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domingo, maio 31, 2026

O príncipe Rainier III do Mónaco nasceu cento e dois anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/53/Prince_Rainier_III.jpg

Rainier III,
Príncipe do Mónaco, de nome completo Rainier Louis Henri Maxence Bertrand Grimaldi (Mónaco, 31 de maio de 1923 - Mónaco, 6 de abril de 2005), reinou no Principado do Mónaco quase cinquenta e seis anos, fazendo dele um dos monarcas que reinaram por mais tempo durante o século XX. Embora tenha ficado mais conhecido fora da Europa por se ter casado com a atriz dos Estados Unidos Grace Kelly,  Rainier foi também responsável por reformas na constituição de Mónaco e pela expansão da economia do principado; não somente por meio de sua tradicional base de jogos de fortuna e azar como também por meio do turismo. Os lucros com jogos correspondem, na atualidade, a três por cento da receita anual da nação. Quando Rainier ascendeu ao trono, em 1949, correspondiam a mais de noventa e cinco por cento. Antes da sua morte, era o segundo monarca no mundo que há mais tempo reinava.
Rainier nasceu no Mónaco como o único filho do príncipe Pierre do Mónaco, duque de Valentinois (nascido conde Pierre de Polignac), e da sua esposa, a princesa hereditária Princesa Charlotte, Duquesa de Valentinois. Nascida na Argélia, a sua mãe era a única filha do príncipe Luís II do Mónaco e de Marie Juliette Louvet. Ela foi mais tarde legitimada, por meio de uma adoção formal, e, subsequentemente, foi nomeada herdeira do trono monegasco. O seu pai era um nobre da Bretanha com sangue francês e espanhol. Ele adotou o sobrenome da sua esposa, Grimaldi, com o seu casamento e foi elevado a príncipe do Mónaco pelo seu sogro.
Rainier tinha apenas uma irmã, a Princesa Antoinette, Baronesa de Massy, que se tornou uma figura impopular quando tentou colocar os seus filhos na linha de sucessão, exigindo que a princesa Kelly deixasse o país.
O príncipe estudou em Summer Fields School, em St Leonards-on-Sea, Inglaterra, e mais tarde em Stowe School, uma prestigiada escola pública inglesa em Buckinghamshire. Depois, foi matriculado no Instituto Le Rosey, no Cantão de Vaud, Suíça, antes de continuar seus estudos na Universidade de Montpellier, França, onde obteve um grau de bacharel das artes. Terminou sua educação no Institut d'Etudes Politiques de Paris.
O avô materno de Rainier, o príncipe Luís II, tinha sido um general na armada francesa durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial, Rainier serviu como oficial de artilharia na armada. Como subtenente, lutou corajosamente durante a contra-ofensiva alemã na Alsácia. Depois da guerra, ele ganhou a Croix de guerre e a Bronze Star Medal, tornando-se cavaleiro da Legião de Honra da França.
Em 9 de maio de 1949, Rainier tornou-se o príncipe-soberano do Mónaco com a morte do príncipe Luís II. A sua mãe já tinha renunciado aos seus direitos, em seu favor, em 1926.
Depois de um namoro que conteve "um bom ideal de apreciação de ambos os lados", o príncipe Rainier casou, a 19 de abril de 1956, com a atriz americana, vencedora de um Óscar, Grace Kelly (1929-1982). Eles tiveram três filhos:
O Príncipe Rainier teve, até agora, onze netos:
Após a morte da sua esposa, falecida no hospital depois de sofrer um acidente automobilístico nas colinas de Mónaco, Rainier envolveu-se romanticamente com uma prima distante, a princesa Ira von Fürstenberg, uma ex-atriz de cinema, designer de joias, herdeira da Fiat e ex-cunhada da designer de moda Diane von Fürstenberg. Assim como ele, ela é descendente da Casa de Zähringen.
O príncipe Rainier III do Mónaco faleceu no dia 6 de abril de 2005, aos 81 anos de idade, no centro cardiotorácico do principado. Encontra-se sepultado na Catedral de São Nicolau, Monaco-Ville, no Mónaco.
    

