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sexta-feira, outubro 09, 2026

O pintor João Marques de Oliveira morreu há 99 anos...

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Autorretrato (1876) - Museu Nacional de Arte Contemporânea

 

João Joaquim Marques da Silva Oliveira (Porto, 23 de agosto de 1853 – Porto, 9 de outubro de 1927) foi um pintor realista e professor, introdutor do naturalismo em Portugal.  

 

Em 1864 entrou para a Academia Portuense de Belas Artes, completando o curso de história da pintura em 1873. Viveu em França de 1873 a 1879, com o seu colega Silva Porto.

Os dois pintores são considerados os introdutores do naturalismo em Portugal. Em 1876 e 1877 viajou com Silva Porto pela Bélgica, Países Baixos, Inglaterra e Itália onde permaneceram mais demoradamente. Participou nos Salons de Paris de 1876 e 1878.

De todos os artistas com cuja obra tomou contacto, foi sem dúvida o pintor francês Corot o que mais marcou o espírito de Marques de Oliveira, como ele próprio reconhecia e se pode verificar em algumas das suas paisagens, sobretudo na atmosfera de que estão impregnadas e no tratamento da luz.

Em 1879, regressou ao Porto e, à semelhança de Silva Porto, introduziu a pintura de ar livre em Portugal. Foi um dos fundadores do Centro Artístico Portuense, que entrou em funcionamento em 1880.

A partir de 1881, e até 1926, foi professor na Academia Portuense de Belas-Artes, onde ocupou o lugar de diretor. Encontram-se colaborações suas na revista A Arte Portuguesa (1882-1884).

Em Lisboa, participou nas 3 últimas exposições da Sociedade Promotora de Belas-Artes (1880, 1884 e 1887), ganhando nas duas primeiras, respetivamente, medalhas de 3.ª e 2.ª classe; nas do Grémio Artístico de 1891 a 1894, 1896 e 1898, recebendo na de 1892 uma medalha de 3.ª classe; e na 1.ª Exposição da Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1901, dentro das várias obras apresentadas nestas exposições, destaque para Portão no Campo, um óleo sobre madeira, que no verso apresenta estudo para pintura de praia.

Faleceu em 9 de outubro de 1927, aos 74 anos, tendo sido sepultado no Cemitério da Lapa, no Porto.

A obra de Marques de Oliveira encontra-se presente em grandes museus, nomeadamente no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado em Lisboa, no Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto e ainda no Museu de José Malhoa em Caldas da Rainha. Além da sua presença em museus, encontra-se também em mãos particulares e coleções privadas.

Devido à dispersão da sua obra, o seu estudo de conjunto ainda aguarda, tornando-se urgente e necessário para uma boa compreensão deste artista e da sua época, para a qual deu um contributo tão valioso.

 

Escultor Soares dos Reis (1882)

Escultor Soares dos Reis (1882)

 

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Portão no Campo (d.c.1901) 

 

in Wikipédia

Ismael Nery nasceu há 126 anos

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Autorretrato

 

Ismael Nery (Belém, 9 de outubro de 1900 - Rio de Janeiro, 6 de abril de 1934) foi um pintor, desenhador, arquiteto, filósofo e poeta brasileiro de influência surrealista. A sua obra icónica é Autorretrato, 1927 (Autorretrato Rio/Paris). Esta obra participou da exposição Brazil: Body & Soul, no Museu Solomon R. Guggenheim em 2001. 

Ismael nasce em Belém do Pará, filho do doutor Ismael Ribeiro Nery e dona Marietta Macieira Nery. Seus avós paternos, eram Elzeário Ariano Ribeiro Nery e Leontina Leopoldina de Andrade, e maternos João Vicente da Silva Macieira e Maria Lopes da Cunha e Silva Macieira, sendo esta filha de Domingos Lopes da Cunha e Clara Joaquina Simões Lopes, que eram proprietários da fazenda do Campinho, em Madureira no Rio de Janeiro. Ismael cresceu junto dos pais e tias maternas, Alaíde e Maria José Macieira. Em 1909 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1917, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Viajou pela Europa em 1920, tendo frequentado a Academia Julian, em Paris. De volta ao Brasil, trabalha como desenhista na seção de Arquitetura e Topografia da Diretoria do Patrimônio Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Lá conhece o poeta Murilo Mendes que se tornaria seu grande amigo e incentivador de sua obra.

