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sábado, outubro 24, 2026

Ferdinand Hiller nasceu há 215 anos

      

O seu primeiro professor foi Aloys Schmitt e, aos 14 anos, as suas composições e talento levaram o seu pai, um homem de sucesso, a mandá-lo para junto de Johann Nepomuk Hummel, em Weimar. Lá ele se dedicou a compor.

Com Hummel, Hiller viajou extensivamente como pianista, tanto que em 1827 fez uma turnê por Viena, onde conheceu Beethoven e compôs seu primeiro Quarteto. Após uma breve visita à sua casa, Hiller foi para Paris em 1829, onde viveu até 1836. Ele voltou a Frankfurt por um período devido à morte de seu pai, mas em 8 de janeiro de 1839 estreou sua ópera La Roinilda em Milão e começou a escrever seu oratório Die Zerstörung Jerusalems.

Em seguida, foi para Leipzig, onde morava o seu amigo Mendelssohn, onde, em 1843-1844, dirigiu vários concertos na Gewandhaus e terminou o seu primeiro oratório. Após uma breve visita à Itália para estudar música sacra, Hiller executou duas óperas, Ein Traum e Conradin, em Dresden em 1845 e 1847, respetivamente. Ele foi, como maestro, para Düsseldorf em 1847 e Colónia em 1850, e dirigiu a Ópera Italiana em Paris, entre 1851 e 1852. Em Colónia ganhou destaque como maestro dos concertos de Gürzenich e maestro do conservatório. Em 1884 retirou-se e morreu no ano seguinte.

Hiller costumava visitar a Inglaterra. Ele compôs uma peça, Nala, para a abertura do Royal Albert Hall, e Damayanti foi apresentada em Birmingham. Ele deu uma série de recitais de piano de suas próprias composições no Hanover Square Rooms em 1871. Ele tinha um domínio perfeito da técnica de composição e da forma, mas suas obras são geralmente secas. Ele era um pianista e professor, e ocasionalmente um escritor brilhante sobre assuntos musicais. Entre as suas obras, cerca de duzentas, estão seis óperas, dois oratórios, seis ou sete cantatas, muita música de câmara e um concerto para piano até então popular.
   

 

domingo, outubro 18, 2026

O terrorista Andreas Baader foi assassinado há quarenta e nove anos

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Andreas Bernd Baader (Munique, 6 de maio de 1943 - Estugarda, 18 de outubro de 1977) foi um dos fundadores e líderes do grupo guerrilheiro de esquerda alemão Fração do Exército Vermelho, denominado pelo governo e pela imprensa de Baader-Meinhof. O grupo foi responsável por uma série de ações armadas - assaltos a bancos, sequestros e mortes - na RFA, na década de 70.
O seu pai era o historiador Berndt Philipp Baader, que, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, servia o exército alemão quando foi feito prisioneiro pelas forças soviéticas, sendo posteriormente dado como desaparecido. A sua mãe, Anneliese Baader não voltou a casar. Andreas foi criado com carinho pela mãe, juntamente com a avó e uma tia. Na opinião dos seus professores, era uma criança inteligente, mas também voluntariosa, um tanto imprevisível, e não se empenhava nos estudos quando as matérias não o atraíam. Ao mesmo tempo que era generoso, capaz de tirar o seu próprio agasalho e dá-lo a alguém que estivesse com frio, também era capaz de roubar, se estivesse a precisar de dinheiro. Também se envolvia frequentemente em lutas, nem sempre em defesa dos próprios interesses.
Na adolescência considerado como um jovem desajustado, na conservadora sociedade alemã de após guerra; no final dos anos 60 Baader gravitou para o movimento estudantil de esquerda e para os protestos contra o capitalismo, a pobreza no Terceiro Mundo, o nuclear, a ocupação norte-americana do país, que agitavam a Alemanha Ocidental na altura, embora ele próprio não fosse estudante universitário.
No dia 2 de abril de 1968 Baader e a sua namorada, Gudrun Ensslin, incendiaram dois estabelecimentos comerciais em Frankfurt, que não provocaram nenhuma morte. De acordo com Gudrun, o acto seria uma forma de protesto contra a Guerra no Vietname. No mesmo ano, Baader foi condenado a quatro anos de prisão.
Na manhã de 14 de maio de 1970 Baader escapou da prisão, graças a um plano elaborado pela sua namorada, que contou com a participação da conhecida jornalista Ulrike Meinhof. Sob o pretexto de estar a trabalhar num livro sobre a juventude alemã, Ulrike Meinhof conseguiu que Andreas Baader fosse conduzido para a biblioteca do Instituto de Estudos Sociais em Berlim Ocidental onde seria entrevistado pela jornalista. Embora o plano não tenha sido executado exactamente como se pretendia, Baader conseguiria escapar pela janela da biblioteca. No dia seguinte a fuga foi noticiada pelos meios de comunicação social e o grupo ficou conhecido como Grupo Baader-Meinhof, em função das duas figuras mais conhecidas do grupo, Andreas Baader e Ulrike Meinhof.
Nos dois anos seguintes Baader dedicou-se a acções de guerrilha urbana até que foi capturado pela polícia, a 1 de junho de 1972, em Frankfurt, juntamente com outros militantes da Fração do Exército Vermelho, Jan-Carl Raspe e Holger Meins.
Baader foi depois julgado e condenado, naquele que foi um dos julgamentos mais caros da história da justiça alemã.
Na noite de 8 para 9 de maio de 1976, a jornalista Ulrike Meinhof foi encontrada morta na sua cela. A versão oficial a respeito da morte de Meinhof é que cometeu suicídio por enforcamento, mas há discordâncias sobre o tema, havendo alegações de que foi assassinada. Em 5 de setembro, membros da Fração do Exército Vermelho sequestraram o presidente da confederação da indústria alemã e, a seguir, militantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina sequestraram um avião da Lufthansa, com passageiros a bordo, e levaram-no para Mogadíscio, na Somália. As autoridades alemãs não aceitaram a troca e, em 18 de outubro, uma operação da GSG 9 libertou os passageiros e executou os militantes palestinianos. A seguir, Andreas Baader, Jan-Carl Raspe e Gudrun Ensslin foram encontrados mortos, nas suas celas de máxima segurança - os dois primeiros com tiros na nuca, à distância, com pistolas comummente usadas nas forças armadas da Alemanha. O Estado alemão não reconheceu o caso como execução dos prisioneiros.
     
