sábado, abril 25, 2026

Música para recordar um escritor...

Hojé dia de ouvir ABBA...!

Um terramoto afetou o Nepal há onze anos...

Hipocentro 15 km
Magnitude 7.8 MW
Data 25 de abril de 2015
Zonas atingidas  Nepal,  Índia,  Bangladesh,  Paquistão e  China
Vítimas 8.259 mortos
19.000 feridos

 

   
O Sismo do Nepal de 2015 foi um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter, ocorrido em 25 de abril de 2015, que resultou em milhares de feridos e mortos no Nepal, Índia, Bangladesh, Paquistão e China. O mais atingido foi o Nepal, sendo este o mais violento terremoto a atingir o país em 81 anos. O governo nepalês declarou estado de emergência e mais de 4,6 milhões de pessoas foram afetadas pela tragédia.
A duração do tremor variou entre 30 segundos e 2 minutos e ele foi sentido também na Índia, Bangladesh e no Tibete, além de ter provocado uma avalanche no Monte Everest, onde causou a morte de dezoito alpinistas.

Um segundo grande terremoto ocorreu a 12 de maio de 2015, com uma magnitude de momento de 7,3. Mw. O epicentro foi perto da fronteira com a China, entre a capital Katmandu e o Monte Everest. Mais de 65 pessoas foram mortas e mais de 1.200 ficaram feridas por conta deste novo tremor de terra.

  

 

Agostinho dos Santos nasceu há 94 anos...

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Agostinho dos Santos (São Paulo, 25 de abril de 1932 - Paris, 12 de julho de 1973) foi um cantor e compositor brasileiro. O seu maior sucesso foi cantando músicas da peça Orfeu da Conceição e depois do filme Orfeu Negro, como Manhã de Carnaval e Felicidade. Participou da apresentação de bossa nova no Carnegie Hall, em Nova Iorque (1962). Faleceu em 1973, num trágico desastre aéreo, nas imediações do Aeroporto de Orly, em Paris, no Voo Varig 820.
     

 

 

Felicidade - Agostinho dos Santos
Tom Jobim /Vinicius de Moraes

Tristeza não tem fim
Felicidade, sim...

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar...

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento do sonho
P'ra fazer a fantasia de rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade, sim...

A felicidade é como a gota de orvalho
Numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor
P'ra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos do amor

Tristeza não tem fim
Tristeza... 

Corín Tellado nasceu há 99 anos...

 

María del Socorro Tellado López (El Franco, 25 de abril de 1927 - Gijón, 11 de abril de 2009) foi uma escritora de romances e fotonovelas espanhola. As suas obras foram best-sellers em vários países de língua espanhola, vendendo mais de 400 milhões de cópias.

Em três ou quatro palavras, seus títulos apresentam os dois personagens principais (um homem e uma mulher, como em todos os melodramas) e os conflitos que se ligam por um verbo, sempre expressado como o desejo ou uma necessidade do protagonista.
   
https://folhassoltas.com.pt/wp-content/uploads/2024/04/IMG-20240404-WA0042.jpg
      

Uderzo nasceu há 99 anos...

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Albert Uderzo (Fismes, 25 de abril de 1927 - Neuilly-sur-Seine, 24 de março de 2020) foi um desenhador de histórias em quadradinhos francês, célebre por ter criado, em parceria com René Goscinny, o personagem Asterix, bem como outros personagens, como Humpá-Pá.

  

  

Manuel Freire comemora hoje oitenta e quatro anos

https://antena1.rtp.pt/wp-content/uploads/2024/07/Manuel-Freire-Antena-1-810x443.jpg
(imagem daqui)
  
Manuel Augusto Coentro de Pinho Freire (Vagos, 25 de abril de 1942) é um cantor português.
   
(...)   
    

Obtém enorme projeção em 1969, ao aparecer no programa Zip-Zip, onde lança Pedra Filosofal, com poema de António Gedeão, que popularizou e cuja interpretação lhe valeu o Prémio da Imprensa desse ano, em conjunto com Fernando Tordo. Foi distinguido também com o Prémio Pozal Domingues.

No ano de 1971 foi editado o EP "Dulcineia" e o álbum "Manuel Freire" onde aparecem os temas dos primeiros EP's e onde musicou poemas de António Gedeão, José Gomes Ferreira, Fernando Assis Pacheco, Eduardo Olímpio, Sidónio Muralha e José Saramago.

