sábado, julho 11, 2026
Yul Brynner nasceu há 106 anos
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quinta-feira, julho 02, 2026
Nabokov morreu há 49 anos...
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terça-feira, junho 30, 2026
O evento de Tunguska foi há 118 anos
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terça-feira, junho 23, 2026
Poema para recordar Anna Akhmatova...

A palavra
caiu pétrea
no meu seio ainda vivo.
Não importa, eu já esperava,
de certo modo eu sabia.
Tenho muito
a fazer hoje:
matar memórias de vez,
para a alma ser de pedra
a viver mais aprender.
Ou ... o estralejar
do ardente Estio
como, além da janela, um feriado.
Há muito tempo já que vinham vindo
o luminoso dia e a vazia casa.
E não
me consentirá
que leve nada comigo
(por mais que eu peça e suplique,
por mais que a moa a rezar):
não
os olhos do meu filho,
sofrimento como pedra,
o dia de tempestade,
nem a hora da visita,
o suave frio
das mãos,
o rugir de sombras de árvore,
nem o distante som leve -
consolação das últimas palavras.
Anna Akhmatova
Postado por Pedro Luna às 13:07 0 comentários
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Anna Akhmatova nasceu há 137 anos
MUSA
Quando à noite eu espero a sua vinda,
numa balança a minha vida pende.
Que é a honra, a liberdade, a juventude?
Fumo que de um cachimbo se desprende.
Veio, jogando o manto para trás,
e uma atenção cordial me concedeu.
“Foste – eu lhe disse – quem ditou a Dante
as páginas do Inferno?” E ela: “Fui eu.”
Postado por Fernando Martins às 01:37 0 comentários
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domingo, junho 21, 2026
Hoje é um bom dia para ouvir música clássica russa...
Postado por Pedro Luna às 11:08 0 comentários
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Rimsky-Korsakov, um músico do Grupo dos Cinco, morreu há 118 anos...
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quarta-feira, junho 17, 2026
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 14:40 0 comentários
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Stravinski nasceu há 144 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:44 0 comentários
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quarta-feira, junho 10, 2026
Gala, musa e companheira de Salvador Dalí, morreu há 44 anos...

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terça-feira, junho 09, 2026
Pedro, o Grande, nasceu há 354 anos
Postado por Fernando Martins às 03:54 0 comentários
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sábado, junho 06, 2026
A última Imperatriz da Rússia nasceu há 154 anos...
Alexandra Feodorovna (em russo: Александра Фёдоровна; romaniz.: Aleksandra Fyodorovna; Darmstadt, 6 de junho de 1872 – Ecaterimburgo, 17 de julho de 1918), nascida princesa Alice de Hesse e Reno, cognominada "Santa Alexandra, a Portadora da Paixão", pela Igreja Ortodoxa Russa, foi a esposa do Imperador Nicolau II e a última Imperatriz Consorte da Rússia, de 1894 até à abdicação forçada do marido, em 1917, na sequência da Revolução Russa.
Nascida uma princesa de Hesse e Reno, filha do Grão-Duque Luís IV e da princesa Alice do Reino Unido, sendo, portanto, uma neta da Rainha Vitória, Alexandra casou-se com Nicolau em 1894 e passou a dominá-lo. Impopular na corte imperial russa, buscou consolo no misticismo. Por sua forte adesão à Ortodoxia e sua crença na autocracia, sentia como dever sagrado ajudar a reafirmar o poder absoluto de Nicolau, que havia sido limitado pelas reformas de 1905.
Após dar à luz quatro filhas, Alexandra deu à luz em 1904 o tão esperado herdeiro do trono, o Czarevich Alexei. Entretanto, o menino sofria de hemofilia, e a preocupação constante da Imperatriz com sua vida a levou a procurar a ajuda de Grigori Rasputin, um místico com supostos poderes hipnóticos. Ela passou a venerá-lo como um enviado divino destinado a proteger o trono, e a influência de Rasputin provocou escândalo, mas Alexandra conseguiu silenciar todas as críticas.
Após a partida de Nicolau para a frente de batalha em agosto de 1915, Alexandra demitiu ministros competentes e os substituiu por pessoas sem relevância ou por carreiristas desonestos, favorecidos por Rasputin. A administração ficou paralisada e o regime desacreditado, e Alexandra passou a ser, embora erroneamente, considerada uma agente alemã. Ela ignorou todos os avisos sobre mudanças iminentes, inclusive sobre o assassinato de Rasputin. Depois da Revolução de Outubro de 1917, Alexandra, Nicolau e seus filhos foram presos pelos bolcheviques e posteriormente assassinados em julho de 1918.
