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terça-feira, fevereiro 17, 2026

A sonda NEAR Shoemaker foi lançada há trinta anos...!

  
A sonda Near Earth Asteroid Rendezvouz - Shoemaker (NEAR Shoemaker), batizada após a largada em honra a Eugene M. Shoemaker, é uma nave espacial não tripulada, concebida para entrar na órbita do asteroide 433 Eros e estudá-lo durante um ano.

 


Objetivos

Os objetivos científicos primários da NEAR eram: recolher dados das propriedades, composição, mineralogia, morfologia, distribuição interna da massa, e campo magnético do Eros. Os objetivos secundários incluíam interações com o vento solar, possível atividade sugerida pela existência de poeira ou gás, e o estado da sua rotação. Estes dados serão utilizados para ajudar à compreensão das características dos asteroides em geral, a sua relação com meteoritos e cometas, e as condições nos primórdios do sistema solar. 

 

Equipamento

A nave estava equipada com um espectrómetro de raios-X/raios-gamma, um espectrógrafo de infravermelhos, uma câmara multi-espectro equipada com um detector de imagem CCD, um laser localizador, e um magnetómetro. Uma experiência científica com rádio foi também realizada utilizando o sistema de rastreio da NEAR para estimar o campo gravitacional do asteroide. A massa total dos instrumentos era de 56 kg e consumiam 81 W de potência.

   
Cronologia da missão


in Wikipédia

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

O Explorer 9 foi lançado há 65 anos

    
O Explorer 9 ou (S-56A), foi um satélite de pesquisas terrestres, de origem norte americana, lançado pela NASA usando um foguete Scout (ST-4), com o objetivo de se estudar a densidade e a composição da termosfera superior e da exosfera inferior.

Esta missão, foi uma reedição da S-56 (Scout ST-3), que falhou anteriormente, e consistia de um balão de 7 kg, especialmente projetado, com uma série de sensores externos, que foi colocado numa órbita terrestre média

O Explorer 9 foi lançado em 16 de fevereiro de 1961, através de um foguetão Scout X-1 (ST-4). 

     

      

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

A NEAR Shoemaker poisou no asteroide Eros há vinte e cinco anos...!

 
A sonda Near Earth Asteroid Rendezvouz - Shoemaker (NEAR Shoemaker), batizada após o lançamento em homenagem de Eugene M. Shoemaker, foi uma sonda espacial, concebida para entrar na órbita do asteroide Eros (um asteroide de "tipo S" com dimensões de aproximadamente 13×13×33 km) e estudá-lo durante um ano. 

 

 


Objetivos

Os objetivos científicos primários da NEAR eram: recolher dados das propriedades, composição, mineralogia, morfologia, distribuição interna da massa, e campo magnético do Eros. Os objetivos secundários incluíam interações com o vento solar, possível atividade sugerida pela existência de poeira ou gás, e o estado da sua rotação. Estes dados serão utilizados para ajudar à compreensão das características dos asteroides em geral, a sua relação com meteoritos e cometas, e as condições nos primórdios do sistema solar. 

 

Equipamento

A nave estava equipada com um espectrómetro de raios-X/raios-gamma, um espectrógrafo de infravermelhos, uma câmara multi-espectro equipada com um detetor de imagem CCD, um laser localizador, e um magnetómetro. Uma experiência científica com rádio foi também realizada utilizando o sistema de rastreio da NEAR para estimar o campo gravitacional do asteroide. A massa total dos instrumentos era de 56 kg e consumiam 81 W de potência.

  

 
Cronologia da missão

  

Foto de rególito do asteroide Eros, a 250 metros de altitude


in Wikipédia

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

A Apollo XIV alunou há 55 anos...

Shepard poses next to the American flag on the Moon during Apollo XIV
      
Apollo XIV was the eighth manned mission in the United States Apollo program, and the third to land on the Moon. It was the last of the "H missions," targeted landings with two-day stays on the Moon with two lunar EVAs, or moonwalks.
Commander Alan Shepard, Command Module Pilot Stuart Roosa, and Lunar Module Pilot Edgar Mitchell launched on their nine-day mission on January 31, 1971 at 4:04:02 p.m. local time after a 40-minute, 2 second delay due to launch site weather restrictions, the first such delay in the Apollo program. Shepard and Mitchell made their lunar landing on February 5, 1971 in the Fra Mauro formation - originally the target of the aborted Apollo XIII mission. During the two lunar EVAs, 42.80 kilograms of Moon rocks were collected, and several scientific experiments were performed. Shepard hit two golf balls on the lunar surface with a makeshift club he had brought from Earth. Shepard and Mitchell spent 33½ hours on the Moon, with almost 9½ hours of EVA.
In the aftermath of Apollo XIII, several modifications were made to the Service Module electrical power system to prevent a repeat of that accident, including redesign of the oxygen tanks and addition of a third tank.
While Shepard and Mitchell were on the surface, Roosa remained in lunar orbit aboard the Command/Service Module Kitty Hawk, performing scientific experiments and photographing the Moon, including the landing site of the future Apollo XVI mission. He took several hundred seeds on the mission, many of which were germinated on return, resulting in the so-called Moon trees. Shepard, Roosa, and Mitchell landed in the Pacific Ocean on February 9.
       
