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quinta-feira, outubro 29, 2026

O criminoso genocida nazi Joseph Goebbels nasceu há cento e trinta anos...

    
Paul Joseph Goebbels (Rheydt, 29 de outubro de 1897 – Berlim, 1 de maio de 1945) foi um político alemão e Ministro da Propaganda na Alemanha nazi entre 1933 e 1945. Um associado e devoto apoiante de Adolf Hitler, ficou conhecido pelas suas capacidade oratórias em público e pelo seu profundo e fanático anti-semitismo e a sua crença na conspiração internacional judaica que o levou a apoiar o extermínio dos judeus no Holocausto.
Goebbels, que ambicionava ser escritor, obteve o grau de Doutor em Filosofia pela Universidade de Heidelberg em 1921. Em 1924, aderiu ao partido nazi, onde trabalhou com Gregor Strasser na sua delegação do norte. Em 1926, é nomeado Gauleiter (líder distrital) por Berlim, onde começou a interessar-se pela utilização da propaganda para promover o partido e o seu programa. Após a chegada ao poder dos nazis em 1933, o Ministério da Propaganda de Goebbels rapidamente conseguiu o controle absoluto da imprensa, arte e informação na Alemanha. Era um particular adepto de usar a recente rádio e os filmes para fins de propaganda. Os temas centrais eram o anti-semitismo, ataques ao bolchevismo e, após o início da Segunda Guerra Mundial, a tentativa de moldar a moral.
Em 1943, Goebbels começou a pressionar Hitler para que este introduzisse medidas que levassem a uma "guerra total", incluindo o encerramento de negócios não essenciais ao esforço de guerra, recrutamento de mulheres para a força de trabalho e o alargamento do recrutamento militar àqueles que, até ali, estavam isentos de tal serviço na Wehrmacht. Em 23 de julho de 1944, Hitler nomeou-o Plenipotenciário do Reich para a Guerra Total. Goebbels tomou várias medidas, mal-sucedidas, para aumentar o número de pessoas disponíveis para a produção de armamento e para a Wehrmacht.
À medida que a guerra se aproximava do fim e que a Alemanha nazi se encontrava à beira da derrota, Magda Goebbels e os seus filhos juntaram-se-lhe em Berlim, indo para o Vorbunker, parte do complexo de bunkers de Hitler, em 22 de abril de 1945. Hitler suicidou-se em 30 de abril. De acordo com o seu testamento, Goebbels era o seu sucessor como Chanceler da Alemanha; este apenas esteve um dia no seu novo cargo. No dia seguinte, Goebbels e a sua mulher suicidaram-se, depois de terem assassinado seis dos seus filhos com cianeto.
    
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cc/Bundesarchiv_Bild_146-1978-086-03%2C_Joseph_Goebbels_mit_Familie.jpg/500px-Bundesarchiv_Bild_146-1978-086-03%2C_Joseph_Goebbels_mit_Familie.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail
Família Goebbels - nesta fotografia, manipulada, o afilhado de Goebbels, Harald Quandt, (que se encontrava ausente devido ao serviço militar) foi acrescentado ao retrato de grupo 
  

sexta-feira, outubro 23, 2026

A Batalha do Golfo de Leyte começou há 82 anos

Batalha do Golfo de Leyte
Guerra do Pacífico

O porta-aviões USS Princeton em chamas
durante a Batalha do Golfo de Leyte.
Data23-26 de outubro de 1944
LocalGolfo de Leyte, Filipinas
DesfechoVitória dos Aliados
Beligerantes

Estados Unidos
Austrália

Império do Japão

Comandantes

William Halsey
Thomas C. Kinkaid
Clifton Sprague
Jesse B. Oldendorf
John Collins

Takeo Kurita
Shōji Nishimura †
Kiyohide Shima
Jisaburō Ozawa
Yukio Seki †

Forças

+ 300 navios
8 porta-aviões grandes
8 porta-aviões leves
18 porta-aviões de escolta
12 couraçados
24 cruzadores
166 contratorpedeiros
Dezenas de barcos PT, submarinos e navios de apoio
Cerca de 1 500 aviões

68 navios
1 porta-avião grande
3 porta-aviões leves
9 couraçados
20 cruzadores
+ 35 contratorpedeiros
+300 aviões

Baixas

~ 3 000 mortos ou desaparecidos
1 porta-avião leve afundado
2 porta-aviões de escolta afundados
3 contratorpedeiros afundados
+ 200 aviões perdidos

~ 12 500 mortos ou desaparecidos
1 porta-avião grande afundado
3 porta-aviões leves afundados
3 couraçados afundados
10 cruzadores afundados
11 contratorpedeiros afundados
300 aviões perdidos

