sexta-feira, dezembro 20, 2024

Alan Parsons faz hoje 76 anos

   
Alan Parsons (Londres, 20 de dezembro de 1948) é um engenheiro de áudio, compositor, músico e produtor musical inglês, filho de Alexander Denys Herbert (Denys) Parsons e Jane Kelty (Kelty) MacLeod. O pai de Parsons foi o desenvolvedor do Parsons Code. O seu bisavô foi ator de teatro e gerente do teatro Herbert Beerbohm-Tree, e o ator de cinema Oliver Reed, primo em primeiro grau, embora nunca se tenham conhecido.
Parsons esteve envolvido na produção de vários álbuns, incluindo Beatles: Abbey Road (1969) e Let It Be (1970), Pink Floyd: The Dark Side of the Moon (1973), e do homónimo álbum de estreia dos Ambrosia, em 1975. O próprio grupo de Parsons, The Alan Parsons Project, bem como as suas gravações a solo subsequentes, também tiveram sucesso comercial. Ele foi indicado para 13 prémios Grammy, tendo obtido a sua primeira vitória em 2019 para o "Melhor Álbum de Áudio Imersivo" com Eye in the Sky (edição de 35º aniversário).
   
 

Pedro Abrunhosa celebra hoje 64 anos

(imagem daqui)
    
Pedro Machado Abrunhosa (Porto, 20 de dezembro de 1960), é um cantor e compositor português.
   
Biografia
Inicia cedo os estudos musicais mas mais seriamente em 1976. Termina o Curso de Composição do Conservatório de Música do Porto, após o que estuda e trabalha com os professores Álvaro Salazar e Jorge Peixinho. Faz o Curso de Pedagogia Musical com Jos Wuytack. Aos dezasseis anos já dava aulas na Escola de Música do Porto. Pouco depois ensinava também no ensino oficial, na Escola do Hot Clube, em Lisboa, e na Escola de Música Caiús. Desenvolve os estudos de contrabaixo. Funda a Escola de Jazz do Porto e a Orquestra da mesma, que dirige e para a qual escreve.
Trabalha nesta área por toda a Europa com Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood, Steve Brown, Todd Coolman, Billy Hart, Bill Dobbins, Dave Schnitter, Jack Walrath, Boulou Ferré, Elios Ferré, Ramon Cardo, Frankie Rose, Vicent Penasse e Tommy Halferty.
Em abril de 1994 é editado o álbum “Viagens”, gravado conjuntamente com os “Bandemónio”. O disco é um enorme sucesso atingindo a marca de tripla platina. Neste álbum conta com a participação especial do saxofonista de James Brown, Maceo Parker. Faz mais de duzentos espetáculos em apenas dois anos. Apresenta-se ainda nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Macau, França, Suíça, Espanha, Luxemburgo, Itália e outros.

 

 

Música de aniversariante de hoje...!

Hoje é dia de de ouvir cantar Camané...

quinta-feira, dezembro 19, 2024

William Turner morreu há cento e setenta e três anos...

William Turner: Auto-retrato, 1798
       
Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de abril de 1775 - Chelsea, 19 de dezembro de 1851), foi pintor romântico inglês, considerado por alguns um dos precursores da modernidade na pintura, em função dos seus estudos sobre cor e luz.
    
Castelo Arundel com arco-íris (1824), Museu Britânico - Londres
       

Erupção do Vesúvio (1817), The British Art Center - New Haven
       

Emily Brontë morreu há 176 anos...

    
Emily Jane Brontë (Thornton, Inglaterra, 30 de julho de 1818 - Haworth, Inglaterra, 19 de dezembro de 1848) foi uma escritorapoetisa britânica, autora do romance Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais), hoje considerado um clássico da literatura mundial. Era a segunda irmã mais velha das três sobreviventes irmãs Brontë, entre Charlotte e Anne. Ela escrevia sob o pseudónimo masculino de Ellis Bell. É, das três irmãs, a de que menos se têm informações, tendo vivido reclusa e introvertida. 

