O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Punham o comboio em marcha quando a hora
chegava. Carruagens fechadas, vagões atrelados,
o caminho era em frente. Olhavam a paisagem,
quando se distraíam ; mas logo voltavam
a atenção para os carris, gracejando ao trocarem
de lugar quando chegava a hora das refeições.
Nas paragens, bebiam pela garrafa; e nem
davam pelo que se passava atrás deles: estava
longe o destino, as paragens eram muitas, e
tinham de as compensar com horas extraordinárias
para cumprir o horário: regulamentos são ordens,
estavam à sua espera, e só depois de feita
a entrega podiam mudar o sentido da máquina
e fazer o caminho de volta, vagões vazios
e limpos, e tudo a andar mais depressa porque
já não havia peso a atrasar a marcha. São
assim os bons profissionais, cumpridores,
e não há notícia de greves, desvios,
perguntas sobre o que enchia os vagões.
in Fórmulas de uma luz inexplicável (2012) - Nuno Júdice
Entrada para Auschwitz II-Birkenau, o campo de extermínio do complexo de Auschwitz
Auschwitz-Birkenau é o nome de uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polónia operados pelo Terceiro Reich nas áreas polacas anexadas pela Alemanha Nazi, maior símbolo do Holocausto perpetrado pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1940, o governo de Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A razão direta para sua construção foi o facto de que as prisões em massa de judeus, especialmente polacos, por toda a Europa
que ia sendo conquistada pelas tropas nazis, excediam em grande
número a capacidade das prisões convencionais até então existentes. Ele
foi o maior dos campos de concentração nazis, consistindo de Auschwitz I
(campo principal e centro administrativo do complexo); Auschwitz
II–Birkenau (campo de extermínio), Auschwitz III–Monowitz, e mais 45
campos satélites.
Por um longo tempo, Auschwitz era o nome alemão dado a Oświęcim, na Baixa Polónia, a cidade em volta da qual os campos se localizavam. Ele tornou-se novamente o nome oficial após a invasão da Polónia pela Alemanha em setembro de 1939. "Birkenau", a tradução alemã para Brzezinka (floresta de bétulas), referia-se originalmente a uma pequena vila polaca, que foi destruída, para que o campo pudesse ser construído.
Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o Reichsführer da SS, deu ordens para que a área dos antigos alojamentos da artilharia
do exército, no local agora oficialmente denominado Auschwitz,
ex-Oświęcim, fosse transformada em campos de concentração. No complexo
construído, Auschwitz II–Birkenau foi designado por ele como campo de
extermínio e o lugar para a Solução final dos judeus. Entre o começo de 1942 e o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa ocupada para as câmaras de gás do campo. O primeiro comandante, Rudolf Höss, testemunhou depois da guerra, no Julgamento de Nuremberga,
que mais de três milhões de pessoas haviam morrido ali, 2.500.000
gaseificadas e 500.000 de fome e doenças. Hoje em dia os números mais
aceites são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles de judeus. Outros
deportados para Auschwitz e executados foram 150 mil polacos, 23 mil
ciganos romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400
Testemunhas de Jeová
e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades. Aqueles
que não eram executados nas câmaras de gás morriam de fome, doenças
infecciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências
médicas.
Em 27 de janeiro de 1945 os campos foram libertados pelas tropas soviéticas, dia este que é comemorado mundialmente como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, assim designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, resolução 60/7, em 1 de novembro de 2005, durante a 42º sessão plenária da Organização. Em 1947, a Polónia
criou um museu no local de Auschwitz I e II, que desde então recebeu a
visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que já passaram
sob o portão de ferro que tem escrito em seu cimo o infame motto "Arbeit macht frei" (O Trabalho Liberta). Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Património da Humanidade.
Arbeit macht frei, O Trabalho Liberta, inscrição no topo do portão de entrada de Auschwitz
Um sobrevivente do Holocausto mostra a marca no braço da tatuagem do campo de concentração
O Dia Internacional da Lembrança do Holocausto é um dia internacional da lembrança das vítimas do Holocausto, o genocídio cometido pelos nazis e seus adeptos que ceifou a vida de milhões de judeus durante a II Guerra Mundial. Ele foi associado ao dia 27 de janeiro, pela resolução 60/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 1 de novembro de 2005, durante a 42ª sessão plenária desta organização.
