quinta-feira, outubro 29, 2026
Hoje é preciso recordar Nelson Cavaquinho...
Postado por Pedro Luna às 11:50 0 comentários
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A terça-feira negra do capitalismo norte-americano foi há 97 anos
29 de outubro de 1929: uma multidão à porta da Bolsa de Valores de Nova Iorque
Postado por Fernando Martins às 09:07 0 comentários
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Pepetela faz hoje oitenta e cinco anos...!
Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudónimo de Pepetela (Benguela, 29 de outubro de 1941), é um escritor angolano.
A sua obra reflete sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta. Durante a longa guerra, Pepetela, angolano de ascendência portuguesa, lutou juntamente com o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) para a libertação da sua terra natal. O seu romance, Mayombe, retrata as vidas e os pensamentos de um grupo de guerrilheiros durante aquela guerra. Yaka segue a vida de uma família colonial na cidade de Benguela ao longo de um século, e A Geração da Utopia mostra a desilusão existente em Angola depois da independência. A história angolana antes do colonialismo também faz parte das obras de Pepetela, e pode ser lida em A Gloriosa Família e Lueji. A sua obra nos anos 2000 critica a situação angolana, textos que contam com um estilo satírico incluem a série de romances policiais denominada Jaime Bunda. As suas obras recentes também incluem Predadores, uma crítica áspera das classes dominantes de Angola, O Quase Fim do Mundo, uma alegoria pós-apocalíptica, e O Planalto e a Estepe, que examina as ligações entre Angola e outros países ex-comunistas. Licenciado em Sociologia, Pepetela é docente da Faculdade de Arquitetura da Universidade Agostinho Neto em Luanda.
Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
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Saudades de Peter Green...
Postado por Pedro Luna às 08:00 0 comentários
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Richard Dreyfuss faz hoje 79 anos
Dreyfuss rose to prominence with starring roles in American Graffiti (1973), The Apprenticeship of Duddy Kravitz (1974), Jaws (1975), and Close Encounters of the Third Kind (1977). He won the Academy Award for Best Actor for his portrayal of Elliot Garfield in the 1977 romantic comedy The Goodbye Girl, and was Oscar-nominated in the same category for his title role in the 1995 drama Mr. Holland's Opus. His other film credits include The Competition (1980), Stand by Me (1986), Down and Out in Beverly Hills (1986), Stakeout (1987), Nuts (1987), Always (1989), Postcards from the Edge (1990), What About Bob? (1991), The American President (1995), and W. (2008).
On television, Dreyfuss starred as the title character on the CBS drama series The Education of Max Bickford (2001–2002), for which he was nominated for the Screen Actors Guild Award for Outstanding Performance by a Male Actor. He also portrayed Fagin in the 1997 Disney adaptation of Oliver Twist, Meyer Lansky in HBO's Lansky (1999), Alexander Haig in Showtime's The Day Reagan Was Shot (2001), and Bernie Madoff in the ABC miniseries Madoff (2016).
Postado por Fernando Martins às 07:09 0 comentários
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A Guerra do Suez começou há setenta anos...
Postado por Fernando Martins às 07:00 0 comentários
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Flávio Lemos, baixo dos Capital Inicial, comemora hoje 63 anos
Postado por Fernando Martins às 06:30 0 comentários
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Saudades de Duane Allman...
Postado por Pedro Luna às 05:50 0 comentários
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Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 04:50 0 comentários
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Adalgisa Nery nasceu há cento e vinte e um anos...
Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira (Rio de Janeiro, DF, 29 de outubro de 1905 - Rio de Janeiro, RJ, 7 de junho de 1980), mais conhecida como Adalgisa Nery, foi uma poetisa modernista e jornalista brasileira, mais conhecida por suas obras Ar do Deserto, de 1943, Mundos Oscilantes publicado entre 1937 e 1952, e A Imaginária, de 1959.
