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quinta-feira, março 26, 2026

A Batalha de Iwo Jima terminou há oitenta e um anos...

Memorial que recria a famosa imagem da tomada da ilha e o hastear da bandeira
   
A Batalha de Iwo Jima (Operação Detachment) foi travada entre os Estados Unidos e o Japão, entre 19 de fevereiro e 26 de março de 1945, durante a Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Como resultado da batalha, os EUA ganharam controle da ilha de Iwo Jima e os campos aéreos localizados nessa mesma ilha.
O combate foi intenso, em parte devido à preparação japonesa, e as tropas norte-americanas capturaram o ponto mais elevado da ilha, o Monte Suribachi, perdendo 6.812 homens. O motivo para a invasão de Iwo Jima era capturar os seus campos aéreos de modo a fornecer um local de aterragem e de reabastecimento para os bombardeiros norte-americanos no avanço para o Japão, enquanto também tornava possível a escolta dos bombardeiros por caças.
A imagem mais famosa desta batalha é o hastear da bandeira norte-americana pelos combatentes do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos no cume do Monte Suribachi.

  

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As forças Aliadas sofreram mais de 26.000 baixas, com mais de 7.000 mortos. Mais de um quarto das Medalhas de Honra que foram atribuídas a fuzileiros navais norte-americanos, durante a Segunda Guerra Mundial, foram dadas pela sua conduta em Iwo Jima.
A ilha de Iwo Jima foi declarada segura a 26 de março de 1945.
A marinha norte-americana atribuiu o nome de USS Iwo Jima a vários barcos.
O memorial da Corporação de Infantaria da Marinha dos Estados Unidos, nos arredores de Washington, homenageia todos os fuzileiros navais norte-americanos com uma estátua da famosa fotografia.
        

terça-feira, março 24, 2026

O Massacre das Fossas Ardeatinas foi há oitenta e dois anos

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Entrada para as Fossas Ardeatinas
     
Num certo dia, num combate durante a primavera de 1944, uma bomba da resistência italiana matou 33 soldados alemães e, por represália pelos alemães mortos, sob ordem do Führer, os militares alemães teriam que matar dez italianos por cada alemão morto, ou seja, 330 italianos seriam fuzilados como castigo da morte dos 33 soldados mortos. Passado vinte e quatro horas a Gestapo reuniu 335 pessoas para serem executadas, filas para a morte foram formadas e fossas foram abertas para abrigar os corpos, sendo as vitimas maioritariamente italianas, incluindo judeus, crianças e idosos. O massacre ocorreu sob o comando de Erich Priebke.

Priebke era capitão das SS quando, em 24 de março de 1944, ordenou o fuzilamento de 335 civis italianos, e participou do mesmo, como represália pelo ataque partigiano de via Rasella, onde morreram 33 militares alemães.

Em junho de 1944, Priebke foi capturado nos Alpes italianos pelo exército americano, quando confessou a sua participação no massacre e ficou detido por cerca de 20 meses numa série de campos de prisioneiros de guerra na Europa. Uma noite, Priebke decidiu fugir com mais dois cúmplices, e foi pelo arame farpado que eles conseguiram escapar do campo. Ele sabia que não podia ficar escondido por muito tempo, e que seria mais seguro imigrar com a família para outro país.

    
       

Erich Priebke (Hennigsdorf, Brandemburgo, 29 de julho de 1913Roma, 11 de outubro de 2013) foi um hauptsturmführer (capitão) da SS durante a Segunda Guerra Mundial. Viveu 20 meses no período final da guerra como prisioneiro de guerra, tendo escapado do campo pelos arames farpados e tomado o "caminho dos ratos" (ratline), uma rota europeia conhecida para fuga de nazis para a América do Sul, que passava por Nápoles. De lá embarcou num navio e foi se refugiar no interior da Argentina.

Viveu na Argentina com o seu nome verdadeiro e passaporte alemão. Cinquenta anos depois ele foi localizado por uma equipe da TV norte-americana da CBS, que confirmou a sua identidade e inclusive o entrevistou na saída de um colégio onde ministrava aulas. Preso pela polícia argentina depois de a notícia ter sido transmitida nos Estados Unidos, levou mais um ano e meio até a justiça argentina expatriá-lo para a Itália para julgamento por crimes de guerra na península itálica.

Recaía sobre ele a acusação de assassinato de 355 civis italianos (dez civis italianos para cada soldado alemão morto em um atentado da resistência italiana), no chamado Massacre das Fossas Ardeatinas em Roma, em 24 de março de 1944. Em 1996, foi condenado à prisão perpétua. Cumpriu prisão domiciliar pelas leis italianas, proibido de estar numa prisão, pela sua idade avançada.

Morreu em 11 de outubro de 2013, aos cem anos de idade, em Roma, na Itália. O seu sepultamento e local do túmulo foi considerado secreto, após diversas cidades negarem acolher o corpo do ex-comandante da SS, temendo que o seu túmulo se convertesse num local de peregrinação para neonazis
   

domingo, março 22, 2026

Os nazis perpetraram o Massacre de Khatyn há 83 anos...

