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terça-feira, janeiro 27, 2026

Morreu o António Chainho...

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António Dâmaso Chainho, mais conhecido por António Chainho (São Francisco da Serra, Santiago do Cacém, 27 de janeiro de 1938 - Alfragide, 27 de janeiro de 2026), foi um guitarrista e compositor português, reconhecido internacionalmente, considerado um embaixador da guitarra portuguesa. 

    

(...)  

 

Faleceu na sua residência em Alfragide, no dia em que completou 88 anos. 

 

 in Wikipédia

 

domingo, janeiro 18, 2026

Hoje é dia de cantar a poesia de Ary dos Santos...

 

Meu Amor, Meu Amor
Poema de Ary dos Santos
Música de Alain Oulman

   
  

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

Este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

Hoje é dia de ouvir poesia de Ary cantada...

 

Desfolhada Portuguesa - Simone de Oliveira
      

Corpo de linho
Lábios de mosto
Meu corpo lindo
Meu fogo posto
Eira de milho
Luar de Agosto
Quem faz um filho
Fá-lo por gosto

É milho-rei
Milho vermelho
Cravo de carne
Bago de amor
Filho de um rei
Que sendo velho
Volta a nascer
Quando há calor

Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada
Amor amor amor amor amor presente
Em cada espiga desfolhada

Minha raiz de pinho verde
Meu céu azul tocando a serra
Oh minha mágoa e minha sede
Oh mar ao sul da minha terra

É trigo loiro
É além tejo
O meu país
Neste momento
O sol o queima
O vento o beija
Seara louca em movimento

Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada
Amor amor amor amor amor presente
Em cada espiga desfolhada

Olhos de amêndoa
Cisterna escura
Onde se alpendra
A desventura
Moira escondida
Moira encantada
Lenda perdida
Lenda encontrada

Oh minha terra
Minha aventura
Casca de noz
Desamparada
Oh minha terra
Minha lonjura
Por mim perdida
Por mim achada

Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal
De madrugada
Amor amor, amor amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada

domingo, janeiro 11, 2026

Hoje é dia de ouvir cantar fado...!

Raquel Tavares faz hoje quarenta e um anos

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Biografia

Raquel Tavares nasceu em 11 de janeiro de 1985 em Lisboa. Oriunda de uma família com ligação ao panorama musical da canção de Lisboa, Raquel, desde muito cedo, frequentava os "cantos e recantos" das tertúlias do fado.

O seu nome ganhou uma notoriedade nacional no fado pela primeira vez em 1997, ano em que, com 12 anos, venceu na Grande Noite do Fado, iniciativa da Casa da Imprensa.

Em 2004, regista-se a estreia no cinema com Raquel a desempenhar um pequeno papel de fadista, no filme de Mário Barroso denominado O Milagre Segundo Salomé.

Ainda antes de de lançar o seu álbum homónimo foi a "atração nacional" na revista do ano de 2005 "Arre Potter que é demais!", no Parque Mayer, mais concretamente no Teatro Maria Vitória.

O seu álbum Raquel Tavares chegaria ao mercado, em 2006, pela editora Movieplay Portuguesa. Na produção esteve Jorge Fernando, que também tocou viola. Acompanham ainda a fadista Custódio Castelo na guitarra portuguesa, Diogo Clemente na viola e Filipe Larsen na viola baixo

Ainda em 2006 Raquel Tavares recebeu o "Prémio Amália Rodrigues" para "Revelação Feminina", da Fundação Amália Rodrigues. Já em 2007 seria a vez da Casa da Imprensa lhe atribuir o "Prémio Revelação".

Na primavera de 2008, também pela editora discográfica Movieplay, saiu Bairro, o álbum de estúdio seguinte produzido por Diogo Clemente que também toca viola de fado. Este trabalho inclui ainda um DVD com realização de Aurélio Vasques e Ana Rocha de Sousa.

