sexta-feira, fevereiro 23, 2024

Bezerra da Silva nasceu há 97 anos...

     
José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 - Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor, guitarrista, percussionista e intérprete brasileiro dos géneros musical coco e samba, em especial de partido-alto.
     

 


Hoje é dia de ouvir e recordar Elgar...

Wilson Simonal nasceu há 86 anos...


Wilson Simonal de Castro
(Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 - São Paulo, 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 60 e 70, chegando a comandar um programa na TV Tupi, Spotlight, e dois programas na TV Record, Show em Si... Monal e Vamos S'imbora, e a assinar o que foi considerado na época o maior contrato de publicidade de um artista brasileiro, com a empresa anglo-holandesa Shell.
Cantor detentor de esmerada técnica e qualidade vocal, Simonal viu a sua carreira entrar em declínio após o episódio no qual teve seu nome associado ao DOPS, envolvendo a tortura de seu contador Raphael Viviani. O cantor acabaria sendo processado e condenado, por extorsão mediante sequestro, sendo que, no curso deste processo, redigiu um documento dizendo-se delator, o que acabou levando-o ao ostracismo e a condição de pária da música popular brasileira.
Os seus principais sucessos são "Balanço Zona Sul", "Lobo Bobo", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Nem Vem Que não Tem", "Tributo a Martin Luther King", "Sá Marina" (que chegou a ser regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder, como "Pretty World"), "País Tropical", de Jorge Ben, que seria seu maior êxito comercial, e "A Vida É Só pra Cantar". Simonal teve uma filha, Patrícia, e dois filhos, também músicos, Wilson Simoninha e Max de Castro.
Em 2012, Wilson Simonal foi eleito o quarto melhor cantor brasileiro de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil.
  

 


Brad Whitford, guitarrista dos Aerosmith, celebra hoje 72 anos

  
Brad Whitford
, nome completo Bradford Ernest Whitford (Reading, Massachusetts, 23 de fevereiro de 1952) é o guitarrista base dos Aerosmith, ao lado de Joe Perry.

   in Wikipédia

 


Os norte-americanos colocaram a sua bandeira no Monte Suribachi há 79 anos

Raising the Flag on Iwo Jima, por Joe Rosenthal - The Associated Press
     
Raising the Flag on Iwo Jima é uma fotografia histórica, tirada em 23 de fevereiro de 1945, por Joe Rosenthal. Ela mostra cinco fuzileiros navais americanos e um paramédico da Marinha dos Estados Unidos fincando a bandeira dos Estados Unidos da América no topo do Monte Suribachi, indicando a sua conquista, durante a batalha de Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial.
A fotografia é muito popular, vindo a ser reproduzida em milhares de publicações. Foi a primeira fotografia a ganhar o Prémio Pulitzer no mesmo ano da sua publicação e veio a ser lembrada nos Estados Unidos como uma das mais significantes e reconhecidas imagens de guerra, e uma das mais reproduzidas fotografias de todos os tempos.
Dos seis homens que aparecem na fotografia, três morreram durante a batalha (Franklin Sousley, Harlon Block e Michael Strank) e três sobreviveram a esta (John Bradley, Rene Gagnon e Ira Hayes). Os que sobreviveram acabaram por se tornar célebres, depois de identificados. A imagem foi usada depois por Felix de Weldn para esculpir o USMC War Memorial, no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia.
     

Rusty Young, guitarrista e vocalista dos Poco, nasceu há 78 anos...


Rusty Young, nome artístico de Norman Russel Young (Long Beach, Califórnia, 23 de fevereiro de 1946 – Davisville, 14 de abril de 2021) foi um guitarrista, vocalista e compositor americano, conhecido como líder da banda de country rock Poco.

Criado no Colorado, Rusty começou tocando steel guitar aos 6 anos de idade, continuando a praticar e estudar as técnicas do instrumento durante seus anos escolares. No final da década de 1960, tornou-se agenciador de turnês do Buffalo Springfield, onde teve chance de mostrar seus conhecimentos na steel guitar, gravando com eles a canção "Kind Woman". Com o fim da banda, formou os Poco em 1968.

Young morreu em 14 de abril de 2021, em Davisville, aos 75 anos de idade, de ataque cardíaco.

 

 

Steve Priest, o falecido baixo dos Sweet, nasceu há 76 anos...

