quarta-feira, junho 10, 2026

Poesia adequada à data...

Motivos para morar em Portugal

 

LOA A PORTUGAL 

 

Dichosos los pueblos que aguardan aún el mediodía,
los que aún aran sus campos y muelen su centeno
y el pan recién cocido reparten en su mesa.
Dichosos los pueblos que zurcen el mar ola por ola
los que han hecho del mar su casa y su gobierno,
los que al acercarse al mar, le siguen ofrendando
frescas flores bermejas.
 

Manuel Moya 

 

Loa a Portugal 


Ditosos os povos que aguardam ainda o meio-dia,
os que ainda lavram seus campos e moem seu centeio
e o pão fresco repartem em sua mesa.
Ditosos os povos que cosem o mar onda por onda,
os que fizeram do mar sua casa e seu governo,
os que ao abeirar-se do mar, continuam a ofertar-lhe
frescas flores vermelhas. 

 

 Manuel Moya - tradução Albino M. (Rua das Pretas)

Simplesmente Portus Cale...

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Lusitânia


Os que avançam de frente para o mar
E nele enterram como uma aguda faca
A proa negra dos seus barcos
Vivem de pouco pão e de luar.
  
   
  

in Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen

Com que voz...

 

Com que voz  


Com que voz chorarei meu triste fado,
que em tão dura paixão me sepultou.
Que mor não seja a dor que me deixou
o tempo, de meu bem desenganado.

Mas chorar não estima neste estado
aonde suspirar nunca aproveitou.
Triste quero viver, pois se mudou
em tristeza a alegria do passado.

Assim a vida passo descontente,
ao som nesta prisão do grilhão duro
que lastima ao pé que a sofre e sente.

De tanto mal, a causa é amor puro,
devido a quem de mim tenho ausente,
por quem a vida e bens dele aventuro.




Luís de Camões

Zeca Afonso a cantar Camões...

 

Na fonte está Lianor
  
   
Mote
Na fonte está Lianor
Lavando a talha e chorando,
Às amigas perguntando:
- Vistes lá o meu amor?



Voltas
Posto o pensamento nele,
Porque a tudo o amor obriga,
Cantava, mas a cantiga
Eram suspiros por ele.
Nisto estava Lianor
O seu desejo enganando,
Às amigas perguntando:
- Vistes lá o meu amor?

O rosto sobre ua mão,
Os olhos no chão pregados,
Que, do chorar já cansados,
Algum descanso lhe dão.
Desta sorte Lianor
Suspende de quando em quando
Sua dor; e, em si tornando,
Mais pesada sente a dor.

Não deita dos olhos água,
Que não quer que a dor se abrande
Amor, porque, em mágoa grande,
Seca as lágrimas a mágoa.
Despois que de seu amor
Soube novas perguntando,
De improviso a vi chorando.
Olhai que extremos de dor! 


   
Luís de Camões

Chega de Saudade...

O massacre nazi de Lidice foi há 84 anos...

 
Poster da propaganda de guerra britânica sobre Lídice
  
Lídice (Lidice em língua checa, Liditz em alemão) é um pequena cidade da antiga Checoslováquia, hoje República Checa, famosa durante a II Guerra Mundial quando foi totalmente destruída e a grande maioria de seus habitantes assassinados pelos alemães, a 10 de junho de 1942, como vingança pela morte de seu comandante e segunda maior autoridade nas SS nazis, Reinhard Heydrich.
  