Infância
Nascida na rua Sebastião Lacerda, no bairro Laranjeiras, Adalgisa era filha do advogado Gualter José Ferreira, natural do Mato Grosso, mas baseado no Rio de Janeiro, e da portuguesa Rosa Cancella Ferreira. Sensível e imaginativa desde cedo, ela ficou órfã de mãe aos oito anos de idade, o que lhe foi um grande impacto, registado mais tarde em sua obra.
O segundo casamento de seu pai tornou-se motivo de conflitos emocionais, pois Adalgisa não se adaptou ao temperamento difícil da madrasta. Estudou como interna num colégio de freiras e, naquela época, já era vista como "subversiva" por defender as "órfãs" (categoria comum nos colégios religiosos da época), consideradas subalternas e maltratadas. Por essa razão, acabou sendo expulsa da escola. Portanto, a única educação formal que ela recebeu em vida foi a do ensino primário.
Adalgisa era tia e madrinha da Miss Brasil Adalgisa Colombo, filha de sua irmã Percília Olga Ferreira. Sobre a tia ela declarava ser de personalidade forte, e que lhe dizia: "minha filhinha, você também é Adalgisa, porém a segunda!"
Vida com Ismael Nery
Aos quinze anos, Adalgisa se apaixonou por seu vizinho, o pintor Ismael Nery, um dos precursores do modernismo no Brasil, com quem casou aos dezasseis anos. O casamento durou doze anos, até à morte do pintor em 1934. A partir do casamento, Adalgisa Nery mergulhou numa vida trepidante, que lhe proporcionou a entrada em um sofisticado circuito intelectual graças a frequentes reuniões em sua casa, uma estada de dois anos na Europa com o marido, e a consequente aquisição de cultura. Porém a vida de Adalgisa foi também muito marcada pelo sofrimento e pela relação conflituosa, muitas vezes violenta, com o marido. O casal teve sete filhos, todos homens, mas somente o mais velho, Ivan, e o benjamin, Emmanuel, sobreviveram.
Em 1959 Adalgisa Nery publicou o romance autobiográfico A Imaginária, que se tornou seu maior sucesso editorial. Adalgisa, usando como alter ego a personagem Berenice, descreveu como o fascínio que sentia pelo marido no início do casamento foi substituído por um verdadeiro sentimento de terror pela violência que ele podia assumir na vida quotidiana.
Viúva aos vinte e nove anos, sem muitos recursos financeiros e com dois filhos para criar, Adalgisa foi trabalhar primeiro na Caixa Económica Federal, mas depois conseguiu arranjar um cargo no Conselho do Comércio Exterior do Itamaraty. Em 1937 lançou o seu primeiro livro de poesia, intitulado Poemas.
Vida com Lourival Fontes
Em 1940 Adalgisa casou com o jornalista e advogado Lourival Fontes, que era o diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado por Getúlio Vargas em 1939, para difundir a ideologia do Estado Novo brasileiro.
Seguiu o segundo marido em funções diplomáticas em Nova Iorque, de 1943 a 1945, e como embaixador no México em 1945. No México desenvolveu amizade com os pintores Diego Rivera, José Orozco (ambos a retrataram), Frida Kahlo, David Siqueiros e Rufino Tamayo. Em 1952 viajou novamente àquele país, como embaixadora plenipotenciária, para representar o Brasil na posse do presidente Adolfo Ruiz Cortines. Recebeu a Ordem da Águia Asteca, nunca antes concedida a uma mulher, em virtude de suas conferências sobre Juana Inés de la Cruz.
O casamento com Lourival durou treze anos, e a separação ocorreu quando ele se apaixonou por outra mulher.
Jornalista e política
Em razão do grande sofrimento causado pelo abandono de Lourival Fontes, e apesar de seu valor literário ser reconhecido não só no Brasil como na França, onde uma coletânea de poemas foi traduzida por Pierre Seghers, Adalgisa resolveu destruir a própria fama e renegar a sua obra. A partir daí, tornou-se jornalista, escrevendo para o jornal Última Hora e política. Foi eleita deputada três vezes, primeiro pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e depois, no tempo do bipartidarismo, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em 1969 teve o mandato e seus direitos políticos cassados.
