quinta-feira, setembro 03, 2026
Saudades de Alan Christie Wilson...
Postado por Pedro Luna às 05:06 0 comentários
Marcadores: Alan Wilson, Blind Ow, blues, blues rock, Boogie, Canned Heat, clube dos 27, Electric blues, Going Up the Country, música, Rock
Porque hoje é dia de recordar um Poeta...
Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humidade das bocas.
Vem, serenidade!
Faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.
Carrega para a cama dos desempregados
todas as coisas verdes, todas as coisas vis
fechadas no cofre das águas:
os corais, as anémonas, os monstros sublunares,
as algas, porque um fio de prata lhes enfeita os cabelos.
Vem, serenidade,
com o país veloz e virginal das ondas,
com o martírio leve dos amantes sem Deus,
com o cheiro sensual das pernas no cinema,
com o vinho e as uvas e o frémito das virgens,
com o macio ventre das mulheres violadas,
com os filhos que os pais amaldiçoam,
com as lanternas postas à beira dos abismos,
e os segredos e os ninhos e o feno
e as procissões sem padre, sem anjos e, contudo
com Deus molhando os olhos
e as esperanças dos pobres.
Vem, serenidade,
com a paz e a guerra
derrubar as selvagens
florestas do instinto.
Vem, e levanta
palácios na sombra.
Tem a paciência de quem deixa entre os lábios
um espaço absoluto.
Vem, e desponta,
oriunda dos mares,
orquídea fresca das noites vagabundas,
serena espécie de contentamento,
surpresa, plenitude.
Vem dos prédios sem almas e sem luzes,
dos números irreais de todas as semanas,
dos caixeiros sem cor e sem família,
das flores que rebentam nas mãos dos namorados
dos bancos que os jardins afogam no silêncio,
das jarras que os marujos trazem sempre da China,
dos aventais vermelhos com que as mulheres esperam
a chegada da força e da vertigem.
Vem, serenidade,
e põe no peito sujo dos ladrões
a cruz dos crimes sem cadeia,
põe na boca dos pobres o pão que eles precisam,
põe nos olhos dos cegos a luz que lhes pertence.
Vem nos bicos dos pés para junto dos berços,
para junto das campas dos jovens que morreram,
para junto das artérias que servem
de campo para o trigo, de mar para os navios.
Vem, serenidade!
E do salgado bojo das tuas naus felizes
despeja a confiança,
a grande confiança.
Grande como os teus braços,
grande serenidade!
E põe teus pés na terra,
e deixa que outras vozes
se comovam contigo
no Outono, no Inverno,
no Verão, na Primavera.
Vem, serenidade,
para que se não fale
nem da paz nem da guerra nem de Deus,
porque foi tudo junto
e guardado e levado
para a casa dos homens.
Vem, serenidade,
vem com a madrugada,
vem com os anjos de ouro que fugiram da Lua,
com as nuvens que proíbem o céu,
vem com o nevoeiro.
Vem com as meretrizes que chamam da janela,
o volume dos corpos saciados na cama,
as mil aparições do amor nas esquinas,
as dívidas que os pais nos pagam em segredo,
as costas que os marinheiros levantam
quando arrastam o mar pelas ruas.
Vem, serenidade,
e lembra-te de nós,
que te esperamos há séculos sempre no mesmo sítio,
um sítio aonde a morte tem todos os direitos.
Lembra-te da miséria dourada dos meus versos,
desta roupa de imagens que me cobre
o corpo silencioso,
das noites que passei perseguindo uma estrela,
do hálito, da fome, da doença, do crime,
com que dou vida e morte
a mim próprio e aos outros.
Vem, serenidade,
e acaba com o vício
de plantar roseiras no duro chão dos dias,
vicio de beber água
com o copo do vinho milagroso do sangue.
Vem, serenidade,
não apagues ainda
a lâmpada que forra
os cantos do meu quarto,
o papel com que embrulho meus rios de aventura
em que vai navegando o futuro.
Vem, serenidade!
E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe,
mais húmida que a pele marítima do cais,
mais branca que o soluço, o silêncio, a origem,
mais livre que uma ave em seu vôo,
mais branda que a grávida brandura do papel em que escrevo,
mais humana e alegre que o sorriso das noivas,
do que a voz dos amigos, do que o sol nas searas.
Vem, serenidade,
para perto de mim e para nunca.
....................................... ................
