quarta-feira, junho 03, 2026

Dance Josie, Dance...

Poesia para um santo que foi Papa...

 Papa João XXIII: o seu magistério deslocou “o centro do campo de afirmação dos católicos” e “Salazar e o seu catolicismo tinham ficado na periferia”. Foto © XXXXXXXXX

   
  
Para João XXIII
 
  
Porque não sei de Deus não trago preces.
Sou apenas um homem de boa vontade.
Creio nos homens que acreditam como tu nos homens
creio no teu sorriso fraternal
e no teu jeito de dizer
quase como quem semeia
as palavras que são
trigo da vida.
Creio na paz e na justiça
creio na liberdade
e creio nesse coração terreno e alto
com raízes no céu e em Sotto il Monte
De Deus não sei. Mas quase creio
que Deus poisou nas mãos cheias de terra
dum jovem camponês de Sotto il Monte.
  
Por isso mando à Praça de S. Pedro
não uma prece
mas a minha canção fraterna e livre
esta canção
que vai pedir-te a humana bênção
João XXIII avô do século.
  
  

  
in A Praça da Canção (1965) - Manuel Alegre

Artigo de opinião, sobre as cheias do Mondego, de quem sabe...

O Mondego não mente. Nós é que não quisemos ouvir

https://images.impresa.pt/expresso/2026-03-20-pedro-proenca-cunha-ec79f61b/3x2/mw-320

Pedro Proença Cunha - Professor Catedrático de Geologia Sedimentar da Universidade de Coimbra e investigador no MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente)

 

A cheia de fevereiro de 2026 não foi uma surpresa para quem conhece o rio. Foi a consequência previsível de décadas de ilusões, de má manutenção e de construções onde nunca deveriam ter sido feitas. Está na hora de dizer o que a ciência sabe há muito


A 11 de fevereiro de 2026, no Baixo Mondego, o dique marginal direito do canal principal do Mondego, cedeu por baixo da autoestrada A1. O tabuleiro da mais importante autoestrada do país abateu horas depois. A água alastrou pelos campos. Portugal ficou em choque. Mas há uma pergunta que poucos pensaram naqueles dias de lama e sirenes: roturas de diques e alagamento das planícies de inundação, já tinham acontecido antes; e voltarão a acontecer

Há 827 anos que a documentação escrita sobre as cheias do Mondego, nos avisa. Já em 1199 - quando uma cheia catastrófica inundou a Baixa de Coimbra "em menos de uma hora" e alagou o Mosteiro de Santa Cruz - que este rio demonstra, com brutal regularidade, o que é capaz de fazer. As crónicas medievais, os registos eclesiásticos, as gazetas do século XIX, os dados horários do século XX: tudo diz o mesmo. E nós continuámos, inconscientemente e imprudentemente, a edificar nas planícies de inundação.

Escrevo este artigo com base no relatório técnico-científico que elaborei a pedido da Agência Portuguesa do Ambiente, no seguimento da solicitação da Ministra do Ambiente e Energia. Tive 100 dias para o elaborar e acesso a dados que, anteriormente, nunca tinham sido sistematizados e interpretados desta forma. O que encontrei confirmou os piores receios e também revelou erros que não podem voltar a ser tolerados.

 

O escasso valor estatístico que tem causado colossais prejuízos

Durante décadas, o caudal considerado "de cheia centenária, em regime natural" no Mondego - aquele que serviu de referência para o Projeto Hidráulico do Mondego, os Planos Diretores Municipais (PDMs) e para os Planos de Proteção Civil (PPCs) dos municípios com territórios na planície aluvial - foi de 3660 m³/s. Foi obtido a partir de 50 anos (1915-1965) de registos em Coimbra. Depois, com base em 63-80 anos, foi estimado em 4100 a 4500 m³/s. Para um rio com grande variabilidade interanual de caudal, isto equivale a calcular a probabilidade de um caudal com muito fraco valor estatístico.

Com base na análise de 805 fontes documentais ao longo de 827 anos - das crónicas de Santa Cruz às séries hidrométricas modernas -, obtive uma estimativa de provável caudal centenário de ~4500 a 5200 m³/s (respetivamente, com base nas distribuições pelo Empírico ou pelo Gumbel). Note-se que apenas as cheias ordinárias a catastróficas foram documentadas antes de 1915.

Um caudal desse nível, provocaria o colapso da obra hidráulica do Baixo Mondego e o alagamento total das planícies de inundação, incluindo as baixas de Coimbra e Sta. Clara. É isso que está em risco.

A análise histórica é ainda mais dramática: de 1199 a 2026, ocorreram em média cerca de 5 cheias por século com caudal >3000 m³/s, e 3 cheias com caudal >4000 m³/s (caudais naturais). Oitenta e três por cento das grandes cheias acontecem entre dezembro e fevereiro. O período crítico é, exatamente, o inverno. Nada disto é novidade para a ciência. Mas parece continuar a ser desconhecido por quem licenciou e por quem continua a licenciar bairros nas planícies de inundação.

