O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
i like my body when it is with your body. It is so quite new a thing. Muscles better and nerves more. i like your body. i like what it does, i like its hows. i like to feel the spine of your body and its bones,and the trembling -firm-smooth ness and which i will again and again and again kiss, i like kissing this and that of you, i like, slowly stroking the,shocking fuzz of your electric furr,and what-is-it comes over parting flesh….And eyes big love-crumbs,
Perry Archangelo Bamonte (London, 3 September 1960 - 24 December 2025) was an English musician and artist, best known as a guitarist and keyboardist for the Cure from 1990 to 2005, and again from 2022 to 2025. He was also the bassist for Love Amongst Ruin.
Biography
Bamonte was born in London, England. His older brother Daryl worked as a tour manager for The Cure and Depeche Mode,
and via this connection Perry joined the Cure's road crew in 1984. He
eventually became the guitar tech and personal assistant for group
leader Robert Smith.
Already a guitarist, during this period Bamonte was taught to play
piano and keyboards by Smith's sister Janet. When keyboardist Roger O'Donnell
left the Cure in 1990, Bamonte was promoted to a full member of the
band, playing both keyboards and guitar regularly, as well as six-string bass and percussion occasionally.
Bamonte's first album with the Cure was Wish in 1992, and he remained with the band for their next three albums. Due to the departure of guitarist Porl Thompson
and the return of Roger O'Donnell during this period, Bamonte's duties
for the band shifted to a stronger focus on guitar and less on
keyboards. In 2005, Bamonte and O'Donnell were dismissed by Smith, who reportedly wanted to reinvent the band as a three-piece.
Despite the abrupt dismissal and the lack of an official statement
describing the reason, Bamonte and Smith remained on amicable terms.
Bamonte kept a low profile for several years, devoting his time to fly fishing and a career as an illustrator. He regularly contributed content and illustrations for the magazine Fly Culture. He lived in Devon with his wife Donna, who rehabilitated and retrained racehorses. They also ran a retirement home for elderly horses.
In 2012 he joined the supergroup Love Amongst Ruin as bassist and appeared on their 2015 album Lose Your Way. In 2019, Bamonte was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame as a member of the Cure. In a move that had not been previously announced, Bamonte rejoined the Cure in 2022 for their extensive Shows of a Lost World tour. He performed in around 400 shows during his stint with the Cure.
Bamonte died after a short illness at home in the southwest
of England, on 24 December 2025, at the age of 65. He is survived by
his wife Donna.
Serenidade És Minha (À Memória de Fernando Pessoa)
Vem, serenidade! Vem cobrir a longa fadiga dos homens, este antigo desejo de nunca ser feliz a não ser pela dupla humidade das bocas.
Vem, serenidade! Faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros e com que os ombros subam à altura dos lábios, faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos. Carrega para a cama dos desempregados todas as coisas verdes, todas as coisas vis fechadas no cofre das águas: os corais, as anémonas, os monstros sublunares, as algas, porque um fio de prata lhes enfeita os cabelos.
Vem, serenidade, com o país veloz e virginal das ondas, com o martírio leve dos amantes sem Deus, com o cheiro sensual das pernas no cinema, com o vinho e as uvas e o frémito das virgens, com o macio ventre das mulheres violadas, com os filhos que os pais amaldiçoam, com as lanternas postas à beira dos abismos, e os segredos e os ninhos e o feno e as procissões sem padre, sem anjos e, contudo com Deus molhando os olhos e as esperanças dos pobres.
Vem, serenidade, com a paz e a guerra derrubar as selvagens florestas do instinto.
Vem, e levanta palácios na sombra. Tem a paciência de quem deixa entre os lábios um espaço absoluto.
Vem, e desponta, oriunda dos mares, orquídea fresca das noites vagabundas, serena espécie de contentamento, surpresa, plenitude.
Vem dos prédios sem almas e sem luzes, dos números irreais de todas as semanas, dos caixeiros sem cor e sem família, das flores que rebentam nas mãos dos namorados dos bancos que os jardins afogam no silêncio, das jarras que os marujos trazem sempre da China, dos aventais vermelhos com que as mulheres esperam a chegada da força e da vertigem.
