sexta-feira, agosto 14, 2026

O nazis assassinaram São Maximiliano Maria Kolbe há oitenta e cinco anos...

   
São Maximiliano Maria Kolbe, nascido Rajmund Kolbe, Ordem dos Franciscanos Menores Conventuais (Zduńska Wola, Polónia, 8 de janeiro de 1894Auschwitz, 14 de agosto de 1941), foi um padre missionário franciscano da Polónia. Morreu como mártir no campo de concentração nazi de Auschwitz, como voluntário, para morrer de fome, no lugar de Franciszek Gajowniczek, como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.
Foi canonizado, pelo seu compatriota, o Papa João Paulo II, em 10 de outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz. O próprio Papa  São João Paulo II, em numerosos textos, chama-o de “santo do nosso século difícil”.
 
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(...)
   
Morte em Auschwitz
Em 17 de fevereiro de 1941 foi preso pela polícia secreta alemã e enviado para o campo de concentração de Auschwitz.
Em julho de 1941 um prisioneiro conseguiu escapar, por isso o comandante do campo nazi escolheu 10 homens para serem mortos de fome.
Um dos homens selecionados, Franciszek Gajownickek, gritou: "Minha pobre mulher e meus filhos, que não os volto a ver!" Kolbe oferece-se a si mesmo em vez do outro homem "Sou um padre católico da Polónia, quero morrer em lugar de um destes. Já sou velho e não presto para nada. A minha vida não servirá para grande coisa… Quero morrer por aquele que tem mulher e filhos."
Na sua cela, Kolbe celebrou a missa todos os dias e cantava hinos com os prisioneiros.
Ele levou os outros condenados em canção e oração e encorajou-os, dizendo-lhes que, em breve, estariam com Maria no céu.
Cada vez que os guardas verificam a cela, ele estava lá em pé ou de joelhos no meio a olhar calmamente para aqueles que entravam.
Após duas semanas de desidratação e fome, só Kolbe permaneceu vivo. Os guardas queriam a cela vazia e deram a Kolbe uma injeção letal de ácido carbólico.
Algumas pessoas que estavam presentes na injeção dizem que ele levantou o braço esquerdo e calmamente esperou que o injetassem. Os restos foram cremados no dia 15 de agosto, o dia da festa da Assunção de Maria.
 
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Legado
Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da ação cristã, pelo seu apostolado, é considerado o patrono da imprensa.
É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos.
Em julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe na parte frontal da Abadia de Westminster, em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.
        
 
    

Música adequada à data...!


A ponte Morandi desabou há oito anos...

   
O viaduto Polcevera da Autoestrada A10, também conhecido como ponte Morandi, foi uma ponte atirantada atravessando o rio Polcevera, a oeste de Génova. Encontrava-se entre os bairros de Sampierdarena e Cornigliano.
A ponte, projetada pelo engenheiro Riccardo Morandi, foi construída entre 1963 e 1967 pela Società Italiana per Condotte d'Acqua. Foi inaugurada em 4 de setembro de 1967, com a presença do então presidente da República Giuseppe Saragat. O seu comprimento era de 1.182 metros e o tabuleiro encontrava-se a uma altura de 45 metros. Os pilares alcançavam até 90 metros e o vão máximo era de 210 metros.
 
O acidente provocou o colapso da parte central da ponte (destaque a vermelho)
   
A 14 de agosto de 2018, a parte da ponte sobre a zona fluvial e industrial Sampierdarena desabou no momento em que vários automóveis e camiões passavam por ela, causando 43 mortes.
Entre as possíveis causas investigadas, estavam a corrosão de elementos estruturais da ponte. Em 1979 o engenheiro Morandi já havia publicado um relatório técnico chamado "O comportamento de longo prazo dos viadutos submetidos a tráfego pesado localizado num ambiente hostil: o viaduto sobre a Polcevera, em Génova", alertando que a estrutura deveria passar por obras de reforço. No seu estudo, o engenheiro concluiu que em poucos anos, seria necessário remover os pontos de corrosão nos reforços expostos, injetar resinas onde fosse necessário e aplicar elastómeros de resistência. Morandi também concluiu que a estrutura, submetida a ventos marinhos, direcionados para o vale do rio Polcevera, criava uma atmosfera de alta salinidade, associada a uma mistura de fumaça saturada de vapores ácidos altamente corrosivos, emitida pelas chaminés das siderúrgicas situadas no vale. Os vapores ácidos teriam agido nas superfícies externas estruturais, que apresentavam evidências de ataque de origem química, com perda de resistência superficial também do concreto. Nas investigações preliminares, e considerando o relatório de Morandi, as autoridades italianas suspeitaram que possa ter havido a rutura de um dos cabos de aço que sustentavam a estrutura, causando o acidente, que fez ruir um trecho de duzentos metros da ponte.
   

