O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
A Comuna de Paris foi o primeiro governo operário da história, fundado em 1871 na capital francesa, durante a resistência popular ante a invasão por parte do Reino da Prússia e II Reich.
A história moderna regista algumas experiências de regimes comunais,
impostos como afirmação revolucionária da autonomia da cidade. A mais
importante delas - a Comuna de Paris - veio na sequência da insurreição popular de 18 de março de 1871. Durante a guerra franco-prussiana, as províncias francesas elegeram para a Assembleia Nacional Francesa
uma maioria de deputados monárquicos, francamente favorável à
capitulação ante a Prússia. A população de Paris, no entanto, opunha-se a
essa política. Louis Adolphe Thiers, elevado à chefia do gabinete conservador, tentou esmagar os insurretos. Estes, porém, com o apoio da Guarda Nacional, derrotaram as forças legalistas, obrigando os membros do governo a abandonar precipitadamente Paris, onde o comité central da Guarda Nacional passou a exercer a sua autoridade. A Comuna de Paris - considerada a primeira república proletária da história - adotou uma política de caráter socialista, baseada nos princípios da Primeira Internacional dos Trabalhadores.
O poder comunal manteve-se durante cerca de quarenta dias. O seu esmagamento revestiu-se de extrema crueldade. De acordo com a enciclopédia Barsa, mais de 20.000 communards foram executados pelas forças de Thiers.
O governo durou oficialmente de 26 de março a 28 de maio, enfrentando
não só o invasor alemão como também tropas francesas, pois a Comuna era
um movimento de revolta ante o armistício assinado pelo governo nacional (transferido para Versalhes) após a derrota na guerra franco-prussiana. Os alemães tiveram ainda que libertar militares franceses feitos prisioneiros de guerra para auxiliar na tomada de Paris.
O Governo Provisório, com sede na prefeitura de Paris, iniciou um processo de capitulação da França
entregando a maior parte de seu exército permanente, bem como as suas
armas, a contragosto da população parisiense. O único contingente agora
armado era a Guarda Nacional, formada na sua maior parte por operários
e alguns membros da pequena burguesia.
Convictos na resistência ao exército estrangeiro, a Guarda Nacional
assaltou a prefeitura e expulsou os membros da assembleia, que se
instalariam em Versalhes.
A administração pública de Paris, que agora se encontrava nas mãos do
Comité Central da Guarda Nacional, manteria conversações com Versalhes
até 18 de março, quando o presidente Thiers mandou desarmar a Guarda
Nacional numa operação sigilosa, durante a madrugada daquele dia.
Apanhada de surpresa, a população parisiense expulsa o contingente de
Thiers, dando início à independência política de Paris frente à
Assembleia de Versalhes, culminando com a eleição e a declaração da
Comuna, em 26 e 28 de março.
O governo revolucionário foi formado por uma federação de
representantes de bairro (a guarda nacional, uma milícia formada por
cidadãos comuns). Uma das suas primeiras proclamações foi a "abolição do
sistema da escravidão do salário
de uma vez por todas". A guarda nacional misturou-se aos soldados
franceses, que se amotinaram e massacraram os seus comandantes. O
governo oficial, que ainda existia, fugiu, juntamente com as suas
tropas leais, e Paris ficou sem autoridade. O Comité Central da
federação dos bairros ocupou este vácuo, e instalou-se na prefeitura. O
comité era formado por Blanquistas, membros da Associação Internacional dos Trabalhadores, Proudhonistas e uma miscelânea de indivíduos não-afiliados politicamente, a maioria trabalhadores braçais, escritores e artistas.
