domingo, maio 03, 2026

James Brown nasceu há noventa e três anos...

     
James Joseph Brown Jr. (Barnwell, 3 de maio de 1933 - Atlanta, 25 de dezembro de 2006), mais conhecido simplesmente como James Brown, foi um cantor, dançarino, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música. Em vida, vendeu mais de 100 milhões de álbuns e é reconhecido como um dos maiores artistas de todos os tempos.
Como um prolífico cantor, compositor, dançarino e bandleader, Brown foi uma força fundamental na indústria da música. Deixou a sua marca em diversos artistas ao redor do mundo, incluindo o Rei do Pop, Michael Jackson, influenciando até mesmo os ritmos da música popular africana, como o afrobeat, juju e mbalax e forneceu o modelo para todo um subgénero do funk, o go-go.
Brown começou a sua carreira profissional em 1956 e obteve fama no final da década de 50 e começo da década de 60 com a força das suas apresentações ao vivo e várias canções de sucesso. Apesar de vários problemas pessoais, continuou fazendo sucesso durante os anos 80. Além de sucesso como músico, Brown também teve presença nas questões políticas dos Estados Unidos durante os anos 60 e 70.
Brown foi conhecido por inúmeras alcunhas, incluindo Soul Brother Number One, Sex Machine, Mr. Dynamite, The Hardest Working Man in Show Business, The King of Funk, Minister of The New New Super Heavy Funk, Mr. Please Please Please Please Her, I Feel Good, The Original Disco Man e principalmente The Godfather of Soul ("O Padrinho do Soul"). No livro "Sweet Soul Music" de Arthur Conley, ele é descrito como King of Soul ("Rei do Soul").
 
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Em 23 de dezembro de 2006, James Brown, doente, apareceu no consultório do seu dentista em Atlanta, Geórgia, várias horas depois do horário marcado para um implante dentário. Durante esta visita, o dentista de Brown observou que ele parecia "muito mal… fraco e tonto". Ao invés de fazer o implante, o dentista recomendou que Brown fosse ao médico imediatamente.

Brown foi ao Hospital Crawford Long na Universidade de Emory em Atlanta em 24 de dezembro de 2006 para uma avaliação médica de suas condições, e deu entrada neste hospital para observação e tratamento. De acordo com Charles Bobbit, amigo e agente de longa data, Brown tinha estado doente e com tosse desde o seu retorno de uma viagem à Europa, em novembro. Bobbit acrescentou que era característico de Brown nunca contar ou reclamar a alguém sobre estar doente, inclusive durante shows. Embora Brown tivesse cancelado shows em Waterbury e Englewood, Brown estava confiante que o médico iria dispensá-lo do hospital a tempo de realizar shows na véspera do Ano Novo.

Para as celebrações de Ano Novo, Brown estava agendado para se apresentar no Teatro Count Basie, em Nova Jersey, e no B. B. King Blues Club, em Nova Iorque, além disso faria uma apresentação ao vivo na CNN no programa especial de Fim de Ano de Anderson Cooper. No entanto, Brown permaneceu internado e seu estado de saúde piorou ao longo desse dia.

Em 25 de dezembro de 2006, Brown morreu aproximadamente às 01.45 da manhã de insuficiência cardíaca resultante de complicações da pneumonia, estando ao seu lado o seu agente Frank Copsidas e o seu amigo Charles Bobbit. De acordo com Bobbit, Brown proferiu as palavras "Estou indo embora esta noite".

 
 

O físico Steven Weinberg nasceu há 93 anos...

      

Steven Weinberg (Nova Iorque, 3 de maio de 1933 - Austin, 23 de julho de 2021) foi um físico norte-americano. Recebeu em 1979 o Nobel de Física pelo seu trabalho de unificação de duas forças fundamentais da natureza (o electromagnetismo e a força fraca, através da formulação da teoria da força electrofraca), em conjunto com os seus colegas Abdus Salam e Sheldon Glashow
       

Georges Moustaki nasceu há noventa e dois anos...

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Georges Moustaki (Alexandria, Egito, 3 de maio de 1934 - Nice, França, 23 de maio de 2013), nascido Giuseppe Mustacchi, foi um compositor e cantor francês.
Nascido no Egito, de pais judeus gregos originários de Corfu, cresceu num ambiente multicultural poliglota (judeu, grego, italiano, árabe, francês) e cedo se apaixonou pela literatura e pela canção francesas - particularmente por Édith Piaf.
Vai para Paris em 1951, onde trabalha como jornalista e depois barman num piano-bar, o que o leva a conhecer personalidades do mundo musical da época, como Georges Brassens, que terá grande influência sobre sua carreira e de quem adota o nome próprio.
Em 1958, encontrará Édith Piaf. Para ela escreverá uma das suas canções mais conhecidas - Milord - e com ela viverá um rápido e intenso romance.
Em 1974 gravou a canção Avril au Portugal, versão do Fado Tropical de Chico Buarque, dedicada à Revolução dos Cravos.

