O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Dominava pelo menos seis idiomas, entre os quais alemão, italiano, francês, latim, inglês, castelhano e possuía conhecimentos de português, ademais lia grego antigo e hebraico. Foi membro de várias academias científicas da Europa como a francesa Académie des sciences morales et politiques e recebeu oito doutoramentos honoríficos de diferentes universidades, entre elas da Universidade de Navarra, e foi também cidadão honorário das comunidades de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006). Era pianista e tinha preferências por Mozart e Bach. Foi o sexto ou, talvez, o sétimo papa alemão desde Vítor II (segundo a procedência de Estêvão VIII, de quem não se sabe se nasceu em Roma ou na Alemanha). Em abril de 2005 foi incluído pela revista Time como sendo uma das cem pessoas mais influentes do mundo.
O último papa com este nome fora Bento XV, que esteve no cargo de 1914 a 1922 e pontificou durante a Primeira Guerra Mundial. Ratzinger foi o primeiro decano do Colégio Cardinalício eleito Papa desde Paulo IV, em 1555, o primeiro cardeal-bispo eleito Papa desde Pio VIII, em 1829, e o primeiro superior da Congregação para a Doutrina da Fé a alcançar o Pontificado, desde Paulo V, em 1605. Bento XVI foi o primeiro papa, desde João XXIII, a voltar a usar o camauro e comummente utilizou múleos. Também foi o primeiro pontífice a visitar um museu judaico. Renunciou a 28 de fevereiro de 2013, justificando-se, na sua declaração de renúncia, que as suas forças, devido à idade avançada, já não lhe permitiam exercer adequadamente o pontificado.
O Papa Emérito Bento XVI morreu
a 31 de dezembro de 2022, às 09.34, hora local, após apresentar
uma rápida deterioração da sua saúde, em consequência da idade avançada,
nos dias seguintes ao Natal. A sua morte foi confirmada pelo Secretário de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
Foi um dos líderes que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia falar italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco,
a sua língua materna. Como parte de sua ênfase especial na vocação
universal à santidade, beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos,
quantidade maior que todos os seus predecessores juntos nos cinco
séculos anteriores. Em 2 de abril de 2005, faleceu, devido à sua saúde débil e ao agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimónia inédita, presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado Santo, juntamente com o Papa João XXIII; a sua festa litúrgica é no dia 22 de outubro.
Mit brennender Sorge (em português: "Com ardente preocupação") é uma carta encíclica do Papa Pio XI, datada de 14 de março de 1937, na qual o Pontífice condena de modo explícito o nacional-socialismo (nazismo) e a sua ideologia racista, racialista e totalitária, incompatível com a fé cristã e com a dignidade da pessoa humana. O documento representa um dos mais contundentes posicionamentos da Santa Sé contra um regime político ainda em plena consolidação, num momento em que o Terceiro Reich gozava de considerável prestígio junto a setores da opinião pública europeia e internacional.
A encíclica foi publicada apenas cinco dias antes da Divini Redemptoris, na qual o mesmo Papa condenava o comunismo ateu, explicitando a resposta do magistério de Pio XI diante das grandes ideologias totalitárias do século XX. Embora, em 1933, o Pontífice tivesse negociado uma concordata com a Alemanha, na esperança de garantir a liberdade da Igreja e a proteção dos fiéis, o regime de Adolf Hitler rapidamente passou a violar sistematicamente os compromissos assumidos. Diante da repressão crescente, da propaganda anticristã
e da tentativa de submeter a Igreja ao Estado, as advertências papais
tornaram-se progressivamente mais severas, culminando na publicação
desta encíclica.
Mit brennender Sorge é considerada o primeiro documento público de um chefe de Estadoeuropeu
a denunciar abertamente a ideologia nazi. Em passagens particularmente
incisivas, o texto condena a absolutização da raça, do sangue e da
nação, bem como o culto ao líder
político, elementos centrais da ideologia nacional-socialista, contendo
afirmações que muitos intérpretes veem como uma crítica direta ao
próprio Führer:
"Aquele que, com sacrílego desconhecimento das diferenças
essenciais entre Deus e a criatura, entre o Homem-Deus e o simples
homem, ousar colocar-se ao nível de Cristo, ou pior ainda, acima d'Ele
ou contra Ele, um simples mortal, ainda que fosse o maior de todos os
tempos, saiba que é um profeta de fantasias a quem se aplica
espantosamente a palavra da Escritura: 'Aquele que mora nos céus zomba
deles' (Salmo 2,4)".