Bertolt Brecht morreu há setenta anos...

  
Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburgo, 10 de fevereiro de 1898 - Berlim Leste, 14 de agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Os seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia, o Berliner Ensemble, realizadas em Paris durante os anos de 1954 e 1955.
No final dos anos 20 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. A sua praxis é uma síntese das experiências teatrais, de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do formalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos de 1917 a 1926. O seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista.
   

 

O Vosso tanque General, é um carro forte

Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista

O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
 
 
Bertolt Brecht

A Batalha de Aljubarrota foi há 641 anos

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A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de agosto de 1385 entre tropas portuguesas, com aliados ingleses, comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável, D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano e seus aliados, liderados por D. João I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre os concelhos de Porto de Mós e Alcobaça, no centro de Portugal.
O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I, Mestre de Avis, como rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis. A aliança Luso-Britânica saiu reforçada desta batalha e seria selada um ano depois, com a assinatura do Tratado de Windsor e o casamento do rei D. João I com D. Filipa de Lencastre. Como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, D. João I mandou edificar o Mosteiro da Batalha. A paz com Castela só viria a estabelecer-se em 1411 com o Tratado de Ayllón, ratificado em 1423.
A Batalha de Aljubarrota foi uma das raras grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios e um dos acontecimentos mais decisivos da história de Portugal. Inovou a tática militar, permitindo que homens de armas apeados fossem capazes de vencer uma poderosa cavalaria. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até hoje. No aspeto político, resolveu a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Castela e Leão, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente, abrindo caminho sob a Dinastia de Avis para uma das épocas mais marcantes da história de Portugal, a época dos Descobrimentos.

(...)

Na manhã de 15 de agosto, a catástrofe sofrida pelos castelhanos ficou bem à vista: os cadáveres eram tantos que chegaram para barrar o curso dos ribeiros que flanqueavam a colina. Para além de soldados de infantaria, morreram também muitos nobres fidalgos castelhanos, o que causou luto em Castela até 1387. A cavalaria francesa sofreu em Aljubarrota outra pesada derrota, contra as táticas de infantaria, depois de Crécy e Poitiers. A batalha de Azincourt, já no século XV, mostra que Aljubarrota não foi a última vez em que isso aconteceu.
Com esta vitória, D. João I tornou-se no rei incontestado de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis.
Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha. Assim como, passados sete anos da batalha, o nosso condestável D. Nuno Álvares Pereira mandou construir a Ermida de São Jorge, em Calvaria de Cima, onde precisamente está o campo de militar de São Jorge e ele havia depositado o seu estandarte nesse dia. Hoje nesse mesmo último local, há também um moderno centro de interpretação que explica o desenrolar dos acontecimentos, seus antecedentes e suas consequências.
   
  


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D. João I de Portugal (Lisboa, 11 de abril de 1357 – Lisboa, 14 de agosto de 1433), foi o décimo Rei de Portugal e o primeiro da Dinastia de Avis, cognominado O de Boa Memória pelo legado que deixou.
Filho ilegítimo (bastardo) do rei D. Pedro I e 3.º Mestre da Ordem de Avis (com sede em Avis), foi aclamado rei na sequência da Crise de 1383-1385 que ameaçava a independência de Portugal.
Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e aliados ingleses travou a batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como rei.
Para selar a aliança Luso-Britânica casou com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt, dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.
Em 1415 conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e o Infante D. Henrique, irmãos da chamada ínclita geração.

Bandeira pessoal de D. João I com a sua divisa: «Pour bien»

O João Cabeleira dos Xutos celebra hoje sessenta e quatro anos

    
João Manuel Pereira Figueiredo Cabeleira conhecido como João Cabeleira, nascido a 14 de agosto de 1962, é um guitarrista português, membro da banda Xutos & Pontapés desde 1983, quando veio substituir Francis (até então, guitarrista de solo da banda).