De manhã, quando as carroças de hortaliça
chiam por dentro da lisa e sonolenta
tarefa terminada,
quando um ramo de flores matinais
é uma ofensa ao nosso limitado horizonte,
quando os astros entregam ao carteiro surpreendido
mais um postal da esperança enigmática,
quando os tacões furados pelos relógios podres,
pelas tardes por trás das grades e dos muros,
pelas convencionais visitas aos enfermos,
formam, em densos ângulos de humano desespero,
uma nuvem que aumenta a vã periferia
que rodeia a cidade,
é então que eu te peço como quem pede amor:
Vem, serenidade!
Com a medalha, os gestos e os teus olhos azuis,
vem, serenidade!
Com as horas maiúsculas do cio,
com os músculos inchados da preguiça,
vem, serenidade!
Vem, com o perturbante mistério dos cabelos,
o riso que não é da boca nem dos dentes
mas que se espalha, inteiro,
num corpo alucinado de bandeira.
Vem, serenidade,
antes que os passos da noite vigilante
arranquem as primeiras unhas da madrugada,
antes que as ruas cheias de corações de gás
se percam no fantástico cenário da cidade,
antes que, nos pés dormentes dos pedintes,
a cólera lhes acenda brasas nos cinco dedos,
a revolta semeie florestas de gritos
e a raiva vá partir as amarras diárias.
Vem, serenidade,
leva-me num vagão de mercadorias,
num convés de algodão e borracha e madeira,
na hélice emigrante, na tábua azul dos peixes,
na carnívora concha do sono.
Leva-me para longe
deste bíblico espaço,
desta confusão abúlica dos mitos,
deste enorme pulmão de silêncio e vergonha.
Longe das sentinelas de mármore
que exigem passaporte a quem passa.
A bordo, no porão,
conversando com velhos tripulantes descalços,
crianças criminosas fugidas à policia,
moços contrabandistas, negociantes mouros,
emigrados políticos que vão
em busca da perdida liberdade,
Vem, serenidade,
e leva-me contigo.
Com ciganos comendo amoras e limões,
e música de harmônio, e ciúme, e vinganças,
e subindo nos ares o livre e musical
facho rubro que une os seios da terra ao Sol.
Vem, serenidade!
Os comboios nos esperam.
Há famílias inteiras com o jantar na mesa,
aguardando que batam, que empurrem, que irrompam
pela porta levíssima,
e que a porta se abra e por ela se entornem
os frutos e a justiça.
Serenidade, eu rezo:
Acorda minha Mãe quando ela dorme,
quando ela tem no rosto a solidão completa
de quem passou a noite perguntando por mim,
de quem perdeu de vista o meu destino.
Ajuda-me a cumprir a missão de poeta,
a confundir, numa só e lúcida claridade,
a palavra esquecida no coração do homem.
Vem, serenidade,
e absolve os vencidos,
regulariza o trânsito cardíaco dos sonhos
e dá-lhes nomes novos,
novos ventos, novos portos, novos pulsos.
E recorda comigo o barulho das ondas,
as mentiras da fé, os amigos medrosos,
os assombros daÍndia imaginada,
o espanto aprendiz da nossa fala,
ainda nossa, ainda bela, ainda livre
destes montes altíssimos que tapam
as veias ao Oceano.
Vem, serenidade,
e faz que não fiquemos doentes, só de ver
que a beleza não nasce dia a dia na terra.
E reúne os pedaços dos espelhos partidos,
e não cedas demais ao vislumbre de vermos
a nossa idade exacta
outra vez paralela ao percurso dos pássaros.
E dá asas ao peso
da melancolia,
e põe ordem no caos e carne nos espectros,
e ensina aos suicidas a volúpia do baile,
e enfeitiça os dois corpos quando eles se apertarem,
e não apagues nunca o fogo que os consome.
o impulso que os coloca, nus e iluminados,
no topo das montanhas, no extremo dos mastros
na chaminé do sangue.
Serenidade, assiste
à multiplicação original do Mundo:
Um manto terníssimo de espuma,
um ninho de corais, de limos, de cabelos,
um universo de algas despidas e retrácteis,
um polvo de ternura deliciosa e fresca.
Vem, e compartilha
das mais simples paixões,
do jogo que jogamos sem parceiro,
dos humilhantes nós que a garganta irradia,
da suspeita violenta, do inesperado abrigo.