Em 1922, casou-se com a poetisa Adalgisa Maria Ferreira. Nessa época realizou obras de tendência expressionista. Em 1926, deu início ao seu sistema filosófico de fundamentação católica e neotomista, denominado de essencialismo. Em 1927 fez nova viagem a Europa, onde entrou em contacto com Marc Chagall, André Breton e Marcel Noll, dentre outros surrealistas. A sua obra sofreu, também, a influência metafísica de Giorgio de Chirico e do cubismo de Picasso. Seus temas remetem-se sempre à figura humana: retratos, auto-retratos e nus. Não se interessou pelos temas nacionais, indígenas e afro-brasileiros, que considerava regionalistas e limitados. Dedicou-se a várias técnicas aplicadas em desenhos e ilustrações de livros. Foi, também, cenógrafo. Em 1929, depois de uma viagem à Argentina e Uruguai, um diagnóstico revelou que ele era portador de tuberculose, o que o levou a internar-se no Sanatório de Correas, em Petrópolis (RJ), por dois anos. Saiu de lá aparentemente curado. No entanto, em 1933, a doença voltou de forma irreversível. A partir daí, suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas.

Ismael morreu em 6 de abril de 1934, aos trinta e três anos de idade, na sua residência à avenida Carlos Peixoto 10, em Botafogo, Rio de Janeiro. Foi sepultado no cemitério do Caju, vestindo um hábito dos franciscanos, numa homenagem dos frades à sua ardorosa fé católica. Deixou 2 filhos, Ivan e Emanuel.

A mãe de Ismael, dona Marietta, apelidada de "irmã Verônica", também era muito religiosa e sofreu até o fim a morte do filho, falecendo em 1953. Além de Ismael, ela já havia perdido o marido, o filho João Vicente, seus pais e um irmão, João Macieira.

A obra de Nery permaneceu ignorada do público e da crítica até 1965, quando teve seu nome inscrito na 8ª Bienal de São Paulo, na Sala Especial de Surrealismo e Arte Fantástica. Suas obras foram expostas também na 10ª Bienal de São Paulo. Foram feitas retrospetivas em 1966, no Rio de Janeiro, e em 1984, no MAC-USP.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/06/Ismael_Nery_-_Auto-retrato%2C_1927.jpg

Autorretrato Rio/Paris (ou Autorretrato) - 1927 

    

in Wikipédia

quinta-feira, outubro 08, 2026

Mikey Welsh morreu há quinze anos...

  

Mikey Welsh (Syracuse, 20 de abril de 1971 - Chicago, 8 de outubro de 2011) foi um baixista norte-americano. 

Entrou para os Weezer em 1999, no lugar de Matt Sharp e saiu da banda em 2002, dando o seu lugar de baixista a Scott Shriner.  

Em 26 de setembro de 2011, Welsh escreveu no Twitter: "Sonhei que morria em Chicago na próxima semana (ataque cardíaco enquanto dormia). Preciso escrever meu testamento hoje" (sic). Em 8 de outubro de 2011, Welsh foi encontrado morto, num quarto de hotel em Chicago, com suspeita de overdose de heroína, levando a um ataque cardíaco.

 

in Wikipédia

   

terça-feira, outubro 06, 2026

O pintor Lorenzo Aguirre foi garroteado pelos franquistas há 84 anos...

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Lorenzo Victoriano Aguirre Sánchez (Pamplona, 14 de noviembre de 1884 - Madrid, 6 de octubre de 1942) fue un pintor español, además de funcionario de policía por oposición durante la Segunda República. Destacó como escenógrafo, cartelista, y caricaturista. Casado con Francisca Benito Rivas, de quien tuvo tres hijas, Jesusa, también pintora, Margarita y la poeta Francisca Aguirre. Abuelo de los poetas Guadalupe Grande Aguirre y Carlos Martínez Aguirre. Fue ejecutado al término de la guerra civil española, víctima de la represión franquista.  

 

 https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/75/Lorenzo_Aguirre_-_La_abuela_Victoriana.jpg?utm_source=es.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=original

La abuela Victoriana, 1903


domingo, outubro 04, 2026

Hoje é dia de recordar um literato, músico e pintor...

