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quinta-feira, setembro 24, 2026

Josué de Castro morreu há cinquenta e três anos...

(imagem daqui)
       
Josué Apolônio de Castro (Recife, 5 de setembro de 1908 - Paris, 24 de setembro de 1973), mais conhecido como Josué de Castro, foi um influente médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor, ativista brasileiro que dedicou sua vida ao combate à fome. Destacou-se no cenário brasileiro e internacional, não só pelos seus trabalhos ecológicos sobre o problema da fome no mundo, mas também no plano político em vários organismos internacionais.
Partindo de sua experiência pessoal no Nordeste brasileiro, publicou uma extensa obra que inclui: "Geografia da Fome", "Geopolítica da Fome", "Sete Palmos de Terra e um Caixão" e "Homens e Caranguejos". Exerceu a Presidência do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e foi também embaixador brasileiro na Organização das Nações Unidas (ONU).
Recebeu da Academia de Ciências Políticas dos Estados Unidos, o Prémio Franklin D. Roosevelt, o Conselho Mundial da Paz lhe ofereceu o Prémio Internacional da Paz e o governo francês condecorou-o, sendo Oficial da Legião de Honra.
Logo após o Golpe de Estado de 1964, teve seus direitos políticos suspensos pela ditadura militar.
      
(...)   
       
No exílio, sentiu agudamente a falta do Brasil, a ponto de declarar que "não se morre apenas de enfarte ou de glomerulonefrite crónica, mas também de saudade". Faleceu em Paris, em 24 de setembro de 1973, quando esperava o passaporte que o traria de volta ao Brasil. O passaporte chegou, porém já era tarde. O seu corpo foi enterrado no cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.
     

quarta-feira, setembro 23, 2026

terça-feira, setembro 22, 2026

Gonzaguinha nasceu há oitenta e um anos...

     
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 - Renascença, 29 de abril de 1991) foi um cantor e compositor brasileiro.

Biografia
Gonzaguinha era filho adotivo do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil.
Compôs a primeira canção, Lembranças da Primavera, aos 14 anos, e, em 1961, com 16 anos, foi morar em Cocotá com o pai, para estudar. Voltou para o Rio de Janeiro para estudar Economia, na Universidade Cândido Mendes. Na casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins. Conheceu também a primeira mulher, Ângela, com quem teve 2 filhos: Daniel e Fernanda. Teve depois uma filha com a atriz Sandra Pêra, a atriz e cantora Amora Pêra. Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante papel na música popular do Brasil nos anos 70 e, em 1971, resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação.
Caraterizado por uma postura crítica da ditadura, submeteu-se ao Departamento de Ordem Política e Social - DOPS (órgão do governo brasileiro, utilizado principalmente durante o Estado Novo e mais tarde no Regime Militar de 1964, cujo objetivo era controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder). Assim, das 72 canções mostradas, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, Comportamento Geral. Neste início de carreira, a apresentação agressiva e pouco agradável aos olhos dos meios de comunicação lhe valeram o apelido de "cantor rancor", com canções ásperas, como Piada infeliz e Erva. Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 70, começou a modificar o discurso e a compor canções de tom mais aprazível para o público da época, como Começaria tudo outra vez, Explode Coração, Grito de alerta e O que é o que é e também temas de reggae, como Nem o pobre nem o rei.
As composições foram gravadas por muitos dos grandes intérpretes da MPB, como Maria Bethânia, Zizi Possi, Simone, Elis Regina (Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Dentre estas, destaca-se Simone, com os grandes sucessos de Sangrando, Mulher, e daí e Começaria tudo outra vez, Da maior liberdade, É, Petúnia Resedá.
Em 1975 dispensou os empresários e tornou-se um artista independente, o que o fez em 1986 fundar o selo Moleque, pelo qual chegou a gravar dois trabalhos.
Nos últimos doze anos de vida, Gonzaguinha viveu em Belo Horizonte com a segunda mulher, Louise Margarete Martins (Lelete) e a filha deles, a sua filha mais nova, Mariana.
Gonzaguinha morreu aos 45 anos, a 29 de abril de 1991, ao regressar de uma apresentação no Paraná, vítima de acidente automobilístico numa rodovia no sudoeste daquele Estado. 
    