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sábado, maio 30, 2026

O Mata-Frades, Joaquim António de Aguiar, extinguiu as ordem religiosas no país há 192 anos

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Joaquim António de Aguiar (Coimbra, 24 de agosto de 1792 - Lavradio, 26 de maio de 1884) foi um político português do tempo da Monarquia Constitucional e um importante líder dos cartistas e mais tarde do Partido Regenerador. Foi por três vezes presidente do Conselho de Ministros de Portugal (1841–1842, 1860 e 1865–1868, neste último período chefiando o Governo da Fusão, um executivo de coligação dos regeneradores com os progressistas). Ao longo da sua carreira política assumiu ainda várias pastas ministeriais, designadamente a de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça durante a regência de D. Pedro, nos Açores, em nome da sua filha D. Maria da Glória. Foi no exercício dessa função que promulgou a célebre lei, de 30 de maio de 1834, pela qual declarava extintos "todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares", sendo os seus bens secularizados e incorporados na Fazenda Nacional. Essa lei, pelo seu espírito anti-eclesiástico, valeu-lhe a alcunha de o Mata-Frades.
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/55/Mon_joaquim_antonio_de_aguiar.JPG/500px-Mon_joaquim_antonio_de_aguiar.JPG
Monumento de homenagem a Joaquim António de Aguiar, no Largo da Portagem, em Coimbra
      

quinta-feira, maio 28, 2026

Eduardo VIII morreu há 54 anos...

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Eduardo Alberto Cristiano Jorge André Patrício David (em inglês: Edward Albert Christian George Andrew Patrick David; White Lodge, 23 de junho de 1894Neuilly-sur-Seine, 28 de maio de 1972) foi Rei do Reino Unido e dos Domínios da Commonwealth e Imperador da Índia, entre 20 de janeiro e 11 de dezembro de 1936, com o título de Eduardo VIII.
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e8/Edward_VIII_Christening.webp
   
Antes da sua ascensão ao trono, Eduardo foi Príncipe de Gales, Duque da Cornualha e de Rothesay. Quando jovem, serviu nas Forças Armadas do Reino Unido durante a I Guerra Mundial e realizou várias viagens ao exterior em nome de seu pai, Jorge V. Esteve envolvido com várias mulheres, mais velhas e casadas, mas permaneceu solteiro até depois da sua abdicação como rei.
Eduardo tornou-se rei com a morte do seu pai, no início de 1936. Ele mostrava-se impaciente com os protocolos da corte e a sua aparente indiferença para com as convenções constitucionais estabelecidas preocupava os políticos. Com poucos meses de reinado, ele causou uma crise constitucional ao propor casamento à socialite americana Wallis Simpson, divorciada do primeiro marido e em vias de se divorciar do segundo. Os primeiros-ministros do Reino Unido e dos domínios eram contrários ao casamento, argumentando que o povo nunca aceitaria uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos como rainha. Além disso, tal casamento entraria em conflito com o status de Eduardo como Governador Supremo da Igreja de Inglaterra, que proibia o casamento de pessoas divorciadas enquanto os seus ex-cônjuges ainda estivessem vivos. Eduardo sabia que o governo liderado pelo primeiro-ministro britânico Stanley Baldwin renunciaria se os planos de casamento fossem em frente, o que poderia arrastar o rei a uma eleição geral e arruinar o seu status de monarca constitucional politicamente neutro. Optando por não encerrar o seu relacionamento com Wallis Simpson, Eduardo acabou por abdicar, sendo sucedido pelo seu irmão mais novo, Alberto, que escolheu o nome de reinado de Jorge VI. Ocupando o trono apenas 326 dias, Eduardo foi um dos monarcas com o reinado mais curto em toda a história britânica e da Commonwealth e nunca foi coroado.
    