Eleições foram realizadas, mas obedecendo à lógica da democracia direta
em todos os níveis da administração pública. A polícia foi abolida e
substituída pela guarda nacional. A educação foi secularizada, a
previdência social foi instituída, uma comissão de inquérito sobre o
governo anterior foi formada, e se decidiu por trabalhar no sentido da
abolição da escravidão do salário. Noventa representantes foram eleitos,
mas apenas 25 eram trabalhadores e a maioria foi constituída de
pequenos-burgueses. Entretanto, os revolucionários eram maioria. Em
semanas, a recém nomeada Comuna de Paris introduziu mais reformas do que
todos os governos nos dois séculos anteriores combinados:
O trabalho noturno foi abolido;
Oficinas que estavam fechadas foram reabertas para que cooperativas fossem instaladas;
Residências vazias foram desapropriadas e ocupadas;
Em cada residência oficial foi instalado um comité para organizar a ocupação de moradias;
Todas os descontos do salário foram abolidos;
A jornada de trabalho foi reduzida, e chegou-se a propor a jornada de oito horas;
Os sindicatos foram legalizados;
Instituiu-se a igualdade entre os sexos;
Projetou-se a autogestão das fábricas (mas não foi possível implantá-la);
O monopólio da lei pelos advogados, o juramento judicial e os honorários foram abolidos;
Testamentos, adoções e a contratação de advogados tornaram-se gratuitos;
O Estado e a Igreja foram separados; a Igreja deixou de ser
subvencionada pelo Estado e os espólios sem herdeiros passaram a ser
confiscados pelo Estado;
A educação tornou-se gratuita, secular, e compulsória - escolas
noturnas foram criadas e todas as escolas passaram a ser de sexo misto;
Imagens religiosas foram derretidas e sociedades de discussão foram adotadas nas Igrejas;
A Igreja de Brea, erguida em memória de um dos homens envolvidos na repressão da Revolução de 1848, foi demolida. O confessionário de Luís XVI e a coluna Vendôme também;
A Bandeira Vermelha foi adotada como símbolo da Unidade Federal da Humanidade;
O internacionalismo foi posto em prática: o facto de se ser
estrangeiro tornou- se irrelevante; os integrantes da Comuna incluíam
belgas, italianos, polacos, húngaros;
Instituiu-se um escritório central de imprensa;
Emitiu-se um apelo à Associação Internacional dos Trabalhadores;
O serviço militar obrigatório e o exército regular foram abolidos;
Todas as finanças foram reorganizadas, incluindo os correios, a assistência pública e os telégrafos;
Havia um plano para a rotação de trabalhadores;
Considerou-se instituir uma Escola Nacional de Serviço Público, da qual a atual ENA francesa é uma cópia;
Os artistas passaram a autogestionar os teatros e editoras;
O salário dos professores foi duplicado.
Exécution en masse des communards capturés dans les cours de la caserne Lobau près de l'Hôtel de Ville - Gravure de Frédéric Lix
O governo oficial, agora instalado em Versalhes e sob o comando de Thiers, fez a paz com o Império Alemão para que tivesse tempo de esmagar a Comuna de Paris. Como acordado entre os dois países, a Alemanha libertou prisioneiros de guerra para compor as forças que o exército francês usaria contra a Comuna.
Esta possuía menos de 15.000 milicianos, defendendo a cidade contra o
exército de 100.000 soldados, sob o comando de Versalhes.
Assim como durante o período da comuna, na sua queda os revolucionários destruíram os símbolos do Segundo Império Francês - prédios administrativos e palácios - e executaram reféns, em sua maioria clérigos, militares e juízes. Na perspectiva dos communards, derrubar a velha ordem e tudo que com ela tinha vínculo era preciso para que novas instituições pudessem florescer.
Ao todo, a Comuna de Paris executou cem pessoas e matou outras
novecentas na defesa da cidade. As tropas de Thiers, por outro lado,
executaram 20.000 pessoas, número que, somado às baixas em combate,
provavelmente alcançou a cifra dos 80.000 mortos. 40.000 pessoas foram
presas e muitas delas foram torturadas e executadas sem qualquer
comprovação de que fossem de facto membros da Comuna. As execuções só
pararam por medo de que a quantidade imensa de cadáveres pudesse causar
uma epidemia de doenças.
A Comuna é considerada, por grupos políticos revolucionários posteriores
(anarquistas, comunistas, situacionistas), como a primeira experiência
moderna de um governo popular. Um acontecimento histórico resultante
da iniciativa de grupos revolucionários e da espontaneidade política
das massas, no meio de circunstâncias dramáticas, de uma guerra perdida
(Guerra franco-prussiana) e de uma guerra civil em curso.
