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domingo, outubro 04, 2026

Richard Sorge, o espião soviético que Estaline traiu e abandonou, nasceu há 131 anos...


        
Richard Sorge (Sabunchi, Baku, 4 de outubro de 1895 - Tóquio, 7 de novembro de 1944) foi um jornalista alemão e um espião da União Soviética no Japão, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. O nome de código na KGB do grupo deste espião era "Ramsay".
       
(...)
      
Em 1933, dirigentes soviéticos, interessados em conhecer melhor as intenções do governo japonês, enviam Sorge para o Japão, país que havia vencido a Rússia uma vez - na Guerra Russo-Japonesa (1904-1905). A sua missão era simples mas fulcral: descobrir se os japoneses tinham a intenção de cumprir com o Pacto Anti-Komintern e atacar a Rússia. Além disso, Sorge deveria aproveitar a oportunidade para reunir informações sobre as relações entre o Japão e a Alemanha e também sobre a indústria pesada e o exército japoneses.
Sorge, com uma brilhante reputação como jornalista do Frankfurter Zeitung, rapidamente tornou-se amigo próximo e confidente do general Eugen Ott, que seria o futuro embaixador alemão em Tóquio. Ao mesmo tempo, era amante da mulher do militar. Para a nomeação de Ott como embaixador no Japão a ajuda de Sorge foi fundamental. Com o apoio de sua vasta biblioteca sobre o país, forneceu grande quantidade de informação a Ott, auxiliando-o também nas análise do material.
Hedonista, amante de mulheres e bebidas fortes, Sorge passava despercebido aos serviços de contra-espionagem japoneses, não deixando perceber que, por sob a aparência do herói de guerra alemão, estaria um eficiente espião soviético. Recluso no Japão, após recusar-se a regressar à Alemanha - cumprindo ordens de Estaline -, em 1937 Sorge passa informações da maior importância a Moscovo, tais como a data do início da Operação Barbarossa - desacreditada por Estaline - e, principalmente, a de que o Japão não atacaria a URSS, o que permitiu o reposicionamento dos exércitos russos que se encontravam na fronteira com o Japão para oeste, o que possibilitou deter, em Estalingrado, a operação alemã de invasão da URSS.
Ozaki Hozumi, um jornalista japonês do Asahi Shimbun que trabalhava para Sorge, foi preso no dia 14 de outubro de 1941. Interrogado, acabou entregando Sorge, que foi preso a 18 de outubro de 1941, em Tóquio, e posteriormente encarcerado na prisão de Sugamo. Inicialmente, os japoneses pensaram que, devido à sua condição de membro do Partido Nazi e pelos seus laços com a Alemanha, Sorge fosse um  agente da Abwehr, o que a Abwehr negou. Mesmo sob tortura, Sorge negou os seus vínculos com os soviéticos.
No dia 7 de novembro de 1944 - ironicamente o dia da revolução de outubro, o feriado mais importante na URSS - ambos os prisioneiros são enforcados. Os japoneses chegaram a fazer três ofertas de negociação aos soviéticos, oferecendo a troca de Sorge por um dos seus espiões. Contudo, os soviéticos recusaram-se a negociar, alegando que Sorge lhes era desconhecido, muito provavelmente devido ao receio de Estaline de que se soubesse que havia ignorado os avisos de Sorge sobre a Operação Barbarossa. Assim, a contribuição de Richard Sorge permaneceu ignorada durante duas décadas, até que, em 1964, recebeu, postumamente, o título de Herói da União Soviética, sendo erguidos monumentos em sua homenagem em Baku e no centro de Moscovo.
Encontra-se sepultado no Cemitério de Tama, em Fuchū (Tóquio).
    
Selo postal soviético de homenagem a Richard Sorge
   

sexta-feira, outubro 02, 2026

A Insurreição de Varsóvia terminou há 82 anos...