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Retrato de Alfredo Keil (1909), pintura de Félix da Costa

 

Hoje é dia de recordar Alfredo Keil, o compositor do nosso atual Hino, um grande monárquico e leal amigo do saudoso El-Rei D. Carlos I, um polímata extraordinário: músico (no tema aqui apresentado já se pode prever o nosso Hino...), pintor de renome e literato culto; foi uma perda enorme para o nosso país a sua precoce morte...  

 

Rembrandt morreu há 357 anos...

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Autorretrato (1660)
    
Rembrandt Harmenszoon van Rijn (Leida, 15 de julho de 1606 - Amesterdão, 4 de outubro de 1669) foi um pintor e gravador neerlandês. É geralmente considerado um dos maiores nomes da história da arte europeia e o mais importante da história neerlandesa. É considerado, por alguns, como o maior pintor de todos os tempos. As suas contribuições para a arte surgiram num período denominado pelos historiadores de "Século de Ouro dos Países Baixos", na qual a influência política, a ciência, o comércio e a cultura neerlandesa - particularmente a pintura - atingiram seu ápice.
Tendo alcançado sucesso na juventude como um pintor de retratos, seus últimos anos foram marcados por uma tragédia pessoal e dificuldades financeiras. No entanto, suas gravuras e pinturas foram populares em toda a sua vida e sua reputação como artista manteve-se elevada, e por vinte anos ele ensinou quase todos os importantes pintores neerlandeses. Os maiores triunfos criativos de Rembrandt são exemplificados especialmente nos retratos de seus contemporâneos, autorretratos e ilustrações de cenas da Bíblia. Os seus autorretratos formam uma biografia singular e intimista em que o artista pesquisou a si mesmo sem vaidade e com a máxima sinceridade.
Tanto na pintura como na gravura, ele expõe um conhecimento completo da iconografia clássica, que ele moldou para se adequar às exigências da sua própria experiência; assim, a representação de uma cena bíblica era baseada no conhecimento de Rembrandt sobre o texto específico, na sua assimilação da composição clássica, e em suas observações da população judaica de Amesterdão. Devido a sua empatia pela condição humana, ele foi chamado de "um dos grandes profetas da civilização".
      

      

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O Martírio de São Estevão, 1625

Alfredo Keil morreu há 119 anos...

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Alfredo Cristiano Keil (Lisboa, 3 de julho de 1850 - Hamburgo, 4 de outubro de 1907) foi um compositor, pintor, poeta, arqueólogo e colecionador de arte português. Keil é conhecido como o compositor do hino nacional português (A Portuguesa). 

  

 Vida e obra

Alfredo Cristiano Keil era filho do alfaiate Hans-Christian Keil (mais tarde João Cristiano Keil) e da alsaciana Maria Josefina Stellflug, ambos de origem alemã e radicados em Portugal. A sua educação básica deu-se igualmente na Alemanha, berço do romantismo. Esta foi, talvez, uma das razões pelas quais o artista seguia a reboque das novas tendências, já estabelecidas na Europa.

Estudou desenho e música em Nuremberga, numa academia dirigida pelo pintor Wilhelm von Kaulbach e August von Kreling. Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressa a Portugal. Em 1890, o ultimato inglês a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiração para a composição do canto patriótico "A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga tornou-se popular em todo o país e seria mais tarde feita hino nacional de Portugal - A Portuguesa.

Fez parte da Maçonaria, sendo iniciado em 1893 na Loja Gomes Freire do Grande Oriente Lusitano Unido com o nome simbólico de Meyerbeer.

Pintor do romantismo, numa época em que a arte mundial ia em direção do realismo. Músico e compositor lírico, escritor e poeta, Keil não era um pintor de tempo integral, embora também não fosse um artista de fins-de-semana, pois pintava regularmente e deixou centenas de quadros com impressão fina e delicada, de excelente qualidade.

Em Portugal, a sua presença como pintor foi ofuscada pelo brilhantismo com que se destacou na música e na poesia. Foi na música, sobretudo, que ele obteve seu maior sucesso, havendo composto o hino pátrio A Portuguesa. A sua mais conhecida composição, todavia, foi a Marcha Fúnebre. E, entre os livros que publicou, destaca-se «Tojos e Rosmaninhos» (poesias, 1908), obra tríplice inspirada nas lendas e tradições de Ferreira do Zêzere, concelho no qual, a partir da famosa Estalagem dos Vales (uma espécie de Barbizon Portuguesa), Keil, José Campas, José Ferreira Chaves, Teixeira Lopes, Taborda (ator), António Saúde, Simões de Almeida, o próprio rei D. Carlos I e muitos outros artistas do final do século XIX frequentavam esta paragem.