Vem, com teu frio de esquecimento,
com tua alucinante e alucinada mão,
e põe, no religioso ofício do poema,
a alegria, a fé, os milagres, a luz!
Vem, e defende-me
da traição dos encontros,
do engano na presença de Aquele
cuja palavra é silêncio,
cujo corpo é de ar,
cujo amor é demais
absoluto e eterno
para ser meu, que o amo.
Para sempre irreal,
para sempre obscena,
para sempre inocente,
Serenidade, és minha.
Raul de Carvalho
Postado por Pedro Luna às 04:20 0 comentários
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...para recordar um dia triste...
beslan. canção das crianças mortas
o que mais dilacera
é que mate crianças
o abutre cego e surdo.
devora tudo em sangue,
com sangue escreve a morte,
com morte escreve a noite,
com noite, só com noite
os nomes dilacera
e dá o seu nome à morte
e a morte é com crianças
que suja tudo em sangue
que faz seu jogo absurdo
vil jogo a rogos surdo
turvo rumor da noite
só empapado em sangue,
que esmaga, dilacera
os corpos das crianças
e dá vivas à morte
e se nutre da morte
da mesma que o faz surdo.
não sabem as crianças
que vão entrar na noite
que a noite as dilacera
em carne viva e sangue,
e a carne viva e o sangue
a ave negra da morte
ávida os dilacera,
assim rasgando o surdo,
denso estertor da noite,
com nomes de crianças.
ah, braços de crianças
nadando em mar de sangue
à torpe luz da noite
assim tornada morte,
assim tornada um surdo
uivar que as dilacera.
noite sem dó, crianças
que dilacera um sangue
de morte espesso e surdo
in Poesia 2001/2005 - Vasco Graça Moura
Postado por Pedro Luna às 02:02 0 comentários
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Ferdinand Porsche nasceu há cento e cinquenta e um anos...
Postado por Fernando Martins às 01:51 0 comentários
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António Sérgio nasceu há 143 anos
Postado por Fernando Martins às 01:43 0 comentários
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O Autódromo de Monza faz hoje 104 anos
O Autódromo Nacional de Monza (em italiano: Autodromo Nazionale di Monza) é uma pista de automobilismo localizada próxima à cidade de Monza, na Itália, ao norte de Milão. É um dos circuitos mais tradicionais para a prática do automobilismo no mundo. É famoso principalmente por receber o Grande Prémio da Itália de Fórmula 1 quase anualmente, desde 3 de setembro de 1922, data da sua inauguração. Apenas em 1980 Monza não fez parte do calendário, porque estava a ser melhorado no momento, regressando em 1981.
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
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Alan "Blind Owl" Christie Wilson morreu há 56 anos...

Alan Christie Wilson (Arlington, Massachusetts, July 4, 1943 – Topanga, California, September 3, 1970), nicknamed "Blind Owl", was an American musician, best known as the co-founder, leader, co-lead singer, and primary composer of the blues band Canned Heat. He sang and played harmonica and guitar with the group live and on recordings. Wilson was the lead singer for the group's two biggest U.S. hit singles: "On the Road Again" and "Going Up the Country".
(...)
Death
On September 2, 1970, Canned Heat was scheduled to leave for Germany to begin a European tour. Partly due to the inconveniences preventing him from spending time outdoors, Wilson despised touring and travelling by plane. He often missed flights and the band would fly without him while he caught a later flight. When he missed his September 2 flight, this did not raise any alarms, and Bob Hite assumed he was doing laundry to prepare for the tour. On September 3, 1970, Wilson was found dead in his sleeping bag on the hillside behind Hite's Topanga Canyon home where he often slept. He was 27 years old. An autopsy identified his manner and cause of death as accidental acute barbiturate intoxication. Although his death is sometimes reported as a suicide, this is not clearly established as he left no note, and there were four pills left in his pants found next to his body.
Wilson's death came fourteen months after the death of Brian Jones, just two weeks before the death of Jimi Hendrix, four weeks before the death of Janis Joplin, and ten months before the death of Jim Morrison, four artists who also died at the same age. Wilson was cremated, and on September 13, 1970, a memorial service was held at Menotomy Rocks Park in his hometown of Arlington. The service was led by Reverend Wilbur Canaday who said, "We are using the sky as a roof, and the ground as a floor, because he himself used nature’s great wonders as his home.” Wilson's ashes were later scattered in Sequoia National Park amongst the redwoods he deeply loved.
