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terça-feira, outubro 13, 2026

Sacha Baron Cohen faz hoje cinquenta e cinco anos

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Sacha Noam Baron Cohen (Londres, 13 de outubro de 1971) é um premiado ator e comediante britânico. As suas principais personagens são Borat, Ali G, Bruno e Admiral General Aladeen. Cohen é judeu praticante. Formou-se em História na Universidade de Cambridge e a sua linha de pesquisa contemplava as raízes dos preconceitos do mundo contemporâneo.
   
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sábado, outubro 10, 2026

David Lee Roth celebra hoje 72 anos

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David Lee Roth, também conhecido como Diamond Dave (Bloomington, 10 de outubro de 1954), é um vocalista de rock que se tornou conhecido por seu trabalho nos Van Halen. Filho de Nathan Roth, um proeminente oftalmologista judeu, David foi morar em Pasadena (Califórnia, Estados Unidos) na adolescência, após morar em Swampscott (Massachusetts, Estados Unidos). Manny Roth, tio de David, é proprietário de um influente clube noturno em Nova York. Os avós de David são imigrantes de Portugal e da Ucrânia que vieram morar para o estado de Indiana.
   
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Música para recordar que David Lee Roth faz hoje anos...

sexta-feira, outubro 09, 2026

O Papa Pio XII morreu há 68 anos...

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Pio XII (em italiano: Pio XII; em latim: Pius PP. XII), nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; (Roma, 2 de março de 1876 – Castelgandolfo, 9 de outubro de 1958), foi Papa da Igreja Católica e Soberano da Cidade do Vaticano, exercendo o pontificado de 2 de março de 1939 até à sua morte, dezanove anos depois.

O início de seu ministério papal ficou profundamente marcado pela II Guerra Mundial e pelos anos da reconstrução europeia no pós-guerra, durante os quais buscou afirmar a missão universal da Igreja em meio às crises políticas, sociais e ideológicas do século XX.

Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade papal (definido no Concílio Vaticano I por Pio IX), quando proclamou solenemente, em 1950, o dogma da Assunção de Maria, na constituição apostólica Munificentissimus Deus. Ao longo de seu pontificado, criou 57 cardeais em dois consistórios e deixou uma extensa produção de encíclicas e documentos magisteriais, nos quais tratou de questões teológicas, sociais e culturais. É lembrado, ainda, por sua diplomacia ativa, pelo cuidado com a liturgia e pela preparação do terreno que desembocaria no Concílio Vaticano II.

O Pontífice foi declarado Venerável pelo Papa Bento XVI em 2009.

  

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Opus iustitiae pax

 

Provas escritas de ordem direta de Pio XII para proteger os judeus foram encontradas no Memorial das Religiosas Agustinas do mosteiro romano "Dei Santissimi Quattro Coronati" onde se lê: "O Santo Padre quer salvar os seus filhos, também os Judeus, e ordena que em todos os Mosteiros se dê hospitalidade a estes perseguidos". A anotação é de novembro de 1943 e inclui a lista de 24 pessoas acolhidas neste Mosteiro como adesão ao desejo do Sumo Pontífice.
A Pave the Way Foundation, uma fundação que se dedica à promoção da paz no mundo por meio do diálogo interreligioso, liderada pelo judeu Gary Lewis Krupp comunicou, em setembro de 2009, ao Papa Bento XVI uma iniciativa que busca dar a Pio XII o título de "Justo entre as Nações" – o que seria equivalente ao reconhecimento que faz a Igreja Católica dos santos - e assim colocar o seu nome no elenco do conhecido jardim dos justos no Yad Vashem de Jerusalém. 

Em fevereiro de 2020, o Papa Francisco anunciou que os arquivos secretos do Vaticano sobre o pontificado de Pio XII, inclusive o período da Segunda Guerra Mundial, seriam abertos e divulgados em março desse ano. A divulgação desses arquivos, mantidos em segredo desde 1939, é uma resposta à reivindicação antiga de muitos grupos judaicos.  Para o Papa Francisco, as decisões de Pio XII "poderão parecer para alguns como uma relutância, mas foram, de fato, tentativas (…) de manter, em tempos de profunda escuridão e crueldade, a pequena chama de iniciativas humanitárias, da diplomacia oculta, mas ativa". 

   

 

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COMO DE VÓS...
À memória do Papa Pio XII que quis ouvir, moribundo, o “Allegretto” da Sétima Sinfonia de Beethoven.


Como de Vós, meu Deus, me fio em tudo,
mesmo no mal que consentis que eu faça,
por ser-Vos indiferente, ou não ser mal,
ou ser convosco um bem que eu não conheço,

importa pouco ou nada que em Vós creia,
que Vos invente ou não a fé que eu tenha,
que a própria fé não prove que existis,
ou que existir não seja a Vossa essência.

