quinta-feira, agosto 27, 2026
Brian Epstein morreu há 59 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
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terça-feira, agosto 25, 2026
Rob Halford nasceu há setenta e cinco anos
Postado por Fernando Martins às 07:50 0 comentários
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terça-feira, agosto 18, 2026
Saudades de ouvir poesia de Federico...
NOTA: recordamos, novamente, que o Fernando Martins mantêm um site, em português (que vale pena ver, ler e ouvir) sobre Federico Garcia Lorca:
Postado por Pedro Luna às 19:36 0 comentários
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Porque, enquanto for recordado, um Poeta nunca morre...
Gazela do amor desesperado
A noite não quer vir
para que tu não venhas
nem eu não possa ir.
Mas eu irei
embora um sol de lacraus me coma as têmporas.
Mas tu virás
com a língua queimada por uma chuva de sal.
E o dia não quer vir
para que tu não venhas
nem eu possa ir.
Mas eu irei
entregando aos sapos o meu mordido cravo.
Mas tu virás
pelas turvas cloacas da obscuridade.
Nem a noite nem o dia querem vir
para que por ti morra
e tu morras por mim.
Federico García Lorca (tradução Pedro Luna)
Postado por Pedro Luna às 09:00 0 comentários
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Hoje é dia ouvir Mika...
Postado por Pedro Luna às 04:30 0 comentários
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Mika comemora hoje 43 anos
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Postado por Fernando Martins às 00:43 0 comentários
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Federico García Lorca foi assassinado há noventa anos...
Soneto de la dulce queja
Tengo miedo a perder la maravilla
de tus ojos de estatua y el acento
que de noche me pone en la mejilla
la solitaria rosa de tu aliento.
Tengo pena de ser en esta orilla
tronco sin ramas; y lo que más siento
es no tener la flor, pulpa o arcilla,
para el gusano de mi sufrimiento.
Si tú eres el tesoro oculto mío,
si eres mi cruz y mi dolor mojado,
si soy el perro de tu señorío,
no me dejes perder lo que he ganado
y decora las aguas de tu río
con hojas de mi otoño enajenado.
Federico García Lorca
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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segunda-feira, agosto 17, 2026
Hoje é preciso ouvir Luiz Goes cantar poesia de António Botto...
O Meu Fado - Luiz Goes
Música: Armando do Carmo Goes
Letra: António Botto
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo,
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Tem quatro letras apenas
A triste palavra amor,
Menos uma do que a morte,
Mas mais uma do que a dor.
Postado por Pedro Luna às 12:09 0 comentários
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António Botto nasceu há 129 anos...
António Tomás Botto (Concavada, Abrantes, 17 de agosto de 1897 - Rio de Janeiro, 16 de março de 1959) foi um poeta português.
"a) ter desacatado uma ordem verbal de transferência dada pelo primeiro oficial investido ao tempo em funções de diretor, por impedimento do efetivo;
b) não manter na repartição a devida compostura e aprumo, dirigindo galanteios e frases de sentido equívoco a um seu colega, denunciando tendências condenadas pela moral social;
c) fazer versos e recitá-los durante as horas regulamentares do funcionamento da repartição, prejudicando assim não só o rendimento dos serviços mas a sua própria disciplina interna."
- "A elegância espontânea do seu pensamento, a dolência latente de sua emoção asseguram-lhe facilmente, conjugando-se, a mestria nesta espécie de lirismo [...] Distingue-se pela simplicidade perversa e pela preocupação estética destituída de preocupações. Foge da complicação com o mesmo ardor com que se esconde da intenção direta. É em verdade singular que se seja simples para dizer exatamente outra coisa, e se vá buscar as palavras mais naturais para por meio delas ter entendimentos secretos.
- Certo é que o que António Botto escreve, em verso ou em prosa, há que ser lido sempre com a intenção posta em o que não está lá escrito."
Carne morena, toda perfume?
Por que te calas,
Por que esmoreces
Boca vermelha,- rosa de lume!
Se a luz do dia
Te cobre de pejo,
Esperemos a noite presos n'um beijo.
Dá-me o infinito gozo
De contigo adormecer,
Devagarinho, sentindo
O aroma e o calor
Da tua carne, - meu amor!
