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quarta-feira, junho 17, 2026

Rudolph Nureyev escapou do paraíso soviético há 65 anos

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Rudolf Khametovich Nureyev ou Rudolf Xämät uğlı Nuriev (Irkutsk, 17 de março de 1938 - Paris, 6 de janeiro de 1993) foi um bailarino soviético. Nasceu na Rússia Soviética, transformando-se num dos mais celebrados bailarinos do século XX e a primeira vedeta masculina do mundo da dança desde Vaslav Nijinsky.
Em 17 de junho de 1961, quando estava em turnê com o Kirov em Paris, furou a barreira da segurança soviética e pediu asilo político, no Aeroporto de Le Bourget.
Em 1989 dançou na União Soviética pela primeira vez desde que abandonara o país. Nureyev fez a sua última aparição pública em outubro de 1992, como diretor na estreia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.
Nureyev morreu em 1993, em Paris, França, por complicações decorrentes de SIDA.
   
(...)  
    
Teja Kremke era um belo e jovem estudante de dança da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), três anos mais novo que Nureyev. Antes da fuga de Nureyev para o Ocidente, Kremke e Nureyev tornaram-se amigos inseparáveis em São Petersburgo, durante cerca de seis meses, no que teria sido o primeiro romance homossexual de Nureyev. Apesar da sua juventude, Kremke soube perceber as restrições e constrangimentos a que Nureyev estaria sujeito na rígida União Soviética comunista e encorajou-o a fugir para o Ocidente. Nureyev, apesar de fortemente vigiado pela KGB, e após uma turnê em Paris que lhe rendeu a alcunha de "melhor bailarino do mundo", assim o fez e, logo depois, telefonou para Kremke, então já em Berlim Oriental, a pedir-lhe para que se lhe juntasse em Paris. Kremke, pressionado pela sua mãe, que queria que ele terminasse o curso de dança, hesitou. Num espaço de dias o Muro de Berlim foi erguido, isolando Berlim Oriental do resto da Europa Ocidental e isolando Nureyev do seu primeiro amor. 
   

quarta-feira, junho 03, 2026

Dance Josie, Dance...

Hoje é dia de recordar Josephine Baker...

Josephine Baker nasceu há cento e vinte anos...

   
Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, (Saint Louis, 3 de junho de 1906 - Paris, 12 de abril de 1975) foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelas alcunhas de Vénus Negra, Pérola Negra e ainda Deusa Crioula.
Vedeta do teatro de revista francês, Josephine Baker é geralmente considerada como a primeira grande estrela negra das artes cénicas.
     
 
Biografia
Josephine Baker era filha de Carrie McDonald e de pai anónimo. Alguns biógrafos afirmam que o seu pai seria Eddie Carson, que foi certamente amante de sua mãe, mas Josephine acreditava que seu pai teria sido um homem branco. O pai de Josephine, segundo a biografia oficial, era o ator Eddie Carson. Várias fontes, no entanto, afirmam que o seu pai teria sido um vendedor ambulante de joias.
Ela era efetivamente fruto de grande miscigenação racial: tinha além da herança negra, de escravos da Carolina do Sul, também a herança genética de índios americanos dos Apalaches.
Começou a sua carreira ainda criança, como artista de rua, dançando. Participou em espetáculos de vaudeville do St. Louis Chorus, aos quinze anos de idade. Atuou em Nova York, em alguns espetáculos da Broadway, de 1921 a 1924.
Em 2 de outubro de 1925 estreou em Paris, no Théâtre des Champs-Élysées, fazendo imediato sucesso com a sua dança erótica, aparecendo praticamente nua em cena. Graças ao sucesso da sua temporada europeia, rompeu o contrato e voltou para a França, tornando-se a estrela da Folies Bergère.
As suas apresentações eram memoráveis, dentre elas uma em que vestia uma saia feita de bananas. Por suas atuações no teatro de revista, foi uma grande concorrente da grande vedeta francesa Mistinguett. As duas não se apreciavam, mas o charme de Mistinguett estava em sugerir nudez, através de suas belíssimas pernas, ao passo que Josephine ia muito mais longe, em matéria de nudez. Na verdade, eram duas formas de arte diferentes. Mistinguett mais elitista, Josephine mais popular.
Durante a II Guerra Mundial, teve um papel importante na resistência à ocupação, atuando como espia. Depois da guerra, foi condecorada com a Cruz de Guerra das Forças Armadas Francesas e a Medalha da Resistência. Recebeu também, do presidente Charles de Gaulle, o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.
Nos anos 50, usou a sua grande popularidade na luta contra o racismo e pela emancipação dos negros, apoiando o Movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King. Baker também trabalhou na National Association for the Advancement of Colored People (NAACP).
Adotou 12 órfãos de várias etnias, aos quais chamava de "tribo do arco-íris." Eram eles: Janot, coreano; Akio, japonês; Luís, colombiano; Jari, finlandês; Jean-Claude, canadiano; Moïse, judeu francês; Brahim, argelino; Marianne, francesa; Koffi, costa-marfinense; Mara, venezuelana; Noël, francês, e Stellina, marroquina. Tinha uma chita de estimação, denominada Chiquita.
       
