O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Vitorino Salomé Vieira (Redondo, 11 de junho de 1942), ou apenas Vitorino, como é conhecido, é um cantorportuguês. A sua música combina o folclore tradicional, principalmente do Alentejo, e o estilo popular da sua voz.
Biografia
Vitorino nasceu numa família de músicos, no Redondo. Desde que nasceu que ouvia música em sua casa, tocada pelos seus tios,
tendo sido sempre neste ambiente que cresceu, bem como os seus quatro
irmãos, todos igualmente músicos. Vitorino é o terceiro dos cinco; o
cantor Janita Salomé é o quarto.
Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde se associou à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes, mas já antes disso tinha começado a pintar.
Emigrado em França,
estudou pintura e, para sobreviver, lavou pratos em restaurantes. Foi
aqui que um amigo lhe disse que se ganhava mais a cantar na rua ou no
metro do que a lavar pratos. Experimentou: era verdade. Largou os pratos
e agarrou na guitarra.
Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e de Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: Morra Quem Não Tem Amores.
Participou no disco Cantigas de Ida e Volta conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.
Em 1975,
estreou com o seu primeiro disco que incluía uma das canções mais
importantes do imaginário português: “Menina estás à janela”. No álbum Semear Salsa ao Reguinho
aparecem ainda canções como “Cantiga d'um Marginal do séc. XIX”, “A
primavera do Outono”, “Cantiga de Uma Greve de Verão” e “Morra Quem Não
Tem Amores”.
Em 1977 foi editado o disco Os Malteses que inclui “Oh Beja, Terrível Beja”, uma evocação ao tempo em que cumpriu o serviço militar obrigatório naquela cidade. Vitorino foi também o produtor do disco Ó Rama Ó Que Linda Rama de Teresa Silva Carvalho, editado nesse ano.
O álbum Não Há Terra Que Resista — Contraponto, que inclui o tema “Dá-me Cá Os Braços Teus”, foi editado em 1979.
Romances, editado em 1980, conta com a colaboração especial de Pedro Caldeira Cabral. “Indo Eu Por I Abaixo” e “Laurinda” são algumas das canções deste disco.
O álbum Flor de la Mar, editado em 1983, incluiu temas como “Queda do Império”, com Filipa Pais, “Cervejaria da Trindade”, “Marcha Ingénua” e “Dama de Copas”.
Leitaria Garrett é lançado no outono de 1984. “Tinta
Verde”, “Leitaria Garrett”, “Tragédia da Rua das Gáveas”, “Andando Pela
Vida”, “Poema”, “Menina Estás À Janela” (com o Opus Ensemble) e “Postal para D. João III” são alguns dos temas.
Em dezembro de 1985 foi editado o álbum Sul com temas como “Meninas”, “Sul” e “Homens do Largo”. José Mário Branco
fez os arranjos musicais da canção "Alcácer Quibir", presente nesse
álbum. Um ano depois foi editado o maxi-single “Joana Rosa”.
O álbum Negro Fado, co-produzido por António Emiliano e José Manuel Marreiros, foi editado em abril de 1988. O disco inclui temas como “Vou-me Embora”, “Negro Fado”, “Flor de Jacarandá” e uma versão em crioulo de “Joana Rosa”. O disco vence o Prémio José Afonso.
Cantigas de Encantar, com a participação dos seus sobrinhos, foi lançado em novembro de 1989. O disco inclui um livro com dez histórias populares.
Em 1990 surgiu com o quarteto Lua Extravagante, com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O álbum homónimo surgiu em 1991 com canções como “Lua de Papel”, “Ilha” ou “Adeus Ó Serra da Lapa”.
Com o álbum Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada, de 1992, com textos de António Lobo Antunes, venceu o Prémio José Afonso/93 e o Se7e de Ouro/92 para música popular. Os temas mais conhecidos deste disco são “Bolero do Coronel Sensível
Que Fez Amor Em Monsanto”, “Tango do Marido Infiel Numa Pensão do Beato”
e “Ana II”.
Em 1993 foi editada a compilação As Mais Bonitas com regravações de “Laurinda” e de “Menina Estás À Janela” e a gravação de Vitorino para “Ó Rama Ó Que Linda Rama”.
