O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
A cantora marcou presença em outras bandas sonoras de novelas brasileiras. "Love Me Again" foi tema de Sinal de Alerta, no ano seguinte. Ainda em 1978, "You" apareceu na novela Pecado Rasgado. Em 1980, "I'd Rather Leave While I'm In Love" fez parte da banda sonora da novela Chega Mais.
Em 1983, a sua canção All time high fez parte da banda sonora do filme Octopussy, décimo terceiro filme da franquia James Bond, a mesma música também foi tema da novela Eu Prometo, de 1983.
A sua canção Love came for me fez parte da banda sonora do filme Splash (1984).
Em 1997, Coolidge foi um dos membros fundadores da banda Walela, álbuns entre 1997 e 2000. Walela significa em cherokee Colibri, já que os três integrantes são descendentes da tribo Cherokee.
Em 2004 produziu uma antologia de todos os seus sucessos intitulada Delta Lady — The Rita Coolidge Anthology.
Nasceu em Burdine, Kentucky, e cresceu em Pound, Virgínia, cidade na fronteira de Virgínia com Kentucky. Depois de graduar-se no Milligan College, Tenesse, Gary alistou-se na Força Aérea dos Estados Unidos, em 1950. Para completar o seu treino (52-H) foi escalado para o 468º Esquadrão Estratégico de Combate na Base Aérea de Turner, Geórgia, pilotando um F-84 Thunderjet. Foi designado para operações na Guerra da Coreia, mas (de acordo com seu filho) foi recrutado pela CIA por causa de seu extraordinário trabalho com uma aeronave a jato com um único motor, logo depois de recuperar de uma doença. Obteve o posto de Capitão da Aeronáutica em 1956, integrando-se no programa U-2 da CIA.
Os pilotos do U-2 executavam missões de espionagem
em países hostis, inclusive na União Soviética, fotografando
sistematicamente instalações militares e outros importantes alvos de
inteligência. Powers foi designado para a base área dos U-2 em İncirlik, Turquia. Em virtude do abate de sua aeronave por um míssil de superfície, no dia 1 de maio de 1960, ao sobrevoar Sverdlovsk, foi condenado por espionagem contra a União Soviética e sentenciado a três anos de prisão e mais sete anos de trabalhos forçados. No entanto, no dia 10 de fevereiro de 1962, vinte e um meses depois da sua captura, ele foi trocado, juntamente com o estudante norte-americano Frederic Pryor, numa operação de troca de espiões, pelo coronel soviético Vilyam Fisher da KGB (vulgo Rudolf Abel) na ponte de Glienicke, em Potsdam, Alemanha. Esta troca de prisioneiros seria a primeira de uma série do género ocorrida durante a Guerra Fria.
No seu regresso aos EUA, Powers foi criticado por não ter acionado o
dispositivo de auto-destruição da aeronave, nem ter destruído a câmara ou a película fotográfica, e componentes do avião antes de sua captura. Além do mais, outros o criticaram por não usar o equipamento de suicídio opcional criado pela CIA. Tratava-se de um alfineteenvenenado, oculto num orifício de uma moeda de um dólar, podendo ser usado para evitar dor e sofrimento, em casos de tortura. Depois de ser extensamente interrogado pela CIA, pela Lockheed e pela Força Aérea dos Estados Unidos, em 6 de março de 1962 ele compareceu diante de uma Comissão do Senado dos Estados Unidos sobre Serviços Especiais, presidida pelo Senador Richard Russell e incluindo os Senadores Prescott Bush e Barry Goldwater, que determinaram que Powers atendesse as seguintes
ordens: não divulgasse qualquer informação crítica contra os soviéticos,
e se comportasse "como um bom rapaz sob circunstâncias perigosas".
Depois do seu regresso, Powers trabalhou para a Lockheed como piloto de provas de 1963 a 1970. Em 1970, ele co-escreveu um livro sobre o incidente, "Operação de Sobrevoo: Memórias do Caso U-2" ("Operation Overflight: A Memoir of the U-2 Incident").
Faleceu num acidente de helicóptero em Los Angeles, no dia 1 de agosto de 1977, enquanto trabalhava como repórter aéreo para a emissora de televisãoKNBC. O acidente de seu helicóptero aparentemente foi causado por um manutenção mal feita no sistema de combustível,
que teria sido realizada sem o seu conhecimento. Homenageado pela sua
esposa Sue e pelos dois filhos Dee e Francis Gary Jr., foi sepultado
no Cemitério Nacional de Arlington.
