O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Começou a aparecer no teatro durante o final da década de 50,
movendo-se para papéis na televisão e cinema no início da década de 60, atuando como Boo Radley em To Kill a Mockingbird (1962) e aparecendo em Captain Newman, M.D.
(1963). Atuou em muitos de seus papéis mais famosos durante o início da
década de 70, como o Major Frank Burns, na comédia de sucesso MASH (1970) e o papel principal em THX 1138 (1971), assim como a adaptação do romance de William FaulknerTomorrow (1972), de Horton Foote, desenvolvido no Actors Studio, sua associação pessoal de cinema favorita. Isto foi seguido por uma série de apresentações criticamente louvadas em filmes bem sucedidos comercialmente.
Desde então, Duvall continuou a atuar no cinema e na televisão com produções como Tender Mercies (1983), The Natural (1984), Colors (1988), a minissérie Dove Lonesome (1989), Stalin (1992), The Man Who Captured Eichmann (1996), Segredo de Família (1996), O Apóstolo (1997), A Qualquer Preço (1998), Deuses e Generais (2003), Rastro Perdido (2006), e Get Low (2010).
O holandês Hugo de Vries foi precursor do estudo experimental da
evolução dos seres vivos e lançou os fundamentos da pesquisa genética.
Tendo estudado nas universidades de Leiden, Heidelberg e Würzburg, ocupou em 1878 um lugar de
professor na Universidade de Amesterdão, no qual se manteve durante
trinta anos. Em 1886, observou nítidas diferenças entre a rosa natural Oenothera lamarckiana
e espécies cultivadas, o que o levou a analisar o problema da evolução
sob enfoque experimental, em substituição ao método de observação e
inferência. Cultivando essa espécie, descobriu novas variedades
botânicas da planta que apareciam aleatoriamente entre os espécimes
normais. Concebeu então a evolução como série de mudanças radicais
abruptas que dariam surgimento a novas espécies. Deu ao fenómeno o nome
de mutação.
Como resultado do seu interesse pela genética, Vries redescobriu, em 1900, ao mesmo tempo que Carl Correns, da Alemanha, e Erich von Tschermak-Seysenegg, da Áustria, os princípios da hereditariedade, conhecidos como leis de Mendel. Em Die Mutationstheorie
(1901-1903; A teoria das mutações) resumiu o conteúdo das descobertas
que o haviam levado a resgatar as ideias do monge Gregor Mendel sobre a
herança genética. De Vries estudou também o transporte por osmose nas membranas dos vegetais.
Bono começou a sua carreira musical trabalhando para o lendário produtor discográfico Phil Spector, no início dos anos 60. Mais tarde, na mesma década, obteve sucesso comercial juntamente com a sua então esposa, Cher, como parte da dupla Sonny & Cher.
Bono escreveu, fez os arranjos e produziu um número de sucessos como os singles
"I Got You, Babe" e "The Beat Goes On", apesar de poucas pessoas terem
conhecimento de que ele fazia outra coisa além de cantar. Cher recebeu
mais atenção quanto ao seu talento musical.
Sonny e Cher foram as estrelas de um programa de televisão de variedades muito popular, intitulado The Sonny and Cher Comedy Hour, que ia para o ar na CBS, e que durou de 1971 a 1974. Mas novamente, Cher parecia radiante e divertida, e Sonny um tanto lento.
Eles tiveram uma filha, Chastity Bono e divorciaram-se em 1974. Sonny continuou a sua carreira como ator, tendo papéis em séries como Fantasy Island e The Love Boat. Ele fez o papel de um bombista suicida louco em Airplane II: The Sequel. Bono casou-se com Susie Coelho e divorciou-se dela em 1984; casou-se novamente, em 1986, com Mary Whitaker. Tornou-se um membro da Cientologia praticante. O casal teve dois filhos, Chesare Elan Bono e Chianna Marie Bono.
Bono entrou na política após passar por frustrações com a burocracia do
governo local, numa tentativa de abrir um restaurante em Palm Springs, na Califórnia. Com o apresentador de rádio conservador Marshall Gilbert
como seu organizador de campanha (e mais tarde o padrinho de seus dois
filhos tidos com a sua esposa Mary), Bono apostou com sucesso na
política, ao tornar-se o novo mayor de Palm Springs. Ele foi fundamental no processo de deixar a cidade mais recetiva a negócios e liderou a criação do Nortel Palm Springs International Film Festival, agora realizado todos anos, em memória de Bono. Após tentar, sem sucesso, ser o candidato republicano ao Senado dos Estados Unidos em 1992, Bono foi eleito deputado na Câmara dos Representantes em 1994, representando o 44º Distrito do Congresso da Califórnia. Ele introduziu o controverso Sonny Bono Copyright Term Extension Act
(Ato de Extensão dos Direitos Autorais de Sonny Bonno) durante o seu
mandato, para beneficiar a indústria da música e também liderou a
restauração do Salton Sea, trazendo o lago à atenção nacional.
