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segunda-feira, abril 06, 2026

Rafael morreu há 506 anos - e nasceu há 543 anos...

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Rafael Sanzio, Autorretrato

Rafael Sanzio (em italiano: Raffaello Sanzio; Urbino, 6 de abril de 1483 - Roma, 6 de abril de 1520), frequentemente referido apenas como Rafael, foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano, celebrado pela perfeição e suavidade de suas obras. Também é conhecido por Raffaello Sanzio, Raffaello Santi, Raffaello de Urbino ou Rafael Sanzio de Urbino. Juntamente com Miguel Ângelo e Leonardo Da Vinci forma a tríade de grandes mestres do Alto Renascimento.
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sábado, abril 04, 2026

São Francisco Marto morreu há 107 anos...

   
Francisco de Jesus Marto (Aljustrel, Fátima, 11 de junho de 1908 - Ourém, 4 de abril de 1919) foi um dos três pastorinhos que afirmou ter visto Nossa Senhora, na Cova da Iria, em Fátima, entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917.
Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 13 de maio de 2000, no Santuário de Fátima, e foi canonizado pelo Papa Francisco, no mesmo local, no dia 13 de maio de 2017, por ocasião das celebrações do centenário das Aparições de Fátima.
  
Biografia
Filho mais velho de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos, Francisco foi batizado na Igreja Paroquial de Fátima e era uma criança típica do Portugal rural da época. Como não era obrigatório, não frequentava a escola e trabalhava como pastor, em conjunto com a sua irmã Jacinta Marto e a sua prima Lúcia dos Santos. Após os eventos que viriam a ser conhecidos como as aparições de Fátima, Francisco ingressou no ensino primário, mas acabou por deixar de assistir às aulas. 
De acordo com as memórias de Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e gostava de música, o qual mostrava habilidade no pífaro. Sendo muito independente nas opiniões, era, no entanto, pacificador, e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas. Conta a sua prima que até os animais não escapavam à sua caridade.
Na sequência das aparições marianas, o comportamento dos dois irmãos alterou-se e desde então Francisco passou a preferir rezar sozinho. Marcado pelas palavras de Nossa Senhora para "que não ofendam mais a Deus", ele retirava-se na solidão "para consolar Jesus pelos pecados do mundo".
As três crianças, particularmente o Francisco, tinham o costume de praticar mortificações e penitências, mas que Nossa Senhora, numa das suas aparições, pedira moderação. Contudo, como penitência, Francisco deixara de ir à escola e escondia-se para fazer reparação pelos pecadores. É possível que os prolongados jejuns o tenham enfraquecido a ponto de sucumbir à epidemia gerada pela pneumónica que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. Ele acabou por falecer em casa em 1919. O seu corpo encontra-se sepultado na Basílica de Nossa Senhora do Rosário em Fátima.
Francisco e a irmã Jacinta Marto foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 13 de maio de 2000. O seu dia festivo é 20 de fevereiro. A sua canonização realizada pelo Papa Francisco ocorreu no dia 13 de maio de 2017, por ocasião das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima
       
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sexta-feira, abril 03, 2026

O rei São Eduardo, dito O Confessor, foi coroado há 983 anos

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EDWARD (EUA) REX: Eduardo, o Confessor, entronizado, cena de abertura da Tapeçaria de Bayeux


Eduardo, o Confessor (1003 - Palácio de Westminster, 5 de janeiro, 1066) foi o penúltimo rei saxão da Inglaterra, entre 1042 e 1066, e um santo da Igreja Católica e da Igreja Anglicana. Era filho de Etelredo II e de Ema da Normandia.

Juntamente com o pai, o irmão Alfredo e o resto da família, Eduardo fugiu para a Normandia durante a invasão dinamarquesa de 1013. Permaneceu na corte do Duque da Normandia, Roberto I da Normandia até 1041, data em que foi convidado pelo meio irmão Canuto II a regressar a Inglaterra.

No ano seguinte Canuto II morreu, possivelmente envenenado, e Eduardo subiu ao trono, restaurando a dinastia saxã que se iniciara com Alfredo, o Grande.

Eduardo foi coroado em 3 de abril de 1043 na Catedral de Winchester.

