terça-feira, outubro 20, 2026
Béla Lugosi nasceu há 144 anos
Postado por Fernando Martins às 01:44 0 comentários
Marcadores: Béla Lugosi, cinema, Drácula, terror
Snoop Dogg faz hoje 55 anos...!
A sua fama inicial remonta a 1992, após fazer uma participação especial no single de estreia de Dr. Dre, "Deep Cover", e posteriormente no álbum de estreia de Dre, The Chronic, no mesmo ano. Desde então, Snoop Dogg já vendeu mais de 23 milhões de álbuns nos Estados Unidos e 35 milhões de álbuns mundialmente. As suas conquistas incluem um American Music Award, um Primetime Emmy Award e 17 indicações ao Grammy Awards.
Inteiramente produzido por Dr. Dre, o álbum de estreia de Snoop Dogg, Doggystyle (1993), foi lançado através da Death Row Records e estreou no topo da Billboard 200. Vendendo 806.000 cópias em sua primeira semana, o álbum recebeu o certificado de platina quádrupla da Recording Industry Association of America (RIAA) e produziu os sucessos "What's My Name?" e "Gin and Juice", que alcançaram o top dez da Billboard Hot 100. Ele foi o principal intérprete da banda sonora do curta-metragem Murder Was the Case (1994), onde Snoop Dogg fez a sua estreia como ator. Ele desde então apareceu em outros filmes e mídias populares. O seu segundo álbum, Tha Doggfather (1996), estreou no top da tabela de álbuns norte-americanos e adquiriu o certificado de platina dupla da RIAA.
Em 1998, ele saiu da Death Row e assinou com a No Limit Records de Master P, através da qual ele viu um sucesso contínuo com seus álbuns Da Game Is to Be Sold, Not to Be Told (1998), No Limit Top Dogg (1999) e Tha Last Meal (2000). Ele então assinou com a Priority, Capitol e EMI Records para lançar seu sexto álbum, Paid tha Cost to Be da Boss (2002), que obteve bom desempenho comercial. Isso efetivamente continuou após ele assinar com a Geffen Records para lançar seus próximos três álbuns: R&G (Rhythm & Gangsta): The Masterpiece (2004), Tha Blue Carpet Treatment (2006) e Ego Trippin' (2008); o primeiro produziu o grande sucesso "Drop It Like It's Hot" (colaboração com Pharrell Williams), que se tornou sua primeira canção a liderar a Billboard Hot 100. Ele então retornou à Priority e à Capitol - após sua contratação como presidente da antiga gravadora - para lançar os seus décimo e décimo primeiro álbuns, Malice 'n Wonderland (2009) e Doggumentary (2011), ambos com resposta crítica e comercial moderada.
Em 2012, após uma viagem à Jamaica, Snoop Dogg se converteu à religião Rastafari e adotou o pseudónimo Snoop Lion, sob o qual lançou um álbum de reggae, Reincarnated (2013), e um documentário homónimo sobre a sua experiência jamaicana. O seu décimo terceiro álbum de estúdio, Bush (2015), foi produzido inteiramente por Pharrell, colaborador frequente. O seu décimo quarto álbum de estúdio, Coolaid, foi lançado em 2016. Em 2018, Snoop Dogg se tornou um "cristão renascido" e lançou o seu primeiro álbum gospel, Bible of Love, em março daquele ano. Também naquele ano, Snoop Dogg foi premiado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 2022, ele adquiriu a Death Row Records do MNRK Music Group (anteriormente conhecido como eOne Music) e lançou seu décimo nono álbum de estúdio, BODR (2022) - precedido pelos lançamentos independentes I Wanna Thank Me (2019) e From tha Streets 2 tha Suites (2021). Em 13 de dezembro de 2024, ele lançou o seu vigésimo álbum de estúdio, Missionary, que se tornou o seu álbum de maior sucesso nas paradas desde 2015, chegando ao top 20 da Billboard 200.
