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sexta-feira, julho 24, 2026

Poema para recordar o regresso dos astronautas da Apollo XI à Terra...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/13/Armstrong_on_Moon_%28As11-40-5886%29_%28cropped%29.jpg/1920px-Armstrong_on_Moon_%28As11-40-5886%29_%28cropped%29.jpg
  

 

Satélite

 

Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A lua baça
Paira.

Muito cosmograficamente
Satélite.

Desmetaforizada,
Desmitificada,

Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e enamorados,
Mas tão somente
Satélite.

Ah! Lua deste fim de tarde,
Desmissionária de atribuições românticas;
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,
gosto de ti, assim:
Coisa em si,
-Satélite.

 

Manuel Bandeira

A tripulação da Apollo XI regressou à Terra há 57 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b7/Apollo_11_Columbia.png
 
Apollo XI foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e a primeira a realizar uma alunagem, no dia 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu a meta proposta pelo Presidente John F. Kennedy em 25 de maio de 1961, quando, perante o Congresso dos Estados Unidos, afirmou que:

"Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança"

Presidente JFK, 25 de maio de 61

Composta pelo módulo de comando Columbia, o módulo lunar Eagle e o módulo de serviço, a Apollo XI, com seus três tripulantes a bordo, foi lançada do Cabo Canaveral, na Flórida, às 13.32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguetão Saturno V, sob o olhar de centenas de milhares de espetadores que enchiam estradas, praias e campos em redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espetadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas e quarenta e cinco minutos de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.
   

 

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/28/Splashdown_3.jpg/500px-Splashdown_3.jpg

Columbia floats on the ocean as Navy divers assist in retrieving the astronauts
        
On July 24, the astronauts returned home aboard the Command Module Columbia just before dawn local time (16:51 UTC) at 13°19′N 169°9′W, in the Pacific Ocean 2,660 km (1,440 nmi) east of Wake Island, 380 km (210 nmi) south of Johnston Atoll, and 24 km (13 nmi) from the recovery ship, USS Hornet.
At 16:44 UTC the drogue parachutes had been deployed and seven minutes later the Command Module struck the water forcefully. During splashdown, the Command Module landed upside down but was righted within 10 minutes by flotation bags triggered by the astronauts. "Everything's okay. Our checklist is complete. Awaiting swimmers," was Armstrong's last official transmission from the Columbia. A diver from the Navy helicopter hovering above attached a sea anchor to the Command Module to prevent it from drifting. Additional divers attached flotation collars to stabilize the module and position rafts for astronaut extraction. Though the chance of bringing back pathogens from the lunar surface was considered remote, it was considered a possibility and NASA took great precautions at the recovery site. Divers provided the astronauts with Biological Isolation Garments (BIGs) which were worn until they reached isolation facilities on board the Hornet. Additionally astronauts were rubbed down with a sodium hypochlorite solution and the Command Module wiped with Betadine to remove any lunar dust that might be present. The raft containing decontamination materials was then intentionally sunk.
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/87/President_Nixon_welcomes_the_Apollo_11_astronauts_aboard_the_U.S.S._Hornet.jpg/1920px-President_Nixon_welcomes_the_Apollo_11_astronauts_aboard_the_U.S.S._Hornet.jpg
The crew of Apollo XI in quarantine after returning to Earth, visited by Richard Nixon
        

terça-feira, julho 21, 2026

Há 57 anos a Humanidade passeou noutro planeta...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/41/A_Man_on_the_Moon%2C_AS11-40-5903_%28cropped%29.jpg/960px-A_Man_on_the_Moon%2C_AS11-40-5903_%28cropped%29.jpg
  
At 02:39 UTC on Monday July 21, 1969, Armstrong opened the hatch, and at 02:51 UTC began his descent to the lunar surface. The Remote Control Unit controls on his chest kept him from seeing his feet. Climbing down the nine-rung ladder, Armstrong pulled a D-ring to deploy the Modular Equipment Stowage Assembly (MESA) folded against Eagle's side and activate the TV camera, and at 02:56:15 UTC he set his left foot on the surface. The first landing used slow-scan television incompatible with commercial TV, so it was displayed on a special monitor and a conventional TV camera viewed this monitor, significantly reducing the quality of the picture. The signal was received at Goldstone in the United States but with better fidelity by Honeysuckle Creek Tracking Station in Australia. Minutes later the feed was switched to the more sensitive Parkes radio telescope in Australia. Despite some technical and weather difficulties, ghostly black and white images of the first lunar EVA were received and broadcast to at least 600 million people on Earth. Although copies of this video in broadcast format were saved and are widely available, recordings of the original slow scan source transmission from the lunar surface were accidentally destroyed during routine magnetic tape re-use at NASA.
After describing the surface dust as "very fine-grained" and "almost like a powder," Armstrong stepped off Eagle's footpad and uttered his famous line, "That's one small step for [a] man, one giant leap for mankind" six and a half hours after landing. Aldrin joined him, describing the view as "Magnificent desolation."
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/dd/Buzz_salutes_the_U.S._Flag.jpg/960px-Buzz_salutes_the_U.S._Flag.jpg
  