A Torre de Anto, primitivamente denominada como Torre do Prior do Ameal, e atualmente como Casa do Artesanato ou Núcleo Museológico da Memória da Escrita, localiza-se na antiga freguesia de Almedina, concelho de Coimbra, distrito de Coimbra, em Portugal.
Trata-se de uma antiga torre, integrante da cerca medieval da cidade, aproximadamente a meio da maior de suas encostas, sobranceira ao rio Mondego.
Como outras torres daquela cerca, perdida a sua função defensiva, foi
transformada em unidade habitacional na primeira metade do século XVI. Data deste período a a sua designação como Torre do Prior do Ameal, assim como a sua atual aparência, com alterações menores posteriores.
Esta torre celebrizou-se por ter sido a residência do poetaAntónio Pereira Nobre (1867-1900), quando estudante, no final do século XIX. Daí deriva o nome pelo qual é melhor conhecida hoje, conforme o verso, em uma placa epigráfica, na sua fachada:
"O poeta aqui viveu no oiro do seu Sonho
Por isso a Torre esguia o nome veio d'Anto
Legenda d'Alma Só e coração tristonho
Que poetas ungiu na graça do seu pranto"
Uma segunda placa epigráfica na mesma fachada esclarece ainda:
"Esta Torre de Anto foi assim chamada por António Nobre, o grande poeta do Só,
que nela morou e a cantou nos seus versos. E habitou-a mais tarde
Alberto d'Oliveira, ilustre escritor e diplomata, o grande amigo de
António Nobre e da Coimbra amada."
O Paço de Sobre-Ribas, vizinho à Torre de Anto, também incorpora parte da antiga cerca da cidade.
Características
De pequenas dimensões, apresenta planta quadrangular, com quatro pavimentos interligados entre si por uma escada em caracol. A sua cobertura é em telhado de quatro águas.
Muitas famílias sul-africanas tradicionais e antigas são descendentes de Eva Krotoa, uma khoisan que teve filhos com um colono holandês, e cujos filhos se integraram à comunidade colonial estabelecida pelos Países Baixos:
De Klerk é um dos descendentes de Eva Krotoa. Dentre os descendentes de
Eva Krotoa, encontram-se também outros líderes sul-africanos famosos,
tais como: o presidente do TransvaalPaul Kruger e o primeiro-ministro da África do SulJan Smuts.
De Klerk é conhecido por fazer terminar o regime de apartheid, a política de segregação racial da África do Sul, permitindo à maioria negra direitos civis iguais aos brancos, asiáticos ou membros de outra qualquer etnia, transformando o seu país numa democracia.
Em 1994, Nelson Mandela torna-se presidente do país, com De Klerk
como vice presidente. Três anos depois, De Klerk abandona a vida
política. Em 1998, o órgão responsável, pelo relatório de violação dos
direitos humanos durante o apartheid (a Comissão de Verdade e
Reconciliação) faz acusações contra De Klerk, que protesta na justiça e
ganha a causa.
José Pracana nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, a 18 de março de 1946.
Em 1964 inicia a sua carreira como amador, no universo do fado, estatuto
que manterá até à actualidade. Como guitarrista, acompanhou
assiduamente Alfredo Marceneiro, Teresa Tarouca, Maria do Rosário
Bettencourt, João Sabrosa, Vicente da Câmara, Manuel de Almeida, Alcindo
Carvalho, João Ferreira Rosa, João Braga, Carlos Zel, Carlos Guedes de
Amorim, Orlando Duarte, Arminda Alverenaz, entre outros.
Entre 1969 e 1972 dirigiu o Arreda, em Cascais, projecto que abandonou para ingressar na TAP.
Para além da participação em diversificados eventos culturais em
Portugal Continental, Açores e Madeira actuou também em Macau, Espanha,
França, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Hungria, Israel,
Tailândia, Zaire, República da África do Sul, Brasil, Argentina,
Venezuela, Estados Unidos da América, Canadá e México.
Desde 1968, tem participado em vários programas televisivos desde o Zip-Zip (1969), Curto-Circuito (1970), Um, Dois, Três (1985), Noites de Gala (1987), Piano Bar (1988), Regresso ao Passado (1991) e Zona Mais (1995), entre outros.