 

José Maurício Nunes Garcia nasceu há 259 anos

 
José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1767 – 18 de abril de 1830) foi um padre católico, professor de música, maestro, multi-instrumentista e compositor brasileiro.
Mulato, descendente de escravos, nasceu pobre, mas recebeu uma educação sólida, tanto em música como em letras e humanidades. Optou pela carreira na Igreja por devoção mas, provavelmente, também por praticidade, sendo um meio de garantir um futuro decente, especialmente para pessoas de sua condição social. As suas elevadas qualificações artísticas e intelectuais revelaram-se cedo e, de certo modo, fizeram a sociedade escravocrata da sua época atenuar as fortes restrições de acesso a posições de prestígio que colocava contra os negros e pardos como ele, mas não o livraram completamente dos infortúnios gerados pelo preconceito.
 
 

Antônio Conselheiro morreu há 129 anos

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Estátua em madeira representando Antônio Conselheiro no memorial em Quixeramobim
  
Antônio Vicente Mendes Maciel (Nova Vila de Campo Maior, 13 de março de 1830 - Canudos, 22 de setembro de 1897), mais conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, que se autodenominava "o peregrino", foi um líder religioso brasileiro.
Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1896.
A imprensa dos primeiros anos da República e muitos historiadores, para justificar o genocídio, retrataram-no como um louco, fanático religioso e contra-revolucionário monárquico perigoso.
Herói do Brasil, lutou pelos grupos sociais menos favorecidos, numa época em que a escravatura e a opressão eram naturais.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b5/Ilustra%C3%A7%C3%A3o_de_1897_de_Ant%C3%B4nio_Conselheiro.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

(...)

Em 22 de setembro de 1897, morre Antônio Conselheiro. Não se sabe ao certo qual foi a causa de sua morte. As razões mais citadas são ferimentos causados por uma granada, e uma forte "caminheira" (disenteria).
Em 5 de outubro de 1897 são mortos os últimos defensores de Canudos, e o exército inicia a contagem das casas do arraial. No dia seguinte o cadáver de Antônio Conselheiro é encontrado, enterrado no Santuário de Canudos, e sua cabeça é cortada e levada até a Faculdade de Medicina de Salvador para ser examinada pelo Dr. Nina Rodrigues, pois para a ciência da época, "a loucura, a demência e o fanatismo" deveriam estar estampados nos traços de seu rosto e crânio. O arraial de Canudos é completamente destruído.
 
A única foto conhecida de Antônio Conselheiro, místico rebelde e líder espiritual do arraial de Canudos (1893-1897), Bahia, Brasil - foto tirada duas semanas após a sua morte, pelo fotógrafo Flávio de Barros

quarta-feira, setembro 16, 2026

O músico Falcão faz hoje 69 anos

 
Marcondes Falcão Maia (Pereiro, 16 de setembro de 1957), mais conhecido pelo seu nome artístico Falcão, é um arquiteto, apresentador de televisão, ator, cantor, compositor, humorista e músico brasileiro notado pelo estilo irreverente e cómico. Tem dez discos gravados, com sucessos como as canções I'm Not Dog No, Black People Car, Holiday Foi Muito e I Love You Tonight.

  

in Wikipédia

 

Dona Canô nasceu há 119 anos...

   
Claudionor Viana Teles Veloso (Santo Amaro, Bahia, 16 de setembro de 1907 - Santo Amaro, 25 de dezembro de 2012), mais conhecida como Dona Canô, foi uma cidadã centenária brasileira, conhecida por ser mãe de dois importantes nomes da música popular brasileira, Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Além dos dois célebres músicos, Dona Canô foi mãe de mais seis filhos, dos quais duas eram filhas adotivas. Era viúva de José Teles Veloso (seu Zeca), funcionário público dos Correios, falecido em 13 de dezembro de 1983, aos 82 anos.
Considerada uma das mais ilustres cidadãs de Santo Amaro da Purificação, teve publicadas as suas memórias no livro “Canô Velloso, lembranças do saber viver”, escrito pelo historiador Antônio Guerreiro de Freitas e por Arthur Assis Gonçalves da Silva. Organizava periodicamente um Terno de Reis na cidade.
   

Carlos Gomes, o famoso compositor de ópera brasileiro, morreu há cento e trinta anos...

   
Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 - Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo surrealista, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala. É o autor da ópera O Guarani.
   