Postado por Fernando Martins às 01:54 0 comentários
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quinta-feira, junho 04, 2026
O senhor Trololó morreu há 14 anos...
Postado por Fernando Martins às 14:00 0 comentários
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Alexei Navalny, o opositor do ditador genocida ex-KGB Putin que este mandou assassinar, fazia hoje cinquenta anos...

Alexei Anatolievitch Navalny (em russo: Алексе́й Анато́льевич Нава́льный; Butyn, 4 de junho de 1976 – Kharp, 16 de fevereiro de 2024) foi um líder da oposição russa, ativista anticorrupção e prisioneiro político. Ele fundou a Fundação Anticorrupção (FBK) em 2011. Foi reconhecido pela Amnistia Internacional como prisioneiro de consciência e recebeu o Prémio Sakharov pelo seu trabalho em prol dos direitos humanos.
Por meio de suas contas nas mídias sociais, Navalny e sua equipe publicaram material sobre corrupção na Rússia, organizaram manifestações políticas e promoveram suas campanhas. Em uma entrevista em 2011, ele descreveu o partido governista da Rússia, o Rússia Unida, como um “partido dos bandidos e ladrões”, que se tornou um apelido popular. Navalny e o Fundação Anticorrupção publicaram investigações detalhando a suposta corrupção de autoridades russas de alto escalão e seus associados.
Navalny recebeu duas vezes uma sentença suspensa por desvio de fundos, em 2013 e 2014. Ambos os casos criminais foram amplamente considerados como tendo motivação política e com o objetivo de impedi-lo de concorrer em eleições futuras. Ele concorreu na eleição para prefeito de Moscou em 2013 e ficou em segundo lugar com 27,2% dos votos, mas foi impedido de concorrer na eleição presidencial de 2018.
Em agosto de 2020, Navalny foi hospitalizado após ser envenenado com um agente nervoso Novichok. Ele foi medicamente evacuado para Berlim e recebeu alta um mês depois. Ele acusou o presidente Vladimir Putin de ser responsável por seu envenenamento, e uma investigação implicou agentes do Serviço Federal de Segurança. Em janeiro de 2021, Navalny retornou à Rússia e foi imediatamente detido sob a acusação de violar as condições da liberdade condicional enquanto estava hospitalizado na Alemanha. Após sua prisão, foram realizados protestos em massa em toda a Rússia. No mês seguinte, a sentença suspensa de Navalny foi substituída por uma sentença de prisão de mais de 2 1⁄2 anos de detenção, e suas organizações foram posteriormente designadas como extremistas e liquidadas. Em março de 2022, Navalny foi condenado a mais nove anos de prisão após ser considerado culpado de desvio de fundos e desacato ao tribunal em um novo julgamento descrito como uma farsa pela Amnistia Internacional.
Após a rejeição de seu recurso, Navalny foi transferido para uma prisão de alta segurança em junho. Em agosto de 2023, ele recebeu outra sentença de 19 anos por acusações de extremismo.
Em dezembro de 2023, Navalny desapareceu da prisão por quase três semanas. Ele reapareceu numa colónia corretiva no Círculo Polar Ártico, na Região Autónoma de Yamalo-Nenets. Em 2024, o serviço penitenciário russo informou que Navalny havia morrido, o que posteriormente provocou protestos na Rússia e em vários outros países. Muitos governos ocidentais e organizações internacionais fizeram acusações contra o governo de Putin em relação à sua morte.
in Wikipédia
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domingo, maio 31, 2026
Boris Pasternak morreu há 66 anos...
Boris Leonidovitch Pasternak (em russo: Борис Леонидович Пастернак; Moscovo, Império Russo, 10 de fevereiro de 1890 - Peredelkino, União Soviética, 30 de maio de 1960) foi um poeta e romancista russo.
Pasternak em 1908
Biografia
Nasceu em Moscovo, em 10 de fevereiro (no calendário gregoriano - a 29 de janeiro no calendário juliano), em 1890, numa rica família judia assimilada. Filho de um professor de pintura e de uma pianista, teve uma juventude numa atmosfera cosmopolita. A família alegava ser descendente da linhagem paterna de Isaac Abrabanel, o famoso tesoureiro judeu sefardita do século XV de Portugal. Estudou filosofia na Alemanha e retornou a Moscovo em 1914, ano em que publicou a sua primeira coleção de poesias. Primeiramente próximo do futurismo russo, é principalmente como poeta que Pasternak se tornou conhecido na Rússia.
Durante a I Guerra Mundial ele ensina e trabalha numa fábrica química dos Urais, o que lhe deu matéria para a sua famosa saga Doutor Jivago anos mais tarde.