A resolução veio após a sessão especial realizada em 24 de janeiro de
2005, durante a qual a Assembleia Geral marcou o 60º aniversário da
libertação dos campos de concentração e do fim do Holocausto. 27 de janeiro é a data, em 1945, que marca a libertação do maior campo de extermínio nazi, Auschwitz-Birkenau, pelas tropas soviéticas.
Antes de resolução 60/7, existiam vários dias nacionais de comemoração,
como o Dia da Lembrança das Vítimas do Nacional-Socialismo, na Alemanha, criado através de um decreto do presidente Roman Herzog, em 3 de janeiro de 1996 e o Dia do Holocausto no Reino Unido, observado desde 2001 a 27 de janeiro. O Dia da Lembrança do Holocausto também é uma data nacional de comemoração na Itália.
Neil Leslie Diamond nasceu numa família judaica, em Brooklyn, Nova Iorque, a 24 de janeiro de 1941. É um cantor e compositor, que compôs inúmeros sucessos nos anos 60, 70 e 80 e até hoje mantém uma multidão de fãs.
Estudou com Barbra Streisand na escola secundária Abraham Lincoln
e chegou a cantar com ela no coro da escola. Aprendeu a tocar
guitarra após receber uma de presente, no seu 16º aniversário.
Diamond começou cedo a sua carreira como compositor na Brill Building. O seu primeiro sucesso aconteceu em novembro de 1965,
com a canção “Sunday and Me”, seguida de "I´m a Believer", "A Little
Bit Me, A Little Bit You", "Look Out (Here Comes Tomorrow)" e "Love to
Love", gravado e lançado por The Monkees. Em 1973, compôs a banda sonora do filme "Fernão Capelo Gaivota".
Frequentemente, Neil canta a história de sua vida, vivida essencialmente em Nova Iorque e Los Angeles. Alguns dos seus êxitos: Sweet
Caroline, Cracklin Rosie, Song Sung Blue, You Don't Bring Me Flowers,
Play Me, Be, September Morning, Love on the Rocks, Hello Again, America,
Heartlight, entre outros. O primeiro casamento de Neil foi com a sua
professora, Jaye Posner, com quem teve duas filhas, Marjorie e Elyn. O
segundo foi com Marcia, com quem teve mais dois filhos, Micha e Joshua.
Neil e Marcia também se divorciaram.
Muitos de seus discos ganharam certificados de ouro e de platina.
Recebeu diversos Grammys ao longo da sua carreira. Atuou no filme The Jazz Singer, com Sir Lawrence Olivier, em 1980, e em Savins Silverman, como ele mesmo. O seu CD mais recente foi lançado em 2008, intitulado Home Before Dark. Em 22 de janeiro de 2018, anunciou que sofre da doença de Parkinson e que se retirava dos palcos.
Artista principalmente figurativo, tornou-se célebre sobretudo pelos
seus retratos femininos caracterizados por rostos e pescoços alongados, à
maneira das máscaras africanas.
Morreu aos trinta e cinco anos, em condições de extrema pobreza material, vítima de meningite tuberculosa, agravada pelo excesso de trabalho, álcool e drogas.
Conhecido pela sensibilidade com que tratava temas relacionados com o universo feminino, era um artesão subtil da comédia e foi sempre um forte concorrente ao Óscar de melhor diretor, que levou, em 1964, pela comédia musical My Fair Lady.
Além de My Fair Lady, conquistou público e crítica com filmes como A Costela de Adão, A Mulher Absoluta, Assim nasce uma Estrela (com Judy Garland), Justine, Viagens com a minha Tia e Ricas e Famosas, o seu derradeiro filme.
Prémios
Recebeu cinco indicações para o Óscar de melhor diretor, por Little Women (1933), The Philadelphia Story (1940), A Double Life (1947), Born Yesterday (1950) e My Fair Lady (1964); venceu em 1964;
Ganhou o BAFTA de melhor filme, por Let's Make Love (1960) e My Fair Lady (1964); venceu em 1964;
Hoffs nasceu em Los Angeles, Califórnia, numa família judaica. Ela é filha de Tamar Ruth (née Simon) e Joshua Allen Hoffs, um psicanalista. A sua mãe tocava música dos Beatles para Hoffs quando era criança e começou a tocar viola na adolescência. Hoffs estudou na Palisades High School, em Pacific Palisades,
Los Angeles, formando-se em 1976. Enquanto estava na faculdade, ela
trabalhou como assistente de produção e fez sua estreia de atuação no
filme Stony Island de 1978.
