O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Miguel Araújo começou a gostar de música em 1989, influência dos seus tios que tinham uma banda de covers dos anos 60/70 (Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, etc.), e nesse ano recebeu de presente o seu primeiro baixo. Fez parte dos Yellow Lello (onde também estava Marlon com quem tocou n' Os Azeitonas). Depois vieram os Tsé Tsé que lançaram um álbum pela BMG mas que terminaram logo a seguir.
Ficou conhecido como integrante da banda Os Azeitonas, sobre o seu pseudónimo
Miguel AJ (ou Miguel Araújo Jorge). Os Azeitonas formaram-se em 2002
aquando de uma viagem de faculdade. Decide trocar o baixo pela guitarra
para poder cantar ao mesmo tempo. É neste grupo que começa a compor. O
álbum de estreia é editado em 2007, pela Maria Records de Rui Veloso.
Em dezembro de 2007, cria o Blogue do Mendes. Com o seu alter egoMendes estreia-se ao vivo em 18 de Junho de 2009. A partir de fevereiro de 2010, começa a colaborar com João Só e lançam o EP "Não Entres Nesse Comboio Amor" pela Optimus Discos.
Entretanto, António Zambujo grava o tema "Reader's Digest" escrito por Araújo, no seu disco Guia.
Além do disco com João Só participou nos espetáculos "Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos" de Nuno Markl.
Em maio de 2012, lançou o seu primeiro álbum a solo, Cinco dias e meio. Este álbum conta com sucessos como "Os Maridos das Outras", "Reader's Digest", "Autopsicodiagnose", "Fizz Limão" e "Capitão Fantástico". A música Os Maridos das Outras ganhou bastante notoriedade pela melodia simples e original e pela letra divertida, brincando com preconceitos
sobre o casamento e as diferenças dos sexos. O single chegou à quarta
posição do top português, enquanto o álbum entrou no Top 3 das vendas em
Portugal. Como segundo single do álbum foi divulgado a música Fizz Limão. Na letra, o músico fala de maneira irónica das saudades e nostalgias portuguesas e especialmente da sua geração.
António Zambujo ("O Que é Feito Dela") e Ana Moura ("E Tu Gostavas de Mim") gravam músicas da sua autoria nos discos que lançam em 2012.
Continua entretanto a dar prioridade ao seu trabalho nos
Azeitonas, enquanto desenvolve atividades musicais paralelas. Nessa
altura estava a trabalhar num disco de canções para crianças com António
Zambujo, Pedro Silva Martins (Deolinda) e Luísa Sobral e mantinha um outro projeto paralelo, Os da Cidade, com António Zambujo, João Salcedo (teclista de Os Azeitonas) e Ricardo Cruz.
O sucessor de "Cinco Dias e Meio" saiu no dia 21 de abril de
2014, e tem como nome "Crónicas da Cidade Grande". É composto, segundo
Miguel Araújo, por "cantigas simples, que contam pequenas histórias,
nada de muito chique". Neste disco colabora com João Martins, que fez os
arranjos para algumas músicas. Músicas como "Contamina-me", "Balada
Astral" (com a então desconhecida Inês Viterbo), "Cartório", "José",
"Romaria das Festas de Santa Eufémia" (com António Zambujo), "Recantiga"
e "Valsa Redonda" (com Marcelo Camelo)
estão incluídas neste novo trabalho. O álbum entrou diretamente para o
número 1 do top de discos do Itunes e para o top 3 oficial.
A 11 de outubro de 2016, Os Azeitonas anunciam nas redes sociais de que Miguel Araújo tinha abandonado a banda portuense para se dedicar à sua carreira a solo.
Giesta, o terceiro álbum de originais de Miguel Araújo,
foi editado a 19 de maio de 2017. Dele fazem parte os singles "1987" -
em dueto com Catarina Salinas (Best Youth) - "Axl Rose" e "Meio Conto".
Em 2018, editou o livro de crónicas Penas de Pato, pela editora Companhia das Letras. Em 2020, foi editado o seu sucessor, Seja o que for. Luísa Mellid-Franco, do Expresso, atribuiu ao livro 4 estrelas em 5: "Um livro belíssimo, a não perder. (...) um livro de exceção".
Em 2021, foi editado o álbum Peixe Azul, gravado durante o confinamento de 2020.
