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sábado, julho 04, 2026

Monteiro Lobato morreu há 78 anos...

     
Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Com o precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo da sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crónicas, prefácios, cartas, livros sobre a importância do ferro (Ferro, 1931) e do petróleo (O Escândalo do Petróleo, 1936). Escreveu um único romance, O Presidente Negro, que não alcançou a mesma popularidade que as suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).
Contista, ensaísta e tradutor, Lobato nasceu na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber a herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar os seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles no livro Urupês, a sua obra prima como escritor. Numa época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
É bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que foi o precursor da literatura infantil no Brasil. As suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, o sábio sabugo de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da famosa obra Sítio do Picapau Amarelo, que até hoje é lido por muitas crianças e adultos. Escreveu ainda outras obras infantis, como A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, e A Chave do Tamanho. Fora os livros infantis, escreveu outras obras literárias, tais como O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo o seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas brasileiras.
   
   
in Wikipédia

sexta-feira, julho 03, 2026

A Família Real regressou a Portugal há 205 anos


Patenteado o fracasso do seu projeto de construir uma monarquia forte e unificada, centralizada na América, e perdendo importantes apoios brasileiros, D. João não pôde mais resistir à pressão portuguesa, e seu retorno tornou-se inevitável. Nomeou D. Pedro regente em seu nome e partiu para Lisboa a 25 de abril de 1821, após uma permanência de treze anos no Brasil, do qual levou saudades.

Os navios com o rei e a sua comitiva entraram no porto de Lisboa em 3 de julho. O seu regresso fora orquestrada de modo a não dar a entender que o rei se sentira coagido, mas, de facto, já se havia instaurado um novo ambiente político. Elaborada a Constituição, o Rei foi obrigado a jurá-la em 1 de outubro de 1822, perdendo diversas prerrogativas.
 

quarta-feira, julho 01, 2026

Música de aniversariante de hoje...

Hoje é dia de ouvir Marisa Monte...

Marisa Monte faz hoje 59 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/17/Marisa_Monte_%283%29.jpg/500px-Marisa_Monte_%283%29.jpg
  
Marisa de Azevedo Monte (Rio de Janeiro, 1 de julho de 1967) é uma cantora, compositora e música brasileira. Ela é conhecida por sua entrega vocal e canções de MPB influenciadas pela música pop, além da vida pública bastante reservada. Alcançou a fama em 1989, com o seu álbum ao vivo e de estreia MM, que vendeu um milhão de cópias impulsionado pelo single "Bem Que Se Quis". Os seus dois discos seguintes, os primeiros em estúdio, Mais (1991) e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão (1994), consolidaram sua carreira e acabaram por ser certificados com multi-platina, pela Pro-Música Brasil (PMB). Tais projetos geraram singles de sucesso, como "Beija Eu", "Ainda Lembro", "Segue o Seco" e "Dança da Solidão". Com o último citado e MM sendo, ainda, reconhecidos pela Rolling Stone Brasil como um dos 500 melhores álbuns brasileiros de todos os tempos.

O seu terceiro álbum de estúdio, Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000), tornou-se o maior sucesso comercial de sua carreira solo. O projeto, que liderou as paradas do Brasil, vendeu mais de um milhão de exemplares e foi certificado como diamante pela PMB. O principal foco de promoção do projeto, "Amor I Love You", tornou-se a música solo de maior popularidade da artista e uma das mais populares daquele ano no Brasil. Depois de ganhar o seu primeiro Grammy Latino, vencido na categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro, Monte seguiu no topo das paradas com seu disco seguinte, lançado em colaboração com os músicos Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown: Tribalistas (2002) vendeu mais de 3 milhões de unidades e recebeu certificações em várias partes do mundo, incluindo a de diamante pela PMB. Deste foram retirados dois singles de grande popularidade: "Já Sei Namorar" obteve êxito internacional, enquanto "Velha Infância" foi a música mais tocada nas rádios do Brasil em 2003.

