segunda-feira, setembro 14, 2026
Giovanni Domenico Cassini morreu há trezentos e catorze anos
Postado por Fernando Martins às 03:14 0 comentários
Marcadores: astronomia, Cassini, Cassini-Huygens, Dione, divisão de Cassini, França, Itália, Jápeto, Luís XIV, Observatório Astronómico de Paris, Reia, Saturno, Tétis
A princesa Grace do Mónaco morreu há quarenta e quatro anos...
Postado por Fernando Martins às 00:44 0 comentários
Marcadores: actriz, cinema, Grace Kelly, Mónaco, princesa
Amy Winehouse nasceu há quarenta e três anos...
Postado por Fernando Martins às 00:43 0 comentários
Marcadores: Amy Winehouse, clube dos 27, jazz, judeus, música, Reino Unido, Rhythm and Blues, soul, You Know I'm No Good
O Zé Pedro, o líder dos Xutos & Pontapés, nasceu há setenta anos...
(imagem daqui)
José Pedro Amaro dos Santos Reis, conhecido como Zé Pedro (Lisboa, 14 de setembro de 1956 – Lisboa, 30 de novembro de 2017), foi um músico português, guitarrista e fundador da banda de rock portuguesa Xutos & Pontapés.
A TAP Air Portugal, companhia aérea de bandeira Portuguesa, nomeou de Zé Pedro um avião Airbus A321neo, em sua homenagem.
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
Marcadores: guitarra, música, Para Sempre, punk, Rock, Xutos e Pontapés, Zé Pedro
O músico Guilherme Inês morreu há cinco anos...

(imagem daqui)
Guilherme Manuel Scarpa Lopes Inés (Lisboa, abril de 1951 - Lisboa, 14 de setembro de 2021), conhecido como Guilherme Inês foi um compositor, baterista e percussionista português. Conhecido por ter feito parte de bandas como os Salada de Frutas e Quarteto 1111 e por ter produzido artistas como Dulce Pontes e Lena D'Água.
Tocou guitarra nos Sharks e nos Hooks. Mudam de nome para Zoo e passa a tocar bateria. Chegam a gravar um disco em 1969. Guilherme Inês e o Fernando Couceiro saem, ainda antes do fim da banda. Fez depois parte de grupos como Os Chinchilas (1970) e Objectivo (1971). Ainda esteve numa das últimas formações do Quarteto 1111.
Com José Moz Carrapa e Zé Nabo integrou o Cid, Scarpa, Carrapa e Nabo que acompanharam José Cid na gravação do tema "Mosca super-star" e do EP "Vida (Sons do Quotidiano)" (1977).
Tocou ao vivo e como músico de estúdio com nomes como José Afonso, Vitorino, Fausto ou Sérgio Godinho.
Entrou para os Salada de Frutas em 1981. Zé da Ponte e Guilherme Inês produziram muitos nomes e ainda arrancaram com os estúdios Namouche em 1982. Também produzem muitos jingles para publicidade. Formam o grupo Zoom, com a colaboração de Formiga, que chega a lançar um álbum. Produziu temas e álbuns de vários artistas, como Dora ou Dulce Pontes.
Zé da Ponte e Guilherme Inês juntam-se a Luis Oliveira. Os três lançaram um disco com o nome Bluff.
Produziram outros nomes como Dora ou Gustavo Sequeira.
Ainda com Zé da Ponte produziu, em 1989, o disco "Tu Aqui" de Lena d'Água. Foi depois o produtor dos primeiros discos de Dulce Pontes (1993).
Além de músico e produtor, Guilherme Inês foi também coautor de alguns temas, entre os quais “Se cá nevasse”, dos Salada de Frutas, e “Não sejas mau pra mim”, com o qual Dora representou Portugal no Festival da Eurovisão da Canção, em 1986.
Durante alguns anos trabalhou como executivo na editora BMG Portugal.
Faleceu, de morte natural, em Lisboa, em setembro de 2021, aos 70 anos.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:05 0 comentários
Marcadores: bateria, Guilherme Inês, música, Quarteto 1111, Salada de Frutas, Se cá nevasse
Irene Papas morreu há quatro anos...