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bd/EdwardVIIIcoin.jpg
    
Após a sua abdicação, foi-lhe concedido o título de Duque de Windsor. Casou-se com Wallis Simpson na França, em 3 de junho de 1937, após a confirmação do segundo divórcio dela. Nesse mesmo ano, o casal visitou a Alemanha. Durante a II Guerra Mundial, serviu inicialmente na missão militar britânica na França, mas, após falsas acusações de que nutria simpatia pelos nazis, foi designado governador das Bahamas. Com o final da guerra, nunca mais desempenhou outra função oficial, passando o resto de sua vida retirado na França.
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/37/Coat_of_Arms_of_Edward%2C_Duke_of_Windsor.svg/960px-Coat_of_Arms_of_Edward%2C_Duke_of_Windsor.svg.png
Brasão de Eduardo como Duque de Windsor
   

quinta-feira, maio 14, 2026

Norodom Sihamoni, o atual Rei do Camboja, comemora hoje setenta e três anos

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Norodom Sihamoni (Phnom Penh, 14 de maio de 1953) é o atual rei do Camboja. Ele é o filho mais velho de Norodom Sihanouk e de Norodom Sihanouk Monineath. Anteriormente, exercia o papel de embaixador do Camboja na UNESCO, sendo nomeado para se tornar o próximo rei, após o seu pai, Norodom Sihanouk, ter abdicado em 2004. Antes de ascender ao trono, Sihamoni ficou conhecido pelo seu trabalho como embaixador cultural na Europa e como instrutor de dança clássica.

Royal arms of Cambodia
Brasão do Rei do Camboja
  

quarta-feira, maio 13, 2026

El-Rei D. João VI nasceu há 259 anos

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Domingos Sequeira: O Príncipe Regente Passando Revista às Tropas na Azambuja, 1803
     
D. João VI de Portugal (de nome completo: João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança; Lisboa, 13 de maio de 1767 - Lisboa, 10 de março de 1826), cognominado O Clemente, foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822, de facto, e desde 1822 até 1825, de jure. Desde 1825 foi rei de Portugal até à sua morte, em 1826. Pelo Tratado do Rio de Janeiro de 1825, que reconhecia a independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, também foi o imperador titular do Brasil, embora tenha sido seu filho Pedro o imperador do Brasil de facto.
Um dos últimos representantes do absolutismo, Dom João viveu num período tumultuado, e seu reinado nunca conheceu paz duradoura. Ora era a situação portuguesa ou europeia a degenerar, ora era a brasileira. Não esperara vir a ser rei; só ascendeu à posição de herdeiro da Coroa pela morte de seu irmão mais velho, Dom José. Assumiu a regência quando sua mãe, D.ª Maria I, foi declarada mentalmente incapaz. Teve de lidar com a constante ingerência nos assuntos do reino de nações mais poderosas, nomeadamente a Espanha, França e Inglaterra. Obrigado a fugir de Portugal quando as tropas napoleónicas invadiram o país, chegando à colónia enfrentou revoltas liberais que refletiam eventos similares na metrópole, e foi compelido a retornar à Europa em meio a novos conflitos. Perdeu o Brasil quando seu filho D. Pedro proclamou a independência e viu o seu outro filho, D. Miguel, rebelar-se, procurando depô-lo. O seu casamento foi da mesma forma acidentado, e a esposa, Dª Carlota Joaquina, repetidas vezes conspirou contra o marido em favor de interesses pessoais ou da Espanha, o seu país natal.
Não obstante as atribulações, deixou uma marca duradoura especialmente no Brasil, criando inúmeras instituições e serviços que criaram a autonomia nacional, sendo considerado por muitos pesquisadores o verdadeiro mentor do moderno estado brasileiro. Apesar disso, é até hoje um dos personagens mais caricatos da história luso-brasileira, sendo acusado de indolência, falta de tino político e constante indecisão, sem falar em sua pessoa, retratada amiúde como grotesca, o que, segundo a historiografia mais recente, na maior parte dos casos é uma imagem injusta.
  
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Brasão de D. João VI como soberano do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
    
in Wikipédia

sábado, maio 09, 2026

Música adequada à data...