 

A Batalha do Golfo de Leyte foi a maior batalha naval da história contemporânea, ocorrida entre 23 a 26 de outubro de 1944 nas águas à volta da ilha de Leyte, nas Filipinas, entre o Japão e os Aliados, durante a II Guerra Mundial.
Esta batalha na verdade foi uma campanha naval dividida em quatro batalhas correlatas: Batalha do Mar de Sulu, Batalha do Estreito de Surigao, Batalha do Cabo Engaño e Batalha de Samar.
Os Aliados invadiram a ilha de Leyte para cortar a ligação e a linhas de suprimento entre o Japão e o resto das suas colónias do Sudeste Asiático, principalmente o fornecimento de petróleo para a marinha imperial japonesa. Os japoneses então reuniram todas as suas principais forças navais ainda em operação na guerra para reprimir o desembarque das tropas aliadas, mas falharam o seu objetivo, sendo derrotados e sofrendo pesadas baixas.
A batalha foi o último grande confronto naval da II Guerra Mundial, porque, após a sua derrota, a Marinha Imperial Japonesa deixou de ter condições de colocar em combate uma força naval significativa, e ficou sem combustível para os seus restantes navios, aguardando pelo fim da guerra ancorados nas suas águas territoriais. Foi em Leyte que aconteceram, pela primeira vez na guerra, os ataques suicidas, dos aviões kamikazes japoneses, contra a frota norte-americana, no teatro da Guerra do Pacífico.
      

sexta-feira, outubro 16, 2026

A cúpula nazi condenada à morte em Nuremberga foi executada há oitenta anos...

Banco dos réus no tribunal de Nuremberga
      
O termo Jubiley (oficialmente Tribunal Militar Internacional vs. Hermann Göring et al.) aponta inicialmente para a abertura dos primeiros processos contra os 24 principais criminosos de guerra da II Guerra Mundial, dirigentes dos nazis, ante o Tribunal Militar Internacional (TMI - International Military Tribunal, IMT), entre 20 de novembro de 1945 e 1 de outubro de 1946, na cidade alemã de Nuremberga.
  
Estatuto do Julgamento
Em 8 de agosto de 1945, assinavam as quatro potências, em Londres, o acordo sobre o Tribunal Militar Internacional e os Estatutos pelos quais se havia se reger o Tribunal. Estabelecia os direitos e obrigações de todos os que haviam de tomar parte no mesmo, regulamentava a forma de proceder e fixava os fatos e princípios a que tinham de se sujeitar os juízes. O artigo 24º dos estatutos dizia o seguinte:
"...O procedimento deve ser o seguinte:
a) Será lida a acusação;
b) O tribunal interrogará cada um dos acusados sobre se se considera culpado ou inocente;
c) O acusador exporá a sua interpretação da acusação;
d) O tribunal perguntará à acusação e à defesa sobre as provas que desejem apresentar ao tribunal e decidirá sobre a conveniência da sua apresentação;
e) Serão ouvidas as testemunhas de acusação. A seguir as testemunhas de defesa;
f) O tribunal poderá dirigir a todo momento perguntas às testemunhas ou acusados;
g) A acusação e a defesa interrogarão todas as testemunhas e acusados que apresentem uma prova e estão autorizados a efetuar um contra-interrogatório;
h) A defesa tomará a seguir a palavra;
i) O acusado dirá a última palavra;
k) O tribunal anunciará a sentença..." 
Acusados e suas penas
O tribunal de Nuremberga decretou 12 condenações à morte, 3 prisões perpétuas, 2 condenações a 20 anos de prisão, uma a 15 anos e outra a 10 anos. Hans Fritzsche, Franz von Papen e Hjalmar Schacht foram absolvidos.

 

Execuções

Três cadafalsos foram instalados no presídio de Nuremberga para a execução, na manhã de 16 de outubro de 1946, de dez penas de morte contra representantes do regime nazi, por enforcamento, usando-se o chamado método da queda padrão, em vez de queda longa. Posteriormente, o exército dos Estados Unidos negou as acusações de que a queda fora curta demais, fazendo com que o condenado morresse lentamente, por estrangulamento, em vez de ter o pescoço quebrado (o que causa paralisia imediata, imobilização e provável inconsciência instantânea). Na execução de Ribbentrop, o historiador Giles MacDonogh registou que:
"o carrasco trabalhou mal na execução, e a corda estrangulou o ex-chanceler durante 20 minutos antes que ele morresse." 
Das 12 penas de morte, apenas 10 foram executadas. Martin Bormann, o assessor mais próximo de Hitler no seu primeiro quartel-general, estava desaparecido, sendo julgado à revelia e condenado à morte.
Hermann Göring suicidou-se na véspera do dia dezasseis. Quando os seguranças do presídio perceberam que ele se mantinha estranhamente imóvel, deitado sobre o seu banco, chamaram os seus superiores e um médico. Este constatou a morte de Göring, por envenenamento. Nunca foi esclarecido quem lhe entregou o veneno.
   