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sábado, outubro 17, 2026

Tarkan - 54 anos

   
Tarkan Tevetoğlu (Alzey, 17 de outubro de 1972) é um cantor pop turco nascido na Alemanha. As suas canções mais conhecidas são "Şımarık" e "Şıkıdım".
Um dos grandes ídolos da música pop turca, faz também um grande sucesso internacionalmente, tendo aberto o mercado para um tipo de música que não era tocada na Turquia. As suas canções fazem uma mescla de estilos do oriente e ocidente com um fundo pop.
Tarkan ficou conhecido por usar temas sexuais e românticos nos seus trabalhos e tem sido apelidado de "Príncipe do Pop" por meios de comunicação da Europa. Ele lançou vários álbuns durante a sua carreira, com um número estimado de 29 milhões de álbuns e singles vendidos. Uma característica interessante é que Tarkan costuma sempre inovar na sua aparência, usando roupas ousadas e cortes de cabelo exóticos.
   
 

sexta-feira, outubro 16, 2026

Günter Grass, Prémio Nobel da Literatura, nasceu há 99 anos


Günter Wilhelm Grass (Danzigue, 16 de outubro de 1927 – Lübeck, 13 de abril de 2015) foi um autor, romancista, dramaturgo, poeta, intelectual e artista plástico alemão. A sua obra alternou a atividade literária com a escultura, enquanto participava, de forma ativa, da vida pública do seu país. Recebeu o Nobel de Literatura de 1999. Também é reconhecido como um dos principais representantes do teatro do absurdo da Alemanha. O seu nome é por vezes grafado como Günter Graß. 

 

Biografia

Günter Wilhelm Grass nasceu em Danzigue (hoje Gdańsk, Polónia), de pais católicos polaco-alemães e, aos dezassete anos, foi convocado a servir nas forças armadas da Alemanha nazi, nas Waffen-SS. Ferido na guerra em 1945, foi preso em Marienbad, então Checoslováquia, e libertado no ano seguinte. Trabalhou em minas e quintas e como aprendiz de pedreiro. Estudou desenho e escultura na Academia de Arte de Düsseldorf no final da década, frequentando a Academia de Artes de Berlim, de 1953 a 1955.

Já escrevia poemas, lidos para um grupo de escritores influentes, o Grupo 47, mas só depois de mudar para Paris, em 1956, passou a se dedicar à literatura e publicou seu primeiro êxito como escritor, o romance de crítica social Die Blechtrommel (O tambor, 1956). Seguiram-se Katz und Maus (1961) e Hundejahre (1963). Também escreveu poesias e peças de teatro, como em Noch zehn Minuten bis Buffalo (1957) e Die Plebejer proben den Aufstand (1965). De ideais políticos de esquerda, participou de forma ativa da vida pública de seu país e provocou polémica em torno da sua produção literária, renovou a literatura alemã do pós-guerra por meio de textos de ironia e do grotesco, especialmente satirizando a complacente atmosfera do milagre económico da reconstrução pós-nazi. Entre essas obras de produção mais recente está "Unkenrufe" (1992), traduzido no Brasil como Maus Presságios.

Com uma obra que contesta, desde o início, as ideias nazis que o atraíram na juventude, hoje é considerado o porta-voz literário da geração alemã que cresceu durante a época nazi, e que se descreve a si mesmo como um Spätaufklärer, um devoto da iluminação numa era cansada da razão. Ainda destacam-se as novelas "Der Butt" (O linguado) (1977), Das Treffen in Telgte (1979) e Die Rättin (A ratazana) (1986).

Grass casou-se com a dançarina Anna Margareta Schwarz em 1956 e divorciou-se em 1978. Casou-se novamente em 1979, em Calcutá, com a organista Ute Grunert.

Morreu na manhã de 13 de abril de 2015, em Lübeck, por causa de uma infeção pulmonar.

  

in Wikipédia

sexta-feira, outubro 09, 2026

Karl Schwarzschild nasceu há 153 anos...

   

Karl Schwarzschild (Frankfurt am Main, 9 de outubro de 1873 - Potsdam, 11 de maio de 1916) foi um astrónomo e físico alemão e um dos fundadores da moderna astrofísica.

Karl era o mais velho de 6 irmãos - Alfred Schwarzschild foi um artista, Hermann Schwarzschild foi agricultor, Otto Schwarzschild foi consultor financeiro, Robert Schwarzschild foi um industrial e Klara Schwarzschild casou-se com o astrofísico e meteorologista suíço Robert Emden. O seu pai, Moisés Martin Schwarzschild de quem teria herdado a capacidade de sustentação do trabalho duro, foi ativo na comunidade de negócios da cidade e sua mãe Henrietta Francisca Sabel, uma pessoa vivaz e calorosa de quem teria herdado os traços que formariam sua personalidade. A sua grande família era conhecida por cultivar profundo interesse em arte e cultura. No entanto, Karl tornou-se o primeiro da família a seguir uma carreira na ciência.
   
