quinta-feira, agosto 13, 2026

Música a recordar que os Muros também caem...

 

 

Um Grande, Grande Amor - José Cid

 
 
Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,
É um mar, é um rio,
É uma fonte que nasce dentro de mim.
É o grito do meu universo,
Das estrelas p'ra onde eu regresso,
Onde sempre esta música paira no ar.
    
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar:
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
   
Este amor é um pássaro livre,
Voando no céu azul,
Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.
E as palavras que eu uso em refrão,
Fazem parte da mesma canção,
Que ecoa nas galáxias da minha ilusão.
  
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar:
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
 
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye - um grande amor
Amore, amour, meine liebe, love of my life.
Se o nosso amor findar,
Só me ouvirás cantar:
Addio, adieu, aufwiedersehen,
Addio, adieu, aufwiedersehen,
Amore, amour, meine liebe, love of my life.

O Evento do Curuçá, conhecido como o Tunguska brasileiro, foi há 96 anos

  (imagems daqui - clicar para aumentar)
    
O Tunguska brasileiro, ou evento do Curuçá, são os termos pelo qual ficou conhecido o evento de impacto ocorrido no estado brasileiro do Amazonas no dia 13 de agosto de 1930, análogo ao evento de Tunguska. Trata-se de uma queda cósmica que teria ocorrido na região do Rio Curuçá, localizada no município brasileiro de Atalaia do Norte, no estado do Amazonas. À época, ribeirinhos e indígenas da região afirmaram que viram "bolas de fogo" caindo do céu, tendo estas atingido a margem direita do rio Curuçá.

O fenómeno ficou esquecido por mais de cinquenta anos, tendo sido "reavivado" após o astrónomo inglês M. E. Bailey ter encontrado nos arquivos do Vaticano uma edição de 1931 do L'Osservatore Romano que continha registos do monge capuchinho-franciscano Fedele d'Alviano, que visitou a região apenas cinco dias após o ocorrido. Na época, Fedele d'Alviano entrevistou diversas pessoas da região, que lhe disseram que ficaram assustadas com o ocorrido. Segundo Bailey, o evento do Rio Curuçá foi uma das quedas cósmicas mais importantes do século XX. Investigando a data do evento, acredita-se tratar-se de um meteorito proveniente da chuva de meteoros das Perseidas, que riscam os céus no mês de agosto.
Inspirado no artigo de Bailey e baseado em imagens dos satélites LANDSAT, o astrofísico brasileiro Ramiro de la Reza conseguiu identificar um astroblema de 1 km de diâmetro, localizado a sudeste da localidade de Argemiro, nas seguintes coordenadas geográficas: 5° 11 S, 71° 38 W.
Na primeira semana de junho de 1997, de la Reza liderou uma expedição organizada pela Rede Globo e co-financiada pela ABC-TV da Austrália, até a região onde ocorreu o fenómeno. A suposta cratera realmente foi encontrada, mas no entanto ainda faltam provas que atestem o facto de que ela surgiu a partir do impacto do meteorito relatado em 1930. No entanto um registo do Observatório Sismológico San Calixto em La Paz e interpretado por A. Vega, da mesma instituição, mostrou que aquela cratera poderia ter sido criada na mesma data, sugerindo que o registo sísmico estaria relacionado com o impacto de um meteorito daquele tamanho. No entanto um grupo mexicano recentemente contestou que a cratera e o registo sísmico estivessem relacionados ao evento.

A. M. Pires Cabral - 85 anos...!

A M P C

(imagem daqui)

 

António Manuel Pires Cabral (Chacim, 13 de agosto de 1941) é um escritor e poeta português

 

Biografia

Licenciado em Filologia Germânica em 1965 e em Ciências Pedagógicas em 1969 pela Universidade de Coimbra, A. M. Pires Cabral começou a carreira de professor no Porto onde realizou o estágio pedagógico e Exame de Estado para o Ensino secundário entre 1970-71. Foi depois director das Escolas Preparatória e Industrial de Torre de Moncorvo entre 1971-74, fixando-se de seguida em Vila Real onde foi professor efetivo da Escola Secundária de Camilo Castelo Branco até 2002.

