sábado, março 14, 2026

Mit brennender Sorge - Pio XI escreveu uma corajosa encíclica aos alemães há 89 anos...

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Mit brennender Sorge (em português: "Com ardente preocupação") é uma carta encíclica do Papa Pio XI, datada de 14 de março de 1937, na qual o Pontífice condena de modo explícito o nacional-socialismo (nazismo) e a sua ideologia racista, racialista e totalitária, incompatível com a fé cristã e com a dignidade da pessoa humana. O documento representa um dos mais contundentes posicionamentos da Santa Sé contra um regime político ainda em plena consolidação, num momento em que o Terceiro Reich gozava de considerável prestígio junto a setores da opinião pública europeia e internacional.
 
 
A encíclica foi publicada apenas cinco dias antes da Divini Redemptoris, na qual o mesmo Papa condenava o comunismo ateu, explicitando a resposta do magistério de Pio XI diante das grandes ideologias totalitárias do século XX. Embora, em 1933, o Pontífice tivesse negociado uma concordata com a Alemanha, na esperança de garantir a liberdade da Igreja e a proteção dos fiéis, o regime de Adolf Hitler rapidamente passou a violar sistematicamente os compromissos assumidos. Diante da repressão crescente, da propaganda anticristã e da tentativa de submeter a Igreja ao Estado, as advertências papais tornaram-se progressivamente mais severas, culminando na publicação desta encíclica.
 
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Mit brennender Sorge é considerada o primeiro documento público de um chefe de Estado europeu a denunciar abertamente a ideologia nazi. Em passagens particularmente incisivas, o texto condena a absolutização da raça, do sangue e da nação, bem como o culto ao líder político, elementos centrais da ideologia nacional-socialista, contendo afirmações que muitos intérpretes veem como uma crítica direta ao próprio Führer:

"Aquele que, com sacrílego desconhecimento das diferenças essenciais entre Deus e a criatura, entre o Homem-Deus e o simples homem, ousar colocar-se ao nível de Cristo, ou pior ainda, acima d'Ele ou contra Ele, um simples mortal, ainda que fosse o maior de todos os tempos, saiba que é um profeta de fantasias a quem se aplica espantosamente a palavra da Escritura: 'Aquele que mora nos céus zomba deles' (Salmo 2,4)".

O documento desperta ainda especial interesse por ser uma das raras encíclicas cuja versão oficial não foi redigida em latim, mas em alemão, decisão deliberada do Papa para que a mensagem fosse compreendida diretamente pelos fiéis da Alemanha.

Após sua redação, cópias da encíclica foram enviadas clandestinamente para a Alemanha, a fim de evitar a apreensão pela Gestapo, e posteriormente reproduzidas por gráficas ligadas à Igreja Católica. Foram então distribuídas aos bispos, sacerdotes e capelães, com a ordem expressa de que fossem lidas em todas as paróquias alemãs após a homilia da Missa matutina do dia 21 de março de 1937, Domingo de Ramos. A escolha dessa data, uma das celebrações litúrgicas com maior presença de fiéis e autoridades no ano, visava maximizar o impacto da mensagem papal. O tom do documento distingue-se pela firmeza incomum e por uma retórica vigorosa, raramente vista em textos do magistério pontifício.

A reação do regime nazi foi imediata e severa. Por meio da Gestapo, intensificou-se drasticamente a perseguição aos católicos, com a prisão de mais de mil clérigos, além do lançamento de uma ampla campanha anticlerical, conduzida pelo ministro da Propaganda, Joseph Goebbels. Publicada num período em que a guerra ainda parecia distante, a encíclica surpreendeu pela clareza e pela coragem da sua denúncia, sendo alvo tanto de críticas na imprensa secular quanto de incompreensão por parte de alguns católicos leigos, que ainda acreditavam na possibilidade de uma convivência pacífica com o Terceiro Reich e não compreendiam a atitude do Pontífice. Com o passar do tempo, Mit brennender Sorge consolidou-se como um testemunho da resistência moral da Igreja frente ao totalitarismo do século XX.

Para escrever o documento, Pio XI contou com a colaboração e as informações dos cardeais alemães Adolf Bertram, Michael von Faulhaber e Karl Joseph Schulte e dos dois bispos mais contrários ao regime nazi: Clemens von Gallen e Konrad von Preysing, além da intervenção decisiva do Cardeal Eugénio Pacelli - futuro Papa Pio XII - e dos seus auxiliares alemães, Mons. Ludwig Kaas e dos jesuítas Robert Leiber e Augustin Bea.

 

(...)