(...)
   
As características de Karl não eram aquelas que são normalmente associadas aos cientistas de sua nacionalidade. Ele era um alpinista entusiasmado e tinha realizado algumas das subidas mais complicadas dos Alpes. Ele tinha um espírito de aventura e praticava desportos de inverno na Suíça. Um voo de Zeppelin foi a sua última grande aventura.
Como a sua morte, muito prematura, as honras foram relativamente poucas durante sua vida. Recebeu honras póstumas de um observatório, fundado em 1960, em Tautenburg como Instituto afiliado da Academia Alemã de Ciências. A dedicação descreveu-o como: “...o maior astrónomo alemão dos últimos 100 anos...”. Após a reunificação da Alemanha, o Instituto foi refundado, em 1992, e renomeado "Observatório Karl Schwarzschild" do estado de Turíngia de Tautenburg, que possui o maior telescópio da Alemanha. A Sociedade Astronómica Alemã estabeleceu um eleitorado especial em sua homenagem em 1959 e uma medalha Karl Schwarzschild de Astronomia. O primeiro destinatário foi seu filho Martin Schwarzschild. O asteroide 837 Schwarzschild, descoberto em 23 de setembro de 1916 pelo astrónomo alemão Max Wolf, foi nomeado em sua homenagem, bem como a cratera de Schwarzschild, na Lua.
    

Os alemães de leste fartaram-se, do comunismo, há 37 anos...

Mais de 70 mil pessoas saíram à rua a 9 de outubro de 1989 em Leipzig
    
Foi em Leipzig que a manifestação de 70 mil pessoas no dia 9 de outubro de 1989 deixou o regime da RDA sem resposta. Ninguém imaginava que um mês depois o muro caísse.
 

A polícia estava na rua, com escudos, bastões, e cães. O jornal oficial do partido avisara que o exército estava de armas na mão, pronto a esmagar qualquer ameaça à ordem socialista. Os hospitais de Leipzig tinham recebido sangue extra. A imagem na cabeça das pessoas da cidade do Leste da Alemanha era uma: Tiananmen.
  
Apesar disso, mais de 70 mil pessoas saíram à rua a 9 de outubro de 1989 em Leipzig, e é essa data que o Presidente alemão, Joachim Gauck, vai assinalar esta quinta-feira nas comemorações dos 25 anos da queda do Muro de Berlim. Não o 9 de novembro, o dia em que a barreira foi finalmente derrubada, mas sim um mês antes, quando se deu a manifestação que tudo mudou, em Leipzig.
 
No dia 9 de outubro de 1989, Irmtraut Hollitzer saiu de casa para ir, como ia sempre, à oração pela paz numa das igrejas de Leipzig. Nestes círculos de relativa liberdade que eram as igrejas e nestes encontros eram há alguns anos discutidas questões decisivas para o Estado – dos problemas ambientais à proibição de viajar. Estes encontros começaram a chamar a atenção e em setembro saíram do interior das igrejas. “Imagine, na RDA era tudo sempre sossegado, não se passava nada, e de repente todas as segundas-feiras acontecia alguma coisa na Igreja de S. Nicolau”, contou Irmtraut numa conversa telefónica com o PÚBLICO. Na segunda-feira, dia 2 de outubro, o regime achou que chegava e mandou a polícia reprimir uma manifestação no exterior da igreja à bastonada.
  
Na segunda-feira seguinte, dia 9, as quatro principais igrejas da cidade estavam cheias. Irmtraut estava na Igreja de S. Tomás. “Não cabia nem mais uma pessoa. Havia gente no pátio, cá fora.” Com todas as ameaças do regime, o ambiente era muito tenso. “Falou-se sobre quão difícil estava a situação. Os nossos sentimentos, as nossas emoções, estavam todas dominadas pelo medo”, lembra.
   
As portas da igreja abriram-se e Irmtraut teve de decidir: “Ou ia para a esquerda, para casa, ou para a direita.” Viu a polícia, “pronta para atacar, com escudos, com cães”. Lembrou-se dos avisos: “O exército estava com armas na mão para reprimir a manifestação.” O Presidente da RDA, Erich Honecker, tinha elogiado as autoridades chinesas pelo modo como acabaram com o protesto de Tiananmen. “Eu tinha quatro filhos. Estava cheia de medo.” Irmtraut decidiu e acelerou o passo: “Para casa, para casa.”
   
Muitas outras pessoas foram, apesar disso, para o lado oposto, “com incrível coragem”, sublinha Irmtraut. Juntaram-se a pessoas vindas das outras igrejas, incluindo a Igreja de S. Nicolau, onde havia orações pela paz desde 1982. Tinham velas na mão. Diziam “Somos o povo” ou “não à violência”.
    
Não sabiam se iam ser atacadas, espancadas, se ia haver tiros. Não sabiam se no dia a seguir iam ter emprego. “Para mim foi espantoso como foram”, resume Irmtraut. “Se tivessem sido menos, certamente a manifestação teria sido reprimida.”
  