O álbum A Canção do Bandido, editado em novembro de 1995,
inclui canções como “Nomes do Amor”, “Fado da Prostituta”, “Tocador de
Concertina” e “Fado Alexandrino”. É um dos discos candidatos ao Prémio José Afonso.
Foi fundador do projeto Rio Grande juntamente com Rui Veloso, Tim, João Gil e Jorge Palma.
O disco de estreia foi editado em dezembro de 1996. Em dezembro de 1997
é editado o álbum “Dia de Concerto” com gravações ao vivo dos Rio Grande.
Em 1999 gravou um disco em Cuba com o Septeto Habanero. “Desde El Día En Que Te Vi” e “Toda Una Vida” foram os temas em maior destaque do disco La Habana 99.
Participou, com Pedro Barroso e Isabel Silvestre, na campanha da Fenprof para colocar novamente de pé o sistema educativo timorense. No disco Uma Escola Para Timor, de 2000, são interpretadas canções do professor e músico Rui Moura.
Em novembro de 2001 foi editado Alentejanas e Amorosas.
O disco inclui os temas “Vou-me Embora Vou Partir”, “Alentejanas e
Amorosas”, “Meu Querido Corto Maltese”, “Ausência em Valsa”, “Cão
Negro”, “Constança”, “Bárbara Rosinha”, “Dona dos Olhos Castanhos”,
“Paixão e Dúvida”, “Mariana à Janela”, “Coração ao Deus Dará” e
“Guerrilha Alentejana”. Inclui também o tema da série “Estação da Minha
Vida”.
A compilação As Mais Bonitas 2 — Ao Alcance da Mão é editada em finais de 2002. Inclui os inéditos “Galope” e “O Dia Em Que Me Queiras”. Colabora num dos temas do projeto Cabeças No Ar.
Ao Alcance da Mão é o nome de um songbook, editado em junho de 2003 pela editora D. Quixote,
com 25 canções do seu repertório. O livro é acompanhado de um CD onde
interpreta os temas “Menina Estás à Janela”, “Queda do Império” e
“Alentejanas e Amorosas”.
Em abril de 2004 foi lançado o disco “Utopia”, de Vitorino e de Janita Salomé, com o registo dos dois concertos realizados no CCB em fevereiro de 1998. Ainda em 2004 é editado o álbum Ninguém Nos Ganha Aos Matraquilhos! que contou com a colaboração de nomes como Rui Veloso, Manuel João Vieira e Sílvia Filipe.
A completar 30 anos de carreira, foi editada em fevereiro de 2006 a compilação Tudo com 50 canções em três discos temáticos subordinados a O Alentejo, Lisboa e O Amor.
Em 9 e 13 de maio de 2007 dá concertos ao vivo em Lisboa, no Teatro da Trindade, dos quais resultou o CD intitulado AO VIVO — Vitorino a preto e branco.
Em 2009 publica o CD TANGO, El Perro Negro Canta, gravado em Buenos Aires, na Argentina, mas com três temas gravados em Lisboa, o qual dedicou à memória do pintor João Vieira, que lhe ilustrou as capas desde o CD Tudo e é pai do músico Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000.)
Para comemorar os seus 35 anos de carreira, dá concertos nos
Coliseus de Lisboa, a 10 de outubro de 2011, e do Porto, a que chamou "35 Anos a Semear
Salsa ao Reguinho", numa alusão ao seu 1º LP, acompanhado pela
belíssima Orquestra das Beiras, com origem e forte ligação à Universidade de Aveiro, para os quais convida alguns amigos para estarem também em palco, quer músicos, quer não músicos.
No dia 16 de setembro de 2016 dá um concerto em Moimenta da Beira, numa noite em que também subiu ao palco o Grupo Coral e Etnográfico "Os Camponeses de Pias", de cante alentejano.
Em 2022 faz uma aparição televisiva no programa The Voice Portugal ao cantar "Queda do Império" com o finalista Daniel Fernandes.
É membro da Maçonaria, integrando a obediência maçónica Grande Oriente Lusitano, com o nome Mestre Hélio.
Movimento dos habitantes do Ferrel contra a construção da central nuclear, em 1976
A Central Nuclear de Ferrel foi uma central elétrica planeada, mas nunca construída, que se iria localizar nas imediações da povoação de Ferrel, no concelho de Peniche, em Portugal.
