Carl Lee Perkins (Tiptonville, 9 de abril de 1932 - Jackson, 19 de janeiro de 1998) foi um cantor norte-americano de rockabilly. Foi considerado o 88º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
quinta-feira, abril 09, 2026
Carl Perkins nasceu há noventa e quatro anos...
Carl Lee Perkins (Tiptonville, 9 de abril de 1932 - Jackson, 19 de janeiro de 1998) foi um cantor norte-americano de rockabilly. Foi considerado o 88º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
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Jean-Paul Belmondo nasceu há 93 anos...
Jean-Paul Belmondo, né le à Neuilly-sur-Seine et mort le à Paris 7e, est un acteur français. Il a été également producteur de cinéma et directeur de théâtre.
À partir du milieu des années 1980, ses films attirent moins de spectateurs, tandis que la critique ne l'épargne pas. Il est moins présent au cinéma mais obtient cependant en 1989 le César du meilleur acteur pour son rôle dans Itinéraire d'un enfant gâté, distinction qu'il ne vient pas chercher. Il se consacre surtout au théâtre et acquiert en 1991 le théâtre des Variétés qu'il revend en 2004. Au début des années 2000, des problèmes de santé l'ont contraint à se retirer du cinéma et des planches, si l'on excepte un film sorti en 2009. Pour l'ensemble de sa carrière, il reçoit une Palme d'honneur au cours du festival de Cannes 2011 puis un hommage lors de la cérémonie des Césars de 2017.
Au cours de sa carrière, il travaille fréquemment avec certains acteurs et cascadeurs, parmi lesquels Charles Gérard, Michel Beaune, Pierre Vernier, Claude Carliez, Rémy Julienne, Gil Delamare, Henri Cogan ou encore Maurice Auzel.
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Adriano Correia de Oliveira nasceu há oitenta e quatro anos...
Música - Adriano Correia de Oliveira e Rui Pato
Letra - José Afonso
Por aquele caminho
De alegria escrava
Vai um caminheiro
Com sol nas espáduas
Ganha o seu sustento
De plantar o milho
Aquece-o a chama
De um poder antigo
Leva o solitário
Sob os pés marcado
Um rasto de sangue
De sangue lavado
Levanta-se o vento
Levanta-se a mágoa
Soltam-se as esporas
De uma antiga chaga
Mas tudo no rosto
De negro nascido
Indica que o negro
É um espectro vivo
Quem lhe dá guarida
Mostra-lhe a pintura
Duma cor que valha
Para a sepultura
Não de mão beijada
Para que não viva
Nele toda a raiva
Dessa dor antiga
Falta ao caminheiro
Dentro da algibeira
Um grão de semente
De outra sementeira
O sol vem primeiro
Grande como um sino
Pensa o caminheiro
Que já foi menino
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Os nazis enforcaram Wilhelm Canaris e Dietrich Bonhoeffer há oitenta e um anos...

| “ | É melhor fazer um mal do que ser mau. | ” |
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Os nazis invadiram a Dinamarca e a Noruega, estados neutrais, há 86 anos...

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O massacre de Deir Yassin foi há 78 anos...
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The War Is Over...
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Hoje é dia de ouvir My Chemical Romance...
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Jørn Utzon, o arquiteto que projetou a Ópera de Sydney, nasceu há 108 anos
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A Batalha de La Lys começou há 108 anos...
- A revolução havida no mês de dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.
- A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
- Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas britânicas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
- O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
- O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
- O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à retaguarda.
- As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.
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Hoje dia de recordar Phil Ochs...
Postado por Pedro Luna às 00:50 0 comentários
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Gerard Way faz hoje 49 anos
Postado por Fernando Martins às 00:49 0 comentários
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Hoje é dia de recordar um Homem do fado e canção de Coimbra...
Minha mãe - Adriano Correia de Oliveira
Letra e musica de José Afonso
Ó minha mãe, minha mãe
Ó minha mãe, minha amada.