Alan Shepard, segundo astronauta a ir ao espaço e quinto a pisar na Lua, morreu há 28 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9b/Business_suit_portrait_of_Al_Shepard.jpg/500px-Business_suit_portrait_of_Al_Shepard.jpg

Alan Barlett Shepard, Jr. (Derry, 18 de novembro de 1923 - Monterey, 21 de julho de 1998) foi um astronauta dos Estados Unidos, integrante dos projetos Mercury e Apollo, segundo homem e primeiro norte-americano a ir ao espaço - num voo suborbital em 1961 - e um dos doze homens que pisaram na Lua, onde esteve na missão Apollo XIV, em fevereiro em 1971
     
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d7/Apollo_14-insignia.png/960px-Apollo_14-insignia.png
     
In the Navy
O seu pai era um oficial do exército.
Formado em Ciências pela Academia Naval dos Estados Unidos em Annapolis em 1944 e pela Escola de Piloto de Teste Naval dos Estados Unidos em 1951, Alan Shepard começou a sua carreira naval na Segunda Guerra Mundial, a bordo de um destroyer, no Oceano Pacífico. Logo depois a guerra, ele entrou em treino aéreo de combate no Texas e na Flórida e recebeu as suas asas de aviador em 1947, aos 24 anos de idade, tendo, nessa altura, casado com Louise Brewer. Integrado num esquadrão da caças, serviu em porta-aviões no Mediterrâneo nos anos seguintes. Na década de 1950 serviu como piloto de diversos tipos de aeronaves de combate e de testes em grandes altitudes e fez duas viagens ao sudoeste do Pacífico como líder de esquadrão baseado em porta-aviões.
Ao fim da sua carreira como piloto militar, Shepard havia acumulado uma experiência de mais de 8.000 horas de voo, 3.700 delas em caças a jato de combate.
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Alan_Shepard_in_capsule_aboard_Freedom_7_before_launch.jpg/500px-Alan_Shepard_in_capsule_aboard_Freedom_7_before_launch.jpg
Shepard a bordo da Freedom VII
     
Projeto Mercury
Em 1959, Shepard foi um dos 110 aviadores militares norte-americanos convidados a participar da recém criada agência espacial Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (National Aeronautics and Space Administration - NASA) como voluntários para o programa que pretendia enviar o primeiro homem ao espaço, chamado Projeto Mercury. Após uma série de duros e exaustivos testes físicos e psicológicos, apenas sete daquele total de pilotos foram escolhidos para integrar o programa, entre eles Shepard.
Em janeiro de 1961 ele foi escolhido para o primeiro voo espacial tripulado dos Estados Unidos. Apesar da missão ter sido planeada para se realizar em outubro de 1960, uma série de atrasos, devido a problemas técnicos, adiaram-na para maio de 1961. Com estes atrasos, em 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin tornou-se o primeiro ser humano no espaço.
Em 5 de maio de 1961, Shepard pilotou a nave Freedom VII e tornou-se o segundo homem a viajar pelo espaço. Lançado de Cabo Canaveral, no Centro Espacial Kennedy, Flórida, Shepard voou numa trajetória balística que o levou a uma altitude 116 milhas no espaço - cerca de 180 km de altura - num voo suborbital, mas ao contrário do voo orbital automático de Gagarin dias antes, ele teve que assumir o controle manual da cápsula espacial por diversas vezes. O seu voo, o retorno do espaço e a sua recolha no mar por helicópteros da marinha foi visto pela televisão por milhões de pessoas em todo mundo.
Após a missão ele se tornou um herói nacional norte-americano, desfilou em carro aberto no meio de multidões em Nova Iorque, Washington e Los Angeles e foi recebido e condecorado na Casa Branca pelo presidente John F. Kennedy.
     
Projeto Gemini
Em junho de 1963 ele foi designado para comandar o primeiro voo tripulado do projeto Gemini, o programa espacial da NASA que levaria dois homens ao espaço na mesma missão, com Tom Stafford, da nova turma selecionada de astronautas, como seu co-piloto. Mas no começo de 1964 foi-lhe diagnosticada uma doença na parte interna do ouvido, que lhe afetava a audição e o equilíbrio, a Síndrome de Ménière, o que causou sua remoção do status de astronauta do programa espacial por todo o resto da década de 1960, sendo substituído nesse voo pioneiro pelo colega de Projeto Mercury, Virgil Grisson.
    