Vítimas de massacres conduzidos por tropas do Eixo
     
A Revolta, Levantamento ou Insurreição de Varsóvia (em polaco Powstanie warszawskie) foi uma luta armada durante a II Guerra Mundial na qual o Armia Krajowa (Exército Clandestino Polaco) tentou libertar Varsóvia do controle da Alemanha nazi.
Teve início a 1 de agosto de 1944, às 17.00 horas, como parte de uma revolta nacional, a "Operação Tempestade", e deveria durar apenas alguns dias, até que o Exército Soviético chegasse à cidade. O avanço soviético no entanto foi interrompido, mas a resistência polaca continuou por 63 dias, até à sua rendição às forças alemãs, em 2 de outubro.
A ofensiva começou quando o Exército Soviético se aproximou de Varsóvia. Os principais objetivos dos polacos eram manter os alemães ocupados e ajudar nos esforços de guerra contra a Alemanha e as Forças do Eixo. Entre os objetivos políticos secundários estava a libertação da cidade antes da chegada dos soviéticos, conquistando assim o seu direito de soberania e desfazendo a divisão da Europa Central em esferas de influência sob os poderes aliados. Os insurgentes esperavam reinstalar as autoridades do seu país antes que o Polski Komitet Wyzwolenia Narodowego (Comité de Libertação Nacional Soviético Polaco) assumisse o controle.
Inicialmente os polacos isolaram áreas substanciais da cidade, mas os soviéticos não se aproximaram das suas cercanias até meados de setembro. No seu interior, uma luta aguerrida entre alemães e polacos continuava. Em 16 de setembro, as forças soviéticas conquistaram território a poucos metros das posições polacas nas margens do Rio Vístula, não avançando mais, durante o restante da duração da Revolta. Isso levou a acusações de que o líder soviético Estaline esperava pelo fracasso da insurreição para que pudesse assim ocupar a Polónia de forma incontestável.
Embora o número exato de baixas permaneça desconhecido, estima-se que aproximadamente 16.000 integrantes da resistência polaca foram mortos e 6.000 gravemente feridos. Entre 150.000 e 200.000 civis morreram, a maioria vítima de massacres conduzidos por tropas do Eixo. As perdas alemãs totalizaram aproximadamente 16.000 soldados mortos e 9.000 feridos. Durante o combate urbano, perto de 25% dos prédios de Varsóvia foram destruídos. Após a rendição das forças polacas, as tropas alemãs destruíram sistematicamente, quarteirão a quarteirão, 35% da cidade. Juntamente com os danos provocados pela Invasão da Polónia, em 1939, e o Levantamento do Gueto de Varsóvia, em 1943, mais de 85% da cidade estava destruída em 1945, quando os soviéticos finalmente ultrapassaram as suas fronteiras.

terça-feira, setembro 29, 2026

O massacre nazi de Babi Yar foi há 85 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1d/Babi_Jar_ravijn.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

Ravina de Babi Yar, em Kiev
        
Babi Yar é uma ravina existente em Kiev, a capital da Ucrânia, que ficou conhecida na história como local de um dos maiores massacres de judeus e civis da então União Soviética pelos nazis, durante a II Guerra Mundial.
Em 29 e 30 de setembro de 1941, 92.771 civis ucranianos judeus foram levados a Babi Yar e assassinados coletivamente, num dos maiores massacres de massa da história. Nos meses que seguiram, milhares de outros judeus e não-judeus russos foram capturados, trazidos à ravina e fuzilados, num total de cerca de 100.000 mortos.
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/Big-babijar14.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
   
História
A ravina de Babi Yar é mencionada por registos históricos desde 1401 e através dos tempos sua área foi usada para diferentes propósitos, incluindo campos militares e cemitérios, um dos quais judeu, foi fechado em 1937. Após a invasão da URSS pelas tropas nazis, em junho de 1941, a cidade de Kiev acabou por cair nas mãos dos alemães, depois de 45 dias de batalha, em 19 de setembro. Poucos dias após a ocupação, as execuções começaram, com o fuzilamento de 700 pacientes de um hospital psiquiátrico da cidade.
Em 28 de setembro, um aviso foi afixado pelos postes e muros de Kiev, dirigido aos judeus:

“ Ordena-se a todos os judeus residentes de Kiev e suas vizinhanças que compareçam à esquina das ruas Melnyk e Dokterivsky, às 8 horas da manhã de segunda-feira, 29 de setembro de 1941 trazendo documentos, dinheiro, roupa interior, etc. Aqueles que não comparecerem serão fuzilados. Aqueles que entrarem nas casas evacuadas por judeus e roubarem pertences destas casas serão fuzilados. ”
   