A polícia, que na semana anterior tinha sido violenta, não soube reagir a tanta gente. Os agentes da Stasi infiltrados que tentaram causar problemas foram isolados pelos manifestantes. Na superordenada RDA, o trânsito estava caótico, condutores deixaram carros no meio da rua para se juntar à marcha, as forças do regime não sabiam o que fazer – então acabaram por não fazer nada. “Eles estavam prontos para tudo”, comentou Christian Führer, um dos padres da Igreja de S. Nicolau que liderou as orações pela paz desde 1982 (e que morreu este ano). “Exceto para orações e velas.”
   
Irmtraut chegou a casa e ligou a televisão num canal da Alemanha Ocidental. “Passado um bocado falou-se de Leipzig e de uma manifestação pacífica. E foi como uma libertação.”
  
Na segunda-feira seguinte, tudo era diferente. “Já não tínhamos medo”, conta Irmtraut. Não foi preciso decidir, se a seguir à oração, ia para a casa ou para a manifestação: “Lembro-me de um sentimento in-crí-vel, estar ligada a esta massa de pessoas e podermos fazer alguma coisa, demonstrar a nossa oposição a este sistema, dizer: ‘Basta de mentiras.’”
  
Imagens de Leipzig chegaram a outras cidades e as manifestações multiplicavam-se de cidade em cidade e cresciam. A pressão sobre o regime continuava.
  
Na altura, o máximo que Irmtraut imaginou foi que o regime da RDA mudasse. Até que umas semanas mais tarde alguém gritou numa manifestação: “Fora com o muro.” E eu pensei: ‘Oh meu Deus, será que é possível?’ Para mim o muro acabar era como um sonho.”
  
E a 9 de novembro, depois de 28 anos de existência, o muro caiu.
  
Irmtraut tinha 46 anos. “A reunificação foi a maior sorte da minha vida. Vinte e cinco anos em liberdade, não é nada mau!”, diz a rir.
  
Esta quinta-feira, dezenas de milhares de pessoas vão reviver, levando velas, o percurso da manifestação. O Presidente Gauck convidou os chefes de Estado da Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria para a cerimónia.
  
A queda do Muro de Berlim foi tão inesperada como fruto de uma complexa teia de circunstâncias, desde em Moscovo ser Presidente Gorbatchov, ao surgimento do movimento Solidariedade na Polónia (na comemoração dos vinte anos da queda do muro, Lech Walesa, o líder do Solidariedade, deitou abaixo o primeiro dominó de uma cadeia simbolizando o Muro de Berlim), passando pela abertura das fronteiras da Hungria e Checoslováquia que levaram a uma saída em massa de alemães de leste para o oeste.
  
Como resumiu em 2009 o jornalista da BBC que era o correspondente em Moscovo, Brian Hanrahan (e que entretanto morreu): “Uma semana depois Honecker foi-se embora, um mês depois foi-se o Muro de Berlim, deitado abaixo pela coragem dos manifestantes de Leipzig.”
  
Para o padre Christian Führer, citado pela revista Spiegel, não há dúvidas: “Foi uma auto-libertação.” A queda do muro “foram as pessoas daqui que a fizeram”.
    

segunda-feira, outubro 05, 2026

Jacques Offenbach morreu há 146 anos...

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Jacques Offenbach (Colónia, Alemanha, 20 de junho de 1819 - Paris, França, 5 de outubro de 1880), compositor e violoncelista francês de origem alemã da era romântica, foi um paladino da opereta e um precursor do teatro musical moderno.

Jacob Ebert, mais conhecido como Jacques Offenbach nasceu em Colónia, na Alemanha, em 1819 e aprendeu as primeiros noções de música com seu pai, Isaac, chazan (cantor) da sinagoga da cidade. Aos doze anos, Jacob era um exímio violoncelista, e a família decidiu enviá-lo a Paris, onde iria receber uma melhor educação musical. Após um ano de estudos o jovem músico passou a atuar na orquestra do Théâtre National de l'Opéra-Comique, quando desenvolveu uma parceria musical e uma grande amizade com o pianista e compositor Friedrich von Flotow. O compositor adotou uma nova identidade, e trocou seu sobrenome para Offenbach, numa homenagem à cidade natal de seu pai, Offenbach am Main.
Considerado pela crítica como o "Liszt do violoncelo", ele não só se dedicou a compor várias obras para esse instrumento, bem como participou de uma série de concertos nas principais capitais europeias. Na corte londrina, apresentou-se perante a Rainha Vitória I e o Príncipe Alberto.
Em 1858, Paris começou a viver o período de frivolidade e decadência do Segundo Império. A cidade, administrada pelo Barão Georges-Eugène Haussmann, passava por um moderno processo de urbanização, caracterizado pela abertura de novas e amplas avenidas, chamadas boulevards. Os espetáculos teatrais começaram a explorar com humor, o espírito, a inteligência e o divertimento, característicos da vida parisiense.
Foi nesta época que estreou a primeira opereta de Offenbach, Orfeu no Inferno, onde um de seus temas musicais, o Can-Can, adquiriu notoriedade internacional. A fama e a popularidade de Offenbach subiram às alturas. Num espaço de dez anos ele escreveu noventa operetas, a maioria de grande sucesso, como La Belle Hélène, La Vie Parisienne, La Grande-duchesse de Gérolstein e La Princesse de Trébizonde. Segundo Carpeaux, Offenbach regeu o 'can-can' que as plateias dançavam, sendo um participante embriagado e espetador cínico da orgia.
A derrota dos franceses na guerra franco-prussiana de 1870 e os incêndios da comuna de Paris colocaram um final na temporada de danças, risos e champanhe. Offenbach, apesar de suas raízes alemãs, considerava-se um genuíno parisiense, e entrou em profunda depressão , após a humilhante derrota sofrida pela França, ante as tropas de Otto von Bismarck.
Depois de um malogrado 'tour' pelos Estados Unidos e com a sua fortuna delapidada, Offenbach passou a demonstrar um amargo arrependimento por ter desperdiçado o seu talento, compondo músicas populares e de gosto duvidoso. Atraído pelas histórias fantásticas do escritor e compositor alemão Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann, ele lançou-se febrilmente na tarefa de compor uma ópera séria, que ficasse para a posteridade.
Com 60 anos e muito doente, ele trabalhou com afinco para concluir Os contos de Hoffmann. O criador de operetas, não conseguiu realizar o grande sonho de assistir a montagem da sua primeira grande ópera de sucesso. Ele morreu em Paris, no dia cinco de outubro de 1880 e a estreia da sua joia musical só iria ocorrer cinco meses depois. A ópera foi considerada o maior evento da temporada, atingindo um recorde de 101 apresentações.
  