O seu filho, Powers Jr., dedicou bastante tempo para ver honrada a
memória de seu pai, e trabalhou para criar o Museu da Guerra Fria, em Washington, D.C., para mostrar às pessoas a realidade do período de rivalidade entre os EUA e a URSS.
Em 1998,
uma informação obtida nos arquivos secretos revelou que a missão
fatídica de Powers realmente se tratava de uma operação conjunta da
Força Aérea dos Estados Unidos e da CIA. Em 2000,
no aniversário dos quarenta anos do episódio, a sua família finalmente foi
contemplada com homenagens póstumas concedidas a Powers, a Medalha dos
Prisioneiros de Guerra, a Cruz do Mérito da Aviação e a Medalha do
Serviço Nacional de Defesa.
Quando questionado sobre a altura a que voava em 1 de maio de 1960,
ele frequentemente respondia, "não estava a voar suficiente alto".
Sim, continuamos com saudades dos seus recitais à chuva, dos domingos a ver Fórmula 1 na RTP1, com a minha avó Alexandrina, tua feroz admiradora, da alegria de ver um grande condutor, que falava a nossa
língua, a dar cartas no mundo...
Celebremos um imortal do automobilismo com um fantástico recital de guitarra, em sua homenagem:
Gordon Lightfoot era filho de Gordon Meredith Lightfoot Sr. e Jessica Lightfoot. Na década de 50, frequentou a escola de música em Hollywood, Califórnia. Ele voltou para o Canadá nos anos 1960 e já se apresentava em cafés, em Toronto. Em 1966, lançou o seu álbum de estreia, intitulado Lightfoot!. Neste período, ficou mais conhecido como compositor para artistas como Johnny Cash e Elvis Presley, entre outros.
Lightfoot foi um dos primeiros cantores pop canadiano que ficou famoso no seu próprio país, sem ter de se mudar para os Estados Unidos. Mas ele também obteve sucesso nos Estados Unidos, entre outros singles, Sundown, em 1974. Quase dois anos depois, um outro hit, The Wreck of the Edmund Fitzgerald, uma composição em memória do naufrágio do navio graneleiroSS Edmund Fitzgerald ocorrido a 10 de novembro de 1975, no Lago Superior. Ambos os singles ainda são populares em estações de rádio que executam rock clássico.
Wellesley aumentou a sua relevância como general durante a Guerra Peninsular das Guerras Napoleónicas, e foi promovido a marechal de campo depois de liderar as forças aliadas na vitória contra os franceses na batalha de Vitória, em 1813. Após o exílio de Napoleão Bonaparte em 1814, atuou como embaixador na França e foi-lhe concedido um ducado. Durante o Governo dos Cem Dias, em 1815, comandou o exército aliado que, juntamente com um exército prussiano sob ordens de Blücher, derrotou Napoleão na batalha de Waterloo.
O registo de batalha de Wellesley é exemplar, em última análise,
participou em cerca de 60 batalhas durante o curso da sua carreira
militar.
Wellesley era famoso pelo seu estilo de adaptação defensiva de guerra
e um extenso planeamento antes de batalhas, o que lhe permitia
escolher o campo de batalha e forçar o inimigo a vir até ele, que
resultaram em várias vitórias contra uma força numericamente superior,
minimizando as suas próprias perdas. Ele é considerado um dos maiores
comandantes de defesa de todos os tempos, e muitas das suas táticas e
planos de batalha ainda são estudadas em academias militares de todo
o mundo.
Ele foi duas vezes o primeiro-ministro pelo partido tory e supervisionou a aprovação do Roman Catholic Relief Act 1829. Foi primeiro-ministro entre 1828 e 1830 e serviu brevemente em 1834. Foi incapaz de impedir a aprovação do Reform Act 1832 mas continuou como uma das principais figuras na Câmara dos Lordes até à sua retirada. Permaneceu comandante em chefe do Exército Britânico até à sua morte.
Títulos, honras e estilos
Pariato do Reino Unido
Barão Douro de Wellesley no Condado de Somerset – 26 de agosto de 1809
Visconde Wellington de Talavera, e de Wellington no Condado de Somerset – 26 de agosto de 1809
O seu irmão William
escolheu o nome de Wellington pela sua semelhança com o sobrenome da
família de Wellesley, que deriva da aldeia de Wellesley, em Somerset, não
muito longe da de Wellington.
