O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
O Geopedrados, o blog dos antigos
alunos da licenciatura de Geologia da Universidade de Coimbra de 1985/90, chegou hoje, finalmente, aos QUINZE MILHÕES de visitantes...!
De recordar que chegámos aos 14 milhões em 26.07.26, a 13 milhões em 25.06.26 e, indo mais longe temporalmente, a 7 milhões, há apenas dois anos, em 14.09.25...!
Lançado há um pouco mais de vinte e um anos, a 07.07.2025, o Blogger, a plataforma onde estamos alojados, só começou a monitorizar os visitantes do Geopedrados exatamente cinco anos depois de termos começado, pelo que este número só peca por defeito. Queremos
agradecer a todos os visitantes, de tantos locais, que engrandecem o blog com a sua constante visualização
deste espaço que, sendo de geólogos formados por Coimbra, é afinal
de todos...
Irena Bobowska (Poznań, 3 September 1920 – Plötzensee Prison/Berlin, 27 September 1942) was a Polish poet and member of the Polish resistance.
Her callsign was "Otter". Though paralyzed from the waist down by
childhood illness she participated in the resistance to the German
occupation of Poland, before capture and execution at the age of 22.
Early life
Bobowska
was born and educated in Poznań, the daughter of Teodor Bobowski and
Zofia Kraszewska. She was known to her friends and family as "Nenia". At
the age of two she contracted poliomyelitis, as result of which she was forced to use a wheelchair for the rest of her life. In the 1930s she frequented the Dąbrówka High School in Poznań.
She initiated the establishment of the first youth library in Warsaw
District in Poznań. In the summer of 1939 she signed with the Polish Navy to become one of the "live torpedoes" – an unrealised project intended to create human-piloted torpedoes to be used against Nazi Germany's navy. She kept her request secret from her family.
Resistance work
After the Invasion of Poland
in 1939, Bobowska joined the Polish resistance against German
occupation. From November 1939 she served as chief editor of the
underground newspaper Pobudka (Awakening). She wrote articles
and was involved in the newspaper's production and distribution. She
also took part in the transportation of documents and weapons for the
resistance.
Capture and imprisonment
Bobowska was captured by German officials on 20 June 1940, along with other Pobudka staff. They were interned in Fort VII, from where Bobowska was transported to Wronki prison and finally to Moabit
in Berlin. Throughout her imprisonment German officers subjected her to
physical and mental torture, including the removal of her wheelchair,
leaving her to crawl on the floor of her damp, vermin-infested cell. She
was denied visits from her family. She nonetheless managed to smuggle
out of the prison a number of poems, some of which – including "Bo ja się uczę", a poem advising women on mental survival in German prisons – reached Polish women prisoners in Auschwitz and other prisons.
Final trial and execution
Bobowska
was tried on 12 August 1942, and was allowed to make a speech in her
defense. She spoke for 30 minutes, during which she neither pleaded for
mercy nor offered justification of her acts. Instead she listed German
atrocities in the Second World War, Bismarck's oppression of Poles, episodes of German oppression during the Partitions of Poland, and the attempted Germanization of the Polish population. She concluded her speech "Today you judge me, but one day you will be judged by somebody higher" and pleaded guilty to the charges she faced. The German court sentenced her to death. She was executed by beheading on the guillotine.
Bobowska's legacy includes the poems she wrote and pictures she drew while in prison, depicting the inner struggle to retain dignity when faced with inhuman conditions.
... Because I'm learning the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!
I got to know the taste of hunger
And sleepless nights (that was a long time ago)
And I know how the cold stings
When you want to curl up in a ball,
Protect yourself from the cold.
And I know what it means to shed tears of helplessness
On many a bright day,
Many a dark night.
And I learned to rush my thoughts
Time, which ruthlessly likes to extend
And I know how hard it is to fight with yourself,
So as not to fall and get tired
The drugs seem endless...
And I continue to learn the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!
After the commercial success of Bat Out of Hell and Bat Out of Hell II: Back Into Hell, and earning a Grammy Award for Best Solo Rock Vocal Performance for the song "I'd Do Anything for Love",
Meat Loaf nevertheless experienced some difficulty establishing a
steady career within the United States. The key to this success was his
popularity in Europe, especially in the United Kingdom and Ireland. He
received the 1994 Brit Award in the United Kingdom for bestselling album and single. He appeared in the 1997 film Spice World and he ranked 23rd for the number of weeks spent on the UK charts in 2006. He ranks 96th on VH1's "100 Greatest Artists of Hard Rock".
Meat Loaf appeared in over 50 films and television shows,
sometimes as himself or as characters resembling his stage persona. His
film roles included Eddie in The Rocky Horror Picture Show (1975) and Robert Paulson in Fight Club (1999). His early stage work included dual roles in the original Broadway cast of The Rocky Horror Show. He also appeared in the musical Hair, both on and Off-Broadway.
(...)
Meat Loaf died in Nashville, Tennessee, on the evening of January 20, 2022, at the age of 74. No official cause of death was released. He was reportedly ill with COVID-19 earlier in January and reporting by TMZ suggested that he died from COVID-19 complications.
After his health rapidly declined, his two daughters rushed to see him
in the hospital with his wife being beside him as he died. His daughter had posted to Instagram
in early January that: "We are not sick, but we have too many friends
and family testing positive [for COVID-19] right now, positive but doing
OK". Notable people who posted tributes include Bonnie Tyler, Cher, Brian May, Boy George, Piers Morgan, Travis Tritt, Marlee Matlin, Stephen Fry, his Rocky Horror co-star Nell Campbell and Donald Trump. The Queen's Guard performed a rendition of "I'd Do Anything for Love (But I Won't Do That)".
Rachel Carson desafiou a indústria química há 60 anos. Faz-nos falta ler hoje Primavera Silenciosa?
Há
seis décadas, o Primavera Silenciosa alertava-nos para como o uso
excessivo de pesticidas estava a destruir ecossistemas e a própria saúde
humana. O livro de Rachel Carson impulsionou a proibição do DDT e o
movimento ambientalista. Hoje, está indisponível em Portugal. O que esta
obra nos pode ensinar em tempos de crise climática?
