O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
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Mit brennender Sorge é considerada o primeiro documento público de um chefe de Estado europeu a denunciar abertamente a ideologia nazi. Em passagens particularmente incisivas, o texto condena a absolutização da raça, do sangue e da nação, bem como o culto ao líder político, elementos centrais da ideologia nacional-socialista, contendo afirmações que muitos intérpretes veem como uma crítica direta ao próprio Führer:
"Aquele que, com sacrílego desconhecimento das diferenças essenciais entre Deus e a criatura, entre o Homem-Deus e o simples homem, ousar colocar-se ao nível de Cristo, ou pior ainda, acima d'Ele ou contra Ele, um simples mortal, ainda que fosse o maior de todos os tempos, saiba que é um profeta de fantasias a quem se aplica espantosamente a palavra da Escritura: 'Aquele que mora nos céus zomba deles' (Salmo 2,4)".
O documento desperta ainda especial interesse por ser uma das raras encíclicas cuja versão oficial não foi redigida em latim, mas em alemão, decisão deliberada do Papa para que a mensagem fosse compreendida diretamente pelos fiéis da Alemanha.
Após sua redação, cópias da encíclica foram enviadas clandestinamente para a Alemanha, a fim de evitar a apreensão pela Gestapo, e posteriormente reproduzidas por gráficas ligadas à Igreja Católica. Foram então distribuídas aos bispos, sacerdotes e capelães, com a ordem expressa de que fossem lidas em todas as paróquias alemãs após a homilia da Missa matutina do dia 21 de março de 1937, Domingo de Ramos. A escolha dessa data, uma das celebrações litúrgicas com maior presença de fiéis e autoridades no ano, visava maximizar o impacto da mensagem papal. O tom do documento distingue-se pela firmeza incomum e por uma retórica vigorosa, raramente vista em textos do magistério pontifício.
A reação do regime nazi foi imediata e severa. Por meio da Gestapo, intensificou-se drasticamente a perseguição aos católicos, com a prisão de mais de mil clérigos, além do lançamento de uma ampla campanha anticlerical, conduzida pelo ministro da Propaganda, Joseph Goebbels. Publicada num período em que a guerra ainda parecia distante, a encíclica surpreendeu pela clareza e pela coragem da sua denúncia, sendo alvo tanto de críticas na imprensa secular quanto de incompreensão por parte de alguns católicos leigos, que ainda acreditavam na possibilidade de uma convivência pacífica com o Terceiro Reich e não compreendiam a atitude do Pontífice. Com o passar do tempo, Mit brennender Sorge consolidou-se como um testemunho da resistência moral da Igreja frente ao totalitarismo do século XX.
Para escrever o documento, Pio XI contou com a colaboração e as informações dos cardeais alemães Adolf Bertram, Michael von Faulhaber e Karl Joseph Schulte e dos dois bispos mais contrários ao regime nazi: Clemens von Gallen e Konrad von Preysing, além da intervenção decisiva do Cardeal Eugénio Pacelli - futuro Papa Pio XII - e dos seus auxiliares alemães, Mons. Ludwig Kaas e dos jesuítas Robert Leiber e Augustin Bea.
(...)
Já Pio XII comentou, em 1945:
[Mit brennender Sorge] desmascarou aos olhos do mundo aquilo que o nacional-socialismo era na realidade: a apostasia orgulhosa de Jesus Cristo, a negação da sua doutrina e da sua obra redentora, o culto da força; a idolatria da raça e do sangue, a opressão da liberdade humana.
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Papa Francisco e D. Cláudio Hummes na varanda central da basílica de S. Pedro
O filme da eleição do papa Francisco contado pelo cardeal que lhe pediu para não se esquecer dos pobres
«Estava sentado ao lado dele, ele estava à minha direita e nós trocávamos algumas pequenas meditações, em voz baixa, ao ouvido…»
Começa assim, como um filme gravado em direto, a narração de outro protagonista que elegeu o primeiro papa latino-americano da história, um cardeal também dessa lado do mundo, Claudio Hummes, arcebispo emérito da maior diocese do Brasil, S. Paulo.
Um ao lado do outro, como acontecia há muito tempo, no conclave de 2005, nos sínodos da última década, nas liturgias solenes, juntos por causa daquele critério iniludível que é a idade.