Temas de Raquel Tavares surgem em diversas compilações, como "Manjerico", presente na secção "Hoje" de Fado: Sempre! Ontem, Hoje e Amanhã = Always! Yesterday, Today and Tomorrow, da iPlay, de 2008, ou "Meditando Eu a Vi", tema de 2004 do álbum Fado Sentido de João Pedro que seria incluído em Novo Fado da editora Difference, em 2006.

A fadista foi uma das vozes escolhidas para participar na homenagem a Adriano Correia de Oliveira, no CD e DVD da Movieplay, Adriano, Aqui e Agora: O Tributo, de 2007, interpretando "Cantar Para Um Pastor", com arranjo de Diogo Clemente, tendo ainda participado noutro tributo no mesmo ano, neste caso no documentário de João Pedro Moreira Não me Obriguem a Vir para a Rua Gritar : Tributo a Zeca Afonso, da SubFilmes.

Raquel Tavares passou por várias casas de fados ("Café Luso", "Senhor Vinho", "Arcadas do Faia", "Adega Mesquita", "Adega Machado"), sendo em 2009 uma presença regular na Casa de Linhares "Bacalhau De Molho", onde se podiam também encontrar nomes como Celeste Rodrigues, Maria da Nazaré, Ana Moura, Jorge Fernando, Manuel Bastos, Maria do Carmo ou Vânia Duarte.

Por esta altura, as actuações de Raquel estendem-se além fronteiras, com visitas registadas a vários países e cidades como Paris, Roma, Madrid e até a Santiago do Chile.

Raquel Tavares participou no documentário O Fado da Bia (2012), realizado por Diogo Varela Silva, tendo com figura central a Beatriz da Conceição.

Em 2016 foi lançado Raquel, um álbum que contou com participações especiais de Rui Massena, Carlão, Rui Veloso e de António Serrano.

Assinala a fadista Beatriz da Conceição como uma das suas maiores referências.
    
 

quinta-feira, janeiro 08, 2026

José Viana morreu há vinte e três anos...

 
José Maria Viana Dionísio (Lisboa, 6 de dezembro de 1922 - Lisboa, 8 de janeiro de 2003), foi um ator português, de teatro de revista, cinema e televisão. Foi, também, pintor, expondo em Portugal e no estrangeiro. Numa das suas exposições, em Valladolid, na Galeria Velázquez, vendeu integralmente toda a coleção.

José Viana recebeu por seis vezes o Prémio Bordalo, ou Prémio da Imprensa, atribuídos pela Casa da Imprensa, metade deles como ator e a outra metade como autor, sempre na categoria "Teatro de Revista":

  • Prémio Bordalo (1963), como ator, acompanhado pela atriz Aida Baptista, dos autores Fernando Santos e Nelson de Barros e da Companhia de Hermes Portela.
  • Prémio Bordalo (1967), partilhado com Aníbal Nazaré e Eugénio Salvador, pela peça Pão, Pão, Queijo, Queijo, considerada "Melhor espetáculo". Nessa mesma ocasião seriam galardoados os atores Mariema e Raul Solnado.
  • Dois Prémio Bordalo (1968), um como ator, acompanhado pela atriz Florbela Queirós, e outro, como autor, novamente partilhado com Aníbal Nazaré e Eugénio Salvador, agora pela peça Grande Poeta é o Zé, considerada "Melhor espetáculo".
  • Mais dois Prémio Bordalo (1970), um como ator na peça Pimenta na Língua, acompanhado desta feita pela atriz Maria do Céu Guerra, e outro, como autor, agora apenas repete parceria com Aníbal Nazaré, nesta ocasião pela peça Pimenta na Língua. Desta vez seria ainda premiado o cenógrafo Mário Alberto.

Em 1997 José Viana foi elevado, a 9 de junho, a Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Faleceu, vítima de um acidente de automóvel, aos oitenta anos.

 

domingo, janeiro 04, 2026

Teresa Tarouca nasceu há oitenta e quatro anos...

(imagem daqui)

      

Teresa de Jesus Pinto-Coelho Teles da Silva, mais conhecida por Teresa Tarouca (Lisboa, 4 de janeiro de 1942 - Lisboa, 11 de novembro de 2019), foi uma fadista portuguesa. Recebeu o Prémio da Imprensa (1964) na categoria "Fado". 

