terça-feira, março 17, 2026

Doppler morreu há cento e setenta e três anos...

   
Johann Christian Andreas Doppler (Salzburgo, 29 de novembro de 1803 - Veneza, 17 de março de 1853) foi um físico austríaco.
Notabilizou-se por descrever as alterações nas frequências das ondas sonoras, conforme a aproximação ou afastamento da fonte em relação ao observador, o denominado efeito Doppler.
Johann Doppler, o segundo filho de um pedreiro, fez os seus estudos primários em Salzburgo, a sua cidade natal, os secundários em Linz e mais tarde, em 1825, formou-se em Matemática na Universidade Técnica de Viena. Depois de ter passado novamente por Salzburgo, voltou a Viena, onde estudou matemática, mecânica e astronomia. Foi diretor do Instituto de Física e professor de Física Experimental na Universidade de Viena.
Em 1842, editou a obra Sobre as Cores da Luz Emitida pelas Estrelas Duplas (Über das farbige Licht der Doppelsterne), onde descreve o efeito Doppler.
Em 1850 foi nomeado diretor do Instituto de Física Experimental da Universidade de Viena mas a sua sempre frágil saúde começou a deteriorar-se. Pouco depois, com a idade de 49 anos, faleceu, de uma doença pulmonar, enquanto tentava restabelecer-se, na cidade de Veneza.
   
    
  
Uma animação ilustrando como o efeito Doppler age na propagação do som de um carro
      
O Efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. Foi-lhe atribuído este nome em homenagem a Johann Christian Andreas Doppler, que o descreveu teoricamente pela primeira vez em 1842. A primeira comprovação foi obtida pelo cientista alemão Christoph B. Ballot, em 1845, numa experiência com ondas sonoras.
Em ondas eletromagnéticas, este mesmo fenómeno foi descoberto de maneira independente, em 1848, pelo francês Hippolyte Fizeau. Por este motivo, o efeito Doppler também é chamado efeito Doppler-Fizeau.
   

Saudades de Alex Chilton...

Hoje é dia de recordar Nat King Cole...

Música adequada à data...

Paul Kantner, dos Jefferson Airplane, nasceu há oitenta e cinco anos...

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Paul Lorin Kantner (São Francisco, 17 de março de 1941São Francisco, 28 de janeiro de 2016) foi um músico de rock dos Estados Unidos, conhecido por ter co-fundado a banda de rock psicadélico Jefferson Airplane.
   
Biografia

Paul Kantner liderou o Jefferson Airplane e diversas formações posteriores da banda, sendo primariamente um guitarrista, mas também auxiliando frequentemente no vocal de apoio na maioria das canções. Durante meados de 1965, foi recrutado pelo cantor Marty Balin para a fundação da banda.

Durante o período de transição no início da década de 70, com a desintegração da banda, Kantner gravou Blows Against the Empire, um álbum conceitual com um grupo de músicos que ele chamou Jefferson Starship, marcando o primeiro uso desse nome. Essa edição da banda incluiu membros do Crosby, Stills, Nash & Young (David Crosby e Graham Nash) e membros do Grateful Dead (Jerry Garcia, Bill Kreutzmann e Mickey Hart), assim como alguns dos membros remanescentes do Jefferson Airplane (Grace Slick, Joey Covington e Jack Casady). Neste álbum, Kantner e Slick cantaram sobre um grupo de pessoas escapando da Terra numa nave espacial sequestrada. Durante essa época, Kantner e Slick tiveram um caso e a sua filha China Kantner nasceu logo após.

Kantner e Slick (com um grupo similar de músicos, mas sem o crédito de "Jefferson Starship") lançaram também Sunfighter (1971) e Baron von Tollbooth & the Chrome Nun (1973). Já na época de lançamento deste segundo álbum, com Kaukonen e Casady devotando todo seu tempo no Hot Tuna, os músicos da banda de Kantner e Slick formaram o núcleo da nova formação dos Jefferson Airplane, denominada Jefferson Starship em 1974, agora oficialmente. A formação ainda incluía John Barbata, Papa John Creach, Pete Sears e Craig Chaquico. Apesar de Balin não estar nessa formação, ele reuniu-se com a banda durante o trabalho de gravação de Dragonfly, o primeiro do novo grupo.

