sexta-feira, julho 17, 2026

A Conferência de Potsdam começou a decidir as novas fronteiras europeias há 81 anos

   
A Conferência de Potsdam - ocorreu em Potsdam, Alemanha (perto de Berlim), entre 17 de julho e 2 de agosto de 1945. Os participantes foram os vitoriosos aliados da Segunda Guerra Mundial, que se juntaram para decidir como administrar a Alemanha, que tinha se rendido incondicionalmente nove semanas antes, no dia 8 de maio, Dia da Vitória na Europa. Os objetivos da conferência incluíram igualmente o estabelecimento da ordem pós-guerra, assuntos relacionados com tratados de paz e contornar os efeitos da guerra.
    
Participantes
Chegou à conferência com um dia de atraso, justificando-se com "assuntos oficiais" que requereram a sua atenção, embora seja possível que, na realidade, Estaline tenha tido alguns problemas cardiovasculares. Apesar disso, a iniciativa da aliança contra os nazis foi dele.
Os resultados das eleições britânicas foram conhecidos durante a conferência. Como resultado da vitória do Partido Trabalhista sobre o Partido Conservador, o cargo de primeiro-ministro mudou de mãos.
Stalin sugeriu que Truman fosse o único chefe de estado presente na conferência, sugestão que foi aceita por Churchill.
 
   
 Primeiros resultados da Conferência
  • Acordo sobre as indemnizações de guerra. Os aliados estimaram as suas perdas em  200 mil milhões de dólares. Após insistências das forças ocidentais (excluindo assim a URSS), a Alemanha foi obrigada apenas ao pagamento de 20 mil milhões, em propriedades, produtos industriais e força de trabalho. No entanto, a Guerra Fria impediu que o pagamento se processasse na totalidade. Estaline propôs que a Polónia não tivesse direito a uma indemnização direta, mas sim que tivesse direito a 15% da compensação da União Soviética (esta situação nunca aconteceu).
  • Todos os outros assuntos seriam tratados na conferência de paz final, que seria convocada assim que possível.
Enquanto que a fronteira entre a Alemanha e a Polónia foi praticamente determinada e tornada irreversível através da transferência forçada de populações, facto acordado em Potsdam, o ocidente queria que na conferência final de paz se confirmasse a linha Oder-Neisse como marco permanente.
Dado que a Segunda Guerra Mundial nunca foi terminada com uma Conferência de Paz formal, a fronteira Germano-Polaca foi sendo confirmada com base em acordos mútuos: em 1950 pela República Democrática Alemã, em 1970 pela República Federal Alemã e, em 1990, pela Alemanha já reunificada. Este estado de incerteza levou a uma grande influência da União Soviética sobre a Polónia e Alemanha.
Os aliados ocidentais, especialmente Churchill, mostraram-se desconfiados das jogadas de Estaline, o qual já tinha instalado governos comunistas em países da Europa Central sob sua influência; a conferência de Potsdam acabou por ser a última conferência entre os Aliados.
Durante a conferência, Truman mencionou a Estaline uma "nova arma potente" não especificando detalhes. Estaline, que ironicamente já sabia da existência desta arma muito antes que Truman soubesse da mesma, encorajou o uso de uma qualquer arma que proporcionasse o final da guerra. Perto do final da conferência foi apresentado um ultimato ao império do Japão, ameaçando uma "rápida e total destruição", sem mencionar a nova bomba.
Após a recusa do Japão, ocorreram os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, com o lançamento de bombas atómicas sobre Hiroshima (6 de agosto) e Nagasaki (9 de agosto). O dia 15 de agosto de 1945 foi o dia V-J (dia da vitória sobre o Japão). Representantes japoneses assinaram a rendição oficial do país a 2 de setembro.
Truman tomou a decisão de usar armamento atómico para acabar com a guerra enquanto esteve na conferência. Ainda que, posteriormente, a historiografia recente admita que as bombas foram utilizadas com o intuito de apenas abreviar a guerra, para que a URSS não avançasse mais na frente oriental.
   