quarta-feira, outubro 14, 2026

Rommel morreu há 82 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/23/Bundesarchiv_Bild_183-J16362%2C_Erwin_Rommel.jpg/500px-Bundesarchiv_Bild_183-J16362%2C_Erwin_Rommel.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
     

Erwin Johannes Eugen Rommel (Heidenheim, 15 de novembro de 1891 – Herrlingen, 14 de outubro de 1944) (conhecido popularmente como a Raposa do Deserto) foi um marechal-de-campo do exército alemão durante a II Guerra Mundial.
Rommel ficou mundialmente famoso pela sua intervenção na África do Norte entre 1941 e 1943, no comando do Afrika Korps, um destacamento do exército alemão destinado a auxiliar as forças italianas que então batiam em retirada, frente ao exército britânico. Pela sua audácia e domínio das táticas de guerra com blindados, obteve a alcunha de A Raposa do Deserto e entre os árabes como O Libertador, sendo temido e respeitado tanto por seus comandados quanto por seus inimigos.
  
(...)
  
Em 17 de julho de 1944, 41 dias após o início dos desembarques aliados do Dia D, Rommel foi gravemente ferido por um caça Spitfire canadiano e permaneceu hospitalizado vários dias. Nesse período, Claus von Stauffenberg executou o atentado de 20 de julho de 1944 contra Hitler, que escapou por pouco, com ferimentos leves (a mesa da conferência acabou por lhe servir de escudo). Sem nunca ter feito parte do partido nazi, Rommel tornara-se cada vez mais crítico do governo do Führer.

Morte
Implicado no atentado, pelas suas ligações com os oficiais conspiradores membros da resistência alemã, Rommel, ainda em recuperação médica, recebe na sua casa a visita de dois oficiais generais, a 14 de outubro de 1944.
Devido ao seu prestígio nacional, estes oficiais, leais a Hitler, trazem os termos do Führer a Rommel: ir para Berlim, passar por um julgamento popular e inevitavelmente ser condenado à morte, condenando também a sua família a ser confinada num campo de concentração ou, sozinho, acompanhar os dois oficiais e ingerir veneno para suicidar-se, opção esta que garantiria a integridade dos seus familiares. Rommel, sem dúvidas, escolhe a segunda alternativa, despede-se da família e acompanha os dois oficiais, embarcando no seu automóvel.
Às 13.25 horas os Generais Burgdorf e Maisel fizeram a entrega do cadáver de Rommel ao Hospital de Ulm. O médico-chefe, que se dispunha a proceder a autópsia, foi prontamente interrompido por Burgdorf que lhe disse: "Não toque no corpo. Em Berlim já se tomaram todas as providências." Talvez jamais se venha a saber o que exatamente se passou no caminho de Ulm. Burgdorf pereceu com Hitler, no subterrâneo da Chancelaria do Reich. Maisel, que ao final da guerra foi condenado, juntamente com o motorista das SS, afirmam terem recebido ordens de abandonar o carro durante alguns momentos e, quando regressaram, encontraram Rommel agonizando.
     

