O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Segundo Emília Viotti da Costa a estrutura construída na Independência
fez com que fosse organizado um sistema político que colocava os
municípios dependentes das províncias e estas, ao poder central; e ainda
"adotaram um sistema de eleições indiretas baseado no voto
qualificado (censitário), excluindo a maior parte da população do
processo eleitoral. Disputaram avidamente títulos de nobreza e
monopolizaram posições na Câmara, no Senado, no Conselho de Estado e nos
Ministérios".
Tal "Conselho de Estado", implementava o Poder Moderador
instituído por Pedro I, quando dissolvera a Constituinte: formado por
membros vitalícios, nomeados pelo monarca, não mais que em número de
dez, tinham por função ser ouvidos "em todos os negócios graves e
medidas gerais de pública administração, principalmente sobre a
declaração de guerra, ajuste de paz, negociações com as nações
estrangeiras, assim como em todas as ocasiões em que o imperador se
propunha exercer qualquer das atribuições do Poder Moderador" - e ao qual se opunham fortemente os liberais.
Ocorrera em 1830 em França uma revolta liberal que depusera o rei Carlos X, e influenciara os demais países com as ideias liberais. No Brasil surgem jornais como o Aurora Fluminense, no Rio, que fazem forte oposição ao ministério conservador imposto por Pedro I.
Evaristo da Veiga escrevera, no Aurora: "Se a vontade do povo for dominada pelo terror, a nossa liberdade será reduzida, necessariamente, a uma mera sombra". Em São PauloLibero Badaró comandava o periódico Observador Constitucional,
onde protestava contra autoridades, muitas delas ainda portuguesas.
Badaró, um jornalista italiano radicado no Brasil, é assassinado numa
emboscada, causando tal crime profunda impressão na opinião pública.
Procurando minimizar os ânimos liberais, empreende o imperador uma viagem a Minas Gerais, com intuito de minimizar as agitações liberais que eram capitaneadas por Bernardo Pereira de Vasconcelos; mas lá o recebem friamente.
Quando retorna à Corte, teria já o imperador pensado na abdicação. Os
portugueses locais realizam uma manifestação em seu apoio, com
luminárias, entrando em conflito com os nacionais, naquela que passou à
história com o nome de Noite das Garrafadas.
A inabilidade de Pedro I faz com que, a um Ministério moderado, nomeie
um absolutista, em substituição. O povo exige a volta da equipe
anterior, ajuntando-se no Campo da Aclamação. O Imperador, sendo
comunicado da exigência popular, responde que "Tudo farei para o povo, nada, porém, pelo povo".
As tropas aderem ao movimento, deixando o monarca sem o apoio das
armas. Numa última tentativa de compor um novo ministério, desta feita
de acordo com os anseios populares, procura o Senador Vergueiro. Mas este não é encontrado.
Abdicação e partida
Usando do direito que a Constituição
me concede, declaro que tenho muito voluntariamente abdicado na pessoa
de meu muito amado e prezado filho, o Senhor D. Pedro de Alcântara.
Boa Vista, 7 de abril de mil oitocentos e trinta e um, décimo da Independência e do Império
Pedro
Após escrever a sua abdicação, o agora ex-imperador entrega o papel da renúncia ao mesmo major Miguel de Frias e Vasconcelos (comandante da Fortaleza de São José da Ilha das Cobras) que lhe viera comunicar o estado de ânimo das tropas e do povo, dizendo-lhe então, com os olhos marejados: "Aqui está a minha abdicação; desejo que sejam felizes! Retiro-me para a Europa e deixo um país que amei e que ainda amo." Eram duas horas da madrugada do dia 7 de abril de 1831.
Viriato Correia fez a seguinte descrição dos momentos seguintes:
"As crónicas da época pintam de
uma maneira emocionante o momento em que Pedro I, depois da abdicação,
se foi despedir do filho imperador. É noite. O monarca menino dorme
tranquilamente no seu leito de criança. D. Pedro entra no quarto e para
junto do menino. Não tem coragem de acordá-lo. Fita-o demoradamente.