«Os votos convergiam nele: estava a interiorizar muito naquele momento, silencioso. Comentei com ele a possibilidade de poder alcançar o número necessário para se tornar papa. Quando as coisas começaram a estar um pouco mais perigosas para ele, confortei-o. Depois houve o voto definitivo, e houve um grande aplauso. A contagem prosseguiu até ao fim, mas eu abracei-o e beijei-o logo. E disse-lhe aquela frase: “Não te esqueças dos pobres”.»
«Não tinha preparado nada, mas naquele momento veio do meu coração, com força, dizer-lhe isso, sem me dar conta de ser a boca através da qual falava o Espírito Santo. Ele disse que aquelas palavras lhe tinham com força, que foi naquele momento que pensou nos pobres e lhe veio à ideia o nome de S. Francisco.»
Tudo em poucos minutos, uma sucessão de instantes que D. Cláudio Hummes decompõe instante por instante.
«Foi interpelado, foi-lhe pedido se aceitava e com que nome desejava ser chamado. O nome que pronunciou, Francisco, foi uma enorme surpresa para todos. Quem teria imaginado que um papa poderia chamar-se Francisco! Porque é uma figura exigente, e ele escolheu-a com coração feliz e leve.»
«Identificou-se logo, percebeu que este nome significava também um programa de Igreja. Até porque em S. Damião, S. Francisco ouviu a palavra do crucifixo: vai e repara a minha igreja, que está em ruína. São coisas fortes e ele teve esta coragem. Estava sereno, muito sereno, todos estávamos espantados pela sua serenidade e espontaneidade, e estava muito concentrado.»
D. Cláudio Hummes não precisa que lhe façam perguntas: a sequência dos acontecimentos desenrola-se diante dos seus olhos e as palavras acorrem aos seus lábios naturalmente e em bom italiano.
«Foi paramentar-se como papa na antiga sacristia da Capela Sistina e ali começou a distender-se; realizou desde logo gestos significativos: não colocou o manto mais solene, não quis a cruz de ouro. Também não calçou os sapatos vermelhos, ficou com os seus; quanto à estola, disse que só queria usá-la para a bênção [na varanda central da Basílica de S. Pedro].»
Regressou à capela [Sistina] assim, despojado, vestido com simplicidade, com os sapatos pretos com que tinha chegado de Buenos Aires. Havia lá um trono onde devia sentar-se para a saudação, como prevê o cerimonial; mas ficou de pé, abraçou os cardeais, um a um, com uma espontaneidade maravilhosa. Era já Francisco que agia.»
Por um momento D. Cláudio Hummes concede-se um parêntesis:
«A coisa mais extraordinária é que os cardeais do primeiro mundo confiaram-se a um latino-americano. Conduzir a Igreja universal! Um latino-americano! Que fará com a Igreja? Pensa-se assim, é natural para um europeu pensar assim. Sabemos que nos amam, nos respeitam, no fundo somos filhos da Igreja da Europa. Mas somos uma Igreja jovem. Então confia-se a um europeu. Ficamos todos mais seguros. E foi sempre assim… se correu bem até agora… então é melhor continuar assim.
«Mas estas seguranças em que nos apoiamos matam o dinamismo do renovamento, de reforma, missionário da Igreja. O Espírito Santo trabalhou os corações dos cardeais para se confiarem assim.»
Hummes retoma a narração:
«Canta-se um “Te Deum” em gregoriano enquanto se forma a procissão para a varanda sobre a praça [de S. Pedro]. Já tinha chamado o cardeal Vallini, o seu vigário para Roma; olhou para mim e disse-me: “Vem, quero que estejas comigo neste momento”. Eu fui. Não estava tenso, era espontâneo, uma coisa extraordinária! Permanecia o homem gentil, simples de todos os dias.»
«Disse-nos para ir com ele à capela para uma oração antes de chegar à praça. Entre a Capela Sistina e a varanda está a Capela Paulina, onde celebrámos missa algumas vezes durante o conclave. Quis ir lá, e enquanto se formava a procissão dos cardeais rezou-se durante alguns minutos. Depois fomos para a praça.»
«Tinha acabado de chover, as pessoas tinham fechado os chapéus-de-chuva. Mas dali, da varanda, talvez por causa das luzes das televisões, não se viam bem as pessoas. Durante algum tempo não disse nada. Muitos se perguntaram porque ficou em silêncio com os braços estendidos ao longo do corpo. Simples: porque no adro havia uma banda que tocava com intensidade; não era possível falar até que parassem, e ele esperou que terminasse a música.»