Carreira
Antes de ser guitarrista dos Xutos, era guitarrista dos Vodka Laranja, banda da qual foi fundador em 1979.
É considerado dos melhores guitarristas portugueses. Pode ser interpretado por muitos como sendo mal-humorado ou pouco sociável, mas na verdade a sua alegria e boa disposição estão sempre presentes, apesar de em palco isso não ser notório, pois prefere dedicar mais da sua atenção à música em si, do que à atuação, sendo uma presença essencial no som dos Xutos & Pontapés.
Existem filmagens de concertos no famoso clube Rock Rendez-Vous, recentemente editadas em DVD, em que assistia a um concerto da sua futura banda (Xutos) ainda antes de surgir a oportunidade de tocar com eles.
É o único elemento da banda que não participa vocalmente nos espetáculos (nem mesmo em segundas vozes), e apenas por uma vez ocupou o lugar central do palco para interpretar a música "Dantes", no concerto dos quinze anos dos Xutos no Coliseu de Lisboa, ao lado de 2 músicos que na altura faziam parte do line-up dos Delfins (Rui Fadigas, no baixo, e Jorge Quadros, na bateria, fazendo um excecional uso de pedal duplo, que não existia nem nos Delfins, nem nos Xutos; Rui Fadigas também se rendeu a um baixo mais técnico e sentido do que aquele que nos habituámos a ouvir em ambas as bandas). Esta foi uma das atuações mais memoráveis dos Xutos & Pontapés (mesmo que não estivessem presentes na íntegra).
Em 2004, foi agraciado, juntamente com os restantes membros dos Xutos & Pontapés, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, com a Ordem do Mérito.
Utiliza uma técnica solista bastante singular em que os seus fraseamentos e acordes são bastante diferentes daquilo a que nos habituámos a ouvir na guitarra solista de rock, ou de outro estilo qualquer.
Algumas das suas influências que se manifestam na sua técnica exímia de tocar guitarra são David Gilmour dos Pink Floyd e Jimi Hendrix.
Em 2019, contribuiu para a canção "Rapazes da Praia", hino do centenário do Clube de Futebol "Os Belenenses", clube do qual é adepto, onde mais uma vez ficaram patentes as suas qualidades na guitarra. 
No livro «Aqui Xutos & Pontapés», Rolando Rebelo revela que a primeira guitarra elétrica de João Cabeleira foi uma Hondo adquirida em 1979 por 4.500$00, como resultado das poupanças feitas pelo músico, sobretudo provenientes de lembranças de aniversário e de Natal. Posteriormente, o músico viria a comprar, por 8 contos, uma Stagg 'Les Paul' ao baterista de uma banda com quem tocou antes de ingressar nos Xutos. A história dessa guitarra foi contada pelo músico durante a sua participação na iniciativa «Vamos Falar de Blues», promovida por Budda Guedes, em setembro de 2019, em Braga.
Na foto de capa do disco «Circo de Feras» - datado de 1987 -, o guitarrista enverga já uma Fender Stratocaster de cor preta, pickguard branca e braço em maple. É com este instrumento que faz pelo menos alguns dos concertos da tourné de promoção do álbum.
Por altura do lançamento do trabalho de seguinte, o álbum «88», João Cabeleira passou a usar como instrumento principal uma guitarra Fender, modelo Contemporary Stratocaster, de fabrico japonês, equipada com 1 humbucker, 2 pickups single coil e um sistema de tremolo Fender Schaller. O corpo dessa icónica guitarra é pintado a cinzento escuro metalizado, sendo a pickguard e a headstock pretas, enquanto a escala é em pau rosa. Este instrumento ainda hoje pode ser pontualmente visto em registos ao vivo dos Xutos & Pontapés, nalguns dos temas tocados em modo ‘acústico’.
Porém, a partir do álbum seguinte - «Gritos Mudos» -, a principal guitarra do João passou a ser uma George Washburn EC-29 Spitfire de cor vermelha, com pintura emulando fissuras [crackle finish]. Tratava-se de um instrumento equipado com 2 pickups ativos – um single coil, um humbucker e um tremolo Floyd Rose. Como backup, João Cabeleira possuía ainda duas outras Washburns similares, nas cores preta e azul [embora não fizesse muito uso desta última por não estar equipada com os pickups originais].
Para lá das referidas Fender Contemporary Stratocaster e Washburn EC-29, João Cabeleira costuma tocar em concertos ‘acústicos’ com uma guitarra semi-acústica Gretsch G6122 cor de laranja. No primeiro registo que os Xutos fizeram dentro deste género, editado em 1995 com o nome «Ao Vivo na Antena 3», é visível a parte de trás deste instrumento na fotografia que ilustra o álbum.
Curiosamente, no espetáculo «Febre de Sábado à Noite», apresentado por Júlio Isidro em Matosinhos, em 2006, o guitarrista fez-se acompanhar de uma guitarra Gibson SG Sunburst.
Mais tarde, em 2010, foi roubada uma carrinha dos Xutos & Pontapés contendo material de back line da banda no seu interior, nomeadamente, guitarras, baterias e amplificadores. Entre os instrumentos furtados encontravam-se guitarras do João Cabeleira. De acordo com uma notícia então publicada pelo Blitz, a então mulher do músico, Ana Figueiredo [Bastet], dispôs-se a dar uma recompensa monetária a quem devolvesse o material dos Xutos & Pontapés. Porém, esse material nunca viria a ser recuperado. Afortunadamente, o João conseguiu adquirir uma outra Washburn EC-29 vermelha, em tudo igual à que lhe fora roubada, sendo este, atualmente, o seu instrumento de referência.
No teledisco do tema «Tu Também (Há 10.000 Anos Atrás)», apresentado no final de 2013 para promoção do disco «Puro» - que sairia no dia do 35º aniversário da banda, a 13 de janeiro de 2014, João Cabeleira aparece a tocar com uma guitarra Ibanez RG550XH, instrumento com 36 trastos.
   