       
O Massacre de Khatyn foi um extermínio em massa ocorrido na vila de Khatyn (bielorruso) ou Chatyń (russo), na província de Minsk, Bielorrúsia (então União Soviética), durante a II Guerra Mundial. Em 22 de março de 1943 a população local foi exterminada por homens de um batalhão auxiliar de colaboradores das tropas ocupantes nazis, o 118º Schutzmannschaft, formado um ano antes em Kiev na sua maioria com colaboradores ucranianos, desertores do exército russo e prisioneiros de guerra, juntamente com homens das Waffen-SS, integrantes da 36ª Divisão Waffen Grenadier da SS.
O massacre não foi um acidente isolado. Cerca de 5.300 pequenas localidades bielorrussas foram destruídas pelos nazis e vários dos seus habitantes executados pelos invasores. Na região de Vitebsk, 243 vilas foram queimadas por duas vezes, 83 três vezes e 22 vilas foram destruídas mais de três vezes. Na região de Minsk, 92 vilas foram queimadas duas vezes, 40 delas três vezes, nove quatro vezes e seis vilas cinco ou mais vezes. No total, cerca de dois milhões de civis foram executados na Bielorrússia durante os três anos de ocupação nazi, cerca de um quarto da população total do país.
  
O Massacre
Em 22 de março de 1943, um comboio militar alemão foi atacado por membros da resistência, perto da vila de Kozin, a cerca de 6 km de Khatyn. O ataque resultou na morte de quatro oficiais de polícia do 118º batalhão Schutzmannschaft, composto na sua maioria de desertores russos, ex-prisioneiros de guerra e colaboradores ucranianos, comandados pelo capitão Hans Woellke, morto no atentado. Woellke tinha sido campeão olímpico do lançamento do martelo nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936.
Naquela tarde, reforçado por homens da 36ª Divisão Waffen Grenadier da SS, uma unidade composta na sua maioria de ex-criminosos recrutados para combate anti-guerrilha, o batalhão entrou em Khatyn e retirou todos os habitantes das suas casas, acordando-as com a ponta de rifles e colocando-os num grande barracão, que teve as suas portas trancadas, foi coberto com palha e incendiado. As pessoas aprisionadas do lado de dentro que tentavam escapar, forçando as portas, eram mortas a tiros de metralhadora. 140 pessoas, incluindo 75 crianças, foram assassinadas. A vila foi então saqueada e queimada até o chão. Apenas três crianças conseguiram escapar do cerco, escondendo-se nas redondezas. A mais jovem morta tinha apenas sete semanas de vida.
De entre os que foram aprisionados, Viktor Zhelobkovich, um menino de sete anos, conseguiu sobreviver ferido debaixo do corpo de sua mãe. Outro, Anton Baranovsky, de 12 anos, foi dado como morto por ter uma perna ferida e também escapou. O único adulto sobrevivente, Yuzif Kaminsky, queimado e ferido à bala, recobrou a consciência após os assassinos terem se retirado. Ele teria encontrado o seu filho no meio dos corpos, totalmente queimado e ferido, mas ainda vivo, e a criança morreu nos seus braços. Esse incidente foi depois reproduzido com uma estátua de ambos, no Memorial de Khatyn.
        
A chama eterna.
     
Julgamentos
No pós-guerra, os perpetradores do massacre foram identificados. O comandante do batalhão ucraniano, Vasyl Meleshko, foi julgado pelas autoridades soviéticas, condenado à morte e executado em 1975. O seu chefe-de-staff, outro ucraniano, Grigory Vassiura, foi julgado em Minsk, em 1986, e também condenado à morte. O caso e o julgamento do massacre de Khatin não teve um grande noticiário nos media local, devido ao receio dos soviéticos de provocar uma divisão na unidade entre os povos da Ucrânia e da Bielorrússia, então duas repúblicas da URSS.
      
Memorial
Durante o governo de Leonid Brejnev na União Soviética, uma enorme atenção foi dada a este episódio por parte das autoridades e da imprensa oficial, possivelmente com a intenção de desviar a atenção de outro massacre cujas evidências surgiam em outra região de nome similar, o Massacre de Katyn, na Polónia, quando milhares de soldados polacos prisioneiros foram executados pela NKVD soviética e que começava a tomar o noticiário internacional com as suas descobertas. 
Khatyn tornou-se um símbolo do genocídio da população civil durante as lutas entre guerrilheiros, tropas invasores e colaboradores. Em 1969 ele foi nomeado como memorial de guerra nacional da então República Socialista Soviética da Bielorrússia. Entre os símbolos mais conhecidos dentro do complexo do memorial, há um monumento com três bétulas e uma chama eterna no lugar de uma quarta, que representa um tributo a um em cada quatro bielorrussos que morreram durante a II Guerra. Há também uma estátua de Yuzif Kaminsky carregando o seu filho morto e uma grande parede com nichos que representam as vítimas dos campos de concentração, os maiores deles representando os com mais de 20 mil vítimas. Sinos tocam a cada 30 segundos, para lembrar a taxa de tempo em que cada vida de um bielorrusso foi perdida no período de tempo da guerra.
Entre os líderes mundiais que já visitaram o Memorial, encontram-se Richard Nixon, ex-presidente dos Estados Unidos, Fidel Castro de Cuba, Rajiv Gandhi ex-primeiro-ministro da Índia, Yasser Arafat e Jiang Zemin, ex-presidente da China.
     

domingo, março 01, 2026

In The Mood ...