   

(...) 

  

Emily acreditava que a sua saúde, à semelhança da dos irmãos, tinha sofrido devido ao clima severo do local onde viviam e às condições insalubres da sua casa (a água que recebiam vinha contaminada pelo escoamento do cemitério da igreja). Ela apanhou uma constipação grave, durante o funeral do seu irmão Branwell, em setembro de 1848, e a sua saúde piorou ainda mais quando contraiu tuberculose. Apesar de o seu estado de saúde se ter agravado bastante, ela recusou qualquer assistência médica e remédios, dizendo que não queria "veneno, nem médicos" perto dela. Na manhã de 19 de dezembro de 1848, Charlotte, preocupada com o estado de saúde da irmã, escreveu:

Ela fica mais fraca a cada dia que passa. O médico expressou a sua opinião de forma demasiado obscura para ter alguma utilidade: ele enviou alguns medicamentos que ela não tomou. Nunca conheci momentos tão negros como estes, peço a Deus para que nos dê força a todos.

Ao meio-dia, Emily piorou: só conseguia falar através de sussurros entre suspiros. As suas últimas palavras que a família conseguiu ouvir foram: "Podem chamar um médico? Queria que um me visse", mas foi tarde demais. Ela morreu, nesse dia, às duas horas.

O seu irmão tinha morrido três meses antes, o que levou uma criada a declarar que "a menina Emily morreu de coração partido pela morte do irmão". Emily tinha emagrecido tanto que o seu caixão tinha apenas 40 centímetros de largura. Ela foi enterrada no cemitério da igreja de St. Michael and All Angels, em Haworth.
   

Hoje é dia de recordar Vitorino Nemésio...

(imagem daqui)

    

Corno Coxo
 
Fui hoje à Caixa, Marga, receber
A pensão de reforma.
Coxo e doido, Marga. Muito!
Duro é ser velho, e, então, de ossos a arder?
A minha tíbia engole facas.
Fui hoje à Caixa receber
O troco das pernas fracas.
E lembrei-me de ti, que eras habituée
Lá pela ordem dos trinta, dos cinquenta milhões.
Da formiga à cigarra:
(Iguais ocasiões)
- Que faisiez vous aux temps chaux,
Dit-elle à cette emprunteuse.
Lembrei-me de ti com La Fontaine,
Cigarra, claro, chanteuse.
Formiga fora uma aubaine.
Marga, é tão triste o dinheiro!
Até já o ganhas, como eu,
E andaste coxa, cheia de dores
Tu que o atiravas aos punhados
Como em batalha de flores
Estás como os reformados
À espera dos directores
Mas como ainda és bonita
E há sempre um, pronto aos favores,
Vê bem o que ele te debita
Que descontos te faz
Ê provável que insista
Sabendo-te "petite amie" de um pobre pensionista
A menina bem sabe que há certas coisas que nem mesmo um aperto
(Ai, a minha perninha!)
Cornucópia - corno coxo.

  
    
in
Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga (2003) - Vitorino Nemésio

Música (e poema...) adequados à data...

 

Perfilados de Medo - José Mário Branco
Poema de Alexandre O'Neil e música de José Mário Branco

Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.

Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.

Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.

Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...

 

in Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - LP de 1971 

Phil Ochs nasceu há oitenta e quatro anos...

 
Philip David
"Phil" Ochs (El Paso, Texas, December 19, 1940 – Far Rockaway, New York City, April 9, 1976) was an American protest singer (or, as he preferred, a topical singer) and songwriter who was known for his sharp wit, sardonic humor, earnest humanism, political activism, insightful and alliterative lyrics, and distinctive voice. He wrote hundreds of songs in the 1960s and '70s and released eight albums.

Ochs performed at many political events during the 1960s counterculture era, including anti-Vietnam War and civil rights rallies, student events, and organized labor events over the course of his career, in addition to many concert appearances at such venues as New York City's Town Hall and Carnegie Hall. Politically, Ochs described himself as a "left social democrat" who became an "early revolutionary" after the protests at the 1968 Democratic National Convention in Chicago led to a police riot, which had a profound effect on his state of mind.

