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sexta-feira, junho 19, 2026

Porque hoje é necessário recordar um Pintor...

 

A Morte saiu à Rua - Zeca Afonso

Naquele lugar sem nome p'ra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação.

  

Zeca Afonso (Letra e Música), Eu Vou Ser Como a Toupeira, 1972

O pintor José Dias Coelho nasceu há cento e três anos...

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José Dias Coelho (Pinhel, 19 de junho de 1923 - Lisboa, 19 de dezembro de 1961) foi um artista plástico, militante e dirigente do Partido Comunista Português.

Biografia
Natural de Pinhel, cidade próxima da Guarda, foi o quinto de nove irmãos e irmãs.
Foi aluno da Escola de Belas Artes de Lisboa onde entrou em 1942. Frequentou primeiro o curso de Arquitetura, que abandonou, para frequentar o de Escultura.
Ainda muito jovem aderiu à Frente Académica Antifascista e, mais tarde (em 1946), ao MUD Juvenil. Participante em várias lutas estudantis em 1947, aderiu de seguida ao Partido Comunista Português e, em 1949, foi detido pela PIDE depois de participar na campanha presidencial de Norton de Matos. Em 1952, foi expulso da Escola Superior de Belas Artes e impedido de ingressar em qualquer faculdade do país; seria também demitido do lugar de professor do Ensino Técnico.
José Dias Coelho vai trabalhar, em 1952, como desenhador com os arquitetos Keil do Amaral, Hernâni Gandra e Alberto José Pessoa num atelier na Rua Fernão Álvares do Oriente, no Bairro de São Miguel em Lisboa.
Em 1955 entra para a clandestinidade, ao mesmo tempo que exercia funções no PCP, com o objetivo de criar uma oficina de falsificação de documentos para dar cobertura às atividades dos militantes clandestinos. Exercia esta atividade na altura do seu assassinato pela PIDE, em 19 de dezembro de 1961, na Rua da Creche, que hoje tem o seu nome, junto ao Largo do Calvário, em Lisboa.
O assassinato levou o cantor Zeca Afonso a escrever e dedicar-lhe a música A Morte Saiu à Rua. O mesmo fez o grupo Trovante com a música Flor da Vida. Da vida pessoal de José Dias Coelho há ainda a salientar a sua relação com Margarida Tengarinha, também artista plástica. O casal teve três filhas.
Ao optar pela clandestinidade em 1955, põe de parte a sua carreira artística como escultor, que nesse mesmo ano vê os primeiros sinais de reconhecimento público, com duas esculturas para a Escola Primária de Campolide (secções feminina e masculina) e uma grande escultura para a Escola Primária de Vale Escuro, em Lisboa, e dois baixos relevos, um para o Café Central das Caldas da Rainha, e outro para a fábrica Secil.
Já estava na clandestinidade quando, em junho de 1956, se realizou a 10.ª e última das Exposições Gerais de Artes Plásticas; José Dias Coelho foi um dos organizadores dessas exposições, desde a primeira edição em 1946, e é um dos artistas que expõe a partir da segunda. Por não poder participar abertamente na 10ª edição devido ao facto de estar na clandestinidade, um grupo de amigos expõe a escultura da cabeça da irmã Maria Emília, que já havia sido exposta, para garantir que o seu nome consta do catálogo.
Com uma intensa atividade social e intelectual a par da política, travou e manteve amizade com várias figuras destacadas da sociedade portuguesa de então, tais como os arquitetos Keil do Amaral e João Abel Manta, com Fernando Namora, Carlos de Oliveira, José Gomes Ferreira, Eugénio de Andrade, José Cardoso Pires, Abel Manta, Rogério Ribeiro, João Hogan, bem como aqueles que viriam dentro em breve a liderar os movimentos de independência em África, na altura estudantes em Lisboa: Agostinho Neto, Vasco Cabral, Marcelino dos Santos, Amílcar Cabral e Orlando Costa.
Em março de 1975, quase um ano depois do 25 de Abril, foi finalmente organizada uma exposição em sua homenagem, na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

 Ceifeira, gesso patinado
   

Machado de Castro nasceu há 295 anos

                                                                        

