domingo, setembro 06, 2026

Roger Waters faz hoje oitenta e três anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/50/Roger_Waters_Newport_Folk_Festival_2015.jpg/500px-Roger_Waters_Newport_Folk_Festival_2015.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
    
George Roger Waters (Surrey, 6 de setembro de 1943) é um músico, cantor e compositor inglês. É um dos fundadores da banda de rock progressivopsicadélico Pink Floyd, na qual atuou como baixista e vocalista. Após a saída de Syd Barrett do grupo, em 1968, Waters tornou-se o letrista da banda, o principal compositor e o líder do grupo. Subsequentemente, a banda conquistou sucesso internacional nos anos 70 com os álbuns conceptuais The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall. Ainda que o seu instrumento primário nos Pink Floyd tenha sido o baixo, ele também já experimentou sintetizadores e tape loops, além de tocar guitarra rítmica e viola em gravações e apresentações. Alegando diferenças criativas com o grupo, Waters deixou os Pink Floyd em 1985, iniciando uma batalha legal com os membros restantes, pelo direito futuro de usar o nome e o material do grupo. A disputa encerrou-se em 1987 e levou quase dezoito anos para ele tocar novamente com os Pink Floyd em 2005, no evento Live 8. Estima-se que, até o ano de 2010, o grupo tenha vendido mais de 200 milhões de álbuns em todo o mundo, incluindo 75 milhões de vendas apenas nos Estados Unidos.

A carreira a solo de Waters apresenta, até o momento, cinco álbuns de estúdio: 'Music from the Body' (com Ron Geesin, 1970), The Pros and Cons of Hitch Hiking (1984), 'Radio K.A.O.S.' (1987), Amused to Death (1992) e Is This the Life We Really Want? (2017). Em 1990, Waters produziu um dos maiores concertos de rock da história, The Wall — Live in Berlin, com um público estimado em duzentas mil pessoas. Em 1996, ele foi introduzido ao Hall da Fama do Rock and Roll, como membro do Pink Floyd. Waters tem estado em turnê extensivamente desde 1999, tocando The Dark Side of the Moon integralmente em suas turnês mundiais de 2006 a 2008.

Em 2 de julho de 2005, ele reuniu os seus ex-parceiros de Pink Floyd: Nick Mason, Richard Wright e David Gilmour para o Live 8, um concerto de caridade. Foi a primeira aparição do grupo com Waters desde a última performance, 24 anos antes. Em 2010, ele iniciou a turnê The Wall Live, que inclui uma apresentação completa do álbum The Wall. Durante essa turnê, Gilmour e Mason (os únicos remanescentes do Pink Floyd, desde a morte de Richard Wright), mais uma vez, juntaram-se a Waters, em 12 de maio de 2011, na O2 Arena, em Londres. Tocou, com Gilmour, "Comfortably Numb"; Mason juntou-se em "Outside the Wall". 

    

   
 

Paul Waaktaar-Savoy, dos a-ha, faz hoje 65 anos...!

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/36/Paul_Waaktaar-Savoy_Kongsberg_Jazzfestival_2018_%28220430%29.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
  
Paul Waaktaar-Savoy, nascido Pål Waaktaar Gamst (Magnelrud, Oslo, 6 de setembro de 1961) é um guitarrista norueguês. É um dos componentes da banda A-ha. Mudou o seu apelido após o casamento, em 1994.
É um artista que, ao longo da sua carreira, ocupou vários cargos: como membro dos A-ha (como é mais conhecido) destacou-se na composição e tocando viola, na banda Bridges interpreta o papel de guitarrista, vocalista e compositor, no grupo Savoy (a sua própria banda) é o esteio da formação, no qual é o vocalista, guitarrista, compositor, programador e ainda lida com os teclados e percussão (sem bateria). 
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ab/014_Paul_Glasgow_2010_crop_2.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

Em paralelo com os a-ha, Paul Waaktaar-Savoy mantém, com a sua esposa Lauren Savoy e o baterista Frode Unneland, a banda Savoy. Paul e a banda Savoy residem alternadamente em Nova York e Oslo.

  • Mary is coming (1996)
  • Lackluster me (1997)
  • Mountains of time (1999)
  • Reasons to stay indoors (2001)
  • Savoy (2004)
  • Savoy Songbook Vol 1 (2007)

Em 2011, Paul juntou-se ao músico americano Jimmy Gnecco do grupo Ours e lançaram a música “Weathervane“, faixa-título do filme norueguês Hodejegerne

É o responsável por obras-primas como "Hunting High and Low", "Scoundrel Days", "I've Been Losing You", "Mary Ellen Makes The Moment Count", "There's Never a Forever Thing", "The Sun Always Shines on TV", entre outras belas composições. Além de ser o guitarrista da banda A-ha, Paul também faz parte da banda Savoy, que criou com a sua esposa, Lauren Savoy, no período em que os A-ha havia se separado temporariamente. Com o fim do A-ha, Paul ainda não se manifestou oficialmente se ele vai manter o Savoy em atividade, ou se vai dar início a um novo projeto musical.

