domingo, novembro 01, 2026

O livro Mensagem, de Fernando Pessoa, foi publicada há noventa e dois anos...



Mensagem é o mais célebre dos livros do poeta português Fernando Pessoa, e o único que ele publicou em vida, se descontarmos os livros de poemas em inglês. Composto por 44 poemas, foi chamado pelo poeta de "livro pequeno de poemas". Publicado em 1934 pela Parceria António Maria Pereira, o livro foi contemplado, no mesmo ano, com o Prémio Antero de Quental, na categoria de «poema ou poesia solta», do Secretariado da Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro, o jovem editor de Orpheu, revista trimestral de literatura, de que saíram 2 números em 1915.

Publicada apenas um ano antes da morte do autor, a obra trata do glorioso passado de Portugal de forma apológica e tenta encontrar um sentido para a antiga grandeza e a decadência existente na época em que o livro foi escrito. Glorifica acima de tudo o estilo camoniano e o valor simbólico dos heróis do passado, como os Descobrimentos portugueses. É apontando as virtudes portuguesas que Fernando Pessoa acredita que o país deva se "regenerar", ou seja, tornar-se grande como foi no passado através da valorização cultural da nação. O poema mais famoso do livro é Mar Português.

O título original do livro era Portugal. Influenciado por um amigo, Pessoa considera "Mensagem" um título mais apropriado, pelo nome "Portugal" se encontrar "prostituído" no mais comum dos produtos. Pessoa constrói a palavra "mensagem" a partir da expressão latina: Mens agitat molem, isto é, "A mente move a matéria", frase da história de Eneida, de Virgílio, dita pela personagem Anquises quando explica a Enéias o sistema do Universo. Pessoa não utiliza o sentido original da frase, que denotava a existência de um princípio universal de onde emanavam todos os seres.

Segundo uma carta datada de 13 de janeiro de 1935 a Adolfo Casais Monteiro, Mensagem foi o primeiro livro que o poeta conseguiu completar. Pessoa mesmo explica que esse facto demonstra o porquê de não ter publicado outro livro como a prosa de um de seus heterónimos ou a poesia em seu próprio nome.

Numa carta de 1932 de Pessoa a João Gaspar Simões, o seu primeiro biógrafo, vemos que a intenção do poeta era publicar primeiramente a Mensagem para somente mais tarde divulgar outras obras como o Livro do Desassossego, do semi-heterónimo Bernardo Soares, e a poesia dos heterónimos.

Foi publicado primeiramente a 1 de dezembro de 1934, com edição da Parceria António Maria Pereira, em Lisboa. A segunda edição, de 1941, possui correções feitas por Pessoa à primeira edição e foi editada pela Agência Geral das Colónias.

Um mês após a sua primeira publicação, ganhou o prémio na segunda categoria do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) que o premiou com o mesmo valor em dinheiro da primeira categoria.



NOTA: para uma melhor leitura on-line desta Opus Magna da literatura portuguesa, aqui fica um link:

 

 

https://www.inverso.pt/Mensagem/Brazao/europa.jpg

 

O DOS CASTELOS

   

   

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

     
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,

  
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.

  

  

in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

Fernando Mamede nasceu há 75 anos...

(imagem daqui)


Fernando Eugénio Pacheco Mamede (Beja, 1 de novembro de 1951 – 27 de janeiro de 2026) foi um atleta português, que participou nos Jogos Olímpicos de 1972, 1976 e 1984, nas provas dos 800, 1500, 10000 metros e estafetas 4x400 metros. Atleta do Sporting Clube de Portugal durante toda a sua carreira, bateu diversos recordes internacionais de atletismo. Foi um dos fundistas portugueses com maior relevo e deteve o recorde mundial dos 10000 metros entre 1984 e 1989. Apesar do seu reconhecido talento natural, nunca conseguiu ultrapassar as barreiras psicológicas inerentes ao desporto de alta competição, conseguindo apenas medalhar por uma ocasião, em grandes competições internacionais.

O dogma católico da Assunção de Maria aos Céus (em corpo e alma) faz hoje 76 anos

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Assunção da Virgem, por El Greco

 

Munificentissimus Deus (em português: O mais generoso Deus) são as primeiras palavras da constituição apostólica promulgada pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950, festa litúrgica de Todos os Santos - no ano do Jubileu Maior - e 12º daquele pontificado através da qual definiu, ex cathedra, o dogma da Assunção da Virgem Maria aos Céus em corpo e alma. Este é o único decreto fundado na infalibilidade do Papa, promulgado pelo Concílio Vaticano I.