Em 1972 colaborou na banda sonora da longa-metragem de Alfredo Tropa, "Pedro Só". Em 1973 lança o EP com os temas "Abaixo D. Quixote", "Pequenos deuses Caseiros", "Menina Bexigosa" e "ouvindo bethoven". Ainda em 1973 participou no LP "De Viva Voz" de José Jorge Letria, gravado ao vivo também com a participação de José Afonso.

A editora Zip-Zip lança em 1974 o LP "Manuel Freire" com os Ep's e singles gravados para aquela editora.

Em 1977 lança um single com os temas "Que Faço Aqui" e "Um Dia" da peça "Os Emigrantes" de Slawomir Mrozek para o Teatro Experimental do Porto. Contou com a colaboração de Luís Cília no LP "Devolta" de 1978 editado pela Lamiré. Em 26 de janeiro de 1979 revelava ao Diário de Lisboa que pretendia fazer um disco infantil.

Em 1986, o disco lançado pela CGTP-IN, "100 Anos de Maio", inclui a sua música "Cais das Tormentas".

O disco "Pedra Filosofal" é lançado pela Strauss em 1993. Em 1995 atuou na Festa do Avante, numa homenagem a Adriano Correia de Oliveira, onde foi acompanhado pela Brigada Victor Jara.

A 9 de junho de 1995 foi feito Oficial da Ordem da Liberdade. Em 1996 recebeu a Medalha de Prata do concelho de Ovar.

"Lágrima de Preta" foi incluído na compilação "Sons de Todas as Cores", de 1997. Colaborou ainda no disco "Florestas Em Movimento", com Carlos Alberto Moniz, patrocinado pela Direção Geral das Florestas, e na compilação "Pelo sonho é que fomos".

O disco As Canções Possíveis onde canta a poesia de José Saramago, de "Os Poemas Possíveis", foi editado em 1999 pela Editorial Caminho.

Em 2003, no seguimento da contestação a Luiz Francisco Rebello, tornou-se presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Autores, acumulando com as funções de administrador-delegado até 2007.

Colaborou com José Jorge Letria e Vitorino num CD para crianças acerca da Revolução dos Cravos, intitulado "Abril, Abrilzinho", que foi editado em 2006.

 
  
    

 

   

Livre (não há machado que corte) - Manuel Freire 

Poema de Carlos de Oliveira e música de Manuel Freire

 

Não há machado que corte 

a raiz ao pensamento

não há morte para o vento 

não há morte

 

Se ao morrer o coração 

morresse a luz que lhe é querida 

sem razão seria a vida 

sem razão 

 

Nada apaga a luz que vive 

num amor num pensamento 

porque é livre como o vento 

porque é livre

A festa da libertação (o 25 de abril italiano) foi há oitenta e um anos

     

  
La festa della Liberazione, o semplicemente 25 aprile, è una festa nazionale della Repubblica Italiana che ricorre il 25 aprile di ogni anno.
È un giorno fondamentale per la storia d'Italia e assume un particolare significato politico e militare, in quanto simbolo della vittoriosa lotta di resistenza militare e politica attuata dalle forze armate alleate, dall'Esercito Cobelligerante Italiano ed anche dalle forze partigiane durante la seconda guerra mondiale a partire dall'8 settembre 1943 contro il governo fascista della Repubblica Sociale Italiana e l'occupazione nazista
 
   in Wikipédia

Al Pacino comemora hoje 86 anos


Alfredo James Pacino (Nova Iorque, 25 de abril de 1940) é um ator, produtor, roteirista e cineasta norte-americano de origem italiana. É conhecido especialmente por interpretar Michael Corleone na trilogia O Padrinho e Tony Montana em Scarface.

Ganhou o Óscar de Melhor Ator no 65ª Prémio da Academia pela sua atuação como Frank Slade em Perfume de Mulher. Antes de sua vitória já havia recebido sete indicações para o Óscar, incluindo uma naquele mesmo ano.

Fez a sua estreia no cinema em 1969 no filme Me, Natalie num papel menor de apoio, antes de atuar o papel principal no drama The Panic in Needle Park, de 1971. O grande avanço de sua carreira veio em 1972, com o papel de Michael Corleone em The Godfather, que lhe rendeu uma indicação ao Óscar de Melhor Ator Coadjuvante. As suas outras indicações para o Óscar de Melhor Ator Coadjuvante foram por Dick Tracy e Glengarry Glen Ross. Já as suas indicações para o Óscar de Melhor Ator Principal incluem The Godfather: Part II, Serpico, Dog Day Afternoon e ...And Justice for All.