Joaquim Machado de Castro (Coimbra, 19 de junho de 1731 - Lisboa, 17 de novembro de 1822) foi um dos maiores e mais famosos escultores portugueses. Machado de Castro foi um dos escultores de maior influência na Europa do século XVIII e princípio do século XIX.
Para além da escultura, descrevia extensamente o seu trabalho, do qual se destaca, a extensa análise sobre a estátua de José I que se situa na Praça do Comércio em Lisboa, intitulada: Descripção analytica da execução da estátua equestre, Lisboa 1810.
A Descripção consiste no relato pormenorizado, feito ao estilo e à execução técnica, levada a cabo no que é considerado o seu melhor trabalho, a estátua equestre do Rei D. José I de Portugal, datada de 1775, como parte da obra de reconstrução da cidade de Lisboa, seguindo os planos de Marquês de Pombal, logo após o Terramoto de 1755. As partes da construção estão detalhadas e ilustradas, incluindo variados planos e componentes utilizados para a sua execução.
Na introdução da sua obra Machado de Castro comenta outras estátuas equestres, situadas em diversas praças europeias.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/dd/Joseph_Ier_de_Portugal_-_Lisbonne.jpg/500px-Joseph_Ier_de_Portugal_-_Lisbonne.jpg
Estátua equestre de El-Rei D. José I na Praça do Comércio, Lisboa
     

quinta-feira, maio 14, 2026

O escultor Fernando Marques morreu há nove anos...

Doença prolongada leva autor da escultura da rotunda sul de Fátima

 
 
O escultor Fernando Marques faleceu ontem, domingo, dia 14 de maio de 2017, aos 82 anos.
 
 
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Foi o autor de inúmeras peças de arte urbanas por toda a região e País, mas uma das suas obras mais conhecidas é a escultura dos Três Pastorinhos, exposta na rotunda sul de Fátima e vista a visitada por milhões de pessoas todos os anos.

Em Leiria, o trabalho do artista pode ser admirado a sul da cidade no monumento a D. Dinis, na Rotunda do Emigrante e no Jardim de Camões, no centro, ou na Rotunda dos Rotários, a meio da Circular Interna. No castelo de Ourém, a peça em destaque é a estátua de D. Nuno Alvares Pereira.

 

 

Fernando Marques nasceu em 1934, em Leiria, e era professor aposentado do ensino secundário. Tinha no seu currículo diversas exposições de pintura, vários prémios e o seu trabalho publicado através de ilustrações em livros e jornais.

 

 

Com atelier montado na freguesia de Cortes, Leiria, em Angola contava com dezenas de trabalhos particulares e públicos expostos.

 

Fotografia: CML

 

Em maio do ano passado, a Câmara de Leiria prestou-lhe uma homenagem, através de uma exposição retrospetiva da sua obra, exposta na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira.

 
 

terça-feira, maio 12, 2026

H. R. Giger morreu há doze anos...

   
Hans Ruedi Giger (Chur, Graubünden, Switzerland, 5 February 1940 – Zürich, Switzerland, 12 May 2014) was a Swiss painter, whose style was adapted for many forms of media, including record albums, furniture and tattoos.
The Zurich-based artist was best known for airbrush images of humans and machines linked together in a cold 'biomechanical' relationship. Later he abandoned airbrush work for pastels, markers, and ink. He was part of the special effects team that won an Academy Award for design work on the film Alien. In Switzerland there are two theme bars that reflect his interior designs, and his work is on permanent display at the H.R. Giger Museum at Gruyères.
   
Early life
Giger was born in 1940 in Chur, capital city of Graubünden, the largest and easternmost Swiss canton. His father, a pharmacist, viewed art as a "breadless profession" and strongly encouraged him to enter pharmacy, Giger recalled. He moved to Zürich in 1962, where he studied architecture and industrial design at the School of Applied Arts until 1970.
  
Career
Giger's first success was when H. H. Kunz, co-owner of Switzerland's first poster publishing company, printed and distributed Giger's first posters, beginning in 1969.
Giger's style and thematic execution were influential. He was part of the special effects team that won an Academy Award for Best Achievement in Visual Effects for their design work on the film Alien. His design for the Alien was inspired by his painting Necronom IV and earned him an Oscar in 1980. His books of paintings, particularly Necronomicon and Necronomicon II (1985) and the frequent appearance of his art in Omni magazine continued his rise to international prominence. Giger was admitted to the Science Fiction and Fantasy Hall of Fame in 2013. He is also well known for artwork on several music recording albums including Danzig III: How The Gods Kill by Danzig, Brain Salad Surgery by Emerson, Lake & Palmer and Deborah Harry's KooKoo.
In 1998, Giger acquired the Château St. Germain in Gruyères, Switzerland, and it now houses the H.R. Giger Museum, a permanent repository of his work.
  
