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domingo, março 29, 2026

A Mariner 10 chegou a Mercúrio há 52 anos

      
A Mariner 10 foi uma sonda planetária integrada no Programa Mariner desenvolvido pelos Estados Unidos durante as décadas de 60 e 70. Foi a primeira sonda a utilizar a técnica de aceleração gravítica de um corpo celeste para auxílio à navegação (neste caso, utilizou a massa de Vénus para conseguir atingir Mercúrio). Foi também a primeira sonda a visitar dois planetas distintos (Vénus e Mercúrio).
Até à chegada da sonda MESSENGER a Mercúrio, a 18 de março de 2011, a Mariner 10 era a única sonda a ter visitado o planeta Mercúrio.
Foi a última missão do Programa Mariner sendo que as duas missões seguintes tiveram a sua designação alterada para Voyager.
     
A Missão
A Mariner 10 tinha como missão primária o estudo dos planetas Mercúrio e Vénus, em relação às suas características físicas, atmosféricas e ambientais. Estava também previsto o estudo do meio interplanetário e a avaliação de técnicas para o deslocamento nesse meio. Esta sonda foi lançada na sua missão através de um foguete Atlas-Centauro, a 3 de novembro de 1973.
Após o lançamento, a sonda foi colocada numa órbita em torno do Sol e numa trajetória em direção a Vénus. Foram, entretanto, detetadas algumas falhas em sistemas a bordo da sonda, nomeadamente com os sistemas de análise de electrostática e com o sistema de aquecimento das câmaras de observação. Durante a trajetória, um conjunto de outros problemas apresentaram-se aos controladores da missão, com especial relevância para o funcionamento irregular da antena de alto ganho, a câmara de navegação e o computador de comando da sonda.
A 5 de fevereiro de 1974, a Mariner 10 cruza a órbita do planeta Vénus, a uma altitude de 5.768 km, transmitindo para a Terra as primeiras imagens detalhadas da espessa atmosfera venusiana. A alteração da trajetória provocada por Vénus (provocada pela redução da velocidade da sonda) coloca a Mariner 10 na direção de Mercúrio.
A sonda cruza a órbita de Mercúrio a 29 de março de 1974, a uma altitude de 704 km. Nesta primeira passagem, obtiveram-se as primeiras (poucas) imagens de Mercúrio e alterou-se a trajetória por forma a permitir mais 2 passagens adicionais - a 21 de setembro do mesmo ano, a uma altitude de 48.000 km, e a 16 de março de 1975, a uma altitude de 327 km. Na segunda e terceira passagens, obtiveram-se um conjunto de imagens detalhadas da superfície mas que, devido à forma da órbita, apenas permitiram a observação de pouco menos de metade da superfície total.
A missão manteve-se operacional até 24 de março de 1975, quando o controlo sobre os sistemas foi perdido. Hoje, a Mariner 10 permanece inativa numa órbita em torno do Sol.
    
Painel de fotografias de Mercúrio, 6 horas antes da primeira passagem junto ao planeta
      
A Sonda
A sonda Mariner 10, era constituída por um chassis octogonal com uma diagonal de 1,39 m. Ligados à estrutura, dois painéis solares com uma área de 2,5 m² forneciam toda a energia necessária à manutenção dos sistemas e dos instrumentos. Também conectado à estrutura octogonal, um braço de 5,8 m que suportava um magnetómetro. No topo da estrutura estava situada a antena, com 1,53 m de diâmetro e com um motor de direcionamento. A transmissão era realizada através das bandas S e X com um débito máximo de 117,6 kilobits por segundo. A propulsão era realizada através de um propulsor com 222 N de potência acoplado a um tanque esférico do combustível localizado no centro da estrutura. O peso total da sonda, no lançamento, era de 503 kg.
    

sexta-feira, março 27, 2026

James Webb morreu há 34 anos

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James Edwin Webb (Tally Ho, 7 de outubro de 1906Washington, D.C., 27 de março de 1992) foi um militar, servidor público e político dos Estados Unidos

   

Selo da NASA 

   

Foi o segundo Administrador da NASA, entre 14 de fevereiro de 1961 e 7 de outubro de 1968. James supervisionou a NASA no início da administração de John F. Kennedy e depois na de Lyndon B. Johnson, além de todos os primeiros voos tripulados do Projeto Mercury, Gemini e o incêndio da Apollo 1.

Em 2002, o Next Generation Space Telescope (NGST) foi renomeado para Telescópio Espacial James Webb, em sua homenagem.

   

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in Wikipédia 

segunda-feira, março 23, 2026

Werner von Braun nasceu há 114 anos...


