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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Bezerra da Silva nasceu há 99 anos...

     
José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 - Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor, guitarrista, percussionista e intérprete brasileiro dos géneros musical coco e samba, em especial de partido-alto.
     
 

Wilson Simonal nasceu há 88 anos...


Wilson Simonal de Castro
(Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 - São Paulo, 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 60 e 70, chegando a comandar um programa na TV Tupi, Spotlight, e dois programas na TV Record, Show em Si... Monal e Vamos S'imbora, e a assinar o que foi considerado na época o maior contrato de publicidade de um artista brasileiro, com a empresa anglo-holandesa Shell.
Cantor detentor de esmerada técnica e qualidade vocal, Simonal viu a sua carreira entrar em declínio após o episódio no qual teve seu nome associado ao DOPS, envolvendo a tortura de seu contador Raphael Viviani. O cantor acabaria sendo processado e condenado, por extorsão mediante sequestro, sendo que, no curso deste processo, redigiu um documento dizendo-se delator, o que acabou levando-o ao ostracismo e a condição de pária da música popular brasileira.
Os seus principais sucessos são "Balanço Zona Sul", "Lobo Bobo", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Nem vem que não tem", "Tributo a Martin Luther King", "Sá Marina" (que chegou a ser regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder, como "Pretty World"), "País Tropical", de Jorge Ben, que seria seu maior êxito comercial, e "A Vida É Só pra Cantar". Simonal teve uma filha, Patrícia, e dois filhos, também músicos, Wilson Simoninha e Max de Castro.
Em 2012, Wilson Simonal foi eleito o quarto melhor cantor brasileiro de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil.
  
 

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

José Carlos Capinan - 85 anos

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José Carlos Capinan, mais conhecido como Capinan ou Capinam (Entre Rios, 19 de fevereiro de 1941), é um poeta, letrista e dramaturgo brasileiro, integrante da Academia de Letras da Bahia. Da geração de fundadores do Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional dos Estudantes, é autor do livro "Inquisitorial" (1966), considerado um marco da poesia participante no Brasil.

Poeta do Tropicalismo, foi do grupo criador do movimento de vanguarda renovador da cultura brasileira em 1967 e 1968, e integrou o álbum "Tropicalia ou Panis et Circensis" com "Miserere Nobis", sua parceria com Gilberto Gil.

É um dos principais poetas de sua geração e se tornou um letrista central na história da modernização da música popular brasileira, vencendo o Festival de Música Popular de 1967 com a canção "Ponteio", parceria com Edu Lobo. "Soy loco por ti, América", canção com sua letra e música de Gilberto Gil, virou uma das grandes expressões poéticas do tropicalismo.

Autor de canções clássicas, Capinan tem como parceiros Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo, Tom Zé, Jards Macalé, Paulinho da Viola, Fagner, João Bosco, Francis Hime, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Roberto Mendes, Cézar Mendes e Paquito, entre outros.

É o presidente de honra do Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira, em Salvador.

Em 2024, lançou a sua poesia completa na antologia "Cancioneiro Geral" (Círculo de Poemas), organizada por Claudio Leal e Leonardo Gandolfi. Em 2025, o Selo Sesc lançou o disco ao vivo "Cancioneiro Geral - Tributo a Capinan", com a participação do poeta ao lado de Jards Macalé e Renato Braz.

 

in Wikipédia

 

 

Miserere Nobis - Gilberto Gil

Letra de José Carlos Capinan e música de Gilberto Gil

 

Miserere nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão

Já não somos como na chegada
Calados e magros, esperando o jantar
Na borda do prato se limita a janta
As espinhas do peixe de volta pro mar

Miserere nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão

Tomara que um dia de um dia seja
Para todos e sempre a mesma cerveja
Tomara que um dia de um dia não
Para todos e sempre metade do pão

Tomara que um dia de um dia seja
Que seja de linho a toalha da mesa
Tomara que um dia de um dia não
Na mesa da gente tem banana e feijão

Miserere nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão

Já não somos como na chegada
O sol já é claro nas águas quietas do mangue
Derramemos vinho no linho da mesa
Molhada de vinho e manchada de sangue

Miserere nobis
Ora, ora pro nobis
É no sempre será, ô, iaiá
É no sempre, sempre serão

Bê, rê, a – Bra
Zê, i, lê – zil
Fê, u – fu
Zê, i, lê – zil

Ora pro nobis

 

Evandro Mesquita, o cantor, compositor e ator, faz hoje 74 anos

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Evandro Nahid de Mesquita (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1952) é um cantor, compositor e ator brasileiro, conhecido por ser o vocalista da banda de rock Blitz e pelos diversos trabalhos no cinema e na televisão, incluindo o mecânico Paulo "Paulão" Wilson na série A Grande Família, entre 2006 e 2014.

