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sábado, agosto 08, 2026

Joseph-Nicolas Robert-Fleury nasceu há 229 anos

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Joseph-Nicolas Robert-Fleury, né le 8 août 1797 à Cologne et mort le 5 mai 1890, dans le 6e arrondissement de Paris, est un peintre français.
Il est le père du peintre Tony Robert-Fleury.
 

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Scène de la saint-Barthélemy, assassinat de Briou, 1833, Musée du Louvre

 
Galilée devant le Saint-Office au Vatican, 1847, Musée du Louvre

quarta-feira, agosto 05, 2026

O Abbé Pierre nasceu há 114 anos...

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Henri Antoine Groués, mais conhecido como Abbé Pierre (Lyon, 5 de agosto de 1912 - Paris, 22 de janeiro de 2007) foi um sacerdote católico francês. Morreu com 94 anos.
Revoltado ao constatar que num país rico como a França morriam, devido ao frio, pessoas que dormiam na rua, o Abbé Pierre, que se iniciou na ordem franciscana e passou pela dos capuchinhos, falou em 1954 aos microfones da Rádio Luxemburgo (RTL), para lançar alertas no sentido de recolher apoio para salvar os mais pobres de uma morte certa.
O seu trabalho de assistência iniciou-se durante a Segunda Guerra Mundial, tendo-se dedicado a salvar pessoas perseguidas pelos nazis. Organizou mesmo um grupo de resistência armada no seio da Resistência Francesa, tendo sido preso, mas conseguiu fugir escondido num saco do correio, num avião para a Argélia que fez escala na Suíça. Recebeu numerosas honrarias, distinções e condecorações militares pelo combate em prol da França.
Com a paz, voltou a Paris e foi eleito deputado na Assembleia Nacional Francesa, que abandonou, em 1951, como forma de protesto contra uma lei eleitoral que ele julgava injusta. A partir daí dedicou-se inteiramente ao Movimento Emaús, que está hoje presente em mais de quarenta países de todo o mundo.
     

sábado, agosto 01, 2026

Lamarck nasceu há 282 anos

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Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (Bazentin, 1 de agosto de 1744 - Paris, 28 de dezembro de 1829) foi um naturalista francês que desenvolveu a teoria dos caracteres adquiridos, uma teoria da evolução agora desacreditada. Lamarck personificou as ideias pré-darwinistas sobre a evolução. Foi ele que, de facto, introduziu o termo biologia.
Originário da baixa nobreza (daí o título de 'chevalier'), Lamarck pertenceu ao exército, interessou-se por história natural e escreveu uma obra de vários volumes sobre a flora da França. Isto chamou a atenção do conde de Buffon, que o indicou para o Museu de História Natural de Paris. Depois de ter trabalhado durante vários anos com plantas, Lamarck foi nomeado curador dos invertebrados (mais um termo introduzido por ele), e começou uma série de conferências públicas. Antes de 1800, ele era um essencialista que acreditava que as espécies eram imutáveis. Mas graças ao seu trabalho sobre os moluscos da Bacia de Paris, ficou convencido da transmutação das espécies ao longo do tempo, e desenvolveu a sua teoria da evolução (apresentada ao público em 1809 na sua Philosophie Zoologique).
    

   
   

segunda-feira, julho 27, 2026

A Batalha de Bouvines foi há 812 anos

Filipe Augusto venceu o Imperador da Alemanha Oto IV e o rei da Inglaterra João Sem Terra, na Batalha de Bouvines
   
A Batalha de Bouvines, a 27 de julho de 1214, foi o primeiro grande conflito internacional de alianças entre forças nacionais na Europa.
O conde de Flandes recusava os vínculos de vassalagem que o uniam a Filipe Augusto de França. Para rompê-los aliou-se com o conde Renaud, de Borgonha, assim como com o rei da Inglaterra, João sem Terra, e com Oto IV de Brunswick, imperador germânico.
Segundo Jean Favier, Bouvines é "uma das batalhas decisivas e simbólicas da história de França". Para Philippe Contamine, "a batalha de Bouvines teve, ao mesmo tempo, importantes consequências e uma grande repercussão". Oto perdeu a sua coroa e o Sacro Império Romano Germânico desintegrou-se.
   

Gertrude Stein morreu há oitenta anos...

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Gertrude Stein (Pittsburgh, Estados Unidos, 3 de fevereiro de 1874 - Neuilly-sur-Seine, 27 de julho de 1946) foi uma escritora e poetisa norte-americana. 

      

(...) 

    

Tinha um apreciável círculo de amigos, como Pablo Picasso, Matisse, Georges Braque, Derain, Juan Gris, Apollinaire, Francis Picabia, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce.