Glenn Miller nasceu há cento e vinte e dois anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/03/Glen_miller.jpg


Alton Glenn Miller (Clarinda, 1 de março de 1904 - Canal da Mancha, 15 de dezembro de 1944) foi um músico de jazz dos Estados Unidos e bandleader na era do swing. Ele foi um dos artistas com mais vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas big bands.
  
Biografia
Após ter estudado na Universidade de Colorado, em 1926 Miller transformara-se num trombonista profissional na banda de Ben Pollack. Por volta de 1930, já era um reconhecido músico independente de Nova Iorque. Mais tarde transformou-se num organizador de orquestras ligeira masculinas, sobretudo a dos irmãos Dorsey, iniciada em 1934, e a de Ray Noble, organizada em 1935. Depois de ter tentado, infrutiferamente, formar a sua própria orquestra em 1937, acabou por o conseguir no ano seguinte e, em finais de 1939, era já um famoso diretor de orquestra ligeira. Ingressou no exército americano durante a II Guerra Mundial, tendo-lhe sido dado o posto de capitão, sendo promovido mais tarde a major e a diretor da banda da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos na Europa. Ao voar de Inglaterra para Paris, desapareceu, não tendo os corpos nem os destroços dos ocupantes do avião em que viajava sido alguma vez avistados ou recuperados.
Os triunfos de Miller nos salões de dança basearam-se em orquestrações doces, executadas meticulosamente. O som do trombone de Miller, imediatamente reconhecível e muito copiado, baseava-se em princípios musicais muito simples, como foram todos os seus grandes sucessos, incluindo a sua própria composição, "Moonlight Serenade", que nasceu de um exercício que tinha escrito para Joseph Schillinger. Os seus dois filmes realizados em Hollywood, Sun Valley Serenade, de 1941, e Orchestra Wives, do ano seguinte, não deixaram de contribuir para aumentar a sua reputação, mas o fator mais importante para a continuação do seu reconhecimento foi a saída, em 1953, do filme biográfico, um pouco aligeirado, The Glenn Miller Story.
Alguns críticos afirmam que o contributo do jazz para a música da sua orquestra foi insignificante, mas outros consideram que o seu som representa o paradigma da música popular do seu tempo.
 
     
in Wikipédia
 

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Os norte-americanos colocaram a bandeira no Monte Suribachi há 81 anos

Raising the Flag on Iwo Jima, por Joe Rosenthal - The Associated Press
        
Raising the Flag on Iwo Jima é uma fotografia histórica, tirada em 23 de fevereiro de 1945, por Joe Rosenthal. Ela mostra cinco fuzileiros navais americanos e um paramédico da Marinha dos Estados Unidos fincando a bandeira dos Estados Unidos da América no topo do Monte Suribachi, indicando a sua conquista, durante a batalha de Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial.
A fotografia é muito popular, vindo a ser reproduzida em milhares de publicações. Foi a primeira fotografia a ganhar o Prémio Pulitzer no mesmo ano da sua publicação e veio a ser lembrada nos Estados Unidos como uma das mais significantes e reconhecidas imagens de guerra, e uma das mais reproduzidas fotografias de todos os tempos.
Dos seis homens que aparecem na fotografia, três morreram durante a batalha (Franklin Sousley, Harlon Block e Michael Strank) e três sobreviveram a esta (John Bradley, Rene Gagnon e Ira Hayes). Os que sobreviveram acabaram por se tornar célebres, depois de identificados. A imagem foi usada depois por Felix de Weldn para esculpir o USMC War Memorial, no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia.
        

Paul Tibbets, o homem que lançou a bomba nuclear em Hiroshima, nasceu há 111 anos

Paul Tibbets, acenando do cockpit do Enola Gay, a 6 de agosto de 1945, antes de partir para Hiroshima
 
        
Paul Warfield Tibbets, Jr. (Quincy, 23 de fevereiro de 1915 - Columbus, 1 de novembro de 2007) foi um brigadeiro-general da Força Aérea dos Estados Unidos, comandante do avião que lançou a bomba atómica sobre Hiroshima, a 6 de agosto de 1945.
Piloto americano de missões de bombardeio sobre a Alemanha durante a Segunda Guerra, o então tenente-coronel Tibbets, de 30 anos, foi o escolhido para lançar a bomba atómica sobre Hiroshima. Na ocasião comandava o 509.º Agrupamento Aéreo dos Estados Unidos e desde fevereiro de 1945 preparava-se para a missão.
Desde o final de abril, o comandante aguardava, na pequena ilha de Tinian, no arquipélago das Marianas, no Oceano Pacífico, a ordem para bombardear o Japão.
Para realizá-la, Tibbets escolheu pessoalmente um quadrimotor B-29, que foi denominado Enola Gay, em infeliz homenagem à sua mãe.
Dos 1.500 membros do esquadrão, Tibbets era o único que sabia para o que estava a ser treinado. Os demais membros da tripulação que acompanhou o piloto apenas tinham recebido instruções, pouco precisas, sobre os reais objetivos da missão.
Até ao fim de sua vida, Tibbets acreditou ter feito o necessário para acabar com a guerra e não demonstrou arrependimento pela bomba por ele lançada ser responsável pela morte de mais de 119 mil pessoas, no primeiro ataque nuclear contra seres humanos na história.
O presidente Harry Truman, que ordenou o ataque, teria dito à tripulação, depois do retorno aos Estados Unidos: "Não percam o sono por terem cumprido esta missão; a decisão foi minha, vocês não podiam escolher".
Paul Tibbets viveu por mais de sessenta anos após bombardear Hiroshima, falecendo em casa, no estado de Ohio, a 1 de novembro de 2007, aos 92 anos de idade.
    