O decreto recupera a história da crença na Tradição Católica, citando escritores como Santo Tomás de Aquino, São Boaventura, Santo António de Lisboa, João Damasceno, Alberto Magno, Roberto Belarmino, Bernardino de Sena, Pedro Canísio, Afonso Maria de Ligório e Francisco de Sales, entre outros. Cita o popular elogio e a quase unânime aprovação dos bispos contemporâneos, na sequência de um apelo papal de 1946 para a avaliação da doutrina pelos fiéis católicos.

O documento e inclusivamente o seu próprio título é formulado para sugerir que a Assunção de Maria não foi de modo algum uma necessidade lógica, mas resistência do duro clima. Teótoco nesta declaração dogmática, a frase "terminado o curso de sua vida terrestre" é cuidadosamente escrita para deixar em aberto a questão de haver ou não Maria morrido antes da Assunção, ou se, tal como a assunção do profeta Elias, Maria foi assunta antes do falecimento; ambas as possibilidades são permitidas na formulação. 

  

Go Graal Blues Band, música, Paulo Gonzo, pop rock, soft rock

Anthony Kiedis, o vocalista dos Red Hot Chili Peppers, celebra hoje sessenta e quatro anos

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Anthony Kiedis (Grand Rapids, 1 de novembro de 1962) é um cantor e ocasionalmente ator norte-americano, mais conhecido como vocalista, principal letrista e co-fundador da banda californiana Red Hot Chili Peppers. Kiedis passou a sua juventude em Grand Rapids, Michigan com a sua mãe, antes de se mudar, pouco antes de seu aniversário de 12 anos, para Hollywood, Califórnia, para viver com o seu pai. Após o ensino secundário, Kiedis começou a ter aulas na UCLA, mas desistiu após perder o interesse, devido ao consumo de drogas. Após o abandono, Kiedis recebeu uma oferta para abrir um show de uma banda local, que era dos seus amigos Flea, Hillel Slovak e Jack Irons, e que se tornaria nos Red Hot Chili Peppers.
Em 2004, Kiedis lançou a sua autobiografia intitulada Scar Tissue, e em 2009, foi homenageado pelo 5th Annual MusiCares MAP Fund Benefit Concert em Los Angeles, Califórnia.
 
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O Radiotelescópio de Arecibo, já desaparecido, foi inaugurado há 63 anos

 

O Radiotelescópio de Arecibo ou Telescópio de Arecibo ou Observatório de Arecibo era um radiotelescópio refletor esférico de 305 metros, construído numa dolina no Observatório de Arecibo localizado perto de Arecibo, Porto Rico. Um recetor orientável, montado por cabo e vários transmissores de radar, para emitir sinais, foram montados 150 metros acima do prato. Concluído em novembro de 1963, o Telescópio de Arecibo foi o maior telescópio de abertura única do mundo por 53 anos, até ser superado em julho de 2016 pelo Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos metros (FAST) em Guizhou, China.

O Telescópio Arecibo foi usado principalmente para pesquisas em radioastronomia, ciência atmosférica e astronomia de radar, bem como para programas de busca por inteligência extraterrestre (SETI). Cientistas que desejam usar o observatório enviaram propostas que foram avaliadas por árbitros científicos independentes. A NASA também usou o telescópio para programas de deteção de objetos próximos à Terra. O observatório, financiado principalmente pela National Science Foundation (NSF) com apoio parcial da NASA, foi administrado pela Universidade Cornell desde sua conclusão em 1963 até 2011, após o que foi transferido para uma parceria liderada pela SRI International. Em 2018, um consórcio liderado pela University of Central Florida assumiu a operação da instalação.

O design único e futurista do telescópio levou a várias aparições em filmes, jogos e produções de televisão, como para a cena de luta clímax no filme de James Bond GoldenEye (1995). Ele está listado no Registo Nacional de Locais Históricos dos EUA desde 2008. O centro foi nomeado um marco do IEEE em 2001.
Desde 2006, a NSF reduziu o seu compromisso de financiamento para o observatório, levando os académicos a exigir apoio financeiro adicional para continuar os seus programas. O telescópio foi danificado pelo furacão Maria em 2017 e foi afetado por terramotos em 2019 e 2020. Duas ruturas de cabo, uma em agosto de 2020 e a segunda em novembro de 2020, ameaçaram a integridade estrutural da estrutura de suporte da plataforma suspensa e danificaram a antena. Devido à incerteza sobre a resistência restante dos outros cabos que sustentam a estrutura suspensa e ao risco de colapso devido a novas falhas tornando os reparos perigosos, a NSF anunciou, em 19 de novembro de 2020, que o telescópio seria desativado e desmontado, com o rádio telescópio e instalação LIDAR permanecendo operacionais. Antes que pudesse ser desativado, vários dos cabos de suporte restantes sofreram uma falha crítica e a estrutura de suporte, antena e conjunto de cúpula caíram na antena às 07.55, hora local, em 1 de dezembro de 2020, destruindo o telescópio. A National Science Foundation (NSF) decidiu em outubro de 2022 que não reconstruiria o telescópio.
 