Em 2006, a artista lançou simultaneamente dois trabalhos de estúdio - Infinito Particular e Universo ao Meu Redor -, este último sendo o seu primeiro projeto totalmente direcionado ao samba.  Ambos foram certificados como duas vezes platina pela PMB, com o primeiro alcançando o topo das paradas brasileiras e sendo considerado, pelo periódico norte-americano The New York Times, o segundo melhor disco do ano. O seu registo musical seguinte, O Que Você Quer Saber de Verdade (2012), também foi bem recebido pela crítica e alcançou o segundo lugar em vendas. Através desses trabalhos, ela acumulou várias canções de grande popularidade, como "Vilarejo", "Ainda Bem" e "Depois". Em paralelo ao seu próprio trabalho, Monte focou seus dons musicais na produção musical de álbuns de outros artistas, como Brown e a Velha Guarda da Portela, e fundou o seu próprio selo discográfico, Phonomotor Records, responsável pelos direitos de autor de todo o seu registo musical.

Monte é uma das artistas musicais brasileiras que mais venderam de todos os tempos, com uma comercialização estimada em mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. Ela ganhou inúmeros prémios e reconhecimentos, incluindo cinco Grammy Latino, sete Video Music Brasil, nove Prémios Multishow de Música Brasileira, cinco APCA e seis Prémios TIM de Música, além de ser honrada com o título de doutora honoris causa pela Universidade de São Paulo (USP). A revista Rolling Stone Brasil se referiu a ela como a maior cantora brasileira de todos os tempos e a posicionou em décimo primeiro lugar entre as 100 maiores vozes da música brasileira. Em outubro de 2021, Monte foi agraciada na 44.ª edição do Prémio Tenco, pelo conjunto de sua obra como cantora e compositora, tornando-se a primeira artista feminina brasileira a receber tal honraria.

 
            
       
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terça-feira, junho 30, 2026

O poeta brasileiro Ribeiro Couto morreu há 63 anos...

ribeiro-couto.jpg

(imagem daqui)

 

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 - Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.

Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até à sua morte.

 

Biografia

Ribeiro Couto estudou na Escola de Comércio José Bonifácio, em Santos, cidade onde, em 1912, se iniciou no jornalismo.

Em 1915 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde estudou enquanto fazia reportagens para o Jornal do Commercio, e, depois, para o Correio Paulistano.

Formou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, em 1919. Problemas de saúde obrigaram-no a mudar-se para Campos do Jordão, no interior de São Paulo, não sem antes tomar parte na Semana de Arte Moderna de 1922.

Depois de dois anos em Campos do Jordão, foi para São Bento do Sapucaí, onde foi delegado de polícia, cargo que não o ocupou muito, pois logo foi para São José do Barreiro assumir o posto de promotor público.

Em 1925 nova transferência, por causa da saúde, desta vez para Pouso Alto, Minas Gerais, onde ficou até 1928. Naquele ano voltou ao Rio de Janeiro para trabalhar como redator no Jornal do Brasil e, logo depois, seguiu para Marselha, onde assumiria o posto de vice-cônsul honorário, a convite do cônsul Mateus de Albuquerque. De Marselha foi para Paris, onde ocupou o cargo de adido do consulado-geral. Logo o ministro Afrânio de Melo Franco o promoveu a cônsul de terceira classe (1932).

Foi agraciado com a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, de Portugal, no grau de Oficial, a 28 de março de 1935, e no grau de Grande-Oficial, a 24 de agosto de 1945.

Paralelamente à carreira de escritor e jornalista, não deixou de colaborar com o Jornal do Brasil, nem com O Globo, nem com A Província (Pernambuco), seguiu uma carreira diplomática bem-sucedida, até tornar-se embaixador do Brasil na Jugoslávia, em 1952, cargo que ocupava quando se aposentou. Para os jornais, enviava sobre literatura e acontecimentos na Europa.

Em 1958 conquistou, em Paris, o prémio internacional de poesia outorgado a estrangeiros, pelo livro Le jour est long (que escreveu em francês).

A sua obra mais famosa é Cabocla, adaptada duas vezes para a televisão. Muitos dos seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o húngaro, o servo-croata e o sueco. Os seus romances retratam o dia a dia das pessoas humildes e anónimas dos subúrbios

 

in Wikipédia

 

Elegia

 

Que quer o vento?
A cada instante
Este lamento
Passa na porta
Dizendo: abre...