Personal life
Giger had a relationship with Swiss actress Li Tobler until she committed suicide in 1975. Li's image appears in many of his paintings. He married Mia Bonzanigo in 1979; they divorced a year and a half later.
The artist lived and worked in Zürich with his second wife, Carmen Maria Scheifele Giger, who is the Director of the H.R. Giger Museum.
  
Death 
On 12 May 2014, Giger died in a hospital in Zürich after having suffered injuries in a fall.
    
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Birth Machine sculpture in Gruyères 
   
Style
Giger started with small ink drawings before progressing to oil paintings. For most of his career, Giger had worked predominantly in airbrush, creating monochromatic canvasses depicting surreal, nightmarish dreamscapes. However, he then largely abandoned large airbrush works in favor of works with pastels, markers or ink.
Giger's most distinctive stylistic innovation was that of a representation of human bodies and machines in a cold, interconnected relationship, he described as "biomechanical". His main influences were painters Dado, Ernst Fuchs and Salvador Dalí. He met Salvador Dalí, to whom he was introduced by painter Robert Venosa. Giger was also influenced by the work of the sculptor Stanislas Szukalski, and by the painters Austin Osman Spare and Mati Klarwein. He was also a personal friend of Timothy Leary. Giger studied interior and industrial design at the School of Commercial Art in Zurich (from 1962 to 1965) and made his first paintings as a means of art therapy. 
  
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Ibanez H. R. Giger signature bass and guitars
   
Other works
Giger directed a number of films, including Swiss Made (1968), Tagtraum (1973), Giger's Necronomicon (1975) and Giger's Alien (1979). Giger created furniture designs, particularly the Harkonnen Capo Chair for a film of the novel Dune that was to be directed by Alejandro Jodorowsky. Many years later, David Lynch directed the film, using only rough concepts by Giger. Giger had wished to work with Lynch, as he stated in one of his books that Lynch's film Eraserhead was closer than even Giger's own films to realizing his vision. Giger applied his biomechanical style to interior design. One "Giger Bar" appeared in Tokyo, but the realization of his designs was a great disappointment to him, since the Japanese organization behind the venture did not wait for his final designs, and instead used Giger's rough preliminary sketches. For that reason Giger disowned the Tokyo bar. The two Giger Bars in his native Switzerland, in Gruyères and Chur, were built under Giger's close supervision and they accurately reflect his original concepts. At The Limelight in Manhattan, Giger's artwork was licensed to decorate the VIP room, the uppermost chapel of the landmarked church, but it was never intended to be a permanent installation and bore no similarity to the bars in Switzerland. The arrangement was terminated after two years when the Limelight closed. As of 2009 only the two authentic Swiss Giger Bars remain. Giger's art has greatly influenced tattooists and fetishists worldwide. Under a licensing deal Ibanez guitars released an H. R. Giger signature series: the Ibanez ICHRG2, an Ibanez Iceman, features "NY City VI", the Ibanez RGTHRG1 has "NY City XI" printed on it, the S Series SHRG1Z has a metal-coated engraving of "Biomechanical Matrix" on it, and a 4-string SRX bass, SRXHRG1, has "N.Y. City X" on it. Giger is often referred to in popular culture, especially in science fiction and cyberpunk. William Gibson (who wrote an early script for Alien 3) seems particularly fascinated: A minor character in Virtual Light, Lowell, is described as having New York XXIV tattooed across his back, and in Idoru a secondary character, Yamazaki, describes the buildings of nanotech Japan as Giger-esque. 
      