 

segunda-feira, setembro 14, 2026

Marcos Valle celebra hoje oitenta e três anos

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Marcos Kostenbader Valle (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1943) é um compositor, cantor, instrumentista e arranjador brasileiro.

Escreveu muitos temas para telenovelas, dentre elas Pigmalião 70 e Os Ossos do Barão, além de ser co-autor da canção de Natal da Rede Globo "Um novo tempo" ("Hoje é um novo dia / de um novo tempo / que começou...").

 

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domingo, setembro 13, 2026

O acidente radiológico de Goiânia foi há 39 anos...

(imagem daqui)
  
  
O acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como acidente com o césio-137, foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início a 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias foi encontrado dentro de uma clínica abandonada, no centro de Goiânia, em Goiás. Foi classificado de nível 5 (acidentes com consequências de longo alcance) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, que vai de zero a sete, em que o menor valor corresponde a um desvio, sem significado em questões de segurança, enquanto no outro extremo estão localizados os acidentes graves.
O instrumento foi encontrado por sucateiros de um ferro-velho local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi desmontado e dadas amostras a terceiros, gerando um rastro de contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas. O acidente com césio-137 foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior do mundo ocorrido fora de centrais nucleares.
    
Fonte contaminadora
A contaminação em Goiânia foi originada por uma cápsula que continha cloreto de césio - um sal obtido a partir do radioisótopo 137 do elemento químico césio. A cápsula radioativa era parte de um equipamento radioterapêutico onde, dentro deste, se encontrava, revestida por uma caixa protetora de aço e chumbo. Essa caixa protetora possuía uma janela, feita de irídio, que permitia a passagem da radiação para o exterior.
A caixa contendo a cápsula radioativa estava, por sua vez, posicionada num contentor giratório que dispunha de um colimador. Este servia para direcionar o feixe radioativo, bem como para controlar a sua intensidade.
Não se pôde conhecer ao certo o número de série da fonte radioativa, mas pensa-se que ela tenha sido produzida por volta de 1970 pelo Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos. O material radioativo dentro da cápsula totalizava 0,093 kg e a sua radioatividade era, à época do acidente, de 50,9 TBq (= 1375 Ci).
O equipamento em questão era do modelo Cesapam F-3000. Foi projetado nos anos 50 pela empresa italiana Barazetti e comercializado pela empresa italiana Generay.
O objeto que continha a cápsula de césio foi recolhido pelo Exército e encontra-se exposto como troféu no interior da Escola de Instrução Especializada, no Rio de Janeiro, em forma de agradecimento aos que participaram da limpeza da área contaminada.
    
A origem do acidente
O Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) era um instituto privado, localizado na Avenida Paranaíba, no Centro de Goiânia. O equipamento que gerou a contaminação na cidade entrou em funcionamento em 1971, tendo sido desativado em 1985, quando o IGR deixou de operar no local mencionado. Com a mudança de localização, o equipamento de terapia foi abandonado no interior das antigas instalações. A maior parte das edificações pertencentes à clínica foi demolida, mas algumas salas - inclusive aquela em que se localizava o aparelho - foram mantidas em ruínas.
   
O desmonte do equipamento radiológico  
Foi no ferro-velho de Devair Ferreira que a cápsula de césio foi aberta para o reaproveitamento do chumbo. O dono do ferro-velho expôs ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), um sal muito parecido com o sal de cozinha (NaCl), mas que emite um brilho azulado quando em local desprovido de luz. Devair ficou encantado com o pó, que emitia um brilho azul no escuro. Ele mostrou a descoberta à sua esposa Maria Gabriela, bem como o distribuiu a familiares e amigos. O irmão de Devair, Ivo Ferreira, levou um pouco de césio para sua filha, Leide das Neves, que ingeriu as partículas do césio com um ovo cozido. Outro irmão de Devair também teve contacto direto com a substância. Pelo facto do sal ser higroscópico, ou seja, absorver a humidade do ar, facilmente adere à roupa, à pele e aos utensílios, podendo contaminar os alimentos e o organismo internamente. No dia 23 de outubro morreram Leide e Maria Gabriela. Devair Ferreira passou pelo tratamento de descontaminação no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, e morreu sete anos depois.
    
A exposição à radiação 
Logo que expostas à presença do material radioativo, em algumas horas as pessoas começaram a desenvolver sintomas: náuseas, seguidas de tonturas, com vómitos e diarreia. Alarmados, os familiares dos contaminados foram inicialmente a drogarias procurar auxílio, alguns procuraram postos de saúde e foram encaminhados para hospitais. 