Vem, serenidade, e põe no peito sujo dos ladrões a cruz dos crimes sem cadeia, põe na boca dos pobres o pão que eles precisam, põe nos olhos dos cegos a luz que lhes pertence.
Vem nos bicos dos pés para junto dos berços, para junto das campas dos jovens que morreram, para junto das artérias que servem de campo para o trigo, de mar para os navios.
Vem, serenidade! E do salgado bojo das tuas naus felizes despeja a confiança, a grande confiança. Grande como os teus braços, grande serenidade!
E põe teus pés na terra, e deixa que outras vozes se comovam contigo no Outono, no Inverno, no Verão, na Primavera.
Vem, serenidade, para que se não fale nem da paz nem da guerra nem de Deus, porque foi tudo junto e guardado e levado para a casa dos homens.
Vem, serenidade, vem com a madrugada, vem com os anjos de ouro que fugiram da Lua, com as nuvens que proíbem o céu, vem com o nevoeiro.
Vem com as meretrizes que chamam da janela, o volume dos corpos saciados na cama, as mil aparições do amor nas esquinas, as dívidas que os pais nos pagam em segredo, as costas que os marinheiros levantam quando arrastam o mar pelas ruas.
Vem, serenidade, e lembra-te de nós, que te esperamos há séculos sempre no mesmo sítio, um sítio aonde a morte tem todos os direitos.
Lembra-te da miséria dourada dos meus versos, desta roupa de imagens que me cobre o corpo silencioso, das noites que passei perseguindo uma estrela, do hálito, da fome, da doença, do crime, com que dou vida e morte a mim próprio e aos outros.
Vem, serenidade, e acaba com o vício de plantar roseiras no duro chão dos dias, vicio de beber água com o copo do vinho milagroso do sangue.
Vem, serenidade, não apagues ainda a lâmpada que forra os cantos do meu quarto, o papel com que embrulho meus rios de aventura em que vai navegando o futuro.
Vem, serenidade! E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe, mais húmida que a pele marítima do cais, mais branca que o soluço, o silêncio, a origem, mais livre que uma ave em seu vôo, mais branda que a grávida brandura do papel em que escrevo, mais humana e alegre que o sorriso das noivas, do que a voz dos amigos, do que o sol nas searas.
De manhã, quando as carroças de hortaliça chiam por dentro da lisa e sonolenta tarefa terminada, quando um ramo de flores matinais é uma ofensa ao nosso limitado horizonte, quando os astros entregam ao carteiro surpreendido mais um postal da esperança enigmática, quando os tacões furados pelos relógios podres, pelas tardes por trás das grades e dos muros, pelas convencionais visitas aos enfermos, formam, em densos ângulos de humano desespero, uma nuvem que aumenta a vã periferia que rodeia a cidade, é então que eu te peço como quem pede amor: Vem, serenidade!
Com a medalha, os gestos e os teus olhos azuis, vem, serenidade!
Com as horas maiúsculas do cio, com os músculos inchados da preguiça, vem, serenidade!
Vem, com o perturbante mistério dos cabelos, o riso que não é da boca nem dos dentes mas que se espalha, inteiro, num corpo alucinado de bandeira.
Vem, serenidade, antes que os passos da noite vigilante arranquem as primeiras unhas da madrugada, antes que as ruas cheias de corações de gás se percam no fantástico cenário da cidade, antes que, nos pés dormentes dos pedintes, a cólera lhes acenda brasas nos cinco dedos, a revolta semeie florestas de gritos e a raiva vá partir as amarras diárias.
Vem, serenidade, leva-me num vagão de mercadorias, num convés de algodão e borracha e madeira, na hélice emigrante, na tábua azul dos peixes, na carnívora concha do sono.
Leva-me para longe deste bíblico espaço, desta confusão abúlica dos mitos, deste enorme pulmão de silêncio e vergonha. Longe das sentinelas de mármore que exigem passaporte a quem passa.