Morreu de ferimentos, ao atingir uma árvore enquanto esquiava no Heavenly Ski Resort, próximo de South Lake Tahoe, na Califórnia.
A sua viúva, Mary, foi escolhida para prosseguir o seu mandato no
Congresso, embora não o tenha acabado. Desde então resolveu seguir uma
carreira de senadora e concorreu com sucesso à eleição. Ela continuou a
lutar por muitas das causas defendidas pelo seu marido, incluindo a
luta em progresso de como melhor salvar o lago Salton.
O corpo de Bono foi enterrado no Desert Memorial Park, próximo da Cathedral City, na Califórnia, o mesmo cemitério em que Frank Sinatra foi enterrado naquele mesmo ano. O epitáfio gravado na lápide de Bono diz "The beat goes on".
Enfrentou sanções económicas internacionais, carestia dentre seu povo e deterioração da qualidade de vida da população, mas se manteve no poder por meio repressão e um extenso culto à personalidade.
Kim Jong-il era oficialmente designado "Líder Supremo"
(e também chamado de "Querido Líder", "Comandante Supremo" e "Nosso
Pai"), e a referência a sua figura estava presente em quase todas as
esferas da vida quotidiana norte-coreana, promovida por um ferrenho culto à personalidade que não admitia oposição. Por esse motivo, Kim Jong-il era reconhecido internacionalmente como sendo o chefe de estado mais totalitário do planeta.
Em junho de 2009, noticiou-se que o líder da Coreia do Norte nomeou seu filho mais novo, o general Kim Jong-un, para lhe suceder, o que faria da Coreia do Norte um regime comunista de controle hereditário.
A morte de Kim Jong-il foi
anunciada publicamente pela imprensa estatal da Coreia do Norte em 19
de dezembro de 2011, e teria ocorrido em 17 de dezembro.
Fontes oficiais atribuíram o falecimento à "fadiga" do Líder Supremo e
à "dedicação de sua vida ao povo". A agência de notícias sul-coreana Yonhap, com base em informações obtidas na Coreia do Norte, divulgou que Kim Jong-Il morreu durante uma viagem, por causa de ataque cardíaco. Kim Jong-Il havia sofrido uma apoplexia em 2008.
O filho mais novo do estadista, o generalKim Jong-un, com 29 anos de idade, foi designado seu sucessor. Um de seus primeiros eventos públicos foi o funeral do seu pai.
Faz hoje, dia 16 de fevereiro de
2013, 70 anos que nasceu em Coimbra, JOSÉ MANUEL DOS SANTOS. Faleceu na sua
cidade natal, a 25 de julho de 1989. José Manuel Martins dos Santos,
nasceu em Coimbra, fez a instrução primária na sua terra, e curso liceal no
Liceu D. João III. A seguir, matriculou-se em Engenharia Civil, na Universidade
de Coimbra, depois no curso de Psicologia, nunca tendo avançado
significativamente em nenhum deles. A canção de Coimbra, a vida académica, e a
boémia saudável que quase todo o estudante adora viver, eram superiores à
vontade de estudar. Os seus pais, com um pequeno comércio na Rua Ferreira
Borges, na Baixa de Coimbra, e com uma venda de bilhetes no teatro Avenida, lá
iam assegurando o tipo de vida, que o Zé Manel gostava de viver. Calcorreava a
Coimbra nas serenatas de rua, nos espetáculos organizados pelos diferentes
Organismos e Instituições, onde a Canção de Coimbra, era presença indispensável,
e onde a sua voz se identificava pela diferença
qualitativa. Vivia a mística do Penedo da Saudade,
e o simbolismo da sua Sé Velha, emprestando com a sua voz maviosa, e um estilo
muito próprio de cantar. A sua dimensão estética invulgar, ao cantar de Coimbra,
sem romantismos retrógrados, respeitando a tradição, mas inserido num movimento
de modernidade e de mudança, marcavam uma diferença significativa para os
demais. Tomando por base o escrito por José Niza, JOSÉ MANUEL DOS SANTOS, acompanha pelo país e pelo estrangeiro, o
Coro Misto da Universidade de Coimbra, a Tuna Académica, e o Orfeon, do qual fez
