terça-feira, abril 21, 2026

Oparin morreu há quarenta e seis anos...

   

Aleksandr Ivanovich Oparin (Uglitch, 2 de março, ou 18 de fevereiro, no calendário juliano, de 1894 - Moscovo, 21 de abril de 1980) foi um biólogo e bioquímico russo considerado um dos precursores dos estudos sobre a origem da vida.

   

Vida
Oparin formou-se na Universidade de Moscovo em 1917. Em 1924 publicou um opúsculo com a primeira versão de sua teoria para explicar o surgimento da vida na Terra, a partir da evolução química gradual de moléculas baseadas em carbono. A segunda versão, de 1938, alcançaria sucesso internacional, que resultou na conhecida versão em inglês, de 1953. Em 1946, foi admitido na Academia Soviética das Ciências. Em 1970, foi eleito presidente da "Sociedade Internacional para o Estudo da Origem da Vida". Faleceu aos 86 anos, em 21 de abril de 1980, e foi sepultado no Cemitério Novodevichy, em Moscovo.
   
Teoria
A sua teoria tem uma forte base darwiniana: através de competição e seleção natural, determinadas formas de organização molecular tornaram-se dominantes e caracterizam as moléculas vivas de hoje. Segundo ele, não existe diferença fundamental entre os organismos vivos e matéria sem vida. Em princípio havia soluções simples de substâncias orgânicas, cujo comportamento era governado pelas propriedades dos seus átomos e pelo arranjo destes átomos numa estrutura molecular. Gradualmente, entretanto, como resultado do crescimento em complexidade, novas propriedades surgiram em consequência do arranjo espacial e relacionamento mútuo das moléculas. Portanto, a complexa combinação de propriedades que caracteriza a vida surgiu a partir do processo de evolução da matéria.
Levando em conta a então recente descoberta de metano na atmosfera de Júpiter e outros planetas gigantes, Oparin postulou que a Terra primitiva também possuía uma atmosfera fortemente redutora, contendo metano, amónia, hidrogénio e água. Na sua opinião, esses foram os elementos essenciais para a evolução da vida.
Nessa época a Terra estava passando por um processo de arrefecimento, que permitiu a acumulação de água nas depressões da sua crosta, formando os mares primitivos. As tempestades com raios eram frequentes e ainda não havia na atmosfera o escudo de ozono contra radiações. As descargas elétricas e as radiações que atingiam nosso planeta teriam fornecido energia para que algumas moléculas presentes na atmosfera se unissem, dando origem a moléculas maiores e mais complexas: as primeiras moléculas orgânicas. Estas eram arrastadas pelas águas das chuvas e passavam a se acumular nos mares primitivos, que eram quentes e rasos.
O processo, repetindo-se ao longo de vários anos, teria transformado os mares primitivos numa "sopa primitiva", rica em matéria orgânica. Baseado no trabalho de Bungenberg de Jong sobre coacervados, certas moléculas orgânicas (especialmente as proteínas) podem espontaneamente formar agregados e camadas, quando estão na água. Oparin sugeriu que diferentes tipos de coacervados podem ter-se formado na "sopa primitiva" dos oceanos. Esses coacervados não eram seres vivos, mas sim uma primitiva organização das substâncias orgânicas, principalmente proteínas, em um sistema isolado. Apesar de isolados os coacervados podiam trocar substâncias com o meio externo, sendo que em seu interior houve possibilidade de ocorrerem inúmeras reações químicas. Subsequentemente, sujeitos ao processo de seleção natural, esses coarcervados cresceram em complexidade, adquirindo por fim características de organismos vivos.
    
Repercussões
Oparin teve a sua carreira marcada pela íntima colaboração com a ideologia comunista e com o estado soviético. As suas ideias coadunavam-se com o materialismo dialético e eram promovidas no país e no exterior, enquanto Oparin era mitificado como "Darwin do século XX". É notória a sua associação com Trophim Lysenko e Olga Lepeshinsakya, pseudocientistas que dominaram o establishment científico soviético no período estalinista.
Um aspeto da sua hipótese, a ideia da atmosfera redutora, interessou muito ao químico dos Estados Unidos Harold Urey. Urey, que se notabilizara pela descoberta do deutério, encarregou o seu aluno Stanley Miller de investigar experimentalmente as proposições de Oparin. A experiência realizado demonstrou que as condições atmosféricas imaginadas por Oparin permitiriam a síntese abiótica de alguns aminoácidos, facto que teve ampla repercussão na imprensa internacional.
Embora as conceções de Oparin sobre a atmosfera primitiva tenham perdido o apoio quase unânime de que desfrutavam, alguns pesquisadores, como Freeman Dyson e Doron Lancet, químico do Instituto Weizmann da Ciência de Israel, têm investigado mais recentemente a formação de coacervados, outro aspeto original das ideias de Oparin.
       