After years of prolific writing in the 1960s, Ochs's mental stability declined in the 1970s. He eventually succumbed to a number of problems including bipolar disorder and alcoholism, and died by suicide in 1976.

Some of Ochs's major musical influences were Woody Guthrie, Pete Seeger, Buddy Holly, Elvis Presley, Bob Gibson, Faron Young, and Merle Haggard. His best-known songs include "I Ain't Marching Anymore", "Changes", "Crucifixion", "Draft Dodger Rag", "Love Me, I'm a Liberal", "Outside of a Small Circle of Friends", "Power and the Glory", "There but for Fortune", and "The War Is Over".

 
     
 

Maurice White, dos Earth, Wind & Fire, nasceu há 83 anos...

  
Maurice White (Memphis, Tennessee, 19 de dezembro de 1941 - Los Angeles, 3 de fevereiro de 2016) foi grande cantor e instrumentista. Conhecido como um dos grandes compositores mundiais, foi o fundador de umas das bandas mais famosas do mundo, os Earth, Wind & Fire.
   
 

Hoje é dia de recordar Alvin Lee...

Jimmy Bain nasceu há 77 anos...

      
Jimmy Bain (Newtonmore, Highland, 19 de dezembro de 1947 – Bahamas, 24 de janeiro de 2016) foi um baixista escocês, famoso por ter tocado nas bandas Rainbow e Dio com Ronnie James Dio. Ele também trabalhou com o vocalista dos Thin Lizzy, Phil Lynott, co-escrevendo canções para os seus álbuns a solo.

 

 

Porque, enquanto for recordado, o Pintor nunca morre...

 

A Morte Saiu À Rua - Zeca Afonso

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
 
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
 
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
 
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação

Lars Ulrich, o baterista dos Metallica, faz hoje 61 anos

    
Lars Ulrich (Gentofte, 26 de dezembro de 1963) é um empresário, ator e músico dinamarquês, mais conhecido por ser o baterista e o principal fundador da banda norte-americana de thrash metal Metallica. É filho do tenista Torben Ulrich. Em 2004, a revista Kerrang! elegeu Lars a 9° personalidade de maior influência no mundo do rock. Atualmente ocupa o 5° lugar na lista dos bateristas mais ricos do mundo.

 

Limahl celebra hoje 66 anos

    
Christopher Hamill (Pemberton, 19 de dezembro de 1958), mais conhecido pelo nome artístico de Limahl, é um cantor britânico que alcançou fama mundial como vocalista da banda britânica de synthpop e new wave Kajagoogoo, antes de seguir carreira a solo. O seu maior sucesso foi "The Never Ending Story" (1984), tema da banda sonora do filme homónimo

   

in Wikipédia

 

O primeiro rei Borbon de Espanha nasceu há 341 anos


 