 

As barragens fizeram o que podiam. Mas não fizeram milagres

O sistema de regularização hidráulica do Mondego - as barragens da Aguieira (1981), Raiva (1983) e Fronhas (1987), o Canal Principal do Mondego com diques marginais e o Açude de Coimbra - é uma obra de engenharia notável, com um investimento de 516 milhões de euros a preços atuais. Durante 19 anos, de 1981 a 2000, não ocorreram eventos de elevada precipitação e as barragens conseguiram encaixar afluências de pequenas cheias.

Este aparente sucesso criou a ilusão de que o problema estava definitivamente resolvido.

Através da gestão hídrica assegurada pelas barragens, o projeto prometia que um caudal atenuado de 2000 m³/s (equivalente a um natural de 3000 m³/s) em Coimbra seria um evento raro, decorrente de uma precipitação extraordinária. Mas, na realidade, de 1987 a 2026, esse valor foi atingido quatro vezes em 39 anos: em 2001, em 2016, em 2019, em 2026. Em alguns anos, a gestão de caudal pelas barragens podia ter sido melhor. Mas, principalmente, houve uma subestimação do rio.

 

A A1 foi construída em cima do dique. Literalmente

A causa principal da rotura de fevereiro de 2026 não foi a chuva, não foram as barragens, não foi o rio. Foi uma decisão de engenharia tomada em 1991: uma linha de pilares do tabuleiro da A1 foi implantada no dique direito do Canal Principal do Mondego, construído dez anos antes, em 1981.

Os pilares penetraram em profundidade no aterro arenoso do dique, criando transmissão de vibração, diferenças mecânicas, zonas de fragilidade e facilitação da percolação; além disso, a queda dos tubos de escoamento de água pluvial da A1 faz-se diretamente sobre a areia do dique. Com um caudal extremo, a pressão hidráulica lateral fez o resto. A consequência negativa da opção de 1991 foi potenciada pela falta de uma fiscalização moderna.

Em imagem de satélite de outubro de 2025 - quatro meses antes da rotura -, era já visível um abatimento significativo no coroamento desse dique. O descarregador em sifão imediatamente a montante da A1, que deveria ter aliviado parte do caudal para os campos agrícolas adjacentes, tal como desde 2021, praticamente não funcionou.

Há ainda uma causa secundária que merece atenção. Entre 2017 e 2018, fez-se deposição de areia proveniente do desassoreamento do Açude de Coimbra diretamente no leito do Canal, a montante e a jusante, exatamente, do cruzamento com a A1. Este excesso local de areia elevou artificialmente o nível do leito, o que subiu localmente o nível de água, aumentou a pressão lateral no dique, galgou-o, rompeu-o e levou a que imensa areia ficasse a cobrir os campos agrícolas vizinhos (com 1 m de espessura). A ciência não adivinha. Mas quando os dados estão disponíveis, alguém tem de lê-los, percebê-los e atuar em conformidade.

Esta coincidência perturbante pode ter uma explicação geológica: identificámos neste local um lineamento tectónico, com direção NNW-SSE, alinhado com o raro vale retilíneo ao longo da ribeira de Frades. O traçado desta provável falha tectónica ativa atravessa o canal principal do Mondego muito junto à A1. Uma eventual movimentação desta falha contribuiria para a fragilização local de ambos os diques. É uma hipótese remota que precisa de investigação pormenorizada - mas que não pode ser ignorada dada a surpreendente e, aparentemente inexplicável, posição das duas roturas.

 

A barragem da Aguieira e o sismo que ninguém ainda quis discutir

A falha de Vérin-Penacova é uma das maiores falhas sismicamente ativas de Portugal continental. Tem muito mais de 800 km de extensão total e situa-se a apenas 6 km da barragem da Aguieira. Um sismo de magnitude 7,1 nesta falha - com período de retorno estimado de 14300 anos portanto, improvável, mas não impossível - provocaria, no percentil 95%, acelerações entre 0,6g e 0,8g. A barragem foi, aparentemente, projetada para suportar 0,4g.

O muito improvável colapso (natural ou antrópico) da Aguieira geraria uma gigantesca e rápida onda de água, que chegaria a Coimbra 1 h depois. O alagamento atingiria, provavelmente, 8 m de altura de água nas planícies de inundação, alagando-as completamente - incluindo as baixas de Coimbra e de Santa Clara, bem como todo o Baixo Mondego.

A probabilidade é muitíssimo baixa, atendendo à robustez da estrutura e cálculos feitos. Contudo, as diferenças no comportamento mecânico nos encostos da barragem ao maciço de rochas metamórficas pouco resistentes poderá gerar rotura. As consequências de uma rotura seriam devastadoras.

É recomendável fazer a reavaliação do risco sísmico acompanhada de eventual manutenção da barragem. Não porque o colapso seja provável, mas porque a prudência assim o exige dado que ainda não conseguimos prever sismos. Note-se que as consequências deste raríssimo evento não estão consideradas nas Cartas de Zonas Inundáveis e de Riscos de Inundações do PGRI, PDMs e PPCs dos municípios do Mondego.

 

Girabolhos: uma resposta política a um problema de gestão

Dias depois da cheia do passado fevereiro, o Governo anunciou o relançamento da barragem de Girabolhos como solução para o problema das inundações a jusante. A intenção é compreensível. Mas a análise de fundamentação técnica e científica obriga a uma muito grande prudência na decisão política.