  
Stephen Norman Priest (Hayes, Middlesex, Inglaterra, 23 de fevereiro de 1948 - 4 de junho de 2020) foi um músico britânico, membro fundador, baixista e backing vocal da banda Sweet. Morreu no dia 4 de junho de 2020, aos 72 anos.
  

 


David Sylvian, vocalista dos Japan, comemora hoje 66 anos

    
David Sylvian, nome artístico de David Alan Batt (Beckenham, Kent, 23 de fevereiro de 1958), é um cantor e músico inglês que adquiriu proeminência no final dos anos 70 como vocalista e principal compositor do grupo de new romantic Japan. O crítico Jason Ankeny, no Allmusic, descreve a sua carreira: "uma carreira esotérica e de longo alcance que abrangeu não só discos a solo como também uma série fascinante de colaborações, incluindo fascinantes incursões no cinema, fotografia e arte moderna". De entre os músicos que tocaram ou gravaram com Sylvian, estiveram desde músicos de jazz e de vanguarda, como Mark Isham, John Taylor, Kenny Wheeler, David Torn e Derek Bailey, até músicos de rock progressivo e krautrock, como Robert Fripp, Bill Nelson e Rolger Czukay. Também se destaca na maioria dos seus discos a presença de seu irmão, Steve Jansen, na bateria, outro antigo membro dos Japan, e do teclista nipónico Ryuichi Sakamoto.
   

 


Handel nasceu há 339 anos

      
Georg Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de fevereiro de 1685 - Londres, 14 de abril de 1759) foi um célebre compositor germânico, naturalizado cidadão britânico em 1726.
Desde cedo mostrou notável talento musical, e a despeito da oposição de seu pai, que o queria um advogado, conseguiu receber um treinamento qualificado na arte da música. A primeira parte da sua carreira foi passada em Hamburgo, como violinista e maestro da orquestra da ópera local. Depois dirigiu-se para a Itália, onde conheceu a fama pela primeira vez, estreando várias obras com grande sucesso e entrando em contacto com músicos importantes. Em seguida foi indicado mestre de capela do Eleitor de Hanôver, mas pouco trabalhou para ele, e esteve na maior parte do tempo ausente, em Londres. O seu patrão mais tarde tornou-se o rei da Grã-Bretanha, como rei Jorge I, para quem continuou a compor. Fixou-se definitivamente em Londres, e ali desenvolveu a parte mais importante de sua carreira, como autor de óperas, oratórios e música instrumental. Quando adquiriu cidadania britânica adotou o nome George Frideric Handel. Tinha grande facilidade para compor, como prova a sua vasta produção, que compreende mais de 600 obras, muitas delas de grandes proporções, entre elas dezenas de óperas e oratórios em vários movimentos. A sua fama em vida foi enorme, tanto como compositor quanto como instrumentista, e mais de uma vez foi chamado de "divino" pelos seus contemporâneos. A sua música se tornou conhecida em muitas partes do mundo, foi de especial importância para a formação da cultura musical britânica moderna, e desde a metade do século XX tem sido recuperada com crescente interesse. Hoje ele é considerado um dos grandes mestres do barroco musical europeu.
     

 


Saudades do Zeca...

Joshua Reynolds morreu há 232 anos

Auto-retrato, 1776

Joshua Reynolds (Plymouth, 16 de julho de 1723 – Londres23 de fevereiro de 1792) foi um pintor inglês retratista. Reynolds foi um dos principais retratistas do século XVIII. A sua técnica e habilidade influenciaram as gerações futuras de pintores retratistas. A suas pinturas invocavam os valores morais clássicos e o seu estilo retratava muito as cores em fortes pinceladas e costumava pintar retratos de mulheres e crianças. Deixou a sua marca em pinturas ricas que exibiam o luxo. Foi o primeiro presidente da Academia Real Inglesa, preocupando-se em divulgar a arte através dos seus trabalhos e textos aos estudantes e membros da academia britânica.

Morreu em 1792, em Londres, e foi sepultado na Catedral de São Paulo.
   
The Age of Innocence - circa  1788

O Plano de Iguala foi proclamado há 203 anos

 

O Plano de Iguala também conhecido como o Plano das Três Garantias (Plan Trigarante) foi proclamado em 24 de fevereiro de 1821, na fase final da Guerra da Independência do México. O plano era uma tentativa de estabelecer uma fundação constitucional para um Império Mexicano independente. Foi proclamado a partir da cidade de Iguala, no atual estado de Guerrero.