A bordo, no porão, conversando com velhos tripulantes descalços, crianças criminosas fugidas à policia, moços contrabandistas, negociantes mouros, emigrados políticos que vão em busca da perdida liberdade, Vem, serenidade, e leva-me contigo. Com ciganos comendo amoras e limões, e música de harmônio, e ciúme, e vinganças, e subindo nos ares o livre e musical facho rubro que une os seios da terra ao Sol.
Vem, serenidade! Os comboios nos esperam. Há famílias inteiras com o jantar na mesa, aguardando que batam, que empurrem, que irrompam pela porta levíssima, e que a porta se abra e por ela se entornem os frutos e a justiça.
Serenidade, eu rezo: Acorda minha Mãe quando ela dorme, quando ela tem no rosto a solidão completa de quem passou a noite perguntando por mim, de quem perdeu de vista o meu destino.
Ajuda-me a cumprir a missão de poeta, a confundir, numa só e lúcida claridade, a palavra esquecida no coração do homem.
Vem, serenidade, e absolve os vencidos, regulariza o trânsito cardíaco dos sonhos e dá-lhes nomes novos, novos ventos, novos portos, novos pulsos.
E recorda comigo o barulho das ondas, as mentiras da fé, os amigos medrosos, os assombros daÍndia imaginada, o espanto aprendiz da nossa fala, ainda nossa, ainda bela, ainda livre destes montes altíssimos que tapam as veias ao Oceano.
Vem, serenidade, e faz que não fiquemos doentes, só de ver que a beleza não nasce dia a dia na terra.
E reúne os pedaços dos espelhos partidos, e não cedas demais ao vislumbre de vermos a nossa idade exacta outra vez paralela ao percurso dos pássaros.
E dá asas ao peso da melancolia, e põe ordem no caos e carne nos espectros, e ensina aos suicidas a volúpia do baile, e enfeitiça os dois corpos quando eles se apertarem, e não apagues nunca o fogo que os consome. o impulso que os coloca, nus e iluminados, no topo das montanhas, no extremo dos mastros na chaminé do sangue.
Serenidade, assiste à multiplicação original do Mundo: Um manto terníssimo de espuma, um ninho de corais, de limos, de cabelos, um universo de algas despidas e retrácteis, um polvo de ternura deliciosa e fresca.
Vem, e compartilha das mais simples paixões, do jogo que jogamos sem parceiro, dos humilhantes nós que a garganta irradia, da suspeita violenta, do inesperado abrigo.
Vem, com teu frio de esquecimento, com tua alucinante e alucinada mão, e põe, no religioso ofício do poema, a alegria, a fé, os milagres, a luz!
Vem, e defende-me da traição dos encontros, do engano na presença de Aquele cuja palavra é silêncio, cujo corpo é de ar, cujo amor é demais absoluto e eterno para ser meu, que o amo.
Para sempre irreal, para sempre obscena, para sempre inocente, Serenidade, és minha.
O Volkswagen Carocha- o primeiro modelo de automóvel fabricado pela companhia alemãVolkswagen e o carro mais vendido no mundo, ultrapassando, em 1972, o recorde que pertencia até então ao Ford Modelo T
O Autódromo Nacional de Monza (em italiano: Autodromo Nazionale di Monza) é uma pista de automobilismo localizada próxima à cidade de Monza, na Itália, ao norte de Milão. É um dos circuitos mais tradicionais para a prática do automobilismo no mundo. É famoso principalmente por receber o Grande Prémio da Itália de Fórmula 1 quase anualmente, desde 3 de setembro de 1922,
data da sua inauguração. Apenas em 1980 Monza não fez parte do
calendário, porque estava a ser melhorado no momento, regressando em 1981.
Alan Christie Wilson (Arlington, Massachusetts, July 4, 1943 – Topanga, California, September 3, 1970), nicknamed "Blind Owl", was an American musician, best known as the co-founder, leader, co-lead singer, and primary composer of the blues band Canned Heat.
He sang and played harmonica and guitar with the group live and on
recordings. Wilson was the lead singer for the group's two biggest U.S.
hit singles: "On the Road Again" and "Going Up the Country".
