
domingo, outubro 18, 2026
O jesuíta Manuel da Nóbrega morreu há 456 e nasceu há 509 anos ...

Postado por Fernando Martins às 05:09 0 comentários
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segunda-feira, outubro 12, 2026
O padre jesuíta brasileiro João Bosco Penido Burnier foi assassinado há cinquenta anos...
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João Bosco Penido Burnier, S.J. (Juiz de Fora, 12 de junho de 1917 - Goiânia, 12 de outubro de 1976) foi um sacerdote jesuíta brasileiro que dedicou os anos de sua vida à Igreja até ser morto por agentes da ditadura militar.
É um dos casos que é investigados pela Comissão Nacional da Verdade.
Biografia
Padre João Bosco Penido Burnier nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 12 de junho de 1917. Filho de Henrique Burnier e Maria Cândida Penido, sendo o quinto filho de uma família de nove irmãos.
Dois de seus oito irmãos também se dedicaram à vida religiosa: Frei Martinho, dominicano, e o monsenhor Vicente Burnier, o primeiro sacerdote surdo do Brasil, que ficou conhecido como um dos padres mais atuantes da Pastoral dos Surdos.
Aos 11 anos de idade, Padre João Bosco Penido Burnier foi para um seminário em Paquetá, no Rio de Janeiro, em 1928. De lá, seguiu para Rio Comprido e para o Seminário Maior, em Roma, onde realizou um mestrado em Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Anos mais tarde, em 1946, foi ordenado sacerdote e complementou sua formação na Espanha. Burnier era ligado ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Fazia trabalho pastoral junto a camponeses e indígenas, denunciando violências cometidas por latifundiários e agentes públicos.
O seu retorno para o Brasil ocorreu em 1954, após ser nomeado assistente da Companhia de Jesus na América Latina e vice-provincial da região de Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo. Também participou da fundação do Colégio dos Jesuítas, em Juiz de Fora e respondeu pelos cargos de mestre de noviços e diretor espiritual dos juniores. Os anos de sua vida madura foram dedicados à Missão de Diamantino, Mato Grosso, servindo junto aos índios beiço de pau e bacairis, quando participou da coordenação regional do CIMI. Um de seus trabalhos mais notáveis com os índios foi na Missão Anchieta, segundo o padre Egon Heck, coordenador do CIMI de Mato Grosso do Sul.
Morte
João Bosco Penido Burnier foi baleado no dia 11 de outubro de 1976 por policiais em Ribeirão Cascalheira (na época chamada de Ribeirão Bonito), no Mato Grosso. O padre estava visitando a cadeia junto a outros padres e ao bispo Dom Pedro Casaldáliga, com o objetivo de interceder por pessoas que, após terem sido presas sem mandado judicial ou flagrante delito estavam sendo torturadas. Eram elas Margarid Barbosa da Silva, Yolanda Elisa de Santos, Santana Rodrigues de oliveira Santos e José pereira Andrade.
Na delegacia quatro policiais receberam os religiosos de maneira truculenta, com até ameaças de morte, mesmo eles tendo avisado que estavam ali a pedidos de hierarquia das forças de segurança. O padre foi baleado ao interceder em favor de duas dessas mulheres presas que estavam sendo torturadas. Dom Pedro Casaldáliga contou em seu depoimento que "era possível ouvir os gritos da rua".
Segundo Dom Pedro, as mulheres eram ameaçadas com um caititu bravo que poderia despedaçá-las. O assassino foi o soldado Ezy Ramalho Feitosa, que lhe deu um soco, uma coronhada e um tiro de bala dum dum na nuca. Gravemente ferido, o religioso foi internado no Instituto Neurológico de Goiânia, mas não resistiu aos ferimentos.
O assassinato do jesuíta aumentou a tensão entre a ditadura e a hierarquia católica, que denunciou o crime nas missas dominicais. A reação ao crime desencadeou protestos de estudantes em várias universidades. Nove dias depois da sua morte, o povo invadiu a delegacia, soltou os presos e destruiu o prédio.
Seu corpo permanece sepultado no seminário menor Jesus o Bom Pastor, em Diamantino, no Mato Grosso. A cerimónia de despedida do padre foi acompanhada por mais de duas mil pessoas, juntamente com uma caravana de 45 carros. No mesmo dia do assassinato, a população de Ribeirão destruiu e incendiou a delegacia.
Com 33 anos de atraso, o Governo Federal admitiu, no início de dezembro de 2009, através do trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que o assassinato do Padre Burnier foi provocado pelo regime militar. O reconhecimento oficial da culpa do estado na morte repara um erro histórico e abre caminho para a indemnização dos familiares de Burnier.