Films
  • Dune (designs for unproduced Alejandro Jodorowsky adaptation of the Frank Herbert novel; the movie Dune was later made in an adaptation by David Lynch)
  • Alien (designed, among other things, the Alien creature, "The Derelict" and the "Space Jockey")
  • Aliens (credited for the creation of the creature only)
  • Alien 3 (designed the dog-like Alien bodyshape, plus a number of unused concepts, many mentioned on the special features disc of Alien 3, despite not being credited in the movie theater version)
  • Alien Resurrection (credited for the creation of the creature only)
  • Poltergeist II: The Other Side
  • Killer Condom (creative consultant, set design)
  • Species (designed Sil, and the Ghost Train in a dream sequence)
  • Batman Forever (designed radically different envisioning of the Batmobile; design was not used in the film)
  • Future-Kill (designed artwork for the movie poster)
  • Tokyo: The Last Megalopolis (creature designs)
  • Prometheus (the film includes "The Derelict" spacecraft and the "Space Jockey" designs from the first Alien film, as well as a "Temple" design from the failed Jodorowsky Dune project and original extraterrestrial murals created exclusively for Prometheus, based in conceptual art from Alien. Unlike Alien Resurrection, the Prometheus film credited H. R. Giger with the original designs).
   

segunda-feira, maio 11, 2026

Jean-Baptiste Carpeaux nasceu há 199 anos

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Jean-Baptiste Carpeaux, né le , à Valenciennes et mort le , à Courbevoie, est un sculpteur, peintre et dessinateur français



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Autoportrait, dit aussi Dernier autoportrait (1874), huile sur toile, Paris, musée d'Orsay.

sábado, maio 09, 2026

O escultor Henrique Moreira nasceu há 136 anos...

(imagem daqui)

 

Henrique Araújo Moreira (Avintes, Vila Nova de Gaia, 9 de maio de 1890 - Porto, 16 de fevereiro de 1979) foi um escultor português

 

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"Ternura" - bronze, Parque D. Carlos I, Caldas da Rainha

 

in Wikipédia 

sábado, maio 02, 2026

Leonardo da Vinci morreu há 507 anos...

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Provável autorretrato de Leonardo da Vinci, circa 1512 - 1515
   
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 - Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o percursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo a historiadora de arte Helen Gardner, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [parece-nos] misterioso e distante.
Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no ateliê do pintor florentino de renome, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou os seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi dada pelo rei Francisco I.
Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor. Duas de suas obras, a Mona Lisa e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos, e a sua fama apenas se comparar à Criação de Adão, de Miguel Ângelo. O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural, e foi reproduzido por todo o lado, desde em moedas de euro até t-shirts. Cerca de quinze das suas pinturas sobreviveram até aos dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes - e frequentemente desastrosas - com novas técnicas, além de sua procrastinação crónica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Miguel Ângelo.
Leonardo é reverenciado pela sua engenhosidade tecnológica; concebeu ideias muito à frente de seu tempo, como um protótipo de helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria rudimentar das placas tectónicas. Um número relativamente pequeno de seus projetos chegou a ser construído durante sua vida (muitos nem mesmo eram factíveis), mas algumas de suas invenções menores, como uma bobina automática, e um aparelho que testa a resistência à tração de um fio, entraram sem crédito algum para o mundo da indústria. Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, da engenharia civil, da óptica e da hidrodinâmica.
Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior génio da história, devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, a sua engenhosidade e criatividade, além das suas obras polémicas. Num estudo realizado em 1926 o seu QI foi grosseiramente estimado em cerca de 180.
   

           
in Wikipédia

segunda-feira, abril 20, 2026

Joan Miró nasceu há 133 anos...

   
Joan Miró i Ferrà (Barcelona, 20 de abril de 1893 - Palma de Maiorca, 25 de dezembro de 1983) foi um importante escultor e pintor surrealista catalão.
Quando jovem frequentou a Escola de Belas Artes da capital catalã e a Academia de Gali. Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os fauvismo e dadaísmo.
No início dos anos 20, conheceu o fundador do movimento em que trabalharia toda a vida, André Breton, entre outros artistas surrealistas. A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, e Maternidade, 1924, inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia naïf, sem as profundezas das questões psicanalistas surrealistas. Participou na primeira exposição surrealista em 1925.
Em 1928, viajou para a Holanda, tendo pintado as duas obras Interiores holandeses I e Interiores holandeses II. Em 1937, trabalhou em pintura-mural e, anos depois, em 1941, concebeu a sua mais conhecida e radiante obra: Números e constelações em amor com uma mulher. Mais tarde, em 1944, iniciou-se em cerâmica e escultura. Nas suas obras, principalmente nas esculturas, utilizou materiais surpreendentes, como a sucata.
Três anos depois, rumou pela primeira vez aos Estados Unidos. Já nos anos seguintes; durante um período muito produtivo, trabalhou entre Paris e Barcelona.
No fim da sua vida reduziu os elementos de sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto, ficando esta ainda mais naïf.
   