Massacre e genocídio
Em 27 de maio de 1942, Heydrich, então designado como Protetor do Terceiro Reich na Boémia e Morávia, área ocupada pelas tropas nazis há mais de três anos, dirigia-se da vila onde morava para seu escritório no centro de Praga, capital do país. Numa esquina perto de seu local de destino, o carro em que viajava foi emboscado a tiros por dois integrantes da resistência checa, treinados na Inglaterra e lançados de para-quedas sobre a Checoslováquia. Atingido pelos tiros no atentado, o oficial da SS protegido de Himmler e Hitler e um dos mais cruéis da SS, um dos idealizadores da Solução Final, morreria uma semana depois, de infeção generalizada no hospital.
Enraivecido pela morte de um de seus seguidores mais leais, Hitler ordenou ao substituto de Heydrich que fizesse de tudo e não poupasse vidas para achar os responsáveis pela morte do oficial nazi e se vingar dos checos.
Seguiu-se uma retaliação sangrenta e generalizada das tropas nazis contra a população civil checa. Em 10 de junho, aconteceria aquela que se tornaria a mais tristemente famosa por sua crueldade. A pequena vila de Lídice, uma comunidade de mineiros, perto da capital, foi cercada pelas tropas nazis, impedindo a saída de seus moradores. Todos os habitantes de sexo masculino com mais de quinze anos foram separados de mulheres e crianças, colocados num celeiro e fuzilados em pequenos grupos no dia seguinte. As mulheres e crianças da cidade foram todas enviadas para o campo de concentração feminino de Ravensbruck, onde a grande maioria viria a morrer, de tifo e exaustão, pelos trabalhos forçados. Após o assassinato e o desterro de toda a população, a cidade inteira foi demolida com explosivos e deixada apenas em terra, aplainada por tratores. Os alemães espalharam grãos e cevada pelo chão de toda a área para transformá-la em pasto e riscaram-na dos mapas da Europa. Cerca de 340 habitantes de Lídice morreram no massacre alemão, 173 homens, 60 mulheres e provavelmente 88 crianças. Uma outra pequena aldeia, Lezaky, a este de Praga, também foi destruída e os seus habitantes executados.
A vingança alemã causou perto de 1.500 mortes em toda a Checoslováquia e estendeu-se a parentes e amigos de resistentes, integrantes da elite do país suspeitos de deslealdade. Lídice foi escolhida para o massacre por ser reconhecidamente uma vila hostil aos conquistadores e suspeita de ser ponto de reunião dos assassinos de Heydrich (que acabariam suicidando-se em Praga, quando estavam prestes a serem presos pela SS).
Diferente de outros crimes de guerra que os nazis cometiam na época e mantinham em segredo, a propaganda alemã fez questão de anunciar publicamente ao mundo os eventos de Lídice, como uma ameaça e um aviso à população cativa da Europa então ocupada pela Alemanha. A notícia causou uma onda de terror e indignação mundial e a propaganda britânica aproveitou o facto para alardear os crimes do III Reich e fez um filme sobre o genocídio, “A Vila Silenciosa”.
  

O local onde se situava a vila de Lídice, hoje um cemitério sagrado e um memorial nacional
  
Lídice hoje
Lídice tornou-se um símbolo da crueldade nazi durante a guerra e diversos países batizaram cidades e vilas com o seu nome, para que ela jamais fosse esquecida, como era a intenção de Adolf Hitler, inclusive no Brasil, no estado do Rio de Janeiro. Mulheres nascidas no pós-guerra também foram batizadas com o nome de Lídice por seus pais.
Mesmo tendo sido totalmente apagada do mapa, Lídice foi novamente reconstruida e ampliada em 1949, a setecentos metros da área onde havia a vila destruída pelos nazis, mantida intocada, como um cemitério sagrado, e o terreno onde existiu é marcado apenas por um memorial - onde arde uma chama eterna - sendo um monumento nacional, mantido pelo governo checo.
  

Hoje precisamos recordar os 82 anos do crime nazi em Oradour-sur-Glane...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e9/Oradour-sur-Glane-Streets-1294.jpg/960px-Oradour-sur-Glane-Streets-1294.jpg
    
Oradour-sur-Glane é uma comuna francesa, situada no departamento de Haute-Vienne, na região do Limousin.
A cidade tornou-se famosa por ter sido o local de um dos maiores massacres cometidos pelos soldados nazis das Waffen-SS durante a Segunda Guerra Mundial.
Dias após o desembarque das tropas aliadas na Normandia em 6 de junho de 1944, no que ficou conhecido como Dia D, tropas alemães estacionadas na França dirigiam-se aos locais de desembarque para travar combate com as forças aliadas. Uma delas, a 2ª Divisão Panzer SS Das Reich, da Waffen-SS, as tropas de combate de elite da SS, atravessava boa parte do país, em direção à costa, tendo sido diversas vezes fustigada no caminho por sabotagens e ações da resistência francesa, os maquis.
  
Massacre
Em 10 de junho de 1944, nas proximidades da vila de Oradour-sur-Glane, o comandante de um dos batalhões da divisão, Sturmbannführer Adolf Diekmann, comunicou aos seus oficiais subordinados que havia sido avisado por dois civis franceses da região que um oficial SS havia sido preso pelos guerrilheiros na cidade e seria executado e queimado publicamente nos próximos dias.
No começo da tarde, os pelotões da SS cercaram e fecharam a cidadezinha de Oradour e o comando convocou toda a população para a praça principal a fim de fazer uma verificação de documentos. Homens e mulheres foram separados, os homens levados a celeiros e garagens das redondezas e as mulheres e crianças fechadas na igreja do lugar.
Nos celeiros, onde os habitantes masculinos eram esperados por metralhadoras montadas em tripés, todos foram fuzilados e os celeiros queimados com os  seus corpos dentro. Dos 195 homens de Oradour presos, apenas cinco escaparam. Enquanto isso, outros SS atiraram tochas incendiárias para dentro da igreja, onde se encontravam fechadas as mulheres e crianças, causando um incêndio generalizado.
Os sobreviventes que tentavam escapar pelas janelas eram metralhados por soldados colocados em posição do lado de fora. Apenas uma mulher, Marguerite Rouffanche, conseguiu escapar entre as 452 mulheres e crianças que morreram carbonizadas na chacina, fugindo por um buraco de janela partido pelo fogo, sem ser percebida. Após a imolação, a tropa queimou a cidade até às fundações. No total, 642 habitantes de Oradour foram mortos pelas Waffen-SS em algumas horas, de um total de pouco mais de mil habitantes.
     