Filipe V de Espanha (Versalhes, 19 de dezembro de 1683Madrid, 9 de julho de 1746), conhecido como Filipe de Anjou antes da sua subida ao trono espanhol, era neto do rei francês Luís XIV, tendo governado a Espanha entre 1700 e 1746, bem como os reinos de Nápoles (até 1707) e da Sicília (até 1713) – foi o primeiro rei espanhol da dinastia de Bourbon.
As demais potências europeias receavam a união de dois Estados tão poderosos, tanto quanto a França temia uma reunião da Espanha e da Áustria de novo sobre a cabeça de um Habsburgo. Daí ter-se gerado um conflito, motivado pela sucessão de Carlos II de Espanha, que morrera sem filhos, mas designara como sucessor o neto de Luís XIV, Filipe de Anjou, que era filho da sua meio-irmã mais velha. O imperador Leopoldo I da Áustria, parente próximo do rei defunto, julgando-se com direitos ao trono de Espanha, iniciou as hostilidades, e assim teve início a Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713).
Embora tivesse saído vencedor e permanecido como rei de Espanha, teve que ceder à Grã-Bretanha a ilha de Menorca, nas Baleares, assim como o rochedo de Gibraltar, e aos Habsburgos da Áustria os Países Baixos espanhóis. A perda dos territórios mencionados marcou o início do declínio espanhol na Europa, por oposição ao da França, agora senhora praticamente incontestada no Continente Europeu, e da Grã-Bretanha, que dominava as rotas do comércio mundial.
A 14 de janeiro de 1724, Filipe abdicou do trono a favor do seu filho mais velho, Luís, mas voltaria a assumir a coroa de Espanha sete meses mais tarde, quando o seu filho faleceu, vítima de varíola.
Filipe ajudou os seus familiares em França a conseguir significativos ganhos territoriais durante as guerras de sucessão na Polónia e Áustria.
Embora o seu governo tenha contribuído para uma melhoria significativa do estado da Espanha, que ficara muito enfraquecida durante o ocaso da dinastia de Habsburgo, para o fim da vida, Filipe viu-se afligido por uma depressão, caindo como outros antecessores do trono espanhol, num estado de grande melancolia. A sua segunda esposa, Isabel Farnésio, dominava o monarca.
À sua morte, viria a ser sucedido por Fernando VI, seu segundo filho da sua primeira esposa, Maria Luísa de Saboia; quando este também morreu ,sem descendentes, foi sucedido pelo filho que teve do segundo casamento, Carlos III.

Vitorino Nemésio nasceu há cento e vinte e três anos...


Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Praia da Vitória, 19 de dezembro de 1901 - Lisboa, 20 de fevereiro de 1978) foi um poeta, escritor e intelectual de origem açoriana que se destacou como romancista, autor de Mau Tempo no Canal, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


O Futuro Perfeito

A neta explora-me os dentes.
Penteia-me como quem carda.
Terra da sua experiência,
Meu rosto diverte-a, parda
Imagem dada à inocência.

Finjo que lhe como os dedos,
Fura-me os olhos cansados,
Íntima aos meus próprios medos
Deixa-mos sossegados.

E tira, tira puxando
Coisas de mim, divertida.
Assim me vai transformando
Em tempo de sua vida.



Vitorino Nemésio

Brejnev nasceu há 118 anos

     
Leonid Ilitch Brejnev (Kamenskoe, 19 de dezembro de 1906 - Moscovo, 10 de novembro de 1982) foi um estadista soviético que esteve à frente da União Soviética entre 1964 e 1982. Chefiou o Partido Comunista, tendo presidido ao Soviete Supremo de 1977 até a sua morte. Teve sob seu comando o maior exército do mundo na época e um imenso arsenal nuclear, no período em que a URSS chegou ao seu ápice geopolítico. Pôs em prática a Doutrina da Soberania Limitada, que buscou impedir a expansão e influência do liberalismo pelo mundo, razão pela qual é considerada neoestalinista, pelo seu cunho expansionista, agressivo e revolucionário.
      
     
beijo socialista
O Beijo de Erich Honecker e Leonid Brejnev (daqui)

Alzheimer morreu há 109 anos

     
Aloysius Alzheimer (Marktbreit, 14 de junho de 1864 - Wroclaw, 19 de dezembro de 1915) foi um psiquiatra alemão conhecido sobretudo por ter sido o primeiro autor a reconhecer como entidade patognomónica distinta a doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome (doença de Alzheimer ou mal de Alzheimer). Alzheimer trabalhou também com Emil Kraepelin, autor da primeira classificação moderna dos vários tipos de doenças psicóticas.
    