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Alemanha em 1947
   

A Guerra Civil Espanhola começou há noventa anos...

Morte de Soldado Republicano, de Robert Capa - a mais conhecida fotografia da Guerra Civil Espanhola
      
La Guerra Civil Española fue un conflicto social, político y militar - que más tarde repercutiría también en un conflicto económico - que se desencadenó en España tras el fracaso parcial del golpe de estado del 17 y 18 de julio de 1936 llevado a cabo por una parte del ejército contra el gobierno de la Segunda República Española, y que se daría por terminada el 1 de abril de 1939 con el último parte de guerra firmado por Francisco Franco, declarando su victoria y estableciéndose una dictadura que duraría hasta su muerte en 1975.
La guerra tuvo múltiples facetas, pues incluyó lucha de clases, guerra de religión, enfrentamiento de nacionalismos opuestos, lucha entre dictadura militar y democracia republicana, entre revolución y contrarrevolución, entre fascismo y comunismo.
A las partes del conflicto se las suele denominar bando republicano y bando sublevado:
     
         
Ambos bandos cometieron y se acusaron recíprocamente de la comisión de graves crímenes en el frente y en las retaguardias, como sacas de presos, desapariciones de personas o tribunales extrajudiciales. La dictadura de Franco investigó y condenó severamente los hechos delictivos en la zona republicana después de la guerra, en una Causa General con escasas garantías procesales. Por su parte, los delitos de los vencedores nunca fueron investigados ni enjuiciados, aunque algunos historiadores y juristas sostienen que hubo un genocidio en el que, además de subvertir el orden institucional, se habría intentado exterminar a la oposición política.
Las consecuencias de la Guerra civil han marcado en gran medida la historia posterior de España, por lo excepcionalmente dramáticas y duraderas: tanto las demográficas (aumento de la mortalidad y descenso de la natalidad que marcaron la pirámide de población durante generaciones) como las materiales (destrucción de las ciudades, la estructura económica, el patrimonio artístico), intelectuales (fin de la denominada Edad de Plata de las letras y ciencias españolas) y políticas (la represión en la retaguardia de ambas zonas - mantenida por los vencedores con mayor o menor intensidad durante todo el franquismo - y el exilio republicano), y que se perpetuaron mucho más allá de la prolongada posguerra, incluyendo la excepcionalidad geopolítica del mantenimiento del régimen de Franco hasta 1975.
      

quinta-feira, julho 16, 2026

Oye Como Va...

Hoje é preciso ouvir The Police...

Desmond Dekker nasceu há oitenta e cinco anos...


Desmond Dekker, nome artístico de Desmond Adolphus Dacres (Kingston, 16 de julho de 1941 - Surrey, 25 de maio de 2006), foi um cantor e compositor jamaicano de ska e reggae.

Foi o primeiro artista jamaicano a ser considerado uma lenda do reggae. O seus maiores sucessos foram "Israelites" e "007 (Shanty Town)".

Desmond foi um dos pais e pioneiros do skinhead reggae. Foi mencionado em canções de diversos músicos ao longo dos anos, como The Beatles na música "Ob-La-Di, Ob-La-Da", Rancid na música "Roots Radicals", Frank Black na música "Parry the Wind High Low" , entre outros. 

 

Vida

Desmond Dekker perdeu os pais durante a adolescência e foi nessa época que começou a trabalhar como soldador. No trabalho era encorajado pelos colegas a cantar, e por esse motivo, no ano de 1961, resolveu participar de uma audição para o selo Studio One, de "Coxsone" Dodd e para o selo Treasure Isle, de Duke Reid.

Nenhum dos dois ficou impressionado com Desmond, que resolveu tentar a sorte no selo de Leslie Kong, junto com Derick Morgan. Com o apoio de Morgan, conseguiu ser contratado, mas não pode gravar até 1963, pois Leslie Kong estava esperando que Desmond achasse a música perfeita. E foi com a música "Honour Your Father and Mother" que isso aconteceu. A música se tornou sucesso e em seguida vieram "Sinners Come Home" e "Labour for Learning". Foi nessa época que Desmond alterou o seu sobrenome de Dacres para Dekker. O hit que veio em seguida foi "King of Ska", que contou com os The Maytals nos coros.