Nele, Miguel Araújo assina a autoria da totalidade das músicas, a
produção, o grafismo e a execução da totalidade dos instrumentos. "Um
tesouro nacional", de acordo com Luís Guerra, do Expresso, que também destaca a "escrita cada vez mais apurada e transparente". Manuel Falcão (Blitz, Se7e, O Independente, Expresso, etc), a propósito de Peixe Azul, escreveu na sua coluna semanal do Jornal de Negócios que "Miguel Araújo é quem melhores canções escreve e interpreta hoje em dia em Portugal".
He was a friend of mine
He was a friend of mine
Every time I think about him now
Lord I just can't keep from crying
'Cause he was friend a friend of mine
He died on the road
He died on the road
He never had no money
To pay his room or board
He was a friend of mine
I stole away and cried
I stole away and cried
'Cause I never had too much money
And I can't be satisfied
He was a friend of mine
He never done no wrong
He never done no wrong
He was just a poor boy
Long way from home
He was a friend of mine
He was a friend of mine
He was a friend of mine
Every time I hear his name
I just can't keep from crying
'Cause he was a friend of mine
Van Ronk's work ranged from old English ballads to blues, gospel, rock, New Orleans jazz, and swing. He was also known for performing instrumental ragtime guitar music, especially his transcription of "St. Louis Tickle" and Scott Joplin's "Maple Leaf Rag".
Van Ronk was a widely admired avuncular figure in "the Village",
presiding over the coffeehouse folk culture and acting as a friend to
many up-and-coming artists by inspiring, assisting, and promoting them.
Folk performers he befriended include Bob Dylan, Tom Paxton, Patrick Sky, Phil Ochs, Ramblin' Jack Elliott, and Joni Mitchell. Dylan recorded Van Ronk's arrangement of the traditional song "House of the Rising Sun" on his first album, which the Animals turned into a chart-topping rock single in 1964, helping inaugurate the folk-rock movement.
Van Ronk received a Lifetime Achievement Award from the American Society of Composers, Authors and Publishers (ASCAP) in December 1997. He died in a New York hospital of cardiopulmonary failure while undergoing postoperative treatment for colon cancer.
Hang me oh hang me I'll be dead and gone Hang me oh hang me I'll be dead and gone Wouldn't mind the hanging But the laying in the grave so long Poor boy I've been all around this world
I've been all around Cape Girardeau Parts of Arkansas All around Cape Girardeau Parts of Arkansas Got so goddamn hungry I could hide behind a straw I've been all around this world
Went up on a mountain There I made my stand Went up on a mountain There I made my stand Rifle on my shoulder And a dagger in my hand Poor boy I've been all around this world
Hang me oh hang me I'll be dead and gone Hang me oh hang me I'll be dead and gone Wouldn't mind the hanging But the laying in the grave so long Poor boy I've been all around this world
Put the rope around my neck Hung me up so high Put the rope around my neck Hung me up so high Last words I heard him say: Won't be long now 'fore you die Poor boy I've been all around this world
Hang me oh hang me And I'll be dead and gone Hang me oh hang me I'll be dead and gone Wouldn't mind the hanging But the laying in the grave so long Poor boy I've been all around this world
Timothy Charles Buckley III (Washington, D.C., February 14, 1947 – Los Angeles, California, June 29, 1975) was an American singer-songwriter and guitarist. He began his career based in folk rock, but subsequently experimented with genres such as psychedelia, jazz, the avant-garde, and funk as well as unconventional vocal stylings. His commercial peak came with the 1969 album Happy Sad, reaching No. 81 on the charts, while his experimental 1970 album Starsailor went on to became a cult favorite. The latter contained his best known song, "Song to the Siren." Buckley died at the age of 28 from a heroin and morphine overdose, leaving behind sons Taylor and Jeff.
June Carter Cash (born Valerie June Carter; Maces Spring, Virginia, June 23, 1929 – Nashville, Tennessee, May 15, 2003) was an American singer, songwriter and dancer. A five-time Grammy award-winner, she was a member of the Carter Family and the second wife of singer Johnny Cash. Prior to her marriage to Cash, she was professionally known as June Carter
and occasionally was still credited as such after her marriage (as well
as on songwriting credits predating it). She played guitar, banjo, harmonica, and autoharp, and acted in several films and television shows. Carter Cash won five Grammy Awards and was inducted into the Christian Music Hall of Fame in 2009.
June Carter Cash was born Valerie June Carter in Maces Spring, Virginia, to Maybelle (née Addington) and Ezra Carter.