A manifestação que culminou numa luta entre polícias, dita dos Secos e Molhados, foi há 37 anos

Nina Simone morreu há vinte e três anos...

    
Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo seu nome artístico, Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar blues, nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida dos seus pais (a mãe, pastora metodista e o pai barbeiro). "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, a sua preferida.
Nina Simone, quando jovem foi impedida a ingressar em um conservatório de música na Filadélfia, mesmo tendo afrontado o racismo e cursado piano clássico na severa Juilliard School, em Nova York. Também se destacou e foi perseguida por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. O seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um polícia nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. E tudo isso, dizia ela, que tinha acontecido, as portas tinham-se fechado, por ser negra.
Depois de fracassar na tentativa de ser uma grande pianista, através do conservatório, Nina ficou algum tempo em Nova Yorque até ir para Atlantic City, e lá, trabalhando como pianista num bar, foi obrigada a cantar, para não perder o emprego, e tocar piano era o que ela fazia. Foi então que se tornou a Nina Simone, como se batizou naquela ocasião. Cantou músicas clássicas e imortalizou hits como "Feeling Good", "Aint Got No - I Got Life", "I Wish I Know How It Would Feel To Be Free", e "Here Comes The Sun", além de "My Baby Just Cares For Me" que gravou e apareceu numa propaganda de perfume francês.
Num breve contacto com a sua obra, aqueles que não a conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na famosa Juilliard School of Music, em Nova Iorque. A sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham, em 1963. Ao apresentar-se num evento militar em Forte Dix, New Jersey, em 1971, em plena Guerra do Vietname, Nina Simone deu voz àqueles que eram contrários ao conflito ao soltar a portentosa voz, após 18 minutos poderosos de My Sweet Lord, de George Harrrison. Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethânia e o seu último show ocorreu em 1997, no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu, enquanto dormia, em Carry-le-Rouet, em 2003.
      
 

Prince morreu há dez anos...

   
Filho de pais músicos, Prince teve bastante contacto com instrumentos desde pequeno. O primeiro instrumento que ele aprendeu a tocar foi o piano, com apenas 7 anos de idade, herdado de seu pai, quando este se separou de sua mãe. Com o passar do tempo aderiu a diversos outros instrumentos, como o baixo, bateria, percussão, guitarra e muitos outros. Adquiriu reconhecimento através do convívio com esses diversos instrumentos musicais, o que lhe permitiu, já no seu primeiro disco, intitulado "For You", gravar tudo sozinho. Além de tocar todos os instrumentos, ele também compôs a maioria das letras, bem como produziu o álbum. Esse padrão estendeu-se durante toda a sua carreira: ele não permitia que ninguém interferisse no seu processo criativo. Seguiu compondo, produzindo, tocando e ditando as regras em todos os seus trabalhos artísticos. Gravou compulsivamente a maior parte da vida, e sempre esteve trabalhando quase até à exaustão no seu estúdio pessoal em Paisley Park. Por causa disso, Prince ganhou fama de "workaholic", ou seja, de pessoa obcecada pelo trabalho. 
  

  
O seu álbum de maior sucesso foi Purple Rain, de 1984, que veio acompanhado de um filme de mesmo nome. Purple Rain vendeu mais de 21 milhões de cópias e ajudou a aumentar a influência de Prince na década de 80 como um dos maiores ícones da música pop norte-americana. Nos anos 90, Prince teve um período de baixa popularidade, devido principalmente às disputas com a sua gravadora na época, a Warner Bros. Ele acreditava que a gravadora estava usando o seu nome, que lhe havia sido concedido ao nascer, como uma "máquina de fazer dinheiro". Além de que, também não possuía os direitos autorais da sua música, e tudo isso levou-o a mudar o seu nome para um símbolo impronunciável (Ficheiro:Prince logo.svg). Em maio de 2000, voltou a usar o seu nome, Prince, após o seu último contrato com a gravadora expirar. Voltou com mais forças em 2004, lançando o álbum "Musicology". Também foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame e apresentou-se no Grammy Awards juntamente com a cantora Beyoncé. O álbum "Musicoloïgy" ficou em primeiro lugar nas paradas em cinco países. Outros fatores que marcaram a carreira e a vida de Prince durante a década foram as várias turnês multimilionárias, o seu show no intervalo do Super Bowl em 2007 e a sua conversão à seita das Testemunhas de Jeová

  