Ó minha mãe, minha mãe
Ó minha mãe, minha amada.
Quem tem uma mãe, tem tudo
Quem não tem mãe, não tem nada.
Laralarala La Laralarala La
Laralarala La Laralarala La
Quem não tem mãe, não tem nada
Quem a perde é pobrezinho.
Quem não tem mãe, não tem nada
Quem a perde é pobrezinho.
Ó minha mãe, minha amada
Onde estás que eu estou sózinho.
Laralarala La Laralarala La Laralarala La
Ó minha mãe, minha amada.
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Phil Ochs morreu há cinquenta anos...
Ochs performed at many political events, including the 1968 Democratic National Convention, mass demonstrations sponsored by the National Mobilization Committee to End the War in Vietnam, civil rights rallies, student events, and organized labor events. Ochs initially described himself as a democratic socialist but grew more radical after the police riots at the 1968 Democratic National Convention.
After years of prolific writing in the 1960s, Ochs' mental stability declined in the 1970s as he struggled with bipolar disorder and alcoholism. He died by suicide on April 9, 1976.
Ochs's influences included Woody Guthrie, Pete Seeger, Buddy Holly, Elvis Presley, Bob Gibson, Faron Young, and Merle Haggard. His best-known songs include "I Ain't Marching Anymore", "When I'm Gone", "Changes", "Crucifixion", "Draft Dodger Rag", "Love Me, I'm a Liberal", "Outside of a Small Circle of Friends", "Power and the Glory", "There but for Fortune", and "The War Is Over".
(...)
Ochs's drinking became more and more of a problem, and his behavior became increasingly erratic. He frightened his friends both with his drunken rants about the FBI and CIA and about his claiming to want to have Elvis Presley's manager Colonel Tom Parker or Kentucky Fried Chicken's Colonel Sanders manage his career.
In mid-1975, Ochs took on the identity of John Butler Train. He told people that Train had murdered Ochs and that he, John Butler Train, had replaced him. Ochs was convinced that someone was trying to kill him, so he carried a weapon at all times: a hammer, a knife, or a lead pipe.
His brother, Michael, attempted to have him committed to a psychiatric hospital. Friends pleaded with him to get help voluntarily. They feared for his safety because he was getting into fights with bar patrons. Unable to pay his rent, he began living on the streets.
After several months, the Train persona faded and Ochs returned, but his talk of suicide disturbed his friends and family. They hoped it was a passing phase, but Ochs was determined. One of his biographers explains Ochs' motivation:
By Phil's thinking, he had died a long time ago: he had died politically in Chicago in 1968 in the violence of the Democratic National Convention; he had died professionally in Africa a few years later when he had been strangled and felt that he could no longer sing; he had died spiritually when Chile had been overthrown and his friend Victor Jara had been brutally murdered; and, finally, he had died psychologically at the hands of John Train.
On Christmas Eve 1975, Ochs visited the apartment of Larry Sloman and Dave Peller, which he had done semi-frequently near the end of 1975. On this particular evening, Peller recorded Ochs singing ten songs, five of them new and intended for an album that "would be an unflinching narrative of his psychosis over the past year" which went by the working title of Duels in the Sun. Five other songs were also at some level of completion by this time. A second tape, possibly recorded before Christmas Eve, features additional songs intended for this project. This album would never come to fruition beyond these two recordings.
In January 1976, Ochs moved to Far Rockaway, New York, to live with his sister Sonny. He was lethargic; his only activities were watching television and playing cards with his nephews. Ochs saw a psychiatrist, who diagnosed him with bipolar disorder. He was prescribed medication, and he told his sister he was taking it. On April 9, 1976, Ochs died by suicide, hanging himself in Sonny's home.
Years after his death, it was revealed that the FBI had a file of nearly 500 pages on Ochs. Much of the information in those files relates to his association with counterculture figures, protest organizers, musicians, and other people described by the FBI as "subversive". The FBI was often sloppy in collecting information about Ochs: his name was frequently misspelled "Oakes" in their files, and they continued to consider him "potentially dangerous" after his death.
