Mostrar mensagens com a etiqueta Áustria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Áustria. Mostrar todas as mensagens

sábado, janeiro 31, 2026

Schubert nasceu há 229 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0d/Franz_Schubert_by_Wilhelm_August_Rieder_1875.jpg
         
Franz Peter Schubert (Himmelpfortgrund, 31 de janeiro de 1797 - Viena, 19 de novembro de 1828) foi um compositor austríaco do fim da era clássica, com um estilo marcante, inovador e poético do romantismo. Escreveu cerca de seiscentas canções (o "lied" alemão), bem como óperas, sinfonias, incluindo a "Sinfonia Incompleta", sonatas entre outros trabalhos. Viveu pouco e não teve reconhecimento publico, pois morreu aos 31 anos. Hoje, o seu estilo é considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, fá-lo ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico.
     
 

terça-feira, janeiro 27, 2026

Hoje é dia de ouvir um génio musical...

Mozart nasceu há 270 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1e/Wolfgang-amadeus-mozart_1.jpg/640px-Wolfgang-amadeus-mozart_1.jpg

   
Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart (Salzburgo, 27 de janeiro de 1756Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.
  
 

quarta-feira, janeiro 14, 2026

Napoleão venceu a Batalha de Rivoli há 229 anos

Napoleão em Rivoli, por Felix Philipoteaux (1845)
      
A Batalha de Rivoli (14 e 15 de janeiro de 1797) foi uma vitória-chave na primeira campanha francesa na Itália contra a Áustria. Os 23.000 franceses de Napoleão Bonaparte derrotaram um ataque de 28.000 austríacos sob as ordens do general Alvinczy, finalizando a quarta e última tentativa da Áustria para socorrer a sua fortaleza sitiada de Mântua. Além do mais, Rivoli demonstrou o brilhantismo de Napoleão e levou à ocupação francesa da Itália setentrional.
  
Início
O plano de Alvinczy era subjugar o general Barthélemy Joubert nas montanhas a leste do Lago Garda com a concentração de cinco colunas separadas e assim obter acesso ao campo aberto ao Norte de Mântua onde poderia derrotar facilmente o pequeno exército de Napoleão na Itália. No entanto, com Joubert detido, Napoleão foi capaz de trazer elementos da divisão de André Masséna e de formar uma linha defensiva em terreno favorável a norte de Rivoli, em Trambasore. A batalha seria um disputa entre as tentativas de Alvinczi de reunir as suas colunas separadas e a chegada de reforços franceses.
   
A batalha 
A manhã do dia 14 viu combates ferozes em Trambasore. Uma outra coluna austríaca, sob o comando do príncipe Heinrich de Reuss-Plauen, tentou lançar o flanco direito francês contra o desfiladeiro de Rivoli. Às 11 horas, as coisas estavam bastante más para Napoleão: dragões austríacos haviam forçado o seu caminho através do desfiladeiro, outra coluna, sob o comando do Coronel Franz Lusignan, tinha cortado a sua retirada pelo sul e Alvinczi estava em Trambasore exortando os seus batalhões vitoriosos a seguirem, embora eles ainda não estivessem preparados para combater em terreno acidentado.
Com uma série de ações os franceses conseguiram aproveitar esse erro crucial. Bonaparte, Joubert, e Louis Alexandre Berthier comandaram um bem coordenado ataque. Uma bateria de 15 armas liquidou os Dragões, enquanto 2 colunas de infantaria apoiadas pela cavalaria comandada por Charles Leclerc e Antoine Lasalle dirigiram-se para o desfiladeiro e para Trambasore. Os austríacos do desfiladeiro fugiram depois que os seus próprios dragões foram lançados sobre eles, em pânico. Da mesma forma aconteceu com a infantaria em Trambasore. Por fim a coluna sul de Lusignan matou 3.000 soldados.
  
Resultados
No dia seguinte Joubert conduziu com sucesso uma perseguição a Alvinczi, destruindo todas as suas colunas, os sobreviventes fugiram em direção ao vale do Rio Adige, em total confusão. A vitória de Rivoli foi a maior vitória de Bonaparte naquela época. Os Franceses sofreram 2.200 mortes e 1.000 feridos ou capturados, enquanto os austríacos sofreram 4.000 mortes, mais de 8.000 feridos ou capturados, além de os franceses lhes terem capturado 8 canhões.
    

terça-feira, janeiro 06, 2026

Gregor Mendel morreu há cento e quarenta e dois anos...

