segunda-feira, setembro 21, 2026

Saudades de Boz Burrell...

Hoje é um bom dia para ouvir música clássica com cheiro a astronomia...

Leonard Cohen nasceu há noventa e dois anos...

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Embora seja mais conhecido pelas suas canções, como "Hallelujah", que alcançaram notoriedade tanto na sua voz quanto na de outros intérpretes, Cohen passou a se dedicar à música apenas depois dos trinta anos, já consagrado como autor de romances e livros de poesia.
   
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O Hobbit foi publicado há 89 anos


 

The Hobbit, or There and Back Again (publicado em Portugal como O Gnomo e O Hobbit e, no Brasil, como O Hobbit ou Lá e de Volta Outra Vez ou simplesmente O Hobbit) é um livro infanto-juvenil de fantasia escrito pelo filólogo e professor britânico J. R. R. Tolkien. Publicado originalmente em 21 de setembro de 1937, foi aclamado pela crítica, sendo nomeado à Medalha Carnegie e recebendo um prémio do jornal norte-americano New York Herald Tribune de melhor ficção juvenil. O romance mantêm-se popular com o passar dos anos e é reconhecido como um clássico da literatura infantil.
Situado num tempo "Entre o Alvorecer das Fadas e o Domínio dos Homens", o livro segue a busca do hobbit caseiro Bilbo Baggins para conquistar uma parte do tesouro guardado pelo dragão Smaug. A jornada de Bilbo leva-o de um ambiente rural alegre a um território mais sinistro. A história é contada na forma de uma busca episódica, e a maioria dos capítulos apresenta uma criatura específica, ou um tipo de criatura, das "Terras Ermas" de Tolkien. Ao aceitar o lado desonroso, romântico, feérico e aventureiro de sua natureza e aplicar a sua inteligência e senso comum, Bilbo ganha um novo nível de competência, maturidade e sabedoria. A história atinge o seu clímax na Batalha dos Cinco Exércitos, onde muitos dos personagens e criaturas dos capítulos anteriores reemergem para se envolver no conflito.
O crescimento pessoal e as diferentes formas de heroísmo são os temas centrais da história. Juntamente das causas que levam a uma guerra, esses temas levaram os críticos a citar as próprias experiências pessoais de Tolkien durante a I Guerra Mundial como instrumentos na formação da história. O conhecimento académico do autor sobre literatura anglo-saxónica e o seu interesse em contos de fadas também são indicados como influências.
Encorajada pelo sucesso crítico e financeiro do livro, a editora pediu uma continuação. Como o trabalho de Tolkien no seu sucessor, O Senhor dos Anéis, estava evoluindo, o escritor fez algumas acomodações retrospetivas para este em O Hobbit. Essas poucas porém significativas mudanças foram integradas na segunda edição. Seguiram-se outras edições, com alterações menores, incluindo aquelas que refletem um conceito variável de Tolkien do mundo de Bilbo. A obra nunca esteve fora de catálogo e o seu legado permanente abrange muitas adaptações para teatro, cinema, rádio, jogos de tabuleiro e video games. Várias dessas adaptações têm recebido reconhecimento da crítica por seus próprios méritos.
 
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Capa da primeira edição britânica, feita a partir de um desenho de Tolkien 

Markus Grosskopf, o baixista fundador dos Helloween, nasceu há 61 anos

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Markus Grosskopf (Hamburgo, 21 de setembro de 1965) é um baixista alemão, famoso por ter sido um dos co-fundadores da banda de power metal Helloween, em 1984.
 
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Hoje é preciso cantar a poesia de Maria do Rosário Pedreira...

Don’t Look Back In Anger...

Música de aniversariante de hoje...!

Gustav Holst nasceu há cento e cinquenta e dois anos...

Holst - desenho de William Rothenstein, 1920

     

Gustav Theodore Holst, nascido Gustavus Theodore von Holst, (Cheltenham, 21 de setembro de 1874 – Londres, 25 de maio de 1934) foi um compositor inglês, arranjador e professor. Conhecido pelo seu trabalho orquestral, a suite The Planets, compôs várias obras de diversos géneros, embora nenhuma tivesse o mesmo sucesso. O seu estilo distinto de composição era o resultado de muitas influências, incluindo o revivalismo folk inglês do início do século XX.

   

 

Luis Cernuda nasceu há 124 anos...