Vento que assusta
Nas horas frias
Na noite feia,
Vindo de longe,
Das ermas praias.

Andam de ronda
Nesse violento
Longo queixume,
As invisíveis
Bocas dos mortos.

Também um dia,
Estando eu morto,
Virei queixar-me
Na tua porta
Virei no vento
Mas não de inverno,
Nas horas frias
Das noites feias.

Virei no vento
Da primavera.
Em tua boca
Serei carícia,
Cheiro de flores
Que estão lá fora
Na noite quente.

Virei no vento...
Direi: acorda...

 

Ribeiro Couto

Chacrinha morreu há trinta e oito anos...

  
José Abelardo Barbosa de Medeiros, mais conhecido como Chacrinha (Surubim, 30 de setembro de 1917 - Rio de Janeiro, 30 de junho de 1988) foi um comunicador de rádio e televisão do Brasil, apresentador de programas de auditório de grande sucesso das décadas de 50 a 80. Foi o autor da célebre frase: "Na televisão, nada se cria, tudo se copia". Nos seus programas de televisão, foram revelados para o país inteiro nomes como Roberto Carlos, Perla, Paulo Sérgio e Raul Seixas, entre muitos outros.
Desde a década de 70 era chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil que assim se referiu a Chacrinha numa conhecida letra de canção que compôs chamada "Aquele Abraço".
  

 

 

Aquele Abraço - Gilberto Gil



O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, fevereiro e março
Alô, alô, Realengo - aquele abraço!
Alô, torcida do Flamengo - aquele abraço!
Chacrinha continua balançando a pança
E buzinando a moça e comandando a massa
E continua dando as ordens no terreiro
Alô, alô, seu Chacrinha - velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha, Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha - velho palhaço
Alô, alô, Terezinha - aquele abraço!
Alô, moça da favela - aquele abraço!
Todo mundo da Portela - aquele abraço!
Todo mês de fevereiro - aquele passo!
Alô, Banda de Ipanema - aquele abraço!
Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu - aquele abraço!
Pra você que me esqueceu - aquele abraço!
Alô, Rio de Janeiro - aquele abraço!
Todo o povo brasileiro - aquele abraço!

segunda-feira, junho 29, 2026

José Rico, da dupla sertaneja Milionário & José Rico, nasceu há oitenta anos...

 https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/Milionario_e_Jose_Rico_revista_Moda_e_Viola_1980_%28cropped%29.jpg/500px-Milionario_e_Jose_Rico_revista_Moda_e_Viola_1980_%28cropped%29.jpg

 

José Rico, nome artístico de José Alves dos Santos (São José do Belmonte, 29 de junho de 1946 - Americana, 3 de março de 2015), foi um cantor e instrumentista brasileiro de música sertaneja. Fez parte da importante dupla sertaneja Milionário & José Rico. José Rico também foi um conhecido compositor, e a canção Estrada da Vida, de sua autoria, é um dos maiores sucessos da carreira da dupla, que deu título ao filme Na estrada da vida, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, importante cineasta brasileiro e estrelado pelos mesmos. A dupla também atuou em outro filme, Sonhei com você, dirigido por Ney Sant'Anna.

 

in Wikipédia

 

Dado Villa-Lobos faz hoje sessenta e um anos

    
Eduardo Dutra Villa-Lobos, conhecido artisticamente por Dado Villa-Lobos (Bruxelas, 29 de junho de 1965), é um músico brasileiro nascido na Bélgica, mais conhecido pelo seu trabalho como guitarrista na banda de rock de Brasília Legião Urbana, e também por ser sobrinho-neto do compositor clássico Heitor Villa-Lobos,  sendo, consequentemente, descendente de espanhóis e indígenas.
       
 

domingo, junho 28, 2026

O cantor, compositor e percussionista brasileiro Otto celebra hoje 58 anos

  
Otto Maximiliano Pereira de Cordeiro Ferreira, ou simplesmente Otto, (Belo Jardim, 28 de junho de 1968) é um cantor, compositor, percussionista e produtor brasileiro. É considerado uma das figuras mais convincentes da nova geração de jovens músicos do Brasil.
  