Encontra-se colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico.
Últimos anos
Pobre e desamparada, sem ter onde morar, após em vida ter doado tudo para os filhos, Adalgisa passou a residir, entre 1974 e 1975, numa casa do comunicador Flávio Cavalcanti, em Petrópolis, onde viveu como reclusa. Contrariando o seu propósito de nunca mais dedicar-se à literatura, escreveu e publicou ainda dois livros de poesia, dois de contos, um de artigos e um romance, Neblina. O romance foi dedicado a Cavalcanti, considerado "dedo-duro" pela Ditadura, em gratidão pelo acolhimento que lhe dera. No conflito entre o que seria "politicamente correto" e a lealdade a um amigo, Adalgisa escolheu, sem hesitar, o caminho do afeto. Em razão disso, o livro foi ignorado pela crítica.
Em 1975 passou a morar na casa de seu filho mais novo, Emmanuel. Em maio de 1976, deixou um bilhete para o filho e se internou sozinha, por livre e espontânea vontade, sem ter doença alguma, numa casa de repouso para idosos, em Jacarepaguá. Emmanuel, quando chegou em casa, surpreso, não encontrou mais a mãe. Um ano mais tarde, ela sofreu um acidente vascular cerebral e ficou afásica e hemiplégica. Três anos mais tarde, aos setenta e quatro anos, faleceu.
O seu percurso literário e imagético como mulher admirada, escritora, política e jornalista combativa e perseguida, cuja imagem sofreu um apagamento (damnatio memoriae), foi abordado na tese académica Damnatio memoriae: Adalgisa Nery, do paraíso perdido das Laranjeiras ao esquecimento, de Geraldo Gomes Brandão Junior.
Poema da Amante
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita dos tempos
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
E em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas, desde a ideia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
Adalgisa Nery
Postado por Fernando Martins às 01:21 0 comentários
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Nelson Cavaquinho nasceu há 115 anos...
Biografia
O seu envolvimento com a música inicia-se na família. O seu pai, Brás Antônio da Silva, era músico da banda da Polícia Militar e seu tio Elvino tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surge o apelido que o acompanharia por toda a vida.
Casou-se por volta dos seus 20 anos com Alice Ferreira Neves, com quem teria quatro filhos e na mesma época consegue, graças a seu pai, um trabalho na polícia fazendo rondas noturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.
Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos como "A Flor e o Espinho" e "Folhas Secas", ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson eventualmente "vendia" parcerias de sambas que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade.
A sua primeira canção gravada foi "Não Faça Vontade a Ela", em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde foi descoberto por Cyro Monteiro que fez várias gravações de suas músicas. Começou a se apresentar em público apenas na década de 60, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica no centro do Rio. Em 1970 lançou o seu primeiro LP, "Depoimento de Poeta", pela gravadora Castelinho.
As suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em "Rugas", "Quando Eu me Chamar Saudade", "Luto", "Eu e as Flores" e "Juízo Final".
Com mais de 50 anos de idade, conheceria Durvalina, trinta anos mais nova do que ele, a sua companheira pelo resto da vida. Morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, vítima de um enfisema pulmonar.
No carnaval de 2011 a escola de samba G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira homenageou Nelson Cavaquinho pelo seu centenário. "O Filho Fiel, Sempre Mangueira" é o nome do enredo que a agremiação levou para a avenida. O músico era torcedor da escola de samba carioca.
in Wikipédia
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O poeta Zbigniew Herbert nasceu há 102 anos...