Mural cerâmico no Wilhelm-Hack-Museum de Ludwigshafen (1971)
    

domingo, abril 19, 2026

Botero nasceu há noventa e quatro anos...


Fernando Botero Angulo (Medellín, 19 de abril de 1932 - Mónaco, 15 de setembro de 2023) foi um artista figurativista colombiano, cujo estilo é chamado por alguns de "boterismo", o que lhe dá uma identidade inconfundível.

As suas obras destacam-se sobretudo por figuras rotundas, o que pode sugerir a estaticidade da humanidade. Percebe-se a sua escultura como uma crítica social, especialmente no que diz respeito à ganância do ser humano. 

     

(...)   

    

Em 1954, Botero casou-se com Gloria Zea (fundadora do Museu de Arte Moderna de Bogotá e diretora do Instituto Colombiano de Cultura Colcultura) e tiveram três filhos: Fernando (nascido em 1956 enquanto moravam na Cidade do México e foi Ministro da Defesa, durante o governo de Ernesto Samper), Lina (1958) e Juan Carlos Botero Zea (1960). O casal divorciou-se em 1960.

Em 1964, Botero casou-se com Cecilia Zambrano, com quem teve um filho, Pedro (1970), que morreu tragicamente em 1974 em um acidente de carro na Espanha, enquanto a família estava de férias. Botero e Zambrano separaram-se em 1975. Em 1978, Botero casou-se com a artista grega Sophia Vari. Eles moravam em Paris e tinham uma casa em Pietrasanta, Itália.

Botero morreu em 15 de setembro de 2023, aos 91 anos, no Mónaco.

    

 O rapto de Europa - Medellín
     
Gato, 1990, Barcelona
Gato, 1990, Barcelona 
  

quarta-feira, abril 15, 2026

Leonardo da Vinci nasceu há 574 anos

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Provável autorretrato de Leonardo da Vinci, cerca de 1512 a 1515
     
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 - Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o percursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo a historiadora de arte Helen Gardner, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [parece-nos] misterioso e distante.
Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no ateliê do pintor florentino de renome, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou os seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi dada pelo rei Francisco I.
Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor. Duas de suas obras, a Mona Lisa e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos, e a sua fama apenas se comparar à Criação de Adão, de Miguel Ângelo. O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural, e foi reproduzido por todo o lado, desde em moedas de euro até t-shirts. Cerca de quinze das suas pinturas sobreviveram até aos dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes - e frequentemente desastrosas - com novas técnicas, além de sua procrastinação crónica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Miguel Ângelo.
Leonardo é reverenciado pela sua engenhosidade tecnológica; concebeu ideias muito à frente de seu tempo, como um protótipo de helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria rudimentar das placas tectónicas. Um número relativamente pequeno de seus projetos chegou a ser construído durante sua vida (muitos nem mesmo eram fatíveis), mas algumas de suas invenções menores, como uma bobina automática, e um aparelho que testa a resistência à tração de um fio, entraram sem crédito algum para o mundo da indústria. Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, da engenharia civil, da ótica e da hidrodinâmica.
Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior génio da história, devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, a sua engenhosidade e criatividade, além das suas obras polémicas. Num estudo realizado em 1926 o seu QI foi grosseiramente estimado em cerca de 180.

         
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domingo, abril 12, 2026

O escultor Mario Cravo nasceu há 103 anos...