 

domingo, fevereiro 01, 2026

O vaivém espacial Columbia explodiu há vinte e três anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/72/KSC-107-Rollout_(cropped).jpg/800px-KSC-107-Rollout_(cropped).jpg

O Columbia foi o segundo vaivém espacial  construído pelos Estados Unidos, baseado no protótipo Enterprise.
O vaivém espacial Columbia foi o primeiro de uma série de cinco naves espaciais reaproveitáveis. Esta nova forma de viajar ao espaço foi uma tentativa dos Estados Unidos de transformar os voos espaciais em lançamentos rotineiros, de forma a serem economicamente mais viáveis.
Quando o Columbia foi lançado, a 12 de abril de 1981, a previsão que os primeiros modelos fariam até 100 voos e haveria uma média de 24 lançamentos por ano. Contudo, passados mais de 27 anos do primeiro lançamento foram realizados um total de 124 voos, tendo ocorrido dois grandes desastres com a morte das duas tripulações, e o recorde de lançamentos foi de apenas 9, em 1985.
   
 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/77/STS-107_Flight_Insignia.svg/640px-STS-107_Flight_Insignia.svg.png

 O acidente do vaivém Columbia ocorreu no dia 1 de fevereiro de 2003, durante a fase de reentrada na atmosfera terrestre, a apenas dezasseis minutos de tocar o solo, no regresso da missão STS-107, causando a destruição total da nave e a perda dos sete astronautas que compunham a tripulação. Esta missão de cariz científico teve a duração de dezasseis dias ao longo dos quais foram cumpridas com sucesso, as cerca de oitenta experiências programadas.
Momentos após a desintegração do Columbia, milhares de destroços em chamas caíram sobre uma extensa faixa terrestre, essencialmente nos estados do Texas e Louisiana, alguns dos quais atingiram casas de habitação, empresas e escolas. Afortunadamente entre a população ninguém ficou ferido.
A recolha dos destroços prolongou-se de forma intensiva até meados de Abril daquele ano, ao longo de 40.000 km² dos quais 2.850 km² percorridos a pé, e os restantes utilizando meios aéreos ou navais junto à linha costeira da Califórnia. Foram recolhidos 83 mil pedaços do Columbia, correspondentes a 37% da massa total da nave, entre os destroços encontravam-se também parte dos restos mortais dos astronautas.
Foi constituída uma comissão independente de inquérito ao acidente, a Columbia Accident Investigation Board (CAIB), que produziu um relatório oficial de 400 páginas após quase sete meses de investigação, no qual foram apontadas as causas técnicas e organizacionais que estiveram direta ou indiretamente envolvidas na origem da destruição do Columbia. Foram ainda perspetivadas hipotéticas soluções de resgate da tripulação e elaboradas 29 recomendações a implementar, 15 das quais de cumprimento obrigatório, sem o qual não poderia haver um regresso aos voos.
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/Crew_of_STS-107%2C_official_photo.jpg
Foto da tripulação, da esquerda para a direita: David Brown, Rick Husband, Laurel Clark, Kalpana Chawla, Michael Anderson, William C. McCool e Ilan Ramon
         

sábado, janeiro 31, 2026

O chimpanzé Ham, o primeiro astronauta norte-americano, foi para o Espaço há 65 anos...!

Ham antes do lançamento do Mercury-Redstone 2

  

A Mercury-Redstone 2 (MR-2), foi uma missão espacial norte-americana, lançada em 31 de janeiro de 1961, às 16.55 horas UTC, do Complexo de Lançamento 5 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida. A nave espacial Mercury-Atlas 5, levou o chimpanzé Ham num voo sub-orbital, aterrando no Oceano Atlântico 16 minutos e 39 segundos depois do lançamento. 

  

   
Antecedentes
A missão anterior Mercury-Redstone, MR-1A, voou em uma trajetória que era muito íngreme com acelerações muito altas para um passageiro humano. O MR-1A alcançou seu apogeu programado de cerca de 130 milhas (209 km) e pousou 235 milhas (378 km) abaixo da faixa. Mercury-Redstone 2 seguiria uma trajetória mais achatada. Sua trajetória de vôo planejada foi um apogeu de 115 milhas (185 km) e um alcance de 290 milhas (467 km).  
 
Missão

A nave espacial Mercury nº 5 continha seis novos sistemas que não existiam em voos anteriores: sistema de controle ambiental, sistema de controle de estabilização de atitude, retro tomadas, sistema de comunicação de voz, sistema de deteção de aborto em "circuito fechado" e uma bolsa de pouso pneumática.

Seis chimpanzés (quatro fêmeas e dois machos) e 20 médicos especialistas e tratadores de animais da Base Aérea de Holloman, Novo México, onde os chimpanzés viveram e foram treinados, foram transferidos para quartos atrás do Hangar S em Cape Canaveral, Flórida, em 2 de janeiro de 1961 Os seis chimpanzés foram treinados em simuladores de Mercúrio por três semanas. No dia anterior ao voo, dois chimpanzés foram escolhidos para a missão: um primário, Ham, e um reserva, uma chimpanzé fêmea chamada Minnie. A competição era acirrada, mas Ham estava cheio de energia e bom humor. Ham foi nomeado em homenagem ao Holloman Aerospace Medical Center. O Ham era de Camarões, África, (nome original Chang, Chimp No. 65) e foi comprado pela USAF em 9 de julho de 1959. Ele tinha 3 anos e 8 meses no lançamento.