E ouve, mancebo alado,
Não entristeças, não penses,
— Sê contente,
Porque nem todo o prazer
Tem pecado…
Anda, vem… dá-me o teu corpo
Em troca dos meus desejos;
Tenho Saudades da vida!
Tenho sede dos teus beijos!
in Canções (1932) - António Botto
Postado por Fernando Martins às 01:29 0 comentários
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quarta-feira, agosto 12, 2026
Twist in my Sobriety...
Postado por Fernando Martins às 05:07 0 comentários
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Tanita Tikaram nasceu há 57 anos

Postado por Fernando Martins às 00:57 0 comentários
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domingo, agosto 09, 2026
Entre nós e as palavras...
(imagem daqui)
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte......violar-nos.....tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas.....portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida......há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
in Pena Capital (1957) - Mário de Cesariny de Vasconcelos
Postado por Fernando Martins às 22:22 0 comentários
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Saudades de um Poeta...
(imagem daqui)
Faz-me o favor
Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -- muito melhor!--
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.
Mário Cesariny
Postado por Pedro Luna às 10:30 0 comentários
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Mário Cesariny nasceu há cento e três anos...
Obra
Mário Cesariny adota uma atitude estética de constante experimentação nas suas obras e pratica uma técnica de escrita e de (des)pintura amplamente divulgada entre os surrealistas. A sua poesia é animada por um sentido de contestação a comportamentos e princípios institucionalizados ou considerados normais nos campos do pensamento e dos costumes. Ao recorrer a processos tipicamente surrealistas (enumerações caóticas, utilização sistemática do sem-sentido ou do humor negro, formas paródicas, trocadilhos e outros jogos verbais, automatismo, etc.) alcança uma linguagem que sabe encontrar o equilíbrio entre o quotidiano e o insólito. Introduz também a técnica designada “cadáver esquisito”, que consiste na construção de uma obra por três ou quatro pessoas, num trabalho em cadeia criativa em que cada um dá continuidade, em tempo real, à criatividade do anterior, conhecendo apenas parte do que este fez.
Nos últimos anos de vida, desenvolveu uma frenética atividade de transformação e reabilitação do real quotidiano, da qual nasceram muitas colagens com pinturas, objetos, instalações e outras fantasias materiais.
Sobre as sessões para que o convidavam e em que o aplaudiam, o poeta comentava: Estou num pedestal muito alto, batem palmas e depois deixam-me ir sozinho para casa. Isto é a glória literária à portuguesa.
Dorme meu filho
dezenas de mãos femininas trabalham
a atmosfera
onde os namorados pensam
cartazes simples
um por exemplo
minúsculo crustáceo denominado ciclope
por baixo da pele ou entre os músculos
Dorme meu filho
o amor
será
uma arma esquecida
um pano qualquer como um lenço
sobre o gelo das ruas
in Pena Capital (1957) - Mário Cesariny
Postado por Fernando Martins às 01:03 0 comentários
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sábado, agosto 08, 2026
José Lezama Lima morreu há cinquenta anos...
Ah, que tú escapes en el instante
en el que ya habías alcanzado tu definición mejor.
Ah, mi amiga, que tú no quieras creer
las preguntas de esa estrella recién cortada,
que va mojando sus puntas en otra estrella enemiga.
Ah, si pudiera ser cierto que a la hora del baño,
cuando en una misma agua discursiva
se bañan el inmóvil paisaje y los animales más finos: antílopes, serpientes de pasos breves, de pasos evaporados,
parecen entre sueños, sin ansias levantar
los más extensos cabellos y el agua más recordada.
Ah, mi amiga, si en el puro mármol de los adioses
hubieras dejado la estatua que nos podía acompañar,
pues el viento, el viento gracioso,
se extiende como un gato para dejarse definir.
in Enemigo Rumor (1941) - José Lezama Lima
Postado por Fernando Martins às 00:50 0 comentários
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quinta-feira, agosto 06, 2026
Klaus Nomi morreu há 43 anos...