 

quarta-feira, maio 27, 2026

Isadora Duncan nasceu há 149 anos

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Angela Isadora Duncan (São Francisco, 27 de maio de 1877Nice, 14 de setembro de 1927) foi uma bailarina, considerada a precursora da dança moderna.
 
Vida pessoal
Isadora tinha personalidade forte, não se curvava a tradições e não era afeita ao casamento. No entanto, teve dois filhos (Deirdre e Patrick) dos seus relacionamentos com o designer teatral Gordon Graig e com o milionário parisiense Paris Eugene Singer, filho do empresário Isaac Singer. Os seus filhos morreram afogados no Rio Sena, juntamente com a sua governanta, em 1913. Em 1920 foi para Moscovo e em 1922 casou-se com o poeta soviético Serguei Iessnin, casamento que durou dois anos. Em 1925, foi para a França, morando em seus últimos anos na cidade de Nice.

Carreira 
Considerada a pioneira da dança moderna, causou polémica ao ignorar todas as técnicas do balé clássico. A sua dança foi inspirada pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos encontrados, segundo algumas fontes, no Museu do Louvre; já outras fontes informam que tais vasos foram vistos pela bailarina no museu britânico.

Morte
Isadora morreu num acidente de carro descapotável, em 14 de setembro de 1927, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a e tendo o seu corpo sido arremessado para fora do carro. O jornal The New York Times, na edição de 15 de setembro de 1927, descreveu assim sua morte:
"Isadora Duncan, a dançarina americana, morreu tragicamente esta noite em Nice, na Riviera. De acordo com as informações chegadas de Nice, Miss Duncan foi lançada de maneira extraordinária de um automóvel aberto que dirigia e teve morte imediata, devido ao impacto contra o pavimento de pedra."
- New York Times, descrevendo a sua morte
Durante anos uma amiga disse que as últimas palavras proferidas antes de entrar no carro conduzido por um jovem, foram: "Adeus, amigos! Vou para a glória.", tendo anos depois retificado que eram "Adeus amigos. Vou para o amor". A sua intenção era que Isadora fosse recordada com uma frase mais elegante que aquela que realmente proferiu. Foi sepultada no Cemitério do Père-Lachaise, Paris na França.

sábado, maio 16, 2026

Saudades de Sammy Davis...

Sammy Davis Jr. morreu há 36 anos...