No dia 27 de setembro de 1962, chegava às livrarias nos Estados Unidos Primavera Silenciosa,
de Rachel Carson. Tinha uma capa verde-clara, com a ilustração de um
ribeiro tímido e plantas aquáticas – uma aparência despretensiosa para
uma obra tão controversa, que trazia em si a semente de uma revolução
social e acabaria por condicionar o curso da História.
As 368 páginas do livro encerravam uma mensagem que não era nova para muitos leitores. Capítulos do livro já haviam sido publicados em série na revista New Yorker
em junho de 1962, inflamando um debate nacional à volta do uso
desregrado de pesticidas e mobilizando cidadãos para aquele que viria a
ser o movimento ambientalista moderno. No mês seguinte, a manchete do New York Times condensava o ar do tempo: “Primavera Silenciosa é agora um Verão barulhento”. Em 1972, uma década depois, foi banido nos Estados Unidos o diclorodifeniltricloroetano (DDT).
Primavera Silenciosa tornou-se rapidamente um bestseller e,
em 1963, já estava traduzido em 14 línguas. Só foi publicado em Portugal
em 1966, pela Editorial Pórtico, com tradução de Raúl Correia. Hoje o
título está indisponível no mercado nacional, embora algumas livrarias
online vendam a edição brasileira. Faz-nos falta ler hoje Primavera Silenciosa? O que a obra nos ensina em tempos de crise climática?
O
filósofo Viriato Soromenho Marques acredita que os portugueses têm
“todas as razões” para ler ou revisitar Primavera Silenciosa. O
professor catedrático da Universidade de Lisboa explica que Rachel
Carson, quando aponta o dedo para a indústria química, não se limita a
mostrar falhas técnicas ou científicas.“Ela vai mais longe”, diz.
Rachel
Carson denuncia “a escassa capacidade humana” de produzir mecanismos de
regulação para as tecnologias que a própria humanidade engendrou. “Cabe
a nós, 60 anos depois, numa situação muito mais dramática do que aquela
que o mundo se encontrava em 1962, redobrar e prosseguir continuamente
[esse esforço]”, afirma o filósofo português ao PÚBLICO.
Viriato Soromenho Marques, que ensina Filosofia da Natureza na universidade, lamenta que Primavera Silenciosa
não seja lido no país como título de divulgação científica. “O público
leitor em Portugal acaba por ser mais académico, infelizmente”, refere o
professor da Universidade de Lisboa.
Soromenho
Marques leu o texto original, em inglês, uma edição comemorativa
publicada em 1992 e comprada pelo docente durante uma viagem a Berkeley,
nos Estados Unidos. O livro está todo sublinhado, anotado. “A primeira
leitura teve um impacto enorme em mim”, confessa.
O facto de Primavera Silenciosa estar indisponível não só nas livrarias, mas também para empréstimo
em bibliotecas também prejudica a democratização do texto no país.
“Acredito que há muitos leitores de Rachel Carson em Portugal, mas o
objetivo de chegar ao grande público ainda não foi conseguido”, afirma o
filósofo português numa conversa com o PÚBLICO, que pode ser ouvida na
íntegra no mais recente episódio do podcast do Azul.
Christof
Mauch, diretor do Centro Rachel Carson da Universidade de Munique, na
Alemanha, corrobora a ideia de que, passadas seis décadas, Primavera Silenciosa
continua a ser uma leitura necessária. “Acredito que a popularidade de
Carson só vai aumentar no futuro, em parte porque há algo de profético
na sua escrita”, afirma ao PÚBLICO.
“Os
textos de Rachel Carson não são apenas [a exposição de] factos. Eles
combinam uma advertência e uma visão do amanhã; ensinam-nos, acima de
tudo, que os humanos são organismos como todos os outros e que, para
termos um futuro, nós precisamos utilizar os recursos da Terra sem
perturbar o equilíbrio geral”, refere Christof Mauch.
Para
celebrar as seis décadas do livro, o Centro Rachel Carson está a
organizar para a segunda quinzena de outubro uma conferência intitulada “Primaveras Silenciosas” – assim mesmo, no plural –, com um programa
no qual serão exploradas “histórias globais sobre pesticidas e sobre o
nosso mundo tóxico”. As narrativas que emergiram da obra clássica dos
anos 60 parecem mostrar como Rachel Carson transformou a forma como
escrevemos hoje sobre a natureza.
“Carson tem sido uma inspiração maior. Os seus textos estão na mente de muitos romancistas também – como Margaret Atwood,
Richard Powers e muitos outros. Acredito que nenhum outro autor teve um
impacte parecido nas humanidades ligadas ao ambiente, seja porque a
autora concilia ciência pura com filosofia, seja porque Carson tem um
entendimento profundo da complexidade da vida – do microscópico ao
macroscópico”, observa Christof Mauch.
Conferência programada para outubro em Munique, na Alemanha
Tornar o microscópico visível
Os 17 capítulos de Primavera Silenciosa têm,
entre tantas outras coisas, o condão de tornar compreensíveis eventos
moleculares que não são visíveis a olho nu. Na parte intitulada
“Elixires da morte”, Rachel Carson demonstra a omnipresença do DDT.
“Pela primeira vez na história do mundo, todos os seres humanos estão
agora sujeitos ao contacto com químicos perigosos, desde o momento da
fecundação até à morte”, lê-se nas primeiras linhas do texto.
A
autora prossegue citando vários estudos que atestam que o corpo humano
não possui uma barreira protetora; aquilo que é capaz de matar insetos
também afeta todas as formas de vida num ecossistema, persistindo em tecidos e fluidos impensáveis como a placenta e o leite materno. O leitor do século XXI, que lê Primavera Silenciosa enquanto o planeta não para de aquecer, fará talvez um paralelo imediato com os microplásticos. Tal como o DDT, a poluição plástica está por todo lado, do gelo do Ártico ao sangue humano.
Hoje
parece-nos óbvio que haja moléculas persistentes nos solos, alimentos e
organismos vivos. Contudo, nos anos 60, em que os pesticidas modernos
eram vistos como o único caminho para uma agricultura capaz de alimentar
o mundo, esta não era uma ideia dominante no imaginário coletivo. O DDT
era apresentado ainda como a panaceia para a malária em países
africanos – e, por isso, os detratores acusaram Rachel Carson de “assassinar” milhões de crianças afetadas pela doença.