A. M. Pires Cabral foi um escritor tardio, publicando a sua primeira obra de poesia, Algures a Nordeste, no ano de 1974, já com 33 anos, mas desde essa data que tem mantido uma produção literária constante, primeiramente alicerçada na poesia, mas passando depois para os domínios da ficção, tendo alcançado o Prémio Literário Círculo de Leitores com o seu romance de estreia, Sancirilo, em 1983.

Com uma obra a rondar as quatro dezenas de títulos (excluindo as sete antologias escolares para o ensino do Português de que é co-autor, com Hirondino da Paixão Fernandes, mais concretamente: Verde Pino, Seara Hoje e A Hora), nesta é possível encontrar os géneros de poesia, romance, conto, teatro, narrativas de viagens, crónica e ainda antologias temáticas, grande parte das quais dedicada à realidade rural transmontana, com as quais o autor se assume e identifica. Um dos livros que merece especial atenção deste ponto de vista é O Diabo Veio ao Enterro, uma obra cujos textos reúnem em si características de conto, crónica, e recolha da tradição oral transmontana. Nas palavras de Maria Alzira Seixo, este livro "renova a conceção do conto regionalista, pela aliança fecunda que estabelece entre tradição e imaginação", sendo para Fernando Assis Pacheco “um livro gostoso como poucos. Se o autor estivesse pelos ajustes, fazia o favor contava-nos mais contas num segundo volume. Agradecidos.”

Em 2006, A. M. Pires Cabral recebeu, das mãos do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o Prémio D. Dinis, referente ao ano de 2005, atribuído pela Fundação Casa de Mateus, sendo a primeira vez que tal prémio foi atribuído a um transmontano residente e a trabalhar em Vila Real. Como membro do júri, Vasco Graça Moura sintetizou criteriosamente a obra de A.M. Pires Cabral, referindo que o autor é, na atualidade, "um dos mais importantes poetas ligados ao Douro”, acrescentando que, como poeta “não passa à margem da história”. Vasco Graça Moura referiu ainda o laureado como alguém que possui um “vocabulário culto” de “matriz clássica”, mas com uma “semântica concentrada na vida do nordeste”. A propósito dos dois livros que justificaram o prémio - Douro: Pizzicato e Chula e Que comboio é este -, Vasco Graça Moura disse que A. M. Pires Cabral “parte de uma sugestão local para chegar às grandes questões”, concluindo que com A. M. Pires Cabral "temos um clássico no Nordeste". Já o Presidente da República reconheceu que o poeta tem demonstrado “uma ligação profunda a esta região e às suas gentes, que delas tem feito crónica pela sua obra vasta e diversificada, com uma linguagem com sabor às raízes que nunca abandonou, que alimenta a alma destas terras que conhece tão bem”, concluindo ainda que “depois de Camilo e Torga, poucos autores têm interpretado tão bem a realidade de Trás-os-Montes e Alto Douro”. Cavaco Silva lembrou ainda o Prémio Literário Círculo de Leitores, recebido pelo autor pelo livro Sancirilo, como “uma prova de que Pires Cabral tinha já ultrapassado as fronteiras da cultura nordestina e vencido esse desafio, sempre difícil, que é dar a conhecer e a sentir à generalidade dos leitores a singularidade de uma região”.

Em 2008, o romance O Cónego foi o grande vencedor da XIV edição do Grande Prémio de Literatura dst, o qual nas palavras do júri do concurso "é portador de um universo marcado por tradições e ruturas de índole antropo-sociológica em contexto rural, com personagens de grande complexidade interior que incorporam elementos de análise social, enigma e fantasia recreadora".

