
A Mir foi a primeira estação de pesquisa continuamente habitada
em órbita e estabeleceu o recorde da mais longa presença humana contínua
no espaço, com 3.644 dias. O recorde foi rompido em 23 de outubro de
2010, quando foi superado pela Estação Espacial Internacional. Ela detém ainda o recorde de mais longo voo espacial humano único, quando Valeri Polyakov
passou 437 dias e 18 horas na estação entre 1994 e 1995. A estação
espacial foi ocupada por um total de doze anos para além de sua vida útil
original, de quinze anos, tendo a capacidade de suportar uma tripulação
residente de três pessoas, ou de tripulações maiores para missões
espaciais de curta duração.
Após o sucesso do programa Salyut, a Mir representou a fase seguinte do programa de estação espacial da União Soviética.
O primeiro módulo da estação, conhecido como o módulo de núcleo, foi
lançado em 1986 e foi seguido por seis módulos adicionais. Os foguetes Proton foram usados para lançar todos os seus componentes, exceto para o módulo de ancoragem, que foi instalado por um vai-vem espacial da missão STS-74
em 1995. Quando concluída, a estação era composta por sete módulos
pressurizados e vários componentes sem pressão. A energia era fornecida
por vários painéis fotovoltaicos
conectados diretamente aos módulos. A estação era mantida em uma órbita
entre 296 km e 421 km de altitude e viajava a uma velocidade média de
27 700 quilómetros por hora, completando 15,7 órbitas por dia.
A estação foi lançada como parte do programa de voos espaciais
tripulados soviético para manter um posto avançado de pesquisa de longo
prazo no espaço, e, após o
colapso da União Soviética, passou a ser operada pela nova
Agência Espacial Federal Russa (RKA). Como resultado, a grande maioria da tripulação da estação era formada por
russos; no entanto, através de colaborações internacionais, como os programas
Intercosmos, Euromir e
Shuttle-Mir, a estação foi disponibilizada para os astronautas de países da
América do Norte,
Europa e
Japão. O custo do programa Mir foi estimado em 2001 pelo ex-diretor da RKA, Yuri Koptev, como algo em torno de 4,2
mil milhões de dólares ao longo de sua existência (incluindo desenvolvimento, montagem e operação orbital).
A
deórbita da Mir foi uma re
entrada atmosférica da estação espacial Russa
Mir realizada no dia 23 de março de 2001. Os componentes principais tinham entre 5 e 15 anos de idade, incluindo o
Módulo Principal da Mir,
Kvant-1,
Kvant-2,
Kristall,
Spektr,
Priroda e o
Módulo de Acoplagem da Mir. Apesar da
Rússia ter estado otimista quanto ao futuro da estação, seu comprometimento com o projeto da
Estação Espacial Internacional não deixou financiamento para a
Mir.
A deórbita foi realizada em três fases. A primeira foi esperar que o arrasto atmosférico fizesse com que a órbita decaísse para uma média de 220 quilómetros. Isso começou com a acoplagem da Progress M1-5.
A segunda fase foi transferir a estação para uma órbita de 165 x 220 quilómetros. Isso foi realizado com duas ignições dos motores de
controle da Progress M1-5 as 00:32 UTC e 02:01 UTC do dia 23 de março de 2001. Após uma pausa de duas órbitas, a terceira e final fase da queda da Mir
começou com a ignição dos motores da Progress e do motor principal as
05:08 UTC, durando pouco mais de 22 minutos. A reentrada numa altitude
de 100 quilómetros ocorreu as 05:44 próxima de Nadi, Fiji.
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