Paul é bastante compenetrado, tímido e calado. Descreve-se como uma pessoa otimista. Vive lendo e escrevendo, e acredita que: "Letras, poemas e filmes que falam muito claramente sobre as coisas acabam não dizendo nada ao coração". 

   
     
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/93/A-haClassicLogo.PNG?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
  
in Wikipédia
 

Poema para aniversariante de hoje especialista em tribunais...

(imagem daqui)


Mania das Grandezas

Pois bem, confesso:
fui eu quem destruiu as Babilónias
e descobriu a pólvora...
Acredite, a estrela Sírius, de primeira grandeza,
(única no mercado)
deixou-me meu tio-avô em testamento.

No meu bolso esconde-se o segredo
das alquimias
e a metafísica das religiões
— tudo por inspiração!

Que querem?
Sou poeta
e tenho a mania das grandezas...

Talvez ainda venha a ser Presidente da República...


Joaquim Namorado

Saudades de Dolores O'Riordan...

Hoje é um bom dia para ouvir Alice in Chains...

Porque Macy Gray é hoje aniversariante...

Have You Ever Seen The Rain...?

Pedro Homem de Mello nasceu há 122 anos...

 (imagem daqui)

 

Pedro da Cunha Pimentel Homem de Melo (Porto, 6 de setembro de 1904 - Porto, 5 de março de 1984) foi um poeta, professor e folclorista português.
Nasceu no seio de uma família fidalga, filho de António Homem de Melo e de Maria do Pilar da Cunha Pimentel, tendo, desde cedo, sido imbuído de ideais monárquicos, católicos e conservadores. Foi sempre um sincero amigo do povo e a sua poesia é disso reflexo. O seu pai, pertenceu ao círculo íntimo do poeta António Nobre.
Estudou Direito em Coimbra, acabando por se licenciar em Lisboa, em 1926. Exerceu a advocacia, foi subdelegado do Procurador da República e, posteriormente, professor de português em escolas técnicas do Porto (Mouzinho da Silveira e Infante D. Henrique), tendo sido diretor da Mouzinho da Silveira. Membro dos Júris dos prémios do secretariado da propaganda nacional. Foi um entusiástico estudioso e divulgador do folclore português, criador e patrocinador de diversos ranchos folclóricos minhotos, tendo sido, durante os anos 60 e 70, autor e apresentador de um popular programa na RTP sobre essa temática.
Pedro Homem de Melo casou com Maria Helena Pamplona e teve dois filhos: Maria Benedita, que faleceu ainda criança, e Salvador Homem de Melo, já falecido, que foi casado com Maria Helena Moreira Telles da Silva, de quem teve uma filha, Mariana Telles da Silva Homem de Mello, e depois com Maria José Barros Teixeira Coelho, de quem teve uma filha, Rita Teixeira Coelho Homem de Melo.
Foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença. Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio e Havemos de Ir a Viana, imortalizados por Amália Rodrigues, e O Rapaz da Camisola Verde.
Afife (Viana do Castelo) foi a terra da sua adoção. Ali viveu durante anos, num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga.

 

Adriano Moreira nasceu há 104 anos...


Estadista e estudioso de assuntos de política internacional, destacou-se pelo seu percurso académico e pela sua ação na qualidade de Ministro do Ultramar, durante o Estado Novo, ao pôr em prática as teses do lusotropicalismo e ao fazer aplicar uma série de reformas. Foi sob o seu Ministério que foi abolido o estatuto do Indigenato, que foi aprovado o Código de Trabalho Rural e abolido o regime de contratação.

No pós 25 de abril foi Presidente do Centro Democrático Social (1986–1988 e, interinamente, em 1991–1992). 

 

(...)   

 

Morte

Adriano Moreira faleceu com cem anos, na manhã do dia 23 de outubro de 2022.

 

Família

Casou em Sintra, São Martinho, a 30 de agosto de 1968, com Isabel Mónica de Lima Mayer (Lisboa, Mercês, 2 de agosto de 1945), filha de Bernardo de Lima Mayer (Sintra, São Martinho, 16 de junho de 1918 – ?) e da sua mulher Maria Isabel de Carvalho Maia (Lisboa, Mercês, 2 de fevereiro de 1923), cujo avô paterno tinha ascendência judaica asquenaze e sefardita e cuja avó paterna era de origem irlandesa e prima-tia, em segundo grau, de Fernando Ulrich. O casal teve seis filhos e filhas, uma das quais é a deputada na Assembleia da República e dirigente nacional do Partido Socialista, Isabel Moreira.