Vida e obra
Aloysius Alzheimer nasceu em 1864, na cidade alemã de Markbreit, Baviera, filho de Eduard Alzheimer e da sua segunda esposa, Theresia. Estudou em Berlim, Tübingen e Würzburg.
Casou-se, em 1894, com a viúva Cecilie Simonette Nathalie Geisenheimer, de quem teve três filhos.
O primeiro caso da doença que leva seu nome foi da paciente Auguste D., internada no hospital de Frankfurt, a 25 de novembro de 1901, e que, aos cinquenta e um anos de idade, apresentava sintomas de demência.
Em 1906 apresentou, durante um congresso científico na Alemanha, a doença do córtex cerebral (Mal de Alzheimer).
 
(...)
 
Em agosto de 1912, Alzheimer adoeceu no comboio a caminho da Universidade de Breslau, onde havia sido nomeado professor de psiquiatria em julho de 1912. Provavelmente ele teve uma infeção estreptocócica subsequente de uma febre reumática, levando a doenças cardíacas valvulares, insuficiência cardíaca e insuficiência renal. Ele nunca recuperou completamente desta doença. Alzheimer morreu, de insuficiência cardíaca, a 19 de dezembro de 1915, aos 51 anos, em Breslau, Silésia (atualmente Wrocław, Polónia). Foi enterrado em 23 de dezembro de 1915, ao lado de sua esposa, no Cemitério de Frankfurt am Main.

Édith Piaf nasceu há 109 anos...


Édith Giovanna Gassion, (Paris, 19 de dezembro de 1915 - Plascassier, 11 de outubro de 1963), ou simplesmente, Édith Piaf foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da chanson.
O seu canto expressava claramente a sua trágica história de vida. Entre os seus maiores sucessos estão "La vie en rose" (1946), "Hymne à l'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, je ne regrette rien" (1960). Participou de peças teatrais e filmes. Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando ao cinemas brasileiros com o título "Piaf – Um Hino ao Amor" e em Portugal "La Vie En Rose" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), com direção de Olivier Dahan.
Édith Piaf está sepultada na mais célebre necrópole parisiense, o cemitério do Père-Lachaise. O seu funeral foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Atualmente o seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro.
    
 

Música adequada à data...


Amália Rodrigues - Gaivota
Poema: Alexandre O'Neill
Música: Alain Oulman

 

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Os últimos astronautas a pisar a Lua aterraram há 52 anos...

Estatísticas da missão


Módulo de comando America
Módulo lunar Challenger
Número de tripulantes 3
Lançamento 07.12 de 1972, 05.33 UTC, Cabo Kennedy
Alunagem 11.12 de 1972, 19.54.57 UTC, Taurus-Littrow
Aterragem 19.12 de 1972, 19.24.59 UTC
Órbitas 3 (Terra), 75 (Lua)
Duração 12 dias, 13 horas, 51 minutos e 59 segundos
                                  Imagem da tripulação                                           
 
 

 

Da esquerda para a direita: Schmitt, Evans e Cernan (sentado)

A Apollo XVII foi a sexta e última missão tripulada do Projeto Apollo à Lua, realizada em dezembro de 1972. Foi a única missão que contou com um geólogo profissional em sua tripulação, a missão que mais tempo permaneceu na superfície lunar, o primeiro lançamento noturno de uma missão tripulada norte-americana e a última viagem espacial tripulada realizada por qualquer país para além da órbita terrestre.


in Wikipédia

Jake Gyllenhaal comemora hoje 44 anos

    
Jacob Benjamin Gyllenhaal (Los Angeles, 19 de dezembro de 1980) é um premiado ator norte-americano, mais conhecido por interpretar Homer Hickam no filme October Sky, seguido pelo filme Donnie Darko, que dava vida a um adolescente com problemas psicológicos e que contracenava com a sua irmã da vida real, Maggie Gyllenhaal. No filme The Day After Tomorrow, ele retratou um estudante preso num evento cataclísmico do aquecimento e arrefecimento global, ao lado de Dennis Quaid como seu pai. O ano de 2005 foi seguramente o ano de sua consagração como ator diante do grande público, graças a sua interpretação de um fuzileiro frustrado em Jarhead e sobretudo como personagem do vaqueiro Jack Twist em Brokeback Mountain, de Ang Lee, lhe rendeu elogios da crítica, o prémio BAFTA de Melhor Ator Secundário e uma indicação para o Óscar de Melhor Ator Secundário. Em 2010 foi ator principal do filme Prince of Persia: The Sands of Time, baseado no jogo eletrónico de mesmo nome. Em 2011 esteve no filme de ficção científica Source Code como o capitão Colter Stevens.