 

Frankie Valli celebra hoje 92 anos

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Frankie Valli, cujo nome batismo de é Francis Stephen Castelluccio (Newark, Nova Jérsia, 3 de maio de 1934), é um músico, mais conhecido como o vocalista principal do grupo pop rock The Four Seasons, um dos mais destacados grupos musicais da década de 60, que passou também pela chamada Era Disco dos anos 70, e continua a existir até hoje.
Em 1978, gravou e marcou a época em todo o mundo com a música "Grease", composta por Barry Gibb dos Bee Gees, para o filme "Grease, com John Travolta e Olivia Newton-John.
As músicas de Valli estiveram por 25 vezes no Top 40 de sucessos dos Estados Unidos. Em 1990 o cantor e o seu grupo foram incluídos no Hall da Fama do Rock and Roll.
Certamente a sua música mais conhecida é "Can't Take My Eyes off You", que é até hoje utilizada em diversos filmes e comerciais de TV.
   
 

Gary Glitter faz hoje, na prisão, 82 anos

  
Gary Glitter (Paul Francis Gadd, Banbury, Oxfordshire, 8 de maio de 1944) é um cantor e compositor inglês de glam rock que foi muito popular nos anos 70.
    
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Gary foi condenado várias vezes por crimes relacionados com pedofilia. Em 1999, passou quatro meses numa prisão na Grã-Bretanha, acusado de manter material com teor pornográfico infantil. Em 2002, foi expulso do Camboja e em 2008, foi libertado de uma prisão vietnamita, após três anos de prisão, por tentativa de molestar duas meninas. Em antecipação da sua libertação, o governo das Filipinas declarou que o cantor não é bem-vindo no país. Em 28 de outubro de 2012, foi detido novamente, em Londres, por suspeita de abuso sexual.

Gary Glitter foi em fevereiro de 2015 considerado culpado de abuso sexual de três menores, entre 1975 e 1980, por um tribunal londrino.

O cantor britânico foi condenado a 16 anos de prisão, após ser considerado culpado de abusar sexualmente de três meninas.

Um tribunal de Londres considerou-o culpado de tentativa de estupro (de uma menina até 10 anos), de outros quatro crimes de abuso sexual de crianças e de manter relações sexuais com uma menina de 13 anos (a idade mínima no Reino Unido é de 16 anos). Ele foi sentenciado por tentativa de estupro e atentado violento ao pudor.
  
 

Christopher Cross celebra hoje 75 anos...!

    
Christopher Charles Geppert, mais conhecido como Christopher Cross (San Antonio, 3 de maio de 1951), é um músico compositor, guitarrista e cantor norte-americano. Cinco vezes premiado com um Grammy, já vendeu mais de vinte milhões de discos em todo o mundo, seis milhões, somente do seu primeiro álbum, de 1979. Ele cita como suas influências os Beach Boys e Joni Mitchell.
  
Vida

Ele começou nos anos 70, participando da banda de hard rock Flash. Nesta época Christopher era uma espécie de herói da guitarra no Texas, o que lhe valeu a oportunidade de substituir Ritchie Blackmore em um concerto do Deep Purple. Ritchie ficou gripado e não conseguia tocar, mas o produtor e a banda resolveram fazer o show com o jovem guitarrista local.

No final da década, porém, partiu para uma carreira a solo, assinando, em 1979, um contrato com a Warner e lançando o seu primeiro álbum solo em 1980. Com esse disco de estreia, ele ganhou cinco prémios Grammy. Embora bem sucedido com a canção "Sailing", desse mesmo álbum, só alcançou sucesso internacional no ano seguinte, com a participação na banda sonora do filme Arthur (com Liza Minnelli e Dudley Moore), com o tema "Arthur's Theme (Best That You Can Do)". Esta canção, composta com Burt Bacharach e Carole Bayer Sager, valeu-lhe um Óscar de melhor canção.

   
 

Mary Hopkin nasceu há 76 anos

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Mary Hopkin (Pontardawe, País de Gales, 3 de maio de 1950) é uma cantora galesa de música folk

A sua carreira musical como vocalista iniciou-se em 1967 no seio do grupo de folk chamado Selby, Set & Mary.

A modelo Twiggy pôs Mary em contacto com Paul McCartney depois de ganhar o concurso televisivo "Opportunity Knocks" com a canção "Turn, turn, turn".