 

Menez nasceu há um século...

(imagem daqui)

 

Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, de seu nome artístico Menez (Lisboa, 6 de setembro de 1926 - 11 de abril de 1995), foi uma pintora portuguesa pioneira da pintura abstrata em Portugal.  Foi mãe do pintor Ruy Leitão.

 

undefined

Sem título, 1990, guache sobre papel 

 

Henrique VIII, 1966, óleo sobre tela

 

William DuVall - 59 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e5/William_DuVall_-_Alice_in_Chains_-_Roskilde_Festival_2010.jpg/960px-William_DuVall_-_Alice_in_Chains_-_Roskilde_Festival_2010.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
   
William DuVall (Atlanta, 6 de setembro de 1967) é um cantor, guitarrista e compositor norte-americano. Está na banda Alice in Chains desde 2006 como co-vocalista (juntamente com Jerry Cantrell), guitarrista rítmico e letrista. Também foi vocalista, guitarrista e letrista das bandas Neon Christ, Comes With The Fall e Giraffe Tongue Orchestra. Em 2019 lançou o seu primeiro álbum a solo, One Alone
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Alice_in_Chains_2019.jpg/960px-Alice_in_Chains_2019.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
 

Macy Gray celebra hoje 59 anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Macy_Gray_2008.07.23_027.jpg/500px-Macy_Gray_2008.07.23_027.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
Macy Gray (nascida Natalie Renee McIntyre, em Canton, Ohio, a 6 de setembro de 1967) é uma cantora e atriz norte-americana. Famosa pela sua voz rouca, o seu estilo de música passeia pelo R&B e soul. Macy Gray também é compositora e produtora musical. O seu estilo mostra influências de Billie Holiday e Betty Davis.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/57/Macy_gray.jpg/330px-Macy_gray.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
 

Dolores O'Riordan, a vocalista dos The Cranberries, nasceu há 55 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/62/The_Cranberries_en_Barcelona_2.jpg/500px-The_Cranberries_en_Barcelona_2.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
      
Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton (Limerick, 6 de setembro de 1971 - Londres, 15 de janeiro de 2018), mais conhecida como Dolores O'Riordan, foi uma cantora irlandesa. É considerada na Irlanda como a maior cantora de toda a história do país. Sempre deu notoriedade aos The Cranberries, embora tenha estado fora da banda entre 2003 e 2009. Mãe de três filhos (Taylor, nascido em 16 de novembro de 1997, Molly, nascida em 22 de agosto de 2001 e Dakota Rain, a 10 de abril de 2005), teve ainda um enteado, filho do primeiro casamento com Don Burton, com que se casou em 1994
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/85/Cranberries_logo.png?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
    
(...)
    
Dolores O'Riordan faleceu inesperadamente no dia 15 de janeiro de 2018, aos 46 anos, enquanto estava em Londres, Inglaterra, para uma sessão de gravação. A perícia londrina localizou um frasco de Fentanil lacrado no quarto da cantora, o que levantou a hipótese de suicídio ou suposta overdose do analgésico. Porém, a causa real da morte, de acordo com o relatório médico, só foi revelada no dia do seu 47º aniversário, em 6 de setembro de 2018. Dolores havia consumido uma quantidade grande de bebidas alcoólicas, sofreu uma intoxicação e morreu afogada na banheira do quarto. 

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/47/The_Cranberries_%287003066793%29.jpg/500px-The_Cranberries_%287003066793%29.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail


Idris Elba - 54 anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Idris_Elba_A_House_of_Dynamite-21_%28cropped%29.jpg/500px-Idris_Elba_A_House_of_Dynamite-21_%28cropped%29.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
 
Idris Elba (Londres, 6 de setembro de 1972) é um ator e diretor de cinema inglês, famoso pelo seu papel na série de televisão Luther. Elba também é DJ, conhecido como Big Driis/Big Driis the Londoner, além de ter produzido músicas de soul e hip-hop. Idris também atuou na aclamada série da HBO "The Wire", onde fez o papel do poderoso traficante Stringer Bell.

Tom Fogerty, dos Creedence Clearwater Revival, morreu há trinta e seis anos...

         
Thomas Richard Fogerty, conhecido musicalmente como Tom Fogerty (Berkeley, 9 de novembro de 1941Scottsdale, 6 de setembro de 1990) foi um cantor, compositor e guitarrista, conhecido principalmente por ter sido um dos integrantes da famosa banda de rock dos Estados Unidos da América, os Creedence Clearwater Revival.
   