Na época foi uma surpresa geral para os fiéis, as autoridades e a polícia, a leitura da encíclica nas missas do domingo de Ramos, 21 de março de 1937, em todos os templos católicos alemães, que eram então mais de 11 mil igrejas. O seu impacto entre as elites dirigentes alemãs foi forte. Em toda a breve história do Terceiro Reich, nunca recebeu este na Alemanha uma contestação de amplitude e gravidade que se aproximasse da que se produziu com a Mit brennender Sorge. No entanto, o controle intensivo que o regime exercia sobre a imprensa e a falta de liberdade de circulação de informações impediu que o impacto fosse maior entre as massas, sendo seu conteúdo prontamente censurado e respondido com uma forte campanha publicitária anticlerical. No dia seguinte à leitura nos púlpitos, todas as paróquias e escritórios das dioceses alemãs foram visitados por oficiais da Gestapo que apreenderam as cópias do documento.  
Como era de se esperar, no mesmo dia o órgão oficial nazi, Völkischer Beobachter, publicou uma primeira réplica à encíclica, mas foi também a última. O ministro alemão da propaganda, Joseph Goebbels, foi suficientemente inteligente e perspicaz para perceber a força que havia tido a declaração, e com o controle total da imprensa e do rádio que já tinha por essa ocasião, entendeu que o mais conveniente era ignorá-la completamente e censurar tanto o seu conteúdo como quaisquer referências a esta.
Após a leitura e publicação da encíclica, as perseguições anti-católicas tiveram lugar, e as relações diplomáticas Berlim-Vaticano ficaram severamente afetadas. Em maio de 1937, 1.100 padres e religiosos são lançados nas prisões do III Reich. 304 sacerdotes católicos são deportados para Dachau em 1938. As organizações católicas são dissolvidas e as escolas confessionais interditas.
Até a queda do regime nazi, cerca de onze mil sacerdotes católicos (quase metade do clero alemão dessa época) "foram atingidos por medidas punitivas, política ou religiosamente motivadas, pelo regime nazi", terminando muitas vezes nos campos de concentração.

Pio XII comentou, em 1945:

[Mit brennender Sorge] desmascarou aos olhos do mundo aquilo que o nacional-socialismo era na realidade: a apostasia orgulhosa de Jesus Cristo, a negação da sua doutrina e da sua obra redentora, o culto da força; a idolatria da raça e do sangue, a opressão da liberdade humana.

 

Um estado fantoche eslovaco foi criado por um ditador há 87 anos...


Mudanças territoriais da República Eslovaca (1938-1947) sem as mudanças na fronteira com a Polónia 
 
1 - Bratislava bridgehead, part of Hungary until 15 October 1947
2 - Southern Slovakia, from 2 November 1938 until 1945 to Hungary, due to the First Vienna Award
3 - Strip of land in eastern Slovakia around the cities of Stakčín & Sobrance, part of Hungary from 4 April 1939 (following the Slovak–Hungarian War) until 1945
4 - Devín and Petržalka (now parts of the city of Bratislava), from 1938 until 1945 part of Germany
5 - German “Protection Zone”, military occupation as a result of the protection treaty with Slovakia

      
A (Primeira) República Eslovaca (em eslovaco: [Prvá] Slovenská republika), também conhecido como Estado Eslovaco (Slovenský štát), foi um estado cliente parcialmente reconhecido da Alemanha Nazista que existiu entre 14 de março de 1939 e 4 de abril de 1945, após abandonar a Checoslováquia para ser anexada pela Alemanha. A parte eslovaca da Checoslováquia declarou a independência, com apoio alemão, um dia antes da ocupação alemã da Boémia e da Morávia. A República Eslovaca controlava a maior parte do território da atual Eslováquia, mas sem as atuais partes do sul, que foram cedidas pela Checoslováquia à Hungria em 1938. Foi a primeira vez na história que a Eslováquia foi um estado formalmente independente.
Um Estado unipartidário governado pelo Partido Popular Eslovaco de extrema-direita de Hlinka, a República Eslovaca é conhecida principalmente pela sua colaboração com a Alemanha Nazi, que incluiu o envio de tropas para a invasão da Polónia, em setembro de 1939, e da União Soviética em 1941. Em 1942, o país deportou 58.000 judeus (dois terços da população judaica eslovaca) para a Polónia ocupada pelos alemães, pagando à Alemanha 500 Reichsmarks cada. Após um aumento na atividade dos partisans eslovacos anti-nazis, a Alemanha invadiu a Eslováquia, desencadeando uma grande revolta. A República Eslovaca foi abolida após a ocupação soviética em 1945 e o seu território foi reintegrado na recriada Terceira República Checoslovaca
A atual República Eslovaca não se considera um estado sucessor da República Eslovaca durante a guerra, mas sim um sucessor da República Federal Checa e Eslovaca. No entanto, alguns nacionalistas continuam a celebrar o 14 de Março como o dia da independência. 
 