Como o próprio nome “pesticidas” sugere,
estes produtos deveriam matar apenas pestes agrícolas. Daí Rachel
Carson ter dito certa vez que a denominação induzia em erro, e que a
molécula deveria ser chamada de biocida, e não pesticida. Porque não
mata apenas insetos – também aniquila ou causa dano a outras formas de vida, alterando processos celulares em plantas, animais e seres humanos.
O
título do livro remete exatamente para a potência destruidora dos
inseticidas. Se moléculas desenhadas para aniquilar pestes são dispersas
de forma desregrada, as aves também serão afetadas e a Primavera
chegará sem o canto destes animais.
Esta
imagem emerge de uma balada de John Keats, cujos versos servem de
epígrafe ao livro: “O carriço desapareceu do lago / E nenhum pássaro
canta.” Com a metáfora do silêncio, Carson conseguiu transformar uma
denúncia grave, alicerçada em sólidos argumentos científicos, numa clara
mensagem de causa e efeito.
“Rachel
Carson mostrou com muita coragem nos anos 60 – e ainda hoje há poucas
pessoas que o fazem – que, se nós analisarmos, dos departamentos e
institutos que trabalham na área dos insetos [nos Estados Unidos], só 2%
focam-se em controlo biológico (controlo natural das pragas), sendo que
os restantes 98% recebem financiamento da indústria química. E esta
entrada em cena do dinheiro faz toda a diferença”, afirma Soromenho
Marques.
O lobby da
indústria química nos Estados Unidos não tardou a reagir, tentando
desacreditar não apenas o livro mas também a autora. Um sector que
movimentava milhões de dólares não poderia permitir que, nos anos 60,
uma mulher solteira, sem um doutoramento ou afiliação a uma universidade
(Carson interrompeu os estudos para sustentar a família), denunciasse
os mecanismos que permitiam expor populações inteiras a agentes tóxicos.
Um texto fundador do ambientalismo
Robert Musil explica, no livro Rachel Carson and Her Sisters,
por que razão a obra é considerada o texto fundador do ambientalismo
contemporâneo. Primeiro, porque consegue aliar boa ciência a uma escrita
impecável. Por mais urgente que seja uma mensagem, ela não chegará ao
destinatário se não for bem articulada, encapsulada pelo emissor. E aí
residia uma das destrezas de Carson: dominava, desde muito nova, a arte da comunicação de ciência.
Carson
nasceu a 27 de maio de 1907 em Springdale, Pensilvânia. Cresceu numa
casa repleta de livros e era encorajada por uma mãe culta, Maria McLean
Carson. Ainda muito jovem, publicou artigos de história natural no
jornal The Baltimore Sun e, já madura, fez carreira como editora-chefe das publicações do Departamento de Pescas e Natureza do Governo norte-americano.
Antes de Primavera Silenciosa, já era uma celebridade literária: o livro The Sea Around Us foi publicado em capítulos na The New Yorker, em 1951, e granjeou uma resposta calorosa dos leitores. Carson venceu prémios e repetiu o sucesso editorial com The Edge of the Sea.
Por outras palavras, a autora conhecia bem os meandros editoriais – e
isto nos leva à segunda razão, de acordo com Robert Musil, para o livro
de 1962 tornar-se um marco da literatura ambiental.
O lançamento de Primavera Silenciosa
foi cuidadosamente desenhado para ser uma ferramenta de ativismo
ambiental, sugere Musil. Carson movia-se bem tanto na academia como na
política. A bióloga rodeou-se de cientistas de peso como George Wallace,
na Universidade de Michigan, e Edward O. Wilson, na de Harvard. Contava ainda com apoiantes nas associações civis.
Rachel Carson aos 55 anos, com binóculos para observação da natureza
O
terreno foi bem preparado; os próprios editores sabiam que a obra seria
atacada pelo poderoso sector da indústria química. Eles tentaram, por
isso, dissociar o livro de expressões ecologistas vistas como radicais –
como o vegetarianismo, por exemplo.
“Carson
esteve a pensar nas recomendações para a legislação e mudanças de
políticas públicas desde o início da investigação, cinco anos antes.
Durante a escrita de Primavera Silenciosa, contactou vários
especialistas para discutir as suas ideias de reformas. Rachel queria
que o seu testemunho oferecesse recomendações específicas que pudessem
trazer melhorias mas que, ao mesmo tempo, fossem politicamente
exequíveis”, escreve a biógrafa Linda Lear no livro Rachel Carson: Witness for Nature.
Num laborioso trabalho de marketing, os simpatizantes de Carson terão feito circular exemplares da obra nos circuitos de poder. Primavera Silenciosa
terá chegado às mãos de figuras políticas de relevo como congressistas,
secretários do Governo de Kennedy e líderes associativos influentes. A
erradicação do DDT nos Estados Unidos não aconteceu num vácuo
sociopolítico. Se por um lado esta vitória deve muito a Rachel Carson,
por outro, seria ingénuo ignorar que a rede de contactos foi previamente
sensibilizada em prol da proteção dos ecossistemas.
“Rachel
Carson não acordou de repente um movimento de conservação meio
adormecido, vamos salvar os papinhos e os falcões, nem baniu o DDT
sozinha. Ela teve ajuda. Mesmo muita”, defende Robert Musil, que hoje
dirige o Rachel Carson Council em Maryland, nos Estados Unidos.
Viriato
Soromenho Marques concorda com a ideia de que “Rachel Carson não está
sozinha”, citando, por exemplo, o trabalho precursor do naturalista e
filósofo Aldo Leopold (1887-1948), que fazia o elogio de uma “ética da
terra”. Há um lastro prévio mas, do ponto de vista de transposição das
ideias para as políticas públicas, Rachel Carson afirma-se como uma
divisora de águas.
“A lei-quadro do ambiente, de 1969, e o Dia da Terra,
[celebrado pela primeira vez a 22 de abril de 1970], por exemplo, têm a
sua marca”, recorda Soromenho Marques. Carson, que já escreveu o livro
com um cancro de mama avançado, não sobreviveu para testemunhar estas
vitórias. Morreu em 1964, dois anos após a publicação de Primavera Silenciosa.