 

Lady Sovereign - 39 anos

   
 
Louise Amanda Harman (Wembley, Londres, 19 de dezembro, 1985), conhecida como Lady Sovereign, é uma MC inglesa.
 
 

Bering morreu há 283 anos

   
Vitus Jonassen Bering (Horsens, Jutlândia, 1680 - Ilha Avatscha ou ilha de Bering, 19 de dezembro de 1741) foi um oficial e explorador dinamarquês a serviço do Império Russo, também conhecido como "Colombo dos Czares".

O estreito de Bering, o mar de Bering, a ilha de Bering e a Ponte Terrestre de Bering foram assim denominados em sua homenagem.
  
  
Biografia
Vitus Bering nasceu perto de Horsens, Dinamarca, e após uma curta viagem às Índias alistou-se na Armada da Rússia em 1703, servindo na frota do mar Báltico durante a Grande Guerra do Norte. Entre 1710 e 1712 esteve na frota do mar de Azov, em Taganrog, onde participou na guerra russo-turca de 1710-11. Casou com uma russa e só regressou brevemente à Dinamarca em 1715. Uma série de explorações à costa norte da Ásia levou-o na sua primeira viagem à península de Kamchatka.
 
 
Primeira expedição a Kamchatka
Em 1725, sob os auspícios do governo russo e de Pedro, o Grande, viajou por terra até ao porto de Okhotsk, cruzou o mar de Okhotsk e chegou à península de Kamchatka. Aí construiu o navio Sviatoi Gavriil (em russo São Gabriel) e em 1728, a bordo deste, seguiu rumo ao norte. No dia de São Lourenço, 10 de agosto (no calendário antigo) de 1728, descobriu a ilha de São Lourenço, ilha essa que foi o primeiro lugar conhecido no Alasca a ser visitado por exploradores ocidentais. Em 16 de agosto redescobriu as ilhas Diomedes, às quais deu esse nome por ser dia de São Diomedes no calendário ortodoxo russo.

Seguiu para norte até já não ver terra nessa direção (passando portanto pelo estreito de Bering), demonstrando assim que a Rússia e a América estavam separadas por água. No regresso foi criticado porque não tinha conseguido avistar o continente americano, envolto no nevoeiro.

No ano seguinte começou uma busca para leste para encontrar o continente americano, mas não o conseguiu, embora redescobrisse a ilha de Ratmanov, a mais ocidental das ilhas Diomedes, que fora já descoberta por Semyon Dezhnyov (c. 1605–73). No verão de 1730, Bering regressou a São Petersburgo. Durante a longa viagem na Sibéria, que o fez cruzar todo o continente asiático, Bering ficou gravemente doente, e cinco dos seus filhos morreram durante a travessia.
   
 
Segunda expedição a Kamchatka (1733-43)
Bering voltou a ser eleito para liderar uma segunda expedição a Kamchatka, desta vez pela imperatriz Ana da Rússia (1693-1740), sobrinha do czar Pedro, que tinha subido ao trono em 1730. Era desta vez uma grande empresa cujos objetivos eram explorar uma parte de Sibéria, as costas russas do norte e as rotas marítimas entre Okhotsk, América do Norte e Japão. Bering voltou à região de Kamchatka em 1735. Com ajuda dos artesãos locais Makar Rogachev e Andrey Kozmin construiu dois navios: o Sviatoi Piotr (São Pedro) e o Sviatoi Pavel (São Paulo), com que partiu em 1740. Fundou Petropavlovsk em Kamchatka, e daí liderou uma expedição à América do Norte em 1741. Uma tempestade separou os dois barcos e Bering acabou na costa sul do Alasca, no mar de Bering, desembarcando perto da ilha Kayak. O segundo barco, capitaneado por Aleksei Chirikov, desembarcou no arquipélago Alexander, no sudeste do Alasca. Estas viagens de Bering e Aleksei Chirikov ocuparam um lugar central nos esforços da Rússia por explorar o Pacífico norte e são hoje em dia conhecidos como a «Grande expedição do Nordeste».