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Samuel George "Sammy" Davis, Jr. (Harlem, Nova Iorque, 8 de dezembro de 1925 - Beverly Hills, 16 de maio de 1990), mas conhecido simplesmente como Sammy Davis Jr., foi um cantor, dançarino e ator dos Estados Unidos.
Essencialmente dançarino e cantor, Davis passou a sua infância no vaudeville e tornou-se conhecido pelas suas performances na Broadway e em Las Vegas, fazendo programas de televisão e filmes. Fez parte do grupo de atores liderado por Frank Sinatra, conhecido como Rat Pack, sendo o único membro não branco.
Davis começou a sua carreira no vaudeville com três anos de idade, com o seu pai e Will Mastin. Com os dois fez shows pelos EUA, e após o serviço militar, retornou ao trio. Davis tornou-se uma sensação da noite para o dia depois de um shown na casa Ciro em 1951. Em 1954 perdeu o seu olho esquerdo num acidente automobilístico. Em 1960 apareceu no primeiro filme do grupo Rat Pack, Ocean Eleven. Depois de um papel de protagonista na Broadway em Mr Wonderful, em 1956, Davis voltou ao palco em 1964 no shown Golden Boy, e em 1966 teve o seu próprio programa de variedades na TV, The Sammy Davis Jr. Show. A carreira de Davis, diminuiu no final dos anos sessenta, mas fez sucesso com o disco "The Candy Man", em 1972, e tornou-se uma estrela em Las Vegas.
Como um afro-americano, Davis foi vítima de racismo durante toda a sua vida, e foi um grande financiador da causa dos direitos civis. Também teve um relacionamento complexo com a comunidade de afro-americanos e atraiu críticas, após abraçar Richard Nixon, em 1970. Um dia, num jogo de ténis com Jack Benny, perguntaram-lhe sobre o seu handicap no golf. "Handicap?" Ele respondeu: "Falar sobre handicap...? Eu sou um negro, judeu e zarolho..." Este comentário transformou-se na sua assinatura, recontada na sua biografia e em incontáveis artigos.
Depois de se reunir com Sinatra e Dean Martin, em 1987, Davis viajou com eles e Liza Minnelli numa turnê internacional, antes de morrer, de cancro no esófago, em 1990. Ele morreu cheio de dívidas ao fisco e os seus bens foram alvo de batalhas judiciais.
Davis foi premiado com a Medalha Spingarn pela NAACP, e foi indicado para um globo de ouro e um Emmy por suas atuações na televisão . Foi vencedor do Prémio Kennedy em 1987, e em 2001, ele recebeu, postumamente, o Prémio Grammy pelo conjunto da sua obra.
  
 

quinta-feira, maio 14, 2026

Norodom Sihamoni, o atual Rei do Camboja, comemora hoje setenta e três anos

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Norodom Sihamoni (Phnom Penh, 14 de maio de 1953) é o atual rei do Camboja. Ele é o filho mais velho de Norodom Sihanouk e de Norodom Sihanouk Monineath. Anteriormente, exercia o papel de embaixador do Camboja na UNESCO, sendo nomeado para se tornar o próximo rei, após o seu pai, Norodom Sihanouk, ter abdicado em 2004. Antes de ascender ao trono, Sihamoni ficou conhecido pelo seu trabalho como embaixador cultural na Europa e como instrutor de dança clássica.

Royal arms of Cambodia
Brasão do Rei do Camboja
  

domingo, maio 10, 2026

Porque hoje precisamos de recordar um dançarino que era cantor...

Artur Paredes nasceu há 127 anos...

(imagem daqui)
    
Artur Paredes (Coimbra, 10 de maio de 1899 - Lisboa, 20 de dezembro de 1980) foi um compositor e intérprete de guitarra portuguesa. É por muitos considerado o criador de uma sonoridade própria para a guitarra de Coimbra, distinguindo-a assim da guitarra de Lisboa. Ele nasceu numa família de músicos, o seu pai era o também guitarrista Gonçalo Paredes, que também era compositor. O seu filho foi Carlos Paredes, nascido em 1925, que também se tornou guitarrista. Artur Paredes revolucionou a afinação e o estilo de acompanhamento para o Fado de Coimbra, acrescentando o seu nome aos músicos mais progressistas e inovadores.
  