O Plano de Iguala tinha três objetivos principais:

  • definição do catolicismo como religião nacional do México;
  • a proclamação da independência do México;
  • a igualdade social para todos os grupos étnicos e sociais do novo país.

Estes objetivos foram resumidos a Religião, Independência e União.

O México deveria tornar-se uma monarquia constitucional, tendo como modelo as monarquias europeias da altura, cuja coroa seria entregue a Fernando VII de Espanha ou, na recusa deste, a qualquer outro príncipe europeu. Para governar o novo país até à chegada de um príncipe que ocupasse o trono, o plano propunha a criação de uma Junta Governativa, e posteriormente de uma Regência encarregue de governar o país até à eleição de um novo Imperador.

O plano assegurava também a igualdade de todos os habitantes do México, concedendo-lhe direitos iguais perante a justiça e em todos os aspetos das suas vidas.

As duas principais figuras por detrás do plano foram Agustín de Iturbide (que se tornaria o Imperador do México) e Vicente Guerrero, líder insurgente e mais tarde presidente do México. Foi formado o exército das Três Garantias, como garante dos ideais estabelecidos no plano de Iguala, com origem na fusão das forças militares lideradas por estes dois homens. Em 24 de agosto de 1821, Iturbide e o vice-rei espanhol Juan O'Donojú assinaram o Tratado de Córdoba, ratificando o Plano de Iguala, confirmando assim a independência mexicana. 

 

Paul Tibbets, o homem que lançou a bomba nuclear em Hiroshima, nasceu há 109 anos

Paul Tibbets, acenando do cockpit do Enola Gay, a 6 de agosto de 1945, antes de partir para Hiroshima
 
     
Paul Warfield Tibbets, Jr. (Quincy, 23 de fevereiro de 1915 - Columbus, 1 de novembro de 2007) foi um brigadeiro-general da Força Aérea dos Estados Unidos, comandante do avião que lançou a bomba atómica sobre Hiroshima, a 6 de agosto de 1945.
Piloto americano de missões de bombardeio sobre a Alemanha durante a Segunda Guerra, o então tenente-coronel Tibbets, de 30 anos, foi o escolhido para lançar a bomba atómica sobre Hiroshima. Na ocasião comandava o 509.º Agrupamento Aéreo dos Estados Unidos e desde fevereiro de 1945 preparava-se para a missão.
Desde o final de abril, o comandante aguardava, na pequena ilha de Tinian, no arquipélago das Marianas, no Oceano Pacífico, a ordem para bombardear o Japão.
Para realizá-la, Tibbets escolheu pessoalmente um quadrimotor B-29, que foi denominado Enola Gay, em infeliz homenagem à sua mãe.
Dos 1.500 membros do esquadrão, Tibbets era o único que sabia para o que estava a ser treinado. Os demais membros da tripulação que acompanhou o piloto apenas tinham recebido instruções, pouco precisas, sobre os reais objetivos da missão.
Até ao fim de sua vida, Tibbets acreditou ter feito o necessário para acabar com a guerra e não demonstrou arrependimento pela bomba por ele lançada ser responsável pela morte de mais de 119 mil pessoas, no primeiro ataque nuclear contra seres humanos na história.
O presidente Harry Truman, que ordenou o ataque, teria dito à tripulação, depois do retorno aos Estados Unidos: "Não percam o sono por terem cumprido esta missão; a decisão foi minha, vocês não podiam escolher".
Paul Tibbets viveu por mais de sessenta anos após bombardear Hiroshima, falecendo em casa, no estado de Ohio, a 1 de novembro de 2007, aos 92 anos de idade.
    

Katia Guerreiro - 48 anos

  
Katia Duarte d'Almeida d'Oliveira Rosado Guerreiro (Vanderbijlpark, 23 de fevereiro de 1976), mais conhecida apenas como Katia Guerreiro, é uma fadista e médica oftalmologista portuguesa nascida na África do Sul.

 

in Wikipédia

 


O último estertor do franquismo tentou acabar com a democracia em Espanha há 43 anos

(imagem daqui)
     
O frustrado golpe de Estado de 23 de fevereiro de 1981 na Espanha, também conhecido como 23-F, foi uma tentativa de golpe de estado perpetrada por certos militares, sendo o acontecimento mais representativo o assalto ao Congresso dos Deputados por um numeroso grupo de guardas civis, comandado pelo tenente-coronel Antonio Tejero. O assalto ocorreu durante a votação da nomeação para Presidente do Governo da Espanha, de Leopoldo Calvo-Sotelo, da UCD.
   