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Os nipo-americanos foram internados em campos de concentração há 84 anos...

  
Os campos de concentração nos Estados Unidos alojaram cerca de 120.000 pessoas, na sua maior parte de etnia japonesa, sendo mais da metade delas cidadãos norte-americanos. Os campos, situados no interior do país, foram desenhados para esse fim e estiveram ocupados de 1942 até 1948.

O objetivo foi deslocá-los da sua residência habitual, maioritariamente na Costa Oeste, para instalações construídas sob medidas extremas de segurança; os campos estavam fechados com arame farpado, vigiados por guardas armados, e situados em paragens afastadas dos centro populacional. As tentativas de abandono do campo resultaram ocasionalmente no abatimento dos reclusos.

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A 19 de fevereiro de 1942, Roosevelt assinou a ordem executiva Nº 9.066, autorizando o Departamento de Guerra a delimitar áreas militares onde a permanência das pessoas seria decidida pelo Secretário da Guerra, Henry Stimson. Este último aclarou a DeWitt que os descendentes de italianos não deveriam ser molestados e que somente alguns refugiados alemães deviam ser considerados.


A Batalha de Iwo Jima começou há 81 anos...

Raising the Flag on Iwo Jima
        
A Batalha de Iwo Jima (Operação Detachment) foi travada entre os Estados Unidos e o Japão, entre 19 de fevereiro e 26 de março de 1945, durante a Guerra do Pacífico, na II Guerra Mundial. Como resultado da batalha, os EUA ganharam controle da ilha de Iwo Jima e os campos aéreos localizados nessa mesma ilha.
O combate foi intenso, em parte devido à preparação japonesa, e as tropas norte-americanas capturaram o ponto mais elevado da ilha, o Monte Suribachi, perdendo 6.812 homens. O motivo para a invasão de Iwo Jima era capturar as suas pistas de aviação, de modo a fornecer um local de aterragem e de reabastecimento para os bombardeiros norte-americanos no avanço para o Japão, enquanto também tornava possível a escolta dos bombardeiros por caças.
A imagem mais famosa desta batalha é o hastear da bandeira norte-americana, pelos combatentes do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, no cume do Monte Suribachi.
     

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

O bombardeamento de Dresden foi há oitenta e um anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/17/Bundesarchiv_Bild_146-1994-041-07%2C_Dresden%2C_zerst%C3%B6rtes_Stadtzentrum.jpg
Dresden após o ataque aéreo
  
O bombardeamento de Dresden foi um bombardeamento militar efetuado durante a Segunda Guerra Mundial pelos aliados da Força Aérea Real (RAF) e a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos da América (USAAF) entre 13 e 15 de fevereiro de 1945. Em quatro ataques-surpresa, 1.300 bombardeiros pesados lançaram mais de 3.900 toneladas de dispositivos incendiários e bombas altamente explosivas na cidade, a capital barroca do estado alemão de Saxónia. A tempestade de fogo resultante destruiu 39 quilómetros quadrados do centro da cidade.
Um relatório da Força Aérea dos Estados Unidos escrito em 1953 por Joseph W. Angell defendeu a operação como o bombardeamento justificado de um alvo militar, industrial e centro importante de transportes e comunicação, sediando 110 fábricas e 50.000 trabalhadores em apoio aos esforços nazis. Em contrapartida, diversos pesquisadores argumentaram que nem toda a infraestrutura comunicacional, como pontes, foram de facto alvo do bombardeamento, assim como extensas áreas industriais distantes do centro da cidade. Alega-se que Dresden era um marco cultural de pouca ou nenhuma significância militar, uma "Florença do Elba", como era conhecida, e que os ataques foram um bombardeamento indiscriminado e desproporcional aos comensuráveis ganhos militares.
Nas primeiras décadas após a guerra, estimativas de mortos chegavam a 250.000, número atualmente considerado absurdo. Uma investigação independente encomendada pelo conselho municipal de Dresden em 2010 chegou a um total mínimo de 22.700 vítimas, com um número máximo de mortos em torno de 25.000 pessoas.
Em comparação direta com o bombardeamento de Hamburgo de 1943, que criou uma das maiores tempestades de fogo provocadas pela RAF e a Força Aérea dos Estados Unidos, matando aproximadamente 50.000 civis e destruindo praticamente toda a cidade, e o bombardeamento de Pforzheim, em 1945, que matou aproximadamente 18.000 civis, os ataques aéreos contra Dresden não podem ser considerados os mais graves da Segunda Guerra Mundial. No entanto, eles continuam conhecidos como um dos piores exemplos de sacrifício civil provocado por bombardeamento estratégico, ocupando lugar de destaque entre as causes célèbres morais da Segunda Guerra. Discussões pós-guerra, lendas populares, revisionismo histórico e propaganda da Guerra Fria levantaram debates entre comentaristas, oficiais e historiadores a respeito da fundamentação ou não do bombardeamento, e se sua realização teria constituído um crime de guerra.
Apesar de nenhum dos envolvidos no bombardeamento de Dresden jamais ter sido acusado de crime de guerra, muitos defendem que o bombardeamento foi um crime de guerra. Segundo o Dr. Gregory H. Stanton, advogado e presidente da Genocide Watch:
 