Paul McCartney abriu-lhe as portas para o mundo musical ao trazê-la para a editora Apple Records em 1968 e ser seu produtor.

O single "Those Were the Days" 1968 produzido por Paul McCartney foi o maior êxito da sua carreira e é a versão inglesa da canção russa "Дорогой длинною". Cartney escreveu o seu segundo single intitulado "Goodbye", e produziu-lhe o álbum "Post Card".

Com a canção "Knock Knock, Who's There?" representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção 1970, onde ela terminou em segundo lugar, atrás de Dana.

A partir da publicação do seu segundo álbum, editado em 1971, chamado "Earth Song-Ocean Song", e depois do seu casamento com Tony Visconty, Mary retirou-se da vida musical, para voltar mais tarde, sem grande sucesso.

Depois de se divorciar de Visconty, em 1981, foi a vocalista da canção "Rachael's Song", de Vangelis, para o filme Blade Runner.

Entre 1982 e 1984 fez parte dos grupos chamados Sundance e Oasis, como vocalista.

Em 1989 lançou o álbum "Spirit", com o single "Ave Maria". Foi produzido por Benny Gallagher.

  

in Wikipédia


Maquiavel nasceu há 557 anos

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Nicolau Maquiavel (em italiano: Niccolò di Bernardo dei Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 - Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo facto de ter escrito sobre o estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente.
Desde as primeiras críticas, feitas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, maldade.
Maquiavel viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade, no lugar de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu as suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto, como desejava.
Como renascentista, Maquiavel utilizou os autores e os conceitos da Antiguidade clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.
   
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O Príncipe
O "Príncipe" é provavelmente o livro mais conhecido de Maquiavel e foi completamente escrito em 1513, apesar de publicado postumamente, em 1532. Teve origem com a união de esforços de Juliano de Médici e do Papa Leão X, com a qual Maquiavel viu a possibilidade de um príncipe finalmente unificar a Itália e defendê-la contra os estrangeiros, apesar de dedicar a obra a Lourenço II de Médici, mais jovem, de forma a estimulá-lo a realizar esta empreitada. Outra versão sobre a origem do livro, diz que ele o teria escrito numa tentativa de obter favores dos Médici, contudo ambas as versões não se auto excluem.
Está dividido em 26 capítulos. No início apresenta os tipos de principado existentes e expõe as características de cada um deles. A partir daí, defende a necessidade do príncipe de basear as suas forças em exércitos próprios, não em mercenários e, após tratar do governo propriamente dito e dos motivos por trás da fraqueza dos Estados italianos, conclui a obra fazendo uma exortação a que um novo príncipe conquiste e liberte a Itália.
   
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Hoje é dia de recordar o desaparecimento de Dalida...

Golda Meir nasceu há 128 anos...

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Golda Meir (em hebraico: גולדה מאיר; em árabe: جولدا مائير; nascida Golda Mabovitch) (Kiev, Império Russo, 3 de maio de 1898—Jerusalém, 8 de dezembro de 1978) foi uma ucraniana fundadora e a quarta primeira-ministra do Estado de Israel. Emigrou para os Estados Unidos em 1906 e para a Palestina em 1921. Golda Meir atuou no sindicato Histadrut e no partido trabalhista Mapai. Além de primeira embaixadora israelita, na extinta União Soviética, em 1948, foi ministra do Interior, ministra das Relações Exteriores, ministra do Trabalho e secretária-geral do Mapai.

Conhecida pela firmeza de suas convicções, estava à frente do Estado de Israel no seu momento mais dramático: a Guerra do Yom Kipur, na qual tropas egípcias e sírias atacaram Israel, cuja população estava ocupada pelas comemorações do Dia do Perdão judaico. David Ben-Gurion, certa vez, disse, dela: "Golda Meir é o único homem do meu gabinete".

   

Bing Crosby nasceu há cento e vinte e três anos...

  
Bing Crosby (Tacoma, Washington, 3 de maio de 1903 - Madrid, Espanha, 14 de outubro de 1977) foi um cantor e ator norte-americano. Considerado um dos maiores cantores populares do século XX, morreu vítima de um ataque cardíaco enquanto jogava golfe.
  