(...)
    
A recusa do Rei em apoiar o golpe ajudou a abortá-lo ao longo da noite. Também destacou a atitude do presidente da Generalitat de Catalunha, Jordi Pujol, que pouco antes das dez da noite transmitia ao país pelas emissoras de Rádio Nacional e Rádio Exterior uma alocução na qual apelava à tranquilidade. Até à uma da madrugada houve diligências a partir do Hotel Palace, na proximidade do Congresso, lugar eleito como centro de operações pelo general Aramburu Topete, então Diretor Geral da Guarda Civil e o general Sáenz de Santa Maria, pela sua vez Diretor Geral da Polícia Nacional. Por ali também passou o general Alfonso Armada, parte do plano golpista, que pretendia, simulando negociar com os assaltantes, propor-se como solução. O seu secreto plano de golpe, emulando o general francês De Gaulle,  fracassou perante a recusa de Tejero a que este presidisse um governo do qual também fariam parte socialistas e comunistas. Mais tarde, descobertos os seus planos, seria demitido do seu posto de 2º Chefe do Estado-Maior do Exército, pela sua implicação na conspiração golpista.
    
(...)
    
Por volta da uma da manhã de 24 de fevereiro, o Rei falou na televisão, vestido com uniforme de capitão-general, para se colocar contra os golpistas, defender a constituição espanhola, chamar à ordem as Forças Armadas, na sua qualidade de comandante-em-chefe, e desautorizar Milans del Bosch. A partir desse momento o golpe dá-se por fracassado. Milans del Bosch, isolado, cancelou os seus planos às cinco da manhã e foi detido, enquanto Tejero resistiu até ao meio-dia. Seria, porém, durante a manhã do dia 24, que os deputados foram finalmente libertados.
 
(imagem daqui)
      
in Wikipédia

Zeca Afonso deixou-nos há 37 anos...

(imagem daqui)
  
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de agosto de 1929 - Setúbal, 23 de fevereiro de 1987), foi um cantor e compositor português. É também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, apesar de nunca ter utilizado este nome artístico.
   
(...)
  
Os seus últimos espetáculos terão lugar nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, numa fase avançada da sua doença. No final desse mesmo ano é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa a distinção.
Em 1985, é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, no qual, devido ao estado avançado da doença, Zeca não consegue interpretar todas as músicas previstas. O álbum acaba por ser completado por José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas.
Faleceu a 23 de fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
     

 


Ofra Haza morreu há vinte e quatro anos...


Ofra Haza (Tel Aviv, 19 de novembro de 1957 - Tel Aviv, 23 de fevereiro de 2000) foi uma cantora israelita, de raízes iemenitas, que alcançou grande popularidade, no Médio Oriente e internacionalmente.
   
(...)
 
Faleceu em 2000 no hospital Sheba de Tel Ashomer, vítima de complicações associadas ao vírus da sida, segundo relatos da comunicação social israelita. O seu marido faleceu no ano seguinte, devido a uma overdose, tendo procedido, antes de falecer, a diligências legais que impedem conhecer o motivo da morte de Ofra. 

 

 


Georg Muffat morreu há 220 anos...

  
Georg Muffat
(Megève, 1 de junho de 1653 - Passau, 23 de fevereiro de 1704) foi um compositor barroco.
  
  
Muffat nasceu em Megève, Saboia (agora território francês), considerado alemão, embora de ascendência escocesa e de Saboia. Ele estudou em Paris com Jean-Baptiste Lully entre 1663 e 1669, tornou-se um organista em Molsheim e Sélestat. Ele foi o pai de Gottlieb Muffat.
  

 


O geólogo José Fernando Monteiro faleceu há dezanove anos...


Passam hoje 19 anos que o promissor professor (assistente e doutorando...) do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa nos deixou. Estava a terminar a Tese de Doutoramento, intitulada “O Registo de Impactos Cósmicos na História da Terra: O Caso da Fronteira Cenomaniano-Turoniano e a Montanha Submarina de Tore”, que já não pode defender. Brilhante divulgador científico, um dos mais prolíficos em Portugal, deixa saudades e alguns materiais e ensinamentos que ainda podemos ler, vide estes exemplos - AQUI.