 

Fred Astaire nasceu há 127 anos...

   
Fred Astaire, nome artístico de Frederick Austerlitz (Omaha, 10 de maio de 1899 - Los Angeles, 22 de junho de 1987) foi um ator, cantor e dançarino dos Estados Unidos de origem judaica. Era filho de Frederic e Ann Austerlitz, ele austríaco (chegou aos Estados Unidos em 1892) e ela descendente de alemães, nascida nos Estados Unidos.
A sua carreira no palco e subsequente no cinema e na televisão durou um total de 76 anos. Ele atuou em mais de 10 musicais da Broadway e de Londres, fez 31 filmes musicais, quatro especiais televisivos, e lançou inúmeras canções. Como dançarino, os seus traços mais marcantes eram seu absurdo senso de ritmo, o seu perfeccionismo e a sua inovação. A sua favorita e mais memorável parceria de dança foi com Ginger Rogers, com quem ele participou numa série de dez musicais de Hollywood. O American Film Institute nomeou Astaire a quinta maior estrela masculina do cinema clássico de Hollywood na sua lista 100 Anos... 100 Estrelas.
Gene Kelly, outra estrela da dança filmada, disse que "a história da dança no cinema começa com Astaire". Mais tarde, ele afirmou que Astaire era "o único dos dançarinos de hoje que será lembrado." Além do cinema e da televisão, muitos dançarinos e coreógrafos, incluindo Rudolf Nureyev, Sammy Davis Jr., Michael Jackson, Gregory Hines e Mikhail Baryshnikov, George Balanchine, Jerome Robbins, Madhuri Dixit e Bob Fosse, que chamaram Astaire de "ídolo", também reconheceram sua influência.
 
   
 

quinta-feira, abril 30, 2026

George Balanchine morreu há 43 anos...

     
Giorgi Melitonovich Balanchivadze (São Petersburgo, 22 de janeiro de 1904Nova Iorque, 30 de abril de 1983) foi um coreógrafo.
Nasceu em São Petersburgo, na Rússia, em 1904, com o nome de Georgi Militonovitch Balanchivadze. Influenciado pelo pai, que era compositor, o jovem bailarino estudou composição e piano no Conservatório de Leninegrado, o que fez com que se tornasse, segundo críticos da época, o coreógrafo de maior conhecimento musical de seu tempo.
Começou na Escola Imperial em 1914, onde veio a se formar sete anos depois. Estreou como coreógrafo em 1923, com um pequeno grupo de bailarinos, entre os quais Alexandra Danilova e, no ano seguinte, a sua companhia, denominada "Os Bailarinos do Estado Russo" viajou para fora da Rússia para fugir para o mundo ocidental.
Desertou da União Soviética em 1924, quando foi então convidado por Diaghilev para ingressar na sua Companhia, os Ballets Russes. Nesta Companhia, criou importantes coreografias como La Pastorale, Jack in the Box e Triumph of Neptune.
Nos Estados Unidos, aceitando convite de Lincoln Kirstein (1907-1996), que sonhava em criar uma escola e companhia de balé na América, Balanchine desenvolve uma dança totalmente nova, a partir dos estilos dos balés clássicos francês, italiano e russo. Teve uma longa colaboração com Igor Stravinsky (Apollo foi uma das coreografias que fizeram juntos), e em 1934 fundou em Nova Iorque a School of American Ballet. E em 1948, cria a Companhia de Balé Americano, o New York City Ballet, passando então, a trabalhar como mestre de balé e principal coreógrafo da Companhia, até à sua morte, em 1983.
Com toda sua enorme trupe de bailarinos, mudou-se em 1964 para o New York State Theater, instalado no Lincoln Center, que foi especialmente construído para ele. Quando morreu, da doença de Creutzfeldt-Jakob, os bailarinos oriundos da sua companhia dirigiam mais de dez companhias de balé nos Estados Unidos, Suíça e Japão.
Balanchine é reconhecido como o coreógrafo que revolucionou o pensamento e a visão sobre a dança no mundo, sendo responsável pela fusão dos conceitos modernos com as ideias tradicionais do balé clássico, o verdadeiro criador do bailado contemporâneo e um dos maiores influenciadores dos mestres da dança de nossos dias, a exemplo de Antony Tudor, William Dollar, Agnes de Mille, Alvin Ailey, John Neumeier, Robert Joffrey, Harold Lang, Arthur Mitchell, Richard Tanner, William Forsithe, Twyla Tharp e até os modernos Alwin Nikolais, Eliot Feld e Merce Cunningham, além de Jerome Robbins (Jerome Rabinovitz), expressão máxima da criação neoclássica norte-americana, igualmente de origem russo-judaica.
   