(...)
Death
On
September 2, 1970, Canned Heat was scheduled to leave for Germany to
begin a European tour. Partly due to the inconveniences preventing him
from spending time outdoors, Wilson despised touring and travelling by
plane. He often missed flights and the band would fly without him while
he caught a later flight. When he missed his September 2 flight, this did not raise any alarms, and Bob Hite
assumed he was doing laundry to prepare for the tour. On September 3,
1970, Wilson was found dead in his sleeping bag on the hillside behind
Hite's Topanga Canyon home where he often slept. He was 27 years old. An autopsy identified his manner and cause of death as accidental acute barbiturate intoxication.
Although his death is sometimes reported as a suicide, this is not
clearly established as he left no note, and there were four pills left
in his pants found next to his body.
Wilson's death came fourteen months after the death of Brian Jones, just two weeks before the death of Jimi Hendrix, four weeks before the death of Janis Joplin, and ten months before the death of Jim Morrison, four artists who also died at the same age.
Wilson was cremated, and on September 13, 1970, a memorial service was
held at Menotomy Rocks Park in his hometown of Arlington. The service
was led by Reverend Wilbur Canaday who said, "We are using the sky as a
roof, and the ground as a floor, because he himself used nature’s great
wonders as his home.” Wilson's ashes were later scattered in Sequoia National Park amongst the redwoods he deeply loved.
Wilson (second from right) with Canned Heat in 1970
The Viking 2 mission was part of the American Viking program to Mars, and consisted of an orbiter and a lander essentially identical to that of the Viking 1 mission.
The Viking 2 lander operated on the surface for 1316 days, or 1281
sols, and was turned off on April 11, 1980 when its batteries failed.
The orbiter worked until July 25, 1978, returning almost 16,000 images in 706 orbits around Mars.
Mission profile
The craft was launched on September 9, 1975. Following launch using a Titan/Centaur launch vehicle and a 333-day cruise to Mars, the Viking 2 Orbiter began returning global images of Mars prior to orbit insertion. The orbiter was inserted into a 1500 x 33,000 km, 24.6 h Mars orbit on August 7, 1976 and trimmed to a 27.3 h site certification orbit with a periapsis
of 1499 km and an inclination of 55.2 degrees on 9 August. Imaging of
candidate sites was begun and the landing site was selected based on
these pictures and the images returned by the Viking 1 Orbiter.
The lander separated from the orbiter on September 3, 1976 at 22:37:50 UT and landed at Utopia Planitia.
Normal operations called for the structure connecting the orbiter and
lander (the bioshield) to be ejected after separation, but because of
problems with the separation the bioshield was left attached to the
orbiter. The orbit inclination was raised to 75 degrees on 30 September
1976.
Orbiter
The
orbiter primary mission ended at the beginning of solar conjunction on
October 5, 1976. The extended mission commenced on 14 December 1976
after solar conjunction. On 20 December 1976 the periapsis was lowered
to 778 km and the inclination raised to 80 degrees.
Operations included close approaches to Deimos
in October 1977 and the periapsis was lowered to 300 km and the period
changed to 24 hours on 23 October 1977. The orbiter developed a leak in
its propulsion system that vented its attitude control
gas. It was placed in a 302 × 33,176 km orbit and turned off on 25 July
1978 after returning almost 16,000 images in about 700–706 orbits
around Mars.
Lander
The lander and its aeroshell
separated from the orbiter on 3 September 19:39:59 UT. At the time of
separation, the lander was orbiting at about 4 km/s. After separation,
rockets fired to begin lander deorbit. After a few hours, at about 300 km attitude, the lander was reoriented for entry. The aeroshell with its ablative heat shield slowed the craft as it plunged through the atmosphere.
The Viking 2 Lander touched down about 200 km west of the crater Mie in Utopia Planitia.
Approximately 22 kg (49 lb) of propellants were left at landing. Due
to radar misidentification of a rock or highly reflective surface, the
thrusters fired an extra time 0.4 second before landing, cracking the
surface and raising dust. The lander settled down with one leg on a
rock, tilted at 8.2 degrees. The cameras began taking images immediately
after landing.