Carson
inspirou gerações de ativistas e ecólogos, sobretudo nos Estados
Unidos. A ambientalista Erin Greeson, hoje com 45 anos, vê desde muito
jovem Rachel Carson como “uma heroína”. “Rachel Carson incentivou os
movimentos. Ela seria inspirada pelos movimentos que acontecem hoje, em
grande parte encabeçados por jovens líderes que se recusam a aceitar o
mundo fraturado e os sistemas destrutivos que lhes estamos a entregar”,
diz ao PÚBLICO diretora de comunicação do Instituto para as Energias Renováveis e a Vida Selvagem, sediado em Washington.
Para
Greeson, a voz de Carson continua a ecoar hoje e, de algum modo,
deu-nos ferramentas enquadrar e comunicar os riscos que a crise
climática coloca à humanidade. Ainda assim, parece faltar-nos uma
metáfora poderosa para condensar a urgência de um planeta a arder, cada
vez mais fustigado com eventos climáticos extremos.
“Talvez não precisemos mais de metáforas. Rachel Carson descrevia em Primavera Silenciosa
algo que ainda não podia ser realmente visto. Carson falava sobre
futuro. Agora, temos muitos exemplos de incêndios e inundações – as
metáforas tornaram-se desnecessárias”, afirma o escritor e ativista
climático Bill McKibben, à margem de uma entrevista ao PÚBLICO.
Já
Soromenho Marques, acredita que “a crise climática é uma janela
perturbante, gravíssima para algo mais amplo: a crise global do
ambiente”. Por isso, quando enunciamos o problema em busca de soluções,
devemos nos desviar de “expressões redutoras” como “transição
energética” e focar no primordial: “a nossa principal crise é a do modo
como habitamos a Terra”.
A solução
passa, portanto, pela transformação, pela possibilidade – que ainda
temos – de escolher outra estrada. Para Soromenho Marques, trata-se de
um ensinamento válido que, seis décadas depois, Primavera Silenciosa
continua a oferecer. Como nestas palavras de Rachel Carson, que o
filósofo português lê em voz alta: “A estrada pela qual temos estado a
viajar por tão longo tempo é ilusoriamente fácil: uma auto-estrada de
pavimentação lisa, pela qual avançamos em grande velocidade; mas, na sua
extremidade final, o que há é o desastre.”
Vista do Vulcão dos Capelinhos, a partir do Cais Comprido
O Vulcão dos Capelinhos, também referido na literatura vulcanológica como Mistério dos Capelinhos, localiza-se na Ponta dos Capelinhos, freguesia do Capelo, na Ilha do Faial, nos Açores. Constitui-se em uma das maiores atrações turísticas do Atlântico, nomeadamente dos Açores, pela singularidade de sua beleza paisagística e da génese muito recente e quase virgem.
Geologicamente insere-se no complexo vulcânico do Capelo,
constituído por cerca de 20 cones de escórias e respetivos derrames
lávicos, ao longo de um alinhamento vulcano-tectónico de orientação
geral WNW-ESE. O nome Capelinhos deveu-se à existência de dois ilhéus ,
chamados de "Ilhéus dos Capelinhos", no local, em frente ao Farol dos
Capelinhos.
O vulcão manteve-se em atividade durante cerca de 13 meses, entre 27 de setembro de 1957 e 24 de outubro de 1958.
A erupção dos Capelinhos, provavelmente terá sido uma sobreposição de
duas erupções distintas, uma começada a 27 de setembro de 1957 e a
segunda a 14 de maio de 1958. A partir de 25 de outubro, o vulcão entrou em fase de repouso. Do ponto de vista vulcanológico, este vulcão é considerado um vulcão ativo.
(...)
Vulcão dos Capelinhos, Centro Interpretativo do Vulcão (museu subterrâneo do vulcão)
Próximo situava-se o Museu Geológico do Vulcão, inaugurado a 24 de março de 1964, que documentava toda a sua atividade eruptiva e cujo acervo passou para o novo Centro Interpretativo do Vulcão. A área em torno do vulcão, classificada como paisagem protegida de elevado interesse geológico e biológico, integra a Rede Natura 2000. O Farol dos Capelinhos foi transformado num miradouro, e junto/por baixo deste, funciona o Centro Interpretativo do Vulcão, que foi inaugurado em maio de 2008.
Em resultado da erupção, entre os meses de maio a outubro de 1958, a
área total da ilha (de 171,42 km²) aumentou em cerca de 2,50 km² (para
173,02 km²). Atualmente, essa área foi reduzida para cerca de metade
(aproximadamente 172,42 km²) devido à natureza pouco consolidada das
rochas e à ação erosiva das ondas. A escalada do vulcão apresenta
alguns riscos, devendo por isso ser efetuada nos trilhos indicados e
sob orientação de um guia credenciado. Convém mencionar que o
respiradouro do Vulcão, situado no seu Cabeço Norte, liberta vapor de
água e gases tóxicos com temperaturas na ordem dos 180 a 200 °C.
I got caught in a storm And carried away I got turned, turned around
I got caught in a storm That's what happened to me So I didn't call And you didn't see me for a while
I was rising up Hitting the ground And breaking and breaking
I got caught in a storm Things were flying around Doors were slamming And windows were breaking And I couldn't hear what you were saying I couldn't hear what you were saying I couldn't hear what you were saying
I was rising up Hitting the ground And breaking and breaking
Os franceses tiveram 4.486 baixas, incluindo cinco generais. Os Aliados
tiveram 1.252 mortos e feridos durante esta batalha, que é considerada
um modelo defensivo. No dia seguinte, a cavalaria de Massena descobriu
um caminho que contornava a serra por oeste e Wellington teve que
movimentar imediatamente as suas tropas para as Linhas de Torres
Vedras. Os franceses continuaram o seu avanço, mas tinham sofrido já
baixas importantes, com a correspondente influência negativa no moral
das tropas. Para os Aliados, pelo contrário, a batalha levantou o moral
das tropas, especialmente dos portugueses, mesmo não tendo obrigado os
franceses a desistir da invasão.
José Duarte Ramalho Ortigão nasceu no Porto, na Casa de Germalde, freguesia de Santo Ildefonso.
Era o mais velho de nove irmãos, filhos do primeiro-tenente de
artilharia Joaquim da Costa Ramalho Ortigão e de D. Antónia Alves Duarte
Silva Ramalho Ortigão.