     

Biografia

Nasceu em 4 de janeiro de 1942, em Lisboa. Oriunda de uma família ligada à música (é prima de Frei Hermano da Câmara e prima afastada de Maria Teresa de Noronha) adotou o nome de Teresa Tarouca, devido à sua ascendência nos condes de Tarouca.

Na década de 50 foi considerada "menina-prodígio", começou a cantar desde muito cedo, com 11 anos de idade, em espetáculos de beneficência, estreando-se no fado aos 13 anos.

Assinou contrato com a editora RCA, em 1962, para a gravação do primeiro disco.

Teresa Tarouca recebeu o Prémio da Imprensa (1964), ou Prémio Bordalo, na categoria "Fado". Na mesma cerimónia de entrega, no Pavilhão dos Desportos a 3 de abril de 1965, a Casa da Imprensa distinguiu na mesma categoria o fadista Alfredo Marceneiro.

Trabalhou com uma vasta galeria de autores de qualidade como D. António de Bragança, João de Noronha, Casimiro Ramos, João Ferreira-Rosa, Francisco Viana, Alfredo Marceneiro, D. Nuno de Lorena, Pedro Homem de Mello ou Maria Manuel Cid.

Algumas das suas canções mais conhecidas são "Mouraria", "Deixa Que Te Cante Um Fado", "Fado, Dor e Sofrimento", "Passeio à Mouraria" ou "Saudade, Silêncio e Sombra".

Teresa Tarouca atuou em vários países como Dinamarca, Bélgica, Espanha, Estados Unidos da América ou Brasil.

A fadista foi convidada para atuar na edição de 1973 do Festival RTP da Canção.

Em 1989 foi editado o álbum "Tereza Tarouca Canta Pedro Homem de Mello", um disco emblemático da sua carreira.

No ano de 1997 participou, como "Atração de Fado", na revista Preço Único, no Teatro ABC do Parque Mayer.

Após alguns afastamento das lides artísticas, Teresa Tarouca teve uma participação especial em 2008 no musical Fado... Esse Malandro Vadio!, de João Núncio, com encenação de Francisco Horta.

A 7 de junho de 2013, foi feita comendadora da Ordem do Infante D. Henrique, tal como também a fadista Maria da Fé.

Ainda em 2013 foi distinguida com o "Prémio Carreira" na 8.ª edição dos Prémios Amália.

Morreu a 11 de novembro de 2019, no Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, vítima de pneumonia dupla.

     

in Wikipédia

 

Saudade de Teresa Tarouca...

sábado, janeiro 03, 2026

Hoje é dia de cantar um Poeta...

 

Ó meu amor não te atrases - Ana Sofia Varela

    

Ó meu amor não te atrases
Vou agora pôr-te à prova
Esta noite é Lua Nova
E tu não sabes de fases 

   

Se chegas tarde te acuso
De que andarás a enganar-me
Vindo de ti cada abuso
Me soa a sinal de alarme 

  

Teus olhos arregalados
Não são desculpa melhor
Sabes cá chegar de cor
E mesmo de olhos fechados 

   

Nem um cego se perdia
Lá fora agitam-se os ramos
Nas brenhas da ventania
É tarde porém juramos 

   

Que enquanto este amor se guarde
E seja o nosso segredo
Virias cedo, bem cedo
E havias de partir tarde 

   

Sendo a Lua Nova ou Cheia
Ou Crescente ou Minguante
O que a nós nos incendeia
É fogo de outro quadrante 
 

   

É clarão de uma outra luz
Que ao pressentir os teus passos
Acendi quando dispus
Quatro quartos nos teus braços
Quatro quartos nos teus braços
Quatro quartos nos teus braços
Quatro quartos
Nos teus braços



Vasco Graça Moura

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Saudades de Carlos do Carmo (II)...

Carlos do Carmo morreu há cinco anos...