O duque de Wellington foi um dos padrinhos do sétimo filho da rainha Vitória, o príncipe Artur,
em 1850. Artur também nasceu no dia primeiro de maio, e, quando
criança, o jovem príncipe foi encorajado a lembrar as pessoas de que o
duque de Wellington era seu padrinho.
O Dia do Trabalhador ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1 de maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal, Angola, Moçambique e outros países. No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da
jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de
milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No
dia 3 de maio
houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a
polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de maio,
uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos
acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de
uma bomba por desconhecidos para o meio dos polícias que começavam a
dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então
fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes
acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne
convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8
horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de maio, como
homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de maio de 1891 uma manifestação no norte de França
é dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes.
Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos
trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os norte-americanos se negarem a reconhecer essa
data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos seus
trabalhadores conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de
trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
Enquanto presidente da República, exerceu o cargo de forma ditatorial, suspendendo e alterando por decreto normas essenciais da Constituição Portuguesa de 1911. Fernando Pessoa chamou-lhe Presidente-Rei.
Antonín Leopold Dvořák (Nelahozeves 8 de setembro de 1841 - Praga, 1 de maio de 1904) foi um compositor checo da era romântica. De forma semelhante ao compositor nacionalistaBedřich Smetana, Dvořák também aplicou algumas das características da música popular da Morávia e da sua terra-natal, a Boémia (então parte integrante do Império Austríaco e atualmente parte República Checa). O estilo próprio de Dvořák tem sido descrito como o
expoente máximo que conjugou o idioma nacional com a tradição
sinfónica, integrando influências populares e encontrando formas
eficazes de as utilizar.
Nascido em Nelahozeves, Dvořák cedo demonstrou os seus dotes musicais. O seu primeiro trabalho conhecido, Forget-Me-Not Polka in C (Polka pomněnka) terá sido escrito em 1854. Em 1859, terminou o curso de órgão em Praga. Na década de 1860, tocou como violista
na Orquestra do Teatro Boémio Provisional e deu formação em piano.
Em 1873, casou-se com Anna Čermáková, e deixou a orquestra para seguir
a carreira de organista de igreja. Escreveu várias composições
durante este período. A música de Dvořák atraiu o interesse de Johannes Brahms, que o ajudou na sua carreira; também recebeu a ajuda do crítico Eduard Hanslick.
Depois da estreia da sua cantata Stabat Mater
(1880), Dvořák visitou o Reino Unido tornado-se, aí, muito popular; a
sua Sinfonia n.º 7 foi escrita para Londres. Depois de passar pela
Rússia em 1890, Dvořák foi escolhido para professor no Conservatório de Praga em 1891. No ano seguinte, Dvořák mudou-se para os Estados Unidos, para ser o diretor do Conservatório Nacional de Música da América em New York City,
onde também compôs. No entanto, questões relacionadas com o seu
ordenado, juntamente com um crescente reconhecimento na Europa e
saudades da sua terra-natal, fizeram-no regressar à Boémia. De 1895 até à
sua morte, compôs, principalmente, música de câmara e operática.
Quando morreu, eram vários os trabalhos por terminar.
Isabel de Portugal, imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico - a obra-prima de Ticiano, hoje no Museu do Prado, o quadro foi pintado sobre outro, nove anos após a morte da Imperatriz
Era irmã do rei D. João III e do Cardeal-Rei D. Henrique,
reis de Portugal. Inteligente e culta, criada no esplendor da mais
rica corte europeia do seu tempo, em Lisboa, na educação da imperatriz
participaram também, por influência de sua mãe, os castelhanos Beatriz
Galindo, la Latina e o humanista Luís Vives. Foi longamente
regente em nome de Carlos V, entre 1528 e 1533, primeiro, e de 1535 a
1538 novamente, enquanto o marido se ausentou, em guerra.
Além disso, teve muita importância em relação à educação do seu
primogénito, que viria a ser o rei Filipe II de Espanha, e I de Portugal, de
língua materna portuguesa, criado e educado pelas damas lusitanas da sua
mãe durante a infância.