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/09/Apollo_14_Shepard.jpg/960px-Apollo_14_Shepard.jpg
Alan Shepard hasteia a bandeira dos Estados Unidos em Fra Mauro
     
Projeto Apollo
Em maio de 1969, após seis anos trabalhando em funções técnicas no solo, Shepard foi novamente integrado ao corpo de astronautas após uma cirurgia corretiva - através do desenvolvimento de novos métodos - da Síndrome de Ménière e foi inicialmente escalado para o comando da missão Apollo XIII, mas como sentiu que tinha necessidade de um pouco mais de tempo de treino, ele e seus colegas de tripulação - Edgar Mitchell e Stuart Roosa - fizeram uma troca de missões com a então tripulação da Apollo XIV, James Lovell, Ken Mattingly e Fred Haise. A troca iria permitir-lhe pisar a Lua, já que os integrantes da fatídica Apollo XIII, devido a problemas na nave, jamais tiveram essa oportunidade.
Aos 47 anos, o mais velho astronauta do Programa Apollo, ele fez o seu segundo voo ao espaço, desta vez para a Lua, no comando da missão Apollo XIV, entre 31 de janeiro e 9 de fevereiro de 1971, a terceira bem sucedida missão lunar dos Estados Unidos. Pilotando o módulo lunar Antares, ele realizou a mais precisa alunagem de todo o programa, na primeira missão transmitida pela televisão a cores para todo o mundo.
Na Lua, entrou para a história a sua frase quando, ao se tornar o primeiro jogador de golfe fora da Terra, descreveu a tacada com a bola viajando por "milhas, milhas e milhas", pela superfície de baixa gravidade do satélite.
Após a missão ele voltou a assumir a posição de chefe do escritório de astronautas da NASA por mais três anos e, como oficial da marinha, ainda foi promovido a contra-almirante antes de se retirar da vida militar e da NASA, em agosto de 1974.
   
Depois de sair da NASA
Sempre um homem de negócios experiente, Shepard foi o primeiro astronauta a ser milionário ainda ativo. Após a sua reforma como astronauta, criou a sua própria empresa, a Seven-Fourteen Enterprises (Empresas Sete-Quatorze), em homenagem aos números de suas missões, Freedom 7 e Apollo 14, e por vinte anos serviu em direções e conselhos de diversas empresas de seu país.
Faleceu de leucemia, dois anos após lhe ser diagnosticado a doença, em Pebble Beach, Califórnia, aos 74 anos, em 21 de julho de 1998. A sua esposa de 53 anos da casamento, Louise Brewer Shepard, morreu cinco semanas depois. Ambos foram cremados e as suas cinzas atiradas juntas ao mar. O mais competitivo, frio e determinado do brilhante grupo de pilotos de teste que compôs o primeiro grupo de astronautas do programa espacial norte-americano, no dia de sua morte disse dele o Presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton: "Alan Shepard foi um dos grandes heróis de nossa era".
     
Condecorações
Entre as diversas honrarias que recebeu em vida, Shepard é um dos 28 homens e mulheres a terem recebido até hoje a Medalha de Honra Espacial do Congresso, a maior condecoração concedida pelo governo dos Estados Unidos a astronautas que tenham realizado algum feito extraordinário para a nação ou para a Humanidade, no desempenho de alguma missão espacial.
    

segunda-feira, julho 20, 2026

Poema para celebrar um grande feito...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/dd/Buzz_salutes_the_U.S._Flag.jpg/960px-Buzz_salutes_the_U.S._Flag.jpg

(imagem daqui)
  

 

Lua inacessível

................1

E aí os astronautas:
finalmente
os anjos
que há milénios
quisemos ser.


................2

Lua inacessível

Sem mortos
e imensa mortalha.

Reserva, móvel
do nada.


................3

Chuva de crateras,
planaltos de poeira
chão
que nem vermes
produz.


................4

Meteorito infeliz.

Coisa pedregosa

rápida
que caiu

e não acerta,
não aleija
nada.


................5

Poesia - branco
escafandro
meu
sobre a Terra.



................6

Pardas cinzas
sem células,
sem escamas,
sem vestígios
carnívoros.

Cinzas
sem morte dentro,
mortas por fora.



................7

Resta-nos confiar em Vénus.



................8

Tão alto, tão longe
chegados
e não encontram Deus:
apenas falam
com o seu planeta.



................9

Radícula, sangue
que em segredo existisse:
ser a tua
cápsula sofredora.



................10

Maravilhoso corpo nu
o da Terra.

Curvos continentes
estendidos ao Sol,
nuvens, tempestades
que fogem
................e de tão longe
oceanos, minúsculas
montanhas reconhecíveis,
Himalaias proscritos.

Os próprios seres
invisíveis
se adivinham
aqui em nossa casa.

   


in A Raiz Afectuosa (1972) - António Osório

O homem chegou à Lua há cinquenta e sete anos...


Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/27/Apollo_11_insignia.png/960px-Apollo_11_insignia.png

Estatísticas da missão
Módulo de comando Columbia
Módulo lunar Eagle
Número de tripulantes 3
Base de lançamento LC-39A Centro Espacial Kennedy, Cabo Canaveral
Lançamento 16 de julho de 1969
13 h 32 min UTC
Alunagem 20 de julho de 1969
20 h 17 min 40 s UTC
0° 40' 26.69" N 23° 28' 22.69" E
Mar da Tranquilidade
Aterragem 24 de julho de 1969
16 h 50 min 35 UTC
13°19′ N 169°9′ W
Órbitas 30 (órbitas lunares)
DuraçãoTotal:
8 d 3 h 18 min 35 s
Órbita lunar:
59 h 30 min 25.79 s
Superfície lunar:
21 h 31 min 20 s

Apollo XI foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e a primeira a realizar uma alunagem, no dia 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu a meta proposta pelo Presidente John F. Kennedy em 25 de maio de 1961, quando, perante o Congresso dos Estados Unidos, afirmou que:

"Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança"

FK, 25.05.61

Composta pelo módulo de comando Columbia, o módulo lunar Eagle e o módulo de serviço, a Apollo XI, com os seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13.32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno V, sob o olhar de centenas de milhares de espetadores que enchiam estradas, praias e campos em redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espetadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas e quarenta e cinco minutos de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.
  

quinta-feira, julho 16, 2026

A Apollo XI partiu, rumo à Lua, há 57 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7d/Apollo_11_Saturn_V_lifting_off_on_July_16%2C_1969.jpg/500px-Apollo_11_Saturn_V_lifting_off_on_July_16%2C_1969.jpg
 
A Apollo XI foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e a primeira a realizar uma alunagem, no dia 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu a meta proposta pelo Presidente John F. Kennedy, em 25 de maio de 1961, quando, perante o Congresso dos Estados Unidos, afirmou:
   
Eu acredito que esta nação deve comprometer-se em alcançar a meta, antes do final desta década, de pousar um homem na Lua e trazê-lo de volta à Terra em segurança"
  
   https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/27/Apollo_11_insignia.png/960px-Apollo_11_insignia.png
 
Composta pelo módulo de comando Columbia, o módulo lunar Eagle e o módulo de serviço, a Apollo XI, com os seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13.32 horas UTC de 16 de julho, na ponta de um foguetão Saturno V, sob o olhar de centenas de milhares de espetadores que enchiam estradas, praias e campos em redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espetadores pela televisão, em todo o mundo, para a histórica missão, de oito dias de duração, que culminou com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.
     
 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/dd/Buzz_salutes_the_U.S._Flag.jpg/960px-Buzz_salutes_the_U.S._Flag.jpg

(imagem daqui)

   
 

SONHO
  
Um dia os homens acordaram
e estava tudo diferente
das armas atómicas nem sinal havia
e todos falavam a mesma língua
falavam poesia
quem visse a Terra do alto
nem reconheceria
eram campos e campos de trigo
e corações de puro mel
e foi uma felicidade tamanha
nos jornais nem um só crime
que contando ninguém acreditaria.
   

  
   
in
Lições de Astronomia (1985) - Roseana Murray

segunda-feira, maio 25, 2026

JFK anunciou, há 65 anos, que os Estados Unidos levariam homens à Lua até ao fim desse decénio...!

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1e/JFK_inspects_Mercury_capsule%2C_23_February_1962.jpg/960px-JFK_inspects_Mercury_capsule%2C_23_February_1962.jpg
Kennedy com a nave espacial Friendship 7 pilotada pelo astronauta John Glenn, 23 de fevereiro de 1962
  
John Fitzgerald Kennedy (Brookline, 29 de maio de 1917 - Dallas, 22 de novembro de 1963) foi um político norte-americano que foi o 35° presidente dos Estados Unidos (19611963) e é considerado uma das grandes personalidades do século XX. Era conhecido como John F. Kennedy ou Jack Kennedy por seus amigos e popularmente como JFK.
   
(...)
    
Kennedy queria ansiosamente que os Estados Unidos liderassem a corrida espacial. Sergei Khrushchev, filho do presidente soviético, disse que Kennedy aproximou-se de seu pai, Nikita Khrushchev, duas vezes para unir esforços na exploração do espaço. Na primeira ocasião, a União Soviética estava muito à frente em termos de tecnologia comparado aos americanos no espaço. A primeira vez que Kennedy enunciou o objetivo de levar um homem à Lua foi numa Sessão Conjunta do Congresso e do Senado, em 25 de maio de 1961. Na ocasião, ele disse:

Primeiro, eu acredito que esta nação deve ter como objetivo levar um homem à Lua e fazê-lo voltar em segurança à Terra antes do final da década. Nenhum projeto de outro indivíduo é tão impressionante para a humanidade ou mais importante do que a de conseguir viajar para o espaço e não vai ser tão difícil e caro de se obter.