Além de sua carreira no cinema, tem desfrutado de uma carreira de sucesso nos palcos, ganhando os Prémios Tony por Does a Tiger Wear a Necktie? (1969) e The Basic Training of Pavlo Hummel (1977). Fã de longa data de Shakespeare, fez sua estreia na direção com Looking for Richard, um quase-documentário sobre a peça Richard III. Al Pacino recebeu inúmeros prémios pelo conjunto da obra, incluindo um do American Film Institute. É um ator do método, tendo recebido aulas principalmente de Lee Strasberg e Charles Laughton no Actors Studio, em Nova York

 

Mário Laginha comemora hoje 66 anos

  
Mário João Laginha dos Santos (Lisboa, 25 de abril de 1960) é um pianista e compositor português da área do jazz.
  
 

E já passaram cinquenta e dois anos...!

  

    

(imagens daqui)

Liberdade
  
  
O poema é
A liberdade

Um poema não se programa
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha

Sílaba por silaba
O poema emerge


- Como se os deuses o dessem
O fazemos

  
  
  

Sophia de Mello Breyner Andresen
 
 
 

(imagem daqui)


A Salgueiro Maia
  
  
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido

... Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
   


Sophia de Mello Breyner Andresen

Música adequada à data...!

 

Chico Buarque - Tanto Mar


Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Emilio Salgari morreu há 115 anos...

 
Emilio Salgari
(Verona, 21 de agosto de 1862 - Turim, 25 de abril de 1911) foi um escritor italiano. É um dos 40 autores italianos mais traduzidos, apesar da sua obra ter sido ignorada pela crítica. Publicou 90 romances e, após a sua morte, os seus filhos publicaram 50 apócrifos do género de aventura, normalmente envolvendo o mar e piratas. De entre eles destacam-se as aventuras de Sandokan e o Corsário Negro.
 
Ingressou na Academia Naval de Veneza, alistou-se num barco mercantil e percorreu a costa Asiática. Regressou a Itália onde começou a ganhar sustento com as suas obras que começaram por serem publicadas em jornais. Casou-se com Ida Peruzzi, com quem teve quatro filhos. Mesmo com os êxitos dos seus livros os problemas económicos não deixaram de os seguir.

Depois da morte da sua esposa, Salgari suicidou-se em Turim.

  
 
 
     
in Wikipédia

 

Nota - nunca morrerás, Salgari, enquanto te continuarmos  a ler...

Ella Fitzgerald nasceu há 109 anos...

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Ella Jane Fitzgerald (Newport News, 25 de abril de 1917 - Beverly Hills, 15 de junho de 1996) também conhecida como a "Primeira Dama da Canção" (em inglês: First Lady of Song) e "Lady Ella", foi uma popular cantora de jazz dos Estados Unidos. Com uma extensão vocal que abrangia três oitavas, era notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no scat.
Considerada uma das intérpretes supremas do chamado Great American Songbook, teve uma carreira que durou 59 anos, venceu 14 prémios Grammy e recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.
Muito frequentemente é apontada por críticos e músicos dos Estados Unidos como a maior cantora do século XX.
    
    

Albert King nasceu há cento e três anos...

     
Albert King (Indianola, 25 de abril de 1923 - Memphis, 21 de dezembro de 1992) foi um influente guitarrista e cantor americano de blues. Foi considerado o 13º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone.
   