Os judeus levados à ravina esperavam ser embarcados em comboios. A multidão de homens, mulheres e crianças era grande o bastante para que ninguém tomasse conhecimento do que estava para acontecer a não ser tarde demais. Todos passavam por um corredor de soldados gritando, em grupos de dez, e de seguida fuzilados; ao escutarem o barulho das metralhadoras do grupo logo à frente, já não tinham como escapar.
O massacre foi realizado em dois dias, a cargo da unidade C do Einsatzgruppen, o esquadrão da morte das SS, apoiados por membros de um batalhão das Waffen-SS; unidades da polícia ucraniana também foram usadas para agrupar e conduzir os judeus até ao local de fuzilamento, o que provocaria uma grande discussão na Ucrânia após a guerra.
Além deste massacre, Babi Yar foi alvo de milhares de outras execuções durante os dois anos de ocupação nazi de Kiev. O número total de mortos na ravina não é exato, mas o número mais aceite, cerca de 100 mil, foi fornecido pelo cálculo de moradores, obrigados a enterrar os corpos. Tempos depois, o campo de concentração de Syrets foi erguido no local e nele internados prisioneiros de guerra russos, civis comunistas e combatentes da resistência, que ali eram executados.
Quando os nazis se retiraram de Kiev, fizeram tentativas de esconder os sinais das atrocidades cometidas durante os anos de ocupação. Entre agosto e setembro de 1943, o campo de Syrets foi parcialmente demolido e diversos corpos exumados e queimados, com as cinzas espalhadas pelas áreas vizinhas. Na noite de 29 de setembro de 1943, quando o campo estava a ser desmantelado, houve uma revolta entre os prisioneiros e quinze deles conseguiram escapar; após retomar o controle da situação, os alemães fuzilaram os 311 sobreviventes.
  
Selo ucraniano, recordando os 70 anos do Massacre de Babi Yar
      
Memória
Quando o Exército Vermelho retomou o controle de Kiev, em novembro de 1943, o campo foi transformado num local de internamento de prisioneiros alemães e utilizado até 1946, quando foi totalmente demolido. Nos anos 50 e 60, a área tornou-se um grande parque e um complexo de apartamentos.
O governo soviético sempre desencorajou que se desse ênfase ao massacre de judeus em Babi Yar, preferindo oficialmente que a tragédia fosse lembrada como um crime cometido contra todo o povo soviético e a população de Kiev. Diversas tentativas de se erguer um memorial judeu no local dos massacres foram adiadas. Em 1976 foi erguido um memorial em honra de todos os cidadãos soviéticos ali fuzilados, mas apenas em 1991, com o fim da URSS, os judeus puderam finalmente erguer o seu próprio monumento.
Sobre Babi Yar, o escritor e sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel escreveu:
   
“

As testemunhas oculares disseram que, meses após as mortes, o solo de Babi Yar continuava a esguichar geyseres de sangue.

 

”
   https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/Babi_Yar-06-194.jpg/960px-Babi_Yar-06-194.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
Prisioneiros de guerra soviéticos sendo usados pelos nazis para cobrir uma vala comum após o massacre de Babi Yar, 1 de outubro de 1941
 

domingo, setembro 27, 2026

O Pacto do Eixo foi assinado há 86 anos...

Bandeiras do Terceiro Reich, Japão e de Itália em Berlim, em setembro de 1940
       
O Pacto do Eixo foi assinado em Berlim a 27 de setembro de 1940, durante a II Guerra Mundial, pelos representantes da Alemanha nazi, da Itália fascista e do Império do Japão e formalizou a aliança conhecida como Eixo. Foi idealizado por Hitler para intimidar os Estados Unidos e tentar mantê-lo como país neutro durante a guerra mas, na prática, acabou legitimando a entrada dos Estados Unidos no conflito europeu, quando este declarou guerra ao Japão, após o ataque japonês a Pearl Harbor.
   

sexta-feira, setembro 18, 2026

Estaline desistiu de conquistar toda a Finlândia há oitenta e dois anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/28/Finnish_areas_ceded_in_1944.png/500px-Finnish_areas_ceded_in_1944.png?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
The areas ceded by Finland to the Soviet Union after the Continuation War - Porkkala was returned to Finland in 1956
    
The Moscow Armistice was signed between Finland on one side and the Soviet Union and United Kingdom on the other side on September 19, 1944, ending the Continuation War. The Armistice restored the Moscow Peace Treaty of 1940, with a number of modifications.
The final peace treaty between Finland and many of the Allies was signed in Paris in 1947.
   