Congresswoman Bella Abzug (Democrat from New York), an outspoken anti-war activist who had appeared at the 1975 "War is Over" rally, entered this statement into the Congressional Record on April 29, 1976:
Mr. Speaker, a few weeks ago, a young folksinger whose music personified the protest mood of the 1960s took his own life. Phil Ochs – whose original compositions were compelling moral statements against the war in Southeast Asia – apparently felt that he had run out of words.
While his tragic action was undoubtedly motivated by terrible personal despair, his death is a political as well as an artistic tragedy. I believe it is indicative of the despair many of the activists of the 1960s are experiencing as they perceive a government that continues the distortion of national priorities that is exemplified in the military budget we have before us.
Phil Ochs's poetic pronouncements were part of a larger effort to galvanize his generation into taking action to prevent war, racism, and poverty. He left us a legacy of important songs that continue to be relevant in 1976 - even though "the war is over".
Just one year ago - during this week of the anniversary of the end of the Vietnam War - Phil recruited entertainers to appear at the "War is Over" celebration in Central Park, at which I spoke.
It seems particularly appropriate that this week we should commemorate the contributions of this extraordinary young man.
Robert Christgau, who had been so critical of Pleasures of the Harbor and Ochs's guitar skills eight years earlier, wrote warmly of Ochs in his obituary in The Village Voice. "I came around to liking Phil Ochs's music, guitar included," Christgau wrote. "My affection [for Ochs] no doubt prejudiced me, so it is worth [noting] that many observers who care more for folk music than I do remember both his compositions and his vibrato tenor as close to the peak of the genre.
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O filósofo Francis Bacon morreu há quatro séculos...
Desde cedo, a sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.
Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi elevado a barão de Verulam e, em 1621, barão de Saint Alban. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de pesada multa, foi também proibido de exercer cargos públicos.
O pensamento filosófico de Bacon representa a tentativa de realizar aquilo que ele mesmo chamou de Instauratio magna (Grande restauração). A realização desse plano compreendia uma série de tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da época, acabariam por apresentar um novo método que deveria superar e substituir o de Aristóteles. Esses tratados deveriam apresentar um modo específico de investigação dos factos, passando, a seguir, para a investigação das leis e retornavam para o mundo dos fatos para nele promover as ações que se revelassem possíveis. Bacon desejava uma reforma completa do conhecimento. A tarefa era, obviamente, gigantesca e o filósofo produziu apenas certo número de tratados. Não obstante, a primeira parte da Instauratio foi concluída.
A reforma do conhecimento é justificada em uma crítica à filosofia anterior (especialmente a Escolástica), considerada estéril por não apresentar nenhum resultado prático para a vida do homem. O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica, também é criticada. Demócrito, contudo, era tido em alta conta por Bacon, que o considerava mais importante que Platão e Aristóteles.
A ciência deve restabelecer o imperium hominis (império do homem) sobre as coisas. A filosofia verdadeira não é apenas a ciência das coisas divinas e humanas. É também algo prático. Saber é poder. A mentalidade científica somente será alcançada através do expurgo de uma série de preconceitos por Bacon chamados ídolos. O conhecimento, o saber, é apenas um meio vigoroso e seguro de conquistar poder sobre a natureza.
Morte e legado
Francis Bacon esteve envolvido com investigações naturais até o fim de sua vida, tentando realizar na prática seu método. No inverno de 1626, estava envolvido com experiências sobre o frio e a conservação. Desejava saber por quanto tempo o frio poderia preservar a carne. A idade havia debilitado a saúde do filósofo e ele acabou não resistindo ao rigoroso inverno daquele ano. Morreu em 9 de abril, vítima de uma bronquite. Encontra-se sepultado em St Michael Churchyard, St Albans, Hertfordshire na Inglaterra.
