quinta-feira, junho 18, 2026
Mísia nasceu há setenta e um anos...
Nascida Susana Maria Alfonso de Aguiar, no Porto, filha de pai português e mãe catalã, a cantora deu uma nova roupagem à música tradicional lusitana. Cantando em português, francês, napolitano, catalão e espanhol, misturava tendências, diferentes culturas e sons.
O seu disco de estreia, Mísia, foi editado em 1991. O disco inclui canções de Joaquim Frederico de Brito, José Niza, José Carlos Ary dos Santos, Carlos Paião, entre outros.
Em 1993, regressou com Fado, que foi produzido por Vitorino Salomé e contém canções como "Liberdades Poéticas", de Sérgio Godinho, "Nasci Para Morrer Contigo", de António Lobo Antunes e Vitorino, "Fado Adivinha", de José Saramago e António Victorino de Almeida, e ainda versões de "Velhos Amantes", de Jacques Brel, de "As Time Goes By" e de "Nome de Rua", de Amália Rodrigues.
Novo álbum, "Tanto menos, tanto mais" foi editado em 1995 e onde canta nomes como António Lobo Antunes, Fernando Pessoa ou João Monge.
O disco "Garras dos Sentido" foi editado em 1998. Canta poemas de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Natália Correia e António Botto e ainda de contemporâneos como José Saramago, Mário Cláudio, Agustina Bessa-Luís e Lídia Jorge. O disco recebeu em França o prémio Charles Cros. Lança o álbum "Paixões Diagonais" que conta com a colaboração da pianista Maria João Pires.
Em 2001 foi editado "Ritual". Com base em canções de Carlos Paredes e poemas de Vasco Graça Moura lançou "Canto" em 2003.
O álbum "Drama Box", editado em 2005, contou com a participação de Fanny Ardant, Miranda Richardson, Ute Lemper, Carmen Maura, Maria de Medeiros e Sophia Calle.
A 19 de janeiro de 2004, foi condecorada com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras de França. A 19 de abril de 2005, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.
O disco "Ruas" (Lisboarium & Tourists) foi editado em 2009.
Morreu, vítima de cancro - doença que batalhava desde 2016 - a 27 de julho de 2024, aos 69 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde se encontrava internada.
Postado por Fernando Martins às 07:10 0 comentários
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Música (duplamente) adequada à data...
Nenhuma estrela caiu - Mísia
Letra (adaptada) de José Saramago e música de Franklin Rodrigues
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
Vem a noite e o seu recado
Sua negra natureza
Talvez a lua não falte
Ou venha a chuva de estrelas
Basta que o sono desperte
O sonho que deixa vê-las
Abro as janelas...
E o frio vento se esquece
Nenhuma estrela caiu
Nem a lua me ajudou
Mas a ruiva madrugada
Por trás da ponte aparece.
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
A ponte
in Provavelmente Alegria (1970) - José Saramago
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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segunda-feira, junho 15, 2026
Hoje é preciso recordar a magia da música de Alain Oulman...
Erros meus, má Fortuna, amor ardente
Poema de Luís de Camões e música de Alain Oulman
Erros meus, má Fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as frequências suas me ensinaram
A desejos deixar de ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Alain Oulman nasceu há 98 anos...
Alain Robert Oulman (Oeiras, Cruz Quebrada - Dafundo, 15 de junho de 1928 - Paris, 29 de março de 1990) foi o grande responsável por alguns dos maiores sucessos de Amália. Foi também o editor do livro "Le Portugal Baillonné - témoignage" ("Portugal Amordaçado") de Mário Soares.
"Cantei porque para mim era fado. A nobreza que está lá dentro é que conta. Se não tem fado para os outros, para mim tem"
"Alain Oulman, que em sucessivos discos publicados nos anos 50 e 60 soube transformar a fadista Amália Rodrigues - cuja popularidade era incontestada desde o final da II Grande Guerra - na «Amalia», sem acento, que se tornou diva internacional. Oulman divulgou a voz, mas soube renovar-lhe a cada passo os atributos com desafios ousados: primeiro, já não apenas a guitarra e a viola, mas também os acompanhamentos orquestrais, depois as variações sobre estes, conduzindo-a ao extremo de um «jazz combo»."