O exílio na Normandia teve bastante influência no reinado de Eduardo, nomeadamente no favor que concedia aos nobres normandos em desfavor dos saxões e dinamarqueses. A discórdia entre os súbditos aumentou e Eduardo acabou por casar com Edite, filha de Goduíno de Wessex, em 1045 para acalmar a situação. O pai de Edite mostrou-se inicialmente favorável, mas depois revelou-se um opositor, interessado nas regalias que poderia o reinado inglês oferecer. O casamento não durou e gerou dois filhos. Edite e Eduardo tornaram-se profundos amigos.

Quando Eduardo morreu em 1066, o seu primo Guilherme, Duque da Normandia declarou-se seu sucessor, baseado numa alegada promessa de Eduardo em lhe deixar a coroa da Inglaterra. Os nobres ingleses elegeram Haroldo II, filho de Goduíno de Wessex, mas Guilherme invadiu Inglaterra, com um exército de 7.000 homens, e derrotou-o na Batalha de Hastings.

Eduardo encontra-se sepultado na Abadia de Westminster que mandou construir.

Foi canonizado pelo papa Alexandre III, em 1161.

 

in Wikipédia

quinta-feira, abril 02, 2026

Francisco de Paula morreu há 519 anos

  
São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 - Tours, 2 de abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja Católica.
É também conhecido como "O Eremita da Caridade", pela sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo. Consta que num só dia o venerado Francisco de Paula atendeu no seu Mosteiro mais de trezentas pessoas necessitadas do espírito e do corpo, realizando curas prodigiosas.
Francisco de Paula fundou a Ordem dos Mínimos, uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos.
Venerado pelos pobres, pelos reis e pelos nobres de seu tempo, Francisco de Paula deu o exemplo numa época em que prosperavam os abusos eclesiásticos e quando se cultivavam os prazeres efémeros e subalternos da vida. Por essa razão, foi considerado um missionário especial, por sua capacidade extraordinária de resgatar os mais puros e preciosos valores evangélicos, tal qual o seu mais famoso inspirador, Francisco de Assis, que vivera dois séculos antes.

(...)

Francisco seguia uma dieta vegetariana estrita, sem carne de animais, lacticínios ou ovos. Um dos votos da Ordem dos Mínimos era mesmo a abstenção de carne, peixe, ovos, manteiga, queijo e leite. Há várias histórias sobre a compaixão de Francisco de Paula pelos animais, em muitas das quais ressuscitou animais que tinham sido mortos para serem comidos.
     

O Papa São João Paulo II morreu há vinte e um anos...

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João Paulo II (em latim: Ioannes Paulus PP. II, em italiano: Giovanni Paolo II, em polaco: Jan Paweł II, nascido Karol Józef Wojtyła, em Wadowice, a 18 de maio de 1920 e falecido no Vaticano, a 2 de abril de 2005) foi o Papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e soberano da Cidade do Vaticano, de 16 de outubro de 1978 até à sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história, depois dos papas São Pedro, que reinou cerca de trinta e sete anos, e Pio IX, que reinou trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até hoje, e foi o primeiro Papa não-italiano desde o neerlandês Papa Adriano VI, em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do regime comunista na Polónia e, talvez, em toda a Europa, bem como significante na melhora das relações da Igreja Católica com o judaísmo, islão, Igreja Ortodoxa, religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contraceção e a ordenação de mulheres, bem como pelo apoio ao Concílio Vaticano II e sua reforma das missas, também foi elogiado.
Foi um dos líderes que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia falar italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua materna. Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos nos cinco séculos anteriores. Em 2 de abril de 2005, faleceu, devido à sua saúde débil e ao agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimónia inédita, presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado Santo, juntamente com o Papa João XXIII; a sua festa litúrgica é no dia 22 de outubro.
   
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Totus tuus
      

quarta-feira, abril 01, 2026

Carlos I, último Imperador Austro-Húngaro, morreu há cento e quatro anos...


Carlos I (Persenbeug-Gottsdorf, 17 de agosto de 1887Funchal, 1 de abril de 1922) foi o último Imperador da Áustria, de 1916 até 1918, e também Rei da Hungria e Croácia, como Carlos IV, e Rei da Boémia, como Carlos III. Era filho do arquiduque Oto Francisco da Áustria e da sua esposa, a princesa Maria Josefa da Saxónia, neta da rainha Dª Maria II de Portugal, tendo ascendido ao trono após a morte de seu tio-avô Francisco José I.