Postado por Fernando Martins às 00:55 0 comentários
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A Ópera de Sydney faz hoje cinquenta e três anos
A casa da Ópera de Sydney (em inglês Sydney Opera House), também conhecida como Teatro de Sydney, é um dos edifícios de espetáculo mais marcantes a nível mundial e um dos símbolos da Austrália, localizada na cidade de Sydney.
A construção, projetada por Jørn Utzon, começou em 1959 e está localizada sobre a Baía de Sydney. Apesar de o arquiteto ter abandonado o projeto em 1966, o edifício foi inaugurado em 20 de outubro de 1973.
A Ópera de Sydney é a primeira atração turística da Austrália. Anualmente, os seus 8,2 milhões de visitantes geram um retorno de mais de 520 milhões de euros.
Postado por Fernando Martins às 00:53 0 comentários
Marcadores: Austrália, Ópera, Ópera de Sydney, Sydney
Ronnie Van Zant morreu há quarenta e nove anos...
Ronald Wayne "Ronnie" Van Zant (Jacksonville, Flórida, 15 de janeiro de 1948 – Gillsburg, Mississippi, 20 de outubro de 1977) foi o vocalista, compositor e membro fundador da banda de southern rock Lynyrd Skynyrd.
Sweet Home Alabama - Lynyrd Skynyrd
Big wheels keep on turning
Carry me home to see my kin
Singing songs about the southland
I miss alabamy once again
And I think its a sin, yes
Well I heard Mr. Young sing about her
Well, I heard old Neil put her down
Well, I hope Neil Young will remember
A southern man don't need him around anyhow
Sweet home Alabama
Where the skies are so blue
Sweet home Alabama
Lord, I'm coming home to you
In Birmingham, they love the governor
Now we all did what we could do
Now Watergate does not bother me
Does your conscience bother you?
Tell the truth
Sweet home Alabama
Where the skies are so blue
Sweet home Alabama
Lord, I'm coming home to you
Here I come Alabama
Now Muscle Shoals has got the Swampers
And they've been known to pick a song or two
Lord, they get me off so much
They pick me up when I'm feeling blue
Now, how about you?
Sweet home Alabama
Where the skies are so blue
Sweet home Alabama
Lord, I'm coming home to you
Sweet home Alabama
Sweet home, baby
Where the skies are so blue
And the governor's true
Sweet home Alabama
Lordy, Lord, I'm coming home to you
Montgomery's got the answer
Postado por Fernando Martins às 00:49 0 comentários
Marcadores: acidente, aviação, Lynyrd Skynyrd, música, Ronnie Van Zant, Southern Rock, Sweet Home Alabama
Nick Hodgson, o ex-baterista dos Kaiser Chiefs, celebra hoje 49 anos

Postado por Fernando Martins às 00:49 0 comentários
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Whittaker, o biólogo dos cinco reinos, morreu há quarenta e seis anos...
- Monera: inclui os organismos procarióticos bactérias e algas azuis:
- Protista: os protozoários (seres eucarióticos, unicelulares e heterotróficos) e as algas (eucarióticos, unicelulares e autróficos fotossintetizantes com pouca diferenciação das células);
- Fungi: os fungos, uni ou pluricelulares, heterotróficos e não possuem tecido organizado;
- Plantae (ou Metaphyta): os vegetais, eucarióticos, multicelulares, que possuem clorofila e tecidos organizados (algas, briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas);
- Animalia (ou Metazoa): todos os animais, multicelulares, heterotróficos, de células eucarióticas.
Ayrton Senna da Silva sagrou-se tricampeão há 35 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:35 0 comentários
Marcadores: automobilismo, Ayrton Senna, Ayrton Senna da Silva, Brasil, Fórmula 1, Japão, música
Burt Lancaster morreu há 32 anos...