O Holocausto nazi está entre os genocídios mais perversos da história. Mas o bombardeamento de Dresden pelos Aliados e a destruição nuclear de Hiroshima e Nagasaki também foram crimes de guerra...
- Gregory H. Stanton

    

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/01/Bundesarchiv_Bild_183-08778-0001%2C_Dresden%2C_Tote_nach_Bombenangriff.jpg
Uma pilha de corpos antes da cremação
     

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

A Conferência de Ialta, que dividiu a Europa em dois blocos, terminou há oitenta e um anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Yalta_summit_1945_with_Churchill%2C_Roosevelt%2C_Stalin.jpg

          
A Conferência de Ialta, também chamada de Conferência da Crimeia, foi um conjunto de reuniões, ocorridas entre 4 e 11 de fevereiro de 1945, no Palácio Livadia, na estação balnear de Yalta, nas margens do Mar Negro, na Crimeia. Foi a segunda das três conferências em tempo de guerra entre os líderes das principais nações aliadas (a anterior ocorreu em Teerão, e a posterior seria em Potsdam).
Os chefes de governo dos Estados Unidos (Franklin D. Roosevelt) e da União Soviética (Estaline), e o primeiro-ministro do Reino Unido (Winston Churchill) reuniram-se, em segredo, em Ialta, para decidir o fim da Segunda Guerra Mundial e a repartição das zonas de influência entre o Oeste e o Leste.
Em 11 de fevereiro de 1945, eles assinam os acordos, cujos objetivos eram os de assegurar um fim rápido da guerra e a estabilidade do mundo após a vitória final.
Estes acordos são essenciais para a compreensão do mundo pós-guerra. Mesmo se as suas interpretações pelos historiadores são diversas e variadas, vários deles estão de acordo sobre diversos pontos dos acordos. As diretrizes afirmadas nesta reunião determinaram boa parte da ordem durante a Guerra Fria, precisando as zonas de influência e ação dos blocos antagónicos, capitalista e socialista. Contudo, em 1991, após a queda da União Soviética, o ambiente internacional entrou em um período de transição, abandonando estes preceitos.
   

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

A Batalha de Guadalcanal terminou há 83 anos

Fuzileiros navais americanos patrulhando as margens do rio Matanikau, em Guadalcanal, em setembro de 42
      
A Batalha de Guadalcanal, também conhecida como Campanha de Guadalcanal (nome de código Operation Watchtower), foi uma batalha travada entre 7 de agosto de 1942 e 9 de fevereiro de 1943 na ilha de Guadalcanal, entre as Forças Aliadas e o Império do Japão, durante a Guerra do Pacífico, no contexto da Segunda Guerra Mundial.
A 7 de agosto de 1942, tropas aliadas, encabeçadas por fuzileiros navais dos Estados Unidos, desembarcaram nas ilhas de Guadalcanal, Tulagi e Florida, nas Ilhas Salomão, com o objetivo de negar aos japoneses o uso dessas ilhotas como base para atacar as linhas de suprimento e rotas de comunicação entre os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândia. Os Aliados também pretendiam usar Guadalcanal e Tulagi como uma base para lançar futuras campanhas no sul do Pacífico e conquistar, ou neutralizar, a principal base japonesa em Rabaul, na Nova Bretanha. Os Aliados sobrepujaram os japoneses com seu número e destruíram as suas guarnições em Guadalcanal, conquistando também as ilhas de Tulagi e Florida. Um dos pontos chave das operações foi a tomada do aeroporto de Henderson Field, que estava sendo construído pelos japoneses em Guadalcanal. O poderio militar americano, com apoio dos australianos, desempenhou ações fundamentais para o sucesso da campanha, realizando o primeiro grande desembarque naval de tropas na segunda grande guerra.
Surpreendidos pela repentina e feroz ofensiva Aliada, os japoneses lançaram-se, entre agosto e novembro de 1942, em várias tentativas de reconquistar o aeroporto Henderson. Três grandes incursões terrestres, sete batalhas navais em larga escala e contínuas, quase que diárias, ações aéreas culminaram na decisiva batalha naval de Guadalcanal no começo de novembro, em que a última tentativa dos japoneses de tentar subjugar o aeroporto Henderson por meio de maciços bombardeamentos por terra e por mar, para que forças terrestres pudessem avançar, terminou em fracasso e ainda sofreram pesadas baixas no processo. Em dezembro, os japoneses abandonaram os seus esforços de retomar Guadalcanal e, no início de fevereiro de 1943, iniciaram uma operação de retirada da região, em face de uma nova grande ofensiva encabeçada pelo exército dos Estados Unidos.
A campanha de Guadalcanal foi uma grande e significativa vitória para os Aliados ocidentais no teatro de operações do Pacífico. Juntamente com a batalha de Midway, é considerado o ponto de virada na guerra contra o Japão. No começo de 1943, os japoneses alcançaram o máximo de suas conquistas territoriais no Pacífico. Porém, as vitórias aliadas em Baía Milne, Buna-Gona e Guadalcanal marcaram a transição da vantagem na guerra para os Estados Unidos e os seus aliados de uma postura defensiva para uma ofensiva, liderando, subsequentemente, operações bem sucedidas nas Ilhas Salomão e na Nova Guiné, eventualmente avançando rumo ao norte do Pacífico, até forçar o Japão a se render, em 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial.
   