Casamento
O casamento fora negociado por seu pai, D. Manuel I, que morrendo antes
de o concluir o deixou recomendado em testamento ao seu sucessor no
codicilo de 11.12.1521. Assim, a 6.10.1525 firmou-se em Torres Novas o
contrato. A noiva levou por dote a exorbitante quantia de 900 mil
cruzados portugueses, ou dobras castelhanas. Carlos V,
seu noivo e seu primo direito, era então ainda apenas Carlos I, rei de
Aragão e Castela, duque da Borgonha e vários outros feudos: só quatro
anos depois será eleito imperador do Sacro Império,
tornando-se hierarquicamente o mais alto soberano da Cristandade, com
jurisdição sobre a Alemanha e vários reinos e senhorios da Espanha,
Itália, França e Flandres, estendendo ao mundo a sua influência política
e o poder das suas armas; porém, como todos os soberanos da
Renascença, foi várias vezes obrigado a recorrer a grandes famílias de
banqueiros, como os Fugger,
não só para financiar a sua acessão à coroa imperial, como também os
seus projetos político-militares. Por isso mesmo Carlos havia
prometido, anteriormente, a Henrique VIII casar-se com sua filha, Maria,
de quem igualmente era primo direito, em 1522 (quando esta tinha
apenas seis anos) - mas preferiu aceitar a consorte lusitana, cuja
aliança e cujo dote imediato eram bem mais significativos na Europa do
tempo, e lhe traziam a liquidez necessária para a compra do trono
imperial.
Assim, a princesa casou-se em Almeirim por procuração, em 1 de novembro
de 1525, com o seu primo Carlos, representado pelo embaixador Carlos
Popeto; e partiu em janeiro de 1526 rumo a Elvas com grande e rica comitiva, dai prosseguindo a viagem em liteira até a fronteira do Caia.
Aí, montada em linda égua branca esplendorosamente ajaezada, e com
luzido e fidalgo acompanhamento, foi ao encontro da embaixada castelhana
que a vinha buscar, encabeçada pelos duques de Calábria e de Béjar e
pelo arcebispo de Toledo. Passada a fronteira, seguiu para Sevilha aonde
se encontrava o marido, ali se repetindo solenemente as bodas
imperiais nos paços chamados de Reales Alcázares, em março de
1526. Foi um casamento feliz, pois os noivos apaixonaram-se logo que se
conheceram, e isolaram-se do mundo, prolongando uma lua-de-mel que não
parecia querer acabar, e apenas terminaria catorze anos depois, de
facto, pela morte da imperatriz.
Deslumbrado com a sua beleza, Carlos V deu-lhe ao casar por nova divisa as três graças, tendo a primeira delas a rosa, símbolo da formosura; a segunda o ramo de murta, símbolo do amor; e a terceira, a coroa de carvalho, símbolo da fecundidade, além do mote: Has habet et superat.
Na corte castelhana em Toledo, a imperatriz D. Isabel preferiu viver
sem se ocupar com política, quase sempre no seu oratório ou convivendo
com as numerosas damas portuguesas que a haviam acompanhado até Castela,
vigiando as amas dos seus numerosos filhos. Ao morrer de parto,
catorze anos depois de casada, Carlos V tanto se comoveu com a sua perda
que no convento de S. Justo, onde se recolheu durante o luto pesado da
viuvez, passava horas a contemplar o seu retrato mais emblemático,
pintado por Ticiano.
Brasão da Imperatriz Isabel de Portugal
A morte a lenda
Tendo a imperatriz falecido em Toledo, e estando nessa época o soberano
em Granada, encarregou este o futuro S. Francisco de Borja, um dos
muitos apaixonados platónicos da bela imperatriz, de a conduzir até si a
fim de a sepultar. Chegados lá, ao abrirem cerimonialmente o caixão de
D. Isabel, a fim de verificarem a identidade do régio cadáver, a sua
decomposição ia já avançada, destruindo a formosura da mais bela mulher
daquele tempo, segundo rezavam os literatos de então. Segundo a lenda,
perante a hedionda visão do seu cadáver descomposto o ainda Duque de
Gândia, casado com a portuguesa D. Leonor de Castro, uma das suas damas,
e que tanto e tão longamente amara a linda Imperatriz à distância,
jurou nunca mais servir a senhor humano algum, virando-se unicamente
para o serviço divino; e ao enviuvar de D. Leonor, alguns anos depois,
optará pela vida religiosa ingressando na Companhia de Jesus. O novo
padre Francisco de Borja foi o terceiro Geral da Companhia, sendo depois
canonizado como São Francisco de Borja.