Conditions for peace
The conditions for peace were similar to what had been agreed in the Moscow Peace Treaty of 1940: Finland was obliged to cede parts of Karelia and Salla, as well as certain islands in the Gulf of Finland. The new armistice also handed all of Petsamo to the Soviet Union, and Finland was further compelled to lease Porkkala to the Soviet Union for a period of fifty years (the area was returned to Finnish control in 1956).
Harsher conditions included Finnish payment of $300,000,000 ($4 billion in today's dollars) in the form of various commodities over six years to the Soviet Union as war reparations. Finland also agreed to legalise the Communist Party of Finland (after it had made some changes to the party rules) and ban the ones that the Soviet Union considered as fascist. Further, the individuals that the Soviets considered responsible for the war had to be arrested and put on trial, the most known case being the one of Risto Ryti. The armistice compelled Finland to drive German troops from its territory, leading to the Lapland War 1944–45.
    

terça-feira, setembro 08, 2026

O Reino de Itália rendeu-se aos Aliados há 83 anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/Pietro_Badoglio.jpg/330px-Pietro_Badoglio.jpg?utm_source=it.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

 

The Badoglio Proclamation was a speech read on Ente Italiano per le Audizioni Radiofoniche (EIAR) at 19:42 on 8 September 1943 by marshal Pietro Badoglio, Italian head of government, announcing that the Cassibile armistice between Italy and the Allies signed on 3 September had come into force. It followed a speech on Radio Algiers by U.S. General Dwight D. Eisenhower at 18:30 (17:30 Algerian time) also announcing the armistice.
 
Text
The Italian government, recognising the impossibility of continuing the unequal struggle against an overwhelming enemy force, in order to avoid further and graver disasters for the Nation, sought an armistice from general Eisenhower, commander-in-chief of the Anglo-American Allied forces. The request was granted. Consequently, all acts of hostility against the Anglo-American force by Italian forces must cease everywhere. But they may react to possible attacks from any other source.
 
Results

The abandonment of Rome by the military high command, the head of government Badoglio, King Victor Emmanuel III and the king's son, Crown Prince Umberto, their move towards Pescara then Brindisi, and above all the proclamation's use of a format which did not give the clauses of the armistice in a clearly comprehensible form (which was largely wrongly interpreted as meaning a complete end to the war) all led to confusion. This was particularly so among the Italian Armed Forces on all fronts, who remained unaware of the armistice's precise content and disbanded themselves. Over 600,000 Italian soldiers were captured by the German army and sent to various prisoner of war camps under the designation I.M.I. (internati militari italiani, or Italian Military Internees) in the weeks immediately after the announcement. More than half of all Italian soldiers laid down their arms and returned home (as referred to in the title of the 1960 film set at the time, Tutti a casa). The Italian and German high commands intercepted the Eisenhower broadcast first and so the Germans immediately put Operation Achse into effect to disarm their former allies and occupy the whole Italian Peninsula, on 9 September sinking the Italian battleship Roma, which had been ordered on the night of 8 September to sail with the entire Italian fleet to Malta in accordance with the armistice's clauses, under the cover-story of attacking the Allied forces landing at Salerno in Operation Baytown.

At the same time part of the Italian armed forces decided to remain loyal to the king, giving rise to the Italian resistance (one of whose first examples ended in the massacre of the 33rd Infantry Division "Acqui" on Cephalonia by the Germans) and part joined the free individuals, parties and movements such as the Brigata Maiella. Other branches, especially in the north, such as the Xª Flottiglia MAS, decided to remain loyal to fascist Italy and the Germans. Despite the proclamation, the Allies thwarted a massive and immediate release of Italian prisoners of war loyal to the Italian king and the Badoglio regime, to avoid their possibly rejoining the Fascist forces in northern Italy.

   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/it/f/f9/Armistizio_1943_corriere_della_sera.JPG?utm_source=it.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled
   

quarta-feira, setembro 02, 2026

O Japão assinou a rendição da WWII há oitenta e um anos

    
A ata de rendição do Japão foi um acordo que formalizou a Rendição do Japão, finalizando a II Guerra Mundial. Foi firmado pelos representantes do Império do Japão, dos Estados Unidos, da República da China, do Reino Unido, da União Soviética, da Austrália, do Canadá, do Governo provisório da República da França, dos Países Baixos e da Nova Zelândia, no USS Missouri, na Baía de Tóquio, a 2 de setembro de 1945.
A cópia original do documento está nos National Archives, em Washington, DC, enquanto que a versão em japonês está no Museu Edo-Tokyo, em Tóquio.
 
Preparação
A equipa do general MacArthur ,chefiada pelo coronel LeGrande A. Diller, foi encarregada de preparar o esboço do instrumento de rendição. Este foi um desafio, uma vez que os recursos eram limitados em Manila, devastada pela guerra. Não obstante, um empreendedor membro da equipe encontrou um pergaminho raro no porão de um mosteiro, e este foi dado ao impressor de MacArthur. 
    