Já em 2009, A. M. Pires Cabral ganha o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, referente aos livros de poesia publicados entre 2007 e 2008, com a obra As Têmporas da Cinza, publicado pelas Edições Cotovia. Segundo um comunicado da fundação, "A limpidez e a precisão da escrita de A. M. Pires Cabral, a sua penetrante e austera visão dum mundo cuja expressão encontra numa espécie de imitação da terra o modelo para uma linguagem poética de invulgar intensidade, fazem deste autor um dos casos mais representativos da nossa melhor poesia contemporânea". O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava havia já sido atribuído a poetas como Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, António Ramos Rosa ou Pedro Tamen.

Apesar de uma produção ficcional contínua, A. M. Pires Cabral é sobretudo identificado como poeta. Por toda a extensa obra e, mais concretamente, pela tónica que coloca na temática rural do nordeste português, Pires Cabral é considerado um dos maiores poetas e escritores transmontanos da atualidade, à margem de "movimentos", "escolas" ou "circuitos promocionais", representando desta forma (com merecida legitimidade) a literatura transmontana junto da elite cultural da capital portuguesa.

É sócio da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade Portuguesa de Autores, sendo membro habitual do Júri do Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Galiza), desde 1982.

Casado com Alda da Conceição Oliveira Cabral, é pai de três filhos, um dos quais o poeta Rui Pires Cabral

 

Atividade cultural

Como animador cultural, Pires Cabral tem desenvolvido uma vasta atividade desde o final da década de 70, sendo assessor dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real desde 1978 e tendo sido Diretor da Casa da Cultura da Juventude, entre 1982 e 1984. Dado o amor incondicional que empresta à região transmontana, A. M. Pires Cabral é um membro fortemente ativo dessa mesma comunidade, quer ao nível da intervenção cívica, da etnografia, da história local, da crítica literária ou dos costumes, tendo estado desde cedo envolvido em projetos de grande importância local, tais como: a participação de Vila Real no Projeto 5.2 do Conselho da Europa (Políticas Culturais nas Cidades); a organização das Jornadas Camilianas(7 edições) e dos Passos de Camilo, ambas ações de estudo e divulgação da obra de Camilo Castelo Branco, tendo sido membro, em 1980, da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da Morte de Camilo Castelo Branco; a responsabilidade na organização dos Encontros de Etnografia «Saber Trás-os-Montes» dos Encontros de Cantadores de Janeiras e do Salão Luso-Galaico de Caricatura, organizados pela Câmara Municipal de Vila Real.

Foi também responsável pela organização das antologias temáticas Douro Leituras, A Emigração na Literatura Portuguesa e Páginas de caça na literatura de Trás-os-Montes e Presidente da Comissão Instaladora do Círculo Cultural Miguel Torga.

É diretor de Tellus - Revista de Cultura Transmontana e Duriense, publicação semestral com 50 números editados, dirigindo o Grémio literário Vila-Realense desde a sua inauguração em 11 de Novembro de 2006, organismo que aposta e promove diversas ações e ciclos temáticos em torno da literatura transmontana e alto-duriense.

Tem abundante colaboração dispersa em publicações periódicas e/ou temáticas e, para além de prefaciador, dedica-se ocasionalmente à tradução.

Para além destas atividades, A. M. Pires Cabral revelou há meia dúzia de anos a veia de pintor aguarelista, tendo já realizado 4 exposições individuais, a última das quais intitulada Com o Douro a Sul, no ano de 2009, em Macedo de Cavaleiros.

 

in Wikipédia

 

 

HORA DO POENTE



Na hora do poente
há mais melancolia e mais sigilo
no quase nocturno voo das aves.

Como se a penumbra
lhes censurasse as asas.

Como se a grande apoteose do ocaso
fosse um presságio do fim
de todas as coisas.

Como se a noite fosse ainda mais escura
do que a escuridão em que se enrola.

Como se o dia desembocasse
na morte directamente,
sem passar primeiro pelos portais da noite.

 


A.M. Pires Cabral

Ada de Castro celebra hoje 89 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/88/Ada_de_Castro%2C_1969_%28cropped%29.png/500px-Ada_de_Castro%2C_1969_%28cropped%29.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  
Ada Antunes Pereira, conhecida por Ada de Castro (Lisboa, 13 de agosto de 1937), é uma atriz de teatro e fadista portuguesa.