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/45/Oradour-sur-Glane-Church-1275.jpg/960px-Oradour-sur-Glane-Church-1275.jpg
A Igreja, conservada em ruínas, exatamente como ficou em 1944, 452 mulheres e crianças foram queimadas vivas pelas tropas das SS
     
Protestos
A barbárie causou uma onda de protestos dentro das próprias forças alemãs, incluindo o Marechal Erwin Rommel e o governo francês aliado dos nazis em Vichy, na França não-ocupada. O comando da divisão considerou que o comandante Dieckman havia extrapolado em muito as suas ordens - fazer 30 franceses de reféns e usá-los como moeda de troca pelo suposto oficial nazi prisioneiro - e abriu uma investigação judicial militar. Diekman não chegou a ser julgado, morrendo em combate, pouco dias depois do massacre, juntamente com a maior parte dos criminosos que destruíram Oradour-sur-Glane.
Após a guerra, o Presidente Charles De Gaulle decidiu que a cidade não seria reconstruida, permanecendo as suas ruínas como um memorial à crueldade da ocupação nazi na França. Em 1999. Jacques Chirac ergueu um centro da memória em Oradour, e nomeou oficialmente a vila como 'cidade-mártir'.
Assim como a sua cidade-irmã em martírio, Lídice, na Checoslováquia, a nova Oradour-sur-Glane é uma pequena comuna, de pouco mais de 2.000 habitantes, construída a pequena distância das ruínas silenciosas da cidade-mártir francesa da Segunda Guerra Mundial.
       
Requiem por Oradour-sur-Glane
A tragédia de Oradour foi contada na televisão mundial em documentário na aclamada série da BBCinglesa, The World at War (O Mundo em Guerra) de 1974. Na voz de Laurence Olivier, o primeiro capítulo da série abre com imagens feitas de helicóptero sobre a cidade vazia e silenciosa e a narração grave:

Por esta estrada, num dia de verão de 1944, os soldados vieram. Ninguém vive aqui agora. Eles aqui ficaram por algumas horas. Quando eles se foram, a comunidade que existia há mil anos, havia morrido. Esta é Oradour-sur-Glane, na França. No dia em que os soldados vieram, a população foi reunida. Os homens foram levados para garagens e celeiros, as mulheres e crianças foram conduzidas por esta rua e trancadas dentro desta igreja. Aqui, elas escutaram os tiros que matavam seus homens. Então, elas foram mortas também. Algumas semanas depois, muitos daqueles que cometeram essas mortes, foram também mortos, em batalha.
Nunca reconstruiram Oradour. As suas ruínas são um memorial. O seu martírio soma-se a milhares e milhares de outros martírios na Polónia, na Rússia, em Burma, na China, em..... um Mundo em Guerra.         

Kim Deal nasceu há 65 anos...!

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ab/The_Breeders_%2826945165257%29.jpg/960px-The_Breeders_%2826945165257%29.jpg

 

Kimberley Ann Deal (Dayton, Ohio,  June 10, 1961) is an American musician. She was the original bassist and co-vocalist in the alternative rock band the Pixies from 1986 to 1993 and again from 2004 to 2013. She is the frontwoman of the Breeders, which she formed in 1989.

Deal joined the Pixies in January 1986, adopting the stage name Mrs. John Murphy for the albums Come on Pilgrim and Surfer Rosa. Following Doolittle and the Pixies' hiatus, she formed the Breeders with Tanya Donelly of Throwing Muses, Josephine Wiggs of the Perfect Disaster, and Britt Walford of Slint; following the band's debut album Pod, her twin sister Kelley Deal replaced Donelly.

The Pixies broke up in early 1993, and Deal returned her focus to the Breeders, who released the platinum-selling album Last Splash in 1993, featuring the popular single "Cannonball". In 1994, the Breeders went on hiatus after Kelley entered drug rehabilitation. During the band's hiatus, Deal adopted the stage name Tammy Ampersand and formed the short-lived rock band the Amps, recording a single album, Pacer, in 1995. After her own stint in drug rehabilitation, Deal eventually reformed the Breeders with a new line-up for two more albums, Title TK in 2002 and Mountain Battles in 2008. She returned to the Pixies when the band reunited in 2004.