Foi autor de duas séries de programas alusivos ao Fado para a RTP:
“Vamos aos Fados”, uma série de cinco programas, em 1976; “Silêncio que
se vai contar o Fado”, uma outra série de cinco programas em 1992, a
convite da RTP Açores.
Colaborou na edição de Um Século de Fado (Ediclube, 1999) e organizou para a EMI/Valentim de Carvalho, a partir dos estúdios da Abbey Road, a remasterização digital de exemplares de 78 RPM para as sucessivas edições da colecção Biografias do Fado (de 1994 a 1998).
Colaborou, entre outros, no projecto Todos os Fados (Visão, abril 2005) e no ano de 2005 recebeu o Prémio Amália Rodrigues, na categoria de Fado Amador.
A partir de 2007 realizou no Museu do
Fado um ciclo consagrado às memórias do Fado e da Guitarra Portuguesa
onde presta homenagem ao tributo artístico de Armando Augusto Freire,
Alfredo Marceneiro, José António Sabrosa e Carlos Ramos. Foi co-autor do
programa da RTP “Trovas Antigas, Saudade Louca”.
José
Pracana faleceu em dezembro de 2016. Em 2019 o Museu do Fado inaugurou a
exposição temporária José Pracana, celebrando a vida e obra de uma das
mais multifacetadas personalidades da história do Fado.
Esta manobra régia impedira o inquérito pontifício pedido pelo próprio grão-mestre, o qual interno à Igreja, discreto e desenvolvido com base no direito canónico, emendaria a ordem das suas faltas promovendo a sua reforma interna.
A prisão, as torturas,
as confissões do grão-mestre, criam um conflito diplomático com a
Santa Sé, sendo o papa o único com autoridade para efetuar esta ação.
Depois de uma guerra diplomática face ao processo instaurado contra a ordem entre Filipe, o Belo e Clemente V, chegam a um impasse, pois estando o grão-mestre e o Preceptor da Normandia, Geoffroy de Charnay sob custódia dos agentes do rei, estão no entanto protegidos pela imunidade sancionada pelo papa e absolvidos não podendo ser considerados heréticos.
Em 1314 o rei
pressiona para uma decisão relativa à sorte dos prisioneiros. Já num
estado terminal da sua doença, com violentas hemorragias internas que o
impedem de sair do leito, Clemente V
ordena que uma comissão de bispos trate da questão. As suas ordens
seriam a salvação dos prisioneiros ficando estes num regime de prisão
perpétua sob custódia apostólica e assegurando ao rei
que a temida recuperação da ordem não será efectuada. Perante a
comissão Jacques de Molay e Geoffroy de Charnay proclamam a inocência
de toda a ordem face às acusações dirigidas a ela, a comissão pára o
processo e decide consultar a vontade do papa neste assunto.
Ao ver que o processo estava ficando fora do seu controle e estando a absolvição da ordem ainda pendente, Filipe, o Belo
decide um golpe de mão para que a questão templária fosse terminada,
ordena o rapto de Jacques de Molay e de Geoffroy de Charnay, então sob
a custódia da comissão de bispos, e ordena que sejam queimados na
fogueira na Ile de la Cité pouco depois das vésperas em 18 de março de 1314.
(...)
Jacques DeMolay, durante a sua morte na fogueira, intimou aos seus três carrascos a comparecer diante do tribunal de Deus, amaldiçoando os
descendentes do Rei da França, Filipe o Belo. O primeiro a morrer foi o
Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da Guarda e conselheiro real,
Guilherme de Nogaret, e no dia 27 de novembro de 1314 morreu o rei
Filipe IV, com 46 anos de idade.
Com os graus académicos de Licenciado, Mestre e Doutor em Geociências, Reilly é oficial da reserva da Marinha dos Estados Unidos. Como geólogo, participou de expedições científicas à Antártida e trabalhou para empresas particulares de exploração de minérios e prospecção de gás e petróleo do fim dos anos 70 ao começo dos anos 90. Paralelamente, participou de projetos de pesquisa biológica em águas profundas, passando 22 dias submerso em veículos de pesquisa marinha em grande profundidade, operados por institutos oceanográficos e pela marinha americana.