Em 1980, Hoffs formou-se na Universidade da Califórnia em Berkeley, em Berkeley,
com um bacharelado em Artes. Quando entrou em Berkeley,
ela era fã de bandas de rock clássicas que tocavam em grandes estádios.
Enquanto estudante em Berkeley, ela participou do último show dos Sex Pistols no Winterland Ballroom e um show de Patti Smith. A exposição ao punk rock
mudou o seu objetivo de carreira de uma dançarina para músico numa
banda. Ela juntou-se a Vicki Peterson e Debbi Peterson no que mais tarde
se tornaria o grupo de pop rockThe Bangles.
The Bangles
A primeira versão gravada dos Bangles foi um EP auto-intitulado em 1982, pela gravadora Faulty Products. The Bangles lançaram o seu primeiro álbum de estúdio All Over the Place em 1984, pela Columbia Records. Eles tiveram um sucesso moderado com o single "Hero Takes a Fall", mas o seu sucesso comercial veio com o segundo álbum, Different Light, em 1986, que produziu os singles de sucesso "Manic Monday", "If She Knew What She Wants" e "Walk Like an Egyptian".
Em 1986, Hoffs co-escreveu "I Need a Disguise" para o álbum Belinda de Belinda Carlisle, integrante do grupo do grupo The Go-Go's. Com a crescente fama, Hoffs também apareceu nas capas de inúmeras revistas, e a marca de guitarra Rickenbacker emitiu um modelo Susanna Hoffs 350, que ela personalizou.
Em 1987, Hoffs estrelou o filme The Allnighter, que foi dirigido por sua mãe, Tamar Simon Hoffs, e também apresentou Joan Cusack e Pam Grier.
O filme foi criticamente criticado e falhou nas bilheteiras. Hoffs
disse mais tarde: "Não foi um ótimo filme, mas toda a experiência foi
fantástica".
The Bangles lançaram o seu terceiro álbum Everything em 1988, com o single "Eternal Flame",
o mais vendido, que foi co-escrito e cantado por Hoffs. Durante o
documentário da BBC "I'm in a Girl Group", Hoffs revelou que ela
realmente cantou a gravação de estúdio da música completamente nua,
devido ao produtor Davitt Sigerson aprovar a ideia, dizendo que Olivia Newton John tinha feito o mesmo. Mais tarde, ele veio a dizer que Hoffs que estava mentindo o tempo todo.
As Bangles separaram-se em 1989, mas no final da década de 90,
Hoffs reencontrou as amigas das Bangles, com a esperança de se reunirem. Elas
gravaram o single "Get the Girl" para o segundo filme de Austin Powers em 1999. Posteriormente, elas anunciaram a sua decisão de se reunir a tempo integral em 2000. O quarto álbum, Doll Revolution, foi lançado em 2003.
A solo
Hoffs lançou um álbum solo, When You're a Boy, em 1991, que gerou um U.S Top 40, com "My Side of the Bed". No Reino Unido, o single ficou no nº 44, por apenas 4 semanas no gráfico, e o álbum também vendeu decentemente na Europa.
Desse álbum de Hoffs a canção "Unconditional Love" fez muito sucesso no
Brasil por ter sido incluído na banda sonora internacional da novela "O Dono do Mundo", de Gilberto Braga, exibida pela TV Globo entre 1991/1992. Na trama a canção foi tema da personagem "Yara", interpretada por Daniella Perez.
Hoffs gravou outro álbum em 1993-94, antes de deixar a Columbia
Records, mas não foi lançado. Em 1996, Hoffs lançou o seu segundo álbum
solo, Susanna Hoffs. Embora tenha recebido muitos elogios nos
media e tenha produzido um menor impacto dos EUA, foi hit do Reino
Unido no número #33 por 2 semanas, com um cover do single "All I Want",
do Lightning e não foi um grande sucesso comercial.