Porque os geólogos têm memória e recordam os que, dentre eles, foram importantes para a divulgação da sua área, pois uma ciência eminentemente histórica como é a Geologia não pode esquecer os que por ela labutaram e tanto lhe deram, hoje só podemos dizer: Obrigado, José Fernando Monteiro!

Orlando Zapata morreu numa greve de fome (contra a ditadura comunista cubana) há 14 anos...

(imagem daqui)

 

Orlando Zapata Tamayo (Santiago de Cuba, 15 de maio de 1967 - La Habana, 23 de fevereiro de 2010) foi um ativista político cubano, membro do Movimiento Alternativa Republicana, opositor do governo de Fidel e Raúl Castro e prisioneiro político que morreu após realizar uma greve de fome de mais de oitenta dias, em protesto contra o regime castrista, às condições desumanas na prisão e ao estado de outros presos políticos no presídio de Holguín. Após a sua morte, cinco outros dissidentes cubanos presos começaram uma greve de fome em protesto.
Orlando Zapata ganhava a vida como pedreiro e canalizador. Foi preso, em 2003, por desacatos, perturbar a paz, duas acusações de fraude, exibicionismo público, lesões e posse de armas brancas, para ser posteriormente condenado a 3 anos de prisão. As suas atitudes de desafio às autoridades desencadearam uma série de julgamentos, tendo a sua pena sido aumentada para 30 anos.
 

quinta-feira, fevereiro 22, 2024

A sexta extinção em massa tem o dedo dos humanos...

Extinção de géneros em massa. Os humanos estão a eliminar “árvores inteiras da vida”

 

 

A extinção em massa provocada pelo ser humano está a eliminar espécies, mas também “ramos inteiros da árvore da vida”, alertam os autores de um estudo da Universidade norte-americana de Stanford divulgado em setembro.

Uma análise feita em conjunto com a Universidade Nacional Autónoma do México, publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que os humanos estão a fazer desaparecer espécies, mas também géneros, a categoria superior em que os taxonomistas classificam os seres vivos.

Os investigadores dão como exemplo três vítimas recentes do que muitos consideram ser a sexta extinção, uma vez que as ações humanas estão a eliminar espécies de animais vertebrados centenas de vezes mais depressa do que se não existissem essas ações.

O pombo-passageiro, uma espécie extinta no início do século passado e que era endémica da América do Norte, o lobo da Tasmânia, um marsupial da Austrália também extinto no século passado, e o Baiji, o golfinho do rio Yang-tze, na China, uma das espécies de golfinho de água doce, são três espécies que foram também a última do seu género.

Até agora, o interesse público e científico tem incidido na extinção das espécies.

Mas no estudo agora divulgado, Gerardo Ceballos, da universidade mexicana, e Paul Ehrlich, de Stanford, descobriram que géneros inteiros também estão a desaparecer, naquilo a que chamam uma “mutilação da árvore da vida“.

“A longo prazo, estamos a fazer uma grande mossa na evolução da vida no planeta”, diz Gerardo Ceballos, alertando que por isso, neste século, se vai causar “muito sofrimento à humanidade”.

Paul Ehrlich, noutra abordagem, salienta que as ações do Homem estão a fazer com que este perca os únicos companheiros vivos conhecidos em todo o universo.

Em trabalhos anteriores, Ceballos e Ehrlich tinham já alertado em 2015 que o mundo estava a iniciar a sexta extinção em massa, com os animais a desaparecerem a um ritmo 100 vezes superior ao de uma normal extinção em massa, e, em 2020, que havia mais de 500 espécies de vertebrados em risco.

Os dois investigadores usaram agora bases de dados de entidades como a União Internacional para a Conservação da Natureza ou a “Birdlife International” e examinaram 5.400 géneros de animais vertebrados terrestres, abrangendo 34.600 espécies.

A equipa concluiu que desde o século XV foram extintos 73 géneros de vertebrados terrestres, com as aves a sofrerem as maiores perdas, com 44 géneros extintos, seguindo-se os mamíferos e depois os anfíbios e depois os répteis.

Com base na taxa histórica de extinção de géneros entre os mamíferos, estimam os responsáveis que a atual taxa de extinção de géneros de vertebrados exceda em 35 vezes a do último milhão de anos.

Ou seja, sem a influência humana, a Terra teria perdido apenas dois géneros nesse período. Em cinco séculos as ações humanas extinguiram géneros que sem elas levariam 18.000 anos a desaparecer.