Vida Pessoal 
Em 1993, João Cabeleira vivia com Iolanda Batista e nesse mesmo ano teve a sua primeira filha. Posteriormente, de um relacionamento com Sandrine de Matos, teve um segundo filho. Mais recentemente, foi casado com Ana Figueiredo (Bastet), com quem teve uma filha, em 2013.
  
 

Johnny Burnette morreu há 62 anos...

(imagem daqui)
    
Johnny Burnette (Memphis, 25 de março de 1934 - Clear Lake, Califórnia, 14 de agosto de 1964) foi um pioneiro do rockabilly de Memphis, Tennessee.
    
Carreira
Juntamente com o seu irmão Dorsey Burnette e um amigo, Paul Burlison, no começo dos anos 50,  formou o Johnny Burnette Rock and Roll Trio. Eles são creditados como os criadores da palavra "Rockabilly".
Embora tenham conseguido um contrato com uma gravadora, o grupo separou-se em 1957, devido à falta de sucesso comercial, mas, quando se mudou para a Califórnia, nos anos 60, Burnette conseguiu obter alguns sucessos como "Dreamin" e "You're Sixteen", seguidos por "Little Boy Sad", um ano depois.
A carreira de Johnny Burnette teve um fim abrupto quando morreu, afogado, aos trinta anos, num acidente de barco. Foi enterrado no Forest Lawn Memorial Park Cemetery, em Glendale, Califórnia.
O seu nome e o seu talento como compositor ganharam proeminência novamente quando Ringo Starr lançou um cover de "You're Sixteen", em 1973.
      
 

Sarah Brightman - 66 anos

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Sarah Brightman (Berkhamsted, Hertfordshire, 14 de agosto de 1960) é uma atriz e cantora soprano inglesa.
Vendeu mais de 30 milhões de álbuns e mais de 2 milhões de DVDs, tendo conquistado 160 discos de Ouro e Platina em 34 países. A banda sonora do musical O Fantasma da Ópera, interpretado por Sarah, vendeu mais de 40 milhões de cópias, tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, sendo o mais vendido do seu género musical. Foi a fonte de inspiração para Andrew Lloyd Webber, com quem foi casada de 1984 a 1990, criar o papel de Christine Daaé para o musical The Phantom of the Opera. Sabe cantar em várias línguas, incluindo inglês, espanhol, francês, latim, alemão, italiano, russo, hindi e mandarim

 


Larry Graham celebra hoje oitenta anos...!

     
Larry Graham (Beaumont, Texas, 14 de agosto de 1946), é um músico, compositor, cantor e produtor musical dos Estados Unidos da América, a quem se atribui a invenção da técnica de bater com o polegar nas cordas do baixo eléctrico, usualmente designada pelo termo slapping ou, conforme definição do próprio artista, Thumpin' and Pluckin' . É especialmente conhecido como baixista da banda "Sly & the Family Stone", que influenciou o funk e o soul psicadélico nos anos 70 do século XX. Foi ainda o fundador e principal figura da banda "Graham Central Station". 
  
 

Hoje é dia de recordar um Poeta...

 

 

A emigração dos poetas

 

Homero não tinha morada
E Dante teve que deixar a sua.
Li-Po e Tu-Fu andaram por guerras civis
Que tragaram 30 milhões de pessoas
Eurípedes foi ameaçado com processos
E Shakespeare, moribundo, foi impedido de falar.
Não apenas a Musa, também a polícia
Visitou François Villon.
Conhecido como “o Amado”
Lucrécio foi para o exílio
Também Heine, e assim também
Brecht, que buscou refúgio
Sob o teto de palha dinamarquês.

 

 

Bertolt Brecht

Hoje é dia de ouvir uma guitarra mágica...

quinta-feira, agosto 13, 2026

A propósito do eclipse de ontem

    


  


Vi o eclipse em Tordesilhas (aproveitei e vi dois museus que valem a pena), comi e bebi bem e barato, não havia multidões no fantástico local que escolhi e valeu bem a pena...!

Um minuto da fase de totalidade maravilhoso! 