Hoffs gravou um cover de "The Look of Love", para a banda sonora do filme de Austin Powers: International Man of Mystery e um cover da música "Alfie", para a banda sonora do terceiro filme Austin Powers em Goldmember. Ela gravou um cover da música de Oingo Boingo "We Close Our Eyes", para a banda sonora de Buffy The Vampire Slayer. Ela também é responsável pela música "Now and Then", do filme de 1995 com o mesmo nome.
Hoffs também contribuiu com uma música para o filme Red Roses and Petrol.
Intitulado "The Water is Wide". A música pode ser ouvida nos créditos
de encerramento e está disponível na banda sonora do filme. Em
fevereiro de 2009, Hoffs apareceu no palco no Key Club em Los Angeles,
cantando com thenewno2, a banda de blues psicadélico "pós-Bristol", liderada por Dhani Harrison.
Em dezembro de 2011, Hoffs forneceu uma música original para uso
na promoção da Visit South Walton, uma agência de promoção de turismo em
Condado de Walton (Flórida).
Hoffs auto-lançou o seu terceiro álbum solo (o primeiro desde o álbum auto-intitulado de 1996), chamado Someday pela Vanguard Records em 17 de julho de 2012. O trabalho foi produzido por Mitchell Froom e é influenciado pelas músicas da década de 60. American Songwriter deu a Someday,
uma classificação de 4,5 de 5 estrelas e descreveu o álbum como "a
declaração musical mais fácil e inegável de Hoffs, até ao momento".
Hoffs é mencionada por The Saw Doctors, em "I'd Love to Kiss the
Bangles". Robbie Fulks escreveu para ela a canção "That Bangle Girl",
que aparece em seu álbum The Very Best of Robbie Fulks.
Hoffs colocou o seu talento vocal na canção dos créditos finais do filme, A Dog Named Gucci, na música One Voice, que também apresenta as vozes de Norah Jones, Aimee Mann, Lydia Loveless, Neko Case, Brian May e Kathryn Calder. Foi produzido por Dean Falcone, que também escreveu a nota do filme. One Voice foi lançado pela Record Store Day, 16 de abril de 2016, com lucros da venda para instituições de beneficência de animais que se destinam a beneficiar.
Vida pessoal
Em 1993, Hoffs casou com Jay Roach, diretor dos filmes Austin Powers e Meet the Parents e produtor da versão cinematográfica do The Hitchhiker's Guide to the Galaxy. Ela tem dois filhos. O marido Roach converteu-se ao judaísmo depois de se casar com Hoffs.
Formou-se na Universidade de Harvard. Escreveu, sobretudo, ensaios, mas também publicou romances. A sua primeira grande obra foi o ensaio Notes on 'Camp', em 1964. As suas obras mais conhecidas são Contra a interpretação (1966), A vontade radical (1968), Sobre a Fotografia (1977), A doença como metáfora (1978), bem como as obras de ficção The Way We Live Now (1986), The Volcano Lover (1992) e In America (1999), pelo qual recebeu em 2000 um dos mais importantes prémios do seu país, o National Book Award.
Também é conhecida pelo seu ativismo, tendo viajado para áreas de conflito, incluindo a Guerra do Vietnã e o Cerco de Sarajevo. Escreveu extensivamente sobre fotografia, cultura e media, SIDA e doenças, direitos humanos. Foi descrita como "uma das críticas mais influentes de sua geração".
Em um de seus últimos artigos, publicado em maio de 2004 no jornal The New York Times, Sontag afirmou que "a história recordará a Guerra do Iraque pelas fotografias e vídeos das torturas cometidas pelos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib".
Sontag nasceu, com o nome de Susan Rosenblatt, na cidade de Nova Iorque, filha do judeu
norte-americano Jack Rosenblatt e da sua esposa, Mildred Jacobsen,
ambos judeus de ascendência lituana
e polaca. O seu pai administrava um negócio de comércio de peles na
China, onde morreu de tuberculose em 1939, quando Susan tinha cinco
anos.
Sete anos depois, a mãe de Sontag casou-se com o capitão do Exército
dos EUA, Nathan Sontag. Susan e sua irmã, Judith, adotaram o sobrenome
do padrasto, embora ele não as tenha adotado formalmente. Sontag não
teve uma educação religiosa e disse que não entrou numa sinagoga até
meados dos 20 anos.
