O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Seth Brooks Binzer (Los Angeles, California, August 23, 1974 – Los Angeles, California, June 24, 2024), better known by his stage nameShifty Shellshock, was an American rapper, singer-songwriter, and vocalist, best known for cofounding and fronting the rap rock band Crazy Town, known for their hit song "Butterfly",
and less for his solo career. He struggled with drug addiction
throughout his life and appeared on the reality television series Celebrity Rehab and Sober House.
Binzer met fellow Crazy Town frontman Bret Mazur in 1992; they started collaborating under the name The Brimstone Sluggers. By early 1999, they formed the group Crazy Town. In 2000, Crazy Town was signed to tour with Ozzfest. They were kicked out after two weeks when Binzer was arrested for throwing a chair through a window while drunk.
The band's single, "Butterfly", was a global hit. It peaked at the top of the Billboard Hot 100
and in several other countries including Austria, Denmark, and Norway.
The success of the single prompted sales of their debut album, The Gift of Game, to exceed 1.5 million.
Their 2002 follow-up album, Darkhorse, was a commercial failure by comparison, and the band broke up shortly after its release.
Crazy Town announced they had
reformed in 2007, and performed live for the first time in five years in
August 2009. They released their third album, The Brimstone Sluggers, in 2015.
(...)
On March 29, 2012, Binzer was admitted to a hospital after losing
consciousness. He awakened from the coma and was later released from the
hospital.
Binzer was found dead in his home in Los Angeles on June 24, 2024, aged 49, from an accidental drug overdose.
A Cadeia Báltica, ligando as capitais das três repúblicas bálticas: Estónia (Talin), Letónia (Riga) e a Lituânia (Vilnius)
Designa-se por Cadeia Báltica (em estónio: Balti kett, em letão: Baltijas ceļš, em lituano: Baltijos Kelias) o evento ocorrido a 23 de agosto de 1989 nos três países bálticos - à data ainda, infelizmente, repúblicas soviéticas - quando aproximadamente dois milhões de pessoas deram as mãos para formar uma cadeia humana, de mais de 600 km de comprimento, cruzando as três repúblicas bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia) e passando pelas três capitais (Tallinn, Riga e Vilnius, respetivamente).
Esta original manifestação foi organizada para chamar a atenção da
opinião pública mundial sobre o destino comum que tinham sofrido as três
repúblicas. De facto, celebrou-se para coincidir com o cinquentenário da
assinatura do acordo secreto conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop, pelo qual a União Soviética e a Alemanha Nazi dividiram e criaram esferas de influência na Europa de Leste,
e que levou à ocupação, por parte dos soviéticos, dos três estados. Este
pacto só foi admitido pelas autoridades soviéticas uma semana antes da
realização da Cadeia Báltica.
O protesto foi completamente pacífico.
Moeda de 1 litas comemorativa do décimo aniversário da Cadeia Báltica
Luís XVI (Versalhes, 23 de agosto de 1754 – Paris, 21 de janeiro de 1793) foi Rei da França e Navarra de 1774 até ser deposto em 1792 durante a Revolução Francesa, sendo executado no ano seguinte. O seu pai, Luís, Delfim de França, era o filho e herdeiro aparente do rei Luís XV.
Como resultado da morte de seu pai, em 1765, Luís tornou-se o novo
delfim e sucedeu ao seu avô em 1774. Era o irmão mais velho dos futuros reis Luís XVIII e Carlos X.
Nascido em Versalhes, recebeu o título de Duque de Berry. Após a
morte repentina do seu pai Luís Fernando, tornou-se o novo herdeiro da
França em 1765, e coroado rei aos 19 anos. A primeira parte de seu
reinado foi marcada por tentativas de reformar a França, de acordo com
os ideais iluministas. Estes incluíram esforços para abolir a servidão, remover a taille, e aumentar a tolerância em relação aos protestantes. A nobreza francesa
reagiu com hostilidade às reformas propostas, e se opôs com sucesso a
sua implementação. Em seguida ocorreu o aumento do descontentamento
entre as pessoas comuns. Em 1776, Luís XVI apoiou ativamente os colonos
norte-americanos, que buscavam sua independência da Grã-Bretanha, que foi realizada no Tratado de Paris de 1783.