“Como cientistas, temos de ter cuidado para não sermos alarmistas“, afirma Gerardo Ceballos, acrescentando que a gravidade das descobertas exige “uma linguagem mais forte do que o habitual”.

Não seria ético não explicar a magnitude do problema, uma vez que nós e outros cientistas estamos alarmados”.

A muitos níveis, as extinções de géneros são mais graves do que as extinções de espécies, porque quando uma espécie se extingue outra do mesmo género pode preencher esse papel no ecossistema, explica o cientista. Em termos de árvore da vida é como se um único galho caísse e à sua volta outros se ramificassem.

O pior, acrescenta, é quando ramos inteiros (géneros) caem, o que “deixa um enorme buraco na copa das árvores” que pode demorar milhões de anos a ser tapado.

“A humanidade não pode esperar tanto tempo pela recuperação dos seus sistemas de suporte de vida”, já que “a estabilidade da nossa civilização depende dos serviços prestados pela biodiversidade da Terra”, frisa.

Gerardo Ceballos dá o exemplo da doença de Lime, transmitida por carrapatos, que está a aumentar: os ratos de patas brancas, principais portadores da doença, costumavam competir com os pombos-passageiros por alimentos. Com o desaparecimento destes, as populações de ratos aumentaram e com eles os casos da doença.

Neste caso, está envolvido o desaparecimento de um único género, mas uma extinção em massa de géneros pode significar uma explosão proporcional de desastres para a humanidade, avisa o responsável.

Para se evitarem novas extinções e consequentes crises sociais, os dois investigadores apelam a uma ação política, económica e social imediata e a uma escala sem precedentes.

Os esforços de conservação, dizem, devem ser prioritários nas regiões tropicais, uma vez que estas apresentam a maior concentração de extinções de géneros e de géneros com apenas uma espécie remanescente.

De acordo com o sistema que organiza os seres vivos, a espécie é definida como um grupo de organismos que se podem reproduzir e originar novos seres e o género é um conjunto de espécies.

 

in ZAP

A tectónica de placas explicada suavemente - versão Atlântico...

O Atlântico está a aumentar 4 centímetros por ano. Os cientistas descobriram porquê

 

 

Crista Média-Atlântica, a laranja escuro, captada pelo Earth Observatory da NASA

 

Há décadas que a expansão do Atlântico desorienta os cientista, uma vez que este oceano não tem o tipo de densas placas tectónicas em movimento que marcam o fundo do Pacífico.

De acordo com um estudo publicado em 2021 na revista Nature, esta expansão está relacionada com a Crista Média Atlântica (CMA), cadeia de montanhas submarinas localizada a meio do oceano.

Nesta formação, concluiu o estudo, material anormalmente quente do núcleo da Terra, a cerca de 660 quilómetros abaixo da superfície, está a subir, empurrando as placas tectónicas e afastando-as.

A crosta terrestre está fragmentada em placas tectónicas que se encaixam como um puzzle. A CMA separa a placa da América do Norte da placa da Eurásia, e a placa da América do Sul da placa Africana.

Estas placas interagem - movendo-se juntas, afastadas, ou deslizando umas sob as outras -  originando vários fenómenos geológicos, como as erupções de vulcões e expansão do fundo do mar.

Anteriormente, pensava-se que o material que aflora sob fronteiras tectónicas como a CMA tinha origem perto da superfície da Terra.

No entanto, o estudo descobriu que a CMA é um ponto quente de convecção, onde magma e rocha das profundezas do manto podem chegar à superfície.

Esta descoberta ajudou a resolver o enigma: por que motivo as placas que circundam o Oceano Atlântico se movem sem que a força da gravidade esteja a puxar partes mais densas das placas para o interior da Terra.

Os investigadores colocaram 39 sismómetros debaixo de água para medir a atividade geológica, e observaram que, inesperadamente, as temperaturas na zona de transição do manto eram mais altas do que o esperado sob a CMA, permitindo que o material subisse mais facilmente.

“Este resultado emocionante foi completamente inesperado”, disse o geólogo Matthew Aguis, investigador da Universidade de Southampton e corresponding author do estudo, citado pelo Insider.

Segundo a geofísica Catherine Rychert, também investigadora da Universidade de Southampton, este processo começou há 200 milhões de anos.

A taxa de expansão pode mudar ao longo de milhões de anos, mas, diz a cientista, é de esperar que permaneça a mesma - cerca de 3.8 centímetros por ano - durante toda a nossa vida.