Her parents were country music performers and she performed with the
Carter Family from the age of 10, in 1939. In March 1943, when the
Carter Family trio stopped recording together at the end of the WBT contract, Maybelle Carter, with encouragement from her husband Ezra, formed "Mother Maybelle and the Carter Sisters" with her daughters, Helen, Anita, and June. The new group first aired on radio station WRNL in Richmond, Virginia,
on June 1. Doc (Addington) and Carl (McConnell) - Maybelle's brother and
cousin, respectively, known as "The Virginia Boys", joined them in late
1945. June, then 16, was a co-announcer with Ken Allyn and did the
commercials on the radio shows for Red Star Flour, Martha White, and Thalhimers Department Store, just to name a few. For the next year, the Carters and Doc and Carl did show dates within driving range of Richmond, through Virginia, Maryland, Delaware, and Pennsylvania. She attended John Marshall High School during this period.[4] June later said she had to work harder at her music than her sisters, but she had her own special talent —comedy.[5]
A highlight of the road shows was her "Aunt Polly" comedy routine. With
her thin and lanky frame, June Carter often played a comedic foil
during the group's performances alongside other Opry stars Faron Young and Webb Pierce.
Carl McConnell wrote in his memoirs that June was "a natural-born
clown, if there ever was one". Decades later, Carter revived Aunt Polly
for the 1976 TV series Johnny Cash & Friends.
After Doc and Carl dropped out of the music business in late 1946, Maybelle and her daughters moved to Sunshine Sue Workman's "Old Dominion Barn Dance" on the WRVA Richmond station. After a while there, they moved to WNOX in Knoxville, Tennessee, where they met Chet Atkins with Homer and Jethro.
In 1949, Mother Maybelle and the Carter Sisters, with their lead guitarist, Atkins, were living in Springfield, Missouri, and performing regularly at KWTO. Ezra "Eck" Carter, Maybelle's husband and manager of the group, declined numerous offers from the Grand Ole Opry to move the act to Nashville, Tennessee,
because the Opry would not permit Atkins to accompany the group
onstage. Atkins' reputation as a guitar player had begun to spread, and
studio musicians were fearful that he would displace them as a
'first-call' player if he came to Nashville. Finally, in 1950, Opry
management relented and the group, along with Atkins, became part of the
Opry company. Here the family befriended Hank Williams and Elvis Presley (to whom they were distantly related), and June met Johnny Cash.
June and her sisters, with mother Maybelle and aunt Sara joining
in from time to time, reclaimed the name "The Carter Family" for their
act during the 1960s and '70s.
As a singer, she had both a solo career and a career singing with
first her family and later her husband. As a solo artist, she became
somewhat successful with upbeat country tunes of the 1950s such as
"Jukebox Blues" and, with her exaggerated breaths, the comedic hit "No
Swallerin' Place" by Frank Loesser. June also recorded "The Heel" in the
1960s along with many other songs.
In the early 1960s, June Carter wrote the song "Ring of Fire", which later went on to be a hit for her future husband, Johnny Cash. She co-wrote the song with fellow songwriter Merle Kilgore. June wrote the lyrics about her relationship with Johnny Cash and she offered the song to her sister Anita Carter,
who was the first singer to record the song. In 1963, Johnny recorded
the song with the Carter Family singing backup, and added mariachi
horns. The song became a number-one hit and went on to become one of the
most recognizable songs in the world of country music.
In her autobiography, “I Walked the Line”, Johnny's first wife Vivian
Cash disputes the myth that June Carter co-wrote the song, "Ring of
Fire". Vivian relates the story that Johnny told her in 1963 that he
wrote the song with Merle Kilgore and Curly while fishing and that he
was going to give June half credit because “She needs the money. And I
like her.”
Her first notable studio performance with Johnny Cash occurred in 1964 when she duetted with Cash on "It Ain't Me Babe", a Bob Dylan composition, that was released as a single and on Cash's album Orange Blossom Special. In 1967, the two found more substantial success with their recording of "Jackson", which was followed by a collaboration album, Carryin' On with Johnny Cash and June Carter.
All these releases antedated her marriage to Cash (upon which event she
changed her professional name to June Carter Cash). She continued to
work with Cash on record and on stage for the rest of her life,
recording a number of duets with Cash for his various albums and being a
regular on The Johnny Cash Show from 1969 to 1971 and on Cash's annual Christmas specials. After Carryin' On, June Carter Cash recorded one more direct collaboration album, Johnny Cash and His Woman, released in 1973, and along with her daughters was a featured vocalist on Cash's 1974 album The Junkie and the Juicehead Minus Me. She also shared sleeve credit with her husband on a 2000 small-label gospel release, Return to the Promised Land
Although she provided vocals on many recordings, and shared the
billing with Cash on several album releases, June Carter Cash only
recorded three solo albums during her lifetime: the first, Appalachian Pride, released in 1975, Press On (1999), and Wildwood Flower, released posthumously in 2003 and produced by her son, John Carter Cash. Appalachian Pride is the only one of the three on which Johnny Cash does not perform, while Press On is notable for featuring June Carter Cash singing her original arrangement of "Ring of Fire".