 

Rick Allen, o baterista dos Def Leppard, faz hoje sessenta e dois anos

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Richard John Cyril Allen (Dronfield, 1 de novembro de 1963), mais conhecido como Rick Allen, é baterista inglês, membro da banda de rock britânica Def Leppard.
 
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Origens
Baterista que iniciou a sua carreira profissional muito jovem, com apenas 15 anos de idade, em 1978, entra para os Def Leppard, substituindo Frank Noon. Nesse mesmo ano Allen e a banda lançam o mini-LP Def Leppard. Aos 16 anos abandona definitivamente a escola tornando-se baterista em tempo integral. Allen tinha como característica apresentar-se nos shows sem camisa, calçando ténis sem meias, vestindo luvas pretas e usando um calção que reproduzia a bandeira da Grã-Bretanha. Essa imagem o tornou famoso no mundo inteiro.

Primeiros discos e consagração
Em 1980, faz sua estreia oficial em disco com sua banda no disco On Through the Night. Seguiram-se os álbuns High and Dry, muito elogiado, e Pyromania, um enorme sucesso. Allen foi particularmente muito elogiado pela crítica especializada por sua técnica, considerada esplêndida, chegando a ser comparado aos grandes bateristas do rock tais como Keith Moon e John Bonham.

Tragédia
Em 31 de dezembro de 1984, ao ir para uma festa de ano novo na casa da sua família, em Sheffield, Inglaterra, Allen, então com 21 anos, dirigia o seu Corvette quando foi ultrapassado por um Alfa Romeo. O motorista desafiou Allen e não o deixou passar. Em sua corrida para tentar ultrapassá-lo, Allen não viu uma curva à frente e perdeu o controle do seu carro, que caiu de um muro de pedra num um campo. Ele foi arremessado para fora do carro, tendo o seu braço esquerdo ficado lesionado por causa do cinto de segurança, que estava mal-colocado. O carro ficou virado, com a sua namorada Miriam Barendsen presa no seu assento. Ela não se feriu gravemente, e encontrou Allen caído no campo. Eles foram ajudados por uma enfermeira que passava pelo local, e foram levados a um hospital. Inicialmente, os médicos reimplantaram o braço de Allen, mas, por causa de infeção, ele teve de ser removido novamente. Ele deixou o hospital três semanas e meia depois, com uma recuperação estimada de pelo menos seis meses.
O acidente cancelou todos os seus compromissos profissionais - e também os do grupo - por quatro anos. Entre esses compromissos estavam as apresentações no Rock in Rio, no começo de 1985.

O regresso aos palcos
Allen e os Def Leppard só retornariam às paradas com o álbum Hysteria, em 1988. Allen muda as suas características: usa camisa, jeans, sem luvas e toca descalço. Para suas apresentações usa uma bateria feita especialmente para ele e cujos controles de ritmo estão todos nos pés, tocando apenas com o seu único braço. Seguem-se os álbuns Adrenalize (1992), Retro-Active (1993), Vault: Def Leppard's Greatest Hits (1995), Slang (1996), Euphoria (1999), X (2002), Best Of Def Leppard (2004), Rock of Ages: The Definitive Collection (2005), Yeah! (2006), Songs from the Sparkle Lounge (2008) e Mirrorball (2011). Allen vem se apresentando regularmente com os Def Leppard, sempre com muito sucesso.
 

