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segunda-feira, abril 13, 2026

A Apollo XIII teve um problema há 56 anos...

Insígnia da missão
                                 Estatísticas da missão                             
Módulo de comando Odissey
Módulo lunar Aquarius
Número de tripulantes 3
Lançamento 11 de abril de 1970
Cabo Kennedy
Alunagem cancelada
Aterragem 17 de abril de 1970
Duração 5 d 22 h 54 m 41 s
Imagem da tripulação

Esq. p/ dir: Lovell, Swigert, Haise
Da esquerda para a direita: Lovell, Swigert e Haise


A Apollo XIII foi a terceira missão tripulada do Projeto Apollo com destino à Lua, mas não cumpriu a missão devido a um acidente durante a viagem de ida, causado por uma explosão no módulo de serviço, que impediu a descida no satélite natural da Terra. A nave e os seus tripulantes, entretanto, conseguiram retornar à Terra, após seis dias no espaço.
  
“Houston, temos um problema”
A Apollo XIII foi lançada cerca de cinco meses após a Apollo XII ter retornado da Lua. Durante os primeiros dois dias da missão a viagem estava tranquila, desafiando os presságios dos supersticiosos com relação ao número 13. Às nove horas da noite, hora de Houston, centro do controle da missão e da nave espacial, do dia 13 de abril, a tripulação tinha acabado de fazer uma rotineira transmissão de TV. O comandante James Lovell e o piloto do módulo lunar 'Aquarius' Fred Haise, completavam um check in do módulo e o piloto do módulo de comando Odissey 'Jack' Swigert estava-se a preparar para ver algumas estrelas através do sextante. Com 55 horas e 55 minutos de missão, todos os três astronautas ouviram e sentiram um grande barulho nas entranhas da nave. Durante os próximos minutos, a medida que eles e os controladores de terra faziam uma avaliação dos prováveis danos elétricos causados na nave espacial, ficou aparente que os tripulantes estavam em sérias dificuldades. Se eles quisessem sobreviver precisariam de força, oxigénio e água suficientes para uma viagem de quatro dias em volta da Lua e de volta a Terra, mas sem um módulo de comando saudável esses três itens de sobrevivência não conseguiriam durar até o fim da jornada. Além de pouca reserva destas necessidades básicas, sem força no MC eles teriam que contar com o Sistema de Controle Ambiental do Módulo Lunar para remover o excesso de dióxido de carbono da cabine. O módulo Aquarius carregava filtros de reserva, mas a maioria deles estavam guardados no ALSEP (o pequeno conjunto de experimentos científicos para uso na Lua, carregado pelo ML, apenas acessíveis pelo lado de fora), completamente fora de alcance. Simplesmente eles não tinham filtros de hidróxido de lítio suficientes para controlar a quantidade de dióxido de carbono expelida pelos três astronautas. E para tornar tudo mais dramático, a tripulação estava voando numa trajetória em direção da Lua que não os permitiria voltar a Terra sem uma boa ignição dos motores. O motor principal, claro, era instalado na traseira do Odissey e, sem o suprimento de força, dava no mesmo se a tripulação o tivesse deixado em Cabo Canaveral.
A equipe do Programa Apollo tinha grande orgulho de sua capacidade e se houvesse um jeito de improvisar e trazer a tripulação a salvo para casa, eles encontrariam um. A medida que eles analisavam a situação – tanto a tripulação quanto o pessoal de terra – concluíram que haviam tido muita sorte. Mesmo sendo uma situação desesperada, o acidente ocorreu cedo na missão, ainda na viagem de ida. Eles ainda tinham um módulo lunar saudável e totalmente equipado. A margem de segurança podia ser pequena, mas o módulo tinha um motor capaz de colocá-los no caminho de volta e carregava suficiente – desde que racionados – água, oxigénio e eletricidade para os quatro dias. Também havia abundância de filtros de metal de hidróxido de lítio no avariado Módulo de Comando e apesar deles não encaixarem diretamente dentro do Sistema de Controle de Ambiente do Módulo Lunar Aquarius – sendo de tamanho e formatos diferentes – certamente seria encontrado um jeito de colocá-los em uso. O 'Aquarius' havia se tornado o barco salva-vidas da tripulação.
Uma hora após o acidente, os engenheiros de voo em Centro Espacial Lyndon Johnson em Houston, estavam ocupados calculando freneticamente trajetórias e durações de funcionamento dos motores, imaginando novos procedimentos de navegação e sistemas de voo, aperfeiçoando estimativas de quanto tempo aguentaria o equipamento em estado crítico. Oxigénio era uma das menores preocupações da Apollo XIII. O Aquarius carregava generosos stocks, incluindo as mochilas de sobrevivência que Lovell e Haise deveriam usar na sua primeira AEV - atividade extra-veicular - em Fra Mauro. Para conservar seus próprios recursos físicos – e para minimizar o dióxido de carbono expelido – a tripulação teria que fazer o melhor possível para despender o mínimo de esforço. Todavia, era tranquilizador saber que eles só precisariam usar metade do seu stock de oxigénio na volta para casa. Os suprimentos de água e força eram muito mais críticos. Uma fração importante da energia elétrica guardada nas baterias do Módulo Lunar teria que ser usada durante a ignição do motor e, se os astronautas quisessem sobreviver na viagem de volta, teriam que poupar cuidadosamente o restante. Toda a eletrónica não-essencial deveria ser desligada e aquilo prometia tornar a viagem de volta fria e húmida.
A grande apreensão de todos era que não parecia possível manter as baterias do Odissey carregadas até que elas fossem necessárias para a reentrada. Sob circunstâncias normais, as células de energia do Módulo de Serviço eram usadas para manter carregadas as baterias do MC e, apenas nas últimas horas da missão, quando o MS houvesse feito seu trabalho e tivesse sido ejetado no vácuo, antes da reentrada terrestre, elas entrariam em funcionamento. Infelizmente, o acidente havia destruído as células de energia e a menos que fosse descoberto um meio de usar as baterias do Aquarius para manter a carga do Odissey, a tripulação não teria meios de controlar sua reentrada na Terra e iria morrer da mesma maneira como se tivesse se espatifado na Lua.
Desligando toda a eletrónica que podiam, a tripulação poupou força para os motores mas também cortou o consumo de água. Mesmo com a ração normal de um litro por dia, a tripulação teria bebido menos de 10% dos 150 litros de água a bordo do Módulo Lunar. Porém, com a força desligada, praticamente todos os 150 litros eram necessários para os purificadores manterem o equipamento vital refrigerado; então os astronautas cortaram sua ração para 1/5 de litro, um copo de água por dia. Eles estariam sedentos quando chegassem em casa, mas ao menos tinham uma possibilidade se salvamento.