parte como 1º tenor, nos anos de 1966 a 1968. Cantou com Rui Nazaré, José Niza,
Eduardo Melo, Ernesto Melo, Durval Moreirinhas, Rui Borralho, Manuel Borralho,
Jorge Godinho, Hermínio Menino, António Bernardino, José Miguel Baptista, Jorge
Rino, António Portugal, Rui Pato, Jorge Cravo, José Ferraz, António Andias,
Manuel Dourado, Octávio Sérgio e muitos outros, igualmente importantes na divulgação da Canção
de Coimbra. Refere ainda José Niza, no mesmo livro, que o Dr. Rui Pato, no Jornal
de Coimbra, de setembro de 1989, escreve que José Manuel dos Santos, terá sido o
único que teve a honra de interpretar a obra poética de José Nuno
Guimarães. Pelo Dr. Rui Pato sabemos do agradecimento comovido da sua viúva,
quando da leitura do artigo em causa, pouco tempo após a partida do amigo Zé
Manel, aos 46 anos de idade. O seu filho, médico em Coimbra, terá talvez outra
visão e relação, com a música e o canto de Coimbra, não tendo sofrido o
encantamento que a voz de seu pai ajudou a construir, e que no fundo não foi uma
contribuição ativa, para uma de carreira profissional
consolidada. Gravou dois fonogramas. Vamo-nos
socorrer do trabalho do Prof. Doutor Armando Luís de Carvalho Homem, sob o
título “NUNO GUIMARÃES (1942 – 1973), e a Guitarra de Coimbra nos anos 60: -
impressões perante uma re–audição de cinco 45 RPM”. O autor aborda aquilo que considera que foi o caminho seguido por
ele, e pelos seus companheiros, nas suas vivências académicas, inseridas nas
preocupações estéticas dos mesmos, no domínio da Canção de Coimbra. Atende-se
preferencialmente no contexto social e político envolvente, à época, na Academia
do Porto, e num tempo de mudança, de lutas sociais e políticas dos anos 60. ALCH
aborda a discografia de Nuno Guimarães, com base na sua experiência da sua vida
de jovem compositor e violista, a nosso ver, estruturada em dois pilares
fundamentais: - A dimensão cimeira,
do que foram o saber, a experiência na composição e interpretação da música e da
canção de Coimbra, da lavra do seu saudoso Pai, o Dr. Armando de Carvalho Homem
(1923 – 1991), e a sua passagem enriquecedora pela Academia de Coimbra. A propósito dos fonogramas gravados
por JOSÉ MANUEL DOS SANTOS, ALCH, escreveu:
- “… os discos em causa são os
seguintes: - Serenata de Coimbra: José Manuel dos
Santos, EP AM 4.039, ed. OFIR/ Discoteca Santo António, s.d. (tal com os
restantes); instrumentistas: Nuno Guimarães/ Manuel Borralho (gg), Rui
Pato/ Jorge Ferraz (vv); contém os seguintes temas (todos da autoria de
NG): “Fado da Vida”, “Elegia à Mãe”, “Anjo Negro” e “Rosa e a Noite”. - Coimbra Antiga: Fados por José Manuel dos Santos,
EP AM 4.069; instrumentistas: Nuno Guimarães/ Manuel Borralho (gg), Rui
Pato/Jorge Rino (vv); contém os temas “Adeus Minho Encantador”, “Fado
das Penumbras”, “Canção da Beira” e “Fado Manassés”.
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS partiu muito novo. Tinha 46 anos e a cidade que o viu nascer, também o viu partir, naquele triste dia de 25 de julho de 1989.
É um dos maiores expoentes do fado tradicional e lusitano. Monárquico
e tradicionalista, os seus fados falam essencialmente, mas não
exclusivamente, da nostalgia dos tempos perdidos, de um Portugal já
perdido e esquecido, das touradas e da tradição.
O seu fado mais conhecido será, sem sombra de duvida, o Fado do Embuçado. Composição singular, com música do Fado Tradição,
da cantadeira Alcídia Rodrigues, e letra de Gabriel de Oliveira, é
incontornável em qualquer noite ou tertúlia fadista. O tema mais uma
vez é o tempo de antigamente, uma curiosa história de um "embuçado"
(disfarçado com capote) que todas as noites ia ouvir cantar fados e
que, tendo um dia sido desafiado a revelar-se, se manifesta como sendo o
Rei de Portugal, que após o beija-mão real, cantou o Fado, entre o povo.