Eisenhower nasceu há 136 anos

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Dwight David "Ike" Eisenhower (Denison, Texas, 14 de outubro de 1890 - Washington, D.C., 28 de março de 1969) foi o 34º Presidente dos Estados Unidos, de 1953 até 1961. Antes disso, foi um general de cinco estrelas do Exército Americano. Durante a Segunda Guerra Mundial serviu como Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa e assumiu a responsabilidade de comandar e supervisionar a invasão do Norte da África, durante a Operação Tocha entre 1942 e 1943. Logo depois ele fez o planeamento da invasão da França e da Alemanha, entre 1944 e 1945, no Frente Ocidental. Em 1951 tornou-se o primeiro comandante supremo da NATO e também foi Chefe do Estado-Maior do Presidente Harry S. Truman, antes de assumir a presidência da Universidade de Columbia.
Eisenhower entrou na corrida presidencial como candidato republicano em 1952 e prometeu uma cruzada contra "comunismo, Coreia e corrupção." Ele derrotou Adlai Stevenson, encerrando duas décadas de governos democratas. No primeiro ano como presidente, Eisenhower depôs o líder do Irão num golpe de estado e ameaçou usar a força nuclear contra a China para encerrar a Guerra da Coreia. No aspeto militar focou a sua atenção em expandir o arsenal atómico americano e não aumentou os fundos para as outras vertentes das Forças Armadas. O objetivo era manter a pressão sobre a União Soviética e reduzir o deficit do governo. Quando os soviéticos lançaram o satélite Sputnik 1, em 1957, teve que tentar correr atrás deles, na corrida espacial. Eisenhower forçou Israel, Reino Unido e França a acabarem com a sua invasão do Egito, durante a Guerra do Suez de 1956. Em 1958, ele enviou 15 mil soldados americanos para o Líbano , para impedir que o governo pró-ocidente daquele país caísse em mãos de revolucionários aliados de Nasser. No fim do seu mandato, os seus esforços para fazer negociações com os Soviéticos caíram por terra, por causa do incidente com um avião U2, em 1960, quando um avião espião americano foi derrubado sobre a Rússia e o piloto foi capturado vivo.
No plano doméstico, ajudou na queda de Joseph McCarthy do poder mas deixou boa parte das questões políticas para o vice-presidente Richard Nixon. Era considerado um político conservador, que continuou com o "New Deal", expandiu os seguros sociais e lançou o chamado "Interstate Highway System". Foi ele que mandou tropas federais para Little Rock, Arkansas, pela primeira vez desde a Reconstrução, para fazer valer as decisões do Supremo Tribunal sobre abolição da segregação racial em escolas públicas e acabou por assinar leis de direitos civis em 1957 e em 1960. Também implementou o fim da segregação racial nas Forças Armadas e indicou cinco nomes para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos.
Nos dois mandatos de Eisenhower como presidente houve tempos de prosperidade económica, exceto num curto período de recessão, que durou entre 1958 e 1959. Embora tenha deixado o cargo em 1961 com índices de popularidade baixos, a sua reputação póstuma aumentou, assim como também foi notada uma melhoria da avaliação dos historiadores da sua presidência. Eisenhower é muitas vezes lembrado como um dos melhores presidentes que o país já teve.
Faleceu em 28 de março de 1969 e encontra-se sepultado no Eisenhower Center, Abilene, Condado de Dickison, Kansas nos Estados Unidos.
   
 
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sexta-feira, outubro 09, 2026

O Papa Pio XII morreu há 68 anos...

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Pio XII (em italiano: Pio XII; em latim: Pius PP. XII), nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli; (Roma, 2 de março de 1876 – Castelgandolfo, 9 de outubro de 1958), foi Papa da Igreja Católica e Soberano da Cidade do Vaticano, exercendo o pontificado de 2 de março de 1939 até à sua morte, dezanove anos depois.

O início de seu ministério papal ficou profundamente marcado pela II Guerra Mundial e pelos anos da reconstrução europeia no pós-guerra, durante os quais buscou afirmar a missão universal da Igreja em meio às crises políticas, sociais e ideológicas do século XX.

Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade papal (definido no Concílio Vaticano I por Pio IX), quando proclamou solenemente, em 1950, o dogma da Assunção de Maria, na constituição apostólica Munificentissimus Deus. Ao longo de seu pontificado, criou 57 cardeais em dois consistórios e deixou uma extensa produção de encíclicas e documentos magisteriais, nos quais tratou de questões teológicas, sociais e culturais. É lembrado, ainda, por sua diplomacia ativa, pelo cuidado com a liturgia e pela preparação do terreno que desembocaria no Concílio Vaticano II.

O Pontífice foi declarado Venerável pelo Papa Bento XVI em 2009.

  

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Opus iustitiae pax

 

Provas escritas de ordem direta de Pio XII para proteger os judeus foram encontradas no Memorial das Religiosas Agustinas do mosteiro romano "Dei Santissimi Quattro Coronati" onde se lê: "O Santo Padre quer salvar os seus filhos, também os Judeus, e ordena que em todos os Mosteiros se dê hospitalidade a estes perseguidos". A anotação é de novembro de 1943 e inclui a lista de 24 pessoas acolhidas neste Mosteiro como adesão ao desejo do Sumo Pontífice.
A Pave the Way Foundation, uma fundação que se dedica à promoção da paz no mundo por meio do diálogo interreligioso, liderada pelo judeu Gary Lewis Krupp comunicou, em setembro de 2009, ao Papa Bento XVI uma iniciativa que busca dar a Pio XII o título de "Justo entre as Nações" – o que seria equivalente ao reconhecimento que faz a Igreja Católica dos santos - e assim colocar o seu nome no elenco do conhecido jardim dos justos no Yad Vashem de Jerusalém. 