Sontag morou em Long Island, Nova York, depois em Tucson,
Arizona, e mais tarde em San Fernando Valley, no sul da Califórnia, onde
se formou na North Hollywood High School aos 15 anos. Ela começou os seus estudos de graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley,
mas transferiu-se para a Universidade de Chicago. Em Chicago,
dedicou-se aos estudos de filosofia, história antiga e literatura. Ela
formou-se em Artes aos 18 anos e foi eleita para Phi Beta Kappa. Enquanto estava em Chicago, tornou-se amiga do então colega estudante Mike Nichols. Em 1951, um seu trabalho foi publicado pela primeira vez na edição de inverno da Chicago Review.
Apesar de ter se tornado consciente da sua atração por mulheres no início da adolescência, casou-se aos 17 com Philip Rieff em Chicago após um namoro de dez dias. O casamento duraria oito anos, durante os quais ela trabalhou no ensaio Freud: The Mind of the Moralist, que seria atribuído unicamente a Philip Rieff, no âmbito do acordo no divórcio que ocorreu entre ambos em 1958.
O casal teve um filho, David Rieff, que seria mais tarde o editor da obra
da mãe e escritor ele próprio.
Em 1952 e 1953, Sontag seria professora de inglês na Universidade de Connecticut. Também frequentou a Universidade de Harvard
para a pós-graduação, inicialmente estudando literatura com Perry
Miller e Harry Levin, antes de entrar na filosofia e teologia com Paul
Tillich, Jacob Taubes, Raphael Demos e Morton White.
Depois de completar Mestrado em filosofia, Sontag iniciou a sua pesquisa
de doutoramento em metafísica, ética, filosofia grega e filosofia
continental e teologia, na mesma instituição.
Premiada com uma bolsa de estudos da American Association of
University Women's para o ano académico de 1957-1958 no St. Anne's
College, na Universidade de Oxford,
teve aulas com Iris Murdoch, Stuart Hampshire, A. J. Ayer e H. L. A.
Hart, enquanto também participava dos seminários B. Phil de J. L. Austin
e das palestras de Isaiah Berlin. Apesar da bolsa, transfere-se para a
Universidade de Paris (a Sorbonne).
Em Paris, Sontag encontrou artistas e académicos expatriados, incluindo
Allan Bloom, Jean Wahl, Alfred Chester, Harriet Sohmers e María Irene Fornés.
Ela mudou-se para Nova York em 1959 para viver com Fornés nos
sete anos seguintes, recuperando a custódia do seu filho e lecionando em
universidades enquanto a sua reputação literária crescia.
STS-107 foi a última e fatídica missão do vaivém espacialColumbia, lançada em 16 de janeiro de 2003, pela NASA. Os sete membros da tripulação foram mortos na explosão da nave durante a reentrada na atmosfera no final da missão.
A causa do acidente foi um pedaço do revestimento do tanque de
combustível externo que se soltou durante o lançamento e afetou os
componentes do sistema de proteção térmica na ponta da asa esquerda do Columbia.
Durante a reentrada, o calor
excessivo lentamente superaqueceu o pedaço da asa sem proteção e a
destruiu, deixando a nave sem controle e causando a desintegração do
veículo espacial.
A tripulação durante a missão
A STS-107 foi uma missão múltipla sobre microgravidade e pesquisas científicas da Terra com diversas investigações científicas internacionais sendo realizadas durante 16 dias em órbita.
Uma das experiências, um vídeo feito para estudar a poeira atmosférica, pode ter descoberto um novo fenómeno atmosférico, chamado TIGRE, uma emissão ionosférica de cor vermelha.
A bordo do Columbia, levado pelo coronel Ilan Ramon, estava um desenho de Petr Ginz, editor-chefe da revista Vedem, que retratava como seria a Terra vista da Lua na sua imaginação, quando ele tinha 14 anos de idade e era um prisioneiro do campo de concentraçãonazi de Theresienstadt, durante a II Guerra Mundial.
Várias semanas após o acidente foi encontrado um recipiente contendo algumas minhocas levadas ao espaço para a realização de experiências biológicas em órbita. As mesmas estavam ainda vivas quando encontradas.
Sinto é um medo, um medo insuperável
Defronte das alturas misteriosas.
E dizer que me agradam andorinhas
No céu e do campanário o alto voo!
Caminheiro de outrora, cá me iludo
Pensando ouvir à borda do abismo
A pedra a ceder, a bola de neve,
O relógio batendo eternidade.