Em 1965 adquire um espaço, no Beco dos Cortumes, em Alfama, a que
chamou a Taverna do Embuçado. Abrindo no ano seguinte, esta casa viria a
marcar toda uma era do Fado ao longo dos 20 anos que se seguiram, até
que Ferreira Rosa deixa a gestão, nos anos 80. O espaço, contudo, ainda
hoje existe.
Nos anos 60 adquire ainda o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, que
estava praticamente em ruínas e destinado a converter-se num complexo
de prédios. Ferreira Rosa recupera o Palácio, lutando contra diversos
obstáculos burocráticos e administrativos que lhe foram sendo
colocados. Nas palavras de João Ferreira-Rosa o Instituto Português do
Património Arquitetónico (IPPAR) "estragou-lhe" os últimos 30 anos dos
70 que já leva de vida. Abriu o Palácio Pintéus as suas portas ao
público em 2007 e lá se realizam diversos eventos ligados ao fado. Muito
antes disso nele se realizaram várias sessões de fados transmitidas,
ainda a preto e branco, pela RTP.
É dentro das paredes do Palácio Pintéus que é gravado, em 1996, o 2º
disco de um dos seus mais sublimes trabalhos, "Ontem e Hoje".
Ferreira-Rosa (tal como Alfredo Marceneiro,
de resto) tem uma certa aversão a estúdios de gravação e à
comercialização do fado, preferindo cantar o fado entre amigos, como
refere nos versos do Fado Alcochete.
Nutre uma especial paixão por Alcochete,
onde tem vivido nos últimos anos. A esta vila escreveu o fado
Alcochete, que costuma cantar na música do Fado da Balada, de Alfredo
Marceneiro.
Foi casado com a pianista Maria João Pires, antes de casar em Loures, Santo Antão do Tojal, a 24 de julho de 1987, com Ana Maria de Castelo-Branco Gago da Câmara Botelho de Medeiros (Lisboa, 27 de janeiro de 1936).
Entre 2001 e 2003,
amigos e seguidores de João Ferreira Rosa tiveram ainda a oportunidade
de o ouvir regularmente em ciclos de espetáculos organizados no Wonder
Bar do Casino Estoril.
Entre os seus maiores sucessos podemos encontrar como casos do emblemático "Embuçado", "Triste Sorte" , "Acabou o Arraial", "Fragata" ou "Fado dos Saltimbancos".
Em novembro de 2012 recebeu a Medalha de Mérito Municipal, grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa.
João Ferreira-Rosa morreu na manhã do dia 24 de setembro de 2017, aos oitenta anos, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
Como segundo filho, Afonso não deveria herdar o trono destinado a Sancho e por isso viveu em França, onde se casou com Matilde II de Bolonha em 1235, tornando-se assim conde jure uxoris de Bolonha, onde servia como um dirigente militar, combatendo em nome do Rei Luís IX, rei de França e seu primo.
Todavia, em 1246, os conflitos entre Sancho II e a Igreja tornaram-se insustentáveis e o Papa Inocêncio IV, nesse mesmo ano, despacha a Bula Inter alia desiderabilia, que prepara a deposição de facto do monarca.
O papado, através de duas Breves, ainda aconselha Afonso, Conde de Bolonha, a partir para a Terra Santa em Cruzada e também que passe a estar na Hispânia, fazendo aí guerra ao Islão. Mas a 24 de julho, a Bula Grandi non immerito depõe oficialmente Sancho II do governo do reino, e Afonso torna-se regente.
Os fidalgos levantam-se contra Sancho, e Afonso cede a todas as
pretensões do clero no "Juramento de Paris", uma assembleia de prelados e
nobres portugueses, jurando que guardaria todos os privilégios, foros
e costumes dos municípios, cavaleiros, peões, religiosos e clérigos
seculares do reino. Abdicou imediatamente das suas terras francesas e
marchou sobre Portugal, chegando a Lisboa nos últimos dias do ano,
onde se fez coroar rei em 1248 após o exílio e morte de Sancho II em Toledo.
Até à morte de D. Sancho e a sua consequente coroação, D. Afonso apenas usou os títulos de Visitador, Curador e Defensor do Reino.
Para aceder ao trono, Afonso abdicou de Bolonha e repudiou Matilde, para casar com Beatriz de Castela.