(...) 
 
Ao todo, 27 estados reconheceram de jure ou de facto a Eslováquia. Eles eram os aliados do Eixo (como a Roménia, Finlândia ou Hungria) ou os estados semi-independentes dominados pelo Eixo (como França de Vichy, Manchukuo)  ou países neutros como Lituânia, Holanda e Suécia, bem como alguns além Europa (como Equador, Costa Rica, Libéria). Em alguns casos, as legações checoslovacas foram encerradas (por exemplo, na Suíça), mas alguns países optaram por uma posição algo ambígua. Os estados que mantiveram a sua própria independência deixaram de reconhecer a Eslováquia nas fases finais da II Guerra Mundial, embora alguns (por exemplo, Espanha) tenham permitido operações de representação semi-diplomática até ao final da década de 50.
  
A República da Eslováquia: as planícies do sul, de maioria magiar tiveram de ser transferidas para a Hungria pela Primeira Arbitragem de Viena, a Ruténia foi ocupada pela Hungria; ao participar do ataque alemão à Polónia, em 1939, ganhou dois territórios a norte
     
in Wikipédia

O ator Billy Crystal celebra hoje 78 anos

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William "Billy" Edward Crystal (Nova Iorque, 14 de março de 1948) é um ator, escritor, produtor e diretor norte-americano.
Os seus pais são judeus-americanos e chamam-se Jack e Helen. Jack Crystal, o seu pai, trabalhava no Commodore Music Shop.
Crystal entrou na Universidade de Marshall em Huntington, Virgínia Ocidental com uma bolsa de estudos como atleta de baseball, jogo que aprendeu com o seu pai. Contudo, ele nunca jogou em Marshall e a bolsa foi suspensa no seu primeiro ano. Crystal, então, retornou para Nova Iorque com a sua futura esposa, Janice Goldfinger, com quem teve duas filhas. Estudou direção de cinema e televisão na Universidade de Nova Iorque.
Billy Crystal apresentou nove vezes a entrega dos Óscares e possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em 6925 Hollywood Boulevard.
  

O astronauta espanhol Pedro Duque faz hoje sessenta e três anos

   
Pedro Francisco Duque Duque (Madrid, 14 de março de 1963) é um astronauta espanhol veterano, com duas missões espaciais.
     
Formação
Duque formou-se em engenharia aeronáutica pela Universidade Politécnica de Madrid, em 1986. Trabalhou para a Agência Espacial Europeia durante seis anos, antes de ser selecionado como candidato a astronauta em 1992. Duque submeteu-se depois a treino, tanto na Rússia quanto nos Estados Unidos.
     
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Experiência em voo espacial
O seu primeiro voo espacial foi em 1998, como especialista da missão STS-95 a bordo do Vaivém Espacial, durante a qual Duque supervisionou os módulos experimentais da ESA. Em outubro de 2003, voltou ao espaço a bordo da Soyuz TMA-3 e visitou a Estação Espacial Internacional durante nove dias, durante uma troca de tripulação.
Ele é agora professor na Escuela Técnica Superior de Ingenieros Aeronaúticos, em Madrid.
    
   

O príncipe Alberto II do Mónaco comemora hoje 68 anos

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Alberto II
(Monaco-Ville, 14 de março de 1958), é o chefe da Casa de Grimaldi e, desde 2005, o príncipe soberano do principado do Mónaco.
É o único filho varão do príncipe Rainier III de Mónaco (1923-2005), a quem sucedeu, e da sua esposa, a atriz norte-americana Grace Kelly (1929-1982). Tem duas irmãs, a princesa Carolina do Mónaco e a princesa Stéphanie do Mónaco. Alberto II possui o tratamento de Sua Alteza Sereníssima.
Em 10 de dezembro de 2014 nasceram os seus dois filhos legítimos, frutos do seu casamento com Charlene do Mónaco: uma menina, Gabriela, e um menino, Jaime. O bebé do sexo masculino foi nomeado herdeiro do trono monegasco, com o título de Sua Alteza Sereníssima, o Príncipe Herdeiro do Mónaco, Marquês de Baux, enquanto Gabriella tem o título de Condessa de Carladès.
     

 

Para recordar João José Cochofel...

(imagem daqui)

 

Alotropia

 

Parar o tempo,
manejá-lo,
substância dócil,
reversível.

Alotropia verbal
sem duração,
pura escolha
da memória.
 



João José Cochofel

George Philipp Telemann nasceu há 345 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d5/Telemann.jpg
 

George Philipp Telemann (Magdeburgo, 14 de março de 1681 - Hamburgo, 25 de junho de 1767) foi um compositor e músico alemão. Já aos dez anos, Telemann sabia tocar vários instrumentos como violino, flauta doce, oboé, viola da gamba, chalumeau e cravo e escrevia diversas obras. Aos 21 anos, tornou-se diretor musical da ópera de Leipzig e aos 23 tornou-se organista na capela da universidade de Neuenkirche.