No entanto, sabemos agora que a famosa frase depois atribuída ao
duque, e que deu o mote ao célebre poema de Sophia de Mello Breyner
intitulado "Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de
Portugal", sobre a sua alegada decisão de nunca mais servir a senhor
mortal algum, foi sim pronunciada por São João de Ávila
na oração fúnebre da imperatriz que proferiu durante as suas exéquias.
É ainda no entanto possível que S. João de Ávila tenha utilizado nas
exéquias imperiais a frase do humilde S. Francisco de Borja, ao ser
obrigado a contemplar decomposta a mulher que amara, e que a tradição
oral o soubesse, ao atribuir a autoria desta a ele e não a S. João de
Ávila.
Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de Portugal
Nunca mais A tua face será pura limpa e viva Nem o teu andar como onda fugitiva Se poderá nos passos do tempo tecer. E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer. A luz da tarde mostra-me os destroços Do teu ser. Em breve a podridão Beberá os teus olhos e os teus ossos Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver Sempre, Porque eu amei como se fossem eternos A glória, a luz e o brilho do teu ser, Amei-te em verdade e transparência E nem sequer me resta a tua ausência, És um rosto de nojo e negação E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
in Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Senna começou a sua carreira competindo no karting. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3, 2 anos após a sua estreia. O seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou a sua ascensão à Fórmula 1, fazendo a sua primeira aparição na categoria no Grande Prémio do Brasil, de 1984, pela equipe Toleman-Hart,
tendo abandonado a corrida na 8ª volta. Na sua primeira temporada,
Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e
a 9ª posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte,
trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipa pela qual venceu seis Grandes Prémios ao longo de três temporadas. Em 1988, juntou-se ao francêsAlain Prost (que seria o seu maior rival na sua carreira) na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipa. Os dois juntos venceram 15 dos 16 Grandes Prémios daquela temporada, e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989, e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte,
Senna ganhou o seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais
jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 - façanha que foi
mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou
ao tricampeonato, vencendo três anos consecutivos. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton Senna conseguiu terminar a temporada de 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou então uma transferência para a Williams em 1994.
A sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions
que deteve. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e
perícia, como demonstrado em atuações antológicas nos GPs de Mónaco de
1984, de Portugal, em 1985 e da Europa, em 1993. Senna ainda detém o
recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prémio de Mónaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou um estudo onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.
A
rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton
Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente
nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao desporto e dado
mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da
natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos,
uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC.
Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa.
Em 2014, foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, que veio a ser campeã do carnaval carioca.
É considerado um dos maiores ídolos do desporto no Brasil, sendo inclusive apelidado de herói nacional por parte dos media especializados em automobilismo.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarristaDorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em
1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo,
ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da
música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de
Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi),
na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas
temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi,
no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina,
pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon
Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte,
acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show
Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em
18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ),
o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade
Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês
de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de
Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e
provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de
"Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano
(RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em
1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção
"Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro
Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no
mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974,
com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto
Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro
Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier,
entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa,
no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança
dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins,
inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em
turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor
(Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista,
no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do
Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos,
iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano
seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do
grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha).
Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3
de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi
Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro,
seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de
mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado
do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim,
se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente
de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e
os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em
Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music,
o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada
de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo
ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos
Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto,
ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no
People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a
cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a
excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas
no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era
considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na
faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury,
do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos
comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo
ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP,
seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão
(TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de
Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito
executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então
sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se,
novamente, no Canecão,
em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo
país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua
tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima.
Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI).
Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela,
séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o
CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés)
e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton,
responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice,
filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de
Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti
e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo
César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e
Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós),
"Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto
Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio"
(Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e
Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento
do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD,
sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo
Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar
Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo
Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal
(percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi,
como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e
Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em
'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por
sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e
indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale),
produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do
repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia,
iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e
escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou,
com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo",
contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou
baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a
baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana
tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não
tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram
assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella
Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística
por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores,
entrando em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi,
programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da
grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme
sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.
Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas
por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas:
Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em
1963.
Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil,
em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio
de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto
Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas
crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos
filhos.
Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.
Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato.
O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com
atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci.
Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal
separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.
Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.
Morte
Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
É com
muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e
estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela
também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um
processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que
vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos
fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o
Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente
todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso
dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.
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