Mrs. Stein era realmente genial e escreveu "Autobiografia de Alice B. Toklas", livro fundamental da vanguarda dos anos 10, 20 e 30. Com estilo muito próprio, a narrativa conta como jovens artistas e escritores vindos das mais diversas partes do mundo se encontram em Paris e detonam novos caminhos para a arte. Picasso vinha da Espanha, Joyce da Irlanda, ela própria vinha dos Estados Unidos da América, Nijinski era russo, havia vários franceses, como Cocteau, Apollinaire, e Matisse. É bom lembrar que, apesar do nome, o livro foi escrito por Miss Stein, tendo como porta-voz Alice B. Toklas, a sua companheira durante vinte e cinco anos.
     
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/d/d6/GertrudeStein.JPG
Pablo Picasso, Portrait of Gertrude Stein, 1906
  

in Wikipédia

 

The house was just twinkling in the moon light

 

The house was just twinkling in the moon light,   
And inside it twinkling with delight,
Is my baby bright.
Twinkling with delight in the house twinkling   
with the moonlight,
Bless my baby bless my baby bright,
Bless my baby twinkling with delight,
In the house twinkling in the moon light,
Her hubby dear loves to cheer when he thinks
and he always thinks when he knows and he always   
knows that his blessed baby wifey is all here and he
is all hers, and sticks to her like burrs, blessed baby

 

Gertrude Stein

sexta-feira, julho 24, 2026

Alexandre Dumas (Pai) nasceu há 224 anos

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Alexandre Dumas conhecido como Alexandre Dumas, Pai (Villers-Cotterêts, 24 de julho de 1802 - Puys, 5 de dezembro de 1870) foi um romancista francês. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto do marquês Alexandre Antoine Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo...) negra, Marie-Césette Dumas. O seu pai foi Thomas Alexandre Davy de la Pailleterie, mais conhecido como General Dumas, grande figura militar de sua época.

Enquanto trabalhava em París, Dumas começou a escrever artigos para revistas e também peças para teatro. Em 1829 foi produzida a sua primeira peça, Henrique III e a sua Corte, alcançando sucesso junto do público. No ano seguinte, sua segunda peça, Christine, também obteve popularidade e, portanto, tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor a tempo integral. Entretanto, em 1830, participou da revolução que depôs o rei Carlos X de França e substituiu-o no trono pelo ex-patrão de Dumas, o Duque de Orléans, que governaria com o nome de Luís Filipe de França, alcunhado de Rei Cidadão.
Até meados da década de 1830, a vida na França permaneceu agitada, com tumultos esporádicos em busca de mudanças promovidos por republicanos frustrados e trabalhadores urbanos empobrecidos. À medida que a vida retornava lentamente à normalidade, o país começou a industrializar-se e, com uma economia em crescimento, combinada com o fim da censura à imprensa, a vida recompensou as habilidades de escritor de Alexandre Dumas.
Após escrever mais algumas peças de sucesso, passou a dedicar-se aos romances. Apesar de ter um estilo de vida extravagante e sempre gastar mais do que ganhava, Dumas provou ser um divulgador astuto. Com a alta demanda dos jornais por romances em série, em 1838 simplesmente reescreveu uma de suas peças para criar a sua primeira série em romance. Intitulada "O Capitão Paulo" (em francês Le Capitaine Paul) levou-o a criar um estúdio de produção que lançou centenas de histórias, todas sujeitas à sua apreciação pessoal.
Em 1840, casou-se com uma atriz, Ida Ferrier, mas continuou a manter relações com outras mulheres, sendo pai de, pelo menos, três filhos fora do casamento. Um desses filhos, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais. Por causa do mesmo nome e da mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas pai (Alexandre Dumas, pére) e o outro Alexandre Dumas, filho (em francês, Alexandre Dumas, fils).
Alexandre Dumas, pai, escreveu romances e crónicas históricas com muita aventura que estimulavam a imaginação do público francês e de outros países nos idiomas para os quais foram traduzidos.
O seu trabalho como escritor rendeu-lhe muito dinheiro, porém Dumas vivia endividado por causa das mulheres e do seu estilo de vida. O grande e dispendioso château que construiu estava constantemente cheio de pessoas estranhas que se aproveitavam da sua generosidade. Com a deposição do rei Luís Filipe após uma revolta, não foi visto com bons olhos pelo presidente recém-eleito, Napoleão III, e, em 1851, Dumas teve que ir para Bruxelas para fugir aos seus credores. Dali viajou à Rússia, onde o francês era a segunda língua falada e as suas novelas também eram muito populares.
Dumas passou dois anos na Rússia antes de se mudar em busca de aventuras e inspiração para mais histórias. Em março de 1861, o reino da Itália foi proclamado, com Vítor Emanuel II como rei. Nos três anos seguintes, Alexandre Dumas envolver-se-ia na luta pela unificação de Itália, retornando a Paris em 1864.
Apesar do sucesso e das ligações aristocráticas de Alexandre Dumas, a sua vida sempre foi marcada por ser mulato. Em 1843, escreveu uma curta novela intitulada Georges, que chamava atenção para alguns aspetos raciais e para os efeitos do colonialismo.