Wilson (second from right) with Canned Heat in 1970
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Postado por Fernando Martins às 00:56 0 comentários
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Jennifer Paige celebra hoje cinquenta e três anos
Postado por Fernando Martins às 00:53 0 comentários
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A Viking 2 chegou a Marte há cinquenta anos...!
Postado por Fernando Martins às 00:50 0 comentários
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Tomo Milicevic, ex-guitarrista dos 30 Seconds to Mars, celebra hoje 47 anos
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
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O poeta Raul de Carvalho morreu há 42 anos...
(imagem daqui)
Nascimento: 04-09-1920, Alvito
Morte: 03-09-1984, Porto
Poeta português, nasceu a 4 de setembro de 1920, no Alvito, Alentejo, e morreu a 3 de setembro de 1984, no Porto. Colaborou, nos anos 40, em Cadernos de Poesia, revelando-se com a publicação de As Sombras e as Vozes, ainda próximo de uma poesia tradicional a que não é alheio o influxo neo-realista. Co-dirigiu, com os poetas António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Luís Amaro, entre 1951 e 1953, a revista Árvore, subscrevendo, no n.° 1, em "A Necessidade da Poesia", como imperativos da escrita poética, a liberdade e a isenção ("Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas."). É durante esta década que Raul de Carvalho escreve ou publica alguns dos seus títulos mais significativos, recebendo, como reconhecimento da sua atividade, em 1956, o Prémio Simon Bolivar no Concurso Internacional de Poesia de Siena. Colaboraria ainda em Cadernos do Meio-Dia, num itinerário poético de cerca de quarenta anos, permeável por vezes a um imediatismo, herdado de Campos ou Whitman, e onde ecoam "os sinais de um doloroso percurso pessoal" (cf. FERREIRA, Serafim - "Nos Oitenta Anos do Nascimento de Raul de Carvalho", in A Página da Educação, n.° 94, Setembro de 2000). Para Eduardo Lourenço, "a outra metade da inesgotável imagem de Campos, recriação e aprofundamento original de uma similar sensibilidade, revive na obra de Raul de Carvalho, um dos mais autênticos e puros poetas do seu e nosso tempo. A torrente admirável do seu lirismo encobre um pouco o secreto gesto que nela está empurrando sem cessar a solidão do Homem para um ponto que fica algures no universo. Na sua poesia se unificam e resgatam até os bocados que havia a mais na jarra definitivamente partida de Pessoa." (LOURENÇO, Eduardo - Tempo e Poesia, Ed. Inova, Porto, 1974, p. 219).
Coração sem imagens
Deito fora as imagens,
Sem ti para que me servem
as imagens?
Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em toda a parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.
Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.
Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.
Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.
Era mais difícil inventar-te,
e eu te inventei.
Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.
E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho
Postado por Fernando Martins às 00:42 0 comentários
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Frank Capra morreu há 35 anos...
Francesco Rosario Capra, mais conhecido como Frank Capra (Bisacquino, 18 de maio de 1897 – La Quinta, 3 de setembro de 1991) foi um diretor de cinema italiano naturalizado norte-americano. Foi o mais popular e reverenciado cineasta da sua época, sendo o vencedor três Óscares de Melhor Diretor, em 1934, 1936 e 1938, dois Óscares de Melhor Filme em 1934 (co-produtor) e 1938 (produtor único), e um Óscar de Melhor Documentário, em 1943. Também ganhou um Globo de Ouro de Melhor Diretor em 1946. Foi presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de 1935 a 1939.
Biografia
Nascido na Sicília, Frank era o sexto filho de um camponês que cultivava limões e laranjas, Salvatore Capra, que teve sete filhos. Em 1898, o irmão mais velho, Ben, fugiu de casa, aos 16 anos, sem avisar e, após cinco anos, a família, que era toda analfabeta, recebeu uma carta de Los Angeles, assinada por Morris Orsatti. A carta precisou ser lida pelo padre do local, e informava que Ben estava em Los Angeles e não iria voltar. Ben embarcara num cargueiro grego, num porto a 48 quilómetros de Bisaquino, e após ter passado por várias aventuras, trabalhando inclusive como escravo, acabou chegando em Los Angeles, onde conheceu Morris Orsatti, que escreveu aos pais de Ben, pois ele era analfabeto.