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

A conferência de Ialta, que redesenhou fronteiras na Europa, começou há oitenta e um anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d2/Yalta_summit_1945_with_Churchill%2C_Roosevelt%2C_Stalin.jpg
             
A Conferência de Ialta, também chamada de Conferência da Crimeia, foi um conjunto de reuniões, ocorridas entre 4 e 11 de fevereiro de 1945 no Palácio Livadia, na estação balneária de Yalta, nas margens do Mar Negro, na Crimeia. Foi a segunda das três conferências em tempo de guerra entre os líderes das principais nações aliadas (a anterior ocorreu em Teerão, e a posterior seria em Potsdam).
Os chefes de governo dos Estados Unidos (Franklin D. Roosevelt) e da União Soviética (Estaline), e o primeiro-ministro do Reino Unido (Winston Churchill) reuniram-se, em segredo, em Ialta, para decidir o fim da Segunda Guerra Mundial e a repartição das zonas de influência entre o Oeste e o Leste.
Em 11 de fevereiro de 1945, eles assinam os acordos, cujos objetivos eram os de assegurar um fim rápido da guerra e a estabilidade do mundo após a vitória final.
Estes acordos são essenciais para a compreensão do mundo pós-guerra. Mesmo se as suas interpretações pelos historiadores são diversas e variadas, vários deles estão de acordo sobre diversos pontos dos acordos. As diretrizes afirmadas nesta reunião determinaram boa parte da ordem durante a Guerra Fria, precisando as zonas de influência e ação dos blocos antagónicos, capitalista e socialista. Contudo, em 1991, após a queda da União Soviética, o ambiente internacional entrou em um período de transição, abandonando estes preceitos.
      

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Os nazis foram derrotados na Batalha de Estalinegrado há oitenta e três anos

O Marechal Friedrich Paulus e os seus oficiais, após a rendição
  
A Batalha de Estalinegrado foi uma operação militar conduzida pelos alemães e os seus aliados contra as forças soviéticas, pela posse da cidade de Estalinegrado (atual Volgogrado), nas margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a II Guerra Mundial. A batalha foi o ponto de viragem da guerra na Frente Oriental, marcando o limite da expansão alemã no território soviético, a partir de onde o Exército Vermelho empurraria as forças alemãs até Berlim, e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a história, causando morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis.
Marcada pela sua extrema brutalidade e desrespeito pelas vidas, militares e civis, de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre a cidade de Estalinegrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha nazi na II Guerra Mundial e a mais decisiva; a partir daí, a ofensiva no leste forçou os alemães cada vez mais em direção ao seu território, e, com a ajuda vinda do oeste pelos Aliados, juntamente com os Estados Unidos, com o "Dia D", deu-se a vitória final contra os nazis do Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.
   

sexta-feira, janeiro 30, 2026

A última grande batalha naval da II Guerra Mundial foi há 83 anos

  
A Batalha da Ilha Rennell teve lugar entre 29 e 30 de janeiro de 1943 e foi a última grande batalha naval entre a Marinha dos Estados Unidos e da Marinha Imperial Japonesa durante a longa campanha de Guadalcanal, nas Ilhas Salomão, durante a II Guerra Mundial. A batalha ocorreu no Pacífico Sul entre a ilha Rennell e Guadalcanal, no sul das Ilhas Salomão. Nos combates, a marinha japonesa conseguiu forçar os americanos a recuar temporariamente, protegendo a operação para evacuar as suas forças terrestres de Guadalcanal.
    

  