In 2013, Deal left the Pixies to concentrate on the Breeders, after that band's most famous line-up reunited for a new series of tours celebrating the 20th anniversary of Last Splash. In 2018, the Breeders released their fifth album All Nerve, the first album to reunite the Deals, Wiggs, and Macpherson since Last Splash. In 2024, Deal released her debut solo album, Nobody Loves You More

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/Pixies_in_Kansas_City%2C_October_1%2C_2004.jpg/960px-Pixies_in_Kansas_City%2C_October_1%2C_2004.jpg

 

in Wikipédia

 

Jimmy Chamberlin comemora hoje 62 anos

 https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f0/The_Smashing_Pumpkins_-_2019158212838_2019-06-07_Rock_am_Ring_-_1276_-_B70I8576_%28cropped%29.jpg/960px-The_Smashing_Pumpkins_-_2019158212838_2019-06-07_Rock_am_Ring_-_1276_-_B70I8576_%28cropped%29.jpg

   

James Joseph Chamberlin (Joliet, Illinois, June 10, 1964) is an American drummer and record producer. Described as "one of the most powerful drummers in rock," he is best known as the drummer for the alternative rock band the Smashing Pumpkins. Following the 2000 breakup of the band, Chamberlin joined Pumpkins frontman Billy Corgan in the supergroup Zwan and also formed his own current group, the Jimmy Chamberlin Complex.

In late 2005, Chamberlin joined Corgan in reforming Smashing Pumpkins; he eventually left the group in March 2009, though he returned again in 2015 for a summer tour, and has officially performed with the band since then. Following guitarist Jeff Schroeder's departure in October 2023, Chamberlin is the band's second-longest serving member. He also performed in the group Skysaw until 2012 and joined Chicago jazz saxophonist Frank Catalano for a string of 2013–15 performances in the Chicago area. An EP by Catalano and Chamberlin Love Supreme Collective was released on July 29, 2014.

Chamberlin originally trained as a jazz drummer and cites jazz musicians Benny Goodman, Duke Ellington, Gene Krupa, and Buddy Rich, as well as rock drummers Keith Moon, Ian Paice, and John Bonham as major influences on his technique, and primarily strives for emotionally communicative playing. In 2008, Gigwise named Chamberlin the 5th best drummer of all time. In 2016, Rolling Stone ranked Jimmy Chamberlin 53 on their list of "100 Greatest Drummers Of All Time".

 

in Wikipédia

 

Poema alusivo ao dia das medalhas...

 

A MINHA QUERIDA PÁTRIA 

 

 

a pátria 
os camões 
os aviões 
e os gagos-coutinhos 
coitadinhos 

a pátria 
e os mesmos 
aldrabões 
recém-chegados 
à democracia social 
era fatal 

a pátria 
novos camões 
na governança 
liderando 
as mesmas 
confusões 
continuando 
mesmo assim 
as velhas tradições 
de mau latim 
da Eneida 

enfim 
sabem que mais? 
pois 
vou da peida 

 

Mário-Henrique Leiria

Camões morreu, dizem, há 446 anos...

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(imagem daqui)

      
 

Camões dirige-se aos seus contemporâneos
    
Podereis roubar-me tudo:
as ideias, as palavras, as imagens,
e também as metáforas, os temas, os motivos,
os símbolos, e a primazia
nas dores sofridas de uma língua nova,
no entendimento de outros, na coragem
de combater, julgar, de penetrar
em recessos de amor para que sois castrados.
E podereis depois não me citar,
suprimir-me, ignorar-me, aclamar até
outros ladrões mais felizes.
Não importa nada: que o castigo
será terrível. Não só quando
vossos netos não souberem já quem sois
terão de me saber melhor ainda
do que fingis que não sabeis,
como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,
reverterá para o meu nome. E mesmo será meu,
tido por meu, contado como meu,
até mesmo aquele pouco e miserável
que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito.
Nada tereis, mas nada: nem os ossos,
que um vosso esqueleto há-de ser buscado,
para passar por meu. E para outros ladrões,
iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.
    
     


Jorge de Sena

As armas e os barões assinalados - cantados pelo Zé Mário Branco...

 

Arrocachula - José Mário Branco

 

As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo reino que tanto sublimaram

As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo rеino que tanto sublimaram

Problema é que agora já conhеço
Todas as regras
Do novo jogo

E Verdade verdadinha
Já não é fácil
Ser-se músico

São as mesmíssimas palavras
Só os acentos
É que mudaram

O agudo é esdrúxulo
E o esdrúxulo
Agora é grave

Ai, as palavras estão em crise
E não é só pelo que elas querem dizer
E não é só pelo que elas querem dizer

Ai, as palavras têm raízes
E começam no som que eles estão a perder
E começam no som que eles estão a perder

La larai laraio
La larai laraio
La larai laraio

Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular
Arrocachula, arrocachula, arrocachula na espiral medular 

Saudades de Ray Charles...