A dívida e crise financeira que vieram em seguida contribuíram para a impopularidade do Antigo Regime, que culminou no Estado Geral de 1789.
O descontentamento entre os membros das classes média e baixa da França
resultou em reforçada oposição à aristocracia francesa e à monarquia
absoluta, das quais Luís e sua esposa, a rainha Maria Antonieta, eram vistos como representantes. Em 1789, a tomada da Bastilha,
durante os distúrbios em Paris, marcou o início da Revolução Francesa. A
indecisão e conservadorismo de Luís levaram algumas perceções ao povo
da França em vê-lo como um símbolo da tirania do Antigo Regime, e sua
popularidade se deteriorou progressivamente. A sua desastrosa fuga de Varennes, em junho de 1791, quatro meses antes da monarquia constitucional
ser declarada, parecia justificar os rumores de que o rei amarrou suas
esperanças de salvação política nas perspetivas de alguma invasão estrangeira.
Sua credibilidade foi extremamente comprometida. A abolição da
monarquia e a instauração da república tornaram-se possibilidades cada
vez maiores.
Em um contexto de guerra civil e internacional, o rei foi suspenso e preso na época da insurreição de 10 de agosto de 1792, um mês antes da monarquia constitucional ser abolida e a Primeira República Francesa ser proclamada em 21 de setembro. Foi julgado pela Convenção Nacional (auto-instituída como um tribunal para a ocasião), considerado culpado de alta traição e executado na guilhotina
em 21 de janeiro de 1793 como um cidadão francês dessacralizado
conhecido como "Cidadão Luís Capeto", um apelido em referência a Hugo Capeto, o fundador da dinastia capetiana - que os revolucionários interpretavam como o seu nome de família.
Depois de inicialmente considerado tanto um traidor como um mártir,
historiadores franceses têm adotado uma visão geral diferente de sua
personalidade e papel como rei, descrevendo-o como um homem honesto,
impulsionado por boas intenções, mas que não estava à altura da tarefa
hercúlea que teria sido uma profunda reforma da monarquia. Foi o único
rei da França na história a ser executado e a sua morte pôs fim a mais de
mil anos de monarquia francesa contínua.
Keith John Moon ( Londres, 23 de agosto de 1946 – Londres, 7 de setembro de 1978) foi o baterista da banda de rockbritânicaThe Who. Ganhou prestígio pelo seu estilo inovador e exuberante na bateria e notoriedade por seu comportamento excêntrico e por vezes destrutivo, o que lhe rendeu a alcunha de "Moon the Loon" ("Moon, o Lunático"). Moon entrou para os Who em 1964, participando de todos os seus álbuns e singles a partir da estreia do grupo, com "Zoot Suit" em 64, até Who Are You, de 1978, lançado três semanas antes da sua morte.
Moon era conhecido por seu estilo de bateria dramático e cheio de
suspense, que frequentemente envolvia a omissão de batidas básicas em
prol de uma técnica fluída e acentuada, focada em viradas progressivas
pelos toms, trabalho ambidestro no bumbo e passadas e ataques selvagens nos chimbaus. Ele é citado pelo Hall da Fama do Rock and Roll como um dos maiores bateristas de rock and roll de todos os tempos e foi postumamente introduzido no Rock Hall em 1990, como membro dos The Who.
O legado de Moon, como membro dos The Who, como artista a solo e como
personalidade excêntrica, continuam a colecionar prémios e
reconhecimentos, incluindo um segundo um lugar na lista dos "melhores
bateristas de todos os tempos" dos leitores da revista Rolling Stone em 2011, quase 35 anos depois de sua morte.