Planeamento
Caso tivesse sido construída, a central nuclear estaria
situada na zona do Moinho Velho, a cerca de quatro quilómetros da
localidade do Ferrel.
Na década de 1960, ainda durante o período da ditadura,
foram lançados os primeiros planos para a instalação de um conjunto de
centrais nucleares em território nacional, que contaram com a forte
presença da Companhia Portuguesa de Eletricidade. Este programa continuou logo após a Revolução de 25 de Abril de 1974, tendo sido planeada a instalação do primeiro grupo nuclear no Ferrel, por parte da CPE, que então já se encontrava numa fase de transição para a empresa EDP - Eletricidade de Portugal. Este empreendimento foi duramente criticado pelas populações, que
receavam que a central nuclear tivesse efeitos negativos sobre a pesca,
que então era uma das principais funções económicas da região, através da canalização da água de arrefecimento para o oceano. Com efeito, segundo especialistas em energia nuclear, previa-se que a
operação de uma central elétrica deste tipo, com a potência de um
gigawatt, iria utilizar uma quantidade de água cerca de dez vezes
superior ao consumo registado em Lisboa, e que iria aumentar a
temperatura das águas em cerca de dez a quinze graus, atingindo a fauna
marítima, principalmente os mariscos. Além disso, durante o seu funcionamento a energia não aproveitada sob a
forma elétrica iria provocar um grande aumento de temperatura na zona
em redor, que também iria trazer problemas à fauna e flora locais. Durante estes movimentos populares, foram destruídos os instrumentos
colocados pela empresa Eletricidade de Portugal, que tinham como
finalidade estudar as condições ambientais do local, incluindo os níveis
naturais de radioatividade. Além das populações, a instalação da central no Ferrel também foi
criticada por especialistas em energia nuclear e por técnicos da própria
empresa operadora da central, que formaram um conjunto chamado de Grupo dos Preocupados.
Os defensores da opção nuclear argumentaram que a geração
de energia por centrais deste tipo seria menos dispendiosa, e que as
alternativas eram menos eficientes, tanto do ponto de vista económico
como da produção, ainda mais porque se previa que o consumo nacional
iria duplicar nos sete anos seguintes. Seria necessário construir um grande número de barragens hidroelétricas
para acompanhar a evolução do consumo, enquanto que no caso das
centrais a carvão e petróleo teria de se importar uma quantidade maior
de combustível, a preços elevados. Por seu turno, também a operação de centrais nucleares iria gerar
dependência tecnológica em relação ao estrangeiro, sendo esta indústria
então dominada pela União Soviética e pelos Estados Unidos da América,
potências ideologicamente distintas, pelo que a opção por uma ou outra
iria ter graves consequências a nível diplomático e de soberania
nacional. Uma preocupação semelhante foi expressa num artigo publicado na revista Poder Popular
de 23 de março de 1976, que também chamou a atenção para os riscos de
segurança das próprias centrais nucleares, receios que tinham sido
recentemente reacendidos por um incêndio na unidade americana de Brown's Ferry.
Contestação popular e fim do projeto
As populações de Ferrel fizeram vários protestos junto das autoridades, sempre sem sucesso, até à grande manifestação de 15 de março de 1976. Neste dia, os habitantes dirigiram-se ao local onde estavam a ser
feitas as prospeções geológicas, sismológicas e eólicas, tendo
convencido os trabalhadores a abandonar as operações.
Este movimento inseriu-se num quadro de protesto contra a energia
nuclear, durante o qual várias organizações, como o Movimento Ecológico,
tinham chamado a atenção para os problemas ambientais causados por este
tipo de centrais elétricas. Em junho de 1977 foi publicado um manifesto contra a política
energética nacional, e a construção de centrais nucleares, tendo a
questão sido debatida por mais de cem cientistas e técnicos desta área. Em janeiro de 1978 foi organizado o festival Pela vida contra o nuclear, em Ferrel e nas Caldas da Rainha, que contou com a participação de grandes nomes da música nacional, como Zeca Afonso, Vitorino, Pedro Barroso, Fausto e Sérgio Godinho. O plano para a construção da central nuclear foi definitivamente abandonado em 1982.