Deteção
Os profissionais de saúde, observando os sintomas, pensaram tratar-se de algum tipo de doença contagiosa desconhecida, medicando os doentes em conformidade com os sintomas descritos. Maria Gabriela desconfiou que aquele pó que emitia um brilho azul era o responsável pelos sintomas que ocorriam na sua família. Ela e um empregado do ferro-velho levaram a cápsula de césio para a Vigilância Sanitária, que ainda permaneceu durante dois dias abandonada sobre uma cadeira. Durante a entrevista com médicos, a esposa do dono do ferro-velho relatou para a junta médica que os vómitos e diarreia se iniciaram depois que o seu marido desmontou aquele "aparelho estranho". Só então, no dia 29 de setembro de 1987, foi dado o alerta de contaminação por material radioativo de milhares de pessoas. Maria Gabriela foi um dos pacientes tratados no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro e foi uma das primeiras vitimas da contaminação.
O governo da época tentou minimizar o acidente escondendo dados da população, que foi submetida a uma "seleção" no Estádio Olímpico Pedro Ludovico; os governantes da época escondiam a tragédia da população que, aterrorizada, procurava por auxílio, dizendo ser apenas uma fuga de gás. Outra razão é que Goiânia era a sede, à época, do GP Internacional de Motovelocidade no Autódromo Internacional Ayrton Senna e o governador do estado Henrique Santillo não queria que o pânico se  instalasse entre os estrangeiros.
   
Contaminação
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) mandou examinar toda a população da região. No total, 1000 pessoas foram expostas aos efeitos do césio, muitas com contaminação corporal externa revertida a tempo. Destas, 129 pessoas apresentaram contaminação corporal interna e externa concreta, vindo a desenvolver sintomas e foram apenas medicadas. Porém, 49 foram internadas, sendo que 21 precisaram sofrer tratamento intensivo; destas, quatro não resistiram e acabaram morrendo.
Muitas casas foram esvaziadas, e limpadores a vácuo foram usados para remover a poeira antes das superfícies serem examinadas para deteção de radioatividade. Para uma melhor identificação, foi usada uma mistura de ácido e tintas azuis. Telhados foram limpos a vácuo, mas duas casas tiveram os seus telhados removidos. Objetos como brinquedos, fotografias e utensílios domésticos foram considerados material para rejeitar. O que foi recolhido com a limpeza foi transferido para o Parque Estadual Telma Ortegal.
Até hoje todos os contaminados ainda desenvolvem enfermidades relativas à contaminação radioativa, facto este muitas vezes não noticiado pelos media brasileiros.
Após mais de trinta anos do desastre radioativo, as várias pessoas contaminadas pela radioatividade reclamam por não estarem recebendo os medicamentos, que, segundo as leis instituídas, deveriam ser distribuídos pelo governo. Muitas pessoas contaminadas ainda vivem nas redondezas da região do acidente, entre as Ruas 57, Avenida Paranaíba, Rua 74, Rua 80, Rua 70 e Avenida Goiás; essas locais não oferecem, contudo, mais nenhum risco de contaminação à população.
Numa casa em que o césio foi distribuído a um residente, esposa do comerciante vizinho de Devair, esta deitou o elemento radioativo no casa de banho e, em seguida, fez uma descarga. O imóvel ficou conhecido como a "casa da fossa". Entretanto, a Saneago alegou que a casa não possuía fossa, sendo construída com cisterna, para a população não pensar que a água da cidade estaria hipoteticamente contaminada. 
 
(...)       

A limpeza produziu 13.500 quilogramas de lixo atómico, que necessitou ser acondicionado em 14 contentores que foram totalmente lacrados. Dentro destes estão 1.200 caixas e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente durante 180 anos. Para armazenar esse lixo atómico e atendendo às recomendações do IBAMA, da CNEN e da CEMAM, o Parque Estadual Telma Ortegal foi criado em Goiânia, hoje pertencente ao município de Abadia de Goiás, onde se encontra uma "montanha" artificial onde foram colocados, ao nível do solo, revestida de uma parede de aproximadamente um metro de espessura, de concreto e chumbo.
    

sábado, setembro 12, 2026

Hoje precisamos de Ultraje a Rigor...!