O nome do religioso consta no Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985), organizado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. O seu caso já havia sido apresentado anteriormente à CEMDP, mas foi indeferido em 24 de abril de 1997.
Homenagens
Uma rua localizada no bairro do Trevo, em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi batizada com o seu nome. Assim como uma rua no bairro Camobi, em Santa Maria (RS), uma praça no bairro Jardim Julieta em São Paulo e outra rua no conjunto Habitacional P, em Campinas (SP). Ainda um bairro na cidade de Rondonópolis (MT) recebeu seu nome, homenageado pelas mais de 400 famílias sem teto que, após grilarem a propriedade, viu a polícia tentar tira-los a força, mas, com a intervenção do Padre Lothar Bauchrowitz o local foi adquirido e empossado pelo povo.
O livro "O Sangue pela Justiça", escrito pelo padre José Coelho de Souza, foi publicado em 1978. Dom Pedro Casaldáliga escreveu "Martírio do Padre João Bosco Burnier" em 2006. A obra reconstituí por meio de documentos e depoimentos a vida e o martírio do mesmo.
Hoje, "Burnier" é o nome de uma ONG em defesa dos direitos humanos e de escolas em Minas Gerais e Mato Grosso.
No local em que o jesuíta agonizou, aguardando transporte para atendimento médico, foi erguida uma capela que até hoje é visitada por amigos, religiosos e romeiros. Em julho de 2006, a romaria dos Mártires da Caminhada, em Ribeirão Cascalheira, Mato Grosso, marcou as homenagens relativas ao 30º ano do assassinato do religioso. A cerimónia teve a participação de cerca quatro mil pessoas, contando com a presença de Dom Pedro Casaldáliga e de outros líderes religiosos, assim como de integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
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Santuário dos Mártires da Caminhada, construído dez anos após o assassinato do Padre João Bosco
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:50 0 comentários
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quinta-feira, outubro 08, 2026
Luís Archer, o jesuíta pioneiro no estudo da genética, morreu há catorze anos...
Luís Jorge Peixoto Archer, S.J. (Porto, Nevogilde, 5 de maio de 1926 - Lisboa, 8 de outubro de 2011) foi um padre jesuíta e cientista português.
Família
Filho de Luís Jorge Peixoto Archer e de sua mulher Cândida Fernandes Jorge Guimarães (Coimbra, Figueira da Foz, batizada a 22 de agosto de 1891).
Biografia
Luís Archer concluiu os estudos liceais no "Liceu Rodrigues de Freitas" e estudou piano no Conservatório de Música do Porto entre 1936 e 1945. Terminou a licenciatura em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no ano de 1947 com a média final de 18 valores, pelo que ganhou o prémio, atribuído pelo Rotary Club, de melhor estudante dessa Faculdade.
No dia 7 de dezembro de 1947, e depois de já ter sido contratado como Assistente Extraordinário por Américo Pires de Lima, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em Guimarães (onde estudou humanidades durante dois anos). Nos anos seguintes estudou Filosofia (1951-1954) na Faculdade Pontifícia de Braga (atualmente Universidade Católica Portuguesa) e Teologia (1956-1959) na Alemanha, em Frankfurt am Main, onde foi ordenado sacerdote, no dia 31 de julho de 1959.
No ano de 1964 começou a estudar bioquímica e genética na Universidade de Georgetown nos Estados Unidos, onde fez o doutoramento em genética molecular em 1967. A partir de 1968 Archer introduziu em Portugal a investigação em genética molecular, tendo fundado os laboratórios de Genética Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Durante vinte anos trabalhou no Instituto Gulbenkian de Ciência e foi professor catedrático de Genética Molecular na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa de 1979 a 1996.
Foi diretor da série de Ciências Naturais da revista Brotéria entre 1962 e 1979. Entre 1980 e 2002 dirigiu a Brotéria-Genética, instituída em 1980 como órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Genética, de que foi presidente entre 1978 e 1981.
No final dos anos setenta, e sem que abandonasse a sua atividade científica, Luís Archer começou a dirigir os seus interesses intelectuais para a bioética, área em que desempenharia um papel pioneiro em Portugal. A sua obra concentrou-se em três grandes áreas: a reprodução humana artificial; a terapia génica; e o conhecimento do genoma humano e as suas implicações éticas.
A 26 de abril de 1991 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em homenagem a Luís Archer, a Sociedade Portuguesa de Genética criou o Prémio Prof. Doutor Luís Archer.
Morreu aos 85 anos, após ter sido transportado para o Hospital de Santa Maria em Lisboa, devido a uma indisposição.