quarta-feira, abril 29, 2026

Hoje é o Dia Mundial da Dança...!

 

    
O Dia Internacional da Dança ou Dia Mundial da Dança comemorado no dia 29 de abril, foi instituído pelo CID (Comité Internacional da Dança) da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) no ano de 1982.
Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o 29 de abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), que ultrapassou os princípios gerais que norteavam a dança do seu tempo para enfrentar problemas relativos à execução da obra. A sua proposta era atribuir expressividade a dança por meio da pantomima, a simplificação na execução dos passos e a subtileza nos movimentos. Noverre destaca-se na história por ter escrito um conjunto de cartas sobre o balé de sua época, “Lettres sur la danse et les ballets”.
O Dia Internacional da Dança é importante como mais um espaço de mobilização em torno deste assunto. Alguns dos objetivos desta comemoração é aumentar a atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem melhores políticas públicas voltadas à dança.
Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através de sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o professor Alkis Raftis, então presidente do Conselho Internacional de Dança, disse, no seu discurso em 2003, que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior). Não há fundos no orçamento do Estado para o apoio a este tipo de arte e não há ensino de dança, seja privado ou público".
     

domingo, abril 12, 2026

Hoje é dia de recordar Josephine Baker...

Josephine Baker morreu há cinquenta e um anos...

   
Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, (Saint Louis, 3 de junho de 1906 - Paris, 12 de abril de 1975) foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelas alcunhas de Vénus Negra, Pérola Negra e ainda Deusa Crioula.
Vedeta do teatro de revista francês, Josephine Baker é geralmente considerada como a primeira grande estrela negra das artes cénicas.
  
  
  
Biografia
Josephine Baker era filha de Carrie McDonald, e seu pai é incerto. Alguns biógrafos afirmam que seu pai seria Eddie Carson, que foi certamente amante de sua mãe, mas Josephine acreditava que seu pai teria sido um homem branco. O pai de Josephine, segundo a biografia oficial, era o ator Eddie Carson. Várias fontes, no entanto, afirmam que seu pai teria sido um vendedor ambulante de jóias.
Ela era efetivamente fruto de grande miscigenação racial: tinha além da herança negra, de escravos da Carolina do Sul, também a herança genética de índios americanos das Apalaches.
Começou a sua carreira ainda criança, como artista de rua, dançando. Participou em espetáculos de vaudeville do St. Louis Chorus, aos quinze anos de idade. Atuou em Nova York, em alguns espetáculos da Broadway, de 1921 a 1924.
Em 2 de outubro de 1925 estreou em Paris, no Théâtre des Champs-Élysées, fazendo imediato sucesso com a sua dança erótica, aparecendo praticamente nua em cena. Graças ao sucesso da sua temporada europeia, rompeu o contrato e voltou para a França, tornando-se a estrela da Folies Bergère.
As suas apresentações eram memoráveis, dentre elas uma em que vestia uma saia feita de bananas. Por suas atuações no teatro de revista, foi uma grande concorrente da grande vedeta francesa Mistinguett. As duas não se apreciavam, mas o charme de Mistinguett estava em sugerir nudez, através de suas belíssimas pernas, ao passo que Josephine ia muito mais longe, em matéria de nudez. Na verdade, eram duas formas de arte diferentes. Mistinguett mais elitista, Josephine mais popular.
Durante a Segunda Guerra Mundial, teve um papel importante na resistência à ocupação, atuando como espia. Depois da guerra, foi condecorada com a Cruz de Guerra das Forças Armadas Francesas e a Medalha da Resistência. Recebeu também, do presidente Charles de Gaulle, o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.
Nos anos 50, usou a sua grande popularidade na luta contra o racismo e pela emancipação dos negros, apoiando o Movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King. Baker também trabalhou na National Association for the Advancement of Colored People (NAACP).
Adotou 12 órfãos de várias etnias, aos quais chamava de "tribo do arco-íris." Eram eles: Janot, coreano; Akio, japonês; Luís, colombiano; Jari, finlandês; Jean-Claude, canadiano; Moïse, judeu francês; Brahim, argelino; Marianne, francesa; Koffi, costa-marfinense; Mara, venezuelana; Noël, francês, e Stellina, marroquina. Tinha uma chita de estimação, denominada Chiquita.
       