Carlos deliberadamente nunca abdicou oficialmente dos seus tronos, passando o resto de sua vida tentando restaurar a monarquia até morrer, aos 34 anos, em Portugal, na ilha da Madeira, onde foi enterrado. Ele foi beatificado pela Igreja Católica em 2004, quando o papa João Paulo II declarou que a sua morte ocorreu em odor de santidade e reconheceu o seu papel como pacificador durante a guerra, colocando sempre a sua fé antes de suas decisões políticas. A Igreja Católica designa-o como Beato Carlos da Áustria, Imperador.

 



sábado, março 28, 2026

Hojé dia de cantar poesia de Santa Teresa de Ávila...

 

NADA TE TURBE
Jacques Berthier - Teresa de Ávila
 
 

Nada te turbe,
nada te espante;
quien a Dios tiene,
nada le falta.
Nada te turbe,
nada te espante;
solo Dios basta.

Todo se pasa,
Dios no se muda,
la paciencia todo lo alcanza.

En Cristo mi confianza
y de Él solo, mi asimiento.
En Sus cansancios, mi aliento
y en Su imitación, mi holganza.

Aquí estriba mi firmeza,
aquí mi seguridad.
La prueba de mi verdad,
la muestra de mi firmeza. 

A Irmã Lúcia nasceu há 119 anos...


Lúcia de Jesus Rosa dos Santos (Aljustrel, Fátima, Ourém, 28 de março de 1907 - Coimbra, 13 de fevereiro de 2005) foi uma freira da Ordem das Carmelitas Descalças, conhecida no Carmelo como Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado e pela maioria dos portugueses simplesmente como Irmã Lúcia, que, juntamente com os seus primos Jacinta e Francisco Marto (os chamados "três pastorinhos"), afirmou ter recebido várias aparições da Virgem Maria no lugar da Cova da Iria, em Fátima, Portugal.
 
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Lúcia dos Santos (aos dez anos de idade, no meio) e seus dois primos: Francisco Marto (de nove anos) e Jacinta Marto (de sete anos) segurando seus rosários (1917)
 
    
Lúcia nasceu no lugar de Aljustrel, freguesia de Fátima, filha de António dos Santos e de sua mulher (casados em Fátima, Ourém, a 19 de Novembro de 1890) Maria Rosa Ferreira (6 de Julho de 1869) e irmã mais nova de sete: Maria dos Anjos, Teresa de Jesus Rosa dos Santos, Manuel Rosa dos Santos, Glória de Jesus Rosa dos Santos, Carolina de Jesus Rosa dos Santos e Maria Rosa. Foi baptizada na Igreja Paroquial de Fátima

Tinha dez anos e não sabia ler nem escrever quando alegadamente viu, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria, juntamente com os primos Francisco e Jacinta Marto. Lúcia foi a única dos três primos que falava com a Virgem Maria: a sua prima Jacinta ouvia mas não falava, e Francisco, inicialmente, apenas observava os gestos de Nossa Senhora. Como tal, Lúcia foi a portadora do Segredo de Fátima. Nos primeiros tempos, a hierarquia católica se revelou cética sobre as afirmações dos Três Pastorinhos e foi só a 13 de outubro de 1930 que o bispo de Leiria tornou público, oficialmente, que as aparições eram dignas de crédito. A partir daí, o Santuário de Fátima ganhou uma expressão internacional, enquanto a Irmã Lúcia viveu cada vez mais isolada. Durante alguns anos ficou na Quinta da Formigueira em Frossos, Braga, propriedade do bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva.

Em 17 de junho de 1921, com 14 anos, o Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, proporcionou a sua entrada no Colégio das Irmãs Doroteias em Vilar, no Porto, alegadamente para a proteger dos peregrinos e curiosos que acorriam cada vez mais à Cova da Iria e pretendiam falar com ela. Professou como religiosa doroteia em 1928, em Tui (Galiza, Espanha), onde viveu alguns anos. Pouco tempo depois morou em Pontevedra, também na região espanhola da Galiza, onde também se lhe apareceu a Virgem Maria, em 1925, nas chamadas Aparições de Pontevedra.

Em 1946 regressou a Portugal e, dois anos depois, entrou para a clausura do Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, onde professou como freira carmelita descalça a 31 de maio de 1949. Foi neste convento que escreveu dois volumes com as suas Memórias e os Apelos da Mensagem de Fátima. Em 1991, quando o Papa João Paulo II visitou Fátima, convidou a irmã Lúcia a deslocar-se ali e esteve reunido com ela doze minutos. Antes, já se tinha encontrado, também em Fátima, com o Papa Paulo VI.