Na segunda abordagem a Khrushchev, o líder soviético foi convencido dos benefícios que resultariam de compartilhar os custos e os Estados Unidos haviam avançado muito na tecnologia espacial. Os americanos lançaram um satélite em órbita geoestacionária e Kennedy pediu ao Congresso para aprovar um orçamento de mais de 25 mil milhões de dólares para o Programa Apollo. O presidente soviético concordou em trabalhar em conjunto com os norte-americanos no outono de 1963, mas Kennedy foi assassinado antes de qualquer acordo desse tipo pudesse ser formalizado. Em 20 de julho de 1969, quase seis anos após a morte de JFK, o Programa da Apollo XI conquistou os seus objetivos e finalmente um homem pousou na Lua.
  

segunda-feira, abril 13, 2026

A Apollo XIII teve um problema há 56 anos...

Insígnia da missão
                                 Estatísticas da missão                             
Módulo de comando Odissey
Módulo lunar Aquarius
Número de tripulantes 3
Lançamento 11 de abril de 1970
Cabo Kennedy
Alunagem cancelada
Aterragem 17 de abril de 1970
Duração 5 d 22 h 54 m 41 s
Imagem da tripulação

Esq. p/ dir: Lovell, Swigert, Haise
Da esquerda para a direita: Lovell, Swigert e Haise


A Apollo XIII foi a terceira missão tripulada do Projeto Apollo com destino à Lua, mas não cumpriu a missão devido a um acidente durante a viagem de ida, causado por uma explosão no módulo de serviço, que impediu a descida no satélite natural da Terra. A nave e os seus tripulantes, entretanto, conseguiram retornar à Terra, após seis dias no espaço.
  
“Houston, temos um problema”
A Apollo XIII foi lançada cerca de cinco meses após a Apollo XII ter retornado da Lua. Durante os primeiros dois dias da missão a viagem estava tranquila, desafiando os presságios dos supersticiosos com relação ao número 13. Às nove horas da noite, hora de Houston, centro do controle da missão e da nave espacial, do dia 13 de abril, a tripulação tinha acabado de fazer uma rotineira transmissão de TV. O comandante James Lovell e o piloto do módulo lunar 'Aquarius' Fred Haise, completavam um check in do módulo e o piloto do módulo de comando Odissey 'Jack' Swigert estava-se a preparar para ver algumas estrelas através do sextante. Com 55 horas e 55 minutos de missão, todos os três astronautas ouviram e sentiram um grande barulho nas entranhas da nave. Durante os próximos minutos, a medida que eles e os controladores de terra faziam uma avaliação dos prováveis danos elétricos causados na nave espacial, ficou aparente que os tripulantes estavam em sérias dificuldades. Se eles quisessem sobreviver precisariam de força, oxigénio e água suficientes para uma viagem de quatro dias em volta da Lua e de volta a Terra, mas sem um módulo de comando saudável esses três itens de sobrevivência não conseguiriam durar até o fim da jornada. Além de pouca reserva destas necessidades básicas, sem força no MC eles teriam que contar com o Sistema de Controle Ambiental do Módulo Lunar para remover o excesso de dióxido de carbono da cabine. O módulo Aquarius carregava filtros de reserva, mas a maioria deles estavam guardados no ALSEP (o pequeno conjunto de experimentos científicos para uso na Lua, carregado pelo ML, apenas acessíveis pelo lado de fora), completamente fora de alcance. Simplesmente eles não tinham filtros de hidróxido de lítio suficientes para controlar a quantidade de dióxido de carbono expelida pelos três astronautas. E para tornar tudo mais dramático, a tripulação estava voando numa trajetória em direção da Lua que não os permitiria voltar a Terra sem uma boa ignição dos motores. O motor principal, claro, era instalado na traseira do Odissey e, sem o suprimento de força, dava no mesmo se a tripulação o tivesse deixado em Cabo Canaveral.
A equipe do Programa Apollo tinha grande orgulho de sua capacidade e se houvesse um jeito de improvisar e trazer a tripulação a salvo para casa, eles encontrariam um. A medida que eles analisavam a situação – tanto a tripulação quanto o pessoal de terra – concluíram que haviam tido muita sorte. Mesmo sendo uma situação desesperada, o acidente ocorreu cedo na missão, ainda na viagem de ida. Eles ainda tinham um módulo lunar saudável e totalmente equipado. A margem de segurança podia ser pequena, mas o módulo tinha um motor capaz de colocá-los no caminho de volta e carregava suficiente – desde que racionados – água, oxigénio e eletricidade para os quatro dias. Também havia abundância de filtros de metal de hidróxido de lítio no avariado Módulo de Comando e apesar deles não encaixarem diretamente dentro do Sistema de Controle de Ambiente do Módulo Lunar Aquarius – sendo de tamanho e formatos diferentes – certamente seria encontrado um jeito de colocá-los em uso. O 'Aquarius' havia se tornado o barco salva-vidas da tripulação.
Uma hora após o acidente, os engenheiros de voo em Centro Espacial Lyndon Johnson em Houston, estavam ocupados calculando freneticamente trajetórias e durações de funcionamento dos motores, imaginando novos procedimentos de navegação e sistemas de voo, aperfeiçoando estimativas de quanto tempo aguentaria o equipamento em estado crítico. Oxigénio era uma das menores preocupações da Apollo XIII. O Aquarius carregava generosos stocks, incluindo as mochilas de sobrevivência que Lovell e Haise deveriam usar na sua primeira AEV - atividade extra-veicular - em Fra Mauro. Para conservar seus próprios recursos físicos – e para minimizar o dióxido de carbono expelido – a tripulação teria que fazer o melhor possível para despender o mínimo de esforço. Todavia, era tranquilizador saber que eles só precisariam usar metade do seu stock de oxigénio na volta para casa. Os suprimentos de água e força eram muito mais críticos. Uma fração importante da energia elétrica guardada nas baterias do Módulo Lunar teria que ser usada durante a ignição do motor e, se os astronautas quisessem sobreviver na viagem de volta, teriam que poupar cuidadosamente o restante. Toda a eletrónica não-essencial deveria ser desligada e aquilo prometia tornar a viagem de volta fria e húmida.
A grande apreensão de todos era que não parecia possível manter as baterias do Odissey carregadas até que elas fossem necessárias para a reentrada. Sob circunstâncias normais, as células de energia do Módulo de Serviço eram usadas para manter carregadas as baterias do MC e, apenas nas últimas horas da missão, quando o MS houvesse feito seu trabalho e tivesse sido ejetado no vácuo, antes da reentrada terrestre, elas entrariam em funcionamento. Infelizmente, o acidente havia destruído as células de energia e a menos que fosse descoberto um meio de usar as baterias do Aquarius para manter a carga do Odissey, a tripulação não teria meios de controlar sua reentrada na Terra e iria morrer da mesma maneira como se tivesse se espatifado na Lua.
Desligando toda a eletrónica que podiam, a tripulação poupou força para os motores mas também cortou o consumo de água. Mesmo com a ração normal de um litro por dia, a tripulação teria bebido menos de 10% dos 150 litros de água a bordo do Módulo Lunar. Porém, com a força desligada, praticamente todos os 150 litros eram necessários para os purificadores manterem o equipamento vital refrigerado; então os astronautas cortaram sua ração para 1/5 de litro, um copo de água por dia. Eles estariam sedentos quando chegassem em casa, mas ao menos tinham uma possibilidade se salvamento.