 
Biografia
Um dos "Três Kings" da guitarra Blues (junto com B.B. King e Freddie King), ele possuía uma figura imponente, de 1,93m de altura e 118 kg. Ele nasceu Albert Nelson numa família humilde em Indianola, Mississipi, em uma plantação de algodão onde trabalhou na sua juventude. Uma de suas primeiras influências musicais foi o pai, Will Nelson, que tocava guitarra. Durante a sua infância também cantava gospel na igreja local. Albert começou a sua carreira profissional num grupo chamado In the Groove Boys, em Osceola, Arkansas.
Seu primeiro sucesso foi "I'm A Lonely Man", lançado em 1959. Entretanto, foi apenas em 1961 com o lançamento de "Don't Throw Your Love On Me So Strong" que seu nome se tornou conhecido. Em 1966 King assinou contrato com a famosa gravadora Stax Records, e em 1967 lançou o seu lendário álbum Born Under a Bad Sign. Em 1968 ele foi contratado por Bill Graham para abrir os shows de John Mayall e Jimi Hendrix no Fillmore West, em San Francisco. A plateia logo descobriu de onde vinha o som de blues de Mayall e Hendrix.
Albert King era canhoto e tocava uma guitarra Gibson Flying V virada de forma que as cordas graves ficavam para baixo.
Albert King influenciou milhares de guitarristas, incluindo músicos famosos como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Mike Bloomfield, Stevie Ray Vaughan e Gary Moore. O solo de Eric Clapton na música "Strange Brew" (Cream, 1968) é uma cópia nota-a-nota do solo de King na música "Pretty Woman".
Albert King morreu a 21 de dezembro de 1992, vítima de uma crise de pancreatite aguda, em Memphis, Tennessee. Foi sepultado no Paradise Gardens Cemetery, Edmondson, Arkansas, nos Estados Unidos.
          
 

Rogério Flausino, o vocalista dos Jota Quest, faz hoje 54 anos

 
Rogério Flausino, nome artístico de Rogério Oliveira de Oliveira (Alfenas , 25 de abril de 1972) é um cantor, músico e compositor brasileiro, mais conhecido por ser o vocalista da banda Jota Quest

Nasceu e cresceu em Alfenas, Minas Gerais, filho de Maria das Graças Oliveira de Oliveira e Wilson da Silveira Oliveira. O seu avô, Zé Flausino, gravou um disco na década de 1970, premiado num concurso da antiga Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Foi do nome do avô que surgiu o nome artístico Flausino.

Aos doze anos, montou a sua primeira banda com o irmão Wilson Sideral e dois primos. Em 1987, tocava em festas e eventos na cidade, na banda Contato Imediato. Em 1989, começou a fazer um programa semanal, aos sábados, na rádio Atenas FM, juntamente com o locutor Celino Menezes, que comandava o programa Noite 94,1. Antes de ser músico, era analista de sistemas.

Em 1993, mudou-se para Nova Serrana. Através de um anúncio no jornal Estado de Minas, conheceu a banda Jonny Quest tocando em um bar. Após um teste, foi selecionado para ser vocalista do grupo, que, no final da década de 90, passou a se chamar Jota Quest e é uma das bandas mais bem-sucedidas da história do Brasil.

Venceu o Prémio Multishow de 2007 na categoria Melhor Cantor.

É irmão dos cantores Wilson Sideral e Flávio Landau e primo de segundo grau do também músico Marcus Menna, ex-vocalista e líder da banda LS Jack.

É casado com Ludmila Alves Carvalho, que se formou em Medicina pela UFMG em 2008. É pai de dois filhos, Nina e Miguel.

 
   
  

A revolução do 25 de Abril foi há cinquenta e dois anos...!

   

A Revolução de 25 de Abril, denominada por alguns Revolução dos Cravos, refere-se a um período da história de Portugal resultante de um movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976, com uma forte orientação socialista na sua origem.
Esta ação foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos. Este movimento surgiu por volta de 1973, baseando-se inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por atingir o regime político em vigor. Com reduzido poderio militar e com uma adesão em massa da população ao movimento, a resistência do regime foi praticamente inexistente e infrutífera, registando-se apenas 4 civis mortos e 45 feridos em Lisboa, pelas balas da DGS (antiga PIDE).
O movimento confiou a direção do País à Junta de Salvação Nacional, que assumiu os poderes dos órgãos do Estado. A 15 de maio de 1974, o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República. O cargo de primeiro-ministro seria atribuído a Adelino da Palma Carlos. Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares, que terminaram com o 25 de novembro de 1975.
Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República. Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional, no dia 25 de abril, denominado como "Dia da Liberdade".
  

Os portugueses elegeram (quase) democraticamente um parlamento constituinte há 51 anos...

(imagem daqui)
   
A Assembleia Constituinte foi a designação dada à assembleia parlamentar com funções constituintes prevista na Lei n.º 3/74, de 14 de maio, a qual foi eleita por sufrágio universal direto em eleições realizadas a 25 de abril de 1975, com o objetivo específico de elaborar uma nova constituição para a República Portuguesa após a queda do Estado Novo em resultado da revolução de 25 de Abril de 1974. A Assembleia Constituinte concluiu a discussão da nova Constituição a 31 de março de 1976, tendo a mesma sido aprovada em votação final global a 2 de abril do mesmo ano. Promulgada naquele mesmo dia, passou a vigorar como a Constituição da República Portuguesa de 1976. A Assembleia Constituinte, terminados os seus trabalhos, dissolveu-se naquela data, nos termos do n.º 3 do artigo 3.º da Lei que a criou.
  