       
Durante a sua vida, Mendel publicou dois grandes trabalhos agora clássicos: "Ensaios com plantas híbridas" (Versuche über Pflanzen-hybriden), que não abrangia mais de trinta páginas impressas e "Hierácias obtidas pela fecundação artificial".
Em 1865, formula e apresenta em dois encontros da Sociedade de História Natural de Brno as leis da hereditariedade, hoje chamadas Leis de Mendel, que regem a transmissão dos caracteres hereditários. Após 1868, as tarefas administrativas mantiveram-no tão ocupado que não pode dar continuidade às suas pesquisas, vivendo o resto da sua vida em relativa obscuridade. É conhecido como "Pai da Genética" atualmente.
        
Biografia
Nasceu em Heinzendorf bei Odrau (hoje chamada Vražné, no distrito de Nový Jičín), região de Troppau (hoje chamada Opava), na Silésia, que então pertencia ao Império Austríaco. Foi batizado a 22 de julho, data que muitas vezes se confunde com a sua data de nascimento, e era de uma família de humildes camponeses de língua alemã. Na sua infância revelou-se muito inteligente; em casa costumava observar e estudar as plantas. Sendo um brilhante estudante a sua família encorajou-o a seguir estudos superiores, e, aos 21 anos, a entrar num mosteiro da Ordem de Santo Agostinho, em 1843 (atual mosteiro de Brno, hoje na República Checa) pois não tinham dinheiro para suportar o custo dos estudos. Obedecendo ao costume, ao tornar-se monge, optou um outro nome: "Gregor". Então Mendel tinha a seu cargo a supervisão dos jardins do mosteiro.
Estudou ainda, durante dois anos, no Instituto de Filosofia de Olmütz (hoje Olomouc, República Checa) e na Universidade de Viena (1851-1853).
Mas Mendel não só se interessou nas plantas, ele também era meteorologista e estudou as teorias da evolução. Ao longo da sua vida foi membro, diretor e fundador de muitas sociedades locais: diretor do Banco da Morávia, foi fundador da Associação Meteorológica austríaca, membro da Real e Imperial Sociedade da Morávia e Silésia para a melhoria da agricultura, entre outras.
Morreu a 6 de janeiro de 1884, em Brno, no antigo Império Austro-Húngaro, hoje República Checa, de uma doença renal crónica; um homem à frente do seu tempo, mas ignorado durante toda a sua vida.
   
Experiências - cruzamentos de plantas
Desde 1843 a 1854 tornou-se professor de ciências naturais na Escola Superior de Brno, dedicando-se ao estudo do cruzamento de muitas espécies: feijões, chicória, bocas-de-dragão, plantas frutíferas, abelhas, ratos e, principalmente, ervilhas, cultivadas na horta do mosteiro onde vivia, analisando os resultados matematicamente, durante cerca de sete anos. Gregor Mendel, "o pai da genética", como é conhecido, foi inspirado tanto pelos professores como pelos colegas do mosteiro que o pressionaram a estudar a variação do aspeto das plantas. Propôs que a existência de características (tais como a cor) das flores é devida à existência de um par de unidades elementares de hereditariedade, agora conhecidas como genes.
   
Abelhas
Após o estudo com ervilheira Mendel dedicou-se ao estudo das abelhas, tentando estender as suas conclusões para os animais. Produziu uma estirpe híbrida entre abelhas do Egipto e da América do Sul que produziam um mel considerado excelente, contudo eram muito agressivas, picando muitas pessoas dos arredores, e foram destruídas. Mendel continuou a dedicar-se ao passatempo de apicultura, mesmo após ser eleito abade do Mosteiro de Brno, tendo inclusive fundado a Sociedade de Apicultura de Brno.
   
Redescoberta
As descobertas de Mendel, apesar de muito importantes, permaneceram praticamente ignoradas até começos do século XX (embora tivessem estado disponíveis nas maiores bibliotecas da Europa e dos Estados Unidos), sendo publicadas somente no início do século XX, anos após sua morte. Foram "redescobertas" por um grupo de cientistas, um alemão - K. Correns, um austríaco - E. Tschermak e outro neerlandês - H. de Vries. Originalmente pensava-se que o austríaco Eric von Tschermark teria sido um dos "redescobridores" mas nunca mais foi aceite. A sua teoria foi essencial para a síntese evolutiva moderna.
     
in Wikipédia

quarta-feira, dezembro 24, 2025

A Imperatriz Sissi nasceu há 188 anos...