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Prince é considerado um dos maiores ícones da música de todos os tempos. Ele é aclamado pelos críticos, que elogiam o seu trabalho pela versatilidade em compor, tocar, cantar e dançar, e pelas suas performances, descritas por anos como sendo algo extraordinário. O seu trabalho tem influenciado diversos músicos especialmente da black music norte-americana, como Bruno Mars, Beyoncé e The Weeknd. O público, por sua vez, deu prestígio a Prince fazendo dele um dos recordistas de vendas de discos: foram mais de 100 milhões de álbuns e 60 milhões de singles vendidos ao longo de sua carreira. Várias instituições da música reconhecem o seu trabalho, também. Ele ganhou 7 Grammys, além de possuir dois álbuns no Grammy Hall Of Fame. Em 2003, a prestigiada revista Rolling Stone colocou Purple Rain em 72° em sua lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos, sendo que a revista Time já o tinha classificado em 15°. Além de Purple Rain, a Time anexou Sign O the Times' nesta lista. Em 2008, Prince foi eleito o 30º maior cantor de todos os tempos pela Rolling Stone. Em 2012, Prince foi eleito o 28° maior artista de todos os tempos também pela Rolling Stone, e em 2011, a mesma Rolling Stone ainda o colocaria em 33º em sua lista de melhores guitarristas. A lista foi compilada a partir dos votos de vários outros guitarristas famosos, como Tony Iommi, Eddie Van Halen e Brian May. Prince ainda figuraria a 6° posição em uma lista com o mesmo tema feita pela SPIN, a 14° na lista a Gibson de maiores guitarristas e a 10° na lista da Time. O SPIN ainda incluiria Prince em primeiro lugar na sua lista de 'maiores frontman' de todos os tempos. Em 2004, Prince foi introduzido ao "Rock and Roll Hall of Fame", uma espécie de "museu da música" que perpetua os mais importantes nomes da indústria fonográfica, artistas que de alguma forma tiveram impacto na cultura norte-americana. Na ocasião, o músico fez um mesh-up de "The Glamorous Life", "Let's Go Crazy", ""Sign 'O' the Times," e finalizou com "Kiss". Mais tarde no mesmo dia, na nomeação de George Harrison para o Hall of Fame, Prince tocou o solo de "While My Guitar Gently Weeps", que lhe rendeu muitos elogios. Em 2006, Prince leva um Globo de Ouro pela canção "The Song Of the Heart", banda sonora da animação Happy Feet. Levou também um Academy Music Awards, prestigiado prémio dado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles. Em 2013, Prince foi eleito o segundo melhor artista de se assistir ao vivo pela revista Rolling Stone

   

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Em 21 de abril de 2016, Prince foi encontrado desmaiado na sua mansão, em Minneapolis. Uma ligação para o serviço de emergência foi feita às 09.43 da manhã, mas os médicos não puderam reanimá-lo e Prince foi declarado morto, devido a uma overdose de fentanil, às 10.07 horas. A morte do músico repercutiu-se no mundo todo e sobretudo no meio artístico, com homenagens de diversos artistas como Stevie Wonder, Elton John, Paul McCartney, Mick Jagger, Madonna e Lenny Kravitz. O seu corpo foi cremado numa cerimónia para amigos mais íntimos e parentes. Como não deixou descendentes, a fortuna de Prince, estimada em 300 milhões de dólares, foi dividida entre os seus seis irmãos.
    
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Hoje é dia de ouvir Iggy Pop...

Robert Smith, o vocalista dos The Cure, comemora hoje 67 anos

    
Robert James Smith (Blackpool, 21 de abril de 1959) é um músico britânico. É o vocalista, guitarrista e compositor da banda inglesa The Cure, líder e único membro a permanecer desde a sua formação. Tornou-se, ao longo de várias décadas de carreira coerente e cheia de êxitos, um ícone e uma referencia para a música independente moderna recolhendo a admiração de imensos nomes da música alternativa.
 
O seu reconhecimento, ainda que algo tardio, surgiu em força nos anos 2000 com diversas homenagens tanto à sua banda como à sua pessoa e de onde se podem destacar os tributos da revista Q, MTV, NME, Rock Walk of Fame e Ivor Novello.
 
Robert Smith é também famoso pela sua imagem de marca, v.g. lábios borratados de batom, olhos pintados e, especialmente, o seu cabelo no ar, completamente despenteado.
  
 

 

The cure Memes and Images - Imgur

 

Saudades de Prince...

A Rainha Isabel II do Reino Unido nasceu há um século...

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Isabel II, em inglês: Elizabeth II (nascida Isabel Alexandra Maria, em inglês Elizabeth Alexandra Mary; Londres, 21 de abril de 1926Castelo de Balmoral, Aberdeenshire, 8 de setembro de 2022), foi rainha do Reino Unido e dos Reinos da Comunidade de Nações de 1952 até à sua morte, em 2022. Ela reinou em 32 estados independentes durante a sua vida, 14 dos quais até à data da sua morte. Foi igualmente chefe da Commonwealth, uma grande organização governamental composta por 53 países independentes, sendo também a primeira monarca feminina soberana da Casa de Windsor, Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra e Comandante Suprema das Forças Armadas do Reino Unido. Em alguns de seus outros Estados soberanos, possuía o título de Defensora da Fé. O papel político de Isabel II abrangeu grandes áreas, com funções constitucionais significativas, sendo representante ativa da sua nação perante o mundo, com uma popularidade pessoal que tornou um dos ícones notáveis que remetem à cultura britânica. 