 

 

NOTA: como antigo escuteiro do Agrupamento 347 (São Jorge), é sempre uma alegria ouvir o <i>can-can</i>...

domingo, outubro 04, 2026

Max Planck morreu há 79 anos...

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Max Karl Ernst Ludwig Planck (Kiel, 23 de abril de 1858 - Göttingen, 4 de outubro de 1947) foi um físico alemão. É considerado o pai da física quântica e um dos físicos mais importantes do século XX. Planck foi laureado com o Nobel de Física em 1918, pelas suas contribuições na área da física quântica.

(...)

Como consequência do nascimento da física quântica, foi laureado em 1918 com o Nobel de Física. De 1930 a 1937, Planck foi presidente da Kaiser-Wilhelm-Gesellschaft zur Förderung der Wissenschaften (KWG, Sociedade para o Avanço das Ciências do Imperador Guilherme).
Avesso aos ideais nazis, Planck tentou convencer Hitler a dar liberdade aos cientistas judeus. Planck argumentou que haveria diversos tipos de judeus, alguns valiosos e outros inúteis para a Alemanha. O Führer então lhe respondeu: "Se a ciência não pode passar sem judeus, teremos de nos haver sem a ciência!"
Este facto desagradou a Hitler. Mais tarde o seu filho, Erwin, foi executado, a 20 de julho de 1944, acusado de traição relacionada com um atentado para matar Hitler.
Participou da 1ª e da 5ª Conferência de Solvay.

(...)

A morte trágica do seu filho Erwin abalou-o psicologicamente. Este facto fez com que Planck perdesse a vontade de viver. Assim, após o final da II Guerra Mundial, ele e a sua segunda esposa mudariam para Göttingen, onde, a 4 de outubro de 1947, aos 89 anos, Planck morreria, em consequência de uma queda e de diversos derrames e que, segundo James Franck, morte que ele via "como uma redenção."
Logo após a sua morte, a Sociedade KWG foi renomeada como Max-Planck-Gesellschaft zur Förderung der Wissenschaften (MPG, Sociedade Max Planck para o Progresso das Ciências).
O seu corpo foi sepultado no Stadtfriedhof de Göttingen, na Alemanha.
   
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sábado, outubro 03, 2026

A Alemanha foi reunificada há trinta e seis anos

  

A reunificação da Alemanha (Deutsche Wiedervereinigung, em alemão) ocorreu a 3 de outubro de 1990, quando o território da antiga República Democrática Alemã (RDA ou Alemanha Oriental) foi incorporado na República Federal da Alemanha (RFA ou Alemanha Ocidental).
Após as primeiras eleições livres na RDA, a 18 de março de 1990, as negociações entre as duas Alemanhas culminaram no Tratado de Unificação (Einigungsvertrag, celebrado a 31 de agosto de 1990), enquanto que os entendimentos entre a RDA e a RFA e as quatro potências de ocupação (Estados Unidos, França, Reino Unido e União Soviética) resultaram no chamado "Tratado Dois Mais Quatro" (celebrado em 12 de setembro de 1990), que outorgava independência plena ao Estado alemão reunificado.
A Alemanha reunificada continuaria a integrar a Comunidade Europeia (que posteriormente, passaria a ser a União Europeia) e a NATO.
O termo "reunificação" é utilizado para designar este processo, que é distinto e diferente da unificação da Alemanha, em 1871.
A reintegração das duas Alemanhas teve um alto custo económico, que gerou inflação e recessão. Um dos problemas sociais provocados pela reunificação foi a necessidade de estender a toda a população o nível de vida e poder de compra alcançado pelos habitantes do lado ocidental.
A União Democrata Cristã (CDU), de Helmut Kohl, venceu facilmente as primeiras eleições na nova Alemanha, em dezembro de 1990, mas o governo enfrentou graves problemas, como o aumento da dívida pública, o alto índice de desemprego e a atuação de grupos neonazis, cujos ataques visavam sobretudo o grande contingente de imigrantes do país.
    
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sexta-feira, outubro 02, 2026

Paul von Hindenburg nasceu há 179 anos

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Paul Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und von Hindenburg (Posnan, 2 de outubro de 1847 – Neudeck, 2 de agosto de 1934) foi um militar alemão que comandou o Exército Imperial Alemão durante a I Guerra Mundial e posteriormente serviu como Presidente da República de Weimar de 1925 até à sua morte.
  