Não de existir sois feito, e também não
de ser pensado por quem só confia
em quem lhe fale, em quem o escute ou veja.
 
Humildemente sei que em Vós confio,
e mesmo isto o sei pouco ou quase esqueço,
pois que de Vós, meu Deus, me fio em tudo.


11.10.1958
 

 


in Fidelidade (1958) - Jorge de Sena

Karl Schwarzschild nasceu há 153 anos...

   

Karl Schwarzschild (Frankfurt am Main, 9 de outubro de 1873 - Potsdam, 11 de maio de 1916) foi um astrónomo e físico alemão e um dos fundadores da moderna astrofísica.

Karl era o mais velho de 6 irmãos - Alfred Schwarzschild foi um artista, Hermann Schwarzschild foi agricultor, Otto Schwarzschild foi consultor financeiro, Robert Schwarzschild foi um industrial e Klara Schwarzschild casou-se com o astrofísico e meteorologista suíço Robert Emden. O seu pai, Moisés Martin Schwarzschild de quem teria herdado a capacidade de sustentação do trabalho duro, foi ativo na comunidade de negócios da cidade e sua mãe Henrietta Francisca Sabel, uma pessoa vivaz e calorosa de quem teria herdado os traços que formariam sua personalidade. A sua grande família era conhecida por cultivar profundo interesse em arte e cultura. No entanto, Karl tornou-se o primeiro da família a seguir uma carreira na ciência.
   
(...)
   
As características de Karl não eram aquelas que são normalmente associadas aos cientistas de sua nacionalidade. Ele era um alpinista entusiasmado e tinha realizado algumas das subidas mais complicadas dos Alpes. Ele tinha um espírito de aventura e praticava desportos de inverno na Suíça. Um voo de Zeppelin foi a sua última grande aventura.
Como a sua morte, muito prematura, as honras foram relativamente poucas durante sua vida. Recebeu honras póstumas de um observatório, fundado em 1960, em Tautenburg como Instituto afiliado da Academia Alemã de Ciências. A dedicação descreveu-o como: “...o maior astrónomo alemão dos últimos 100 anos...”. Após a reunificação da Alemanha, o Instituto foi refundado, em 1992, e renomeado "Observatório Karl Schwarzschild" do estado de Turíngia de Tautenburg, que possui o maior telescópio da Alemanha. A Sociedade Astronómica Alemã estabeleceu um eleitorado especial em sua homenagem em 1959 e uma medalha Karl Schwarzschild de Astronomia. O primeiro destinatário foi seu filho Martin Schwarzschild. O asteroide 837 Schwarzschild, descoberto em 23 de setembro de 1916 pelo astrónomo alemão Max Wolf, foi nomeado em sua homenagem, bem como a cratera de Schwarzschild, na Lua.
    

Oskar Schindler morreu há cinquenta e dois anos...

  
Oskar Schindler (Svitavy, 28 de abril de 1908 – Hildesheim, 9 de outubro de 1974) foi um industrial alemão da região sudeta, espião e membro do Partido Nazi, que salvou da morte cerca de 1.200 judeus durante o Holocausto, empregando-os nas suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas nas atuais Polónia e República Checa, respetivamente. É o tema principal do romance de 1982, Schindler's Ark, e do filme de 1993, Schindler's List, que mostra a sua vida como um oportunista interessado no lucro, inicialmente, mas que acabou por mostrar uma iniciativa e dedicação extraordinárias, com o objetivo de salvar as vidas dos seus empregados judeus.
Schindler cresceu em Zwittau, Morávia, e teve vários trabalhos até se juntar à Abwehr, o serviço de informação da Alemanha Nazi, em 1936. Aderiu ao Partido Nazi em 1939. Antes da ocupação alemã da Checoslováquia, em 1938, Schindler recolhia informações sobre caminhos-de-ferro e movimentos de tropas para o governo alemão. Foi preso, por espionagem, pelo governo checoslovaco, mas foi libertado, segundo os termos do Acordo de Munique, em 1938. Schindler continuou o seu trabalho de recolha de informações, para os nazis, na Polónia, em 1939, antes da invasão daquele território, no início da II Guerra Mundial.
Em 1939, Schindler obteve uma fábrica de esmaltes em Cracóvia, Polónia, que empregava 1.750 trabalhadores, dos quais cerca de mil eram judeus, no auge da produção da fábrica, em 1944. As suas ligações da Abwehr ajudaram Schindler a proteger os trabalhadores judeus de uma deportação certa e da morte nos campos de concentração nazis. De início, Schindler estava apenas interessado em fazer dinheiro fácil com o negócio. Mais tarde começou a proteger os seus trabalhadores, sem olhar a custos. Com o tempo, Schindler teve que subornar os oficiais nazis com dinheiro e ofertas de luxo, obtidas no mercado-negro, para manter os seus empregados seguros e vivos.
Quando a Alemanha começou a perder a guerra, em julho de 1944, as Schutzstaffel (SS) começaram a fechar os campos de concentração a leste e a evacuar os restantes prisioneiros para oeste. Muitos foram mortos no campo de concentração de Auschwitz e Gross-Rosen. Schindler convenceu o SS-Hauptsturmführer Amon Göth, comandante do Campo de contração de Kraków-Płaszów, a transferir a sua fábrica para Brünnlitz, na região dos Sudetas, poupando, assim, os seus trabalhadores da morte nas câmaras de gás. Utilizando os nomes fornecidos pelo oficial da polícia dos guetos judeus Marcel Goldberg, o secretário de Göth, Mietek Pemper, compilou, e passou a papel, uma lista de 1.200 judeus que viajaram para Brünnlitz em outubro de 1944. Schindler continuou a subornar os oficiais das SS para impedir o massacre dos seus empregados, até ao final da II Guerra Mundial na Europa, em maio de 1945, altura em que tinha já gasto a sua fortuna em subornos e no mercado-negro, para comprar provisões para os seus funcionários.
Schindler foi viver para a Alemanha a seguir à guerra, onde foi apoiado, financeiramente, por organizações judaicas de salvamento. Depois de receber um reembolso parcial pelos seus gastos em tempo de guerra, viajou para a Argentina, com a sua esposa, para uma quinta. Quando entrou em bancarrota em 1958, Schindler deixou a sua mulher e regressou à Alemanha, onde foi mal-sucedido em vários negócios, e teve que ser ajudado pelos seus Schindlerjuden ("Judeus de Schindler") – aqueles cujas vidas ele salvou durante a guerra. Schindler recebeu a designação de justo entre as nações pelo governo de Israel em 1963, e morreu a 9 de outubro de 1974.
   