Postado por Fernando Martins às 00:14 0 comentários
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quarta-feira, setembro 30, 2026
Hoje é dia de recordar um Duque de Gândia...
Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
in Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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São Francisco de Bórgia, quarto Duque de Gândia, morreu há 454 anos
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São Francisco de Borja por Alonso Cano, Museu de Belas Artes de Sevilha
Em 1565, a Congregação Geral II de Jesuítas se curvou evidentemente na eleição pelo enorme prestígio do outrora Duque de Gandia. O eleito revisou as regras da Ordem e, por influência das práticas de certos jesuítas espanhóis, aumentou o tempo dedicado à oração. Preocupou-se que cada Província tivesse o seu noviciado: pessoalmente fundou o Noviciado de Sant'Andrea al Quirinale, no qual se formaram S. Estanislau Kostka, o pregador polaco Piotr Skarga e o futuro Padre Geral Cláudio Aquaviva.
Uma das tarefas mais delicadas deste governo foi negociar com São Pio V, o qual desejava reintroduzir a função litúrgica cantada na Companhia. De facto, esta medida começou em maio de 1569, mas somente nas casas professas e sem interferir em outras tarefas. É por isso que todos os jesuítas deveriam exercer três votos solenes até que o Papa Gregório XIII restaurou a prática original tal como estava nas Constituições escritas por Santo Inácio.
Os Colégios prosperaram: de 50 em 1556 passaram a 163 em 1574. Borja promulgou a primeira Ratio Studiorum em 1569. Para seu governo apoiou visitantes. Iniciou-se a remodelação da Igreja de Jesus, em Roma. O Geral seguiu de muito perto a evolução da Contrarreforma na Alemanha. Muitas fundações jesuítas serviram para reforçar a causa católica.
Deu grande impulso às missões. Uma expedição missionária enviada por ele ao Brasil foi exterminada pelos protestantes em alto-mar (Inácio de Azevedo e os seus companheiros mártires, em 5 de junho de 1570).
Borja recebeu missões especiais de Sua Santidade, assim como com Laínez. De viagem a Portugal e Espanha - apesar de acusações - foi muito recetivo. Tomou conta de negócios da Companhia e delicados cargos diplomáticos nas cortes. A volta a Roma foi difícil; chegou à Cidade Eterna em situação má, mas feliz por ter obedecido até ao fim. Morreu em 1572.
Durante a sua chefia o número de jesuítas se expandiu, de 1.000 para 4.000.
Em 1671, foi canonizado.Postado por Fernando Martins às 04:54 0 comentários
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sexta-feira, julho 31, 2026
Poema adequado à data...
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(imagem daqui)
Loiola
É um pesadelo a ressoar no ouvido:
-Obedece! Obedece! Obedece!
Num ritmo de prece,
O eco da remota intimação
Ordena à consciência do presente
A mesma penitente
Sujeição.
-Obedece! Obedece!
A razão endurece,
A vontade resiste,
Mas, em nome do eterno
E do inferno
O cantochão insiste:
-Obedece! Obedece!
E o mundo natural
E universal
Que o sol peninsular doira e aquece,
De repente, aparece
Mergulhado
Numa tristeza negra, que arrefece
Num luar de sotaina, regelado.
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
Postado por Pedro Luna às 04:07 0 comentários
Marcadores: Igreja Católica, Inácio de Loyola, jesuítas, Miguel Torga, poesia, santos
Santo Inácio de Loyola morreu há 470 anos
Para a maior glória de Deus
Tomai Senhor, e recebei
Toda minha liberdade,
A minha memória também.
O meu entendimento
E toda minha vontade.
Tudo que tenho e possuo,
Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes,
Com gratidão vos devolvo:
Disponde deles, Senhor,
Segundo vossa vontade.
Dai-me somente
O vosso amor, vossa graça.
Isto me basta,
Nada mais quero pedir.
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
Marcadores: Igreja Católica, jesuítas, Santo Inácio de Loyola, Santos
sábado, julho 18, 2026
Poema para recordar um grande Homem...

(imagem daqui)
António Vieira
O céu estrela o azul e tem grandeza.
Este, que teve a fama e a gloria tem,
Imperador da língua portuguesa,
Foi-nos um céu também.
No imenso espaço seu de meditar,
Constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El-Rei D. Sebastião.
Mas não, não é luar: é luz do etéreo.
É um dia; e, no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: abolição da escravatura, Brasil, direitos humanos, Fernando Pessoa, índios, Inquisição, jesuítas, judeus, literatura, Padre António Vieira, poesia, Portugal, Restauração, sebastianismo
O Padre António Vieira morreu há 329 anos...