One of her final appearances was a nonspeaking/nonsinging appearance in the music video for her husband's 2003 single, "Hurt",
filmed a few months before her death. One of her last known public
appearances was on April 7, 2003, just over a month before her death,
when she appeared on the CMT Flameworthy awards program to accept an achievement award on behalf of her husband, who was too ill to attend.
She won a Grammy award in 1999 for, Press On. Her last album, Wildwood Flower,
won two additional Grammys. It contains bonus video enhancements
showing extracts from the film of the recording sessions, which took
place at the Carter Family estate in Hiltons, Virginia,
on September 18–20, 2002. The songs on the album include "Big Yellow
Peaches", "Sinking in the Lonesome Sea", "Temptation", and the trademark
staple "Wildwood Flower".
Due to her involvement in providing backing vocals on many of her
husband's recordings, a further posthumous release occurred in 2014,
when Out Among the Stars
was released under Johnny Cash's name. The album consists of previously
unreleased recordings from the early 1980s, including two on which June
Carter Cash provides duet vocals.
Her autobiography was published in 1979, and she wrote a memoir, From the Heart, almost 10 years later.
Carter was married three times and had one child with each husband.
All three of her children went on to have successful careers in country
music. She was married first to country singer Carl Smith
from July 9, 1952, until their divorce in 1956. Together, they wrote
"Time's A-Wastin". They had a daughter, Rebecca Carlene Smith,
professionally known as Carlene Carter, a country musician.
June's second marriage was to Edwin "Rip" Nix, a former football player
and police officer on November 11, 1957. They had a daughter, Rosie Nix Adams,
on July 13, 1958. The couple divorced in 1966. Rosie was a country/rock
singer. On October 24, 2003, Rosie, aged 45, died from accidental
carbon monoxide poisoning. She and bluegrass musician Jimmy Campbell
were on a school bus, which had been converted for travel. Several
propane heaters were being used to heat the bus.
Carter and the entire Carter Family had performed with Johnny
Cash for a number of years. In 1968, Cash proposed to Carter during a
live performance at the London Ice House in London, Ontario. They married on March 1 in Franklin, Kentucky, and remained married until her death in May 2003, just four months before Cash died. The couple's son, John Carter Cash, is a musician, songwriter, and producer.
She also gained four stepdaughters from her third husband’s previous marriage to Vivian Liberto; including Cindy and Rosanne.
Carter's distant cousin, the 39th U.S. president Jimmy Carter,
became closely acquainted with Cash and Carter and maintained their
friendship throughout their lifetimes. In a June 1977 speech, Jimmy
Carter acknowledged that June Carter was his distant cousin.
Carter was a longtime supporter of SOS Children's Villages.
In 1974, the Cashes donated money to help build a village near their
home in Barrett Town, Jamaica, which they visited frequently, playing
the guitar and singing songs to the children in the village.
Carter died in
Nashville, Tennessee, on May 15, 2003, at the age of 73, from
complications following heart-valve replacement surgery, surrounded by
her family, including her husband of 35 years, Johnny Cash. At Carter's funeral, her stepdaughter Rosanne Cash
stated, "If being a wife were a corporation, June would have been a
CEO. It was her most treasured role." Johnny Cash died four months after
Carter's death, and Carter's daughter, Rosie Nix Adams, a month after that. All three are buried at the Hendersonville Memory Gardens near their home in Hendersonville, Tennessee.
É conhecido pelas suas canções com temas outonais e melancólicos e por sua técnica virtuosa na viola,
chegando a ser considerado um dos compositores mais influentes dos
últimos cinquenta anos. Os seus três discos oficiais foram incluídos,
depois de décadas, entre os melhores da história, como em listas das
revistas Rolling Stone e TIME.
Os Drakes viveram numa pequena vila chamada Tanworth-In-Arden, numa
grande casa de tijolos vermelhos a que chamavam "Far Leys". Ainda
criança, aprendeu a tocar piano, graças à mãe, Molly Drake, pianista, violoncelista, cantora e compositora. De família rica, estudou nos melhores colégios da Inglaterra, entre os quais Marlborough, onde aprendeu a tocar clarinete e saxofone.
Em 1967, Nick ingressou na Universidade de Cambridge para estudar Literatura.