 

terça-feira, março 17, 2026

Rudolph Nureyev nasceu há 88 anos...

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Rudolf Khametovich Nureyev ou Rudolf Xämät uğlı Nuriev (Irkutsk, 17 de março de 1938 - Paris, 6 de janeiro de 1993) foi um bailarino soviético. Nasceu na Rússia Soviética, transformando-se num dos mais celebrados bailarinos do século XX e a primeira vedeta masculina do mundo da dança desde Vaslav Nijinsky.
Em 17 de junho de 1961, quando estava em turnê com o Kirov em Paris, furou a barreira da segurança soviética e pediu asilo político no Aeroporto de Le Bourget.
Em 1989 dançou na União Soviética pela primeira vez desde que a abandonara. Nureyev fez a sua última aparição pública em outubro de 1992, como diretor na estreia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.
Nureyev morreu em 1993, em Paris, França, por complicações decorrentes de SIDA.
 
Primeiro romance
Teja Kremke era um belo e jovem estudante de dança da República Democrática Alemã, três anos mais novo que Nureyev. Antes da fuga de Nureyev para o Ocidente, Kremke e Nureyev tornaram-se amigos inseparáveis em São Petersburgo, durante cerca de seis meses, no que teria sido o primeiro romance homossexual de Nureyev. Apesar da sua juventude, Kremke soube perceber as restrições e constrangimentos a que Nureyev estaria sujeito na rígida União Soviética comunista e encorajou-o a fugir para o Ocidente. Nureyev, apesar de fortemente vigiado pela KGB, e após uma turnê em Paris que lhe rendeu a alcunha de "melhor bailarino do mundo", assim fez e, logo depois, telefonou para Kremke, então já em Berlim Oriental, a pedir-lhe para que se lhe juntasse em Paris. Kremke, pressionado pela sua mãe, que queria que ele terminasse o curso de dança, hesitou. Num espaço de dias o Muro de Berlim foi erguido, isolando Berlim Oriental do resto da Europa Ocidental e isolando Nureyev do seu primeiro amor.
   
 

quarta-feira, março 11, 2026

Marius Petipa nasceu há 208 anos

    
Marius Ivanovich Petipa (Marselha, 11 de março de 1818 - Gurzuf, Crimeia, 14 de julho de 1910) foi um bailarino, professor e coreógrafo russo nascido na França. Petipa é um dos mestres e coreógrafos mais influentes da história do balé.
 