Em 1984, Kantner deixou o grupo, mas não antes de tomar ações legais contra seus ex-colegas de banda sobre o nome "Jefferson". Ganhando a causa, o resto da banda teve que reduzir seu nome para "Starship", marcando a terceira encarnação do grupo. No ano seguinte, Paul Kantner reuniu-se com Balin e Jack Casady para formar o KBC Band, lançando somente um álbum homónimo em 1987 pela Arista Records.

Com a união dos três músicos, a KBC Band abriu portas para uma reunião completa dos Jefferson Airplane. Em 1988, durante um concerto a solo em São Francisco, Paul Kantner reuniu-se com Grace Slick e outros dois integrantes dos Airplane para uma aparição pública que culminou numa reunião formal com os membros da formação clássica de 1966-1970 da banda, incluindo Marty Balin, mas sem Spencer Dryden. Um álbum homónimo foi lançado pela Columbia Records.

Kantner morreu em S. Francisco, dia 28 de janeiro de 2016, aos 74 anos, devido à falência múltipla dos órgãos e choque séptico, depois de ter sofrido um ataque cardíaco, na sequência de outro ataque cardíaco que tivera dias antes.

    

 

Elis Regina nasceu há oitenta e um anos...

        

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma intérprete brasileira. Conhecida por sua presença de palco histriónica sua voz e sua personalidade, Elis Regina é considerada por muitos críticos, comentadores e outros músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.

   
 

Rudolph Nureyev nasceu há 88 anos...

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Rudolf Khametovich Nureyev ou Rudolf Xämät uğlı Nuriev (Irkutsk, 17 de março de 1938 - Paris, 6 de janeiro de 1993) foi um bailarino soviético. Nasceu na Rússia Soviética, transformando-se num dos mais celebrados bailarinos do século XX e a primeira vedeta masculina do mundo da dança desde Vaslav Nijinsky.
Em 17 de junho de 1961, quando estava em turnê com o Kirov em Paris, furou a barreira da segurança soviética e pediu asilo político no Aeroporto de Le Bourget.
Em 1989 dançou na União Soviética pela primeira vez desde que a abandonara. Nureyev fez a sua última aparição pública em outubro de 1992, como diretor na estreia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.
Nureyev morreu em 1993, em Paris, França, por complicações decorrentes de SIDA.
 
Primeiro romance
Teja Kremke era um belo e jovem estudante de dança da República Democrática Alemã, três anos mais novo que Nureyev. Antes da fuga de Nureyev para o Ocidente, Kremke e Nureyev tornaram-se amigos inseparáveis em São Petersburgo, durante cerca de seis meses, no que teria sido o primeiro romance homossexual de Nureyev. Apesar da sua juventude, Kremke soube perceber as restrições e constrangimentos a que Nureyev estaria sujeito na rígida União Soviética comunista e encorajou-o a fugir para o Ocidente. Nureyev, apesar de fortemente vigiado pela KGB, e após uma turnê em Paris que lhe rendeu a alcunha de "melhor bailarino do mundo", assim fez e, logo depois, telefonou para Kremke, então já em Berlim Oriental, a pedir-lhe para que se lhe juntasse em Paris. Kremke, pressionado pela sua mãe, que queria que ele terminasse o curso de dança, hesitou. Num espaço de dias o Muro de Berlim foi erguido, isolando Berlim Oriental do resto da Europa Ocidental e isolando Nureyev do seu primeiro amor.
   
 

Os ditadores ibéricos assinaram um Tratado de Amizade e Não Agressão há 87 anos


(imagem daqui)
       
O Tratado de Amizade e Não Agressão Luso-Espanhol, ou Pacto Ibérico, foi um tratado assinado em 17 de março de 1939, pelo Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, António de Oliveira Salazar, e pelo embaixador de Espanha, Nicolás Franco (irmão mais velho de Francisco Franco).
   