Viveu a sua infância numa quinta do Porto com a avó materna, com a
educação a cargo de um tio-avô e padrinho Frei José do Sacramento. Em
Coimbra, frequentou brevemente o curso de Direito, começando a trabalhar
como professor de francês no colégio da Lapa, no Porto, de que seu pai
era diretor, e onde ensinou, entre outros, Eça de Queirós e Ricardo Jorge. Por essa altura, iniciou-se no jornalismo colaborando no Jornal do Porto.
Em 24 de outubro de 1859 casou com D. Emília Isaura Vilaça de Araújo Vieira, de quem veio a ter três filhos: Vasco, Berta e Maria Feliciana.
No ano seguinte, em 1867, visita a Exposição Universal em Paris, de que resulta o livro Em Paris,
primeiro de uma série de livros de viagens. Insatisfeito com a sua
situação no Porto, muda-se para Lisboa com a família, obtendo uma vaga
para oficial da Academia das Ciências de Lisboa.
Reencontra em Lisboa o seu ex-aluno Eça de Queirós e com ele escreve um "romance execrável" (classificação dos autores no prefácio de 1884): O Mistério da Estrada de Sintra (1870), que marca o aparecimento do romance policial em Portugal. No mesmo ano, Ramalho Ortigão publica ainda Histórias cor-de-rosa e inicia a publicação de Correio de Hoje (1870-71). Em parceria com Eça de Queirós, surgem em 1871 os primeiros folhetos de As Farpas, de que vem a resultar a compilação em dois volumes sob o título Uma Campanha Alegre.
Em finais de 1872, o seu amigo Eça de Queirós parte para Havana exercer
o seu primeiro cargo consular no estrangeiro, continuando Ramalho
Ortigão a redigir sozinho As Farpas.
Entretanto, Ramalho Ortigão tornara-se uma das principais figuras da chamada Geração de 70.
Vai acontecer com ele o que aconteceu com quase todos os membros dessa
geração. Numa primeira fase, pretendiam aproximar Portugal das
sociedades modernas europeias, cosmopolitas e anticlericais. Desiludidos
com as luzes europeias do progresso material, porém, numa
segunda fase voltaram-se para as raízes de Portugal e para o programa de
um "reaportuguesamento de Portugal". É dessa segunda fase a
constituição do grupo "Os Vencidos da Vida", do qual fizeram parte, além de Ramalho Ortigão, o Conde de Sabugosa, o Conde de Ficalho, o Marquês de Soveral, o Conde de Arnoso, Antero de Quental, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Carlos Lobo de Ávila, Carlos de Lima Mayer e António Cândido.
À intelectualidade proeminente da época juntava-se agora a nobreza, num
último esforço para restaurar o prestígio da Monarquia, tendo o Rei D. Carlos I sido, significativamente, eleito por unanimidade "confrade suplente do grupo".
Na sequência do assassínio do Rei, em 1908, escreve D. Carlos o Martirizado.
Com a implantação da República, em 1910, pede imediatamente a Teófilo
Braga a demissão do cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda,
escrevendo-lhe que se recusava a aderir à República "engrossando assim o abjecto número de percevejos que de um buraco estou vendo nojosamente cobrir o leito da governação". Saiu em seguida para um exílio voluntário em Paris, onde vai começar a escrever as Últimas Farpas (1911-1914) contra o regime republicano. O conjunto de As Farpas, mais tarde reunidas em quinze volumes, a que há que acrescentar os dois volumes das Farpas Esquecidas, e o referido volume das Últimas Farpas,
foi a obra que mais o notabilizou por estar escrita num português muito
rico, com intuitos pedagógicos, sempre muito crítico e revelando fina
capacidade de observação. Eça de Queirós escreveu que Ramalho Ortigão,
em As Farpas, "estudou e pintou o seu país na alma e no corpo".
"A orientação mental da mocidade contemporânea comparada à
orientação dos rapazes do meu tempo estabelece entre as nossas
respetivas cerebrações uma diferença de nível que desloca o eixo do
respeito na sociedade em que vivemos obrigando a elite dos velhos a
inclinar-se rendidamente à elite dos novos".
Vítima de cancro, recolheu-se na Casa de Saúde do Dr. Henrique de
Barros, na então Praça do Rio de Janeiro, em Lisboa, vindo a falecer em
27 de setembro de 1915, na sua casa, na Calçada dos Caetanos, na
Freguesia da Lapa.
Foi Comendador da Ordem de Cristo e Comendador da Ordem da Rosa, no
Brasil. Além de bibliotecário na Real Biblioteca da Ajuda, foi
Secretário e Oficial da Academia Nacional de Ciências, Vogal do Conselho
dos Monumentos Nacionais, Membro da Sociedade Portuguesa de Geografia,
da Academia das Belas-Artes de Lisboa, do Grémio Literário, do Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro,
e da Sociedade de Concertos Clássicos do Rio de Janeiro. Em Espanha,
foi-lhe atribuída a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica e foi membro
da Academia de História de Madrid, da Sociedade Geográfica de Madrid, da
Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, da Unión Iberoamericana e
da Real Academia Sevillana de Buenas Letras.
NOTA: um grande português e um grande escritor, um homem digno e de
palavra, com ideais e que sobrepunha os seus ideais ao seu bolso. Para
entenderem o que eu digo, citemos, na íntegra, a sua carta de
demissão do cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda, dirigida
ao presidente da república (ou lá o que era o Teófilo):
Quinta de S. José, em Linda-a Pastora, 16 de outubro de 1910
Meu caro Teófilo Braga:
O carácter inalteravelmente afetuoso
das nossas relações, através de uma íntima convivência de mais de
quarenta anos, me anima a dirigir esta carta ao chefe do atual governo
da Nação. Sabe muito bem V., conhecendo a minha orientação mental, que,
indiferente às formas de governo, nada em política me é mais
profundamente antipático do que o votismo e o parlamentarismo, que eu
considero os mais destrutivos agentes da capacidade administrativa em
democracias insuficientemente educadas para a liberdade. O governo a que
V. preside provém da intervenção fortuita de uma elite que distribuiu o
exercício das funções pela especialização das capacidades. Esta génese
torna para mim particularmente interessante e atraente o seu governo.
Não vá porém julgar, meu caro Teófilo, que por meio desta sincera
confissão eu venho formular a minha adesão à República, engrossando
assim o abjeto número de percevejos que de um buraco estou vendo
nojosamente cobrir o leito da governação. Não; pela minha parte eu não
presto esse tributo à República. Nunca também o prestei aos políticos
monárquicos, de cujos partidos nunca fiz parte, a cujo funcionalismo
nunca pertenci, aos quais nunca absolutamente pedinchei o que quer que
fosse.