Telemann publicou a maior parte de sua música, em especial um grupo de 72 cantatas e os três grupos de Musique de table, que são suas obras mais famosas, cada qual incluindo um concerto, uma suíte e várias peças de câmara. Durante sua vida, dedicou-se para que a música fosse difundida e também publicou diversas obras de caráter didático, tendo como temas a ornamentação, o baixo cifrado, entre outros.

Teleman foi, durante a sua vida, o compositor mais famoso da Alemanha, pois compôs em todas as formas e estilos existentes na sua época. Em qualquer estilo, a sua música tem um caráter inconfundível, sendo clara e fluindo levemente. Apesar de ser apenas quatro anos mais velho do que seus contemporâneos Bach e Haendel, utilizou um estilo muito mais avançado e pode ser considerado um precursor do estilo musical clássico. Entre os diversos géneros musicais que compôs, destacam-se a sua Música vocal sacra, sendo notável o extraordinário número de cantatas (aproximadamente 1700), a Música vocal secular, dentre as quais figuram nove óperas, a Música orquestral, a Música de câmara e a Música para teclado.

     
 

Feliz Dia do Pi...!

  
O Dia do Pi é comemorado em 14 de março (3/14 na notação norte-americana), por 3,14 ser a aproximação mais conhecida de π. O auge das comemorações acontece à 1:59 da tarde (porque 3,14159 = π arredondado até a 5ª casa decimal).
  
(...)
  
Se arredondarmos π para a sétima casa decimal, teremos 3,1415926, fazendo do momento 1:59:26 do dia 14 de março o Segundo do Pi.
14 de março também é o dia do nascimento de Albert Einstein, o que agrega mais fãs das ciências exatas às comemorações.
A primeira comemoração do Dia do Pi aconteceu no museu Exploratorium de São Francisco, em 1988, com público e funcionários marchando em torno de um dos espaços circulares do museu, e depois consumindo tortas de frutas; no ano seguinte, o museu acrescentou pizza ao menu do Dia do Pi.
    
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(...)
  
Em inglês, o nome da constante (pi) e a palavra torta (pie) têm pronúncia idêntica. Por isso a tradição de comer tortas nesse dia. Mas como a constante tem íntima relação com as medidas do círculo, são aceites quaisquer pratos preparados em forma redonda.
 
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Larry Shaw, organizador da primeira celebração do Dia do Pi 
  

Johann Strauss I nasceu há 222 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3b/Johann_Strauss_I_(2).jpg

   
Johann Strauss, dito I (nascido Johann Baptist Strauß ou Johann Baptist Strauss) (Viena, 14 de março de 1804 - Viena, 25 de setembro de 1849) foi um compositor romântico, kapellmeister austríaco, pai de Johann Strauss II, Josef Strauss, Eduard Strauss, avô de Johann Strauss III, nascido em 1866.
        
Vida e obra
Neto de um judeu convertido ao catolicismo, a sua mãe morreu de "febre" quando ele tinha sete anos e, quando tinha doze anos, morreu-lhe o pai, afogado no rio Danúbio, tendo, então, a sua madrasta colocado-o como aprendiz de encadernador.
Johann Lichtscheidl deu-lhe aulas de violino e viola também estudou música com Johann Polischansky, conseguindo durante a sua aprendizagem assegurar um lugar numa orquestra local, de Michael Pamer. Em 1825, ele decidiu formar a sua própria banda e começou a escrever música (principalmente, música de dança) fez digressões pela Alemanha, os Países Baixos, Bélgica, Inglaterra e Escócia. A condução e gestão desta "Strauss Orchestra" acabaria por passar para as mãos dos seus filhos diversas vezes até à dissolução, por Eduard Strauss, em 1901.
Casou com Maria Anna Streim, em 1825, na igreja paroquial de Liechtenthal, em Viena. O seu casamento foi instável com as suas ausências prolongadas, levando a um afastamento gradual entre o casal e, mais tarde, teve uma amante, Emilie Trampusch, em 1834, com quem teve seis filhos. Anna Maria processa-o por divórcio, em 1844, e isso permitiu ao filho homónimo, Johann Strauss, prosseguir ativamente uma carreira musical, pois o pai era um disciplinador rigoroso e impôs a sua vontade aos seus filhos para seguirem carreiras não relacionadas com música.
Strauss morreu em Viena em 1849 de "escarlatina" que contraiu por causa de um dos seus filhos ilegítimos. Foi enterrado no cemitério, ao lado do seu amigo Döblinger Josef Lanner. Em 1904, os seus restos mortais foram transferidos para o túmulo no Cemitério Central de Viena. Hector Berlioz prestou-se a homenagear o "Pai da Valsa' ao comentar que Viena sem Strauss é como a Áustria sem o Danúbio.
  