História
Na Guerra Civil Espanhola, deflagrada em julho de 1936, estava fundamentalmente em causa a implantação de um regime republicano parlamentar ou de um regime fascista em Espanha, que poderia influenciar toda a Península Ibérica, e até mesmo o resto da Europa. Por esta razão, o Estado Novo, liderado pelo antiparlamentarista António de Oliveira Salazar, alinhou-se com o general nacionalista Francisco Franco, sendo discutido pelos historiadores se foram ou não enviadas forças militares portuguesas para Espanha (o que nunca foi reconhecido oficialmente).
A posição e ação (sobretudo diplomática), a nível regional e internacional, de Portugal sobre o conflito espanhol contribuíram muito significativamente para que a causa anti-republicana vencesse em Espanha. Esta grande ajuda do Estado Novo aos nacionalistas/fascistas espanhóis levou com que Portugal e Espanha assinassem um tratado, em 17 de março de 1939.
Nos termos do documento, os dois países estabeleciam relações de amizade e comprometiam-se a efetuar consultas diversas entre si, com vista a uma ação concertada. Implicitamente, o que ficava consagrado era uma identidade de interesses e um pacto entre dois regimes essencialmente análogos, o Estado Novo e a ditadura do general Francisco Franco, que estava prestes a emergir da guerra civil.
Curiosamente, as negociações que conduziram à assinatura do tratado tiveram o apoio ativo da diplomacia do Reino Unido, que via nesta aliança um vantajoso contraponto, no próprio continente, às tentações expansionistas da Alemanha e da Itália, potências que já marcavam presença forte na Guerra Civil de Espanha.
Os termos da aliança de 1939 foram precisados num protocolo adicional em 29 de julho de 1940, que instituía com valor obrigatório certas consultas mútuas entre os Estados ibéricos.
Terá sido em parte devido a estes compromissos com Portugal que a Espanha manteve a sua posição de não-beligerância ao longo da Segunda Guerra Mundial, embora alguns sectores políticos espanhóis se inclinassem para a intervenção no conflito.
Com a queda dos regimes salazarista e franquista, foi assinado entre os dois países, em 1978, um novo tratado de amizade e cooperação, mas sem a mesma componente militar do tratado original.
     

Scott Gorham, guitarrista dos Thin Lizzy, nasceu há 75 anos...!

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Scott Gorham (Glandale, Califórnia, 17 de março de 1951) é um guitarrista e compositor dos Estados Unidos, conhecido internacionalmente como um dos "guitarristas gémeos" da banda de rock irlandesa Thin Lizzy. Apesar de não ser membro fundador dos Thin Lizzy, ele é mais conhecido pela sua participação contínua depois de passar um teste e entrar para a banda durante o tempo em que a banda estava em hiato, após a saída do guitarrista Eric Bell. Gorham permaneceu na banda entre 1974 até à separação, em 1984. Ele e o guitarrista Brian Robertson, ambos contratados ao mesmo tempo, marcaram o início do período mais crítico do sucesso da banda, e juntos desenvolveram foram conhecidos como os "guitarristas gémeos" da banda.
      

   

Gary Sinise celebra hoje 71 anos

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Gary Alan Sinise (Blue Island, 17 de março de 1955) é um premiado ator norte-americano, diretor de cinema e músico. Durante a sua carreira ganhou vários prémios, incluindo um Emmy e um Globo de Ouro, além de ser nomeado para um Óscar. Também é conhecido pela personagem do detetive "Mac Taylor" na série CSI: New York. (2004-2013)
Sinise é conhecido por vários papéis memoráveis ​​durante a sua carreira. Estes incluem os papéis de George Milton na adaptação cinematográfica bem sucedida de Ratos e Homens, o tenente Dan Taylor em Forrest Gump, para o qual ele foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Coadjuvante, Harry S. Truman em Truman, com o qual ganhou um Globo de Ouro, Ken Mattingly em Apollo 13, o detetive Jimmy Shaker, em Ransom, e George C. Wallace no filme de televisão George Wallace, com o qual foi premiado com um Emmy.
É também integrante de uma banda denominada Lieutenant Dan Band que atua em prol da caridade e de associações sem fins lucrativos, onde toca baixo. O nome Lieutenant Dan ou Tenente Dan era o personagem de "Gary" no filme Forrest Gump, onde contracenou com Tom Hanks e fez o papel do amigo salvo por Forrest, durante e após a Guerra do Vietname.
      

Uma erupção do Agung, em Bali, matou milhares de pessoas há 63 anos

    
O Monte Agung (em indonésio: Gunung Adung) é um estratovulcão localizado no leste da ilha de Bali, na Indonésia. É o ponto mais alto da ilha, e possui 3.142 metros de altitude. A sua última grande erupção foi no ano de 1963, quando os fluxos piroclásticos (nuvens ardentes) mataram milhares de pessoas. Durante essa erupção, o Agung expeliu cinza a uma altura de vinte quilómetros, permanecendo ativo por um ano. A lava expelida deslocou-se 7,5 quilómetros, e as cinzas chegaram a Jacarta, a cerca de mil quilómetros de distância.
  