Carreira
Tom Fogerty ingressou na carreira musical em 1958. Assim como seu irmão John Fogerty, participava de uma banda de rock, denominada Spider Webb and the Insects, a qual chegou a assinar contrato com a gravadora Del-Fi Records, cancelado pouco tempo depois em 1959.
Após o insucesso de Spider Webb and the Insects Tom apresentou-se em concertos como cantor a solo e em algumas aparições requisitou o auxílio da banda de seu irmão, The Blue Velvets, cuja formação apresentava John na guitarra, Stu Cook no piano e Doug Clifford na bateria, banda que logo passou a integrar. Batizada de Tommy Fogerty and the Blue Velvets, a nova formação, em 1961, teve 4 discos gravados pela Scorpio Records, divisão da Fantasy Records.
Em 1966 John consegue contrato com a Fantasy Records, gravadora na qual ele já trabalhava e que exigiu a mudança de nome do grupo para The Golliwogs. O conjunto passou a ter canções escritas pelos irmãos que também realizaram duetos no vocal, união que resultou em pequenos sucessos regionais e de pouco impacto nacional. O consenso entre os integrantes pela mudança de nome resultou na formação dos Creedence Clearwater Revival, nascendo assim uma das bandas de rock mais famosas de sua época e em contraponto o desafeto entre Tom e o seu irmão.
O grupo consagrou Tom principalmente como guitarrista já que John era o vocalista principal que compunha quase todas as músicas da banda, de estilo composto pela mistura do rock com música country, fórmula que levou os Creedence Clearwater Revival ao rápido sucesso. Stu Cook era o baixista e Doug Clifford o baterista, Tom fazia vocais de acompanhamento e escreveu apenas uma música que foi gravada, "Walk on the Water". A falta de oportunidade de Tom de compor para a banda alimentava a animosidade entre os irmãos durante os anos de maior sucesso do grupo, resultando na saída de Tom no ano de 1971 depois de gravar seis álbuns de estúdio, não participando da gravação do álbum Mardi Gras, em 1972.
Logo após deixar a banda, Tom iniciou a carreira a solo. Teve músicas de maior sucesso em sua empreitada como "Goodbye Media Man" e "Joyful Resurrection", gravado com participações de Jerry Garcia e Merl Saunders. O álbum também contou com participações de seus ex-companheiros de Creedence Clearwater Revival, Stu Cook e Doug Clifford. John participou, tocando guitarra, em alguns álbuns a solo de Tom, entretanto o relacionamento entre os irmãos sempre manteve-se afetado desde a formação de Creedence Clearwater Revival.
Entre 1972 e 1977 realizou sessões de jazz com Merle Saunders e de 1976 a 1978 participou da banda Ruby, gravando 2 discos. A sua discografia a solo, apesar de vasta e bem conceituada por críticos da música, é pouco conhecido e divulgada até aos dias atuais, mesmo junto de muitos fãs dos Creedence.
     
Morte
Faleceu no dia 6 de setembro de 1990, vítima de tuberculose e insuficiência respiratória, agravadas pelo vírus da SIDA, que Tom havia contraído através de uma transfusão de sangue. O seu irmão John Fogerty nunca mais conversou com ele, mesmo estando Tom no leito de morte. O seu corpo foi cremado e as suas cinzas espalhadas em Half Moon Bay, Califórnia, nos Estados Unidos.
    
 

Pavarotti morreu há dezanove anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/Luciano_Pavarotti_2004.jpg/500px-Luciano_Pavarotti_2004.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
    
Luciano Pavarotti (Módena, 12 de outubro de 1935 - Módena, 6 de setembro de 2007) foi um cantor (tenor lírico) italiano, grande intérprete das obras de Donizetti, Puccini e Verdi, dentre outros em seu grande reportório. É reconhecido como um dos tenores que popularizaram mundialmente a ópera.
    
 

Hoje é dia deouvir a banda de Roger Waters...

Música de aniversariante de hoje...