Com a música "007 (Shanty Town)", tornou-se um ícone para os rude boys e uma das figuras mais importantes da cena mod britânica.

No final dos anos 70, assinou com o Stiff Records, um selo punk ligado ao movimento two tone e lá permaneceu de 1980 a 1983. Ainda nos anos 80, assinou um contrato com a Trojan Records, onde teve muitos de seus álbuns relançados.

Ao longo dos anos, continuava fazendo inúmeros shows pelo mundo, principalmente pela Europa. Morreu em 25 de maio de 2006, de ataque cardíaco, na sua residência em Surrey, na Inglaterra. Foi sepultado no Streatham Vale Cemetery, em Londres.

  

 

Saudades de Sam Neill...

Música adequada à data...

Santa Clara de Assis nasceu há 832 anos...

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Afresco de Santa Clara (Simone Martini, 13121320) na Basílica de São Francisco, Assis
           
Santa Clara de Assis (em italiano, Santa Chiara d'Assisi) nascida como Chiara d'Offreducci, em Assis (Itália), no dia 16 de julho de 1194, e falecida em Assis, no dia 11 de agosto de 1253, foi a fundadora do ramo feminino da ordem franciscana, a chamada Ordem de Santa Clara (ou Ordem das Clarissas).
   
Pertencia a uma nobre família e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.
Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.
Em outra ocasião, aquando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte que eles. Os agressores, tomados, de repente, por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando o Ostensório na mão.
    
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/14/Santa_Chiara_d%27Assisi.jpg/330px-Santa_Chiara_d%27Assisi.jpg
      

Reinaldo Arenas nasceu há oitenta e três anos...

(imagem daqui)
     
Reinaldo Arenas (Holguín, 16 de julho de 1943 - New York, 7 de dezembro de 1990) foi um escritor cubano de poesia, novelas e teatro. Era assumidamente homossexual e passou grande parte da sua vida combatendo o regime comunista e a política de Fidel Castro.
Em 1963, Arenas mudou-se para Havana, para se matricular na Escola de Planificação e, depois, na Faculdade de Letras da Universidade de Havana, onde estudou filosofia e literatura, sem completar o curso. No ano seguinte começou a trabalhar na Biblioteca Nacional José Martí.
Apesar de ter apoiado a revolução cubana nos seus primeiros anos, devido à extrema miséria em que vivia com a sua família nos anos de Fulgêncio Batista, acabou por ser vítima de censura e de repressão, tendo sido várias vezes perseguido, preso e torturado e forçado a abandonar mesmo diversos trabalhos (como conta na obra autobiográfica Antes que anoiteça), mostrando que o governo de Fidel Castro não havia trazido mais democracia à ilha.
Durante a década de 70, tentou, por vário meios, abandonar a ilha, mas não teve sucesso. Mais tarde, devido a uma autorização de saída de todos os homossexuais e de várias persona non grata e depois de ter mudado de nome, Arenas pôde deixar o país e passou a viver em New York, onde lhe diagnosticaram SIDA. Nessa época, escreveu "Antes que anoiteça" (no original "Antes que anochezca").
Em 1990, terminada a obra, Arenas suicidou-se, com uma dose excessiva de álcool e droga. Dez anos mais tarde, em 2000, estreou a versão cinematográfica da sua autobiografia, tendo Javier Bardem no papel do escritor.
    

 


(imagem daqui)
 
  
Dos patrias tengo yo: Cuba y la noche
   
Dos patrias tengo yo: Cuba y la noche,
sumidas ambas en un solo abismo.
Cuba o la noche (porque son lo mismo)
me otorgan siempre el mismo reproche:
  
'En el extranjero, de espectros fantoche,
hasta tu propio espanto es un espejismo,
rueda extraviada de un extraño coche
que se precipita en un cataclismo
  
donde respirar es en sí un derroche,
el sol no se enciende y sería cinismo
que el tiempo vivieras para la hermosura'.
  