 

Hino da Maria da Fonte - Vitorino

 

Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os Cabrais
Que são falsos à nação

É avante portugueses
É avante não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir

É avante portugueses
É avante não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar

O marquês de Tomar, Costa Cabral, nasceu há 223 anos

    
António Bernardo da Costa Cabral (Fornos de Algodres, Algodres, 9 de maio de 1803 - Porto, 1 de setembro de 1889), 1.º conde e 1.º marquês de Tomar, mais conhecido simplesmente por Costa Cabral, foi um político português que, entre outros cargos e funções, foi deputado, par do Reino, conselheiro de Estado efetivo, ministro da Justiça e Negócios Eclesiásticos, ministro do Reino e presidente do Conselho de Ministros. Defensor da Revolução de Setembro de 1836, a sua conduta política evoluiu num sentido mais moderado e, depois de nomeado administrador de Lisboa, foi o principal obreiro da dissolução da Guarda Nacional. Durante o seu primeiro mandato na presidência do ministério, num período que ficaria conhecido pelo Cabralismo, empreendeu um ambicioso plano de reforma do Estado, lançando os fundamentos do moderno Estado português. Considerado um valido da rainha D. Maria II, apesar das suas origens modestas, foi feito conde de Tomar e depois elevado a marquês de Tomar. Foi uma das figuras mais controversas do período de consolidação do regime liberal, admirado pelo seu talento reformador, mas vilipendiado e acusado de corrupção e nepotismo por muitos. Foi obrigado a exilar-se em Madrid na sequência da Revolução da Maria da Fonte, mas voltaria, poucos anos depois, demonstrando uma extraordinária capacidade de recuperação e persistência, a ocupar a chefia do governo.
A figura preponderante deste estadista na política portuguesa durante a primeira fase da monarquia constitucional permite afirmar que em torno dela girou toda a política de consolidação institucional do liberalismo que caracterizou o reinado de D. Maria II.
     

Brasão do Marquês de Tomar - daqui
       

Zita, a última Imperatriz da Áustria e Hungria, nasceu há 134 anos

  
Zita Maria da Graça Aldegunda Micaela Rafaela Gabriela Josefina Antonia Luísa Agnes de Bourbon-Parma (em italiano: Zita Maria delle Grazie Adelgonda Micaela Raffaela Gabriella Giuseppina Antonia Luisa Agnese di Borbone-Parma, Viareggio, 9 de maio de 1892 - Zizers, 14 de março de 1989) foi princesa de Parma e última Imperatriz da Áustria, rainha da Hungria e da Boémia, como consorte do imperador Carlos I da Áustria. Ela descendia das famílias reais de Portugal (era neta do rei D. Miguel I), França e Espanha.
Filha do duque Roberto I de Parma e da infanta Maria Antónia de Bragança, Zita desposou o então arquiduque Carlos da Áustria em 1911. Carlos tornou-se o herdeiro presuntivo do imperador Francisco José I da Áustria em 1914, após o assassinato do seu tio, Francisco Fernando da Áustria-Hungria, e ascendeu ao trono em 1916.
Após o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, os Habsburgos foram depostos com a formação de novos países, tais como a Áustria, a Hungria e a Checoslováquia. Carlos e Zita partiram em exílio para a Suíça e, mais tarde, para a ilha da Madeira, onde Carlos morreu, em 1922. Após a morte de seu marido, Zita e seu filho Oto tornaram-se símbolos de unidade da dinastia exilada.
Uma católica devota, ela criou uma grande família sozinha, tendo ficado viúva aos vinte e oito anos, e permaneceu fiel à memória de Carlos I pelo resto de sua vida.
     

   

quinta-feira, abril 30, 2026

Joaquim Pedro de Oliveira Martins nasceu há cento e oitenta e um anos ...

      
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (Lisboa, 30 de abril de 1845 - Lisboa, 24 de agosto de 1894) foi um político e cientista social português.
Oliveira Martins é uma das figuras-chave da história portuguesa contemporânea. As suas obras marcaram sucessivas gerações de portugueses, tendo influenciado vários escritores do século XX, como António Sérgio, Eduardo Lourenço ou António Sardinha.
  