Morte
A última noite de Keith Moon foi como convidado de Paul McCartney na estreia do filme The Buddy Holly Story. Depois de jantar com Paul e Linda McCartney,
Moon e a sua namorada, Annette Walter-Lax, deixaram a festa mais cedo
e regressaram ao seu apartamento em Curzon Place, Londres. Ele morreu
dormindo, em consequência de uma overdose do medicamento que ele
estava usando no seu tratamento contra o alcoolismo. O relatório do
médico legista apontou que havia 32 comprimidos de Heminevrin no seu
organismo, 26 das quais ainda não dissolvidos. O apartamento na Curzon
Place tinha sido emprestado a Keith pelo seu amigo Harry Nilsson. Curiosamente, "Mama" Cass Elliot (vocalista dos The Mamas and The Papas)
morrera no mesmo apartamento, quatro anos antes. Amargurado com a
perda de dois amigos, Nilsson nunca mais regressou ao local,
posteriormente vendendo o apartamento a Pete Townshend. O corpo de Keith Moon foi cremado, a 13 de setembro de 1978, no Golders Green Crematorium em Londres e as suas cinzas espalhadas no jardim do mesmo local em que foi cremado.
Em 16 de abril de 1922, a Alemanha e a União Soviética participaram no Tratado de Rapallo,
por cujos termos renunciavam às reivindicações territoriais e
financeiras contra os demais. As partes se comprometeram ainda à
neutralidade na eventualidade de um ataque de um contra um outro pelo Tratado de Berlim (1926).
No início da década de 30, a ascensão do Partido Nazi ao poder na Alemanha, aumentou as tensões entre estes países, a União Soviética e outros países de etnia eslava, que foram considerados "Untermenschen" ("sub-humanos") de acordo com a ideologia racial nazi. Além disso, os nazis, antissemitas, associavam a etnia judia com o comunismo e com o capitalismo financeiro,
aos quais se opunham. Por conseguinte, a liderança nazi declarou que
os eslavos na União Soviética estavam a ser governados por "judeus
bolcheviques".
A feroz retórica anti-soviética de Adolf Hitler foi uma das razões pelas quais a Grã-Bretanha e a França decidiram que a participação da União Soviética na Conferência de Munique, em 1938, sobre o destino da Checoslováquia, seria perigosa e inútil. O Acordo de Munique,
então assinado, marcou uma anexação parcial da Checoslováquia pela
Alemanha, no final de 1938, seguido da sua dissolução completa, em março
de 1939, o que é visto como parte de um apaziguamento da Alemanha realizado pelos gabinetes de Neville Chamberlain e Édouard Daladier.
Esta política levantou de imediato a questão de saber se a União
Soviética poderia evitar ser o próximo passo na lista de Hitler.
Nesse contexto, a liderança soviética acreditava que o Ocidente
poderia querer incentivar a agressão alemã a Oriente, e que a
Grã-Bretanha e a França poderiam ficar neutras no conflito iniciado pela
Alemanha Nazi. Pelo lado da Alemanha, devido a que uma aliança com a
Grã-Bretanha era impossível, tornava-se necessário estreitar relações
mais estreitas com a União Soviética para a obtenção de
matérias-primas. Além disso, um bloqueio naval britânico era esperado
em caso de guerra, o que iria provocar uma escassez crítica de
matérias-primas para o esforço de guerra da Alemanha. Depois do acordo
de Munique, aumentaram as necessidades alemãs em termos de
abastecimento militar, ao passo que, devido à implementação do
terceiro plano quinquenal na URSS, eram essenciais investimentos
maciços em tecnologia e equipamentos industriais.
Em 31 de março de 1939,
em resposta ao desafio da Alemanha nazi do Acordo de Munique e da
ocupação da Checoslováquia, a Grã-Bretanha garantiu o apoio da própria
França para garantir a independência da Polónia, da Bélgica, da Roménia, da Grécia e da Turquia. Em 6 de Abril, a Polónia e a Grã-Bretanha concordaram em formalizar a garantia de uma aliança militar. Em 28 de abril, Hitler denunciou o Pacto de Não-Agressão Polaco-Alemão de 1934 e o Acordo Naval Anglo-Germânico de 1935.
À esquerda, as fronteiras, conforme o Pacto Molotov-Ribbentrop; à direita, as fronteiras depois alteradas em 1939
O Pacto
Foi assinado em Moscovo na madrugada de 24 de agosto de 1939 (mas datada de 23 de agosto) pelo então ministro do exterior soviético Vyacheslav Molotov e pelo então ministro do exterior da Alemanha Joachim von Ribbentrop.