Nasceu na área de Mayfair, em Londres, sendo a primeira filha do duque e da duquesa de Iorque, mais tarde rei Jorge VI e rainha Isabel. O seu pai subiu ao trono em 1936 após a abdicação do irmão, Eduardo VIII, tornando a princesa Isabel na herdeira presuntiva do trono britânico. Isabel foi educada particularmente em casa, começando a exercer funções públicas durante a Segunda Guerra Mundial, servindo no Serviço Territorial Auxiliar. Em novembro de 1947, casou-se com Filipe Mountbatten, ex-príncipe da Grécia e da Dinamarca, num casamento que durou 73 anos, até à morte de Filipe, em 2021. Tiveram quatro filhos: Carlos, Príncipe de Gales; Ana, Princesa Real; o príncipe André, Duque de Iorque; e o príncipe Eduardo, Conde de Wessex (e atualmente Duque de Edimburgo).

Quando o seu pai morreu, em fevereiro de 1952, Isabel, então com 25 anos, tornou-se rainha reinante de sete países independentes dos Reinos da Comunidade de Nações: Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão, bem como a chefe da Commonwealth. Reinou como monarca constitucional por meio de grandes mudanças políticas, como os problemas na Irlanda do Norte, a devolução no Reino Unido, a descolonização de África e a adesão do Reino Unido às Comunidades Europeias e a retirada da União Europeia. O número de seus reinos variou ao longo do tempo à medida que os territórios conquistaram a independência e alguns reinos se tornaram repúblicas. As suas muitas visitas e reuniões históricas incluem visitas de Estado à República Popular da China em 1986, à Federação Russa em 1994, à República da Irlanda em 2011 e visitas de ou para cinco papas.

Na sua vida pessoal destacam-se os nascimentos e casamentos de seus filhos e netos, a investidura do Príncipe de Gales e a celebração de marcos como seus jubileus de Prata em 1977, Ouro em 2002 e Diamante em 2012. Momentos de dificuldade incluem a morte do seu pai aos 56 anos, o assassinato de Louis Mountbatten, tio do príncipe Filipe, o fim dos casamentos dos filhos em 1992, ano que a própria rainha classificou como annus horribilis, a morte em 1997 de Diana, Princesa de Gales, ex-mulher de Carlos, e as mortes de sua irmã e mãe em 2002. Isabel ocasionalmente enfrentou movimentos republicanos e pesadas críticas à família real, porém o apoio à monarquia e sua popularidade pessoal permaneceram altos até ao fim de sua vida. Em 6 de fevereiro de 2022, Isabel II celebrou 70 anos de reinado, sendo a única monarca britânica a celebrar um Jubileu de Platina. A partir de 12 de junho do mesmo ano, passou a ocupar a segunda posição entre os monarcas com reinados mais longos, atrás apenas do rei Luís XIV (da França - este com 72 anos e 110 dias de reinado). Foi também a monarca reinante mais idosa de todos os tempos. Durante o seu reinado convidou 15 primeiros-ministros a formar governo, a última, Liz Truss, dois dias antes de morrer. Isabel II morreu a 8 de setembro de 2022, no Castelo de Balmoral, em Aberdeenshire, na Escócia, sendo sucedida no trono pelo filho mais velho, Carlos, Príncipe de Gales, como Carlos III do Reino Unido.
        
Brasão de Isabel II como Rainha do Reino Unido
      
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O Papa Francisco morreu há um ano...

   

Francisco (em castelhano: Francisco; em latim: Franciscus), S.J., nascido Jorge Mario Bergoglio; (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936Vaticano, 21 de abril de 2025) foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até a data de sua morte.

Foi o primeiro Bispo de Roma a ser membro da Companhia de Jesus (Jesuítas), o primeiro nascido nas Américas (ou do chamado Novo Mundo) e no Hemisfério Sul, bem como o primeiro pontífice não nascido na Europa em mais de mil e duzentos anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e o primeiro Papa a utilizar o nome de Francisco. Tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001 — véspera da festa da Cátedra de São Pedro — com o título de Cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino, por São João Paulo II. Foi eleito papa em 13 de março de 2013.

Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco destacou-se por sua humildade, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Francisco teve uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, tendo escolhido residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deveria ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo definido "selvagem", o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Opunha-se ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.

Na diplomacia internacional, ajudou a restaurar temporariamente as relações diplomáticas completas entre os Estados Unidos e Cuba e apoiou a causa dos refugiados durante as crises migratórias da Europa e da América Central. Desde 2018, foi um oponente vocal do neonacionalismo. Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.