Vida
Nascido Harry Lillis Crosby, o nome Bing foi decidido por ele mesmo, inspirado na personagem Bingo. Abandonou a carreira de Direito para tocar bateria e cantar. Montou um trio e percorreu os Estados Unidos, de uma costa a outra, no final da década de 20.
Em 1930 apareceu pela primeira vez no cinema participando no filme "King of Jazz". A sua primeira gravação a solo foi logo depois, em 1931, com "I Surrender Dear". A partir daí assinou contrato com rádios e gravou mais de 300 músicas até ao final da década de 50, transformando-se no cantor mais popular dos Estados Unidos nas décadas de 30 e 40.
No cinema, Bing Crosby formou uma famosa dupla cómica com Bob Hope nos anos 40. Brilhou em "O Bom Pastor", que lhe deu o Óscar de melhor ator em 1944, "Os Sinos de Santa Maria", "A Caminho do Rio", "Anjos e Piratas", "Natal Branco", "Amar é Sofrer", que lhe valeu outras nomeações para o prémio em 1954, "High Society", "Dizem que é Amor", "Robin Hood de Chicago" e "A Última Diligência".
Bing imortalizou a canção "White Christmas" e a sua voz transformou-se em sinónimo de Natal. Casou duas vezes e teve sete filhos, três deles com a também atriz Kathryn Grant, a sua segunda esposa.
   
 

Pete Seeger nasceu há 107 anos...

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Peter "Pete" Seeger (Nova Iorque, 3 de maio de 1919 - Nova Iorque, 27 de janeiro de 2014) foi um músico norte-americano de música folk. A sua carreira teve início na década de 1940, atingindo o auge como membro da banda The Weavers, que atingiu o primeiro lugar da lista dos compactos mais vendidos da Billboard por 13 semanas, em 1950, com a canção "Goodnight, Irene", originalmente gravada por Leadbelly. Na década de 60, reemergiu na cena pública como pioneiro da música de protesto contra a guerra e a favor dos direitos civis.
Como compositor, é mais conhecido como autor da canções "Where Have All the Flowers Gone?", "If I Had a Hammer" e "Turn! Turn! Turn!", que foram gravadas por vários artistas de todo o mundo. "Where Have All the Flowers Gone?" foi popularizada por Marlene Dietrich e Johnny Rivers; "If I Had a Hammer", por Trini Lopez e "Turn! Turn! Turn!", pelos Byrds. Também foi responsável pela popularização da canção espiritual "We Shall Overcome", que ficou conhecida como símbolo do Movimento pelos Direitos Civis da década de 60.

O cantor morreu em Nova Iorque, de causas naturais.

 

Seeger playing the banjo in 1955

 

 

Vasco Gonçalves nasceu há 105 anos...


Vasco dos Santos Gonçalves (Lisboa, 3 de maio de 1921 - Almancil, 11 de junho de 2005) foi um militar (general) e um político português, durante o PREC. Foi primeiro-ministro de Portugal dos II, III, IV e V Governos Provisórios. Durante este período, denominado "gonçalvismo" ou Processo Revolucionário em Curso (PREC), bastante conturbado, foi acusado de proximidade ao Partido Comunista. Durante o seu governo foram implementadas medidas consideradas bastante controversas, como a nacionalização da banca, seguros e centenas de outras empresas bem como a radicalização da reforma agrária, com a ocupação de milhares de hectares, principalmente no Alentejo. Foi também durante os seus governos que foram feitas a descolonização de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Os seus governos, no entanto sofreram enorme contestação, quer à esquerda, quer à direita, o que veio resultar na sua demissão, em setembro de 1975.
 
 
Formação académica

Vasco dos Santos Gonçalves nasceu em 3 de Maio de 1921 na antiga freguesia de Graça, na cidade de Lisboa.  Era filho de Victor Gonçalves, que chegou a jogar futebol no Benfica, tendo mesmo participado num dos primeiros confrontos entre Portugal e Espanha e era administrador de uma casa de câmbios na Baixa de Lisboa. Ainda muito novo, mudou-se com os pais para São Jorge de Arroios, onde frequentou a escola primária com o seu irmão António, cerca de quatro anos mais novo. Quando tinha cerca de onze anos, integrou-se no Liceu Camões, onde concluiu o curso secundário, e conheceu Urbano Tavares Rodrigues.

Durante a sua juventude, Vasco dos Santos Gonçalves teve duas influências principais, a do seu pai, de linha conservadora e apoiante de António de Oliveira Salazar, e de um professor que era amigo do pai, e que era contra a política salazarista.

Frequentou depois o Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências de Lisboa, onde se interessou por várias correntes políticas e culturais, como música e cinema.  Leu várias obras que não eram permitidas pelo regime, e estudou o Materialismo Dialéctico, disciplina que não foi reconhecida pela faculdade até à Revolução de 1974.

Entrou depois para a Arma de Engenharia da Escola do exército, onde se formou como engenheiro.