(imagem daqui)
   
Luis Cernuda ou Luis Cernuda Bidón (Sevilha, 21 de setembro de 1902Cidade do México, 5 de novembro de 1963), foi um poeta e crítico literário andaluz.
Era o filho mais novo de um militar que impunha na educação dos filhos a mesma disciplina rígida e intransigente dos quartéis. Desde cedo, esses valores, entraram em choque com a natureza tímida e retraída de Cernuda.
Em 1919, começou a estudar Direito na Universidade de Sevilha, onde conheceu Pedro Salinas, seu professor, que o introduziu no mundo literário. Mudou-se para Madrid e ali, entrou em contacto com os ambientes literários do que logo viria a ser chamado a "Geração de 27". Foi em 1927, que publicou sua primeira obra "Perfil Del Aire".
As suas principais influências procederam de autores românticos como Keats e Bécquer, entre outros.
Durante um ano, trabalhou como leitor de espanhol na Universidade de Toulouse onde começou a escrever os poemas de seu livro "Un rio, un amor" (1929).
Quando foi proclamada a república, recebeu-a com ilusão e sempre se mostrou disposto a colaborar com tudo o que significasse buscar uma Espanha mais tolerante, liberal e culta. Em 1934, publicou "Donde Habite el olvido".
Durante a Guerra Civil, participou ativamente, desde as trincheiras culturais como na fundação da revista "Hora de España", junto com poetas como Alberti ou Gil Albert ou como na participação do "II Congreso de Intelectuales Antifascistas", realizado em Valencia.
Em 1938 seguiu até a Inglaterra para a realização de algumas conferências, porém não regressou mais ao seu país, começando assim o seu triste exílio. O primeiro livro a ser publicado já no exílio foi "Las Nubes", em 1940.
Em 1947, conseguiu o lugar de professor na universidade americana de Mount Holyoke, onde permaneceu até 1952, quando se mudou para o México. Em 1956 publicou "Con las Horas Contadas" e em 1962 "Desolación de la quimera". Também escreveu interessantes ensaios literários e colaborou em revistas e jornais mexicanos como "Excelsior" ou "Novedades". Morreu, na Cidade do México, em 1963.
 

 

Donde habite el olvido

Donde habite el olvido,
En los vastos jardines sin aurora;
Donde yo sólo sea
Memoria de una piedra sepultada entre ortigas
Sobre la cual el viento escapa a sus insomnios.

Donde mi nombre deje
Al cuerpo que designa en brazos de los siglos,
Donde el deseo no exista.

En esa gran región donde el amor, ángel terrible,
No esconda como acero
En mi pecho su ala,
Sonriendo lleno de gracia aérea mientras crece el tormento.

Allí donde termine este afán que exige un dueño a imagen suya,
Sometiendo a otra vida su vida,
Sin más horizonte que otros ojos frente a frente.

Donde penas y dichas no sean más que nombres,
Cielo y tierra nativos en torno de un recuerdo;
Donde al fin quede libre sin saberlo yo mismo,
Disuelto en niebla, ausencia,
Ausencia leve como carne de niño.

Allá, allá lejos;
Donde habite el olvido.
 

 

Luis Cernuda

Luis Cernuda nasceu há cento e vinte e quatro anos...

(imagem daqui)
   