Mas a possibilidade de convívio entre portugueses e espanhóis, a possibilidade de ver planetas no céu durante o dia, as sombras em forma de crescente, a oportunidade ver os comportamentos estranhos dos pássaros, o abaixar da temperatura e o facto de o tempo da fase de totalidade ultrapassar um minuto, tudo isto contribuiu para ser esta data um momento único e irrepetível - não fora o facto de que no próximo ano deverei ir ver um eclipse ainda melhor, no sul de Espanha!

O astrónomo e sismólogo Herbert Hall Turner nasceu há 165 anos

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Herbert Hall Turner
(Leeds, 13 August 1861  – Stockholm, 20 August 1930) was a British astronomer and seismologist.

Herbert Hall Turner was educated at Clifton College and Trinity College, Cambridge. In 1884 he accepted the post of Chief Assistant at Greenwich Observatory and stayed there for nine years. In 1893 he became Savilian Professor of Astronomy and Director of the Observatory at Oxford University, a post he held for 37 years until his sudden death in 1930.
He was one of the observers in the Eclipse Expeditions of 1886 and 1887. In seismology, he is credited with the discovery of deep focus earthquakes. He is also credited with coining the word parsec.
  

Eugène Delacroix morreu há cento e sessenta e três anos...

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Ferdinand Victor Eugène Delacroix (Saint-Maurice, 26 de abril de 1798 - Paris, 13 de agosto de 1863) foi um importante pintor (artista) francês do romantismo.
Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Na sua obra convergem a voluptuosidade de Rubens, o refinamento de Veronese, a expressividade cromática de William Turner e o sentimento patético de seu grande amigo Géricault. O pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, escreveu: "…nem sempre a pintura precisa de um tema". E isso seria de vital importância para a pintura das primeiras vanguardas.
 
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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ca/Delacroix_barque_of_dante_1822_louvre_189cmx246cm_950px.jpg/960px-Delacroix_barque_of_dante_1822_louvre_189cmx246cm_950px.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail 
A barca de de Dante (1822), Louvre

    

Carlos Malheiro Dias nasceu cento e cinquenta e um anos

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Carlos Malheiro Dias, também conhecido como Carlos Dias e como Carlos Malheiros Dias (Cedofeita, Porto, 13 de agosto de 1875 - Campo Grande, Lisboa, 19 de outubro de 1941), foi um jornalista, cronista, romancista, contista, político monárquico e historiador luso-brasileiro.
 
Vida

Estudou no Liceu de Lamego, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde apenas iniciou o curso de Direito, e na Universidade de Lisboa, onde concluiu a licenciatura no Curso Superior de Letras.

Filho de pai português, Henrique Malheiro Dias, negociante, natural do Porto e mãe brasileira, Adelaide Carolina Araújo Pereira, natural de Canguçu, partiu entre os dois países a sua vocação literária. Seguiu para o Rio de Janeiro em 1893, iniciando a sua vida literária colaborando em jornais da capital da jovem república brasileira.

A sua primeira publicação, o romance naturalista A Mulata (1896), sobre o baixo mundo do Rio de Janeiro, cuja personagem principal é uma prostituta, foi recebido violentamente pela crítica, que o considerou um insulto para a época, tendo sido adjetivado de "livro infame, em que nada do Brasil escapara ao insulto" e uma verdadeira "enxurrada de lama".

Diante da reação desfavorável, o autor voltou para Portugal, onde ingressou na política. Monárquico militante, foi deputado entre 1897 e 1910.

Casou aos 23 anos de idade, a 31 de dezembro de 1898, na freguesia de Nespereira, do concelho de Guimarães, com Luísa de Sousa Ribeiro de Abreu, natural da freguesia de Oliveira do Castelo, filha de Domingos Luís Ribeiro, já falecido e de Maria Etelvina de Freitas Ferreira, de quem teve duas filhas e mais tarde se divorciou: Maria Adelaide de Sousa Malheiro Dias (Cedofeita, Porto, 26 de fevereiro de 1900 - ?), que casou com Duarte Moniz Pereira e Maria Luísa de Sousa Malheiro Dias (São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 27 de outubro de 1905 - São Domingos de Benfica, Lisboa, 10 de outubro de 1989), que casou com Ramiro Guedes Correia de Campos.

Fez parte da Maçonaria, tendo entrado na loja maçónica “Luís de Camões” de Lisboa.

Com a Proclamação da República Portuguesa (1910), exilou-se voluntariamente no Brasil, onde viveu até 1935. Quando do seu retorno em 1910, a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro ofereceu-lhe, na conceituada Confeitaria Colombo, um jantar de homenagem e de desagravo pelas hostilidades ocorridas quando da publicação do seu primeiro e polémico romance. Compareceram políticos, escritores e representantes da classe conservadora, todos vaiados por um grupo de jornalistas, poetas e jovens intelectuais na rua do Ouvidor, à porta da Colombo, inclusive Rui Barbosa que, embora recebido em respeitoso silêncio, ao adentrar a confeitaria, ouviu o protesto do poeta Bastos Tigre, que lhe gritou: "Não sou tigre de tapete!"