 
Carreira militar

Entrou então para a carreira militar como engenheiro, tendo desempenhado igualmente a posição de professor na Escola do Exército. Combateu durante a Guerra Colonial, onde ganhou consciência do sacrifício de homens e de capitais contra um conflito que era inútil. Por este motivo aderiu, com o posto de coronel, ao Movimento dos Capitães, em dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efetuada na Costa da Caparica. Segundo Zita Seabra, já antes do 25 de Abril Vasco Gonçalves seria próximo do Partido Comunista.

Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, que restaurou a democracia em Portugal, foi um dos coordenadores do Movimento das Forças Armadas, tendo integrado a Comissão de Redação do Programa do Movimento das Forças Armadas. Passou a ser o elemento de ligação com Francisco da Costa Gomes. Integrou o Conselho da Revolução, órgão criado pelo Movimento das Forças Armadas em março de 1975.

 

II, III, IV e V Governos Provisórios

Foi nomeado como primeiro-ministro nos segundo, terceiro, quarto e quinto governos provisórios, sendo nomeado pela primeira vez em 18 de julho de 1974 (II Governo Provisório) e destituído em 19 de setembro de 1975, dois meses antes do 25 de novembro.

A sua nomeação enquanto primeiro-ministro foi considerada uma derrota das forças mais moderadas e uma vitória dos elementos mais radicais, ligados ao PCP com quem sempre mostrou proximidade.  Fazia parte da linha mais dura do Movimento das Forças Armadas, tendo afirmado que só existiam duas posições políticas, quem estava pela revolução ou era pela reação, sem existirem meios termos.  Foi também considerado muito próximo de Francisco Costa Gomes, também ele acusado de proximidade para com os comunistas e com quem tinha uma longa relação de amizade pessoal, já que o filho único do presidente viveu em casa de Vasco Gonçalves enquanto Costa Gomes esteve ao serviço em África. Por outro lado, o filho do presidente e a filha de Vasco Gonçalves, eram, à época, ambos membros do PCP e chegaram a ser namorados.

Até à divergência com os moderados do MFA, teria como "mãos" Melo Antunes e Victor Alves, sendo o último quem "de facto liderava e moderava as reuniões dos Conselhos de Ministros".  Mário Soares recordaria "reuniões ministeriais intermináveis, a que Vasco Gonçalves presidia, como primeiro-ministro, às vezes adormecia, de repente e de cansaço, e, então, Vítor Alves, automaticamente, presidia."

Após a «intentona reacionária» (segundo a terminologia da época), do golpe do 11 de março de 1975, é pretexto para que Vasco Gonçalves radicalize o Processo Revolucionário, apoiando-se no Comando Operacional do Continente de Otelo Saraiva de Carvalho. Logo após este golpe falhado, os bancos são nacionalizados, bem como as seguradoras e, por arrasto, a “companhia dos tabacos”, a CUF, a Lisnave e outras grandes empresas. Com as nacionalizações, de repente o estado viu-se dono de cerca de 1300 empresas.  Ao mesmo tempo, foi durante o "gonçalvismo" que teve início o a reforma agrária, que ganhou um novo fôlego depois do 11 de março, com a publicação de nova legislação que facilitou a ocupação de grandes herdades, principalmente no Alentejo.

Foi um dos principais promotores para profundas alterações sociais e económicas em Portugal, incluindo o salário mínimo, os subsídios de férias e desemprego, e a licença de parto. Com efeito, em 1975 foi responsável por um considerável aumento no salário mínimo nacional, que passou de 3.300 para 4.000 Escudos, um aumento superior a 20%. Vasco Gonçalves também foi um dos responsáveis pela desmontagem do Império Português.  No entanto, 1975 viria a ser caracterizado por uma queda acentuada nos indicadores económicos, com forte descida do PIB e PIB per capita, com quebras de 5% e 8,6%, respetivamente. Um recorde absoluto para a época. Em valores absolutos, estes indicadores só viriam a recuperar em 1978. Já as taxas negativas da evolução do PIB, só em 2020, em plena depressão económica provocada pela Covid-19 seriam ultrapassadas. No entanto, mesmo nesse ano a evolução negativa do PIB per capita foi menos severa, do que os registados em durante o chamado "gonçalvismo". Contudo, tal quebra percebe-se melhor no contexto em que se verificou (crise financeira mundial de 1971, crise do petróleo de 1973, revolução, fuga de capitais, sabotagem económica, terrorismo, regresso de meio milhão de ex-colonos), e comparativamente com outros países a economia portuguesa teve um comportamento melhor do que estes: o défice em 1975 foi até inferior ao da Alemanha, segundo a análise que o Departamento de Economia do MIT fez à economia portuguesa no final de 1975, caracterizando-a como "surpreendentemente sã".