Em fevereiro de 2020, o Papa Francisco anunciou que os arquivos secretos do Vaticano sobre o pontificado de Pio XII, inclusive o período da Segunda Guerra Mundial, seriam abertos e divulgados em março desse ano. A divulgação desses arquivos, mantidos em segredo desde 1939, é uma resposta à reivindicação antiga de muitos grupos judaicos.  Para o Papa Francisco, as decisões de Pio XII "poderão parecer para alguns como uma relutância, mas foram, de fato, tentativas (…) de manter, em tempos de profunda escuridão e crueldade, a pequena chama de iniciativas humanitárias, da diplomacia oculta, mas ativa". 

   

 

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COMO DE VÓS...
À memória do Papa Pio XII que quis ouvir, moribundo, o “Allegretto” da Sétima Sinfonia de Beethoven.


Como de Vós, meu Deus, me fio em tudo,
mesmo no mal que consentis que eu faça,
por ser-Vos indiferente, ou não ser mal,
ou ser convosco um bem que eu não conheço,

importa pouco ou nada que em Vós creia,
que Vos invente ou não a fé que eu tenha,
que a própria fé não prove que existis,
ou que existir não seja a Vossa essência.

Não de existir sois feito, e também não
de ser pensado por quem só confia
em quem lhe fale, em quem o escute ou veja.
 
Humildemente sei que em Vós confio,
e mesmo isto o sei pouco ou quase esqueço,
pois que de Vós, meu Deus, me fio em tudo.


11.10.1958
 

 


in Fidelidade (1958) - Jorge de Sena

quinta-feira, outubro 08, 2026

Clement Attlee, primeiro-ministro do Reino Unido, morreu há 59 anos...

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Clement Richard Attlee, 1.º Conde Attlee (Putney, 3 de janeiro de 1883 – Londres, 8 de outubro de 1967) foi político inglês e primeiro-ministro do Reino Unido entre os anos de 1945 e 1951.
Sucedeu a Winston Churchill como primeiro-ministro, após a derrota dos Conservadores para o Partido Trabalhista, nas eleições de maio de 1945. Ao longo da guerra, Attlee provaria ser um aliado leal de Churchill, apesar de pertencerem a partidos rivais. Enquanto Churchill se notabilizou pela condução da Inglaterra durante a II Guerra, coube a Attlee levar um estado falido pelo esforço de guerra à prosperidade económica. Foi o grande reconstrutor do estado britânico após o conflito, ao instituir as bases do estado do bem-estar social no Reino Unido. Foi o responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde e pela nacionalização de minas de carvão, estradas e ferro. Teve entre seus colaboradores nestas reformas sociais e económicas John Maynard Keynes e Aneurin Bevan. As instituições criadas por Attlee só seriam parcialmente revogadas por Margaret Thatcher, com a emergência do neo-liberalismo.
A sua política externa teve quatro preocupações básicas: a reconstrução da Europa do pós-guerra, o começo da guerra fria, o estabelecimento da ONU e a descolonização. De estilo político conciliador, Attlee procurou manter boas relações com os EUA e com a URSS. Participou das fases subsequentes à Conferência de Potsdam ao lado de Truman e Estaline. Apoiou o Plano Marshall para a reconstrução da Europa. Outra marca de seu governo foi o processo de descolonização, quando Índia, Birmânia, Ceilão e Paquistão obtiveram a independência.
Foi eleito, por votação de professores, em 2004, o melhor primeiro-ministro britânico do século XX fora de tempo de guerra. Foi enterrado na Abadia de Westminster.
   
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f1/Coat_of_Arms_of_Clement_Attlee%2C_1st_Earl_Attlee.svg/960px-Coat_of_Arms_of_Clement_Attlee%2C_1st_Earl_Attlee.svg.png?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

  

domingo, outubro 04, 2026

Richard Sorge, o espião soviético que Estaline traiu e abandonou, nasceu há 131 anos...


        
Richard Sorge (Sabunchi, Baku, 4 de outubro de 1895 - Tóquio, 7 de novembro de 1944) foi um jornalista alemão e um espião da União Soviética no Japão, antes e durante a Segunda Guerra Mundial. O nome de código na KGB do grupo deste espião era "Ramsay".
       
(...)
      