José Lins do Rego morreu há 69 anos...


José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar, 3 de junho de 1901 - Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura brasileira. Segundo Otto Maria Carpeaux, José Lins do Rego era" o último contador de histórias". O seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi publicado com dificuldade, todavia foi logo elogiado pela crítica.
José Lins escreveu cinco livros a que nomeou "ciclo da cana-de-açúcar", numa referência ao papel que nele ocupa a decadência do engenho açucareiro nordestino, visto de modo cada vez menos nostálgico e mais realista pelo autor: Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935), e Usina (1936). A sua obra regionalista, contudo, não se encaixa somente na denúncia sócio-política, mas, como afirmou Manuel Cavalcanti Proença, igualmente na sua "sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam."

José Lins nasceu na Paraíba; os seus antepassados, que eram, em grande parte, senhores de engenho, legaram ao garoto a riqueza do engenho de açúcar que lhe ocupou toda a infância. O seu contacto com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostálgica e criticamente, relatar as suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Lins era ativo nos meios intelectuais. Ao matricular-se em 1920 na Faculdade de Direito do Recife ampliou os seus contactos com o meio literário de Pernambuco, tornando-se amigo de José Américo de Almeida (autor de A Bagaceira). Em 1926, partiu para o Maceió, onde se reunia com importantes nomes, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima. Quando partiu para o Rio de Janeiro, em 1935, conquistou ainda mais a crítica e colaborou para a imprensa, escrevendo para os Diários Associados e O Globo.

É atribuída a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro. O conjunto de sua obra é um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro. Alguns críticos acreditam que o autor ajudou a construir uma nova forma de escrever fundada na "obtenção de um ritmo oral", que foi tornada possível pela liberdade conquistada e praticada pelos modernistas de 1922. A sua magnum opus, Fogo Morto (1943), é vista como o "romance dos grandes personagens". Massaud Moisés escreveu que esta obra-prima de José Lins "é uma das mais representativas não só da ficção dos anos 30 como de todo o Modernismo".

    

Roger Moreira, dos Ultraje a Rigor, nasceu há setenta anos...!

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Roger Rocha Moreira (São Paulo, 12 de setembro de 1956) é um músico paulistano idealizador, compositor, guitarrista e vocalista da banda de rock Ultraje a Rigor, além de fazer parte do late-night talk show The Noite com Danilo Gentili.
 
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Biografia

Morou em San Francisco, no estado da Califórnia, por um ano e meio, entre 1979 e 1980 e em uma entrevista concedida em 2007, à Rede Canção Nova, Roger afirmou que aprendeu a ler sozinho, aos três anos de idade, que era um bom aluno e que os colegas o excluíam do convívio. Entretanto, ele afirma que ser considerado um superdotado não mudou a sua personalidade, muito menos fez com que ele se tornasse uma pessoa amarga. Cursou o primeiro grau (primário e ginásio) no Liceu Pasteur e o segundo grau (colegial) no Colégio Objetivo. Frequentou o Conservatório Dramático e Musical, o Conservatório Musical Brooklin Paulista, o Clam e a Fundação das Artes de São Caetano do Sul, tendo habilidade com a guitarra e a flauta, e os testes vocacionais feitos por ele na juventude indicavam o caminho da música. Entretanto, para agradar os pais, ele iniciou a faculdade de arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie, cursando até o terceiro ano. Também se formou em Língua inglesa pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Não viaja de avião, pois tem muito medo e para seus deslocamentos, ele recorre do auxílio do autocarro. Conhecido como torcedor fanático do São Paulo Futebol Clube, Roger faz questão de tocar em alguns shows o hino do seu time favorito em versão rock'n'roll. Na música "Pelado", durante a apresentação do Acústico MTV em 2005, ele inseriu entre os refrões a expressão entusiasmada: "Tricolor!". Roger é membro da Mensa International. Em 1999, Roger recebeu um convite para posar nu para a revista G Magazine e quando questionado, afirma que nunca teve nada contra o nudismo.

Os Ultraje a Rigor foram a banda de palco no programa Agora É Tarde, apresentado por Danilo Gentili na Rede Bandeirantes entre 2011 e 2013, e seguiu Gentili para seu novo programa no SBT, The Noite.