   
   

segunda-feira, abril 20, 2026

Edgar Allan Poe publicou o primeiro conto policial há 185 anos...!

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The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue, em Portugal) é um conto escrito por Edgar Allan Poe e que foi publicado pela primeira vez na Graham's Magazine, em 20 de abril de 1841.

Conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive C. Auguste Dupin assume o caso e, usando a sua estupenda inteligência, desvenda esse grande mistério.

O detetive Dupin é considerado o precursor de Sherlock Holmes. Os métodos de investigação são semelhantes ao do detetive inglês e, as histórias policiais em que aparece encontram-se no período da génese da literatura policial internacional.

Apesar dessas qualidades, Dupin é pouco conhecido pois o seu criador escreveu apenas três contos com ele (a obra completa de Poe é pequena, por causa da sua morte precoce, aos quarenta anos, além de mais identificada com contos de terror e suspense, outra criação literária do genial autor norte-americano). 

 

Enrique Simonet morreu há 99 anos...

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Autorretrato - 1918
    
Enrique Simonet Lombardo (Valencia, 2 de fevereiro de 1866 - Madrid, 20 de abril de 1927) foi um pintor espanhol. Estudou primeiro na Real Academia de Bellas Artes de San Carlos de Valencia e obteve, em 1887, uma bolsa para estudar pintura na Academia de Belas Artes de Roma, onde pintou, em 1890, a obra "Anatomia do coração", também conhecida como "Ela tinha um coração!" ou "Autópsia". Esta obra trazer-lhe-ia fama internacional, vencendo diversos prémios internacionais.
 
Julgamento de Páris (1904)
 
 
   
 Decapitação de São Paulo (1887)
   

Ela tinha um coração!

   

Saudades de Steve Marriott...

Under Pressure...

Um dos maiores genocidas de sempre (chamado adolfo...) nasceu há 137 anos ...

No exterior do edifício onde Hitler nasceu em Braunau am Inn, na Áustria, um memorial em pedra para lembrar os horrores da II Guerra Mundial - a tradução diz: "Pela paz, liberdade e democracia,  fascismo nunca mais, milhões de mortos lembram"
 

        
Adolf Hitler (Braunau am Inn, 20 de abril de 1889 - Berlim, 30 de abril de 1945), por vezes em português Adolfo Hitler, foi um militar e político, líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por partido nazi, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratas, os Sozi. Hitler tornou-se chanceler e, posteriormente, ditador alemão. Era filho de um funcionário de alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha.
 

    

Joan Miró nasceu há 133 anos...

   
Joan Miró i Ferrà (Barcelona, 20 de abril de 1893 - Palma de Maiorca, 25 de dezembro de 1983) foi um importante escultor e pintor surrealista catalão.
Quando jovem frequentou a Escola de Belas Artes da capital catalã e a Academia de Gali. Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os fauvismo e dadaísmo.
No início dos anos 20, conheceu o fundador do movimento em que trabalharia toda a vida, André Breton, entre outros artistas surrealistas. A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, e Maternidade, 1924, inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia naïf, sem as profundezas das questões psicanalistas surrealistas. Participou na primeira exposição surrealista em 1925.
Em 1928, viajou para a Holanda, tendo pintado as duas obras Interiores holandeses I e Interiores holandeses II. Em 1937, trabalhou em pintura-mural e, anos depois, em 1941, concebeu a sua mais conhecida e radiante obra: Números e constelações em amor com uma mulher. Mais tarde, em 1944, iniciou-se em cerâmica e escultura. Nas suas obras, principalmente nas esculturas, utilizou materiais surpreendentes, como a sucata.
Três anos depois, rumou pela primeira vez aos Estados Unidos. Já nos anos seguintes; durante um período muito produtivo, trabalhou entre Paris e Barcelona.
No fim da sua vida reduziu os elementos de sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto, ficando esta ainda mais naïf.
   
Mural cerâmico no Wilhelm-Hack-Museum de Ludwigshafen (1971)
    

Lionel Hampton nasceu há 118 anos...

  
Lionel Leo Hampton (Louisville, Kentucky, 20 de abril de 1908Nova Iorque, 31 de agosto de 2002), foi um músico de jazz norte-americano. Considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz, desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Em 1992 entrou para o Alabama Jazz Hall of Fame. Encontra-se sepultado no Cemitério de Woodlawn, Bronx, Nova Iorque nos Estados Unidos.
 
 

A república roubou TODOS os bens da Igreja Católica portuguesa há 115 anos...

  
A Lei da Separação do Estado das Igrejas foi aprovada, em 20 de abril de 1911, por decreto, com força de lei, do Governo Provisório da República Portuguesa, e publicada no Diário do Governo de 21 do mesmo mês. Os bens da Igreja Católica foram nacionalizados e as manifestações públicas de culto passaram a ser fiscalizadas. Como resposta, a Santa Sé corta relações diplomáticas com Portugal. 