A estreia da fadista no teatro de revista aconteceu na peça Tudo à Mostra (1966), no Teatro Maria Vitória, onde cantou "Na Hora da Despedida", um fado de apoio aos soldados portugueses na Guerra do Ultramar, que se tornaria num sucesso.

 

H. G. Wells morreu há oitenta anos...

     
Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells (Bromley, 21 de setembro de 1866 - Londres, 13 de agosto de 1946), foi um escritor britânico e membro da Sociedade Fabiana.
Nascido num distrito (borough) da Grande Londres, na juventude foi, sem sucesso, aprendiz de negociante de panos - a sua experiência nesta ocupação veio mais tarde a ser usada como material para o romance Kipps. Em 1883 tornou-se professor na Midhurst Grammar School, até ganhar uma bolsa na Escola Normal de Ciências em Londres, para estudar Biologia com T. H. Huxley.
Nos seus primeiros romances, descritos, ao tempo, como "romances científicos", inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade edwardiana Tono-Bungay e Kipps.
Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais.
Desde muito cedo na sua carreira, Wells sentiu que devia haver uma maneira melhor de organizar a sociedade, e escreveu alguns romances utópicos. Começavam em geral com o mundo a caminhar inexoravelmente em direção de uma catástrofe, até que as pessoas se apercebiam da existência de uma maneira melhor para viver: ou através dos gases misteriosos de um cometa, que fariam com que as pessoas começassem subitamente a comportar-se racionalmente (Os Dias do Cometa), ou pela tomada do poder por um conselho mundial de cientistas, como em The Shape of Things to Come (1933), livro que o próprio Wells adaptou mais tarde para o filme de Alexander Korda Daqui a Cem Anos (1936). Aqui descrevia-se, com demasiada exatidão, a guerra que estava a chegar, com cidades a serem destruídas por bombardeamentos aéreos.
Ele analisa a dicotomia entre a natureza e a educação e questiona a humanidade em livros como A Ilha do Dr. Moreau. Nem todos os seus romances terminam em feliz utopia, como mostra o distópico When the Sleeper Awakes. A Ilha do Dr. Moreau ainda é mais sombria. O narrador, após ficar encurralado numa ilha cheia de animais vivissectados (sem sucesso) até se transformarem em seres humanos, acaba por regressar a Inglaterra e, tal como Gulliver no regresso do país dos Houyhnhms, vê-se incapaz de afastar a perceção dos membros da sua própria espécie como bestas só ligeiramente civilizadas, regressando a pouco e pouco à sua natureza animal.
Wells chamava às suas ideias políticas "socialistas", e com o seu gosto por utopias, olhou inicialmente com bastante simpatia para as tentativas de Lenine de reconstruir a destroçada economia russa, como mostra o seu relato de uma visita ao país (Russia in the Shadows 1920). No entanto, desiludiu-se com a crescente rigidez doutrinária dos Bolcheviques e, após um encontro com Estaline, convenceu-se de que a revolução correra terrivelmente mal. Nisto foi provavelmente mais clarividente do que muitos dos intelectuais do seu tempo.
À medida que envelhecia, Wells foi-se tornando cada vez mais pessimista acerca do futuro da humanidade, como é sugerido pelo título do seu último livro, Mind at the End of its Tether. Os seus últimos livros tendiam a pregar mais do que a contar uma história, e não tinham a energia e inventiva dos trabalhos iniciais.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5a/War-of-the-worlds-tripod.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
   

Hughie Thomasson nasceu há 74 anos...