O artista morreu em Hamburgo (Alemanha) em 4 de outubro de 1907. 

 

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Leitura de uma carta (1874) - Museu do Chiado 

 
Como pintor

Era um pintor de paisagens, mas também de interiores requintados, como o quadro Leitura de uma Carta, trazido a público em 1874 e recebido com entusiasmo, tanto pela aristocracia ainda dominante, como pelos burgueses endinheirados, a quem a arte singela do romantismo sensibilizava mais fortemente.

O seu trabalho encontrou e conquistou um apreciável segmento do mercado. Em 1890, realizou uma exposição individual em Lisboa, bastante concorrida, na qual expôs cerca de trezentos quadros. Foi a consagração em seu país, após o reconhecimento que lhe fora dado por outros países.

Em 1878, inscreveu-se na Exposição Internacional de Paris; em 1879, esteve no Brasil, expondo no Salão Nacional de Bellas-Artes, onde conquistou medalha de ouro; em 1886, participou da Exposição de Madrid, recebendo a Condecoração da Ordem de Carlos III de Espanha.

 
Como compositor

Como compositor, ganharam destaque as óperas Donna Bianca (1888), Irene (1893) e Serrana (1899), esta considerada até então a melhor ópera portuguesa.

Alfredo compôs a música de A Portuguesa, o hino nacional, em 1891, com letra do poeta e dramaturgo Henrique Lopes de Mendonça, aprovada em 1911, após a proclamação da República no ano anterior. Ironicamente, ele tinha morrido exatamente três anos antes do primeiro dia da Revolução.

Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Serões (1901-1911). 
  
Como escritor
Keil interessa-se também pelo colecionismo, arqueologia, etnografia e pela atividade literária. Publica Breve notícia dos instrumentos de Música antigos e modernos da Colecção Keil (em 1904), Colecções e Museus de Arte em Portugal (em 1905) e Tojos e Rosmaninhos, uma coletânea de poesias ilustrada pelo artista (em 1908).
   

Um Rebanho em Sintra (1898) - Alfredo Keil


sábado, outubro 03, 2026

Jean-François Millet nasceu há 212 anos

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Auto-retrato (1841)
       
Jean-François Millet (Gréville-Hague, 4 de outubro de 1814 – Barbizon, 20 de janeiro de 1875) foi um pintor romântico e um dos fundadores da Escola de Barbizon na França rural, conhecido como precursor do realismo, pelas suas representações de trabalhadores rurais.
Juntamente com Courbet, Millet foi um dos principais representantes do realismo europeu surgido em meados do século XIX, a sua obra foi uma resposta à estética romântica, de gostos um tanto orientais e exóticos, e deu forma à realidade circundante, sobretudo a das classes trabalhadoras.
Millet era filho de um latifundiário, nascido na vila de Gruchy, em La Hague, na Normandia. Recebeu as suas primeiras aulas de pintura em 1834, no estúdio dos pintores Paul Dumouchel, Jérome Langlois e Chevreville, em Cherbourg. Mudou-se depois para Paris, em 1838, onde continuou sob a orientação do pintor Paul Delaroche, dedicando-se a estudar os grandes mestres do Louvre, principalmente Giorgione, Michelangelo e Poussin. O início de sua carreira como artista foi muito difícil. Precisava ganhar a vida pintando quadros a pastel no estilo rococó.
Após 1840, decide abandonar o academismo e fica sob a influência de Daumier. Nessa época consegue apresentar-se pela primeira vez no Salão de Paris e conhece os pintores Théodore Rousseau e Constant Troyon, que o influenciaram a mudar-se para o campo. Ele acabou indo para a aldeia de Barbizon. Lá viveria toda a sua vida, longe da cidade que detestava e pintando os seus célebres quadros de camponeses, que tantas críticas despertaram entre os conservadores franceses. Em 1849 abdica definitivamente de outros tipo de pinturas para se dedicar por inteiro às suas representações de trabalhadores rurais das mais diversas áreas.
As suas obras sobre camponeses foram consideradas sentimentais para alguns, exageradamente piegas para outros, mas a verdade é que as obras de Millet em nenhum momento suscitaram indiferença. Na tepidez de seus ocres e castanhos, no lirismo da sua luz, na magnificência e dignidade de suas figuras humanas, o pintor manifestava a integração do homem com a natureza. Alguns temas eram tratados talvez com um pouco mais de sentimentalismo do que outros. No entanto, é nos pequenos gestos que se pode descobrir a capacidade de observação deste grande pintor.
    