Iniciou, também, apresentações em festivais, nos quais diz-se que
impressionava a todos com o seu talento para compor e pela habilidade
peculiar com que tocava viola, instrumento que lhe fora ensinado por um amigo de colégio. Na década de 60, a ideia de aprender tal instrumento era mal aceite pela família, que o considerava de mau gosto e como um símbolo de rebeldia.
Biografia
Nicholas Rodney Drake nasceu em 19 de junho de 1948, numa família de classe média-alta na Birmânia. O seu pai, Rodney (1908–1988) mudou-se para lá na década de 30 para trabalhar como engenheiro na Bombay Burmah Trading Corporation. Em 1934,
Rodney encontrou a filha de um alto funcionário da Indian Civil
Service, Mary Lloyd (1916–1993), mais conhecida por sua família como
Molly. Rodney propôs o casamento entre ambos em 1936, mas por imposições da família daquela, teve de esperar até que completasse vinte anos. Na década de 50, retornaram a Tanworth-in-Arden, uma vila de Warwickshire, para viver em Far Leys. Drake teve uma irmã mais velha, Gabrielle Drake, posteriormente reconhecida como atriz.
O seus pais apresentavam inclinações musicais: também eram
compositores.
Em particular, gravações feitas por sua mãe reveladas após a morte do
filho, revelam grande semelhança melódica entre ambos.
Mãe e filho partilham da uma mesma frágil voz, e tanto Gabrielle quanto
Dan Trevor notaram também as trágicas histórias cantadas. Incentivado
por Molly, Drake aprendeu a tocar piano quando criança, e começou a
compor suas primeiras melodias.
Em 1957, Drake se inscreveu na Eagle House School, uma escola preparatória. Cinco anos mais tarde, ele ingressa em Marlborough College, Wiltshire, onde o seu pai, avô e bisavô haviam estudado. Ele desenvolveu interesse por desporto, até hoje é detentor do recorde de 100 metros do colégio. Foi capitão da equipa de rugby,
os seus colegas lembram que neste tempo ele era um "calmo autoritário".
O seu pai lembrou que "num dos seus relatórios o diretor escreveu que
ninguém sabia plenamente quem era Nick Drake".
Aprendeu clarinete e saxofone e se apresentava com a banda da escola. Entre 1964 e 1965, ele formou uma banda com outros quatro amigos. Era principalmente o pianista, ocasionalmente contribuiu com saxofone e vocais. Intitulado The Perfumed Gardeners, o grupo realizava versões de Pye, bem como números de The Yardbirds e Manfred Mann. Foi logo expulso por seu gosto musical, visto como pop demais para os outros integrantes. Em Marlborough, ele começou a negligenciar os seus estudos em favor da música. Em 1965, Drake pagou treze libras esterlinas pela sua primeira viola e logo começou com experimentalismos, como afinação própria.
Em 1966, ganhou uma bolsa para estudar Literatura Inglesa na Universidade de Cambridge. Ele atrasou o seu ingresso, pois estava na Universidade de Aix, em Marseille, França - o início é em fevereiro de 1967. Enquanto em Aix, ele começou a praticar guitarra acústica a sério, e para ganhar dinheiro, se apresentava com amigos no centro da cidade. Drake começou a fumar liamba, e naquela primavera ele viajou com amigos para o Marrocos. Provavelmente, teve sua primeira experiência com LSD
enquanto em Aix. As letras escritas durante este período - em especial a
canção "Clothes of Sand" - sugerem o uso de alucinogénios.
Após retornar à Inglaterra, ele passou a viver com sua irmã, Gabrielle Drake, em Hampstead, Londres,
antes de serem admitidos em Cambridge, em outubro. Seus tutores o
descreviam como aluno brilhante, porém com pouco interesse em explorar
suas habilidades. Ele tinha dificuldade de relacionamento com os outros alunos. Em Cambridge, praticava rugby e a sua estatura de 1,91 m destacava-o nesse desporto. Interesse perdido logo depois; preferia ficar no seu quarto de colégio, fumando liamba e ouvindo e tocando música.
Em setembro de 1967, ele conheceu Robert Kirby, estudante de música
que orquestraria muitos arranjos de corda para os dois primeiros discos
de Nick Drake. Por este tempo, Drake tinha descoberto o folk inglês e
outros compositores. Foi influenciado por artistas, como Bob Dylan, Josh White, Phil Ochs e Jackson C. Frank.