 

sábado, junho 27, 2026

Hoje é preciso recordar João Guimarães Rosa...

(imagem daqui)

 

 

CONSCIÊNCIA CÓSMICA


Já não é preciso de rir.
Os dedos longos do medo
largaram minha fronte.
E as vagas do sofrimento me arrastaram
para o centro remoinho da grande força,
que agora flui, feroz, dentro e fora de mim...

Já não tenho medo de escalar os cimos
onde o ar limpo e fino pesa para fora,
e nem de deixar escorrer a força dos meus músculos,
e deitar-me na lama, o pensamento opiado...

Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,
a dança das espadas de todos os momentos.
E deveria rir, se me restasse o riso,
das tormentas que pouparam as furnas da minha alma,
dos desastres que erraram o alvo de meu corpo...



in
Magma (1936) - João Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa nasceu há 118 anos...

    

João Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 - Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967), foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.
Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.
  
Biografia
Foi o primeiro dos seis filhos de Florduardo Pinto Rosa ("Flor") e de Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitita"). Começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando-se no Francês quando ainda não tinha 7 anos, como se pode verificar neste trecho de uma entrevista concedido a uma prima, anos mais tarde:
Eu falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polaco, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração.
Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. Em 1925, matriculou-se na então "Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais", com apenas 16 anos. Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Pena, de apenas 16 anos, de quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano formou-se e passou a exercer a profissão em Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contacto com os elementos do sertão que serviram de referência e inspiração à sua obra. De volta de Itaguara, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública (atual Polícia Militar), durante a Revolução Constitucionalista de 1932, indo para o setor do Túnel em Passa-Quatro (MG) onde tomou contacto com o futuro presidente Juscelino Kubitschek, naquela ocasião o médico-chefe do Hospital de Sangue. Posteriormente, entrou para o quadro da Força Pública, por concurso. Em 1933, foi para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos de sua vida como diplomata na Europa e na América Latina. No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942. No contexto da Segunda Guerra Mundial, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da sua segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as quotas legalmente estipuladas, tendo, por essa ação humanitária e de coragem, ganho, no pós-Guerra, o reconhecimento do estado de Israel. Aracy é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, o Yad Vashem, que é o memorial oficial de Israel para lembrar as vitimas judaicas do Holocausto. No Brasil, na sua segunda candidatura para a Academia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade (1963). Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimónia de posse durante quatro anos. No seu discurso, quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia, em 1967, chegou a afirmar, em tom de despedida, como se soubesse o que se passaria ao entardecer do domingo seguinte: "…a gente morre é para provar que viveu." Faleceu três dias mais tarde, na cidade do Rio de Janeiro, a 19 de novembro. Se a certidão de óbito atestou que morreu de enfarte do miocárdio, a sua morte permanece um mistério inexplicável, sobretudo por estar previamente anunciada na sua obra mais marcante - Grande Sertão: Veredas -, romance qualificado por Rosa como uma "autobiografia irracional". Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira. Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia. Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal. Biografia e ficção se fundem e se confundem nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, desaparecido prematuramente, aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática.
  
Contexto literário
Realismo mágico, regionalismo, liberdades e invenções linguísticas e neologismos são algumas das características fundamentais da literatura de Guimarães Rosa, mas não as suficientes para explicar o seu sucesso. Guimarães Rosa prova o quão importante é ter a linguagem a serviço da temática, e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse sentido, o escritor mineiro inaugura uma metamorfose no regionalismo brasileiro que o traria de novo ao centro da literatura de ficção brasileira.
Guimarães Rosa também seria incluído no cânone internacional a partir do boom da literatura latino-americano pós-1950. O romance entrara em decadência nos Estados Unidos (onde à época era vitrine da própria arte literária, concorrendo apenas com o cinema), especialmente após a morte de Céline (1951), Thomas Mann (1955), Albert Camus (1960), Hemingway (1961), Faulkner (1962). E, a partir de Cem anos de solidão (1967), do colombiano Gabriel García Márquez, a ficção latino-americana torna-se a representação de uma vitalidade artística e de uma capacidade de invenção ficcional que pareciam, naquele momento, perdidas para sempre. São desse período os imortais Mario Vargas Llosa (Peru), Carlos Fuentes (México), Julio Cortázar (Argentina), Juan Rulfo (México), Alejo Carpentier (Cuba) e mais recentemente Angel Ramá (Uruguai).
    