As lágrimas ensopam-lhe os olhos; os soluços vão sufocar-lhe a garganta
e ele, temendo aquela fraqueza, sai do aposento, enxugando os olhos."
Na manhã do mesmo dia o ex-Imperador embarca no navio inglêsWarspite, acompanhado da Imperatriz D. Amélia e da filha, D. Maria, deixando no Brasil, além de Pedro II, as meninas D. Januária (com 9 anos), D. Paula (8 anos) e D. Francisca (7 anos), filhos de seu primeiro casamento; D. Amélia estava, então, grávida de três meses.
A nau inglesa, contudo, não partiu para a Europa. Dias depois do embarque o ex-monarca transfere-se com a esposa para a fragataVolage, enquanto D. Maria segue na corvetafrancesaLa Seine - estas sim partindo rumo à Europa. Como tutor do futuro imperador o monarca deixou José Bonifácio, com quem se reconciliara pouco tempo antes.
Na Europa, D. Pedro empreende uma luta contra o seu irmão, D. Miguel,
a fim de assegurar para a filha Maria a sucessão do trono português.
No Brasil, dada a menoridade de Pedro II, tem início o conturbado e
importante período regencial.
Pode-se resumir brevemente a sua atuação dizendo que foi ministro do
Reino e dos Negócios Estrangeiros de janeiro de 1822 a julho de 1823. De
início, colocou-se em apoio à regência de D. Pedro de Alcântara. Proclamada a Independência, organizou a ação militar contra os focos de resistência à separação de Portugal, e comandou uma política centralizadora. Durante os debates da Assembleia Constituinte, deu-se o rompimento dele e de seus irmãos Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva
com o imperador. Em 16 de julho de 1823, D. Pedro I demitiu o
ministério e José Bonifácio passou à oposição. Após o fechamento da
Constituinte, em 11 de novembro de 1823, José Bonifácio foi banido e exilou-se na França durante seis anos. De volta ao Brasil, e reconciliado com o imperador, assumiu a tutoria do seu filho quando o Imperador D. Pedro I abdicou, em 1831. Permaneceu como tutor do futuro imperador até 1833, quando foi demitido pelo governo da Regência.
Cedo demonstrou vocação para as pesquisas científicas. A exploração de minas conhecia um auge considerável com o crescimento das necessidades ligadas à revolução industrial.
José Bonifácio concluiu, em 16 de junho de 1787, o seu curso de Filosofia
Natural e, a 5 de julho de 1788, o de Leis. Recebeu em Portugal apoio
do duque de Lafões, D. João de Bragança, que, em 1780, fundara a Academia das Ciências de Lisboa e, a 8 de julho de 1789 fez, perante o Desembargo do Paço, a leitura que o habilitava a exercer os lugares da magistratura. Cinco meses antes, em 4 de março, fora admitido como sócio livre da Academia, o que lhe abrira os caminhos de uma carreira de cientista.
Por temperamento, interessava-se por estudos de que resultassem em
alguma utilidade, colocando a ciência a serviço do aperfeiçoamento
humano. Tinha por divisa: Nisi utile est quod facimus, stulta est gloria. A sua primeira memória apresentada à Academia foi Memória sobre a Pesca das Baleias e Extração de seu Azeite: com algumas reflexões a respeito das nossas pescarias.
Visita à Europa
Foi comissionado, em 18 de fevereiro de 1790, para empreender, às custa do Real Erário, uma excursão científica pela Europa, para adquirir, por meio de viagens literárias e explorações filosóficas, os conhecimentos mais perfeitos de mineralogia e mais partes da filosofia e história natural.