Lúcia morreu no dia 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. O Papa João Paulo II, nesta ocasião, rezou pela Irmã Lúcia e enviou o Cardeal Tarcisio Bertone para o representar no funeral. Em 19 de fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado de Coimbra para o Santuário de Fátima onde foi sepultada junto dos seus primos, Francisco e Jacinta Marto.

   
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in Wikipédia

Teresa de Ávila nasceu há 511 anos...

Ficheiro:Santa Teresa en gloria (Novelli).jpg
Santa Teresa em glória - Pietro Novelli
  
  
 
SANTA TERESA

Terra...
Era em Ávila da Ibéria a minha terra...
Terra!
Mas eu não vi a terra que me teve!
Nem lhe dei o calor que um filho deve
A sua Mãe!
Terra!
Nem lhe sabia o nome verdadeiro!
Nem a cor! nem o gosto! nem o cheiro!
Nem calculava o peso que ela tem!

Terra...
Vai-se embaçando o brilho dos meus olhos!
Apodrece o tutano dos meus ossos!
Crescem as unhas doidas nos meus dedos
Contra a palma da mão encarquilhada!
Medra o livor em mim de tal maneira
Que me babo de nojo do meu nada!

Terra!...
E andei eu a morrer a vida inteira!
E andei eu a secar a seiva da raiz
Que do Céu ou do Inferno me prendia
A ti, humana terra de Castela!
Terra!
E andei eu a viver a morte que vivia
Disfarçada em amor na minha cela!

Terra!...
E andei eu a negar o amor do mundo,
Quando de pólo a pólo o meu amor podia
Ser sem limites como a alma quer!...
E ser fecundo como a luz do dia!
E dar um filho, porque eu fui mulher!

Terra!...
E andei eu a legar este legado:
“Vivo morrendo primeiro”,
Derradeiro Castelo a que subi!...
Terra...
E Deus, que prometeu ter-me a seu lado,
Tem-me aqui.

  
 
 
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga

sexta-feira, março 27, 2026

São Francisco de Paula nasceu há 610 anos...

São Francisco da Paula - Bartolomé Esteban Murillo
    
São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 - Tours, 2 de abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja Católica.
É também conhecido como "O Eremita da Caridade", pela sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo. Consta que num só dia o venerado de Paula atendeu no seu Mosteiro a mais de 300 pessoas necessitadas do espírito e do corpo, realizando curas prodigiosas.
Francisco de Paula fundou a "Ordem dos Mínimos", uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos...
Venerado pelos pobres, pelos Reis e pelos nobres do seu tempo, Francisco de Paula deu o exemplo numa época em que prosperavam os abusos eclesiásticos quando se cultivava os prazeres efémeros e subalternos da vida. Por essa razão, foi considerado um missionário especial, pela sua capacidade extraordinária de resgatar os mais puros e preciosos valores evangélicos, tal qual o seu mais famoso herói, o outro Francisco, o de Assis, que vivera dois séculos antes.
    
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quarta-feira, março 25, 2026

Catarina de Siena nasceu há 679 anos

   
Catarina de Siena
, nascida Caterina Benincasa (Siena, 25 de março de 1347 - Roma, 29 de abril de 1380), foi uma terceira da Ordem dos Pregadores (dominicanos), filósofa escolástica e teóloga do século XIV. Lutou arduamente para trazer o papado de Gregório XI de volta para Roma durante o chamado "Cisma do Ocidente", um período de quase um século no qual se estabeleceu o papado de Avinhão, e também foi fundamental para a restauração da paz entre as cidades-estado italianas.

Nascida em Siena, cresceu lá e queria muito cedo se consagrar a Deus, contra a vontade de seus pais. Ela juntou-se às irmãs da Penitência de São Domingos e fez seus votos lá. Muito rapidamente marcada por fenómenos místicos, como estigmas e casamento místico, ela deu-se a conhecer.

Ela acompanhou o capelão dominicano na ida à audiência com o Papa em Avignon, como embaixadora de Florença, uma cidade em guerra com o papa. A sua influência no papa Gregório XI desempenha um papel comprovado na sua decisão de deixar Avignon para voltar para Roma. Ela é então enviada por ele para negociar a paz com Florença. Com Gregório XI morto e com a paz concluída, ela voltou a Siena. Ela dita então aos seus secretários o seu conjunto de tratados espirituais, O Diálogo.