Sabe V. que o meu tão modesto lugar na
Academia foi Tomás de Carvalho quem numa noite, no Grémio, há 42 anos,
mo ofereceu, indo eu três dias depois ocupá-lo sem nenhuma outra espécie
de intrometimento da minha parte. As minhas relações com a família real
datam da minha entrada na Academia. Latino Coelho, secretário, não
querendo pessoalmente levar à assinatura do Rei D. Fernando e mais tarde
do Rei D. Luís os diplomas académicos, delegou em mim, chefe da
secretaria, esse serviço, e assim tiveram princípios os contactos de
recíproco afeto que certamente determinaram o Rei D. Carlos a nomear-me
seu bibliotecário. Seria monstruoso que a essa família, à qual na
prosperidade eu devi as mais expressivas demonstrações de estima, eu
regateasse na desgraça o preito da minha mais saudosa e mais profunda
gratidão.
Pode pois V., Teófilo, continuar a
olhar direito para mim, porque eu continuo orgulhosamente a ser tão
coerente com os meus princípios como V. o tem sido sempre com os seus. O
fim desta minha carta é simplesmente felicitá-lo primeiro que tudo, e
dar-lhe em seguida daquilo que me diz respeito algumas notícias e
informações que — julgo eu — o interessarão talvez.
Domingo passado - faz hoje oito dias - encontrando-me eu e a minha mulher nesta quinta de uma das minhas
filhas, a força pública invadiu a nossa casa, que V. conhece, nos
Caetanos. As nossas vizinhas de prédio, vendo sentinelas na escada e
dizendo-lhe os agentes da autoridade que iam arrombar a minha porta,
deram-lhes a chave de que eram depositárias, o que obstou ao
arrombamento. Depois de rebuscados todos os apartamentos e telhados do
meu domicílio esses senhores fizeram-me o favor de constatar que eu nem
tinha padres escondidos nem munições de guerra depositadas entre os
móveis, livros e objetos de arte que no meu lar representam a economia
de 50 anos da mais correta existência e do mais imaculado trabalho.
Parece que essa busca tivera por causa a denúncia de que de cima do meu
telhado se haviam disparado tiros sobre as tropas da República! Note,
meu querido Teófilo, que eu nem peço explicações da caluniosa delação de
que fui objeto nem requeiro satisfação do agravo que se me fez. Desejo
apenas informá-lo deste episódio familiar.
Passarei agora a um ponto de mais
importância. Refiro-me à Biblioteca de que fui diretor no Paço da
Ajuda. É claro que, bibliotecário do Rei, pelo seu bolso remunerado como
o haviam sido os meus antecessores Alexandre Herculano e Magalhães
Coutinho, eu nenhum compromisso tenho com o governo, qualquer que ele
seja, sendo à administração da Fazenda da Casa Real que legalmente cabe
intervir na negociação das bibliotecas incorporadas nos bens da Coroa.
Eu nem sequer tenho a quem entregar a demissão do meu cargo, o qual de
facto cessou de existir desde que não há Rei.
A consideração que todavia me merecem
os interesses da civilização e o enternecido amor de velho que me
prendia ao tesouro de que fui guarda levam-me a prestar-lhe a V., chefe
do governo vigente, toda a informação que possa esclarecê-lo acerca da
história, do estado e do destino daquela livraria. Ao ministro do
Interior foram já entregues pelos meus empregados as chaves da casa. Em
meu poder ficou a chave de meu uso assim como das gavetas da minha
secretária, que entregarei a quem me for indicado mediante as
formalidades que se considerem oportunas. Regressei da Suíça, onde
passei mês e meio de férias, no dia 2 do corrente mês; no dia 3 fui
convidado a almoçar em Belém com o presidente eleito da República do
Brasil; a seguir rebentou a revolução, intercetando-me a entrada na
Ajuda. De modo que nunca mais ali voltei depois do meu regresso. A
coleção da Ajuda acha-se porém ordenada de maneira que dispensa
preparos de exposição para qualquer efeito que seja. Todas as estantes,
todas as prateleiras e todos os volumes estão integralmente etiquetados.
Há em cada estante, na divisória mais ao alcance da mão, ao lado
direito, um cartão in-fólio, de debrum verde, contendo a relação
numérica dos livros dispostos em cada estante. O catálogo, quase
completo, e todo ele feito sob a minha direção, distingue os livros que
pertencem à Coroa e os que são propriedade individual do Rei por virem
das livrarias particulares dos Reis D. Luís e D. Pedro V e haverem sido
adquiridos pelo Rei D. Carlos por meio de tornas aos co-herdeiros por
ocasião do inventário feito por morte de D. Luís.
O catálogo dos manuscritos não está
ainda completamente redigido, mas todos eles se encontram inventariados,
correspondendo a cada peça um correlativo verbete. O inventário, assaz
desenvolvido, dos incunábulos acha-se igualmente redigido e em via de
impressão na tipografia da Academia. Está igualmente impresso (à minha
custa) o catálogo dos manuscritos que figuraram na Exposição da Guerra
Peninsular. Nos quartos de El- Rei D Manuel deve achar-se uma cópia da
correspondência de Junot feita em grande parte por minha própria mão. A
aplicação da modesta receita da Biblioteca — 10$00 rs. mensais — consta
de um livro de caixa, encontrando-se numa das gavetas de que tenho a
chave o saldo do último balanço feito no mês de agosto passado, e na mão
do oficial Jordão de Freitas a importância e o saldo das duas últimas
mensalidades recebidas, agosto e setembro. Situada em lugar tão distante
dos centros de estudo, parece naturalmente destinada esta biblioteca a
vir a ser incorporada, como de fundo especial, na Biblioteca Nacional,
enquanto se não proceda à indispensável e urgente reforma das
bibliotecas e dos arquivos da Nação, com especialização dos depósitos e
sistematização geral por um regime comum de catalogação e de compras.