Assim, nos meados de 1790, José Bonifácio estava em Paris na fase inicial da Revolução Francesa. Cursou, de setembro de 1790 a janeiro de 1791, os estudos de química e mineralogia e, até abril, aulas na Escola Real de Minas. Os seus biógrafos citam contactos com Lavoisier, Chaptal, Jussieu
e outros. Foi eleito sócio-correspondente da Sociedade Filomática de
Paris e membro da Sociedade de História Natural, para a qual escreveria
uma memória sobre diamantes
no Brasil, desfazendo erros. Já não era um simples estudante - começava
a falar com voz de mestre. Partiu depois para aulas práticas na Saxónia, em Freiburgo,
cuja Escola de Minas frequentou em 1792, recebendo dois anos mais tarde
um atestado de que havia frequentado um curso completo de Orictognosia e outro de Geognosia. Ali cursou também a disciplina de siderurgia, com o professor Abraham Gottlob Werner.
Percebia o atraso de Coimbra em relação a outros centros de estudo na
Europa - a escola de Freiberg marcaria sua orientação. Ali teve como
amigos Alexander von Humboldt, Leopold von Buch e Del Río. Percorreu minas do Tirol, da Estíria e da Caríntia. Foi a Pavia, na Itália, ouvir lições de Alessandro Volta; em Pádua, investigou a constituição geológica dos Montes Eugâneos, escrevendo a respeito um trabalho em 1794, chamado Viagem geognóstica aos Montes Eugâneos. Onde deu completo desenvolvimento a seus estudos foi na Suécia e na Noruega, a partir de 1796, caracterizando em jazidas locais quatro espécies minerais novas (entre os quais a petalita e o diópsido) e oito variedades que se incluíam em espécies já conhecidas - a todos esses minerais descreveu pela primeira vez e deu nome.
Viajou mais de dez anos pela Europa, absorto em seus trabalhos
científicos e, aos 37 anos, era um cientista conhecido e consagrado.
Regressou a Portugal em setembro de 1800. Visitara, além dos países
citados, a Dinamarca, a Bélgica, os Países Baixos, a Hungria, a Inglaterra e a Escócia.
Ismael nasce em Belém do Pará, filho do doutor Ismael Ribeiro Nery e
dona Marietta Macieira Nery. Seus avós paternos, eram Elzeário Ariano
Ribeiro Nery e Leontina Leopoldina de Andrade, e maternos João Vicente
da Silva Macieira e Maria Lopes da Cunha e Silva Macieira, sendo esta
filha de Domingos Lopes da Cunha e Clara Joaquina Simões Lopes, que eram
proprietários da fazenda do Campinho, em Madureira no Rio de Janeiro.
Ismael cresceu junto dos pais e tias maternas, Alaíde e Maria José
Macieira. Em 1909 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1917, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Viajou pela Europa em 1920, tendo frequentado a Academia Julian, em Paris.
De volta ao Brasil, trabalha como desenhista na seção de Arquitetura e
Topografia da Diretoria do Patrimônio Nacional, órgão ligado ao
Ministério da Fazenda. Lá conhece o poetaMurilo Mendes que se tornaria seu grande amigo e incentivador de sua obra.
Em 1922, casou-se com a poetisa Adalgisa Maria Ferreira. Nessa época realizou obras de tendência expressionista. Em 1926, deu início ao seu sistema filosófico de fundamentação católica e neotomista, denominado de Essencialismo. Em 1927 fez nova viagem a Europa, onde entrou em contato com Marc Chagall, André Breton e Marcel Noll, dentre outros surrealistas. A sua obra sofreu, também, a influência metafísica de Giorgio de Chirico e do cubismo de Picasso. Seus temas remetem-se sempre à figura humana: retratos, auto-retratos e nus.
Não se interessou pelos temas nacionais, indígenas e afro-brasileiros,
que considerava regionalistas e limitados. Dedicou-se a várias técnicas
aplicadas em desenhos e ilustrações de livros. Foi, também, cenógrafo.
Em 1929, depois de uma viagem à Argentina e Uruguai, um diagnóstico revelou que ele era portador de tuberculose, o que o levou a internar-se no Sanatório de Correas, em Petrópolis (RJ), por dois anos. Saiu de lá aparentemente curado. No entanto, em 1933, a doença voltou de forma irreversível. A partir daí, suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas.