Biografia
Órfão de pai, teve uma adolescência difícil, não chegando a concluir o curso liceal, que lhe teria permitido ingressar na Escola Politécnica, para o curso de Engenheiro Militar. Esteve empregado desde os 13 anos de idade no comércio, de 1858 a 1870, mas, nesse ano, devido à falência da empresa onde trabalhava, foi exercer funções de administrador de uma mina na Andaluzia. Quatro anos depois regressou a Portugal para dirigir a construção da via férrea do Porto à Póvoa de Varzim e a Vila Nova de Famalicão. Em 1880 foi eleito presidente da Sociedade de Geografia Comercial do Porto e, quatro anos depois, diretor do Museu Industrial e Comercial do Porto. Mais tarde desempenhou as funções de administrador da Régie dos Tabacos, da Companhia de Moçambique, e fez parte da comissão executiva da Exposição Industrial Portuguesa.
Casou, em 1865, com Victória de Mascarenhas Barbosa, de ascendência inglesa, que o acompanhou nas suas longas estadas em Espanha e no Porto, mas de quem não teve descendência.
Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público.
Elemento animador da Geração de 70, revelou uma elevada plasticidade às múltiplas correntes de ideias que atravessaram o seu século.
Oliveira Martins colaborou nos principais jornais literários e científicos de Portugal, assim como nos políticos socialistas. Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas: Renascença (1878-1879?), Ribaltas e gambiarras (1881), Revista de Estudos Livres (1883-1886), Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha (1888-1898) e Gazeta dos Caminhos de Ferro (iniciada em 1899) e ainda em A semana de Lisboa (1893-1895), A Leitura (1894-1896) e, a título póstumo, no semanário Branco e Negro (1896-1898).
Oliveira Martins colaborou nos principais jornais literários e científicos de Portugal, assim como nos políticos socialistas. Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas: Ribaltas e gambiarras (1881), Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha (1888-1898), Gazeta dos Caminhos de Ferro (iniciada em 1899), na A semana de Lisboa (1893-1895), A Leitura (1894-1896) e na revista Branco e Negro (1896-1898).
A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até à sua morte, em 1894. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, e Os Filhos de D. João I, de 1891. É também necessário destacar a sua obra História da República Romana. A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX. Perfilhou várias ideologias contraditórias, pois foi anarquista (proudhoniano), republicano, monárquico, liberal, anti-liberal e iberista.
   

quarta-feira, abril 29, 2026

O Imperador Hirohito nasceu há 125 anos...

   

Hirohito, também conhecido como Imperador Showa (29 de abril de 1901 - 7 de janeiro de 1989), foi o 124º imperador do Japão, de acordo com a ordem tradicional de sucessão, reinando de 25 de dezembro de 1926 até à sua morte, em 1989. Apesar de ser muito conhecido fora do Japão pelo seu nome pessoal, Hirohito, no Japão é atualmente reconhecido pelo seu nome póstumo, Imperador Shōwa.
No seu reinado, o Japão era uma das maiores potências - a nona maior economia do mundo, atrás da Itália, o terceiro maior país naval e um dos cinco países permanentes do conselho da Liga das Nações. Ele foi o chefe de Estado sob a limitação da Constituição do Império do Japão, durante a militarização japonesa e envolvimento na Segunda Guerra Mundial. Ele foi o símbolo do novo estado.
O seu reinado foi o mais longo de todos os imperadores japoneses, e coincidiu com um período em que ocorreram grandes mudanças na sociedade japonesa. Foi sucedido por seu filho, o imperador Akihito.
 
   
Por imposição dos Aliados, que ficam no Japão até 1950, toma medidas democratizantes, entre elas a negação do caráter divino do seu cargo, que transforma o Japão numa monarquia constitucional. Economicamente destruída pela guerra, a nação transforma-se em potência industrial no período seguinte. Hirohito abandona os rituais da corte, deixa de usar o quimono, permite a publicação de fotos da família imperial e assume publicamente sofrer de cancro. Morre em Tóquio, depois de reinar durante 63 anos (e ter sido regente 5 anos), sendo sucedido pelo seu filho Akihito.
  

terça-feira, abril 21, 2026

A Rainha Isabel II do Reino Unido nasceu há um século...