Em abril de 1903, os pais e quatro dos irmãos de Ben chegavam a Los Angeles, entre eles Frank, de seis anos, que passou a estudar e vender jornais na rua e, mesmo contrariando a vontade dos pais, ingressou na Escola Superior de Trabalhos Manuais. Durante os estudos, Frank trabalhou como bedel em sua escola, como tocador de guitarra num restaurante, e como encartador no Los Angeles Times. Capra naturalizou-se cidadão dos Estados Unidos em 1920.
Posteriormente, Frank formou-se em engenharia química, em 1918, no Troop Polytechnic Institute, mas, devido à guerra, não conseguiu emprego. Sobreviveu então vendendo livros, fotografias e quinquilharias, até que soube que o Ginásio Israelita do Golden Gate Park, em San Francisco, seria transformado num estúdio cinematográfico. Após alguns dias, Frank já estava dirigindo o seu primeiro filme, A pensão de Fultah Fisher (Fultah Fisher’s Boarding House), lançado pela Pathé em 1922.
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Carreira
Após o seu primeiro filme, em 1922, Capra trabalhou num laboratório de San Francisco, e um ano depois partiu para Hollywood, onde trabalhou como prop man, montando situações para comédias, e depois como escritor das comédias, para a série Os batutinhas, também conhecidos como Os peraltas (Our Gang).
Mack Sennett contratou-o como criador de situações cómicas, em função de um comediante que então despontava: Harry Langdon. Posteriormente, Capra acompanhou Langdon – que fundara a sua própria companhia – trabalhando com o diretor Harry Edwards na comédia O andarilho (Tramp, tramp, tramp), de 1926, na First National, com Joan Crawford em início de carreira.
Dirigiu depois O homem forte (The strong man, 1926), O pinto calçudo (Long Pants, 1927) e Filhos da fortuna (For the Love of Mike, 1927), todos da First National. Divorciou-se então de Helen Howell, com quem se casara alguns anos antes, e atravessando uma fase de insucesso, ficou desempregado.
Harry Cohn, um dos donos da então desconhecida Columbia Pictures, escolheu o nome de Capra numa lista de diretores desempregados apenas por intuição, sendo esse o ponto inicial de sua carreira.
Em 1932 casou-se com Lucille Reyburn, num casamento que durou até 1 de julho de 1984, quando ela faleceu. Tiveram quatro filhos: Frank Jr., John (que faleceu aos três anos de idade), Lulu e Tom.
Em 15 de junho de 1945 recebeu das mãos do general George C. Marshall a Medalha por Serviços Notáveis, devido aos resultados positivos dos documentários que produziu por ocasião da Segunda Guerra Mundial, consciencializando os soldados da importância da sua luta. Por recomendação de Winston Churchill, foi agraciado, igualmente, com a Ordem do Império Britânico.
Após a guerra, Capra fundou a Liberty Films, juntamente com os diretores William Wyler e George Stevens, e o produtor Samuel Briskin, dirigindo o filme A felicidade não se compra, cuja distribuição foi confiada à RKO Pictures. Posteriormente a MGM decidiu financiar a Liberty Films. Em 1950, a Liberty foi vendida para a Paramount.
Em 1959 esteve no Brasil, para promover Os viúvos também sonham, produzido pela Sincap, empresa sua, em sociedade com Frank Sinatra, para a United Artists.
Frank Capra escreveu a sua autobiografia sob o título The name above the title. Morreu em consequência de ataque cardíaco, enquanto dormia. Foi sepultado no Coachella Valley Public Cemetery, Coachella, Califórnia no Estados Unidos. Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em 6614 Hollywood Boulevard.
Victor Scherle e William Turner Levy escreveram o livro The films of Frank Capra, comentando sobre os seus filmes e incluindo comentários e opiniões de vários artistas e demais colegas do diretor.
Postado por Fernando Martins às 00:35 0 comentários
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Wright of Derby nasceu há 292 anos
Era o terceiro de cinco filhos de John Wright e de Hannah Brookes. Aprendeu a pintar copiando desenhos. Decidido a tornar-se pintor, Wright foi para Londres em 1751 e, durante dois anos, estudou com um grande retratista, Thomas Hudson, mestre de Joshua Reynolds. Wright trabalhou como assistente para Hudson durante 15 meses. Em 1753 voltou para Derby, onde aperfeiçoou a sua técnica de claro-escuro sob a luz forte.