   
  
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Mount Agung is at the left; Mount Batur, or what remains of it, is to the right of center; on the far right is Mount Bratan (this view is looking to the south west)


The eruption of 1963 was one of the largest and most devastating eruptions in Indonesia's history.
On February 18, 1963, local residents heard loud explosions and saw clouds rising from the crater of Mount Agung. On February 24, lava began flowing down the northern slope of the mountain, eventually traveling 7 km in the next 20 days. On March 17, the volcano erupted (VEI 5), sending debris 8 to 10 km into the air and generating massive pyroclastic flows. These flows devastated numerous villages, killing an estimated 1,100–1,500 people. Cold lahars caused by heavy rainfall after the eruption killed an additional 200. A second eruption on May 16 led to pyroclastic flows that killed another 200 inhabitants. Minor eruptions and flows followed and lasted almost a year.
The lava flows missed, sometimes by mere yards, the Mother Temple of Besakih. The saving of the temple is regarded by Balinese as miraculous and a signal from the gods that they wished to demonstrate their power but not destroy the monument that the Balinese had erected.
Andesite was the dominant lava type with some samples mafic enough to be classified as basaltic andesite.
  

O satélite Vanguard 1 foi lançado há 68 anos

    
O Vanguard 1 foi o quarto satélite artificial, lançado pelos Estados Unidos da América, e atualmente é o mais antigo satélite que ainda permanece na órbita da Terra. Já não está operacional, ou seja, não está mais em comunicação com a Terra e permanece como a peça mais antiga de lixo espacial ainda em órbita na atualidade, sendo o primeiro satélite a ser alimentado por energia solar. O Vanguard 1 foi desenhado para testar as capacidades de lançamento de um veículo com 3 estágios, como parte do Projeto Vanguard, e para testar os efeitos ambientais do espaço sobre os seus sistemas durante a sua operação na órbita terrestre. Ele foi também usado para obter medidas geodésicas terrestres.

(...)

Um veículo propulsor de 3 estágios colocou o satélite Vanguard 1 numa órbita elíptica de 654×3969 km, período de 134,2 minutos e com inclinação de 34,25º em 17 de março de 1958. A estimativa original calculou que iria orbitar a Terra até 2.000 anos, mas foi descoberto posteriormente que o arrasto atmosférico, somado com a pressão de radiação solar, durante os picos de atividade solar, produziram perturbações significativas na altura do perigeu. Tais perturbações causaram uma significante queda na expectativa de vida do satélite para apenas cerca de 240 anos.

Hoje é dia de ouvir música celta...

Hoje é dia de ouvir Smashing Pumpkins...!

Saudades do Nuno Júdice...

(imagem daqui)

 

Botânica: o cipreste

   
  
No canto de terra onde o plantaram,
procura o sentido da linha recta. Não pretende
o círculo, a roda das estações, a fuga ao
eixo que a gravidade lhe impõe. Aceita
que o céu é o seu destino; e por isso
as suas raízes que se alimentam dos mortos,
que lhes cedem as almas para
que o tronco as liberte, no inverno,
quando o frio faz vibrar a luz que
o envolve. Não oferece a sombra
a quem passa; não pede a companhia
dos amantes que o evitam, em busca
de um abrigo de flores. O seu destino
é o ponto que o olhar fixa, para além
do azul, num infinito em que outras
raízes crescem, bebendo o leite negro
das mitologias.
   

  
 

in As coisas mais simples (2006) - Nuno Júdice

Othniel Charles Marsh, um paleontólogo participante na Guerra dos Ossos, morreu há 127 anos