Em linhas gerais estabelecia que ambas as nações se comprometiam a
manter-se afastadas uma da outra em termos bélicos. Nenhuma nação
favoreceria os inimigos da outra, nem tão pouco invadiriam os seus
respetivos territórios, além do que, a União Soviética não reagiria a
uma agressão alemã à Polónia, e que, em contrapartida, a Alemanha apoiaria uma invasão soviética à Finlândia, entre outras concessões. De facto, à invasão nazi seguiu-se a Invasão Soviética da Polónia e também da Finlândia, ainda em 1939.
Em dois protocolos secretos, os dois governos organizaram a partilha
dos territórios da Europa de Leste em zonas de influência, decidindo que
a Polónia deveria deixar de existir (passando o seu território para a
Alemanha e para a URSS), que a Lituânia
ficaria sob alçada alemã (meses mais tarde a Alemanha trocou a
Lituânia por outra zonas de influência, ficando a Lituânia sob alçada
soviética), que a Estónia e a Letónia passariam para a URSS, bem como grande parte da Finlândia e vastas zonas da Roménia e da Bulgária.
O pacto estabelecia também fortes relações comerciais, vitais para os dois países, nomeadamente petróleo soviético da zona do Cáucaso e trigo da Ucrânia, recebendo em contrapartida ajuda, equipamento militar alemão e ouro.
Este novo facto nas relações internacionais alarmou a comunidade das
nações, não só porque os nazis eram supostos inimigos dos comunistas,
mas também porque, secretamente, objetivava a divisão dos estados da Finlândia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia e Roménia
segundo as esferas de interesses de ambas as partes. O pacto era
absolutamente vital para ambos os países: para os alemães assegurava que
se poderiam concentrar apenas na sua frente ocidental para além de
terem assegurado combustíveis que de outro modo impossibilitariam tais
operações. Do lado soviético, a paz e a ajuda militar eram
fundamentais, tanto mais que as forças militares não estavam
preparadas para qualquer grande combate, como se comprovou na mal
sucedida aventura finlandesa de novembro de 1939 - a chamada guerra de inverno.
O pacto durou até 22 de junho de 1941, quando a Alemanha nazi, sem prévio aviso, iniciou a invasão do território soviético na Operação Barbarossa.
Caricatura no jornal semanal "Mucha", de Varsóvia, em 8 de setembro de 1939, já com a invasão nazi em andamento (Ribbentrop faz reverência a Estaline, com Molotov a seu lado)
Jamison died on September 1, 2014, at his home in Raleigh, Memphis, Tennessee, aged 63. While he was initially thought to have died of a heart attack, his autopsy revealed he had cardiovascular disease and narrowing of the arteries and that he died of a hemorrhagic brain stroke, with "acute methamphetamine intoxication contributing". His death was ruled accidental.
Ele foi um dos primeiros ícones pop e um símbolo sexual da década de 20, conhecido em Hollywood como o "amante latino" e "Valentino". Sua morte prematura, aos 31 anos, causou uma histeria em massa entre seus fãs e impulsionou ainda mais seu status de ícone cultural do cinema.
(...)
Em 15 de agosto de 1926, Valentino teve um colapso, no Hotel Ambassador, em Nova Iorque.
Foi hospitalizado na Policlínica de Nova Iorque e submeteu-se a uma
cirurgia referente a uma úlcera perfurada. A cirurgia foi bem-sucedida e
ele pareceu se recuperar. Infelizmente, abateu-se-lhe uma peritonite, que se propagou por todo o corpo. Morreu oito dias mais tarde.
Mais de cem mil pessoas foram às ruas de Nova Iorque para
oferecer as suas condolências. O evento em si era um drama próprio: a
atriz Pola Negri desmoronou de histeria
sob o caixão e janelas foram despedaçadas pelas fãs. Revelou-se mais
tarde como um conluio de planeamento de publicidade. A missa fúnebre de
Valentino em Nova Iorque ocorreu na igreja católica romana de Malachy de Saint,
chamada frequentemente de “capela do ator”, porque fica situada na rua
49 oeste no distrito do teatro de Broadway, e tem uma associação
longa com figuras do show business.
Depois que o corpo de Valentino foi levado por trem através do
país, um segundo funeral se deu na costa oeste, na Igreja Católica do
Bom Pastor em Beverly Hills.
