo que começa a compor. O álbum de estreia é editado em 2007, pela Maria Records de Rui Veloso.

Em dezembro de 2007, cria o Blogue do Mendes. Com o seu alter ego Mendes estreia-se ao vivo em 18 de Junho de 2009. A partir de fevereiro de 2010, começa a colaborar com João Só e lançam o EP "Não Entres Nesse Comboio Amor" pela Optimus Discos.

Entretanto, António Zambujo grava o tema "Reader's Digest" escrito por Araújo, no seu disco Guia.

Além do disco com João Só participou nos espetáculos "Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos" de Nuno Markl.

Em maio de 2012, lançou o seu primeiro álbum a solo, Cinco dias e meio. Este álbum conta com sucessos como "Os Maridos das Outras", "Reader's Digest", "Autopsicodiagnose", "Fizz Limão" e "Capitão Fantástico". A música Os Maridos das Outras ganhou bastante notoriedade pela melodia simples e original e pela letra divertida, brincando com preconceitos sobre o casamento e as diferenças dos sexos. O single chegou à quarta posição do top português, enquanto o álbum entrou no Top 3 das vendas em Portugal. Como segundo single do álbum foi divulgado a música Fizz Limão. Na letra, o músico fala de maneira irónica das saudades e nostalgias portuguesas e especialmente da sua geração.

António Zambujo ("O Que é Feito Dela") e Ana Moura ("E Tu Gostavas de Mim") gravam músicas da sua autoria nos discos que lançam em 2012.

Continua entretanto a dar prioridade ao seu trabalho nos Azeitonas, enquanto desenvolve atividades musicais paralelas. Nessa altura estava a trabalhar num disco de canções para crianças com António Zambujo, Pedro Silva Martins (Deolinda) e Luísa Sobral e mantinha um outro projeto paralelo, Os da Cidade, com António Zambujo, João Salcedo (teclista de Os Azeitonas) e Ricardo Cruz.

O sucessor de "Cinco Dias e Meio" saiu no dia 21 de abril de 2014, e tem como nome "Crónicas da Cidade Grande". É composto, segundo Miguel Araújo, por "cantigas simples, que contam pequenas histórias, nada de muito chique". Neste disco colabora com João Martins, que fez os arranjos para algumas músicas. Músicas como "Contamina-me", "Balada Astral" (com a então desconhecida Inês Viterbo), "Cartório", "José", "Romaria das Festas de Santa Eufémia" (com António Zambujo), "Recantiga" e "Valsa Redonda" (com Marcelo Camelo) estão incluídas neste novo trabalho. O álbum entrou diretamente para o número 1 do top de discos do Itunes e para o top 3 oficial.

A 11 de outubro de 2016, Os Azeitonas anunciam nas redes sociais de que Miguel Araújo tinha abandonado a banda portuense para se dedicar à sua carreira a solo.

Giesta, o terceiro álbum de originais de Miguel Araújo, foi editado a 19 de maio de 2017. Dele fazem parte os singles "1987" - em dueto com Catarina Salinas (Best Youth) - "Axl Rose" e "Meio Conto".

Em 2018, editou o livro de crónicas Penas de Pato, pela editora Companhia das Letras. Em 2020, foi editado o seu sucessor, Seja o que for. Luísa Mellid-Franco, do Expresso, atribuiu ao livro 4 estrelas em 5: "Um livro belíssimo, a não perder. (...) um livro de exceção".

Em 2021, foi editado o álbum Peixe Azul, gravado durante o confinamento de 2020. Nele, Miguel Araújo assina a autoria da totalidade das músicas, a produção, o grafismo e a execução da totalidade dos instrumentos. "Um tesouro nacional", de acordo com Luís Guerra, do Expresso, que também destaca a "escrita cada vez mais apurada e transparente". Manuel Falcão (Blitz, Se7e, O Independente, Expresso, etc), a propósito de Peixe Azul, escreveu na sua coluna semanal do Jornal de Negócios que "Miguel Araújo é quem melhores canções escreve e interpreta hoje em dia em Portugal".


 

O Live Aid foi há quarenta e um anos...