A comunidade portuguesa no Brasil ofereceu-lhe, também, a moradia onde viveu, em Lisboa, na Avenida do Brasil, perto do Campo Grande, e que hoje já não existe.

A 2 de Junho de 1919 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo, tendo sido elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem a 13 de junho do mesmo ano.

Abandonou posteriormente a ficção e passou para a historiografia e temas cívicos e políticos. Coordenou a publicação da monumental História da Colonização Portuguesa do Brasil (1921), com reconhecida maestria, em que confluíram o realismo historicista e o neorromantismo nacionalista. Fundou e dirigiu a famosa revista carioca O Cruzeiro (1928). E é possível que tenha sido o autor das cartas entre tia e sobrinha, na secção "Carta de Mulher" dramatizando a tradição e a modernidade nos primeiros anos de edição da revista O Cruzeiro, sob os pseudónimos de "Iracema", a tia, e "Lucia", a sobrinha. "Iracema" era o pseudónimo de Carlos Malheiro Dias na Revista da Semana, na secção "Cartas de Mulher", no plural.

Além de ter sido diretor da revista Ilustração Portuguesa e codiretor de O Domingo Ilustrado (1925-1927), colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas publicações periódicas Branco e Negro (1896-1898), Brasil- Portugal (1899-1914), Serões (1901-1911), Revista do Conservatório Real de Lisboa (1902), Atlantida (1915-1920), Contemporânea (1915-1926), Homens Livres (1923), Lusitânia (1924-1927), Feira da Ladra (1929-1943) e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945).

Foi também um dos fundadores da Academia Portuguesa de História (1936), considerada sucessora da Academia Real de História Portuguesa. Foi membro-correspondente da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo a Eça de Queiroz. Romancista, contista e cronista, é considerado um dos maiores e mais talentosos escritores portugueses da geração seguinte à do autor de O primo Basílio.

Faleceu aos 66 anos, vitimado por uma broncopneumonia, na Avenida Alferes Malheiro, número 19, freguesia de Campo Grande, em Lisboa. Esteve primeiramente sepultado no Cemitério do Lumiar, sendo trasladado a 31 de Julho de 1942 para o Cemitério da Atouguia, em Guimarães, sendo cumprida a sua última vontade.

 

Música a recordar que os Muros também caem...

 

 

Um Grande, Grande Amor - José Cid

 
 
Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,
É um mar, é um rio,
É uma fonte que nasce dentro de mim.
É o grito do meu universo,
Das estrelas p'ra onde eu regresso,
Onde sempre esta música paira no ar.
    
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar:
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
   
Este amor é um pássaro livre,
Voando no céu azul,
Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.
E as palavras que eu uso em refrão,
Fazem parte da mesma canção,
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão.
  
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar:
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
 
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye - um grande amor
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar:
Addio, adieu, aufwiedersehen,
Addio, adieu, aufwiedersehen,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.

O Evento do Curuçá, conhecido como o Tunguska brasileiro, foi há 96 anos

  (imagems daqui - clicar para aumentar)
    
O Tunguska brasileiro, ou evento do Curuçá, são os termos pelo qual ficou conhecido o evento de impacto ocorrido no estado brasileiro do Amazonas no dia 13 de agosto de 1930, análogo ao evento de Tunguska. Trata-se de uma queda cósmica que teria ocorrido na região do Rio Curuçá, localizada no município brasileiro de Atalaia do Norte, no estado do Amazonas. À época, ribeirinhos e indígenas da região afirmaram que viram "bolas de fogo" caindo do céu, tendo estas atingido a margem direita do rio Curuçá.