  
in Wikipédia

terça-feira, outubro 06, 2026

O primeiro filme falado (e cantado...) chegou aos cinemas há 99 anos

  
O Cantor de Jazz (The Jazz Singer, no original) é considerado como o primeiro filme de grande duração com falas e canto sincronizado com um disco de acetato. É um filme musical norte-americano estreado em 6 de outubro de 1927. A partir daí, os filmes mudos passaram a ser totalmente substituídos pelos filmes falados ou talkies, que tornaram-se a grande novidade. Al Jolson foi o ator principal do filme e o primeiro a falar e cantar num filme, com sua voz gravada em banda sonora sincronizada.

Na verdade sempre existiu a fala e o canto no cinema, pois em muitas das primeiras projeções os atores e atrizes cantavam escondidos atrás da tela, como uma dobragem, assim como muitos pianistas ficavam a frente da tela, improvisando, enquanto a projeção das primeiras curtas seguia. Por isto, O Cantor de Jazz é considerado o primeiro filme onde o som estava gravado, mas separadamente, tocando num disco de acetato.

The Jazz Singer foi produzido pela Warner Bros. com o sistema sonoro Vitaphone. Al Jolson, famoso cantor de jazz da época, canta várias canções no filme, dirigido por Alan Crosland. A história é baseada numa peça de mesmo nome, um grande sucesso da Broadway em 1925, remontada em 1927, com George Jessel no papel principal.

Foi um dos primeiros filmes a ganhar o Óscar, dividindo um prémio especial com o filme O Circo, de Charlie Chaplin.
   
 

A Guerra do Yom Kippur começou há 53 anos

Mapa descritivo dos conflitos Árabe-Israelitas
   
A Guerra do Yom Kippur, também conhecida como Guerra Árabe-Israelita de 1973, Guerra de Outubro, Guerra do Ramadão ou ainda Quarta Guerra Árabe-Israelita, foi um conflito militar ocorrido entre 6 e 26 de outubro de 1973, entre uma coligação de estados árabes, liderados por Egipto e Síria, contra Israel. O episódio começou com um contra-ataque inesperado do Egipto e Síria. Coincidindo com o dia do feriado judaico do Yom Kippur, Egipto e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e nos Montes Golã, respetivamente, que tinham sido ocupadas, por Israel, já em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.
Inversamente ao fator surpresa, usado pelos israelitas na guerra dos seis dias, durante os primeiros dias, egípcios e sírios avançaram recuperando partes dos seus territórios. O cenário começou a  inverter-se para o lado de Israel na segunda semana de luta, pois Israel fez com que os sírios retrocederem nos Montes Golã, enquanto o Egito manteve a sua posição no Sinai, fechando a comunicação entre a linha Bar-Lev e Israel, porém este também sem comunicação com o Egito.
Ao sul do Sinai, os israelitas encontraram uma "brecha" entre os exércitos egípcios e conseguiram cruzar para o lado oeste do canal de Suez no local onde a a grande muralha Bar-Lev não havia sido tomada, e ameaçaram a cidade egípcia de Ismaília.
Este desenvolvimento levou as duas superpotências da época, os EUA, a defender os interesses de Israel, e a URSS, dos países árabes, a uma tensão diplomática. Mas um cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor em 25 de outubro de 1973.
No término das hostilidades, as forças israelitas, já recuperadas das baixas iniciais e com um esmagador poderio militar, tinham entrado profundamente no território dos países árabes e encontravam-se a 40 km de Damasco, capital da Síria, a qual foi intensamente bombardeada, e 101 km do Cairo, capital egípcia.
   