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Sereia de Itapuã - escultura na entrada do bairro
   
Mario Cravo Junior (Salvador, 13 de abril de 1923 - Salvador, 1 de agosto de 2018) foi  um escultor, pintor, gravador e desenhista  brasileiro. Fez parte da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. Em setenta anos de atividade como artista plástico, ele fez inúmeras exposições individuais e coletivas e teve prémios, esculturas em espaços abertos em muitos pontos do Brasil, sobretudo em Salvador, além de obras adquiridas por museus internacionais.
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Exu mola de Jeep, no MAM-SP

quinta-feira, abril 02, 2026

Max Ernst nasceu há 135 anos

 

Max Ernst (Brühl, 2 de abril de 1891 - Paris, 1 de abril de 1976) foi um pintor alemão, naturalizado norte-americano e depois francês. Também praticou a poesia entre os surrealistas, movimento do qual fez parte. Foi pai do pintor norte-americano (nascido na AlemanhaJimmy Ernst.

 

Habakuk (1934), bronze, Kunsthalle Düsseldorf, Düsseldorf

 

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Max Ernst, Ubu Imperator, 1923, Musée National d'Art Moderne, Centre Pompidou, Paris

 

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domingo, março 22, 2026

Yayoi Kusama nasceu há 97 anos

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Yayoi Kusama (Matsumoto, 22 de março de 1929) é uma artista plástica e escritora japonesa, considerada uma das mais originais e importantes artistas plásticas do seu país. O seu trabalho é uma mistura de diversas artes, como colagens, pinturas, esculturas, arte performática e instalações ambientais, onde é visível uma característica que se tornou a marca da artista: a obsessão por pontos e bolas. 

 

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The Spirits of the Pumpkins Descended into the Heavens (2017), National Gallery of Australia, Canberra, Australia

 

Em toda a sua arte, que possui um quê de surrealismo, modernismo e minimalismo, podemos notar o padrão de repetição e acumulação. Além disso, Kusama também se embrenhou na arte da literatura, com romances e poesias, escritas em 13 livros. Alguns dos seus romances são considerados chocantes e surrealistas, com personagens fortes como prostitutas, proxenetas, assassinos e um auto-retrato de si própria como Shimako, enlouquecida em Foxgloves Central Park. De onde vem tanta criatividade? Tudo indica que é devido à esquizofrenia, que a faz ter uma perceção e uma visão diferente da realidade em que vive. Segundo ela mesma conta, ela sempre foi atormentada por visões distorcidas, que a fazem ver bolas e pontos. Yayoi nasceu em 22 de março de 1929 em Matsumoto-shi (Nagano Ken) e desde a infância sofre com alucinações. A sua relação com sua mãe não era nada boa. Segundo Yayoi conta, sua mãe era uma mulher de negócios e que jamais aceitou a veia artística da filha, chegando até a agredi-la fisicamente diversas vezes por causa disso. Isso pode ter ajudado a piorar o quadro psíquico de Yayoi, assim como gerou uma grande instabilidade emocional. Como forma de “fuga da realidade”, desabafo e também para mostrar às pessoas como era o mundo que enxergava, ela passou a se expressar no papel usando guache, aguarela e tinta a óleo, as bolinhas ou “pontos do infinito”, como ela também lhes costuma chamar. Yayoi sofre de alucinações e hoje em dia mora num hospital psiquiátrico que fica perto de uma das suas galerias. 

 

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Narcissus Garden (2009), Instituto Inhotim, Brumadinho, Brazil

 

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sexta-feira, março 06, 2026

Miguel Ângelo nasceu há 551 anos...

Retrato de Michelangelo - Sebastiano del Piombo, circa 1520–1525
        
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de março de 1475 - Roma, 18 de fevereiro de 1564), mais conhecido simplesmente como Miguel Ângelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.
Ele desenvolveu o seu trabalho artístico durante mais de setenta anos, entre Florença e Roma, onde viveram os seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio,  em Florença. Tendo o seu talento sido logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais representativas. A sua carreira desenvolveu-se na transição do renascimento para o maneirismo e o seu estilo sintetizou influências da arte da antiguidade clássica, do primeiro renascimento, dos ideais do humanismo e do neoplatonismo, centrado na representação da figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com enorme pujança. Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte do ocidente, destacando-se na escultura Baco, a Pietà, o David, os dois túmulos dos Medici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do teto da Capela Sistina e o Juízo Final no mesmo local, e dois afrescos na Capela Paulina; serviu como arquiteto da Basílica de São Pedro, implementando grandes reformas na sua estrutura e desenhando a cúpula, remodelou a praça do Capitólio romano e projetou diversos edifícios, e escreveu grande número de poesias.
Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos séculos, até os dias de hoje, vem sendo tido na mais alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama universal, de fato como um dos maiores que já viveram e como o protótipo do génio. Miguel Ângelo foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter sua biografia publicada ainda em vida. A sua fama era tamanha que, como nenhum artista anterior ou contemporâneo seu, sobrevivem registos numerosos sobre a sua carreira e personalidade, e os objetos que ele usara ou simples esboços para as suas obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores. Para a posteridade Miguel Ângelo permanece como um dos poucos artistas que foram capazes de expressar a experiência do belo, do trágico e do sublime numa dimensão cósmica e universal.
 