O teto da Capela Sistina foi apresentado publicamente há 514 anos

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O Teto da Capela Sistina é um monumental afresco de Miguel Ângelo, realizado entre os anos de 1508 e 1512, na Capela Sistina, no Vaticano, como o nome indica.
Na realização desta grandiloquente obra concorreram amor e ódio... Miguel Ângelo teria feito contrariado este trabalho, convencido que era mais um escultor que um pintor. Encarregado pelo Papa Júlio II, sobrinho do Papa Sisto IV, de pintar o teto da capela, julgou ser um conluio de seus rivais para desviá-lo da obra para a qual havia sido chamado a Roma: o mausoléu do Papa. Mas, dedicou-se a tarefa e fez com tanta mestria que praticamente ofuscou as obras primas de seus antecessores na empresa. Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de facto, um dos maiores tesouros artísticos da humanidade. É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, e que o mesmo ainda encontraria forças para retornar ao local, duas décadas depois, e pintar na parede do altar, sacrificando, inclusive, alguns afrescos de Perugino, o “extraordinário espetáculo” do Juízo Final, entre 1535 e 1541, já sob o pontificado de Paulo III.
A superfície da abóbada foi dividida em áreas concebendo-se arquitetonicamente o trabalho de maneira que resultasse numa articulação do espaço dividido por pilares. Nas áreas triangulares alocou as figuras de profetas e sibilas; nas retangulares, os episódios do Génesis.
  
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Magalhães começou a atravessar o Estreito que lhe roubou o nome há 506 anos...

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O navegador português Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a navegar pelo estreito em 1520, durante sua viagem de circum-navegação. Como Magalhães entrou no estreito dia 1 de novembro, foi chamado inicialmente de estreito de Todos os Santos. O Estreito de Magalhães é citado no Os Lusíadas como "...estreito que mostrou o agravado lusitano".

 

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O último Habsburgo que foi rei de Espanha morreu há 326 anos...

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Carlos II de Espanha (Madrid, 6 de novembro de 1661 - Madrid, 1 de novembro de 1700) apelidado de «O Enfeitiçado», foi o último rei da casa dos Habsburgos a reinar sobre a Espanha, Nápoles e Sicília, senhor de quase toda a Itália, exceto dos Estados Papais e da Sereníssima República de Veneza, e do império ultramarino castelhano, do México à Patagónia e que incluía Cuba e as Filipinas. Era, como Rei de Nápoles, da Sicília e de Navarra, Carlos V, rei titular de Jerusalém e rei da Sardenha e dos Países Baixos, duque de Milão, conde da Borgonha e conde do Charolais.
Carlos foi o único filho de Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal - 1605-1665) e da sua 2ª esposa Mariana de Áustria (1635-1696) a sobreviver à morte do pai, tendo lhe sucedido por sua morte. Do 1º casamento do pai com Isabel de Bourbon, apenas uma filha, mais tarde rainha consorte de França, Maria Teresa, sobrevivera à infância.
O seu nascimento foi causa de grande alegria para os espanhóis, que temiam uma disputa sucessória (que mais tarde ocorreria, após a sua morte...), caso Filipe IV fosse incapaz de gerar um varão para lhe suceder no trono. Como à data da morte do pai era ainda muito pequeno, a mãe assumiu a regência até 1675, altura em que completou 14 anos. Aproveitando este período de menoridade se fez a paz entre Portugal e Espanha, dando-se por encerradas as guerras da Restauração, em 1668; o acordo foi firmado pelos dois regentes, o infante Pedro por Portugal (em nome do seu irmão, Afonso VI) e a rainha-mãe de Espanha, por Carlos II.
Os sucessivos casamentos consanguíneos praticados pelos Habsburgos, dada a sua convicção de que deveriam manter o seu sangue puro, produziram uma tal degenerescência que Carlos acabaria por nascer raquítico, quase louco, impotente e com outras doenças como epilepsia - além de possuir o célebre maxilar proeminente dos Habsburgos - uma afeção chamada de prognatismo mandibular - característica da interconsanguinidade familiar, bem visível nos retratos do rei. Foi ainda conhecido pelo cognome o Amaldiçoado.
  
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Júlio Maria dos Reis Pereira (Julio como artista plástico e Saúl Dias como poeta) nasceu há 114 anos

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Júlio Maria dos Reis Pereira, ou Julio como artista plástico e Saúl Dias como poeta (Vila do Conde, 1 de novembro de 1902 - Vila do Conde, 17 de janeiro de 1983), foi um pintor, ilustrador e poeta português.

Pertence à segunda geração de pintores modernistas portugueses e foi autor de uma obra multifacetada que se divide entre as artes plásticas e a escrita, tendo sido um dos mais importantes colaboradores da revista Presença.