 

Vítor Emanuel II, primeiro Rei da Itália, nasceu há 206 anos

   
Vítor Emanuel II
(Turim, 14 de março de 1820Roma, 9 de janeiro de 1878), também chamado pelos italianos de "Pai da Pátria", foi o Rei da Sardenha, de 23 de março de 1849 até 17 de março de 1861, quando unificou a Península Itálica numa único estado, continuando a partir de então a reinar como Rei da Itália até à sua morte. Era filho do rei Carlos Alberto da Sardenha e da sua esposa, a arquiduquesa Maria Teresa da Áustria.
  
Nascimento
Vítor Emanuel II, da Casa de Saboia, nasceu em Turim, no Piemonte. Primogénito de Carlos Alberto de Savoia-Carignano e de Maria Teresa de Hasburgo-Lorena (em italiano, Maria Teresa d'Asburgo-Lorena), casou-se, aos 22 anos, com a sua prima Maria Adelaide, filha do arquiduque Rainier de Áustria.
  
Rei da Sardenha
Quando rebentou a primeira guerra de independência comandou uma divisão da reserva do exército. Na batalha de Goito (30 de maio de 1848) conduziu pessoalmente a companhia "Guardia" ao ataque e foi ferido. Depois da batalha de Novara e da abdicação de Carlos Alberto (23 de março de 1849), sucedeu ao seu pai como rei da Sardenha num momento difícil para o país.
Não tendo condições de continuar a guerra, Vítor Emanuel II teve que assinar o armistício de Vignale (24 de março de 1849) com o marechal austríaco Radetzky. Se o exército foi posto a dura prova pela derrota, a situação interna do reino não era melhor, estremecido também por uma revolta republicana em Génova (abril de 1849). A maior dificuldade política encontrava-se na hostilidade da Câmara dos Deputados (de maioria democrática) para ratificar o tratado de paz com a Áustria.
Para superar a oposição da câmara, Vítor Emanuel II chegou ao limite extremo da honestidade constitucional anunciando o decreto de Moncalieri (20 de novembro de 1849) com que dissolvia o parlamento e convocava novas eleições. A convocação real conseguiu o seu efeito no Piemonte. Assinada a paz com a Áustria pode dedicar-se a solução dos grandes problemas internos, primeiro entre todos o da consolidação do regime constitucional.
Vítor Emanuel II era propenso a exercer a autoridade régia além dos limites do estatuto, mas provou a sua lealdade constitucional proclamando as leis "Siccardi" contra os privilégios do clero. Todavia o monarca também foi induzido a recorrer a estes instrumentos pela firme postura do governo presidido por Massimo D'Azeglio.
No mês de novembro de 1852, Camillo Benso, Conde de Cavour sucedeu a D'Azeglio. O relacionamento de Vítor Emanuel II com Cavour nem sempre foi cordial e fácil, porque o "grande ministro" não hesitava em expor ao rei os seus pontos de vista que nem sempre estavam de acordo com aqueles do soberano. Mas geralmente, o monarca seguiu as linhas gerais da política de Cavour, com o desejo de restaurar a fama do seu exército, como no caso da intervenção na Crimeia. Para aumentar o prestígio e o domínio da sua casa aprovou a aliança com Napoleão III, com quem ele compartilhava um certo gosto pela política secreta.
  
Rei de Itália
Os anos de 1858 até 1861 foram os mais favoráveis ao reino de Vítor Emanuel II. No mês de abril de 1859 partiu para a guerra contra a Áustria, e menos de dois anos depois era proclamado o Reino de Itália, com Vítor Emanuel como soberano. Certamente, para a rápida ascensão do monarca, contribuiu em muito a obra do Conde de Cavour e de Giuseppe Garibaldi que, com a Expedição dos Mil, deu a Vítor Emanuel II o Reino das Duas Sicílias. Mas deve-se reconhecer que naqueles anos decisivos ele esteve decididamente solidário com a causa da unidade nacional.
A terceira guerra de independência (1866) trouxe o Veneto para a coroa, mas sem aquela vitória militar que o rei desejava. Para completar a unidade da Itália faltava ainda Roma. Quando, no verão de 1870, rebentou a guerra franco-prussiana, Vitor Emanuel II era mais propenso a correr em socorro do imperador francês Napoleão III, o antigo companheiro de armas e de intrigas, mas cedeu à vontade dos seus ministros que quiseram aproveitar da ocasião favorável para tomar Roma, então sob domínio do Papa, com apoio de tropas francesas. O rei tomou Roma, que se tornou então capital do Reino de Itália. Porém do mesmo modo que não se adaptou a Florença, que tinha sido escolhida para ser capital depois da Convenção de setembro (1864), não se adaptou também em Roma. Nunca morou no Palacio Quirinal, preferindo o retiro numa residência mais modesta, juntamente com a esposa morganática Rosa Vercellana, posteriormente condessa de Mirafiori.
Concluído o período heroico do Risorgimento, o rei era, num certo sentido, um sobrevivente, como muitos outros protagonistas do pátrio resgate. Em 1876, viu sair do governo, por voto contrário do parlamento, a direita histórica de onde vieram os seus ministros mais hábeis e os seus mais confiáveis conselheiros. Respeitoso das indicações do parlamento, chamou ao governo a esquerda. Isto aconteceu no ano da sua morte.
   