Se assim fosse! Mas não sou o peregrino
Que vem dos fólios antigos desbotados,
E o que em mim real canta é esta angústia:
Certo – desce uma avalancha das montanhas!
E toda a minha alma está nos sinos,
Só que a música não salva dos abismos!
Osip, após um período de afastamento dos agrupamentos literários de então, acabou por falecer num campo de prisioneiros estalinista, em 1938, na Sibéria.
Após escrever um poema anti-estalinista, chamado Epigrama de Estaline, o ato levou-o a ser preso, em 1934.
Poucos meses depois, porém, foi solto. Isto provou ser um alívio
temporário. Nos anos seguintes, Mandelstam escreveu uma coleção de poemas
conhecida como a Voronezh Notebooks, que incluiu o ciclo Versos sobre a Soldado Desconhecido. Ele também escreveu vários poemas que pareciam glorificar Estaline (incluindo "Ode a Estaline").
Em 1937, no início do Grande Purga,
foi acusando novamente de abrigar visões anti-soviéticas e, em cinco de maio
de 1938 foi preso acusado de "atividades contra-revolucionárias" e
quatro meses mais tarde, em dois de agosto de 1938, Mandelstam foi
condenado a cinco anos em campos de trabalhos forçados. Ele chegou a Vtoraya Rechka, próximo de Vladivostok,
no Extremo Oriente da Rússia, de onde conseguiu enviar uma nota à sua
esposa, pedindo roupas quentes, que nunca recebeu. A causa oficial de
sua morte foi doença não especificada.
Em 1956 Ossip Mandelstam foi reabilitado e declarado exonerado
das acusações feitas contra ele em 1938. Em 28 de outubro de 1987
durante o governo de Mikhail Gorbachev, Mandelstam foi inocentado das acusações de 1934 e portanto, totalmente reabilitado.
Em 1977, um asteroide passou a ser o planeta menor 3461 Mandelshtam - descoberto pelo astrónomo
soviético Nikolai Stepanovich Chernykh, foi assim nomeado em sua homenagem.
Teller imigrou para os Estados Unidos na década de 30, e foi um dos primeiros membros do Projeto Manhattan encarregados de desenvolver as primeiras bombas atómicas. Durante este tempo fez um esforço sério para desenvolver as primeiras armas baseadas em fusão, mas estes foram adiados até depois da Segunda Guerra Mundial. Após o seu depoimento controverso na audiência de habilitação de segurança do seu ex-colega de Los Alamos, Robert Oppenheimer,
Teller foi condenado ao ostracismo por grande parte da comunidade
científica. Ele continuou a receber apoio do governo dos Estados Unidos e
estabelecimento de pesquisa militar, particularmente pela sua defesa
para o desenvolvimento de energia nuclear, um arsenal nuclear forte e um vigoroso programa de testes nucleares. Foi co-fundador do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore (LLNL), e foi ao mesmo tempo o seu diretor titular e diretor associado por muitos anos.
Nos seus últimos anos, tornou-se especialmente conhecido por sua
defesa de soluções tecnológicas controversas para problemas
militares e civis, incluindo um plano para escavar um porto artificial no Alasca utilizando explosivos termonucleares, no que foi chamado Projeto Chariot. Ele era um defensor vigoroso da Iniciativa Estratégica de Defesa de Reagan.
Ao longo de sua vida, era conhecido tanto por sua capacidade científica
e suas relações inter-pessoais difíceis e personalidade volátil, e é
considerado uma das inspirações para o personagem Dr. Strangelove, no filme homónimo de 1964.
Filho de Wilhelm Liebknecht e colaborador de Karl Marx e Friedrich Engels, Karl Liebknecht ficou conhecido por ter, com Rosa Luxemburgo, fundado a Liga Spartacus,
em 1916. Este movimento de esquerda surgiu na Alemanha em oposição ao
regime social-democrata vigente na República de Weimar, acusado pelos
espartaquistas de ser cooptado pela burguesia.
Karl Liebknecht estudou direito nas Universidades de Leipzig e Berlim,
concluindo o seu doutoramento na Universidade de Würzburg, em 1897.
Abriu um escritório de advocacia e passou a defender causas sindicais e
da juventude. Em 1900 aderiu ao Partido Social-Democrata da Alemanha.