  

Bram Stoker morreu há cento e catorze anos...

   
Abraham "Bram" Stoker (Dublin, 8 de novembro de 1847 - Londres, 20 de abril de 1912) foi um escritor irlandês bastante conhecido por ter sido o autor de Drácula, a principal obra no desenvolvimento do mito literário moderno do vampiro. Sempre estudando em Dublin, escreveu o seu primeiro ensaio aos 16 anos e, em 1875 terminou o seu mestrado. Conseguiu tornar-se crítico de teatro, sem remuneração, no jornal Dublin Eventing Mail. Em 1878 Stoker casou-se com Florence Balcombe, cujo ex-pretendente fora Oscar Wilde. Com a mulher, mudou-se para Londres, onde passou a trabalhar na companhia teatral Irving Lyceum, assumindo várias funções e permanecendo nela durante 27 anos. Em 31 de dezembro de 1879 nasceu o seu único filho, Irving Noel Thornley Stoker. Trabalhando para o ator Henry Irving, Stoker viajou por vários países, apesar de nunca ter visitado a Europa oriental, cenário do seu famoso romance. Enquanto esteve no Lyceum Theatre de Londres, começou a escrever romances e fez parte da equipa literária do jornal londrino Daily Telegraph, para o qual escreveu ficção e outros géneros. Antes de escrever Dracula, Stoker passou vários anos pesquisando folclore europeu e as histórias mitológicas dos vampiros. Depois de sofrer uma série de derrames cerebrais, Stoker faleceu em Londres em 1912. Alguns biógrafos atribuem a sua morte a um processo desencadeado por uma sífilis terciária. As suas cinzas (foi cremado) estão numa urna no Crematório de Golders Green, em Londres, Inglaterra.
      
   

Mike Portnoy, o baterista dos Dream Theater, faz hoje 59 anos


Mike Portnoy (Nova York, 20 de abril de 1967) é um baterista norte-americano, conhecido principalmente por ter sido o baterista oficial e co-fundador da banda de metal progressivo Dream Theater. Aclamado por ser um baterista extremamente habilidoso, Portnoy ganhou 29 prémios da conceituada revista Modern Drummer. Sendo também a segunda pessoa mais jovem (atrás apenas de Neil Peart) a ser colocada no Modern Drummer's Hall of Fame (aos 37 anos de idade). Mike co-produziu 6 álbuns dos Dream Theater com o também membro e guitarrista da banda, John Petrucci, iniciando com  Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory até Black Clouds and Silver Linings. A partir de A Change of Seasons para a frente, Portnoy escreveu uma significativa quantidade de letras para a banda.
   
 

Shemar Moore - 56 anos

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Shemar Franklin Moore (Oakland, California, April 20, 1970) is an American actor. His notable roles include Malcolm Winters on The Young and the Restless (1994–2002, 2004–2005, 2014, 2019, 2023), Derek Morgan on Criminal Minds (2005–2016), and the lead role of Sergeant II Daniel "Hondo" Harrelson on S.W.A.T. (2017–2024) all on CBS. Moore was also the third permanent host of Soul Train from 1999 to 2003.

Moore has won eight NAACP Image Awards as well as the 2000 Daytime Emmy Award for Outstanding Supporting Actor in a Drama Series for his work on The Young and the Restless. He was nominated for a People's Choice Award in 2016 for his work on Criminal Minds

 

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Paul Celan morreu há 56 anos...

      
Paul Celan (Cernăuţi, 23 de novembro de 1920 - Paris, 20 de abril de 1970), pseudónimo de Paul Pessakh Antschel (em alemão) ou Paul Pessakh Ancel (em romeno) foi um poeta, tradutor e ensaísta romeno radicado na França
    
Biografia
Paul Pessakh Antschel nasceu em Cernăuţi (na época chamada Czernowitz), que fora a capital da província da Bucovina. Até o fim da Primeira Guerra Mundial, a região pertencera ao Império Austro-Húngaro, e, por isso, o alemão, ao lado do romeno, era a principal língua de comunicação da aristocracia cultural de origem judaica, à qual o poeta pertencia e que constituía quase metade da população da cidade. Entre 1918 a 1939, Czernowitz foi predominantemente uma cidade judia de língua alemã, com uma produção literária expressiva, que terminou no fim da Segunda Guerra. Todavia, mesmo algum tempo depois de 1945, predominava ainda a língua alemã. Celan traduziu mais de quarenta poetas, de diferentes línguas, inclusive Fernando Pessoa.
Sobrevivente do holocausto, Celan é considerado um dos mais importantes poetas modernos de língua alemã.
Nos últimos anos de sua vida, apresentava tendências autodestrutivas, delírio persecutório e episódios de amnésia.
Suicidou-se, por afogamento, no rio Sena, em abril de 1970, aos 49 anos.
  