Sobrevivência
Em grande parte, a tripulação da Apollo XIII sobreviveu à sua provação pela simples razão de terem estoques sobressalentes de artigos vitais: força extra, água, oxigénio e até um motor extra. É claro que se o acidente tivesse acontecido quando Lovell e Haise estivessem na superfície lunar ou após terem retornado à órbita com rochas, então o retorno à Terra teria sido tragicamente diferente. Mas isso era da natureza da aventura. Aceitar o desafio do Presidente John Kennedy de pousar na Lua significava a aceitação de riscos calculados.
A questão toda da sobrevivência imediata estava agora ligada a um pequeno detalhe prosaico: como ligar os filtros de limpeza do dióxido de carbono exalado pelos astronautas dentro do Módulo Lunar, já que o bocal destes filtros era redondo – pois o encaixe do Módulo de Comando era assim – e o encaixe no Aquarius era quadrado. Evidentemente, esse modo seria uma improvisação e um quebra-cabeça para os cientistas no controle da missão e ela foi feita através de uma engenhosa combinação de tubos, papelão, sacos plásticos de carga e filtros de metal do Módulo de Comando, todos presos juntos por uma boa quantidade de fita isolante cinza. Como era usual sempre que a equipe da Apollo tinha que improvisar, engenheiros e outros astronautas no solo se ocuparam inventando soluções para o problema e testando os resultados. Um dia e meio após o acidente, as equipes do solo haviam desenhado e construído um dispositivo de filtragem que funcionou e eles passaram as instruções por rádio para a tripulação, cuidadosamente guiando seus passos durante cerca de uma hora.