Sobrevivência
Em grande parte, a tripulação da Apollo XIII sobreviveu à sua provação pela simples razão de terem estoques sobressalentes de artigos vitais: força extra, água, oxigénio e até um motor extra. É claro que se o acidente tivesse acontecido quando Lovell e Haise estivessem na superfície lunar ou após terem retornado à órbita com rochas, então o retorno à Terra teria sido tragicamente diferente. Mas isso era da natureza da aventura. Aceitar o desafio do Presidente John Kennedy de pousar na Lua significava a aceitação de riscos calculados.
A questão toda da sobrevivência imediata estava agora ligada a um pequeno detalhe prosaico: como ligar os filtros de limpeza do dióxido de carbono exalado pelos astronautas dentro do Módulo Lunar, já que o bocal destes filtros era redondo – pois o encaixe do Módulo de Comando era assim – e o encaixe no Aquarius era quadrado. Evidentemente, esse modo seria uma improvisação e um quebra-cabeça para os cientistas no controle da missão e ela foi feita através de uma engenhosa combinação de tubos, papelão, sacos plásticos de carga e filtros de metal do Módulo de Comando, todos presos juntos por uma boa quantidade de fita isolante cinza. Como era usual sempre que a equipe da Apollo tinha que improvisar, engenheiros e outros astronautas no solo se ocuparam inventando soluções para o problema e testando os resultados. Um dia e meio após o acidente, as equipes do solo haviam desenhado e construído um dispositivo de filtragem que funcionou e eles passaram as instruções por rádio para a tripulação, cuidadosamente guiando seus passos durante cerca de uma hora.

Regresso
Com o problema do dióxido de carbono resolvido, a tripulação tinha agora uma boa chance de voltar para casa. Com os três astronautas viajando no espaço dentro do Módulo Lunar, com a energia racionada – a temperatura ambiente nele era de 5°C - e com toda a força do Módulo de Comando – ao qual ele era acoplado - desligada para poupar energia, a questão era se o motor funcionaria no momento que fosse necessário, para tirá-los da órbita da Lua e colocá-los no caminho de volta. Para voltar para casa, os astronautas deveriam fazer duas ignições no motor. A primeira veio cinco horas depois do acidente e foi planeada para colocá-los numa trajetória livre de retorno, uma trajetória que os traria para casa mesmo sem uma segunda ignição. Eles ainda estavam indo em direção da Lua e não a atingiriam por quase mais um dia, mas com a primeira queima de motor completada com sucesso, quando eles girassem em volta da face escura, a gravidade lunar os colocaria no caminho de casa em vez de mandá-los para as profundezas do espaço. A segunda ignição era necessária para trazê-los de volta antes que os suprimentos da nave acabassem. Sem ela, havia uma grande possibilidade de que chegassem mortos. A chave da sobrevivência era esperar que a órbita lunar os pusesse apontando para a Terra e então o motor fosse ligado, lhes dando o impulso que os trouxesse direto de volta, em tempo de chegarem antes de acabarem o oxigénio e a água a bordo. A questão era se o motor do 'Aquarius' funcionaria.
Quando chegou o momento da ignição, e quando o mundo inteiro aguardava com a respiração suspensa, o motor ligou perfeitamente e os colocou no caminho de volta. Quando a odisseia terminou, eles tinham feito um trabalho soberbo, voltando para a Terra com 20% da força do ML e 10% de água restantes. Lovell perdeu cinco quilos de peso e estavam todos cansados, famintos, molhados, desidratados e com frio quando aterraram. Por causa da desidratação e outros fatores, Fred Haise desenvolveu uma infeção de próstata, uma febre de 40 graus e esteve seriamente doente por duas ou três semanas após o retorno, mas tudo isso foi de importância secundária, porque eles tinham voltado vivos.
   

 

domingo, abril 12, 2026

O primeiro voo de um vaivém espacial foi há quarenta e cinco anos anos...!

STS-1 (Space Transportation System-1) was the first orbital spaceflight of NASA's Space Shuttle program. The first orbiter, Columbia, launched on April 12, 1981, and returned on April 14, 1981, 54.5 hours later, having orbited the Earth 37 times. Columbia carried a crew of two—commander John W. Young and pilot Robert L. Crippen. It was the first American crewed space flight since the Apollo–Soyuz Test Project (ASTP) in 1975. STS-1 was also the maiden test flight of a new American spacecraft to carry a crew, though it was preceded by atmospheric testing (ALT) of the orbiter and ground testing of the Space Shuttle system. 

 

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The launch occurred on the 20th anniversary of Vostok 1, the first human spaceflight, performed by Yuri Gagarin for the USSR. This was a coincidence rather than a celebration of the anniversary; a technical problem had prevented STS-1 from launching two days earlier, as was planned.