A sub-bacia que Girabolhos controlaria representa apenas 15% da bacia do Mondego. Em fevereiro de 2026, o volume de precipitação na sua área de influência teria enchido completamente a albufeira em apenas sete dias - e depois continuaria a transbordar. O rio Ceira, que trouxe mais de 1000 m³/s nas cheias de 2019 e 2026, entra no Mondego a junto a Coimbra, completamente fora do sistema de controlo.

Girabolhos não resolve, nem muito parcialmente, as cheias extraordinárias ou catastróficas. Poderia constituir uma nova fonte de energia renovável e complementar a gestão de pequenas ou moderadas cheias, bem como de secas. Mas os impactos ambientais no rio Mondego seriam muito altos. Entre eles encontram-se a diminuição da qualidade e da oxigenação da água, desaparecimento de habitats essenciais às espécies aquáticas, perda de conectividade longitudinal essencial para espécies migradoras, perda de vegetação ripária essencial à manutenção de uma temperatura da água mais baixa no verão e limitação dos blooms de cianobactérias, entre outros.

O Estudo de Impacto Ambiental existente é de 2016 - e está, no mínimo, desatualizado. Num momento de crise emocional não se tomam as melhores decisões de engenharia.

 

O que é preciso fazer - e o que não pode continuar a acontecer

medidas urgentes que não exigem estudos, nem licitações, nem anos de espera. Exigem rigor técnico-científico na fundamentação e a consequente vontade e decisão política:

Primeiro: Proibição imediata de implantação de novas edificações nas planícies de inundação. Não é uma medida impopular: é a única medida racional. Se não houver edifícios nas planícies de inundação, não há risco fluvial. É tão simples quanto isso.

Segundo: Gestão dinâmica das cotas de espera nas barragens da Aguieira e Fronhas, com base em previsões meteorológicas a 15 dias - disponíveis e fiáveis, hoje, com tecnologia existente. Durante dezembro, janeiro e fevereiro, as albufeiras devem estar o mais vazias possível.

Terceiro: Manutenção preventiva e regular dos diques do canal principal do Mondego. Desassoreamento da albufeira do Açude de 3 em 3 anos, mas dependente de cada montante extraído e transferido, bem como tendo em conta a época de reprodução das espécies piscícolas e outras. Remoção da vegetação arbórea nos diques. Inspeção geotécnica anual. Não é glamoroso. Não dá títulos nos jornais. Mas evita que um dique que, segundo a moderna engenharia hidráulica foi construído para ser “não galgável e intransponível”, rompa numa tarde de fevereiro.

Quarto: O caudal natural correspondente a uma recorrência de 100 anos agora determinado é muito superior ao que foi estimado no projeto da Obra Hidráulica do Mondego, bem como o correspondente caudal amortecido pelas barragens. Assim, é necessária uma revisão urgente das Cartas de Zonas Inundáveis e de Riscos de Inundações do PGRI. Consequentemente, também dos PDMs e dos PPCs dos municípios do Mondego.

Quinto: Criação de uma entidade de Gestão Integrada da Bacia do Mondego, com: competências reais, amplas e claras; recursos humanos qualificados e em número adequado; recursos financeiros necessários aos objetivos a atingir; e ser usado um modelo de cogestão participada. A gestão hídrica de uma bacia hidrográfica não pode continuar a ser feita em silos - a APA de um lado, a EDP de outro, os municípios de um terceiro, os agricultores a reclamar e a Proteção Civil a apagar fogos, bem como as populações ribeirinhas em desespero…

 

A lição do Mondego é muito antiga

Em Coimbra ocorreram muitas cheias catastróficas, nomeadamente: 1788 (4800 m³/s); 1331 (4500 m³/s); 1764 e 1843 e 1948 (4200 m³/s); 1411, 1739 e 1821 (4100 m³/s). Mesmo após a construção da gigantesca barragem da Aguieira (1981) ocorreram grandes cheias: em 2001, cedeu um dique junto à A1 e ocorreram mais 15 roturas em diques; em 2019 ocorreram 2 roturas em diques; em 2026, cedeu o dique do outro lado, exatamente, na mesma secção transversal onde a A1 abateu.

De cada vez que o Mondego transbordava, dizia-se que tinha sido excecional. Que não voltaria a acontecer. E era feito mais um pormenorizado relatório a listar as eventuais causas. Mas, depois, voltava a ocorrer mais um grande caudal de cheia, que o projeto hidráulico preconizava não poder vir a acontecer!

E de cada vez que o dizíamos, construíamos mais um pouco nas planícies de inundação, aprovávamos mais um PDM otimista, mantínhamos mais uns anos os diques sem manutenção adequada ou mesmo uma Câmara Municipal chegava a suspender o seu PDM para poder edificar extensivamente, nas planícies de inundação!

A ciência, nomeadamente, os especialistas de investigação científica, têm a obrigação de dizer a verdade, mesmo quando é incómoda. A verdade é esta: o Mondego não está a comportar-se de forma anómala. Está a comportar-se exatamente como sempre se comportou. O que mudou foi a quantidade de casas, estradas e infraestruturas que pusemos no caminho da sua água.