Como quer porém que seja permita-me, caro amigo, que muito vivamente eu
recomende à sua proteção os meus empregados. Jordão é seu conhecido. O
praticante Guilherme de Almeida é mais do que simples praticante, é um
excelente amanuense. O contínuo Ferreira tem preciosas habilitações para
empregado de qualquer grande livraria: é cumulativamente um tanto
tipógrafo um tanto encadernador e um tanto desenhador e calígrafo. A
reprodução linear das filigranas do papel dos nossos manuscritos, que o
incumbi de fazer, é de grande valor, está executada com muito esmero e
constitui uma coleção única na bibliografia portuguesa. Encarecidamente lhe rogo que patrocine o destino destes meus antigos colaboradores,
todos eles com família e sem outros recursos além dos provenientes do
seu emprego na Biblioteca Real. Pela parte que pessoalmente me toca nada
solicito e nada aceitaria se alguma coisa me oferecesse. Emigro sem
armas e quase que sem bagagens para o interior da minha velhice, sendo
minha única ambição acabar recolhidamente no meu canto sem empachar o
caminho nem estorvar ninguém. Afetuoso abraço do seu velho camarada e
amigo,
Earl Rudolph "Bud" Powell (Nova Iorque, 27 de setembro de 1924 – Nova Iorque, 31 de julho de 1966) foi um pianista dos Estados Unidos da América de jazz.
Powell tem sido descrito como um dos "dois mais significativos
pianistas do estilo de jazz moderno, que veio a ser conhecido como bop", sendo o outro o seu amigo e contemporâneo Thelonious Monk. Conjuntamente com Monk, Charlie Parker e Dizzy Gillespie, Powell foi uma peça-chave na história do bebop,
e o seu virtuosismo como pianista levou muitos a chamarem-no de
"Charlie Parker do piano". Bud morreu muito novo, vítima de tuberculose,
má nutrição e alcoolismo.
Desde 1995, ela é o rosto do perfume Pleasures da Estée Lauder. Ela também é modelo-propaganda da marca de moda americana Coach, dona de uma empresa de estilo de vida, Goop, e autora de vários livros de receitas. Paltrow recebeu críticas da comunidade científica e de profissionais de saúde por promover tratamentos não comprovados, baseados em pseudociência, por meio da sua empresa Goop.
A sua ascendência
era de um lado mexicana e de outro americano-judeu-libanesa. Filha de
um professor não convencional, que percorria os EUA e o México,
difundindo o conhecimento, e de uma fotógrafa, assim passou a sua
infância, de maneira nómada, em conjunto com os seus pais e as suas três
irmãs.
A sua obra musical mescla tradição mexicana, klezmer e rock e é cantada em três idiomas: espanhol, francês e inglês.
Faleceu a 1 de janeiro de 2010, em Montreal, Canadá, vítima de cancro de mama.
A finales del verano del año 1975, había pendientes diversos Consejos de Guerra y varias condenas a muerte en ciernes. Garmendia y Otaegui por un lado, además del sumario militar por el atentado de la calle Correo de Madrid, que involucraba a los procesadosEva Forest, Durán y María Luz Fernández. Otros procesos seguían su marcha como el del atentado contra Carrero Blanco, y otros casos contra miembros del FRAP por la manifestación del 1 de mayo del 73 en la que murió un policía.
Por la Jefatura del Estado se dictó el Decreto-Ley 10/1975, de 26 de agosto, sobre prevención del terrorismo (BOE número 205 de 27/8/1975), que contenía diversos preceptos procesales y penales en relación con el terrorismo. Sin embargo, la pena de muerte por diversos delitos
de terrorismo ya estaba en la legislación penal, por ejemplo en el art.
294 bis del Código de Justicia Militar. También el Código Penal
establecía la pena de muerte en varios de sus artículos, por ejemplo,
los artículos 260, 405, 406, 501 y otros.
Las disposiciones de dicho Decreto-Ley 10/1975 eran de aplicación en los delitos de terrorismo de los art. 260 a 264 del Código Penal y 294 bis del Código de Justicia Militar. El enjuiciamiento de algunos delitos se atribuía a la jurisdicción militar que se sustanciarían por el procedimiento sumarísimo. También establecía una prórroga en el plazo legalmente establecido para poner a un detenido
a disposición de la autoridad judicial. En su artículo 13 establecía:
"El plazo legalmente establecido para poner a disposición de la
autoridad judicial a un detenido podrá prorrogarse, si lo requieren las
exigencias de la investigación, hasta transcurrido el quinto día
después de la detención y hasta los diez días si, en este último caso,
lo autoriza el Juez a quien deba hacerse la entrega. La petición de
esta autorización deberá formularse por escrito y expresará los motivos
en que se funde. (...)".
Los Consejos de Guerra y las condenas
Un Consejo de Guerra ordinario se celebró en el Regimiento de Artillería de Campaña 63 de Burgos
el 28 de agosto. En él fueron juzgados José Antonio Garmendia Artola y
Ángel Otaegui Etxebarria, ambos de ETA político-militar, que fueron
condenados a muerte por el delito de terrorismo con resultado de muerte
del cabo del Servicio de Información de la Guardia Civil
Gregorio Posadas Zurrón, en Azpeitia, el 3 de abril de 1974. Se les
aplicó el artículo 294 bis b) 1º del Código de Justicia Militar.
Garmendia fue condenado por ser autor material de dicho atentado y
Otaegui fue condenado por cooperación necesaria, por la preparación
minuciosa y detallada de dicho atentado. A Garmendia se le conmutaría la
pena de muerte por la de reclusión y Otaegui sería ejecutado por
fusilamiento en Burgos.
Un Consejo de Guerra sumarísimo se celebró el 19 de septiembre en el
Gobierno Militar de Barcelona. En él fue juzgado Juan Paredes Manot, Txiki, de ETA político-militar, por un atraco en la sucursal del Banco de Santander de la calle Caspe de Barcelona el 6 de junio, atraco en el que, a causa de un tiroteo, murió el cabo primero de la Policía Armada
Ovidio Díaz López. Se le aplicó el art. 294 bis c) 1º del Código de
Justicia Militar. Fue condenado a muerte y sería ejecutado por
fusilamiento en Barcelona.