As duras condições da região obrigaram a Bering a regressar. No caminho de regresso, descobriu alguma das ilhas do arquipélago das ilhas Aleutas, às quais chamou ilhas Shumagin em homenagem a um marinheiro do seu barco que morreu e aí foi enterrado. Bering adoeceu e ao não poder governar o seu navio, teve que refugiar-se nas ilhas Comandante (Komandorskiye Ostrova), a sudoeste do mar de Bering. Em 19 de dezembro de 1741 Vitus Bering morreu (talvez de escorbuto) na ilha de Bering, uma ilha onde também morreram 28 dos membros da sua tripulação.

Uma tempestade causou o naufrágio do Piotr Sviatoi, mas o único carpinteiro sobrevivente, S. Starodubstev, com a ajuda da tripulação conseguiu construir um pequeno navio do que tinha sido recuperado no momento do naufrágio. O novo barco tinha só 12,2 metros e foi também chamado Sviatoi Piotr. Dos 77 homens do Sviatoi Piotr, só 46 conseguiriam sobreviver às dificuldades da expedição. A última vítima morreu na véspera da chegada. O Sviatoi Piotr continuou ao serviço durante 12 anos, navegando entre a península de Kamchatka e Okhotsk até 1755. O seu fabricante, Starodubtsev, regressou a casa coberto de honrarias e mais tarde construiu outras embarcações.

Entre os resultados tangíveis da expedição, incluindo a descoberta do Alasca, as ilhas Aleutas, as ilhas Comandante e ilha de Bering, destacam-se a precisa cartografia da costa norte e nordeste da Rússia, a refutação da lenda sobre lendários habitantes do Pacífico norte e a realização de um estudo etnográfico, histórico e biológico da Sibéria e Kamchatka. a expedição também colocou um ponto final na existência de uma passagem do Nordeste - procurado desde princípios de século XVI - que pudesse comunicar a Ásia e América.

A segunda expedição de Kamchatka com os seus 3.000 participantes, diretos e indiretos, foi uma das maiores expedições da história. O custo total da empresa, financiada pelo Estado russo, foi uma inacreditável soma para a época, de 1,5 milhões de rublos, mais ou menos um sexto dos rendimentos da Rússia em 1724.
 
   

Desmond Llewelyn, o primeiro Q dos filmes 007, morreu há 25 anos...

  
Desmond Wilkinson Llewelyn (Newport, 12 de setembro de 1914 - East Sussex, 19 de dezembro de 1999) foi um ator britânico, nascido no País de Gales, famoso por representar o papel de Q em dezassete filmes de James Bond

  

Hoje é dia de celebrar um Poeta...!

 

O Poema Pouco Original do Medo
 
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
 
Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
 
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles
 
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
 
Ah o medo vai ter tudo
tudo
 
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
 
*
 
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
 
Sim
a ratos

 
  
   
in Abandono Vigiado (1960) - Alexandre O'Neill

 

Alvin Lee nasceu há oitenta anos...

      

Alvin Lee, born Graham Anthony Barnes (Nottingham, 19 December 1944 – Estepona, Spain, 6 March 2013) was an English singer, songwriter and guitarist. He is best known as the lead vocalist and lead guitarist of the blues rock band Ten Years After

     

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Lee died on 6 March 2013 in Spain. He died from "unforeseen complications following a routine surgical procedure" to correct an atrial arrhythmia. He was 68. His former bandmates lamented his death. Leo Lyons called him "the closest thing I had to a brother", while Ric Lee (no relation) said "I don't think it's even sunk in yet as to the reality of his passing". Billboard highlighted such landmark performances as "I'm Going Home" from the Woodstock festival and his 1971 hit single "I'd Love to Change the World".