   in Wikipédia
  

Gargalhada
  
  
Quando me disseste que não mais me amavas,
e que ias partir,
dura, precisa, bela e inabalável,
com a impassibilidade de um executor,
dilatou-se em mim o pavor das cavernas vazias...
Mas olhei-te bem nos olhos,
belos como o veludo das lagartas verdes,
e porque já houvesse lágrimas nos meus olhos,
tive pena de ti, de mim, de todos,
e me ri
da inutilidade das torturas predestinadas,
guardadas para nós, desde a treva das épocas,
quando a inexperiência dos Deuses
ainda não criara o mundo...
  
  
 

in Magma (1936) - João Guimarães Rosa

sexta-feira, junho 26, 2026

Hoje é dia de ouvir música de Gilberto Gil...!

Gilberto Gil celebra hoje oitenta e quatro anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a4/Gilberto_Gil%2C_May_2025.jpg/500px-Gilberto_Gil%2C_May_2025.jpg
      
Gilberto Passos Gil Moreira, mundialmente conhecido como Gilberto Gil, (Salvador, 26 de junho de 1942) é um político, cantor, compositor, multi-instrumentista, escritor, ambientalista, empresário, e intelectual brasileiro, também conhecido por sua inovação musical e por ser ganhador de prémios Grammys, Grammy Latino, galardoado pelo governo francês, com a Ordem Nacional do Mérito (1997), e pela UNESCO como "artista pela paz", em 1999. Gil foi embaixador da ONU para agricultura e alimentação e Ministro da Cultura do Brasil entre 2003 e 2008. Com mais de cinquenta álbuns lançados, ele incorpora a gama eclética de suas influências, incluindo rock, géneros tipicamente brasileiros, música africana e reggae, por exemplo.
    
 

Luiza Possi comemora hoje quarenta e dois anos

 
Luiza Possi Gadelha (Rio de Janeiro, 26 de junho de 1984) é uma cantora e compositora brasileira. É filha da também cantora Zizi Possi e do produtor musical e diretor artístico Líber Gadelha. Em 1999, Luiza foi convidada para subir ao palco e cantar uma música com a banda que estava abrindo o show do Skank no Credicard Hall, em São Paulo. O público consistia de 12 mil pessoas, e a cantora interpretou a música “O Vento”, do Jota Quest, apenas ao som do piano e de sua voz. 
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ca/Luiza_Possi_em_Pelotas_%28mar%C3%A7o_de_2017%29_-_11.jpg/500px-Luiza_Possi_em_Pelotas_%28mar%C3%A7o_de_2017%29_-_11.jpg
  
 

quinta-feira, junho 25, 2026

Ruy Barata nasceu há 106 anos...

(imagem daqui)
   