Reconhecimento póstumo
Sepultado no local onde nasceu, o corpo de Alexandre Dumas ficou no cemitério de Villers-Cotterêts até 30 de novembro de 2002. Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, o seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, o seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, foi transportado em procissão solene até ao Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.
No seu discurso, o presidente Chirac disse: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos - contigo, nós sonhámos." Numa entrevista após a cerimónia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire.
A honraria reconheceu que, apesar de a França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto Alexandre Dumas. As suas histórias foram traduzidas em quase 100 idiomas, e inspiraram mais de 200 filmes.
  
D'Artagnan e os Mosqueteiros
      

terça-feira, julho 21, 2026

Charlotte Gainsbourg - 55 anos

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Charlotte Gainsbourg (Londres, 21 de julho de 1971) é uma atriz e cantora francesa.
É filha do poeta e cantor francês Serge Gainsbourg e da atriz Jane Birkin. Crescendo numa família ligada ao teatro e à música, fez o seu primeiro filme em 1984, Paroles et musique. Em 1986 ganhou o César de atriz mais promissora, pela sua participação no filme L'éffrontée e, em 2000, voltou a ganhá-lo, desta vez de melhor atriz coadjuvante no filme La Bûche.
Em 2009, ela recebeu o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por seu trabalho em Antichrist.
Para além da sua carreira como atriz, gravou dois álbuns e cantou a canção-título de um dos seus filmes, e é a modelo principal de Gérard Darel.
Atualmente vive e trabalha em França, onde é casada com o ator e realizador Yvan Attal, pai dos seus dois filhos.
  

domingo, julho 19, 2026

Edgar Degas nasceu há 192 anos...

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Autorretrato de Edgar Degas (1863), Museu Calouste Gulbenkian

Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 - Paris, 27 de setembro, 1917) foi um gravurista, pintor e escultor francês. É conhecido sobretudo pela sua visão particular no mundo do ballet, sabendo captar os mais belos e subtis cenários. É ainda reconhecido pelos seus célebres pastéis e como um dos fundadores do impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu de Orsay, na cidade de Paris, onde o artista nasceu e faleceu. Se o quisermos classificar na história da arte, a maioria das obras consagradas de Degas ligam-se ao movimento impressionista, formado em França nos fins do século XIX, em reação à pintura académica da época. Com ele estavam Claude Monet, Paul Cézanne, August Renoir, Alfred Sisley, Mary Cassatt, Berthe Morisot e Camille Pissarro, que, cansados de serem recusados nas exposições oficiais, se associaram e criaram a sua própria escola para poderem apresentar as sua obras ao público.
A origem e a formação de Edgar Degas jamais sugeriam que ele viesse a ser um revolucionário, que de uma forma tão morta satirizou e reformulou as perceções visuais das pessoas do seu tempo. Nasceu no seio de uma família da alta-burguesia. O seu pai, René Auguste de Gas, geria uma sucursal de um banco napolitano que pertencia à família.
Com onze anos os pais puseram-no num bom colégio, da típica alta sociedade, mas, só quando se inscreveu no Lycée Louis Le Grand, começou a perseguir um sonho chamado «Arte». Com dezoito anos, numa sala da mansão dos seus pais, formou um atelier onde concebeu alguns dos melhores trabalhos do início da sua carreira. Não pintava muito na escola, pois tinha bem assente a sua posição social, e os pais relembravam-lhe constantemente que era um aristocrata. Cansado, saiu do liceu aos vinte anos de idade, com outros planos em mente.
Com Louis Lamothe estudou desenho. Foi esse artista quem lhe serviu de conselheiro durante os primeiros anos da sua carreira e que lhe fez florescer o gosto iminente por Dominique Ingres. Nos anos próximos, Degas foi admitido na École des Beaux-Arts, em Paris.
Entusiasmado, empreendeu uma viagem à Itália onde teve contacto com as obras de Rafael Sanzio, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Andrea Mantegna - tanto que chegou mesmo a fazer um quadro cujo título era «A crucifixação de Mantegna» - entre outros artistas da Renascença.
Durante esta viagem concebeu um dos seus melhores trabalhos: Retrato da família Bellelli, quadro cuja preparação lhe roubou mais de dois meses, tendo esboços de todos os membros da família aristocrata italiana. Com esta pintura Degas descreveu extraordinariamente o carácter psicológico da baronesa, que contrasta visível e implacavelmente com o do barão. A baronesa confina-se a olhar enaltecidamente para uma janela que somente se sabe que ali está devido ao espelho, em pose burguesa. O barão, mais velho que a esposa, mira encarecidamente a sobrinha sentada. A par deste quadro, não se cansou de retratar os membros da sua família, incluindo o seu avô, Hilaire Germain de Gas, o patriarca da família De Gas.
Retornado a Paris, com a soberba imponência de quem travou conhecimento com o grande Gustave Moreau, visitou várias vezes o Louvre onde estudou concisamente a obra de Delacroix e de Dominique Ingres. Este último era, por assim dizer, «idolatrado» por Degas. Com tudo isto conheceu um homem que se viria a revelar um grande amigo e que o marcaria até ao final dos seus dias: Edouard Manet. Pintor francês, nascido em 1834 e falecido em 1917, ligado à geração do Impressionismo, mas que dificilmente pode ser considerado um verdadeiro impressionista. Assimilou a lição das obras dos velhos mestres, nas viagens por Itália, e conservou a admiração por Ingres, no traço e no estilo linear. Degas apreciava tudo o que era fora do comum. Chocava por uma paleta discordante, nos dizeres do público da época, em que era capaz de colocar lado a lado um violeta intenso e um verde ácido. A escolha dos temas era frequentemente pouco convencional. Influenciado pela estética naturalista, retratou a vida parisiense, nos seus vícios, como em O Absinto (1876-77), e costumes. A frequência da vida noturna de Paris, e principalmente da Ópera, levou-o a multiplicar os ângulos de visão e os enquadramentos insólitos, que mais tarde o cinema e a fotografia iriam banalizar. Em A Bailarina (1876), Degas exprime a beleza fugidia da dança, e neste aspeto pode considerar-se que está a ser "impressionista". Embora a bailarina se encontre completamente à direita, a composição é assimetricamente equilibrada pela mancha escura do que será o chefe do corpo de baile. Tradicionalmente, a arte ocidental respeita a unidade de composição. As formas surgem ligadas a outras formas, criando um movimento ou um conjunto de linhas no espaço. A arte oriental, pelo contrário, baseia essa relação no acentuar de certos grafismos ou cores e levando em linha de conta o espaço "entre", o vazio. Degas não deixou de tomar conhecimento da exposição de gravuras japonesas realizada em Paris em 1860, assimilando o delicado traço das composições. Os objetos deixam de ser olhados como objetos em si, a retratar fielmente, mas são representados pelas qualidades pictóricas que podem emprestar ao conjunto do quadro. Nas numerosas versões de Depois do Banho, é desenvolvido o tema de mulheres fazendo a toilette. O pintor experimenta vários processos técnicos: a aguarela, o pastel, a água-forte, a litografia, o monotipo. Nos últimos anos, devido às dificuldades de visão, trabalhou quase exclusivamente com cera, pastel e barro. A sua paleta ganhou mais força e luminosidade, enquanto as formas se simplificaram.
Começara, de vez, o impressionante percurso artístico de Edgar Degas.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/72/Edgar_Germain_Hilaire_Degas_040.jpg
Cavalo de Corridas diante das tribunas, 1879, Museu d'Orsay, Paris
 