Irene Papas or Irene Pappas; born Eirini Lelekou; (Chiliomodi, Corinthia, 3 September 1929 – Chiliomodi, Corinthia, 14 September 2022) was a Greek actress and singer who starred in over 70 films in a career spanning more than 50 years. She gained international recognition through such popular award-winning films as The Guns of Navarone (1961), Zorba the Greek (1964) and Z (1969). She was a powerful protagonist in films including The Trojan Women (1971) and Iphigenia (1977). She played the title roles in Antigone (1961) and Electra (1962). She had a fine singing voice, on display in the 1968 recording Songs of Theodorakis.
Papas won Best Actress awards at the Berlin International Film Festival for Antigone and from the National Board of Review for The Trojan Women. Her career awards include the Golden Arrow Award in 1993 at Hamptons International Film Festival, and the Golden Lion Award in 2009 at the Venice Biennale.
![]()
(...)
In 2003 she served on the board of directors of the Anna-Marie Foundation, a fund which provided assistance to people in rural areas of Greece. In 2013 she began to suffer from Alzheimer's disease. Papas spent her final years in Chiliomodi. She died there on 14 September 2022, at the age of 93.
Postado por Fernando Martins às 00:04 0 comentários
Marcadores: actriz, Grécia, Irene Papas, música, Neranzoula, Vangelis
domingo, setembro 13, 2026
Hoje é um dia especial para quem gosta de ficção científica e da série Espaço: 1999...
Space: 1999 (no Brasil Espaço: 1999 ou Terror no Espaço; em Portugal e PALOP's Espaço: 1999) é uma série de televisão britânica de ficção científica dos anos 70, com duas temporadas. No episódio de estreia, passado no ano de 1999, dá-se uma explosão dos resíduos nucleares armazenados no lado oculto da Lua que provoca a saída da Lua da sua órbita, lançando-a para o espaço, com a Base Lunar Alfa e os seus 311 habitantes. Espaço: 1999, a última produção da dupla Gerry e Sylvia Anderson, foi, à época, a série mais cara produzida para a televisão britânica, com um orçamento total de 6,8 milhões de libras. A primeira temporada foi coproduzida pela ITC Entertainment e pela emissora italiana RAI, enquanto a segunda foi produzida exclusivamente pela ITC.
Com efeitos especiais considerados muito avançados, a série foi maioritariamente gravada nos estúdios cinematográficos de Pinewood, nos arredores de Londres. Embora Espaço: 1999 se tenha estreado em 1975, o primeiro episódio foi gravado em 1973. A série foi transmitida em 96 países, maioritariamente entre 1975 e 1979, alcançando grande popularidade mundial.
![]()
A série Espaço: 1999 teve duas temporadas, com 24 episódios cada. A premissa da série centra-se na difícil situação dos habitantes da Base Lunar Alfa, um centro de investigação científica localizado dentro da cratera Platão, no hemisfério norte da Lua. Ao longo dos anos anteriores, a humanidade havia acumulado uma quantidade extraordinária de resíduos nucleares, armazenada em vastos depósitos no lado oculto da Lua. No dia 13 de setembro de 1999, de forma inesperada, é detetada uma forma desconhecida de radiação eletromagnética, levando os resíduos acumulados a atingirem massa crítica, provocando uma colossal explosão termonuclear.
A força desmesurada desta explosão, funcionando como um enorme foguete propulsor, impulsiona a Lua para fora da órbita terrestre e em direção ao espaço profundo, lançando os 311 tripulantes de Alfa à sua sorte. A Lua descontrolada, na prática, torna-se a nave espacial na qual os protagonistas viajam em busca de um novo lar. Pouco depois de deixar o Sistema Solar, a Lua errante passa por um buraco negro e, posteriormente, por algumas deformações espaciais que a afastam cada vez mais da Terra, em direção às profundezas do espaço sideral.
![]()
Durante esta viagem interestelar, os membros da Base Lunar Alfa cruzam-se com uma série de civilizações alienígenas, sociedades distópicas e fenómenos alucinantes nunca antes vistos pela humanidade. Vários episódios da primeira temporada sugerem que a jornada da Lua teria sido influenciada (ou, até mesmo, iniciada) por uma força misteriosa e desconhecida que pretendia conduzir os habitantes de Alfa em direção a um determinado destino final. Na segunda temporada, no entanto, esta ideia deixou de ser enunciada, centrando-se os episódios em enredos mais voltados para a ação.