Às 12.53 UTC do dia 31 de janeiro de 1961, Ham foi inserido no foguetão. A contagem regressiva foi atrasada quase quatro horas, por causa de um inversor quente e vários outros problemas menores.

Às 16.55 UTC, o MR-2 descolou. Um minuto após o lançamento, os computadores relataram que o ângulo da trajetória de voo estava pelo menos um grau alto e subindo. Aos dois minutos, os computadores previram uma aceleração de 17 g (167 m / s²). Aos 2 minutos e 17 segundos de voo, o combustível de oxigénio líquido (LOX) do Redstone estava esgotado. O sistema de aborto de circuito fechado detetou uma mudança na pressão da câmara do motor quando o suprimento de LOX foi esgotado e disparou o sistema de escape de lançamento. O aborto sinalizou uma mensagem do Mayday para as forças de recuperação.

O alto ângulo de vôo e o aborto precoce fizeram com que a velocidade máxima da espaçonave fosse de 7.540 pés/s (2.298 m/s) em vez dos 6.465 pés/s (1.970 m/s) planeados. Os retrofoguetes foram descartados durante o aborto e, portanto, não podiam ser usados  ​​para desacelerar o foguetão. Tudo isso somado a um overshoot da área de pouso planeada em 130 milhas (209 km) e um apogeu de 157 milhas (253 km) em vez de 115 milhas (185 km).

Outro problema ocorreu aos 2 minutos e 18 segundos de voo, quando a pressão da cabine caiu de 5,5 para 1 lb / in² (38 para 7 kPa). Esse mau funcionamento foi rastreado posteriormente à válvula do snorkel de entrada de ar. As vibrações afrouxaram um pino na válvula do snorkel e permitiram que ela se abrisse. Ham estava seguro em seu próprio traje espacial do sofá e não sofreu nenhum efeito nocivo com a perda de pressão da cabine. A pressão do traje espacial do sofá permaneceu normal e a temperatura do traje ficou bem dentro da faixa ideal de 60 a 80 graus Fahrenheit (16 a 26 °C).

Por causa da aceleração excessiva do veículo de lançamento e do impulso do foguete de fuga, uma velocidade de 5.857 mph (9.426 km/h) foi alcançada em vez dos 4 400 mph (7 081 km/h) planeados. No apogeu, a nave espacial de Ham estava 48 milhas (77 km) mais distante do que o planeado. Ham ficou sem peso por 6,6 minutos, em vez dos 4,9 minutos planeados. A espaçonave pousou a 422 milhas (679 km) de extensão após um voo de 16,5 minutos. Ele recebeu 14,7 g (144 m/s²) durante a reentrada, quase 3 g (29 m/s²) maior do que o planeado.

Ham executou bem suas tarefas, empurrando as alavancas cerca de 50 vezes durante o voo. Câmaras a bordo que filmavam a reação de Ham à ausência de peso mostraram uma quantidade surpreendente de poeira e detritos flutuando dentro da cápsula durante o apogeu. 

O foguetão caiu por volta das 12.12 EST, fora da vista das forças de recuperação. Cerca de 12 minutos depois, o primeiro sinal de recuperação foi recebido da nave espacial. O rastreamento mostrou que ficava a cerca de 60 milhas (96 km) do navio de recuperação mais próximo. Vinte e sete minutos após o pouso, um avião de busca avistou a cápsula flutuando verticalmente no Atlântico. O avião de busca solicitou que a Marinha enviasse os seus helicópteros de resgate do navio mais próximo que os transportasse.

Quando os helicópteros chegaram, encontraram o foguetão de lado, entrando na água e submergindo. Com o impacto da água, o escudo térmico de berílio ricocheteou contra o fundo da cápsula, abrindo dois orifícios na antepara de pressão de titânio. O saco de pouso estava muito gasto e o escudo térmico foi arrancado da nave antes da recuperação. Depois que a embarcação virou, a válvula do snorkel aberta deixou ainda mais água do mar entrar na cápsula. Quando a tripulação do helicóptero finalmente pegou e pegou a espaçonave de Ham às 18.52 UTC, eles estimaram que havia cerca de 800 libras (360 kg) de água do mar a bordo. Esta foi levada e baixada para o convés do USS  Donner. Quando foi aberta, Ham parecia estar em boas condições e prontamente aceitou uma maçã e meia laranja.

 

Após o voo

Com os problemas de funcionamento durante o voo, o Mercury-Redstone não foi considerado pronto para um passageiro humano planeado para o MR-3. Foi adiado enquanto se aguarda um voo de desenvolvimento de reforço final, Mercury-Redstone BD.