The Viking 2 lander was powered by radioisotope generators and
operated on the surface until April 11, 1980, when its batteries failed.
First color image (Viking Lander 2 Camera 2 sol 2, September 5, 1976) 14:36
Nome: Raul Maria Penedo de Carvalho Nascimento: 04-09-1920, Alvito Morte: 03-09-1984, Porto
Poeta português, nasceu a 4 de setembro de 1920, no Alvito, Alentejo, e
morreu a 3 de setembro de 1984, no Porto. Colaborou, nos anos 40, em Cadernos de Poesia, revelando-se com a publicação de As Sombras e as Vozes,
ainda próximo de uma poesia tradicional a que não é alheio o influxo
neo-realista. Co-dirigiu, com os poetas António Luís Moita, António
Ramos Rosa, José Terra e Luís Amaro, entre 1951 e 1953, a revista Árvore,
subscrevendo, no n.° 1, em "A Necessidade da Poesia", como imperativos
da escrita poética, a liberdade e a isenção ("Não pode haver razões de
ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo
poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum
conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das
possibilidades criadoras e expressivas."). É durante esta década que
Raul de Carvalho escreve ou publica alguns dos seus títulos mais
significativos, recebendo, como reconhecimento da sua atividade, em
1956, o Prémio Simon Bolivar no Concurso Internacional de Poesia de
Siena. Colaboraria ainda em Cadernos do Meio-Dia, num itinerário
poético de cerca de quarenta anos, permeável por vezes a um
imediatismo, herdado de Campos ou Whitman, e onde ecoam "os sinais de
um doloroso percurso pessoal" (cf. FERREIRA, Serafim - "Nos Oitenta
Anos do Nascimento de Raul de Carvalho", in A Página da Educação,
n.° 94, Setembro de 2000). Para Eduardo Lourenço, "a outra metade da
inesgotável imagem de Campos, recriação e aprofundamento original de uma
similar sensibilidade, revive na obra de Raul de Carvalho, um dos mais
autênticos e puros poetas do seu e nosso tempo. A torrente admirável
do seu lirismo encobre um pouco o secreto gesto que nela está
empurrando sem cessar a solidão do Homem para um ponto que fica algures
no universo. Na sua poesia se unificam e resgatam até os bocados que
havia a mais na jarra definitivamente partida de Pessoa." (LOURENÇO,
Eduardo - Tempo e Poesia, Ed. Inova, Porto, 1974, p. 219).
Deito fora as imagens, Sem ti para que me servem as imagens?
Preciso habituar-me a substituir-te pelo vento, que está em toda a parte e cuja direcção é igualmente passageira e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos numa casa deserta, ao trémulo vigor de todos os teus gestos invisíveis, à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens. As imagens não dão felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te, e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te, e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens assim como posso passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que isso não seja ser feliz.
Nascido na Sicília, Frank era o sexto filho de um camponês que cultivava limões e laranjas,
Salvatore Capra, que teve sete filhos. Em 1898, o irmão mais velho,
Ben, fugiu de casa, aos 16 anos, sem avisar e, após cinco anos, a
família, que era toda analfabeta, recebeu uma carta de Los Angeles,
assinada por Morris Orsatti. A carta precisou ser lida pelo padre do
local, e informava que Ben estava em Los Angeles e não iria voltar. Ben embarcara num cargueirogrego, num porto a 48 quilómetros de Bisaquino, e após ter passado por várias aventuras, trabalhando inclusive como escravo, acabou chegando em Los Angeles, onde conheceu Morris Orsatti, que escreveu aos pais de Ben, pois ele era analfabeto.
Em abril de 1903, os pais e quatro dos irmãos de Ben chegavam a Los Angeles,
entre eles Frank, de seis anos, que passou a estudar e vender jornais
na rua e, mesmo contrariando a vontade dos pais, ingressou na Escola
Superior de Trabalhos Manuais. Durante os estudos, Frank trabalhou como
bedel em sua escola, como tocador de guitarra num restaurante, e como encartador no Los Angeles Times. Capra naturalizou-se cidadão dos Estados Unidos em 1920.