 
Vida

Marius Petipa é conhecido pela sua longa carreira como primeiro maître de ballet (primeiro mestre de balé) dos Teatros Imperiais de São Petersburgo, tornando-o mestre de balé e principal coreógrafo do Balé Imperial (hoje conhecido como Balé Mariinsky), cargo que ocupou de 1871 a 1903. Petipa criou mais de cinquenta balés, alguns dos quais sobreviveram em versões fiéis, inspiradas ou reconstruidas a partir do original. Entre essas obras, ele é mais conhecido por A Filha do Faraó (1862); Dom Quixote (1869); La Bayadère (1877); Le Talisman (1889); A Bela Adormecida (1890); O Quebra-Nozes (coreografado em conjunto com Lev Ivanov) (1892); Le Réveil de Flore (1894); La Halte de cavalerie (1896); Raymonda (1898); Les Saisons (1900) e Les Millions d'Arlequin (também conhecido como Harlequinade) (1900).

Petipa reviveu um número substancial de obras criadas por outros coreógrafos. Muitos desses revivals tornar-se-iam as versões definitivas nas quais todas as produções subsequentes seriam baseadas. Os mais famosos desses revivals foram Le Corsaire, Giselle, La Esmeralda, Coppélia, La Fille Mal Gardée (com Lev Ivanov), The Little Humpbacked Horse e Swan Lake (com Lev Ivanov).

Muitas peças sobreviveram de forma independente das obras originais e revivals de Petipa, apesar do facto de que os balés completos que as geraram desapareceram do repertório do Ballet Imperial. Muitas dessas peças tiveram versões baseadas no original ou coreografadas por outros – o Grand Pas classique, Pas de trois e Mazurka des enfants de Paquita; Le Carnaval de Venise Pas de deux de Satanella; O Talismã Pas de deux; La Esmeralda Pas de deux; a Diana e o Actéon Pas de deux; La Halte de Cavalerie Pas de deux; Dom Quixote Pas de deux; La Fille Mal Gardée Pas de deux; e a Harlequinade Pas de deux.

Está sepultado no Cemitério Tikhvin

    

sábado, fevereiro 21, 2026

Margot Fonteyn morreu há 45 anos...


Margot Fonteyn (nome de batismo: Margaret Evelyn Hookham; Reigate, 18 de maio de 1919Cidade do Panamá, 21 de fevereiro de 1991) foi uma bailarina inglesa. Considerada uma das maiores bailarinas de todos os tempos, durante toda a sua carreira dançou no Royal Ballet, sendo apontada como Prima Ballerina Assoluta da companhia pela rainha Isabel II.

 

(...)

 

Filha de pai inglês e de mãe irlandesa, descendente de brasileiros, sendo filha de um industrial chamado Antonio Fontes. No começo de sua carreira, Margaret transformou Fontes em Fonteyn e Margaret em Margot. Em 1931 entrou para a escola de balé do Sadler's Wells. Ninette de Valois e seu coreógrafo, Frederick Ashton, investiram nas suas qualidades excecionais: lírica, dramática, musical e suas proporções físicas perfeitas. Em 1935, Fonteyn tornou-se a primeira bailarina com apenas dezasseis anos, dançando juntamente com Robert Helpmann. Em A bela adormecida, Margot interpretou a Princesa Aurora, conduzindo o futuro Royal Ballet a um período de glória na sua nova sede, no Convent Garden (1946), e à sua primeira e famosíssima temporada em Nova Iorque (1949).  

 

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

John Travolta nasceu há 72 anos


John Joseph Travolta
(Englewood, 18 de fevereiro de 1954) é um ator norte-americano. Travolta ganhou fama durante a década de 70, sendo ator em sucessos de bilheteiras como Saturday Night Fever (1977) e Grease (1978). A sua carreira de ator declinou nos anos 80, mas teve um ressurgimento nos anos 90 com o seu papel em Pulp Fiction (1994), e desde então ele brilhou em filmes como Get Shorty (1995), Broken Arrow (1996), Swordfish (2001), Be Cool (2005), Wild Hogs (2007), Hairspray (2007), Bolt (2008) e The Taking of Pelham 123 (2009). 

     

     

Hoje é dia de ouvir cantar John Travolta....!