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Isabel II, em inglês: Elizabeth II (nascida Isabel Alexandra Maria, em inglês Elizabeth Alexandra Mary; Londres, 21 de abril de 1926Castelo de Balmoral, Aberdeenshire, 8 de setembro de 2022), foi rainha do Reino Unido e dos Reinos da Comunidade de Nações de 1952 até à sua morte, em 2022. Ela reinou em 32 estados independentes durante a sua vida, 14 dos quais até à data da sua morte. Foi igualmente chefe da Commonwealth, uma grande organização governamental composta por 53 países independentes, sendo também a primeira monarca feminina soberana da Casa de Windsor, Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra e Comandante Suprema das Forças Armadas do Reino Unido. Em alguns de seus outros Estados soberanos, possuía o título de Defensora da Fé. O papel político de Isabel II abrangeu grandes áreas, com funções constitucionais significativas, sendo representante ativa da sua nação perante o mundo, com uma popularidade pessoal que tornou um dos ícones notáveis que remetem à cultura britânica. 

Nasceu na área de Mayfair, em Londres, sendo a primeira filha do duque e da duquesa de Iorque, mais tarde rei Jorge VI e rainha Isabel. O seu pai subiu ao trono em 1936 após a abdicação do irmão, Eduardo VIII, tornando a princesa Isabel na herdeira presuntiva do trono britânico. Isabel foi educada particularmente em casa, começando a exercer funções públicas durante a Segunda Guerra Mundial, servindo no Serviço Territorial Auxiliar. Em novembro de 1947, casou-se com Filipe Mountbatten, ex-príncipe da Grécia e da Dinamarca, num casamento que durou 73 anos, até à morte de Filipe, em 2021. Tiveram quatro filhos: Carlos, Príncipe de Gales; Ana, Princesa Real; o príncipe André, Duque de Iorque; e o príncipe Eduardo, Conde de Wessex (e atualmente Duque de Edimburgo).

Quando o seu pai morreu, em fevereiro de 1952, Isabel, então com 25 anos, tornou-se rainha reinante de sete países independentes dos Reinos da Comunidade de Nações: Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão, bem como a chefe da Commonwealth. Reinou como monarca constitucional por meio de grandes mudanças políticas, como os problemas na Irlanda do Norte, a devolução no Reino Unido, a descolonização de África e a adesão do Reino Unido às Comunidades Europeias e a retirada da União Europeia. O número de seus reinos variou ao longo do tempo à medida que os territórios conquistaram a independência e alguns reinos se tornaram repúblicas. As suas muitas visitas e reuniões históricas incluem visitas de Estado à República Popular da China em 1986, à Federação Russa em 1994, à República da Irlanda em 2011 e visitas de ou para cinco papas.

Na sua vida pessoal destacam-se os nascimentos e casamentos de seus filhos e netos, a investidura do Príncipe de Gales e a celebração de marcos como seus jubileus de Prata em 1977, Ouro em 2002 e Diamante em 2012. Momentos de dificuldade incluem a morte do seu pai aos 56 anos, o assassinato de Louis Mountbatten, tio do príncipe Filipe, o fim dos casamentos dos filhos em 1992, ano que a própria rainha classificou como annus horribilis, a morte em 1997 de Diana, Princesa de Gales, ex-mulher de Carlos, e as mortes de sua irmã e mãe em 2002. Isabel ocasionalmente enfrentou movimentos republicanos e pesadas críticas à família real, porém o apoio à monarquia e sua popularidade pessoal permaneceram altos até ao fim de sua vida. Em 6 de fevereiro de 2022, Isabel II celebrou 70 anos de reinado, sendo a única monarca britânica a celebrar um Jubileu de Platina. A partir de 12 de junho do mesmo ano, passou a ocupar a segunda posição entre os monarcas com reinados mais longos, atrás apenas do rei Luís XIV (da França - este com 72 anos e 110 dias de reinado). Foi também a monarca reinante mais idosa de todos os tempos. Durante o seu reinado convidou 15 primeiros-ministros a formar governo, a última, Liz Truss, dois dias antes de morrer. Isabel II morreu a 8 de setembro de 2022, no Castelo de Balmoral, em Aberdeenshire, na Escócia, sendo sucedida no trono pelo filho mais velho, Carlos, Príncipe de Gales, como Carlos III do Reino Unido.
        