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Monte de feno: outono, circa 1874, óleo sobre tela, Museu Metropolitano de Arte
         
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Jean-Fran%C3%A7ois_Millet_-_Shepherd_Tending_His_Flock_-_Google_Art_Project.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=original
Pastor cuidando de seu rebanho, início de 1860
              

quinta-feira, outubro 01, 2026

Jan Gossaert Mabuse morreu há 494 anos

Autor-retrato  (1515–1520) - Currier Museum of Art, Manchester, New Hampshire

Mabuse, de seu verdadeiro nome Jan Gossaert (Maubeuge, 1478 - Antuérpia?, 1 de outubro de 1532), foi um importante pintor flamengo, vulgarmente identificado como o maior precursor do barroco na Flandres. É igualmente considerado um dos maiores seguidores de Rogier van der Weyden.
Nasceu em Maubeuge, na atual França, e iniciou a sua formação artística na cidade de Bruges, completando-a com diversas visitas a outros importantes centros artísticos flamengos.
Posteriormente, trabalhou em variadas cortes europeias e, desta forma, ia conhecendo, em primeira mão, os estudos e as descobertas mais recentes, sobretudo relativos às áreas pelas quais mantinha mais interesse, como anatomia, perspectiva e Antiguidade Clássica.
Vulgarmente combinava estes elementos, próprios do Renascimento italiano, com a vivacidade, alegorismo e precisão técnica da pintura flamenga, como se pode observar em obras como Dánae, Antiga Pinacoteca, Munique, São Lucas pintando a Virgem, Galeria Nacional de Praga, Praga, A Virgem com Menino, Museu do Prado, Madrid, ou Cristo coroado de espinhos, Fundação Medeiros e Almeida, Lisboa.
Concebeu também numerosas versões de cenas bíblicas, como Adão e Eva, e muitos retratos de proeminentes personalidades da época.
   
Madonna (1515–16, Prado, Madrid)
   

Jan Asselijn morreu há 374 anos

 Retrato de Jan Asselijn por Rembrandt, 1647
  
Jan Asselijn (Dieppe, circa 1610 - Amesterdão, 1 de outubro de 1652) foi um pintor e desenhista neerlandês pertencente à Idade de Ouro neerlandesa. Era o irmão mais velho do poeta e dramaturgo Thomas Asselijn.
     
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O Cisne Ameaçado, 1640-1650, Rijksmuseum
 
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Fuga para o Egito, 1640 
   

terça-feira, setembro 29, 2026

Caravaggio nasceu há 455 anos

Caravaggio, pintura de Ottavio Leoni
           
Michelangelo Merisi da Caravaggio (Milão, 29 de setembro de 1571 – Porto Ercole, comuna de Monte Argentario, 18 de julho de 1610) foi um pintor italiano que trabalhou em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal da sua família e foi por si escolhido como o seu nome artístico.
    
(...)
     
Exceto nas suas primeiras obras, Caravaggio pintou fundamentalmente temas religiosos. No entanto, foram várias as vezes em que as suas pinturas feriam suscetibilidades dos seus clientes. Nos seus quadros, em vez de adotar nas suas pinturas belas figuras,  etéreas e delicadas, para representar acontecimentos e personagens da Bíblia, preferia escolher por entre o povo, modelos humanos tais como prostitutas, crianças de ruas e mendigos, que posavam como personagens para as suas obras.
Caravaggio procurou a realidade palpável e concreta da representação. Utilizou como modelos figuras humanas, sem qualquer receio de representar o feio, a deformidade em cenas provocadoras, características essas que distinguem as suas obras. Tudo isso chocou os seus contemporâneos, pela rudeza das suas pinturas. Dos efeitos que Caravaggio dava aos quadros, originou-se o tenebrismo, em que os tons terrosos contrastam com os fortes pontos de luz.
   