Posteriormente, Frank formou-se em engenharia química, em 1918, no Troop Polytechnic Institute, mas, devido à guerra,
não conseguiu emprego. Sobreviveu então vendendo livros, fotografias e
quinquilharias, até que soube que o Ginásio Israelita do Golden Gate Park, em San Francisco, seria transformado num estúdio cinematográfico. Após alguns dias, Frank já estava dirigindo o seu primeiro filme, A pensão de Fultah Fisher (Fultah Fisher’s Boarding House), lançado pela Pathé em 1922.
Carreira
Após o seu primeiro filme, em 1922, Capra trabalhou num laboratório de San Francisco, e um ano depois partiu para Hollywood, onde trabalhou como prop man, montando situações para comédias, e depois como escritor das comédias, para a série Os batutinhas, também conhecidos como Os peraltas (Our Gang).
Mack Sennett contratou-o como criador de situações cómicas, em função de um comediante que então despontava: Harry Langdon. Posteriormente, Capra acompanhou Langdon – que fundara a sua própria companhia – trabalhando com o diretor Harry Edwards na comédia O andarilho (Tramp, tramp, tramp), de 1926, na First National, com Joan Crawford em início de carreira.
Dirigiu depois O homem forte (The strong man, 1926), O pinto calçudo (Long Pants, 1927) e Filhos da fortuna (For the Love of Mike,
1927), todos da First National. Divorciou-se então de Helen Howell, com
quem se casara alguns anos antes, e atravessando uma fase de insucesso, ficou
desempregado.
Harry Cohn, um dos donos da então desconhecida Columbia Pictures,
escolheu o nome de Capra numa lista de diretores desempregados apenas
por intuição, sendo esse o ponto inicial de sua carreira.
Em 1932 casou-se com Lucille Reyburn, num casamento que durou até
1 de julho de 1984, quando ela faleceu. Tiveram quatro filhos: Frank
Jr., John (que faleceu aos três anos de idade), Lulu e Tom.
Após a guerra, Capra fundou a Liberty Films, juntamente com os diretores William Wyler e George Stevens, e o produtor Samuel Briskin, dirigindo o filme A felicidade não se compra, cuja distribuição foi confiada à RKO Pictures. Posteriormente a MGM decidiu financiar a Liberty Films. Em 1950, a Liberty foi vendida para a Paramount.
Em 1959 esteve no Brasil, para promover Os viúvos também sonham, produzido pela Sincap, empresa sua, em sociedade com Frank Sinatra, para a United Artists.
Victor Scherle e William Turner Levy escreveram o livro The films of Frank Capra, comentando sobre os seus filmes e incluindo comentários e opiniões de vários artistas e demais colegas do diretor.
Foi considerado o «primeiro pintor profissional que expressou o espírito da Revolução Industrial». É conhecido pelo uso do efeito claro-escuro nas suas pinturas, que acentua o contraste entre a luz e a escuridão.
Era o terceiro de cinco filhos de John Wright e de Hannah Brookes.
Aprendeu a pintar copiando desenhos. Decidido a tornar-se pintor, Wright
foi para Londres em 1751 e, durante dois anos, estudou com um grande retratista, Thomas Hudson, mestre de Joshua Reynolds. Wright trabalhou como assistente para Hudson durante 15 meses. Em 1753 voltou para Derby, onde aperfeiçoou a sua técnica de claro-escuro sob a luz forte.
Wright casou com Ann Swift (também conhecida por Hannah) em 1773, e no final desse ano visitou a Itália, onde permaneceu até 1775. Wright e a sua mulher tiveram sete filhos, três dos quais morreram na infância.
Quando regressou de Itália, instalou-se em Bath, no condado de Somerset, trabalhando como retratista, mas acabou voltando para Derby, onde passou o resto da sua vida.
Ann Wright morreu a 17 de agosto de 1790 e, sete anos depois, Wright morreu, na sua casa em Queen Street, onde passou os seus últimos meses, com as suas duas filhas.