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O palco do evento, no JFK Stadium, em Filadélfia
         
O Live Aid foi um concerto de rock realizado em 13 de julho de 1985. O evento foi organizado por Bob Geldof e Midge Ure com o objetivo de arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia. Os concertos foram realizados no Estádio de Wembley, em Londres (com a presença de aproximadamente 82.000 pessoas) e no Estádio de John F. Kennedy, em Filadélfia (com aproximadamente 99.000 pessoas). Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscovo e no Japão. Foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos - estima-se que quase dois mil milhões de espetadores, em mais de 100 países, tenham assistido à apresentação ao vivo, na televisão.
 
Origens
O concerto foi concebido como a continuação de outro projeto de Geldof e Ure, o bem-sucedido compacto "Do They Know It's Christmas?", gravado por uma conjunção de músicos britânicos e irlandeses sob o nome "Band Aid".
A participação do promotor de eventos musicais Harvey Goldsmith foi primordial para transformar os planos de Geldof e Ure em realidade, e o evento foi crescendo e ganhando visibilidade enquanto vários artistas ingleses e norte-americanos concordavam em participar. Quanto ao montante final arrecadado, superou em muito as expectativas iniciais de 1 milhão de libras: estima-se que tenha ultrapassado os 150 milhões de libras (aproximadamente 283,6 milhões de dólares). Em reconhecimento a seus esforços, Geldof seria posteriormente condecorado com o título de "Cavaleiro do Império Britânico".
  
Esforço participativo
O concerto começou às 12.00 horas (horário local) em Wembley, Inglaterra, e continuou no JFK Stadium (nos Estados Unidos) às 13:51 horas. As apresentações no Reino Unido terminaram às 22:00, enquanto que no JFK a conclusão deu-se às 04:05 da madrugada. Conclui-se então que o concerto teve 16 horas, mas uma vez que as apresentações de muitos artistas aconteceram simultaneamente no Wembley e no JFK, a soma final é bem maior.
Nenhum concerto antes havia reunido tantos artistas famosos do passado e do presente. Entretanto, à última hora, alguns músicos já anunciados acabaram não aparecendo, como os Tears For Fears, Julian Lennon e Cat Stevens, enquanto Prince mandou em seu lugar um videoclipe da canção "4 The Tears In Your Eyes". Stevens compôs uma canção especialmente para o evento, que nunca chegou a apresentar - se o tivesse feito, seria o seu primeiro concerto público após a sua conversão ao islamismo. Os Deep Purple também deveriam se reunir para o evento, mas Ritchie Blackmore recusou-se a participar.
Mick Jagger pretendia originalmente apresentar-se nos EUA num dueto intercontinental com David Bowie em Londres, mas problemas de sincronismo impossibilitaram a tarefa. Ao invés disso, Jagger e Bowie criaram um videoclipe da canção que apresentariam juntos, uma versão de "Dancing In The Street". Jagger ainda se apresentou com Tina Turner na secção norte-americana do concerto.
Ambos os eventos principais do concerto terminaram com seus respetivos hinos antifome, o "Do They Know It's Christmas?" da Band Aid no Reino Unido e "We Are The World" do USA For Africa, fechando o show nos EUA.
Desde então vários discos e vídeos piratas com os concertos do Live Aid têm circulado livremente. O evento nunca foi planeado para ser lançado comercialmente, mas em novembro de 2004 a Warner Music Group lançou um DVD quádruplo do concerto para tentar dar um fim à pirataria.
  
As transmissões 
O concerto foi a transmissão televisiva por satélite mais ambiciosa já tentada até então.
Na Europa o sinal foi transmitido pela BBC, apresentado por Richard Skinner e Andy Kershaw e trazendo várias entrevistas e reportagens entre os shows. O sinal da BBC foi transmitido em mono, mas o sinal da BBC Radio 1 saiu em estéreo e em sincronia com as imagens da TV. Devido às constantes atividades tanto em Londres quanto na Filadélfia, os produtores da BBC omitiram a performance de Crosby, Stills, Nash & Young da sua exibição. Vários canais da Europa retransmitiram o evento a partir do sinal da BBC.
A ABC foi a principal responsável pela transmissão nos EUA (embora a própria ABC só tenha exibido as últimas três horas do evento, apresentadas por Dick Clark, com o resto sendo mostrada em parceria com a Orbis Communications). Uma transmissão simultânea em separado foi exibida em estéreo pelo canal a cabo MTV, mas uma vez que existiam poucos aparelhos de TV desse tipo na época e a maioria dos canais de TV não tinham sinal estéreo, grande parte do público assistiu mesmo foi a versão em mono. Enquanto a transmissão da BBC foi ininterrupta, tanto a MTV quanto a ABC incluíram comerciais entre os shows, cortando muitas das sequências do concerto.
Em certo ponto da concerto o apresentador Billy Conolly anunciou que acabara de ser informado que 95% dos aparelhos de TV em todo o mundo estavam sintonizados no evento.
Em 1995 o canal VH1 e o MuchMusic transmitiram uma versão editada do Live Aid no seu 10º aniversário. Em 19 de novembro de 2005 a transmissão original completa da BBC foi exibida em streaming pela Internet através de um site não-oficial.
  