Wright casou com Ann Swift (também conhecida por Hannah) em 1773, e no final desse ano visitou a Itália, onde permaneceu até 1775. Wright e a sua mulher tiveram sete filhos, três dos quais morreram na infância.
Quando regressou de Itália, instalou-se em Bath, no condado de Somerset, trabalhando como retratista, mas acabou voltando para Derby, onde passou o resto da sua vida.
Ann Wright morreu a 17 de agosto de 1790 e, sete anos depois, Wright morreu, na sua casa em Queen Street, onde passou os seus últimos meses, com as suas duas filhas.

Postado por Fernando Martins às 00:29 0 comentários
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El-Rei D. José I sofreu um atentado há 268 anos
a) As confissões dos assassinos executados;
b) A arma do crime pertencia ao duque de Aveiro;
c) O facto de apenas os Távoras poderem ter sabido dos afazeres do Rei nessa noite, uma vez que ele regressava de uma ligação com Teresa de Távora, presa com os outros.
Postado por Fernando Martins às 00:26 0 comentários
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O massacre de Beslan foi há vinte e dois anos...
O cerco da escola de Beslan (também conhecido como crise dos reféns da escola de Beslan ou massacre de Beslan) começou em 1 de setembro de 2004, durou três dias, envolveu o aprisionamento ilegal de mais de 1.100 pessoas como reféns (incluindo 777 crianças) e terminou com a morte de pelo menos 334 pessoas (sendo 156 crianças). A crise começou quando um grupo de militantes islâmicos armados, principalmente inguches e chechenos, ocupou a Escola Número Um (SNO) na cidade de Beslan, Ossétia do Norte (uma república autónoma na região da Ciscaucásia na Federação Russa) em 1º de setembro de 2004. Os sequestradores foram enviados pelo senhor da guerra checheno Shamil Basayev, que exigiu o reconhecimento da independência da Chechénia e a retirada de tropas russas da região. No terceiro dia do impasse, as forças de segurança russas invadiram o prédio, com o uso de tanques, foguetes incendiários e outras armas pesadas. Até dezembro de 2006, 334 pessoas (excluindo os terroristas) foram identificadas como mortas, incluindo 186 crianças.
O evento levou a repercussões políticas e de segurança na Rússia; mais notavelmente, contribuiu para uma série de reformas do governo federal, consolidando o poder no Kremlin e fortalecendo os poderes do Presidente da Rússia. Os aspetos em relação aos militantes continuavam sendo controversos: permanecem dúvidas sobre quantos terroristas estavam envolvidos, a natureza de seus preparativos e se uma parte do grupo havia escapado. Questões sobre o comando da crise pelo governo russo também persistem, incluindo alegações de desinformação e censura nos media, apesar dos jornalistas presentes em Beslan terem sido autorizados a cobrir livremente a crise, a natureza e o conteúdo das negociações com os terroristas, a alocação de responsabilidade pelo resultado final e as perceções de que força excessiva foi usada na tragédia.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) criticou o governo russo, numa decisão de 2017 por não tomar precauções suficientes antes do evento e por usar força letal excessiva ao concluir o cerco, o que violava o "direito à vida".
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Postado por Fernando Martins às 00:22 0 comentários
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Walter Becker morreu há nove anos...
Walter Carl Becker (Queens, New York, February 20, 1950 – Manhattan, New York, September 3, 2017) was an American musician, songwriter, and record producer. He was the co-founder, guitarist, bassist, and co-songwriter of the jazz rock band Steely Dan.
Becker met future songwriting partner Donald Fagen while they were students at Bard College. After a brief period of activity in New York City, the two moved to Los Angeles in 1971 and formed the nucleus of Steely Dan, which enjoyed a critically and commercially successful ten-year career. Following the group's dissolution, Becker moved to Hawaii and reduced his musical activity, working primarily as a record producer. In 1985, he briefly became a member of the English band China Crisis, producing and playing synthesizer on their album Flaunt the Imperfection.
Becker and Fagen reformed Steely Dan in 1993 and remained active, recording Two Against Nature (2000), which won four Grammy Awards. Becker released two solo albums, 11 Tracks of Whack (1994) and Circus Money (2008). Following a brief battle with esophageal cancer, he died on September 3, 2017.
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Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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Saudades de Coimbra...
Postado por Pedro Luna às 00:09 0 comentários
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Punk's not dead...!