O Ordenamento do Território fundamenta-se nos dados científicos recolhidos e estudados, aplicando as regras da prevenção face à salvaguarda de pessoas e bens.

Portugal vai voltar a ter grandes cheias no Mondego. Nos últimos 102 anos a frequência de cheias em regime natural de 3000 m³/s (equivalente a 2000 m³/s com controlo por barragens) é de 20 anos (5 cheias por 100 anos, valor igual nos últimos 827 anos). A questão não é se o rio vai transbordar.

A questão é se da próxima vez haverá mesmo muita gente nas planícies de inundação a perder a sua casa, o seu carro, todos os seus outros bens ou a sua vida... Isso não depende do rio. Depende de nós.


in Expresso

O ditador haitiano Baby Doc nasceu há 75 anos...

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Jean-Claude Duvalier (Port-au-Prince, 3 de junho de 1951 - Port-au-Prince, 4 de outubro de 2014), mais conhecido como "Baby Doc", foi um ditador do Haiti, de 1971 a 1986, tendo sucedido ao seu pai, François Duvalier, no lugar de presidente da república. 
   
Primeiros anos
Duvalier nasceu em Port-au-Prince e foi criado num ambiente isolado. Na infância e adolescência frequentou as instituições de ensino Nouveau College Bird e Saint-Louis de Gonzague. Mais tarde, estudou Direito na Université d'Etat d'Haïti (Universidade do Estado do Haiti), sob a direção de vários professores, incluindo Maître Gérard Gourgue.
Único filho homem de François Duvalier, o "Papa Doc", e Simone Ovide ("Mama Doc"), uma ex-enfermeira, Jean-Claude tinha três irmãs: Marie Denise, Nicole e Simone. 
   
Antecedentes e cargo vitalício
Em 1957 o seu pai, François Duvalier, assumiu a presidência e implantou um regime de terror que durou até à sua morte, em 1971. O terrorismo político continuou sob o comando de Baby Doc, que aos 19 anos lhe sucedeu em regime vitalício, numa época em que dezenas de milhares de haitianos foram torturados e mortos, segundo grupos de direitos humanos. Tal terror era espalhado por sua milícia particular, um exército de cruéis soldados denominados tonton-macoutes ("bichos-papões").
No governo de Baby Doc a taxa de analfabetismo subiu a índices ainda mais grotescos e a expectativa de vida decaiu vertiginosamente, o que, junto com a epidemia de SIDA e a fome que grassava através de todo o país, mergulhou o país no caos social, forçando dezenas de milhares de haitianos ao degredo nos Estados Unidos em arriscadas barcaças superlotadas.
  
Autodegredo e retorno 
Já na década de 80, com a crise económica e o empobrecimento da população, o regime de terror perdeu força, até que, em 1986, Baby Doc fugiu para o exílio na França. Durante a sua saída do país, constatou-se o abismo entre o fausto da sua mudança, que incluía carregamentos de malas Louis Vuitton e milhões de dólares nas suas contas em bancos suíços, e a miséria reinante em Port-au-Prince.
Entre 1986 e 1990, o Haiti procurou estabilizar a sua situação política, mas uma sucessão de golpes militares impediu qualquer organização. Em 16 de janeiro de 2011 Baby Doc retornou ao Haiti alegando que seu regresso visava "ajudar o povo" após o terramoto de 2010 e poucos dias depois foi acusado de vários crimes, incluindo detenção ilegal e tortura contra os seus opositores, corrupção, apropriação de dinheiro público e formação de quadrilha. Mesmo assim nenhum julgamento foi realizado. O ex-presidente só compareceu diante da Justiça em fevereiro de 2013, quando se apresentou no Tribunal de Recurso de Port-au-Prince. Em fevereiro de 2014, a justiça haitiana ordenou um novo inquérito sobre crimes contra a humanidade "imprescritíveis" atribuídos a ele.
   
Vida pessoal  
O seu casamento com Michele Bennett, em 1980, foi pago pelo estado haitiano e teria custado cerca de cinco milhões de dólares aos cofres públicos, enquanto a população vivia na miséria, no que foi considerado o país mais pobre do hemisfério ocidental.
No dia 4 de outubro de 2014, Baby Doc morreu de um ataque cardíaco, em Port-au-Prince.
   

Billy Powell, teclista dos Lynyrd Skynyrd, nasceu há 74 anos...

  
William Norris "Billy" Powell (Corpus Christi, 3 de junho de 1952 - Orange Park, 28 de janeiro de 2009) foi um teclista dos Estados Unidos da América, integrante da banda de southern rock Lynyrd Skynyrd.

Biografia
Começou como roadie da banda em 1970, até que em 1972, durante o aquecimento de um show do Lynyrd em Jacksonville, tocou uma versão de "Free Bird" no teclado. O vocalista Ronnie Van Zant ficou tão impressionado que imediatamente o convidou para ser o teclista oficial do grupo.
Sobreviveu ao desastre aéreo que abateu a banda em 1977, sofrendo apenas ferimentos no rosto. Entre essa época e 1987, esteve numa banda chamada Vision.
Voltou aos Lynyrd em 1987 para uma turnê-tributo, permanecendo com a banda até à sua morte, em 28 de janeiro de 2009, em Orange Park, Flórida.
  