Resumo
O Presidente Gamal Abdel Nasser do Egito, morreu em setembro de 1970. Sucedeu-lhe o vice-presidente Anwar Sadat, considerado mais moderado e pragmático que Nasser. Como meta do seu governo, resolve neutralizar a política expansionista do Estado de Israel e ao mesmo tempo assegurar a sua posição de liderança no mundo árabe. Decide, então, retomar a península do Sinai. O plano para um ataque a Israel, sem aviso, em conjunto com a Síria, recebeu o nome de código Operação Badr (palavra árabe que significa "lua cheia"), sugerindo usar a maré cheia (fenómeno da atração gravitacional exercido entre a lua e a terra) para transpor os obstáculos bélicos instalados por israelitas ao longo do canal de Suez.
Para tanto, os egípcios, recorrem a utilização possantes bombas de sucção e usam as águas do canal como agente de erosão hídrica, destruindo as fundações da (até então) intransponível e elaborada barreira, de 50 metros de altura, construída pelos israelitas com a areia do deserto para guarnecer toda a margem ao norte do canal de Suez contra os exércitos árabes.
Com o corte, feito à custa de jatos de água, os soldados egípcios, em questões de horas, puderam abrir diversas passagens ao longo dos 160 quilómetros das fortificações integrantes da linha Bar-Lev, alcançando o lado desprotegido das casamatas israelitas e, consequentemente, obrigando os israelitas a render-se.
Enquanto o Egito atacava as posições israelitas desprotegidas na Península do Sinai, as forças sírias atacaram os baluartes dos Montes Golã. Nessa investida, graves perdas foram infligidas ao exército israelita. Contudo, após três semanas de luta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) obrigaram as tropas árabes a retroceder, e as fronteiras iniciais reconfiguraram-se.
    
Batalhas navais
A Batalha de Latakia entre os sírios e os israelitas aconteceu a 7 de outubro, segundo dia do conflito. Com uma nítida vitória israelita, que demonstrou a eficácia dos barcos militares equipados com sistema de autodefesa ECM. A marinha israelita também demonstrou a sua superioridade naval no Mediterrâneo com uma segunda vitória em 9 de outubro, na Batalha de Baltim, afundando três barcos da marinha egípcia. As batalhas de Latakia e Baltim "mudaram favoravelmente a situação para Israel".
Cinco noites depois da Batalha de Baltim, cinco barcos da marinha israelita entraram no porto egípcio de Ras Ghareb, onde mais de cinquenta pequenas embarcações do Egito estavam ancoradas, incluindo barcos de pesca armados e carregados com tropas e munições. Na batalha que se seguiu 19 destes foram afundados.
Quando terminou o conflito, pode-se dizer que o balanço foi muito positivo para Israel.
      
Consequências
A guerra teve implicações profundas para muitas nações. O mundo árabe, que havia sido humilhado pela derrota desproporcional da aliança egípcio-sírio-jordana, durante a Guerra dos Seis Dias, sentiu-se psicologicamente vingado pelos seus momentos de vitórias no início do conflito, apesar do resultado final. Esse sentimento de vingança pavimentou o caminho para o processo de paz que se seguiu, assim como liberalizações como a política de infitah do Egito. Os Acordos de Camp David (1978), que vieram pouco depois, levaram a relações normalizadas entre Egito e Israel - a primeira vez que um país árabe reconheceu o estado israelita. O Egito, que já vinha se afastando da União Soviética, então deixou a esfera de influência soviética completamente.
Uma das consequências desta guerra foi a crise do petróleo, já que os estados árabes, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) boicotaram os Estados Unidos e os países europeus que apoiavam a sobrevivência de Israel. Se a curto prazo a medida agravou a crise económica mundial, a longo prazo a comunidade internacional aprendeu a usar fontes alternativas de energia, e inclusive algumas áreas do planeta começaram a descobrir que também possuíam petróleo, como foi o caso da região do Mar do Norte, na Europa, do Alasca, nos Estados Unidos, da Venezuela, do México, da África do Sul, da União Soviética e, também, no Brasil.
        
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Forças do Egito cruzando o Canal de Suez, a 7 de outubro de 1973
            

O ataque terrorista do Hamas a Israel foi há três anos...