    

O Espírito de Ermua brotou do sangue de Miguel Ángel Blanco há 29 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/00/Ermua_-_Ayuntamiento_%28Palacio_de_Valdespina%29_2a.JPG/960px-Ermua_-_Ayuntamiento_%28Palacio_de_Valdespina%29_2a.JPG

«Espíritu de Ermua» es un término que hace referencia al carácter del movimiento cívico espontáneo surgido tras el secuestro y posterior asesinato a manos de ETA de Miguel Ángel Blanco entre los días 10 y 12 de julio de 1997, concejal por el Partido Popular de la localidad vizcaína de Ermua en España. Dicho carácter se materializó en manifestaciones espontáneas en toda España como expresión de la solidaridad con el secuestrado en un principio y, por extensión, con todas las víctimas del terrorismo de ETA en más tarde. El movimiento supuso un punto de inflexión en la percepción que la sociedad española tenía del grupo terrorista, ya que si bien no encontraba mayor apoyo en la sociedad, esta no mostraba un rechazo tajante como sucedió a partir de entonces.
Las manifestaciones cívicas que se sucediron durante esos días fueron de las más multitudinarias de la historia reciente de España, como también lo fueron las exequias de los abogados de Atocha de 1977, las congregaciones durante el intento de golpe de Estado de 1981 o las manifestaciones contra la invasión de Irak de 2003.
El término, sin embargo, fue acuñado antes del suceso por el periódico ABC, para referirse a la unidad de todos los partidos democráticos contra ETA y su entorno y, concretamente, a la moción de censura presentada en el ayuntamiento de Mondragón por PNV, PSE-EE y EA con el objetivo obligar a Herri Batasuna a dejar la alcaldía de esa localidad.
  
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Consecuencias
El "espíritu de Ermua" fue un punto de inflexión en la historia reciente vasca. El secuestro y asesinato de Miguel Ángel provocaría un sentimiento social multitudinario de rechazo hacia el terrorismo, que ya habían iniciado anteriormente movimientos cívicos como Gesto por la Paz (1996) y que se unía a la repulsa por las masacres de Hipercor o la casa cuartel de Zaragoza del año anterior. A partir de entonces las organizaciones y las expresiones en contra de la violencia de ETA aumentaron exponencialmente.
Posteriormente, también fue utilizado como arma electoral arrojadiza entre los principales partidos del Gobierno, pero también inspiró organizaciones cívicas como Foro Ermua.
  

Carlos Eurico da Costa morreu há 28 anos...

(imagem daqui)

 

Carlos Eurico da Costa (Viana do Castelo, 26 de julho de 1928 - Amadora, Lisboa, 13 de julho de 1998) foi um escritor surrealista português, com atividade destacada na área do jornalismo e na indústria da publicidade.

Era filho do escritor e jornalista Severino Costa. Trabalhou nos jornais "Diário de Lisboa" e Diário Ilustrado, do qual viria a ser afastado num processo político que ficou famoso na história do jornalismo português. Colaborou em publicações como a Seara Nova, Árvore, Serpente, Diário de Notícias, etc. Teve intensa atividade como crítico cinematográfico e foi dirigente cineblubista.