 

Biografia

Júlio Maria dos Reis Pereira nasceu a 1 de novembro de 1902 em Vila do Conde e foi batizado a 19 de novembro de 1902, filho do ourives José Maria Pereira Sobrinho e de Maria da Conceição Reis Pereira, doméstica, ambos naturais de Vila do Conde. Era irmão de José Régio.

Júlio mostra uma precoce apetência pela cultura; ainda adolescente publica poemas num semanário da sua terra. Em 1919 matricula-se no curso de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências do Porto, que conclui em 1928; em simultâneo matricula-se na Escola de Belas-Artes, que frequenta durante apenas 2 anos.

Ao longo da década de 20 trabalha no grafismo e ilustração de obras do seu irmão, José Régio, bem como da Presença, de que é dos principais colaboradores. Terá ainda colaboração noutras revistas, tais como Sudoeste (1935) e Altura (1945).

Em 1930 participa no I Salão dos Independentes, SNBA, Lisboa. Dois anos mais tarde publica, sob o pseudónimo de Saul Dias, um livro de poesia intitulado "... mais e mais...". Em 1935 realiza a sua primeira exposição individual (SNBA, Lisboa). A partir dessa data irá expor individualmente por diversas vezes, nomeadamente: Galeria UP, Lisboa,1938; Galeria Buchholz, Lisboa, 1944; Salão da Livraria Portugália, Porto, 1945; Galeria Pórtico, Lisboa, 1955; Galeria do Diário de Notícias, Lisboa, 1959 e 1964; etc.

Em 1936 começa a trabalhar na Direção dos Edifícios e Monumentos Nacionais de Coimbra; no ano seguinte radica-se em Évora, cidade onde vive e trabalha durante mais de três décadas e meia até 1972, ano em que regressa a Vila do Conde.

A 19 de abril de 1941, casou em Vila do Conde com Maria Augusta da Silva Ventura, natural de Manacapuru (Amazonas, Brasil), de quem teve um filho, José Alberto.

Em 1942, aproveitando as facilidades de deslocação proporcionadas pelo seu trabalho, começa a colecionar Bonecos de Estremoz, constituindo ao longo dos anos uma vasta coleção de 375 peças, exposta no Museu Municipal de Estremoz desde 1975.

Em 1953 participa na 2ª Bienal de São Paulo, Brasil. Em 1958 vence o primeiro prémio de desenho no IV Salão de Outono do Estoril. Em 1962 é publicada a Obra poética de Saul Dias. Realiza exposições retrospetivas no Museu de Évora (1964), na Cooperativa Árvore, Porto (1967), na Câmara Municipal de Vila do Conde (1979), e na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1980).

Morreu na sua terra natal a 17 de janeiro de 1983, com 80 anos, tendo sido agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, a título póstumo, no dia 3 de agosto desse ano.

Em 2002 o Museu Municipal de Estremoz promove uma homenagem em sua honra, lembrando o seu papel na recuperação dos Bonecos de Estremoz; e em 2008 esse museu associa-se ao de Vila do Conde para celebrar o 25.º aniversário da data da sua morte.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/6/6e/J%C3%BAlio%2C_M%C3%BAsicos_e_mulheres_no_espa%C3%A7o%2C_1925%2C_%C3%B3leo_sobre_cart%C3%A3o%2C_80_x_65_cm.jpg

Músicos e mulheres no espaço, 1925, óleo sobre cartão

 

in Wikipédia

 

Poeta

 



- Poeta errante,
de olhar vago e distante
e azul,
o teu perfil singular
recorta-se angular
ao norte e ao sul.

- Os teus fatos coçados
bate-os o vento
e leva-os aos bocados...

E os sapatos gastos
pedem grandes repastos,
abrem bocas, esfomeados.

(Nos bolsos, imagino
asas de borboletas,
molhos de folhas secas,
poeiras e papéis...)

- Poeta errante,
caem por terra os livros e a estante,
e as torres esguias das igrejas,
e as paredes velhas dos bordéis!...

- Poeta errante,
vamos dormir na sombra dos vergéis!...