Burton Stephen Lancaster (Nova Iorque, 2 de novembro de 1913 - Los Angeles, 20 de outubro de 1994) foi um ator e produtor de cinema norte-americano.
Viveu a sua infância no Spanish Harlem, um bairro pobre da cidade de Nova York e os seus pais eram descendentes de protestantes irlandeses.
Na juventude foi um craque no basquete, tinha um físico musculoso e 1,88 m de altura. Começou no picadeiro como acrobata e durante dez anos se apresentou em feiras, circos e em shows de variedades com o Ringling Brothers Circus.
Começou no cinema em 1946, trabalhando com o diretor Robert Siodmak, com quem faria ao todo três filmes. Atuando em filmes de ação, thrillers e westerns, movendo-se gradualmente para papéis mais exigentes e sérios e para o cinema europeu, à medida que ia ganhando prestígio. Participou em dezenas de filmes dos anos 1940 aos anos 1980 e seu talento foi reconhecido quando ganhou o Óscar de melhor ator em 1960 pela interpretação de um caixeiro-viajante e ex-estudante de Teologia no filme Entre Deus e o Pecado. Nesse mesmo ano, trabalhou com John Huston em O Passado não Perdoa.
Foi nos anos 50 que alcançaria a maior popularidade, tendo sua primeira indicação ao Óscar de melhor ator, de 1953, pela atuação no filme "A Um Passo da Eternidade". Receberia mais três indicações: em 1960 pelo já citado Entre Deus e o Pecado; em 1962 por O Homem de Alcatraz e em 1980 por Atlantic City. Além das interpretações dramáticas, Lancaster brilhou em filmes nos quais podia exibir sua excelente forma atlética, como no drama Trapézio (1956).
Além da reputação de um ator sempre eficiente, Lancaster foi também um empresário ambicioso e bem sucedido e realizou várias produções independentes com sucesso. O filme Marty, vencedor do Óscar de 1955, foi produzido pela companhia de Harold Hecht e Burt Lancaster; foi produzido com um pequeno orçamento, pois precisavam de um filme que "perdesse dinheiro", devido aos impostos. Mediante, porém, o sucesso de crítica, investiram mais na promoção e na publicidade, e o filme foi um sucesso no Óscar e em Cannes.
Em 1962 ganhou o prémio de melhor ator no Festival de Veneza pela sua atuação em O Homem de Alcatraz.
Além de ator e produtor, Burt Lancaster era também um empenhado ativista liberal, falando várias vezes em nome das minorias. Em 1963 participou de uma marcha organizada por Martin Luther King e foi sempre um defensor das causas indígenas.
Também dirigiu dois filmes: The Kentuckian em 1955 e The Midnight Man em 1974.
Protagonizou uma das cenas mais lembradas do cinema até hoje: o ardente beijo no mar com a atriz Deborah Kerr em A Um Passo da Eternidade, um dos seus maiores sucessos no cinema.
Trabalhou com alguns dos maiores cineastas de seu tempo, como Bernardo Bertolucci, Luchino Visconti, Louis Malle, John Frankenheimer, Stanley Kramer e John Huston. Construiu assim uma carreira sólida e é reconhecido como um dos maiores atores de sua geração.
Depois de uma operação de urgência no coração, teve uma trombose cerebral em 1990, que o deixou numa cadeira de rodas. Morreu em Los Angeles em 1994, de ataque cardíaco. Encontra-se sepultado no Westwood Village Memorial Park Cemetery, Los Angeles, Condado de Los Angeles, Califórnia nos Estados Unidos. Possui uma estrela na Calçada da Fama.
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Postado por Fernando Martins às 00:32 0 comentários
Marcadores: actor, Burton Lancaster, Óscar
Ildo Lobo morreu há vinte e dois anos...
Ildo Lobo (Pedra de Lume, Sal, 25 de novembro de 1953 - Praia, 20 de outubro de 2004) foi um famoso cantor e compositor cabo-verdiano.