 

in Wikipédia

 

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Christiane Torloni faz hoje 69 anos


Christiane Maria dos Santos Torloni (São Paulo, 18 de fevereiro de 1957) é uma atriz brasileira. Prolífica na dramaturgia brasileira desde a década de 70, é particularmente conhecida pelos seus retratos de mulheres fortes e independentes na televisão e em peças de sucesso no teatro. Ela é vencedora de inúmeros prémios, incluindo um APCA, dois Prémios Qualidade Brasil e um Shell, além de ter recebido indicações para um Grande Otelo e três Troféus Imprensa.
 
 

Fagundes Varella morreu há 151 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/48/Lu%C3%ADs_Nicolau_Fagundes_Varela.jpg/200px-Lu%C3%ADs_Nicolau_Fagundes_Varela.jpg
  

Luís Nicolau Fagundes Varella (Rio Claro, 17 de agosto de 1841 - Niterói, 18 de fevereiro de 1875) foi um poeta brasileiro, patrono na Academia Brasileira de Letras.
Filho do magistrado Emiliano Fagundes Varella e de Emília de Andrade, ambos de ricas famílias cariocas.
Poeta romântico e boémio inveterado, Fagundes Varella foi um dos maiores expoentes da poesia brasileira, em seu tempo. Tendo ingressado no curso de Direito (e frequentado a Faculdade de Direito de São Paulo e a Faculdade de Direito do Recife), abandonou o curso no quarto ano. Foi a transição entre a segunda e a terceira geração romântica.
Diria, reafirmando sua vocação exclusiva para a arte, no poema "Mimosa", na boca duma personagem: "Não sirvo para doutor"...
Casando-se muito novo (aos vinte e um anos) com Alice Guilhermina Luande, filha de dono de um circo, teve um filho que veio a morrer aos três meses. Este facto inspirou-lhe o poema "Cântico do Calvário", expressão máxima de seus versos, tão jovem ainda. Sobre estes versos, analisou Manuel Bandeira:
"...uma das mais belas e sentidas nênias da poesia em língua portuguesa. Nela, pela força do sentimento sincero, o Poeta atingiu aos vinte anos uma altura que, não igualada depois, permaneceu como um cimo isolado em toda a sua poesia."
Casou-se novamente com uma prima - Maria Belisária de Brito Lambert, sendo novamente pai de duas meninas e um menino, também falecido prematuramente.
Embriagando-se e escrevendo, faleceu ainda jovem, vivendo à custa do pai, passando boa parte do tempo no campo, seu ambiente predileto.
Fagundes Varella morreu com 33 anos de idade.
  

 

A flor do maracujá

 

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!

Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas do sereno
Nas folhas de gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá!

Pelas tranças da mãe-d'água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá!

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová!
Pela lança ensanguentada
Da flor do maracujá!

Por tudo o que o céu revela!
Por tudo o que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está!...
Guarda contigo esse emblema
Da flor do maracujá!

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em — a —
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

 

Fagundes Varella

Nelson Cavaquinho morreu há quarenta anos...

     

Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1911 - Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1986) foi um importante músico brasileiro. Sambista carioca, compositor e tocador de cavaquinho na juventude, na maturidade optou pela viola, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-la, utilizando apenas dois dedos da mão direita. 

     

in Wikipédia

 

Saudades de Nelson Cavaquinho...

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Pixinguinha morreu há 53 anos...

    
Alfredo da Rocha Vianna Filho
, conhecido como Pixinguinha (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 - Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973), foi um flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro.
Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.
      
 

domingo, fevereiro 15, 2026

Ronald de Carvalho morreu há 91 anos...

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Ronald de Carvalho (Rio de Janeiro, 16 de maio de 1893 - Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 1935) foi um poeta e político brasileiro.
    