Klaus Nomi, nascido Klaus Sperber (Immenstadt, 24 de janeiro de 1944 - Nova Iorque, 6 de agosto de 1983) foi um cantor contratenor alemão, reputado pelas suas notáveis atuações vocais e invulgar personagem de palco, que se tornou um ícone do início dos anos 80. Morreu de SIDA em 1983, uma das primeiras celebridades a morrer com a doença.
Nomi mudou-se da Alemanha para Nova York em meados dos anos 70. Após um encontro fortuito num nightclub, David Bowie contratou-o como cantor de suporte para uma atuação no Saturday Night Live em 1979. Nomi também colaborou com Manny Parrish.
Nomi é lembrado pelos seus espetáculos, bizarramente teatrais, onde usava bastante maquilhagem, roupa vulgar e penteados altamente estilizados. As suas músicas eram igualmente invulgares, desde interpretações de ópera clássica, acompanhadas por sintetizadores, a covers de músicas como The Twist de Chubby Checker. Nos anos 90, Nomi era frequentemente mencionado nos monólogos de Dennis Miller como uma das suas referências obscuras favoritas.
Em 2004, foi feito um documentário sobre a sua vida e carreira: The Nomi Song.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 00:43 0 comentários
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quarta-feira, agosto 05, 2026
Saudades de Chavela...
Paloma Negra - Chavela Vargas
Ya me canso de llorar y no amanece
Ya no sé si maldecirte o por ti rezar
Tengo miedo de buscarte y de encontrarte
Donde me aseguran mis amigos que te vas
Hay momentos en que quisiera mejor rajarme
Y arrancarme ya los clavos de mi penar
Pero mis ojos se mueren sin mirar tus ojos
Y mi cariño con la aurora te vuelve a esperar
Ya agarraste por tu cuenta las parrandas
Paloma negra, paloma negra
¿Dónde?
¿Dónde andarás?
Ya no jueges con mi honra, parrandera
Si tus caricias deben ser mías, de nadie más
Y aunque te amo con locura, ya no vuelvas
Paloma negra, eres la reja de un penar
Quiero ser libre
Vivir mi vida con quien me quiera
Dios dame fuerza, me estoy muriendo
Por irla a buscar
Ya agarraste por tu cuenta las parrandas
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No volveré...
Postado por Pedro Luna às 01:40 0 comentários
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Chavela Vargas morreu há catorze anos...
Postado por Fernando Martins às 00:14 0 comentários
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sexta-feira, julho 31, 2026
Gore Vidal morreu há catorze anos...
Eugene Luther Gore Vidal, nascido Eugene Louis Vidal, (Condado de Orange, 3 de outubro de 1925 - Hollywood Hills, 31 de julho de 2012) foi um romancista, dramaturgo, ensaísta, roteirista e ativista político dos Estados Unidos. O seu terceiro romance, A Cidade e o Pilar (1948), causou enorme escândalo entre os críticos e o público mais conservadores por ser um dos primeiros romances que retrataram, sem ambiguidade, a homossexualidade. Foi candidato a cargos políticos duas vezes e teve uma longa carreira como observador e crítico da vida política dos Estados Unidos.
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Biografia
Gore Vidal nasceu na Academia Militar de West Point, único filho de um pioneiro da aviação norte-americana, Eugene Luther Vidal (1895–1969), e de Nina Gore (1903–1978). Foi criado em Washington, D.C. onde seu pai trabalhou para o governo Roosevelt e o seu avô foi o senador T. P. Gore. Estudou na Universidade de Nova Hampshire.
Ingressou na literatura quando adolescente, escrevendo contos e poemas. Publicou o seu primeiro romance, Williwaw, aos 21 anos quando servia nas Forças Armadas durante a II Guerra Mundial, mas nos anos 50 passou a sofrer perseguições por parte dos conservadores liderados pelo senador McCarthy. Foi um crítico cáustico das posturas belicistas adotadas pelos dirigentes norte-americanos.
Gore Vidal foi romancista e ensaísta e residiu muitos anos em Ravello, Itália, tendo retornado para Los Angeles, Estados Unidos, quando da enfermidade e posterior morte de seu companheiro Howard Austen, em 2003. Continuou a escrever livros e artigos para periódicos do mundo inteiro.
Morreu no dia 31 de Julho de 2012 de pneumonia, em Hollywood.
Postado por Fernando Martins às 00:14 0 comentários
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