  
Isabel Amália Eugénia da Baviera (em alemão: Elisabeth Amalie Eugenie von Bayern; Munique, 24 de dezembro de 1837 - Genebra, 10 de setembro de 1898), apelidada de Sissi, foi a esposa do imperador Francisco José I e Imperatriz Consorte da Áustria e seus demais domínios, de 1854 até à sua morte. Além disso, ela foi Rainha Consorte de Lombardo-Véneto entre 1848 e 1866. No mundo germanófono é mais conhecida como Isabel da Áustria.
Globalmente é conhecida pelo seu petit nom, originalmente Sisi, mas grafado como Sissi na trilogia de filmes do diretor Ernst Marischka, que contribuíram decisivamente para a popularização deste apodo. Alguns autores sustentam, sem embargo, que seu apelido teria sido Lisi, derivado de Isabel (Elisabeth em alemão).
Pertencia à Casa de Wittelsbach, nascida com dignidade de duquesa na Baviera e tratamento de Sua Alteza Real, era filha do duque Maximiliano na Baviera e da princesa Luísa da Baviera.

    

Alban Berg morreu há noventa anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/05/Alban_Berg_Bueste_Schiefling_01.jpg/220px-Alban_Berg_Bueste_Schiefling_01.jpg

Busto de Alban Berg em Schiefling am See, Klagenfurt, Caríntia


Alban Maria Johannes Berg (Viena, 9 de fevereiro de 1885 - Viena, 24 de dezembro de 1935) foi um compositor austríaco.
Foi apelidado "o romântico do dodecafonismo", pois, nas obras que escreveu esse estilo, sobrevive na expressividade e dramatismo. Compôs as óperas Wozzeck e a incompleta Lulu.
   
(...)
   
Faleceu, provavelmente devido a uma picada de inseto e consequente envenenamento sanguíneo, aos 50 anos.
     

sexta-feira, dezembro 05, 2025

Mozart morreu há 234 anos...

undefined
 
Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart (Salzburgo, 27 de janeiro de 1756Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.
  

 

sábado, outubro 11, 2025

Bruckner morreu há 129 anos...

     
Anton Bruckner (Ansfelden, 4 de setembro de 1824 - Viena, 11 de outubro de 1896) foi um compositor austríaco, conhecido primeiramente pelas suas sinfonias, missas e motetos.
Estudou como professor de escola e organista, e foi nessa qualidade que trabalhou em Linz, até se mudar em 1868 para Viena, para ensinar harmonia, contraponto e órgão no Conservatório de Viena. O seu sucesso como compositor não foi constante ao longo da sua vida, sendo a sua aceitação muitas vezes condicionada pela sua própria insegurança e as suas partituras traziam problemas editoriais, devido à sua prontidão em revê-las e alterá-las. Bruckner continuou a tradição austríaco-germânica de composição em grande escala, sendo a sua técnica de composição influenciada pela sua destreza como organista e consequentemente a improvisação formal. A sua sinfonia mais popular é a n.º 4 em mi bemol maior. O seu estilo musical foi influenciado pelo seu compositor preferido, o alemão Richard Wagner. Anton Bruckner classificava-se como uma espécie de Wagner instrumental, de maneira que Bruckner seria para a música instrumental o que Wagner foi para música vocal e a ópera.
   
 

quinta-feira, setembro 25, 2025

Johann Strauss I morreu há 176 anos...

     
Johann Strauss, dito I (nascido Johann Baptist Strauss; Viena, 14 de março de 1804 - Viena, 25 de setembro de 1849), foi um compositor romântico, Kapellmeister austríaco, pai de Johann Strauss II, Josef Strauss e Eduard Strauss e ainda avô de Johann Strauss III, nascido em 1866.
    
(...)
    
Strauss morreu em Viena em 1849 de "escarlatina" que contraiu a partir de um de seus filhos ilegítimos. Foi enterrado no cemitério ao lado do seu amigo Döblinger Josef Lanner. Em 1904 os seus restos mortais foram transferidos para o túmulo no Cemitério Central de Viena. Hector Berlioz prestou-se a homenagear o "Pai da Valsa' ao comentar que Viena sem Strauss é como a Áustria sem o Danúbio.
    