 

Suzi Quatro faz hoje 76 anos

 

 
Suzi Quatro, nome artístico de Susan Kay Quatrocchio, (Detroit, Michigan, 3 de junho de 1950) é uma cantora, baixista, personalidade da rádio e atriz norte-americana.
Ela teve uma série de sucessos na década de 70, que encontraram maior repercussão na Europa do que na sua terra natal, e um papel recorrente na sitcom popular americana Happy Days.
 
 

Agustina Bessa-Luís morreu há sete anos...

  
Agustina Bessa-Luís, nome literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa (Amarante, Vila Meã, 15 de outubro de 1922 - Porto, 3 de junho de 2019) foi uma escritora portuguesa.

    

(...)

    

Estreou-se como uma brilhante romancista em 1949, ao publicar a novela Mundo Fechado, mas seria o romance A Sibila, publicado em 1954 que constituiu um enorme sucesso e lhe trouxe imediato reconhecimento geral. E é com A Sibila que atinge a total maturidade do seu processo criativo.

É conhecido o seu interesse pela vida e obra de um dos grandes expoentes da escola romântica, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco, cuja herança se faz sentir quer a nível temático (inúmeras obras de Agustina se relacionam com a sociedade de Entre Douro e Minho), quer a nível da técnica narrativa (explorou ficcionalmente a própria vida de Camilo). Essa filiação associa Agustina à corrente neo-romântica, como defende Eduardo Lourenço.

Vários dos seus romances foram adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade e de colaboração próxima. Exemplos desta parceria são Fanny Owen (Francisca, 1981), Vale Abraão (filme homónimo, 1993), As Terras do Risco (O Convento, 1995) ou A Mãe de um Rio (Inquietude, 1998). Foi também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria, (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).

A sua criação era extremamente fértil e variada. Escreveu até o momento mais de cinquenta obras, entre romances, contos, peças de teatro, biografias romanceadas, crónicas de viagem, ensaios e livros infantis. Foi traduzida para alemão, castelhano, dinamarquês, francês, grego, italiano e romeno. A Sibila, já atingiu a vigésima quinta edição, sendo de leitura opcional no ensino secundário.

Em 2005, participou no programa da RTP Ela por Ela, série de 13 episódios sobre provérbios e aforismos, em conversa com Maria João Seixas, realizado por Fernando Lopes.

Em julho de 2006, pouco depois de terminar a sua última obra, A Ronda da Noite, deixou de escrever e retirou-se da vida pública, devido a razões de saúde, tendo sofrido um acidente vascular cerebral.

Morreu a 3 de junho de 2019, em sua casa, no Porto, vítima de doença prolongada.

   

O Papa São João XXIII deixou-nos há 63 anos...

(imagem daqui)
       
O Papa João XXIII, ou São João XXIII pp, nascido Angelo Giuseppe Roncalli (Sotto Il Monte, 25 de novembro de 1881 - Vaticano, 3 de junho de 1963) foi Papa de 28 de outubro de 1958 até à sua morte. Pertencia à Ordem Franciscana Secular e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.
Sendo um sacerdote católico desde 1904, iniciou a sua vida sacerdotal em Itália, onde foi secretário particular do bispo de Bérgamo, D. Giacomo Radini-Tedeschi (1905-1914), professor do Seminário de Bérgamo e estudioso da vida e obra de São Carlos Borromeu, capelão militar do Exército italiano durante a I Guerra Mundial e presidente italiano do "Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé" (1921-1925). Em 1925, sendo já um arcebispo-titular, iniciou a sua longa carreira diplomática, que o levou à Bulgária como visitador apostólico (1925-1935), à Grécia e à Turquia como delegado apostólico (1935-1944) e à França como núncio apostólico (1944-1953). Em todos estes países, ele destacou-se pela sua enorme capacidade conciliadora, pela sua maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecuménico e pela sua bondade corajosa em salvar judeus durante a II Guerra Mundial. Em 1953, foi nomeado cardeal e Patriarca de Veneza.
Foi eleito Papa no dia 28 de outubro de 1958. Considerado inicialmente um papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII, convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno. No seu curto pontificado, de quase cinco anos, escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).
Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o "Papa bom" ou o "Papa da bondade". Mas, mesmo assim, pequenos  grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser maçom, radical de esquerda e herege modernista, por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo. Ele foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de setembro de 2000. É considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de outubro, sendo canonizado a 27 de abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, juntamente com o também Papa São João Paulo II. A missa de canonização foi presidida pelo Papa Francisco e concelebrada pelo Papa Emérito Bento XVI.