Catarina de Siena é uma das figuras mais destacadas do catolicismo medieval, pela forte influência que teve na história do papado. Ela está por trás do retorno do papa de Avignon para Roma e, em seguida, realizou inúmeras missões por ordem do papa, algo bastante raro para uma simples freira na Idade Média. Ela também influenciou fortemente Santa Rosa de Lima.

O grande cisma do Ocidente levou Catarina de Siena a ir a Roma com o papa. Ela enviou numerosas cartas aos príncipes e cardeais, para promover a obediência ao Papa Urbano VI e defender o que ela chamou de "vaso da Igreja". Ela morre 29 de abril de 1380, exausta por suas penitências. Urbano VI celebra o seu funeral e enterro na Basílica de Santa Maria sopra Minerva, em Roma.

Desde 18 de junho de 1866 que é a padroeira da Itália, juntamente com São Francisco de Assis. Em 3 de outubro de 1970, Catarina foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI e, em 1 de outubro de 1999, João Paulo II nomeou-a uma das seis padroeiras da Europa, juntamente com São Bento, Santos Cirilo & Metódio, Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein).
   

A Imaculada Conceição tornou-se Rainha e Padroeira de Portugal há 380 anos...!

(imagem daqui)


Em Portugal, a devoção popular a Nossa Senhora da Conceição é bastante antiga e interligada com a História de Portugal, sobretudo com os grandes acontecimentos decisivos para a independência e identidade nacional de Portugal. Aliás, nos primórdios da Nação Portuguesa, foi celebrada em Lisboa uma Missa pontifical de ação de graças, em honra da Imaculada Conceição, após Lisboa ter sido conquistada aos mouros, em 1147, pelo primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que teve a ajuda dos Cruzados ingleses. Segundo uma tradição secular, na sequência da Crise de 1383-1385 e após a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota (1385) contra os castelhanos, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira (ou São Nuno de Santa Maria) mandou construir a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo católico a Nossa Senhora da Conceição. Para o efeito, ele encomendou em Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição para ser venerada nessa igreja.

Com o decorrer do tempo, a devoção popular foi crescendo e criando raízes em Portugal, com a fundação de muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, sendo a mais antiga a da atual freguesia dos Anjos (Lisboa), que foi instituída em 1589.

Após a Restauração da Independência de Portugal (1640) e em plena Guerra da Restauração contra Espanha, o Rei de Portugal, D. João IV, da Casa de Bragança e descendente de D. Nuno Álvares Pereira, jurou e proclamou solenemente, por provisão régia de 25 de março de 1646, que Nossa Senhora da Conceição seria a Rainha e Padroeira de Portugal e de todos os seus territórios ultramarinos, após parecer favorável das Cortes gerais de 1645-1646. Nesta provisão régia, que depois foi confirmada em 1671 pelo Papa Clemente X na bula papal Eximia dilectissimi, declarou-se que: "Estando ora juntos em Cortes com os três Estados do Reino (...) e nelas com parecer de todos, assentámos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição... e lhe ofereço de novo em meu nome e do Príncipe D. Teodósio meu sobre todos muito amado e prezado filho e de todos os meus descendentes, sucessores, Reinos, Senhorios e Vassalos à sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de ouro em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem: E da mesma maneira prometemos e juramos com o Príncipe e Estados de confessar e defender sempre (até dar a vida sendo necessário) que a Virgem Maria Mãe de Deus foi concebida sem pecado original. (...) E se alguma pessoa intentar coisa alguma contra esta nossa promessa, juramento e vassalagem, por este mesmo efeito, sendo vassalo, o havemos por não natural, e queremos que seja logo lançado para fora do Reino; e se for Rei (o que Deus não permita) haja a sua e nossa maldição, e não se conte entre nossos descendentes; esperando que pelo mesmo Deus que nos deu o Reino e subiu à dignidade real, seja dela abatido e despojado".

Após a proclamação, D. João IV coroou a imagem de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, que, segundo a tradição, foi encomendada por D. Nuno Álvares Pereira. A partir de então, em sinal de reconhecimento de que Nossa Senhora é a verdadeira Rainha e Padroeira de Portugal, os reis subsequentes nunca mais colocaram a coroa real na sua cabeça, sendo que a coroa, em ocasiões solenes, era apenas posta sobre uma almofada, ao lado direito do rei.
 

terça-feira, março 24, 2026

Óscar Romero, santo e mártir da Igreja católica, foi assassinado há 46 anos...