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/73/Rest_on_the_Flight_into_Egypt-Caravaggio_%28c.1597%29.jpg/960px-Rest_on_the_Flight_into_Egypt-Caravaggio_%28c.1597%29.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
Descanso na fuga para o Egito
        

Mário Botas morreu há quarenta e três anos...

(imagem daqui)

  

Mário Ferreira da Silva Botas (Nazaré, 23 de dezembro de 1952 - Lisboa, 29 de setembro de 1983), foi um artista plástico português.

Biografia

Na vila natal passou a infância e a adolescência. Ali fez os seus estudos primários e secundários.

Em 1970 ingressou na Faculdade de Medicina de Lisboa, onde se licenciou em 1975, com alta classificação.

O seu nome ficou no entanto ligado à pintura, ao desenho e à ilustração. Fez a primeira exposição individual na Nazaré, em 1971. Em 1973 expôs na Galeria S. Mamede em Lisboa. A sua obra recebeu então a atenção dos galeristas e críticos de arte tanto em Portugal como no estrangeiro e foi reconhecida como de uma enorme qualidade e inovação.

Faleceu, com trinta anos, a 29 de setembro de 1983, em Lisboa, vítima de uma leucemia, diagnosticada em 1977. Em setembro de 1984 foi instituída a Fundação Casa-Museu Mário Botas na Nazaré.

A sua extensa obra foi apresentada em várias exposições póstumas.

  

 

Roy Lichtenstein morreu há vinte e nove anos...

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Roy Fox Lichtenstein (Nova Iorque, 27 de outubro de 1923 - Nova Iorque, 29 de setembro de 1997) foi um pintor norte-americano identificado com a Pop Art.
Na sua obra, procurou valorizar os clichés das histórias em quadradinhos como forma de arte, colocando-se dentro de um movimento que tentou criticar a cultura de massa.
O seu interesse pelas histórias em quadradinhos (banda desenhada), como tema artístico, começou provavelmente com uma pintura do Rato Mickey, que realizou em 1963 para os filhos. Nos seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características da banda desenhada e dos anúncios comerciais, e reproduziu à mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou uma técnica pontilhista conhecida como Pontos Ben-Day para simular os pontos reticulados das histórias. Cores brilhantes, planas, limitadas e delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Os seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.
         
         

segunda-feira, setembro 28, 2026

El-Rei D. Carlos I nasceu há 163 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/D._carlos_3.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

D. Carlos I de Portugal, de nome completo: Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Saboia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha (Palácio da Ajuda, Lisboa, 28 de setembro de 1863 - Terreiro do Paço, Lisboa, 1 de fevereiro de 1908) foi o penúltimo Rei de Portugal.
     
    
Nascido em Lisboa, era filho do rei Luís I de Portugal e da rainha Maria Pia de Sabóia, tendo subido ao trono em 1889. Foi cognominado O Diplomata (devido às múltiplas visitas que fez a Madrid, Paris e Londres, retribuídas com as visitas a Lisboa dos Reis Afonso XIII de Espanha e Eduardo VII do Reino Unido, do Kaiser Guilherme II da Alemanha e do presidente da República Francesa Émile Loubet), O Martirizado e O Mártir (em virtude de ter morrido assassinado), ou O Oceanógrafo (pela sua paixão pela oceanografia, partilhada com o pai e com Alberto I, príncipe do Mónaco).
D. Carlos era um apreciador das tecnologias que começavam a surgir no princípio do século XX. Instalou luz elétrica no Palácio das Necessidades e fez planos para a eletrificação das ruas de Lisboa. Embora fossem medidas sensatas, contribuíram para a sua impopularidade visto que o povo as encarou como extravagâncias desnecessárias. Foi ainda um amante da fotografia e autor do espólio fotográfico da Família Real. Foi ainda um pintor de talento, com preferências por aguarelas de pássaros que assinava simplesmente como "Carlos Fernando". Esta escolha de tema refletia outra das suas paixões, a ornitologia. Recebeu prémios em vários certames internacionais e realizou ensaios notáveis na área de cerâmica.
Para além da ornitologia, era um apaixonado pela oceanografia, tendo adquirido um iate, o Amélia, especificamente para se dedicar a campanhas oceanográficas. Estabeleceu uma profunda amizade com Alberto I, Príncipe do Mónaco, igualmente um apaixonado pela oceanografia e as coisas do mar. Desta relação nasceu o Aquário Vasco da Gama, que pretendia em Portugal desempenhar papel semelhante ao Museu Oceanográfico do Mónaco. Alguns trabalhos oceanográficos realizados por D. Carlos, ou por ele patrocinados, foram pioneiros na oceanografia mundial. Honrando esta faceta do monarca, a Armada Portuguesa opera atualmente um navio oceanográfico com o nome de D. Carlos I.
D. Carlos foi também um excelente agricultor, tendo tornado rentáveis as seculares propriedades da Casa de Bragança (património familiar destinado a morgadio dos herdeiros da Coroa), produzindo vinho, azeite, cortiça, entre outros produtos, tendo também organizado uma excelente ganadaria e incentivado a preservação dos prestigiados cavalos de Alter.
  

Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa, ao lado do filho que, com ele, foi assassinado. As urnas, com tampas transparentes, ficaram aí depositadas durante 25 anos. Só em 1933 é que uma comissão privada abriu uma subscrição nacional que levou à inauguração de dois belos túmulos, concebidos pelo arquiteto Raúl Lino, junto dos quais está uma figura feminina, representando "A Dor", esculpida por Francisco Franco, conjunto esse que ainda hoje pode ser visto.
     
O Sobreiro (1905), pintura de D. Carlos I
    
in Wikipédia

Bernardo Marques morreu há 64 anos...

 

Bernardo Loureiro Marques (Silves, 21 de novembro de 1898 - Lisboa, 28 de setembro de 1962) foi um pintor, ilustrador e artista gráfico português.

Figura destacada da 2ª geração de pintores modernistas portugueses, Bernardo Marques participou no movimento renovador das artes em Portugal nas primeiras décadas do século XX. Foi autor de uma obra vasta e multifacetada, centrada sobretudo no desenho, artes gráficas e decoração.
 
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Sem título, circa 1930 

Sem título,1922

   

domingo, setembro 27, 2026

Degas morreu há 109 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a3/Self-portrait_by_Edgar_Degas.jpg/500px-Self-portrait_by_Edgar_Degas.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

Auto retrato de Edgar Degas (1863) - Museu Calouste Gulbenkian
            
Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 - Paris, 27 de setembro, 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo pela sua visão particular no mundo do ballet, sabendo captar os mais belos e subtis cenários. É ainda reconhecido pelos seus célebres pastéis e como um dos fundadores do impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu de Orsay, na cidade de Paris, onde o artista nasceu e faleceu. Se o quisermos classificar na história da arte, a maioria das obras consagradas de Degas ligam-se ao movimento impressionista, formado em França nos fins do século XIX, em reação à pintura académica da época. Com ele estavam Claude Monet, Paul Cézanne, August Renoir, Alfred Sisley, Mary Cassatt, Berthe Morisot e Camille Pissarro, que, cansados de serem recusados nas exposições oficiais, se associaram e criaram a sua própria escola para poderem apresentar as sua obras ao público.
       

A pequena bailarina de catorze anos, escultura forjada em bronze a partir da imagem em cera exibida na Mostra Impressionista de 1881
   
Exportadores de algodão - 1873
      

sábado, setembro 26, 2026

Um terramoto, com abalo premonitório e muitas réplicas, matou onze pessoas em Itália há 29 anos

Afresco destruído, de Cimbabue, na Basílica de São Francisco

 


1997 Umbria and Marche earthquake



Date 11:40:26, September 26, 1997 (UTC)
Magnitude 6.1 Mw
Depth 10 km (6.2 mi)
Epicenter 43.084°N 12.812°E
Countries or regions  Italy (Umbria, Marche)
Casualties11 dead
100 injured

 

The 1997 Umbria and Marche earthquake consisted of two earthquakes that occurred in the regions of Umbria and Marche, central Italy, in quick succession on the morning of September 26, 1997.
The first shock occurred at 2:33 am CEST (0:33 UTC), rated 5.5 on the Richter scale, and the second – the main shock – occurred at 11:40 am CEST (9:40 UTC), rated 6.1 on the Richter scale. Their epicentre was in Annifo.
There were several thousands of foreshocks and aftershocks from May 1997 to April 1998, more than thirty of which had a Richter magnitude more than 3.5. 11 people are known to have died following the shocks of September 26, 1997.