 
 
Crew
Position Astronaut
Commander John Young
Fifth spaceflight
Pilot Robert Crippen
First spaceflight
 
 

Commander John Young and pilot Robert Crippen were selected as the STS-1 crew in early 1978. Young stated that as the Chief of the Astronaut Office he recommended himself to command the mission. Young, with four previous missions, was the most experienced astronaut in NASA at the time and was also the only member of NASA Astronaut Group 2 still in service. He flew twice on Project Gemini and twice on the Apollo program, walked on the Moon in 1972 as the Commander of Apollo 16, and became Chief of the Astronaut Office in 1974. Crippen, part of NASA Astronaut Group 7 after the cancellation of the Manned Orbiting Laboratory (MOL), was a rookie and would become the first of his astronaut group to fly in space. Prior to his selection on STS-1, Crippen participated in the Skylab Medical Experiment Altitude Test (SMEAT) and also served as a capsule communicator (capcom) for all three Skylab missions and the Apollo-Soyuz Test Project (ASTP).

Columbia carried Extravehicular Mobility Units (EMU) for both Young and Crippen in the event of an emergency spacewalk. If such an event occurred, Crippen would go outside the orbiter, with Young standing by in case Crippen required assistance.

As of April 1981 Young and Crippen trained the longest for a space mission before flying in NASA history. If STS-1 had launched in March 1979 as originally scheduled "We'd have been launched about halftrained", Young said. As no one had flown the shuttle before, they helped design the craft's controls, including 2,214 switches and displays in the cockpit - about three times as many on the Apollo command module - and many contingency procedures. STS-1 carried 22 manuals, each three inches thick and together weighing 29 kg (64 lb); the procedure for an electronics failure from a cooling system malfunction had 255 steps.

 

Mission parameters

  • Mass:
    • Orbiter liftoff: 99,453 kg (219,256 lb)
    • Orbiter landing: 88,662 kg (195,466 lb)
    • DFI payload: 4,909 kg (10,822 lb)
  • Perigee: 246 km (153 mi)
  • Apogee: 274 km (170 mi)
  • Inclination: 40.30°
  • Period: 89.88 minutes

 

 Crew seat assignments

Seat Launch Landing
Seats 1–4 are on the flight deck.
Seats 5–7 are on the mid-deck.
1 Young
2 Crippen
3 Unused
4 Unused
5 Unused
6 Unused
7 Unused


Suborbital mission plan

During the original planning stages for the early Space Shuttle missions, NASA management under the Carter Administration felt a need to undertake initial tests of the system prior to the first orbital flight. To that end, Vice President Walter F. Mondale as chairman of the National Space Council suggested a suborbital flight landing at the emergency landing site at Dakar, Senegal. NASA further suggested that STS-1, instead of being an orbital flight, be used to test the Return To Launch Site (RTLS) abort scenario. This involved an abort being called in the first few moments after launch, and using its main engines, once the SRBs had been jettisoned, to power it back to the launch site. This scenario, while potentially necessary in the event of an early abort being called, was seen as being extremely dangerous. Young overruled both proposals, and STS-1 went ahead as the first orbital mission.  The NASA managers were swayed by Young questioning the need for the test, and the weight of his opinion was especially strong as he was someone who not only had been to the Moon twice, but had walked on it. He would fly the Space Shuttle again on the STS-9 mission, a ten-day flight in 1983.

Let's not practice Russian roulette, because you may have a loaded gun there.

— John W. Young on testing the Return To Launch Site Abort

 
 
Mission summary
The first launch of the Space Shuttle occurred on April 12, 1981, exactly 20 years after the first crewed space flight, when the orbiter Columbia lifted off from Pad A, Launch Complex 39, at the Kennedy Space Center. The launch took place at 12:00:04 UTC. A launch attempt two days earlier was scrubbed because Columbia's four primary general purpose IBM System/4 Pi computers (GPCs) failed to provide correct timing to the backup flight system (BFS) when the GPCs were scheduled to transition from vehicle checkout to flight configuration mode.
 
Attempt Planned Result Turnaround Reason Decision point Notes
1 10 Apr

1981, 7:00:00 am

Scrubbed Technical (T−18 minutes) Timing problem in one of Columbia's general purpose IBM System/4 Pi computers. A software patch was installed to correct.
2 12 Apr

1981 7:00:04

Success 2 days

0 hours 0 minutes




Not only was this the first launch of the Space Shuttle, but it marked the first time that solid-fuel rockets were used for a NASA crewed launch (although previous systems had used solid-fuel motors for their escape towers or retro rockets). STS-1 was also the first U.S. crewed space vehicle launched without an uncrewed powered test flight. The STS-1 orbiter, Columbia, also holds the record for the amount of time spent in the Orbiter Processing Facility (OPF) before launch – 610 days, the time needed for the replacement of many of its heat shield tiles

Not only was this the first launch of the Space Shuttle, but it marked the first time that solid-fuel rockets were used for a NASA crewed launch (although previous systems had used solid-fuel motors for their escape towers or retro rockets). STS-1 was also the first U.S. crewed space vehicle launched without an uncrewed powered test flight. The STS-1 orbiter, Columbia, also holds the record for the amount of time spent in the Orbiter Processing Facility (OPF) before launch – 610 days, the time needed for the replacement of many of its heat shield tiles.

The NASA mission objective for the maiden flight was to accomplish a safe ascent into orbit and return to Earth for a safe landing of Orbiter and crew. The only payload carried on the mission was a Development Flight Instrumentation (DFI) package, which contained sensors and measuring devices to record the orbiter's performance and the stresses that occurred during launch, ascent, orbital flight, descent and landing. All 113 flight test objectives were accomplished, and the orbiter's spaceworthiness was verified.

During the final T−9 minute holding period, Launch Director George Page read a message of good wishes to the crew from President Ronald Reagan, ending with, "John, we can't do more from the launch team than say, we wish you an awful lot of luck. We are with you one thousand percent and we are awful proud to have been a part of it. Good luck gentlemen."