Descendência
Com a morte de Vítor Emanuel II em 9 de janeiro de 1878, subiu ao trono do Reino de Itália o seu filho Humberto I. Era ainda pai da princesa Maria Clotilde de Saboia,  do rei de Espanha Amadeu I, do príncipe  Otão, Duque de Montferrat e da Rainha de Portugal,  Maria Pia de Saboia.
 



(imagem daqui)
     
Após a Itália ser unificada, em 1861, muitas das óperas de Verdi foram reinterpretadas como Risorgimento. Começando em Nápoles, em 1859, e espalhando-se por toda a Itália, o slogan "Viva VERDI" foi usado como um acróstico de Viva Vittorio Emanuele Re D'Italia (Viva Vitor Emanuel, Rei da Itália), referindo-se a Vítor Emanuel II da Itália, então rei da Sardenha.
  

A última Imperatriz do Brasil nasceu há 204 anos...

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Dª Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias, cujo nome completo em italiano era Teresa Cristina Maria Giuseppa Gasparre Baltassarre Melchiore Gennara Rosalia Lucia Francesca d'Assisi Elisabetta Francesca di Padova Donata Bonosa Andrea d'Avelino Rita Liutgarda Geltruda Venancia Taddea Spiridione Rocca Matilde di Borbone-Due Sicilie (Nápoles, 14 de março de 1822 - Porto, 28 de dezembro de 1889), foi uma princesa do reino das Duas Sicílias, do ramo italiano da Casa de Bourbon, e a quarta e última imperatriz-consorte do Brasil, esposa do imperador D. Pedro II. Foi a mãe das princesas Isabel e Leopoldina.
  
  

O geólogo Alexander du Toit nasceu há 148 anos


Alexander Logue Du Toit, (Rondebosch, 14 de março de 1878 - Cidade do Cabo, 25 de fevereiro de 1948), foi um famoso geólogo sul africano, cujo trabalho contribuiu para a maior aceitação da teoria da deriva dos continentes.

Biografia
Du Toit nasceu em Rondebosch, perto da Cidade do Cabo, na África do Sul. Estudou Geologia na Universidade da Cidade do Cabo e no Royal Technical College, em Glasgow, na Escócia. Foi também professor no Royal College of Science, em Londres, Inglaterra. Entre 1903 e 1920, ao serviço da Geological Commission of the Cape of Good Hope (Comissão de Geologia do Cabo da Boa Esperança), realizou um extenso trabalho de cartografia do seu próprio país. Algum tempo depois, em 1923, Du Toit viajou para a América do Sul onde efetuou um meticuloso trabalho que o levou a concluir que as rochas naquele continente eram muito similares às encontradas em África.
Este estudo veio dar maior consistência à teoria expressa em dois artigos publicados em 1912 pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener, então com 32 anos de idade. Baseado em evidências geológicas, paleontológicas e geométricas, Wegener defendia que, até há 200 milhões de anos, os continentes estavam reunidos num único supercontinente, designado Pangeia (do grego: toda a Terra), e que, nessa ocasião, se teria iniciado um processo de fragmentação e deriva.
Alexander Du Toit, tornou-se um dos mais ativos defensores das ideias de Wegener e, depois de anos de estudo, propôs que a Pangeia se teria fraturado em duas grandes massas continentais. Inicialmente descreveu as suas descobertas num livro publicado em 1927, intitulado "A Geological Comparison of South America and Africa" (Comparação Geológica da América do Sul e de África), onde sugeria que os dois continentes haviam estado unidos. Du Toit aprofundou a ideia num novo livro intitulado "Our Wandering Continents: An Hypothesis of Continental Drift" (Os Nossos Continentes Errantes: Uma Hipótese de Deriva Continental), em 1937. Nesta obra, propôs que, após uma fragmentação inicial de Pangeia, se formaram dois blocos continentais distintos. Os atuais continentes do hemisfério sul haviam outrora estado juntos num único super-continente, a que chamou Gondwana, e os continentes do hemisfério norte também haviam estado unidos num outro supercontinente que designou de Laurásia. Esta teoria é hoje amplamente aceite entre os geólogos.
Du Toit faleceu em 25 de fevereiro de 1948, na Cidade do Cabo, no seu país natal.
Uma cratera de 75 quilómetros de diâmetro, no planeta Marte, foi designada Du Toit, em homenagem ao trabalho deste geólogo e cientista de renome mundial.
  