Decidido a não cometer os mesmos erros do irmão, o novo rei prestou
especial atenção à classe média de mercadores e pequenos proprietários,
ouvindo as suas queixas. Por este procedimento, Afonso III ficou
conhecido também como o pai do "Estado Português", distribuindo
alcaides pelos castelos e juízes pelas diferentes vilas e terras. O
objetivo era a implantação de um poder legal com o qual todos os
habitantes do Reino português mantivessem uma relação de igualdade.
Em 1254, na cidade de Leiria, convocou a primeira reunião das Cortes,
a assembleia geral do reino, com representantes de todos os espectros
da sociedade. Afonso preparou legislação que restringia a
possibilidade das classes altas cometerem abusos sobre a população
menos favorecida e concedeu inúmeros privilégios à Igreja. Recordado
como excelente administrador, Afonso III organizou a administração
pública, fundou várias vilas e concedeu o privilégio de cidade através do édito de várias cartas de foral.
Foram por sua ordem feitas as Inquirições Gerais, iniciadas em 1258, como forma do rei controlar, não só o grande poder da Nobreza, mas também para saber se lhe estavam a ser usurpados bens que, por direito, pertenciam à Coroa.
Moedas cunhadas com a efígie de El-Rei D. Afonso III de Portugal
Reconquista
Com o trono seguro e a situação interna pacificada, Afonso voltou a sua atenção para os propósitos da Reconquista do Sul da Península Ibérica às comunidades muçulmanas. Durante o seu reinado, a cidade de Faro foi tomada com sucesso em 1249 e o Algarve incorporado no reino de Portugal.
Após esta campanha de sucesso, Afonso teve de enfrentar um conflito diplomático com Castela, que considerava que o Algarve lhe pertencia. Seguiu-se um período de guerra entre os dois países, até que, em 1267, foi assinado um tratado em Badajoz que determina a fronteira no Guadiana desde a confluência do Caia até à foz, a fronteira luso-castelhana.
Segundas núpcias
Em 1253, o rei desposou D. Beatriz, popularmente conhecida por D. Brites, filha de D. Afonso X de Castela, O Sábio. Desde logo isto constituiu polémica pois D. Afonso era já casado com Matilde II de Bolonha.
O Papa Alexandre IV
respondeu a uma queixa de D. Matilde, ordenando ao rei D. Afonso que
abandone D. Beatriz em respeito ao seu matrimónio com D. Matilde. O
rei não obedeceu, mas procurou ganhar tempo neste assunto delicado, e o
problema ficou resolvido com a morte de D. Matilde, em 1258. O infante, D. Dinis, o futuro Rei, nascido durante a situação irregular dos pais, foi então legitimado, em 1263.
O casamento funcionou como uma aliança que pôs termo à luta entre Portugal e Castela pelo reino do Algarve. Também resultou em mais riqueza para Portugal quando D. Beatriz, já após a morte do rei, recebe do seu pai, Afonso X, uma bela região a Este do Rio Guadiana, onde se incluíam as vilas de Moura, Serpa, Noudar, Mourão e Niebla. Tamanha dádiva deveu-se ao apoio que D. Brites lhe prestou durante o seu exílio, na cidade de Sevilha.
Excomunhão do rei e do reino
No final da sua vida, viu-se envolvido em conflitos com a Igreja, tendo sido excomungado em 1268 pelo arcebispo de Braga e pelos bispos de Coimbra e Porto, para além do próprio Papa Clemente IV, à semelhança dos reis que o precederam. O clero
havia aprovado um libelo contendo quarenta e três queixas contra o
monarca, entre as quais se achavam o impedimento aos bispos de cobrarem
os dízimos, utilização dos fundos destinados à construção dos templos,
obrigação dos clérigos a trabalhar nas obras das muralhas das vilas,
prisão e execução de clérigos sem autorização dos bispos, ameaças de
morte ao arcebispo e aos bispos e, ainda, a nomeação de judeus
para cargos de grande importância. A agravar ainda mais as coisas,
este rei favoreceu monetariamente ordens religiosas mendicantes, como
franciscanos e dominicanos, sendo acusado pelo clero de apoiar
espiritualidades estrangeiradas. O grande conflito com o clero também se
deve ao facto do rei ter legislado no sentido de equilibrar o poder
municipal em prejuízo do poder do clero e da nobreza.
O rei, que era muito querido pelos portugueses por decisões como a da abolição da anúduva
(imposto do trabalho braçal gratuito, que obrigava as gentes a
trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muros,
fossos e outras obras militares), recebeu apoio das cortes de Santarém em janeiro de 1274,
onde foi nomeada uma comissão para fazer um inquérito às acusações
que os bispos faziam ao rei. A comissão, composta maioritariamente por
adeptos do rei, absolveu-o. O Papa Gregório X,
porém, não aceitou a resolução tomada nas cortes de Santarém e mandou
que se excomungasse o rei e fosse lançado interdito sobre o reino em 1277.