«Depois saudou com um braço: “Buona sera”. A praça explodiu. Estava muito sereno. Apresentou-se como o bispo de Roma, falou como bispo de Roma; sabia que como bispo de Roma e o papa, mas nunca usou a palavra “papa” em nenhum momento. Também disse: “O meu antecessor, o bispo emérito de Roma Bento XVI”. Todos perceberam que ele abria já grandes portas.»
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Francisco (em castelhano: Francisco; em latim: Franciscus), S.J., nascido Jorge Mario Bergoglio; (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936 – Vaticano, 21 de abril de 2025) foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até a data de sua morte.
Foi o primeiro Bispo de Roma a ser membro da Companhia de Jesus (Jesuítas), o primeiro nascido nas Américas (ou do chamado Novo Mundo) e no Hemisfério Sul, bem como o primeiro pontífice não nascido na Europa em mais de mil e duzentos anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e o primeiro Papa a utilizar o nome de Francisco. Tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001 — véspera da festa da Cátedra de São Pedro — com o título de Cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino, por São João Paulo II. Foi eleito papa em 13 de março de 2013.
Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco destacou-se por sua humildade, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Francisco teve uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, tendo escolhido residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deveria ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo definido "selvagem", o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Opunha-se ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.
Na diplomacia internacional, ajudou a restaurar temporariamente as relações diplomáticas completas entre os Estados Unidos e Cuba e apoiou a causa dos refugiados durante as crises migratórias da Europa e da América Central. Desde 2018, foi um oponente vocal do neonacionalismo. Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.
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Cidadão de uma enorme coragem, o Padre Felicidade (como era conhecido também nos meios antifascistas não católicos), foi uma das figuras centrais da oposição dos católicos à ditadura, sobretudo a partir de meados da década de 60.
Nas suas homilias abordava temas incómodos ao regime do Estado Novo e às hierarquias eclesiásticas, tais como a guerra colonial, a perseguição política e problemas sociais. Envolveu-se militantemente nos combates contra a Ditadura e na renovação da Igreja Católica, o que determinou a sua prisão e julgamento. Foi afastado das funções de pároco pelo então cardeal patriarca de Lisboa, Cardeal Cerejeira e, mais tarde, tomou conhecimento da sua excomunhão.
José da Felicidade Alves nasceu em 11 de março de 1925 em Vale da Quinta, freguesia de Salir de Matos, Caldas da Rainha, sendo filho de Joaquim Alves e Maria Felicidade.
Após a instrução primária entrou para o seminário, com 11 anos. Em 1948 foi ordenado sacerdote. Destacando-se desde logo pela sua inteligência, foi colocado como professor no Seminário de Almada, e depois no Seminário dos Olivais.
Em 1956 foi nomeado pároco de Santa Maria de Belém, em Lisboa, onde se evidenciou pelo conteúdo das suas homilias. Foi no trabalho da paróquia que se foi dando conta de que o país real era muito diferente do que pensava e, a partir de 1967, as suas intervenções começaram a causar incómodo ao regime e à Igreja Católica.
Solidário com o grupo de católicos mais progressistas, o percurso de Felicidade Alves ficou definitivamente marcado após a comunicação que proferiu ao Conselho Paroquial de Belém, em 19 de abril de 1968, na presença de muitas dezenas de pessoas.
Sob o tema «Perspetivas atuais de transformação nas estruturas da Igreja», a comunicação de Felicidade Alves punha em causa a forma como a Igreja se apresentava à sociedade, a sua organização, e o modo como eram transmitidos os ensinamentos cristãos e era abordada a própria figura de Deus.
Defendendo uma profunda renovação da Igreja e das suas estruturas, as ideias de Felicidade Alves desagradaram ao cardeal Cerejeira. Em consequência, foi-lhe movido um longo processo que determinou, em novembro de 1968, o afastamento das suas funções de pároco em Santa Maria de Belém, e, mais tarde, a suspensão das suas funções sacerdotais, terminando, em 1970, com a sua excomunhão.