Cerimónia de rendição

A cerimónia a bordo do convés do Missouri durou 23 minutos e foi transmitida para todo o mundo. Ocorreu nas coordenadas geográficas 35° 21′ 17″ N, 139° 45′ 36″ L. O instrumento foi assinado pela primeira vez pelo ministro das Relações Exteriores japonês Mamoru Shigemitsu, "Por Comando e em nome do Imperador do Japão e do Governo Japonês" (09.04). O General Yoshijirō Umezu, Chefe do Estado-Maior do Exército, assinou o documento "Por Comando e em nome do Quartel General Imperial Japonês" (09.06). Os representantes japoneses presentes para a assinatura foram os seguintes:

  • Ministro das Relações Exteriores Mamoru Shigemitsu
  • General Yoshijirō Umezu, Chefe do Estado-Maior do Exército
  • Major General Yatsuji Nagai
  • Katsuo Okazaki (Ministério das Relações Exteriores)
  • Contra-almirante Tadatoshi Tomioka
  • Toshikazu Kase (Ministério das Relações Exteriores)
  • Tenente General Suichi Miyakazi
  • Contra-almirante Ichiro Yokoyama
  • Saburo Ota (Ministério das Relações Exteriores)
  • Capitão Katsuo Shiba (Marinha)
  • Coronel Kaziyi Sugita

Às 09.08, o general de exército Douglas MacArthur, Comandante no Sudoeste do Pacífico e Comandante Supremo das Potências Aliadas, aceitou a rendição, em nome das Potências Aliadas, e assinou na qualidade de Comandante Supremo.

Após a assinatura de MacArthur como Comandante Supremo, os seguintes representantes assinaram o instrumento de rendição em nome de cada uma das Potências Aliadas:

O Reino Unido convidou os governos do domínio inglês a enviarem representantes à cerimónia como subordinados. MacArthur apoiou a exigência do governo da Austrália de comparecer e assinar separadamente do Reino Unido, embora a Austrália se opusesse à sua recomendação de que Canadá, Holanda e França também assinassem o documento.

Em 6 de setembro, o coronel Bernard Theilen levou o documento e um rescrito imperial a Washington, D.C., e os apresentou ao presidente Harry S. Truman numa cerimónia formal na Casa Branca no dia seguinte. Os documentos foram então expostos no Arquivo Nacional (National Archives).

 

terça-feira, setembro 01, 2026

A II Guerra Mundial começou há 87 anos...

Varsóvia em ruínas após intenso bombardeamento promovido pela Luftwaffe alemã durante a invasão da Polónia
     
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo - incluindo todas as grandes potências - organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade económica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.
Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polónia pela Alemanha nazi, a 1 de setembro de 1939, e subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico e da Commonwealth. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como a Etiópia e o Reino de Itália, na Segunda Guerra Ítalo-Etíope, e a China e o Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa. Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram por aderir ao conflito, em resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colónias ultramarinas britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o Japão pelos Estados Unidos, Países Baixos e o Commonwealth Britânico.
    
Início da guerra na Europa (1939)
A 1 de setembro de 1939, Alemanha e Eslováquia (que na época era um estado fantoche alemão) atacaram a Polónia. Em 3 de setembro, a França e o Reino Unido, seguido por todos os seus domínios independentes da Comunidade Britânica - Austrália, Canadá, Nova Zelândia e África do Sul - declararam guerra à Alemanha, mas deram pouco apoio à Polónia, exceto com um pequeno ataque francês ao Sarre. Reino Unido e França também iniciaram um bloqueio naval à Alemanha em 3 de setembro, que tinha como objetivo de prejudicar a economia do país e seu esforço de guerra.
Em 17 de setembro, após a assinatura de um pacto nipónico-soviético, os soviéticos também invadiram a Polónia. O território polaco foi então dividido entre a Alemanha e a União Soviética, além da Lituânia e da Eslováquia também terem recebido pequenas partes. Os polacos não se renderam, estabeleceram o Estado Secreto Polaco e uma sede subterrânea para o seu exército, além de continuarem a lutar. juntamente com os Aliados. em todas as frentes de batalha fora do seu país.
   

quinta-feira, agosto 27, 2026

O imperador Hailé Selassié morreu ou foi assassinado há 51 anos...

Haile Selassie (também grafado Hailé Selassié; Ejersa Goro, 23 de julho de 1892 – Adis Abeba, 27 de agosto de 1975), nascido Tafari Makonnen e posteriormente conhecido como Ras Tafari, foi regente da Etiópia de 1916 a 1930 e Imperador daquele país de 1930 a 1974. Herdeiro duma dinastia cujas origens remontam historicamente ao século XIII e, tradicionalmente, até ao Rei Salomão e a Rainha de Sabá, Haile Selassie é uma figura crucial na história da Etiópia e da África.
 