 

Hoje é dia de ouvir a música do Johann Strauss Pai...

quinta-feira, setembro 18, 2025

Ignaz Holzbauer nasceu há 314 anos

  
Ignaz Jakob Holzbauer (Viena, 18 de setembro de 1711 - Mannheim, 7 de abril de 1783) foi um compositor austríaco de sinfonias, concertos, óperas e música de câmara, e um membro da escola de Mannheim. O seu estilo está em consonância com a estética do Sturm und Drang.
   
 

sexta-feira, setembro 05, 2025

Jochen Rindt, primeiro e único campeão póstumo na Fórmula 1, morreu há 55 anos...

     
Karl Jochen Rindt (Mainz, 18 de abril de 1942 - Milão, 5 de setembro de 1970) foi um automobilista alemão radicado na Áustria. É, até os dias de hoje, o único campeão póstumo da história da Fórmula 1
 
Biografia
Jochen Rindt nasceu em Mainz, Alemanha, mas depois dos seus pais terem morrido num bombardeamento aliado, durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi viver com os seus avós em Graz, Áustria, onde cresceu e começou a pilotar. Embora nunca se tenha naturalizado austríaco, pois permaneceu até o fim da vida com a cidadania alemã, optou por representar a Áustria.
Apesar do grande sucesso na Fórmula 2 (vencendo em 1964, por exemplo, o London Trophy), Rindt teve um início inglório na Fórmula Um. Rindt estreou pela Rob Walker Racing Team em 1964, no Grande Prêmio da Áustria. Foi a sua única corrida daquele ano. De 1965 a 1967, Rindt correu pela Cooper Car Company, conquistando 32 pontos em 29 corridas. Em 1968, Rindt pilotou pela Brabham, mas a sua temporada não teve resultados expressivos, devido a problemas técnicos.
Finalmente, em 1969, Rindt foi para a Lotus e lá obteve sucesso. Conquistou a sua primeira vitória no Grande Prémio dos Estados Unidos, em Watkins Glen. Rindt terminou o ano com 22 pontos, alcançando o quarto lugar do campeonato. A temporada de 1970 começou com uma vitória no Mónaco. Desde então, pilotando o excelente Lotus 72, Rindt venceu mais quatro Grandes Prémios naquele ano: (Holanda, França, Inglaterra e Alemanha). Durante os treinos para o Grande Prémio da Itália, em Monza, Rindt sofreu forte acidente na curva parabólica, devido provavelmente a um problema nos travões. Ele foi imediatamente levado para o hospital, mas faleceu no caminho. Rindt, que já havia vencido cinco corridas na temporada, não foi alcançado pelos seus adversários e foi declarado campeão do mundo postumamente. Essa conquista póstuma teve a contribuição do seu companheiro de equipa, Emerson Fittipaldi, que ganhou a prova seguinte, em Watkins Glen, impedindo que o belga Jacky Ickx, que corria pela Ferrari, alcançasse uma número maior de pontos que os já obtidos pelo corredor austríaco. Nesta prova, Jacky Ickx foi o quarto.
O carro que Jochen Rindt utilizou nesta corrida era do seu companheiro de equipa Emerson Fittipaldi que, no treino livre, estava preparando o motor do carro que seria utilizado por Jochen Rindt. Nesse treino o carro estava sem as asas e, numa curva, não conseguiu travar, pois passou do ponto de travagem, saindo da pista e danificando por completo o carro. Ao voltar aos boxes e informando o que tinha acontecido Colin Chapman, este resolve dar o carro que pertencia a Fittipaldi, para que Rindt corresse no dia seguinte. 
    

quinta-feira, setembro 04, 2025

Música adequada à data...

Anton Bruckner nasceu há duzentos e um anos...

   
Anton Bruckner (Ansfelden, 4 de setembro de 1824 - Viena, 11 de outubro de 1896) foi um compositor austríaco, conhecido primeiramente pelas suas sinfonias, missas e motetos. As primeiras são consideradas emblemáticos do estágio final do romantismo austro-germânico por causa de sua rica linguagem harmónica, caráter fortemente polifónico e extensão considerável. As composições de Bruckner ajudaram a definir o radicalismo musical contemporâneo, devido a suas dissonâncias, modulações despreparadas e harmonias itinerantes.

