O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Filho de médicos, estudou no Colégio Marista
do Recife. Aos 12 anos ingressou na Escola de Belas Artes do Recife.
Foi aluno do violinista catalão Luís Soler e estudou canto lírico com
Arlinda Rocha.
Com a sua formação clássica, começou sua carreira na Orquestra de Câmara da Paraíba em João Pessoa, onde atuou até o final dos anos 60. Na mesma época participava da Orquestra Sinfónica do Recife, onde fazia também apresentações como solista.
Como contraponto à sua formação erudita, Antonio Nóbrega
participava de um conjunto de música popular com suas irmãs. "Só que a
música popular que eu compunha e tocava era a das rádios e da televisão:
Beatles, Jovem Guarda, a nascente MPB, Caetano Veloso, Edu Lobo".
Antonio Nóbrega, que até aquela ocasião tinha pouco
conhecimento da cultura popular, passou a manter contato intenso com
todas suas expressões, como os brincantes de caboclinho, de
cavalo-marinho e tantos outros, que passou a conhecer e pesquisar.
Nóbrega revelou-se um fenómeno, ao conseguir unir a arte
popular com a sofisticação. É, literalmente, um homem dos sete
instrumentos, capaz de cantar, dançar, tocar bateria, rabeca, violão etc. Realizou espetáculos memoráveis em teatros do Rio de Janeiro e de São Paulo, com destaques para Figural (1990) e Brincante (1992).
Antonio Nóbrega mudou-se para São Paulo em 1983, com o espetáculo O maracatu misterioso.
Terminou em 12 de novembro de 2006 a temporada paulistana do espetáculo 9 de Frevereiro, e, em seguida, iniciou a temporada carioca. Este espetáculo, cujo nome é uma alusão ao carnaval pernambucano e um trocadilho com frevo, explora várias formas de se tocar frevo: com uma orquestra de sopro, com um regional, com violino
e percussão etc. Também há várias das formas de se dançar frevo: com
apenas um dançarino (Nóbrega) em passos estilizados de dança moderna,
com vários dançarinos em passos de frevo, com e sem sombrinha e até o
público todo, em ciranda de frevo. Como não poderia faltar em um
espetáculo enciclopédico, há pelo menos dois momentos didáticos: em um a
orquestra explica várias modalidades e costumes do frevo, e Antonio
Nóbrega ensina uma pessoa da plateia a dançar frevo (fazer o passo).
Em 30 de junho de 2008, Antonio Nóbrega recebeu das mãos do político Chico Macena, em cerimónia realizada na Câmara Municipal de São Paulo, o título de Cidadão Paulistano, em reconhecimento por toda sua obra. Instituição da cultura pernambucana, Antonio Nóbrega e também o homenageado do Carnaval do Recife 2014 (junto com o frevo, recentemente reconhecido património imaterial da humanidade, frevo do qual ele é uma figura chave).
Em 2022, por vias da comemoração de seus 50 anos de carreira, Antonio foi convidado pela Universidade Estadual de Campinas para retornar a ministrar aulas no Programa “Hilda Hilst” do Artista Residente, em um ciclo de doze encontros.
Prémios e condecorações
Prêmio APCA, pelo espetáculo "O Reino do Meio-Dia" (1989)
Em 2013, o artista foi homenageado com uma exposição sobre sua vida no espaço "Ocupação" do Instituto Itaú Cultural, em São Paulo.
A exposição descreveu os detalhes biográficos e a trajetória artística,
apresentando fotos, documentos e entrevistas, disponíveis a posteriori
em versão digital.
Em 2023, a escola de samba Unidos do Porto da Pedra escolheu o enredo Lunário Perpétuo: A profética do saber popular para o carnaval de 2024, inspirado em espetáculo de Antonio Nóbrega e homenageando o artista.
Senna começou a sua carreira competindo no karting. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3, 2 anos após a sua estreia. O seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou a sua ascensão à Fórmula 1, fazendo a sua primeira aparição na categoria no Grande Prémio do Brasil, de 1984, pela equipe Toleman-Hart,
tendo abandonado a corrida na 8ª volta. Na sua primeira temporada,
Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e
a 9ª posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte,
trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipa pela qual venceu seis Grandes Prémios ao longo de três temporadas. Em 1988, juntou-se ao francêsAlain Prost (que seria o seu maior rival na sua carreira) na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipa. Os dois juntos venceram 15 dos 16 Grandes Prémios daquela temporada, e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989, e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte,
Senna ganhou o seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais
jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 - façanha que foi
mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou
ao tricampeonato, vencendo três anos consecutivos. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton Senna conseguiu terminar a temporada de 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou então uma transferência para a Williams em 1994.
A sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions
que deteve. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e
perícia, como demonstrado em atuações antológicas nos GPs de Mónaco de
1984, de Portugal, em 1985 e da Europa, em 1993. Senna ainda detém o
recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prémio de Mónaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou um estudo onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.
A
rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton
Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente
nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao desporto e dado
mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da
natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos,
uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC.
Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa.
Em 2014, foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, que veio a ser campeã do carnaval carioca.
É considerado um dos maiores ídolos do desporto no Brasil, sendo inclusive apelidado de herói nacional por parte dos media especializados em automobilismo.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarristaDorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em
1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo,
ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da
música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de
Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi),
na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas
temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi,
no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina,
pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon
Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte,
acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show
Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em
18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ),
o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade
Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês
de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de
Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e
provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de
"Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano
(RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em
1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção
"Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro
Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no
mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974,
com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto
Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro
Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier,
entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa,
no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança
dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins,
inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em
turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor
(Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista,
no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do
Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos,
iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano
seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do
grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha).
Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3
de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi
Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro,
seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de
mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado
do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim,
se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente
de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e
os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em
Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music,
o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada
de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo
ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos
Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto,
ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no
People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a
cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a
excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas
no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era
considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na
faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury,
do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos
comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo
ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP,
seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão
(TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de
Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito
executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então
sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se,
novamente, no Canecão,
em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo
país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua
tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima.
Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI).
Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela,
séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o
CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés)
e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton,
responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice,
filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de
Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti
e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo
César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e
Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós),
"Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto
Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio"
(Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e
Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento
do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD,
sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo
Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar
Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo
Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal
(percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi,
como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e
Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em
'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por
sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e
indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale),
produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do
repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia,
iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e
escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou,
com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo",
contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou
baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a
baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana
tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não
tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram
assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella
Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística
por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores,
entrando em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi,
programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da
grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme
sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.
Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas
por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas:
Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em
1963.
Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil,
em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio
de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto
Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas
crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos
filhos.
Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.
Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato.
O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com
atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci.
Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal
separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.
Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.
Morte
Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
É com
muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e
estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela
também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um
processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que
vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos
fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o
Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente
todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso
dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.
Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano.
Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo
pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal
e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um cancro renal que
o afetava há nove anos e o mantinha doente em casa, desde dezembro de
2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem ou Rosa Morena.
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Acalanto - Nana Caymmi e Dorival Caymmi É tão tarde A manhã já vem Todos dormem A noite também Só eu velo por você, meu bem Dorme, anjo O boi pega neném
Lá no céu deixam de cantar Os anjinhos foram se deitar Mamãezinha precisa descansar Dorme, anjo Papai vai te ninar
Boi, boi, boi Boi da cara preta Pega esta menina Que tem medo de careta
Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarristaDorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em
1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo,
ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da
música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de
Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi),
na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas
temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi,
no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina,
pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon
Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte,
acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show
Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em
18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ),
o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade
Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês
de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de
Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e
provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de
"Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano
(RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em
1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção
"Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro
Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no
mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974,
com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto
Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro
Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier,
entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa,
no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança
dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins,
inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em
turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor
(Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista,
no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do
Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos,
iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano
seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do
grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha).
Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3
de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi
Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro,
seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de
mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado
do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim,
se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente
de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e
os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em
Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music,
o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada
de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo
ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos
Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto,
ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no
People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a
cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a
excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas
no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era
considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na
faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury,
do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos
comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo
ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP,
seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão
(TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de
Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito
executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então
sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se,
novamente, no Canecão,
em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo
país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua
tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima.
Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI).
Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela,
séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o
CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés)
e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton,
responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice,
filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de
Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti
e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo
César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e
Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós),
"Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto
Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio"
(Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e
Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento
do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD,
sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo
Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar
Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo
Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal
(percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi,
como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e
Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em
'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por
sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e
indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale),
produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do
repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia,
iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e
escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou,
com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo",
contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou
baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a
baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana
tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não
tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram
assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella
Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística
por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores,
entrando em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi,
programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da
grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme
sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.
Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas
por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas:
Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em
1963.
Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil,
em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio
de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto
Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas
crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos
filhos.
Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.
Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato.
O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com
atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci.
Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal
separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.
Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.
Morte
Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
É com
muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e
estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela
também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um
processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que
vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos
fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o
Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente
todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso
dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.
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