À direita: Zeca, Fausto, Sérgio; à esquerda: Vitorino
Vitorino Salomé Vieira (Redondo, 11 de junho de 1942), ou apenas Vitorino, como é conhecido, é um cantorportuguês. A sua música combina o folclore tradicional, principalmente do Alentejo, e o estilo popular da sua voz.
Biografia
Vitorino nasceu numa família de músicos, no Redondo.
Desde que nasceu que ouvia música em sua casa, tocada pelos seus tios,
tendo sido sempre neste ambiente que cresceu, bem como os seus quatro
irmãos, todos igualmente músicos. Vitorino é o terceiro dos cinco; o
cantor Janita Salomé é o quarto.
Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde se associou à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes, mas já antes disso tinha começado a pintar.
Emigrado em França,
estudou pintura e, para sobreviver, lavou pratos em restaurantes. Foi
aqui que um amigo lhe disse que se ganhava mais a cantar na rua ou no
metro do que a lavar pratos. Experimentou: era verdade. Largou os pratos
e agarrou na guitarra.
Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: Morra Quem Não Tem Amores.
Participou no disco Cantigas de Ida e Volta conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.
Em 1975,
estreou com o seu primeiro disco que incluía uma das canções mais
importantes do imaginário português: “Menina estás à janela”. No álbum Semear Salsa ao Reguinho
aparecem ainda canções como “Cantiga d'um Marginal do séc. XIX”, “A
primavera do Outono”, “Cantiga de Uma Greve de Verão” e “Morra Quem Não
Tem Amores”.
Em 1977 foi editado o disco Os Malteses que inclui “Oh Beja, Terrível Beja”, uma evocação ao tempo em que cumpriu o serviço militar obrigatório naquela cidade. Vitorino foi também o produtor do disco Ó Rama Ó Que Linda Rama de Teresa Silva Carvalho, editado nesse ano.
O álbum Não Há Terra Que Resista — Contraponto, que inclui o tema “Dá-me Cá Os Braços Teus”, foi editado em 1979.
Romances, editado em 1980, conta com a colaboração especial de Pedro Caldeira Cabral. “Indo Eu Por I Abaixo” e “Laurinda” são algumas das canções deste disco.
O álbum Flor de la Mar, editado em 1983, incluiu temas como “Queda do Império”, com Filipa Pais, “Cervejaria da Trindade”, “Marcha Ingénua” e “Dama de Copas”.
Leitaria Garrett é lançado no Outono de 1984. “Tinta
Verde”, “Leitaria Garrett”, “Tragédia da Rua das Gáveas”, “Andando Pela
Vida”, “Poema”, “Menina Estás À Janela” (com o Opus Ensemble) e “Postal para D. João III” são alguns dos temas.
Em Dezembro de 1985 foi editado o álbum Sul com temas como “Meninas”, “Sul” e “Homens do Largo”. José Mário Branco fez os arranjos musicais da canção "Alcácer Quibir", presente nesse álbum. Um ano depois foi editado o maxi-single “Joana Rosa”.
O álbum Negro Fado, co-produzido por António Emiliano e José Manuel Marreiros, foi editado em Abril de 1988. O disco inclui temas como “Vou-me Embora”, “Negro Fado”, “Flor de Jacarandá” e uma versão em crioulo de “Joana Rosa”. O disco vence o Prémio José Afonso.
Cantigas de Encantar, com a participação dos seus sobrinhos, foi lançado em novembro de 1989. O disco inclui um livro com dez histórias populares.
Em 1990 surgiu com o quarteto Lua Extravagante, com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O álbum homónimo surgiu em 1991 com canções como “Lua de Papel”, “Ilha” ou “Adeus Ó Serra da Lapa”.
Com o álbum Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada, de 1992, com textos de António Lobo Antunes, venceu o Prémio José Afonso/93 e o Se7e de Ouro/92 para música popular. Os temas mais conhecidos deste disco são “Bolero do Coronel Sensível
Que Fez Amor Em Monsanto”, “Tango do Marido Infiel Numa Pensão do Beato”
e “Ana II”.
Em 1993 foi editada a compilação As Mais Bonitas com regravações de “Laurinda” e de “Menina Estás À Janela” e a gravação de Vitorino para “Ó Rama Ó Que Linda Rama”.