 

Saúl Dias

A cantora lírica Victoria de los Ángeles nasceu há 103 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/Victoria_de_los_Angeles_Allan_warren.jpg/500px-Victoria_de_los_Angeles_Allan_warren.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail 

  

 
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a3/Aankomst_Victoria_de_Los_Angelos_op_Schiphol_Victoria_de_Los_Angelos%2C_Bestanddeelnr_915-5913.jpg/500px-Aankomst_Victoria_de_Los_Angelos_op_Schiphol_Victoria_de_Los_Angelos%2C_Bestanddeelnr_915-5913.jpg?utm_source=es.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
 
 
 

Nuno Álvares Pereira, agora São Nuno de Santa Maria, morreu há 595 anos

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Nuno Álvares Pereira, também conhecido como o Santo Condestável, Beato Nuno de Santa Maria, São Nuno de Santa Maria, ou simplesmente Nun' Álvares (Paço do Bonjardim ou Flor da Rosa, 24 de junho de 1360 – Lisboa, 1 de novembro de 1431) foi um nobre e general português dos séculos XIV e XV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela. Nuno Álvares Pereira foi também 2.º Condestável de Portugal, 38.º Mordomo-Mor do Reino, 7.º conde de Barcelos, 3.º conde de Ourém e 2.º conde de Arraiolos.
Considerado como o maior militar português de sempre e um génio militar, comandou forças em número inferior ao inimigo e venceu todas as batalhas que travou. É o patrono da infantaria portuguesa e é ainda o Padroeiro do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português. São Nuno de Santa Maria foi canonizado pelo Papa Bento XVI, a 26 de abril de 2009, e a sua festa é a 6 de novembro.
 
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b9/Condestavel-1554.jpg/500px-Condestavel-1554.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
(...)
  
Do seu casamento com Leonor de Alvim, o Condestável teve três filhos, dois rapazes, que morreram jovens, mas apenas uma filha, que chegou à idade adulta e teve descendência, Beatriz Pereira de Alvim, que se tornou mulher de D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança, dando origem à Casa de Bragança, que viria a reinar em Portugal três séculos mais tarde. 
 
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b3/Batalha_de_Aljubarrota_02.jpg/500px-Batalha_de_Aljubarrota_02.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail
  
(...)
   

Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita (entrou na ordem em 1423, no Convento do Carmo, que mandara construir como cumprimento de um voto). Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Aí permanece até à morte, ocorrida a 1 de novembro de 1431, com 71 anos, rodeado pelo rei e pelos infantes. 
     
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Armas_pereira.svg/500px-Armas_pereira.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

 


      

Ezra Pound morreu há 54 anos...

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Ezra Weston Loomis Pound (Hailey, 30 de outubro de 1885 - Veneza, 1 de novembro de 1972) foi um poeta, músico e crítico literárioamericano que, juntamente com T. S. Eliot, foi uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do início do século XX no seu país. Ele foi o motor de diversos movimentos modernistas, nomeadamente do Imagismo (o seu líder e principal representante) e do Vorticismo.
   
Nascido em Hailey, no estado americano de Idaho, cresceu em Wyncote, perto de Filadélfia e formou-se na Universidade da Pensilvânia em 1906. Durante um breve período deu aulas em Crawfordsville, Indiana, e, entre 1906 e 1907, viajou pela Espanha, Itália e França. O seu primeiro livro de poemas, A Lume Spento, foi publicado em Veneza, em 1908. Nesse ano fixou-se em Londres, onde viveu até 1920 e onde travou conhecimento com alguns dos mais importantes escritores da época: Ford Madox Ford, James Joyce, Wyndham Lewis, W. B. Yeats e T. S. Eliot, entre outros, tendo influenciado todos estes.
Em 1909 publicou Personae e Exultations, a que se seguiu um volume de ensaios críticos, intitulado The Spirit of Romance, de 1910. Entre 1914-1915 foi co-editor da revista do movimento Vorticista, Blast. Em Londres teve ainda a seu cargo a edição da revista de Chicago Little Review (1917-1919) e a partir de 1920 tornou-se correspondente da publicação The Dial na capital francesa, para onde se mudou em 1921.
Datam de 1920 as publicações de um segundo volume de textos críticos, Instigations, e de Hugh Selwyn Mauberley, uma das suas obras-primas. O poema Homage to Sextus Propertius foi publicado no ano anterior. Conhecedor das literaturas europeia e oriental, Pound associou-se desde muito cedo à escola dos imagistas, que liderou de forma particularmente enérgica. Os adeptos desta corrente poética, fundada em 1912 sob inspiração das ideias de T. E. Hulme, pretendiam explorar de forma disciplinada as potencialidades da imagem e da metáfora, consideradas a essência da poesia. O movimento, que Pound abandonou em 1914, teve a sua expressão na revista inglesa The Egoist (iniciada em 1912) e na revista americana Poetry (a partir de 1914). As raízes do movimento encontravam-se fundamentalmente na poesia chinesa e japonesa, mas os imagistas inspiraram-se também na poesia latina, em poemas da tradição medieval inglesa, nas composições poéticas dos trovadores provençais e em alguns poetas italianos. Nos seus Cantos, publicados numa longa série entre 1917- e 1949, inacabados, Pound procurou elaborar uma versão moderna da Divina Comédia.
A fase em que o poeta leva mais a extremos os princípios do seu movimento imagista é ilustrada pelas obras Ripostes (1912) e Lustra (1916). Em 1924 Pound mudou-se para Itália, onde as teorias político-económicas que defendeu o associaram ao fascismo, tal qual o fizeram outros poetas como Fernando Pessoa, tendo chegado a proferir comunicações antidemocráticas na rádio italiana durante a II Guerra Mundial. Nos seus tratados económicos e históricos, Jefferson and/or Mussolini de 1935 e Guide to Kulchur de 1938, Pound comprometeu-se definitivamente com o fascismo e foi preso em 1945 (e libertado, em função do protesto de vários artistas, tendo sido posteriormente repatriado).
 
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Considerado, oficialmente, incapaz mentalmente, com o objetivo de livrá-lo da prisão, foi internado durante 13 anos num hospital psiquiátrico em Washington DC. A acusação de traição foi retirada em 1958 e Pound voltou a Itália depois da sua libertação. Trabalhou nos seus Cantos até 1972, ano da sua morte.
   

 

 A Virginal

  

No, no! Go from me. I have left her lately.
I will not spoil my sheath with lesser brightness,   
For my surrounding air hath a new lightness;
Slight are her arms, yet they have bound me straitly   
And left me cloaked as with a gauze of æther;   
As with sweet leaves; as with subtle clearness.   
Oh, I have picked up magic in her nearness
To sheathe me half in half the things that sheathe her.   
No, no! Go from me. I have still the flavour,   
Soft as spring wind that’s come from birchen bowers.   
Green come the shoots, aye April in the branches,
As winter’s wound with her sleight hand she staunches,   
Hath of the trees a likeness of the savour:
As white their bark, so white this lady’s hours.

   

 

Ezra Pound

Poema de livro, publicado nesta data, sobre um Português também falecido neste dia...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Est%C3%A1tua_Nuno_%C3%81lvares_Pereira.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=original

Estátua de D. Nuno Álvares Pereira em Cernache do Bonjardim

 

NUNO ÁLVARES PEREIRA

  
Que auréola te cerca?
É a espada que, volteando.
Faz que o ar alto perca
Seu azul negro e brando.

   
Mas que espada é que, erguida,
Faz esse halo no céu?
É Excalibur, a ungida,
Que o Rei Artur te deu.

   
Esperança consumada,
S. Portugal em ser,
Ergue a luz da tua espada
Para a estrada se ver! 

 

in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

Salgado Zenha morreu há trinta e três anos...


Francisco de Almeida Salgado Zenha
(Braga, São José de São Lázaro, 2 de maio de 1923 - Lisboa, 1 de novembro de 1993) foi um advogado e político português. 

 

Infância e juventude

Natural de Braga, era filho do médico Henrique de Araújo Salgado Zenha (25 de maio de 1887 - 12 de agosto de 1957) e de Maria Ernestina de Mesquita de Almeida e Silva (1 de agosto de 1893 - 25 de julho de 1974) e simultaneamente sobrinho-neto e sobrinho-bisneto do 1.º Barão de Salgado Zenha.

Após a conclusão dos estudos liceais, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde viria a licenciar-se em Direito. 

 

Entrada na política e no Partido Comunista Português

Aderindo ao Partido Comunista Português no início da década de 1940, foi o primeiro aluno eleito presidente da Direção da Associação Académica de Coimbra, em 1944. Seria demitido no cargo no ano seguinte, pelo facto da Associação declinar, em Assembleia Magna, o convite do reitor para o acompanhar numa visita a Salazar, com o fim de lhe agradecer a neutralidade durante a guerra.

Em finais de 1945, passa a ser responsável pela organização da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em Coimbra. Nessa qualidade estará entre os fundadores do Movimento de Unidade Democrática Juvenil, integrando a sua Comissão Central. Preso pela primeira vez em 1947, será uma das muitas vezes que visitará os calabouços da PIDE. Neste período conhece Mário Soares, iniciando uma relação de amizade que irá ser reforçada pela participação de ambos na candidatura presidencial de Norton de Matos, em 1949.