Ildo Neves de Sousa Lobo nasceu em Cabo Verde, em Pedra do Lume, na Ilha do Sal, em 1953.
Muda-se para a capital de Cabo Verde, a cidade da Praia com 17 anos para estudar. Três anos depois substitui o primo Luis Lobo no grupo Os Tubarões, do qual fará parte até à dissolução do grupo em 1994, altura em que dá inicio à sua carreira a solo.
Em 1996, grava o seu primeiro disco a solo, no qual presta homenagem ao pai.
Faleceu em 2004, no dia 20 de outubro, de ataque cardíaco.
Um dos seus maiores sucessos, a música Djonsinho Cabral, com letra de Rui Machado, faz parte da coletânea Música de Intervenção Cabo-Verdiana.
O governo de Cabo Verde, presta-lhe homenagem, ao atribuir o seu nome ao antigo Palácio da Cultura da Praia, que passara a ser conhecido como Palácio da Cultura Ildo Lobo.
Em 2024, foi inaugurada em Pedra de Lume, em frente à casa onde nasceu, uma silhueta em sua homenagem.
Postado por Fernando Martins às 00:22 0 comentários
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O execrável ditador que governou a Líbia mais de quatro décadas foi assassinado há quinze anos...
Muammar Abu Minyar al-Gaddafi (Sirte, 7 de junho de 1942 - Sirte, 20 de outubro de 2011) foi um militar, político, ideólogo e ditador líbio, sendo o de facto chefe de estado do seu país entre 1969 e 2011.
O primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, Mahmoud Jibril, confirmou a morte do ex-líder Muammar Kadhafi, durante os confrontos pela tomada da cidade de Sirte. "Esperávamos havia muito tempo por este momento. Muammar Kadhafi foi morto", afirmou à Associated Press. Segundo Jibril, a autópsia determinou que o líder deposto foi morto por um ferimento de bala na cabeça, após a sua captura. Jibril afirmou, durante entrevista coletiva, que Gaddafi estava em boa saúde e armado, quando foi encontrado. Enquanto era levado até uma camioneta, levou um tiro no braço ou na mão direita. Posteriormente, levou um tiro na cabeça, em circunstâncias pouco claras.
O corpo de Gaddafi foi levado para uma câmara frigorífica e ficou exposto para visita pública, juntamente com o corpo de seu filho, Mo'tassim, e do chefe militar do regime, Abu-Bakr Yunis Jabr, durante quatro dias. Posteriormente foram enterrados, num local secreto, numa simples e respeitosa cerimónia, de acordo com o governo líbio. De acordo com o jornal francês Le Figaro, o corpo de Muammar Gaddafi foi enterrado no meio do deserto num local não especificado, para evitar que o túmulo se torne um local de peregrinação dos seus partidários. No seu testamento político, divulgado pouco depois da sua morte, Gaddafi exortou o seu povo a continuar a lutar e resistindo de todas as formas contra o novo governo e deixou instruções sobre como ele gostaria de ser enterrado, à maneira muçulmana.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:15 0 comentários
Marcadores: assassinato, ditadores, Kadafi, Líbia, Primavera Árabe
Michael Massee morreu há dez anos...
Carreira
Ele forneceu a voz para o vilão Spellbinder em The Batman Animated Series, e também apareceu em várias séries de televisão como 24 como o vilão Ira Gaines. Ele forneceu a voz de Bruce Banner para o filme de animação Ultimate Avengers e Ultimate Avengers 2. Ele apareceu no filme Seven ao lado de Brad Pitt e Morgan Freeman.