Ignition of the three RS-25 main engines was sensed as a sharp increase in noise. The stack rocked "downwards" (towards the crew's feet), then back up to the vertical, at which point both Solid Rocket Boosters (SRBs) ignited. Crippen likened lift-off to a "steam catapult shot" (such as when an aircraft is launched from an aircraft carrier). The stack's combined northwards translation and climb above the launch tower's lightning rod were readily apparent to Young. After clearing the tower the stack began a right roll (until the +Z axis or vertical fin pointed) to a launch azimuth of 067° True (in order to achieve an orbital inclination of 40.30°), and pitched to a "heads down" attitude (to reduce loading on the wings). Simultaneously control was passed from the launch team in Florida to Flight Director Neil Hutchinson's Silver team in Flight Control Room 1 (FCR 1) in Texas with astronaut Dan Brandenstein as their CAPCOM.

Columbia's main engines were throttled down to 65% thrust to transit the region of Max Q, the point during ascent when the shuttle undergoes maximum aerodynamic stress. This occurred 56 seconds into the flight at Mach 1.06.[10] The wind corrected value was 29 kPa (4.2 psi) (predicted 28 kPa (4.1 psi), limit 30 kPa (4.4 psi)). The two SRBs performed better than expected causing a lofted trajectory, and were jettisoned after burnout at 2 minutes and 12 seconds (at 53,000 m (174,000 ft) altitude, 2,800 m (9,200 ft) higher than planned). After 8 minutes and 34 seconds Mission Elapsed Time (MET), the main engines were shut down (MECO, at altitude 118,000 m (387,000 ft)) and the external tank was jettisoned 18 seconds later to eventually break up and impact in the Indian Ocean. Two twin-engined Orbital Maneuvering System (OMS) engine burns of 86 seconds duration initiated at 10 minutes and 34 seconds MET and 75 seconds duration at 44 minutes 2 seconds MET inserted Columbia into a 246 × 248 km (153 × 154 mi) orbit. This subtle deviation from the original plan  of 240 km (150 mi) circular went largely unnoticed. In fact, it adjusted the spacecraft's orbital period to take account of the April 10, 1981, scrub, so that attempts could still be made to use KH-11 reconnaissance satellites to image Columbia on orbit.  Overall Young commented that there was a lot less vibration and noise during launch than they had expected. However, the sensations accompanying the first firing of the large Reaction Control System (RCS) jets surprised the crew. Crippen commented "it's like a big cannon just fired ... you don't like them the first time you hear them". Young reported that "the entire cabin vibrates ... it felt like the nose was being bent".

Once on-orbit both crew members safed their ejection seats and unstrapped. The next critical event was payload bay door opening. This was essential to allow heat rejection from Columbia's systems via the doors' space radiators. Failure to open these by the end of the second orbit would have resulted in a return to Earth at the end of the fifth orbit, before the limited capacity of the flash evaporator cooling system was exceeded. As they opened the doors the crew noticed that they had sustained damage to thermal protection system (TPS) tiles on the OMS pods. This was televised to the ground. Shortly afterwards Young, then Crippen doffed their emergency ejection suits.

The majority of the crew's approximately 53 hours in low Earth orbit was spent conducting systems tests. Despite the scheduling impact of efforts to image Columbia's TPS by utilizing external assets, these were all accomplished. They included: Crew Optical Alignment Sight (COAS) calibration, star tracker performance, Inertial Measurement Unit (IMU) performance, manual and automatic RCS testing, radiation measurement, propellant crossfeeding, hydraulics functioning, fuel cell purging, and photography. The OMS-3 and OMS-4 burns at 006:20:46 and 007:05:32 MET respectively raised this orbit to 273.9 × 274.1 km (170.2 × 170.3 mi) (compared to a planned 280 km (174 mi) circular). These two firings were single engined utilizing the crossfeed system.[13] The crew reported a cold first night on board despite acceptable temperature indications. They found the second night comfortable after settings were adjusted.

During the second day of the mission, the astronauts received a phone call from Vice President George H. W. Bush. President Ronald Reagan had originally intended to visit the Mission Control Center during the mission, but at the time was still recovering from an assassination attempt which had taken place two weeks before the launch (Reagan had returned home to the White House only the day prior to the launch).

The crew awoke from their second sleep period earlier than planned. Preparations for return to Earth began with breakfast. Stowing of cabin items, flight control system checkout, data processing system reconfigurations, and then ejection suit donning followed. In Houston, the Crimson team headed by their Flight Director Don Puddy came on duty in FCR 1 for the mission's final shift. His CAPCOM was astronaut Joseph P. Allen with Frederick Hauck assisting. Payload bay door closing was a critical milestone to ensure vehicle structural and thermal integrity for re-entry. If power closing had failed, Crippen was trained to conduct a one-man extravehicular activity (EVA) to manually winch them closed. With cabin switch positions verified, the crew strapped into their ejection seats. Meanwhile, Johnson Space Center (JSC) pilots Charlie Hayes and Ted Mendenhall were airborne over California's Edwards Air Force Base area in a Shuttle Training Aircraft (STA) performing a final check of landing weather conditions.

Auxiliary Power Units (APUs) 2 and 3 were started (to provide flight control hydraulic pressure). The 160-second twin-engine OMS de-orbit burn took place during the 36th orbit over the southern Indian Ocean and changed the orbital parameters from 270 × 274 km (168 × 170 mi) to 270 × 0 km (168 × 0 mi). This ensured atmospheric capture of the spacecraft close enough to the planned landing site to have sufficient energy for a controlled glide landing, but not so close that energy would have to be dissipated at a rate exceeding its structural capability. Young then slowly pitched Columbia up to the wings level nose high entry attitude. Both crew members armed their ejection seats during this pitch around. Nearly half an hour later APU 1 was started as planned. Shortly afterwards, Columbia entered an approximately 21-minute long communications blackout. This was due to a combination of ionization (16 minutes) and lack of ground station coverage between Guam and Buckhorn Tracking Station at Dryden Flight Research Facility. Entry Interface (EI) was reached over the eastern Pacific Ocean 8,110 km (5,040 mi) from the landing site at a speed of around 28,240 km/h (17,550 mph). EI is merely an arbitrarily defined geodetic altitude of 120,000 m (390,000 ft) employed by NASA for the purposes of trajectory computations and mission planning. Above this altitude, the spacecraft is considered to be outside the "sensable atmosphere".