Si ésa es la patria (la patria, la noche)
que nos han legado siglos de egoísmo,
yo otra patria espero, la de mi locura.

  
   
Reinaldo Arenas

A Batalha de Navas de Tolosa foi há 814 anos...

Batalha de Navas de Tolosa - pintura a óleo do século XIX, de F. P. Van Halen - Palácio do Senado, Madrid

A Batalha de Navas de Tolosa (em árabe Al-Uqab), conhecida simplesmente como A Batalha nas crónicas da época, foi travada em 16 de julho de 1212, perto de Navas de Tolosa, na Espanha.
O rei Afonso VIII de Castela, liderando uma coligação com Sancho VII de Navarra, Pedro II de Aragão, um exército de Afonso II de Portugal, juntamente com cavaleiros do reino de Leão e das ordens militares de Santiago, Calatrava, Templários e Hospitalários, derrota o Califado Almóada.

Esta batalha foi decisiva no episódio da Reconquista. Afonso de Castela conseguiu que o Papa a declarasse como sendo uma Cruzada, com isto obteve ajuda das Ordens Militares e impediu, sob pena de excomunhão, que os muçulmanos obtivessem ajuda de cristãos e mais importante, deixava o rei de Leão em situação constrangedora. Afonso temia, e não sem razão, que o reino de Leão o atacasse pela retaguarda quando o grosso de suas forças estivessem empenhados na batalha contra os árabes. A declaração papal de cruzada o protegia deste risco.
Nesta batalha os dois lados empenharam todo o seu poderio militar e o melhor de suas forças. Afonso foi o grande articulador da aliança vencedora e teve grande senso de oportunidade para escolher o momento da batalha, que preparou com quase dez anos de antecedência. Sabia que o vencedor desta batalha teria o destino selado.
A batalha foi antecedida por escaramuças e um jogo de estratégias por ambos os lados buscando a melhor posição e o melhor terreno para a luta. No final os árabes ficaram melhor posicionados por sobre uma colina enquanto os cristãos teriam que lutar "morro acima".
No combate, as forças de Castela, que eram o maior contingente, atuaram no centro, apoiadas nos flancos pelos dois outros reis cristãos, o de Navarra (Sancho) e o de Aragão (Pedro). A tática de Afonso de Castela de fazer uma simulação de uma força de infantaria central fraca fez com que o adversário fosse apanhado numa armadilha no campo de batalha e o seu senso de oportunidade para utilizar a cavalaria pesada no tempo adequado, em apoio à infantaria, muito elogiado pelo cronista da época, foi decisivo para a vitória dos cristãos.
O rei de Leão, que rivalizava com Afonso, recusou-se a apoiar os demais reinos cristãos nesta batalha. O resultado desta batalha foi extraordinário para os vencedores. Afonso, sabedor por experiência de lutas anteriores que os derrotados se organizariam para novos embates, ordenou um massacre inclemente contra os muçulmanos que bateram em retirada desorganizada. A crónica chega a afirmar que foram mortos na fuga tantos muçulmanos quantos o foram durante a batalha.

O primeiro teste nuclear foi há oitenta e um anos...

Uma fase inicial da bola de fogo "Trinity"
       
A Experiência "Trinity" foi o primeiro teste nuclear da História, conduzido pelos Estados Unidos da América em 16 de julho de 1945, num local com coordenadas 33°40′38"N, 106°28′32"W, a 48 km de Socorro, no que é hoje a Linha de Mísseis de White Sands, perto de Alamogordo (Novo México). Foi um teste de uma bomba de plutónio de implosão, o mesmo tipo de arma usada posteriormente em Nagasaki (Japão). A detonação foi equivalente à explosão de cerca de 20 kt (quilotoneladas) de TNT e é considerada como o marco do início da chamada era atómica.
     

 

(...)