Mosaic memorial at the Bardo Museum to the victims of the attack
On 18 March 2015, three militants attacked the Bardo National Museum in the Tunisian capital city of Tunis, and took hostages.
Twenty-one people, mostly European tourists, were killed at the scene,
and an additional victim died ten days later. Around fifty others were
injured.
Two of the gunmen, Tunisian citizens Yassine Labidi and Saber
Khachnaoui, were killed by police, and the third attacker is currently
at large. Police treated the event as a terrorist attack.
The Islamic State of Iraq and the Levant
(ISIL) claimed responsibility for the attack, and threatened to commit
further attacks. However, the Tunisian government blamed a local
splinter group of al-Qaeda in the Islamic Maghreb, called the Okba Ibn Nafaa Brigade, for the attack. A police raid killed nine members ten days later.
Vanessa Lynn Williams (Tarrytown, 18 de março de 1963) é uma cantora, compositora e atriznorte-americana. Ficou famosa em 1983, por ter sido a primeira afro-americana a ser coroada Miss America,
embora o seu reinado tenha acabado abruptamente, devido a um
escândalo o qual a levou a abdicar do título. Vanessa, então,
lançou-se no ramo do entretenimento e chegou a receber nomeações para o
Emmy, o Grammy e o Tony.
É conhecida por interpretar a arrogante e inescrupulosa Wilhelmina Slater na série da TV norte-americanaUgly Betty, do qual faz parte desde 2006, e Renée Perry na famosa série Desperate Housewives, no ar desde outubro de 2004.
O principal trabalho da carreira científica de Marsh como paleontólogo foi o estudo de diversas espécies basais de equídeos.
Suas interpretações foram pioneiras no estabelecimento de uma linha
evolutiva, desde as formas primitivas do grupo até aos representantes
modernos do género Equus, e ajudaram a credibilizar a teoria da evolução de Charles Darwin.
Os equídeos não foram, no entanto, o único foco da sua carreira
científica. Marsh estudou muitos outros grupos e, em 1871, foi o
primeiro paleontólogo a identificar exemplares de pterossauros na América. Outras descobertas fundamentais da sua autoria foram diversas espécies de avescretácicas, como o Ichthyornis e o Hesperornis, e dinossauros como o Apatosaurus e o Allosaurus.
À medida que as descobertas de fósseis se desenvolviam e novas
espécies eram descritas, a paleontologia popularizou-se, em particular
devido a exemplares espectaculares de carnívoros de grandes dimensões
como o tiranossauro.
O interesse do público incentivou a criação de museus de história
natural, que competiam entre si pelas exibições mais atractivas. Em
consequência, a procura de fósseis acelerou, bem como a competição entre
paleontólogos por novas descobertas. Marsh protagonizou com Edward Drinker Cope uma rivalidade paleontológica que mereceu a designação de “guerra dos ossos” nos media
de então. Estimulados pela concorrência do adversário, Marsh e Cope
descreveram cerca de 120 novas espécies de dinossauro entre si, nos
finais do século XIX.
António Pereira Nobre (Porto, 16 de agosto de 1867 - Foz do Douro, 18 de março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poetaportuguês
cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista,
decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores
pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris, 1892),
é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas
simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a
rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere,
traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação
estrófica e rítmica dos poemas. Apesar da sua produção poética mostrar
uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis, ela insere-se decididamente nos cânones do simbolismo
francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a
introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas
e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo
nortenho. Faleceu, com apenas 32 anos de idade, após uma prolongada luta
contra a tuberculose pulmonar.
Vaidade, meu amor, tudo vaidade! Ouve: quando eu, um dia, for alguém, Tuas amigas ter-te-ão amizade, (Se isso é amizade) mais do que, hoje, têm. Vaidade é o luxo, a glória, a caridade, Tudo vaidade! E, se pensares bem, Verás, perdoa-me esta crueldade, Que é uma vaidade o amor de tua mãe... Vaidade! Um dia, foi-se-me a Fortuna E eu vi-me só no mar com minha escuna, E ninguém me valeu na tempestade! Hoje, já voltam com seu ar composto, Mas eu, vê lá! eu volto-lhes o rosto... E isto em mim não será uma vaidade?