Jean-Paul Belmondo morreu há cinco anos...

undefined
  
Jean-Paul Belmondo
, né le à Neuilly-sur-Seine et mort le à Paris 7e, est un acteur français. Il a été également producteur de cinéma et directeur de théâtre.
Alternant dans les premières années de sa carrière les films populaires et d'Art et Essai avant de pencher nettement pour la première catégorie, il est rapidement devenu l'une des plus grandes vedettes du cinéma français, champion incontesté du box-office au même titre que Louis de Funès et Alain Delon à la même époque. En cinquante ans de carrière, il a attiré dans les salles près de 130 millions de spectateurs : entre 1969 et 1982, il a joué à quatre reprises dans le film le plus vu de l'année en France (Le Cerveau, Peur sur la ville, L'Animal, L'As des as), égalant le record de Fernandel et n'étant dépassé sur ce point que par Louis de Funès.
Il a tourné sous la direction de grands réalisateurs français, tels Alain Resnais, Louis Malle, Philippe de Broca, Henri Verneuil, Jean-Luc Godard, Claude Chabrol, François Truffaut, Claude Sautet, Jean-Pierre Melville, Claude Lelouch, Jean-Paul Rappeneau, Georges Lautner ou encore Gérard Oury, ainsi qu'avec quelques réalisateurs étrangers comme Vittorio De Sica, Mauro Bolognini ou Peter Brook. Un grand nombre de ses films sont devenus des classiques du cinéma français, comme Le Professionnel, Borsalino, À bout de souffle, L'Homme de Rio, Le Magnifique, Un singe en hiver, Le Casse, Flic ou Voyou ou Joyeuses Pâques.
 
Description de cette image, également commentée ci-après

À partir du milieu des années 1980, ses films attirent moins de spectateurs, tandis que la critique ne l'épargne pas. Il est moins présent au cinéma mais obtient cependant en 1989 le César du meilleur acteur pour son rôle dans Itinéraire d'un enfant gâté, distinction qu'il ne vient pas chercher. Il se consacre surtout au théâtre et acquiert en 1991 le théâtre des Variétés qu'il revend en 2004. Au début des années 2000, des problèmes de santé l'ont contraint à se retirer du cinéma et des planches, si l'on excepte un film sorti en 2009. Pour l'ensemble de sa carrière, il reçoit une Palme d'honneur au cours du festival de Cannes 2011 puis un hommage lors de la cérémonie des Césars de 2017.

Au cours de sa carrière, il travaille fréquemment avec certains acteurs et cascadeurs, parmi lesquels Charles Gérard, Michel Beaune, Pierre Vernier, Claude Carliez, Rémy Julienne, Gil Delamare, Henri Cogan ou encore Maurice Auzel

 

undefined

         

Rick Davies, o vocalista e teclista dos Supertramp, morreu há um ano...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/Supertramp_-_Rick_Davies_%281979%29.png/960px-Supertramp_-_Rick_Davies_%281979%29.png?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail 

 

Richard "Rick" Davies (Swindon, Wiltshire, Inglaterra, 22 de julho de 1944 - Long Island, Nova Iorque, 6 de setembro de 2025) foi um músico inglês, mais conhecido como co-fundador, vocalista e teclista da banda de rock progressivo Supertramp. Davies foi o único membro do Supertramp a fazer parte do grupo por toda a sua história, e compôs muitas de suas canções de sucesso, como "Goodbye Stranger", "Bloody Well Right", "My Kind of Lady", "Cannonball" e “Free As A Bird”. Os seus traços marcantes são as composições com influências de blues e jazz e as letras ácidas e românticas. 

 

in Wikipédia

 

sábado, setembro 05, 2026

Não deixes de nos (en)cantar, Freddie Mercury...

Música, com saudade, de aniversariante de hoje...

Terminou, há 504 anos, a circum-navegação planeada e comandada por Fernão de Magalhães...


Fernão de Magalhães (Sabrosa, Primavera de 1480 - Cebu, Filipinas, 27 de abril de 1521) foi um navegador português que, ao serviço do rei de Espanha, planeou e comandou a expedição marítima que efetuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo Sul do continente Americano, a atravessar o estreito hoje conhecido como Estreito de Magalhães e a cruzar Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas no curso da expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522.
  
(...)
   