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Imagem de satélite de incêndios generalizados em Israel, ao redor da Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023

 

Os ataques de 7 de outubro de 2023 a Israel, ou simplesmente ataques de 7 de outubro, foram uma série de atentados coordenados e conduzidos pelo grupo militante islâmico palestino Hamas, da Faixa de Gaza, às áreas fronteiriças do sul de Israel, na manhã de sabá, data de vários feriados judaicos. Os ataques marcaram o início da guerra Israel-Hamas de 2023, quase exatamente cinquenta anos após o início da Guerra do Yom Kippur, em 6 de outubro de 1973. O Hamas e outros grupos armados palestinos nomearam os ataques como Operação Dilúvio de Al-aqsa (em árabe: عملية طوفان الأقصى, translit. ʿamaliyyat ṭūfān al-ʾAqṣā). Em Israel são chamados de Sábado Negro (em hebraico: השבת השחורה) ou Massacre de Simchat Torá (em hebraico: הטבח בשמחת תורה).

Os ataques começaram no início da manhã com o lançamento de cerca de 3 mil foguetes contra Israel e incursões de militantes em parapentes e transportados por veículos motorizados em território israelita. Militantes palestinos romperam a barreira Gaza-Israel, visando matar civis nas comunidades israelitas vizinhas e atacando bases militares. Num único dia, mais de 1 mil civis israelitas e mais de 350 soldados e polícias israelitas foram mortos em cidades próximas, kibutzim, bases militares e num festival de música perto de Re'im. Cerca de 200 civis e soldados israelitas foram levados como reféns para a Faixa de Gaza, dos quais cerca de 30 são crianças sequestradas.

Pelo menos 44 nações, a maioria ocidentais, denunciaram o ataque como terrorismo, enquanto países árabes e muçulmanos, incluindo Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, Síria, Irão e Iraque, culparam Israel pelo ataque. O dia foi descrito por vários meios de comunicação e políticos, como o presidente dos EUA,Joe Biden, como o mais sangrento da história de Israel e o mais mortal para os judeus desde o Holocausto.

 

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Em vermelho, regiões de Israel onde ocorreram ataques do Hamas, ainda em 7 de outubro de 2023

 

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Mapa da situação aproximada em 7–8 de outubro de 2023

 

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segunda-feira, outubro 05, 2026

Jacques Offenbach morreu há 146 anos...

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Jacques Offenbach (Colónia, Alemanha, 20 de junho de 1819 - Paris, França, 5 de outubro de 1880), compositor e violoncelista francês de origem alemã da era romântica, foi um paladino da opereta e um precursor do teatro musical moderno.

Jacob Ebert, mais conhecido como Jacques Offenbach nasceu em Colónia, na Alemanha, em 1819 e aprendeu as primeiros noções de música com seu pai, Isaac, chazan (cantor) da sinagoga da cidade. Aos doze anos, Jacob era um exímio violoncelista, e a família decidiu enviá-lo a Paris, onde iria receber uma melhor educação musical. Após um ano de estudos o jovem músico passou a atuar na orquestra do Théâtre National de l'Opéra-Comique, quando desenvolveu uma parceria musical e uma grande amizade com o pianista e compositor Friedrich von Flotow. O compositor adotou uma nova identidade, e trocou seu sobrenome para Offenbach, numa homenagem à cidade natal de seu pai, Offenbach am Main.
Considerado pela crítica como o "Liszt do violoncelo", ele não só se dedicou a compor várias obras para esse instrumento, bem como participou de uma série de concertos nas principais capitais europeias. Na corte londrina, apresentou-se perante a Rainha Vitória I e o Príncipe Alberto.
Em 1858, Paris começou a viver o período de frivolidade e decadência do Segundo Império. A cidade, administrada pelo Barão Georges-Eugène Haussmann, passava por um moderno processo de urbanização, caracterizado pela abertura de novas e amplas avenidas, chamadas boulevards. Os espetáculos teatrais começaram a explorar com humor, o espírito, a inteligência e o divertimento, característicos da vida parisiense.
Foi nesta época que estreou a primeira opereta de Offenbach, Orfeu no Inferno, onde um de seus temas musicais, o Can-Can, adquiriu notoriedade internacional. A fama e a popularidade de Offenbach subiram às alturas. Num espaço de dez anos ele escreveu noventa operetas, a maioria de grande sucesso, como La Belle Hélène, La Vie Parisienne, La Grande-duchesse de Gérolstein e La Princesse de Trébizonde. Segundo Carpeaux, Offenbach regeu o 'can-can' que as plateias dançavam, sendo um participante embriagado e espetador cínico da orgia.
A derrota dos franceses na guerra franco-prussiana de 1870 e os incêndios da comuna de Paris colocaram um final na temporada de danças, risos e champanhe. Offenbach, apesar de suas raízes alemãs, considerava-se um genuíno parisiense, e entrou em profunda depressão , após a humilhante derrota sofrida pela França, ante as tropas de Otto von Bismarck.
Depois de um malogrado 'tour' pelos Estados Unidos e com a sua fortuna delapidada, Offenbach passou a demonstrar um amargo arrependimento por ter desperdiçado o seu talento, compondo músicas populares e de gosto duvidoso. Atraído pelas histórias fantásticas do escritor e compositor alemão Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann, ele lançou-se febrilmente na tarefa de compor uma ópera séria, que ficasse para a posteridade.
Com 60 anos e muito doente, ele trabalhou com afinco para concluir Os contos de Hoffmann. O criador de operetas, não conseguiu realizar o grande sonho de assistir a montagem da sua primeira grande ópera de sucesso. Ele morreu em Paris, no dia cinco de outubro de 1880 e a estreia da sua joia musical só iria ocorrer cinco meses depois. A ópera foi considerada o maior evento da temporada, atingindo um recorde de 101 apresentações.
  