 

in ZAP

Travassos nasceu há noventa e oito anos...

(imagem daqui)
     
José António Barreto Travassos (Lisboa, 22 de fevereiro de 1926 - 12 de fevereiro de 2002) também conhecido por Zé da Europa por ter sido o 1º jogador de futebol português a jogar na seleção da Europa, em 1955, contra a Grã-Bretanha.
Curiosamente nasceu no mesmo local onde se situava a Bancada Nova do antigo Estádio de Alvalade.
Como jogador de futebol foi 35 vezes internacional e representou a CUF (onde foi necessário autorização, de um ministro, por ainda não ter idade de júnior) e o Sporting Clube de Portugal. Praticou ainda atletismo, nos anos em que jogava na CUF.
Ainda na época em que era moda o futebol de ataque Travassos atuava como interior-direito, e, juntamente com Albano, António Jesus Correia, Peyroteo e Vasques, formaram os famosos Cinco Violinos. Também famoso foi o golo que marcou no seu primeiro jogo contra o F. C. Porto, um remate de moinho que ficou imortalizado no filme O Leão da Estrela.
Fora do grande ecrã teve a mais curiosa crítica de um jornalista estrangeiro, no caso inglês, em 1951: "Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito, Travassos, que vale quatro mil contos. Travassos, com um penteado impecável, é tão brilhante com os pés como o seu inalterável penteado de brilhantina".
Na sua estreia, no Campeonato Nacional, a 16 de fevereiro de 1947,  foi autor de 3 golos, ajudando a golear o Benfica por 6-1, num jogo disputado no Estádio do Lumiar e que lhe valeu um relógio de ouro, como prémio pela exibição.
Despediu-se do futebol a 7 de setembro de 1958.

Troféus conquistados e jogos
  • 8 Campeonatos Nacionais (1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53 e 1953/54)
  • 2 Taças de Portugal (1947/48 e 1953/54)
  • Jogos pelo Sporting: 249 no Campeonato, 457 em total
  • Golos pelo Sporting: 99 no Campeonato, 172 em total

   

Hoje é dia de recordar um Poeta...

 

Tus ojos me recuerdan

 

Tus ojos me recuerdan
las noches de verano
negras noches sin luna,
orilla al mar salado,
y el chispear de estrellas
del cielo negro y bajo.
Tus ojos me recuerdan
las noches de verano.
Y tu morena carne,
los trigos requemados,
y el suspirar de fuego
de los maduros campos.

Tu hermana es clara y débil
como los juncos lánguidos,
como los sauces tristes,
como los linos glaucos.
Tu hermana es un lucero
en el azul lejano…
Y es alba y aura fría
sobre los pobres álamos
que en las orillas tiemblan
del río humilde y manso.
Tu hermana es un lucero
en el azul lejano.

De tu morena gracia,
de tu soñar gitano,
de tu mirar de sombra
quiero llenar mi vaso.
Me embriagaré una noche
de cielo negro y bajo,
para cantar contigo,
orilla al mar salado,
una canción que deje
cenizas en los labios…
De tu mirar de sombra
quiero llenar mi vaso.

Para tu linda hermana
arrancaré los ramos
de florecillas nuevas
a los almendros blancos,
en un tranquilo y triste
alborear de marzo.
Los regaré con agua
de los arroyos claros,
los ataré con verdes
junquillos del remanso…
Para tu linda hermana
yo haré un ramito blanco.

 

Antonio Machado

A poetisa Fernanda Seno nasceu há oitenta e dois anos...

(imagem daqui)
   
Fernanda Seno Cardeira Alves Valente (Canha, 23 de fevereiro de 1942 - Lisboa, 19 de maio de 1996) foi uma poetisa, escritora, jornalista e professora portuguesa.
Fernanda Seno concluiu o ensino secundário em Évora e licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Abraçou a carreira do ensino, com passagens em escolas de Almada, Reguengos de Monsaraz e Évora.
Como jornalista, Fernanda Seno foi colaboradora da imprensa regional e local, contribuindo para os jornais "Mouranense", "Palavra", e "A Defesa". Foi chefe de redação no "Jornal de S. Brás" e redatora principal do Boletim "Igreja Eborense". Colaborou ainda - entre outros - na revista "Ao Largo" (Lisboa).
Em 1998 a Câmara Municipal de Évora homenageou-a, atribuindo o nome da poetisa a uma rua do Bairro da Horta das Figueiras - a Rua Fernanda Seno.
   