Após o seu voo espacial, Ham foi transferido para o Jardim Zoológico Nacional em Washington, DC por 17 anos e, em 1981, foi transferido para um zoológico na Carolina do Norte para viver com uma colónia de outros chimpanzés. Ele morreu em 19 de janeiro de 1983, aos 26 anos de idade. Ham está enterrado no Museu de História Espacial do Novo México em Alamogordo. Ele era um dos muitos animais no espaço.

A reserva de Ham, Minnie, foi a única chimpanzé fêmea treinada para o programa Mercury. Depois que o seu papel no programa Mercury terminou, Minnie tornou-se parte de um programa de criação de chimpanzés da Força Aérea, produzindo nove filhos e ajudando a criar os filhos de vários outros membros da colônia de chimpanzés. Ela foi a última astro-chimpanzé sobrevivente. Ela morreu aos 41 anos, em 14 de março de 1998.

A nave espacial Mercury nº 5, usada na missão Mercury-Redstone 2, está atualmente em exibição no California Science Center, em Los Angeles, Califórnia.

 

O Explorer I, primeiro satélite norte-americano, foi lançado há 68 anos

 
O Explorer I, oficialmente denominado Satellite 1958 Alpha (também referenciado como Explorer 1), foi o primeiro satélite artificial terrestre lançado ao espaço pelos Estados Unidos. O seu lançamento ocorreu no dia 31 de janeiro de 1958 (GMT-03:48, 1 de fevereiro de 1958) como parte do programa norte-americano para o Ano Geofísico Internacional e foi a tardia resposta ao lançamento pela URSS do Sputnik 1, quatro meses antes.
      

quarta-feira, janeiro 28, 2026

O vaivém espacial Challenger explodiu há quarenta anos...

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/58/Challenger_Launch.jpg
   
O Challenger foi um vaivém espacial da NASA. Foi o segundo a ser fabricado, após o Columbia. Foi a primeira vez para o espaço a 4 de abril de 1983.
Em 28 de janeiro de 1986, na STS-51-L (a sua décima missão), um defeito nos tanques de combustível causou a explosão da Challenger, matando todos seus ocupantes, inclusive a professora Christa McAuliffe, a primeira civil a participar num voo espacial.
Este desastre paralisou o programa espacial norte-americano durante meses, durante os quais foi feita uma extensa investigação que concluiu por defeito no equipamento e no processo de controle de qualidade da fabricação das peças da nave espacial.
A investigação sobre o acidente com o vaivém espacial foi liderada pelo famoso físico nova-iorquino Richard Philips Feynman, que descobriu uma falha nos anéis de borracha que serviam para a vedação das partes do tanque de combustíveis, que apresentava anomalias na expansão quando a temperatura chegava aos 0°C (ou 32°F). Feynman foi a público explanar as causas do acidente, que chocou os Estados Unidos e fez uma demonstração em rede nacional e ao vivo.

   
  

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3c/STS-51-L.svg/655px-STS-51-L.svg.png
 
   
STS-51-L foi o 25º voo do programa do vaivém espacial norte-americano, realizado com a nave Challenger, e que marcaria o primeiro voo de um civil a bordo de um vaivém espacial, a professora Christa McAuliffe. Lançado a 28 de janeiro de 1986 de Cabo Canaveral, na Flórida, a nave explodiu 73 segundos após a descolagem, matando os seus sete tripulantes.
A tragédia, causada pelo rompimento de um anel de vedação no tanque externo de combustível sólido da nave, causando um incêndio seguido de explosão, foi o primeiro acidente fatal, em voo, de uma missão tripulada no programa espacial dos Estados Unidos.


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3f/Challenger_flight_51-l_crew.jpg/750px-Challenger_flight_51-l_crew.jpg


Na noite do desastre, o presidente Ronald Reagan realizaria o discurso do Estado da Nação (State of the Union), que depois preferiu adiar por uma semana, realizando um comovente discurso no Salão Oval da Casa Branca. Ao fim deste, fez a seguinte declaração retirada do poema "High Flight" de John Gillespie Magee Jr.: Nunca iremos esquecê-los, nem a última vez em que os vimos, esta manhã, conforme eles se preparavam para sua jornada e se despediram e "abandonaram os cruéis limites da Terra" para "tocar a face de Deus." Esta citação foi lembrada como um dos melhores discursos de Reagan. Três dias depois, ele e a sua mulher, Nancy viajaram, até o Johnson Space Center, para um serviço fúnebre em honra aos astronautas
  
Os restos mortais dos membros da tripulação da Challenger, sendo transferidos de sete veículos para um avião de transporte MAC C-141 no SLF para serem levados à base de Dover Air Force, Delaware
  

 

Hoje é dia de recordar uma Professora...

 

Recordemos Christa McAuliffe, uma colega de profissão, que morreu há 39 anos, na explosão do vaivém Challenger, e que teve direito à simbólica maçã vermelha brilhante (que alguns alunos oferecem aos docentes, depois de lhe darem brilho...) no logótipo da missão. Recordemos uma de nós, que foi Professora até ao último segundo da sua vida, e que morreu quando ia dar uma lição no espaço, através de um programa intitulado Projeto Professor no Espaço... 
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3c/STS-51-L.svg/655px-STS-51-L.svg.png

terça-feira, janeiro 27, 2026

Três astronautas morreram na Apollo I há 59 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a2/Apollo1-Crew_02.jpg

Da esquerda para a direita: Grissom, White e Chafee

      
Tripulação
     
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/35/Apollo_1_patch.png/640px-Apollo_1_patch.png
      
A Missão
A missão da Apollo I (que foi proposto para ultrapassar a URSS na Corrida Espacial), baseava-se em lançar o primeiro módulo de comando Apollo em órbita da Terra, através do foguete Saturno IB. Os astronautas, que participariam da missão, foram escolhidos secretamente e somente foram anunciados em 21 de março de 1966.
Ela seguiu os mesmos padrões dos projetos Mercury e Gemini, que consistia em missões de órbitas de módulos espaciais.
    
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Detalhe do Módulo de Comando da Apollo I após o acidente
   
Acidente
Em 27 de janeiro de 1967, os astronautas 'Gus' Grissom, Ed White e Roger Chaffee, do Projeto Apollo, morreram no solo num incêndio dentro da cabine de comando. O que ocorreu de facto foi um curto-circuito no interior da cabine, Grissom, via rádio, comunicava que havia fogo no "cockpit". Segundos mais tarde, podia-se ouvir Chaffee dizendo que ele e seus companheiros sairiam do módulo de comando. Mas não puderam, pois a escotilha de saída possuía apenas trancas mecânicas, e os esforços dos astronautas na tentativa de abri-la mostraram-se inúteis. A equipa que trabalhava fora da nave espacial procurava, em vão, abrir a escotilha, no meio de um calor insuportável.
Quando, finalmente, conseguiu-se abrir o módulo de comando, os três astronautas já estavam mortos, ainda que a roupa espacial os tenha protegido do fogo, a inalação excessiva de fumo foi fatal. Como resultado desse acidente, toda programação do projeto Apollo foi atrasada em mais de vinte e um meses. Durante esse período, os engenheiros da NASA modificaram completamente a cabine do módulo de comando e cerca de 1.300 alterações foram feitas.
A primeira missão tripulada bem sucedida do projeto Apollo foi o voo da missão Apollo VII.
   
in Wikipédia
   
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0d/Apollo_1_KSC_Mirror.jpg
The names of the three astronauts on the Space Mirror at the Kennedy Space Center
       
Stars, landmarks on the Moon and Mars
  • Apollo astronauts frequently aligned their spacecraft inertial navigation platforms and determined their positions relative to the Earth and Moon by sighting sets of stars with optical instruments. As a practical joke, the Apollo I crew named three of the stars in the Apollo catalog after themselves and introduced them into NASA documentation. Gamma Cassiopeiae became Navi – Ivan (Gus Grissom's middle name) spelled backwards, Iota Ursae Majoris became Dnoces – "Second" spelled backwards, for Edward H. White II, and Gamma Velorum became Regor – Roger (Chaffee) spelled backwards. These names quickly stuck after the Apollo I accident and were regularly used by later Apollo crews.
  • Craters on the Moon and hills on Mars are named after the three Apollo I astronauts.
      

segunda-feira, janeiro 19, 2026

A sonda New Horizons foi lançada há vinte anos...!

           
A New Horizons é uma sonda espacial da NASA lançada para estudar o planeta-anão Plutão e a Cintura de Kuiper. Ela foi a primeira sonda a sobrevoar Plutão e a fotografar as suas pequenas luas Caronte, Nix, Hydra, Cérbero e Estige, a 14 de julho de 2015, após cerca de nove anos e meio de viagem interplanetária e ainda sobrevoou o objeto 486958 Arrokoth.
O principal objetivo desta missão era caracterizar globalmente a geologia e a morfologia de Plutão e as suas luas, além de mapear as suas superfícies. Também ia procurar estudar a atmosfera de Plutão e a sua taxa de fuga. Outros objetivos secundários incluíam o estudo das variações da superfície e da atmosfera de Plutão e de Caronte ao longo do tempo. Foram obtidas imagens de alta-definição de determinadas áreas dos dois corpos celestes, para caracterizar a sua atmosfera superior, a ionosfera, as partículas energéticas do meio ambiente e a sua interação com o vento solar. Além disso, a sonda vai procurou determinar a existência de alguma atmosfera em torno de Caronte e caracterizar a ação das partículas energéticas entre Plutão e Caronte. Também ia procurar por satélites ainda não descobertos e por possíveis anéis que envolvam o planeta-anão e o seu satélite, antes de ser direcionado para a Cintura de Kuiper e de lá para o espaço interestelar.
Lançada a 19 de janeiro de 2006, diretamente numa trajetória de escape Terra-Sol com uma velocidade relativa de 16,26 km/s ou 58.536 km/h e usando uma combinação de foguete monopropulsor e assistência gravitacional, ela sobrevoou a órbita de Marte a 7 de abril de 2006, a de Júpiter a 28 de fevereiro de 2007, a de Saturno a 8 de junho de 2008 e a de Úrano a 18 de março de 2011, a caminho da órbita de Netuno, que cruzou a 25 de agosto de 2014, na sua jornada até Plutão.
Em dezembro de 2014, a nave encontrava-se a uma distância de 31,96 AU da Terra (4.781.148 000 km ou 4,26 horas-luz, o tempo que os sinais de rádio enviados da Terra demoram para chegar à sonda) e a 1,74 UA (260.300.000 km) de Plutão, com a frente virada para a Constelação de Sagitário, após sair do seu estado final de "hibernação" eletrónica às 01:53 UTC de 7 de dezembro. Desde o seu lançamento em 2006, a sonda passou 1.873 dias hibernando no espaço, com a quase totalidade dos seus equipamentos desligados, 2/3 do tempo total da sua jornada, divididos por 18 períodos diferentes de "hibernação" com duração variada entre 36 e 202 dias contínuos. Este período de desligamento foi o último antes da chegada ao planeta-anão. As primeiras observações de Plutão, mesmo que ainda à distância, iniciaram-se a 15 de janeiro de 2015.
A sonda sobrevoou Plutão a 14 de julho de 2015, após nove anos e meio de viagem interplanetária, alcançando o seu ponto mais próximo da superfície do planeta, cerca de 12.500 km de distância, às 12.49 horas UTC, a uma velocidade de 45.000 km/h.
Os cientistas esperam que ela se torne a quinta sonda interestelar já construída pelo Homem – após deixar o Sistema Solar em direção à heliosfera – e o segundo objeto artificial mais veloz da história de exploração espacial.
        