Foi durante o seu II Governo Provisório que se agudiza a discussão entre o tema da “unidade sindical” versus “unicidade sindical”. O tema já vinha desde antes do 11 de março, O PCP defendia a unidade sindical”, ou seja, a inclusão de todas as estruturas sindicais em torno da CGTP, numa frente unitária. Os moderados, liderados pelo PS e apoiados pelo PPD e PDC (que também fazia parte do II Governo Provisório) e pelo CDS (que não fazia parte do Governo), defendiam unicidade sindical” com sindicatos de diferentes tendências, que sempre que necessário se uniriam para lutar pelas causas comuns. O pluralismo sindical era visto pelo PCP e CGTP como "introdução de ideologia burguesa nos sindicatos portugueses". Mesmo sem o consenso dos dois maiores partidos (nas primeiras eleições para a Assembleia Constituinte, ocorridas a 25 de abril de 1975, PS e PPD tinham registado cerca de 37,87% e 26,39% contra apenas 12,46% do PCP), o Conselho da Revolução, apoiado por Vasco Gonçalves, aprova o Decreto-Lei N.º 215/75, de 30 de abril, que reconheceu a Intersindical como a “confederação geral dos sindicatos portugueses”. A unicidade sindical seria considerado por Vasco Gonçalves “ o primeiro golpe no capitalismo monopolista de estado”.  A contestação à lei ficaria patente nos apupos sofridos por Vasco Gonçalves no discurso do 1º de maio, no estádio com o mesmo nome, em Lisboa.

Em virtude deste e de outros temas, o seu governo sofreu uma enorme contestação com o consequente abandono, em finais de julho, pelo PS e do PSD, do IV Governo Provisório e do discurso de Mário Soares na Alameda.

Em 3 de agosto de 1975, numa tentativa de controlar a situação e formar um novo Governo, o Presidente da República, General Costa Gomes, reúne-se com Vasco Gonçalves e Teixeira Ribeiro (professor universitário indigitado para vice-Primeiro-Ministro). Mais tarde junta-se Otelo, comandante do COPCON, acabado de chegar de Cuba inflacionado de fervor revolucionário. Este foi claro ao afirmar que as tropas que comandava não o queriam (a Vasco Gonçalves) como Primeiro-Ministro, assumindo claramente a divergência.

Apesar disso, a 8 de agosto, Vasco Gonçalves toma posse Primeiro-Ministro como do V Governo Provisório, desta feita sem o PS nem o PSD no governo. Ao mesmo tempo, o Grupo dos Nove publica um documento com fortes críticas à atuação do PCP e da ala revolucionária do MFA.

A 9 de agosto é publicada no ‘Jornal Novo' uma carta aberta de Mário Soares ao Presidente da República Costa Gomes a exigir a demissão de Vasco Gonçalves. Nos dias seguintes são assaltadas várias sedes do PCP, no norte do país.

10 de agosto - Manifestação em Braga organizada pela Igreja; Assaltadas sedes do PCP em Monção, Porto e Trofa.Otelo, que tinha recusado pertencer ao V Governo, respondeu ao “Documento dos Nove”, a 13 de agosto, com um outro texto: “Documento de Autocrítica Revolucionária”, também conhecido como “Documento COPCON”, em que defendia o poder popular de base, tendo com isso canalizado apoios na extrema-esquerda militar.

A 18 de agosto, Vasco Gonçalves apela à radicalização num famoso discurso proferido em Almada, que representaria também o fim da sua relação com Otelo.

A 20 de agosto, Otelo consuma publicamente essa rutura com Vasco Gonçalves. “Agora, companheiro, separamo-nos”. Por carta, Otelo proíbe Vasco Gonçalves de visitar as unidades militares integradas no COPCON e pede ao general que "descanse, repouse, serene, medite e leia". Neste momento, o Conselho da Revolução está dividido entre dois blocos extremista, um liderado por Otelo e outro pelo PCP e um terceiro moderado, o Grupo dos Nove, próximo do PS.

Vasco Gonçalves tenta, já em desespero, aproximar-se dos revolucionários que se reuniam no COPCON. Com a ajuda do PCP, que se predispôs a entrar na Frente de Unidade Revolucionária (FUR), ao lado da FSP, LUAR, PRB/BR, MDP/CDE e LCI.

Em 24 de agosto é apresentado o elenco do VI Governo Provisório que deveria ser chefiado por Carlos Fabião, com Vasco Gonçalves como CEMGFA. No entanto Fabião recusa, sendo Pinheiro de Azevedo indigitado como Primeiro-Ministro, vindo a tomar posse a 19 de setembro, dois meses antes do golpe de 25 de Novembro.