Passa a intensa militância política e funda em 1915, juntamente com
Rosa Luxemburgo e outros, a Liga Spartacus, sendo expulso do SPD em
1916, aglutinando-se no Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD) e, depois da rutura com este, no Partido Comunista da Alemanha (KPD).
Em 15 de janeiro de 1919, após o governo moderado alemão ter colocado
as cabeças dos líderes da esquerda a prémio, Karl Liebknecht e Rosa
Luxemburgo foram assassinados em Berlim. Entretanto, o movimento a que
eles deram origem não morreu com os seus idealizadores, já que sua
conceção acabou, principalmente através de sua principal teórica, Rosa
Luxemburgo, influenciando diversos grupos e indivíduos, dando
prosseguimento ao espartaquismo ou luxemburguismo.
Karl Liebknecht, juntamente com a Liga Spartacus, acabou por fundar o
Partido Comunista da Alemanha, aliando-se a outros grupos comunistas da
época, os Delegados Revolucionários e os Comunistas Internacionalistas. Com a morte de Liebknecht e Luxemburgo, o KPD acaba caindo na direção de Paul Levi, espartaquista que se aproximou da social-democracia
anteriormente combatida e, posteriormente, passou ao comando de
líderes pró-bolcheviques, sendo que a ala mais radical (principalmente
os Comunistas Internacionalistas) juntou-se com a Esquerda de Breme e fundou o Partido Comunista Operário da Alemanha.
Em 1915, após o SPD apoiar a participação alemã na I Guerra Mundial, Luxemburgo fundou, ao lado de Karl Liebknecht, a Liga Espartaquista. Em 1 de janeiro de 1919, a Liga transformou-se no KPD. Em novembro de 1918, durante a Revolução Espartaquista, ela fundou o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), para dar suporte aos ideais da Liga.
Luxemburgo considerou o levantamento espartaquista de janeiro de 1919,
em Berlim, como um grande erro. Entretanto, ela acabaria por apoiar a
insurreição que Liebknecht iniciou, sem seu conhecimento. Quando a
revolta foi esmagada pelas Freikorps, milícias de direita composta por veteranos da Primeira Guerra que defendiam a República de Weimar,
Luxemburgo, Liebknecht e alguns de seus seguidores foram capturados e
assassinados. Luxemburgo foi fuzilada e o seu corpo deitado à água no Landwehr Canal, em Berlim.
(...)
Em 15 de janeiro
de 1919, Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Wilhelm Pieck, líderes do
Partido Comunista da Alemanha, foram presos e levados para
interrogatório no Hotel Eden em Berlim. Enquanto que os detalhes das
mortes de Luxemburgo e Liebknecht são desconhecidos, a versão mais
aceite é de que foram retirados do hotel por paramilitares do grupo de
direita Freikorps, que mais tarde iriam apoiar os nazis.
Enquanto Luxemburgo e Liebknecht eram escoltados para fora do prédio,
foram espancados até ficarem inconscientes. Pieck conseguiu fugir,
enquanto Luxemburgo e Liebknecht foram levados, cada um, num jipe
militar. O primeiro jipe, com Rosa Luxemburgo, virou antes da ponte
Corneliusbrücke, numa pequena rua paralela ao curso de água conhecido
como Canal do Exército (Landwehrkanal). Ela foi baleada e atirada, semi-morta, nas águas geladas de janeiro do Landwerkanal. O seu companheiro de luta, Karl, seguia no outro jipe, que cruzou a Corneliusbrücke e entrou numa das ruas desertas do parque Tiergarten.
Ele foi baleado pelas costas, enquanto era induzido a caminhar. Morto,
foi entregue como indigente num posto policial. Dois meses mais tarde,
Jogiches foi morto, pelo mesmo grupo. O corpo de Rosa Luxemburgo só
foi encontrado no final de junho. Os seus assassinos jamais foram
condenados. Somente em 1999,
uma investigação do governo alemão concluiu que as tropas de assalto
haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas para
matar Luxemburgo e Liebknecht.
Os corpos de Luxemburgo e Liebknecht estão enterrados no Cemitério Central de Freidrichsfelde, em Berlim. Todos os anos, socialistas e comunistas se reúnem no local na segunda segunda-feira de janeiro para homenageá-los.