Atuou como professor de escola e organista, e foi nessa qualidade que trabalhou em Linz, até se mudar em 1868 para Viena, para ensinar harmonia, contraponto e órgão no Conservatório de Viena. O seu sucesso como compositor não foi constante ao longo da sua vida, sendo a sua aceitação muitas vezes condicionada pela sua própria insegurança e as suas partituras traziam problemas editoriais, devido à sua prontidão em revê-las e alterá-las. Bruckner continuou a tradição austríaco-germânica de composição em grande escala, sendo a sua técnica de composição influenciada pela sua destreza como organista e consequentemente a improvisação formal. A sua sinfonia mais popular é a n.º 4 em mi bemol maior, também conhecida como "Romântica".

O seu estilo musical foi influenciado pelo seu compositor preferido e amigo próximo, o alemão Richard Wagner. Anton Bruckner classifica-se como uma espécie de Richard Wagner instrumental, de maneira que Bruckner seria para a música instrumental o que Wagner foi para música vocal.

  
in Wikipédia

segunda-feira, agosto 18, 2025

Antonio Salieri nasceu há 275 anos

 
Antonio Salieri
(Legnago, 18 de agosto de 1750Viena, 7 de maio de 1825), foi um compositor de ópera italiano. Foi o compositor oficial da Corte de José II, Arquiduque da Áustria. A sua música foi bastante conhecida na sua época. As lendas a respeito do seu mau relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu em Viena até à morte deste, foram criadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do génio de Mozart, ao mesmo tempo admirador e que possui um bom talento musical. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor.

Criado no seio de uma família próspera de comerciantes, Salieri estudou violino, órgão, viola, cravo, contrabaixo, violoncelo e espineta com o seu irmão Francesco, que era aluno de Giuseppe Tartini. Após a morte prematura dos seus pais, mudou-se para Pádua, e a seguir para Veneza, onde estudou com Giovanni Battista Pescetti. Nesta cidade conheceu Florian Leopold Gassmann, em 1766, que o convidou a servir na corte de Viena, onde o instruiu em composição, baseado na obra de Johann Joseph Fux, Gradus ad Parnassum. Permaneceu em Viena até ao fim da sua vida. Em 1774, após a morte de Gassmann, Salieri foi nomeado Compositor da Corte pelo Imperador José II. Conheceu a sua esposa, Therese von Helfersdorfer, em 1774 e desta união nasceriam oito filhos. Salieri tornou-se Maestro da Orquestra Imperial (Imperiales Königliches Kapellmeister) em 1788, cargo que manteve até 1824. Foi presidente do "Tonkünstler-Societät" (Sociedade dos Artistas Musicais) de 1788 a 1795, vice-presidente após 1795, e responsável pelos seus concertos até 1818.
Alcançou uma elevada posição social, sendo frequentemente associado com outros célebres compositores, como Joseph Haydn ou Louis Spohr. Desempenhou um papel importante na música clássica do século XIX e ensinou compositores famosos como Ludwig Van Beethoven, Carl Czerny, Johann Nepomuk Hummel, Franz Liszt, Giacomo Meyerbeer, Ignaz Moscheles, Franz Schubert e Franz Xaver Süssmayr. Ensinou também ao filho mais novo de Mozart, Franz Xaver. Salieri foi enterrado no Matzleinsdorfer Friedhof (os seus restos mortais foram transferidos mais tarde para o Cemitério Central de Viena, na Áustria). No seu serviço fúnebre, o seu próprio Requiem em dó menor – composto em 1804 – foi executado pela primeira vez.
   
 

domingo, agosto 17, 2025

O Imperador Francisco José I nasceu há 195 anos


Francisco José I
(em alemão: Franz Joseph I; Palácio de Schönbrunn, Viena, 18 de agosto de 1830 - Palácio de Schönbrunn, Viena, 21 de novembro de 1916) foi Imperador da Áustria (1848-1916), Rei da Hungria (1867-1916) e último governante influente da dinastia dos Habsburgos. Restabeleceu a ordem no Império e restaurou o domínio da Áustria na Confederação Germânica (1849-1850). O seu reinado, que durou 68 anos,  é o quarto mais longo da história europeia, depois de Luís XIV de França, de Isabel II do Reino Unido e de João II de Liechtenstein - e o sexto entre os monarcas com reinados mais longos no mundo. É um dos mais famosos monarcas europeus do século XIX, atrás apenas do imperadoro Napoleão I da França.
   
(...) 