Enquadramento jurídico
Pela Lei n.º 2/74, de 14 de maio, assinada pelo general António de Spínola, presidente da Junta de Salvação Nacional saída da Revolução dos Cravos, foram extintas a Assembleia Nacional e a Câmara Corporativa do Estado Novo. Nesse mesmo dia, pela Lei n.º 3/74, de 14 de maio, também emanada da Junta de Salvação Nacional, era definida a estrutura constitucional transitória que vigoraria até à entrada em vigor da nova Constituição.
Por aquela Lei, a Junta de Salvação Nacional, além de publicar em anexo o Programa do Movimento das Forças Armadas Portuguesas, fixava os órgãos que governariam Portugal no período de transição e criava (pelo artigo 3.º da Lei) uma Assembleia Constituinte à qual caberia elaborar e aprovar a nova Constituição Política.
A Assembleia Constituinte deveria aprovar a Constituição no prazo de noventa dias, contados a partir da data da verificação dos poderes dos seus membros, podendo, contudo, esse prazo ser prorrogado por igual período pelo Presidente da República, ouvido o Conselho de Estado. A Assembleia Constituinte dissolvia-se automaticamente uma vez aprovada a Constituição ou decorrido que fosse aquele prazo, devendo, neste segundo caso, ser eleita nova Assembleia Constituinte no prazo de sessenta dias.
A Assembleia Constituinte deveria ser eleita por sufrágio universal, direto e secreto. O número de membros da Assembleia, os requisitos de elegibilidade dos Deputados, a organização dos círculos eleitorais e o processo de eleição seriam determinados pela lei eleitoral.
Cabia ao Governo Provisório nomear, no prazo de quinze dias, a contar da sua instalação, uma comissão para elaborar o projeto de lei eleitoral e elaborar, com base no projeto da comissão referida, uma proposta de lei eleitoral a submeter à aprovação do Conselho de Estado, de modo a estar publicada até 15 de novembro de 1974.
As eleições para Deputados à Assembleia Constituinte deveriam realizar-se até 31 de março de 1975, em data a fixar pelo Presidente da República, sendo a Assembleia Constituinte convocada dentro de quinze dias após a sua eleição.
Aprovada a Constituição, a Assembleia Constituinte dissolveu-se automaticamente, a 2 de abril de 1976.
   
Resultados eleitorais e deputados eleitos
No ato eleitoral realizado a 25 de abril de 1975, para o qual existiam 6.231.372 eleitores inscritos, votaram 5.711.829 (91,66%), tendo-se abstido apenas 519.543 (8,34%). Concorreram 14 partidos e movimentos cívicos, obtendo os seguintes resultados:
 

Partido

Votos

Votos (%)

Assentos

Assentos
(%)

 

PS

2 162 972

37,87%

116

46,4%

 

PPD

1 507 282

26,39%

81

32,4%

 

PCP

711 935

12,46%

30

12%

 

CDS

434 879

7,61%

16

6,4%

 

MDP

236 318

4,14%

5

2%

 

FSP

66 307

1,16%

0

0%

 

MES

58 248

1,02%

0

0%

 

UDP

44 877

0,79%

1

0,4%

 

FEC(m-l)

33 185

0,58%

0

0%

 

PPM

32 526

0,57%

0

0%

 

PUP

13 138

0,23%

0

0%

 

LCI

10 835

0,19%

0

0%

 

ADIM

1 622

0,03%

1

0,4%

 

CDM

1 030

0,02%

0

0%

Totais

5 315 154

 

250

 

Votos em Branco

0

0%

 

Votos Nulos

396 765

6,95%

 

Participação

5 711 919

91,66%


 
Nos termos do Decreto-Lei n.º 137-E/75, de 17 de março, o Conselho da Revolução, certamente sabiamente apoiado pelas decisões do Comité Central do PCPimpediu a participação nas eleições para a Assembleia Constituinte dos seguintes partidos: Partido da Democracia Cristã (PDC), Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP) e Aliança Operária Camponesa (AOC).