 
Música

No ano de 1993, produziu Canções para Ninar, o terceiro álbum dos Garotos Podres. Em 1999, participou da faixa "Bárbara" dos Los Hermanos, contida no álbum homónimo da banda carioca. Em 2009, Roger gravou dueto em uma canção ("Ô Tio") no CD Tudo que Me Vem na Cabeça da jovem apresentadora Maisa. Em fevereiro de 2011, a faixa foi lançada como o sexto single do álbum da garota. Em 2012, os Ultraje a Rigor e a banda de rock Raimundos lançaram o álbum O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos, no qual uma banda tocou sete músicas da outra e vice-versa.

 

Polémicas

Em 2011, no festival SWU, o Ultraje brincou com Chris Cornell, pois ele se parecia com um dos roadies. Na mudança de cronograma de apresentações, ocorrida devido às fortes chuvas, as equipes de Peter Gabriel e do Ultraje a Rigor brigaram nos bastidores, pois a produção do músico inglês não permitiu a entrada da banda brasileira e agrediu um dos irmãos de Roger. O público presente no show, ao ver a briga, pensou que a contenda era com a equipe de Chris Cornell e não com Peter Gabriel, devido à brincadeira que Roger tinha feito com o roadie momentos antes. Posteriormente, Peter Gabriel pediu desculpas a Roger pelos transtornos ocorridos. Em seguida, Roger desculpou-se com Cornell.

Em julho de 2012, numa declaração dada no Facebook, o humorista Bruno Mazzeo soltou a seguinte declaração: "No Dia do Rock fico pensando no Ultraje a Rigor, uma das bandas preferidas da minha juventude, vivendo um fim de carreira dramático". Roger respondeu às declarações do ator usando as redes sociais afirmando "Ele não reage bem, mesmo sendo humorista. Ele deveria rever seus conceitos, agir melhor com as críticas. Meu nome está escrito de maneira indelével na história da música desse país. O seu, se você tiver sorte, pode um dia ser mais do que uma nota na história de Chico Anysio". Roger declara ainda em entrevista que: "Está vendo como está virando moda as pessoas virem se desculpar comigo?" em referência ao fato de Sergio Serra ter lhe pedido desculpas por desavenças no mesmo período.

Em outubro de 2015, Roger foi criticado por ironizar uma campanha feminista que incentivava mulheres a relatarem seus casos de #PrimeiroAssédio. O músico afirmou: "Acho que eu tinha uns 10 anos. Uma empregada me deixou pegar nos peitos dela. Foi bom pra c*****". Confrontado por alguns internautas que afirmaram que "assédio é violência sexual e isso não tem graça", Roger respondeu: "Tem sim, se vc fosse homem, saberia".

Em 7 de novembro de 2020, Roger "denunciou" uma aglomeração em meio à pandemia de COVID-19 realizada por Caetano Veloso e Tico Santa Cruz em apoio à candidatura de Guilherme Boulos (PSOL). Roger tuitou "Eles se merecem RT @oiIuiz: Aglomeração não pode, mas depende". A tal aglomeração, no entanto, era virtual, causando reação e piadas no Twitter. Tico Santa Cruz respondeu a Caetano: "Roger tá gaga", que perdeu a compostura e declarou "Vai tomar no cu, Tico. Cuida da sua 'carreira'".

 

Atuações

Em 1985 atuou no filme Areias Escaldantes, um musical brasileiro.

Roger foi escolhido como dublador oficial de Nicholas Mendoza, protagonista do jogo de ação Battlefield Hardline, lançado em 2015, devido à entonação grave de sua voz.

   

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terça-feira, setembro 08, 2026

Música de Fernanda Abreu para celebrar o seu aniversário...

Fernanda Abreu faz hoje sessenta e cinco anos...!

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Fernanda Sampaio de Lacerda Abreu (Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1961) é uma cantora e compositora brasileira. Iniciou a carreira fazendo vocal de apoio (coros) na banda Blitz, com Evandro Mesquita e, posteriormente, seguiu carreira a solo, influenciada pelo samba, sambalanço, disco music, rap, funk e funk carioca - estilo musical que ajudou a popularizar - e abandonando o pop rock dos Blitz. A sua canção mais famosa é "Rio 40 Graus", de autoria de Fausto Fawcett, Fernanda Abreu e Laufer. É uma ilustre torcedora do Vasco, tendo lançado na festa de 113 anos do clube a canção "Vou Subir a Colina", e do Sporting Clube de Portugal, pelo que depois de o assumir em direto num programa da televisão pública portuguesa (RTP), 5 Para a Meia-Noite, foi recebida pelo presidente do Clube, tendo sido agraciada com uma camisola do equipa.