Luis Cernuda ou Luis Cernuda Bidón (Sevilha, 21 de setembro de 1902Cidade do México, 5 de novembro de 1963), foi um poeta e crítico literário andaluz.
Era o filho mais novo de um militar que impunha na educação dos filhos a mesma disciplina rígida e intransigente dos quartéis. Desde cedo, esses valores, entraram em choque com a natureza tímida e retraída de Cernuda.
Em 1919, começou a estudar Direito na Universidade de Sevilha, onde conheceu Pedro Salinas, seu professor, que o introduziu no mundo literário. Mudou-se para Madrid e ali, entrou em contacto com os ambientes literários do que logo viria a ser chamado a "Geração de 27". Foi em 1927, que publicou sua primeira obra "Perfil Del Aire".
As suas principais influências procederam de autores românticos como Keats e Bécquer, entre outros.
Durante um ano, trabalhou como leitor de espanhol na Universidade de Toulouse onde começou a escrever os poemas de seu livro "Un rio, un amor" (1929).
Quando foi proclamada a república, recebeu-a com ilusão e sempre se mostrou disposto a colaborar com tudo o que significasse buscar uma Espanha mais tolerante, liberal e culta. Em 1934, publicou "Donde habite el olvido".
Durante a Guerra Civil, participou ativamente, desde as trincheiras culturais como na fundação da revista "Hora de España", junto com poetas como Alberti ou Gil Albert ou como na participação do "II Congreso de Intelectuales Antifascistas", realizado em Valencia.
Em 1938 seguiu até a Inglaterra para a realização de algumas conferências, porém não regressou mais ao seu país, começando assim o seu triste exílio. O primeiro livro a ser publicado já no exílio foi "Las Nubes", em 1940.
Em 1947, conseguiu uma cadeira de professor na Universidade americana de Mount Holyoke, onde permaneceu até 1952, quando se mudou para o México. Em 1956 publicou "Con las Horas Contadas" e em 1962 "Desolación de la quimera". Também escreveu interessantes ensaios literários e colaborou em revistas e jornais mexicanos como "Excelsior" ou "Novedades". Morreu no exílio, na Cidade do México, em 1963.
 

 

Donde habite el olvido



Donde habite el olvido,
En los vastos jardines sin aurora;
Donde yo sólo sea
Memoria de una piedra sepultada entre ortigas
Sobre la cual el viento escapa a sus insomnios.

Donde mi nombre deje
Al cuerpo que designa en brazos de los siglos,
Donde el deseo no exista.

En esa gran región donde el amor, ángel terrible,
No esconda como acero
En mi pecho su ala,
Sonriendo lleno de gracia aérea mientras crece el tormento.

Allí donde termine este afán que exige un dueño a imagen suya,
Sometiendo a otra vida su vida,
Sin más horizonte que otros ojos frente a frente.

Donde penas y dichas no sean más que nombres,
Cielo y tierra nativos en torno de un recuerdo;
Donde al fin quede libre sin saberlo yo mismo,
Disuelto en niebla, ausencia,
Ausencia leve como carne de niño.

Allá, allá lejos;
Donde habite el olvido.
 

 

Luis Cernuda

Ribeirinho nasceu há cento e quinze anos...

https://img.iol.pt/image/id/695698ed0cf25591337745b0/720

(imagem daqui)

 

Francisco Carlos Lopes Ribeiro, o Ribeirinho (Lisboa, 21 de setembro de 1911 - Lisboa, 7 de fevereiro de 1984) foi um ator e realizador português.

Com dezoito anos ingressou na companhia de Chaby Pinheiro, estreando-se em A Maluquinha de Arroios, de André Brun, corria o ano de 1929. Colecionador de inúmeros êxitos, na comédia e na revista, viria a dirigir várias companhias, como o Teatro do Povo, Os Comediantes de Lisboa, o Teatro Universitário de Lisboa, o Teatro Nacional Popular e o Teatro Nacional D. Maria II, este último de 1978 a 1981. No cinema participou em vários filmes assinados pelo seu irmão, o realizador António Lopes Ribeiro, como A Revolução de Maio (1937), Feitiço do Império (1939), O Pai Tirano (1941) ou A Vizinha do Lado (1945). Foi ainda dirigido por Arthur Duarte (1944 - A Menina da Rádio, 1950 - O Grande Elias), Ladislao Vajda e Teixeira da Fonseca. Foi também o realizador de um dos filmes portugueses mais populares de sempre, O Pátio das Cantigas (1941), onde também participou como ator. Co-realizou, com António Lopes Ribeiro, o documentário As Rodas de Lisboa (1951).

Faith Hill celebra hoje 59 anos

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Audrey Faith Perry, mais conhecida como Faith Hill (Jackson, 21 de setembro de 1967) é uma cantora, atriz e produtora norte-americana. Hill é uma das artistas country mais bem sucedidas de todos os tempos, tendo vendido mais de 50 milhões de álbuns em todo o mundo. Ela obteve vários sucessos, como: "Breathe" e "There You'll Be", a última foi tema do filme Pearl Harbor (2001), e foi indicada ao Óscar.

Ao longo da carreira, Hill ganhou 5 Grammy Awards, 15 Academy of Country Music Awards, 6 American Music Awards e vários outros prémios. A sua turnê de 2006, "Soul2Soul II Tour", em parceria o cantor e marido, Tim McGraw, tornou-se a turnê country de maior bilheteira de todos os tempos nos Estados Unidos.