Jorge P. Pires, Expresso, 1998
"Eu tenho uma proximidade muito maior com a Amália dos anos 60, do período do Oulman. Cabe tudo ali - e é isso que lhe dá dimensão. Nós não podemos reduzi-la - como ela nunca se quis reduzir - a um qualquer sub-género do seu reportório."
Rui Vieira Nery, DN, 2002
Amália Rodrigues - Gaivota
Poema: Alexandre O'Neill
Música: Alain Oulman
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Postado por Fernando Martins às 09:08 0 comentários
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sábado, junho 13, 2026
Música duplamente adequada à data...
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Hermínia Silva morreu há trinta e três anos...
Postado por Fernando Martins às 00:33 0 comentários
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quarta-feira, junho 10, 2026
Com que voz...
Com que voz
Com que voz chorarei meu triste fado,
que em tão dura paixão me sepultou.
Que mor não seja a dor que me deixou
o tempo, de meu bem desenganado.
Mas chorar não estima neste estado
aonde suspirar nunca aproveitou.
Triste quero viver, pois se mudou
em tristeza a alegria do passado.
Assim a vida passo descontente,
ao som nesta prisão do grilhão duro
que lastima ao pé que a sofre e sente.
De tanto mal, a causa é amor puro,
devido a quem de mim tenho ausente,
por quem a vida e bens dele aventuro.
Luís de Camões
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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sexta-feira, maio 29, 2026
Saudades de Max...
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Max morreu há quarenta e seis anos...
Maximiano de Sousa ou Max (Funchal, Madeira, 20 de janeiro de 1918 - 29 de maio de 1980) foi um cantor e fadista português.
Postado por Fernando Martins às 00:46 0 comentários
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quinta-feira, maio 28, 2026
Hoje é dia de ouvir fado aristocrata...
Postado por Pedro Luna às 10:00 0 comentários
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Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 01:00 0 comentários
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D. Vicente da Câmara morreu há dez anos...
| O que é a aristocracia? A aristocracia tanto pode estar no povo como noutra coisa qualquer. (...) O aristocrata é aquele que sobressaiu. |
- Vicente da Câmara |
Postado por Fernando Martins às 00:10 0 comentários
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Saudades de Vicente da Câmara...
Postado por Pedro Luna às 00:01 0 comentários
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sexta-feira, maio 15, 2026
Paulo de Carvalho nasceu há 79 anos
Postado por Fernando Martins às 07:09 0 comentários
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Hoje é dia de ouvir cantar Paulo de Carvalho...
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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quinta-feira, maio 07, 2026
D. Vicente da Câmara nasceu há 98 anos...
| O que é a aristocracia? A aristocracia tanto pode estar no povo como noutra coisa qualquer. (...) O aristocrata é aquele que sobressaiu. |
- Vicente da Câmara |
Postado por Fernando Martins às 09:08 0 comentários
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Hoje é dia de ouvir Fado aristocrata...
Postado por Pedro Luna às 00:09 0 comentários
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quarta-feira, maio 06, 2026
Maria José Valério nasceu há noventa e três anos...
Postado por Fernando Martins às 09:30 0 comentários
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António Pinto Basto comemora hoje setenta e quatro anos
Foi distinguido com os prémios:
- "Revelação" - Grande Prémio da Rádio Renascença 1988
- "Se7e de Oiro Revelação" (1988) Música
- "Se7e de Oiro" - Fado 1988
- "Popularidade" - Grande prémio Rádio Renascença 1989
- "Popularidade" - Casa da Imprensa 1989
- "Popularidade" - Casa da Imprensa 1990
- "Prémio Popularidade Despertar" 1991
- "Troféu Neves de Sousa - Casa da Imprensa 1998
- Discos de Platina Rosa Branca, Maria, Confidências à Guitarra
Foi uma das 50 figuras do fado e da guitarra portuguesa homenageadas, em 2012, aquando da celebração do primeiro aniversário do fado enquanto Património Imaterial da Humanidade, tendo nessa altura recebido a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), da cidade de Lisboa.
Postado por Fernando Martins às 07:40 0 comentários
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