O documento desperta ainda especial interesse por ser uma das raras encíclicas cuja versão oficial não foi redigida em latim, mas em alemão, decisão deliberada do Papa para que a mensagem fosse compreendida diretamente pelos fiéis da Alemanha.
Após sua redação, cópias da encíclica foram enviadas clandestinamente para a Alemanha, a fim de evitar a apreensão pela Gestapo, e posteriormente reproduzidas por gráficas ligadas à Igreja Católica. Foram então distribuídas aos bispos, sacerdotes e capelães, com a ordem expressa de que fossem lidas em todas as paróquias alemãs após a homilia da Missa matutina do dia 21 de março de 1937, Domingo de Ramos. A escolha dessa data, uma das celebrações litúrgicas com maior presença de fiéis e autoridades no ano,
visava maximizar o impacto da mensagem papal. O tom do documento
distingue-se pela firmeza incomum e por uma retórica vigorosa, raramente
vista em textos do magistério pontifício.
A reação do regime nazi foi imediata e severa. Por meio da
Gestapo, intensificou-se drasticamente a perseguição aos católicos, com a
prisão de mais de mil clérigos, além do lançamento de uma ampla campanha anticlerical, conduzida pelo ministro da Propaganda, Joseph Goebbels. Publicada num período em que a guerra
ainda parecia distante, a encíclica surpreendeu pela clareza e pela
coragem da sua denúncia, sendo alvo tanto de críticas na imprensa
secular quanto de incompreensão por parte de alguns católicos leigos,
que ainda acreditavam na possibilidade de uma convivência pacífica com o
Terceiro Reich e não compreendiam a atitude do Pontífice. Com o passar
do tempo, Mit brennender Sorge consolidou-se como um testemunho da resistência moral da Igreja frente ao totalitarismo do século XX.
Na época foi uma surpresa geral para os fiéis, as autoridades e a
polícia, a leitura da encíclica nas missas do domingo de Ramos, 21 de março de 1937,
em todos os templos católicos alemães, que eram então mais de 11 mil
igrejas. O seu impacto entre as elites dirigentes alemãs foi forte. Em toda a breve história do Terceiro Reich, nunca recebeu este na Alemanha uma contestação de amplitude e gravidade que se aproximasse da que se produziu com a Mit brennender Sorge.
No entanto, o controle intensivo que o regime exercia sobre a imprensa e
a falta de liberdade de circulação de informações impediu que o impacto
fosse maior entre as massas, sendo seu conteúdo prontamente censurado e
respondido com uma forte campanha publicitária anticlerical. No dia
seguinte à leitura nos púlpitos, todas as paróquias e escritórios das
dioceses alemãs foram visitados por oficiais da Gestapo que apreenderam as cópias do documento.
Como era de se esperar, no mesmo dia o órgão oficial nazi, Völkischer Beobachter, publicou uma primeira réplica à encíclica, mas foi também a última. O ministro alemão da propaganda, Joseph Goebbels,
foi suficientemente inteligente e perspicaz para perceber a força que
havia tido a declaração, e com o controle total da imprensa e do rádio
que já tinha por essa ocasião, entendeu que o mais conveniente era
ignorá-la completamente e censurar tanto o seu conteúdo como quaisquer
referências a esta.
Após a leitura e publicação da encíclica, as perseguições
anti-católicas tiveram lugar, e as relações diplomáticas Berlim-Vaticano
ficaram severamente afetadas.Em maio de 1937, 1.100 padres e
religiosos são lançados nas prisões do III Reich. 304 sacerdotes católicos
são deportados para Dachau em 1938. As organizações católicas são dissolvidas e as escolas confessionais interditas.
Até a queda do regime nazi, cerca de onze mil sacerdotes católicos
(quase metade do clero alemão dessa época) "foram atingidos por medidas
punitivas, política ou religiosamente motivadas, pelo regime nazi",
terminando muitas vezes nos campos de concentração.