Em 1933, dirigentes soviéticos, interessados em conhecer melhor as intenções do governo japonês, enviam Sorge para o Japão, país que havia vencido a Rússia uma vez - na Guerra Russo-Japonesa (1904-1905). A sua missão era simples mas fulcral: descobrir se os japoneses tinham a intenção de cumprir com o Pacto Anti-Komintern e atacar a Rússia. Além disso, Sorge deveria aproveitar a oportunidade para reunir informações sobre as relações entre o Japão e a Alemanha e também sobre a indústria pesada e o exército japoneses.
Sorge, com uma brilhante reputação como jornalista do Frankfurter Zeitung, rapidamente tornou-se amigo próximo e confidente do general Eugen Ott, que seria o futuro embaixador alemão em Tóquio. Ao mesmo tempo, era amante da mulher do militar. Para a nomeação de Ott como embaixador no Japão a ajuda de Sorge foi fundamental. Com o apoio de sua vasta biblioteca sobre o país, forneceu grande quantidade de informação a Ott, auxiliando-o também nas análise do material.
Hedonista, amante de mulheres e bebidas fortes, Sorge passava despercebido aos serviços de contra-espionagem japoneses, não deixando perceber que, por sob a aparência do herói de guerra alemão, estaria um eficiente espião soviético. Recluso no Japão, após recusar-se a regressar à Alemanha - cumprindo ordens de Estaline -, em 1937 Sorge passa informações da maior importância a Moscovo, tais como a data do início da Operação Barbarossa - desacreditada por Estaline - e, principalmente, a de que o Japão não atacaria a URSS, o que permitiu o reposicionamento dos exércitos russos que se encontravam na fronteira com o Japão para oeste, o que possibilitou deter, em Estalingrado, a operação alemã de invasão da URSS.
Ozaki Hozumi, um jornalista japonês do Asahi Shimbun que trabalhava para Sorge, foi preso no dia 14 de outubro de 1941. Interrogado, acabou entregando Sorge, que foi preso a 18 de outubro de 1941, em Tóquio, e posteriormente encarcerado na prisão de Sugamo. Inicialmente, os japoneses pensaram que, devido à sua condição de membro do Partido Nazi e pelos seus laços com a Alemanha, Sorge fosse um  agente da Abwehr, o que a Abwehr negou. Mesmo sob tortura, Sorge negou os seus vínculos com os soviéticos.
No dia 7 de novembro de 1944 - ironicamente o dia da revolução de outubro, o feriado mais importante na URSS - ambos os prisioneiros são enforcados. Os japoneses chegaram a fazer três ofertas de negociação aos soviéticos, oferecendo a troca de Sorge por um dos seus espiões. Contudo, os soviéticos recusaram-se a negociar, alegando que Sorge lhes era desconhecido, muito provavelmente devido ao receio de Estaline de que se soubesse que havia ignorado os avisos de Sorge sobre a Operação Barbarossa. Assim, a contribuição de Richard Sorge permaneceu ignorada durante duas décadas, até que, em 1964, recebeu, postumamente, o título de Herói da União Soviética, sendo erguidos monumentos em sua homenagem em Baku e no centro de Moscovo.
Encontra-se sepultado no Cemitério de Tama, em Fuchū (Tóquio).
    
Selo postal soviético de homenagem a Richard Sorge
   

sexta-feira, outubro 02, 2026

A Insurreição de Varsóvia terminou há 82 anos...

Vítimas de massacres conduzidos por tropas do Eixo
     
A Revolta, Levantamento ou Insurreição de Varsóvia (em polaco Powstanie warszawskie) foi uma luta armada durante a II Guerra Mundial na qual o Armia Krajowa (Exército Clandestino Polaco) tentou libertar Varsóvia do controle da Alemanha nazi.
Teve início a 1 de agosto de 1944, às 17.00 horas, como parte de uma revolta nacional, a "Operação Tempestade", e deveria durar apenas alguns dias, até que o Exército Soviético chegasse à cidade. O avanço soviético no entanto foi interrompido, mas a resistência polaca continuou por 63 dias, até à sua rendição às forças alemãs, em 2 de outubro.
A ofensiva começou quando o Exército Soviético se aproximou de Varsóvia. Os principais objetivos dos polacos eram manter os alemães ocupados e ajudar nos esforços de guerra contra a Alemanha e as Forças do Eixo. Entre os objetivos políticos secundários estava a libertação da cidade antes da chegada dos soviéticos, conquistando assim o seu direito de soberania e desfazendo a divisão da Europa Central em esferas de influência sob os poderes aliados. Os insurgentes esperavam reinstalar as autoridades do seu país antes que o Polski Komitet Wyzwolenia Narodowego (Comité de Libertação Nacional Soviético Polaco) assumisse o controle.
Inicialmente os polacos isolaram áreas substanciais da cidade, mas os soviéticos não se aproximaram das suas cercanias até meados de setembro. No seu interior, uma luta aguerrida entre alemães e polacos continuava. Em 16 de setembro, as forças soviéticas conquistaram território a poucos metros das posições polacas nas margens do Rio Vístula, não avançando mais, durante o restante da duração da Revolta. Isso levou a acusações de que o líder soviético Estaline esperava pelo fracasso da insurreição para que pudesse assim ocupar a Polónia de forma incontestável.
Embora o número exato de baixas permaneça desconhecido, estima-se que aproximadamente 16.000 integrantes da resistência polaca foram mortos e 6.000 gravemente feridos. Entre 150.000 e 200.000 civis morreram, a maioria vítima de massacres conduzidos por tropas do Eixo. As perdas alemãs totalizaram aproximadamente 16.000 soldados mortos e 9.000 feridos. Durante o combate urbano, perto de 25% dos prédios de Varsóvia foram destruídos. Após a rendição das forças polacas, as tropas alemãs destruíram sistematicamente, quarteirão a quarteirão, 35% da cidade. Juntamente com os danos provocados pela Invasão da Polónia, em 1939, e o Levantamento do Gueto de Varsóvia, em 1943, mais de 85% da cidade estava destruída em 1945, quando os soviéticos finalmente ultrapassaram as suas fronteiras.