Michael Massee revelou em entrevista que foi involuntariamente responsável pela morte do ator Brandon Lee durante as filmagens de The Crow (1994), filme em que interpreta o vilão Funboy. Ele alvejou Brandon, filho do astro Bruce Lee, na cena em que os personagens de ambos se confrontam, após uma falha grave da equipa. Uma bala verdadeira foi esquecida no cano da arma, que deveria conter apenas balas falsas. Apesar da tragédia, a família e a noiva de Brandon, Eliza Hutton, não cogitaram processar Michael, pois todos reconheceram que não teve culpa pelo que aconteceu. Ainda assim, Michael ficou tão abalado pelo ocorrido que permaneceu meses afastado dos media e só retomou os seus projetos de filmagem quase após um ano da morte de Brandon.
Em 2011 participou da série House MD no 1º episódio da 8ª temporada chamado "Vinte Vicodins". Fez várias participações em séries de TV como Arquivo X e Sobrenatural.
Postado por Fernando Martins às 00:10 0 comentários
Marcadores: actor, Michael Massee
Saudades de Tom Petty...
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
Marcadores: country rock, heartland rock, I Won't Back Down, música, Rock, Roots rock, Southern Rock, Tom Petty, Tom Petty and The Heartbreakers
O nosso Luís partiu há cinco anos...
Postado por Fernando Martins às 00:05 0 comentários
Marcadores: Arquitectura, Luís Ramos, saudades
segunda-feira, outubro 19, 2026
Saudades de Paul Raven...
Postado por Pedro Luna às 19:00 0 comentários
Marcadores: Killing Joke, Love Like Blood, música, Paul Raven, The Raven King
Auguste Lumière nasceu há 164 anos...
Postado por Fernando Martins às 16:40 0 comentários
Marcadores: Auguste Lumière, cinema, França, irmãos Lumière
O Everest não é a maior montanha na História geológica da Terra...
Já existiu na Terra uma montanha mais alta do que o Everest?
O Evereste talvez seja hoje o rei do planeta, mas já alguma vez a Terra ergueu da sua superfície uma montanha maior?
Às vezes, erguer picos altíssimos dá muita luta. E haverá acontecimento mais estrondoso do que o choque de placas continentais?
Estes amontoados geológicos deram origem a algumas das maiores e mais altas montanhas do planeta, incluindo o Evereste e os seus vizinhos dos Himalaias. Mas terá existido alguma vez um pico mais alto do que o Evereste, que se ergue a 8.849 metros acima do nível do mar?
A resposta continua a ser um mistério.
Mas há pistas geológicas sobre onde estariam os picos mais altos num passado remoto, explicam especialistas ouvidos pela Live Science.
Os geólogos não têm detalhes exatos que permitam apontar qual foi o pico mais alto há centenas de milhões de anos. “Infelizmente, nunca vamos conseguir esse grau de pormenor”, diz Alan Collins, professor de geologia na Universidade de Adelaide, na Austrália.
Ainda assim, há pistas em sedimentos que ficaram presos na crosta terrestre e que sugerem a grandeza perdida de cumes nevados e picos dos primórdios do planeta. Os cientistas estudam estas crostas para perceber até que profundidade desceram, o que pode revelar a altura das montanhas antigas.
As montanhas são, no fundo, pedaços da crosta continental empurrados para cima à medida que as placas tectónicas colidem devagar umas com as outras. Esta crosta é muito pesada e há muito mais nela do que se vê à superfície.
Mesmo os picos mais espetacularmente altos, como o Evereste (que, curiosamente, é apenas o 46º mais alto do Mundo), estão ancorados em crosta profunda. Tal como a crosta é empurrada para cima para formar os picos, também é empurrada para baixo, bem fundo.
Tanto Collins como Ziyi Zhu, geoquímica na Universidade Curtin, na Austrália, comparam as montanhas a icebergues: só uma pequena parte espreita acima da superfície.
“Podemos defender ou especular que a maior montanha ficava num sítio onde a crosta tinha raízes profundas”, disse Zhu à Live Science.