O seu nome ficou ligado à história do Surrealismo português. Integrou, em 1949, com os desenhos "Grafoautografias" a primeira Exposição dos Surrealistas portugueses, com nomes como Henrique Risques Pereira, Mário Cesariny de Vasconcelos, Oom, F. J. Francisco, A. M. Lisboa, Mário Henrique Leiria, Fernando Alves dos Santos, Artur do Cruzeiro Seixas, Artur da Silva, A. P. Tomaz e Calvet. Em 1951, foi um dos protagonistas da rutura dentro do movimento surrealista português, ao subscrever a resposta a Alexandre O'Neill no panfleto coletivo Do Capítulo da Probidade.

Oposicionista do Estado Novo, chegou a estar preso por motivos políticos enquanto cumpria serviço militar obrigatório. Manteve uma constante atitude de intervenção cívica, ligado aos meios oposicionistas à ditadura portuguesa. Foi membro da direção da Sociedade Portuguesa de Escritores e Secretário-Geral da Associação da Imprensa Diária. Entre muitas atividades na área do associativismo, foi fundador, em 1979, da Associação de Cooperação com as Nações Unidas em Portugal.

Desenvolveu destacada atividade profissional na área das relações públicas e da publicidade, com responsabilidades de direção na empresa CIESA-NCK e no grupo empresarial "Sociedade Nacional de Sabões".

 

in Wikipédia

  

II


Eis-nos não porque houvesse necessidade de estar
Mas porque temos connosco a maturidade lúcida do espaço
E se quero dizer-vos que há uma paragem
Para pressentir a minha nublada redoma
Chega do mais profundo das montanhas
Um ruído de passos agitando-se um ruído que cresce
E com frascos de sombras ladeia-nos a garganta
E vozes dizendo eles passam eles passam.
Recordo-me da jornada das mais inacessíveis
Uma mulher que até à porta me persegue
Deixando na rua o último sangue.
Vejo-me afagando-lhe os cabelos
Dominando-a do mais alto quando diz maldito.




Carlos Eurico da Costa

Claudinho, do duo Claudinho & Buchecha, morreu há vinte e quatro anos...

   
Claudinho (São Gonçalo, 14 de novembro de 1975 - Seropédica, 13 de julho de 2002), nome artístico de Cláudio Rodrigues de Mattos, foi um cantor e compositor brasileiro.
   
Carreira
Cláudio Rodrigues de Mattos conheceu Claucirlei Jovêncio de Souza, o Buchecha, na infância, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A dupla tornou-se conhecida em 1995, com o Rap do Salgueiro, que resultou em um contrato com a gravadora Universal Music. O álbum Claudinho & Buchecha, de 1996, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Em 1997, os cantores passaram uma noite presos, em Itajaí, Santa Catarina, pois desistiram de fazer um show e foram acusados de estelionato. O próximo álbum A Forma, do mesmo ano, vendeu 1,2 milhão de cópias. Ainda em 1997, a dupla ganhou o prémio de Artista Revelação, no Video Music Brasil, da MTV.
   
Morte 
Durante a turnê de lançamento do sexto disco da dupla, Vamos dançar, no 12 de julho de 2002, horas antes de viajar, Claudinho ligou para Buchecha e avisou que iria no seu próprio carro, não com a carrinha da banda, como de costume. Claudinho foi vítima dum acidente de carro, na Rodovia Presidente Dutra, no dia 13 de julho de 2002 e acabou por falecer.
  
 

Fernando Mauricio morreu há vinte e três anos...

  

Fernando Maurício nasceu em Lisboa, na Rua do Capelão, no Bairro da Mouraria, a 21 de novembro de 1933 e faleceu, também em Lisboa, a 13 de julho de 2003.

Voz genuína, espírito livre e homem arreigado nas sua raízes de lisboeta, foi também um grande intérprete do Fado. A sua autenticidade, o seu apego a uma forma popular de estar e sentir a vida da cidade, o seu enorme talento fizeram dele um fadista admirado e principalmente o orgulho do seu bairro, «A Mouraria».
Como profissional atuou em diversas casas típicas, como o Café Luso, Adega Machado, Adega Mesquita, O Faia, Nau Catrineta e outras.
Em junho de 1989, com a presença de Amália Rodrigues, são descerradas duas lápides, evocando a sua figura e a de A Severa.
A 31 de outubro de 1994 a Câmara Municipal de Lisboa organiza, no S. Luiz, a sua festa das "Bodas de Ouro Artísticas".
Em 12 de maio de 2001 foi agraciado, pelo Presidente da República, com a Comenda da Ordem de Mérito.
Foi ainda agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa.
    