Próximo da morte, em 1279,
D. Afonso III jurou obediência à Igreja e a restituição de tudo o que
lhe tinha tirado. Face a esta atitude do rei, o abade de Alcobaça levantou-lhe a excomunhão e o rei foi sepultado no Mosteiro de Alcobaça.
O Explorer 9 ou (S-56A), foi um satélite de pesquisas terrestres, de origem norte americana, lançado pela NASA usando um foguete Scout (ST-4), com o objetivo de se estudar a densidade e a composição da termosfera superior e da exosfera inferior.
Esta missão, foi uma reedição da S-56 (Scout ST-3), que falhou anteriormente, e consistia de um balão de 7 kg, especialmente projetado, com uma série de sensores externos, que foi colocado numa órbita terrestre média.
O Explorer 9 foi lançado em 16 de fevereiro de 1961, através de um foguetão Scout X-1 (ST-4).
Tracy Marrow (Newark, 16 de fevereiro de 1958), mais conhecido como Ice-T, é um rapper, músico, autor e ator norte-americano. Foi um dos precursores do gangsta rap. A maioria de sua música trata de assuntos políticos,
apesar de ter declinado com o tempo. Usa linguagem violenta e com
frequência de alusões à vida do crime, prostituição, drogas, "thug life"
e outras do género implicado no estilo da música rap de gangster. Desde 1999 tem protagonizado o Detetive Odafin Tutuola, da Polícia de Nova Iorque, na série da NBC Law & Order: Special Victims Unit.
Nascido Phillipp Schwarzerdt, em Bretten, na Saxónia, o mais velho entre cinco irmãos, era filho de Georg Schwarzerdt, mestre fundidor, e de sua esposa da família Reuter, uma rica família de comerciantes. Teve educação esmerada e distingui-se nos estudos de grego e latim. Perdeu o pai aos onze anos. Um de seus mestres (tio-avô) foi o humanista Johannes Reuchlin, que o chamava Melanchthon, tradução para o grego de seu nome alemão, Schwarzerdt, que significa "terra preta", e assim passou a ser conhecido. Reuchlin obteve que fosse aceite na Universidade de Heidelberg
aos doze anos de idade. Terminou ali seus estudos no ano de 1511, como
bacharel em artes. Porém não foi aceite para os exames de mestrado, por
ser considerado muito jovem para ser um professor. Passou à Universidade de Tübingen, onde foi aceite, em 1514, com 17 anos, na Faculdade de Filosofia. Johannes Reuchlin o recomendou ao príncipe-eleitorFrederico III da Saxónia para a recém-fundada Universidade de Wittenberg; ali, a sua aula inaugural, em 1518, intitulou-se "Reforma da Instrução dos Jovens". Foi aluno de teologia
de Lutero, em 1519, o qual, por sua vez, apesar de 14 anos mais velho,
foi seu aluno de grego. Melâncton casou em 1520 com Katharina Krapp, a
filha do prefeito de Wittenberg.
É considerado o primeiro sistemático da Reforma (Loci communes, 1521 - posteriormente reeditado com melhoramentos). Melâncton publicou trabalhos não apenas na Teologia, mas também na Psicologia (De anima), Física (escreveu um trabalho sobre o sistema solar proposto por Copérnico) e filosofia (Philosophia moralis
e vários outros comentários). Além de ser um entusiasta da astrologia
grega, foi o primeiro a imprimir uma versão parafraseada do livro Tetrabiblos de Ptolomeu em 1554. Tudo isso contribui para que ele tivesse um respaldo no meio universitário.
Além desses trabalhos, Melâncton escreveu comentários ao Novo Testamento, publicando em 1537 o seu comentário sobre a “Epístola aos Colossenses” e, entre 1529 e 1556, o seu comentário sobre a “Epístola aos Romanos”. Foi o homem que efetivamente escreveu a “Confissão de Augsburgo”
e também a apologia desta confissão, as quais continuam tendo caráter
fundamental para as igrejas luteranas até aos dias de hoje. Tornou-se
conhecido como o "educador da Alemanha" (Praeceptor Germaniae)
por organizar e reformar as escolas alemãs. Ele estava desgostoso com a
pobreza da instrução nas escolas alemãs durante a Idade Média o que
exprime em seu De Miseriis Paedagogorum no qual relata o triste
estado da instrução em escolas. Melâncton instalou na sua própria casa
uma escola experimental, onde fez experiências pedagógicas durante dez anos.