   
Hugh Edward Thomasson Jr. (Buchanan, Virgínia13 de agosto de 1952 - Brooksville, Flórida, 9 de setembro de 2007) foi um guitarrista e cantor dos Estados Unidos da América mais conhecido como membro fundador da banda Outlaws e mais recentemente como guitarrista da banda de Southern rock Lynyrd Skynyrd.
Escreveu a maioria das músicas para os Outlaws, incluindo "Hurry Sundown", "There Goes Another Love Song," e "Green Grass and High Tides". Após a separação dos Outlaws, Thomasson entrou para os Lynyrd Skynyrd.
Thomasson morreu enquanto dormia, a 9 de setembro de 2007, aparentemente de ataque cardíaco, na sua casa, na Flórida.

 

O inacreditável Muro de Berlim foi começado há 65 anos...

Grafitties sobre o Muro de Berlim em 1986

O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era fazia parte dos países capitalistas democráticos, encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), fazia parte dos países países socialistas, simpatizantes do regime ditatorial soviético. Construído a partir da madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.
   
Mapa do traçado do Muro de Berlim
  
A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental democrática e o Bloco de Leste sujeito à ditadura comunista.
Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante a sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.
Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou, a 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, numa atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase toda a estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d1/Allied_occupation_in_Berlin_%281945-1990%29.png/960px-Allied_occupation_in_Berlin_%281945-1990%29.png?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
     
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b5/Berlin-Memorial_to_the_Victims_of_the_Wall-1982.jpg/960px-Berlin-Memorial_to_the_Victims_of_the_Wall-1982.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
Memorial em homenagem as vítimas do muro em Berlim (1982)
   

 

NOTA:  não perdoamos nem esquecemos os crimes cometidos pelos que defendiam o muro da vergonha e a ideologia por detrás dele... E ainda há quem aprecie cubas, venezuelas, coreias do norte, vietnames ou a ditadura do ditador ex-KGB ...

O álbum de estreia dos Lynyrd Skynyrd foi lançado há 53 anos

 

 

(Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd) is the debut studio album by American rock band Lynyrd Skynyrd, released on August 13, 1973. Several of the album's tracks remain among the band's most well-known: "Gimme Three Steps", "Simple Man", "Tuesday's Gone", and "Free Bird", the last of which launched the band to national stardom.

The album was certified gold on December 18, 1974, and double platinum on July 21, 1987, by the RIAA. It peaked at 27 on the US Billboard 200 in 1975.
 
 

Vieira Lusitano morreu há 243 anos...

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Auto-retrato de Vieira Lusitano (circa 1774)


Francisco de Matos Vieira (Lisboa, 4 de outubro de 1699 - Lisboa, 13 de agosto de 1783), mais conhecido por Vieira Lusitano, foi um pintor, ilustrador e académico de mérito da Academia de São Lucas, de Roma. Foi cavaleiro professo na Ordem de Santiago da Espada, pintor histórico da Casa Real Portuguesa e ilustrador de múltiplas obras coevas. Depois de ter estudado em Roma e de uma complicada história amorosa, acabou por falecer no Convento do Beato António, em Lisboa.

 

 

D. Pedro III
     
Santo Agostinho Calcando aos Pés a Heresia (1770), no Museu Nacional de Arte Antiga

John Everett Millais, pintor da Irmandade Pré-Rafaelita, morreu há cento e trinta anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7b/John_everett_millais.jpg/500px-John_everett_millais.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail
   
Sir John Everett Millais, 1.º Baronete de Millais of Palace Gate and Saint Ouen, Jersey (Southampton, 8 de junho de 1829 - Londres, 13 de agosto de 1896) foi um pintor e ilustrador inglês.
Fundou, juntamente com Dante Gabriel Rossetti e William Holman Hunt, em 1848, a Irmandade Pré-Rafaelita, um grupo artístico entre o espírito revivalista do romantismo e as novas vanguardas do século XX.
Foi sepultado na Catedral de São Paulo.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/08/Escutcheon_of_the_Millais_baronets_of_Palace_Gate_and_St_Quen_%281885%29.svg/500px-Escutcheon_of_the_Millais_baronets_of_Palace_Gate_and_St_Quen_%281885%29.svg.png?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail 
 Brasão do baronete de Millais of Palace Gate and Saint Ouen
 
 
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Cristo em casa de seus pais - 1849 (Tate Britain, Londres)
      