Vida
Ronald de Carvalho era filho do engenheiro naval Artur Augusto de Carvalho e de Alice Paula e Silva Figueiredo de Carvalho, concluindo o curso secundário no Colégio naval.
Entrou na Faculdade Livre de Ciéncias Jurídicas e Sociaes do Rio de Janeiro, precursora da atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, fazendo um bacharelato em 1912. Desde 1910 trabalhava como jornalista, no Diário de Notícias, cujo diretor era Ruy Barbosa.
Na sua ida para a Europa, cursou Filosofia e Sociologia em Paris. Ao voltar para o Brasil, entrou para o Itamaraty. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, que decorreu em 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, a qual foi o momento determinante do modernismo brasileiro.
Em 1924 dirigiu a Seção dos Negócios Políticos e Diplomáticos na Europa. Durante a gestão de Félix Pacheco, esteve no México, como hóspede de honra daquele governo. Em 1926 foi oficial de gabinete do ministro Otávio Mangabeira. Em 1930, o seu poema Brasil foi entusiasticamente lido na conferência Poesia Moderníssima do Brasil, apresentada pelo professor Manoel de Souza Pinto, da Cadeira de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra (tal estudo saiu estampado depois no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, edição de domingo, 11 de janeiro de 1931). Exerceu cargos diplomáticos de relevância, servindo na Embaixada de Paris, com o embaixador Sousa Dantas, por dois anos, e depois em Haia (Países Baixos). Regressou a Paris, de onde, em 1933, voltou para o Rio de Janeiro.
Foi secretário da Presidência da República, cargo que ocupava quando morreu. Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto. Colaborou, com destaque, em O Jornal e também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas Alma nova (1914-1930) e Atlântida (1915-1920). Casou com Leilah Accioly de Carvalho, de quem teve quatro filhos.
Ronald de Carvalho faleceu com 41 anos de idade, vítima de acidente automobilístico, no Rio de Janeiro, a 15 de fevereiro de 1935.
   
Literatura
Na biblioteca de Fernando Pessoa da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, existe um exemplar do livro Luz Gloriosa - Poema de Ronald de Carvalho, com o seguinte colofon:
«Terminou-se a impressão deste livro em Novembro do anno de MCMXIII, nas officinas graphicas da Casa Crès et Cie, Paris.»
Este exemplar foi oferecido a Fernando Pessoa pelo autor e enviado, através de Luís de Montalvor, no seu regresso a Lisboa, após dois anos como secretário da Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro. O livro tem uma dedicatória escrita pelo punho de Ronald de Carvalho:
«Para as mãos de Fernando Pessôa, fraternalmente Ronaldo de Carvalho. Rio MCMXIV»
Em 29 de fevereiro de 1915, Fernando Pessoa escreveu ao autor, agradecendo o livro que este lhe oferecera e fazendo uma apreciação de Luz Gloriosa:
   
«O seu livro é dos mais belos que recentemente tenho lido. Digo-lhe isto para que, não me conhecendo, me não julgue posto a severidade sem atenção às belezas do seu Livro. Há em si o com que os grandes poetas se fazem. De vez em quando a mão do escultor faz falar as curvas irreais da sua Matéria. E então é o seu poema sobre o Cais e a sua impressão do Outono, e este e aquele verso, caído dos deuses como o que é azul no céu nos intervalos da tormenta. Exija de si o que sabe que não pode fazer. Não é outro o caminho da Beleza.»
in Correspondência (1905-1922) - Fernando Pessoa
   
A crítica de Fernando Pessoa parece ter influenciado o escritor brasileiro, que iria aderir ao modernismo, destacando-se a sua intervenção na Semana de Arte Moderna. cinco anos mais novo do que Fernando Pessoa, Ronald de Carvalho viria a morrer, por coincidência, no mesmo ano do escritor português.
 