Percurso artístico
Depois da sua longa visita a Itália, onde não se absteve de estudar e até mesmo copiar as obras dos mais distintos pintores do Renascimento italiano, Degas regressou a Paris. Entusiasmado pela arte renascentista e barroca, passou a ir frequentemente ao Museu do Louvre, onde estudou as obras de pintores, seus precedentes, de toda a Europa, sem exceptuar Nicolas Poussin, Dominique Ingres, Leonardo da Vinci, Hans Memling, Ticiano, Anthony van Dyck, Joshua Reynolds, Hubert Robert, John Constable e outros mestres.
As pinturas deste período, cópias das obras dos precedentes pintores ou inspiradas nas obras dos mesmos, começaram a encarar o sucesso e foram até aceitas no Salon. Degas era reconhecido como um convencional e eclético pintor parisiense do Salon.
Mas, em 1870, a vida de Degas mudou algo, aquando da Guerra Franco-Prussiana. Na guerra, entre duas das maiores potências europeias - embora em declínio - que Degas serviu, na Guarda Nacional, na artilharia, agindo na defesa de Paris. Estava ali junto de Henri Rouart. Os dois ficaram instalados na casa de uns amigos da família De Gas (ou, abreviadamente, Degas), de nome Valpiçon. Foi aqui, em Ménil-Hubert, na Normandia, que Degas trabalhou em Retrato da jovem Hortense Valpiçon. O quadro revela uma assimetria semelhante a A dama dos crisântemos, que, por sua vez, retrata a mãe de Hortense, a famosa Madame Valpiçon. Esta temporada marcou o interesse maior do aristocrata pela pintura histórica.
Depois da Guerra - e para descansar - Degas retirou-se para Nova Orleans, via Londres, com o seu irmão René (que tinha o mesmo nome que o pai), onde o tio estava imigrado e mantinha um negócio de algodão. Ali concebeu um vasto número de trabalhos antes de retornar a Paris, entre A Bolsa de algodão de Nova Orleans, O pedicuro (que tem-se como mais um dos incansáveis estudos da vida quotidiana proferidos por Degas) e Negociantes do algodão em Nova Orleans. Regressou à sua cidade natal no ano de 1873, depois de permanecer cerca de cinco meses nos Estados Unidos.
Depois de tantos anos dedicado à pintura Degas quis, a par dessa atividade, experimentar uma nova ocupação. Vendo-se em favorável posição social, Degas teve acesso às mais contemporâneas tecnologias e modas. Recentemente inventada, a Fotografia também atraiu o francês. Mas por pouco tempo. De opinião conservadora, digna de um verdadeiro aristocrata, reinventou-se como colecionador de arte e comprou vários trabalhos de Paul Gauguin, Van Gogh e Paul Cézanne, o que demonstra a aptidão que tinha para a escolha de tons vivos e fortes e a «força» que estes exercem sobre si. Criou então uma coleção, hoje, de imenso valor comercial.
Como já foi dito explicitamente, Degas gozou de uma grande estabilidade monetária. Todavia somente gozou de tanta estabilidade até 1874, aquando da morte do seu pai. Tendo herdado algumas dívidas, Degas viu-se na obrigação de vender a sua coleção de arte. Mesmo assim não deixou de parte os seus luxos, incluindo os criados, os quais retratava frequentemente. A sua governanta era Zoé Cloisier.
Em 1874, após a morte do pai, Degas precisava de ajuda para a concretização de uma exposição onde pudesse exibir as suas pinturas. A exposição, a princípio um acontecimento simples, que não deveria chamar muita atenção, acabou por se transformar na Primeira Exposição Impressionista, onde Degas se apresentou com trabalhos como Nas corridas e Cavalos de corridas. Ambas as obras estão hoje em exibição em museus: a primeira no Museum of Fine Arts, em Boston, e a segunda no Museu de Orsay, em Paris. Degas e os demais impressionistas protagonizaram mais sete exposições, a última em 1886. Degas participou em todas, sem exceção. Na maioria das exposições, Degas foi ali inserido sob alçada de Manet, o seu «amigo rival».
Depois destas exposições o mundo havia, de certo, mudado. As pessoas renovaram a sua visão da arte e foram se acostumando àquelas pinturas que a «boa-sociedade» tinha como imprudentes, escandalosas (as de Edouard Manet) e até mesmo imorais, objetos incitadores de revoluções. E de facto, os impressionistas foram mesmo revolucionários: revolucionaram a maneira muito conservadora de ver a arte, mudaram a visão naturalista que as pessoas tinham do Mundo que as rodeava, deram o primeiro passo para a Arte Moderna
Apesar de Degas, ao longo da sua vida, ter sido conservador tanto nas opiniões quanto na própria forma de vida, as transformações que sofreu, tal como com a maioria dos outros impressionistas, viriam, de facto, a transformar-se na «alavanca» do Modernismo.
 