Most of this first orbiter entry was flown automatically. An initial angle of attack of 40° had to be maintained until through the most severe aerodynamic heating after which it was gradually reduced. At about 100,000 m (330,000 ft) altitude a light pink air glow caused by entry heating became visible, and both crew members lowered their visors. Columbia had to maneuver 583 km (362 mi) "cross range" of its orbital ground track to reach the planned landing site during the entry. Consequently, a roll into a right bank was flown when the air density had increased sufficiently to raise dynamic pressure to 570 Pa (0.083 psi) (with speed still in excess of Mach 24 and approximately 78,000 m (256,000 ft) altitude). Automatic roll reversals to control energy dissipation rate and cross range steering were performed at around Mach 18.5 and Mach 9.8. The crew clearly observed the coast of California as Columbia crossed it near Big Sur at Mach 7 and 41,000 m (135,000 ft). Both the Mach 4.8 and Mach 2.8 roll reversals were automatically initiated and manually completed by John Young. The last RCS jet firing took place at an altitude of 17,000 m (56,000 ft) - 4,300 m (14,100 ft) lower than desired (due to a predicted risk of combustion chamber explosion).

Young again took manual control for the remainder of the flight as they went subsonic approaching the Heading Alignment Circle (HAC). A wide left turn was flown to line up with lake bed runway 23, whilst T-38 "Chase 1", crewed by astronauts Jon McBride and "Pinky" Nelson joined formation. Main gear touch down occurred on runway 23 at Edwards Air Force Base, at 339 km/h (211 mph) equivalent airspeed, slightly slower and around 800 m (2,600 ft) further down the runway than planned. This was the result of a combination of better than predicted Orbiter lift-to-drag ratios and tail wind. Touch down time was 18:21 UTC on April 14, 1981.  As they rolled to a stop, Young remarked over the radio, "This is the world's greatest all electric flying machine. I'll tell you that. That was super!"

Columbia was returned to Kennedy Space Center from California on April 28, 1981, atop the Shuttle Carrier Aircraft. The 36-orbit, 1,729,348 km (1,074,567 mi) flight lasted 2 days, 6 hours, 20 minutes and 53 seconds.

 

sábado, abril 11, 2026

A missão Artemis II regressou...!

Missão Artemis II regressou à Terra: 'Orion' amarou no Pacífico

 

Astronautas da missão Artemis II regressaram em segurança à Terra

 

Viagem até à Lua durou 10 dias. Quatro astronautas embarcaram a bordo da cápsula 'Orion' e bateram o recorde de distância da Apollo XIII em abril de 1970.

A madrugada deste sábado, 11 de abril de 2026, ditou o fim da missão da Artemis II - o primeiro voo tripulado em mais de cinquenta anos até à Lua. É esta a data que marca o regresso a 'casa' dos quatro astronautas que viajaram a bordo da cápsula 'Orion'. A amaragem da cápsula no Oceano Pacífico, ao largo de San Diego, na Califórnia, deu-se pelas 01.07 de Portugal continental (17.07 na Califórnia) tal como a NASA tinha previsto e tudo correu como planeado.

"Splash down confirm", foi assim que a NASA anunciou que a nave tinha amarado em segurança. O processo de reentrada no planeta durou apenas 13 minutos, seis deles foram passados sem comunicações. A cápsula viajou a 11 quilómetros por segundo. Para auxiliar a descida, foi acionada quase uma dúzia de paraquedas. De modo a atenuar os efeitos do retorno à gravidade e as náuseas provocadas pela reentrada da cápsula 'Orion' na Terra , os astronautas estiveram gradualmente a tomar medicação.

 

Astronautas da missão Artemis II regressam à Terra após viagem de 10 dias até à Lua 

Astronautas da missão Artemis II regressam à Terra após viagem de 10 dias.
 

Tripulação da missão Artemis II regressa em segurança à Terra após 10 dias 

Astronautas da missão Artemis II regressam à Terra após viagem à Lua 

Para auxiliar a descida da cápsula 'Orion', foram acionados quase uma dúzia de paraquedas. 

Para auxiliar a descida da cápsula 'Orion', foram acionados quase uma dúzia de paraquedas. 

Terra é vista da cápsula Orion da missão Artemis II 

Terra é vista da cápsula Orion da missão Artemis II 

 

Assim que a cápsula amarou no Pacífico, as equipas de resgate norte-americanas aproximaram-se. A nave foi recolhida por uma navio da Marinha americana. Pela 01h21 (14 minutos após a amaragem), o comandante da tripulação informou que todos os astronautas se encontravam bem: "A tripulação está em excelente forma". Cerca de uma hora depois do regresso da tripulação à Terra, as portas da 'Orion' abriram e entraram médicos para confirmar se efetivamente os astronautas se encontravam bem. 

As correntes marítimas dificultaram a retirada dos astronautas, acabando-se por se estender para lá do previsto. A retirada em segurança dos astronautas durou cerca de cinco minutos e o último a sair foi o comandante Reid Wiseman.  Os astronautas que regressaram à Terra vestidos com 'trajes de compressão', são observados por equipas médicas e submetidos a vários exames.

 

Cápsula 'Orion' regressa à Terra após Missão Artemis e prepara próximo voo em 2027

 

Num vídeo partilhado pela NASA, os austronautas Christina e Victor mostram-se sorridentes enquanto esperavam para serem avaliados pelas equipas médicas e exames pós-missão.  

O administrador da NASA, Jared Isaacman parabenizou os astronautas: "Os Estados Unidos voltaram a enviar astronautas à Lua e a trazê-los de volta em segurança. Reid, Victor, Christina e Jeremy fizeram um trabalho excecional". 

A aventura de Reid Wiseman, Christina Koch, Jeremy Hansen e Victor J Glover, com início a 1 de abril, durou 10 dias. Para além do comandante, piloto e dos especialistas em missão, a tripulação tinha um quinto elemento - o que serviu como indicador de gravidade zero. 