[Mit brennender Sorge] desmascarou aos olhos do mundo aquilo que o nacional-socialismo era na realidade: a apostasia orgulhosa de Jesus Cristo,
a negação da sua doutrina e da sua obra redentora, o culto da força; a
idolatria da raça e do sangue, a opressão da liberdade humana.
Papa Francisco e D. Cláudio Hummes na varanda central da basílica de S. Pedro
O filme da eleição do papa Francisco contado pelo cardeal que lhe pediu para não se esquecer dos pobres
«Estava sentado ao lado dele, ele estava à minha
direita e nós trocávamos algumas pequenas meditações, em voz baixa, ao
ouvido…»
Começa assim, como um filme gravado em direto, a
narração de outro protagonista que elegeu o primeiro papa
latino-americano da história, um cardeal também dessa lado do mundo,
Claudio Hummes, arcebispo emérito da maior diocese do Brasil, S. Paulo.
Um ao lado do outro, como acontecia há muito tempo, no
conclave de 2005, nos sínodos da última década, nas liturgias solenes,
juntos por causa daquele critério iniludível que é a idade.
«Os votos convergiam nele: estava a interiorizar muito
naquele momento, silencioso. Comentei com ele a possibilidade de poder
alcançar o número necessário para se tornar papa. Quando as coisas
começaram a estar um pouco mais perigosas para ele, confortei-o. Depois
houve o voto definitivo, e houve um grande aplauso. A contagem
prosseguiu até ao fim, mas eu abracei-o e beijei-o logo. E disse-lhe
aquela frase: “Não te esqueças dos pobres”.»
«Não tinha preparado nada, mas naquele momento veio do
meu coração, com força, dizer-lhe isso, sem me dar conta de ser a boca
através da qual falava o Espírito Santo. Ele disse que aquelas palavras
lhe tinham com força, que foi naquele momento que pensou nos pobres e
lhe veio à ideia o nome de S. Francisco.»
Tudo em poucos minutos, uma sucessão de instantes que D. Cláudio Hummes decompõe instante por instante.
«Foi interpelado, foi-lhe pedido se aceitava e com que
nome desejava ser chamado. O nome que pronunciou, Francisco, foi uma
enorme surpresa para todos. Quem teria imaginado que um papa poderia
chamar-se Francisco! Porque é uma figura exigente, e ele escolheu-a com
coração feliz e leve.»
«Identificou-se logo, percebeu que este nome
significava também um programa de Igreja. Até porque em S. Damião, S.
Francisco ouviu a palavra do crucifixo: vai e repara a minha igreja,
que está em ruína. São coisas fortes e ele teve esta coragem. Estava
sereno, muito sereno, todos estávamos espantados pela sua serenidade e
espontaneidade, e estava muito concentrado.»
D. Cláudio Hummes não precisa que lhe façam perguntas: a
sequência dos acontecimentos desenrola-se diante dos seus olhos e as
palavras acorrem aos seus lábios naturalmente e em bom italiano.
«Foi paramentar-se como papa na antiga sacristia da
Capela Sistina e ali começou a distender-se; realizou desde logo gestos
significativos: não colocou o manto mais solene, não quis a cruz de
ouro. Também não calçou os sapatos vermelhos, ficou com os seus; quanto
à estola, disse que só queria usá-la para a bênção [na varanda central
da Basílica de S. Pedro].»
Regressou à capela [Sistina] assim, despojado, vestido
com simplicidade, com os sapatos pretos com que tinha chegado de Buenos
Aires. Havia lá um trono onde devia sentar-se para a saudação, como
prevê o cerimonial; mas ficou de pé, abraçou os cardeais, um a um, com
uma espontaneidade maravilhosa. Era já Francisco que agia.»
Por um momento D. Cláudio Hummes concede-se um parêntesis:
«A coisa mais extraordinária é que os cardeais do
primeiro mundo confiaram-se a um latino-americano. Conduzir a Igreja
universal! Um latino-americano! Que fará com a Igreja? Pensa-se assim, é
natural para um europeu pensar assim. Sabemos que nos amam, nos
respeitam, no fundo somos filhos da Igreja da Europa. Mas somos uma
Igreja jovem. Então confia-se a um europeu. Ficamos todos mais seguros.