 

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d6/Faith_Hill_2006.jpg/500px-Faith_Hill_2006.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

      
 

Liam Gallagher comemora hoje cinquenta e quatro anos

      
William John Paul Gallagher, conhecido como Liam Gallagher, (Manchester, 21 de setembro de 1972) é um músico britânico. Foi o vocalista da banda Oasis, banda que liderou juntamente com o seu irmão, Noel Gallagher. Foi também líder e vocalista dos Beady Eye.
Conhecido pelo seu comportamento agressivo, o seu singular modo de cantar e a sua atitude, Liam Gallagher foi uma das figuras mais importantes do movimento britpop e é um dos ícones da música britânica.
       
 

Jaco Pastorius morreu há 39 anos...


           
Jaco Pastorius, de nome próprio John Francis Anthony Pastorius III (Norristown, Pensilvânia, 1 de dezembro de 1951 - Fort Lauderdale, Flórida, 21 de setembro de 1987), foi um baixista de jazz norte-americano. É considerado por muitos como um dos mais influentes de todos os tempos.
    
(...)
    
O trágico fim de John Francis Anthony Pastorius III inicia-se a 11 de setembro de 1987. Após um show de Carlos Santana, dirigiu-se ao Midnight Bottle Club, em Wilton Manors, na Flórida. Após ter um comportamento exibicionista e arrogante, entra numa luta com o segurança do clube, chamado Luc Havan. Como resultado da disputa, sofre um traumatismo craniano e fica em coma durante dez dias. Depois dos aparelhos de suporte de vida serem desligados, o seu coração ainda bateu durante três horas. A morte do mais ilustre baixista de todos os tempos foi a 21 de setembro de 1987, quando faltavam 10 semanas para completar 36 anos. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale. O segurança do clube, Luc Havan, foi acusado de assassinato de segundo grau, mas depois declarou-se culpado de homicídio culposo e foi condenado a 22 meses de prisão e cinco anos de liberdade condicional, que levava em conta o tempo já cumprido. Quatro meses depois, ele foi libertado, por bom comportamento.
Uma das maiores homenagens que lhe prestaram foi feita pelo trompetista Miles Davis, que gravou a música Mr. Pastorius, composição do baixista Marcus Miller, lançada no álbum Amandla.
  
   
 
in Wikipédia
 

Boz Burrell morreu há vinte anos...

       
Boz Burrell, nascido Raymond Burrell (Lincoln, 1 de agosto de 1946 - Marbella, 21 de setembro de 2006) foi um baixista e guitarrista conhecido por ter integrado as bandas King Crimson e Bad Company.
Entrou para os King Crimson como vocalista mas, como a banda precisava de um baixista, o guitarrista Robert Fripp rapidamente o ensinou a tocar baixo. Mais tarde entrou para os Bad Company, em 1973, para tocar baixo, obtendo grande sucesso comercial durante as décadas de 70, 80 e 90. Posteriormente Burrell teve trabalhos na área dos blues, tocando com Tam White.
Morreu a 21 de setembro de 2006, por causa de um ataque cardíaco.
     
 

Saudades de quando Leonard Cohen comemorava aniversários...

Maria do Rosário Pedreira faz hoje 67 anos

(imagem daqui)

 

Maria do Rosário Pedreira (Lisboa, 21 de setembro de 1959) é uma editora, escritora, poetisa e letrista portuguesa. É a mais mediática editora portuguesa, responsável editorial no grupo Leya.

 

Carreira

Frequentou o Lar Educativo João de Deus, onde fez a escola primária. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, variante de Estudos Franceses e Ingleses, foi professora durante cinco anos, na década de 80.

Em 1987 tornou-se editora graças ao esforço do Prof. António Manuel Baptista. Iniciou esta atividade na área dos livros de divulgação científica.

De 1989 a 1998 foi autora da coleção juvenil Clube das Chaves, com Maria Teresa Maia Gonzalez, tendo publicado 21 títulos. Publicou depois também a coleção juvenil Detetive Maravilhas, com 17 volumes, em 2000.