En las dependencias militares de El Goloso, cerca de Madrid, se celebró
los días 11 y 12 de septiembre un Consejo de Guerra sumarísimo contra
militantes del FRAP para juzgar el atentado con resultado de muerte
contra el policía armado Lucio Rodríguez, en la madrileña calle de
Alenza, el 14 de julio de 1975. Por dicho atentado se condenó como
autores de un delito de insulto a fuerza armada con resultado de muerte
del artículo 308, número 1º del Código de Justicia Militar a cinco
procesados. De éstos, tres fueron condenados a muerte, a dos de ellos
(Manuel Blanco Chivite y Vladimiro Fernández Tovar) se les conmutaría
la pena de muerte por reclusión y uno (José Humberto Baena Alonso)
sería ejecutado por fusilamiento en Hoyo de Manzanares
(Madrid). Otro procesado, Pablo Mayoral Rueda, fue condenado a treinta
años de reclusión mayor. Otro procesado, Fernando Sierra Marco, fue
condenado a veinticinco años de reclusión mayor. Además, Mayoral, Baena y
Sierra fueron condenados a cinco meses de arresto mayor por uso
ilegítimo de vehículo ajeno de motor.
Igualmente, en dichas dependencias militares de El Goloso, se celebró
el día 18 de septiembre otro Consejo de Guerra sumarísimo contra otros
militantes del FRAP por el atentado con resultado de muerte contra el
teniente de la Guardia Civil Antonio Pose Rodríguez, en Carabanchel, el
16 de agosto. Se aplicó el artículo 294 bis b) 1º del Código de
Justicia Militar y fue condenado José Fonfrías Díaz a veinte años de
reclusión y otros cinco procesados fueron condenados a muerte, a tres
de ellos (Concepción Tristán López, María Jesús Dasca Pénelas y Manuel
Cañaveras de Gracia) se les conmutaría la pena de muerte por reclusión y
dos (Ramón García Sanz y José Luis Sánchez-Bravo Sollas) serían
ejecutados por fusilamiento en Hoyo de Manzanares (Madrid).
Fueron, por tanto, en total, once condenados a muerte. El Consejo de Ministros del viernes 26 de septiembre indulta a seis de los condenados a muerte, conmutando sus penas por la de reclusión
y da el "enterado" para los otros cinco condenados a muerte. El
"enterado" es la denegación del indulto y, por tanto, supone la ejecución de la pena de muerte. Dichas penas de muerte se ejecutaron por fusilamiento al día siguiente, el sábado 27 de septiembre.
Las ejecuciones de las penas de muerte no indultadas se realizaron por
fusilamiento el sábado 27 de septiembre. En Barcelona, fue ejecutado
Juan Paredes Manot, Txiqui, de 21 años, y en Burgos, Ángel
Otaegui, de 33, ambos militantes de ETA político-militar. En Hoyo de
Manzanares (Madrid), José Luis Sánchez Bravo, de 22 años, Ramón García
Sanz, de 27, y José Humberto Baena Alonso, de 24, miembros del Frente
Revolucionario Antifascista y Patriota (FRAP).
En Hoyo de Manzanares
los fusilamientos lo hicieron tres pelotones compuestos cada uno por
diez guardias civiles o policías, un sargento y un teniente, todos
voluntarios. A la 9.10, los policías fusilaron a Ramón García Sanz. A
los 20 minutos, a José Luis Sánchez Bravo y poco después a Humberto
Baena. A las 10.05 todo había concluido. No pudo asistir ningún familiar
de los condenados, pese a ser «ejecución pública», según marcaba la
ley. El único paisano que pudo asistir fue el párroco de la localidad,
que relato después la ejecución:
Además de los policías y guardias civiles que participaron en los
piquetes, había otros que llegaron en autobuses para jalear las
ejecuciones. Muchos estaban borrachos. Cuando fui a dar la extremaunción
a uno de los fusilados, aún respiraba. Se acercó el teniente que
mandaba el pelotón y le dio el tiro de gracia, sin darme tiempo a
separarme del cuerpo caído. La sangre me salpicó.
Los cadáveres de los tres miembros del FRAP fueron enterrados la misma mañana de su ejecución en Hoyo de Manzanares.
Los restos de Sánchez Bravo serían trasladados, posteriormente, a
Murcia, y los de Ramón García Sanz, al cementerio civil de Madrid.
Reacciones y protestas
Cuando el viernes 26 de septiembre el Consejo de Ministros por
unanimidad y siguiendo las directrices de Francisco Franco aprueba el
fusilamiento de cinco de los once condenados a pena de muerte se produce
una inmensa conmoción. Los titulares de la prensa española proclamaban
la generosidad del régimen por haber indultado a seis de los once
condenados. Bajo el título Hubo clemencia la prensa se plegaba a las consignas del régimen sin que se oyera una palabra disonante.
En el País Vasco se decretaba una Huelga General en pleno Estado de
Excepción que era seguida mayoritariamente, por las diferentes ciudades
españolas se multiplicaban los paros y las protestas y en el mundo el
clamor contra las ejecuciones no cesaba.
Las irregularidades de los procesos realizados ya habían sido
denunciadas por el abogado suizo Chistian Grobet que había asistido como
observador judicial al consejo de guerra de Txiki en nombre de la
Federación Internacional de Derechos del Hombre y de la Liga Suiza de
Derechos del Hombre en cuyo informe del 12 de septiembre dice:
Jamás el abajo firmante, desde que sigue los procesos políticos en
España, ha tenido una impresión tan clara de asistir a un tal simulacro
de proceso, en definitiva a una siniestra farsa, si pensamos un momento
en el provenir que les aguarda a los acusados.
El presidente mexicano Luis Echeverría pide la expulsión de España de las Naciones Unidas,
12 países occidentales retiran sus embajadores en Madrid. Las
embajadas españolas de diversas ciudades son atacadas por los
manifestantes, quemándose la de Lisboa.
La respuesta del régimen es la convocatoria de una manifestación de
adhesión en la madrileña plaza de Oriente, manifestación preparada por
el teniente coronel José Ignacio San Martín, en la que Francisco Franco,
físicamente muy debilitado, proclama:
Todo lo que en España y Europa se ha armado obedece a una
conspiración masónico-izquierdista, en contubernio con la subversión
comunista-terrorista en lo social, que si a nosotros nos honra, a ellos
les envilece.
Esta fue la última aparición pública del dictador.
Acampada ante el consulado español en Ámsterdam en protesta por el consejo de guerra contra José Antonio Garmendia Artola y Angel Otaegui - la pancarta principal dice en neerlandés: "La sangre del pueblo español es la sangre de la democracia"
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