E foi sempre assim… se correu bem até agora… então é melhor continuar
assim.
«Mas estas seguranças em que nos apoiamos matam o
dinamismo do renovamento, de reforma, missionário da Igreja. O Espírito
Santo trabalhou os corações dos cardeais para se confiarem assim.»
Hummes retoma a narração:
«Canta-se um “Te Deum” em gregoriano enquanto se forma a
procissão para a varanda sobre a praça [de S. Pedro]. Já tinha chamado
o cardeal Vallini, o seu vigário para Roma; olhou para mim e disse-me:
“Vem, quero que estejas comigo neste momento”. Eu fui. Não estava
tenso, era espontâneo, uma coisa extraordinária! Permanecia o homem
gentil, simples de todos os dias.»
«Disse-nos para ir com ele à capela para uma oração
antes de chegar à praça. Entre a Capela Sistina e a varanda está a
Capela Paulina, onde celebrámos missa algumas vezes durante o conclave.
Quis ir lá, e enquanto se formava a procissão dos cardeais rezou-se
durante alguns minutos. Depois fomos para a praça.»
«Tinha acabado de chover, as pessoas tinham fechado os
chapéus-de-chuva. Mas dali, da varanda, talvez por causa das luzes das
televisões, não se viam bem as pessoas. Durante algum tempo não disse
nada. Muitos se perguntaram porque ficou em silêncio com os braços
estendidos ao longo do corpo. Simples: porque no adro havia uma banda
que tocava com intensidade; não era possível falar até que parassem, e
ele esperou que terminasse a música.»
«Depois saudou com um braço: “Buona sera”. A praça
explodiu. Estava muito sereno. Apresentou-se como o bispo de Roma,
falou como bispo de Roma; sabia que como bispo de Roma e o papa, mas
nunca usou a palavra “papa” em nenhum momento. Também disse: “O meu
antecessor, o bispo emérito de Roma Bento XVI”. Todos perceberam que
ele abria já grandes portas.»
Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco destacou-se por sua humildade, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Francisco teve uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, tendo escolhido residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deveria ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo definido "selvagem", o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Opunha-se ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.
Papa Gregório I (em latim: Gregorius I; originalmente Gregório Anício, em latim: Gregorius Anicius), conhecido como São Gregório, Gregório Magno ou Gregório, o Grande foi papa entre 3 de setembro de 590 e sua morte, em 12 de março de 604. É conhecido principalmente por suas obras, mais numerosas que as de seus predecessores. Gregório é também conhecido como Gregório, o Dialogador na Ortodoxia, por causa de seus "Diálogos", e é por isso que seu nome aparece em
algumas obras listado como "Gregório Dialogus". Foi o primeiro papa a
ter sido monge antes do pontificado.
Constituída numa altura em que Portugal era nação pioneira em diversos domínios e rica
do comércio com outros continentes, a faustosa embaixada de D. Manuel I
à Santa Sé foi enviada em 1513. Tinha como objetivo reiterar a
obediência do soberano português ao papa Leão X
e, ao mesmo tempo, apresentar-lhe certas propostas, que se podiam
reunir em dois grupos: as de carácter geral, no sentido do
fortalecimento doutrinário e institucional da Igreja Católica, e aquelas
que, sem deixarem de estar relacionadas com as instituições religiosas,
tinham a ver com aspetos específicos da orientação política de D.
Manuel.
A embaixada era composta por mais de cem pessoas. Era chefiada por Tristão da Cunha, nomeado em 1505 primeiro governador da Índia. Como seus assessores iam Diogo de Pacheco e João de Faria, sendo o secretário Garcia de Resende. Através dos seus representantes, D. Manuel enviou a Leão X
presentes magníficos: pedrarias, tecidos e joias, bem como um cavalo
persa, uma onça de caça e um elefante que executava diversas
habilidades.