Miguel Ângelo: Moisés, 1513–1515. Igreja de São Pedro Acorrentado, Roma
 
     
Teto da Capela Sistina - 1508 a 1512
 
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sábado, fevereiro 21, 2026

Lagoa Henriques morreu há dezassete anos...

(imagem daqui)

 

António Augusto Lagoa Henriques (Lisboa, 27 de dezembro de 1923 - Lisboa, 21 de fevereiro de 2009) foi um escultor português.    

     

Fernando Pessoa, bronze

  

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Soares dos Reis morreu há 137 anos...

Retrato de Soares dos Reis (1881), por Marques de Oliveira
   

António Manuel Soares dos Reis (Mafamude, Vila Nova de Gaia, 14 de outubro de 1847 - Santa Marinha, Vila Nova de Gaia, 16 de fevereiro de 1889) foi um ilustre escultor portuense, considerado um dos maiores escultores portugueses do século XIX
     
Biografia

António Manuel Soares dos Reis nasceu a 14 de outubro de 1847, no lugar de Santo Ovídio, freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia. Era filho de Manuel Soares Júnior, proprietário de uma tenda de mercearia a retalho, e de sua mulher Rita do Nascimento de Jesus. Recebeu o apelido "dos Reis", de seu avô materno, António José dos Reis.

Educado em rígida disciplina familiar, Soares dos Reis frequentou as aulas de instrução primária ao mesmo tempo que auxiliava o pai na tenda como marçano. Desde cedo se fizeram notar os seus dotes artísticos. Às escondidas do pai, talhava pequenos bonecos em madeira e modelava santinhos de barro que expunha ao Sol, no quintal. Essas figuras foram notadas pelo vizinho Diogo de Macedo e pelo pintor Resende, que convenceram o pai de Soares dos Reis a enviá-lo para a Escola de Belas Artes. Foi assim que, em 1861, com apenas 14 anos, se matriculou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de Fonseca Pinto, tendo concluído o curso de escultura em 1866. Durante a frequência do curso colheu prémios e louvores, obtendo o 1.º prémio nas cadeiras de desenho, arquitetura e escultura.

Aos 20 anos tornou-se pensionista do estado no estrangeiro. Em 1867, tendo vencido o concurso com um busto, Firmino, com o espírito romântico que a escultura portuguesa não conhecera ainda, parte para Paris, onde frequentou o atelier de François Jouffroy e a École Imperiale et Speciale des Beaux Arts, recebendo aulas de Adolphe Yvon e de Hippolyte Taine.  Também aqui Soares dos Reis alcançou a classificação de n.º 1 do curso, distinção que levou os seus colegas a batizá-lo com o epíteto de voleur des prix (ladrão de prémios).

Mas a eclosão da Guerra Franco-Prussiana obrigou-o a regressar ao país. Por instâncias dos seus professores da Academia Portuense é enviado para Roma, a fim de completar o período de pensionato, sem assumir qualquer professor. Soares dos Reis chegou à Cidade Eterna em 1871 e foi aqui que executou uma das suas obras mais românticas e originais, O Desterrado, sua obra maior. Obra formalmente clássica, O Desterrado é também a nostalgia da Pátria distante uma «estátua da saudade». De inspiração classicista, a obra (na altura tida como plágio, o que iria angustiar durante muito tempo o escultor) é um notável trabalho dos volumes, permitindo jogos de luz e sombra, a acentuarem o sentido do título. A obra exerceu influência direta sobre obras da subsequente geração de escultores.

Resultado do seu contacto com a escultura europeia da época, a fase seguinte da obra de Soares dos Reis, para além do virtuosismo técnico da sua execução, iria ser marcada pelos valores do realismo, patentes, em várias obras.