O Cavaleiro Errante (1870) - Tate Britain, Londres
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/62/Benjamin_Disraeli%2C_1st_Earl_of_Beaconsfield_%28by_Sir_John_Everett_Millais%2C_1881%29_-_National_Portrait_Gallery_%28NPG_3241%29.jpg/500px-Benjamin_Disraeli%2C_1st_Earl_of_Beaconsfield_%28by_Sir_John_Everett_Millais%2C_1881%29_-_National_Portrait_Gallery_%28NPG_3241%29.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
    
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/02/CherryRipe1879_by_John_Everett_Millais.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
Cherry Ripe (1879) 
    

Cassiano Branco, o arquiteto do Portugal dos Pequenitos, nasceu há 129 anos

 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5d/Coimbra_pp_%2823%29.JPG/500px-Coimbra_pp_%2823%29.JPG?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail 

Cassiano Viriato Branco (Lisboa, 13 de agosto de 1897 - Lisboa, 24 de abril de 1970) foi um arquiteto modernista português
  
Vida
Cassiano Branco nasceu em Lisboa, na freguesia de S. José, junto aos Restauradores, em 13 de agosto de 1897. Filho único de Maria de Assunção Viriato e Cassiano José Branco (pequeno industrial de Alcácer do Sal), frequentou a escola primária da Calçada da Gloria e das Escadinhas do Duque (hoje inexistente), onde encontrou Ávila Amaral, futuro engenheiro e colaborador.
A maior parte das suas obras foram erigidas no período entre as décadas de 30 e 40. Enquadravam-se dentro do modernismo, pelo estilo Art Déco. Abandonou alguns projetos, como o Éden Teatro ou o Hotel do Império, devido a desentendimentos com os proprietários (DN, 2010).
Em 1917 casou com Maria Elisa Soares Branco.
Em 1919 concluiu os exames do antigo Curso Geral de Desenho, preparatórios da sua admissão ao Curso de Arquitetura, que concluiu em 1926.
Mais tarde, em 1958, apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, tendo então sido detido pela PIDE.
Morreu a 24 de abril de 1970 em Lisboa, com 72 anos de idade.
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2a/Fachada_do_Cineteatro_%C3%89den_em_Lisboa.jpg/960px-Fachada_do_Cineteatro_%C3%89den_em_Lisboa.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail
Éden Teatro, na Avenida dos Restauradores, Lisboa

Obra

Alfred Hitchcock nasceu há 127 anos...

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Sir Alfred Joseph Hitchcock (Londres, 13 de agosto de 1899 - Los Angeles, 29 de abril de 1980) foi um cineasta inglês, considerado o "mestre dos filmes de suspense", um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.

    

Hermann Carl Vogel morreu há 119 anos


Vogel foi pioneiro no uso da espectroscopia na astronomia, tendo aplicado este instrumento para analisar quimicamente atmosferas planetárias e para determinar o período de rotação do sol pelo efeito Doppler.

Em 1882, Vogel tornou-se diretor do Instituto de Astrofísica de Potsdam, tendo sido primariamente conhecido por uma descoberta ali feita em 1890. Vogel descobriu que o espectro de certas estrelas mudava com o tempo, mudando para o vermelho e depois para o azul. Vogel interpretou que a estrela estava a afastar-se da Terra e a mover-se em direção à Terra, respetivamente, com o resultante efeito Doppler possibilitando a Vogel esta sua conclusão. As estrelas aparentavam orbitar em torno de um centro de massa comum, e portanto, eram estrelas binárias. Porém, a observação visual de cada estrela componente não era possível via telescópio, logo tais estrelas foram chamadas de binárias espetroscópicas.

Vogel descobriu que Algol era uma estrela binária, pelo efeito Doppler detetado.