Até ao século XVIII os manuais
académicos e escolares de Melâncton foram usados por todos os lados,
inclusive em institutos ligados a outras igrejas (naturalmente com a
omissão de seu nome). Os seus conceitos de direito
natural e razão tiveram influência sobre a filosofia iluminista.
Antes de sua morte foi reconhecido pelo seu trabalho de reforma e
expansão do sistema universitário alemão, que produziu principalmente
intelectuais, servidores públicos e pregadores ilustres, todos bem
preparados.
António
Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de
Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia. Era
filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma tenda de mercearia a
retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus. Recebeu o apelido
"dos Reis", de seu avô materno, António José dos Reis.
Educado em rígida disciplina familiar, Soares dos Reis frequentou
as aulas de instrução primária ao mesmo tempo que auxiliava o pai na
tenda como marçano. Desde cedo se fizeram notar os seus dotes
artísticos. Às escondidas do pai, talhava pequenos bonecos em madeira e
modelava santinhos de barro que expunha ao Sol, no quintal. Essas
figuras foram notadas pelo vizinho Diogo de Macedo e pelo pintor Resende,
que convenceram o pai de Soares dos Reis a enviá-lo para a Escola de
Belas Artes. Foi assim que, em 1861, com apenas 14 anos, se matriculou
na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de Fonseca Pinto,
tendo concluído o curso de escultura em 1866. Durante a frequência do
curso colheu prémios e louvores, obtendo o 1.º prémio nas cadeiras de
desenho, arquitetura e escultura.
Aos 20 anos tornou-se pensionista do estado no estrangeiro. Em 1867, tendo vencido o concurso com um busto, Firmino, com o espírito romântico que a escultura portuguesa não conhecera ainda, parte para Paris, onde frequentou o atelier de François Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts, recebendo aulas de Adolphe Yvon e de Hippolyte Taine. Também aqui Soares dos Reis alcançou a classificação de n.º 1 do curso,
distinção que levou os seus colegas a batizá-lo com o epíteto de voleur des prix (ladrão de prémios).
Mas a eclosão da Guerra Franco-Prussiana obrigou-o a regressar ao país. Por instâncias dos seus professores da Academia Portuense é enviado para Roma, a fim de completar o período de pensionato, sem assumir qualquer professor. Soares dos Reis chegou à Cidade Eterna em 1871 e foi aqui que executou uma das suas obras mais românticas e originais, O Desterrado, sua obra maior. Obra formalmente clássica, O Desterrado é também a nostalgia da Pátria distante uma «estátua da saudade». De inspiração classicista,
a obra (na altura tida como plágio, o que iria angustiar durante muito
tempo o escultor) é um notável trabalho dos volumes, permitindo jogos de
luz e sombra, a acentuarem o sentido do título. A obra exerceu
influência direta sobre obras da subsequente geração de escultores.
Resultado do seu contacto com a escultura europeia da época, a
fase seguinte da obra de Soares dos Reis, para além do virtuosismo
técnico da sua execução, iria ser marcada pelos valores do realismo,
patentes, em várias obras.
Chegado ao Porto em 1872, Soares dos Reis foi recebido pelos seus
conterrâneos com aplausos e admiração, sendo nomeado Académico de
Mérito da Academia Portuense de Belas Artes, em 1873. Em 1875, é nomeado
Académico de Mérito pela Academia de Belas Artes de Lisboa. E em 1878 recebe uma Menção honrosa na Exposição Universal de Paris.
Até 1880, o escultor produziu, expôs e foi reconhecido por diversos
trabalhos. Foi um dos fundadores do Centro Artístico Portuense,
organismo que muito contribuiu para a difusão das artes plásticas no
país.
Contudo, Soares dos Reis será acusado de plagiar a estátua de Ares do Museu das Termas - e mais tarde dir-se-á mesmo que não era ele o autor d’O Desterrado, acusações que atingiram profundamente o artista. A obra é exposta em 1874 na Academia e em 1881 obtém uma medalha de ouro em Madrid sendo agraciado com o Grau de Cavaleiro da Ordem de Carlos III.