 

Christina Koch olha pela janela da cabine principal da nave espacial, contemplando a Terra 

Jeremy Hansen faz a barba no interior da nave espacial  

Victor Glover olha pela janela da nave espacial  

Fotografia tirada pela tripulação da Artemis II  

Astronauta Christina Koch é iluminada por um ecrã no interior da nave espacial 

Reid Wiseman olha pela janela da cabine principal da nave espacial 

Christina Koch dentro da nava espacial  

Astronautas da missão Artemis II 

Astronautas a caminho da plataforma de lançamento do foguetão Artemis II 

“Deixou-nos a todos boquiabertos”: astronautas descrevem eclipse da Terra visto da órbita da Lua   

 

A NASA permitiu que cada astronauta levasse na bagagem um objeto pessoal. Considerado o mais bem-vestido da tripulação, o piloto Victor J Glover, de 49 anos e a primeira pessoa negra a orbitar a Lua, escolheu levar algo que lhe transmitisse a sensação de estar em 'casa'. Nesta viagem até ao satélite natural da Terra foi acompanhado pelas alianças de casamento, relíquias da família (tem quatro filhos) e Bíblia.

Os pensamentos de Reid Wiseman não serão esquecidos. O comandante, de 50 anos, decidiu eternizá-los registando-os num bloco de notas. Os últimos seis anos da sua vida não foram fáceis. Em 2020 perdeu a mulher, doente oncológica, e desde então foi-lhe dado "o maior desafio" que alguma vez enfrentou. Reid Wiseman foi responsável pela educação das duas filhas. No decorrer da missão, os astronautas fizeram chegar à NASA uma vontade: gostariam de batizar uma das novas crateras que identificaram no satélite natural da Terra com o nome de Carroll - como se chamava a mulher de Reid Wiseman. 

Jeremy Hansen, especialista em missão e atualmente com 50 anos, viajou sob o mote "Moon and back". Com ele foram quatro pingentes em forma de lua como uma espécie de homenagem às quatro pessoas mais importantes da sua vida , a mulher e os três filhos. 

A única mulher a bordo da cápsula 'Orion' optou pelo poder das palavras. Na bagageira da especialista em missão houve um espaço reservado para mensagens escritas à mão por pessoas que lhe são próximas. Ao recorde de voo especial mais longo realizado por uma mulher, Christina Koch passa a ser conhecida por outro altamente histórico. Na segunda-feira passada, os astronautas bateram o recorde de distância da Apollo XIII em abril de 1970. Nunca antes ninguém se tinha afastado tanto da Terra. A tripulação da Artemis II esteve a 406.777 quilómetros do planeta. Este recorde foi registado pelas 12.57 do centro da NASA (18.57 em Lisboa). O sobrevoo por mais de seis horas da face oculta da Lua levou os astronautas a ficarem incontactáveis durante quarenta minutos. Os astronautas referiram à NASA que viram na Lua .  

 

in CM 

segunda-feira, abril 06, 2026

A sonda Pioneer 11 foi lançada há 53 anos...

    
A sonda espacial Pioneer 11 foi uma das primeiras sondas do programa de exploração espacial da NASA. Foi lançada do Cabo Canaveral, Estados Unidos, em 6 de abril de 1973. Depois de atravessar com êxito a cintura de asteroides, a 19 de abril de 1974, chegou em 1 de setembro de 1979 a Saturno, fazendo as primeiras fotografias a curta distância do planeta, onde descobriu novas luas e anéis. Depois do seu encontro com Saturno, prosseguiu a sua rota para o exterior do sistema solar, estudando as partículas energéticas do vento solar. Não há mais comunicações com a nave, tendo os últimos dados sido recebidos a 24 de novembro de 1995.
  
História
O projeto para a construção das duas sondas, Pioneer 10 e Pioneer 11, foi aprovado em 1969. Cedendo a múltiplas propostas durante a década de 60, os objetivos iniciais da missão foram definidos:
  • Explorar o meio interplanetário para além da órbita de Marte.
  • Investigar a natureza da cintura de asteroides do ponto de vista científico e avaliar eventuais perigos a correr em missões para os planetas exteriores.
  • Explorar o ambiente de Júpiter.
Após o planeamento do encontro com Saturno, muitos outros objetivos foram acrescentados:
  • Mapear o campo magnético de Saturno, sua intensidade, direção e estrutura.
  • Determinar como muitos eletrões e protões de várias energias são distribuídas ao longo da trajetória da nave através do sistema de Saturno.
  • Mapear a interação do vento solar com o sistema de Saturno.
  • Medir a temperatura da atmosfera de Saturno e Titã, a grande lua de Saturno.
  • Mapear a estrutura térmica da atmosfera de Saturno através de observações no infravermelho acoplada com rádio de ocultação de dados.
  • Obter e digitalizar as imagens do sistema de Saturno em duas cores e durante a sequência de medidas de polarimetria no encontro com o planeta.
  • Sondar o sistema de anéis e atmosfera de Saturno com ondas de rádio na banda S.
  • Determinar com maior precisão a massa de Saturno e seus satélites maiores por observações precisas dos efeitos de seus campos gravitacionais sobre o movimento da nave espacial.
  • Como um precursor para a missão Marineer Júpiter/Saturno, verificar o ambiente do plano do anel para descobrir onde ele pode ser seguramente cruzado pela sonda Marineer sem graves danos.
Muitos elementos e a experiência com as sondas Pioneer 11 e 10 provou ser fundamental para as sondas Voyager 1 e Voyager 2, que obtiveram bastante sucesso nos seus objetivos e missões.

 Design e estrutura  

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Placa Pioneer
Uma placa de ouro-alumínio foi anexada na Pioneer 11 e outra na sua sonda irmã Pioneer 10, foram criadas no caso de uma forma de vida inteligente de outros lugares do universo conseguirem achar ou intercetar a sonda, a placa mostra dois humanos, um masculino e outro feminino, alem de símbolos que mostram a localização da origem da nave, a Terra.
 