Filha de pai português e de mãe carioca, Fernanda lançou-se numa carreira a solo em 1990, com o álbum, Sla Radical Dance Disco Club, produzido por Herbert Vianna e Fábio Fonseca. A primeira canção executada nas rádios foi A Noite, também presente na banda sonora da novela Mico Preto, da Rede Globo. Com forte inspiração disco, a faixa é uma das mais dançantes do álbum. De seguida Fernanda alcançou o topo das paradas com a balada Você pra Mim, que embalava o romance dos personagens de José Mayer e Adriana Esteves na novela Meu Bem Meu Mal. O álbum conta ainda com uma versão de Got to Be Real, de Cheryl Lynn, transformada em Luxo Pesado. Dele saiu ainda o videoclipe de Speed Racer, veiculado nos primórdios da MTV Brasil.
Em 1992, a disco foi substituída por ritmos mais brasileiros em Sla 2 Be Sample, o seu segundo álbum. A faixa principal do mesmo foi Jorge da Capadócia, mas foi Rio 40 Graus, de autoria de Fausto Fawcett, Fernanda Abreu e Laufer, a canção que marcaria a carreira da cantora. Exaltando e ao mesmo tempo criticando a sua cidade natal, Fernanda compôs um mosaico dos "tipos cariocas", da sua música, dos seus hábitos e preferências. É com essa canção que Fernanda se aproximava pela primeira vez do funk, género ao qual ficaria bastante associada futuramente.
Do álbum seguinte, Da Lata (1995) sairiam Garota Sangue Bom, Brasil É o País do Suingue e Veneno da Lata, o maior sucesso do CD. Em "É Hoje", Fernanda expõe o seu gosto pelo samba, regravando um famoso samba-enredo da Escola de Samba União da Ilha, sucesso nos anos 80 na voz de Caetano Veloso. Uma outra regravação de Fernanda faria ainda mais sucesso em 1997, lançada em seu álbum X, uma coletânea com seus maiores sucessos: Kátia Flávia, a Godiva do Irajá. Contando a história de uma contraventora de parar, literalmente, o trânsito, o cantor Fausto Fawcett (autor da música junto com Laufer) já havia entrado nas paradas de sucesso em 1987. Com uma reprodução bastante grande na MTV Brasil, o clipe fez sucesso com Fernanda colocando-se na pele de Kátia Flávia.
Entidade Urbana (2000) foi o seu quarto álbum de músicas inéditas e, aqui, ela combina o sambalanço dos álbuns anteriores com uma necessidade de falar das metrópoles, do universo asfixiante, dinâmico e apaixonante das grandes cidades. Os títulos das canções traduzem a homogeneidade do álbum: "Sou da Cidade", "São Paulo-SP", "Meu CEP É o Seu", "Urbano Capital", "Megalópole-Cidade".
A canção "Eu Vou Torcer" de Jorge Benjor foi a única do álbum "Na Paz" (2004) a ter certa aceitação nas rádios.
Em 2006, Fernanda gravou o CD MTV ao Vivo, dando nova roupagem aos seus sucessos a solo e fazendo uma releitura de A Dois Passos do Paraíso, sucesso de 1983 de sua ex-banda, Blitz.
A cantora foi casada com Luiz Stein, com quem tem duas filhas chamadas Sofia e Alice.
       
 

Saudades de Ângela Rô Rô...

Ângela Rô Rô morreu há um ano...

   

Ângela Maria Diniz Gonsalves, mais conhecida como Ângela Ro Ro (Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1949 – Rio de Janeiro, 8 de setembro de 2025), foi uma cantora, compositora e pianista brasileira. Ângela Ro Ro foi considerada pela revista Rolling Stone a trigésima terceira maior voz da música brasileira.

O apelido "Ro Ro" foi dado na infância por meninos do seu bairro devido a sua voz rouca.

A alcunha Rô Rô vem da risada grave e rouca; características que fazem também o diferencial da voz; um pronunciado sotaque carioca, caracterizado pela acentuação da vogal "a" muitas vezes encavalada na consoante "r", de maneira rasgada e aberta; a fala rápida e atropelada acentua essas características.
      