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Hindenburg é geralmente lembrado como o homem que, como Presidente alemão, nomeou o líder nazi Adolf Hitler como Chanceler da Alemanha. Hitler e Hindenburg pessoalmente detestavam-se, ele referia-se a Hitler como um "cabo boémio". Hitler, de forma repetida e forçada, pressionou Hindenburg para o nomear como Chanceler, mas este, continuamente, recusou o pedido.
Embora com 84 anos e a saúde precária, Hindenburg foi convencido a candidatar-se a Presidente para as eleições de 1932, pois era considerado como o único candidato que podia derrotar Adolf Hitler. Hindenburg foi reeleito na segunda volta. Embora se opusesse a Hitler, a deterioração da estabilidade política da República de Weimar permitiu-lhe ter um papel importante na ascensão ao poder do Partido Nazi. Hindenburg dissolveu o parlamento, por duas vezes, em 1932, e acabou por nomear Hitler como Chanceler da Alemanha em janeiro de 1933. Em fevereiro, emitiu o Decreto de Fogo do Reichstag que suspendia várias liberdades civis e, em março, assinou a Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933, na qual o parlamento dava à administração de Hitler poderes legislativos. Hindenburg morreu no ano seguinte, após o qual Hitler declarou que o lugar de Presidente ficava vazio e, como "Führer und Reichskanzler", ele próprio era o Chefe de Estado.
O famoso zeppelin Hindenburg que foi destruído pelo fogo em 1937, recebeu o nome em sua homenagem, tal como o Hindenburgdamm, um causeway que liga a ilha de Sylt ao continente em Schleswig-Holstein, que foi construído ainda durante a sua vida. A antiga cidade de Zabrze da Província da Alta Silésia (em alemão: Hindenburg O.S.), também foi renomeada em sua homenagem em 1915. O SMS Hindenburg, um cruzador ao serviço da Marinha Imperial Alemã, em 1917, e o último navio a entrar ao serviço na Marinha Imperial, também receberam o seu nome. Em 1938 a Alemanha lança moeda comemorativa in memoriam de Paul von Hindenburg.
   
 

Nasceu em Posen, no dia 2 de outubro de 1847. Era o primogénito de Robert von Beneckendorff und von Hindenburg, um conde e médico, e Louise Schwickart, de uma família aristocrática da Saxónia, descendente de Carlos Magno. Foi casado com Gertrud von Sperling (prima de Araci von Sperling), de quem teve: Oskar von Hindenburg, major do Exército, Irmgard Pauline, solteira e Annemarie von Hindenburg, casada com Christian von Pentz.

Educado na escola de cadetes de Berlim, Hindenburg entrou no exército prussiano em 1866, onde esteve cerca de 40 anos, servindo na Guerra das Sete Semanas e na Guerra Franco-Prussiana.

No início da I Guerra Mundial, em agosto de 1914, já retirado da vida militar, aceitou comandar o 8º Exército Alemão na fronteira russa. Ele e o general Erich Ludendorff conseguiram uma estrondosa vitória sobre os russos na batalha de Tannenberg; nomeado marechal de campo em 1916, torna-se, com Ludendorff, responsável pela direção de todas as forças alemãs. Em março de 1917, Hindenburg estabeleceu um sistema de trincheiras através do Norte de França, conhecido pelo nome de "Linha de Hindenburg", só ultrapassado pelos Aliados em outubro de 1918.

Depois da guerra, retirou-se do exército pela segunda vez. Em 1920, nas suas memórias (Mein Leben, "A minha vida") explica que a derrota alemã na guerra teve origem numa revolução interna que pôs fim ao império alemão e estabeleceu a república, em 1919.

Em 1925 foi eleito presidente da República e, apesar de pretender a unidade da Alemanha, promoveu os interesses dos junkers prussianos, isto é, a aristocracia terratenente. Em 1932 - já com 84 anos de idade - voltou a concorrer às eleições presidenciais, como o único candidato capaz de derrotar o partido nazi de Adolf Hitler, o que veio a acontecer. 

Em fins de 1932 foi convencido por Franz von Papen a chamar Adolf Hitler à chancelaria. Em 30 de janeiro de 1933, Hindenburg nomeia Hitler chanceler, a quem o Reichstag (Parlamento) viria a dar poderes ditatoriais; a partir de então, Hindenburg passou a ser uma simples figura decorativa no governo germânico.

Faleceu em 2 de agosto de 1934. Encontra-se sepultado em Elisabethkirche, Marburg, Hessen na Alemanha.   
      
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in Wikipédia

Max Bruch morreu há cento e seis anos...


 

Max Christian Friedrich Bruch, também conhecido como Max Karl August Bruch (Colónia, 6 de janeiro de 1838 - Berlim, 2 de outubro de 1920), foi um compositor e maestro alemão do período romântico da Música Erudita. Max Bruch escreveu mais de 200 obras musicais, incluindo três concertos para violino, um dos quais é considerado pièce de résistance do reportório de violino.