Na LeYa edita autores como Nuno Camarneiro, Ana Cristina Silva, Vasco Luís Curado, Gabriela Ruivo Trindade, Norberto Morais, Nuno Amado, Cristina Drios, Carlos Campaniço, João Rebocho Pais e Paulo Moreiras.

Como escritora, tem publicados vários trabalhos de ficção, poesia, crónicas e literatura juvenil, procurando neste último género a transmissão de valores humanos e culturais. Para a autora – já distinguida com alguns prémios literários –, a casa pode ser considerada como um mundo onde se encerra tudo aquilo que vai perdurando, mesmo que sob a forma da memória, nostalgicamente.

É autora de várias letras musicais, cantadas por Carlos do Carmo, António Zambujo, Aldina Duarte, Ana Moura e, mais recentemente, por Salvador Sobral.

 

Vida pessoal

É casada com Manuel Alberto Valente, diretor editorial num grupo editorial rival (Porto Editora).

 

in Wikipédia

 

 Vieste como um barco carregado de vento

 

Vieste como um barco carregado de vento, abrindo
feridas de espuma pelas ondas. Chegaste tão depressa
que nem pude aguardar-te ou prevenir-me; e só ficaste
o tempo de iludires a arquitectura fria do estaleiro

onde hoje me sentei a perguntar como foi que partiste,
se partiste,
que dentro de mim se acanham as certezas e
tu vais sempre ardendo, embora como um lume
de cera, lento e brando, que já não derrama calor.

Tenho os olhos azuis de tanto os ter lançado ao mar
o dia inteiro, como os pescadores fazem com as redes;
e não existe no mundo cegueira pior do que a minha:
o fio do horizonte começou ainda agora a oscilar,
exausto de me ver entre as mulheres que se passeiam
no cais como se transportassem no corpo o vaivém
dos barcos. Dizem-me os seus passos

que vale a pena esperar, porque as ondas acabam
sempre por quebrar-se junto das margens. Mas eu sei
que o meu mar está cercado de litorais, que é tarde
para quase tudo. Por isso, vou para casa

e aguardo os sonhos, pontuais como a noite.

 

 

in O Canto do Vento nos Ciprestes (2001) - Maria do Rosário Pedreira

domingo, setembro 20, 2026

Porque Sophia Loren também canta...

Sophia Loren nasceu há noventa e dois anos


Sophia Loren, nascida Sofia Costanza Brigida Villani Scicolone (Roma, 20 de setembro de 1934) é uma atriz e cantora italiana

   

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f1/Sophia_Loren_1962.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=original

   

Começou a sua carreira no cinema em 1950; desde os 15 anos apareceu em vários papéis menores, até ser contratada para cinco filmes pela Paramount Pictures, em 1956. Isso lhe permitiu lançar-se, com sucesso, numa carreira internacional. Atuou em filmes notáveis como The Pride and the Passion, Houseboat e It Started in Naples.

Loren ganhou reconhecimento em 1962, quando recebeu o Óscar de melhor atriz por sua atuação no filme Duas Mulheres, que também lhe rendeu o BAFTA, o prémio de melhor atriz no Festival de Cannes e o prémio da Associação de Críticos de Nova Iorque. Ela detém o recorde por ter recebido sete prémios David di Donatello de melhor atriz, o maior número já recebido. A sua carreira atingiu o auge em 1964, quando recebeu um milhão de dólares para fazer o filme A Queda do Império Romano.

Além do Óscar de Melhor Atriz, ela ganhou um Grammy, um prémio de Atriz no Festival de Cannes, cinco Globos de Ouro especiais e um Óscar Honorário em 1991. Em 1994 ganhou um Urso de Ouro Honorário no Festival de Berlim. Foi três vezes premiada no Festival de Veneza, como Melhor Atriz em 1958, Leão de Ouro pela carreira em 1998, em um especial o Pietro Bianchi Award 2002. Em 1995, recebeu o Prémio Cecil B. DeMille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, foi nomeada como uma das 25 maiores lendas femininas do cinema pelo American Film Institute.

Depois de constituir família no início dos anos 1970, Loren passou a dedicar menos tempo à sua carreira de atriz e optou por fazer apenas aparições ocasionais em filmes. Nos últimos anos, ela ainda apareceu em filmes americanos como Prêt-à-Porter, Grumpier Old Men e Nine

   

Sophia Loren e Jayne Mansfield @ Rex - Rex USA

   

Alberto de Lacerda nasceu há 98 anos...