Efetivamente, Bacon não realizou nenhum grande progresso nas ciências naturais. Mas foi ele quem primeiro esboçou uma metodologia racional para a atividade científica. A sua teoria dos idola antecipa, pelo menos potencialmente, a moderna Sociologia do Conhecimento. Foi um pioneiro no campo científico e um marco entre o homem da Idade Média e o homem moderno. Ademais, Bacon foi um escritor notável. Seus Essays são os primeiros modelos da prosa inglesa moderna. Há muitos que acreditam que tenha sido ele o verdadeiro autor das peças de Shakespeare, teoria surgida há séculos, na chamada Questão da autoria de Shakespeare.
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Eugénio Lisboa morreu há dois anos...
(imagem daqui)
Eugénio Almeida Lisboa (Lourenço Marques, 25 de maio de 1930 – Lisboa, 9 de abril de 2024) foi um ensaísta e crítico literário português, especialista em José Régio.
Biografia
Nasceu em Lourenço Marques (atual cidade de Maputo), Moçambique, em maio de 1930. Em 1947 foi para Lisboa estudar engenharia eletrotécnica no Instituto Superior Técnico. Obtida a licenciatura e cumprido o serviço militar, regressou a Moçambique em 1955.
Em Lourenço Marques desenvolveu intensa atividade cultural, na imprensa, no Cineclube e no Rádio Clube. Com Rui Knopfli, amigo de longa data, codirigiu os suplementos literários de jornais desafetos do regime colonial, casos de A Tribuna e A Voz de Moçambique. Em paralelo, foi gestor de uma petrolífera e professor de Literatura.
Deixou Moçambique em março de 1976, ano em que foi para França ocupar o cargo de diretor-geral da Compagnie Française des Pétroles. O ramo petrolífero foi a sua principal atividade profissional durante vinte anos (1958-78), em acumulação com a docência universitária de Literatura Portuguesa, nas universidades de Lourenço Marques, Pretória (1974-75) e Estocolmo (1977-78).
A partir de maio de 1978 exerceu funções diplomáticas, ocupando durante dezassete anos consecutivos (1978-95) o cargo de conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Londres. Mais tarde, presidiu à Comissão Nacional da UNESCO (1996-98) e foi professor catedrático convidado da Universidade de Aveiro (1995-2000).
Crítico e ensaísta, dedicou exigente atenção à obra de José Régio logo a partir do primeiro livro, José Régio. Antologia, Nota Bibliográfica e Estudo (1957). A generalidade dos ensaios que escreveu e publicou em Moçambique foram coligidos nos dois volumes de Crónica dos Anos da Peste (1973 e 1975; tomo único desde 1996). Fez teatro radiofónico no Rádio Clube de Moçambique, a partir de textos de Racine, Ibsen e Régio.
Colaborou em numerosos jornais e revistas de Lourenço Marques e da Beira: A Tribuna, A Voz de Moçambique, Diário de Moçambique, Notícias (Lourenço Marques), Notícias da Beira, Objectiva, Tempo, Paralelo 20. Em Portugal, tem colaboração dispersa no Jornal de Letras, LER, A Capital, Diário Popular, O Tempo e o Modo, Colóquio-Letras, Nova Renascença, Oceanos e outros. É autor de dezenas de introduções, prefácios, posfácios e recensões críticas. Foi colunista na revista LER. Dirigiu a publicação, na Imprensa Nacional, das obras completas de José Régio.
Devido à censura do Estado Novo, usou os pseudónimos literários Armando Vieira de Sá, John Land e Lapiro da Fonseca.
Faleceu na manhã de 9 de abril de 2024 no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, aos 93 anos, vítima de doença oncológica. Era pai do crítico de música João Lisboa.
in Wikipédia
Anatomia da Glória
Há gestos que são cheios de astúcias,
mas são gestos tristes e sem grandeza
congeminam-se todas as minúcias
de que precisa uma boa defesa.
E trai-se um amigo, sendo preciso,
porque mais precisa é ainda a glória:
o amigo que tivesse juízo
e pensasse melhor na trajectória!