Ruy Guilherme Paranatinga Barata (Santarém, Pará, 25 de junho de 1920 - São Paulo, 23 de abril de 1990) foi um poeta, político, advogado, professor e compositor brasileiro.
Filho único de Maria José (Dona Noca) Paranatinga Barata e do advogado Alarico de Barros Barata, recebeu o nome Rui em virtude da admiração paterna por Rui Barbosa. O apelido indígena Paranatinga vem do lado materno, que significa rio (paraná) branco (tinga).
Foi alfabetizado pelo pai. Aos dez anos vem para Belém para continuar os estudos. Primeiro, no internato do Colégio Moderno; depois, no Colégio Nossa Senhora de Nazaré, dirigido pelos Irmãos Maristas. Faz o pré-jurídico no Colégio Estadual Paes de Carvalho, onde tem como professor o intelectual Francisco Paulo do Nascimento Mendes, de quem se torna amigo para a vida inteira, e inicia-se na poesia escrevendo na revista Terra Imatura. Em 1938, entra para a Faculdade de Direito do Pará.
No meio dos estudos jurídicos sente aumentar a paixão pela poesia. Mergulha fundo nos poemas de Maiakovski, Garcia Lorca, T.S. Elliot, Mallarmé, Rilke, Pablo Neruda, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Jorge de Lima, entre outros. Abre-se ao pensamento de esquerda através da leitura do Manifesto Comunista de Marx e Engels.
Em 1941, casa-se com Norma Soares Barata, de quem teve sete filhos: Maria Diva, Rui Antônio, Paulo André (parceiro constante em várias canções, entre elas, as mais famosas, Foi assim e Pauapixuna), Maria Helena, Maria de Nazaré, Maria Inez e Cristóvão Jaques.
Em 1943, forma-se em Direito e, como orador da turma, em plena ditadura do Estado Novo, faz um discurso em que pede a volta do país ao Estado de Direito e defende teses avançadas no campo da justiça social. Nessa fase, prefere trocar o exercício da advocacia pela presença na redação do jornal Folha do Norte, de Paulo Maranhão.
Passa a frequentar a roda de papo do Central Café, no centro de Belém, liderada pelo professor Francisco Paulo do Nascimento Mendes, onde convive e integra a mais brilhante geração de intelectuais paraenses republicanos, que gravitou em torno de Chico Mendes. Entre eles, Mário Faustino, Paulo Plínio Abreu, Benedito Nunes, Haroldo Maranhão, Waldemar Henrique, Machado Coelho, Nunes Pereira, Cauby Cruz, Napoleão Figueiredo e Raimundo Moura.
Ainda em 1943, publica o seu primeiro livro de poemas, Anjo dos Abismos, pela José Olympio Editora, com o decisivo apoio do romancista paraense Dalcídio Jurandir.
Nessa época, o pai de Ruy, Alarico Barata, exercia forte liderança política na região do baixo amazonas contra a violência do chamado baratismo, liderado pelo caudilho Joaquim Magalhães de Cardoso Barata.
Por causa dessa luta contra o autoritarismo de Magalhães Barata, Rui Guilherme Paranatinga Barata entra na política partidária e, aos 26 anos, em 1946, é eleito deputado para a Assembleia Constituinte do Pará, pelo Partido Social Progressista (PSP). Embalado pelo clima de explosão democrática que sucedeu a vitória dos aliados contra o nazi-fascismo na Europa, nenhum tema relevante aos direitos humanos escapou da perceção do jovem deputado naquela legislatura. A luta pela paz num mundo traumatizado pela morte de milhões de seres humanos nos campos de batalha, o horror da ameaça atómica que exterminara as populações de Hiroshima e Nagasaki, o respeito à autodeterminação dos povos, o Estado de Direito no Brasil, a defesa da soberania da Amazónia e a luta contra a pobreza foram temas caros a Ruy Barata.
Foi reeleito em 1950. Em 1951, publica os poemas de A Linha Imaginária (Edições Norte, Belém). A partir daí e depois, como deputado federal (1957 a 1959), se afirma como a voz progressista no Pará em defesa do monopólio estatal do petróleo, das grandes causas nacionais e da paz mundial, nos momentos cruciais da chamada guerra fria.
Em 1959, saúda a revolução cubana com o poema Me trae una Cuba Libre/Porque Cuba libre está. Nesse mesmo ano, entra para a militância clandestina do Partido Comunista Brasileiro, o Partidão. A filiação ao PCB tem reflexo na própria criação poética, que opta por evidenciar, nessa fase, um tom político. Sua poesia busca o caminho das palavras acessíveis à compreensão popular. Denuncia claramente a miséria e a injustiça social.
Nessa época, provavelmente, dá início à construção de O Nativo de Câncer, poema inacabado com força épica a contar a história de uma cultura em face da invasão de culturas estranhas, um impressionante inventário das coisas e do homem amazónico, incluindo aí o inventário do próprio poeta, um nativo de câncer. O primeiro canto do poema foi publicado em fevereiro de 1960 no jornal Folha do Norte.
Em 1964, com o golpe militar, foi preso, demitido de seu cartório (então 4º Ofício do Cível e Comércio da Comarca de Belém) e aposentado compulsivamente do cargo de professor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Pará, com menos de 10% de seus proventos. Para sobreviver passa a exercer a advocacia no escritório do seu pai, Alarico Barata, e escreve artigos e reportagens com pseudónimos, como Valério Ventura, para os jornais Folha do Norte e Flash.
A partir de 1967, Ruy Barata, que tinha, desde a juventude, uma estreita ligação com a música, passa a compor em parceria com seu filho, o então jovem músico e instrumentista Paulo André Barata.
Ruy mostra-se um exímio letrista para as melodias do filho. Compõem dezenas de músicas, de cunho rural e urbano, que se tornaram sucessos nacionais e internacionais.
Em 1978, lança mais um capítulo do estudo sobre a Cabanagem, a revolução paraense de 1835, cuja publicação iniciara no ano anterior pela revista do Instituto Professor Sousa Marques (Rio de Janeiro): O Cacau de Sua Majestade, O Arroz do Marquês, A Subversão do Cacau e do Algodão, A Economia Paraense às Vésperas da Tormenta.
Em 1979, com a promulgação da Lei da Amnistia, Ruy Barata é reintegrado ao quadro de professores da Universidade Federal do Pará, e volta a ensinar Literatura Brasileira. Em 1984, é publicada a primeira edição do livro Paranatinga, um estudo biográfico do poeta escrito por Alfredo Oliveira.
Ruy Barata morreu em 23 de abril de 1990, durante uma cirurgia, em São Paulo, para onde viajara a fim de coletar dados sobre a passagem de Mário de Andrade pela Amazónia.
Pouco depois de sua morte foi lançada a segunda edição, revista e ampliada, do livro Paranatinga. A sua estátua está nos jardins do Parque da Residência, antiga casa dos governadores do Pará, que hoje abriga a Secretaria de Cultura do Estado e empresta o seu nome a uma avenida, ainda em construção, que vai ladear as águas da baía do Guajará em Belém.
Em 2000, foi lançado o livro Antilogia, uma coletânea de poemas organizada e revisada pelo próprio Rui entre janeiro e fevereiro de 1990, pouco antes de sua morte, cuja edição reúne quatorze poemas e uma das correspondências que lhe foram enviadas pelo poeta Mário Faustino.
O trabalho de Ruy Barata continua a inspirar músicas, poesias, vídeos, cinema, trabalhos escolares, teses, documentários, dança, artes plásticas e dezenas de outras manifestações culturais em todo o Pará, para reverenciar a memória do poeta que disse em uma canção: Tudo que eu amei estava aqui".
A poesia não se faz com ideias, mas com palavras
- Ruy Barata
   