Após o afastamento da paróquia de Belém, Felicidade Alves tornou-se o grande impulsionador, em conjunto com Nuno Teotónio Pereira e o padre Abílio Tavares Cardoso, da publicação dos Cadernos GEDOC, de que saíram onze números, entre 1969 e 1970. Abordando criticamente questões ligadas à hierarquia católica e à guerra colonial, a publicação foi condenada pelo Cardeal Cerejeira e considerada ilegal pela PIDE, sendo instaurado um processo aos seus responsáveis, de que resultará, em 19 de maio de 1970, a prisão de Felicidade Alves por «atividades contrárias à segurança do Estado». Acusado de incitar à violência e à luta armada, foi julgado e absolvido. Porém, para lá da questão do colonialismo, para a qual acordara lentamente, havia a situação da Igreja em Portugal, com que se confrontava diariamente.
Em 1969 Felicidade Alves publicou a obra «Católicos e Política - de Humberto Delgado a Marcello Caetano», na qual coligiu inúmeros documentos sobre as relações entre os católicos, a Igreja e o Estado, desde a campanha do general Humberto Delgado, em 1958, até à chegada ao poder de Marcello Caetano (1969).
Em 1970 redigiu as obras «Pessoas Livres» e «É Preciso Nascer de Novo». Nesta última Felicidade Alves reflete sobre o casamento, pouco antes de tomar a decisão de se casar civilmente. Em 1 de agosto daquele ano casou com Maria Elisete Alves, nas Caldas da Rainha.
Depois do 25 de abril de 1974, Felicidade Alves aderiu ao PCP, partido em que se manteve até morrer. Nunca deixando de ser católico, teve de casar civilmente em 1970, mas pôde realizar o seu casamento pela Igreja em 10 de junho de 1998, poucos meses antes do seu falecimento Foi na sequência de longo processo junto do Vaticano que o ato foi celebrado pelo Cardeal Patriarca de então, D. José Policarpo.
A produção literária de José da Felicidade Alves é ampla e variada. De entre as publicações de natureza teológica e pastoral avultam: Católicos e Política (1969), Pessoas Livres (1970), É Preciso Nascer de Novo (1970) e, sobretudo, Jesus de Nazaré (Livros Horizonte, 1994). Foi também em Livros Horizonte que publicou a extensa bibliografia premiada pela Academia Nacional de Belas Artes, que o fez académico em 1994. Redigiu uma série de estudos originais sobre o Mosteiro dos Jerónimos (três volumes publicados entre 1989 e 1994); coordenou e anotou a coleção «Francisco de Holanda» (seis obras entre 1984 e 1989) e a coleção «Cidade de Lisboa» (cinco obras, entre 1987 e 1990).
Afastado da Igreja, Felicidade Alves irá trabalhar em diversas empresas, como o Anuário Comercial e a editora Livros Horizonte, e prossegue a sua produção literária, publicando estudos de natureza teológica e pastoral, mas também de carácter histórico: coordenou uma coleção relativa à obra de Francisco de Holanda e uma outra edição de textos históricos sobre a cidade de Lisboa. A sua atividade bibliográfica foi premiada pela Academia Nacional de Belas Artes, que o tornou seu académico em 1994.
Em 10 de junho de 1994, foi agraciado com a Comenda da Ordem da Liberdade pelo então Presidente da República Mário Soares. No ano seguinte recebeu o prémio Júlio de Castilho de Olisopografia, atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa.
José da Felicidade Alves morreu no dia 14 de dezembro de 1998, com 73 anos.
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Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade papal (definido no Concílio Vaticano I por Pio IX), quando proclamou solenemente, em 1950, o dogma da Assunção de Maria, na constituição apostólica Munificentissimus Deus. Ao longo de seu pontificado, criou 57 cardeais em dois consistórios e deixou uma extensa produção de encíclicas e documentos magisteriais, nos quais tratou de questões teológicas, sociais e culturais. É lembrado, ainda, por sua diplomacia ativa, pelo cuidado com a liturgia e pela preparação do terreno que desembocaria no Concílio Vaticano II.
O Pontífice foi declarado Venerável pelo Papa Bento XVI em 2009.
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O nome moderno para galês é Cymry, e Cymru é o nome galês para o País de Gales. Essas palavras (ambas pronunciadas [ˈkəm.rɨ] são provenientes da palavra britónica combrogi, que significa "compatriotas", e que provavelmente entraram em uso antes do século VII. Na literatura, eles poderiam ser escritos Kymry ou Cymry, independentemente de se referir ao povo ou à sua terra natal. As formas latinizadas destes nomes, Cambriano, Câmbrico e Cambria, sobrevivem como denominações, como as Montanhas Cambrianas e o período geológico Câmbrico.