terça-feira, setembro 29, 2026

O massacre nazi de Babi Yar foi há 85 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1d/Babi_Jar_ravijn.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

Ravina de Babi Yar, em Kiev
        
Babi Yar é uma ravina existente em Kiev, a capital da Ucrânia, que ficou conhecida na história como local de um dos maiores massacres de judeus e civis da então União Soviética pelos nazis, durante a II Guerra Mundial.
Em 29 e 30 de setembro de 1941, 92.771 civis ucranianos judeus foram levados a Babi Yar e assassinados coletivamente, num dos maiores massacres de massa da história. Nos meses que seguiram, milhares de outros judeus e não-judeus russos foram capturados, trazidos à ravina e fuzilados, num total de cerca de 100.000 mortos.
   
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História
A ravina de Babi Yar é mencionada por registos históricos desde 1401 e através dos tempos sua área foi usada para diferentes propósitos, incluindo campos militares e cemitérios, um dos quais judeu, foi fechado em 1937. Após a invasão da URSS pelas tropas nazis, em junho de 1941, a cidade de Kiev acabou por cair nas mãos dos alemães, depois de 45 dias de batalha, em 19 de setembro. Poucos dias após a ocupação, as execuções começaram, com o fuzilamento de 700 pacientes de um hospital psiquiátrico da cidade.
Em 28 de setembro, um aviso foi afixado pelos postes e muros de Kiev, dirigido aos judeus:

“ Ordena-se a todos os judeus residentes de Kiev e suas vizinhanças que compareçam à esquina das ruas Melnyk e Dokterivsky, às 8 horas da manhã de segunda-feira, 29 de setembro de 1941 trazendo documentos, dinheiro, roupa interior, etc. Aqueles que não comparecerem serão fuzilados. Aqueles que entrarem nas casas evacuadas por judeus e roubarem pertences destas casas serão fuzilados. ”
   
Os judeus levados à ravina esperavam ser embarcados em comboios. A multidão de homens, mulheres e crianças era grande o bastante para que ninguém tomasse conhecimento do que estava para acontecer a não ser tarde demais. Todos passavam por um corredor de soldados gritando, em grupos de dez, e de seguida fuzilados; ao escutarem o barulho das metralhadoras do grupo logo à frente, já não tinham como escapar.
O massacre foi realizado em dois dias, a cargo da unidade C do Einsatzgruppen, o esquadrão da morte das SS, apoiados por membros de um batalhão das Waffen-SS; unidades da polícia ucraniana também foram usadas para agrupar e conduzir os judeus até ao local de fuzilamento, o que provocaria uma grande discussão na Ucrânia após a guerra.
Além deste massacre, Babi Yar foi alvo de milhares de outras execuções durante os dois anos de ocupação nazi de Kiev. O número total de mortos na ravina não é exato, mas o número mais aceite, cerca de 100 mil, foi fornecido pelo cálculo de moradores, obrigados a enterrar os corpos. Tempos depois, o campo de concentração de Syrets foi erguido no local e nele internados prisioneiros de guerra russos, civis comunistas e combatentes da resistência, que ali eram executados.
Quando os nazis se retiraram de Kiev, fizeram tentativas de esconder os sinais das atrocidades cometidas durante os anos de ocupação. Entre agosto e setembro de 1943, o campo de Syrets foi parcialmente demolido e diversos corpos exumados e queimados, com as cinzas espalhadas pelas áreas vizinhas. Na noite de 29 de setembro de 1943, quando o campo estava a ser desmantelado, houve uma revolta entre os prisioneiros e quinze deles conseguiram escapar; após retomar o controle da situação, os alemães fuzilaram os 311 sobreviventes.
  