Na noite de 3 de setembro de 1758, D. José I seguia incógnito, numa carruagem que percorria uma rua secundária, nos arredores de Lisboa.
O rei regressava para as tendas da Ajuda de uma noite com a amante.
Pelo caminho, a carruagem foi intercetada, por três homens, que
dispararam sobre os ocupantes. D. José I foi ferido num braço, o seu
condutor também ficou ferido gravemente, mas ambos sobreviveram e
regressaram à Ajuda.
Sebastião de Melo tomou o controle imediato da situação. Mantendo em
segredo o ataque e os ferimentos do rei, ele efetuou um julgamento rápido.
Poucos dias depois, dois homens foram presos e torturados. Os homens
confessaram a culpa e que tinham tido ordens da família dos Távoras, que
estavam a conspirar pôr o duque de Aveiro, José Mascarenhas, no trono. Ambos foram enforcados no dia seguinte, mesmo antes da tentativa de regicídio
ter sido tornada pública. Nas semanas que se seguem, a marquesa Leonor
de Távora, o seu marido, o conde de Alvor, todos os seus filhos,
filhas e netos foram encarcerados. Os conspiradores, o duque de Aveiro e
os genros dos Távoras, o marquês de Alorna e o conde de Atouguia foram
presos com as suas famílias. Gabriel Malagrida, o jesuíta confessor de Leonor de Távora foi igualmente preso.
Foram todos acusados de alta traição e de regicídio. As provas apresentadas em tribunal eram simples:
a) As confissões dos assassinos executados;
b) A arma do crime pertencia ao duque de Aveiro;
c) O facto de apenas os Távoras poderem ter sabido dos afazeres do Rei nessa noite, uma vez que ele regressava de uma ligação com Teresa de Távora, presa com os outros.
Os Távoras negaram todas as acusações mas foram condenados à morte. Os
seus bens foram confiscados pela coroa, o seu nome apagado da nobreza e
os brasões familiares foram proibidos. A varonia Távora e morgadio foram então transferidos para a casa dos condes de São Vicente.
A sentença ordenou a execução de todos, incluindo mulheres e crianças. Apenas as intervenções da Rainha Mariana e de Maria Francisca,
a herdeira do trono, salvaram a maioria deles. A marquesa, porém, não
seria poupada. Ela e outros acusados que tinham sido sentenciados à
morte foram torturados e executados publicamente em 13 de janeiro de 1759 num descampado, perto de Lisboa, próximo da Torre de Belém.
O cerco da escola de Beslan (também conhecido como crise dos reféns da escola de Beslan ou massacre de Beslan) começou em 1 de setembro de 2004, durou três dias, envolveu o
aprisionamento ilegal de mais de 1.100 pessoas como reféns (incluindo
777 crianças) e terminou com a morte de pelo menos 334 pessoas (sendo 156 crianças). A crise começou quando um grupo de militantes islâmicos armados, principalmente inguches e chechenos, ocupou a Escola Número Um (SNO) na cidade de Beslan, Ossétia do Norte (uma república autónoma na região da Ciscaucásia na Federação Russa) em 1º de setembro de 2004. Os sequestradores foram enviados pelo senhor da guerra checheno Shamil Basayev, que exigiu o reconhecimento da independência da Chechénia e a retirada de tropas russas da região. No terceiro dia do impasse, as forças de segurança russas invadiram o prédio, com o uso de tanques, foguetes incendiários e outras armas pesadas. Até dezembro de 2006, 334 pessoas (excluindo os terroristas) foram identificadas como mortas, incluindo 186 crianças.
O evento levou a repercussões políticas e de segurança na
Rússia; mais notavelmente, contribuiu para uma série de reformas do
governo federal, consolidando o poder no Kremlin e fortalecendo os poderes do Presidente da Rússia. Os aspetos em relação aos militantes
continuavam sendo controversos: permanecem dúvidas sobre quantos
terroristas estavam envolvidos, a natureza de seus preparativos e se uma
parte do grupo havia escapado. Questões sobre o comando da crise
pelo governo russo também persistem, incluindo alegações de desinformação e censura nos media, apesar dos jornalistas presentes em Beslan terem sido autorizados a cobrir livremente a crise, a natureza e o conteúdo das negociações com os terroristas, a alocação
de responsabilidade pelo resultado final e as perceções de que força
excessiva foi usada na tragédia.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos
(TEDH) criticou o governo russo, numa decisão de 2017 por não tomar
precauções suficientes antes do evento e por usar força letal excessiva
ao concluir o cerco, o que violava o "direito à vida".