        
Óscar Arnulfo Romero Galdámez, conhecido como Monsenhor Romero, (Ciudad Barrios, San Miguel, 15 de agosto de 1917 - San Salvador, 24 de março de 1980) foi um sacerdote católico salvadorenho, quarto arcebispo metropolitano de San Salvador (1977-1980).
    
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Em 3 de fevereiro de 1977 foi nomeado Arcebispo de San Salvador. Escolhido como arcebispo pelo seu aparente conservadorismo, uma vez nomeado aderiu aos ideais da não-violência, posição que o levou a ser comparado a Mahatma Gandhi e a Martin Luther King. Por isso, Óscar Romero passou a denunciar, em suas homilias dominicais, as numerosas violações de direitos humanos em El Salvador e manifestou publicamente sua solidariedade com as vítimas da violência política, no contexto da Guerra Civil de El Salvador.
Dentro da Igreja Católica, defendia a "opção preferencial pelos pobres".
   
A morte
Na homilia de 11 de novembro de 1977, Monsenhor Romero afirmou: "a missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim a Igreja encontra sua salvação."
Óscar Romero foi assassinado quando celebrava a missa, a 24 de março de 1980, por um atirador de elite do exército salvadorenho, treinado na Escola das Américas. A sua morte provocou uma onda de protestos em todo o mundo e pressões internacionais por reformas em El Salvador.
Em 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 24 de março como o Dia Internacional pelo Direito à Verdade acerca das Graves Violações dos Direitos Humanos e à Dignidade das Vítimas, em reconhecimento pela atuação de D. Romero em defesa dos direitos humanos
  
Mártir, Beato e Santo
Em 1997 Romero foi declarado "Servo de Deus" pelo papa João Paulo II. Em fevereiro de 2015 o papa Francisco aprovou o decreto de beatificação do arcebispo salvadorenho, reconhecendo-o como mártir. A solenidade de beatificação foi realizada no dia 23 de maio de 2015 na capital salvadorenha e presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas estiveram presentes na cerimónia. Durante a cerimónia, Amato afirmou que a memória de Romero ainda estaria viva dando conforto aos pobres e marginalizados, e que Romero foi a luz do mundo e o sal da terra, pois seus perseguidores desapareceram e foram esquecidos, mas Romero continuaria a lançar luz sobre os pobres e marginalizados. O papa Francisco enviou uma mensagem pessoal, lida no início da cerimónia, na qual afirmou que: "Em tempos de coexistência difícil, Romero soube como guiar, defender e proteger o seu rebanho. [...] Damos graças a Deus porque concedeu ao bispo mártir a capacidade de ver e ouvir o sofrimento de seu povo. [...] Quando se entende bem e se assume até as últimas consequências, a fé em Jesus Cristo cria comunidades artífices de paz e solidariedade". Romero foi canonizado pelo papa Francisco a 14 de outubro de 2018. A Igreja Luterana também participou da cerimónia, com a presença do bispo salvadorenho Medardo Gómez.
Óscar Romero é o primeiro salvadorenho a ser elevado aos altares, o primeiro arcebispo martirizado da América, o primeiro a ser declarado mártir depois do Concílio Vaticano II, e o primeiro santo nativo da América Central. Embora também São Pedro de Betancur tenha sido canonizado na cidade de Santiago de los Caballeros, na Guatemala, pelo seu trabalho na região e portanto, sendo um santo centro-americano, tinha nascido em Tenerife, Espanha.
    
(...) 
   

A sua morte provocou uma onda de protestos em todo o mundo e pressões internacionais por reformas em El Salvador.

Em 1983, durante a sua primeira viagem à América Central, o Papa João Paulo II visitou o túmulo do arcebispo na Catedral de San Salvador e ajoelhou-se para rezar, apesar da oposição do governo e de alguns membros da Igreja que se opunham fortemente à teologia da libertação. Ele repetiu o gesto em 1996.

A Comissão da Verdade de El Salvador, criada pela ONU, em 1993, concluiu que o autor intelectual do assassinato foi o major, líder de esquadrão da morte e fundador do partido Aliança Republicana NacionalistaRoberto D’Aubuisson.

Em 7 de maio de 2000, no Coliseu de Roma, durante as celebrações do Ano Jubilar, João Paulo II comemorou os mártires do século XX. Das várias categorias de mártires, a sétima consistia em cristãos que foram mortos por defenderem seus irmãos nas Américas. Apesar da oposição de alguns conservadores sociais dentro da Igreja, João Paulo II insistiu que Romero fosse incluído. Ele pediu aos organizadores do evento que proclamassem Romero "essa grande testemunha do Evangelho".