Wernher Magnus Maximilian von Braun (Wirsitz, 23 de março de 1912 - Alexandria, 16 de junho de 1977) foi um engenheiro alemão e uma das principais figuras no desenvolvimento do foguete V-2, na Alemanha nazi, e do foguetão Saturno V, nos Estados Unidos.
Um pioneiro e visionário das viagens espaciais, é mundialmente conhecido pela sua liderança do projeto aeroespacial americano durante a Corrida Espacial, tendo trabalhado como projetista chefe do primeiro foguete de grande porte movido a combustível líquido produzido em série, o Aggregat 4, e por liderar o desenvolvimento do foguete Saturno V, que levou os astronautas dos Estados Unidos à Lua, em julho de 1969. O seu rival, do lado soviético, foi o engenheiro Sergei Korolev.
     

terça-feira, março 17, 2026

O satélite Vanguard 1 foi lançado há 68 anos

    
O Vanguard 1 foi o quarto satélite artificial, lançado pelos Estados Unidos da América, e atualmente é o mais antigo satélite que ainda permanece na órbita da Terra. Já não está operacional, ou seja, não está mais em comunicação com a Terra e permanece como a peça mais antiga de lixo espacial ainda em órbita na atualidade, sendo o primeiro satélite a ser alimentado por energia solar. O Vanguard 1 foi desenhado para testar as capacidades de lançamento de um veículo com 3 estágios, como parte do Projeto Vanguard, e para testar os efeitos ambientais do espaço sobre os seus sistemas durante a sua operação na órbita terrestre. Ele foi também usado para obter medidas geodésicas terrestres.

(...)

Um veículo propulsor de 3 estágios colocou o satélite Vanguard 1 numa órbita elíptica de 654×3969 km, período de 134,2 minutos e com inclinação de 34,25º em 17 de março de 1958. A estimativa original calculou que iria orbitar a Terra até 2.000 anos, mas foi descoberto posteriormente que o arrasto atmosférico, somado com a pressão de radiação solar, durante os picos de atividade solar, produziram perturbações significativas na altura do perigeu. Tais perturbações causaram uma significante queda na expectativa de vida do satélite para apenas cerca de 240 anos.

sábado, março 14, 2026

O astronauta Frank Borman nasceu há 98 anos...

       
Frank Frederick Borman II  (Gary, 14 de março de 1928Montana, 7 de novembro de 2023) foi um engenheiro aeroespacial, oficial militar, piloto, piloto de teste, astronauta e executivo norte-americano. Ele comandou duas missões espaciais, Gemini VII e Apollo 8, esta última a primeira a orbitar a Lua. Ele cresceu no Arizona, se formou na Academia Militar dos Estados Unidos em 1950 e foi comissionado oficial da Força Aérea. Qualificou-se como piloto e serviu nas Filipinas. Conquistou um mestrado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia em 1957, tornando-se professor assistente de termodinâmica e mecânica dos fluidos na Academia Militar. Foi selecionado em 1960 para cursar a Escola Experimental de Pilotos de Teste da Força Aérea e qualificou-se como piloto de teste, depois sendo escolhido como um dos primeiros cinco alunos da Escola de Pilotos de Pesquisa Aeroespacial.

Borman, em 1962, foi selecionado pela NASA para fazer parte de seu segundo grupo de astronautas. Ele envolveu-se no desenvolvimento dos propulsores Titan II para o Projeto Gemini e, em dezembro 1966, passou catorze dias no espaço como comandante da Gemini VII, ao lado de Jim Lovell. Durante a missão, realizou o primeiro encontro orbital com outro foguetão tripulado, o Gemini VI-A. Depois disso atuou na comissão de avaliação da NASA instaurada para investigar o incêndio da Apollo 1. Retornou ao espaço em dezembro 1968 como comandante da Apollo 8, junto com Lovell e William Anders, tornando-se os primeiros humanos a viajarem para a Lua. Foi também, em julho de 1969, o oficial de ligação da NASA na Casa Branca durante a Apollo 11, quando assistiu a primeira alunagem tripulada da história junto com o presidente Richard Nixon

   

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Ele se aposentou da NASA e da Força Aérea em 1970. Um ano antes tinha se tornado consultor especial da Eastern Air Lines e, depois de se aposentar como astronauta, virou vice-presidente de operações da empresa. Em 1975 foi promovido a diretor executivo e se tornou no ano seguinte presidente do conselho. A companhia, sob sua liderança, teve seus quatro anos mais rentáveis de sua história, porém a desregulamentação aérea e dívidas que adquiriu na compra de novas aeronaves levou a Eastern a realizar cortes de salários e demissões, consequentemente a conflitos com sindicatos, culminando com sua renúncia em 1986. Borman foi morar em Las Cruces no Novo México, onde cuidou de uma concessionária da Ford juntamente como  seu filho mais velho. Ele morava num rancho no Condado de Big Horn, Montana, que comprou em 1998. Morreu em decorrência de um AVC no dia 7 de novembro de 2023.