Gustave Courbet nasceu há 207 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/94/Gustave_Courbet_auto-retrato.jpg/960px-Gustave_Courbet_auto-retrato.jpg
Auto-retrato, Gustave Courbet
 
Gustave Courbet (Ornans, 10 de junho de 1819 - La Tour-de-Peilz, 31 de dezembro de 1877) foi um pintor anarquista francês pertencente à escola realista. Foi acima de tudo um pintor de paisagens campestres e marítimas onde o romantismo e idealização da altura são substituídos por uma representação da realidade fruto de observação direta. Esta busca da verdade é transposta para a tela em pinceladas espontâneas que não deixam de lado os aspetos menos estéticos do que é observado.
Courbet nasceu numa família de milionários na França. Depois de frequentar um colégio na mesma cidade, começou a ter aulas de pintura e iniciou seus estudos de direito em Paris. Finalmente decidiu estudar desenho e pintura por iniciativa própria, copiando os grandes mestres no Louvre, principalmente Hals e Velázquez. Suas primeiras obras foram uma série de auto-retratos. Em 1844 expôs pela primeira vez no Salão de Paris e dois anos mais tarde apresentou os quadros Enterro em Ornans e O Ateliê do Artista, que lhe custaram críticas severas e a recusa do Salão de Paris devido aos seus temas demasiadamente prosaicos. Courbet não se deu por vencido e construiu um pavilhão perto do Salão, onde expôs quarenta e quatro de suas obras, que chamou de realista, fundando assim esse movimento.
O público não viu com satisfação essa nova estética das classes trabalhadoras. Courbet, enquanto isso, se reunia para compartilhar opiniões com seus amigos, entre eles o pintor e notável teórico anarquista Proudhon, o escritor Baudelaire e o irónico caricaturista Daumier.
Já se discutiu muito sobre os motivos que teriam levado Courbet a escolher os trabalhadores como tema. De facto, os homens de seus quadros não expressam nenhuma emoção e mais parecem parte de uma paisagem do que seus personagens. Courbet manteve-se, nesta etapa realista, muito longe do colorido romântico, aproximando-se, em compensação, do realismo tenebroso espanhol do barroco, com uma profusão de pretos, ocres e castanhos, banhados por uma pátina cinza. Comprova-se isto no seu quadro mais importante, O Ateliê do Artista (1855), em que manifestou sua desaprovação em relação à sociedade.
Por volta de 1850, o realismo de Courbet foi se apagando e deu lugar a uma pintura de formas voluptuosas e conteúdo erótico, de figuras femininas no estilo de Ingres, mas mais descarnadas. A elas seguiu-se uma série de naturezas-mortas, quadros de caça e paisagens marinhas que confirmaram sua capacidade criativa e técnica impecável. Por volta de 1870, Courbet foi acusado de ter destruído uma coluna da praça Vendôme, o que levou o pintor a se mudar para Viena. Em Paris, as suas obras foram rejeitadas, e o ateliê do artista foi leiloado para pagar a restauração da coluna.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a0/Gustave_Courbet_-_A_Burial_at_Ornans_-_Google_Art_Project_2.jpg/1280px-Gustave_Courbet_-_A_Burial_at_Ornans_-_Google_Art_Project_2.jpg
Un enterrement à Ornans (1949-50) - Musée d'Orsay, Paris
 
 

Le Hamac ou Le Rêve (1844), Winterthour, musée Oskar Reinhart «Am Römerholz»  

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Courbet_LAtelier_du_peintre.jpg/960px-Courbet_LAtelier_du_peintre.jpg

 O Ateliê do Artista (1855)
     
in Wikipédia

Maria Keil morreu há catorze anos...

Maria Keil, Autorretrato, 1941


Maria Pires da Silva Keil do Amaral (Silves, 9 de agosto de 1914 - Lisboa, 10 de junho de 2012) foi uma pintora e ilustradora portuguesa; pertence à segunda geração de pintores modernistas portugueses.

Maria Keil realizou uma obra vasta e diversificada que abarca a pintura, desenho e ilustração, azulejo, design gráfico e de mobiliário, tapeçaria, cenografia, etc. Destaca-se de modo particular a sua intensa atividade como ilustradora, bem como o papel crucial que desempenhou na renovação do azulejo contemporâneo em Portugal.

Em 2013 o Museu da Presidência da República organizou uma mostra retrospetiva cobrindo os múltiplos aspetos da sua obra. Tem uma biblioteca com o seu nome em Lisboa, no Lumiar

   

in Wikipédia 


O mar, 1958-59, painel de azulejos, Av. Infante Santo, Lisboa

Howlin’ Wolf nasceu há 116 anos...