   
Orpheu – Revista Trimestral de Literatura
Ronald de Carvalho foi, em conjunto com Luís de Montalvor, diretor do primeiro número da revista literária Orpheu, publicada em Lisboa, em março de 1915, causando enorme polémica. Esta revista, de que se publicaram apenas dois números, foi uma das mais importantes no panorama literário português, contribuindo decisivamente para a introdução do modernismo em Portugal e exercendo uma duradoura influência na literatura portuguesa do século XX. Para além desses dois escritores, Orpheu publicou grandes nomes das letras portuguesas, como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e José de Almada-Negreiros.
Na folha de rosto do primeiro número da «revista trimestral de literatura» Orpheu, correspondente ao primeiro trimestre de 1915, pode ler-se:
DIRECÇÃO

PORTUGAL

Luiz de Montalvor - 17, Caminho do Forno do Tijolo - LISBOA

BRAZIL

Ronald de Carvalho -104, Rua Humaytá - RIO DE JANEIRO
Nas páginas 21 a 25 a mesma revista contém os poemas de Ronald de Carvalho «A Alma que Passa», «Lampada Nocturna», «Torre Ignota», «O Elogio dos Repuxos» e «Reflexos (Poema da Alma enferma)».
   
Obras
  • Luz Gloriosa (1913)
  • Pequena História da Literatura Brasileira (1919)
  • Poemas e Sonetos (1919)
  • Epigramas Irônicos e Sentimentais (1922)
  • Toda a América (1926)
  • O Mercador de Prata, de Ouro e Esmeralda
  • Epigrama
  • Uma noite em Los Andes
  • Sabedoria
  • Brasil
    
in Wikipédia
   
 
Brasil
  A Fernando Haroldo

 
Nesta hora de sol puro
Palmas paradas
Pedras polidas
Claridades
Faíscas
Cintilações

Eu ouço o canto enorme do Brasil!

Eu ouço o tropel dos cavalos de Iguaçu correndo na ponta
    das rochas nuas, empinando-se no ar molhado, batendo
    com as patas de água na manhã de bolhas e pingos verdes;

Eu ouço a tua grave melodia, a tua bábara e grave melodia,
    Amazonas, melodia da tua onda lenta de óleo espesso que
    se avoluma e se avoluma, lambe o barro das barrancas, morde
    raízes, puxa ilhas e empurra o oceano mole como um touro
    picado de farpas, varas, galhos e folhagens;

Eu ouço a terra que estala no ventre quente do Nordeste,
    a terra que ferve na planta do pé de bronze do cangaceiro,
    a terra que se esboroa e rola em surdas bolas pelas
    estradas de Juazeiro, e quebra-se em crostas secas,
    esturricadas no Crato chato;

Eu ouço o chiar das caatingas — trilos, pios, pipios, trinos,
    assobios, zumbidos, bicos que picam, bordões que ressoam
    retesos, tímpanos que vibram, límpidos papos que estufam,
    asas que zinem, rezinem, cris-cris, cicios, cismas, cismas
    longas, langues — caatingas debaixo do céu!

Eu ouço os arroios que riem, pulando na garupa dos dourados
    gulosos, mexendo com os bagres no limo da luras e das locas;

Eu ouço as moendas espremendo canas, o gluglu do mel
    escorrendo nas tachas, o tinir da tigelinhas nas serigueiras;
E machados que disparam caminhos,
E serras que toram troncos,
E matilhas de “Corta Vento”, “Rompe-Ferro”, “Faíscas”
    e “Tubarões” acuando suçuaranas e maçarocas,
E mangues borbulhando na luz,
E caititus tatalando as queixadas para os jacarés que
    dormem no tejuco morno dos igapós...
Eu ouço todo o Brasil cantando, zumbindo, gritando, vociferando!
Redes que balançam,
Sereias que apitam,
Usinas que rangem, martelam, arfam, estridulam, ululam e roncam,
Tubos que explodem,
Guindastes que giram,
Rodas que batem,
Trilhos que trepidam.
Rumor de coxilhas e planaltos, campainhas, relinchos
    aboiados e mugidos,
Repiques de sinos, estouros de foguetes, Ouro Preto,
    Bahia, Congonhas, Sabará,
Vaias de Bolsas empinando números como papagaios,
Tumulto de ruas que saracoteiam sob arranha-céus,
Vozes de todas as raças que a maresia dos portos joga no sertão!

Nesta hora de sol puro eu ouço o Brasil.