Em 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 24 de março como o Dia Internacional pelo Direito à Verdade acerca das Graves Violações dos Direitos Humanos e à Dignidade das Vítimas em reconhecimento à atuação de Dom Romero em defesa dos direitos humanos.[58] Naquele ano, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, pediu desculpas em nome do Estado pelo assassinato e declarou Romero "guia espiritual da nação".

Em 22 de março de 2011, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou o túmulo de Romero durante uma visita oficial a El Salvador. O presidente irlandês, Michael D. Higgins, visitou a catedral e o túmulo de Romero em 25 de outubro de 2013, durante uma visita de Estado a El Salvador. O linguista Noam Chomsky elogia o trabalho social de Romero e frequentemente se refere ao seu assassinato. Em 2014, o Aeroporto Internacional de El Salvador foi nomeado em sua homenagem, tornando-se o Aeroporto Internacional Monseñor Óscar Arnulfo Romero y Galdámez e, posteriormente, o Aeroporto Internacional San Óscar Arnulfo Romero y Galdámez em 2018, após sua canonização.

  

D. António Ribeiro, Cardeal Patriarca de Lisboa, morreu há vinte e oito anos...

 

D. António Ribeiro (Celorico de Basto, 21 de maio de 1928 - Lisboa, 24 de março de 1998) foi um cardeal português, o 15.º Patriarca de Lisboa, como Dom António II.
   
Biografia
Era filho de José Ribeiro (circa 1860) e da sua mulher Ana Gonçalves (circa 1904), ambos de São Clemente de Basto. Estudou no Seminário de Braga, na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, na Faculdade Teológica em Innsbruck e na Faculdade Teológica de Munique.
   
Vida religiosa
Foi ordenado em 5 de julho de 1953, na Arquidiocese de Braga. O então arcebispo de Braga, D. António Bento Martins Júnior, mandou-o estudar para Roma, onde se doutorou na Pontifícia Universidade Gregoriana com a tese «A Doutrina do Evo em S. Tomás de Aquino. Ensaio sobre a duração da alma separada». Depois desta sua formação humanística, filosófica e teológica, António Ribeiro iniciou a sua atividade na Comunicação Social e no ensino. Entre 1959 e 1964 foi membro do corpo docente do Seminário de Braga e ficou responsável pelo programa «Encruzilhadas da Vida», transmitido aos sábados na RTP, em que debate temas de atualidade, frequentemente sugeridos pelos próprios telespectadores. Foi docente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, entre 1964 e 1966. Transita para o programa, também na RTP, intitulado "Dia do Senhor", entre 1964 e 1967, onde demonstrou as suas qualidades de comunicador, com um sentido crítico e uma capacidade de leitura cristã dos acontecimentos. Lecionou Filosofia Social, Filosofia Moral e Psicologia Social e foi diretor do Instituto Superior de Cultura Católica, entre 1965-1967 e foi Vigário-geral da arquidiocese de Braga, entre l966 e 1967. Para além de trabalhar na área da Comunicação Social, foi assistente nacional e diocesano da Liga Universitária Católica e ainda das associações profissionais de médicos, farmacêuticos, juristas, engenheiros e professores.
  
Episcopado
Inicialmente foi escolhido para suceder, na diocese moçambicana da Beira, ao bispo D. Sebastião Soares de Resende, mas o regime não permitiu que fosse para Moçambique. Foi então eleito bispo-titular de Tigillava e nomeado bispo-auxiliar de Braga, a 3 de julho de 1967, foi consagrado em 17 de setembro, pelo Cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira, Patriarca de Lisboa, assistido por Francisco Maria da Silva, arcebispo de Braga, e por António de Castro Xavier Monteiro, arcebispo titular de Mitilene, bispo-auxiliar de Lisboa.
Em 6 de junho de 1969, é nomeado bispo-auxiliar de Lisboa. Promovido ao Patriarcado de Lisboa, o décimo-quinto patriarca de Lisboa com o nome de D. António II (nomeado a 13 de maio de 1971, no aniversário das aparições marianas de Fátima). Foi ainda nomeado Vigário militar de Portugal a 24 de janeiro de 1972.
   