O seu protagonismo durante os acontecimentos do Verão Quente de 1975 levou os apoiantes do gonçalvismo, na pessoa de Carlos Alberto Moniz, a inclusive comporem uma cantiga em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».

Este período conturbado teve bastante visibilidade internacional através da revista Time de 11 de agosto de 1975, em que sob o titulo "Red Threat in Portugal" as caricaturas de Vasco Gonçalves, Costa Gomes e Otelo foram capa da revista.

No entanto, nas eleições, que ajudou a organizar, verificou-se um reduzido apoio aos militares mais extremistas do MFA e aos seus aliados comunistas, tendo sido demitido a 19 de Setembro de 1975, Passou depois à reforma, embora tenha permanecido no ativismo político.

A sua última aparição pública, numa cerimónia institucional, decorreu a 25 de Abril de 2004, quando regressou à residência oficial de São Bento, a convite do então primeiro-ministro Durão Barroso, para assistir à inauguração de uma galeria de ex-chefes de Governo onde se encontra o seu retrato.

Publicou um livro "Acerca da doutrina militar para Portugal e as suas forças armadas", em 1979.

 

Família e falecimento

Casou com Aida Rocha Alfonso, em 1950, e teve dois filhos, Maria João Gonçalves e o realizador de cinema, Vitor Gonçalves. Foi avô do ator Duarte Guimarães.

A sua filha Maria João, namorou com o filho de Francisco Costa Gomes, à época, em que os pais eram Primeiro-Ministro e Presidente da Republica, respetivamente. Por serem ambos filiados no PCP, alegadamente teriam sido usados como elemento de pressão e intermediários entre o partido e os respetivos pais.

Faleceu em 11 de junho de 2005, vítima de ataque cardíaco enquanto nadava na piscina do seu irmão, António dos Santos Gonçalves, em Almancil. O funeral teve lugar dois dias depois, tendo sido realizado um cortejo fúnebre desde a Escola do Exército até ao Cemitério do Alto de São João, onde foi depositado no talhão militar.

 


A Irlanda foi dividida há cento e cinco anos...

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A Partição da Irlanda foi uma partição entre o nordeste, com seis condados, e os restantes vinte e seis condados, que teve lugar no dia 3 de maio de 1921, sob o Ato do Governo da Irlanda de 1920. Toda a ilha da Irlanda passou a ser, provisoriamente, Estado Livre Irlandês em 6 de dezembro de 1922. Contudo, o Parlamento da Irlanda do Norte exerceu o seu direito de optar por sair do novo domínio no dia seguinte.

Esta partição criou dois territórios na ilha da Irlanda: Irlanda do Norte e Irlanda do Sul. Hoje, o primeiro ainda é conhecido como Irlanda do Norte, enquanto que o último é conhecido simplesmente como Irlanda (ou, no caso de diferenciação entre o Estado e toda a ilha, é necessário que o Estado seja referido como o República da Irlanda). A Irlanda do Norte permanece como parte do Reino Unido, enquanto que a Irlanda é um estado soberano

 

D. João II, o Princípe Perfeito, nasceu há 571 anos

     
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João II de Portugal (Lisboa, 3 de maio de 1455Alvor, 25 de outubro de 1495) foi o décimo-terceiro Rei de Portugal, cognominado O Príncipe Perfeito pela forma como exerceu o poder. Filho do rei Afonso V de Portugal, acompanhou o seu pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada de Arzila. Enquanto D. Afonso V enfrentava os castelhanos, o príncipe assumiu a direção da expansão marítima portuguesa. Sucedeu ao seu pai após a sua abdicação em 1477, mas só ascendeu ao trono após a sua morte, em 1481. Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Nas conspirações que se seguiram suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo Diogo, Duque de Viseu. Governando desde então sem oposição, João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica iniciada pelo seu tio-avô Infante D. Henrique, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia para o que ordenou as viagens de Bartolomeu Dias e de Pêro da Covilhã. O seu único herdeiro, o príncipe Afonso de Portugal estava prometido desde a infância a Isabel de Aragão e Castela, ameaçando herdar os tronos de Castela e Aragão. Contudo o príncipe morreu, numa misteriosa queda, em 1491 e durante o resto da sua vida D. João II tentou, sem sucesso, obter a legitimação do seu filho bastardo Jorge de Lancastre. Em 1494, na sequência da viagem de Cristóvão Colombo, que recusara, negociou o Tratado de Tordesilhas com os Reis Católicos, morrendo no ano seguinte, sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para lhe sucessor o duque de Beja, seu primo direito e cunhado, que viria a ascender ao trono como D. Manuel I de Portugal.
   