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in Wikipédia

Kerry King, guitarrista dos Slayer, comemora hoje 62 anos

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Kerry Ray King (Los Angeles, 3 de junho de 1964) é um músico dos Estados Unidos, um dos guitarristas da banda de thrash metal Slayer. Foi responsável pela criação da banda no início dos anos 80, juntamente com Jeff Hanneman. Já teve participações em algumas bandas como os Beastie Boys, Marilyn Manson, Pantera, Ice-T, Witchery e Megadeth.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c8/01-08-2014-Kerry_King_with_Slayer_at_Wacken_Open_Air-JonasR_15.jpg/500px-01-08-2014-Kerry_King_with_Slayer_at_Wacken_Open_Air-JonasR_15.jpg
  
 

Hoje é um bom dia para ouvir Stereophonics...

Harry Glicken, vulcanólogo especialista em nuvens ardentes, morreu há 35 anos...

   
Harry Glicken (Los Angeles, March 7, 1958 – Unzen, June 3, 1991) was an American volcanologist. He researched Mount St. Helens in the United States before and after its famous 1980 eruption, and blamed himself for the death of fellow volcanologist David A. Johnston, who had switched shifts with Glicken so that the latter could attend an interview. In 1991, while conducting avalanche research on Mount Unzen in Japan, Glicken and fellow volcanologists Katia and Maurice Krafft were killed by a pyroclastic flow. His remains were found four days later, and were cremated in accordance with his parents' request. Glicken and Johnston remain the only American volcanologists known to have died in volcanic eruptions.
Despite a long-term interest in working for the United States Geological Survey, Glicken never received a permanent post there because employees found him eccentric. Conducting independent research from sponsorships granted by the National Science Foundation and other organizations, Glicken accrued expertise in the field of volcanic debris avalanches. He also wrote several major publications on the topic, including his doctoral dissertation based on his research at St. Helens titled "Rockslide-debris Avalanche of May 18, 1980, Mount St. Helens Volcano, Washington" that initiated widespread interest in the phenomenon. Since being published posthumously by Glicken's colleagues in 1996, the report has been acknowledged by many other publications on debris avalanches. Following his death, Glicken was praised by associates for his love of volcanoes and commitment to his field.
    

Nunca vos esqueceremos, Maurice e Katia...

Saudades de Anthony Quinn...

Georges Bizet morreu há cento e cinquenta e um anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/96/Georges_bizet.jpg/500px-Georges_bizet.jpg

 

Georges Bizet, nascido Alexandre César Léopold Bizet, (Paris, 25 de outubro de 1838 - Bougival, 3 de junho de 1875) foi um compositor francês, principalmente de óperas. Numa curta carreira, devido à sua prematura morte, atingiu poucos sucessos antes do seu trabalho final, Carmen, que se viria a tornar uma das mais populares e frequentemente interpretadas óperas no repertório operístico.
Durante uma brilhante carreira como estudante no Conservatório de Paris, Bizet venceu muitas competições, incluindo o prestigiado Prix de Roma em 1857. Ele foi reconhecido como um excelente pianista, embora ele optou por não aproveitar essa habilidade e raramente tocava em público. Retornando a Paris, após quase três anos na Itália, ele descobriu que os principais teatros de ópera parisiense preferia o repertório clássico, estabelecido pelas obras recém-compostas. As suas composições orquestrais e para piano foram igualmente ignoradas e, como resultado disto, a sua carreira paralisou e ele ganhava a vida organizando e transcrevendo a música dos outros. Começou muitos projetos teatrais durante a década de 1860, a maioria das quais foram abandonadas. Duas óperas suas dominaram os palcos - Les pêcheurs de perles e La jolie fille de Perth - foram sucessos imediatos.
Após a Guerra Franco-Prussiana de 1870 até 1871, onde serviu na Guarda Nacional, ele teve pequenos sucessos com a ópera em um ato Djamileh e uma suite orquestral derivada da sua música incidental tornou-se instantaneamente popular, L'Arlésienne. A produção da última ópera de Bizet, Carmen, foi adiada, por temor de que os seus temas de traição e assassinato ofendessem o público. Após a première, a três de março de 1875, Bizet ficou convencido de que o trabalho era um falhanço, morrendo de ataque cardíaco três meses depois, sem saber de que se tornaria um sucesso espetacular e duradouro.
O casamento de Bizet com Geneviève Halévy foi intermitentemente feliz e deu origem um filho. Após a sua morte, os seus trabalhos, exceto Carmen, foram geralmente negligenciados. Manuscritos foram doados ou perdidos e versões dos seus trabalhos foram frequentemente revistos e adaptadas por outras mãos. Ele não fundou nenhuma escola e não deixou nenhum discípulo ou sucessor. Após anos de negligência, os seus trabalhos começaram a ser interpretados com mais frequência no século XX. Mais tarde, comentários aclamando o compositor como brilhante e génio começaram a surgir, dizendo que a morte prematura foi uma perda significativa para o teatro musical francês.
              
 

Raoul Dufy nasceu há 149 anos

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Raoul Dufy, de nome completo Raoul Ernest Joseph, (Le Havre, 3 de junho de 1877 - Forcalquier, 23 de março de 1953) foi um pintor, desenhista, gravador, ilustrador de livros, ceramista, ilustrador de tecidos, de tapeçarias e de móveis, decorador de interiores, espaços públicos e teatro francês. Impressionista a princípio, evoluiu, gradualmente, para o fauvismo, depois de travar contacto com Henri Matisse.