Todas as tuas conversas, pátria morena, correm pelo ar...
A conversa dos fazendeiros nos cafezais,
A conversa dos mineiros nas galerias de ouro,
A conversa dos operários nos fornos de aço,
A conversa dos garimpeiros, peneirando as bateias,
A conversa dos coronéis nas varandas das roças...
Mas o que eu ouço, antes de tudo, nesta hora de sol puro
Palmas paradas
Pedras polidas
Claridades
Brilhos
Faíscas
Cintilações
É o canto dos teus berços, Brasil, de todos esses teus berços,
    onde dorme, com a boca escorrendo leite,
    moreno, confiante, o homem de amanhã!
  

 
in
Toda a América (1926) - Ronald de Carvalho

sábado, fevereiro 14, 2026

Reginaldo Rossi, o falecido Rei do Brega, nasceu há oitenta e dois anos...

       
Reginaldo Rossi, nome artístico de Reginaldo Rodrigues dos Santos (Recife, 14 de fevereiro de 1944 - Recife, 20 de dezembro de 2013), foi um cantor e compositor brasileiro, conhecido como o "Rei do Brega".
 
(...)

 

Morte

No dia 9 de dezembro de 2013, Rossi passou por um procedimento chamado toracocentese, que retirou dois litros de líquido, acumulados entre a pleura e o pulmão. O resultado da biopsia, divulgado dois dias depois, confirmou o diagnóstico de cancro de pulmão.

Reginaldo Rossi morreu na manhã do dia 20 de dezembro de 2013, aos 70 anos, de falência múltipla de órgãos, em decorrência do cancro do pulmão que foi detetado dias antes. O seu corpo foi sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, ao som de Recife, Minha Cidade, música que compôs em homenagem à sua terra natal.

   
    

Música adequada à data...

Jacob do Bandolim nasceu há 108 anos...

 
Jacob Pick Bittencourt
, mais conhecido como Jacob do Bandolim (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1918 - Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1969) foi um músico, compositor e bandolinista brasileiro de choro. Filho do capixaba Francisco Gomes Bittencourt e da judia polaca Raquel Pick, nascida na cidade de Łódź, morou durante a infância no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
  
 

Carmélia Alves, a Rainha do Baião, nasceu há 103 anos

 
Nomeada por Luís Gonzaga a "Rainha do Baião", fez sucesso na década de 50 com Sabiá na gaiola. Reconhecida no Brasil e na América Latina, vendeu milhares de cópias, o que obrigou a gravadora Continental de Buenos Aires a abrir outra filial para conter a venda tão grande. Ganhou todos os prémios importantes da época, que estão expostos num museu. Foi crooner da boate do hotel Copacabana Palace e cantou sambas ao estilo de Carmem Miranda. Foi integrante do grupo "Cantoras do Rádio", formado em 1988, ao lado das amigas Ellen, Violeta e Carminha.
  
 

Dicró nasceu há oitenta anos...

   
Carlos Roberto de Oliveira, mais conhecido como Dicró (Nova Iguaçu, 14 de fevereiro de 1946Magé, 25 de abril de 2012), foi um cantor e compositor brasileiro de sambas satíricos. Ao lado de Moreira da Silva, Osmar do Breque, Germano Mathias e Bezerra da Silva, é considerado um dos principais sambistas da linha. Entre as suas letras bem-humoradas, destacam-se aquelas em que ele falava mal da própria sogra.
   

in   Wikipédia

 

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Música adequada à data...

 

Reconvexo - Maria Bethânia

 

Sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia

Sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não

Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha, mais nova espada e seu corte

Sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo

Sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia

Sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não

Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha, mais nova espada e seu corte

Sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo

Radamés Gnattali morreu há trinta e oito anos...

    
  
 

Henri Salvador morreu há dezoito anos...

 

Henri Gabriel Salvador (Caiena, 18 de julho de 1917 - Paris, 13 de fevereiro de 2008) foi um cantor, compositor e guitarrista francês de jazz. Viveu algum tempo no Hotel Copacabana Palace, na praia de Copacabana na cidade do Rio de Janeiro, onde fez muito sucesso no Cassino da Urca. Henri Salvador é considerado por muitos como um precursor da Bossa Nova.
   
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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Canta, Canta Minha Gente...!

Dominguinhos nasceu há oitenta e cinco anos...

     
José Domingos de Morais (Garanhuns, 12 de fevereiro de 1941 - São Paulo, 23 de julho de 2013), conhecido como Dominguinhos, foi um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Teve na sua formação musical influências de baião, bossa nova, choro, forró, xote e jazz.