 

 

NOTA: como antigo escuteiro do Agrupamento 347 (São Jorge), é sempre uma alegria ouvir o <i>can-can</i>...

sábado, outubro 03, 2026

Steve Reich celebra hoje noventa anos..!

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Steve Reich ou Stephen Michael Reich (Nova Iorque, 3 de outubro de 1936) é considerado um dos mais importantes compositores da música minimalista e da música modalista.
Estudou percussão aos catorze anos com o timpanista da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque; formou-se em Filosofia na Universidade Cornell; estudou composição durante dois anos com Hall Overton, de 1958 até 1961, na escola de música Juilliard. Além disso, estudou em institutos africanos e balineses. Em 1990 ganhou o Grammy de melhor compositor contemporâneo.
Recebeu o Prémio Pulitzer de Música, em 2009, por Double Sextet.
 
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sexta-feira, outubro 02, 2026

Groucho Marx nasceu há 136 anos...

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Groucho Marx, pseudónimo de Julius Henry Marx (Nova Iorque, 2 de outubro de 1890 – 19 de agosto de 1977) foi um comediante e ator dos Estados Unidos, célebre como um dos mestres do humor. Fez treze filmes com os seus irmãos, os irmãos Marx, dos quais foi o terceiro, por ordem de nascimento. Groucho teve também uma carreira a solo bem-sucedida, especialmente como apresentador de game shows de rádio e televisão como You Bet Your Life e Tell it to Groucho. A sua aparência característica, que recordava os seus dias de ator de vaudeville, incluía detalhes como óculos e um charuto, além de espessos bigode e sobrancelhas pintadas.
    

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Ao longo de sua carreira, ele introduziu uma série de canções memoráveis em filmes, incluindo "Hooray for Captain Spaulding", "Everyone Says I Love You" e "Lydia the Tattooed Lady". Frank Sinatra, que uma vez disse que a única coisa que podia fazer melhor do que Marx era cantar, fez um filme com Marx e Jane Russell em 1951, intitulado Double Dynamite.

Morreu aos 86 anos, vítima de uma pneumonia. Groucho notabilizou-se por diversas frases célebres em seus filmes, como: "Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio" ou ¨Eu nunca esqueço um rosto, mas no seu caso, vou fazer uma exceção¨. Foi sepultado no Eden Memorial Park, Mission Hills, Califórnia no Estados Unidos.
   
 

quarta-feira, setembro 30, 2026

Marc Bolan, o vocalista e guitarrista dos T. Rex, nasceu há 79 anos...

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Marc Bolan
, nome artístico de Mark Feld (Londres, 30 de setembro de 1947 - Londres, 16 de setembro de 1977)  foi um músico, cantor e compositor inglês. Ele foi um dos pioneiros do movimento glam rock no início da década de 1970 com sua banda T. Rex.

No final da década de 60 alcançou a fama como fundador e líder da banda de folk psicodélico Tyrannosaurus Rex, com quem lançou quatro álbuns aclamados pela crítica e teve um hit menor, "Debora". Bolan começou como um cantor e compositor acústico antes de entrar na música elétrica antes da gravação do primeiro single dos T. Rex, "Ride A White Swan", que foi o número dois na parada de singles do Reino Unido. A aparição de Bolan em março de 1971 no programa de música da BBC Top of the Pops, usando glíter no rosto para o topo das paradas britânicas "Hot Love", é citado como o início do movimento glam rock. O crítico de música Ken Barnes chamou Bolan de "o homem que começou tudo". O álbum Electric Warrior, com todas as músicas escritas por Bolan, foi descrito pelo AllMusic como "o álbum que essencialmente deu início à mania do glam rock no Reino Unido". O produtor Tony Visconti, que trabalhou com Bolan durante seu apogeu, afirmou: "O que eu vi em Marc Bolan não tinha nada a ver com cordas, ou padrões muito elevados de arte; o que eu vi nele foi talento bruto. Eu vi genialidade. Eu vi uma estrela do rock em potencial em Marc – desde o minuto, a hora em que o conheci." A partir de 1973, ele começou a misturar o rock com outras influências, incluindo funk, soul, gospel, disco e R&B.