O fenómeno ficou esquecido por mais de cinquenta anos, tendo sido "reavivado" após o astrónomo inglês M. E. Bailey ter encontrado nos arquivos do Vaticano uma edição de 1931 do L'Osservatore Romano que continha registos do monge capuchinho-franciscano Fedele d'Alviano, que visitou a região apenas cinco dias após o ocorrido. Na época, Fedele d'Alviano entrevistou diversas pessoas da região, que lhe disseram que ficaram assustadas com o ocorrido. Segundo Bailey, o evento do Rio Curuçá foi uma das quedas cósmicas mais importantes do século XX. Investigando a data do evento, acredita-se tratar-se de um meteorito proveniente da chuva de meteoros das Perseidas, que riscam os céus no mês de agosto.
Inspirado no artigo de Bailey e baseado em imagens dos satélites LANDSAT, o astrofísico brasileiro Ramiro de la Reza conseguiu identificar um astroblema de 1 km de diâmetro, localizado a sudeste da localidade de Argemiro, nas seguintes coordenadas geográficas: 5° 11 S, 71° 38 W.
Na primeira semana de junho de 1997, de la Reza liderou uma expedição organizada pela Rede Globo e co-financiada pela ABC-TV da Austrália, até a região onde ocorreu o fenómeno. A suposta cratera realmente foi encontrada, mas no entanto ainda faltam provas que atestem o facto de que ela surgiu a partir do impacto do meteorito relatado em 1930. No entanto um registo do Observatório Sismológico San Calixto em La Paz e interpretado por A. Vega, da mesma instituição, mostrou que aquela cratera poderia ter sido criada na mesma data, sugerindo que o registo sísmico estaria relacionado com o impacto de um meteorito daquele tamanho. No entanto um grupo mexicano recentemente contestou que a cratera e o registo sísmico estivessem relacionados ao evento.

A. M. Pires Cabral - 85 anos...!

A M P C

(imagem daqui)

 

António Manuel Pires Cabral (Chacim, 13 de agosto de 1941) é um escritor e poeta português

 

Biografia

Licenciado em Filologia Germânica em 1965 e em Ciências Pedagógicas em 1969 pela Universidade de Coimbra, A. M. Pires Cabral começou a carreira de professor no Porto onde realizou o estágio pedagógico e Exame de Estado para o Ensino secundário entre 1970-71. Foi depois director das Escolas Preparatória e Industrial de Torre de Moncorvo entre 1971-74, fixando-se de seguida em Vila Real onde foi professor efetivo da Escola Secundária de Camilo Castelo Branco até 2002.

A. M. Pires Cabral foi um escritor tardio, publicando a sua primeira obra de poesia, Algures a Nordeste, no ano de 1974, já com 33 anos, mas desde essa data que tem mantido uma produção literária constante, primeiramente alicerçada na poesia, mas passando depois para os domínios da ficção, tendo alcançado o Prémio Literário Círculo de Leitores com o seu romance de estreia, Sancirilo, em 1983.

Com uma obra a rondar as quatro dezenas de títulos (excluindo as sete antologias escolares para o ensino do Português de que é co-autor, com Hirondino da Paixão Fernandes, mais concretamente: Verde Pino, Seara Hoje e A Hora), nesta é possível encontrar os géneros de poesia, romance, conto, teatro, narrativas de viagens, crónica e ainda antologias temáticas, grande parte das quais dedicada à realidade rural transmontana, com as quais o autor se assume e identifica. Um dos livros que merece especial atenção deste ponto de vista é O Diabo Veio ao Enterro, uma obra cujos textos reúnem em si características de conto, crónica, e recolha da tradição oral transmontana. Nas palavras de Maria Alzira Seixo, este livro "renova a conceção do conto regionalista, pela aliança fecunda que estabelece entre tradição e imaginação", sendo para Fernando Assis Pacheco “um livro gostoso como poucos. Se o autor estivesse pelos ajustes, fazia o favor contava-nos mais contas num segundo volume. Agradecidos.”

Em 2006, A. M. Pires Cabral recebeu, das mãos do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o Prémio D. Dinis, referente ao ano de 2005, atribuído pela Fundação Casa de Mateus, sendo a primeira vez que tal prémio foi atribuído a um transmontano residente e a trabalhar em Vila Real. Como membro do júri, Vasco Graça Moura sintetizou criteriosamente a obra de A.M. Pires Cabral, referindo que o autor é, na atualidade, "um dos mais importantes poetas ligados ao Douro”, acrescentando que, como poeta “não passa à margem da história”. Vasco Graça Moura referiu ainda o laureado como alguém que possui um “vocabulário culto” de “matriz clássica”, mas com uma “semântica concentrada na vida do nordeste”. A propósito dos dois livros que justificaram o prémio - Douro: Pizzicato e Chula e Que comboio é este -, Vasco Graça Moura disse que A. M. Pires Cabral “parte de uma sugestão local para chegar às grandes questões”, concluindo que com A. M. Pires Cabral "temos um clássico no Nordeste". Já o Presidente da República reconheceu que o poeta tem demonstrado “uma ligação profunda a esta região e às suas gentes, que delas tem feito crónica pela sua obra vasta e diversificada, com uma linguagem com sabor às raízes que nunca abandonou, que alimenta a alma destas terras que conhece tão bem”, concluindo ainda que “depois de Camilo e Torga, poucos autores têm interpretado tão bem a realidade de Trás-os-Montes e Alto Douro”. Cavaco Silva lembrou ainda o Prémio Literário Círculo de Leitores, recebido pelo autor pelo livro Sancirilo, como “uma prova de que Pires Cabral tinha já ultrapassado as fronteiras da cultura nordestina e vencido esse desafio, sempre difícil, que é dar a conhecer e a sentir à generalidade dos leitores a singularidade de uma região”.

