NOTA: recordamos, novamente, que o Fernando Martins mantêm um site, em português (que vale pena ver, ler e ouvir) sobre Federico Garcia Lorca:
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
NOTA: recordamos, novamente, que o Fernando Martins mantêm um site, em português (que vale pena ver, ler e ouvir) sobre Federico Garcia Lorca:
Postado por Pedro Luna às 19:36 0 comentários
Marcadores: Camarón De La Isla, Federico Garcia Lorca, Guerra Civil Espanhola, homossexuais, Nana del Caballo Grande, poesia, teatro
Gazela do amor desesperado
A noite não quer vir
para que tu não venhas
nem eu não possa ir.
Mas eu irei
embora um sol de lacraus me coma as têmporas.
Mas tu virás
com a língua queimada por uma chuva de sal.
E o dia não quer vir
para que tu não venhas
nem eu possa ir.
Mas eu irei
entregando aos sapos o meu mordido cravo.
Mas tu virás
pelas turvas cloacas da obscuridade.
Nem a noite nem o dia querem vir
para que por ti morra
e tu morras por mim.
Federico García Lorca (tradução Pedro Luna)
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
Marcadores: Federico Garcia Lorca, Guerra Civil Espanhola, homossexuais, poesia, teatro
Soneto de la dulce queja
Tengo miedo a perder la maravilla
de tus ojos de estatua y el acento
que de noche me pone en la mejilla
la solitaria rosa de tu aliento.
Tengo pena de ser en esta orilla
tronco sin ramas; y lo que más siento
es no tener la flor, pulpa o arcilla,
para el gusano de mi sufrimiento.
Si tú eres el tesoro oculto mío,
si eres mi cruz y mi dolor mojado,
si soy el perro de tu señorío,
no me dejes perder lo que he ganado
y decora las aguas de tu río
con hojas de mi otoño enajenado.
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
Marcadores: Andaluzia, Espanha, Federico Garcia Lorca, Guerra Civil Espanhola, homossexuais, música, pena de morte, poesia, teatro
Postado por Fernando Martins às 08:08 0 comentários
Marcadores: Fiama Hasse Pais Brandão, poesia, Poesia 61, teatro
Do rio que tudo arrasta
Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Alemanha, Bertolt Brecht, comunistas, poesia, teatro
Postado por Fernando Martins às 07:00 0 comentários
Marcadores: Alemanha, Bertolt Brecht, comunistas, poesia, teatro
A emigração dos poetas
Homero não tinha morada
E Dante teve que deixar a sua.
Li-Po e Tu-Fu andaram por guerras civis
Que tragaram 30 milhões de pessoas
Eurípedes foi ameaçado com processos
E Shakespeare, moribundo, foi impedido de falar.
Não apenas a Musa, também a polícia
Visitou François Villon.
Conhecido como “o Amado”
Lucrécio foi para o exílio
Também Heine, e assim também
Brecht, que buscou refúgio
Sob o teto de palha dinamarquês.
Bertolt Brecht
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
Marcadores: Alemanha, Bertolt Brecht, comunistas, poesia, teatro
A estreia da fadista no teatro de revista aconteceu na peça Tudo à Mostra (1966), no Teatro Maria Vitória, onde cantou "Na Hora da Despedida", um fado de apoio aos soldados portugueses na Guerra do Ultramar, que se tornaria num sucesso.
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
Marcadores: actriz, Ada de Castro, Fado, Gosto de tudo o que é teu, música, teatro
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: cinema, Herman José, Humor, música, Nicolau Breyner, Pouco mais, Sr. Feliz e Sr. Contente, teatro, telenovelas, televisão
Postado por Fernando Martins às 08:06 0 comentários
Marcadores: cinema, Herman José, Humor, música, Nicolau Breyner, Sr. Feliz e Sr. Contente, teatro, telenovelas, televisão
Postado por Fernando Martins às 02:33 0 comentários
Marcadores: D. Maria I, Ópera, rococó, teatro, Teatro Nacional de São Carlos
(imagem daqui)
Luís Infante de Lacerda de Sttau Monteiro (Lisboa, 3 de abril de 1926 - Lisboa, 23 de julho de 1993) foi um escritor português do século XX.
Com dez anos de idade mudou-se para Londres com seu pai, Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro, embaixador de Portugal, e sua mãe Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda (São Tomé e Príncipe, 2 de agosto de 1903 - Lisboa, 8 de junho de 1980), sobrinha-bisneta do 1.º Barão de Sabroso e do 2.º Barão de Sabroso. Contudo, em 1943 este último é demitido do seu cargo por Salazar, o que os levou a regressar a Portugal.
Já em Lisboa, licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo trabalhado como advogado por um curto período de tempo, dedicando-se, depois de nova passagem pelo Reino Unido, ao jornalismo.
A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, colocou Sttau Monteiro em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retratou ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspetos da sociedade portuguesa contemporânea.
Ao regressar a Portugal colabora em diversas publicações destacando-se a revista Almanaque (onde usou o pseudónimo Manuel Pedrosa) e o suplemento A Mosca do Diário de Lisboa. Neste último, cria a secção Guidinha.
Sttau Monteiro estreou-se nas publicações em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961).
Como dramaturgo destaca-se logo em 1961 com o drama narrativo histórico Felizmente há Luar!, um peça situada na linha do teatro épico. Esta obra foi galardoada com o Grande Prémio de Teatro atribuído pela Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (atual SPA) mas a sua representação foi, no entanto, proibida pela censura.
Sttau Monteiro foi preso por suspeita de ter colaborado na "Intentona de Beja" de 1962 o que o levou a que voltasse a viver, entre 1962 e 1967, na Inglaterra. Regressado a Portugal, foi preso pela PIDE em 1967, pelas críticas à ditadura vigente e à guerra colonial incluídas nas suas peças satíricas A Guerra Santa (1967) e A Estátua (1967).
Só após a Revolução do 25 de abril a sua peça Felizmente há Luar! foi apresentada nos palcos nacionais. Aconteceu primeiro em 1975 pelo TEB - Teatro Ensaio do Barreiro seguindo-se, em 1978, a representação pela companhia do Teatro Nacional D. Maria II.
Sttau Monteiro foi ainda colaborador de semanários como o Se7e, O Jornal ou Expresso.
Em 1985, o seu romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão serviu de argumento à telenovela Chuva na Areia.
Luís de Sttau Monteiro morreu a 23 de julho de 1993, em Lisboa, sendo enterrado no Cemitério de Loures.
A 9 de junho de 1994 foi feito Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico a título póstumo.
Postado por Fernando Martins às 00:33 0 comentários
Marcadores: literatura, Luís de Sttau Monteiro, teatro
Postado por Fernando Martins às 08:30 0 comentários
Marcadores: censura, Cuba, homossexuais, poesia, Reinaldo Arenas, SIDA, suicídio, teatro
Postado por Fernando Martins às 02:06 0 comentários
Marcadores: actor, cinema, Óscar, Rússia, teatro, USA, Yul Brynner
Postado por Fernando Martins às 00:36 0 comentários
Marcadores: Amélia Rey Colaço, Mariana Rey Monteiro, teatro
Postado por Fernando Martins às 00:19 0 comentários
Marcadores: actor, cinema, Henrique Viana, Humor, música, teatro, Teatro de Revista, televisão
Postado por Fernando Martins às 01:59 0 comentários
Marcadores: Itália, literatura, Pirandello, Prémio Nobel, teatro
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.