Começou a realizar apresentações em clubes locais e cafés de Londres, e em fevereiro de 1968, foi descoberto por Ashley Hutchings, da banda Fairport Convention. Hutchings recorda ter ficado impressionado com sua habilidade como guitarrista. Nick foi recomendado a Joe Boyd, famoso por suas produções, entre elas, as de Pink Floyd e Jimi Hendrix.
Nick Drake era considerado uma pessoa elegante, gerando alguma
atenção por parte do público feminino. Além da sua elegância, era uma
pessoa calma e introvertida. Não tinha muitos amigos e ninguém sabia
exatamente o que se passava na sua mente. Costumava ficar muito tempo
sozinho, quando então aproveitava para melhorar as suas técnicas com a
guitarra.
(...)
Não houve nota de suicídio, porém, uma carta dirigida a Sophia Ryde, a
possível namorada. Nela, Molly leu apenas o versos "Now we rise, and we
are everywhere", retirados da canção "From the Morning", do álbum Pink
Moon. No inquérito de morte, o investigador notificou "intoxicação aguda
de amitriptilina auto-administrada, quando sofria de uma doença
depressiva", e concluiu o veredicto como suicídio,
facto contestado por alguns membros da sua família. No entanto, existe
uma opinião geral de que, acidental ou não, Drake tinha a noção de ter
exercido sua função no mundo.
Artémios Ventouris-Roussos, conhecido como Demis Roussos, era o filho mais velho do casal George e Olga. Nasceu em Alexandria do Egito no contexto da diáspora grega
naquele país. O mesmo ocorreu com seu irmão Costas Roussos, três anos
mais novo que Demis. O seu pai, George (Giórgos) Roussos, era guitarrista clássico
e engenheiro, e sua mãe, Olga (1923–2019), participou, junto ao marido,
de um grupo teatral amador grego em Alexandria (havia três desses
grupos na comunidade grega).
Contudo, devido à crise do Canal do Suez e ao exacerbamento do nacionalismo egípcio, a sua família teve de deixar o Egito no contexto do êxodo de estrangeiros do Egito
e transferir-se para a Grécia. Embora tanto o casal George e Olga como
seus filhos Artemios e Costas tivessem nascido no Egito, durante a crise
do Suez as pessoas que desejassem permanecer no Egito deveriam
renunciar à pátria de seus ascendentes e assumir a nacionalidade
egípcia. George Roussos, contudo, decidiu manter a si e a sua família o
registo como cidadãos gregos, por isso teve que deixar o Egito.
Demis tinha quinze anos quando deixou Alexandria e foi
morar com a família em Atenas. Levava consigo o amor pela música árabe, e
já falava quatro línguas: grego, árabe, francês e inglês. Também era apaixonado por jazz e tocava trompete, violão e bouzouki, instrumento de três cordas de origem grega.
Início da vida artística
Em Atenas, seu pai não encontrou a mesma abertura que tinha
profissionalmente em Alexandria. A família passaria a enfrentar
dificuldades financeiras, obrigando George a viajar constantemente para
buscar trabalho onde havia. Em meio a esse contexto, Demis encontraria
uma forma de ajudar a família com as despesas da casa, tocando trompete
em casas de dança.
Em 1964, Demis Roussos entrou na formação de uma banda,
chamada "Beatniks". É interessante registar que também era membro dessa
banda o baterista Lucas Sideras, que em 1968 também integrava o grupo
"Aphrodite's Child", que tornou internacional o nome de seu vocalista
Demis Roussos, como veremos adiante. Para integrar os "Beatniks", Demis
aprendeu a tocar baixo e guitarra, porque o trompete não era um
instrumento que se adequava ao estilo da banda, e era apenas
instrumentista.
Ainda em 1964, Demis deixaria os "Beatniks" e os
companheiros daquela banda para se juntar ao seu primo Jo Michat na
banda "The Idols". Era, ainda, instrumentista, tocando baixo e guitarra.
Apenas ocasionalmente teria cantado algumas músicas, sendo Jo Michat o
vocalista oficial da banda.
Em 1966, Demis novamente mudaria de banda, passando um
breve período com os "Minis", de que também fazia parte o baterista
Lucas Sideras. Com os "Minis" Demis ampliaria sua participações como
vocalista. E, a partir de 1966 a 1967, já com os "We Five", a voz de
Demis Roussos passaria a ser cada vez mais ouvida nas gravações e
apresentações daquele grupo. Chegaria a gravar alguns dos sucessos
internacionais da época, como "The House of the Rising Sun" e "When a
Man Loves a Woman".
Em 1967, Lucas Sideras, que tinha forte amizade com o músico Vangelis Papathanassiou
desde a infância de ambos, levou Demis Roussos para conhecer o amigo.