  
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Primeira imagem da Terra no horizonte lunar - foto tirada pela tripulação da Apollo VIII
  

quinta-feira, março 12, 2026

O astronauta Walter Schirra nasceu há cento e três anos

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Walter 'Wally' Marty Schirra Jr. (Nova Jérsei, 12 de março de 1923 - La Jolla, 3 de maio de 2007) foi um astronauta norte-americano, integrante do grupo dos sete astronautas pioneiros do Projeto Mercury, o primeiro programa de exploração espacial humana feito pelos Estados Unidos. Foi o único americano a participar dos três programas destinados a levar o homem ao espaço e à Lua (projetos Mercury, Gemini e Apollo) e passou 295 horas em órbita.
Piloto militar de caças, Schirra lutou na Guerra da Coreia como líder de esquadrão e participou de mais de noventa missões entre 1951 e 1952. Após a guerra, tornou-se piloto de testes até ser escolhido, pela NASA, para o grupo inicial de astronautas da agência espacial.
Em 3 de outubro de 1962, ‘Wally’ Schirra foi ao espaço pela primeira vez, na nave Sigma 7, para uma missão de seis órbitas em volta de Terra durante nove horas e treze minutos. Em dezembro de 1965 realizou o seu segundo voo, na Gemini VI, ao lado de Thomas Stafford, para um encontro em órbita com a Gemini VII, no que se tornou o primeiro encontro de duas naves especiais na órbita terrestre.
A sua última missão aconteceu em outubro de 1968, como comandante da Apollo VII, o primeiro voo tripulado do Programa Apollo após o incêndio da Apollo I, quase dois anos antes, no complexo de lançamento na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, ficando no espaço onze dias em companhia dos astronautas Donn Eisele e Walter Cunningham, um voo de teste, em órbita da Terra, da nova cápsula espacial que iria à Lua nas missões posteriores.
Em maio de 2007, aos 84 anos de idade, Walter Schirra morreu, de enfarte, num hospital militar em La Jolla, na Califórnia, após enfrentar uma doença durante algumas semanas.
     

terça-feira, março 10, 2026

Úrano mostrou os seus anéis há 49 anos

Sistema de anéis e satélites de Úrano (as linhas contínuas indicam os anéis e as descontínuas órbitas dos seus satélites
   
Os anéis de Úrano são um sistema de anéis planetários que rodeiam esse planeta. Têm uma complexidade intermédia entre os extensos anéis de Saturno e os sistemas mais simples que circundam Júpiter e Netuno. Foram descobertos, em 10 de março de 1977, por James L. Elliot, Edward W. Dunham e Douglas J. Mink. Há mais de 200 anos, William Herschel também anunciou a observação de anéis, mas os astrónomos modernos mostram-se céticos que realmente pudesse tê-los observado, pois são muito obscuros e fracos. Foram descobertos mais dois anéis, em 1986, nas imagens feitas pela sonda espacial Voyager 2, e em 2003–2005 foram encontrados outros dois anéis externos, em fotografias do Telescópio Espacial Hubble.
Em 2009, eram conhecidos, no sistema de anéis de Úrano, 13 anéis diferentes. Em ordem crescente de distância desde o planeta, designam-se com a notação 1986U2R/ζ, 6, 5, 4, α, β, η, γ, δ, λ, ε, ν e μ. Os seus raios oscilam entre os 38 000 km do anel 1986U2R/ζ aos 98 000 km do anel μ. Podem encontrar-se faixas de poeira fracas e arcos incompletos adicionais entre os anéis principais. Os anéis são extremamente obscuros - o albedo de Bond das partículas dos anéis não excede 2%. Provavelmente sejam compostos por água congelada com alguns compostos orgânicos escuros processados pela radiação.
A maioria dos anéis de Úrano tem poucos quilómetros de largura. O sistema de anéis contém, em geral, pouca poeira. Principalmente está composto por corpos grandes, de 0,2–20 metros de diâmetro. Porém, alguns anéis são oticamente finos. Os anéis 1986U2R/ζ, μ e ν, de aparência larga e débil, estão formados por partículas de poeira, enquanto o anel λ, estreito e débil, também contém corpos de tamanho maior. A relativa carência de poeira no sistema de anéis é devida à resistência aerodinâmica da parte mais externa da exosfera de Úrano - a coroa.
Acredita-se que os anéis de Úrano são relativamente novos, com uma idade inferior a 600 milhões de anos. Provavelmente originaram-se dos fragmentos da colisão de vários satélites que existiram em algum momento. Após a colisão ficaram decompostos em numerosas partículas que sobreviveram como anéis estreitos e oticamente densos, em zonas estritamente confinadas de máxima estabilidade.
Ainda não se compreende bem o mecanismo pelo qual se confinam em anéis estreitos. A princípio assumia-se que cada anel estreito era pastoreado por um par de satélites próximos que lhe davam forma. Porém, em 1986 a Voyager 2 descobriu apenas um desses pares de satélites, Cordélia e Ofélia, sobre o anel mais brilhante (ε).
 
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domingo, março 01, 2026

Eurico da Fonseca nasceu há 105 anos...


(imagem daqui
  
Eurico Sidónio Gouveia Xavier Lopes da Fonseca (Lisboa, 1 de março de 1921 - Almada, 4 de dezembro de 2000) foi o principal especialista português em astronáutica. Estendeu o seu trabalho a outras áreas, como informática, energias renováveis e automóveis.