June Mathis, sua grande amiga, ofereceu sua cripta para que
Valentino fosse enterrado, pois seria uma solução provisória.
Entretanto, Mathis morreu no ano seguinte e Valentino foi colocado na
cripta adjacente. Os dois ainda estão enterrados lado a lado no
cemitério de Hollywood.
Durante anos, em todos os aniversários de sua morte, uma mulher
de negro colocou rosas em seu túmulo. Descobriu-se em 1945 que ela era
Marion Brenda, que Valentino conhecera numa festa pouco antes de morrer.
Ela afirmava ter se casado com ele, o que nunca foi comprovado.
Valentino deixou a sua mansão ao seu irmão, irmã e Teresa Werner (tia de Rambova).
O Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e Nazismo, também conhecido como "Dia da Fita Preta" é celebrado no dia 23 de agosto nalguns países. Foi instituído em 2008 e 2009 pelo Parlamento Europeu mediante a Declaração de Praga sobre Consciência Europeia e Comunismo
como um "Dia Europeu da Memória das vítimas de todos regimes
autoritários e totalitários, a ser comemorado com dignidade e
imparcialidade".
Este dia de lembrança originou-se dos protestos pelas vítimas do
comunismo e a sua ocupação na Europa, na década de 80, iniciado por
refugiados canadianos de países ocupados pela União Soviética, o que depois levou à Cadeia Báltica, durante as revoluções de 1989, que prenunciavam o colapso da União Soviética.
As danças das festas da aldeia, as lendas que os avós contam, as
cantigas que ninguém assinou e o artesanato que passa de mão em mão
formam um tesouro que não se guarda em nenhum museu: vive na memória
coletiva. A 22 de agosto celebra-se o Dia Mundial do Folclore, uma data que recorda o dia de 1846 em que o britânico William John Thoms criou a palavra folklore para designar todo esse saber popular transmitido de geração em geração.
A palavra nasceu a 22 de agosto de 1846
O termo folklore apareceu pela primeira vez numa carta que William John Thoms publicou sob o pseudónimo Ambrose Merton na revista londrina The Athenaeum, a 22 de agosto de 1846. Thoms uniu duas palavras do inglês antigo, folk (povo) e lore (saber), para substituir a expressão latina antiguidades populares.
História e origem do Dia Mundial do Folclore
Antes de 1846
não existia uma única palavra que reunisse os costumes, canções,
contos, provérbios, danças e crenças das pessoas comuns. O antiquário William John Thoms propôs o vocábulo folklore
justamente para dar nome a esse conjunto de tradições orais e populares
que até então eram agrupadas sob rótulos vagos. A sua proposta teve
tanto êxito que o termo saltou do inglês para dezenas de idiomas e hoje
usa-se quase da mesma forma em português, espanhol, francês ou alemão.
Dessa data fundadora nasce a comemoração. O 22 de agosto tornou-se com o tempo o Dia Mundial do Folclore,
uma jornada que reivindica o estudo e a proteção da cultura popular. O
que começou como uma curiosidade de eruditos do século XIX é hoje uma
disciplina académica, a folclorística, e uma preocupação de
organismos internacionais que veem nestas tradições um património tão
valioso e tão frágil como o de pedra.
Porque se celebra?
Celebra-se porque o folclore é a alma
visível de um povo. Nas danças, na música, nos trajes, nas lendas e no
artesanato de cada região batem séculos de história, de mestiçagem e de
identidade partilhada. Ao contrário de um monumento, o folclore não se
sustenta com pedra nem com cimento: depende de que alguém continue a
cantar a cantiga, a dançar o passo ou a contar a história. Quando essa
cadeia de transmissão se quebra, a tradição desaparece para sempre.
Por
isso a data tem uma dimensão de urgência. A globalização, o êxodo rural
e a uniformização cultural ameaçam silenciar músicas, línguas e ofícios
que estão vivos há séculos. Celebrar o folclore é reconhecer que a
diversidade cultural do planeta se sustenta, em boa medida, sobre aquilo
que um povo canta, dança e recorda sem precisar de o escrever.