Esse encontro na casa dos pais de Vangelis foi fundamental para que os
três músicos decidissem deixar a Grécia e partir em busca do sucesso
internacional. Nessa época, apesar de bastante jovem, Vangelis já tinha
larga experiência como músico, tendo participado da banda "The
Phorminx". Demis e Lucas também já tinham participado de alguns grupos e alcançado
relativo sucesso na Grécia. Mas, naquela época, o que se tocava naquele
país eram interpretações de sucessos internacionais. O que Vangelis,
Demis e Lucas pretendiam era produzir suas próprias canções, aliando o
estilo e os instrumentos gregos à música pop.
Assim, a partir do verão de 1967, Demis Roussos deixaria a
banda "We Five" e começaria a participar de alguns projetos com
Vangelis, que também havia deixado os "Phorminx", com o objetivo de
arrecadarem dinheiro para financiar viagem e hospedagem na Inglaterra,
onde pretendiam iniciar a carreira internacional. Finalmente, em 1968,
Demis e Lucas Sideras viajariam de trem para a Inglaterra. Vangelis os
seguiria posteriormente, após resolver algumas pendências em Atenas.
Demis Roussos, vocalista da banda "Aphrodite's Child"
Na verdade, quando deixaram a Grécia, os músicos já tinham
produzido uma demo com três músicas "The Glass is no Green", "Plastic
Nevermore" e "The Other People", e tinham a promessa de um produtor da
Phonogram de que os apresentaria aos administradores daquela empresa
fonográfica em Londres. Entretanto, quando Demis e Lucas chegaram à
Inglaterra, tiveram os seus vistos de entrada bloqueados pela alfândega,
que os teria identificado como músicos. Naquela época, muitos jovens
tinham os mesmos planos que eles, e a Inglaterra vinha dificultando seu
ingresso no país. Restou aos dois irem para Paris, França, onde chegaram
em abril de 1968. Obviamente eles contactaram Vangelis e o produtor da
Phonogram. Assim, os três acabariam se fixando em Paris, onde finalmente
conseguiriam uma entrevista com o produtor da Phonogram na França, que
acabou fechando um contrato com a banda, que seria batizada como
"Aphrodite's Child", sob sugestão do músico Boris Bergman.
Considerada uma das maiores bandas de rock progressivo, Aphrodite's Child
se tornou um record de vendas a partir do primeiro álbum que viriam a
gravar, trazendo a música "Rain and Tears", que se tornaria quase um
hino da população jovem da França, no auge da revolução de Maio de 1968. Conforme o próprio Demis Roussos explicaria em diversas entrevistas,
uma das razões do sucesso de "Rain and Tears" foi a associação que os
jovens fizeram entre a letra da música e as bombas de gás lacrimogéneo que eram lançadas contra os estudantes, durante a revolução de Maio de
1968, na França, cujo efeito é justamente a provocação de lágrimas. A
música acabaria se tornando também uma das mais tocadas na Inglaterra e
na América do Sul.
A bela e singular voz de Demis Roussos aliada à capacidade
musical de Vangelis garantiriam outros enormes sucessos mundiais para a
banda "Aphrodite's Child", tais como "End of the world", "It's Five
O'Clock" e "Spring, Summer, Winter and Fall". Apesar do sucesso alcançado em cada um dos poucos álbuns que a banda
lançou, no curto período de sua existência, o grupo se desfez em 1971,
antes do controverso álbum 666 (The Apocalypse of St. John, 13/18) ser lançado no ano seguinte.
O álbum fez com que a gravadora gastasse muito dinheiro,
e o retorno não foi o esperado. As músicas eram bem diferentes daquelas
que o público de "Aphrodite's Child" estava acostumado, embora o
conteúdo desse álbum seja admirado pelos bons entendedores de música e
pelos fãs do rock progressivo. Hoje o álbum é considerado um clássico no
género.
O insucesso do álbum 666 somou-se ao facto de que Vangelis Papathanassiou
estava decidido a dar outro rumo à sua carreira, se voltando a produzir
apenas em estúdio. Depois que Vangelis deixou de acompanhar a banda em
suas turnês, Demis Roussos e Lucas Sideras continuaram a viajar com a
banda por mais algum tempo, alternando a participação de outros
instrumentistas, tais como Harris Chalkitis e Argiris Silver Koulouris.
Mas em 1971 o nome "Aphrodite's Child" passou a enfraquecer e a banda se
desfez.