Os geólogos calculam que os Himalaias, por exemplo, têm uma coluna de crosta que desce até 80 quilómetros. Se compararmos com a altitude do Evereste, de cerca de 9.000 metros, a montanha mais alta do mundo representa, quando muito, apenas 14% da laje de rocha de que faz parte.
Ou seja, há um limite para a altura que as montanhas podem atingir antes de ruírem sob o próprio peso.
Os Himalaias começaram a formar-se há cerca de 45 milhões de anos, com a colisão entre as placas continentais indiana e eurasiática. Para montanhas, são relativamente jovens. E é em parte por isso que ainda são tão altos.
As montanhas altas e recortadas desgastam-se depressa com o tempo. Ainda assim, os Himalaias continuam a crescer, porque as duas placas continuam a colidir.
Mas estas colisões continentais já aconteceram inúmeras vezes antes.
Foi o caso da super-montanha Transgondwana, uma antiga cordilheira no que é hoje a África Oriental, começou a surgir há cerca de 650 milhões de anos, quando a África e a América do Sul embateram na Arábia, na Índia, na Austrália e na Antártida, e formaram o supercontinente Gondwana.
Gondwana voltou a dividir-se.
Mas os vestígios destas montanhas em sítios como o sul da Índia, o Sri Lanka, a Tanzânia e o Quénia indicam que eram três vezes mais compridas do que os Himalaias.
“Se agora andarmos por lá, vemos rochas que estiveram na base deste cinturão de montanhas”, diz Collins. Em média, a crosta é mais profunda do que a dos Himalaias. “Achamos que isto tem pelo menos a escala dos Himalaias, se não mais“, disse Collins.
As crostas encontradas nestas zonas também dão pistas sobre a altura das montanhas, com secções que descem até 30 quilómetros de profundidade, apesar de quinhentos milhões de anos de erosão. “A certa altura, estariam provavelmente a meio de uma coluna de crosta com 60 quilómetros de profundidade“, disse Collins.
Ou seja, as montanhas acima desta base podiam ser tão altas como o Evereste.
Nos Himalaias, as montanhas mais altas ficam na orla do Planalto Tibetano, que tem a maior altitude do planeta: cerca de 6 quilómetros acima do nível do mar, em média.
A cordilheira Transgondwana talvez tivesse um planalto parecido à volta do sul de Madagáscar. Nesse caso, a sua orla ficaria no leste de Madagáscar, no sul da Índia e no leste da Antártida, disse Collins.
Outro candidato às montanhas mais altas foi a orogenia de Grenville, que surgiu com a formação do supercontinente Rodínia, a partir de há cerca de 1,3 mil milhões de anos. Os seus restos podem ver-se no sudeste do Ontário e no noroeste do Vermont.
Mas sabe-se menos sobre esta cordilheira extinta, disse Collins, e há investigadores que defendem que não teria sido tão alta como a Transgondwana ou os Himalaias.
Mais atrás no tempo, há cerca de 2 mil milhões de anos, a formação do supercontinente Nuna (também chamado Columbia) deixou igualmente vestígios de montanhas verdadeiramente gigantes.
No seu artigo, Zhu encontrou provas desta supermontanha ao analisar a composição de cristais de zircão que ficaram na crosta, por baixo desta cordilheira desaparecida.
Mas, se recuarmos ainda mais, o quadro fica mais turvo.
Quando a Terra era mais quente, é provável que as montanhas não conseguissem ser tão altas, porque uma crosta mais quente aguenta menos peso, diz Collins.
As placas continentais e as rochas estáveis só começaram a formar-se há cerca de 4 mil milhões de anos. E foram precisas mais algumas centenas de milhões de anos para se formarem os grandes continentes.
Para Zhu, as cordilheiras de Nuna, Transgondwana e dos Himalaias são, para já, os melhores candidatos a ter tido as montanhas mais altas de sempre. Mas é provável que seja impossível apontar o pico mais alto em concreto, pelo menos com os métodos científicos atuais.
“É uma questão em aberto”, diz Zhu.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 14:36 0 comentários
Marcadores: Everest, montanhas, orogenia, orogenia alpina, tectónica de placas
Nunca te esqueceremos, Manuel António Pina...

It's allright, ma...
Está tudo bem, mãe,
estou só a esvair-me em sangue,
o sangue vai e vem,
tenho muito sangue.
Não tenho é paciência,
nem tempo que baste
(nem espaço, deixaste-me
pouco espaço para tanto existência).
Lembranças a menos
faziam-me bem,
e esquecimento também
e sangue e água a menos.
Teria cicatrizado
a ferida do lado,
e eu ressuscitado
pelo lado de dentro.
Que é o lado
por onde estou pregado,
sem mandamento
e sem sofrimento.
Nas tuas mãos
entrego o meu espírito,
seja feita a tua vontade,
e por aí adiante.
Que não se perturbe
nem intimide
o teu coração,
estou só a morrer em vão
in Cuidados Intensivos (1994) - Manuel António Pina
Postado por Pedro Luna às 14:00 0 comentários
Marcadores: jornalismo, literatura infantil, Manuel António Pina, poesia, Porto, Sabugal
Hoje é dia de ouvir The Paragons...
The Paragons - The Tide Is High
I'm gonna be your number one
I'm not the kinda man who gives up just like that
No
It's not the things you do that really hurts me bad
But it's the way you do the things you do to me
I'm not the kinda man who gives up just like that
No
The tide is high but I'm holding on
I'm gonna be your number one
Number one
Number one
Every man wants you to be his girl
But I'll wait, my dear, 'til it's my turn
I'm not the kinda man who gives up just like that
No
Every man wants you to be his girl
But I'll wait, my dear, 'til it's my turn
I'm not the kinda man who gives up just like that
No
The tide is high but I'm holding on
I'm gonna be your number one
The tide is high but I'm holding on
I'm gonna be your number one
I'm gonna be your number one
Postado por Pedro Luna às 12:00 0 comentários
Marcadores: Jamaica, John Holt, música, reggae, The Paragons, The Tide Is High
Hoje é dia recordar Vinicius de Moraes...
A rosa de Hiroxima
Rio de Janeiro, 1954
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinicius de Moraes
Postado por Pedro Luna às 11:40 0 comentários
Marcadores: música, Ney Matogrosso, poesia, Rosa de Hiroshima, Secos e Molhados, Vinicius de Moraes
Raul Solnado nasceu há 97 anos...

Postado por Fernando Martins às 09:07 0 comentários
Marcadores: actor, Baladeiro, Humor, música, Raul Solnado, Zip-Zip
Carlos Malheiro Dias morreu 85 anos...
Estudou no Liceu de Lamego, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde apenas iniciou o curso de Direito, e na Universidade de Lisboa, onde concluiu a licenciatura no Curso Superior de Letras.
Filho de pai português, Henrique Malheiro Dias, negociante, natural do Porto e mãe brasileira, Adelaide Carolina Araújo Pereira, natural de Canguçu, partilhou entre os dois países a sua vocação literária. Seguiu para o Rio de Janeiro em 1893, iniciando a sua vida literária colaborando em jornais da capital da jovem república brasileira.
A sua primeira publicação, o romance naturalista A Mulata (1896), sobre o baixo mundo do Rio de Janeiro, cuja personagem principal é uma prostituta, foi recebido violentamente pela crítica, que o considerou um insulto para a época, tendo sido adjetivado de "livro infame, em que nada do Brasil escapara ao insulto" e uma verdadeira "enxurrada de lama".
Diante da reação desfavorável, o autor voltou para Portugal, onde ingressou na política. Monárquico militante, foi deputado entre 1897 e 1910.