![]()
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 19:09 0 comentários
Marcadores: Espaço: 1999, ficção científica, Lua, televisão
Hoje é dia de recordar um grande Português...
.jpg)
(imagem daqui)
Hoje há que recordar Alexandre Herculano, um Homem ímpar: lutou, com o rei D. Pedro IV, pela liberdade, democracia e monarquia constitucional, foi precetor e amigo do seu neto, o rei D. Pedro V (e que grande Rei perdemos, por causa da doença que o vitimou...), foi um escritor, poeta e pensador único; foi ainda um historiador importantíssimo, que soube preservar muitos tesouros e publicá-los em livros. Não precisando de prebendas ou títulos, foi fiel às suas Ideias, à Pátria e ao seu Rei. Recordemo-lo com um belo poema:
Há um tamanho de homem que se mede
Na sepultura:
Cabe ou não cabe no caixão da morte?
Mas quando o porte
Da criatura
Excedo o próprio excesso consentido,
Leva tempo a tornar-se natural
Que uma grandeza tal
Tenha existido.
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
Postado por Pedro Luna às 14:09 0 comentários
Saudade da poesia de Natália Correia...
Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.
Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.
Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.
Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.
Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.
Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.
Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.
Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.
Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.
Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.
Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.
Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.
Natália Correia
Postado por Pedro Luna às 10:30 0 comentários
Marcadores: José Mário Branco, música, Natália Correia, poesia, Queixa das almas jovens censuradas, saudades
Peter Cetera, vocalista dos Chicago, nasceu há 82 anos
Postado por Fernando Martins às 08:20 0 comentários
Marcadores: blues, Chicago (banda), Hard To Say I'm Sorry, música, Peter Cetera, Rock, rythm and blues contemporâneo
João XXI foi eleito Papa há 750 anos
João XXI, nascido Pedro Julião Rebolo e mais conhecido como Pedro Hispano, (Lisboa, 1215 - Viterbo, 20 de maio de 1277) foi Papa desde 20 de setembro de 1276 até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, filósofo, teólogo, professor e matemático português do século XIII.
Adotou sucessivamente os nomes de Pedro Julião como nome de batismo, Pedro Hispano como académico e João XXI como pontífice.
Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde estudado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
Prova da sua vastíssima cultura científica encontra-se na obra De oculo, um tratado de Oftalmologia, que conhece ampla difusão nas universidades europeias. Quando Miguel Ângelo adoece gravemente dos olhos, devido ao árduo labor consumido na decoração da Capela Sistina, encontra remédio numa receita de Pedro Julião. De sua autoria, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que trata de várias doenças e suas curas, com cerca de uma centena de edições e traduzido para 12 línguas.
Já no domínio da Teologia, é autor de Comentários ao pseudo-Dionísio e Scientia libri de anima. Encontra-se por publicar a obra De tuenda valetudine, manuscrita em Paris, dedicada a Branca de Castela, esposa do rei Luís VIII de França, filha de Afonso IX de Castela.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Julião ingressa no sacerdócio. O rei Afonso III de Portugal confia-lhe o priorado da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, posto o que é elevado a cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Após a morte de Dom Martinho Geraldes, Pedro Julião é nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X, em 1273. Um ano depois, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, altura em que Gregório X o eleva a Cardeal-bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati, o que permite ao pontífice poder contar com os serviços médicos do sábio português. Regressa ao Arcebispado de Braga, até ser nomeado o sucessor, Dom Sancho. De volta à corte pontifícia, Gregório X nomeia-o seu médico principal (arquiathros) em 1275.
A eleição de Pedro Julião, em conclave realizado em Viterbo, após a morte do Papa Adriano V, a 18 de agosto de 1276, decorre num período muito perturbado ,por tensões políticas e religiosas, e com alguns cardeais a sofrer violências físicas. É eleito Papa a 13 de setembro e coroado a 20 de setembro de 1276, e adota o nome de João XXI.
Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos turcos.
Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Neste sentido, envia legados a Rodolfo de Habsburgo e a Carlos de Anjou, sem sucesso.
Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres. Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa ‘Divina Comédia’, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de "aquele que brilha em doze livros", menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português. O rei castelhano Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, avô de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso", canto XII. Mecenas de artistas e estudantes, é tido na sua época por 'egrégio varão de letras', 'grande filósofo', 'clérigo universal' e 'completo cientista físico e naturalista'.
Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica. Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de maio de 1277, com 51 anos, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras. É sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade. No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais são trasladados para modesto e ignorado túmulo, mas nem aqui encontraram repouso definitivo. Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares, então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho de Catedral de Viterbo, a 28 de março de 2000.
Postado por Fernando Martins às 07:50 0 comentários
Marcadores: Afonso X, Dante Alighieri, Divina Comédia, Filosofia, Igreja Católica, João XXI, Matemática, Medicina, Papa, Papa João XXI
Filipe II de Espanha morreu há 428 anos
Postado por Fernando Martins às 04:28 0 comentários
Marcadores: D. Filipe I, dinastia filipina
Hoje é dia de ouvir música de David Jordan...
Postado por Pedro Luna às 04:10 0 comentários
Marcadores: David Jordan, música, Place In My Heart, pop, Rock
Clara Schumann nasceu há 207 anos...
Clara Schumann, nascida Clara Josephine Wieck (Leipzig, Saxónia, 13 de setembro de 1819 - Frankfurt am Main, 20 de maio de 1896) foi uma pianista e compositora romântica alemã. Foi casada com o também compositor Robert Schumann.
Postado por Fernando Martins às 02:07 0 comentários
Marcadores: Clara Schumann, Johannes Brahms, música, piano, Robert Schumann, romantismo
Alexandre Herculano morreu há 149 anos...
Como liberal que era, teve como preocupação maior, estabelecida nas suas ações políticas e seus escritos, sobretudo em condenar o absolutismo e a intolerância da coroa no século XVI para denunciar o perigo do retorno a um centralismo da monarquia em Portugal.
Biografia
Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, na Rua de São Bento, em 28 de março de 1810; a mãe, Maria do Carmo Carvalho de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público).
Na sua infância e adolescência não pôde ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo da França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa, onde recebeu uma formação de índole essencialmente clássica, mas aberta às novas ideias científicas. Impedido de prosseguir estudos universitários (o pai ficou cego em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família) ficou disponível para adquirir uma sólida formação literária que passou pelo estudo de inglês, francês, italiano e alemão, línguas que foram decisivas para a sua obra literária.
Estudou Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial.
Alexandre Herculano casou, em 1 de maio de 1867, com Mariana Hermínia de Meira. Morreu, sem descendência, na sua quinta de Vale de Lobos, Azoia de Baixo, (Santarém) em 18 de setembro de 1877, onde se tornara agricultor e produtor do famoso "Azeite Herculano". Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos transladado para aí em 6 de novembro de 1978.
Carreira política e profissional
Em termos políticos, Herculano identifica-se com a ala esquerda do Partido Cartista, liberal, mas no entanto não aceita as ideias socialistas, democrático-republicanas e iberistas.
Com apenas 21 anos, participará, em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo miguelista, de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando à Inglaterra e, posteriormente, à França (Rennes), onde residiu até à saída de Belle-Île-en-Mer (Morbihan) dos navios da expedição (em fevereiro de 1832) que iam juntar-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7.500 "Bravos do Mindelo", assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 8 de julho de 1832, na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a norte do Porto - hoje "praia da Memória"), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto. Como soldado, participou em ações de elevado risco e mérito militar.
Iniciado na maçonaria em data e local desconhecidos, porventura durante o exílio em Inglaterra, ou antes, cedo a abandonou.