Brasão de Isabel II como Rainha do Reino Unido
      
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segunda-feira, abril 06, 2026

O príncipe Rainier III do Mónaco morreu há vinte e um anos...

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Rainier III, Príncipe do Mónaco, de nome completo Rainier Louis Henri Maxence Bertrand Grimaldi (Mónaco, 31 de maio de 1923 - Mónaco, 6 de abril de 2005), reinou no Principado do Mónaco quase cinquenta e seis anos, fazendo dele um dos monarcas que reinaram por mais tempo durante o século XX. Embora tenha ficado mais conhecido fora da Europa por se ter casado com a atriz dos Estados Unidos Grace Kelly,  Rainier foi também responsável por reformas na constituição de Mónaco e pela expansão da economia do principado; não somente por meio de sua tradicional base de jogos de fortuna e azar como também por meio do turismo. Os lucros com jogos correspondem, na atualidade, a três por cento da receita anual da nação. Quando Rainier ascendeu ao trono, em 1949, correspondiam a mais de noventa e cinco por cento. Antes da sua morte, era o segundo monarca no mundo que há mais tempo reinava.
Rainier nasceu no Mónaco como o único filho do príncipe Pierre do Mónaco, duque de Valentinois (nascido conde Pierre de Polignac), e da sua esposa, a princesa hereditária Princesa Charlotte, Duquesa de Valentinois. Nascida na Argélia, a sua mãe era a única filha do príncipe Luís II do Mónaco e de Marie Juliette Louvet. Ela foi mais tarde legitimada, por meio de uma adoção formal, e, subsequentemente, foi nomeada herdeira do trono monegasco. O seu pai era um nobre da Bretanha com sangue francês e espanhol. Ele adotou o sobrenome da sua esposa, Grimaldi, com o seu casamento e foi elevado a príncipe do Mónaco pelo seu sogro.
Rainier tinha apenas uma irmã, a Princesa Antoinette, Baronesa de Massy, que se tornou uma figura impopular quando tentou colocar os seus filhos na linha de sucessão, exigindo que a princesa Kelly deixasse o país.
O príncipe estudou em Summer Fields School, em St Leonards-on-Sea, Inglaterra, e mais tarde em Stowe School, uma prestigiada escola pública inglesa em Buckinghamshire. Depois, foi matriculado no Instituto Le Rosey, no Cantão de Vaud, Suíça, antes de continuar seus estudos na Universidade de Montpellier, França, onde obteve um grau de bacharel das artes. Terminou sua educação no Institut d'Etudes Politiques de Paris.
O avô materno de Rainier, o príncipe Luís II, tinha sido um general na armada francesa durante a I Guerra Mundial. Durante a II Guerra Mundial, Rainier serviu como oficial de artilharia na armada. Como subtenente, lutou corajosamente durante a contra-ofensiva alemã na Alsácia. Depois da guerra, ele ganhou a Croix de guerre e a Bronze Star Medal, tornando-se cavaleiro da Legião de Honra da França.
Em 9 de maio de 1949, Rainier tornou-se o príncipe-soberano do Mónaco com a morte do príncipe Luís II. A sua mãe já tinha renunciado aos seus direitos, em seu favor, em 1926.
 
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Depois de um namoro que conteve "um bom ideal de apreciação de ambos os lados", o príncipe Rainier casou, a 19 de abril de 1956, com a atriz americana, vencedora de um Óscar, Grace Kelly (1929-1982). Eles tiveram três filhos:
 
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O Príncipe Rainier teve, até agora, onze netos:
Após a morte da sua esposa, falecida no hospital depois de sofrer um acidente automobilístico nas colinas de Mónaco, Rainier envolveu-se romanticamente com uma prima distante, a princesa Ira von Fürstenberg, uma ex-atriz de cinema, designer de joias, herdeira da Fiat e ex-cunhada da designer de moda Diane von Fürstenberg. Assim como ele, ela é descendente da Casa de Zähringen.
O príncipe Rainier III do Mónaco faleceu no dia 6 de abril de 2005, aos 81 anos de idade, no centro cardiotorácico do principado. Encontra-se sepultado na Catedral de São Nicolau, Monaco-Ville, no Mónaco.
    