(imagem daqui)

 

Carlos Alberto Portugal Correia de Lacerda (Ilha de Moçambique, 20 de setembro de 1928 - Londres, 26 de agosto de 2007) foi um poeta, professor ocasional de literatura, crítico de arte e colecionador português.

  
Biografia
Nascido na Ilha de Moçambique, Alberto de Lacerda veio para Lisboa em 1946. Em 1951 fixou-se em Londres, trabalhando como locutor e jornalista da BBC, efetuado um notável trabalho de divulgação de poetas como Camões, Pessoa e Sena. Nos anos seguintes viajou pela Europa e esteve no Brasil em 1959 e 1960. A partir de 1967 começa a lecionar na Universidade do Texas em Austin, do Texas, EUA, onde se manteve durante cinco anos, fazendo uma breve passagem pela Universidade de Columbia, de Nova Iorque, até se fixar, em 1972, como professor de poética, na Universidade de Boston, Massachusetts.
Estreou-se em Portugal com uma série de poemas publicados na revista Portucale. Foi um dos fundadores da revista de poesia Távola Redonda, juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira. Os seus poemas foram traduzidos para o inglês, castelhano, alemão e holandês, entre várias outras línguas. É descrito como possuindo uma linguagem pouco adjetivada mas rica em imagística, reveladora de um mundo misterioso oculto na vulgaridade das coisas. Alberto de Lacerda é também autor de colagens, tendo chegado a expor, nos anos 80, na Sociedade Nacional de Belas Artes, de Lisboa.
Faleceu em Londres a 26 de agosto de 2007. Apesar do número relativamente pequeno de obras publicadas, Lacerda deixou um vasto espólio e de grande importância, composto, nomeadamente, por correspondência com grandes figuras da cultura, estrangeiras e portuguesas, tais como Maria Helena Vieira da Silva e o marido Árpád Szenes ou ainda Paula Rego.
 

 

A um Deus desconhecido

 


Estou à espera do sol 
Que há-de passar de novo 
Nesta varanda

As raparigas de bronze lânguido 
Da minha infância 
Continuam a passar nesta varanda 
Mesmo quando as não vejo

O sol 
O sol há-de surgir 
Os dez raios de oiro 
Das tuas mãos desconhecidas

Como te chamas?



in
 Oferenda II (1965) - Alberto de Lacerda

Javier Marías nasceu há setenta e cinco anos...

Javier Marías Franco (Madrid, 20 de setembro de 1951 – Madrid, 11 de setembro de 2022) foi um escritor, tradutor e editor espanhol, membro da Real Academia Espanhola. É considerado um dos romancistas mais relevantes da literatura espanhola contemporânea.

 

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e1/20070527_-_Javier_Mar%C3%ADas_en_la_Feria_del_Libro_de_Madrid.jpg/500px-20070527_-_Javier_Mar%C3%ADas_en_la_Feria_del_Libro_de_Madrid.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

 

(...)


Marías morreu em 11 de setembro de 2022, aos setenta anos de idade, em Madrid, por causa de uma pneumonia associada ao Covid-19.

 

Don Felder, guitarrista e compositor dos Eagles, faz hoje 79 anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Don_Felder_Auto_Club_2023.jpg/500px-Don_Felder_Auto_Club_2023.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
Donald William "Don" Felder (Gainesville, 21 de setembro de 1947) é um guitarrista e vocalista estadunidense, que permaneceu na banda norte-americana de rock Eagles de 1974 a 2001. Com o grupo, ganhou seis Grammys em 1980.
        
 https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7a/DonFelder.jpg/960px-DonFelder.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
          
 

Música para recordar Jim Croce...

Fernão de Magalhães partiu, para circum-navegar a Terra, há 507 anos

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Fernão de Magalhães (Sabrosa, primavera de 1480 - Cebu, Filipinas, 27 de abril de 1521) foi um navegador português, que se notabilizou por ter organizado a primeira viagem de circum-navegação ao globo, de 1519 até 1522.

Nascido em família nobre, Magalhães era inquieto por natureza: queria ver o mundo e explorá-lo. Em 1506 viajou para as Índias Ocidentais, participando de várias expedições militares nas Molucas, também conhecidas como as Ilhas das Especiarias.
A serviço do rei de Espanha, planeou e comandou a expedição marítima que efetuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo sul do continente americano, a atravessar o estreito que hoje leva seu nome e a cruzar o Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas no curso da expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522.
    