Pasternak caiu em desgraça perante as autoridades soviéticas durante os anos 30; acusado de subjetivismo, conseguiu, no entanto, não ser enviado para um Gulag.
Foi-lhe atribuído o Nobel de Literatura de 1958, mas não foi autorizado a recebê-lo, por razões políticas.
Na Rússia, é mais conhecido como poeta do que romancista, em virtude de o livro Dr. Jivago não ter feito sucesso na antiga União Soviética, por motivos políticos. É interessante observar, no entanto, que o personagem principal, homónimo do título do livro, é, justamente, um poeta que tem problemas com as autoridades soviéticas, embora simpatizante da causa dos deserdados. O Dr. Jivago, é possível afirmar, é um alter-ego do poeta Pasternak.
Até o momento de sua morte, por cancro de pulmão, em 1960, a campanha contra Pasternak foi severamente criticada, pondo em causa a credibilidade internacional da URSS. Ele continua sendo uma figura importante na literatura russa ainda hoje. Além disso, as táticas desenvolvidas por Pasternak foram mais tarde continuadas, ampliadas e aperfeiçoadas por Aleksandr Solzhenitsyn e outros dissidentes soviéticos.
(...)
Em 1958, Boris Pasternak publicou o seu mais conhecido trabalho no mundo ocidental: o romance Doutor Jivago. O livro não pôde ser publicado na União Soviética, devido às críticas feitas ao regime comunista na obra. Os originais do livro foram contrabandeados para fora da Cortina de Ferro e editados na Itália, tornando-se rapidamente num verdadeiro best-seller, fazendo de Pasternak vencedor do Nobel de Literatura.
Entretanto, pelo facto de ser um livro proibido pelo governo de Moscovo, Pasternak foi impedido de receber o Nobel e acabou sendo obrigado a devolver a honraria. A proibição da publicação de Doutor Jivago dentro da União Soviética vigorou até 1989, quando a política de abertura de Mikhail Gorbachev, então líder da URSS, permitiu a publicação da obra. Somente nesse ano os russos puderam conhecer a saga de Jivago.
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sábado, maio 30, 2026
Bakunin, o revolucionário anarquista, nasceu há 212 anos
Postado por Fernando Martins às 02:12 0 comentários
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O joalheiro russo Fabergé nasceu há 180 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:18 0 comentários
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sexta-feira, maio 29, 2026
Hoje é dia de ouvir Mily Balakirev...
Postado por Pedro Luna às 11:06 0 comentários
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Mily Balakirev morreu há 116 anos...
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domingo, maio 24, 2026
Joseph Brodsky nasceu há 86 anos...

Joseph Brodsky, pseudónimo de Iosif Aleksandrovich Brodsky (em russo: Ио́сиф Алекса́ндрович Бро́дский; Leningrado, 24 de maio de 1940 - Nova Iorque, 28 de janeiro de 1996) foi um poeta russo naturalizado norte-americano.
Brodsky entrou em conflito com as autoridades soviéticas e foi expulso da União Soviética em 1972, estabelecendo-se nos Estados Unidos, com a ajuda de W. H. Auden e de outros escritores. Ele ensinou, posteriormente, em diversas universidades, incluindo as de Yale, Cambridge e Michigan.
in Wikipédia
M.B.
Querida, hoje saí de casa já muito ao fim da tarde
para respirar o ar fresco que vinha do oceano.
O sol fundia-se como um leque vermelho no teatro
e uma nuvem erguia a cauda enorme como um piano.
Há um quarto de século adoravas tâmaras e carne no braseiro,
tentavas o canto, fazias desenhos num bloco-notas,
divertias-te comigo, mas depois encontraste um engenheiro
e, a julgar pelas cartas, tomaste-te aflitivamente idiota.
Ultimamente têm-te visto em igrejas da capital e da província,
em missas de defuntos pelos nossos comuns amigos; agora
não param (as missas). E alegra-me que no mundo existam ainda
distâncias mais inconcebíveis que a que nos separa.
Não me interpretes mal: a tua voz, o teu corpo, o teu nome
já não mexem com nada cá dentro. Não que alguém os destruísse,
só que um homem, para esquecer uma vida, precisa pelo menos
de viver outra ainda. E eu há muito que gastei tudo isso.
Tu tiveste sorte: onde estarias para sempre – salvo talvez
numa fotografia - de sorriso trocista, sem uma ruga, jovem, alegre?
Pois o tempo, ao dar de caras com a memória, reconhece a invalidez
dos seus direitos. Fumo no escuro e respiro as algas podres.
Joseph Brodsky
Postado por Fernando Martins às 08:06 0 comentários
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