 

Às 04h45 do dia 16 de julho, chegou um relatório meteorológico crucial e favorável ao projeto. Às 05h05 iniciou-se a contagem decrescente de 20 minutos. A maioria dos cientistas e oficiais principais encontravam-se a observar a partir de um acampamento-base, 16 km a sudoeste da torre de teste. Muitos outros observadores encontravam-se a cerca de 32 km, e alguns outros encontravam-se dispersos a diferentes distâncias, alguns em situações mais informais (o físico Richard Feynman afirmou ter sido a única pessoa a ver a explosão sem recorrer aos óculos escuros fornecidos, contando apenas com o para-brisa de um caminhão para filtrar os comprimentos de onda ultravioleta nocivos). A contagem final foi lida pelo físico Samuel K. Allison.   

Às 05.29.45 locais, o artefacto explodiu com uma energia equivalente a 19 kt de TNT (87,5 TJ). Deixou, no deserto, uma cratera de vidro radioativo de 3 m de profundidade e 330 m de diâmetro. No momento da detonação, as montanhas circundantes foram iluminadas mais intensamente do que num dia de sol por cerca de um ou dois segundos, e foi relatado, no acampamento-base, um calor tão intenso como o de um forno. As cores observadas variaram de púrpura a verde e, por fim, a branco. O som da onda de choque levou 40 segundos a chegar aos observadores. A onda de choque foi sentida a mais de 160 km, tendo o cogumelo atómico chegado aos 12 km de altura. O diretor de Los Alamos, Robert Oppenheimer, referiu mais tarde que, ao observar a demonstração, lhe veio à memória uma frase do texto sagrado Hindu Bagavadeguitá:

"Tornei-me a Morte, Destruidora de mundos" (em inglês "I am become Death, the Destroyer of worlds").

Existem variantes desta citação, tanto da autoria de Oppenheimer como de outros. Uma tradução mais comum, de Arthur Ryder (com quem Oppenheimer estudou sânscrito na Universidade de Berkeley, na década de 30), é:

Death am I, and my present task
Destruction. (11:32)
(A Morte eu sou, e a minha tarefa presente / Destruição)

Desde a primeira tradução do Gita para inglês em 1785, a maioria dos peritos tem traduzido não "Morte" mas sim "Tempo". Em Mais Brilhante que Mil Sóis (em inglês Brighter than a Thousand Suns), Robert Jungk tece de forma mais elaborada a suposta citação de Oppenheimer:

If the radiance of a thousand suns
were to burst into the sky,
that would be like
the splendor of the Mighty One—
I am become Death, the shatterer of Worlds.
(Se o brilho de mil sóis / explodissem no céu / isso seria como / o esplendor do Poderoso Ser / Tornei-me a Morte, Destruidora de mundos)

Diz-se que o diretor do teste, Kenneth Bainbridge, numa tentativa de ser menos poético, ou talvez ainda mais, terá replicado: "Agora somos todos filhos da puta" (no original "Now we are all sons of bitches"). De acordo com Frank, irmão de Oppenheimer, por altura do teste ele terá dito: "Funcionou".

Serviços noticiários citaram um guarda florestal que se encontrava a 240 km do ponto de explosão e que disse ter visto "um relâmpago de fogo seguido de uma explosão e fumo negro". Um cidadão do Estado, localizado a 240 km a norte, relata "A explosão iluminou o céu como o Sol". Outros relatos notam que janelas situadas até 320 km vibraram e que o som da explosão foi ouvido a essa mesma distância.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8d/Trinity_shot_color.jpg/500px-Trinity_shot_color.jpg

"I became Death, the Destroyer of worlds." ("Tornei-me a Morte, a Destruidora de mundos"): uma das poucas fotografias a cores da explosão "Trinity" 

in Wikipédia

Stewart Copeland, percussionista dos The Police, comemora hoje 74 anos

  

Stewart Armstrong Copeland (Alexandria, Virginia, July 16, 1952) is an American musician and composer. He is best known for his work as the drummer of the English rock band The Police from 1977 to 1986, and again from 2007 to 2008. Before playing with The Police, he played drums with English rock band Curved Air from 1975 to 1976. As a composer, his work includes the films Wall Street (1987), Men At Work (1990), Good Burger (1997), and We Are Your Friends (2015); the television shows The Equalizer (1985–1989), The Amanda Show (1999–2002), and Dead Like Me (2003–2004); and video games such as the Spyro series (1998–present) and Alone in the Dark: The New Nightmare (2001). He has also written various pieces of ballet, opera, and orchestral music. 