 

ELOGIO DA DISTÂNCIA



Na fonte dos teus olhos
vivem as redes dos pescadores do lago da loucura.
Na fonte dos teus olhos
o mar sua promessa assegura.


Aqui lanço
um coração que viveu entre pessoas,
as minhas veses e o brilho de uma jura:


Mais negro de negro, fico mais nu.
Só quando sou rebelde sou fiel.
Eu sou tu quando sou eu.


Na fonte dos teus olhos
Sonho com e cometo o roubo.


Um fio apanhou outro fio:
Separamo-nos abraçados.


Na fonte dos teus olhos
Um enforcado estrangula a corda.

Mikey Welsh nasceu há 55 anos...

  

Michael Edward Welsh (Syracuse, New York, April 20, 1971 – Chicago, Illinois, October 8, 2011) was an American artist and musician who played bass for several bands, including the rock band Weezer. During Weezer's hiatus, he played with Weezer frontman Rivers Cuomo in the band Homie, during Cuomo's time in Boston. Following original bassist Matt Sharp's departure from Weezer, Welsh joined as bassist and played with them from the time that they unofficially regrouped in 1998 until August 2001, when he experienced mental health problems. Shortly afterwards, he retired from music to focus on his art career. Welsh died from a drug overdose on October 8, 2011.

 

in Wikipédia

 

O voo KAL 902 foi derrubado por jatos intercetadores soviéticos há 48 anos

 
O voo Korean Air Lines 902, conhecido também como KAL 902 ou KE902, era um avião civil coreano que foi derrubado por jatos intercetadores soviéticos, a 20 de abril de 1978, próximo de Murmansk, depois de ter entrado no espaço aéreo soviético e não ter respondido aos intercetadores.
Dois passageiros morreram no incidente. 107 passageiros e tripulantes sobreviveram depois do avião ter feito uma aterragem de emergência num lago gelado.
O Boeing 707 (inscrição HL7429), pilotado por Kim Chang Ky, partiu de Paris, França num voo para Anchorage, Alasca onde reabasteceria e iria para Seul, Coreia do Sul. O avião voou muito para norte de Alert, estação mais setentrional das Forças Canadianas, localizada a 400 milhas (640 km) do Polo Norte, e que os avisou. Então eles corrigiram a direção do seu voo, enquanto voavam em direção a sul; não para Anchorage à longitude 149°53'W, mas na direção oposta para Murmansk às 33°5'E (?). A aeronave não era provida com um sistema de navegação inercial e os pilotos não notaram a posição do sol, quase 180 graus fora donde deveria ter sido. De acordo com a explicação coreana oficial,  os pilotos, nos cálculos de navegação, usaram o sinal errado de declinação magnética ao converter os valores magnéticos e verdadeiros. Isto fez o avião voar num arco de volta enorme que eventualmente levou o avião, em vez de voar o norte da Grã-Bretanha e Islândia, para a Escandinávia e o Mar de Barents, em espaço aéreo soviético. Sukhoi Su-15 'Flagon' foram chamados depois do avião ser identificado como um avião norte-americano militar (RC-135, uma aeronave que compartilha ascendência comum com os 707, como muitos outros aviões de exército norte-americanos).
De acordo com relatórios soviéticos, o intruso ignorou repetidamente comandos para seguir os intercetadores. Ao piloto do Su-15 Capitão A. Bosov foi ordenado o abate do avião depois de tentar convencer os seus superiores, em terra, que o avião não era uma ameaça militar. Ele lançou um único míssil que causou elevados danos em parte da asa esquerda e perfurou a fuselagem, causando descompressão rapidamente e matando dois dos 97 passageiros. Depois do míssil o voo KAL 902 ainda pôde continuar a voar. Às 23.05 horas, 40 minutos depois do míssil ter atingido o avião, foi finalmente forçado por outro SU-15TM (pilotado por Anatoly Kerefov) a pousar no lago congelado de Korpijärvi, 250 milhas ao sul de Murmansk e 20 milhas da fronteira com a Finlândia. Os 107 sobreviventes foram salvos através de helicópteros russos.
Os passageiros foram libertados após dois dias, enquanto a tripulação foi retida para investigação e libertada depois de apresentarem uma desculpa formal. Os pilotos coreanos reconheceram que  não obedeceram deliberadamente às ordens do intercetadores soviéticos. A União Soviética enviou à Coreia do Sul uma fatura de 100.000 dólares para despesas de manutenção. Os passageiros voaram num Boeing 727 da Pan Am de Murmansk para Helsínquia, na Finlândia, de onde outro voo num Boeing 707 da Korean Air os levou para Seul.
Cinco anos depois, a 1 de setembro de 1983, os soviéticos derrubariam o voo KAL 007.
  