Florence Nightingale morreu há 116 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8a/Florence_Nightingale_CDV_by_H_Lenthall.jpg/500px-Florence_Nightingale_CDV_by_H_Lenthall.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail
   
Florence Nightingale (Florença, 12 de maio de 1820 - Londres, 13 de agosto de 1910) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Crimeia. Ficou conhecida na história pelo apelido de "A dama da lamparina", pelo facto de servir-se deste instrumento para auxiliar na iluminação dos feridos durante a noite. 
Comentaristas recentes afirmaram que as conquistas de Nightingale na Guerra da Crimeia foram exageradas pelos media na época, mas os críticos concordam sobre a importância de seu trabalho posterior na profissionalização das funções de enfermagem para mulheres. Foi pioneira na utilização do modelo biomédico, baseando-se na medicina praticada pelos médicos. Em 1860, ela lançou as bases da enfermagem profissional com o estabelecimento da sua escola de enfermagem no Hospital St. Thomas em Londres. Foi a primeira escola secular de enfermagem do mundo, hoje parte do King's College de Londres. Em reconhecimento do seu trabalho pioneiro na enfermagem, o Juramento Nightingale feito por novas enfermeiras e a Medalha Florence Nightingale, a mais alta distinção internacional que uma enfermeira pode alcançar, foram nomeados em sua homenagem, e o Dia Internacional da Enfermagem é comemorado anualmente na data do seu aniversário. As suas reformas sociais incluíram a melhoria da assistência de saúde para todos os setores da sociedade britânica, defendendo maior combate à fome na Índia, ajudando a abolir as leis de prostituição, consideradas severas para as mulheres, e expandindo as formas aceitáveis de participação feminina na força de trabalho.
Nightingale foi uma escritora prodigiosa e versátil. Na sua vida, muitos de seus trabalhos publicados mostraram a sua preocupação em divulgar o conhecimento médico. Algumas de suas obras foram escritas em inglês simples para que pudessem ser facilmente compreendidos por aqueles com habilidades literárias insuficientes. Ela também foi pioneira na visualização de dados com o uso de infográficos, efetivamente utilizando apresentações gráficas de dados estatísticos. Muitos dos seus escritos, incluindo o seu extenso trabalho sobre religião e misticismo, só foram publicados após a sua morte.
    

Jules Massenet morreu há cento e catorze anos...

  
Jules Émile Frédéric Massenet (Montaud, 12 de maio de 1842 - Paris, 13 de agosto de 1912) foi um compositor francês. Foi especialmente conhecido por suas óperas, muito populares no final do século XIX e início do século XX.
Nascido em Montaud, perto de Saint-Étienne, mudou-se com sua família para Paris, a fim de que pudesse estudar no conservatório. Ganha o "Grand Prix" de Roma em 1862 e vive por lá durante três anos. O seu primeiro grande sucesso foi a oratória Marie-Madeleine, aclamado por seus contemporâneos Tchaikovsky e Gounod.
Massenet deixa de compor para servir como soldado na guerra Franco-Prussiana, mas um ano depois (1871) volta, no fim da guerra. Foi professor de composição de grande influência no Conservatório de Paris a partir de 1878, tendo como alunos Gustave Charpentier, Reynaldo Hahn e Charles Koechlin.
As suas óperas mais famosas foram: Manon (estreada em 1884), Werther (em 1892) e Thaïs (em 1894). São representadas frequentemente, com enorme sucesso.
Massenet usou o leitmotiv de Richard Wagner nas suas obras, mas adotou um certo matiz francês - criticado por alguns, que o consideraram muito "enfeitado".
Além das óperas, escreveu também bailados, oratórios, cantatas, peças orquestrais e cerca de 200 canções.

 

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Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, 13 de agosto de 1926 - Havana, 25 de novembro de 2016) foi um político e revolucionário cubano que governou a República de Cuba como primeiro-ministro de 1959 a 1976 e depois como presidente de 1976 a 2008. Politicamente, era nacionalista e marxista-leninista. Ele também foi o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba de 1961 até 2011. Sob a sua administração, Cuba tornou-se um estado socialista autoritário unipartidário, a indústria e os negócios foram nacionalizados e reformas socialistas foram implementadas em toda a sociedade. Castro morreu em Havana, na noite de 25 de novembro de 2016, aos 90 anos.
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O marechal Spínola morreu há trinta anos...