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Othniel Charles Marsh (Lockport, 29 de outubro de 1831 - New Haven, 18 de março de 1899) foi um paleontólogo dos Estados Unidos da América, pioneiro da aplicação da teoria da evolução à interpretação de espécies fósseis.
Marsh nasceu no estado de Nova Iorque, no seio de uma família abastada. Estudou em vários colégios e instituições privadas até 1860, quando se graduou em Geologia e Mineralogia na Universidade de Yale. Nos anos seguintes prosseguiu os estudos na Alemanha, onde aprofundou os seus conhecimentos em paleontologia e anatomia na Universidade de Berlim, Universidade de Breslau e Universidade de Heidelberg. Regressando aos Estados Unidos em 1866, tornou-se professor de Paleontologia de Vertebrados em Yale. É por volta desta altura que convence o seu tio, George Peabody, a financiar o Museu Peabody de História Natural, ainda hoje existente em Yale.
O principal trabalho da carreira científica de Marsh como paleontólogo foi o estudo de diversas espécies basais de equídeos. As suas interpretações foram pioneiras no estabelecimento de uma linha evolutiva, desde as formas primitivas do grupo até aos representantes modernos do género Equus, e ajudaram a credibilizar a teoria da evolução de Charles Darwin.
Os equídeos não foram, no entanto, o único foco da sua carreira científica. Marsh estudou muitos outros grupos e, em 1871, foi o primeiro paleontólogo a identificar exemplares de pterossauros na América. Outras descobertas fundamentais da sua autoria foram diversas espécies de aves cretácicas, como o Ichthyornis e o Hesperornis, e dinossauros como o Apatosaurus e o Allosaurus.
À medida que as descobertas de fósseis se desenvolviam e novas espécies eram descritas, a paleontologia popularizou-se, em particular devido a exemplares espetaculares de carnívoros de grandes dimensões como o tiranossauro. O interesse do público incentivou a criação de museus de história natural, que competiam entre si pelas exibições mais atrativas. Em consequência, a procura de fósseis acelerou, bem como a competição entre paleontólogos por novas descobertas. Marsh protagonizou com Edward Drinker Cope uma rivalidade paleontológica que mereceu a designação de “guerra dos ossos” nos media de então. Estimulados pela concorrência do adversário, Marsh e Cope descreveram cerca de 120 novas espécies de dinossauro entre si, nos finais do século XIX.
Marsh morreu em 1899 e está sepultado em New Haven, no Connecticut.

  

O apatossauro (Apatosaurus, do latim "lagarto falso") um dinossáurio do Jurássico
 

     

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Brontosaurus excelsus in the Yale Peabody Museum of Natural History


He named the suborders Ceratopsia (1890), Ceratosauria (1884), Ornithopoda (1881), Stegosauria (1877) and Theropoda.
He also named the families Allosauridae (1878), Anchisauridae (1885), Camptosauridae (1885), Ceratopsidae (1890), Ceratosauridae, Coeluridae, Diplodocidae (1884), Dryptosauridae (1890), Nodosauridae (1890), Ornithomimidae (1890), Plateosauridae (1895), and Stegosauridae (1880).
He also named many individual species of dinosaurs.
Dinosaurs named by others in honour of Marsh include Hoplitosaurus marshi (Lucas, 1901), Iaceornis marshi (Clarke, 2004), Marshosaurus (Madsen, 1976), Othnielia (Galton, 1977), and Othnielosaurus (Galton, 2007).
Marsh's finds formed the original core of the collection of Yale's Peabody Museum of Natural History. The museum's Great Hall is dominated by the first fossil skeleton of Brontosaurus that he discovered, which was reclassified as Apatosaurus for a time. However, an extensive study published in 2015 concluded that Brontosaurus was a valid genus of sauropod distinct from Apatosaurus.
He donated his home in New Haven, Connecticut, to Yale University in 1899. The Othniel C. Marsh House, now known as Marsh Hall, is designated a National Historic Landmark. The grounds are now known as the Marsh Botanical Garden.
Marsh was elected a member of the American Antiquarian Society in 1877.
Marsh formulated the Law of brain growth, which states that, during the tertiary period, many taxonomic groups presented gradual increase in the size of the brain. This evolutionary law remains being used due to its explanatory, and to a certain extent, predictive potential
       

A exposição que mostrou o valor da pintura de van Gogh ao mundo foi há 125 anos...