(...)
       
Grandes sucessos
Compositora de talento e êxito, Ângela Rô Rô ao longo de seus mais de trinta anos de carreira, gravou mais de 100 canções de sua autoria. Várias delas alcançaram grande sucesso, entrando para o hall dos clássicos da MPB. Nestes trinta anos de carreira, celebrizaram-se as canções - Amor, Meu Grande Amor, Gota de Sangue, Tola Foi Você, Não Há Cabeça, Me Acalmo Danando, Agito e Uso, Mares da Espanha, Só Nos Resta Viver, Renúncia, Came e Case, Querem Nos Matar, Fogueira, Gata, Moleque, Ninfa, A Vida é Mesmo Assim, O Cinema, a Princesa, e o Mar, Viciei em Você, Compasso e Outono (todas de sua autoria). E mais: Bárbara (Chico Buarque e Ruy Guerra), Fica Comigo Esta Noite (Adelino Moreira e Nelson Gonçalves), Escândalo (Caetano Veloso), Simples Carinho (João Donato e Abel Silva), Demais (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), Você Não Sabe Amar (Carlos Guinle, Dorival Caymmi e Hugo Lima), Sempre Uma Dose a Mais (Bernardo Vilhena e Lobão), Joana Francesa (Chico Buarque) e Gota D'Água (Chico Buarque).
   
(...)   
   

Entre 2020 e 2021, com a pandemia da Covid-19, chegou a pedir ajuda financeira em suas redes sociais e agendou lives na Internet, para arrecadar dinheiro.

Entre abril e maio de 2023, cancelou shows por motivos de saúde.

Em setembro de 2023, participa do show da cantora Letrux no Coala Festival, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Em 11 e 12 de novembro de 2023, participa do show de Caetano Veloso que celebra o culto do álbum Transa, na Arena Jockey, no Rio de Janeiro.

Em 2025, foi internada em estado grave no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro, onde morreu em 8 de setembro após contrair uma infeção bacteriana.


  

 

 

Amor, meu grande amor  - Ângela Rô Rô


Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões e as palavras
 
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo ou se sou água
 
Amor, meu grande amor
Me chegue assim, bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir o que não sente
 
Que tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
 
Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira
 
Enquanto me tiver, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor
Me reconheça
 
Que tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
 
Amor, meu grande amor
Que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor
 
Por favor, me reconheça
Pois tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo
 
Que tudo que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo

segunda-feira, setembro 07, 2026

O Grito do Ipiranga foi há 204 anos...!

  
   
A Independência do Brasil é um processo que se estende de 1821 a 1825 e coloca em violenta oposição o Reino do Brasil e o Reino de Portugal, dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, instaladas em 1820, como uma consequência da Revolução Liberal do Porto, tomam decisões, a partir de 1821, que tinham como objetivo reduzir novamente o Brasil ao seu antigo estatuto colonial.
Antecedendo o processo de independência do Brasil, mas com fortes influências sobre o mesmo, ocorre a transferência da corte portuguesa para o Brasil. Em 1807, o exército francês invadiu o Reino de Portugal, que se recusava a se juntar ao bloqueio continental contra o Reino Unido. Incapaz de resistir ao ataque, a família real e o governo português fugiram para o Brasil, que era então a mais rica e desenvolvida das colónias lusitanas. A instalação do Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro traz uma série de transformações políticas, económicas e sociais que levam à decisão do Príncipe Regente D. João, consumada em 16 de dezembro de 1815, de elevar o Brasil à condição de reino, unido com sua ex-metrópole.
Porém, em 1820, uma revolução liberal eclodiu em Portugal e a família real foi forçada a retornar para Lisboa. Antes de sair, no entanto, D. João nomeia o seu filho mais velho, D. Pedro de Alcântara de Bragança, como Príncipe Regente do Brasil (1821). Fiel ao seu pai, o príncipe-regente vê sua condição complicada pela vontade política das cortes portuguesas em repatriá-lo e de retornar o Brasil ao seu antigo estatuto colonial. Oficialmente, a data comemorada para independência do Brasil é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga", nas margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo). Em 12 de outubro de 1822, o príncipe foi proclamado Imperador, com o nome de Pedro I e o país passa a ser o Império do Brasil.   
   

 
 
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