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João II morreu em 1495, sem herdeiros legítimos. Dado o ódio que a nobreza portuguesa sempre lhe teve, a hipótese de envenenamento não é de excluir. Antes de morrer, João II escolheu Manuel de Viseu, duque de Beja, seu primo direito e cunhado (era irmão da rainha Leonor) para sucessor.
 
A rainha Isabel, a Católica, de Castela, por ocasião da sua morte, terá afirmado «Murió el Hombre!», referindo-se ao monarca português como o Homem por antonomásia, devido às posições de força que assumira durante o seu reinado.
 
Foi-lhe atribuído o cognome o Príncipe Perfeito pois foi graças às medidas por ele implantadas que emergiu triunfante o valor da sua obra, ou seja, a época de ouro de Portugal.
 
D. João II, Iluminura no Livro dos Copos
      

Dalida morreu há trinta e nove anos...

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Dalida
, nascida Iolanda Cristina Gigliotti (Cairo, 17 de janeiro de 1933 - Paris, 3 de maio de 1987), foi uma famosa cantora, dançarina, modelo e atriz ítalo-egípcia, mais tarde naturalizada francesa. Dalida foi eleita Miss Egito (ainda como Iolanda Gigliotti) em 1954, aos 21 anos de idade, e, após aparecer nalguns filmes no Egito (creditada como Dalila), mudou-se para a França, onde deu início à sua respeitável carreira musical. Ela vendeu mais de 170 milhões de cópias, recebeu 55 discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um Disco de Diamante, tornando-se conhecida como uma das mais notáveis artistas poliglotas a gravar no século XX.
Dalida gravou canções em dez idiomas: francês, italiano, alemão, espanhol, inglês, árabe, japonês, holandês, hebraico e grego. O seu idioma materno era o italiano, apesar de ter aprendido o árabe egípcio e também o francês, enquanto crescia no Cairo. Ela aprimoraria o seu francês na fase adulta, após se estabelecer em Paris em 1954, tornando-se em seguida fluente em inglês e aprendendo também conversações básicas em alemão e espanhol, além de possuir certa facilidade em cumprimentar os seus fãs do Japão, utilizando japonês básico.
Quatro discos de Dalida em inglês (Alabama Song, Money Money, Let Me Dance Tonight, e Kalimba de Luna) obtiveram bastante sucesso, principalmente na França e Alemanha, sem mesmo terem sido lançadas nos mercados dos Estados Unidos e Reino Unido. Ela juntou ao longo de sua carreira mais de 19 músicas de sucesso atribuídas ao seu nome, além de possuir uma longa lista de sucessos nas paradas Top 10 e Top 20 em francês, italiano, alemão, espanhol e árabe. Ao longo de sua carreira, o seu sucesso de vendas de compactos e discos foi ininterrupto, perdurando por mais de 30 anos na França, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Áustria, Egito, Jordânia, Líbano, Grécia, Canadá, Rússia, Japão e Israel. A sua morte em 1987, aos 54 anos, fez com que a ela fosse atribuída uma imagem icónica de diva trágica, em conjunto com a imagem de cantora de renome que já tinha consolidado. Dalida foi postumamente homenageada pelo "International Star Registry" (EUA), com a emissão de um diploma, concedido um ano após sua morte.
 
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Após 31 anos de sucesso ininterrupto, Dalida tinha uma incrível habilidade de transmitir alegria e otimismo, apesar de estar tão ferida sentimentalmente. Dalida teve na sua vida três homens suicidas  e sentia-se cada vez mais sozinha e pesarosa por passar a sua vida inteira dedicada à sua carreira e a homens que ela acreditava serem o ideal a cada relacionamento, além do facto de não ter podido ser mãe. Os passar dos anos começaram a pesar-lhe. Talvez a canção dela que mais justifique o seu sofrimento seja "Je suis malade".
Após anos de buscas através da filosofia, religião e misticismo a fim de preencher o vazio que a colocara em profunda solidão, em virtude de abandonos afetivos e juras não cumpridas, Dalida suicidou-se, aos 54 anos de idade, no dia 3 de maio de 1987, ingerindo elevada dose de barbitúricos, por achar que já tinha dado tudo de si e que nada mais seria novidade para uma profissional que trabalhava incessantemente. Ela deixou duas cartas: uma ao seu irmão Orlando e outra ao seu companheiro François Naudy, além de uma nota de suicídio aos seus fãs com a frase: “Pardonnez-moi, la vie m'est insupportable” (Perdoem-me, a minha vida tornou-se insuportável).