Franklin Delano Roosevelt nasceu há 144 anos

Uma das raras fotos do presidente Roosevelt em cadeira de rodas
     
Franklin Delano Roosevelt (Hyde Park, 30 de janeiro de 1882 - Warm Springs, 12 de abril de 1945), popularmente conhecido como FDR, foi um estadista e líder político americano que serviu como o 32º Presidente dos Estados Unidos de 1933 até à sua morte, em 1945. Membro do Partido Democrata, ele foi eleito para quatro mandatos presidenciais, sendo o presidente que ficou mais tempo no cargo, dominando o seu partido desde 1932 e tornou-se também uma figura central dos eventos históricos mundiais da metade do século XX, liderando os Estados Unidos durante a grande depressão económica e a Segunda Guerra Mundial. Ele encabeçou um programa de ajuda, recuperação e reforma económica-social, conhecido como New Deal, que expandiu a regulamentação, o tamanho e os poderes do governo federal, especialmente na economia. Como líder dos Democratas, ele fez o New Deal, que uniu os grandes sindicatos, as cidades industriais, americanos brancos, afro-americanos e fazendeiros sulistas brancos para apoiar as suas iniciativas políticas. Esta coligação dominou a política americana na década de 30 e 40, redefinindo o liberalismo americano e o movimento progressista do século XX nos Estados Unidos.
Roosevelt nasceu em 1882, membro de uma antiga e proeminente família de ascendência holandesa do Condado de Dutchess, em Nova Iorque. Ele teve uma educação privilegiada, formando-se na Groton School e na Universidade de Harvard em Massachusetts. Aos 23 anos de idade, em 1905, casou com Eleanor Roosevelt, de quem teve seis filhos. Entrou para a política em 1910, servindo no senado estadual de Nova Iorque e depois foi Secretário Assistente da Marinha, sob o presidente Woodrow Wilson. Em 1920, Roosevelt foi candidato à vice-presidência dos Estados Unidos com James M. Cox, mas foram derrotados nas eleições presidenciais pelos republicanos Warren Harding e Calvin Coolidge, como presidente e vice, respetivamente. Roosevelt ficou doente com poliomielite em 1921, impossibilitando-o de andar normalmente e colocando em risco o seu futuro na política, mas tentou tratar-se e fundou um centro de tratamento em Warm Springs, Geórgia. Roosevelt retornou à vida política quando tentou substituir Alfred E. Smith como governador de Nova Iorque, sendo eleito para este cargo em 1928. Como governador de 1929 até 1933, ele iniciou uma série de reformas para resolver os problemas do seu estado e combater a Grande Depressão que assolava todo o país naquele período.
Nas eleições presidenciais de 1932, num período de grave recessão económica, Roosevelt venceu nas urnas o então presidente republicano Herbert Hoover. Com mais energias pelas suas melhoras da poliomielite, FDR usou o seu otimismo e ativismo para renovar o debilitado espírito nacional americano. Nos seus primeiros 100 dias no cargo de presidente, que começou em 4 de março de 1933, Roosevelt lançou uma grande e sem precedentes agenda legislativa e assinou várias ordens executivas para implementar seu plano de recuperação económica e desenvolvimento, conhecido como New Deal - um programa de ajuda governamental, de recuperação e crescimento económico, gerador de emprego e de reformas (através de regulamentações sobre Wall Street, bancos e transportes). Ele criou vários programas para apoiar os desempregados e agricultores, encorajou os sindicatos a crescer enquanto regulamentava os negócios empresariais e a grande finança. Assinou também a revogação da lei seca nos Estados Unidos em 1933, o que aumentou a sua popularidade. Assim conseguiu ser reeleito facilmente em 1936. A economia americana recuperou e cresceu exponencialmente entre 1933 e 1937, antes de voltar à recessão em 1937–38. Uma coligação conservadora bipartidária foi formada em 1937 e bloqueou quase todas as suas propostas para novas legislações liberais progressistas (uma das novas leis que passou foi a do salário mínimo). Quando a Segunda Guerra Mundial começou, os conservadores conseguiram encerrar no Congresso vários programas de alívio económico da administração Roosevelt. Contudo, eles mantiveram as regulamentações do governo sobre a economia. Entre os programas de FDR que sobreviveram ao longo do tempo estão a criação da Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos, leis trabalhistas (como o Wagner Act), o Federal Deposit Insurance Corporation e as legislações de Seguridade Social.
Em 1938, a sombra da Segunda Guerra Mundial pairava sobre o mundo. Com os japoneses lançando a sua invasão da China e a Alemanha Nazi ameaçando a estabilidade e segurança na Europa, Roosevelt decidiu dar grande apoio diplomático e financeiro à China e ao Reino Unido, embora mantivesse os Estados Unidos oficialmente neutros no começo das hostilidades. O seu objetivo era transformar a América no "Arsenal da Democracia", que iria fornecer enormes quantidades de suprimentos e equipamentos aos Aliados. Em março de 1941, Roosevelt, com apoio do Congresso, aprovou o programa Lend-Lease de ajuda para os britânicos e chineses, empurrando os americanos cada vez mais para a guerra. Então, um dia após o ataque japonês contra Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, Roosevelt exortou o Congresso dos Estados Unidos a declarar guerra contra o Japão. No seu famoso discurso, ele afirmou que o ataque japonês no Havai foi "não provocado" e disse que o dia 7 de dezembro seria "um dia que viveria na infâmia". Os congressistas americanos, quase que em uníssono, apoiaram o presidente e declararam estado de guerra formal entre os Estados Unidos e o Japão. Quando Adolf Hitler, o ditador alemão, declarou também o começo das hostilidades entre os dois países, Roosvelt recebeu novamente apoio do Congresso e do povo para fazer guerra contra as Potências do Eixo. Ele trabalhou de perto com o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, o líder soviético Estaline e o generalíssimo chinês Chiang Kai-shek, para liderar os esforços dos Aliados para derrotar a Alemanha nazi, a Itália fascista e o Império do Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Ele supervisionou a reconstrução e o rearmamento maciço das forças armadas dos Estados Unidos e da transformação da económica americana para apoiar o esforço de guerra. Num dos momentos baixos da sua presidência autorizou o aprisionamento de mais de 100.000 civis americanos de origem japonesa, algo que ele definiu como "um mal necessário". Como um líder militar ativo, Roosevelt implementou um plano de guerra em duas frentes, derrotando as forças do Eixo na Europa e na Ásia, e supervisionou o chamado Projeto Manhattan, que desenvolveu a primeira bomba nuclear da história. O seu trabalho como diplomata também influenciou a criação da Organização das Nações Unidas e os Acordos de Bretton Woods. Durante a guerra, o desemprego nos Estados Unidos caiu para menos de 2%, os programas de ajuda económico acabaram e o potencial industrial do país cresceu exponencialmente, com milhões de pessoas trabalhando nas fábricas ou indo servir nas forças armadas. A saúde de Roosevelt começou a deteriorar-se perto do fim do conflito e ele morreu três meses antes de começar o seu quarto mandato.
Franklin Roosevelt é considerado, por académicos e historiadores, como um dos três grandes presidentes da história americana, juntamente com Abraham Lincoln e George Washington. Ele também é considerado um das melhores presidentes de sempre pelo povo dos Estados Unidos.
    