  

 

José Dias Coelho foi assassinado há sessenta e três anos...

 



José Dias Coelho (Pinhel, 19 de junho de 1923 - Lisboa, 19 de dezembro de 1961) foi um artista plástico e militante e dirigente do Partido Comunista Português.

Biografia
Natural de Pinhel, próximo da Guarda, foi o quinto de nove irmãos e irmãs.
Foi aluno da Escola de Belas Artes de Lisboa onde entrou em 1942. Frequentou primeiro o curso de Arquitetura, que abandonou, para frequentar o de Escultura.
Ainda muito jovem aderiu à Frente Académica Antifascista e, mais tarde (em 1946), ao MUD Juvenil. Participante em várias lutas estudantis em 1947, aderiu de seguida ao Partido Comunista Português e, em 1949, foi detido pela PIDE depois de participar na campanha presidencial de Norton de Matos. Em 1952, foi expulso da Escola Superior de Belas Artes e impedido de ingressar em qualquer faculdade do país; seria também demitido do lugar de professor do Ensino Técnico.
José Dias Coelho vai trabalhar, em 1952, como desenhador com os arquitetos Keil do Amaral, Hernâni Gandra e Alberto José Pessoa num atelier na Rua Fernão Álvares do Oriente, no Bairro de São Miguel em Lisboa.
Em 1955 entra para a clandestinidade, ao mesmo tempo que exercia funções no PCP, com o objetivo de criar uma oficina de falsificação de documentos para dar cobertura às atividades dos militantes clandestinos. Exercia esta atividade na altura do seu assassinato pela PIDE, em 19 de dezembro de 1961, na Rua da Creche, que hoje tem o seu nome, junto ao Largo do Calvário, em Lisboa.
O assassinato levou o cantor Zeca Afonso a escrever e dedicar-lhe a música A Morte Saiu à Rua. O mesmo fez o grupo Trovante com a música Flor da Vida. Da vida pessoal de José Dias Coelho há ainda a salientar a sua relação com Margarida Tengarinha, também artista plástica. O casal teve três filhas.
Ao optar pela clandestinidade em 1955, põe de parte a sua carreira artística como escultor, que nesse mesmo ano vê os primeiros sinais de reconhecimento público, com duas esculturas para a Escola Primária de Campolide (seões feminina e masculina) e uma grande escultura para a Escola Primária de Vale Escuro, em Lisboa, e dois baixos relevos, um para o Café Central das Caldas da Rainha, e outro para a fábrica Secil.
Já estava na clandestinidade quando, em junho de 1956, se realizou a 10.ª e última das Exposições Gerais de Artes Plásticas; José Dias Coelho foi um dos organizadores dessas exposições, desde a primeira edição em 1946, e é um dos artistas que expõe a partir da segunda. Por não poder participar abertamente na 10ª edição devido ao facto de estar na clandestinidade, um grupo de amigos expõe a escultura da cabeça da irmã Maria Emília, que já havia sido exposta, para garantir que o seu nome consta do catálogo.
Com uma intensa atividade social e intelectual a par da política, travou e manteve amizade com várias figuras destacadas da sociedade portuguesa de então, tais como os arquitetos Keil do Amaral e João Abel Manta, com Fernando Namora, Carlos de Oliveira, José Gomes Ferreira, Eugénio de Andrade, José Cardoso Pires, Abel Manta, Rogério Ribeiro, João Hogan, bem como aqueles que viriam dentro em breve a liderar os movimentos de independência em África, na altura estudantes em Lisboa: Agostinho Neto, Vasco Cabral, Marcelino dos Santos, Amílcar Cabral e Orlando Costa.
Em março de 1975, quase um ano depois do 25 de Abril, foi finalmente organizada uma exposição em sua homenagem, na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

 Ceifeira, gesso patinado