     
Cardinalato
Foi o enviado especial do Papa João Paulo II para a celebração do quinto centenário da evangelização de Angola, em Luanda, entre 22 e 27 de outubro de 1991 e enviado especial do Papa para a celebração do quinto centenário do Tratado de Tordesilhas, em Setúbal, Portugal, a 5 de setembro de 1994. Presidiu à cerimónia de casamento do Duque de Bragança, D. Duarte Pio de Bragança, com D. Isabel de Herédia, em 13 de maio de 1995.
Morreu em 4 de março de 1998, por conta do estágio avançado de um cancro, na sua residência em Lisboa, sendo enterrado no túmulo dos patriarcas na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa. Um monumento a recordá-lo foi erguido em Britelo, Basto, e um busto foi colocado na sua terra natal, Celorico de Basto, na praça que tem o seu nome.
    
Conclaves
    

sábado, março 21, 2026

São Bento de Núrsia, padroeiro da Europa, morreu há 1479 anos

          
São Bento de Núrsia, nascido Benedito da Nórcia, em italiano: Benedetto de Norcia; em latim: Benedictus, (Nórcia, Reino Ostrogótico, 24 de março de 480  - Abadia do Monte Cassino, 21 de março de 547) foi um monge, fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador da Regra de São Bento, um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Era irmão gémeo de Santa Escolástica. Foi designado patrono da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo também patrono da Alemanha. É venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália, destruída durante a II Guerra Mundial e posteriormente restaurada. É comemorado, no calendário católico, a 11 de julho, data em que as suas relíquias foram trasladadas para a Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire.
     

sexta-feira, março 20, 2026

São Martinho de Dume morreu há 1447 anos

Representação de São Martinho de Dume, numa miniatura do Códice Albeldensis, circa 976

  
Martinho de Dume, Martinho Dumiense ou ainda Martinho de Braga (ou Martinho Bracarense) são os vários nomes por que é conhecido Martinho da Panónia, um bispo de Braga e de Dume considerado santo pela Igreja Católica.
Martinho nasceu na Panónia, atual Hungria, no século VI. É tido como o apóstolo dos Suevos, responsável maior pela sua conversão do arianismo ao catolicismo.

Estudou grego e ciências eclesiásticas no Oriente. De volta ao Ocidente, dirigiu-se para Roma e para a França, para continuar os estudos, onde visitou o túmulo do seu conterrâneo Martinho de Tours.
Estabeleceu um mosteiro em Dume, uma aldeia das proximidades de Bracara Augusta, a partir do qual começou a irradiar a sua pregação. Estabeleceu a Diocese de Dume (caso único na história cristã - confinada ao referido Mosteiro de Dume, a que presidia), da qual foi primeiro bispo, em 556. Depois, por vacatura da diocese bracarense, em 569, foi feito metropolita dessa região de Braga, então capital do Reino Suevo.
Reuniu o Concílio de Braga em 563, tendo proibido que se cantassem muito dos hinos e cantos de carácter popular que estavam incluídos nas missas e noutras celebrações. Ao longo dos anos, a música litúrgica foi sendo fixada no Cantochão, mas o povo, apoiado num substrato musical muito antigo, apoderou-se de alguns destes cânticos da Igreja e popularizou-os, dando-lhes a sua interpretação própria.
Para além de batalhador pela ortodoxia contra os arianos, foi também um fecundo escritor. Entre as principais obras, citamos: Escritos canónicos e litúrgicos. Destacou-se também como tradutor (designadamente, dos Pensamentos dos padres egípcios).
Martinho de Dume é também uma figura de capital importância para a história da cultura e língua portuguesas; de facto, considerando indigno de bons cristãos que se continuasse a chamar os dias da semana pelos nomes latinos pagãos de Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies, foi o primeiro a usar a terminologia eclesiástica para os designar (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), donde os modernos dias em língua portuguesa (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo), caso único entre as línguas novilatinas, dado ter sido a única a substituir inteiramente a terminologia pagã pela terminologia cristã.
Isto explica o facto de os mais antigos documentos redigidos em português, fortemente influenciados por este latim eclesiástico, não terem qualquer vestígio da velha designação romana dos dias da semana, prova da forte ação desenvolvida por Martinho e seus sucessores na substituição dos nomes.
Martinho tentou também substituir os nomes dos planetas, mas aí já não foi tão bem sucedido, pelo que ainda hoje os chamamos pelos seus nomes clássicos pagãos.
Morreu no dia 20 de março de 579 e foi sepultado na catedral de Dúmio. Para si compôs o seguinte epitáfio: Nascido na Panónia, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galiza, sagrado bispo nesta tua igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da missa. Tendo-te seguido, ó patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo.