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domingo, fevereiro 22, 2026

Jean-Baptiste Camille Corot morreu há 151 anos...

Auto-retrato com paleta (circa 1830)
     
Jean-Baptiste Camille Corot (Paris, 16 de julho de 1796 - Ville-d'Avray, 22 de fevereiro de 1875) foi um pintor realista francês.
Filho de uma família de comerciantes abastados, Jean-Baptiste Camille Corot, teve uma infância confortável e estável, tendo trabalhado numa loja do pai. Corot fez os seus estudos na cidade de Rouen, onde foi hospedado pela família Sennegon, uns vendedores de tecidos, amigos do seu pai.
Denis Sennegon casou-se com a irmã de Camille Corot, Annette-Octavie.
Corot, fez retratos de vários membros da família Sennegon. Destes, onze são conhecidos e dois estão expostos no Museu do Louvre. Nesses retratos, Corot (que nessa época raramente pintava figuras ou paisagens), teve oportunidade de se sentir à vontade com os modelos. Tais obras estão entre as mais notáveis de suas figuras.
Durante viagem à Itália pintou "O Coliseu" (1825), mostrando a sua formação essencialmente clássica e algumas inovações a nível da luz.
De volta à França, abandonou o academicismo em favor de um estilo paisagístico realista. Construiu então, uma pintura puramente paisagista, rural e citadina e marcada pela mestria na gradação tonal de luzes e sombras e pelo rigor construtivo da composição. As suas obras apresentavam-se expressivas e possuidoras de uma linguagem muito própria, caracterizadas pela serenidade, facto este condicionado pela sua anterior permanência em Itália.
Após várias exposições sem muito sucesso no Salão de Paris, começou a receber a atenção da crítica (1840), devido a quadros como "O Bosque de Fontainebleau" e "O Pastorzinho", e ganhou a cruz da Legião de Honra (1846).
Pintou, também, monumentos de variadas cidades europeias, entre os quais se destacam da Catedral de Chartres (é feita referência a esta conhecida pintura no romance Caminho de Swann de Marcel Proust, em que o jovem narrador descreve a obsessão da sua avó em não dar-lhe nunca fotografias de monumentos, mas fotografias de pinturas de monumentos, como é o caso do quadro de Corot). A evolução da paisagem clássica para a realista deve-se, em parte, ao seu trabalho em Itália.
Tornou-se grande amigo de vários pintores, entre eles Théodore Rousseau e Charles-François Daubigny. Também foi amigo e discípulo de Corot o pintor Henri Nicolas Vinet que se mudou para o Brasil e nesse país permaneceu até ao final da sua existência. Excelente paisagista, deixou trabalhos da melhor qualidade, mostrando o quanto foi proveitoso o seu aprendizagem com o insigne mestre francês.
Com uma carreira artística recheada com as melhores coisas que a vida nos pode dar, Corot morreu, em Paris, em 1875.

Vista de Volterra (Museu do Louvre - Paris)
     
A catedral de Chartres (Museu do Louvre - Paris)
          

sábado, fevereiro 21, 2026

Anais Nin nasceu há cento e vinte e três anos...

      
     
Biografia
Era filha do compositor Joaquín Nin, cubano criado na Espanha, e Rosa Culmell y Vigaraud, de ascendência cubana, francesa e dinamarquesa.
Tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que mostram um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que os seus diários fossem publicados após a morte do seu marido, Hugh Guiler.
Os seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico, foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. De entre as suas obras destaca-se "Delta de Vénus" (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e europeia.
O filme cinematográfico "Henry & June" (1990), dirigido por Philip Kaufman, versou sobre o período em que Anaïs Nin, interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros, conheceu Henry Miller.
   

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Ernest Meissonier nasceu há 211 anos


 Auto-retrato, 1889

 

Jean-Louis Ernest Meissonier (Lyon, 21 de fevereiro de 1815Paris, 21 de janeiro de 1891) foi um escultor e pintor clássico francês, famoso pelas suas representações de Napoleão, dos seus exércitos e de temas militares.  

 

Napoleão III na Batalha de Solferino, 1863 

  

1814 - Campagne de France

 

O Manifesto Futurista foi publicado há 117 anos

  

O Manifesto Futurista foi escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti e publicado no jornal francês Le Figaro, a 20 de fevereiro de 1909. Este manifesto marcou a fundação do futurismo, um dos primeiros movimentos da arte moderna. Consistia num texto com 11 pontos que proclamavam a rutura com o passado e a identificação do homem com a máquina, a velocidade e o dinamismo do novo século.

  1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e do destemor.
  2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.
  3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
  4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
  5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.
  6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificência para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
  7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.
  8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipresente.
  9. Nós queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo - o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.
  10. Nós queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária.
  11. Nós cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas elétricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as oficinas penduradas às nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.

É da Itália, que nós lançamos pelo mundo este nosso manifesto de violência arrebatadora e incendiária, com o qual fundamos hoje o "futurismo", porque queremos libertar este país de sua fétida gangrena de professores, de arqueólogos, de cicerones e de antiquários. Já é tempo de a Itália deixar de ser um mercado de belchiores. Nós queremos libertá-la dos inúmeros museus que a cobrem toda de inúmeros cemitérios.

 

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Douce France...

Charles-François Daubigny morreu há 148 anos...

    
Charles-François Daubigny (Paris, 15 de fevereiro de 1817 - Paris, 19 de fevereiro de 1878) é um dos alunos da Escola de Barbizon e considerado um importante precursor do impressionismo.
Daubigny nasceu numa família de pintores e foi introduzido na arte pelo seu pai, Edmond François Daubgny, e também por um tio, o miniaturista Pierre Daubigny.

Foi fortemente influenciado pelo movimento realista entre 1830 e 1870, na vila de Barbizon (perto da Floresta de Fontainebleau, na França) - a "escola de Barbizon" - tornando a natureza o assunto principal de suas obras.

Os seus melhores quadros foram pintados entre 1864 e 1874, e consistiam em sua maioria de cenários cuidadosamente definidos com árvores, rios e alguns patos. Na França corria a lenda que a quantidade de patos colocados pelo pintor no quadro indicava a qualidade que ele atribuía a obra: um pato, trabalho regular, dois bom, três muito bom. Porém a história parece não ter fundamento, seria apenas uma brincadeira de seus amigos. Isto porque os melhores e mais apreciados quadros do artista, considerados obras primas, que hoje fazem parte do espólio do Museu do Louvre, não têm patos. Encontra-se sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, Paris, em França.
 

Barcos no Litoral em Étaples, 1871
     
Quinta em Kerity, Bretanha
  

Charles Trenet morreu há vinte e cinco anos...

 
Charles Trenet (Narbonne, 18 de maio de 1913Créteil, 20 de fevereiro de 2001) foi um cantor francês.
"Quem veio ao meu show está dispensado de ir ao meu enterro", disse Charles Trenet, pouco antes de morrer, na sua última apresentação na sala Pleyel (Paris, abril de 2000).
Vítima de preconceito, por assumir abertamente a sua homossexualidade, e obrigado a provar que não era judeu, na França ocupada pelos alemães, Trenet produziu uma série de sucessos. Um deles - Douce France - tornou-se um hino da resistência, durante a ocupação nazi.
Cantor, compositor, letrista de cerca de mil canções, artista plástico, poeta e escritor, revolucionou a música francesa nos anos 40 com versos inspirados e estética semelhante aos poemas de Paul Éluard e Jacques Prévert. Por sua vez, influenciou compositores e intérpretes que lhe sucederam, como Charles Aznavour, Jacques Brel e Georges Brassens.
 
 

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Molière morreu há 353 anos...

     
Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière (Paris, 15 de janeiro de 1622 - Paris, 17 de fevereiro de 1673), foi um dramaturgo francês, além de ator e encenador, considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de destaque na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Molière usou as suas obras para criticar os costumes da época. É considerado o fundador indireto da Comédie-Française. Dele, disse Boileau: Dans le sac ridicule où Scapin s'enveloppe je ne reconnais plus l'auteur du Misanthrope - ("No saco ridículo onde se envolve Escapino, não reconheço mais o autor de O Misantropo"). Como encenador, ficou também conhecido pelo seu rigor e meticulosidade.
      
(...)
      
Um dos mais famosos momentos da biografia de Molière é a sua morte, que se tornou numa referência no meio teatral. É dito que morreu no palco, representando o papel principal da sua última peça. De facto, apenas desmaiou aí, tendo morrido horas mais tarde em sua casa, sem receber os sacramentos, já que dois padres se recusaram a dar-lhos na última visita e o terceiro já chegou tarde. Diz-se que estava vestido de amarelo, o que gerou a superstição de que esta cor é fatídica para os atores.
Os comediantes (atores) da época não podiam, por lei, ser sepultados nos cemitérios normais (terreno sagrado), já que o clero considerava tal profissão como a mera "representação do falso". Como Molière persistiu na vida de ator até à morte, estava nessa condição. A sua mulher, Armande, pede, contudo, a Luís XIV que lhe providencie um funeral normal. O máximo que o rei consegue fazer é obter do arcebispo a autorização para que o enterrem no cemitério reservado aos nados-mortos (não batizados). Ainda assim, o enterro foi realizado durante a noite.
Em 1792, os seus restos mortais são levados para o Museu dos Monumentos Franceses e, em 1817, transferidos para o cemitério do Père Lachaise, em Paris, ficando ao lado da sepultura de La Fontaine.
      

Maginot, o criador da famosa linha defensiva francesa, nasceu há 149 anos

        
André Louis René Maginot, né à Paris 9e le et mort à Paris le , est un homme politique français connu notamment pour avoir permis la construction de la ligne Maginot.

Né à Paris, il est l'aîné de quatre enfants. Ses parents sont originaires de Lorraine (Revigny-sur-Ornain dans la Meuse).
Ses études l'amènent au doctorat de droit qu'il reçoit en 1897. Il entre ensuite dans l'administration. Il commence sa carrière politique en tant que conseiller général de Revigny-sur-Ornain et est élu député de Bar-le-Duc en 1910, mandat qu'il conservera jusqu'à sa mort2.
En 1913, il devient sous-secrétaire d'État à la Guerre. Lorsque la Première Guerre mondiale éclate, il s'engage comme soldat (44e régiment territorial) et demande à rejoindre une compagnie sur les Hauts de la Meuse. Il y crée des patrouilles régulières. Son courage et son attitude le font accéder au grade de sergent.
Blessé le 9 novembre 1914, il ne rejoindra plus le front et reçoit la Médaille militaire. Blessé par deux balles à la cuisse gauche, il subira plusieurs opérations du genou et de longs mois de souffrances. Son genou le fera d'ailleurs souffrir jusqu'à la fin de ses jours. En 1917, il devient ministre des Colonies puis est fait chevalier de la Légion d’honneur le 12 mars 1919 pour ses actes au front.
Nommé ministre des Pensions en 1920, il s'attache à rendre la bureaucratie plus humaine dans l'intérêt des anciens combattants. Le 10 novembre 1920, il préside dans la citadelle de Verdun à la désignation du soldat inconnu. En 1922 il est nommé ministre de la Guerre sous le gouvernement de Raymond Poincaré. Il se préoccupe alors de la défense des frontières françaises et fait réaliser des forts. Remplacé en 1924 par Paul Painlevé, il travaille avec lui pour lever des fonds dans le but d'améliorer la défense du pays. Les travaux de la ligne Maginot démarrent en 1928.
Il redevient ministre de la Guerre en 1929 et poursuit les fortifications à l'est de la France. Persuadé que des défenses fixes sont la meilleure solution il redynamise le projet expérimental qui n'a que peu avancé. Son objectif est de pallier la remilitarisation le long du Rhin qui doit être possible dès 1935. Son activisme permet de boucler le financement de la ligne Maginot: 3,3 milliards de francs sur quatre ans qui est voté par 274 voix contre 26. Bien que la ligne défensive appelée ligne Maginot soit principalement due à Paul Painlevé son édification n'aurait pu être possible sans les démarches et la volonté de Maginot.
Il meurt dans la nuit du de fièvre typhoïde et est inhumé à Revigny-sur-Ornain le 10 janvier après célébration d'un deuil national. Les obsèques nationales ont eu lieu aux Invalides, le même jour.
Son nom a été donné à la place Maginot, anciennement place Saint-Jean à Nancy.
Et à Paris, la rue du Sergent-Maginot (16e arrondissement) rappelle son grade obtenu lors de la Grande Guerre.
La Fédération nationale des mutilés, victimes de guerre et anciens combattants se renomme Fédération Nationale André Maginot (FNAM) en 1961.
       
     
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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Gaspard de Coligny, o líder dos huguenotes franceses, nasceu há 507 anos

  
Gaspard de Châtillon, conde de Coligny, barão de Beaupont e Beauvoir, Montjuif, Roissiat, Chevignat e outros lugares, mais conhecido como Gaspard de Coligny (Châtillon-sur-Loing, 16 de fevereiro de 1519 - Paris, 24 de agosto de 1572) foi um almirante francês e líder huguenote.
Foi assassinado em Paris em 1572, durante o massacre da noite de São Bartolomeu, depois de ter sofrido um atentado praticado por Maurevert do qual saiu ferido, depois de uma visita ao Rei Carlos IX. Apesar de gozar de grande estima do rei, foi traído e assassinado, por ordem do Duque de Guise (Henrique de Lorraine). O seu corpo foi defenestrado e depois decapitado. Foi um influente estadista e líder dos calvinistas franceses, os huguenotes.
      
  
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Octave Mirbeau nasceu há 178 anos - e morreu há 109 anos...


Octave Henri Marie Mirbeau (Trévières, Calvados, 16 de fevereiro de 1848 - Paris, 16 de fevereiro de 1917) foi um escritor, crítico de arte, jornalista e entusiasta do anarquismo francês. Autor de diversos romances e peças teatrais, é considerado uma das personalidades mais originais da literatura francesa da chamada "Belle Époque". Tolstoi certa vez definiu-o como "o maior escritor francês contemporâneo e aquele que melhor representava o génio secular da França".

Octave Mirbeau nasceu em Trévières, na Normandia, em 16 de fevereiro de 1848, filho de uma família de posses, sendo o seu pai médico de profissão. Passou a infância em Rémalard, no Perche, vindo a estudar no colégio jesuíta de Vannes. Após os conflitos de 1870 Mirbeau acompanha os martírios aos quais são submetidos os communards pela Terceira República Francesa, e perante o ocorrido, passa a contestar tanto o estado como a elite da qual fazia parte.

A sua estreia como jornalista se dá a serviço dos bonapartistas e o seu debut literário (L'Écuyère, 1882, La Belle Madame Le Vassart, 1884) como "negro", nome que adotaria como pseudónimo logo após as grandes mudanças de 1884-1885. A essa época coloca a sua pena ao serviço de seus próprios valores éticos e estéticos, combinando literatura e política. As suas obras se caracterizam por seu anticlericalismo e seu antimilitarismo. Foi um personagem comprometido com todas as lutas de seu tempo em busca de justiça social.

Crítico de arte e de literatura, conviveu com grandes nomes de sua época: foi defensor de Auguste Rodin, Claude Monet, Camille Pissarro, Paul Cézanne, Félix Vallotton e Pierre Bonnard, "descobriu" Vincent Van Gogh, Camille Claudel, Aristide Maillol, Maurice Maeterlinck, Marguerite Audoux e Maurice Utrillo.

Entusiasta do anarquismo e ardente deyfusista, encarna o protótipo de intelectual comprometido com os assuntos públicos de sua época, assumindo como dever primordial desmistificar as instituições que alienam e oprimem. Nesta tarefa buscou constituir uma estética da revelação que levasse a lucidez, capaz de obrigar os voluntariamente cegos a encararem a realidade das injustiças do mundo. Combateu a sociedade burguesa e a economia capitalista, fazendo frente a formas literárias e estéticas tradicionais que contribuíam para anestesiar consciências, rejeitou o naturalismo, o academicismo e o simbolismo, buscando seu caminho entre o impressionismo e expressionismo

    

(...)  

    

Morte

Com o início da I Guerra Mundial em 1914, Octave Mirbeau converteu-se num pacifista desesperado que, sozinho, denunciava a aberração criminosa da violência das guerras nas quais os pobres morriam para que os ricos pudessem ficar ainda mais ricos. Morreu, após nove anos de doenças constantes, no mesmo dia em que completava 69 anos, em 16 de fevereiro de 1917. Foi sepultado no Cemitério de Passy, Paris na França. 

 

Glória póstuma

Mirbeau nunca foi completamente esquecido tendo as suas obras publicadas, continuamente, em mais de trinta línguas. No entanto, apesar da sua imensa produção literária, o  seu trabalho tem sido injustamente reduzido a apenas três das suas obras, e ela tem sido considerada política e literalmente incorreta, atravessado um amplo período de incompreensão por parte dos autores de manuais e estudiosos da história da literatura.

Mais recentemente Mirbeau tem sido redescoberto e lido sob uma nova perspetiva. Uma nova apreciação da sua obra bem como do seu importante papel de envolvimento e desenvolvimento do cenário político, literário e artístico da Belle Époque.

domingo, fevereiro 15, 2026

Charles-François Daubigny nasceu há 209 anos

       
Charles-François Daubigny (Paris, 15 de fevereiro de 1817Paris19 de fevereiro de 1878) é um dos alunos da Escola de Barbizon e considerado um importante precursor do impressionismo.
     
Quinta em Kerity, Bretanha
    

Moisson (1851) Paris, Museu de Orsay
    

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Música adequada à data...

 

Reconvexo - Maria Bethânia

 

Sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia

Sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não

Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha, mais nova espada e seu corte

Sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo

Sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia

Sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não

Eu sou o preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha, mais nova espada e seu corte

Sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo

Henri Salvador morreu há dezoito anos...

 

Henri Gabriel Salvador (Caiena, 18 de julho de 1917 - Paris, 13 de fevereiro de 2008) foi um cantor, compositor e guitarrista francês de jazz. Viveu algum tempo no Hotel Copacabana Palace, na praia de Copacabana na cidade do Rio de Janeiro, onde fez muito sucesso no Cassino da Urca. Henri Salvador é considerado por muitos como um precursor da Bossa Nova.
   
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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

O cineasta galo-helénico Costa-Gavras nasceu há 93 anos

    
Konstantinos Gavras, mais conhecido como Costa-Gavras (Lutrá Iréas, Arcádia, 12 de fevereiro de 1933), é um cineasta grego, naturalizado francês, que se notabilizou por seus filmes de denúncia política e, mais recentemente, de ficção social. 

     

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Roger Vadim morreu há 26 anos...

  
Roger Vadim, nome artístico de Roger Vladimir Plemiannikov (Paris, 26 de janeiro de 1928 - Paris, 11 de fevereiro de 2000) foi um cineasta, produtor e roteirista cinematográfico francês.
O seu primeiro filme de expressão, E Deus Criou a Mulher (1956), causou grande repercussão internacional devido ao modo como tratou a sexualidade, o que ajudou a mudar a cara da indústria cinematográfica. Entre outros filmes da sua autoria estão Ao Cair da Noite (1958) e Barbarella (1968).
Além de ser conhecido pelo seu trabalho no cinema, também tornou-se famoso por ter sido marido das belas atrizes como Brigitte Bardot, Catherine Deneuve (com quem tem um filho: Christian Vadim) e Jane Fonda (com quem teve uma filha, Vanessa Vadim), casamentos sobre os quais escreveu um livro autobiográfico. Roger foi ainda casado com Annette Vadim, com quem teve uma filha, Nathalie Vadim.
        
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domingo, fevereiro 08, 2026

Júlio Verne nasceu há 198 anos...

    
Júlio Verne, em francês Jules Verne (Nantes, 8 de fevereiro de 1828 - Amiens, 24 de março de 1905), foi um escritor francês.
Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado, e Sophie Allote de la Fuÿe, esta de uma família burguesa de Nantes. É considerado por críticos literários o precursor do género da ficção científica, tendo feito predições nos seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.
Até hoje Júlio Verne é um dos escritores cuja obra foi mais traduzida, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.
Júlio Verne passou a infância, com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul. Júlio estudou em Nantes onde tirou o curso de direito. Mais tarde, o seu pai, com a esperança de que o filho seguisse a sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns librettos de operetas e pequenas histórias de viagens. O seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, o que teve como propósito de lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva, com duas filhas, chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e de quem teve, em 1861, um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.
    
A carreira literária de Júlio Verne começou a destacar-se quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.
Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas de balão. Essa história continha detalhes de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores se perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado num balão ou viajado em África. Toda a informação sobre a história veio da sua imaginação e capacidade de pesquisa.
Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado na navegação aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne no seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente tirou algumas de suas ideias.
O sucesso de Cinco semanas de balão rendeu-lhe fama e dinheiro. A sua produção literária seguia a ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novos livros de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram: Viagem ao Centro da Terra (Voyage au centre de la Terre), de 1864, Vinte Mil Léguas Submarinas (Vingt mille lieues sous les mers) de 1870 e A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Le tour du monde en quatre-vingts jours), de 1873.
Um dos seus livros foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado pelo bisneto de Verne. Livro de conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou a Verne que não o publicasse na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu o seu conselho e guardou o manuscrito num cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.
O seu último livro publicado foi O senhor do mundo, no ano de 1904.
Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.
 