Nasceu em 500 na cidade de Menévia (atual Saint David), País de Gales, da casa real, era filho da santa Non e neto do Rei Ceredig.
Sob a direção de São Paulino, estudou e recebeu a instrução cristã inicial. Teve influência de diversos frades da época e tornou-se bastante rígido em relação à doutrina cristã. Fundou 12 mosteiros em Croyland e Pembrokeshire. Esses mosteiros tinham regras muito duras, baseadas nas dos monges egípcios, incorruptíveis e inflexíveis.
Deu notável contribuição no Sínodo de Brevi, em Cardiganshire, e, para o honrar, foi escolhido para primaz da Igreja de Cambrian. Em seguida foi indicado para Arcebispo de Caerleon, nas margens do rio Usk. Diz a tradição que, ao ser consagrado Arcebispo, uma pomba desceu e poisou nos seus ombros para mostrar que tinha a bênção do Espírito Santo.
Após alguns anos, foi para Jerusalém, a fim de converter pagãos e não-cristãos. Converteu vários pagãos e anti-cristãos. Quando o povo não o escutava, ele simplesmente, com orações, curava os doentes e levantava os paralíticos, assim como Jesus fazia. Com esta ação atraiu centenas de fiéis. Daí advém a sua fama, que lhe rendeu a honra de ser incluído no livro dos santos.
Faleceu, de causas naturais, em 589 em Pembrokeshire, País de Gales. Canonizado pelo Papa Calixto II em 1123, na pintura litúrgica, especialmente na iconografia, é representado pregando sobre um monte com uma pomba nos ombros, rememorando a sua vida gloriosa.
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A liga foi fundada em 27 de fevereiro de 1531 por Filipe I de Hesse e João Frederico, Eleitor da Saxónia, que se comprometeram a defender-se mutuamente caso os seus territórios fossem atacados pelo imperador Carlos V.
Anhalt, Bremen, Brunswick-Lüneburg, Magdeburgo, Mansfeld, Estrasburgo e Ulm também foram membros fundadores. Konstanz, Reutlingen, Memmingen, Lindau, Biberach an der Riß, Isny im Allgäu e Lübeck juntaram-se posteriormente. Os integrantes da liga concordaram em fornecer um total de 10.000 soldados e 2.000 cavaleiros para a mútua proteção.
Depois da morte de Ulrich Zwingli, algumas cidades do sul da Alemanha buscaram o apoio da liga, que se tornara o centro da oposição aos Habsburgos.
Em 1532, a Liga aliou-se à França e, em 1538, à Dinamarca. A Liga raramente provocou Carlos V de maneira direta, mas confiscou terras da Igreja, expulsou bispos e príncipes católicos e apoiou a propagação do luteranismo no norte da Alemanha.
A crise entre a liga e o Império Habsburgo se instaurou abertamente a partir de 1542, na Dieta de Spira, quando os príncipes protestantes pediram ao imperador o reconhecimento oficial da sua autonomia religiosa e a isso condicionam a ajuda militar e financeira necessária para a guerra contra o Império Otomano.
Carlos V celebrou a paz com a França em 1544 (Tratado de Crépy), ficando estabelecido que os franceses denunciariam a sua aliança com a Liga. O imperador e o papa Paulo III começam então a reunir um exército em 1546, enquanto os integrantes da liga se desentendiam, incapazes de se unir em sua própria defesa, como originalmente proposto. Carlos derrotou a Liga na Batalha de Mühlberg, em 24 de abril de 1547, capturando muitos dos seus líderes. Entretanto, nos anos subsequentes, as tropas imperiais não conseguiram obter êxitos semelhantes. A posição de Carlos V tornou-se particularmente crítica. Derrotado pela Liga, entrou em guerra também contra os turcos otomanos, e os franceses aproveitaram a situação para tomar Metz, Toul e Verdun.
Assim, em 1555, Carlos V é obrigado a assinar um acordo com os revoltosos, celebrando-se a Paz de Augsburgo, que estabeleceu o princípio do cuius regio, eius religio, segundo o qual os súbditos seguem a religião do governante. E enfim, embora às custas de grandes perdas, os líderes da Liga de Esmalcalda conseguiram o seu objetivo.
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