Também no final da década de 40 inicia a sua vida profissional como advogado, realizando o estágio no escritório de Adelino da Palma Carlos. A par da carreira política e profissional, colabora na revista Vértice. 

 

Luta pelo Socialismo

Depois de abandonar o Partido Comunista Português, adere à Resistência Republicana e Socialista, em 1955, dois anos depois de obter a liberdade condicional. Participa na candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República, em 1959. Esteve entre os subscritores do Programa para a Democratização da República, em 1961. No mesmo ano voltaria a ser detido pela PIDE. Torna-se colaborador de O Tempo e o Modo, em 1964. É candidato à Assembleia Nacional, pela Oposição Democrática socialista/não-comunista, em 1965 e 1969.

Até ao 25 de Abril Salgado Zenha fez parte do grupo restrito de advogados que se destacou na defesa de presos políticos e participantes em atividades subversivas. Ganhou notoriedade na defesa de António de Sommer Champalimaud, no âmbito do Caso Herança Sommer, em 1973, garantindo a absolvição deste.

Ainda em 1964 participa na fundação da Ação Socialista Portuguesa, que iria resultar na criação do Partido Socialista, em 1973, e do qual seria, ainda que contrariado, membro fundador. Não estando presente em Bad Münstereifel, foi um dos sete elementos da Ação Socialista que entregou o seu voto contra a transformação da Associação em partido a Maria Barroso, que o representou. 

 

Após o 25 de Abril de 1974

No pós-25 de Abril converte-se num das figuras de proa no processo de democratização. Foi ministro da Justiça nos I, II, III e IV Governos Provisórios, e ministro das Finanças no VI Governo Provisório. Foi negociador na revisão da Concordata com a Santa Sé, que veio permitir o divórcio em Portugal, em 1975. Foi também um dos fortes opositores à unicidade sindical, que pretendia a criação de uma única central sindical.

Em 1976 o PS ganha as eleições, ocupando Salgado Zenha o lugar de líder da bancada parlamentar na Assembleia da República. Na altura Mário Soares terá alegado que não o levara para o governo de que era primeiro-ministro, porque Zenha era a «consciência moral» do partido.

Por volta de 1980 entra em rutura com Mário Soares, na sequência da polémica em torno do apoio ou não à candidatura de Ramalho Eanes a Presidente da República. Quando o PS decide manter o apoio, em linha com a opinião de Salgado Zenha, Mário Soares demite-se da liderança do partido, só regressando em 1981. Neste período Zenha manter-se-á como líder parlamentar, mas seria afastado devido a um processo disciplinar, movido por Soares, por causa do apoio de Salgado Zenha a Ramalho Eanes nas presidenciais de 1980. Como resultado foi expulso do Partido Socialista.

Agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade a 1 de outubro de 1985, todavia recusou na altura.

Em 1986, anuncia a sua candidatura a Presidente da República, afastando-se definitivamente do PS e selando a rutura com seu adversário Mário Soares. Salgado Zenha, garantindo o apoio do PCP e do PRD, conseguiu 20% dos votos, não passando à segunda volta. Afasta-se então da intervenção política, publicando as principais ideias da sua campanha no livro As Reformas Necessárias, de 1988.

Apesar de ter sido sugerido várias vezes ao longo dos anos para ser condecorado com a Ordem da Liberdade, só com a persuasão de António Guterres, amigo de longa data, aceitaria. Seria condecorado a 10 de junho de 1990 com o grau de Grã-Cruz. Seria também António Guterres, então líder do PS, que o convidaria a reingressar no partido, mas Salgado Zenha manter-se-á como independente.

Morreu em 1 de novembro de 1993 em Lisboa, após doença prolongada. A viúva, Maria Irene de Miranda da Cunha da Silva Araújo (31 de maio de 1919 - 9 de janeiro de 2014), filha de José Joaquim Marques da Silva Araújo (Braga, Pousada, 9 de maio de 1879 - ?) e de sua mulher (16 de dezembro de 1916) Julieta de Miranda da Cunha (Lisboa, Conceição Nova - ?), de quem não tivera descendência, criou a Fundação Salgado Zenha, que atribui um prémio e bolsas de estudo anuais na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo sido agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito a 3 de maio de 2004.

Em 2014, foi erigida em Braga uma escultura, denominada "Silo da Memória" em homenagem ao político bracarense.

A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe a sua homenagem ao atribuir o seu nome a uma avenida de Lisboa, situada na freguesia de Marvila.

   

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Silo da Memória - Praça Conselheiro Torres de Almeida, Braga