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Zbigniew Herbert (Leópolis, Polónia,hoje Ucrânia , 29 de outubro de 1924 - Varsóvia, Polónia, 28 de julho de 1998) foi um poeta, dramaturgo e ensaísta polaco, integrando na poesia polaca aquilo que Aleksandar Jovanovic, linguista e tradutor, nomeia como “neovanguarda dos anos 60 e 70” na poesia.
in Wikipédia
Penteava o cabelo
Penteava o cabelo antes de dormir
diante do espelho Durava uma eternidade
Entre flexões e extensões do cotovelo
passavam épocas Dos cabelos soltavam-se em silêncio
soldados da segunda legião chamada Augusta Antoniniana
companheiros de Rolando artilheiros de Verdun
com dedos firmes
segurava a auréola sobre a cabeça
Demorava tanto tempo
que quando por fim
se dirigia a mim
entre meneios
meu coração até aí dócil
parava
e na pele apareciam
grossos cristais de sal
Zbigniew Herbert
Postado por Fernando Martins às 01:02 0 comentários
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Duane Allman morreu há 55 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:55 0 comentários
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Georges Brassens morreu há quarenta e cinco anos...
Postado por Fernando Martins às 00:45 0 comentários
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A poetisa Ana Cristina Cesar suicidou-se há 43 anos...
Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando
Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.
Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.
Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.
Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio
Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las
Eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal.
Ana Cristina Cesar
Postado por Fernando Martins às 00:43 0 comentários
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El-Rei D. Fernando II nasceu há 210 anos
Após uma visita ao Mosteiro da Batalha (que se encontrava abandonado, depois das extinção das ordens religiosas), D. Fernando passa a dedicar parte das suas preocupações à causas de cariz nacionalistas com a proteção do património arquitetónico português edificado, tendo também impulsionado aspetos culturais e financeiros, a par do estímulo à ação desenvolvida por sociedades eruditas, como projetos de restauração e manutenção respeitantes não só a vila da Batalha, mas também ao Convento de Mafra, Convento de Cristo, em Tomar, ao Mosteiro dos Jerónimos, Sé de Lisboa, e Torre de Belém.
Como amante de pintura que era, colaborou, com algumas gravuras de sua autoria, na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865).
A Custódia de Belém foi tomada como saque pelas tropas francesas durante a Guerra Peninsular, tendo sido levada para França e devolvida após o termo da guerra. Foi enviada para a Casa da Moeda, aparentemente para fusão, destino do qual foi resgatada pela intervenção de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, rei consorte de Portugal pelo seu casamento com a rainha D. Maria II de Portugal.
Postado por Fernando Martins às 00:21 0 comentários
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Bissaya Barreto nasceu há cento e quarenta anos...

Fernando Baeta Bissaya Barreto Rosa (Castanheira de Pera, 29 de outubro de 1886 - Lisboa, 16 de setembro de 1974), mais conhecido por Bissaya Barreto, foi um professor de Medicina da Universidade de Coimbra e político. Entre outras funções, foi deputado à Assembleia Nacional Constituinte (1911), dirigente do Partido Republicano Evolucionista e depois da União Liberal Republicana. Após o golpe de estado de 28 de maio de 1926 aderiu à União Nacional, de que foi um destacado dirigente.
Nasceu em Castanheira de Pera, a 29 de outubro de 1886, filho do farmacêutico Albino Inácio Rosa, natural do lugar de Rapoula, freguesia de Avelar e de sua mulher Joaquina da Conceição Barreto, natural de Castanheira de Pera. Era neto paterno de João Inácio Rosa e Maria Rosa da Piedade, materno de Jacinto Baeta das Neves e Maria Justina da Conceição.
Bissaya Barreto fez os seus estudos liceais em Coimbra. Matriculado na Universidade de Coimbra, fez parte da geração de estudantes da Greve Académica de 1907. Frequentava, na altura, o 1.º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e foi um dos 160 alunos (chamados intransigentes) que não renovaram a matrícula para fazer exame.
Na Faculdade de Medicina acaba a licenciatura em 1913, formando-se, anos antes, em Filosofia e Matemática, com excelentes notas.
Sendo ainda aluno universitário, lecciona, no Colégio de Coimbra, a disciplina de Ciências Físicas e Biológicas, colaborando na altura com o professor Sidónio Pais, que porventura o terá influenciado.
Em Coimbra, enquanto estudante, foi um republicano convicto além de carbonário. Pertenceu, quando frequentava o 4.º ano de Medicina, ao comité civil da organização carbonária autónoma de Coimbra, "Carbonária Portugália", em janeiro de 1910. Ao mesmo tempo, faz parte, em Coimbra, da loja maçónica Revolta (aliás, como todos os do comité de estudantes da Carbonária Portugália) com o nome simbólico de Saint-Just, tendo atingido o 5.º grau do Rito Francês.
Participou, como delegado, no Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra.
Colega de Oliveira Salazar na Universidade, acompanhou-o depois na tertúlia do Centro Académico de Democracia Cristã (CADC), e pode dizer-se, tal era a admiração pessoal que tinha por ele, que foi salazarista antes do salazarismo. O estadista, mais tarde, agradeceu-lhe a atenção dedicada.
Concluída a licenciatura em Medicina, Bissaya-Barreto opta pela vida política. Republicano e maçon, foi eleito pelo círculo eleitoral da Figueira da Foz, para a Assembleia Constituinte de 1911. Em Lisboa, frequenta a Escola Médica e as aulas do professor e cirurgião cabeça, ao mesmo tempo que ocupa o seu lugar no parlamento. Após 3 anos regressa a Coimbra, onde faz provas para professor agregado da Faculdade de Medicina, regendo depois a cadeira de "Técnica Cirúrgica" e exerce clínica. Como cirurgião, percorre a província, operando em Vila Real, Guarda, Santa Comba Dão, Mealhada, Castanheira de Pera, Figueira da Foz.
Bissaya-Barreto fez parte da Comissão Central da União Nacional, em 1932, juntamente com Manuel Rodrigues, Armindo Monteiro, Lopes Mateus, e sob chefia de Salazar, foi, ainda, Presidente da Junta de Província da Beira Litoral, procurador à Câmara Corporativa e, ao longo do tempo, desenvolveu uma importante acção no campo social e da saúde pública.
Impulsionou sanatórios, leprosarias, casas da criança, refúgios para idosos, institutos maternais, bairros económicos, campos de férias, colónias balneares, estando à frente da campanha de luta contra a tuberculose, a lepra e as doenças mentais.
À sua iniciativa se devem os Sanatórios de Celas, onde posteriormente funcionou até 2011 o Hospital Pediátrico de Coimbra, e dos Covões, atual Hospital dos Covões. Também a criação da Maternidade Bissaya Barreto, o Hospital Sobral Cid, o Hospital Psiquiátrico do Lorvão, o Hospital Rovisco Pais (que foi uma moderna leprosaria) o Hospital da Figueira da Foz, entre outras instituições que ainda se encontram em funcionamento.
Criou também a Escola Normal Social (antecessor do atual Instituto Superior Miguel Torga - ISMT) e o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra.
A 1 de setembro de 1950 foi feito 59.º Sócio do Ginásio Clube Figueirense e a 29 de outubro de 1956 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Benemerência. A 26 de novembro de 1958, criou a Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, que tem o seu nome, com sede na casa onde viveu. Desde 1963 foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra. Nesse ano, a 9 de maio, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Após o 25 de abril foi exonerado de todos os seus cargos. Faleceu no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa, a 16 de setembro de 1974, aos 87 anos de idade, vítima de AVC. Encontra-se sepultado no Cemitério de Castanheira de Pera, a sua terra natal. Nunca casou mas deixou um filho natural.
Atualmente, a Fundação Bissaya Barreto tem em funcionamento um Centro de Documentação com diversos documentos, fotografias e bibliografia sobre a sua vida e obra.
Postado por Fernando Martins às 00:14 0 comentários
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