Ismael morreu em 6 de abril de 1934, aos trinta e três anos de
idade, na sua residência à avenida Carlos Peixoto 10, em Botafogo, Rio
de Janeiro. Foi sepultado no cemitério do Caju, vestindo um hábito dos franciscanos, numa homenagem dos frades à sua ardorosa fé católica. Deixou 2 filhos, Ivan e Emanuel.
A mãe de Ismael, dona Marietta, apelidada de "irmã Verônica",
também era muito religiosa e sofreu até o fim a morte do filho,
falecendo em 1953. Além de Ismael, ela já havia perdido o marido, o
filho João Vicente, seus pais e um irmão, João Macieira.
A obra de Nery permaneceu ignorada do público e da crítica até 1965, quando teve seu nome inscrito na 8ª Bienal de São Paulo, na Sala Especial de Surrealismo e Arte Fantástica. Suas obras foram expostas também na 10ª Bienal de São Paulo. Foram feitas retrospetivas em 1966, no Rio de Janeiro, e em 1984, no MAC-USP.
Começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e posteriormente no Jornal do Brasil, em 1963. Os seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.
Em 1960 lançou a primeira revista em quadradinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadradinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.
A revista da Turma do Pererê, teve outras passagens pelas bancas, numa
edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de
almanaque pela Editora Abril na década de 90.
Em 1960 recebeu o "Nobel" Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prémio Merghantealler, principal prémio da imprensa livre da América Latina.
Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Incansável, Ziraldo ainda hoje colabora em diversas publicações, e
está sempre envolvido em novas iniciativas. Uma das mais recentes foi a
"Revista Bundas", uma publicação de humor sobre o quotidiano que faz uma brincadeira com a revista "Caras",
esta, voltada para o dia a dia de festas e ostentação da elite
brasileira. Ziraldo foi também o fundador da revista "A Palavra" em
1999.
Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas "Private Eye" da Inglaterra, "Plexus" da França e "Mad", dos Estados Unidos.
Desde o ano de 2000 participa da "Oficina do Texto", maior
iniciativa de coautoria de livros do Mundo, Criada por Samuel Ferrari
Lago então diretor do Portal Educacional, onde já ilustrou histórias que
ganharam textos de alunos de escolas do Brasil todo, totalizando aproximadamente um milhão de diferentes obras editadas em coautoria com igual número de crianças.
Em 2013, durante uma viagem a Alemanha, Ziraldo teve um enfarte leve, necessitando fazer um cateterismo. Em 2018, sofreu um AVC e chegou a ficar internado em estado grave.
Nos quatro anos seguintes, sofreu outros dois AVCs, o que o fez ficar
com a saúde debilitada. Por causa disso, passou a aparecer em público em
poucas ocasiões. Nos últimos meses, Ziraldo passava a maior parte do tempo acamado e se alimentando por sonda.
Na tarde do dia 6 de abril de 2024, em torno das 15.00 horas, aos 91
anos, Ziraldo morreu na sua casa enquanto dormia, segundo a sua família. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
lamentou a morte de Ziraldo e afirmou que "O Brasil perdeu neste
sábado, 6/4, um de seus maiores expoentes da cultura, da imprensa, da
literatura infantil e do imaginário do país." Várias instituições prestaram homenagens ao cartunista, como os clubes de futebol Flamengo, Atlético Mineiro e Corinthians. Mais tarde, no mesmo dia, uma de suas filhas revelou que a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. No dia seguinte, o corpo de Ziraldo foi velado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e sepultado no Cemitério de São João Batista.
Lima Duarte, nome artístico de Ariclenes Venâncio Martins (Sacramento, 29 de março de 1930), é um ator, diretor de telenovela, radialista, dobrador e apresentadorbrasileiro. Além de pioneiro da televisão,
estando presente no momento da sua inauguração, é considerado um dos
mais importantes atores do Brasil, tornando-se famoso através de
vários papéis memoráveis ao longo da história da telenovela brasileira.