 

Bana morreu há treze anos...

(imagem daqui)
     
Adriano Gonçalves, mais conhecido por Bana (Nossa Senhora da Luz, Mindelo, Cabo Verde, 5 de março de 1932Loures, 13 de julho de 2013), foi um intérprete, cantor e baladeiro de Cabo Verde.
     
 

domingo, julho 12, 2026

Christine McVie, dos Fleetwood Mac, nasceu há 83 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c4/Christine_McVie_-_Fleetwood_Mac_%281977%29.jpg/500px-Christine_McVie_-_Fleetwood_Mac_%281977%29.jpg

Christine Anne McVienée Perfect (Greenodd, 12 July 1943 – London, 30 November 2022) was an English musician, singer and songwriter. She was best known as keyboardist and one of the vocalists of Fleetwood Mac.

McVie was a member of several bands, notably Chicken Shack, in the mid-1960s British Blues scene. She began working with Fleetwood Mac in 1968, initially as a session player, before joining the band in 1970. Her first compositions with Fleetwood Mac appeared on their fifth album, Future Games. She remained with the band through many changes of line-up, writing songs and performing lead vocals before partially retiring in 1998. McVie was described as "the prime mover behind some of Fleetwood Mac's biggest hits" and eight songs she wrote or co-wrote, including "Don't Stop", "Everywhere" and "Little Lies", appeared on Fleetwood Mac's 1988 Greatest Hits album. She appeared as a session musician on the band's last studio album, Say You Will. She also released three solo studio albums.

As a member of Fleetwood Mac, McVie was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame and in 1998 received the Brit Award for Outstanding Contribution to Music. In the same year, after almost 30 years with Fleetwood Mac, she left the band and lived in semi-retirement, releasing a solo album in 2004. She appeared on stage with Fleetwood Mac at the O2 Arena in London in September 2013 and rejoined the band in 2014 prior to their On with the Show tour.

McVie received a Gold Badge of Merit Award from BASCA, now The Ivors Academy, in 2006. She received the Ivor Novello Award for Lifetime Achievement from the British Academy of Songwriters, Composers and Authors in 2014 and was honoured with the Trailblazer Award at the UK Americana Awards in 2021. She was also the recipient of two Grammy Awards.

     

(...)

    

McVie married John McVie in 1968, with Peter Green as best man. Instead of a honeymoon, they celebrated at a hotel in Birmingham with Joe Cocker, who happened to be staying there, before going on the road with their own bands. The couple divorced in 1976, but remained friends and maintained a professional partnership. During the production of Rumours, Christine had an affair with Fleetwood Mac's lighting engineer, Curry Grant, which inspired the song "You Make Loving Fun". From 1979 to 1982, she dated Dennis Wilson of the Beach Boys. McVie married Portuguese keyboardist and songwriter Eddy Quintela on 18 October 1986. Quintela and McVie collaborated on a number of songs together, including "Little Lies". They divorced in 2003, and Quintela died in 2020.

During the height of Fleetwood Mac's success in the 1970s, McVie resided in Los Angeles in a house that had previously been owned by Joan Collins and by Elton John. In 1990, she moved to a Grade II-listed Tudor manor house in Wickhambreaux, near Canterbury in Kent, to which she retired after leaving Fleetwood Mac in 1998, and worked on her solo material. For years McVie found inspiration in the home's country setting, not only writing songs there, but also restoring the house. After rejoining Fleetwood Mac in 2014, she began spending more time in London, and put the house on the market in 2015.

   

(...)  

    

McVie died in hospital on 30 November 2022, at the age of 79. Her death was announced by her family through social media. In a statement following her death, Fleetwood Mac said that she was "the best musician anyone could have in their band and the best friend anyone could have in their life". Fellow band member Stevie Nicks said McVie had been her "best friend in the whole world". According to her death certificate revealed in April 2023, McVie died of a stroke and suffered from metastatic cancer of unknown primary origin.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a0/Fleetwood_Mac_%281977%29.jpg

 

in Wikipédia