Selo ucraniano, recordando os 70 anos do Massacre de Babi Yar
      
Memória
Quando o Exército Vermelho retomou o controle de Kiev, em novembro de 1943, o campo foi transformado num local de internamento de prisioneiros alemães e utilizado até 1946, quando foi totalmente demolido. Nos anos 50 e 60, a área tornou-se um grande parque e um complexo de apartamentos.
O governo soviético sempre desencorajou que se desse ênfase ao massacre de judeus em Babi Yar, preferindo oficialmente que a tragédia fosse lembrada como um crime cometido contra todo o povo soviético e a população de Kiev. Diversas tentativas de se erguer um memorial judeu no local dos massacres foram adiadas. Em 1976 foi erguido um memorial em honra de todos os cidadãos soviéticos ali fuzilados, mas apenas em 1991, com o fim da URSS, os judeus puderam finalmente erguer o seu próprio monumento.
Sobre Babi Yar, o escritor e sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel escreveu:
   
“

As testemunhas oculares disseram que, meses após as mortes, o solo de Babi Yar continuava a esguichar geyseres de sangue.

 

”
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Prisioneiros de guerra soviéticos sendo usados pelos nazis para cobrir uma vala comum após o massacre de Babi Yar, 1 de outubro de 1941
 

domingo, setembro 27, 2026

A resistente polaca Irena Bobowska foi executada pelos nazis há 84 anos...

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Irena Bobowska (Poznań, 3 September 1920 – Plötzensee Prison/Berlin, 27 September 1942) was a Polish poet and member of the Polish resistance. Her callsign was "Otter". Though paralyzed from the waist down by childhood illness she participated in the resistance to the German occupation of Poland, before capture and execution at the age of 22. 

 

Early life

Bobowska was born and educated in Poznań, the daughter of Teodor Bobowski and Zofia Kraszewska. She was known to her friends and family as "Nenia". At the age of two she contracted poliomyelitis, as result of which she was forced to use a wheelchair for the rest of her life. In the 1930s she frequented the Dąbrówka High School in Poznań. She initiated the establishment of the first youth library in Warsaw District in Poznań. In the summer of 1939 she signed with the Polish Navy to become one of the "live torpedoes" – an unrealised project intended to create human-piloted torpedoes to be used against Nazi Germany's navy. She kept her request secret from her family. 

 

Resistance work

After the Invasion of Poland in 1939, Bobowska joined the Polish resistance against German occupation. From November 1939 she served as chief editor of the underground newspaper Pobudka (Awakening). She wrote articles and was involved in the newspaper's production and distribution. She also took part in the transportation of documents and weapons for the resistance. 

 

Capture and imprisonment

Bobowska was captured by German officials on 20 June 1940, along with other Pobudka staff. They were interned in Fort VII, from where Bobowska was transported to Wronki prison and finally to Moabit in Berlin. Throughout her imprisonment German officers subjected her to physical and mental torture, including the removal of her wheelchair, leaving her to crawl on the floor of her damp, vermin-infested cell. She was denied visits from her family. She nonetheless managed to smuggle out of the prison a number of poems, some of which – including "Bo ja się uczę", a poem advising women on mental survival in German prisons – reached Polish women prisoners in Auschwitz and other prisons. 

 

Final trial and execution

Bobowska was tried on 12 August 1942, and was allowed to make a speech in her defense. She spoke for 30 minutes, during which she neither pleaded for mercy nor offered justification of her acts. Instead she listed German atrocities in the Second World War, Bismarck's oppression of Poles, episodes of German oppression during the Partitions of Poland, and the attempted Germanization of the Polish population. She concluded her speech "Today you judge me, but one day you will be judged by somebody higher" and pleaded guilty to the charges she faced. The German court sentenced her to death. She was executed by beheading on the guillotine.

Bobowska's legacy includes the poems she wrote and pictures she drew while in prison, depicting the inner struggle to retain dignity when faced with inhuman conditions. 

 

in Wikipédia 

 

Because I am learning

 

... Because I'm learning the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!

I got to know the taste of hunger
And sleepless nights (that was a long time ago)
And I know how the cold stings
When you want to curl up in a ball,
Protect yourself from the cold.
And I know what it means to shed tears of helplessness
On many a bright day,
Many a dark night.

And I learned to rush my thoughts
Time, which ruthlessly likes to extend
And I know how hard it is to fight with yourself,
So as not to fall and get tired
The drugs seem endless...

And I continue to learn the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!

 

 

Irena Bobowska