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Albert Einstein nasceu há 147 anos

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Albert Einstein (Ulm, 14 de março de 1879 - Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão, posteriormente radicado nos Estados Unidos, que desenvolveu a teoria da relatividade geral, um dos dois pilares da física moderna (ao lado da mecânica quântica). Embora mais conhecido por sua fórmula de equivalência massa-energia, E = mc2 (que foi apelidada de "a equação mais famosa do mundo"), foi laureado com o Prémio Nobel de Física de 1921 "por seus serviços à física teórica e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico". O efeito fotoelétrico foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica.
No início de sua carreira, Einstein acreditava que a mecânica newtoniana não era mais suficiente para reconciliar as leis da mecânica clássica com as leis do campo eletromagnético. Isto o levou ao desenvolvimento da teoria da relatividade especial. Einstein percebeu, no entanto, que o princípio da relatividade também poderia ser estendido para campos gravitacionais, e com a sua posterior teoria da gravitação, de 1916, publicou um artigo sobre a teoria da relatividade geral. Ele continuou a lidar com problemas da mecânica estatística e teoria quântica, o que levou às suas explicações sobre a teoria das partículas e o movimento browniano. Também investigou as propriedades térmicas da luz, o que lançou as bases da teoria dos fotões de luz. Em 1917, aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo como um todo.
Einstein estava nos Estados Unidos quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, em 1933, e não voltou para a Alemanha, onde tinha sido professor da Academia de Ciências de Berlim. Estabeleceu-se então nos Estados Unidos, tendo obtido a cidadania em 1940. Na véspera da Segunda Guerra Mundial, ajudou a alertar o presidente Franklin D. Roosevelt que a Alemanha poderia estar desenvolvendo uma arma atómica, recomendando aos Estados Unidos começar uma pesquisa semelhante, o que levou ao que se tornaria o Projeto Manhattan. Einstein apoiou as forças aliadas, denunciando no entanto a utilização da fissão nuclear como uma arma. Mais tarde, com o filósofo britânico Bertrand Russell, assinou o Manifesto Russell-Einstein, que destacou o perigo das armas nucleares. Einstein esteve ligado ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton até à sua morte, em 1955.
Einstein publicou mais de 300 trabalhos científicos, juntamente com mais de 150 obras não científicas. As suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram do nome "Einstein" sinónimo de génio. Cem físicos de renome elegeram-no, em 1999, o mais memorável físico de todos os tempos.
  

O Carlos Marques morreu há 143 anos...

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Celeste Rodrigues nasceu há cento e três anos...

  

Maria Celeste Rebordão Rodrigues, celebrizada como Celeste Rodrigues (Alpedrinha, Fundão, 14 de março de 1923Lisboa, 1 de agosto de 2018) foi uma fadista portuguesa, irmã mais nova de Amália Rodrigues.

    

 

Robert Kildea, dos Belle & Sebastian, faz hoje 54 anos

Members of Belle and Sebastian, pictured sometime between 2005 and 2006. Left to right: Mick Cooke, Richard Colburn, Bobby Kildea, Chris Geddes, Stevie Jackson, Sarah Martin, Stuart Murdoch
Members of Belle and Sebastian, pictured sometime between 2005 and 2006. Left to right: Mick Cooke, Richard Colburn, Bobby Kildea, Chris Geddes, Stevie Jackson, Sarah Martin, Stuart Murdoch

   

Bobby Kildea is a musician from Northern Ireland. He currently plays bass and guitar in the Scottish indie pop band Belle & Sebastian, after joining in 2001 to replace departing bassist Stuart David, and had previously been in V-Twin. He is the band's only Northern Irish member and is notable for his laidback demeanor and long hair.

He goes by the nickname "Belfast" in the band, despite being born in nearby Bangor, Northern Ireland.

In December 2008, he toured with The Vaselines during Belle & Sebastian's hiatus, during which Stuart Murdoch was heading his God Help the Girl project.

Bobby features alongside Belle and Sebastian co-star Stevie Jackson on the 2011 album 'Fuerteventura' by Spanish artist Russian Red.