Onze anos após suicídio, quadros de Van Gogh são exibidos em Paris

Em 17 de março de 1901, quadros do pintor holandês Vincent van Gogh são exibidos na galeria Bernheim-Jeune em Paris. Os 71 quadros, que capturavam seus objetos com fortes pinceladas e cores expressivas, causaram viva sensação no mundo da arte. Onze anos antes, enquanto vivia em Auvers-sur-Oise, arredores de Paris, van Gogh cometeu suicídio, sem ter qualquer noção de que seus trabalhos teriam um destino: o de conquistar a consagração, muito além de seus enlouquecidos sonhos. 
Em vida, van Gogh tinha conseguido vender apenas um quadro por míseros francos. Recentemente, uma de suas pinturas – Os Girassóis da Yasuda – foi vendida num dos leilões da Casa Christie de Londres em 1987 por exatamente 40 milhões de dólares.
Nascido em Zundert, Holanda, em 1853, van Gogh trabalhou como vendedor numa galeria de arte, como professor de idioma, como vendedor de livros e como evangelizador entre mineiros belgas, antes de se fixar em sua verdadeira vocação como artista plástico.
O que é conhecida como sua “década produtiva” começou em 1880, tendo se limitado nos primeiros anos quase que inteiramente em desenhos e aguarelas enquanto ia adquirindo competência técnica. Ele estudou desenho na Academia de Bruxelas e em 1881 estabeleceu-se na Holanda para trabalhar tendo como motivo a natureza.

Fase pós-impressionista
O seu mais famoso quadro do período holandês foi o sombrio e pouco sofisticado “Os comedores de batatas” (1885), que não escondia a influência de Jean-Francois Millet, um pintor francês famoso por seus temas campestres.
Em 1886, van Gogh passou a viver com seu irmão, Theo, em Paris. Lá, van Gogh encontrou-se com os mais destacados pintores franceses do período do pós-impressionismo como Henri de Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin, Camille Pissarro e Georges Seurat. Foi bastante influenciado pelas teorias desses artistas e a conselho de Pissarro adotou o estilo de cores primárias bastante fortes, como o amarelo, para as quais o pintor atribuía significados próprios e pelo qual se tornou famoso. Seu quadro “Retrato do Pai Tanguy (1887) foi a sua primeira obra de sucesso em sua nova fase pós-impressionista.
Em 1888, van Gogh, mentalmente exausto e sentindo estar se tornando um fardo para Theo, deixou Paris e passou a residir em Arles, no sudeste da França. O ano que se seguiu marcou seu primeiro grande período. Trabalhando com grande velocidade e intensidade, produziu um conjunto de obras magistrais como a série de Girassóis e o “Café à Noite”.

Orelha
Esperava formar uma plêiade de pintores com a mesma visão artística em Arles. Gauguin juntou-se a ele para dois tensos meses que culminaram quando van Gogh ameaçou Gauguin com uma lâmina de barbear para em seguida, subitamente, cortar um pedaço de sua própria orelha. Foi seu primeiro acesso de doença mental, diagnosticado como demência.
Van Gogh passou duas semanas no Hospital de Arles e em abril de 1889 internou-se no asilo de Saint-Remy-en-Provence. Ali permaneceu por 12 meses, continuando a trabalhar nos interregnos dos recorrentes ataques. Um dos grandes quadros desse período foi o visionário e em redemoinhos “Noite Estrelada” (1889).
  
Suicídio
Em maio de 1890, deixou o asilo, visitando Theo em Paris antes de passar a viver com Paul-Ferdinand Gachet, um médico homeopata, amigo de Pissarro, em Auvers-sur-Oise. Trabalhou com entusiasmo por diversos meses, porém, o seu estado emocional e mental logo se deteriorou. No final de julho de 1890, sentindo-se que era um peso para Theo e outros, atirou contra si mesmo. Morreu dois dias mais tarde, em 29 de julho, nos braços do seu irmão.
Havia exibido algumas telas no Salão dos Independentes em Paris e em Bruxelas. Após a sua morte ambos os salões realizaram uma pequena amostra do seu trabalho, como homenagem póstuma. Na década que se seguiu um punhado de outras exibições de Van Gogh teve lugar, mas foi somente com a mostra da galeria Bernheim-Jeune, em 1901, que foi reconhecido como um verdadeiro grande pintor. Nas décadas seguintes a sua fama cresceu exponencialmente e hoje em dia as suas obras estão entre as mais consagradas no mundo da arte.
  

Nat King Cole nasceu há 107 anos...