Em 24 de abril de 1854, Francisco José casou-se com a sua prima, a duquesa Isabel da Baviera (conhecida na família por Sissi), filha da sua tia Luísa Guilhermina e do duque Maximiliano José, Duque na Baviera. Sissi, por quem Francisco José foi apaixonado, apesar das constantes desavenças, e que exerceu profunda influência sobre ele, deu-lhe três filhas e um varão.
  

quarta-feira, julho 16, 2025

Herbert von Karajan morreu há trinta e seis anos...

 
Heribert Ritter von Karajan (Salzburgo, 5 de abril de 1908 - Anif, 16 de julho de 1989), mais conhecido por Herbert von Karajan, foi um maestro da Áustria, e um dos maestros de maior destaque do período pós-guerra. Ele passou 35 anos de sua vida à frente da Orquestra Filarmónica de Berlim.
O seu estilo na regência foi marcado por perfeccionismo, intensidade, introversão e exibicionismo.
        
 

segunda-feira, julho 14, 2025

Gustav Klimt nasceu há 163 anos

undefined

    

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 - Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor simbolista austríaco.
Em 1876 estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição académica nas artes, e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena.
  
Der Blinde (The Blind Man) 1896, Leopold Museum
Der Blinde (The Blind Man) 1896, Leopold Museum
 

Der Kuss - 1907-08
  
    

sábado, junho 28, 2025

A Alemanha assinou o Tratado de Versalhes há 106 anos


O Tratado de Versalhes (1919) foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial. Após seis meses de negociações, em Paris, o tratado foi assinado como uma continuação do armistício de novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos. O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente.
Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colónias na Oceânia e no continente africano, uma restrição ao tamanho do exército e uma indemnização pelos prejuízos causados durante a guerra. A República de Weimar também aceitou reconhecer a independência da Áustria. O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado em 28 de junho de 1919. O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de janeiro de 1920. Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão dos nazis.
No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em 1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 milhões de dólares. Os encargos a comportar com este pagamento são frequentemente citados como a principal causa do fim da República de Weimar e a subida ao poder de Adolf Hitler, o que inevitavelmente levou à eclosão da Segunda Guerra Mundial apenas 20 anos depois da assinatura do Tratado de Versalhes.
O tratado tinha criado a Liga das Nações, um dos objetivos maiores do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson. A Liga das Nações pretendia arbitrar disputas internacionais para evitar futuras guerras. Só quatro dos chamados Quatorze Pontos de Wilson foram concretizados, já que Wilson era obrigado a negociar com Clemenceau, Lloyd George e Orlando alguns pontos para conseguir a aprovação para criação da Liga das Nações. A visão mais comum era que a França de Clemenceau era a mais vigorosa na luta por uma represália contra a Alemanha, já que grande parte da guerra tinha sido no solo francês.
Outras cláusulas incluíam a perda das colónias alemãs e dos territórios que o país tinha anexado ou invadido num passado recente:
O artigo 156 do tratado transferiu as concessões de Shandong, da China para o Japão ao invés de retornar a região à soberania chinesa. O país considerou tal decisão ultrajante, o que levou a movimentos como o Movimento de Quatro de Maio, que influenciou a decisão final chinesa de não aderir ao Tratado de Versalhes. A República da China declarou o fim da guerra contra a Alemanha em setembro de 1919 e assinou um tratado em separado com a mesma, em 1921.
O artigo 231 do Tratado (a cláusula da 'culpa de guerra') responsabilizou unicamente a Alemanha por todas as 'perdas e danos' sofridas pela Tríplice Entente durante a guerra obrigando-a a pagar uma reparação por tais atos. O montante total foi decidido entre a Tríplice Entente na Comissão de Reparação. Em janeiro de 1921 esse número foi oficializado em 269 mil milhões de marcos, dos quais 226 mil milhões como principal, e mais 12% do valor das exportações anuais alemãs - um valor que muitos economistas consideraram ser excessivo. Mais tarde, naquele ano, a dívida foi reduzida para 132 mil milhões, o que ainda era considerado uma soma astronómica para os observadores germânicos.
Os problemas económicos que tal pagamento trouxe, e a indignação alemã pela sua imposição são normalmente citados como um dos mais significantes fatores que levaram ao fim da República de Weimar e ao início da ditadura de Adolf Hitler, que levou à II Guerra Mundial. Alguns historiadores, como Margaret Olwen MacMillan discordam desta afirmação, popularizada por John Maynard Keynes.