Biografia
Praticamente autodidata, seria nomeado investigador, por decreto-lei, equiparado a professor catedrático. Tornou-se conhecido do grande público através da televisão e dos jornais. Nos anos 60, conseguiu grande projeção nos meios científicos norte-americanos.
Diplomou-se em engenharia mecânica e tecnologia de automóveis pela Escola Industrial Marquês de Pombal, em 1939.
Dirigiu desde 1958 o já extinto Centro de Estudos Astronáuticos, pertencente logisticamente à Mocidade Portuguesa, mas independente desta, e foi desenhador-chefe da Escola Naval do Ministério da Marinha até 1962.
Tornou-se delegado oficial de Portugal aos congressos promovidos pela Federação Internacional de Astronáutica, onde apresentou projetos da sua autoria. Dois deles intitulam-se "The Dynamic Limitation of the Freedom of the Space – A Limitação Dinâmica da Liberdade do Espaço Cósmico" (Londres, 1959) e "The Utilization of Artificial Planetoids in Interplanetary Flight – A Utilização de Planetoides Artificiais no Voo Interplanetário"(Estocolmo, 1960).
Na sequência desta última comunicação, Eurico da Fonseca expôs o "The Boomerang Project — O Projecto Bumerangue", em Tóquio, num simpósio da Japan Rocket Society. A ideia foi, posteriormente, discutida com o engenheiro da NASA John C. Houbolt (responsável pela conceção do primeiro módulo lunar), no Centro de Investigação Langley, em Hampton, Virgínia, EUA, em novembro de 1961.
A convite do Governo americano, participou no "Spaceflight Report to the Nation", em Nova Iorque (1961). Nesta ocasião ficou a conhecer a indústria norte-americana da astronáutica e visitou as instalações da NASA, tornando-se a primeira pessoa não norte-americana a ter esse privilégio.
Conheceu os principais dirigentes do Programa Apollo, contactando com os problemas que surgiram durante a fase inicial do mesmo.
Foi convidado a participar na Conferência sobre Naves Tripuladas em 17 de janeiro de 1963, organizada em Los Angeles pela American Astronautical Association – sob a presidência de Maxwell Hunter, responsável pelo programa Mercury e então vice-presidente do USA National Aeronautics and Space Council.
Foi autor do vocabulário oficial de Astronáutica em português, elaborado em 1960 em colaboração com a Academia de Ciências de Lisboa, o Centro de Estudos Filológicos do Instituto para a Alta Cultura, a Federação Internacional de Astronáutica e a Sociedade Interplanetária Brasileira.
Assumiu as funções de investigador do Centro de Estudos Especiais da Armada, de 1962 a 1984, ano em que se reformou.
Lecionou sobre Cultura Atual na Universidade Nova de Lisboa. Obteve o prémio Einstein pelo melhor trabalho na imprensa portuguesa sobre ciência e tecnologia, em 1985.

Media
Notabilizou-se como comentador de assuntos científicos. Na rádio, acompanhou em direto na Emissora Nacional a descida do primeiro homem na Lua em 1969 e comentou os voos espaciais norte-americanos e soviéticos.
Na televisão, foi o apresentador e autor do programa 5ª Dimensão, da RTP, e comentador de ciência do programa Ponto por Ponto, de Raúl Durão, até outubro de 1995.
Nos jornais, colaborou, entre outros, com O Volante, em 1939, Diário Popular, nos anos 50, e A Capital, onde foi responsável pelo suplemento História do Automóvel e a secção Computadores.
Foi autor da série de ficção científica O Segredo de Marte, emitida nos meados dos anos 80, e reposta em 1993, na RDP.
Traduziu cerca de 260 livros de ficção-científica, desde a década de 60, para a editora Livros do Brasil, da coleção Argonauta, da qual foi diretor até 1995.

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

A Perseverance chegou a Marte há cinco anos...!


Perseverance, também referido como Percy, é um rover planetário baseado nas configurações do rover Curiosity do Mars Science Laboratory. Desenvolvido pela NASA, foi lançado em 30 de julho de 2020 com destino a Marte. Investigará a astrobiologia, geologia e história de Marte, incluindo a possibilidade do planeta ter sido habitável no passado. Foi anunciado pela agência americana em 4 de dezembro de 2012, na União de Geofísica dos Estados Unidos, em São Francisco. O rover é do tamanho de um carro, com cerca de 3 metros de comprimento (sem incluir o braço), 2,7 metros de largura, 2,2 metros de altura e 1.050 kg. O veículo era conhecido pelo nome genérico do veículo da missão Mars 2020, mas, em 5 de março de 2020, a NASA revelou o nome escolhido para o veículo espacial. O veículo espacial foi renomeado como Perseverance (literalmente Perseverança).

Perseverance possui uma broca capaz de perfurar o solo marciano para recolher amostras e deixá-las na superfície de Marte. Uma missão futura poderia recolher essas amostras e trazer de volta para a Terra para serem estudadas. O lançamento ocorreu em 30 de julho de 2020, na base de lançamentos Cabo Canaveral, num foguete Atlas V. Àquela data, Terra e Marte estavam em boas posições em relação um ao outro. Para manter os custos e riscos da missão mais baixos possíveis, o projeto foi baseado na missão do Mars Science Laboratory, que pôs o Curiosity em Marte.