Casada com João Gilberto,
entre 1959 e 1964, foi o seu grande incentivador a vencer seu medo de
palco e em 1963, mesmo ainda sendo uma cantora amadora na época, e pelo
seu inglês excelente (seu pai era professor de línguas), foi a primeira
que gravou a versão em inglês de Garota de Ipanema, a segunda música mais gravada de todos os tempos.
Com a sua carreira construída quase completamente no exterior do seu país natal, é
amplamente mais conhecida fora do Brasil, facto sobre o qual chegou a
desabafar.
Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa polícia e televisão Vamos celebrar o nosso governo E nosso estado que não é nação Celebrar a juventude sem escolas As crianças mortas Celebrar nossa desunião Vamos celebrar Eros e Thanatus Perséphone e Hades Vamos celebrar nossa tristeza Vamos celebrar nossa vaidade Vamos comemorar como idiotas A cada fevereiro e feriado Todos os mortos nas estradas E os mortos por falta de hospitais Vamos celebrar nossa justiça A ganância e a difamação Vamos celebrar os preconceitos E o voto dos analfabetos Comemorar a água podre Todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros Nosso castelo de cartas marcadas O trabalho escravo e nosso pequeno universo Toda a hipocrisia e toda a afetação Todo o roubo e toda a indiferença Vamos celebrar epidemias É a festa da torcida campeã Vamos celebrar a fome Não ter a quem ouvir Não se ter a quem amar Vamos alimentar o que é maldade Vamos machucar um coração Vamos celebrar nossa bandeira Nosso passado de absurdos gloriosos Tudo o que é gratuito e feio Tudo o que é normal Vamos cantar juntos o hino nacional (A lágrima é verdadeira) Vamos celebrar nossa saudade E comemorar a nossa solidão Vamos festejar a inveja A intolerância e a incompreensão Vamos festejar a violência E esquecer a nossa gente Que trabalhou honestamente a vida inteira E agora não tem mais direito a nada Vamos celebrar a aberração De toda nossa falta de bom senso Nosso descaso por educação Vamos celebrar o horror de tudo isso Com festa, velório e caixão Está tudo morto e enterrado agora Já aqui também podemos celebrar A estupidez de quem cantou essa canção Venha, meu coração está com pressa Quando a esperança está dispersa Só a verdade me liberta Chega de maldade e ilusão Venha, o amor tem sempre a porta aberta E vem chegando a primavera Nosso futuro recomeça Venha, que o que vem é perfeição
I'm so happy 'cause today I've found my friends They're in my head I'm so ugly, but that's ok 'Cause so are you Yeah!
E a nossa história Não estará pelo avesso assim sem final feliz Teremos coisas bonitas pra contar E até lá vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra tras Apenas começamos O mundo começa agora, ah! Apenas começamos!
Foi um dos expoentes da lambada e brega, ritmo latino que se tornou febre no Brasil nos anos 80.
Desde a adolescência, Alípio sonhava em tornar-se músico profissional e
fazer sucesso, sonho esse que manteve até à sua morte. Aos 15 anos,
fugiu de casa sem dinheiro e viajou de navio, como passageiro
clandestino, para o Rio de Janeiro, numa viagem de aproximadamente 30 dias. Na viagem, foi descoberto pelo cozinheiro do navio, porém, conseguiu chegar a um acordo com a tripulação ao confessar seu sonho.
Alípio Martins acreditava ser melhor produtor musical do que cantor.
Vários artistas que gravaram com Alípio recordam-se das histórias e das
técnicas utilizadas por ele durante as gravações. Entre seus principais
sucessos, destacam-se "Garota", "Lá Vai Ele", "Onde Andará Você", "Vem
Me Amar" e "Pra Mim Você Morreu". Como compositor escreveu grandes
sucessos como "Quero Você, "Ei você, pssiu", "Menina do Interior".
Os seus grandes parceiros como compositor foram Marcelle, José Orlando, Chico Roque e Jesus Couto.
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