Bolan morreu num acidente de carro, duas semanas antes de fazer 30 anos. Em 1977, uma pedra memorial, em forma do busto de Bolan, o Marc Bolan's Rock Shrine, foi criado no local onde ele morreu, o distrito de Barnes, em Londres. A sua influência musical como guitarrista e compositor foi profunda; ele inspirou muitos artistas posteriores nas décadas seguintes. Como membro dos T. Rex, Bolan foi postumamente introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2020.
     

 

terça-feira, setembro 29, 2026

O massacre nazi de Babi Yar foi há 85 anos...

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Ravina de Babi Yar, em Kiev
        
Babi Yar é uma ravina existente em Kiev, a capital da Ucrânia, que ficou conhecida na história como local de um dos maiores massacres de judeus e civis da então União Soviética pelos nazis, durante a II Guerra Mundial.
Em 29 e 30 de setembro de 1941, 92.771 civis ucranianos judeus foram levados a Babi Yar e assassinados coletivamente, num dos maiores massacres de massa da história. Nos meses que seguiram, milhares de outros judeus e não-judeus russos foram capturados, trazidos à ravina e fuzilados, num total de cerca de 100.000 mortos.
   
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História
A ravina de Babi Yar é mencionada por registos históricos desde 1401 e através dos tempos sua área foi usada para diferentes propósitos, incluindo campos militares e cemitérios, um dos quais judeu, foi fechado em 1937. Após a invasão da URSS pelas tropas nazis, em junho de 1941, a cidade de Kiev acabou por cair nas mãos dos alemães, depois de 45 dias de batalha, em 19 de setembro. Poucos dias após a ocupação, as execuções começaram, com o fuzilamento de 700 pacientes de um hospital psiquiátrico da cidade.
Em 28 de setembro, um aviso foi afixado pelos postes e muros de Kiev, dirigido aos judeus:

“ Ordena-se a todos os judeus residentes de Kiev e suas vizinhanças que compareçam à esquina das ruas Melnyk e Dokterivsky, às 8 horas da manhã de segunda-feira, 29 de setembro de 1941 trazendo documentos, dinheiro, roupa interior, etc. Aqueles que não comparecerem serão fuzilados. Aqueles que entrarem nas casas evacuadas por judeus e roubarem pertences destas casas serão fuzilados. ”
   
Os judeus levados à ravina esperavam ser embarcados em comboios. A multidão de homens, mulheres e crianças era grande o bastante para que ninguém tomasse conhecimento do que estava para acontecer a não ser tarde demais. Todos passavam por um corredor de soldados gritando, em grupos de dez, e de seguida fuzilados; ao escutarem o barulho das metralhadoras do grupo logo à frente, já não tinham como escapar.
O massacre foi realizado em dois dias, a cargo da unidade C do Einsatzgruppen, o esquadrão da morte das SS, apoiados por membros de um batalhão das Waffen-SS; unidades da polícia ucraniana também foram usadas para agrupar e conduzir os judeus até ao local de fuzilamento, o que provocaria uma grande discussão na Ucrânia após a guerra.
Além deste massacre, Babi Yar foi alvo de milhares de outras execuções durante os dois anos de ocupação nazi de Kiev. O número total de mortos na ravina não é exato, mas o número mais aceite, cerca de 100 mil, foi fornecido pelo cálculo de moradores, obrigados a enterrar os corpos. Tempos depois, o campo de concentração de Syrets foi erguido no local e nele internados prisioneiros de guerra russos, civis comunistas e combatentes da resistência, que ali eram executados.
Quando os nazis se retiraram de Kiev, fizeram tentativas de esconder os sinais das atrocidades cometidas durante os anos de ocupação. Entre agosto e setembro de 1943, o campo de Syrets foi parcialmente demolido e diversos corpos exumados e queimados, com as cinzas espalhadas pelas áreas vizinhas. Na noite de 29 de setembro de 1943, quando o campo estava a ser desmantelado, houve uma revolta entre os prisioneiros e quinze deles conseguiram escapar; após retomar o controle da situação, os alemães fuzilaram os 311 sobreviventes.
  
Selo ucraniano, recordando os 70 anos do Massacre de Babi Yar
      
Memória
Quando o Exército Vermelho retomou o controle de Kiev, em novembro de 1943, o campo foi transformado num local de internamento de prisioneiros alemães e utilizado até 1946, quando foi totalmente demolido. Nos anos 50 e 60, a área tornou-se um grande parque e um complexo de apartamentos.
O governo soviético sempre desencorajou que se desse ênfase ao massacre de judeus em Babi Yar, preferindo oficialmente que a tragédia fosse lembrada como um crime cometido contra todo o povo soviético e a população de Kiev. Diversas tentativas de se erguer um memorial judeu no local dos massacres foram adiadas. Em 1976 foi erguido um memorial em honra de todos os cidadãos soviéticos ali fuzilados, mas apenas em 1991, com o fim da URSS, os judeus puderam finalmente erguer o seu próprio monumento.
Sobre Babi Yar, o escritor e sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel escreveu:
   
“

As testemunhas oculares disseram que, meses após as mortes, o solo de Babi Yar continuava a esguichar geyseres de sangue.