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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Hoje é dia de rezar a São Gregório...
Postado por Pedro Luna às 00:00 0 comentários
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quarta-feira, setembro 02, 2026
Morreu o ator Gracindo Júnior...
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Gracindo Júnior, nome artístico de Epaminondas Xavier Gracindo (Rio de Janeiro, 21 de maio de 1943 – Rio de Janeiro, 1 de setembro de 2026), foi um ator, diretor de televisão, letrista, produtor e roteirista brasileiro. Intérprete e encenador presente em diversas montagens representativas da dramaturgia brasileira, era filho do também ator Paulo Gracindo e pai dos também atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte.
Filho do veterano ator Paulo Gracindo, estreou profissionalmente em 1962, na montagem original de A Escada, de Jorge Andrade, com direção de Ivan de Albuquerque, pelo Teatro do Rio. Seguem-se participações no musical Os Fantástikos, de Tom Jones e Harvey Schmidt, e na inovadora montagem de Onde Canta o Sabiá, de Gastão Tojeiro, dirigido por Paulo Afonso Grisolli. Participa da montagem de dois clássicos: A Megera Domada, de William Shakespeare, encenado por Benedito Corsi; e O Burguês Fidalgo, de Molière, com direção de Ademar Guerra, ambos de 1968.
A carreira de Gracindo Júnior está ligada a autores brasileiros contemporâneos, nomeadamente Oduvaldo Vianna Filho, autor de peças em que atua, tais como: Dura Lex Sed Lex, com direção de Gianni Ratto, pelo Teatro Opinião; Alegro Desbum, texto em parceria com Armando Costa, dirigido por José Renato; Corpo a Corpo, monólogo inédito na direção de Aderbal Freire Filho; fazendo sua estreia como diretor também com texto de Vianinha, em A Longa Noite de Cristal. De Leilah Assumpção, atuou em Jorginho, o Machão; e dirigiu e produziu Roda Cor de Roda. De Millôr Fernandes, atuou em A Viúva Imortal, pelo Teatro Nacional de Comédia, em 1967, e dirigiu É..., na montagem que fez temporada em Lisboa, em 1978. No mesmo ano, atuou também em Arte Final, de Carlos Queiroz Telles, encenação de Cecil Thiré e, em 1979, em Sinal de Vida, de Lauro César Muniz.
Nos anos 80, trabalhou com menos frequência em teatro, e dedicou-se mais à televisão. Entre as suas realizações cénicas destacaram-se um show em homenagem a seu pai, Paulo Gracindo, Meu Pai, que ele escreveu, dirigiu e produziu em 1981, e a sua participação no elenco de Obrigado Pelo Amor de Vocês, de Edgard Neville, com direção de Antônio Mercado, 1987, que fez longa temporada no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Lisboa.
Na década de 90, atuou em Black Out, de Frederick Knott, com direção de Eric Nielsen, em 1996, e, ao lado de Marília Pêra, em O Altar do Incenso, de Wilson Sayão, dirigido por Moacir Chaves, 1999.
Comprou briga com o SBT junto com Maitê Proença e outros atores por causa da reexibição da telenovela Dona Beija.
Interpretou em 2012 o Rei Saul na minissérie Rei Davi, na Rede Record.
Em 2017 participou da telenovela Ouro Verde, transmitida pela TVI.
Gracindo namorou a cantora Carminha Mascarenhas entre 1959 a 1965; e atriz e modelo Mila Moreira em 1980. Entre 1972 e 1973 foi casado com Vera Lúcia Martins da Cunha, com quem teve um filho, Yan. Em 1976, casou-se com Dayse Poli, de quem chegou a se separar brevemente no início dos anos 1980, retomando a união posteriormente; o casal teve dois filhos: os atores Gabriel Gracindo e Pedro Gracindo.[8] Também era pai da atriz Daniela Duarte, fruto de seu namoro com a atriz Débora Duarte entre 1973 e 1975. Os dois se conheceram nos ensaios da peça A Teoria, na Prática, é Outra e se separaram quando Débora ainda estava grávida, o que foi repercutido como uma polémica pela gravidez ser fruto de um namoro e não um casamento.
Morte
Gracindo Júnior faleceu aos 83 anos por volta das 22 horas do dia 1 de setembro de 2026, por causas naturais. Desde 2020, o ator enfrentava a doença de Alzheimer.
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