A missão também oferece oportunidade de adquirir informações e desenvolvimento das tecnologias que poderão ser usadas futuramente para expedições humanas no planeta vermelho. 

 

 (...)

Ingenuity na superfície de Marte

  

A missão Perseverance também levou consigo um helicóptero experimental chamado Ingenuity. Este helicóptero/drone, movido a energia solar, tem uma massa de 1,8 kg. Ele tem a missão de demonstrar estabilidade de voo na atmosfera rarefeita de Marte e de testar o potencial para explorar rotas para o rover. A sua janela de teste experimental de voo foi planeada para 30 dias marcianos (31 dias terrestres). Além de uma câmara, ele não carrega instrumentos científicos. O helicóptero comunica com a Terra por meio do Perseverance. A primeira descolagem foi tentada no dia 19 de abril de 2021 às 07.15 UTC, com um evento ao vivo na Internet três horas depois, às 10.15 UTC , confirmando o voo. Foi o primeiro voo motorizado noutro corpo celeste. O Ingenuity já fez outros voos mais ambiciosos, que foram gravados usando câmaras do Perseverance.  


(...)  

   

No dia 25 de janeiro de 2024 a NASA anunciou que, ao retomar o contacto com o Ingenuity, foi constatado que uma das pás de seus rotores se quebrou no pouso, eliminando sua capacidade de voar. Os dados coletados mostraram que o voo anterior do helicóptero havia atingido a altitude máxima de 12 metros, na qual ele permaneceu por 4,5 segundos e começou a descer a 1 m/s. Contudo, o helicóptero perdeu o contacto com o rover Perseverance quando faltava apenas um metro para tocar a superfície de Marte. Como a proporção dos danos causados às hélices inviabiliza a realização de novos voos, a NASA anunciou então o fim da missão, embora o equipamento ainda tenha permanecido totalmente funcional em relação aos seus instrumentos e capacidade de comunicação com a Terra.

No total o Ingenuity voou durante mais de 128 minutos e percorreu 17,7 km, ao longo dos seus 72 voos em Marte.


Foto da placa no Perseverance que mostra a família dos rovers marcianos da NASA
 

Perseverance

Perseverance Landing Skycrane (cropped).jpg
Esta imagem estática é parte de um vídeo gravado por várias câmaras quando o rover Perseverance da NASA pousou em Marte em 18 de fevereiro de 2021. Uma câmara a bordo do estágio de descida capturou a imagem

 

Tipo Rover
Operador(es) Estados Unidos NASA
Propriedades
Fabricante Estados Unidos
Massa 1.050 kg
Altura 2,2 metros
Largura 2,7 metros
Comprimento 3 metros
Tripulação não tripulada
Missão
Contratante(s) NASA
Data de lançamento 30 julho de 2020
Local de lançamento Estados Unidos
Destino Marte
Data de pouso 18 de fevereiro de 2021
Local de pouso Cratera Jezero

 

 


terça-feira, fevereiro 17, 2026

A sonda NEAR Shoemaker foi lançada há trinta anos...!

  
A sonda Near Earth Asteroid Rendezvouz - Shoemaker (NEAR Shoemaker), batizada após a largada em honra a Eugene M. Shoemaker, é uma nave espacial não tripulada, concebida para entrar na órbita do asteroide 433 Eros e estudá-lo durante um ano.

 


Objetivos

Os objetivos científicos primários da NEAR eram: recolher dados das propriedades, composição, mineralogia, morfologia, distribuição interna da massa, e campo magnético do Eros. Os objetivos secundários incluíam interações com o vento solar, possível atividade sugerida pela existência de poeira ou gás, e o estado da sua rotação. Estes dados serão utilizados para ajudar à compreensão das características dos asteroides em geral, a sua relação com meteoritos e cometas, e as condições nos primórdios do sistema solar. 

 

Equipamento

A nave estava equipada com um espectrómetro de raios-X/raios-gamma, um espectrógrafo de infravermelhos, uma câmara multi-espectro equipada com um detector de imagem CCD, um laser localizador, e um magnetómetro. Uma experiência científica com rádio foi também realizada utilizando o sistema de rastreio da NEAR para estimar o campo gravitacional do asteroide. A massa total dos instrumentos era de 56 kg e consumiam 81 W de potência.

   
Cronologia da missão


in Wikipédia

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

O Explorer 9 foi lançado há 65 anos

    
O Explorer 9 ou (S-56A), foi um satélite de pesquisas terrestres, de origem norte americana, lançado pela NASA usando um foguete Scout (ST-4), com o objetivo de se estudar a densidade e a composição da termosfera superior e da exosfera inferior.