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da "Casa de la Contratación" da cidade um adepto do projecto que entretanto concebera: dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano.
Com a influência do bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projeto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheios de incidentes; o cartógrafo de origem portuguesa Diogo Ribeiro que começara a trabalhar para Espanha em 1518, na Casa de Contratación em Sevilha participou no desenvolvimento dos mapas utilizados na viagem. Depois da ruptura com Rui Faleiro, Magalhães continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de tripulação, partiram de Sanlúcar de Barrameda em 20 de Setembro de 1519. A esquadra tinha cinco navios e uma tripulação total de 234 homens, com cerca de 40 portugueses entre os quais Álvaro de Mesquita, primo co-irmão de Magalhães, Duarte Barbosa, primo da mulher de Magalhães, João Serrão, primo ou irmão de Francisco Serrão e Estevão Gomes. Seguia também Henrique de Malaca.
Antonio Pigafetta, escritor italiano que havia pago do seu próprio bolso para viajar com a expedição, escreveu um diário completo de toda a viagem, possibilitado pelo fato de Pigafetta ter sido um dos 18 homens a retornar vivo para a Europa. Dessa forma, legou à posteridade um raro e importante registo de onde se pode extrair muito do que se sabe sobre este episódio da história.
A armada fez escala nas ilhas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando em 13 de Dezembro ao Rio de Janeiro. Prosseguindo para o sul, atingiram Puerto San Julian à entrada do estreito, na extremidade da atual costa da Argentina, onde o capitão decidiu hibernar. Irrompeu então uma revolta que ele conseguiu dominar com habilidosa astúcia. Após cinco meses de espera, período no qual a "Santiago" foi perdida numa viagem de reconhecimento, tendo os seus tripulantes conseguido ser resgatados, Magalhães encontrou o estreito que hoje tem o seu nome, aprofundando-se nele. Noutra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas desta vez por um motim na "San Antonio" onde a tripulação aprisionou o seu capitão Álvaro de Mesquita, primo de Magalhães, e iniciou uma viagem de volta com o piloto Estêvão Gomes (realmente estes completaram a viagem, espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães na Espanha).
Apenas em Novembro a esquadra atravessaria o Estreito, penetrando nas águas do Mar do Sul (assim batizado por Balboa), e batizando o oceano em que entravam como «Pacífico» por contraste às dificuldades encontradas no Estreito. Depois de cerca de quatro meses, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação. No Pacífico que encontrou as nebulosas que hoje ostenta o seu nome - as nebulosas de Magalhães.
Em março de 1521, alcançaram a ilha de Ladrões, no arquipélago de Guam, chegando à ilha de Cebu nas atuais ilhas Filipinas em 7 de abril. Imediatamente começaram com os nativos as trocas comerciais; boa parte das grandes dificuldades da viagem tinham sido vencidas. Dias depois, porém, Fernão de Magalhães morreu em combate com os nativos na ilha de Mactan, atraído a uma emboscada.
A expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de março de 1522. Dois meses depois, seria comandada por Juan Sebastián Elcano.

(...)
     
Uma única nau tinha completado a circum-navegação do globo ao alcançar Sevilha em 6 de setembro de 1522. Juan Sebastián Elcano, a restante tripulação da expedição de Magalhães e o último navio da frota regressaram decorridos três anos após a partida. A expedição de facto trouxe poucos benefícios financeiros, não tendo a tripulação chegado a receber pagamento.
 
   
undefined  
 
  
 

 
   
 
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7f/Magalh%C3%A3es_Elcano_Circum-navega%C3%A7%C3%A3o-pt.svg/1280px-Magalh%C3%A3es_Elcano_Circum-navega%C3%A7%C3%A3o-pt.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
 
 
FERNÃO DE MAGALHÃES




No vale clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.


De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto-
Cingi-lo, dos homens, o primeiro-
Na praia ao longe por fim sepulto.


Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.


Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.
 


in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

Auguste Comte, o criador do positivismo, morreu há 169 anos...

  
Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (Montpellier, 19 de janeiro de 1798 - Paris, 5 de setembro de 1857) foi um filósofo francês que formulou a doutrina do positivismo. Ele é considerado como o primeiro filósofo da ciência no sentido moderno do termo. Comte também é visto como o fundador da disciplina académica da Sociologia.

Influenciado pelo socialista utópico Henri de Saint-Simon, trabalhou intensamente na criação de uma filosofia positiva como tentativa de remediar o mal-estar social da Revolução Francesa, criando uma doutrina social baseada nas ciências. Comte foi uma grande influência no pensamento do século XIX, influenciando o trabalho de intelectuais sociais como Karl Marx, John Stuart Mill e George Eliot. O seu conceito de sociologia e evolucionismo social deu o tom para os primeiros teóricos sociais e antropólogos, como Harriet Martineau e Herbert Spencer, evoluindo para a moderna sociologia académica, apresentada por Émile Durkheim como pesquisa social prática e objetiva.

As teorias sociais de Comte culminaram com a sua obra "Religião da Humanidade", que pressagiava o desenvolvimento de organizações humanistas e humanistas religiosas não teístas no século XIX. Comte cunhou o significado da palavra altruísmo. As ideias de Comte influenciaram as palavras Ordem e Progresso, lema da República Federativa do Brasil.
  

I will pray for you, Freddie...

Hoje é preciso ouvir os Queen...

Al Stewart nasceu há oitenta e um anos

  

Alastair Ian Stewart (Greenock, 5 September 1945) is a Scottish-born singer-songwriter and folk-rock musician who rose to prominence as part of the British folk revival in the 1960s and 1970s. He developed a unique style of combining folk-rock songs with delicately woven tales of characters and events from history. 