  

 

Marcelo Caetano demitiu Spínola e (Costa Gomes...) há cinquenta e dois anos...

 
 ..o governo português demite os generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, respetivamente, pelo facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, o livro "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez, uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar.


 

 
Portugal e o Futuro foi um livro publicado pela Editora Arcádia no dia 22 de fevereiro de 1974 pelo general António de Spínola.
Nesse livro, o ex-governador da Guiné-Bissau advogava, após 13 anos de Guerra do Ultramar, uma solução política e não militar como sendo a única saída para o conflito.
As ações do governo marcelista, a demissão generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes dos cargos que ocupavam no Estado-Maior General das Forças Armadas, e a organização de cerimónia de apoio ao regime, a Brigada do Reumático, dado ser maioritariamente constituída por idosos oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas, vieram ainda mais mostrar quanto o regime se sentia ameaçado pelas ideias contidas no livro.
No rescaldo da publicação Marcelo Caetano pede a demissão ao Presidente da República, que não a aceita.
  

Israel invadiu o Líbano há 48 anos

  
A Operação Litani foi o nome da primeira ofensiva de grande envergadura efetuadas pelas Forças de Defesa de Israel durante a Guerra Civil Libanesa. As tropas israelitas invadiram o sul do Líbano em 14 de março de 1978 e chegaram até o rio Litani, com o objetivo de liquidar as bases da Organização de Libertação da Palestina no país. A partir do sul libanês, a guerrilha palestiniana costumava contra-atacar o norte de Israel, como reação à ocupação israelita da Cisjordânia e Faixa de Gaza e à dura repressão militar de Israel contra os palestinianos destas duas regiões, destinadas pela O.N.U. a um futuro estado palestiniano.
A operação teve êxito relativo do ponto de vista militar, pois as forças israelitas conseguiram expulsar a OLP do sul do Líbano momentaneamente. A ofensiva israelita matou milhares de libaneses em poucos dias de combates. Os combatentes palestinianos foram obrigados a abrigar-se ao norte do rio Litani provisoriamente, alguns meses depois, a resistência palestiniana voltaria a contra-atacar o norte de Israel.
Com os protestos do governo libanês, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou as resoluções 425 e 426 que exigiram uma retirada "imediata" das tropas de Israel e criavam a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul). Contudo, a Finul não conseguiu desmobilizar o exército de Israel do sul do Líbano. As forças israelitas ocuparam a região 22 anos e só se retiraram em maio de 2000. Antes do recuo tático em 15 de junho de 1978, os israelitas puseram no seu lugar uma milícia libanesa aliada, o Exército do Líbano Livre, futuro Exército do Sul do Líbano, o ESL
  
(...)
  
A Operação Litani também marcou a reaproximação entre a Síria e a OLP, estremecida pela intervenção síria em favor da extrema-direita libanesa, na primavera de 1976. Mas esta aliança, como todas as forjadas no Líbano, não duraria muito. Síria e Israel mantinham um acordo tácito no Líbano desde o início da Guerra Civil Libanesa, chamada de Linhas Vermelhas, segundo as quais, as forças sírias só poderiam atuar em território libanês ao norte do rio Litani, sendo vedada a presença da aviação síria sob o céu do Líbano. O sul do rio Litani ficaria, desta forma, sob o controle israelita.
  
   

Félix Rodríguez de la Fuente morreu há 46 anos - e nasceu há 98 anos...

      
Félix Samuel Rodríguez de la Fuente (Poza de la Sal, Burgos; 14 de marzo de 1928 - Shaktoolik, Alaska; 14 de marzo de 1980) fue un naturalista y divulgador ambientalista español, defensor de la naturaleza, y realizador de documentales para radio y televisión, destacando entre ellos la exitosa e influyente serie El hombre y la Tierra (1974-1980). Licenciado en medicina por la Universidad de Valladolid y autodidacta en biología, fue un personaje polifacético de gran carisma cuya influencia ha perdurado a pesar del paso de los años.​ Su saber abarcó campos como la cetrería y la etología, destacando en el estudio y convivencia con lobos. Casado con Marcelle Geneviève Parmentier Lepied.
Ejerció además como expedicionario, guía de safaris fotográficos en África, conferenciante y escritor. Contribuyó en gran medida a la concienciación ecológica de España en una época en la que el país todavía no contaba con un movimiento de defensa de la naturaleza. Su repercusión no fue solo a nivel nacional sino también internacional y se calcula que sus series de televisión, emitidas en numerosos países y plenamente vigentes hoy en día, han sido vistas por varios cientos de millones de personas. Murió en Alaska, Estados Unidos, junto con dos colaboradores y el piloto al accidentarse la aeronave que los transportaba mientras hacían una filmación aérea para uno de sus documentales.