Nomeado por D. Pedro IV como segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto, aí permaneceu até ter sido convidado para dirigir a revista O Panorama (1837–1868), de Lisboa, revista de caráter artístico e científico de que era proprietária a Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, patrocinada pela própria rainha D. Maria II e de que foi redator principal de 1837 a 1839. Em 1842 retomou o papel de redator principal e publicou Eurico o Presbítero, obra maior do romance histórico em Portugal no século XIX. Também se encontra colaboração da sua autoria no Jornal da Sociedade dos Amigos das Letras (1836) e em diversas revistas, nomeadamente na Revista Universal Lisbonense (1841–1859), Revista do Conservatório Real de Lisboa (1842), A illustração luso-brasileira (1856–1859) e a título póstumo nas revistas Renascença (1878–1879?), A semana de Lisboa (1893–1895) e A Leitura (1894–1896) e, já no século XX, no semanário Azulejos (1907–1909).
Uma das obras mais notáveis de Alexandre Herculano é a sua História de Portugal, cujo primeiro volume é publicado em 1846, obra que introduz uma historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero, que o atacará então por não ter Herculano admitido como verdade histórica o então célebre Milagre de Ourique — segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha. Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero ultramontano, sobretudo nos opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. O prestígio que a História de Portugal lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos Portugaliae Monumenta Historica (inspirado nos Monumenta Germaniae Historica e que constará duma recolha e publicação de fontes e documentos valiosos, dispersos pelos cartórios conventuais do país, em abandono desde que em 1834 fora ordenada a extinção das Ordens religiosas e a desamortização dos bens da Igreja). Herculano empreende este projeto em 1853 e 1854 e começará a publicação selectiva daquelas fontes a partir de 1856.[17] À sua morte este labor ficou no entanto incompleto e, embora sujeito às contingências e interrupções da História, foi retomado em 1980 sob a direção de José Mattoso.
Herculano permanecerá fiel aos seus ideais políticos e à Carta Constitucional, que o impedira de aderir ao Setembrismo. Apesar de estreitamente ligado aos círculos do novo poder Liberal (foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V), recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações e, a par da sua obra literária e científica, de que nunca se afastou inteiramente, preferiu retirar-se progressivamente para um exílio que tinha tanto de vocação como de desilusão. Numa carta a Almeida Garrett confessara ser seu mais íntimo desejo ver-se entre quatro serras, dispondo de algumas leiras próprias, umas botas grosseiras e um chapéu de Braga. Ainda desempenhou o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 a 1855), cargo que abandona rapidamente.
Em 1856, retomando forças foi um dos fundadores do Partido Regenerador Histórico, ou Partido Histórico, em oposição ao Partido Regenerador de António Maria Fontes Pereira de Melo e Rodrigo da Fonseca Magalhães.
No ano seguinte, seguindo o mesmo propósito anticlerical demonstrado no seu livro de história de Portugal, ataca vigorosamente a Concordata com a Santa Sé.
A 31 de dezembro de 1858 preside a um comício anticlerical.
Participa na redação do primeiro Código Civil Português (1860–1865), tendo proposto a introdução do casamento civil a par do religioso, o que originou uma nova polémica com o clero.
Quando se começou a fazer muito eco na imprensa e política portuguesa para promover o iberismo, em 1861, foi criada a Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640 contra essa vontade e, entre outros nomes, que constam dela é o nosso Herculano que imediatamente a ela se uniu nesse ideal de raiz patriótica.
Em 1867, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale de Lobos (Azoia de Baixo, Santarém) para se dedicar (quase) inteiramente à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual — ancorado no porto tranquilo e feliz do silêncio e da tranquilidade, como escreverá na advertência prévia ao primeiro volume dos Opúsculos. Em Vale de Lobos, Herculano exerce um autêntico magistério moral sobre o País. Na verdade, este homem frágil e pequeno, mas dono de uma energia e de um carácter inquebrantáveis era um exemplo de fidelidade a ideais e a valores que contrastavam com o pântano da vida pública portuguesa. Isto dá vontade de morrer!, exclamara ele, dececionado pelo espetáculo torpe da vida pública portuguesa, que todos os seus ideais vilipendiara. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de setembro de 1877. Antes de morrer, o Imperador brasileiro viu em Alexandre um homem digno de receber a Imperial Ordem da Rosa, a qual Herculano recusou.
Postado por Fernando Martins às 01:49 0 comentários
Marcadores: Alexandre Herculano, D. Pedro IV, D. Pedro V, História, poesia, romantismo