 

in Wikipédia

 

Jane Birkin morreu há três anos...

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Jane Mallory Birkin (Londres, 14 de dezembro de 1946 - Paris, 16 de julho de 2023) foi uma cantora, compositora, atriz e ex-modelo inglesa. Ela alcançou fama internacional e notabilidade por sua parceria musical e romântica de uma década com Serge Gainsbourg. Ela também teve uma carreira prolífica como atriz no cinema britânico e francês.

Infância e família
Jane Mallory Birkin nasceu no dia 14 de dezembro de 1946 em Marylebone, Londres, Inglaterra. A sua mãe era uma atriz e o seu pai membro da marinha britânica. Ela também tem um irmão, o roteirista e diretor Andrew Birkin.
  
Carreira
Jane emergiu na Swinging London após aparecer no filme Blowup, de 1966, e no filme Wonderwall, de 1968, que teve a banda sonora produzida por George Harrison. Quando ela foi para França, para uma audição em 1969, conheceu Serge Gainsbourg e a partir dai começaram a fazer trabalhos conjuntos. Nesse mesmo ano os dois fizeram o famoso dueto "Je t'aime... moi non plus" (que, originalmente, Serge Gainsbourg havia escrito para Brigitte Bardot). A música na época provocou um escândalo e foi banida em diversas rádios de diversos países.
 
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Vida pessoal
Foi casada de 1965 a 1968 com John Barry, um compositor inglês que escreveu o tema original dos filmes de James Bond. A filha de ambos, a fotógrafa Kate Barry, nasceu em 1967 e morreu em 2013, após queda de um quarto andar em Paris.
Teve uma relação muito apaixonada e criativa com o seu mentor Serge Gainsbourg - eles conheceram-se no set de Slogan e casaram-se em 1968. Tiveram uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg, e separaram-se em 1980.
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Jane Birkin com sua filha Charlotte Gainsbourg em 2010

 

Depois de se separar de Gainsbourg, em 1980, Birkin continuou a trabalhar como atriz e cantora, aparecendo em vários filmes independentes e gravando vários álbuns solo. Em 1991, ela apareceu na minissérie Red Fox e no drama americano A Soldier's Daughter Never Cries, em 1998. Em 2016, ela fez a curta-metragem indicado para o Óscar, La femme et le TGV, que ela disse que seria o seu papel final em filmes.

Birkin viveu principalmente na França desde os anos 70. Ela é mãe da fotógrafa Kate Barry (1967 - 2013), com seu primeiro marido John Barry; da atriz e cantora Charlotte Gainsbourg, com Serge Gainsbourg; e do músico Lou Doillon, com Jacques Doillon. Além de seus créditos musicais e de atuação, ela emprestou o seu nome à popular bolsa Hermès Birkin.

Jane morreu no dia 16 de julho de 2023, em sua casa, em Paris.

A canção Je t'aime … moi non plus foi proibida em Portugal e no Brasil na época em que foi lançada, pela sua controvérsia e por ser considerada como atentado aos costumes pelo regime salazarista e pelo governo da ditadura no Brasil, vigentes na época.

Jane Birkin é a inspiração da famosa e cobiçada Birkin bag da marca Hermès. Durante uma viagem de avião em 1980, Jane derrubou a sua bolsa Kelly, caindo os seus pertences ao chão. O diretor da marca Hermés estava no local, e ela comentou que a sua bolsa era pequena, se fosse maior não cairiam as suas coisas. O diretor da marca então propôs fazer uma bolsa que lhe correspondesse melhor. Surgiu assim a Birkin bag, que foi batizada pela empresa com o seu nome. 

 

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Além de cantar e atuar, ela era uma figura popular na França por seu estilo pessoal que ajudou a definir o estilo parisiense, sua natureza calorosa e por sua luta pelos direitos das mulheres e LGBT. 