(...)
     
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da "Casa de la Contratación" da cidade um adepto do projecto que entretanto concebera: dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano.
Com a influência do bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projeto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheios de incidentes; o cartógrafo de origem portuguesa Diogo Ribeiro que começara a trabalhar para Espanha em 1518, na Casa de Contratación em Sevilha participou no desenvolvimento dos mapas utilizados na viagem. Depois da rutura com Rui Faleiro, Magalhães continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de tripulação, partiram de Sanlúcar de Barrameda em 20 de setembro de 1519. A esquadra tinha cinco navios e uma tripulação total de 234 homens, com cerca de 40 portugueses entre os quais Álvaro de Mesquita, primo co-irmão de Magalhães, Duarte Barbosa, primo da mulher de Magalhães, João Serrão, primo ou irmão de Francisco Serrão e Estevão Gomes. Seguia também Henrique de Malaca.
Antonio Pigafetta, escritor italiano que havia pago do seu próprio bolso para viajar com a expedição, escreveu um diário completo de toda a viagem, possibilitado pelo facto de Pigafetta ter sido um dos 18 homens a retornar vivo para a Europa. Dessa forma, legou à posteridade um raro e importante registo de onde se pode extrair muito do que se sabe sobre este episódio da história.
A armada fez escala nas ilhas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando em 13 de dezembro ao Rio de Janeiro. Prosseguindo para o sul, atingiram Puerto San Julian à entrada do estreito, na extremidade da atual costa da Argentina, onde o capitão decidiu parar. Irrompeu então uma revolta que ele conseguiu dominar com habilidosa astúcia. Após cinco meses de espera, período no qual a nau "Santiago" foi perdida, numa viagem de reconhecimento, tendo os seus tripulantes conseguido ser resgatados, Magalhães encontrou o estreito que hoje tem o seu nome, aprofundando-se nele. Noutra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas desta vez por um motim, na nau "San Antonio" onde a tripulação aprisionou o seu capitão Álvaro de Mesquita, primo de Magalhães, e iniciou uma viagem de volta com o piloto Estêvão Gomes (realmente estes completaram a viagem, espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães na Espanha).
Apenas em novembro a esquadra atravessaria o Estreito, penetrando nas águas do Mar do Sul (assim batizado por Balboa), e batizando o oceano em que entravam como «Pacífico» por contraste às dificuldades encontradas no Estreito. Depois de cerca de quatro meses, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação. Foi também no Pacífico que encontrou as nebulosas que hoje ostentam o seu nome - as nebulosas de Magalhães.
Em março de 1521, alcançaram a ilha de Ladrões, no atual arquipélago de Guam, chegando à ilha de Cebu nas atuais ilhas Filipinas em 7 de abril. Imediatamente começaram com os nativos as trocas comerciais; boa parte das grandes dificuldades da viagem tinham sido vencidas. Dias depois, porém, Fernão de Magalhães morreu, em combate com os nativos na ilha de Mactan, atraído a uma emboscada, sendo morto pelo nativo Lapu-Lapu.
A expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de março de 1522. Dois meses depois, seria comandada por Juan Sebastián Elcano.

 

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Mapa da expedição: a vermelho a rota percorrida por Magalhães, a laranja a rota percorrida por Elcano
    
Regresso
Decidiram incendiar a nau Concepción, visto o pequeno número de homens para operá-la, e finalmente conseguiram chegar às Molucas, onde obtiveram o seu suprimento de especiarias. Trinidad acabou ali permanecendo para reparos e a "Victoria" voltou sozinha para casa, contornando o Índico pelo sul, a fim de não encontrar navios portugueses. A Trinidad, após as reparações, tentou seguir uma rota pelo Pacífico até a América Central, onde poderia contactar os espanhóis e levar sua carga, no entanto acabou tendo de retornar às Molucas onde os seus tripulantes foram aprisionados pelos portugueses que haviam chegado. A nau "Victoria" dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1522, fez escala em Cabo Verde, onde alguns homens foram detidos pelos portugueses, alcançando finalmente o porto de San Lúcar de Barrameda, com apenas 18 homens na tripulação.
Uma única nau tinha completado a circum-navegação do globo ao alcançar Sevilha, em 6 de setembro de 1522. Juan Sebastián Elcano, a restante tripulação da expedição de Magalhães e o último navio da frota regressaram decorridos três anos após a partida. A expedição de facto trouxe poucos benefícios financeiros aos participantes, não tendo a tripulação chegado a receber o pagamento. 
   