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O grupo terrorista português FP 25 faz hoje 45 anos

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Porque um país deve ter memória e aprender com a sua história, há que recordar que hoje passam quarenta e quatro anos sobre o nascimento das Forças Populares 25 de Abril (FP 25), a única organização terrorista pós democracia (não esquecendo que entre 1974 e 1976 houve muitas trapalhadas e a verdadeira democracia, embora tutelada pelo Conselho da Revolução, surge após duas eleições, uma em 25.04.1976, para a Assembleia da República e outra, em 27.07.1976, para a Presidência da República). As FP 25 foram responsáveis por 18 atentados mortais, entre os quais um bebé de dois anos e vários cidadãos inocentes... O senhor cuja imagem se mostra a seguir, que nunca teve o hombriedade de assumir o seu papel de criador do grupo terrorista, é ainda considerado, mesmo depois de morto, por uma certa esquerda, como um herói, o que é uma pena.
  
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FP-25: As armas depois dos cravos
A primeira ação foi há 30 anos. No Portugal pacífico atual, voltamos atrás na bolha do tempo e perguntamos o que pensam os protagonistas deste episódio da História nacional


«Era uma tarde de sábado, de chuva miudinha, igual a tantas outras. Gaspar Castelo-Branco tinha amigos para jantar e faltava-lhe o queijo. À primeira aberta, já ao cair da noite, resolve dar uma saltada ao comerciante da zona. Saiu, por uns minutos. Foi morto com um tiro na nuca, disparado à queima-roupa, no passeio em frente à casa onde morava».

A descrição é contada por José Teles, no jornal «O Semanário», em 1986, e reproduzida em 2008, na Internet, no blogue «31 da Armada» por Manuel Castelo-Branco, no dia em que fazia 22 anos da morte do pai.

Gaspar Castelo-Branco era o diretor-geral dos Serviços Prisionais e foi assassinado a 15 de fevereiro de 1986.

Gobern Lopes, um dos fundadores das FP-25 e o primeiro a assumir-se em julgamento como membro da organização, confessa, à Lusa, que os meios justificam os fins «naquele contexto» e «não tem que se arrepender».

Manuel e Gobern têm papéis diferentes, lados opostos, mas os dois são parte deste retrato de Portugal. Voltemos atrás na bolha do tempo e contemos as histórias desta História de Portugal.

Em 1980, Portugal vivia há seis anos em democracia, conquistada por uma revolução pacífica. A 20 de abril nascem as Forças Populares 25 de Abril, as FP-25. Surgem passado um mês da criação da Força de Unidade Popular (FUP), uma organização política de extrema-esquerda, da qual as FP-25 se tornariam o braço armado.

As FP-25 anunciam-se com um estrondoso rebentamento de petardos pelo país e com a distribuição do «Manifesto ao Povo Trabalhador», que instava ao «derrube do regime, instauração ditadura do proletariado e criação de um exército popular» para implantação do socialismo.

Estava assim dado o tiro de partida. Logo a 5 de maio deu-se a primeira ação, com o homicídio de um militar da GNR em Mogadouro e o assalto aos bancos Totta e Açores e Caixa de Crédito e Providência, no Cacém. Entre 1980 e 1987, as FP-25 foram responsáveis por 18 assassinatos, 66 atentados à bomba e ainda 99 assaltos.

Otelo, o rosto que nunca deu a cara pelo movimento


As polícias, juntas na Operação Orion, ditaram o princípio do fim das FP-25 com o desmantelamento da rede armada, que começou com uma rusga à sede da FUP, em 19 de junho de 1984. Otelo viria a ser preso um dia depois e condenado a 15 anos de prisão em 1987.

Martinho de Almeida Cruz foi o juiz e o carrasco dos operacionais das FP-25.

A história havia de dar outra volta e, em 1989, Otelo Saraiva de Carvalho é libertado. Sete anos depois, chega a amnistia para os presos das Forças Populares 25 de Abril, aprovada pela Assembleia da República e assinada pela mão de Mário Soares, então presidente da República.

Que lição tirou a sociedade e a História? O sociólogo Manuel Villaverde Cabral explica à Lusa que «não é mais do que um fenómeno histórico expectável, uma agonia».

Manuel publicou a fotografia do pai com a legenda «foi decidido esquecê-lo». O amargo das palavras escritas continuam a ouvir-se na boca do filho. Em entrevista à agência Lusa, Manuel, o homem de hoje, à data adolescente, acusa: «A sociedade e o poder político fizeram sempre tudo para esquecer as vítimas do grupo terrorista».

Gobern Lopes foi condenado a 20 anos, mas só esteve preso durante cinco. As barbas brancas não lhe retiram o ar revolucionário mas trouxeram a moderação. Reconhece que a partir de determinado momento, a organização andou depressa de mais. «As organizações armadas têm um problema, que é todos estão armados. Quando se esgotam os caminhos da razão, quais é que ficam?»
  
inTVI 24 - ler notícia (atualizada)