Estilo artístico
Degas é considerado vulgarmente como um dos impressionistas, todavia, tal afirmação revela-se um erro, visto que o autor nunca adotou o leque de cores típico dos impressionistas, proposto por Monet e Boudin, e para além disso desaprovou vários trabalhos seus. Pelo contrário, Degas misturava o estilo impressionista - inspirado em Manet - com inspirações conservadoras, com bases assentes na renascença italiana e no realismo francês. Mas à semelhança de muitos modernistas - desta época ou de outras, veja-se Matisse, que viveu posteriormente -, inspirou-se muito nas odaliscas de Dominique Ingres.
Na primeira exibição impressionista, Degas constava na lista dos que ali tinham obras expostas. As suas obras reuniam uma gama de influências vastas e sem semelhança, onde sobressaem as gravuras japonesas e os torneados humanos de Dominique Ingres. Como é de notar os quadros de Degas não surpreenderam tanto como os de Monet, por exemplo. O público não se espantava tanto com as suas pinturas; eram tão mais delicadas, sem a agressividade que viram nos outros trabalhos, fazia-lhes até lembrar a pintura histórica, os grandes mestres italianos e o encanto dos franceses do setecento.
Degas ficou conhecido por muito pintar bailarinas, principalmente, cavalos, retratos de família - dos quais o mais conhecido é Retrato da Família Bellelli - ou individuais (por exemplo, o Retrato de Edmond Duranty), cenas do quotidiano parisiense e cenas domésticas, como o banho (como A banheira), paisagens e pela burguesia de Nova Orleans. Todavia, durante algum tempo Degas aplicou-se a pintar as tensões maritais, entre homem e mulher (recorde-se O estupro e O amuo).
Na década de 60, Degas adquire finalmente o estilo que o tornaria famoso e diferente dos seus colegas: a pintura histórica. Apesar desse particular não deixou de continuar a pintar as cenas de ópera e concertos, mulheres e finalmente, as bailarinas. Sim, as famosas bailarinas que o tornaram um pintor de renome. Desta série que perdurou ao longo do final do seu glorioso percurso artístico, as mais famosas pinturas são, sem dúvida, A primeira bailarina e A aula de dança. Nestes trabalhos o francês aplicou-se vivamente nos tons vibrantes, que vigoraram vulgarmente ao longo da sua vida. Porém, durante este período os seus trabalhos tornaram-se muito expressivos, alarmantes, assustadores. Veja-se o caso do primeiro. A bailarina parece que voa e o ambiente em torno dela é inspirador e implacável. Um quadro vivo, uma obra-prima inquestionável.
É impossível esquecer Músicos da Ópera, uma verdadeira cena saída de um conto literário. Um particular interessante na pintura de Degas é o facto de conceder a cada personagem dos seus trabalhos uma atmosfera brilhante e eclética que faz com estas pareçam reais, móveis, tocáveis, inexplicáveis. Degas era, incontestavelmente, um mestre da pintura. Músicos da Ópera não foge à regra.
Até aqui era frequente utilizar pastel, todavia, durante a década de 70 era mais frequente a pintura a óleo, nos seus trabalhos.
Devido à sua brilhante técnica, hoje, as pinturas de Edgar Degas são das mais procuradas pelos compradores de todo o Mundo. Em 2004 um trabalho de Degas de nome As corridas no Bosque de Bolonha foi vendido na Sotheby's pela quantia espantosa de cerca de 10 milhões de Euros, ao lado de O tomateiro, de Pablo Picasso e de alguns outros trabalhos do seu eterno «amigo-rival» Edouard Manet.
     

A pequena bailarina de catorze anos, escultura forjada em bronze a partir da imagem em cera exibida na Mostra Impressionista de 1881
        
A pequena bailarina
E depois de A pequena bailarina de catorze anos, Degas marca o início da sua independência do grupo dos impressionistas. Deixa-os para trás. Aquilo para ele era somente uma brincadeira, com a qual se tornou reconhecido na Europa.
Ao exibir esta escultura deixou os seus colegas chocados, como toda a «boa sociedade» da época. A bailarina representada era um dançarina da Ópera que Degas conheceu. A sua família era miserável, tendo mesmo uma irmã prostituta. Estudou balett até aos dezasseis anos, já depois de Degas a ter esculpido, até que teve que se prostituir para conseguir viver.
Escandalizado, Degas fez com que a bailarina muito jovem se deixasse desenhar. Começou com simples esboço, depois as telas e depois, uma escultura revolucionária que viria a mudar o mundo. Degas fê-la com o propósito de deixar bem marcados na cera (material com que esculpiu a bailarina) os seus sentimentos face àquela miséria fútil, na qual viviam milhares de parisienses. A sua face mostra o árduo trabalho com o qual conviveu.
Ao exibi-la, chocados, todos perguntavam o porquê de estar ali exposta aquela escultura. Aquilo comovia a sociedade, remexia-lhes o peito, fazia-os tristes, não queriam olhar. Por outro lado, esta escultura foi o primeiro trabalho nesta área da arte que incluiu uma roupa real, desta feita uma saia.
A partir daí, o Mundo começou a refletir sobre aquele aristocrata que se atreveu a provocar a sociedade e Degas foi, de algum modo, rejeitado e até mesmo humilhado. Mas ninguém se pôde esquecer que ele mudara a visão conservadora e eclética do mundo, e não se esqueceu de publicitar e de tornar públicos os problemas deste. Anos mais tarde, a famosa escultura tornou-se um ícone desta forma de Arte.
Impossível é deixar de referir que Edgar Degas foi um dos maiores revolucionários da arte do século XIX e de todos os tempos. 
   