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Fernão de Magalhães
  

 
No vale clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
 
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto —
Cingi-lo, dos homens, o primeiro —,
Na praia ao longe por fim sepulto.
 
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
 
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

 
  
 
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

O Abade Faria morreu há 207 anos

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 Estátua do Abade Faria em Goa
  
José Custódio de Faria (Goa, Candolim, 30 ou 31 de maio de 1746 - Paris, 20 de setembro de 1819), mais conhecido por Abade Faria, foi um religioso e cientista luso-goês que se destacou como um dos primeiros estudiosos da hipnose.
Filho de Caetano Vitorino de Faria e de sua mulher, Rosa Maria de Sousa, ambos goeses católicos, os quais, mais tarde, se separaram e tomaram Ordens.
Chegou a Lisboa em 1771 e a Roma em 1772. Nesta última cidade esteve até 1780, formando-se em Teologia e recebendo as ordens de sacerdote.
Pertenceu ao grupo dos conspiradores que tentaram derrubar o regime português em Goa, em 1787. A chamada Conjuração dos Pintos foi denunciada e exemplarmente reprimida pelas autoridades portuguesas. Faria apressou-se a ir para a França, em 1788. Defensor da Revolução Francesa (1789), comandou uma das secções que, em 1795, atacaram a Convenção Nacional. Foi professor de Filosofia nos Liceus de Marselha e Nîmes.
Iniciado na prática do magnetismo animal por Amand Marie Jacques de Chastenet de Puységur o marquês de Puységur, no ano de 1813 abriu em Paris um gabinete de magnetizador. A prática de hipnose por sugestão trouxe-lhe uma enorme clientela e uma pronta reação de descrédito, sendo rotulado de maníaco e bruxo.
Os últimos anos da sua vida passou-os como capelão de um convento.
Como cientista demonstrou o carácter puramente natural da hipnose, tendo sido ele o primeiro a descrever com precisão os seus métodos e efeitos. Soube antever as possibilidades da sugestão hipnótica no tratamento das doenças nervosas.
Uma versão ficcionada de si, homónima, é uma personagem do romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.
Tem uma rua com o seu nome no Areeiro, em Lisboa.
    

Itália anexou o que sobrou dos Estados Pontifícios há 156 anos

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O Reino da Itália e os Estados Pontifícios em 1870
    
Os Estados Papais, Estados Pontifícios, Estados da Igreja ou Património de São Pedro eram formados por um aglomerado de territórios, basicamente no centro da Península Itálica, que se mantiveram como um estado independente entre os anos de 756 e 1870, sob a direta autoridade civil dos Papas, e cuja capital era Roma.
  
Os Estados Pontifícios: a zona a vermelho foi anexada pelo Reino de Itália em 1860, o resto (cinza) em 1870
     
O fim dos Estados Pontifícios
Em 1870, estalou a guerra franco-prussiana e o imperador francês precisou de dispor de todos os efetivos militares, incluindo as unidades de guarnição em Roma. O recém-constituído Reino de Itália aliou-se à Prússia nesta contenda, pelo que contou com o beneplácito de Bismarck para atuar sem problemas contra as possessões do pontífice, pró-francês. O Papa Pio IX reuniu oito mil soldados numa desesperada tentativa de resistir, mas o insuficiente exército papal não pode conter as divisões italianas que marcharam patrioticamente sobre Roma. Em 20 de setembro de 1870, entravam em Roma, logo declarada a capital do Reino de Itália, com o estabelecimento da corte do Rei Victor Emanuel II no Palácio do Quirinal.
   
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Brasão dos Estados Pontifícios
     
Teriam de passar 59 anos até que, a 11 de fevereiro de 1929, o Papa Pio XI e o reino de Itália subscreveram o Tratado de Latrão, em virtude do qual a Igreja reconhecia o Reino de Itália como estado soberano e esta fazia o mesmo com a cidade do Vaticano, minúsculo território independente, de 44 hectares, em Roma, sob jurisdição pontifícia.