 Foto de Plutão tirada pela sonda
     

domingo, janeiro 18, 2026

O astronauta Jeffrey Williams faz hoje 68 anos

   
Jeffrey Nels Williams (Winter, 18 de janeiro de 1958) é um astronauta norte-americano, veterano de missões no vaivém espacial, nas naves Soyuz russas e na Estação Espacial Internacional. É o astronauta da NASA com mais tempo de permanência acumulada no espaço, num total de 534 dias, em quatro missões espaciais.

Coronel da aviação do Exército dos Estados Unidos, nasceu no estado de Wisconsin, é casado e tem dois filhos. Graduou-se em ciência aplicada e engenharia na Academia Militar dos Estados Unidos em 1980 e obteve graduação e mestrado em engenharia aeronáutica na Escola de Pós-graduação Naval em 1987. Também fez curso de piloto naval e é instrutor de paraquedismo. Em 1981 tornou-se aviador da Força Aérea do Exército, passando por diversas áreas ligadas à engenharia aérea. Tem acumuladas mais de 2.500 horas de voo em cinquenta diferentes tipos de aeronaves.

Foi selecionado pela NASA em 1996, trabalhou em projetos dos vaivéns espaciais e foi engenheiro de voo. Esteve na Estação Espacial pela primeira vez, levado pelo vaivém espacial Atlantis na terceira missão de construção da estação em 2000, a STS-101. Em 2006 voltou ao espaço como tripulante da Soyuz TMA-8, junto com o astronauta brasileiro Marcos Pontes e ficou em órbita por 180 dias, integrando a Expedição 13 da ISS, com os cosmonautas Pavel Vinogradov da Rússia e Thomas Reiter da Alemanha.

Em 30 de setembro de 2009 voltou ao espaço a bordo da Soyuz TMA-16 para assumir as funções de engenheiro de voo da Expedição 21 na ISS. Em novembro assumiu o comando da Expedição 22, até retornar à Terra em março de 2010, com o seu companheiro russo Maksim Surayev, pousando a TMA-16 nas estepes do Cazaquistão. Em 18 de março de 2015 retornou ao espaço para a sua terceira missão de longa duração na ISS, lançado de Baikonur a bordo do foguetão Soyuz TMA-20M, onde permaneceu por cerca de seis meses como integrante das Expedições 47 e 48, comandando esta última. A sua quarta missão espacial acabou após 172 dias, em 7 de setembro de 2016, quando a tripulação da TMA-20M encerrou os seus trabalhos na Expedição 48, retornando à Terra e pousando nas estepes do Casaquistão às 07.13  horas locais.

Em suas quatro missões, Williams acumulou 31 horas e 55 minutos fora da estação, num total de cinco caminhadas espaciais.

 
   

sexta-feira, janeiro 16, 2026

O vaivém espacial Columbia partiu, para a derradeira viagem, há vinte e dois anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/77/STS-107_Flight_Insignia.svg/444px-STS-107_Flight_Insignia.svg.png
  

STS-107 foi a última e fatídica missão do vaivém espacial Columbia, lançada em 16 de janeiro de 2003, pela NASA. Os sete membros da tripulação foram mortos na explosão da nave durante a reentrada na atmosfera no final da missão.
A causa do acidente foi um pedaço do revestimento do tanque de combustível externo que se soltou durante o lançamento e afetou os componentes do sistema de proteção térmica na ponta da asa esquerda do Columbia.
Durante a reentrada, o calor excessivo lentamente superaqueceu o pedaço da asa sem proteção e a destruiu, deixando a nave sem controle e causando a desintegração do veículo espacial.
  