(imagem daqui)
 
Chester Arthur Burnett (White Station, 10 de junho de 1910 - Hines, 10 de janeiro de 1976), mais conhecido como Howlin' Wolf foi um importante cantor, compositor e guitarrista de blues. Com uma voz rouca e alta e um físico avantajado, Wolf é um dos mais significativos cantores de blues clássico de Chicago. O seu estilo, ligeiramente tímido, contrastava com as menos cruas mas ainda assim poderosas apresentações de seu astro contemporâneo, Muddy Waters.
Howlin' Wolf, Sonny Boy Williamson II, Little Walter e Muddy Waters são geralmente citados como os melhores músicos de blues que gravaram pela Chess Records. Em 2004, a revista Rolling Stone colocou Wolf como número 51 na sua lista de "100 melhores artistas de todos os tempos".
   
 

Filipe, Duque de Edimburgo e pai do rei Carlos III do Reino Unido, nasceu há cento e cinco anos...

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Filipe Mountbatten, Duque de Edimburgo (em inglês: Philip Mountbatten; Corfu, 10 de junho de 1921 - Windsor, 9 de abril de 2021), nascido Filipe da Grécia e Dinamarca, foi o marido da rainha Isabel II e Príncipe Consorte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos reinos da Comunidade das Nações de 1952 até à sua morte. Ele foi o consorte mais velho e com o maior tempo de consorte na história da monarquia britânica, além de o homem mais velho da história da família real.

Filho do príncipe André da Grécia e Dinamarca e da princesa Alice de Battenberg, nasceu na Grécia sendo membro das famílias reais grega e dinamarquesa. Foi expulso do país, juntamente com os seus pais, quanto ainda era um bebé, durante o golpe de 1922. Filipe estudou na França, Inglaterra, Alemanha e Escócia, entrando na Marinha Real Britânica em 1939, aos dezoito anos. Ele começou a se corresponder, nesse mesmo ano, com a princesa Isabel, filha mais velha e herdeira do rei Jorge VI do Reino Unido. Ele serviu no Mediterrâneo e no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois da guerra, recebeu permissão do Rei para se casar com Isabel. Abandonou os seus títulos gregos e dinamarqueses antes do anúncio oficial, abandonou a Igreja Ortodoxa Grega, converteu-se ao anglicanismo e naturalizou-se cidadão britânico, adotando o sobrenome Mountbatten, a partir dos seus avós maternos. Os dois casaram no dia 20 de novembro de 1947, após cinco meses de noivado. Ao se casar, Filipe recebeu o estilo do "Sua Alteza Real" e o título de Duque de Edimburgo. Ele continuou no serviço ativo da marinha até Isabel ascender ao trono, em 1952, tendo alcançado a patente de comandante.

Filipe e Isabel tiveram quatro filhos: Carlos, Ana, André e Eduardo. Filipe foi patrono de mais de oitocentas organizações e realizou diversos deveres oficiais sozinho e principalmente coma rainha Isabel II. Ele exerceu o seu papel como príncipe consorte durante 69 anos e faleceu, aos 99 anos, em 9 de abril de 2021, no Castelo de Windsor.
       
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Coat_of_Arms_of_Philip%2C_Duke_of_Edinburgh.svg/960px-Coat_of_Arms_of_Philip%2C_Duke_of_Edinburgh.svg.png
         

Judy Garland nasceu há cento e quatro anos...

    
Judy Garland, nome artístico de Frances Ethel Gumm (Grand Rapids, 10 de junho de 1922 - Londres, 22 de junho de 1969), foi uma atriz americana, considerada por muitos uma das maiores estrelas cantoras da "Era de Ouro" de Hollywood dos filmes musicais.
Respeitada pela sua versatilidade, ela recebeu o Óscar Juvenil, um prémio especial de reconhecimento pela sua atuação em O Feiticeiro de Oz e Babes in Arms, na 12ª Edição dos Óscares, que aconteceu em 1940, ganhou um Golden Globe em 1954 por A Star Is Born, foi a primeira mulher a receber o Prémio Cecil B. DeMille, em 1962, pelo conjunto da obra na indústria cinematográfica, bem como um prêmio Grammy Lifetime Achievement Award, em 1997, e um Tony Award Especial, em 1952.
Apesar dos seus triunfos profissionais, Judy lutou com vários problemas pessoais ao longo de sua vida. Insegura com a sua aparência, os seus sentimentos foram agravados por executivos de cinema que disseram que era feia e com excesso de peso. Tratada com medicamentos para controlar o seu peso e aumentar a sua produtividade, Judy suportou décadas de uma longa luta contra alguns vícios. Ela era atormentada por uma instabilidade financeira, muitas vezes devendo centenas de milhares de dólares em impostos atrasados, e os seus primeiros quatro de cinco casamentos terminaram em divórcio. Ela tentou o suicídio por várias ocasiões. morrendo, de uma overdose acidental, aos 47 anos, deixando duas filhas, Liza Minnelli e Lorna Luft, e o filho, Joey Luft.
   
 

A Guerra dos Seis Dias terminou há 59 anos...

Os movimentos militares de Israel durante a guerra e, em azul ardósia claro, os territórios anexados

 

A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma coligação de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. O crescimento da tensão entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas. O conflito de facto iniciou-se quando a força aérea israelita lançou uma grande ofensiva contra as bases da força aérea egípcia no Sinai. Israel alegou que o Egito preparava-se para fazer guerra contra si e que o ataque era uma ação preventiva. Se os países árabes realmente estavam se mobilizando para avançar contra os israelitas ou se a sua preparação era meras medidas defensivas, ainda é assunto de debates e controvérsia até aos nossos dias.

 

Spencer Tracy morreu há 59 anos...

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Spencer Tracy (Milwaukee, 5 de abril de 1900Los Angeles, 10 de junho de 1967) foi um famoso ator de cinema norte-americano.
   
Biografia
Filho de pais católicos, estudou num colégio jesuíta. Nesse colégio conheceu o também futuro ator Pat O'Brien. Em 1917 os dois abandonaram os estudos e alistaram-se na Marinha, para participarem na Primeira Guerra Mundial, mas acabaram ficando na Virgínia durante a guerra. Depois foi transferido para Wisconsin, onde terminou os seus estudos.
Nesse tempo começou a atuar no colégio e acabou decidindo seguir  uma carreira de ator. Fez um teste para a American Academy of Dramatic Arts em Nova Iorque e foi aceite. Em 1922 estreou na Broadway. No ano seguinte casou com Louise Treadwell, com quem teve dois filhos, um filho nascido em 1924 e uma filha nascida em 1932.
Em 1930 teve o seu primeiro grande sucesso na Broadway, o diretor John Ford assistiu a peça e o chamou para estrelar o seu próximo filme Up the River. Pouco depois ele e a sua família mudaram para Hollywood. Nos próximos 5 anos atuou em 25 filmes, até que em 1935 assinou contrato com a MGM. Dois anos depois ganhou dois Óscares consecutivos de melhor ator principal (1937 e 1938). Por 20 anos ficou na MGM e em 1955 começou a atuar independentemente.
Em 1941 durante as filmagens de Woman of the Year, Tracy conheceu a atriz Katherine Hepburn, com quem teve um longo relacionamento, nunca assumido, até à morte dele. O relacionamento deles era complexo e passava por períodos de distanciamento, num desses momentos ele chegou a se envolver brevemente com a atriz Gene Tierney em 1952. Embora não tivesse nenhum envolvimento mais com a sua esposa, nunca se divorciou, porque era católico praticante.
No final dos anos 40, foi diagnosticado com diabetes, agravados pelo alcoolismo. Em 1963 sofreu um ataque cardíaco, que acabou por afastá-lo do cinema. Retornou em 1967 para filmar Adivinhe quem vem para jantar.
O ator estava com a saúde debilitada e três semanas após a conclusão das filmagens do filme, Katharine Hepburn encontrou o ator morto, na cozinha da sua casa. Spencer Tracy faleceu de ataque cardíaco. Encontra-se sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Glendale), Glendale, Los Angeles, nos Estados Unidos.
Tracy é descrito como um dos maiores atores da história do cinema dos Estados Unidos. Participou em mais de setenta filmes em três décadas. Juntamente com Laurence Olivier, possui o recorde de nomeações para o Óscar de melhor ator.
  

The D.O.C. celebra hoje 58 anos

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Tracy Lynn Curry (Dallas, Texas, June 10, 1968), better known by his stage name The D.O.C., is an American rapper from Dallas. In addition to a solo career, he was a member of the hip hop group Fila Fresh Crew and later collaborated with gangsta rap group N.W.A, where he co-wrote many of their releases, as well as Eazy-E's solo debut album Eazy-Duz-It. He has also worked with Dr. Dre, who is one of the founding members of N.W.A and produced two of his solo albums. He was one of the founders of Death Row Records with Dr. Dre and Suge Knight.
  
 

Faith Evans - 53 anos

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Faith Renée Evans (Lakeland, 10 de junho de 1973) é uma cantora de R&B, atriz e modelo norte-americana, viúva do rapper The Notorious B.I.G..
Faith fez uma participação especial no filme The Fighting Temptations (O Menino de Coro).
 