    
Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos do Carmo de Ascensão de Almeida (Lisboa, 21 de dezembro de 1939Lisboa, 1 de janeiro de 2021), foi um cantor e intérprete de fado português.
    
 

domingo, dezembro 28, 2025

Cristina Branco comemora hoje 53 anos

   
Cristina Branco é uma cantora portuguesa nascida em Almeirim (Ribatejo), a 28 de dezembro de 1972.
 

 

Hoje é dia para ouvir Fado...

sexta-feira, dezembro 26, 2025

José Pracana morreu há nove anos...

(imagem daqui)
   
José Pracana
nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, a 18 de março de 1946.

Em 1964 inicia a sua carreira como amador, no universo do fado, estatuto que manterá até ao final. Como guitarrista, acompanhou assiduamente Alfredo Marceneiro, Teresa Tarouca, Maria do Rosário Bettencourt, João Sabrosa, Vicente da Câmara, Manuel de Almeida, Alcindo Carvalho, João Ferreira Rosa, João Braga, Carlos Zel, Carlos Guedes de Amorim, Orlando Duarte, Arminda Alverenaz, entre outros.

Entre 1969 e 1972 dirigiu o Arreda, em Cascais, projeto que abandonou para ingressar na TAP.

Para além da participação em diversificados eventos culturais em Portugal Continental, Açores e Madeira atuou também em Macau, Espanha, França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Hungria, Israel, Tailândia, Zaire, República da África do Sul, Brasil, Argentina, Venezuela, Estados Unidos da América, Canadá e México.

Desde 1968, tem participado em vários programas televisivos desde o Zip-Zip (1969), Curto-Circuito (1970), Um, Dois, Três (1985), Noites de Gala (1987), Piano Bar (1988), Regresso ao Passado (1991) e Zona Mais (1995), entre outros.

Foi autor de duas séries de programas alusivos ao Fado para a RTP: “Vamos aos Fados”, uma série de cinco programas, em 1976; “Silêncio que se vai contar o Fado”, uma outra série de cinco programas em 1992, a convite da RTP Açores.

Colaborou na edição de Um Século de Fado (Ediclube, 1999) e organizou para a EMI/Valentim de Carvalho, a partir dos estúdios da Abbey Road, a remasterização digital de exemplares de 78 RPM para as sucessivas edições da coleção Biografias do Fado (de 1994 a 1998).

Colaborou, entre outros, no projeto Todos os Fados (Visão, abril 2005) e no ano de 2005 recebeu o Prémio Amália Rodrigues, na categoria de Fado Amador.

A partir de 2007 realizou no Museu do Fado um ciclo consagrado às memórias do Fado e da Guitarra Portuguesa onde presta homenagem ao tributo artístico de Armando Augusto Freire, Alfredo Marceneiro, José António Sabrosa e Carlos Ramos. Foi co-autor do programa da RTP “Trovas Antigas, Saudade Louca”.

José Pracana faleceu em 26 de dezembro de 2016. Em 2019 o Museu do Fado inaugurou uma exposição temporária sobre José Pracana, celebrando a vida e obra de uma das mais multifacetadas personalidades da história do Fado.

  
 

domingo, dezembro 21, 2025

Carlos do Carmo nasceu há oitenta e seis anos...

  
Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos do Carmo de Ascensão de Almeida (Lisboa, 21 de dezembro de 1939Lisboa, 1 de janeiro de 2021), foi um cantor e intérprete de fado português.
  
 

Saudades de Carlos do Carmo...

sábado, dezembro 20, 2025

Hoje é dia de ouvir Camané cantar...!

Camané - 58 anos

      
Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, conhecido por Camané (Oeiras, 21 de dezembro de 1967), é um fadista português, irmão mais velho dos também fadistas Hélder Moutinho e Pedro Moutinho.
   

sexta-feira, dezembro 19, 2025

Música adequada à data...

 

Amália Rodrigues - Gaivota
Poema: Alexandre O'Neill
Música: Alain Oulman

 

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

terça-feira, dezembro 16, 2025