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Controle de altitude e propulsão
A nave tinha seis propulsores de 4,5 newtons cada, eles utilizavam hidrazina, a referência para a Terra era a estrela Canopus e dois sensores solares.

Comunicação
A sonda espacial incluía um sistema redundante de transceptores, um ligado à antena de alto ganho, o outro para uma antena omni e uma antena de médio prazo. Cada transmissor tinha 8 watts e transmite dados em toda a banda S com 2110 MHz para o uplink da Terra e 2292 MHz para downlink para a Terra, com a Deep Space Network a rastrear o sinal. Antes da transmissão de dados, utilizou um codificador convolucional, uma forma de correção de erro, para evitar o envio de dados corrompidos.

Energia elétrica
A energia para a sonda provinha de quatro RTGs SNAP-19 que estavam posicionadas a três metros por uma antena, no lançamento a nave recolhia 155 Watts dos RTGs, quando chegou a Júpiter a potência era de 140 watts, eram necessários 100 watts para que a sonda funcionasse corretamente.

Computador 
Grande parte do cálculo para a missão na Terra foi realizada e transmitida para a sonda, onde foi capaz de reter na memória, até cinco comandos dos 222 possíveis entradas pelos controladores de terra. A sonda inclui dois descodificadores de comando e uma unidade de distribuição de comando, uma forma muito limitada de processador, para operações diretas na nave espacial. Este sistema exige que os operadores da missão preparem os comandos muito antes de transmiti-los para a sonda. Uma unidade de armazenamento de dados foi incluído para gravar até 6144 bytes de informações recolhidas pelos instrumentos. A unidade de telemetria digital seria então usada para preparar os dados coletados num dos possíveis formatos dos treze antes de transmiti-lo de volta à Terra.

Estado Atual
Em maio de 2010, a sonda encontrava-se já a 80,8 UA do Sol a uma velocidade relativa de 11,4 km/s, na constelação do Escudo.
Em cerca de 14.000 anos ou mais, a sonda ultrapassará os limites da Nuvem de Oort, caso não aconteça nenhum dano físico que a comprometa, libertando-se definitivamente da influência solar.
 
 

Foto de Saturno feita pela Pioneer 11 a 26/08/1979
   

sexta-feira, abril 03, 2026

O trágico astronauta Gus Grissom, que deu o nome a uma estrela, nasceu há um século...

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Virgil Ivan "Gus" Grissom (Mitchell, 3 de abril de 1926 - Cabo Kennedy, 27 de janeiro de 1967) foi um astronauta e piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, integrante do primeiro grupo de sete astronautas do Projeto Mercury, o primeiro programa espacial dos Estados Unidos.


Grissom foi o segundo norte-americano a ir ao espaço, num voo sub orbital, a bordo da cápsula espacial Liberty Bell 7, em 21 de julho de 1961. O seu voo por pouco não terminou de forma trágica, após a descida no oceano, quando a porta da cápsula se abriu, enchendo de água e afundando a nave no mar, quase matando Grisson por afogamento.

Em 1965, comandou a primeira nave com tripulação dupla dos Estados Unidos, a Gemini III, subindo ao espaço em companhia do astronauta John Young.

Em 27 de janeiro de 1967, morreu no interior do Módulo de Comando da Apollo 1, na base de lançamento, no Cabo Canaveral, durante um treino, em companhia dos astronautas Ed White e Roger Chaffee

A NASA passou a usar os nomes do meio da tripulação da Apollo I no catalogo de estrelas guia do programa Apollo, pelo que a estrela Gamma Cassiopeiae passou a chamar-se Navi – Ivan (o nome do meio de Gus Grissom) invertido. 

O seu corpo foi enterrado no Cemitério Nacional de Arlington, em Washington D.C. e, até à atualidade, Grissom figura como sendo o astronauta profissional norte-americano que menos tempo permaneceu no espaço: 4 horas e 52 minutos, acumulados em duas missões. 

 

in Wikipédia

 

The names of the three astronauts on the Space Mirror at the Kennedy Space Center
    
Stars, landmarks on the Moon and Mars
  • Apollo astronauts frequently aligned their spacecraft inertial navigation platforms and determined their positions relative to the Earth and Moon by sighting sets of stars with optical instruments. As a practical joke, the Apollo I crew named three of the stars in the Apollo catalog after themselves and introduced them into NASA documentation. Gamma Cassiopeiae became Navi – Ivan (Gus Grissom's middle name) spelled backwards, Iota Ursae Majoris became Dnoces – "Second" spelled backwards, for Edward H. White II, and Gamma Velorum became Regor – Roger (Chaffee) spelled backwards. These names quickly stuck after the Apollo I accident and were regularly used by later Apollo crews.
  • Craters on the Moon and hills on Mars are named after the three Apollo I astronauts.
    

segunda-feira, março 30, 2026

O que é a missão Artemis II?

Insígnia da missão

 

Artemis II (originalmente conhecida como Missão de Exploração-2) será o primeiro voo espacial tripulado do Programa Artemis, que poderá ocorrer em qualquer dia entre 1 e 6 de abril de 2026. 

Originalmente, a missão tripulada tinha a intenção de recolher amostras de um asteroide capturado em órbita lunar pela agora cancelada missão robótica de redirecionamento de asteroides (Asteroid Redirect Mission). O plano atual é que um foguetão tripulado Orion realize um teste de sobrevoo lunar e retorne à Terra. Esta será o foguetão tripulado tripulada a deixar a órbita baixa da Terra desde a Apollo 17 em 1972.

Artemis II é um voo de teste para a alunagem Artemis IV, planeado para levar os humanos de volta à Lua em 2028. Os objetivos da EM-2 foram revistos após o estabelecimento do programa Artemis em 2017. Os objetivos da Artemis II são comparáveis ​​aos da Apollo 8, de 1968, a primeira missão lunar do programa Apollo.