Casou, aos 23 anos de idade, a 31 de dezembro de 1898, na freguesia de Nespereira, do concelho de Guimarães, com Luísa de Sousa Ribeiro de Abreu, natural da freguesia de Oliveira do Castelo, filha de Domingos Luís Ribeiro, já falecido e de Maria Etelvina de Freitas Ferreira, de quem mais tarde se divorciou e com quem teve duas filhas: Maria Adelaide de Sousa Malheiro Dias (Cedofeita, Porto, 26 de fevereiro de 1900 - ?), que casou com Duarte Moniz Pereira, e Maria Luísa de Sousa Malheiro Dias (São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 27 de outubro de 1905 - São Domingos de Benfica, Lisboa, 10 de outubro de 1989), que casou com Ramiro Guedes Correia de Campos.
Fez parte da Maçonaria, tendo entrado na loja maçónica “Luís de Camões” de Lisboa.
Com a proclamação da república portuguesa (1910), exilou-se voluntariamente no Brasil, onde viveu até 1935. Quando do seu retorno em 1910, a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro ofereceu-lhe, na conceituada Confeitaria Colombo, um jantar de homenagem e de desagravo pelas hostilidades ocorridas quando da publicação do seu primeiro e polémico romance. Compareceram políticos, escritores e representantes da classe conservadora, todos vaiados por um grupo de jornalistas, poetas e jovens intelectuais na rua do Ouvidor, à porta da Colombo, inclusive Rui Barbosa que, embora recebido em respeitoso silêncio, ao adentrar a confeitaria, ouviu o protesto do poeta Bastos Tigre, que lhe gritou: "Não sou tigre de tapete!"
A comunidade portuguesa no Brasil ofereceu-lhe, também, a moradia onde viveu, em Lisboa, na Avenida do Brasil, perto do Campo Grande, e que hoje já não existe.
A 2 de Junho de 1919 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo, tendo sido elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem a 13 de junho do mesmo ano.
Abandonou posteriormente a ficção e passou para a historiografia e temas cívicos e políticos. Coordenou a publicação da monumental História da Colonização Portuguesa do Brasil (1921), com reconhecida maestria, em que confluíram o realismo historicista e o neorromantismo nacionalista. Junto com Frederico Barata, fundou e dirigiu a famosa revista carioca O Cruzeiro (1928), de Assis Chateaubriand. E é possível que tenha sido o autor das cartas entre tia e sobrinha, na secção "Carta de Mulher" dramatizando a tradição e a modernidade nos primeiros anos de edição da revista O Cruzeiro, sob os pseudônimos de "Iracema", a tia, e "Lucia", a sobrinha. "Iracema" era o pseudónimo de Carlos Malheiro Dias na Revista da Semana, na secção "Cartas de Mulher", no plural.
Além de ter sido diretor da revista Ilustração Portuguesa e codiretor de O Domingo Ilustrado (1925-1927), colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas publicações periódicas Branco e Negro (1896-1898), Brasil- Portugal (1899-1914), Serões (1901-1911), Revista do Conservatório Real de Lisboa (1902), Atlantida (1915-1920), Contemporânea (1915-1926), Homens Livres (1923), Lusitânia (1924-1927), Feira da Ladra (1929-1943) e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945).
Foi também um dos fundadores da Academia Portuguesa de História (1936), considerada sucessora da Academia Real de História Portuguesa. Foi membro-correspondente da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo a Eça de Queiroz. Romancista, contista e cronista, é considerado um dos maiores e mais talentosos escritores portugueses da geração seguinte à do autor de O primo Basílio.
Faleceu aos 66 anos, vitimado por uma broncopneumonia, na Avenida Alferes Malheiro, número 19, freguesia de Campo Grande, em Lisboa. Esteve primeiramente sepultado no Cemitério do Lumiar, sendo trasladado, a 31 de julho de 1942, para o Cemitério da Atouguia, em Guimarães, sendo cumprida a sua última vontade.
Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
Marcadores: Carlos Malheiro Dias, jornalista, literatura


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