O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Raquel Tavares nasceu em 11 de janeiro de 1985 em Lisboa.
Oriunda de uma família com ligação ao panorama musical da canção de
Lisboa, Raquel, desde muito cedo, frequentava os "cantos e recantos" das
tertúlias do fado.
O seu nome ganhou uma notoriedade nacional no fado pela primeira vez em 1997, ano em que, com 12 anos, venceu na Grande Noite do Fado, iniciativa da Casa da Imprensa.
Em 2004, regista-se a estreia no cinema com Raquel a desempenhar um pequeno papel de fadista, no filme de Mário Barroso denominado O Milagre Segundo Salomé.
Ainda antes de de lançar o seu álbum homónimo foi a "atração nacional" na revista do ano de 2005 "Arre Potter que é demais!", no Parque Mayer, mais concretamente no Teatro Maria Vitória.
Ainda em 2006 Raquel Tavares recebeu o "Prémio Amália Rodrigues" para "Revelação Feminina", da Fundação Amália Rodrigues. Já em 2007 seria a vez da Casa da Imprensa lhe atribuir o "Prémio Revelação".
Na primavera de 2008, também pela editora discográfica Movieplay, saiu Bairro,
o álbum de estúdio seguinte produzido por Diogo Clemente que também
toca viola de fado. Este trabalho inclui ainda um DVD com realização de
Aurélio Vasques e Ana Rocha de Sousa.
Temas de Raquel Tavares surgem em diversas compilações, como "Manjerico", presente na secção "Hoje" de Fado: Sempre! Ontem, Hoje e Amanhã = Always! Yesterday, Today and Tomorrow, da iPlay, de 2008, ou "Meditando Eu a Vi", tema de 2004 do álbum Fado Sentido de João Pedro que seria incluído em Novo Fado da editora Difference, em 2006.
A fadista foi uma das vozes escolhidas para participar na homenagem a Adriano Correia de Oliveira, no CD e DVD da Movieplay, Adriano, Aqui e Agora: O Tributo, de 2007, interpretando "Cantar Para Um Pastor", com arranjo de Diogo Clemente, tendo ainda participado noutro tributo no mesmo ano, neste caso no documentário de João Pedro Moreira Não me Obriguem a Vir para a Rua Gritar : Tributo a Zeca Afonso, da SubFilmes.
Por esta altura, as actuações de Raquel estendem-se além fronteiras, com visitas registadas a vários países e cidades como Paris, Roma, Madrid e até a Santiago do Chile.
Raquel Tavares participou no documentário O Fado da Bia (2012), realizado por Diogo Varela Silva, tendo com figura central a Beatriz da Conceição.
Em 2016 foi lançado Raquel, um álbum que contou com participações especiais de Rui Massena, Carlão, Rui Veloso e de António Serrano.
José Maria Viana Dionísio (Lisboa, 6 de dezembro de 1922 - Lisboa, 8 de janeiro de 2003), foi um ator português,
de teatro de revista, cinema e televisão. Foi, também, pintor, expondo
em Portugal e no estrangeiro. Numa das suas exposições, em Valladolid, na Galeria Velázquez, vendeu integralmente toda a coleção.
José Viana recebeu por seis vezes o Prémio Bordalo, ou Prémio da Imprensa, atribuídos pela Casa da Imprensa, metade deles como ator e a outra metade como autor, sempre na categoria "Teatro de Revista":
Prémio Bordalo (1967), partilhado com Aníbal Nazaré e Eugénio Salvador, pela peça Pão, Pão, Queijo, Queijo, considerada "Melhor espetáculo". Nessa mesma ocasião seriam galardoados os atores Mariema e Raul Solnado.
Dois Prémio Bordalo (1968), um como ator, acompanhado pela atriz Florbela Queirós, e outro, como autor, novamente partilhado com Aníbal Nazaré e Eugénio Salvador, agora pela peça Grande Poeta é o Zé, considerada "Melhor espetáculo".
Mais dois Prémio Bordalo (1970), um como ator na peça Pimenta na Língua, acompanhado desta feita pela atriz Maria do Céu Guerra, e outro, como autor, agora apenas repete parceria com Aníbal Nazaré, nesta ocasião pela peça Pimenta na Língua. Desta vez seria ainda premiado o cenógrafo Mário Alberto.
Na década de 50
foi considerada "menina-prodígio", começou a cantar desde muito cedo,
com 11 anos de idade, em espetáculos de beneficência, estreando-se no fado aos 13 anos.
Assinou contrato com a editora RCA, em 1962, para a gravação do primeiro disco.