Esta missão, foi uma reedição da S-56 (Scout ST-3), que falhou anteriormente, e consistia de um balão de 7 kg, especialmente projetado, com uma série de sensores externos, que foi colocado numa órbita terrestre média

O Explorer 9 foi lançado em 16 de fevereiro de 1961, através de um foguetão Scout X-1 (ST-4). 

     

      

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

A NEAR Shoemaker poisou no asteroide Eros há vinte e cinco anos...!

 
A sonda Near Earth Asteroid Rendezvouz - Shoemaker (NEAR Shoemaker), batizada após o lançamento em homenagem de Eugene M. Shoemaker, foi uma sonda espacial, concebida para entrar na órbita do asteroide Eros (um asteroide de "tipo S" com dimensões de aproximadamente 13×13×33 km) e estudá-lo durante um ano. 

 

 


Objetivos

Os objetivos científicos primários da NEAR eram: recolher dados das propriedades, composição, mineralogia, morfologia, distribuição interna da massa, e campo magnético do Eros. Os objetivos secundários incluíam interações com o vento solar, possível atividade sugerida pela existência de poeira ou gás, e o estado da sua rotação. Estes dados serão utilizados para ajudar à compreensão das características dos asteroides em geral, a sua relação com meteoritos e cometas, e as condições nos primórdios do sistema solar. 

 

Equipamento

A nave estava equipada com um espectrómetro de raios-X/raios-gamma, um espectrógrafo de infravermelhos, uma câmara multi-espectro equipada com um detetor de imagem CCD, um laser localizador, e um magnetómetro. Uma experiência científica com rádio foi também realizada utilizando o sistema de rastreio da NEAR para estimar o campo gravitacional do asteroide. A massa total dos instrumentos era de 56 kg e consumiam 81 W de potência.

  

 
Cronologia da missão

  

Foto de rególito do asteroide Eros, a 250 metros de altitude


in Wikipédia

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

A Apollo XIV alunou há 55 anos...

Shepard poses next to the American flag on the Moon during Apollo XIV
      
Apollo XIV was the eighth manned mission in the United States Apollo program, and the third to land on the Moon. It was the last of the "H missions," targeted landings with two-day stays on the Moon with two lunar EVAs, or moonwalks.
Commander Alan Shepard, Command Module Pilot Stuart Roosa, and Lunar Module Pilot Edgar Mitchell launched on their nine-day mission on January 31, 1971 at 4:04:02 p.m. local time after a 40-minute, 2 second delay due to launch site weather restrictions, the first such delay in the Apollo program. Shepard and Mitchell made their lunar landing on February 5, 1971 in the Fra Mauro formation - originally the target of the aborted Apollo XIII mission. During the two lunar EVAs, 42.80 kilograms of Moon rocks were collected, and several scientific experiments were performed. Shepard hit two golf balls on the lunar surface with a makeshift club he had brought from Earth. Shepard and Mitchell spent 33½ hours on the Moon, with almost 9½ hours of EVA.
In the aftermath of Apollo XIII, several modifications were made to the Service Module electrical power system to prevent a repeat of that accident, including redesign of the oxygen tanks and addition of a third tank.
While Shepard and Mitchell were on the surface, Roosa remained in lunar orbit aboard the Command/Service Module Kitty Hawk, performing scientific experiments and photographing the Moon, including the landing site of the future Apollo XVI mission. He took several hundred seeds on the mission, many of which were germinated on return, resulting in the so-called Moon trees. Shepard, Roosa, and Mitchell landed in the Pacific Ocean on February 9.
       
 

domingo, fevereiro 01, 2026

O vaivém espacial Columbia explodiu há vinte e três anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/72/KSC-107-Rollout_(cropped).jpg/800px-KSC-107-Rollout_(cropped).jpg

O Columbia foi o segundo vaivém espacial  construído pelos Estados Unidos, baseado no protótipo Enterprise.
O vaivém espacial Columbia foi o primeiro de uma série de cinco naves espaciais reaproveitáveis. Esta nova forma de viajar ao espaço foi uma tentativa dos Estados Unidos de transformar os voos espaciais em lançamentos rotineiros, de forma a serem economicamente mais viáveis.
Quando o Columbia foi lançado, a 12 de abril de 1981, a previsão que os primeiros modelos fariam até 100 voos e haveria uma média de 24 lançamentos por ano. Contudo, passados mais de 27 anos do primeiro lançamento foram realizados um total de 124 voos, tendo ocorrido dois grandes desastres com a morte das duas tripulações, e o recorde de lançamentos foi de apenas 9, em 1985.
   