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(...)
 
Em 12 de janeiro de 1974 registou-se uma rebelião militar contra Selassie. Em junho, um grupo de cerca de 120 comandantes militares, formalmente fiéis ao imperador, formou um comité para exercer o governo. Em 27 de setembro Selassie foi deposto por um golpe militar de inspiração marxista, que instituiu um Conselho Provisório de Administração Militar. Preso pelo novo governo, Selassié veio a falecer em 27 de agosto de 1975, oficialmente por complicações decorrentes de uma operação à próstata. Essa versão é contestada pelos seus apoiantes e familiares, que entendem que o ex-imperador foi assassinado na cama.
Em 1991, após a queda de Mengistu Haile Mariam, foi revelado que os restos mortais de Selassié tinham sido conservados na cave do palácio presidencial. Finalmente, em 5 de novembro de 2000, recebeu um digno funeral da Igreja Ortodoxa Etíope, sendo sepultado. A família do cantor Bob Marley esteve presente na cerimónia.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ef/Imperial_coat_of_arms_of_Ethiopia_%28Haile_Selassie%29.svg/500px-Imperial_coat_of_arms_of_Ethiopia_%28Haile_Selassie%29.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
  

domingo, agosto 23, 2026

Os nazis foram derrotados na Batalha de Kursk há 83 anos

 
A Batalha de Kursk foi uma batalha significativa da II Guerra Mundial, entre as forças alemãs e soviéticas, na Frente Oriental, perto de Kursk (450 quilómetros a sudoeste de Moscovo) na União Soviética, entre 5 de julho e 23 de agosto de 1943. A ofensiva alemã teve o nome de código Operação Cidadela (alemão: Unternehmen Zitadelle) e levou a um dos maiores confrontos blindados da história, a batalha de Prokhorovka. Mantém-se, até hoje, como a maior batalha de blindados de todos tempos, e inclui o maior número de perdas aéreas num só dia na história da guerra. Embora os alemães tivessem planeado e iniciado uma ofensiva, a defesa soviética conseguiu com sucesso lançar uma contra-ofensiva e parar as suas ambições.

Hoje é o dia de recordar as vítimas do Estalinismo e Nazismo...

      
O Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e Nazismo, também conhecido como "Dia da Fita Preta" é celebrado no dia 23 de agosto nalguns países. Foi instituído em 2008 e 2009 pelo Parlamento Europeu mediante a Declaração de Praga sobre Consciência Europeia e Comunismo como um "Dia Europeu da Memória das vítimas de todos regimes autoritários e totalitários, a ser comemorado com dignidade e imparcialidade".
A data foi escolhida porque coincide com o dia em que o Pacto Ribbentrop-Molotov foi assinado, em que a União Soviética e a Alemanha nazi concordaram em como dividir a Europa Oriental.
Este dia de lembrança originou-se dos protestos pelas vítimas do comunismo e a sua ocupação na Europa, na década de 80, iniciado por refugiados canadianos de países ocupados pela União Soviética, o que depois levou à Cadeia Báltica, durante as revoluções de 1989, que prenunciavam o colapso da União Soviética.
 
   

sábado, agosto 22, 2026

O Brasil entrou na II Guerra Mundial há 84 anos


O Brasil, embora, na época, estivesse sendo comandado por um regime ditatorial favorável ao modelo fascista (o Estado Novo getulista) dos Países do Eixo, acabou participando da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) junto dos adversários destes, os Países Aliados. Em fevereiro de 1942, submarinos alemães e italianos iniciaram o torpedeamento de embarcações brasileiras no oceano Atlântico em represália à adesão do Brasil aos compromissos da Carta do Atlântico (que previa o alinhamento automático com qualquer nação do continente americano que fosse atacada por uma potência extracontinental), o que tornava sua neutralidade apenas teórica.

Durante o ano de 1942, em meio a incentivos económicos e pressão diplomática, os americanos instalaram bases aeronavais ao longo da costa Norte-Nordeste brasileira. Após meses do torpedeamento de navios mercantes brasileiros (21 submarinos alemães e dois italianos foram responsáveis pelo afundamento de 36 navios mercantes brasileiros, causando 1.691 náufragos e 1.074 mortes, o que foi o principal motivo que conduziu à declaração de guerra do Brasil à Alemanha e Itália) o povo vai às ruas e o Governo Brasileiro declara guerra à Alemanha nazi e à Itália fascista, em agosto de 1942.