Regresso
Com o problema do dióxido de carbono resolvido, a tripulação tinha agora uma boa chance de voltar para casa. Com os três astronautas viajando no espaço dentro do Módulo Lunar, com a energia racionada – a temperatura ambiente nele era de 5°C - e com toda a força do Módulo de Comando – ao qual ele era acoplado - desligada para poupar energia, a questão era se o motor funcionaria no momento que fosse necessário, para tirá-los da órbita da Lua e colocá-los no caminho de volta. Para voltar para casa, os astronautas deveriam fazer duas ignições no motor. A primeira veio cinco horas depois do acidente e foi planeada para colocá-los numa trajetória livre de retorno, uma trajetória que os traria para casa mesmo sem uma segunda ignição. Eles ainda estavam indo em direção da Lua e não a atingiriam por quase mais um dia, mas com a primeira queima de motor completada com sucesso, quando eles girassem em volta da face escura, a gravidade lunar os colocaria no caminho de casa em vez de mandá-los para as profundezas do espaço. A segunda ignição era necessária para trazê-los de volta antes que os suprimentos da nave acabassem. Sem ela, havia uma grande possibilidade de que chegassem mortos. A chave da sobrevivência era esperar que a órbita lunar os pusesse apontando para a Terra e então o motor fosse ligado, lhes dando o impulso que os trouxesse direto de volta, em tempo de chegarem antes de acabarem o oxigénio e a água a bordo. A questão era se o motor do 'Aquarius' funcionaria.
Quando chegou o momento da ignição, e quando o mundo inteiro aguardava com a respiração suspensa, o motor ligou perfeitamente e os colocou no caminho de volta. Quando a odisseia terminou, eles tinham feito um trabalho soberbo, voltando para a Terra com 20% da força do ML e 10% de água restantes. Lovell perdeu cinco quilos de peso e estavam todos cansados, famintos, molhados, desidratados e com frio quando aterraram. Por causa da desidratação e outros fatores, Fred Haise desenvolveu uma infeção de próstata, uma febre de 40 graus e esteve seriamente doente por duas ou três semanas após o retorno, mas tudo isso foi de importância secundária, porque eles tinham voltado vivos.
   

 

sábado, abril 11, 2026

A missão Artemis II regressou...!

Missão Artemis II regressou à Terra: 'Orion' amarou no Pacífico

 

Astronautas da missão Artemis II regressaram em segurança à Terra

 

Viagem até à Lua durou 10 dias. Quatro astronautas embarcaram a bordo da cápsula 'Orion' e bateram o recorde de distância da Apollo XIII em abril de 1970.

A madrugada deste sábado, 11 de abril de 2026, ditou o fim da missão da Artemis II - o primeiro voo tripulado em mais de cinquenta anos até à Lua. É esta a data que marca o regresso a 'casa' dos quatro astronautas que viajaram a bordo da cápsula 'Orion'. A amaragem da cápsula no Oceano Pacífico, ao largo de San Diego, na Califórnia, deu-se pelas 01.07 de Portugal continental (17.07 na Califórnia) tal como a NASA tinha previsto e tudo correu como planeado.

"Splash down confirm", foi assim que a NASA anunciou que a nave tinha amarado em segurança. O processo de reentrada no planeta durou apenas 13 minutos, seis deles foram passados sem comunicações. A cápsula viajou a 11 quilómetros por segundo. Para auxiliar a descida, foi acionada quase uma dúzia de paraquedas. De modo a atenuar os efeitos do retorno à gravidade e as náuseas provocadas pela reentrada da cápsula 'Orion' na Terra , os astronautas estiveram gradualmente a tomar medicação.

 

Astronautas da missão Artemis II regressam à Terra após viagem de 10 dias até à Lua 

Astronautas da missão Artemis II regressam à Terra após viagem de 10 dias.
 

Tripulação da missão Artemis II regressa em segurança à Terra após 10 dias 

Astronautas da missão Artemis II regressam à Terra após viagem à Lua 

Para auxiliar a descida da cápsula 'Orion', foram acionados quase uma dúzia de paraquedas. 

Para auxiliar a descida da cápsula 'Orion', foram acionados quase uma dúzia de paraquedas. 

Terra é vista da cápsula Orion da missão Artemis II 

Terra é vista da cápsula Orion da missão Artemis II 

 

Assim que a cápsula amarou no Pacífico, as equipas de resgate norte-americanas aproximaram-se. A nave foi recolhida por uma navio da Marinha americana. Pela 01h21 (14 minutos após a amaragem), o comandante da tripulação informou que todos os astronautas se encontravam bem: "A tripulação está em excelente forma". Cerca de uma hora depois do regresso da tripulação à Terra, as portas da 'Orion' abriram e entraram médicos para confirmar se efetivamente os astronautas se encontravam bem. 

As correntes marítimas dificultaram a retirada dos astronautas, acabando-se por se estender para lá do previsto. A retirada em segurança dos astronautas durou cerca de cinco minutos e o último a sair foi o comandante Reid Wiseman.  Os astronautas que regressaram à Terra vestidos com 'trajes de compressão', são observados por equipas médicas e submetidos a vários exames.

 

Cápsula 'Orion' regressa à Terra após Missão Artemis e prepara próximo voo em 2027

 

Num vídeo partilhado pela NASA, os austronautas Christina e Victor mostram-se sorridentes enquanto esperavam para serem avaliados pelas equipas médicas e exames pós-missão.  