Exportadores de algodão - 1873
     

sexta-feira, julho 17, 2026

Paul Delaroche nasceu há 229 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ee/Delaroche_autoportrait_fusain_1838.jpg
     
Hippolyte Delaroche (Paris, 17 de julho de 1797 - Paris, 4 de novembro de 1856), mais conhecido como Paul Delaroche, foi um pintor francês.
Uma das suas obras mais conhecidas é Bonaparte cruzando os Alpes.
Foi um pintor francês que alcançou grande sucesso pintando cenas históricas. Ele se tornou famoso na Europa por suas representações melodramáticas que frequentemente retratavam temas da história inglesa e francesa. As emoções enfatizadas nas pinturas de Delaroche apelam ao Romantismo, enquanto os detalhes de sua obra, juntamente com o retrato desfigurado de figuras históricas, seguem as tendências do Academismo e do Neoclassicismo. Delaroche teve como objetivo retratar seus temas e história com realismo pragmático. Ele não considerou os ideais e normas populares em suas criações, mas sim pintou todos os seus temas sob a mesma luz, fossem eles figuras históricas como Maria Antonieta, figuras do Cristianismo, ou pessoas de seu tempo como Napoleão Bonaparte. Delaroche foi um dos principais alunos de Antoine-Jean Gros e mais tarde foi mentor de vários artistas notáveis, como Thomas Couture, Jean-Léon Gérôme e Jean-François Millet. Delaroche nasceu em uma geração que viu os conflitos estilísticos entre o Romantismo e o Classicismo Davidiano. O classicismo davidiano foi amplamente aceite e apreciado pela sociedade, então, como um artista em desenvolvimento na época da introdução do Romantismo em Paris, Delaroche encontrou seu lugar entre os dois movimentos. Temas das pinturas medievais de Delaroche e da história dos séculos XVI e XVII atraíram os românticos, enquanto a precisão das informações, juntamente com as superfícies bem acabadas de suas pinturas, apelaram aos académicos e ao neoclassicismo. As obras de Delaroche concluídas no início da década de 1830 refletiram mais a posição que ele assumiu entre os dois movimentos e foram admiradas por artistas contemporâneos da época - a Execução de Lady Jane Gray (1833; National Gallery, Londres) foi a mais aclamada das pinturas de Delaroche na sua época. Mais tarde, na década de 1830, Delaroche exibiu a primeira de suas principais obras religiosas. A sua mudança de assunto e “o jeito austero da pintura” foram mal recebidos pela crítica e, a partir de 1837, ele parou de exibir o seu trabalho. No momento de sua morte, em 1856, estava pintando uma série de quatro cenas da Vida da Virgem. Apenas uma obra desta série foi concluída: a Virgem contemplando a coroa de espinhos.
 
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Cromwell e o cadáver de Carlos I (1831, Musée des Beaux-Arts de Nîmes)
   
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A execução de Lady Jane Grey (1833, National Gallery, London)

 

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 Bonaparte cruzando os Alpes (1848, Louvre)
  

Henri Poincaré morreu há 114 anos

  
Ingressou na Escola Politécnica em 1873, continuou os seus estudos na Escola de Minas. sob a tutela de Charles Hermite, e doutorou-se em Matemática em 1879. Foi nomeado professor de física matemática na Sorbonne (1881), posto que manteve até à sua morte. Antes de chegar aos trinta anos desenvolveu o conceito de funções automórficas, que usou para resolver equações diferenciais lineares de segunda ordem com coeficientes algébricos. Em 1895 publicou Analysis situs, um tratado sistemático sobre topologia. No âmbito das matemáticas aplicadas estudou numerosos problemas sobre ótica, eletricidade, telegrafia, capilaridade, elasticidade, termodinâmica, mecânica quântica, teoria da relatividade e cosmologia.
Foi descrito com frequência como o último universalista da disciplina matemática. No campo da mecânica elaborou diversos trabalhos sobre as teorias da luz e as ondas eletromagnéticas, e desenvolveu juntamente com Hendrik Lorentz a teoria da relatividade. A conjetura de Poincaré foi um dos problemas não resolvidos mais desafiantes da topologia algébrica, sendo resolvido, apenas em 2003, pelo matemático russo Grigory Perelman, mais de um século após a sua proposição; e foi o primeiro a considerar a possibilidade de caos num sistema determinista, no seu trabalho sobre órbitas planetárias. Este trabalho gerou pouco interesse até que começou o estudo moderno da dinâmica caótica, em 1963. Em 1889 foi premiado pelos seus trabalhos sobre o problema dos três corpos.
Alguns dos seus trabalhos mais importantes incluem os três volumes de Os novos métodos da mecânica celeste (Les méthodes nouvelles da mécanique céleste), publicados entre 1892 e 1899, e Lições de mecânica celeste (Léçons de mécanique céleste, 1905). Também escreveu numerosas obras de divulgação científica que atingiram uma grande popularidade, como Ciência e hipótese (1902), O valor da ciência (1904) e Ciência e método (1908).
  