O seu pai era um inspetor de polícia e a sua mãe era uma soprano. Desde pequeno, Bruch já demonstrava talento musical, conforme atestou Ignaz Moscheles, e por isso recebeu uma educação voltada para isso. O seu primeiro professor foi o compositor e pianista Ferdinand Hiller, a quem Robert Schumann dedicou seu "Concerto para Piano".
Por esta razão, aos 11 anos ele já tinha composto algumas obras que eram interpretadas em público. Em 1852, quando tinha somente 16 anos de idade, compôs a sua primeira sinfonia e um quarteto para cordas, que lhe valeu um prémio da Fundação Mozart em Frankfurt e uma bolsa de estudos.
No ano seguinte Bruch iniciou seus estudos musicais em Frankfurt, continuando-os mais tarde em Leipzig. Após cinco anos passaria a trabalhar durante três anos em Colónia, como professor de música. Entre 1861 e 1865 fez numerosas viagens pela Alemanha, Áustria, França e Bélgica, onde deu recitais. No fim desse período aceitou o cargo de diretor de música em Coblenz (onde ficou até 1867) e mais tarde de maestro na Turíngia.
Em 1870, Bruch estabeleceu-se em Berlim, onde retornou ao trabalho como o professor de música. Em 1880, aos 42 anos, casou-se com uma cantora, Clara Tuczek, de quem teve quatro filhos. Neste mesmo ano foi nomeado diretor da Orquestra Filarmónica de Liverpool, na Inglaterra, onde permaneceu durante três anos. Em seguida dirigiu a Orquestra da cidade de Breslau (já na Alemanha), até que, em 1891, se torna diretor da Escola de Composição de Berlim. Nos anos seguintes, Bruch é reconhecido em repetidas ocasiões. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Cambridge e Berlim. Em Berlim, ingressa na Academia de Belas Artes como diretor.
Nos dez últimos anos de sua vida Bruch renuncia a todas as suas funções e dedica-se inteiramente à composição. Entre as suas obras mais importantes estão os seus concertos para violino, entre os quais o "Concerto n.º 1 em Sol menor para Violino e o Orquestra", que continua tendo no ainda hoje uma aceitação extraordinária, comparado com o também famoso concerto para o violino de Mendelssohn. Também são muito conhecidas hoje em dia as "Fantasia Escocesa", para Violino e Orquestra, as "Danças Suecas" e as suas "Variações sobre o Kol Nidrei", para o Violoncelo e Orquestra, baseadas em melodias litúrgicas judaicas.
Bruch compôs muitas outras obras que foram populares no seu tempo, como as suas três sinfonias, as suas óperas (entre elas especialmente "Loreley") e os seus Corais e Cantatas.
Max Bruch morreu em 1920, em Berlim, aos 82 anos de idade. Está sepultado no Alter St.-Matthäus-Kirchhof Berlin.

 

domingo, setembro 27, 2026

O Pacto do Eixo foi assinado há 86 anos...

Bandeiras do Terceiro Reich, Japão e de Itália em Berlim, em setembro de 1940
       
O Pacto do Eixo foi assinado em Berlim a 27 de setembro de 1940, durante a II Guerra Mundial, pelos representantes da Alemanha nazi, da Itália fascista e do Império do Japão e formalizou a aliança conhecida como Eixo. Foi idealizado por Hitler para intimidar os Estados Unidos e tentar mantê-lo como país neutro durante a guerra mas, na prática, acabou legitimando a entrada dos Estados Unidos no conflito europeu, quando este declarou guerra ao Japão, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
   

sexta-feira, setembro 25, 2026

A Paz de Augsburgo foi assinada há 471 anos

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Início do documento - Mainz, 1555
     
A Paz de Augsburgo foi um tratado assinado entre o Imperador Carlos V (também, simultaneamente, Rei Carlos I de Espanha, pai do Rei Filipe II de Espanha e I de Portugal) e as forças da Liga de Esmalcalda, em 25 de setembro de 1555, na cidade de Augsburgo, na atual Alemanha.
O resultado da Paz de Augsburgo foi o estabelecimento da tolerância oficial da Igreja Luterana no Sacro Império Romano. De acordo com a política de cuius regio, eius religio, a religião (católica ou luterana) do príncipe (eleitor) da região seria aquela a que os súbditos desse príncipe se deveriam converter. Foi concedido um período de transição, no qual os súbditos poderiam escolher se não preferiam mudar-se com família e haveres para uma região governada por um príncipe da religião de sua escolha (Artigo 24: "No caso de os nossos súbditos, quer pertencentes à velha religião ou à confissão de Augsburgo, pretendam deixar as suas casas com as suas mulheres e crianças, por forma a assentar noutra, eles não serão impedidos na venda do seu imobiliário, desde que pagas as devidas taxas, nem magoados na sua honra").
Apesar de a Paz de Augsburgo ter sido moderadamente bem sucedida em aliviar a tensão no império e ter aumentado a tolerância, ela deixou coisas importantes por fazer. Nem os anabaptistas nem os calvinistas ficaram protegidos sob esta paz: muitos grupos protestantes vivendo sob o domínio de um príncipe luterano ainda se encontravam em perigo de acusação de heresia. (Artigo 7: "No entanto, todas as religiões que não aquelas duas mencionadas acima não serão incluídas na presente paz, e estão totalmente excluídas dela.") A tolerância só foi oficialmente estendida aos calvinistas depois do Tratado de Vestfália, em 1648.
As divisões religiosas criadas pela Paz de Augsburgo deixaram a região politicamente fragmentada até bem depois de outras nações-estados se terem unido (Inglaterra, França, Áustria-Hungria, etc), desta forma enfraquecendo a Alemanha como potência mundial, até ao final do século XIX (apenas em 1871).
Alguns historiadores acham que foi por causa deste atraso na unificação que se verificou um extremo nacionalismo alemão nos séculos XIX e XX, o que levou indiretamente à I Guerra Mundial e depois à II Guerra Mundial.
   

segunda-feira, setembro 21, 2026

Markus Grosskopf, o baixista fundador dos Helloween, nasceu há 61 anos

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Markus Grosskopf (Hamburgo, 21 de setembro de 1965) é um baixista alemão, famoso por ter sido um dos co-fundadores da banda de power metal Helloween, em 1984.
 
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sexta-feira, setembro 18, 2026

Estaline desistiu de conquistar toda a Finlândia há oitenta e dois anos...