Postado por Fernando Martins às 03:29 0 comentários
Marcadores: barroco, Brasil, índios, Inquisição, jesuítas, literatura, Padre António Vieira, Portugal, Quinto Império, Restauração
sábado, junho 20, 2026
Georges Lemaître, o padre jesuita que era astrónomo e físico, morreu há sessenta anos...
Lemaître nasceu em Charleroi, na Bélgica, em 1894. Era o mais velho de quatro filhos. Seu pai, Joseph Lemaître, era um próspero tecelão industrial e sua mãe se chamava Marguerite Lannoy Lemaître. Depois da educação clássica no Colégio Jesuíta do Sagrado Coração, ele ingressou na Universidade Católica da Lovaina para estudar engenharia civil aos 17 anos. Em 1914 foi obrigado a interromper os estudos para servir como oficial de artilharia no exército belga por causa da I Guerra Mundial. Com o fim das hostilidades, recebeu a Medalha da Cruz de Guerra da Bélgica, com honras.
Após a guerra, Lemaître estudou matemática e física, e começou a estudar para se tornar padre, porém não com a Companhia de Jesus. Em 1920, obteve o doutorado com a tese l'Approximation des fonctions de plusieurs variables réelles (Aproximação de funções de várias variáveis reais), escrita sob a orientação de Charles de la Vallée-Poussin. Lemaître foi ordenado padre da Igreja Católica em 22 de setembro de 1923 pelo cardeal Désiré-Joseph Mercier.
Em 1923, tornou-se pesquisador associado em astronomia pela Universidade de Cambridge, passando um ano no St Edmund's College, no mesmo campus. Trabalhou ao lado de Arthur Eddington, um Quaker devoto e físico que o introduziu à moderna cosmologia, à análise numérica e astronomia estelar. O ano seguinte, Lemaître passou no Harvard College Observatory, em Cambridge Massachusetts, trabalhando com Harlow Shapley, que tinha acabado de ser reconhecido por seu trabalho com as nebulosas, e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, onde se inscreveu no programa de doutorado em ciências.
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
Marcadores: astronomia, big bang, Física, Georges Lemaître, Igreja Católica, jesuítas
terça-feira, junho 09, 2026
São José de Anchieta morreu há 429 anos...

São José de Anchieta (San Cristóbal de La Laguna, 19 de março de 1534 - Reritiba, 9 de junho de 1597) foi um padre jesuíta espanhol, santo da Igreja Católica e um dos fundadores da cidade brasileira de São Paulo.

a morte espantosa!
Como vem guerreira
e temerosa!
Suas armas são doença,
com que a todos acomete.
Por qualquer lugar se mete,
sem nunca pedir licença.
Tanto que se dá sentença
da morte espantosa,
como vem guerreira
e temerosa!
Por muito poder que tenha,
ninguém pode resistir.
Dá mil voltas, sem sentir,
mais ligeira que uma azenha.
Quando manda Deus que venha
a morte espantosa,
como vem guerreira
e temerosa!
A uns caça quando comem,
sem que engulam o bocado.
Outros mata no pecado,
Sem que gosto nele tomem.
Quando menos teme homem
a morte espantosa,
como vem guerreira
e temerosa!
A ninguém que dar aviso,
porque vem como ladrão.
Se não acha contrição,
então mata mais de liso.
Quando toma de improviso,
a morte espantosa,
como vem guerreira
e temerosa!
Quando esperas de viver
longa vida, mui contente,
ela entra, de repente,
sem deixar-te a perceber.
Quando mostra seu poder,
a morte espantosa,
como vem guerreira
a temerosa!
Tudo lhe serve de espada,
com tudo pode matar;
em todos acha lugar
para dar sua estocada.
A terrível bombardada
da morte espantosa,
como vem guerreira
e temerosa!
A primeira morte mata
o corpo, com quanto tem.
A segunda, quando vem,
a alma e o corpo rapa.
Co'o inferno se contrata
a morte espantosa.
Como vem guerreira
e temerosa!
Postado por Fernando Martins às 04:29 0 comentários
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domingo, maio 31, 2026
Santo Inácio de Loyola nasceu há 535 anos
Para a maior glória de Deus
Tomai Senhor, e recebei
Toda minha liberdade,
A minha memória também.
O meu entendimento
E toda minha vontade.
Tudo que tenho e possuo,
Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes,
Com gratidão vos devolvo:
Disponde deles, Senhor,
Segundo vossa vontade.
Dai-me somente
O vosso amor, vossa graça.
Isto me basta,
Nada mais quero pedir.
Inácio de Loyola
Postado por Fernando Martins às 05:35 0 comentários
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