 

Shane West nasceu há 48 anos

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Shane West, nome artístico de Shannon Bruce Snaith (Baton Rouge, 10 de junho de 1978), é um ator e músico norte-americano, mais conhecido pelos seus papéis principais em Once and Again, ER, Nikita e Salem, mas também por protagonizar os filmes Um Amor para Recordar e The League of Extraordinary Gentlemen.
Shane foi vocalista, guitarrista e compositor na banda "Jonny Was", bem como vocalista do The Germs (2005-2009).
     

John Wayne morreu há 47 anos...

 
Marion Michael Morrison (nascido Marion Robert Morrison; Winterset, 26 de maio de 1907 - Los Angeles, 11 de junho de 1979) conhecido profissionalmente como John Wayne e apelidado de Duke, foi um ator e cineasta dos Estados Unidos da América.
Filho de um farmacêutico, o  seu nome verdadeiro era Marion Michael Morrison. Ele detestava o nome e, ao entrar para o cinema, mudou-o para John Wayne, que tinha mais a ver com um rapaz de 1,92 metros de altura e campeão de futebol, pela University of Southern California.
Durante a juventude foi membro da Ordem Demolay.
Surgiu com destaque no cinema em 1930 em The Big Trail, filme do faroeste dirigido por Raoul Walsh. Permaneceu vários anos a fazer filmes de pequeno orçamento, até se consagrar no papel de Ringo Kid em Stagecoach, clássico de 1939 de John Ford. A carreira de Wayne foi assim agraciada com esse divisor de águas inestimável, que o lançou no estrelato. Esse filme tornou-se a obra que definiu todas as principais características da filmografia do faroeste norte-americano. A parceria entre Wayne e Ford continuou. Realizaram juntos uma série de grandes sucessos e filmes inesquecíveis (foram vinte e dois no total), como Three Godfathers (1948), The Quiet Man (1952), The Searchers (1956), The Wings of Eagles (1957), The Horse Soldiers (1959) e The Man Who Shot Liberty Valance (1962), além da chamada trilogia sobre a Cavalaria, composta por Fort Apache (1948), She Wore a Yellow Ribbon (1949) e Rio Grande (1950).
Outro diretor de renome com quem trabalhou foi Howard Hawks, um dos maiores realizadores do período clássico hollywoodiano. Juntos realizaram vários dos maiores sucessos, não apenas de suas carreiras, mas de todo o género do faroeste. Como bons exemplos temos: Red River (1948), El Dorado (1967) e, principalmente, aquele que é um dos mais irretocáveis exemplares do género, Rio Bravo (1959).
Além de John Ford e Howard Hawks, outros grandes diretores da época igualmente dirigiram Wayne. É o caso de Henry Hathaway, com quem fez, entre outros, o filme que lhe concedeu o Óscar de Melhor Ator, True Grit (1969); Otto Preminger, que o dirigiu no ótimo drama de guerra In Harm's Way (1965); Don Siegel, com quem fez o seu último trabalho, The Shootist (1976); Michael Curtiz, sob cujas ordens atuou três vezes, inclusive em The Comancheros (1961), um de seus grandes sucessos de bilheteira; e John Huston, com quem fez The Barbarian and the Geisha (1958).
Além dos diretores já mencionados podemos citar: William A. Wellman, Mark Rydell e John Farrow. Também trabalhou ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, James Stewart, Maureen O'Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Kirk Douglas, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, de entre outros, em seus cinquenta anos de cinema.
Casou-se três vezes. A primeira em 1932 com Josephine Saenz, que lhe deu quatro filhos. Em 1946, o segundo casamento, agora com a atriz mexicana Esperanza Baur, de quem se divorciou sete anos depois para casar-se com Pilar Palette, com quem teve mais dois filhos.
Dirigiu os filmes The Alamo (1960) e The Green Berets (1968). Este último causou-lhe grandes problemas. O roteiro, pró-Guerra do Vietname, alimentou a fúria dos opositores a essa intervenção militar americana, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.
Fumador inveterado desde a juventude, Wayne foi-lhe diagnosticado, em 1964, cancro do pulmão, tendo passado por uma cirurgia para remoção de todo o pulmão esquerdo, além de quatro costelas. Apesar dos esforços de seus agentes para evitar que tornasse a doença pública, o ator anunciou o seu estado à imprensa e apelou para que a população fizesse mais exames preventivos. Cinco anos depois, determinou-se que ele estava livre da doença. Apesar da diminuição da capacidade pulmonar, pouco depois Wayne voltou a mascar tabaco e a fumar.
No final da década de 70, Wayne envolveu-se como voluntário nos estudos de uma vacina para a cura da doença que o assombrara anos antes. Contudo, veio a falecer, em 11 de junho de 1979, aos setenta e dois anos de idade, por causa, justamente, de um cancro de estômago. Encontra-se sepultado no Pacific View Memorial Park, Corona del Mar, Condado de Orange, Califórnia.