Mais de 730 elementos protegidos pela UNESCO
A UNESCO aprovou em 2003 a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, o quadro que protege as tradições vivas do mundo. As suas listas superam já os 730 elementos de mais de 145 países: danças, músicas, rituais, ofícios artesanais e saberes orais que são considerados património de toda a humanidade.
O que é exatamente o folclore
O folclore abrange muito mais do que umas danças com traje regional. Inclui a música e as danças tradicionais,
os contos, mitos e lendas, os provérbios e as adivinhas, as festas e os
rituais, as receitas, a medicina popular e o artesanato. Tudo isto
partilha três traços: é de transmissão oral, é coletivo
—raramente tem um autor conhecido— e está em constante evolução, porque
cada geração o reinterpreta à sua maneira. Não é uma peça de museu
congelada no passado, mas uma cultura viva que muda enquanto continua
viva.
O folclore a partir de Portugal e do Brasil
O mundo lusófono é uma potência do folclore. Em Portugal, os ranchos folclóricos mantêm vivas as danças e os trajes de cada região, e o fado foi inscrito pela UNESCO como Património Cultural Imaterial em 2011, ao qual se juntaram o Cante Alentejano em 2014 e o Carnaval dos caretos de Podence. No Brasil, o folclore é uma mestiçagem deslumbrante de raízes indígenas, africanas e europeias: o frevo pernambucano, inscrito pela UNESCO em 2012,
o forró, as festas juninas, o maracatu ou o bumba meu boi são marcas de
identidade de todo um país. Por trás de cada um há comunidades que
mantêm vivas as suas tradições perante o avanço uniformizador da cultura
global.
Como se vive no mundo
Todos os 22 de agosto,
escolas de dança, grupos folclóricos, museus etnográficos e câmaras
municipais organizam festivais, ateliês e mostras de trajes, música e
gastronomia tradicional. Em muitos países a data serve para reconhecer o
trabalho das pessoas mais velhas que guardam esse saber e para o
aproximar dos mais jovens. Nas redes sociais, a efeméride enche-se de
imagens de danças, instrumentos e ofícios dos cinco continentes, um
lembrete de que a diversidade cultural é uma riqueza que vale a pena
defender.
Em 1821, Ferreira do Amaral era aspirante de Marinha e iniciou a sua carreira servindo na esquadra do Brasil. Após a separação do Brasil de Portugal, todas as províncias proclamaram o Império, exceto a Bahia, que permaneceu fiel à metrópole, e rendeu-se apenas em julho de 1823, depois de vários combates entre portugueses e brasileiros. A 7 de janeiro de 1823, durante a Batalha de Itaparica, distinguiu-se o guarda-marinha Ferreira do Amaral, pela sua bravura em combate: sob as ordens imediatas do capitão-de-fragata Joaquim José da Cunha, então comandante da nau D. João VI, tendo o braço direito despedaçado por uma bala de canhão, no desembarque da praia da ponta do Mocambo,
mesmo ferido gravemente continuou a comandar os seus homens na carga,
até ser recolhido a bordo do bergantim Prontidão, onde lhe foi amputado o
braço. Apesar de mutilado, prosseguiu na sua carreira e foi promovido a tenente.
Durante o período da Guerra Civil, foi um dos poucos oficiais da Marinha que conseguiram emigrar e apresentar-se na Ilha Terceira ao serviço do partido constitucionalista. Fez parte do desembarque do Mindelo e teve muitas outras missões importantes durante as Campanhas da Liberdade, com especial relevo para a defesa de Lisboa pelo lado oeste, em 1833, enquanto comandante do brigue São Boaventura e da esquadrilha do Ribatejo. No fim da guerra era já oficial superior.
Até 1844 comandou vários outros navios, entre os quais a corveta Urânia, que usou em missões diplomáticas no Mediterrâneo, e a fragata Diana na qual desempenhou importante missão ao Brasil e ao Rio da Prata, em defesa dos interesses e segurança dos portugueses. Serviu em Angola, onde comandou a estação naval e distinguiu-se no combate ao tráfico de escravos. Prendeu um negreiro, Arsénio Pompílio, que foi encarcerado no castelo de São Jorge e escreveu folhetos difamatórios contra Ferreira do Amaral, mas que não lhe abalaram o prestígio. Era deputado por Angola, em 1846 , quando foi nomeado governador de Macau.