 
Ode


Os dedos contam as ondas,
os minutos talvez,
jamais o anelo.

Podes marcar a face disfarçada,
a barba,
os bens,
todos os sonhos,
mas escravos do real só te aceitamos
na tua farda de pêlos,
sangue
e ossos.

Quando recriarás a trança libertária,
o horizonte do mito,
o Deus negado,
a tela do perene e do intocável?

Quando libertarás a página e o relógio,
o ser distante que revel condenas
às arestas da ruga e aos frutos sazonados?

Quando
(deste olhar em diagonal ao espelho e à morte)
farás ruir ao peso de teu gládio
e ao sulco de teu grito
as taças do não ser,
o veneno da aurora,
as portas do visível,
e do invisível?

Ó jamais seremos sós perante a Fonte,
jamais seremos nós e a ti mostramos
o sorriso de "clown" que se reparte
em contorções de esperma,
tédio,
e ódio.

Jamais conservaremos o perfume e a liturgia,
e a hora que se esvai não justifica
este desabrochar em cálice e corola.

Não ser
..................(embora seja no retrato),
não ter
..................(para ao flagelo condenar-se),
não sentir o chamar do céu porque beleza
e memória de ausências povoada.

Estamos sós,
bem sei,
e como é noite
arrancas o teu mundo no arbitrário,
e a poesia morde o que não é.

Quem te susteve o braço suicida:
a ode ou o catecismo?
Quem te ligou à sorte deste povo:
o sonho ou a promissória?
Quem te fez espalmar a mão como inocente
e a cabeça baixar como culpado?