 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/77/STS-107_Flight_Insignia.svg/640px-STS-107_Flight_Insignia.svg.png

 O acidente do vaivém Columbia ocorreu no dia 1 de fevereiro de 2003, durante a fase de reentrada na atmosfera terrestre, a apenas dezasseis minutos de tocar o solo, no regresso da missão STS-107, causando a destruição total da nave e a perda dos sete astronautas que compunham a tripulação. Esta missão de cariz científico teve a duração de dezasseis dias ao longo dos quais foram cumpridas com sucesso, as cerca de oitenta experiências programadas.
Momentos após a desintegração do Columbia, milhares de destroços em chamas caíram sobre uma extensa faixa terrestre, essencialmente nos estados do Texas e Louisiana, alguns dos quais atingiram casas de habitação, empresas e escolas. Afortunadamente entre a população ninguém ficou ferido.
A recolha dos destroços prolongou-se de forma intensiva até meados de Abril daquele ano, ao longo de 40.000 km² dos quais 2.850 km² percorridos a pé, e os restantes utilizando meios aéreos ou navais junto à linha costeira da Califórnia. Foram recolhidos 83 mil pedaços do Columbia, correspondentes a 37% da massa total da nave, entre os destroços encontravam-se também parte dos restos mortais dos astronautas.
Foi constituída uma comissão independente de inquérito ao acidente, a Columbia Accident Investigation Board (CAIB), que produziu um relatório oficial de 400 páginas após quase sete meses de investigação, no qual foram apontadas as causas técnicas e organizacionais que estiveram direta ou indiretamente envolvidas na origem da destruição do Columbia. Foram ainda perspetivadas hipotéticas soluções de resgate da tripulação e elaboradas 29 recomendações a implementar, 15 das quais de cumprimento obrigatório, sem o qual não poderia haver um regresso aos voos.
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/Crew_of_STS-107%2C_official_photo.jpg
Foto da tripulação, da esquerda para a direita: David Brown, Rick Husband, Laurel Clark, Kalpana Chawla, Michael Anderson, William C. McCool e Ilan Ramon
         

sábado, janeiro 31, 2026

O chimpanzé Ham, o primeiro astronauta norte-americano, foi para o Espaço há 65 anos...!

Ham antes do lançamento do Mercury-Redstone 2

  

A Mercury-Redstone 2 (MR-2), foi uma missão espacial norte-americana, lançada em 31 de janeiro de 1961, às 16.55 horas UTC, do Complexo de Lançamento 5 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida. A nave espacial Mercury-Atlas 5, levou o chimpanzé Ham num voo sub-orbital, aterrando no Oceano Atlântico 16 minutos e 39 segundos depois do lançamento. 

  

   
Antecedentes
A missão anterior Mercury-Redstone, MR-1A, voou em uma trajetória que era muito íngreme com acelerações muito altas para um passageiro humano. O MR-1A alcançou seu apogeu programado de cerca de 130 milhas (209 km) e pousou 235 milhas (378 km) abaixo da faixa. Mercury-Redstone 2 seguiria uma trajetória mais achatada. Sua trajetória de vôo planejada foi um apogeu de 115 milhas (185 km) e um alcance de 290 milhas (467 km).  
 
Missão

A nave espacial Mercury nº 5 continha seis novos sistemas que não existiam em voos anteriores: sistema de controle ambiental, sistema de controle de estabilização de atitude, retro tomadas, sistema de comunicação de voz, sistema de deteção de aborto em "circuito fechado" e uma bolsa de pouso pneumática.

Seis chimpanzés (quatro fêmeas e dois machos) e 20 médicos especialistas e tratadores de animais da Base Aérea de Holloman, Novo México, onde os chimpanzés viveram e foram treinados, foram transferidos para quartos atrás do Hangar S em Cape Canaveral, Flórida, em 2 de janeiro de 1961 Os seis chimpanzés foram treinados em simuladores de Mercúrio por três semanas. No dia anterior ao voo, dois chimpanzés foram escolhidos para a missão: um primário, Ham, e um reserva, uma chimpanzé fêmea chamada Minnie. A competição era acirrada, mas Ham estava cheio de energia e bom humor. Ham foi nomeado em homenagem ao Holloman Aerospace Medical Center. O Ham era de Camarões, África, (nome original Chang, Chimp No. 65) e foi comprado pela USAF em 9 de julho de 1959. Ele tinha 3 anos e 8 meses no lançamento.

Às 12.53 UTC do dia 31 de janeiro de 1961, Ham foi inserido no foguetão. A contagem regressiva foi atrasada quase quatro horas, por causa de um inversor quente e vários outros problemas menores.

Às 16.55 UTC, o MR-2 descolou. Um minuto após o lançamento, os computadores relataram que o ângulo da trajetória de voo estava pelo menos um grau alto e subindo. Aos dois minutos, os computadores previram uma aceleração de 17 g (167 m / s²). Aos 2 minutos e 17 segundos de voo, o combustível de oxigénio líquido (LOX) do Redstone estava esgotado. O sistema de aborto de circuito fechado detetou uma mudança na pressão da câmara do motor quando o suprimento de LOX foi esgotado e disparou o sistema de escape de lançamento. O aborto sinalizou uma mensagem do Mayday para as forças de recuperação.

O alto ângulo de vôo e o aborto precoce fizeram com que a velocidade máxima da espaçonave fosse de 7.540 pés/s (2.298 m/s) em vez dos 6.465 pés/s (1.970 m/s) planeados. Os retrofoguetes foram descartados durante o aborto e, portanto, não podiam ser usados  ​​para desacelerar o foguetão. Tudo isso somado a um overshoot da área de pouso planeada em 130 milhas (209 km) e um apogeu de 157 milhas (253 km) em vez de 115 milhas (185 km).