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Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Coles, (Montgomery, 17 de março de 1919 - Santa Mónica, 15 de fevereiro de 1965) foi um cantor e músico de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole. O nome "King Cole" veio de uma popular cantiga de roda inglesa, conhecida como Old King Cole.
A sua voz marcante imortalizou várias canções, como: Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais nas línguas espanhola e portuguesa.
As suas músicas românticas tinham um toque especial, que, em conjunto com a sua voz associada ao piano, tornando-o assim um artista de grande sucesso.
A sua então revolucionária formação, com piano, guitarra e baixo, no tempo das big bands, tornou-se popular para trios de jazz.
Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde seu pai era pastor. Desde criança ele esteve ligado à música, tocando junto ao coral da mesma igreja. Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida, sempre se recusando a cantar em plateias com segregação racial.
Por ter o hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor morreu vítima de cancro. Encontra-se sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Glendale), Glendale, Los Angeles, nos Estados Unidos. Um de seus últimos trabalhos foi no filme Cat Ballou, onde canta a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.
  
Infância em Chicago
O seu pai, Dwon Edard Coles, era talhante e pastor da Igreja Batista. A sua família mudou-se para Chicago quando Nat ainda era criança. Lá, o pai tornou-se pastor e a mãe, Perlina Adams, ficou encarregada de tocar o órgão da igreja. Foi a única professora de piano que Nat teve em toda sua vida. Aprendeu tanto jazz como música gospel, sem esquecer alguma música clássica.
  
Início da carreira de cantor
O seu primeiro sucesso como cantor foi a gravação em 1943 pela Capitol Records de "Straighten Up and Fly Right" baseada num conto popular negro que seu pai havia usado como tema para um sermão. Vendeu mais de 500 mil cópias. Embora Cole nunca viesse a ser considerado um músico de rock, a canção pode ser vista como antecipando os as primeiras gravações de rock. De facto, Bo Didley, que fez semelhantes transformações de materiais tradicionais, creditava Cole como uma influência.
  
Fazendo a história da televisão
Em 5 de novembro de 1956, The Nat King Cole Show estreou na NBC-TV. Foi o primeiro programa deste tipo comandado por um afro-americano, causando controvérsia na época. Ficou no ar por um ano e pouco, mas teve de ser encerrado, por iniciativa do próprio Nat King Cole, por não ter conseguido nenhum patrocínio de âmbito nacional.
    
Racismo
Cole lutou contra o racismo toda sua vida e raramente se apresentou em lugares segregacionistas. Em 1956 foi atacado no palco durante um show em Birmingham, Alabama, enquanto cantava "Little Girl", por três membros do North Alabama White Citizens Council que aparentemente tentavam sequestrá-lo. Os três agressores avançaram pelos corredores da plateia. Embora a segurança tenha rapidamente acabado com a invasão, Cole foi derrubado do seu banco e magoou as costas. Ele não acabou o show e nunca mais se apresentou no sul dos EUA. Os agressores foram julgados e condenados.
Em 1948 comprou uma casa num condomínio só de brancos nos arredores de Los Angeles. A KKK ateou fogo numa cruz em frente à sua casa. O conselho do condomínio disse-lhe que não queriam indesejáveis mudando-se para lá. Ele concordou e disse "Eu também não, se eu vir alguém indesejável mudando-se, serei o primeiro a reclamar".
Em 1956 foi contratado para se apresentar em Cuba e quis ficar no Hotel Nacional de Cuba, mas não lhe foi permitido porque tinham restrição (color bar) para negros. Cole honrou o seu contrato e o seu show no Tropicana foi um grande sucesso. No ano seguinte voltou a Cuba para outro show, cantando várias músicas em espanhol. Hoje existe um tributo a ele, na forma de um busto e uma jukebox, no Hotel Nacional.
  
 

Billy Corgan, o vocalista dos Smashing Pumpkins, faz hoje 59 anos

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Billy Corgan, nome artístico de William Patrick Corgan (Elk Grove Village, 17 de março de 1967) é um vocalista, guitarrista e compositor dos Estados Unidos. É o vocalista e guitarrista da banda de rock alternativo The Smashing Pumpkins.
       
   

Caroline Corr comemora hoje cinquenta e três anos

   

Caroline Georgina Corr (Dundalk, 17 de março de 1973) é uma instrumentista musical da República da Irlanda, conhecida por ser a baterista da banda de folk rock, formada por irmãos, The Corrs. As suas atribuições na banda transcendem a bateria, tocando também instrumentos como o bodhrán e o piano. Por vezes, também participa nos coros, nalgumas canções.