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António Sebastião Ribeiro de Spínola
(Estremoz, 11 de abril de 1910 - Lisboa, 13 de agosto de 1996) foi um militar e político português, décimo quarto presidente da República Portuguesa e o primeiro após o 25 de abril de 1974.
 
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Estudou no Colégio Militar, em Lisboa, entre 1920 e 1928. Em 1939 tornou-se ajudante de campo do Comando da Guarda Nacional Republicana.
Germanófilo, partiu em 1941 para a frente russa, como observador das movimentações da Wehrmacht, no início do cerco a Leninegrado, onde já se encontravam voluntários portugueses, incorporados na Blaue Division.
Em 1961, em carta dirigida a Salazar, voluntaria-se para a Guerra Colonial, em Angola. Notabilizou-se no comando do Batalhão de Cavalaria n.º 345, entre 1961 e 1963.
Foi nomeado governador militar da Guiné-Bissau em 1968, e de novo em 1972, no auge da Guerra Colonial, nesse cargo, o seu grande prestígio tem origem numa política de respeito pela individualidade das etnias guineenses e à associação das autoridades tradicionais à administração, ao mesmo tempo que continuava a guerra por todos os meios ao seu dispor que iam da diplomacia secreta (encontro secreto com Léopold Sédar Senghor, presidente do Senegal) e incursões armadas em países vizinhos (ataque a Conakri, Operação Mar Verde).
Em novembro de 1973, regressado à metrópole, foi convidado por Marcello Caetano, para a pasta do Ultramar, cargo que recusou, por não aceitar a intransigência governamental face às colónias.
A 17 de janeiro de 1974, foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, por sugestão de Costa Gomes, cargo de que foi afastado em março. Pouco tempo depois, mas ainda antes da Revolução dos Cravos, publica Portugal e o Futuro, onde expressa a ideia de que a solução para o problema colonial português passava por outras vias que não a continuação da guerra.
A 25 de abril de 1974, como representante do Movimento das Forças Armadas, recebeu do Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano, a rendição do Governo (que se refugiara no Quartel do Carmo). Isto permitiu-lhe assumir assim os seus poderes públicos, apesar de essa não ter sido a intenção original do MFA.
Instituída a Junta de Salvação Nacional (que passou a deter as principais funções de condução do Estado após o golpe), à qual presidia, foi escolhido pelos seus camaradas de armas para exercer o cargo de Presidente da República, cargo que ocupará de 15 de maio de 1974 até à sua renúncia, em 30 de setembro do mesmo ano, altura em que foi substituído pelo general Costa Gomes.
 
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Retrato oficial do Presidente António de Spínola, por Francisco Lapa 
 
Descontente com o rumo dos acontecimentos em Portugal após a Revolução dos Cravos (designadamente pela profunda viragem à esquerda, à qual eram afetos grande número de militares, e a perspetiva de independência plena para as colónias), tenta intervir ativamente na política para evitar a aplicação completa do programa do MFA; a sua demissão da Presidência da República, após o golpe falhado de 28 de setembro de 1974 (em que apelara a uma «maioria silenciosa» para se fazer ouvir contra a radicalização política que se vivia), ou o seu envolvimento na tentativa de golpe de estado de direita do 11 de março de 1975 (e fuga para a Espanha e depois para o Brasil) são disso exemplos. Neste ano, comandou o Exército de Libertação de Portugal (ELP), uma organização terrorista de extrema-direita.
 
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Não obstante, a sua importância no início da consolidação do novo regime democrático foi reconhecida oficialmente a 5 de fevereiro de 1987, pelo então Presidente Mário Soares, que o designou chanceler das antigas ordens militares portuguesas, tendo-lhe também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada (a maior insígnia militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura».
A 13 de agosto de 1996, Spínola morre, aos 86 anos, vítima de embolia pulmonar.
  
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