O álbum A Canção do Bandido, editado em Novembro de 1995,
inclui canções como “Nomes do Amor”, “Fado da Prostituta”, “Tocador de
Concertina” e “Fado Alexandrino”. É um dos discos candidatos ao Prémio José Afonso.
Foi fundador do projeto Rio Grande juntamente com Rui Veloso, Tim, João Gil e Jorge Palma.
O disco de estreia foi editado em dezembro de 1996. Em dezembro de 1997
é editado o álbum “Dia de Concerto” com gravações ao vivo dos Rio Grande.
Em 1999 gravou um disco em Cuba com o Septeto Habanero. “Desde El Día En Que Te Vi” e “Toda Una Vida” foram os temas em maior destaque do disco La Habana 99.
Participou, com Pedro Barroso e Isabel Silvestre, na campanha da Fenprof para colocar novamente de pé o sistema educativo timorense. No disco Uma Escola Para Timor, de 2000, são interpretadas canções do professor e músico Rui Moura.
Em novembro de 2001 foi editado Alentejanas e Amorosas.
O disco inclui os temas “Vou-me Embora Vou Partir”, “Alentejanas e
Amorosas”, “Meu Querido Corto Maltese”, “Ausência em Valsa”, “Cão
Negro”, “Constança”, “Bárbara Rosinha”, “Dona dos Olhos Castanhos”,
“Paixão e Dúvida”, “Mariana à Janela”, “Coração ao Deus Dará” e
“Guerrilha Alentejana”. Inclui também o tema da série “Estação da Minha
Vida”.
A compilação As Mais Bonitas 2 — Ao Alcance da Mão é editada em finais de 2002. Inclui os inéditos “Galope” e “O Dia Em Que Me Queiras”. Colabora num dos temas do projeto Cabeças No Ar.
Ao Alcance da Mão é o nome de um songbook, editado em junho de 2003 pela editora D. Quixote,
com 25 canções do seu repertório. O livro é acompanhado de um CD onde
interpreta os temas “Menina Estás à Janela”, “Queda do Império” e
“Alentejanas e Amorosas”.
Em abril de 2004 foi lançado o disco “Utopia”, de Vitorino e de Janita Salomé, com o registo dos dois concertos realizados no CCB em fevereiro de 1998. Ainda em 2004 é editado o álbum Ninguém Nos Ganha Aos Matraquilhos! que contou com a colaboração de nomes como Rui Veloso, Manuel João Vieira e Sílvia Filipe.
A completar 30 anos de carreira, foi editada em fevereiro de 2006 a compilação Tudo com 50 canções em três discos temáticos subordinados a O Alentejo, Lisboa e O Amor.
Em 9 e 13 de Maio de 2007 dá concertos ao vivo em Lisboa, no Teatro da Trindade, dos quais resultou o CD intitulado AO VIVO — Vitorino a preto e branco.
Em 2009 publica o CD TANGO, El Perro Negro Canta, gravado em Buenos Aires, na Argentina, mas com três temas gravados em Lisboa, o qual dedicou à memória do pintor João Vieira, que lhe ilustrou as capas desde o CD Tudo e é pai do músico Manuel João Vieira, dos Ena Pá 2000.)
Para comemorar os seus 35 anos de carreira, dá concertos nos
Coliseus de Lisboa, a 10 de outubro de 2011, e do Porto, a que chamou "35 Anos a Semear
Salsa ao Reguinho", numa alusão ao seu 1º LP, acompanhado pela
belíssima Orquestra das Beiras, com origem e forte ligação à Universidade de Aveiro, para os quais convida alguns amigos para estarem também em palco, quer músicos, quer não músicos.
No dia 16 de setembro de 2016 dá um concerto em Moimenta da Beira, numa noite em que também subiu ao palco o Grupo Coral e Etnográfico "Os Camponeses de Pias", de cante alentejano.
Em 2022 faz uma aparição televisiva no programa The Voice Portugal ao cantar "Queda do Império" com o finalista Daniel Fernandes.
É membro da Maçonaria, integrando a obediência maçónica Grande Oriente Lusitano, com o nome Mestre Hélio.
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.