 
 

Hoje é dia de recordar uma cantora cubana...

Roald Amundsen nasceu há 154 anos...

   
Roald Engelbregt Gravning Amundsen (Borge16 de julho de 1872 - Ártico, perto da Ilha do Urso, 18 de junho de 1928) foi um explorador norueguês das regiões polares.
Atravessou a passagem Noroeste que liga os oceanos Atlântico ao Pacífico, na região norte do Canadá em 1905. Liderou a primeira expedição a atingir o Polo Sul em 1911-1912 utilizando trenós puxado por cães.
Foi o primeiro explorador a sobrevoar o Polo Norte no dirigível Norge, em 1926. Foi a primeira pessoa a chegar a ambos os Polos da Terra, Norte e Sul.
Amundsen nasceu numa família de proprietários de navio e capitães. Inspirado na leitura das aventuras do explorador inglês John Franklin (1786-1847), que provou a existência da Passagem Noroeste, ele decidiu-se por ter uma vida de exploração do desconhecido. Com 16 anos Amundsen estudava as regiões polares, tendo como referência a travessia da Gronelândia por Fridtjof Nansen.
    
(...)
    
Roald Amundsen morreu em 18 de junho de 1928 num acidente com o seu hidroavião Latham 47, no Oceano Ártico. O voo tinha o objetivo de procurar pelo explorador e aviador italiano Umberto Nobile, cujo dirigível Italia retornava do Polo Norte e caiu a nordeste do arquipélago Svalbard. Cinco países enviaram navios e aviões para os trabalhos de resgate dos sobreviventes do dirigível, que aguardavam socorro em uma massa de gelo flutuante. Os tripulantes sobreviventes foram resgatados pelo navio quebra-gelo russo Krassin em 12 de julho, dezanove dias após a retirada de Umberto Nobile do local por um avião da Suécia. A busca por Amundsen e pelos seis desaparecidos do Italia continuou por todo o verão de 1928, e dela participou Louise Boyd exploradora e aviadora norte-americana. O hidroavião de Amundsen nunca foi encontrado. O corpo de Roald Amundsen permanece no Ártico. A Marinha Real da Noruega organizou expedições nos anos de 2004 e 2009 com o objetivo de localizar os restos do hidroavião.
Existe controvérsia quanto à conquista do Polo Norte por Frederick Cook e depois Robert Peary. Pesquisas e estudos recentes apontam Roald Amundsen e o seu companheiro de explorações Oscar Wisting, como os primeiros a alcançar os dois polos da terra.
    
(...)
   

Roald Amundsen é reconhecido e lembrado por seus feitos, tendo destaque:

      

A escumalha bolchevique assassinou barbaramente o Czar Nicolau II da Rússia e a sua família há 108 anos...

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Nicolau II e a sua família (da esquerda para a direita): Olga, Maria, Nicolau, Alexandra, Anastásia, Alexei e Tatiana
   