Macau tinha até então duas alfândegas:
a portuguesa, que cobrava impostos sobre o comando dos navios
nacionais, constituindo a única renda pública de que se pagava aos
funcionários da cidade; e a chinesa (o Ho-pu), cujos impostos eram cobrados pelos mandarins
do Império Chinês. O Governador Ferreira do Amaral expulsou os
mandarins de Macau, aboliu a alfândega chinesa, pôs fim ao pagamento de
vários tributos e impostos (de entre os quais o aluguer de Macau) às
autoridades chinesas, abriu os portos, construiu estradas nos campos
anteriormente vedados pelos chineses, ocupou oficialmente a ilha da Taipa, lançou tributos e reorganizou os serviços públicos.
O seu governo enérgico, em defesa dos interesses de
Portugal e pelo domínio do território, desagradou aos mandarins, que
trataram de eliminar tão determinado inimigo. Na tarde do dia 22 de agosto de 1849, Ferreira do Amaral saiu para um passeio a cavalo, acompanhado pelo seu ajudante de ordens, Jerónimo Pereira Leite, passou as Portas do Cerco e foi atacado por um grupo de chineses, que o mataram à cutilada.
Logo após a este acontecimento trágico, decorreu a famosa Batalha do Passaleão, considerada o único verdadeiro "conflito" bélico entre as forças militares portuguesas e chinesas.
Está albergada no jardim da Alameda da Encarnação a estátua do governador de Macau, João Maria Ferreira do Amaral, transferida de Macau antes de 1999.
A música inovadora de Debussy agiu como um fenómeno catalisador de
diversos movimentos musicais em outros países. Em França, só se aponta Ravel como influenciado, e só na juventude, não sendo propriamente discípulo. Influenciados foram também Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos e outros. Do Prélude à l'après-midi d'un Faune ("Prelúdio ao entardecer de um Fauno"), com que, para Pierre Boulez, começou a música moderna, até Jeux ("Jogos"), toda a arte de Debussy foi uma lição de inconformismo.
Começou sua carreira no meio cinematográfico durante os anos 50, atuando como assistente de direção, quando se instalou no Brasil e dirigiu seu primeiro longa-metragem, o dramaOs Cafajestes, em 1962, indicado ao Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim. No mesmo festival, em 1964, lança seu filme mais aclamado, a coprodução entre Brasil e ArgentinaOs Fuzis, ganhador do Grand Prix do Júri na cerimónia, se tornando o primeiro filme brasileiro a receber tal honraria. Os Fuzis foi o início da chamada "trilogia Ruy Guerra", completada com os filmes A Queda (1978), também ganhador do Grand Prix do Júri, e A Fúria (2024).
Ainda na França, começou a atuar como assistente de câmera e direção. Em 1954, dirige o seu primeiro filme, o curta-metragemQuand Le Soleil Dort. Desembarca no Brasil em julho de 1958, no Rio de Janeiro, onde montaria uma carreira cinematográfica de sucesso.
Carreira
Ingressando nas fileiras do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Novo, Guerra dirige o seu primeiro filme de longa-metragem, o dramaOs Cafajestes, lançado no Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha, onde esteve na competição pelo prémio de maior prestígio da cerimónia, o Urso de Ouro. Feito por Jece Valadão e Norma Bengell, foi o único "blockbuster"
do movimento, tendo levado mais de um milhão de pessoas para as salas
de cinema do Brasil. Recebido com resenhas positivas pela crítica
especializada, história acompanha um mimado jovem rico que, após ver o seu pai indo à falência, organiza um plano para reverter a situação.
Em 1964, realiza Os Fuzis,
um retrato da tragédia brasileira, considerado um dos melhores filmes
brasileiros de todos os tempos. Com esta obra, Guerra vence o Grand Prix do Júri no Festival de Berlim, sendo a primeira produção brasileira a conquistar tal feito. Guerra rapidamente tornou-se um dos principais diretores do movimento, ao qual se seguiram obras notáveis como Tendres chasseurs (1969) e Os Deuses e os Mortos (1970).