Outro problema ocorreu aos 2 minutos e 18 segundos de voo, quando a pressão da cabine caiu de 5,5 para 1 lb / in² (38 para 7 kPa). Esse mau funcionamento foi rastreado posteriormente à válvula do snorkel de entrada de ar. As vibrações afrouxaram um pino na válvula do snorkel e permitiram que ela se abrisse. Ham estava seguro em seu próprio traje espacial do sofá e não sofreu nenhum efeito nocivo com a perda de pressão da cabine. A pressão do traje espacial do sofá permaneceu normal e a temperatura do traje ficou bem dentro da faixa ideal de 60 a 80 graus Fahrenheit (16 a 26 °C).

Por causa da aceleração excessiva do veículo de lançamento e do impulso do foguete de fuga, uma velocidade de 5.857 mph (9.426 km/h) foi alcançada em vez dos 4 400 mph (7 081 km/h) planeados. No apogeu, a nave espacial de Ham estava 48 milhas (77 km) mais distante do que o planeado. Ham ficou sem peso por 6,6 minutos, em vez dos 4,9 minutos planeados. A espaçonave pousou a 422 milhas (679 km) de extensão após um voo de 16,5 minutos. Ele recebeu 14,7 g (144 m/s²) durante a reentrada, quase 3 g (29 m/s²) maior do que o planeado.

Ham executou bem suas tarefas, empurrando as alavancas cerca de 50 vezes durante o voo. Câmaras a bordo que filmavam a reação de Ham à ausência de peso mostraram uma quantidade surpreendente de poeira e detritos flutuando dentro da cápsula durante o apogeu. 

O foguetão caiu por volta das 12.12 EST, fora da vista das forças de recuperação. Cerca de 12 minutos depois, o primeiro sinal de recuperação foi recebido da nave espacial. O rastreamento mostrou que ficava a cerca de 60 milhas (96 km) do navio de recuperação mais próximo. Vinte e sete minutos após o pouso, um avião de busca avistou a cápsula flutuando verticalmente no Atlântico. O avião de busca solicitou que a Marinha enviasse os seus helicópteros de resgate do navio mais próximo que os transportasse.

Quando os helicópteros chegaram, encontraram o foguetão de lado, entrando na água e submergindo. Com o impacto da água, o escudo térmico de berílio ricocheteou contra o fundo da cápsula, abrindo dois orifícios na antepara de pressão de titânio. O saco de pouso estava muito gasto e o escudo térmico foi arrancado da nave antes da recuperação. Depois que a embarcação virou, a válvula do snorkel aberta deixou ainda mais água do mar entrar na cápsula. Quando a tripulação do helicóptero finalmente pegou e pegou a espaçonave de Ham às 18.52 UTC, eles estimaram que havia cerca de 800 libras (360 kg) de água do mar a bordo. Esta foi levada e baixada para o convés do USS  Donner. Quando foi aberta, Ham parecia estar em boas condições e prontamente aceitou uma maçã e meia laranja.

 

Após o voo

Com os problemas de funcionamento durante o voo, o Mercury-Redstone não foi considerado pronto para um passageiro humano planeado para o MR-3. Foi adiado enquanto se aguarda um voo de desenvolvimento de reforço final, Mercury-Redstone BD.

Após o seu voo espacial, Ham foi transferido para o Jardim Zoológico Nacional em Washington, DC por 17 anos e, em 1981, foi transferido para um zoológico na Carolina do Norte para viver com uma colónia de outros chimpanzés. Ele morreu em 19 de janeiro de 1983, aos 26 anos de idade. Ham está enterrado no Museu de História Espacial do Novo México em Alamogordo. Ele era um dos muitos animais no espaço.

A reserva de Ham, Minnie, foi a única chimpanzé fêmea treinada para o programa Mercury. Depois que o seu papel no programa Mercury terminou, Minnie tornou-se parte de um programa de criação de chimpanzés da Força Aérea, produzindo nove filhos e ajudando a criar os filhos de vários outros membros da colônia de chimpanzés. Ela foi a última astro-chimpanzé sobrevivente. Ela morreu aos 41 anos, em 14 de março de 1998.

A nave espacial Mercury nº 5, usada na missão Mercury-Redstone 2, está atualmente em exibição no California Science Center, em Los Angeles, Califórnia.

 

O Explorer I, primeiro satélite norte-americano, foi lançado há 68 anos

 
O Explorer I, oficialmente denominado Satellite 1958 Alpha (também referenciado como Explorer 1), foi o primeiro satélite artificial terrestre lançado ao espaço pelos Estados Unidos. O seu lançamento ocorreu no dia 31 de janeiro de 1958 (GMT-03:48, 1 de fevereiro de 1958) como parte do programa norte-americano para o Ano Geofísico Internacional e foi a tardia resposta ao lançamento pela URSS do Sputnik 1, quatro meses antes.