Czar Nicolau II (Nikolái Alieksándrovich Romanov) foi o último Imperador da Rússia, rei da Polónia e grão-duque da Finlândia. Nasceu no Palácio de Catarina, em Tsarskoye Selo, próximo de São Petersburgo, em 18 de maio (6 de maio no calendário juliano) de 1868. É também conhecido como São Nicolau o Portador da Paixão pela Igreja Ortodoxa Russa. Quanto ao seu título oficial, era chamado Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.
Filho do czar Alexandre III, governou desde a morte do pai, em 1 de novembro de 1894, até à sua abdicação, em 15 de março de 1917, quando renunciou em seu nome e no nome do seu herdeiro, passando o trono para o seu irmão, o grão-duque Miguel Alexandrovich Romanov. Durante o seu reinado viu a Rússia Imperial decair de um dos maiores países do mundo para um desastre económico e militar. Como Chefe de Estado, aprovou a mobilização de agosto de 1914, que marcou o primeiro passo fatal em direção à Primeira Guerra Mundial, a revolução e consequente queda da Dinastia Romanov.
O seu reinado terminou com a Revolução Russa de 1917, quando, tentando retornar do quartel-general para a capital, o seu comboio foi detido em Pskov e ele foi obrigado a abdicar. A partir daí, o czar e sua família foram aprisionados, primeiro no Palácio de Alexandre, em Tsarskoye Selo, depois na Casa do Governador em Tobolsk e finalmente na Casa Ipatiev, em Ecaterimburgo. Nicolau II, a sua mulher, o seu filho, as suas quatro filhas, o médico da família imperial, um servo pessoal, a camareira da Imperatriz e o cozinheiro da família foram executados na cave da casa pelos bolcheviques na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918. É reconhecido que esse evento foi ordenado, de Moscovo, por Lenine e pelo também líder bolchevique Yakov Sverdlov. Mais tarde Nicolau II, a sua mulher e os seus filhos foram canonizados como mártires por grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa no exílio.
Um anúncio oficial apareceu na imprensa nacional dois dias após a morte do czar e a sua família em Ecaterimburgo. Informava que o monarca havia sido executado por ordem do Presidium do Soviete Regional dos Urais, sob a pressão da aproximação das tropas Russas Brancas. Embora o Soviete oficial tenha esclarecido que a responsabilidade da decisão era dos superiores locais do Soviete Regional dos Urais, Leon Trotsky, no seu diário, declarou que a execução aconteceu com a autoridade de Lenine e Sverdlov. A execução realizou-se na noite de 16 para 17 de julho, sob a liderança de Yakov Yurovsky e resultou na morte de Nicolau II, da sua esposa, as suas quatro filhas, o seu filho, o seu médico pessoal Eugene Botkin, a empregada de sua mulher Anna Demidova, o cozinheiro da família Ivan Kharitonov e o criado Alexei Trupp. Nicolau foi o primeiro a morrer. Foi baleado múltiplas vezes na cabeça e no peito por Yurovsky. As últimas a morrer foram Anastásia, Tatiana, Olga e Maria, que foram golpeadas por baionetas. Elas vestiam mais de 1,3 quilos de diamantes, o que proporcionou a elas uma proteção inicial das balas e baionetas.
Em janeiro de 1998, os restos mortais escavados debaixo de uma estrada de terra, perto de Ecaterimburgo, em 1991, foram identificados como sendo de Nicolau II e sua família (excluindo uma das filhas e Alexei). As identificações, feitas separadamente por cientistas russos, britânicos e americanos, usando análises de DNA, concordaram e revelaram serem conclusivas. Em abril de 2008, as autoridades russas anunciaram que haviam encontrado dois esqueletos perdidos dos Romanovs perto de Ecaterimburgo e foi confirmado por testes de DNA que eles pertenciam a Alexei e a uma de suas irmãs. Em 1 de outubro de 2008, o Supremo Tribunal Russo determinou que o czar Nicolau II e a sua família foram vítimas de repressão política e deveriam ser reabilitados.
   
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Canonização pela Igreja Ortodoxa e reabilitação pela Rússia
Em 1981, a família foi canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa no estrangeiro, como Santos Mártires. Em 2000, a Igreja Ortodoxa Russa, dentro da Rússia, canonizou a família como Portadores da Paixão. De acordo com a declaração do sínodo de Moscovo, eles foram glorificados como santos pelas seguintes razões:
No último monarca Ortodoxo e membros de sua família, vemos pessoas que sinceramente aspiraram encarnar em suas vidas, os comandos do Evangelho. No sofrimento suportado pela Família Real na prisão, com humildade, paciência e submissão, e em suas mortes martirizadas em Ecaterimburgo na noite de 17 de julho de 1918, foi revelada a luz da fé de Cristo, que vence o mal.
Em 30 de setembro de 2008 o Supremo Tribunal da Rússia reabilitou a Família Real Russa e o Czar Nicolau II, noventa anos após a sua morte. O Supremo declarou que a sua execução foi ilegal e que a família real russa foi vítima de um crime.
Encontra-se sepultado na Fortaleza de Pedro e Paulo, em São Petersburgo, na Rússia.
   
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