        
 

sábado, abril 04, 2026

A Rainha D.ª Maria II nasceu há 207 anos

   
D.ª Maria II de Portugal, de nome nome completo: Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1819 - Lisboa, 15 de novembro de 1853) foi rainha de Portugal de 1834 a 1853. 
  

Bandeira monárquica constitucional de Portugal, cujo primeiro exemplar foi bordado pela Rainha D.ª Maria II
  
Era filha do Rei D. Pedro IV de Portugal (Imperador do Brasil como D. Pedro I) e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria e irmã mais velha de D. Pedro II, segundo imperador brasileiro, também filho de Pedro IV com Leopoldina. Foi cognominada de A Educadora ou A Boa Mãe, em virtude da aprimorada educação que dispensou aos seus filhos. Maria da Glória era loira, de pele muito fina, e olhos azuis como a mãe austríaca. Foi a 31.ª Rainha de Portugal e dos Algarves aquando da abdicação do pai, de 1826 a 1828, e de 1834 a 1853.
  
Ceptro do dragão, feito para a aclamação da rainha Maria II, simbolizando a Coroa de Portugal, a carta constitucional de 1826, e um dragão, emblemático da Casa de Bragança
   

domingo, março 22, 2026

Guilherme I, o primeiro Kaiser do II Reich alemão, nasceu há 229 anos

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Guilherme I, de nome completo Guilherme Frederico Luís de Hohenzollern (Wilhelm Friedrich Ludwig von Hohenzollern, em alemão; Berlim, 22 de março de 1797 - Berlim, 9 de março de 1888) foi rei da Prússia (de 2 de janeiro de 1861 a 9 de março de 1888) e o primeiro Kaiser (Imperador) da Alemanha unificada (foi Imperador de 18 de janeiro de 1871 a 9 de março de 1888). Pertencia a poderosa Casa de Hohenzollern e era filho de Frederico Guilherme III e da rainha Luísa de Mecklemburg-Strelitz, sucedendo ao seu irmão Frederico Guilherme IV.
Durante o reinado de Guilherme I, ocorreu a transformação da Prússia numa potência capaz de enfrentar nações poderosas que estendeu sua influência a toda a Alemanha e pôs em prática uma política imperial de expansão.
Os reveses da Prússia diante de Napoleão (a derrota em Jena e a ocupação do país) convenceram o então príncipe a combater os franceses, o que o levou a participar dos últimas campanhas contra Napoleão (1814-1815).
Defendia o absolutismo monárquico, tendo um papel relevante na repressão dos movimentos liberais que assolaram a Alemanha nesta época (1848-1849). Em março de 1848, viu-se obrigado a refugiar-se na Inglaterra devido à Revolução de Berlim. Um ano depois, voltou e chefiou as tropas que, na Baviera, instauraram a ordem alterada pelos liberais.
Foi nomeado regente da Prússia depois do seu irmão (Frederico Guilherme IV) ter enlouquecido (1858), e sucedeu-lhe como rei após a sua morte (1861). O seu primeiro objetivo foi dotar a Prússia de poderio militar, para evitar a repetição dos desastres passados. No entanto, teve de enfrentar a oposição do Parlamento, integrado por ricos proprietários, que viam a criação de um poderoso exército profissional como um óbice a suas pretensões de controlar a política do governo. Para enfrentar o Parlamento, Guilherme I nomeou para primeiro-ministro Otto von Bismarck, que se transformou em figura-chave na construção da potência prussiana e da consecução da unidade alemã sob a direção da Prússia. Conseguiu reconstituir o exército prussiano.
Em 1862, dando início à política militarista da Prússia, ligou-se à Áustria para vencer a Dinamarca na Guerra dos Ducados (1864-1865), seguindo-se a guerra austro-prussiana, contra a sua ex-aliada, a Áustria, na qual a Prússia conseguiu anexar alguns territórios, depois da vitória de Sadowa (1866).