   

Koch, Glover, Wiseman (centro) e Hansen

Koch, Glover, Wiseman (centro) e Hansen

  

Tripulação

A NASA anunciou a tripulação em 3 de abril de 2023. Começando em junho de 2023, a tripulação iniciou um regime de treinos intensivos com a duração de 18 meses.

Posição Tripulante
Comandante Estados Unidos Reid Wiseman
Piloto Estados Unidos Victor Glover
Especialista de missão Estados Unidos Christina Koch
Especialista de missão Canadá Jeremy Hansen

 

Lançamento

No dia 21 de fevereiro de 2026, foi observado um problema no fluxo de hélio, o que levou ao regresso ao VAB (Vehicle Assembly Building) e ao adiamento da missão para abril, no mínimo. O regresso começou no dia 25 de fevereiro às 9h38 EST e chegou ao VAB por volta das 20.00 horas. O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a data de lançamento seria confirmada apenas após a conclusão com sucesso de um ensaio geral com fluidos e a análise dos resultados.  A 12 de março, após uma Revisão de Prontidão de Voo (FRR), foram anunciadas sete janelas de lançamento de duas horas para os dias 1 a 6 de abril e 30 de abril. A primeira delas está marcada para as 18h24 EDT (22h24 UTC) do dia 1 de abril.

A 18 de março, a NASA anunciou que o foguetão Artemis II Space Launch System (SLS) e a sonda Orion seriam levados no dia seguinte para a Plataforma de Lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Florida. Entretanto, a tripulação da Artemis II entrou em quarentena em Houston para garantir que se mantinham saudáveis ​​antes do lançamento. A 20 de março, após um atraso devido a ventos fortes, o SLS foi levado do VAB para a plataforma de lançamento 39B pela segunda vez.

 

 Objetivos da missão

 Anteriormente

Até 2017, a Artemis 2 (então conhecida como EM-2) era uma missão de lançamento único projetada do Bloco 1B do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) com um Estágio Superior de Exploração, Veículo de Tripulação Multiuso Orion Block 1 (Orion Multi-Purpose Crew Vehicle; MPCV) e uma inserção de carga útil de 50,7 toneladas. O plano era encontrar um asteroide anteriormente colocado em órbita lunar pela missão robótica de redirecionamento de asteroides (Asteroid Redirect Mission) e fazer com que os astronautas realizassem caminhadas espaciais e coletassem amostras.  Após o cancelamento da Asteroid Redirect Mission, foi proposto em 2017 um voo em uma missão de oito dias com uma tripulação de quatro astronautas, enviados em uma trajetória de retorno livre ao redor da Lua.  Outra proposta sugerida em 2017 foi de levar quatro astronautas a bordo da Orion em uma viagem de 8 a 21 dias ao redor da Lua para entregar o primeiro elemento do Lunar Orbital Platform-Gateway (LOP-G).

 

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Atualmente

Em março de 2018, foi decidido lançar o primeiro módulo Lunar Gateway num veículo de lançamento comercial, devido aos atrasos na construção da Plataforma de Lançamento Móvel (Mobile Launcher Platform) necessária para manter o mais poderoso Exploration Upper Stage. Desde 2018, o plano da missão Artemis 2 é enviar quatro astronautas na primeira cápsula Orion tripulada para um sobrevoo lunar por um máximo de 10 dias. O perfil da missão é uma injeção multi-translunar (MTLI), ou múltiplas "manobras de partida" (em inglês: departure burns), incluindo uma trajetória de retorno livre da Lua. Basicamente, o foguetão orbitará a Terra por 24 horas, enquanto liga periodicamente os seus motores para acumular velocidade suficiente para impulsioná-la em direção à Lua, sem orbitá-la, antes de voltar para a Terra.

 

Trajetória

 

Ficheiro:Artemis 2 map march 2023.jpg

A missão Artemis 2 enviará 4 astronautas por 10 dias e terá uma velocidade de reentrada de 39.428 km/h (32 mach

 

Cargas secundárias

A Iniciativa de Lançamento CubeSat da NASA (em inglês: CubeSat Launch Initiative; CSLI) está buscando propostas de instituições e empresas dos EUA para realizar suas missões CubeSat como cargas secundárias a bordo do SLS na missão Artemis 2. As seleções foram feitas até meados de fevereiro de 2020.

 

Missões similares

Em 1968, a missão Apollo 8, tripulada por 3 astronautas, foi projetada para testar um módulo de comando/serviço além da órbita terrestre baixa. A Apollo 13 foi a única missão da Apollo que passou pela Lua por uma trajetória de retorno livre, a mesma que a Artemis 2 usará.

Em 2005, a empresa Space Adventures anunciou planos para levar dois turistas a 100 quilómetros da superfície lunar usando uma nave Soyuz pilotada por um cosmonauta profissional. A missão, denominada DSE-Alpha, está calculada em 150 milhões de dólares por assento e deve durar de 8 a 9 dias quando programada. O CEO da empresa, Eric Anderson, declarou em 2011 que um assento havia sido vendido, no entanto, a data de lançamento está sendo adiada continuamente, pois o segundo assento permanece não vendido desde 2017.

Uma missão de turismo lunar da SpaceX foi inicialmente proposta para o final de 2018 e teria sido semelhante à Artemis 2 em tamanho de tripulação, com dois turistas espaciais pagando por um loop de retorno livre ao redor da Lua e de volta à Terra, usando a cápsula Crew Dragon e lançada em um Falcon Heavy.  Após o primeiro voo da Falcon Heavy em 2018, a SpaceX anunciou que o Falcon Heavy não seria mais usado para voos tripulados para concentrar seu desenvolvimento futuro na Starship e indicou que a missão lunar seria provavelmente realizada com a Starship. Em 14 de setembro de 2018, a SpaceX anunciou oficialmente que havia assinado com um dos passageiros pagantes, Yusaku Maezawa, para a missão do Projeto dearMoon usando a Starship, e que ele convidaria de 6 a 8 artistas para se juntar a ele.

 

in Wikipédia