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The areas ceded by Finland to the Soviet Union after the Continuation War - Porkkala was returned to Finland in 1956
    
The Moscow Armistice was signed between Finland on one side and the Soviet Union and United Kingdom on the other side on September 19, 1944, ending the Continuation War. The Armistice restored the Moscow Peace Treaty of 1940, with a number of modifications.
The final peace treaty between Finland and many of the Allies was signed in Paris in 1947.
   
Conditions for peace
The conditions for peace were similar to what had been agreed in the Moscow Peace Treaty of 1940: Finland was obliged to cede parts of Karelia and Salla, as well as certain islands in the Gulf of Finland. The new armistice also handed all of Petsamo to the Soviet Union, and Finland was further compelled to lease Porkkala to the Soviet Union for a period of fifty years (the area was returned to Finnish control in 1956).
Harsher conditions included Finnish payment of $300,000,000 ($4 billion in today's dollars) in the form of various commodities over six years to the Soviet Union as war reparations. Finland also agreed to legalise the Communist Party of Finland (after it had made some changes to the party rules) and ban the ones that the Soviet Union considered as fascist. Further, the individuals that the Soviets considered responsible for the war had to be arrested and put on trial, the most known case being the one of Risto Ryti. The armistice compelled Finland to drive German troops from its territory, leading to the Lapland War 1944–45.
    

quinta-feira, setembro 17, 2026

Como acordado por Hitler e Estaline, a URSS atacou a Polónia há 87 anos

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Estaline atacou a Polónia no dia 17 de setembro de 1939. De 1939 até 1941, os soviéticos deportaram 500.000 polacos (os funcionários públicos, a nobreza polaca, os padres católicos e os camponeses mais ricos) para a Sibéria. Também assassinaram, barbaramente, 30.000 soldados polacos em Katyn, Ostaszkowo e Charkow. Em 1941 a Alemanha atacou o território soviético.

   

sábado, setembro 05, 2026

O Massacre de Munique foi há 54 anos...

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  Memorial - a inscrição, em alemão e hebraico, diz:  A equipa do Estado de Israel permaneceu neste edifício durante os Jogos Olímpicos de Verão de 21 agosto a 5 setembro de 1972. Em 5 de setembro, teve uma morte violenta. Honra à sua memória.
    
O Massacre de Munique também conhecido como Tragédia de Munique teve lugar durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1972, em Munique, quando, a 5 de setembro, 11 membros da equipa olímpica de Israel foram tomados como reféns pelo grupo terrorista palestiniano denominado Setembro Negro.

O governo da RFA, então liderado pelo primeiro-ministro Willy Brandt, recusou-se a permitir a intervenção de uma equipa de operações especiais do Tzahal, conforme proposta da primeira ministra de Israel, Golda Meir.
Os onze desportistas israelitas acabaram sendo assassinados, em vários momentos do sequestro. 
   
          
Operação policial
Como se viria a constatar depois, as forças policiais alemãs estavam muito mal preparadas e a situação fugiu ao seu controle. Uma tentativa de libertação dos reféns levou à morte de todos os atletas, além de cinco terroristas e um agente da polícia alemã. Os três terroristas que sobreviveram ao ataque foram encarcerados. O governo alemão federal ficou altamente embaraçado pelo fracasso e pela demonstração de incompetência da sua polícia. A operação foi mal planeada e foi executada por agentes sem qualquer preparação especial.
A ideia da operação era eliminar os terroristas num aeroporto próximo de Munique, o Fürstenfeldbruck. No entanto, os poucos polícias colocados nas torres do aeroporto não tinham capacidade de fogo suficiente para executar a tarefa, não dispunham de comunicações de rádio entre si para coordenar os disparos e foram surpreendidos por um número de terroristas superior ao esperado.
Após um tiroteio que durou 45 minutos, entre a polícia e os terroristas, os terroristas fuzilam os atletas israelitas que estavam amarrados uns aos outros dentro de dois helicópteros, os atletas morrem fuzilados e carbonizados. A divulgação dos pormenores do atentado, seguida atentamente pelos media internacional, causou um forte abalo na imagem da Alemanha Federal no exterior. Os três prisioneiros não chegaram a ser julgados.
A 29 de outubro de 1972 foi desviado um avião da Lufthansa por um outro grupo terrorista, sendo exigida a libertação dos três terroristas aprisionados. Curiosamente, entre os passageiros desse misterioso voo da Lufthansa não havia nenhuma mulher nem criança. Os reféns eram todos homens adultos. Soldados alemães conseguiram libertar os reféns e mataram os sequestradores.
    
Consequências
Pouco depois do massacre dos atletas, o governo alemão decidiu fundar uma unidade policial contra-terrorista, o GSG 9, para lidar melhor com situações semelhantes no futuro. Esta unidade é hoje um  exemplo mundial no combate ao terrorismo.
Os três terroristas sobreviventes passaram a ser perseguidos pela Mossad e crê-se que dois deles foram assassinados. Esta operação chamou-se Ira de Deus.
Mohammed Oudeh, o terceiro terrorista e líder do sequestro, conseguiu sobreviver a um atentado contra sua vida em 1981, na cidade de Varsóvia, mas faleceu dia 3 de julho de 2010, em Damasco, capital da Síria, de falência renal.
Foi lançado em 2005 o filme Munique, dirigido por Steven Spielberg, tendo sido nomeado para cinco Óscares, incluindo melhor filme e melhor diretor. O filme conta a história da suposta operação de retaliação do governo israelita lançada logo após o massacre contra os responsáveis pelo atentado.