Ó tempo,
ó dimensão do exílio e da orfandade,
e se não digo eterno,
quase eterno,
deixai toda esperança
"voi che entratte".
 


in A linha imaginária (1951) - Ruy Barata

quarta-feira, junho 24, 2026

Luiz Caldas, o pai do Axé Music, comemora hoje 63 anos

  
Luiz César Pereira Caldas (Feira de Santana, 24 de junho de 1963) é um multi-instrumentista, arranjador, produtor, compositor e cantor brasileiro conhecido como "O Pai do Axé Music", por ter criado o género musical, que criou um novo movimento no circuito baiano na década de 80.
  

terça-feira, junho 23, 2026

Leandro, músico sertanejo, morreu há vinte e oito anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4c/Leandro_durante_um_Show.jpg
  
Luís José da Costa (Goianápolis, 15 de agosto de 1961 - São Paulo, 23 de junho de 1998), mais conhecido como Leandro, foi um cantor e compositor brasileiro, que formou com o seu irmão Leonardo (Emival Eterno da Costa) a dupla sertaneja Leandro & Leonardo.
  
(...)   
  
No dia 15 de junho o cantor sofre uma paragem cardiorrespiratória no seu apartamento, no Itaim Bibi (zona sudoeste de São Paulo) e é levado à pressa para a UTI do Hospital São Luiz, onde permaneceu sedado e respirando com a ajuda de aparelhos. Leandro morreu à 00.10 horas de 23 de junho de 1998, com falência múltipla dos órgãos, segundo médicos do hospital São Luiz. Nos seus últimos momentos, Leandro respirava com extrema dificuldade, apesar da ajuda dos aparelhos. A onda de comoção teve início na capital paulista. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, o corpo foi velado por uma multidão. Mais de 16.000 fãs apareceram para dar o último adeus ao cantor. Políticos, como o então senador Eduardo Suplicy e o então prefeito Celso Pitta, apresentadores de TV, como Hebe Camargo,Serginho Groisman, Angélica e Ratinho, além das duplas sertanejas Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano estiveram lá também para a despedida. Em Goiânia, onde foi sepultado, o corpo de Leandro foi levado ao Cemitério Parque Jardim das Palmeiras por um cortejo de 150.000 pessoas. Estima-se que 60.000 delas passaram em frente do caixão do cantor durante o velório em Goiânia.

 

segunda-feira, junho 22, 2026

I Want to Go Back to Bahia...

Paulo Diniz morreu há quatro anos...

Foi para o Recife trabalhar como crooner e baterista em casas noturnas. Foi locutor e ator de rádio e televisão, em Pernambuco e no Ceará. Em 1964 foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou  na Rádio Tupi e passou a compor com mais frequência. O seu primeiro disco saiu em 1966, com a música O Chorão.
Quatro anos depois lançou dois LPs, e em seguida dedicou-se à tarefa de musicar poemas de língua portuguesa de importantes autores como Carlos Drummond de Andrade (E Agora, José?), Gregório de Matos (Definição do Amor), Augusto dos Anjos (Versos Íntimos), Jorge de Lima (Essa Nega Fulô) e Manuel Bandeira (Vou-me Embora pra Pasárgada).
As suas músicas foram gravadas por Clara Nunes, Emílio Santiago, Simone e outros. Entre seus sucessos destacam-se Pingos de Amor, gravado por vários intérpretes, Canoeiro, Um Chopp pra Distrair, I Want to Go Back to Bahia (uma homenagem a Caetano Veloso, então exilado em Londres) e Quem Tem um Olho É Rei, todas em parceria com Odibar.

Entre 1987/1996, por causa de graves problemas de saúde, que quase o deixaram paralítico, não gravou nenhum disco.

Parcialmente recuperado, em 1997 retomou a carreira, quando novamente já tinha residência fixa no Recife.

Nos últimos anos, residindo no Recife, esteve numa cadeira de rodas, já que a doença que quase o paralisou nos anos 80 retornou a partir de 2005, e dessa vez paralisou os seus membros inferiores. Deixou de apresentar-se em 2016, apesar de ter continuado a trabalhar em novas canções até à sua morte, em 22 de junho de 2022, aos 82 anos, de causas naturais.