Chegado ao Porto em 1872, Soares dos Reis foi recebido pelos seus conterrâneos com aplausos e admiração, sendo nomeado Académico de Mérito da Academia Portuense de Belas Artes, em 1873. Em 1875, é nomeado Académico de Mérito pela Academia de Belas Artes de Lisboa. E em 1878 recebe uma Menção honrosa na Exposição Universal de Paris. Até 1880, o escultor produziu, expôs e foi reconhecido por diversos trabalhos. Foi um dos fundadores do Centro Artístico Portuense, organismo que muito contribuiu para a difusão das artes plásticas no país.

Contudo, Soares dos Reis será acusado de plagiar a estátua de Ares do Museu das Termas - e mais tarde dir-se-á mesmo que não era ele o autor d’O Desterrado, acusações que atingiram profundamente o artista. A obra é exposta em 1874 na Academia e em 1881 obtém uma medalha de ouro em Madrid sendo agraciado com o Grau de Cavaleiro da Ordem de Carlos III

Monumento a D. Afonso Henriques, bronze, Guimarães

Obra revolucionária para a época, revelando qualidade e inspiração pessoal, O Desterrado é bem a expressão de uma certa ideia de Pátria a que os Vencidos da Vida se acordarão. Soares dos Reis fará posteriormente a estátua do Conde de Ferreira (1876), de D. Afonso Henriques (1887), de Brotero (1888), os retratos de Hintze Ribeiro, Correia de Barros e Fontes Pereira de Melo e os bustos da Viscondessa de Moser (1884) e «da Inglesa» (1887). Aceitou outras encomendas menores, por desespero e falta de outras — santos para confrarias, ornatos para estuques, gravuras para O Occidente, etc. Em 1881 é nomeado professor da Escola de Belas-Artes do Porto, onde pretende reformar o ensino da escultura, contando com a oposição obstinada dos seus colegas. Expõe em Paris, em 1881, na Exposição Universal.

 

Estátua de Avelar Brotero, 1887 - Jardim botânico de Coimbra

 

O seu ecletismo revelou-se na escultura de temática religiosa, onde também deixou uma marca naturalista (Cristo Crucificado, 1877) ou evocadora de um certo goticismo (São José e São Joaquim, peças esculpidas para a frontaria da capela da família Pestana, no Porto).

A 15 de julho de 1885, casa em Mafamude, com Amélia Aguiar de Macedo, de quem teve dois filhos: Raquel Engrácia de Macedo Soares dos Reis (1886-1952) e Fernando de Macedo Soares dos Reis (1888-?), que viriam a falecer sem deixar descendência. Dedicado à divulgação da escultura, lecionou nos cursos noturnos do Centro Artístico Portuense, de sua iniciativa. Sofrendo, na sua intenção de renovar o ensino da escultura, a oposição de outras figuras ligadas às instituições da época, o escultor, de temperamento depressivo, abandona o Centro Artístico Portuense em 1887 e, dois anos depois, em 1889, suicida-se no seu atelier em Vila Nova de Gaia. É encontrado apoiado à sua mesa de trabalho. Desfechara um tiro de revólver contra a cabeça. Na parede branca atrás da cadeira onde ficou sentado, escrevera: «Sou cristão, porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal». Tinha 41 anos e foi sepultado no cemitério de Mafamude, na localidade onde nascera, numa sepultura de mármore com o busto da Saudade, obra de sua autoria.

Incapaz de se sobrepor à incompreensão e ao descrédito lançados contra o seu valor artístico e de enfrentar a obstrução sistemática aos seus esforços de inovação como docente, recorreu ao suicídio, deixando uma obra ímpar na escultura da segunda metade do século XIX. 

«Porto, 16 – Suicidou-se hoje às 08h00 da manhã, na sua casa da Rua de Luís de Camões, em Vila Nova de Gaia, disparando dois tiros de revólver na cabeça, o eminente estatuário Soares dos Reis, lente de escultura na Academia de Belas Artes e autor de verdadeiras obras primas. (…) São desconhecidas as causas que determinaram o suicídio.»  in “Diário de Noticias”, 17 de fevereiro de 1889. 

   
O Desterrado