Algumas das suas canções mais conhecidas são "Mouraria", "Deixa
Que Te Cante Um Fado", "Fado, Dor e Sofrimento", "Passeio à Mouraria" ou
"Saudade, Silêncio e Sombra".
Teresa Tarouca atuou em vários países como Dinamarca, Bélgica, Espanha, Estados Unidos da América ou Brasil.
Após alguns afastamento das lides artísticas, Teresa Tarouca teve uma participação especial em 2008 no musicalFado... Esse Malandro Vadio!, de João Núncio, com encenação de Francisco Horta.
Ó meu amor não te atrases Vou agora pôr-te à prova Esta noite é Lua Nova E tu não sabes de fases
Se chegas tarde te acuso De que andarás a enganar-me Vindo de ti cada abuso Me soa a sinal de alarme
Teus olhos arregalados Não são desculpa melhor Sabes cá chegar de cor E mesmo de olhos fechados
Nem um cego se perdia Lá fora agitam-se os ramos Nas brenhas da ventania É tarde porém juramos
Que enquanto este amor se guarde E seja o nosso segredo Virias cedo, bem cedo E havias de partir tarde
Sendo a Lua Nova ou Cheia Ou Crescente ou Minguante O que a nós nos incendeia É fogo de outro quadrante
É clarão de uma outra luz Que ao pressentir os teus passos Acendi quando dispus Quatro quartos nos teus braços Quatro quartos nos teus braços Quatro quartos nos teus braços Quatro quartos Nos teus braços
José Pracana nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, a 18 de março de 1946.
Em 1964 inicia a sua carreira como amador, no universo do fado, estatuto
que manterá até ao final. Como guitarrista, acompanhou
assiduamente Alfredo Marceneiro, Teresa Tarouca, Maria do Rosário
Bettencourt, João Sabrosa, Vicente da Câmara, Manuel de Almeida, Alcindo
Carvalho, João Ferreira Rosa, João Braga, Carlos Zel, Carlos Guedes de
Amorim, Orlando Duarte, Arminda Alverenaz, entre outros.
Entre 1969 e 1972 dirigiu o Arreda, em Cascais, projeto que abandonou para ingressar na TAP.
Para além da participação em diversificados eventos culturais em
Portugal Continental, Açores e Madeira atuou também em Macau, Espanha,
França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Hungria, Israel,
Tailândia, Zaire, República da África do Sul, Brasil, Argentina,
Venezuela, Estados Unidos da América, Canadá e México.
Desde 1968, tem participado em vários programas televisivos desde o Zip-Zip (1969), Curto-Circuito (1970), Um, Dois, Três (1985), Noites de Gala (1987), Piano Bar (1988), Regresso ao Passado (1991) e Zona Mais (1995), entre outros.
Foi autor de duas séries de programas alusivos ao Fado para a RTP:
“Vamos aos Fados”, uma série de cinco programas, em 1976; “Silêncio que
se vai contar o Fado”, uma outra série de cinco programas em 1992, a
convite da RTP Açores.
Colaborou na edição de Um Século de Fado (Ediclube, 1999) e organizou para a EMI/Valentim de Carvalho, a partir dos estúdios da Abbey Road, a remasterização digital de exemplares de 78 RPM para as sucessivas edições da coleção Biografias do Fado (de 1994 a 1998).
Colaborou, entre outros, no projeto Todos os Fados (Visão, abril 2005) e no ano de 2005 recebeu o Prémio Amália Rodrigues, na categoria de Fado Amador.
A partir de 2007 realizou no Museu do
Fado um ciclo consagrado às memórias do Fado e da Guitarra Portuguesa
onde presta homenagem ao tributo artístico de Armando Augusto Freire,
Alfredo Marceneiro, José António Sabrosa e Carlos Ramos. Foi co-autor do
programa da RTP “Trovas Antigas, Saudade Louca”.
José
Pracana faleceu em 26 de dezembro de 2016. Em 2019 o Museu do Fado inaugurou uma
exposição temporária sobre José Pracana, celebrando a vida e obra de uma das
mais multifacetadas personalidades da história do Fado.
Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa no desenho que fizesse, nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, esmorece e cai no mar. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se um português marinheiro, dos sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro a contar-me o que inventasse, se um olhar de novo brilho no meu olhar se enlaçasse. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se ao dizer adeus à vida as aves todas do céu, me dessem na despedida o teu olhar derradeiro, esse olhar que era só teu, amor que foste o primeiro. Que perfeito coração no meu peito morreria, meu amor na tua mão, nessa mão onde perfeito bateu o meu coração.