      

Raoul Dufy, Regatta at Cowes, 1934, National Gallery of Art, Washington, D.C.

      
 in Wikipédia

Hoje é dia de recordar Josephine Baker...

Kafka morreu há cento e dois anos...

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Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 - Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção do século XX. Kafka era de origem judaica, nasceu em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa) e escrevia em língua alemã. O conjunto de seus textos - na maioria incompletos e publicados postumamente - situa-se entre os mais influentes da literatura ocidental.
Em obras como a novela A Metamorfose (1915) e romances como O Processo (1925) e O Castelo (1926), retratam indivíduos preocupados com um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.
       

Kelly Jones, vocalista dos Stereophonics, nasceu há cinquenta e dois anos

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Kelly Jones (Cwmaman, País de Gales, 3 de junho de 1974) é um cantor galês, compositor e guitarrista da banda Stereophonics. Influenciado por bandas de rock clássico, como The Who, Led Zeppelin, AC/DC e Sex Pistols, Jones é conhecido pela sua voz grave, que tem sido descrito como voz de "uísque". Como letrista, Jones é influenciado por Neil Young, Bob Dylan e Otis Redding.
 
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Roberto Rossellini morreu há 49 anos...

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Roberto Rossellini (Roma, 8 de maio de 1906 - Roma, 3 de junho de 1977) foi um diretor de cinema italiano. Foi um dos mais importantes cineastas do neo-realismo italiano, com contribuições ao movimento, com filmes como Roma, città aperta (Roma, Cidade Aberta) e outros.
   
  
Vida
Nascido numa família rica, Rossellini interessou-se pelo cinema por influência do avô, proprietário de uma casa de espetáculos, e fez algumas curtas-metragens. Foi durante o fascismo que iniciou uma carreira profissional como assistente de direção. Trabalhou depois como supervisor de filmes, como L'Invasore, de Nino Giannini, e Benito Mussolini, de Pasquale Prunas.
Fez-se notar depois do fim da II Guerra Mundial com três obras-primas: Roma, città aperta (1945, prémio de Melhor Filme do Festival de Cinema de Cannes), Paisà (1946) e Germania anno zero (1947), tornando-se um dos expoentes do neo-realismo do cinema italiano.
Teve um tumultuoso romance com a atriz Anna Magnani, de quem se separou para casar com a também atriz premiada Ingrid Bergman (de quem teve três filhos, incluindo a atriz Isabella Rossellini).
Em 1963, Rossellini escreveu o guião de Les Carabiniers, de Jean-Luc Godard. Os seus últimos trabalhos datam da década de 60, quando fez filmes educativos para televisão. Faleceu em 1977, aos 71 anos, com um ataque cardíaco. Foi sepultado no Cimitero Monumentale Comunale Campo Verano, Roma na Itália.
  

O Aiatolá Khomeini morreu há 37 anos...

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O Grande Aiatolá Sayyid Ruhollah Musavi Khomeini (Khomein, 24 de setembro de 1902 - Teerão, 3 de junho de 1989) foi uma autoridade religiosa xiita iraniana, líder espiritual e político da Revolução Iraniana de 1979 que depôs Mohammad Reza Pahlevi, na altura o Xá do Irão. É considerado o fundador do moderno estado xiita, tendo governado o Irão desde a deposição do Xá até à sua morte, em 1989.
Costuma ser referido como o Imã Khomeini, dentro do Irão e pelos seus seguidores ao redor do mundo, e como Aiatolá Khomeini, fora do seu país.

Os vulcanólogos Katia e Maurice Kraft morreram na erupção do Unzen há 35 anos...

   
Katia Krafft (Mulhouse, 17 April 1942 – Unzen, 3 June 1991) and her husband, Maurice Krafft (Guebwiller, 25 March 1946 – Unzen, 3 June 1991) were French volcanologists who died in a pyroclastic flow on Mount Unzen, in Japan, on June 3, 1991. Their obituary appeared in the Bulletin of Volcanology, (vol. 54, pp 613–614).
Maurice and Katia were known for being pioneers in filming, photographing and recording volcanoes, often getting within feet of lava flows. They met at Strasbourg University, and their career as volcano observers began soon after. With little money, they saved up for a trip to Stromboli and photographed the eruption. Finding that people were interested in this documentation of eruptions, they soon made a career out of this, which afforded them the ability to travel the globe.
The Kraffts were often the first to arrive at an active volcano, and were respected and envied by many volcanologists. Their footage of the effects of volcanic eruptions was a considerable factor in gaining the cooperation of local authorities faced with volcanic threats. One notable example of this was after the onset of activity at Mount Pinatubo in 1991, where their video of the effects of the eruption of Nevado del Ruiz in Colombia was shown to large numbers of people, including Philippine President Cory Aquino, and convinced many skeptics that evacuation of the area would be necessary.
In June 1991, while filming eruptions at Mount Unzen, they were caught in a pyroclastic flow which unexpectedly swept out of a channel others had been flowing down and onto the ridge they were standing on. They were killed instantly, along with 40 journalists also covering the eruptions.
The work of the Kraffts was highlighted in a video issue of National Geographic, which contained a large amount of their film footage and photographs as well as interviews with both. Maurice is famous for saying in the video that "I am never afraid because I have seen so much eruptions in 23 years that even if I die tomorrow, I don't care," coincidentally on the day before his death. Volcano: Nature's Inferno. [videorecording]. Washington, DC: National Geographic Society. 2003.