Michel, o seu filho, era considerado um rapaz rebelde e não seguia as orientações do pai. Júlio Verne mandou o seu filho, aos 16 anos, numa viagem de instrução num navio, durante 18 meses, com a esperança de que a disciplina a bordo e a vida no mar corrigissem o seu carácter rebelde, mas de nada adiantou. Michel não se corrigiu e acabou por se casar com uma atriz, contra a vontade do pai, tendo com ela dois filhos.
Em 9 de março de 1886, o seu sobrinho Gaston deu-lhe dois tiros, quando este chegava a casa, na cidade de Amiens. Um dos tiros atingiu-o no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Não se sabe bem por que motivo o seu sobrinho terá cometido o atentado, mas foi considerado louco e internado num manicómio até ao final da vida. Este episódio serviu para aproximar pai e filho, pois Michel, vendo-se em vias de perder o pai, passou a encarar a vida com mais seriedade.
Neste mesmo ano, morria o editor Pierre Hetzel, grande amigo de Júlio Verne, facto que o deixou muito abalado.
Nos últimos anos, Verne escreveu muitos livros sobre o uso incorreto da tecnologia e os seus impactos ambientais, a sua principal preocupação naquela época. Continuou a sua obra até à sua morte, a 24 de março de 1905. O seu filho Michel editou os seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo alguns capítulos que faltavam aquando da morte do pai.
Encontra-se sepultado no cemitério de La Madeleine, em Amiens, na Picardia, em França.
 
         

Guy-Manuel de Homem-Christo, o músico francês de ascendência portuguesa, faz hoje 52 anos

 

Guy-Manuel de Homem-Christo, de son nom complet Guillaume Emmanuel Paul de Homem-Christo, et de son surnom Guy-Man né le 8 février 1974 à Neuilly-sur-Seine, est un musicien français, qui a fondé, avec Thomas Bangalter, le duo de musique électronique Daft Punk en 1993.
   
Jeunesse
Guy-Manuel de Homem-Christo, d'origine portugaise (il est l'arrière-petit-fils de l'écrivain Francisco Manuel Homem Cristo Filho), est né à Neuilly-Sur-Seine, il déclare dans une interview avoir reçu une guitare en jouet et un clavier aux alentours de l'âge de 7 ans. On lui offre finalement une guitare électrique à 14 ans.
Il rencontre Thomas Bangalter au lycée Carnot à Paris en 1986 (le 6 juin) : c'est là qu'ils découvrent leur fascination commune pour les films et les musiques des années 1960 et 1970. Les deux amis se tournent vers le rock indépendant dans un premier temps, puis leur aventure londonienne (la compil est parue sur le label Duophonic du groupe de pop alternative Stereolab) et leur découverte de la house et des rave party les entraînent vers la musique électronique.
   
Carrière musicale
Le duo tourne dans de nombreuses raves, et fait la première partie à Londres des Chemical Brothers avant de remixer certains de leurs titres. En 1996, Daft Punk signe chez Virgin, et l'année suivante sort Homework, son premier album.
En 1997, il a créé son propre label, Crydamoure, sur lequel il produit de nombreux artistes de house, mais aussi lui-même sous le nom de Le Knight Club, duo fondé avec Éric Chedeville. En 2008, il s'associe avec le chanteur et musicien Sebastien Tellier et produit l'album Sexuality. En 2010, il produit l'EP Nightcall de Kavinsky sur le même label que Sexuality : Record Makers.
En 2012, il compose la musique du titre My Poseidon pour Sébastien Tellier à l'occasion de son nouvel album My God Is Blue.
Sa fortune est évaluée à plus de 46 millions d'euros.
Outre les boîtes à rythmes et les claviers, il pratiquait de la guitare, de la basse et de la batterie à ses débuts.  
Le , le duo Daft Punk qu'il forme avec Thomas Bangalter se sépare. Le magazine Society, révèle une «panne» qui aurait pour cause la dépression de Guy-Manuel de Homem-Christo, alors récemment divorcé.  
En 2023, Guy-Manuel de Homem-Christo est crédité en tant que compositeur et producteur de la chanson Modern Jam sur l'album Utopia du rappeur Travis Scott.