Eu vi a luz em um país perdido.
A minha alma é lânguida e inerme.
Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído!
No chão sumir-se, como faz um verme...
in Clepsidra (1920) - Camilo Pessanha
O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Postado por Fernando Martins às 01:59 0 comentários
Marcadores: Camilo Pessanha, Clepsidra, poesia, Simbolismo
O Vampiro
Tu que, como uma punhalada,
Em meu coração penetraste,
Tu que, qual furiosa manada
De demónios, ardente, ousaste,
De meu espírito humilhado,
Fazer teu leito e possessão
- Infame à qual estou atado
Como o galé ao seu grilhão,
Como ao baralho o jogador,
Como à carniça ao parasita,
Como à garrafa ao bebedor
- Maldita sejas tu, maldita!
Supliquei ao gládio veloz
Que a liberdade me alcançasse,
E ao veneno, pérfido algoz,
Que a covardia me amparasse.
Ai de mim! Com mofa e desdém,
Ambos me disseram então:
"Digno não és de que ninguém
Jamais te arranque a escravidão,
Imbecil! - se de teu retiro
Te libertássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!"
Charles Baudelaire
Postado por Fernando Martins às 01:59 0 comentários
Marcadores: Charles Baudelaire, poesia, Simbolismo
Um Sonho
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, o celestial girassol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluídas, fluindo à fina flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves.
Flor! enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol, o celestial girassol esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos, Flor! à flor destes floridos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Como aqui se está bem! Além freme a quermesse...
– Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos
Beijos se beijam, Flor! à flor dos frescos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítólas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Esmaiece na messe o rumor da quermesse...
– Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?
É um noivo a quem fugiu a Flor de olhos amenos,
E chora a sua morta, absorto, à flor dos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Penumbra de veludo. Esmorece a quermesse...
Sob o meu braço lasso o meu Lírio esmorece...
Beijo-lhe os boreais belos lábios amenos,
Beijo que freme e foge à flor dos flóreos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Teus lábios de cinábrio, entreabre-os! Da quermesse
O rumor amolece, esmaiece, esmorece...
Dá-me que eu beije os teus' morenos e amenos
Peitos! Rolemos, Flor! à flor dos flóreos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Ah! não resistas mais a meus ais! Da quermesse
O atroador clangor, o rumor esmorece...
Rolemos, ó morena! em contactos amenos!
– Vibram três tiros à florida flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,
Suaves...
Três da manhã. Desperto incerto... E essa quermesse?
E a Flor que sonho? e o sonho? Ah! tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz luz com lumes amenos,
Chora o vento lá fora, à flor dos flóreos fenos...
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Eugénio de Castro, poesia, Simbolismo
Postado por Fernando Martins às 08:20 0 comentários
Marcadores: Eugénio de Castro, poesia, Simbolismo
Postado por Fernando Martins às 01:59 0 comentários
Marcadores: Anto, António Nobre, decadentismo, poesia, Saudosismo, Simbolismo, ultrarromantismo

Salmos da Noite
Alphonsus Guimaraens
Postado por Pedro Luna às 15:06 0 comentários
Marcadores: Alphonsus Guimaraens, Brasil, neo-romantismo, poesia, Simbolismo
Postado por Fernando Martins às 01:56 0 comentários
Marcadores: Alphonsus Guimaraens, Brasil, neo-romantismo, poesia, Simbolismo
Postado por Fernando Martins às 12:30 0 comentários
Marcadores: impressionismo, pintura, Simbolismo, tonalismo, Whistler
Postado por Fernando Martins às 16:40 0 comentários
Marcadores: Art Nouveau, Áustria, Klimt, pintura, Simbolismo

Alice Butt, circa 1895, National Gallery of Art
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 01:19 0 comentários
Marcadores: impressionismo, pintura, Simbolismo, tonalismo, USA, Whistler
Visto que tudo passa e as épicas memorias
in Claridades do Sul (1875) - António Gomes Leal
Postado por Fernando Martins às 17:08 0 comentários
Marcadores: António Gomes Leal, Parnasianismo, poesia, Simbolismo, ultrarromantismo
Moreau começou como pintor realista. Posteriormente, sob a influência dos impressionistas e pré-rafaelitas, evoluiu para uma pintura mais romântica e espiritual, que lhe permitiu entrar nas fileiras do simbolismo, junto com Munch, Ensor, Puvis de Chavannes e Redon. Alguns historiadores de arte preferem se referir a eles como pós-impressionistas.
Nascido em Paris, este pintor teve aulas dadas pelos mestres Chassériau e Picot em seus respetivos ateliês. Suas obras foram expostas pela primeira vez ao público e à crítica no Salão de 1852. Ele pregava que a inspiração nunca seria encontrada no objeto a ser pintado, pois ela seria única e exclusiva do pintor, ou seja, a obra seria executada a partir do que foi sentido por ele.
Os temas favoritos de Moreau eram as cenas bíblicas, principalmente a história de Salomé, muito em moda no final do século XIX, e as obras literárias clássicas.
Mestre da cor, soube representar mulheres de uma beleza rara com traços de anjo e pele aveludada, cobertas apenas por ousadas transparências. A luz foi utilizada por Moreau para obter essa atmosfera ao mesmo tempo mística e mágica, que caracterizou a pintura simbolista. No detalhismo caligráfico com que trabalhou os arabescos e demais elementos decorativos, Moreau aproximou-se qualitativa e quantitativamente do modernista Klimt.
Postado por Fernando Martins às 01:28 0 comentários
Marcadores: França, Gustave Moreau, pintura, Simbolismo
Cruz e Sousa
Postado por Fernando Martins às 01:28 0 comentários
Marcadores: Brasil, Cruz e Sousa, poesia, Simbolismo


Postado por Fernando Martins às 01:26 0 comentários
Marcadores: Anto, António Nobre, decadentismo, poesia, romantismo, Saudosismo, Simbolismo, Só
Hodler was born in Bern, the eldest of six children. His father, Jean Hodler, made a meager living as a carpenter; his mother, Marguerite (née Neukomm), was from a peasant family. By the time Hodler was eight years old, he had lost his father and two younger brothers to tuberculosis. His mother remarried, to a decorative painter named Gottlieb Schüpach who had five children from a previous marriage. The birth of additional children brought the size of Hodler's family to thirteen.
The family's finances were poor, and the nine-year-old Hodler was put to work assisting his stepfather in painting signs and other commercial projects. After the death of his mother from tuberculosis in 1867, Hodler was sent to Thun to apprentice with a local painter, Ferdinand Sommer. From Sommer, Hodler learned the craft of painting conventional Alpine landscapes, typically copied from prints, which he sold in shops and to tourists.
Postado por Fernando Martins às 17:30 0 comentários
Marcadores: Ferdinand Hodler, pintura, Simbolismo, Suiça

Postado por Pedro Luna às 15:07 0 comentários
Marcadores: Eugénio de Castro, poesia, Simbolismo
Postado por Fernando Martins às 01:57 0 comentários
Marcadores: Eugénio de Castro, Oaristos, poesia, Simbolismo, Universidade de Coimbra
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.