Sendo, na época, um país com uma população maioritariamente analfabeta, vivendo no campo, com uma economia com foco principal voltado para exportação de commodities, uma política internacional tradicionalmente isolacionista com eventuais alinhamentos automáticos contra "perturbadores da ordem e do comércio internacionais", sem uma infraestrutura industrial-médico-educacional que pudesse servir de sustentação material e humana ao esforço de guerra que aquele conflito exigia, o Brasil não apenas se viu impedido de seguir uma linha de ação autónoma no conflito como encontrou dificuldades em assumir mesmo um modesto papel. A Força Expedicionária Brasileira, por exemplo, teve sua formação definida na Conferência do Potengi, logo após a Conferência de Casablanca, mas sua criação foi protelada por um ano, após a declaração de guerra.

Por fim, o seu envio para a frente de batalha foi iniciado somente em julho de 1944, quase dois anos após a declaração, tendo sido enviados cerca de 25.000 homens, de um total inicial previsto de 100.000. Mesmo com problemas na preparação e no envio, já na Itália, treinada e equipada pelos americanos, a Força Expedicionária Brasileira cumpriu as principais missões que lhe foram atribuídas pelo comando aliado. 

   

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A União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou passeatas nas principais cidades brasileiras, exigindo a entrada do Brasil na guerra ao lado dos Aliados. Nessas passeatas era comum que alguns estudantes aparecessem fantasiados de Hitler, com o objetivo de ridicularizar o ditador nazi. Tais passeatas acabaram recebendo uma grande adesão popular, não só de estudantes universitários, mas de outros setores da população, os quais também exigiam a guerra. Foi o que bastou para forçar o relutante governo de Getúlio Vargas a entrar na guerra. Em 22 de agosto, após uma reunião ministerial, o Brasil declarava "estado de beligerância" à Alemanha nazi e à Itália fascista, formalizada através do Decreto-Lei nº 10.508, expedido no dia 31 daquele mês. 

   

sábado, agosto 15, 2026

A II Guerra Mundial terminou há oitenta e um anos

A icónica foto de Victor Jorgensen , publicada no New York Times, da celebração da vitória dos Aliados
      
O Dia V-J é a sigla para o dia 15 de agosto de 1945, o dia da vitória sobre o Império do Japão. Visto que o Japão foi a última nação da aliança do Eixo a render-se, este foi o fim da II Guerra Mundial.
A rendição formal japonesa, na qual vários diplomatas assinaram os termos da rendição, teve lugar a bordo do navio de guerra USS Missouri, na baía de Tóquio, a 2 de setembro de 1945.
   

sexta-feira, agosto 14, 2026

O nazis assassinaram São Maximiliano Maria Kolbe há oitenta e cinco anos...

   
São Maximiliano Maria Kolbe, nascido Rajmund Kolbe, Ordem dos Franciscanos Menores Conventuais (Zduńska Wola, Polónia, 8 de janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de agosto de 1941), foi um padre missionário franciscano da Polónia. Morreu como mártir no campo de concentração nazi de Auschwitz, como voluntário, para morrer de fome, no lugar de Franciszek Gajowniczek, como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.
Foi canonizado, pelo seu compatriota, o Papa João Paulo II, em 10 de outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz. O próprio Papa  São João Paulo II, em numerosos textos, chama-o de “santo do nosso século difícil”.
 
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(...)
   
Morte em Auschwitz
Em 17 de fevereiro de 1941 foi preso pela polícia secreta alemã e enviado para o campo de concentração de Auschwitz.
Em julho de 1941 um prisioneiro conseguiu escapar, por isso o comandante do campo nazi escolheu 10 homens para serem mortos de fome.
Um dos homens selecionados, Franciszek Gajownickek, gritou: "Minha pobre mulher e meus filhos, que não os volto a ver!" Kolbe oferece-se a si mesmo em vez do outro homem "Sou um padre católico da Polónia, quero morrer em lugar de um destes. Já sou velho e não presto para nada. A minha vida não servirá para grande coisa… Quero morrer por aquele que tem mulher e filhos."
Na sua cela, Kolbe celebrou a missa todos os dias e cantava hinos com os prisioneiros.
Ele levou os outros condenados em canção e oração e encorajou-os, dizendo-lhes que, em breve, estariam com Maria no céu.
Cada vez que os guardas verificam a cela, ele estava lá em pé ou de joelhos no meio a olhar calmamente para aqueles que entravam.
Após duas semanas de desidratação e fome, só Kolbe permaneceu vivo. Os guardas queriam a cela vazia e deram a Kolbe uma injeção letal de ácido carbólico.
Algumas pessoas que estavam presentes na injeção dizem que ele levantou o braço esquerdo e calmamente esperou que o injetassem. Os restos foram cremados no dia 15 de agosto, o dia da festa da Assunção de Maria.
 