Anthony Quinn faleceu há vinte e cinco anos...


   

Anthony Quinn, nascido Antonio Rudolfo Oaxaca Quinn (Chihuahua, 21 de abril de 1915 - Boston, 3 de junho de 2001) foi um famoso ator norte-americano nascido no México.
  
Pai de treze filhos, naturalizou-se cidadão dos Estados Unidos nos anos 40. Antes de iniciar a sua carreira como ator trabalhou como talhante e boxer. Chegou também a estudar arquitetura. Ganhou o seu segundo Óscar com uma participação de apenas oito minutos, tempo de todas as suas cenas em Sede de Viver. É o vencedor do Óscar que mais filmes fez ao lado de outros ganhadores do Óscar de atuação: foram 46 no total, sendo 28 com atores vencedores do Óscar e 18 com atrizes vencedoras do prémio. Possui uma estrela no Passeio da Fama, localizado em 6251 Hollywood Boulevard.
  
Anthony Quinn talvez seja o ator que mais papéis diversificados fez, e caracterizou-se por representar personalidades famosas: foi Barrabás e o magnata grego Onassis. Entre outros personagens de gregos que interpretou está talvez o seu papel mais carismático: Zorba. Outros gregos foram o pai de família problemático em "Um sonho de reis" e o combatente de "Canhões de Navarone". Foi esquimó (Sangue sobre a neve, 1960) e toureiro (Sangue e Areia, 1941).
No filme A Vigésima Quinta Hora, que demonstra o absurdo das ideias nazis, faz o papel de um romeno católico que foi preso como judeu, cigano, revoltoso e até como um dos modelos perfeitos da genética ariana. Ainda interpretou os papéis de índio norte-americano, mexicano condenado ao linchamento (Consciências Mortas) e mafioso italiano. A sua versatilidade em cena e a extensa carreira tornaram-no um dos maiores atores do cinema.
  
  

Josephine Baker nasceu há cento e vinte anos...

   
Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, (Saint Louis, 3 de junho de 1906 - Paris, 12 de abril de 1975) foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelas alcunhas de Vénus Negra, Pérola Negra e ainda Deusa Crioula.
Vedeta do teatro de revista francês, Josephine Baker é geralmente considerada como a primeira grande estrela negra das artes cénicas.
     
 
Biografia
Josephine Baker era filha de Carrie McDonald e de pai anónimo. Alguns biógrafos afirmam que o seu pai seria Eddie Carson, que foi certamente amante de sua mãe, mas Josephine acreditava que seu pai teria sido um homem branco. O pai de Josephine, segundo a biografia oficial, era o ator Eddie Carson. Várias fontes, no entanto, afirmam que o seu pai teria sido um vendedor ambulante de joias.
Ela era efetivamente fruto de grande miscigenação racial: tinha além da herança negra, de escravos da Carolina do Sul, também a herança genética de índios americanos dos Apalaches.
Começou a sua carreira ainda criança, como artista de rua, dançando. Participou em espetáculos de vaudeville do St. Louis Chorus, aos quinze anos de idade. Atuou em Nova York, em alguns espetáculos da Broadway, de 1921 a 1924.
Em 2 de outubro de 1925 estreou em Paris, no Théâtre des Champs-Élysées, fazendo imediato sucesso com a sua dança erótica, aparecendo praticamente nua em cena. Graças ao sucesso da sua temporada europeia, rompeu o contrato e voltou para a França, tornando-se a estrela da Folies Bergère.
As suas apresentações eram memoráveis, dentre elas uma em que vestia uma saia feita de bananas. Por suas atuações no teatro de revista, foi uma grande concorrente da grande vedeta francesa Mistinguett. As duas não se apreciavam, mas o charme de Mistinguett estava em sugerir nudez, através de suas belíssimas pernas, ao passo que Josephine ia muito mais longe, em matéria de nudez. Na verdade, eram duas formas de arte diferentes. Mistinguett mais elitista, Josephine mais popular.
Durante a II Guerra Mundial, teve um papel importante na resistência à ocupação, atuando como espia. Depois da guerra, foi condecorada com a Cruz de Guerra das Forças Armadas Francesas e a Medalha da Resistência. Recebeu também, do presidente Charles de Gaulle, o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.
Nos anos 50, usou a sua grande popularidade na luta contra o racismo e pela emancipação dos negros, apoiando o Movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King. Baker também trabalhou na National Association for the Advancement of Colored People (NAACP).
Adotou 12 órfãos de várias etnias, aos quais chamava de "tribo do arco-íris." Eram eles: Janot, coreano; Akio, japonês; Luís, colombiano; Jari, finlandês; Jean-Claude, canadiano; Moïse, judeu francês; Brahim, argelino; Marianne, francesa; Koffi, costa-marfinense; Mara, venezuelana; Noël, francês, e Stellina, marroquina. Tinha uma chita de estimação, denominada Chiquita.