 

”
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Prisioneiros de guerra soviéticos sendo usados pelos nazis para cobrir uma vala comum após o massacre de Babi Yar, 1 de outubro de 1941
 

Tony Curtis morreu há dezasseis anos...

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Tony Curtis (nome artístico de Bernard Schwartz; Nova York, 3 de junho de 1925 - Las Vegas, 29 de setembro de 2010) foi um ator norte-americano, popular desde as décadas de 50 e 60 pelo seu trabalho no cinema, tendo participado em mais de cem filmes desde 1949.
    
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Biografia
Filho de um alfaiate húngaro, imigrante judeu, teve uma infância bastante difícil no bairro do Bronx, Nova York, onde a família morava no fundo da alfaiataria. A sua mãe e um dos seus dois irmãos eram esquizofrénicos, o que fez com que ele e o outro irmão fossem internados num orfanato, aos oito anos de idade, por impossibilidade do pai de tomar conta de todos.
Curtis serviu na marinha durante a II Guerra Mundial e foi um espetador privilegiado da rendição japonesa na Baía de Tóquio em 1945. De volta aos Estados Unidos, passou a estudar teatro, e em 1948, devido à bela aparência e aos olhos marcantes que o tornariam um ídolo do público feminino nos anos seguintes, foi contratado pelo estúdio Universal de Hollywood, que o colocou em aulas de esgrima e montaria e trocou o seu nome para Tony Curtis.
Apesar de parecer ser apenas mais um "menino bonito" a chegar ao cinema, Tony provaria o seu talento em filmes como Sweet Smell of Success, com Burt Lancaster, The Defiant Ones, com Sidney Poitier - que lhe daria uma nomeação para o Óscar -, Boston Strangler (O Estrangulador de Boston ou O Homem Que Odiava as Mulheres), em que interpretava um psicopata real e aquele que seria o seu mais duradouro trabalho na lembrança dos cinéfilos: o clássico de Billy Wilder, Some Like It Hot (Quanto Mais Quente Melhor), com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.
Ele também fez diversos trabalhos na televisão, o mais bem sucedido deles na série The Persuaders, com Roger Moore, bastante popular no início dos anos 70, que terminou porque Moore foi escolhido para fazer o papel de James Bond no cinema.
Tony tornou-se pintor nos anos 80 e conseguiu grande sucesso nesta segunda atividade, que segundo ele era o seu principal interesse há anos, com seus quadros sendo vendidos por até 50.000 dólares e um deles exposto no Metropolitan Museum of Art de Nova York.
Curtis lamentava nunca ter ganho um Óscar e considera que o mundo do cinema jamais reconheceu verdadeiramente o seu trabalho, mas conquistou diversas honrarias e teve uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Morou no estado de Nevada e considerava Cary Grant (com quem filmou em 1959 a ótima comédia Operation Petticoat) o seu ator favorito de todos os tempos.
Faleceu em 29 de setembro de 2010. A notícia foi divulgada pela filha, a também atriz Jamie Lee Curtis. Foi sepultado no Palm Memorial Park (Green Valley), Las Vegas, Nevada no Estados Unidos.
    
Vida pessoal
Tony Curtis foi casado seis vezes. Em duas delas com as atrizes Janet Leigh, o seu mais famoso relacionamento e com quem teve duas filhas, Kelly e a também atriz Jamie Lee Curtis; com a austríaca Christine Kaufmann, com quem também teve duas filhas, Alexandra (1964) e Allegra (1966), nos anos 50 e 60 respetivamente; casou-se com Leslie Allen e também teve dois filhos: Nicholas (nascido em 1971, morreu em 1994 de overdose de heroína) e Benjamin (1973). Ele revelou que tinha engravidado Marilyn Monroe. Um dos mais conhecidos e picantes factos dos bastidores do cinema envolvendo Tony Curtis deu-se em 1959 durante as filmagens de Quanto Mais Quente Melhor. O estilista do filme, ao comentar com Marilyn Monroe, durante provas de roupas (Tony e Jack Lemmon atuam quase o tempo todo travestidos de mulher) que Tony tinha nádegas mais bonitas que ela, fez Marilyn replicar na hora, abrindo a blusa, "é, mas ele não tem isso!", mostrando os seios. A grande tragédia de sua vida, depois da dramática infância que passou, foi a morte do seu filho Nicholas, aos 23 anos, em 1994, por overdose de heroína.
Foi casado com Jill Vandenbergh Curtis, 42 anos mais nova.
   
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