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A tripulação durante a missão
  
A STS-107 foi uma missão múltipla sobre microgravidade e pesquisas científicas da Terra com diversas investigações científicas internacionais sendo realizadas durante 16 dias em órbita.
Uma das experiências, um vídeo feito para estudar a poeira atmosférica, pode ter descoberto um novo fenómeno atmosférico, chamado TIGRE, uma emissão ionosférica de cor vermelha.
A bordo do Columbia, levado pelo coronel Ilan Ramon, estava um desenho de Petr Ginz, editor-chefe da revista Vedem, que retratava como seria a Terra vista da Lua na sua imaginação, quando ele tinha 14 anos de idade e era um prisioneiro do campo de concentração nazi de Theresienstadt, durante a II Guerra Mundial.
Várias semanas após o acidente foi encontrado um recipiente contendo algumas minhocas levadas ao espaço para a realização de experiências biológicas em órbita. As mesmas estavam ainda vivas quando encontradas.
     

quinta-feira, janeiro 15, 2026

A sonda Stardust regressou à Terra, com amostras de um cometa, há vinte anos...!


A Stardust era uma nave espacial da NASA, gerida pelo Laboratório de Propulsão a Jato, (JPL) da NASA na Califórnia. Foi lançada em 7 de fevereiro de 1999, pelo foguete Delta II, no Cabo Canaveral, estado da Flórida. A sua finalidade é o de investigar o cometa Wild 2 e o asteroide Annefrank, além de recolher poeira interestelar.

Stardust é a primeira missão norte-americana, dedicada única e exclusivamente para explorar um cometa com a finalidade de trazer material extraterrestre, para lá da órbita da Lua.

A Stardust aproximou-se de Wild 2 em 2 de janeiro de 2004, após uma viagem de quatro anos pelo espaço. Durante esta aproximação ele recolheu amostras de poeira do cometa e obteve fotos detalhadas do seu núcleo gelado.

Adicionalmente a sonda Stardust devia trazer amostras de poeira interestelar que foi recentemente descoberta passando pelo Sistema Solar e se dirige para a constelação de Sagitário.

A sonda Stardust regressou, a 15 de janeiro de 2006, à Terra, para entregar as amostras do material proveniente do cometa dentro de uma cápsula. 

  


A missão

Acredita-se que o material recolhido pela sonda era antigo, de época anterior à existência do Sistema Solar e que também seja formado de grãos e de nuvens de poeira remanescentes da época da formação do Sistema Solar.

Para encontrar com o cometa Wild 2, a sonda teve que fazer três voltas em torno do Sol. Na segunda volta ocorreu a trajetória de interseção com o cometa. Durante este encontro, a sonda Stardust realizou uma série de tarefas como a contar o número de partículas com o instrumento científico denominado de Dust Flux Monitor (DFM) e em tempo real, analisar a composição destas partículas e substâncias voláteis pelo Comet and Interstellar Dust Analyzer (CIDA).

Utilizando uma substância denominada de Aerogel, a sonda Stardust consegue capturar e armazenar em segurança amostras do cometa, na sua longa jornada de volta para a Terra. Ela é constituída de silício, material que foi construído junto com a grade do coletor de aerogel, que é similar a uma grande raquete de ténis.

Estava previsto que em janeiro de 2006 a Stardust devia regressar e entregar a cápsula com as amostras dentro de um paraquedas, pesando aproximadamente 57 quilogramas.

Stardust foi a quarta missão da NASA do Programa Discovery, programa este que consiste na construção de pequenas naves espaciais de pesquisa espacial, que levem no máximo 36 meses para ficarem prontas e que custem menos de US$ 190 milhões de dólares em desenvolvimento e que o custo total da missão, seja inferior a US$ 299 milhões de dólares.

A missão Stardust veio depois das missões: Mars Pathfinder, Near Earth Asteroid Rendezvous ou (NEAR) e da Lunar Prospector.

Este é um programa de pesquisa espacial visa a obter dados científicos relevantes em missões de baixo custo, onde se emprega tecnologia de ponta, e cujas missões possam ser levadas adiante em um curto espaço de tempo.

  

Sucesso no retorno da cápsula

Em 15 de janeiro de 2006 a sonda Stardust teve sucesso regressou e, ao chegar à atmosfera terrestre, a cápsula contendo amostras do cometa e de poeira estelar, foi recolhida.

A cápsula de 45 kg pousou às 03.10 horas, hora local, no deserto do Estado de Utah, no noroeste dos Estados Unidos.

Quando a cápsula se encontrava a 105.000 pés, um pequeno para-quedas se abriu e estabilizou a cápsula. Quando foi atingido a altitude de 10.000 pés, o para-quedas principal abriu e permitiu uma aterragem suave no deserto. Devido à escuridão da noite foram utilizados câmaras infravermelhas para monitorizar a descida da cápsula.

 

quarta-feira, janeiro 14, 2026

A astronauta Shannon Lucid comemora hoje 83 anos

     
Shannon Matilda Wells Lucid (Xangai, 14 de janeiro de 1943) é uma ex-astronauta dos Estados Unidos, veterana de cinco missões espaciais e ex-recordista de permanência no espaço entre as mulheres. Foi a primeira mulher norte-americana a habitar a estação orbital russa Mir e condecorada com a Medalha de Honra Espacial do Congresso, décima pessoa (e primeira mulher) a receber essa honraria.
Shannon nasceu em Xangai, na China, durante a II Guerra Mundial, filha de pastores missionários batistas que se encontravam no país e cresceu na cidade de Bethany, no estado de Oklahoma, Estados Unidos, onde estudou, na Universidade de Oklahoma, e se formou em Bioquímica em 1973.
     