  

 

Hozier - 36 anos

Hozier

Andrew Hozier-Byrne
(Bray, County Wicklow, 17 de março de 1990), ou apenas Hozier, é um músico e cantor irlandês. Em 2013 lançou o seu primeiro extended play (EP), que inclui o single "Take Me to Church", canção que em 2014 e 2015 se tornaria um êxito mundial e que rendeu a Hozier a indicação ao Grammy Award de Canção do Ano na edição de 2015. Ao fim de três álbuns e mais seis extended plays, em 2024 Hozier lançou o EP Unheard, que contém o seu segundo êxito mundial, "Too Sweet", que foi a sua primeira canção a alcançar o número um nos EUA, no Reino Unido, na Irlanda, na Austrália, na Nova Zelândia e na Islândia. 
A música de Hozier baseia-se principalmente na música folk, soul e blues e as letras do músico irlandês abordam frequentemente temas religiosos e literários, assumindo posições políticas ou de justiça social.
 
 

O referendo que acabou com o apartheid na África do Sul há trinta e quatro anos

Bandeira da África do Sul adotada após o fim do apartheid

 

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The 1992 referendum was held in South Africa on 17 March of that year. In it, white South Africans were asked to vote in the country's last whites-only referendum to determine whether or not they supported the negotiated reforms begun by State President F.W. de Klerk two years earlier, in which he proposed to end the apartheid that had been started in 1948. The result of the election was a large victory for the "yes" side, which ultimately resulted in apartheid being lifted.
  

António José Saraiva morreu há 33 anos...


António José Baptista Saraiva
(Leiria, 31 de dezembro de 1917 - Lisboa, 17 de março de 1993) foi um professor e historiador de literatura portuguesa.

Biografia
Segundo dos sete filhos de José Leonardo Venâncio Saraiva e de Maria da Ressurreição Baptista, a sua família transferiu-se de Leiria para Lisboa, tinha António José Saraiva 15 anos.
Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em Filologia Românica, em 1942, com a tese Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval.
Em Lisboa conhece Óscar Lopes, com quem escreverá, em co-autoria, a História da Literatura Portuguesa, publicada pela 1.ª vez em 1955.
Opositor do salazarismo, foi militante do Partido Comunista Português, de onde saiu, em rutura, depois de uma viagem à União Soviética.
Apoiou a candidatura do general Norton de Matos à Presidência da República, em 1949. Nesse ano foi preso e impedido de ensinar. Durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas, nomeadamente no semanário Mundo Literário (1946-1948).
António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante obra, considerada uma referência nos domínios da história da literatura e da história da cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins), quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa.
Foi o pai do jornalista José António Saraiva e era irmão do divulgador de História José Hermano Saraiva, do qual sempre foi muito próximo. Foi também sobrinho, pelo lado materno, de José Maria Hermano Baptista, militar centenário, (1895 - 2002, viveu até aos 107 anos) o último sobrevivente veterano português que combateu na I Guerra Mundial
   

Porque um poeta nunca morre enquanto é recordado...



AUSÊNCIA



Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais — um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser complicadas,
quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refração de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim — e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.



Nuno Júdice

Alex Chilton morreu há dezasseis anos...

Chilton singing and playing the guitar
      

Alex Chilton (born William Alexander Chilton; Memphis, December 28, 1950 – New Orleans, March 17, 2010) was an American musician, singer-songwriter and record producer, best known as the lead singer of the Box Tops and Big Star. Chilton's early commercial success in the 1960s as a teen vocalist for the Box Tops was never repeated in later years with Big Star and in his subsequent indie music solo career on small labels, but he drew an intense following among indie and alternative rock musicians. He is frequently cited as a seminal influence by influential rock artists and bands, some of whose testimonials appeared in the 2012 documentary Big Star: Nothing Can Hurt Me

   

(...)  

    

Chilton was taken to a hospital in New Orleans on Wednesday, March 17, 2010, complaining of health problems, and died the same day of a heart attack. Chilton had experienced at least two episodes of shortness of breath in the week prior to his fatal heart attack, though he did not seek medical attention in part because he did not have health insurance. He was survived by his wife, Laura, a son, Timothee, and a sister, Cecilia.

He had been scheduled to play a concert with Big Star at the South by Southwest music festival in Austin, Texas, on March 20; the show instead took place as a tribute to Chilton, with guests Curt Kirkwood, Chris Stamey, M. Ward, Mike Mills, John Doe, Sondre Lerche, Chuck Prophet, Evan Dando, the Watson Twins, and original member Andy Hummel (who died four months later) joining the other members of Big Star.

 

    

in Wikipédia