Demis Roussos, carreira a solo
Após o rompimento da banda "Aphrodite's Child" a sua
gravadora decidiu investir no sucesso que a voz de Demis Roussos havia
alcançado internacionalmente. Assim, em 1971, o cantor lança seu
primeiro compacto simples a solo, com destaque para a canção "We Shall
Dance". Não foi um recomeço fácil, e, conforme contou Demis em várias de
suas entrevistas, foi preciso muito empenho para fazer com que sua
música chegasse às rádios.
Nessa época, Demis já havia se casado e a sua primeira filha
Emily tinha acabado de nascer. Demis viajaria no seu próprio carro com a
família e seus cães de estimação para participar de Festivais de
Canção, em toda a Europa. O seu trabalho foi recompensado, tendo "We Shall
Dance" alcançado o topo das paradas de sucesso na Europa e América
Latina.
Logo a seguir, Demis gravou o álbum "On the Greek Side of My Mind", que paralelamente ao compacto simples "We Shall Dance" viria a figurar entre os cinco discos mais vendidos em toda a Europa, inclusive na Escandinávia.
"On the Greek Side of My Mind" permitiu que o cantor se reencontrasse
com o estilo clássico de suas raízes, mesclando sons folclóricos da
música mediterrânea ao ritmo da música pop. Assim, em 1971, Demis
Roussos obtinha consagração como cantor solo.
Após o nascimento do filho, Cyril, em 1975, o cantor grego
ficou os próximos oito anos fazendo tournés pelo mundo fora, juntamente
com a sua segunda esposa e o filho. No Brasil, conseguiu lotar o estádio Maracanã com capacidade para 150.000 pessoas, façanha apenas conseguida por Frank Sinatra. Foi citado no Livro de Recordes de Guinnes
como personalidade de destaque do mundo do entretenimento musical das
décadas de 70 e 80. Foi contemplado com mais de 100 discos de ouro,
platina e diamante. Nos Estados Unidos, contudo, o seu único álbum de real
sucesso foi o LP "Demis", que lhe rendeu um Disco de Ouro.
Em 1981, Demis decidiu retirar-se dos palcos temporariamente e mudou-se com a família para um lugar onde não era conhecido, a saber, a praia de Malibu, no Estado da Califórnia
(EUA). Emagreceu então 54 quilos e decidiu aproveitar a vida viajando
pelo mundo. Depois de algum tempo, ainda no estilo de vida pacata,
mudou-se dos EUA e, com seu filho Cyril, passou a alternar residência
entre a Inglaterra e a Grécia.
Em 14 de junho de 1985 ocorreu um facto que Demis considerou como um separador de águas na sua vida: juntamente com sua terceira esposa, o avião da TWA no qual viajavam de Atenas a Roma
foi sequestrado. O facto de ver a morte de perto levou o cantor a
refletir sobre o valor da vida, decidindo reassumir a sua carreira de
cantor, com gravações e shows ao vivo, como forma de contribuir para um
futuro melhor para a humanidade. Gravou então mais vinte canções, e
compilou o álbum "The Story of Demis Roussos".
Paralelamente, Roussos participou em eventos voltados para soluções de
problemas humanos, como, por exemplo, o fórum pela paz e desarmamento (Kremlin, Moscovo, em fevereiro de 1987). Preocupado com problemas ambientais, participou também da Reunião de Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro.
A partir de 2004, Demis Roussos viveu uma vida mais
sossegada à beira-mar num lugar da Grécia, gozando os louros de ser
considerado um dos cantores mais talentosos do século XX.
Em 2005, após 25 anos, Demis Roussos retornou ao Brasil e fez três apresentações.
Roussos faleceu no dia 25 de janeiro de 2015, após permanecer um longo período internado num hospital de Atenas. A filha Emily (do primeiro casamento) anuncia que o pai morreu de um cancro fulminante no estômago.
Roy Harper (Rusholme, Manchester, 12 June 1941)
is an English folk rock singer, songwriter, and guitarist. He has
released 22 studio albums (and 10 live ones) across a career that
stretches back to 1966. As a musician, Harper is known for his
distinctive fingerstyle playing and lengthy, lyrical, complex compositions, reflecting his love of jazz and the poet John Keats. He was the lead vocalist on Pink Floyd’s “Have a Cigar.”
In 2005, Harper was awarded the MOJOHero Award, and in 2013 a Lifetime Achievement Award at the BBC Radio 2 Folk Awards. His most recent album, Man and Myth,
was released in 2013. In 2016, Harper celebrated his 75th birthday by
performing concerts in Clonakilty, Birmingham, Manchester, London, and
Edinburgh.
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