quarta-feira, julho 15, 2026

Jean-Baptiste Charcot nasceu há 158 anos

   
Jean-Baptiste Charcot (Neuilly-sur-Seine, 15 de julho de 1867 – Islândia, 16 de setembro de 1936) foi um cientista francês, médico e cientista polar. O seu pai foi o neurologista Jean-Martin Charcot (1825–1893).
Jean-Baptiste Charcot foi nomeado líder da Expedição Antártica Francesa com o navio Français explorando a costa oeste da Terra de Graham de 1904 até 1907. A expedição alcançou a ilha Adelaide em 1905 e tirou fotos do Arquipélago Palmer e da Costa Loubet. De 1908 a 1910, participou numa outra expedição, seguindo no navio Pourquoi-Pas?, explorando o Mar de Bellingshausen e o Mar de Amundsen e descobrindo a Terra de Loubet, a Baía Marguerite e a Ilha Charcot, que recebeu o nome do seu pai, Jean-Martin Charcot.
Mais tarde, Jean-Baptiste Charcot explorou Rockall, em 1921, e a Gronelândia oriental e Svalbard, de 1925 a 1936. Morreu quando o Pourquoi-Pas? foi destruído, numa tempestade, ao largo da costa da Islândia, em 1936. Um monumento de homenagem a Charcot foi criado em Reykjavík, Islândia, pelo escultor Ríkarður Jónsson, em 1952.

O massacre de Orly foi há 43 anos...

(imagem daqui)
        

O Massacre de Orly foi o atentado à bomba em 15 de julho de 1983 contra um balcão de check-in da Turkish Airlines no Aeroporto de Orly, em Paris, pela organização terrorista arménia (Exército Secreto Arménio para a Libertação da Arménia) ASALA como parte de sua campanha pelo reconhecimento e reparação pelo genocídio arménio.

A explosão matou oito pessoas e feriu 55.

A bomba explodiu dentro de uma mala no balcão de check-in da Turkish Airlines no terminal sul do aeroporto, lançando chamas na multidão de passageiros fazendo check-in para um voo para Istambul. A bomba consistia em meio quilo de explosivo Semtex conectado a três botijas de gás portáteis (o que explicava as extensas queimaduras nas vítimas).

Três pessoas morreram imediatamente na explosão e outras cinco morreram no hospital. Quatro das vítimas eram francesas, duas eram turcas, uma era greco-americana e uma era sueca. O número de mortos fez com que o bombardeio de Orly fosse o ataque mais sangrento na França desde o fim da Guerra da Argélia em 1962.  Os mortos incluíam uma criança. O cidadão de dupla nacionalidade foi identificado como Anthony Peter Schultze, que estava estudando em Paris e veio ao aeroporto para se despedir de sua noiva turca. Ela estava fora da área de check-in quando a bomba explodiu e não se feriu.

País Mortes
 França 4
 Turquia 2
 Suécia 1
 Estados Unidos 1
Total 8

A ASALA assumiu a responsabilidade pelo ataque.

O primeiro-ministro francês Pierre Mauroy veio ao aeroporto e condenou o ataque, prometendo encontrar e punir os perpetradores. Mais tarde, ele visitou o hospital onde os feridos mais graves estavam sendo tratados. O presidente francês, François Mitterrand, visitou algumas das vítimas hospitalizadas e condenou o ataque, chamando-o de "crime pelo crime".

O ataque de Orly aconteceu cinco dias antes do segundo Congresso Mundial Arménio ser iniciado em Lausanne.  De acordo com Markar Melkonian, irmão do membro do ASALA Monte Melkonian, a verdadeira razão para o bombardeio foi desacreditar o Congresso Mundial Arménio, já que o líder do ASALA, Hagop Hagopian, sentiu que isso beneficiaria um grupo arménio rival na França.

in Wikipédia

terça-feira, julho 14, 2026

Léo Ferré morreu há trinta e três anos...

     
Léo Ferré (Mónaco, 24 de agosto de 1916 - Castellina in Chianti, Itália, 14 de julho de 1993) foi um poeta, anarquista e músico franco-monegasco. Enquanto músico foi autor, compositor e intérprete de um grande número de canções. Viveu no Mónaco, em Paris, no departamento de Lot e na Toscânia, onde terminou os seus dias.
    
Infância
Ferré era filho de Joseph Ferré, diretor de pessoal do casino de Monte Carlo e de Marie Scotto, costureira de origem italiana. Interessou-se muito cedo pela música. Com apenas sete anos integra o coro da catedral do Mónaco e aí aprende solfejo e harmonia. Descobre a polifonia entrando em contacto com as obras de Palestrina e de Tomás Luis de Victoria. Mais tarde descobre Beethoven, representando um concerto na ópera de Monte Carlo.
    
Caráter da sua obra
O elevado nível poético das letras das suas numerosas canções costuma refletir um inconformismo radical, de cunho anarquista, e a qualidade da música e da interpretação situam-no nos maiores vultos da moderna canção francesa. Autor de duas grandes séries de canções sobre textos de Baudelaire e Louis Aragon, utilizou também poemas de Ronsard, Apollinaire, Arthur Rimbaud entre outros.