terça-feira, janeiro 27, 2026

Holocausto - nunca esqueceremos nem podemos perdoar...

(imagem daqui)


 

 

ARBEIT MACHT FREI

    
    
Punham o comboio em marcha quando a hora
chegava. Carruagens fechadas, vagões atrelados,
o caminho era em frente. Olhavam a paisagem,
quando se distraíam ; mas logo voltavam
a atenção para os carris, gracejando ao trocarem
de lugar quando chegava a hora das refeições.
Nas paragens, bebiam pela garrafa; e nem
davam pelo que se passava atrás deles: estava
longe o destino, as paragens eram muitas, e
tinham de as compensar com horas extraordinárias
para cumprir o horário: regulamentos são ordens,
estavam à sua espera, e só depois de feita
a entrega podiam mudar o sentido da máquina
e fazer o caminho de volta, vagões vazios
e limpos, e tudo a andar mais depressa porque
já não havia peso a atrasar a marcha. São
assim os bons profissionais, cumpridores,
e não há notícia de greves, desvios,
perguntas sobre o que enchia os vagões.

    

  
    

in Fórmulas de uma luz inexplicável (2012) - Nuno Júdice

O campo de concentração de Auschwitz-Birkenau foi libertado há oitenta e um anos...


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f9/Auschwitz-birkenau-main_track.jpg

Entrada para Auschwitz II-Birkenau, o campo de extermínio do complexo de Auschwitz
      
Auschwitz-Birkenau é o nome de uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polónia operados pelo Terceiro Reich nas áreas polacas anexadas pela Alemanha Nazi, maior símbolo do Holocausto perpetrado pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1940, o governo de Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A razão direta para sua construção foi o facto de que as prisões em massa de judeus, especialmente polacos, por toda a Europa que ia sendo conquistada pelas tropas nazis, excediam em grande número a capacidade das prisões convencionais até então existentes. Ele foi o maior dos campos de concentração nazis, consistindo de Auschwitz I (campo principal e centro administrativo do complexo); Auschwitz II–Birkenau (campo de extermínio), Auschwitz III–Monowitz, e mais 45 campos satélites.
Por um longo tempo, Auschwitz era o nome alemão dado a Oświęcim, na Baixa Polónia, a cidade em volta da qual os campos se localizavam. Ele tornou-se novamente o nome oficial após a invasão da Polónia pela Alemanha em setembro de 1939. "Birkenau", a tradução alemã para Brzezinka (floresta de bétulas), referia-se originalmente a uma pequena vila polaca, que foi destruída, para que o campo pudesse ser construído.
 
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Em 27 de abril de 1940, Heinrich Himmler, o Reichsführer da SS, deu ordens para que a área dos antigos alojamentos da artilharia do exército, no local agora oficialmente denominado Auschwitz, ex-Oświęcim, fosse transformada em campos de concentração. No complexo construído, Auschwitz II–Birkenau foi designado por ele como campo de extermínio e o lugar para a Solução final dos judeus. Entre o começo de 1942 e o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa ocupada para as câmaras de gás do campo. O primeiro comandante, Rudolf Höss, testemunhou depois da guerra, no Julgamento de Nuremberga, que mais de três milhões de pessoas haviam morrido ali, 2.500.000 gaseificadas e 500.000 de fome e doenças. Hoje em dia os números mais aceites são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles de judeus. Outros deportados para Auschwitz e executados foram 150 mil polacos, 23 mil ciganos romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades. Aqueles que não eram executados nas câmaras de gás morriam de fome, doenças infecciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências médicas. 
 
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Em 27 de janeiro de 1945 os campos foram libertados pelas tropas soviéticas, dia este que é comemorado mundialmente como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, assim designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, resolução 60/7, em 1 de novembro de 2005, durante a 42º sessão plenária da Organização. Em 1947, a Polónia criou um museu no local de Auschwitz I e II, que desde então recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que já passaram sob o portão de ferro que tem escrito em seu cimo o infame motto "Arbeit macht frei" (O Trabalho Liberta). Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Património da Humanidade.
  

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1a/Arbeit_macht_frei_sign%2C_main_gate_of_the_Auschwitz_I_concentration_camp%2C_Poland_-_20051127.jpg
Arbeit macht frei, O Trabalho Liberta, inscrição no topo do portão de entrada de Auschwitz