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Legado
Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da ação cristã, pelo seu apostolado, é considerado o patrono da imprensa.
É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos.
Em julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe na parte frontal da Abadia de Westminster, em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.
        
 
    

domingo, agosto 09, 2026

A cidade de Nagasaki foi bombardeada há 81 anos...

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Fat Man (em português, "Homem Gordo") é o nome de código da bomba atómica lançada sobre Nagasaki, Japão, pelos Estados Unidos, a 9 de agosto de 1945. Foi a segunda das duas bombas atómicas utilizadas em guerras. O nome refere-se mais genericamente ao primeiro design de bombas norte-americanas baseadas no tipo "Fat Man".
A bomba, de 2,34 metros de comprimento, 1,52 metro de diâmetro e 4.545 kg, foi detonada a uma altitude de cerca de 550 metros sobre a cidade, após ter sido lançada do bombardeiro B-29 Bockscar, pilotado pelo Major Charles Sweeney. A bomba tinha uma potência de 25 kilotons. O curioso é que, tendo uma potência praticamente duas vezes maior que a da bomba conhecida como "Little Boy", lançada em Hiroshima três dias antes, os danos foram menores que os do ataque anterior, pois as condições climáticas de Nagasaki no dia estavam desfavoráveis, fazendo com que a Fat Man não atingisse o alvo com precisão, caindo num vale ao lado da cidade. Como o terreno de Nagasaki é montanhoso, parte da carga energética da explosão foi contida. Ainda assim, cerca de 40.000 pessoas foram mortas e mais de 25.000 ficaram feridas. Milhares morreram nos anos posteriores ao ataque, devido a radiações e doenças causadas pela radiação.
   

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Nagasaki antes e após o ataque
    
Na manhã de 9 de agosto de 1945, a tripulação do avião dos E.U.A. B-29 Superfortress, batizado de Bockscar, pilotado pelo Major Charles W. Sweeney e carregando a bomba nuclear com o nome de código Fat Man, deparou-se com o seu alvo principal, Kokura, obscurecido por nuvens. Após três voos sobre a cidade e com baixo nível de combustível devido a problemas na sua transferência, o bombardeiro dirigiu-se para o alvo secundário, Nagasaki - a maior comunidade cristã do Japão. Cerca das 07.50 horas (fuso horário japonês) soou um alerta de raide aéreo em Nagasaki, mas o sinal de "tudo limpo" (all clear, em inglês) foi dado às 08.30 horas. Quando apenas dois B-29 foram avistados às 10.53 horas, os japoneses aparentemente assumiram que os aviões se encontravam em missão de reconhecimento e nenhum outro alarme foi dado.
Alguns minutos depois, às 11.00 horas, o B-29 de observação, batizado de The Great Artiste ("O Grande Artista"), pilotado pelo Capitão Frederick C. Bock, largou instrumentação amarrada a três pára-quedas. Esta continha também mensagens para o Professor Ryokichi Sagane, um físico nuclear da Universidade de Tóquio que tinha estudado na Universidade da Califórnia com três dos cientistas responsáveis pelo bombardeamento atómico. Estas mensagens, encorajando Sagane a falar ao público acerca do perigo destas armas de destruição maciça, foram encontradas pelas autoridade militares, mas nunca entregues ao académico.
Às 11.02 horas, uma abertura de última hora nas nuvens sobre Nagasaki permitiu ao artilheiro do Bockscar, Capitão Kermit Beahan, ter contacto visual com o alvo. A arma Fat Man, contendo um núcleo de aproximadamente 6,4 kg de plutónio-239, foi largada sobre o vale industrial da cidade. Explodiu a 469 metros sobre o solo, a cerca de meio caminho entre a Mitsubishi Steel and Arms Works (a sul) e a Mitsubishi-Urakami Ordnance Works (a norte), os dois principais alvos na cidade. De acordo com a maior parte das estimativas, cerca de 40 mil dos 240 mil habitantes de Nagasaki foram mortos instantaneamente, e entre 25 mil e 60 mil ficaram feridos. No entanto, crê-se que o número total de habitantes mortos poderá ter atingido os 80 mil, incluindo aqueles que morreram, nos meses posteriores, devido a envenenamento radioativo.
Depois da guerra ficou claro que o design desta bomba era o mais eficiente, então melhoraram-na e então criaram a arma sucessora do Fat Man: o Mark 4.       
 
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