Monumento a D. Afonso Henriques, bronze, Guimarães
Obra revolucionária para a época, revelando qualidade e inspiração pessoal, O Desterrado é bem a expressão de uma certa ideia de Pátria a que os Vencidos da Vida se acordarão. Soares dos Reis fará posteriormente a estátua do Conde de Ferreira (1876), de D. Afonso Henriques (1887), de Brotero (1888), os retratos de Hintze Ribeiro, Correia de Barros e Fontes Pereira de Melo e os bustos da Viscondessa de Moser
(1884) e «da Inglesa» (1887). Aceitou outras encomendas menores, por
desespero e falta de outras — santos para confrarias, ornatos para
estuques, gravuras para O Occidente, etc. Em 1881 é nomeado
professor da Escola de Belas-Artes do Porto, onde pretende reformar o
ensino da escultura, contando com a oposição obstinada dos seus colegas.
Expõe em Paris, em 1881, na Exposição Universal.
O seu ecletismo revelou-se na escultura de temática religiosa, onde também deixou uma marca naturalista (Cristo Crucificado, 1877) ou evocadora de um certo goticismo (São José e São Joaquim, peças esculpidas para a frontaria da capela da família Pestana, no Porto).
A 15 de julho de 1885, casa em Mafamude, com Amélia Aguiar de
Macedo, de quem teve dois filhos: Raquel Engrácia de Macedo Soares dos
Reis (1886-1952) e Fernando de Macedo Soares dos Reis (1888-?), que
viriam a falecer sem deixar descendência. Dedicado à divulgação da
escultura, lecionou nos cursos noturnos do Centro Artístico Portuense,
de sua iniciativa. Sofrendo, na sua intenção de renovar o ensino da
escultura, a oposição de outras figuras ligadas às instituições da
época, o escultor, de temperamento depressivo, abandona o Centro
Artístico Portuense em 1887 e, dois anos depois, em 1889, suicida-se no
seu atelier em Vila Nova de Gaia. É encontrado apoiado à sua mesa de
trabalho. Desfechara um tiro de revólver contra a cabeça. Na parede
branca atrás da cadeira onde ficou sentado, escrevera: «Sou cristão,
porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a
quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal». Tinha 41
anos e foi sepultado no cemitério de Mafamude, na localidade onde
nascera, numa sepultura de mármore com o busto da Saudade, obra de sua autoria.
Incapaz de se sobrepor à incompreensão e ao descrédito lançados
contra o seu valor artístico e de enfrentar a obstrução sistemática aos
seus esforços de inovação como docente, recorreu ao suicídio, deixando
uma obra ímpar na escultura da segunda metade do século XIX.
«Porto, 16 – Suicidou-se hoje às 08h00 da manhã, na sua casa da Rua
de Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia, disparando dois tiros de
revólver na cabeça, o eminente estatuário Soares dos Reis, lente de
escultura na Academia de Belas Artes e autor de verdadeiras obras
primas. (…) São desconhecidas as causas que determinaram o suicídio.»in “Diário de Noticias”, 17 de fevereiro de 1889.
Günther taught at the universities of Jena, Berlin, and Freiburg, writing numerous books and essays on racial theory. Günther's Kleine Rassenkunde des deutschen Volkes ("Short Ethnology of the German People"), published in 1929, was a popular exposition of Nordicism. In May 1930, he was appointed to a new chair of racial theory at Jena. He joined the Nazi Party in 1932 as the only leading racial theorist to join the party before it assumed power in 1933.
(...)
He received several honors during the Third Reich, notably in 1935 he was declared "pride of the NSDAP" for his scientific work. In the same year he received the Rudolph Virchow plaque, and in 1940 the Goethe Medal for arts and science from Hitler. In March 1941, he was received as an honored guest for the opening conference of Alfred Rosenberg's Institute for Research on the Jewish Question "Institute for the Study of the Jewish Question". At the conference the obliteration of Jewish identity, or "people death" (Volkstod)
of the Jews was discussed. Various proposals were made, including the
"pauperization of European Jews and hard labor in massive camps in
Poland". Günther's only recorded comment was that the meeting was
boring.
After World War II, Günther was placed in internment camps
for three years until it was concluded that, though he was a part of
the Nazi system, he was not an instigator of its criminal acts, making
him less accountable for the consequences of his actions. The University
of Freiburg came to his defense at his post-war trial. Nevertheless,
even after Nazi Germany's fall, he did not revise his thinking, denying the Holocaust until his death. In 1951 he published the book How to choose a husband
in which he listed good biological qualities to look for in marriage
partners. He continued to argue that sterilization should remain a legal
option, and played down the mandatory sterilization used in Nazi
Germany. Another eugenics book was published in 1959 in which he argued
that unintelligent people reproduce too numerously in Europe, and the
only solution was state-sponsored family planning.