Stewart has released 16 studio and four live albums since his debut album Bed-Sitter Images in 1967, and continues to tour extensively in the US, Canada, Europe, and the UK. He is best known for his 1976 hit single "Year of the Cat", from the platinum album of the same name. Though Year of the Cat and its 1978 platinum follow-up Time Passages brought Stewart his biggest worldwide commercial successes, earlier albums such as Past, Present and Future from 1973 are often seen as better examples of his intimate brand of historical folk-rock, a style to which he returned in later albums. His 2009 release, Uncorked, was released on his independent label, Wallaby Trails Recordings, and was followed up by Al Stewart and The Empty Pockets Live in 2024. Stewart has worked with Peter White, Alan Parsons, Jimmy Page, Richard Thompson, Rick Wakeman, Francis Monkman, Tori Amos, and Tim Renwick, and more recently has played with Dave Nachmanoff and former Wings lead-guitarist Laurence Juber.

Stewart appears throughout the musical history of the folk revivalist era. He played at the initial Glastonbury Festival in 1970, knew Yoko Ono before she met John Lennon, shared a London flat with Paul Simon (who was collaborating with Bruce Woodley of the Seekers), and hosted at the Les Cousins folk club in London in the 1960s.

 

in Wikipédia

 

Para nós, Freddie, continuas a celebrar aniversários...

Mário Eloy morreu há setenta e cinco anos...

Autorretrato, circa 1936-39

 

Mário Eloy de Jesus Pereira (Algés, 15 de março de 1900 - Lisboa, 5 de setembro de 1951) foi um pintor modernista português

 


Em 1900 nasce em Algés um dos mais importantes representantes do segundo modernismo português: Mário Eloy de Jesus Pereira. Filho de um ourives e neto de atores, herda dessa parte da família o gosto pela arte cénica, passando por uma breve aprendizagem de representação em palco.

Mário Eloy irá revelar-se essencialmente um irreverente autodidata. Em 1913 deixa o liceu para ingressar na Escola de Belas-Artes de Lisboa, que também abandonaria, dois anos mais tarde, por lhe desagradar o ensino demasiado retrógrado e academicista, numa atitude semelhante à de tantos outros da sua geração, como Bernardo Marques ou Carlos Botelho.

Nos anos que se seguem é um "adolescente, boémio e diletante, que tem como único amigo artista o futuro arquiteto Jorge Segurado".

Em 1919 cede às pressões familiares e emprega-se numa casa Bancária no Chiado, mas no final do ano parte aventurosamente para Madrid e depois para Sevilha. Visita assiduamente museus, nomeadamente o Museu do Prado. Quando finalmente cede aos apelos de regresso por parte da sua família vai trabalhar para o ateliê que Augusto Pina põe à sua disposição no Teatro D. Maria II, em Lisboa. O regresso associa-se a uma mudança de atitude; Eloy "empenha-se decididamente numa carreira. Frequenta a elite dos espíritos sensíveis que se reunia no Teatro D. Maria, […] apaixona-se por artistas e pinta os seus retratos a óleo, apropriando a estética penumbrista de Columbano Bordalo Pinheiro mas […] procurando empiricamente modernizá-la". Nesse período as oscilações de humor levam-no já à destruição de muitas obras, mas isso não o impede de evoluir, e será sobretudo o exemplo de Eduardo Viana a marcar essa fase de aprendizagem, libertando-o das limitações do claro-escuro e perspetiva tradicionais. 

Quando parte para Paris em 1925, as suas obras mais avançadas "mostravam que, apesar do autodidatismo e do temperamento instável, rapidamente pudera percorrer e já ultrapassar as possibilidades da aprendizagem lisboeta".

Em Paris tem acesso a um meio socialmente elitista. Recebe encomendas, pinta retratos e abre-se-lhe a possibilidade de uma carreira artística mais convencional; mas, simultaneamente, mergulha nos museus e nas galerias, tentando aprofundar conhecimentos. Estuda os grandes, de El Greco a Cézanne, de Van Gogh a Picasso ou Matisse.

Em 1927 expõe na galeria Au Sacre du Printemps em conjunto com dois artistas hoje esquecidos – Hélène Puciatieka e Erwin Singer –, repetindo a mesma mostra individualmente na Chez Fast dois meses mais tarde.

Não são muito numerosos os trabalhos desta fase, e o que mais importa notar é a sua progressiva "descoberta e valorização das poéticas expressionistas" de Kokoschka ou do cubismo de Picasso, influências que serão determinantes para o intenso ciclo de produção imediatamente anterior à partida para Berlim, no final de 1927, e que irá prolongar-se nos primeiros meses de permanência na Alemanha.