Em 2008, o romance O Cónego foi o grande vencedor da XIV edição do Grande Prémio de Literatura dst, o qual nas palavras do júri do concurso "é portador de um universo marcado por tradições e ruturas de índole antropo-sociológica em contexto rural, com personagens de grande complexidade interior que incorporam elementos de análise social, enigma e fantasia recreadora".

Já em 2009, A. M. Pires Cabral ganha o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, referente aos livros de poesia publicados entre 2007 e 2008, com a obra As Têmporas da Cinza, publicado pelas Edições Cotovia. Segundo um comunicado da fundação, "A limpidez e a precisão da escrita de A. M. Pires Cabral, a sua penetrante e austera visão dum mundo cuja expressão encontra numa espécie de imitação da terra o modelo para uma linguagem poética de invulgar intensidade, fazem deste autor um dos casos mais representativos da nossa melhor poesia contemporânea". O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava havia já sido atribuído a poetas como Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Ramos Rosa ou Pedro Tamen.

Apesar de uma produção ficcional contínua, A. M. Pires Cabral é sobretudo identificado como poeta. Por toda a extensa obra e, mais concretamente, pela tónica que coloca na temática rural do nordeste português, Pires Cabral é considerado um dos maiores poetas e escritores transmontanos da atualidade, à margem de "movimentos", "escolas" ou "circuitos promocionais", representando desta forma (com merecida legitimidade) a literatura transmontana junto da elite cultural da capital portuguesa.

É sócio da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade Portuguesa de Autores, sendo membro habitual do Júri do Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Galiza), desde 1982.

Casado com Alda da Conceição Oliveira Cabral, é pai de três filhos, um dos quais o poeta Rui Pires Cabral

 

Atividade cultural

Como animador cultural, Pires Cabral tem desenvolvido uma vasta atividade desde o final da década de 70, sendo assessor dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real desde 1978 e tendo sido Diretor da Casa da Cultura da Juventude, entre 1982 e 1984. Dado o amor incondicional que empresta à região transmontana, A. M. Pires Cabral é um membro fortemente ativo dessa mesma comunidade, quer ao nível da intervenção cívica, da etnografia, da história local, da crítica literária ou dos costumes, tendo estado desde cedo envolvido em projetos de grande importância local, tais como: a participação de Vila Real no Projeto 5.2 do Conselho da Europa (Políticas Culturais nas Cidades); a organização das Jornadas Camilianas(7 edições) e dos Passos de Camilo, ambas ações de estudo e divulgação da obra de Camilo Castelo Branco, tendo sido membro, em 1980, da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da Morte de Camilo Castelo Branco; a responsabilidade na organização dos Encontros de Etnografia «Saber Trás-os-Montes» dos Encontros de Cantadores de Janeiras e do Salão Luso-Galaico de Caricatura, organizados pela Câmara Municipal de Vila Real.

Foi também responsável pela organização das antologias temáticas Douro Leituras, A Emigração na Literatura Portuguesa e Páginas de caça na literatura de Trás-os-Montes e Presidente da Comissão Instaladora do Círculo Cultural Miguel Torga.

É diretor de Tellus - Revista de Cultura Transmontana e Duriense, publicação semestral com 50 números editados, dirigindo o Grémio literário Vila-Realense desde a sua inauguração em 11 de Novembro de 2006, organismo que aposta e promove diversas ações e ciclos temáticos em torno da literatura transmontana e alto-duriense.

Tem abundante colaboração dispersa em publicações periódicas e/ou temáticas e, para além de prefaciador, dedica-se ocasionalmente à tradução.

Para além destas atividades, A. M. Pires Cabral revelou há meia dúzia de anos a veia de pintor aguarelista, tendo já realizado 4 exposições individuais, a última das quais intitulada Com o Douro a Sul, no ano de 2009, em Macedo de Cavaleiros.

 

in Wikipédia

 

 

HORA DO POENTE



Na hora do poente
há mais melancolia e mais sigilo
no quase nocturno voo das aves.

Como se a penumbra
lhes censurasse as asas.

Como se a grande apoteose do ocaso
fosse um presságio do fim
de todas as coisas.

Como se a noite fosse ainda mais escura
do que a escuridão em que se enrola.

Como se o dia desembocasse
na morte directamente,
sem passar primeiro pelos portais da noite.

 


A.M. Pires Cabral