Quando se aproximava o seu 50º aniversário de reinado, Jorge fez planos
de abdicar em favor de Constantino imediatamente depois das
celebrações do jubileu, em outubro de 1913.
Como fazia em Atenas, o rei foi passear por Salónica sem nenhuma força
significativa de proteção. Ele foi baleado nas costas por Aléxandros Schinas enquanto caminhava durante a tarde do dia 18 de março de 1913 perto da Torre Branca.
O atirador "disse pertencer a uma organização socialista" e "declarou
ao ser preso que havia matado o Rei por ele ter-se recusado a dar-lhe
dinheiro". A bala penetrou no coração do Rei e ele morreu imediatamente. O governo grego afirmou que o assassinato não teve motivações políticas, dizendo que Schinas era um vagabundo alcoólico. Ele foi torturado na prisão e matou-se ao atirar-se de uma janela da esquadra da polícia seis semanas depois.
O corpo de Jorge foi levado de volta a Atenas abordo do Amphitrite, sendo escoltado por uma frota de navios da marinha. O caixão do rei, enrolado nas bandeiras da Dinamarca e Grécia, foi velado três dias na Catedral Metropolitana de Atenas antes do seu corpo ser levado para o seu túmulo no Palácio de Tatoi.
Foi eleito pela revista Rolling Stone o 5º maior artista da música de todos os tempos e foi considerado o sétimo melhor guitarrista do mundo pela mesma revista.
Em 1989 dançou na União Soviética pela primeira vez desde que a abandonara. Nureyev fez a sua última aparição pública em outubro de 1992, como diretor na estreia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.
Nureyev morreu em 1993, em Paris, França, por complicações decorrentes de SIDA.
Na Guerra Civil Espanhola, deflagrada em julho de 1936, estava fundamentalmente em causa a implantação de um regime republicanoparlamentar ou por um fascista em Espanha, que poderia influenciar toda a Península Ibérica, e até mesmo o resto da Europa. Por esta razão, o Estado Novo, liderado pelo antiparlamentarista António de Oliveira Salazar, alinhou-se com o General nacionalista Francisco Franco,
sendo discutido pelos historiadores se foram ou não enviadas forças
militares portuguesas para Espanha (o que nunca foi reconhecido
oficialmente).
A posição e acção (sobretudo diplomática), a nível regional e
internacional, de Portugal sobre o conflito espanhol contribuíram muito
significativamente para que a causa não-parlamentar republicana vencesse
em Espanha. Esta grande ajuda do Estado Novo aos
nacionalistas/fascistas espanhóis levou com que Portugal e Espanha
assinassem mutuamente o tratado, em 17 de março de 1939.
Nos termos do documento, os dois países estabeleciam relações de amizade e
comprometiam-se a efectuar consultas diversas entre si, com vista a uma
acção concertada. Implicitamente, o que ficava consagrado era uma
identidade de interesses e um pacto entre dois regimes essencialmente
análogos, o Estado Novo e a ditadura do general Francisco Franco, que
estava prestes a emergir da guerra civil.
Curiosamente, as negociações que conduziram à assinatura do tratado
tiveram o apoio activo da diplomacia do Reino Unido, que via nesta
aliança um vantajoso contraponto, no próprio continente, às tentações
expansionistas da Alemanha e da Itália, potências que já marcavam presença forte na Guerra Civil de Espanha.
Os termos da aliança de 1939 foram precisados num protocolo adicional em 29 de julho de 1940, que instituía com valor obrigatório certas consultas mútuas entre os Estados ibéricos.
Terá sido em parte devido a estes compromissos com Portugal que a Espanha manteve a sua posição de não-beligerância ao longo da Segunda Guerra Mundial, embora alguns sectores políticos espanhóis se inclinassem para a intervenção no conflito.
Com a queda dos regimes salazarista e franquista, foi assinado entre os dois países, em 1978, um novo tratado de amizade e cooperação, mas sem a mesma componente militar do tratado original.