Os anos de 1927-1931 são passados entre Lisboa e Berlim. Eloy empenha-se em "temáticas sociais, tratadas com irrisão […] revelando [também] a primeira transmutação plástica de fantasmas pessoais".

Entretanto o seu trabalho começa a infletir; a mudança traduz-se numa acalmia a que não serão alheios os paradigmas de regresso à ordem que marcaram a arte europeia dos anos de 1920. A sua aproximação formal à arte alemã, e em especial à Nova Objetividade (Neue Sachlichkeit), não anulou, no entanto, a sua forte ligação às origens, à "maneira de ver, portuguesa e meridional" que atravessa toda a sua obra.

Em janeiro de 1929 casa-se com Theodora Severin, poucos dias depois do nascimento do seu filho Mário António. Nesse mesmo ano expõe na galeria de Berlim de Alfred Fleshteim juntamente com nomes de vulto da vanguarda europeia como Braque, Picasso, Matisse ou Giorgio de Chirico. Em 1930 participa no I Salão dos Independentes, em Lisboa, e regressa a Portugal com a família no ano imediato, ao que se seguirá uma fase de estabilidade que dura aproximadamente 4 anos.

Nas obras mais relevantes desta fase – como no autorretrato de 1930-32 –, afasta-se da intensidade expressionista anterior e opta por uma matriz próxima do Picasso neoclássico, sintetizando as suas referências principais: "o cubismo, em primeiro lugar, assumido na simplificação e geometrização da cabeça […]; o expressionismo alemão da Nova Objetividade, em segundo lugar, pela subtil inquietação que se adivinha no próprio fazer, concentrado e obsessivo".

Em 1934 expõe individualmente na Galeria UP. Em 1935 colabora na revista Sudoeste (dirigida por Almada Negreiros) e, nesse mesmo ano, é-lhe atribuído o 1º Prémio Amadeo de Souza-Cardoso na 1º Exposição de Arte Moderna do SPN. O acolhimento crítico positivo não impede, no entanto, que a sua obra seja invadida por uma insatisfação progressiva, que eclode logo em 1936, com um regresso à "instabilidade compositiva e desrealização das cores [idêntica à] de dez anos antes".

Bailarico no bairro, c.1936, é um "ponto de chegada de resolução plástica", e nele vemos confluir "diversos recursos poéticos desenvolvidos anteriormente [...]. O casario cubista, modelado por uma fria poada de azul, recorda as experiências de dez anos antes [...]. Quanto às personagens, elas refluem de dezenas de desenhos caricaturais, feitos antes e depois, a partir de memórias de Berlim e, cada vez mais, da emergência de fantasmas pessoais".

E se a dimensão alegórica das suas pinturas se intensifica na segunda metade da década de 1930 em obras como o Poeta, Da minha janela, ou A Fuga (a sua última grande pintura), essa inquietação ganha contornos mais negros quando "a perda de um centro dá lugar ao exaustivo preenchimento da superfície com formas inominadas, de pendor fantasmático", como acontece nos desenhos finais. Em 1943 António Dacosta afirmará: "A pintura de Eloy aperta como um nó cego uma humanidade atual e confusa, triste e emudecida".

No final da década de 30 e na de 40 a sua obra continua a ser apresentada publicamente em Lisboa em mostras coletivas e individuais. Mas a sua capacidade de produção é profundamente afetada pela progressão da doença de que padecia – coreia, ou Doença de Huntington, uma doença de evolução lenta mas inexorável, caracterizada por crescente descontrolo motor e demência. A pintura torna-se rara e Eloy concentra-se no desenho, que adquire um pendor marcadamente surrealizante, povoado de monstros e alusões sexuais. O desfile de figuras inclui "grosseiros nus femininos, mulheres que perderam o torso, homens lutando, cabeças deformadas".

"Os monstros que instigam o inconsciente de Eloy povoam os seus desenhos com ameaças de morte, de sofrimento, de vazio [...] . A morte, portanto, nas mais variadas manifestações. Sem faltar mesmo o momento em que se concretiza (Suicídio, cat. 322). O instante dramático em que a mulher (grávida?) levanta o punhal contra si", no meio de um grupo de figuras aterrorizadas, informes, com as "bocas abertas, em medo e gritos".

É internado em 1945 na Casa de Saúde do Telhal. Em 1950 é representado na Bienal de Veneza com duas obras, e no ano seguinte na Bienal de S. Paulo. A sua situação clínica torna-se crítica, vindo a morrer em 1951.

Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Litoral (1944-1945).

 

Bailarico no Bairro, circa 1936