Walter Carl Becker (Queens, New York, February 20, 1950 – Manhattan, New York, September 3, 2017) was
an American musician, songwriter, and record producer. He was the
co-founder, guitarist, bassist, and co-songwriter of the jazz rock band Steely Dan.
Becker met future songwriting partner Donald Fagen while they were students at Bard College.
After a brief period of activity in New York City, the two moved to Los
Angeles in 1971 and formed the nucleus of Steely Dan, which enjoyed a
critically and commercially successful ten-year career. Following the
group's dissolution, Becker moved to Hawaii and reduced his musical
activity, working primarily as a record producer. In 1985, he briefly
became a member of the English band China Crisis, producing and playing synthesizer on their album Flaunt the Imperfection.
A carreira de Gracindo Júnior está ligada a autores brasileiros contemporâneos, nomeadamente Oduvaldo Vianna Filho, autor de peças em que atua, tais como: Dura Lex Sed Lex, com direção de Gianni Ratto, pelo Teatro Opinião; Alegro Desbum, texto em parceria com Armando Costa, dirigido por José Renato; Corpo a Corpo, monólogo inédito na direção de Aderbal Freire Filho; fazendo sua estreia como diretor também com texto de Vianinha, em A Longa Noite de Cristal. De Leilah Assumpção, atuou em Jorginho, o Machão; e dirigiu e produziu Roda Cor de Roda. De Millôr Fernandes, atuou em A Viúva Imortal, pelo Teatro Nacional de Comédia, em 1967, e dirigiu É..., na montagem que fez temporada em Lisboa, em 1978. No mesmo ano, atuou também em Arte Final, de Carlos Queiroz Telles, encenação de Cecil Thiré e, em 1979, em Sinal de Vida, de Lauro César Muniz.
Nos anos 80, trabalhou com menos frequência em teatro, e dedicou-se mais à televisão. Entre as suas realizações cénicas destacaram-se um show em homenagem a seu pai, Paulo Gracindo, Meu Pai, que ele escreveu, dirigiu e produziu em 1981, e a sua participação no elenco de Obrigado Pelo Amor de Vocês,
de Edgard Neville, com direção de Antônio Mercado, 1987, que fez longa
temporada no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Lisboa.
Na década de 90, atuou em Black Out, de Frederick Knott, com direção de Eric Nielsen, em 1996, e, ao lado de Marília Pêra, em O Altar do Incenso, de Wilson Sayão, dirigido por Moacir Chaves, 1999.
Em 2017 participou da telenovela Ouro Verde, transmitida pela TVI.
Relacionamentos e filhos
Gracindo namorou a cantora Carminha Mascarenhas entre 1959 a 1965; e atriz e modelo Mila Moreira
em 1980. Entre 1972 e 1973 foi casado com Vera Lúcia Martins da Cunha,
com quem teve um filho, Yan. Em 1976, casou-se com Dayse Poli, de quem
chegou a se separar brevemente no início dos anos 1980, retomando a
união posteriormente; o casal teve dois filhos: os atores Gabriel Gracindo e Pedro Gracindo.[8] Também era pai da atriz Daniela Duarte, fruto de seu namoro com a atriz Débora Duarte entre 1973 e 1975. Os dois se conheceram nos ensaios da peça A Teoria, na Prática, é Outra
e se separaram quando Débora ainda estava grávida, o que foi
repercutido como uma polémica pela gravidez ser fruto de um namoro e não
um casamento.
Morte
Gracindo Júnior faleceu aos 83 anos por volta das 22 horas do dia 1 de setembro de 2026, por causas naturais. Desde 2020, o ator enfrentava a doença de Alzheimer.
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