A embaixada fez sensação na corte pontificial, tanto
pela sumptuosidade dos trajos e riqueza dos presentes, como pelo
exotismo do séquito que passava pelas ruas de Roma a 12 de março de 1514,
dia em que foi recebida por vários embaixadores. O papa recebeu-a a 20
de março, tendo sido mais tarde discutidas as questões apresentadas pelo
monarca português.
Apesar de os chamados "pontos gerais" não
terem sido atendidos, aqueles que interessavam mais a D. Manuel foram
considerados e satisfeitos, sendo a sua obra na propagação da fé
católica largamente recompensada através de diversas bulas e breves que
se sucederam após o envio da embaixada.
Esta iniciativa
diplomática atingiu, assim, os principais objetivos que o monarca lhe
tinha estabelecido. Afirmou de forma clara o seu poderio, vendo D.
Manuel reconhecido o papel de Portugal na descoberta e conquista de novos territórios e a sua soberania sobre eles.
Uma convenção financeira acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas territoriais e de propriedade.
Em 756, Pepino, o Breve, rei dos francos, deu ao Papa um grande território no centro de Itália. A existência destes Estados Pontifícios terminou quando, em 1870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entraram em Roma e incorporaram no Reino de Itália esta parte do território. Em 13 de março de 1871, Vítor Emanuel II ofereceu como compensação ao Papa Pio IX
uma indemnização e o compromisso de mantê-lo como chefe do Estado do
Vaticano, um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja. O papa porém,
recusa-se a reconhecer a nova situação e considera-se prisioneiro do
poder laico, dando início assim à Questão Romana.
Pio IX, nascido Giovanni Maria Mastai-Ferretti (Senigália, 13 de maio de 1792 - Roma, 7 de fevereiro de 1878), foi papa entre 16 de junho de 1846 e 7 de fevereiro de 1878. É o segundo pontificado mais longo da história, depois de São Pedro. Foi beatificado em 3 de setembro de 2000, pelo Papa João Paulo II. Foi o primeiro papa da história a ser fotografado.
Foi o 2.º Papa a nascer no dia 13 de maio; o outro foi Papa Inocêncio XIII. O seu papado ficou marcado pelo desaparecimento dos chamados Estados
Eclesiásticos, pois Pio IX comandava o Trono de Roma quando os
revoltosos empreendiam o Risorgimento, que levou à unificação da Itália como Estado Nacional, comandado pelo rei Vitor Emanuel II.
Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco destacou-se por sua humildade, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Francisco teve uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, tendo escolhido residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deveria ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo definido "selvagem", o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Opunha-se ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.
Quando o concílio foi convocado, havia três papas, todos clamando
legitimidade. Alguns anos antes, em um dos primeiros golpes que
afetaram o movimento conciliador, os bispos do concílio de Pisa
tinham deposto ambos os papas anteriores e eleito um terceiro papa,
argumentando que, em tal situação, um concílio de bispos tem mais
autoridade do que um Papa. Isto apenas contribuiu para agravar o cisma.
Com o apoio de Sigismundo, Sacro Imperador Romano, o concílio de Constança recomendou que todos os três papas abdicassem e que um outro fosse escolhido.
(...)
O concílio também tentou iniciar reformas eclesiásticas. Foi mais tarde
declarado que um concílio de bispos não tem maior influência do que o Papa.
Em 1415 o concílio depôs os papas rivais Bento XIII e João XXIII, e Gregório XII, antes de ser deposto, abdicou em 4 de junho. Mais tarde, em 1417, fora eleito Otto de Colonna como Papa Martinho V (1417-1431), dando fim ao Grande Cisma Papal do Ocidente.
Filho de Agapito Colonna, Senhor de Genazzano, Capranica Prenestina, San Vito e Ciciliano desde 1374, falecido depois de 23 de maio de 1398, e da sua mulher Caterina Conti, foi Protonotário Apostólico e Cardeal com o título de San Giorgio al Velabro desde 12 de junho de 1405. Papa, com nome de Martinho V, desde 11 de novembro de 1417, foi consagrado em Constança a 21 de novembro de 1417.
Eleito de harmonia com os cânones do Concílio de Constança, ficou condicionado pelas respetivas conclusões, em contraste com os seus desígnios de soberania pontifícia não colegial.
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