A glória não prevê delicadezas
e ganha-se, mesmo que seja a murro.
Não dá para pruridos de inteireza
e finge-se, se preciso, de burro.
A glória não se importa com mãos sujas
e acha úteis palavras sabujas!
Eugénio Lisboa
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quarta-feira, abril 08, 2026
Notícia sobre os nossos antepassados do Pré-Câmbrico...
Foram encontrados animais (do grupo dos humanos) que não deviam existir

Reconstrução artística da biota de Jiangchuan
Será a primeira evidência fóssil de que muitos animais complexos, até agora considerados típicos do Câmbrico, já existiam no Ediacarano. Biota na China será uma comunidade de transição entre dois momentos fundamentais da história da vida.
Vários dos principais grupos animais surgiram milhões de anos antes do que a Ciência pensava até agora, segundo um novo estudo publicado a 2 de abril na Science.
A conclusão assenta numa descoberta fóssil na China, tida como marcante por antecipar a diversificação que durante décadas foi associada quase exclusivamente à chamada “explosão câmbrica”.
Os novos achados, com mais de 540 milhões de anos, indicam que a transformação evolutiva que deu origem a animais mais complexos já estava em curso no final do período Ediacarano, pelo menos quatro milhões de anos antes do início do Câmbrico, tradicionalmente datado de há cerca de 535 milhões de anos.
No centro desta descoberta está a biota de Jiangchuan, na província chinesa de Yunnan, onde os cientistas recolheram mais de 700 fósseis com idades entre 554 e 539 milhões de anos. O conjunto revela um ecossistema surpreendentemente diverso, com organismos que incluem parentes primitivos de estrelas-do-mar, animais vermiformes com simetria bilateral e até formas ancestrais ligadas à linhagem dos deuterostómios - o grande grupo que inclui os vertebrados, como peixes e seres humanos.
Esta será a primeira vez que há evidência fóssil clara de que muitos animais complexos, até agora considerados típicos do Câmbrico, já existiam no Ediacarano. A descoberta “fecha uma grande lacuna” nas fases iniciais da diversificação animal, admite o investigador principal, Gaorong Li, citado pela Science Daily.
Entre os fósseis mais importantes estão os exemplares interpretados como os parentes mais antigos conhecidos dos deuterostómios. A presença destes organismos empurra pela primeira vez o registo fóssil deste grupo para o Ediacarano. Os investigadores encontraram também representantes primitivos dos ambulacrários, grupo que inclui as estrelas-do-mar e os seus parentes próximos, como os vermes-bolota. Estes animais apresentavam corpos em forma de U, fixação ao fundo marinho por um pedúnculo e tentáculos junto da cabeça, provavelmente usados para capturar alimento.
A equipa destaca ainda a presença de organismos bilaterianos semelhantes a vermes, alguns com estratégias de alimentação complexas, bem como raros fósseis que poderão corresponder a formas iniciais de ctenóforos, ou geleias-de-pente.
Muitos dos exemplares exibem combinações anatómicas invulgares - tentáculos, discos de fixação, estruturas alimentares reversíveis e pedúnculos - que não coincidem com nenhuma espécie conhecida, nem do Ediacarano nem do Câmbrico.
Essa mistura de características reforça a ideia de que Jiangchuan regista uma comunidade de transição entre dois momentos fundamentais da história da vida.
O ecossistema pode ajudar a resolver um problema antigo da biologia evolutiva. Estudos genéticos e vestígios fósseis já sugeriam há anos que várias linhagens animais deveriam existir antes da explosão câmbrica, mas faltava prova fóssil direta e robusta. E, ao contrário da maioria dos sítios ediacarianos, onde os organismos surgem como simples impressões em arenito, os fósseis de Jiangchuan foram conservados sob a forma de filmes carbonosos — um tipo de preservação que permite observar detalhes finos da anatomia, incluindo estruturas de alimentação, sistemas digestivos e órgãos associados ao movimento.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 22:26 0 comentários
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