  
  
Coroam-nos de rosas e de glórias
  
As rosas cedo secam.
E as glórias
são todas transitórias como nós.
Os louros que colhemos pelos caminhos
e essas alegrias que há nos dias,
são por causa da luz misteriosa
que faz vibrar de canto a nossa voz.
As glórias e os louvores não são para nós. 
  
Somos apenas frágeis emissários
da melodia esparsa no universo
que não cabe no mais excelso verso.
Somos só os lugares de acontecer.
De tentar exprimir o Amor total.
Somos sinos.
Reflexos de vitral.
Passam por nós os sons de sinfonias,
cantares de água ou de lumes crepitantes,
centelhas de poentes,
harmonias de ciareiras distantes.
Aves intemporais pelos espaços
bebendo a luz dos astros e a cor
queremos erguer as asas
e é de rastos, que tanta vez compomos o louvor. 

  
É sempre aquém do Sonho a nossa voz.
Tudo o que é Belo, Alto e Transcendente
está para além de nós.
Somos o chão onde se pousam estrelas.
E o brilho não é nosso. O brilho é delas.
Somos o espelho a reflectir os céus,
mas por detrás do espelho é que está Deus.
As glórias e os louvores não são para nós,
mas para quem deu acordes de infinito
à nossa breve voz!

   
   
Fernanda Seno

Stefan Zweig morreu há oitenta e dois anos...


Stefan Zweig (Viena, 28 de novembro de 1881Petrópolis, 22 de fevereiro de 1942) foi um escritor, romancista, poeta, dramaturgo, jornalista e biógrafo austríaco de origem judaica. A partir da década de 20 e até à sua morte, foi um dos escritores mais famosos e vendidos do mundo. Suicidou-se, durante o seu exílio no Brasil, deprimido com a expansão da barbárie nazi pela Europa, durante a Segunda Guerra Mundial

 

Sophie Scholl, resistente anti-nazi da rede Rosa Branca, foi guilhotinada há oitenta e um anos...


 
Sophie Magdalena Scholl (Forchtenberg, 9 de maio de 1921Munique, 22 de fevereiro de 1943) era membro da Rosa Branca, movimento da resistência alemã anti-nazi. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como uma mártir.
  
No início do verão de 1942, Sophie Scholl participou da produção e distribuição de panfletos da Rosa Branca, um movimento de inspiração católica. Foi presa em 18 de fevereiro de 1943 enquanto distribuía o 6º panfleto na Universidade de Munique. Os panfletos eram redigidos e depois copiados, sendo, depois, entregues nas caixas de correio das casas de grandes cidades da Baviera (berço do movimento nazi). Esses panfletos continham trechos apocalípticos da Bíblia, para impressionar. Sophie, o seu irmão, Hans Scholl, e mais um universitário, Christoph Probst, foram presos em 18 de fevereiro de 1943, depois de o reitor da universidade de Munique os surpreender distribuindo panfletos no pátio da universidade. A Gestapo prendeu-os, julgou-os e, menos de quatro horas depois de condenados, foram guilhotinados.
Desobedecendo a ordens superiores, os carcereiros deixaram os jovens reencontrarem os seus pais antes de encontrarem o trágico destino dos opositores ao nacional-socialismo, a morte. Os três são hoje tidos como heróis nacionais alemães. É bom lembrar que, entre fevereiro e outubro de 1943, foram mortos ainda mais 50 integrantes do movimento Rosa Branca.
   

   

Monumento de homenagem ao movimento "Rosa Branca", em frente à Universidade Ludwig Maximilian em Munique 
   
Rosa Branca (em alemão: Weiße Rose) foi um movimento anti-nazi da resistência alemã, de inspiração católica, surgido na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Os seus principais membros eram Sophie Scholl, Hans Scholl e Cristoph Probst. Eles foram todos guilhotinados pela Gestapo em 1943 depois de Sophie ser presa com panfletos anti-nazis. Os seus panfletos tinham citações do Apocalipse e frases anti-nazis e eram deixados nas caixas de correio. Em julho de 1943, milhões de cópias do último panfleto da resistência, contrabandeado para o Reino Unido, foram lançadas sobre a Alemanha pelos aviões dos Aliados. Os membros da Rosa Branca, especialmente Sophie, tornaram-se ícones na Alemanha do pós-guerra.
    
Perseguição e resistência
: selo alemão de 1983