A sonda Huygens aterrou em Titã há 21 anos

   
A Cassini-Huygens é uma sonda espacial dupla, enviada em missão ao planeta Saturno e ao seu sistema planetário, sendo um projeto conjunto da NASA (Agência Espacial dos estados Unidos), ESA (Agência Espacial Europeia) e ASI (Agência Espacial Italiana), ela consiste em dois elementos principais, o orbitador/sonda Cassini e a sonda Huygens. Lançada para o espaço a 15 de outubro de 1997, ela entrou em órbita de Saturno a 1 de julho de 2004 e continua em operação, estudando o planeta, os seus satélites naturais, a heliosfera e testando a Teoria da Relatividade.
Um projeto que levou duas décadas de planeamento e desenvolvimento até ao seu lançamento, após uma viagem interplanetária de quase sete anos, na qual sobrevoou Vénus e Júpiter, a nave entrou em órbita de Saturno a meio do ano de 2004; em dezembro daquele ano a sonda Huygens separou-se do orbitador Cassini e, em 14 de janeiro de 2005, entrou na atmosfera e pousou na superfície do maior satélite de Saturno, Titã, transmitindo imagens e dados para a Terra, na primeira vez em que um objeto construído pelo Homem pousou num corpo celeste do Sistema Solar exterior.
A Cassini-Huygens integra o Programa Flagship para os planetas exteriores, o maior e mais caro programa espacial não-tripulado da NASA. As outras missões deste programa incluem as Viking, as Voyager e a Galileu. A nave/sonda espacial, de duas partes, foi batizada em homenagem aos astrónomos Giovanni Cassini e Christiaan Huygens.
   
Vista da superfície de Titã a partir da sonda Huygens
   
Objetivos
Os principais objetivos da missão Cassini-Huygens eram:
  1. determinar a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico dos anéis;
  2. determinar a composição das superfícies e a história geológica dos satélites;
  3. determinar a natureza e origem do material escuro do hemisfério dianteiro de Jápeto.
  4. medir a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico da magnetosfera.
  5. estudar o comportamento dinâmico das nuvens de Saturno;
  6. estudar a vulnerabilidade temporal das nuvens e a meteorologia de Titã;
  7. caracterizar a superfície de Titã a uma escala regional.
Vista da superfície de Titã a partir da sonda Huygens, depois de processada
       
A sonda Huygens
A sonda-pousador Huygens foi criada e desenvolvida pela Agência Espacial Europeia (ESA), e batizada com o nome do astrónomo descobridor de Titã, Christiaan Huygens. Desacoplada da Cassini e lançada sobre Titã no dia de Natal de 2004, depois de uma viagem de 22 dias no espaço, entrou na atmosfera do satélite, fazendo um exame minucioso das nuvens e pousando na superfície cerca de 11:30 UTC de 14 de janeiro de 2005, no oeste da região escura conhecida como Shangri-La, próximo da área brilhante de Xanadu.
A sonda foi criada para descer de para-quedas na atmosfera do maior satélite natural de Saturno (e o 2º maior do Sistema Solar, o único com atmosfera) e abrir um laboratório robótico completo à superfície. O seu sistema consistia na sonda em si e num equipamento de suporte, que permaneceu acoplado ao orbitador Cassini. Este equipamento incluía equipamento eletrónico para rastrear a sonda, receber os dados enviados durante a descida e aterragem e ainda processar e passar estes dados para o computador do orbitador, que os enviou para a Terra. Com 318 kg de peso e 1,3 m de diâmetro, a sua bateria era suficiente para 153 minutos de transmissão, mais 2 horas e 27 minutos gastas na descida. Foi o suficiente para enviar dados atmosféricos e a primeira imagem da superfície de um satélite do Sistema Solar exterior. É até hoje a aterragem mais distante da Terra já feito por um objeto construído pelo Homem. 

À mesma escala, um lago de Titã (à esquerda) comparado com o Lago Superior (entre Canadá e Estados Unidos) na Terra
          
Lagos líquidos em Titã
Em 21 de julho de 2006, os radares da Cassini obtiveram imagens que pareciam mostrar lagos de hidrocarboneto líquido – como metano e etano - nas latitudes norte do satélite Titã. Esta foi a primeira descoberta da existência de lagos em qualquer corpo celeste fora da Terra. Estes lagos mediriam entre 1 e 100 quilómetros de comprimento. A 13 de março de 2007, anunciou-se que havia fortes evidências da existência de mares de etano e metano no hemisfério norte do satélite. Um destes lagos teria o tamanho dos Grandes Lagos na América do Norte. Em 30 de julho de 2008 foi anunciada a descoberta de um grande lago líquido próximo da região do polo sul de Titã, com quinze mil km². O lago foi batizado como Ontario Lacus. Em 2012, novos estudos da NASA levantaram a hipótese de que este lago seja mais parecido com um grande deserto de sal ou um grande lamaçal de hidrocarbonetos do que exatamente um lago, tal como nós os conhecemos na Terra.