A situação política brasileira durante a ditadura militar
impôs-lhe uma pausa que terminaria em 1978, quando dirigiu, ao lado de Nelson Xavier, o longa A Queda, continuação da trilogia não planeada começada por Os Fuzis, em 1964. O filme repete o feito de seu antecessor ao também receber o Grand Prix do Júri no Festival de Berlim. Em 1980 regressou a Moçambique, então já independente, onde rodou Mueda, Memória e Massacre, o primeiro longa-metragem desse país. Ainda em Moçambique, realizou diversos curtas e contribuiu para a criação do Instituto Nacional do Cinema. Viveu e trabalhou também em Cuba por alguns períodos.
O seu primeiro casamento foi com a cantora Nara Leão, nos anos 60, com quem não teve filhos; o casal rapidamente separou-se. Mais tarde, viveu com a atriz Leila Diniz, com quem teve uma filha, Janaína Diniz Guerra, nascida em 1971. Alguns anos após a morte de Leila, casou-se com a atrizCláudia Ohana, com quem teve uma filha, Dandara Guerra, em 1983, e de quem se divorciou.
O Brasil, embora, na época, estivesse sendo comandado por um regime ditatorial favorável ao modelo fascista (o Estado Novo getulista) dos Países do Eixo, acabou participando da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) junto dos adversários destes, os Países Aliados. Em fevereiro de 1942, submarinos alemães e italianos iniciaram o torpedeamento de embarcações brasileiras no oceano Atlântico em represália à adesão do Brasil aos compromissos da Carta do Atlântico
(que previa o alinhamento automático com qualquer nação do continente
americano que fosse atacada por uma potência extracontinental), o que
tornava sua neutralidade apenas teórica.
Durante o ano de 1942, em meio a incentivos económicos e pressão
diplomática, os americanos instalaram bases aeronavais ao longo da costa
Norte-Nordeste brasileira. Após meses do torpedeamento de navios
mercantes brasileiros (21 submarinos alemães e dois italianos foram
responsáveis pelo afundamento de 36 navios mercantes brasileiros,
causando 1.691 náufragos e 1.074 mortes, o que foi o principal motivo
que conduziu à declaração de guerra do Brasil à Alemanha e Itália) o povo vai às ruas e o Governo Brasileiro declara guerra à Alemanha nazi e à Itália fascista, em agosto de 1942.
Sendo, na época, um país com uma população maioritariamente
analfabeta, vivendo no campo, com uma economia com foco principal
voltado para exportação de commodities,
uma política internacional tradicionalmente isolacionista com eventuais
alinhamentos automáticos contra "perturbadores da ordem e do comércio
internacionais", sem uma infraestrutura industrial-médico-educacional
que pudesse servir de sustentação material e humana ao esforço de guerra
que aquele conflito exigia,
o Brasil não apenas se viu impedido de seguir uma linha de ação
autónoma no conflito como encontrou dificuldades em assumir mesmo um
modesto papel. A Força Expedicionária Brasileira, por exemplo, teve sua formação definida na Conferência do Potengi, logo após a Conferência de Casablanca, mas sua criação foi protelada por um ano, após a declaração de guerra.
Por fim, o seu envio para a frente de batalha foi iniciado somente
em julho de 1944, quase dois anos após a declaração, tendo sido enviados
cerca de 25.000 homens, de um total inicial previsto de 100.000. Mesmo
com problemas na preparação e no envio, já na Itália, treinada e equipada pelos americanos, a Força Expedicionária Brasileira cumpriu as principais missões que lhe foram atribuídas pelo comando aliado.
(...)
A União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou passeatas nas principais cidades brasileiras, exigindo a entrada do Brasil na guerra ao lado dos Aliados. Nessas passeatas era comum que alguns estudantes aparecessem fantasiados de Hitler,
com o objetivo de ridicularizar o ditador nazi. Tais passeatas
acabaram recebendo uma grande adesão popular, não só de estudantes
universitários, mas de outros setores da população, os quais também
exigiam a guerra. Foi o que bastou para forçar o relutante governo de Getúlio Vargas a entrar na guerra. Em 22 de agosto, após uma reunião ministerial, o Brasil declarava "estado de beligerância" à Alemanha nazi e à Itália fascista, formalizada através do Decreto-Lei nº 10.508, expedido no dia 31 daquele mês.
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