O administrador da NASA, Jared Isaacman parabenizou os astronautas: "Os Estados Unidos voltaram a enviar astronautas à Lua e a trazê-los de volta em segurança. Reid, Victor, Christina e Jeremy fizeram um trabalho excecional". 

A aventura de Reid Wiseman, Christina Koch, Jeremy Hansen e Victor J Glover, com início a 1 de abril, durou 10 dias. Para além do comandante, piloto e dos especialistas em missão, a tripulação tinha um quinto elemento - o que serviu como indicador de gravidade zero. 

 

Christina Koch olha pela janela da cabine principal da nave espacial, contemplando a Terra 

Jeremy Hansen faz a barba no interior da nave espacial  

Victor Glover olha pela janela da nave espacial  

Fotografia tirada pela tripulação da Artemis II  

Astronauta Christina Koch é iluminada por um ecrã no interior da nave espacial 

Reid Wiseman olha pela janela da cabine principal da nave espacial 

Christina Koch dentro da nava espacial  

Astronautas da missão Artemis II 

Astronautas a caminho da plataforma de lançamento do foguetão Artemis II 

“Deixou-nos a todos boquiabertos”: astronautas descrevem eclipse da Terra visto da órbita da Lua   

 

A NASA permitiu que cada astronauta levasse na bagagem um objeto pessoal. Considerado o mais bem-vestido da tripulação, o piloto Victor J Glover, de 49 anos e a primeira pessoa negra a orbitar a Lua, escolheu levar algo que lhe transmitisse a sensação de estar em 'casa'. Nesta viagem até ao satélite natural da Terra foi acompanhado pelas alianças de casamento, relíquias da família (tem quatro filhos) e Bíblia.

Os pensamentos de Reid Wiseman não serão esquecidos. O comandante, de 50 anos, decidiu eternizá-los registando-os num bloco de notas. Os últimos seis anos da sua vida não foram fáceis. Em 2020 perdeu a mulher, doente oncológica, e desde então foi-lhe dado "o maior desafio" que alguma vez enfrentou. Reid Wiseman foi responsável pela educação das duas filhas. No decorrer da missão, os astronautas fizeram chegar à NASA uma vontade: gostariam de batizar uma das novas crateras que identificaram no satélite natural da Terra com o nome de Carroll - como se chamava a mulher de Reid Wiseman. 

Jeremy Hansen, especialista em missão e atualmente com 50 anos, viajou sob o mote "Moon and back". Com ele foram quatro pingentes em forma de lua como uma espécie de homenagem às quatro pessoas mais importantes da sua vida , a mulher e os três filhos. 

A única mulher a bordo da cápsula 'Orion' optou pelo poder das palavras. Na bagageira da especialista em missão houve um espaço reservado para mensagens escritas à mão por pessoas que lhe são próximas. Ao recorde de voo especial mais longo realizado por uma mulher, Christina Koch passa a ser conhecida por outro altamente histórico. Na segunda-feira passada, os astronautas bateram o recorde de distância da Apollo XIII em abril de 1970. Nunca antes ninguém se tinha afastado tanto da Terra. A tripulação da Artemis II esteve a 406.777 quilómetros do planeta. Este recorde foi registado pelas 12.57 do centro da NASA (18.57 em Lisboa). O sobrevoo por mais de seis horas da face oculta da Lua levou os astronautas a ficarem incontactáveis durante quarenta minutos. Os astronautas referiram à NASA que viram na Lua .  

 

in CM 

segunda-feira, março 30, 2026

O que é a missão Artemis II?

Insígnia da missão

 

Artemis II (originalmente conhecida como Missão de Exploração-2) será o primeiro voo espacial tripulado do Programa Artemis, que poderá ocorrer em qualquer dia entre 1 e 6 de abril de 2026. 

Originalmente, a missão tripulada tinha a intenção de recolher amostras de um asteroide capturado em órbita lunar pela agora cancelada missão robótica de redirecionamento de asteroides (Asteroid Redirect Mission). O plano atual é que um foguetão tripulado Orion realize um teste de sobrevoo lunar e retorne à Terra. Esta será o foguetão tripulado tripulada a deixar a órbita baixa da Terra desde a Apollo 17 em 1972.

Artemis II é um voo de teste para a alunagem Artemis IV, planeado para levar os humanos de volta à Lua em 2028. Os objetivos da EM-2 foram revistos após o estabelecimento do programa Artemis em 2017. Os objetivos da Artemis II são comparáveis ​​aos da Apollo 8, de 1968, a primeira missão lunar do programa Apollo.

   

Koch, Glover, Wiseman (centro) e Hansen

Koch, Glover, Wiseman (centro) e Hansen

  

Tripulação

A NASA anunciou a tripulação em 3 de abril de 2023. Começando em junho de 2023, a tripulação iniciou um regime de treinos intensivos com a duração de 18 meses.

Posição Tripulante
Comandante Estados Unidos Reid Wiseman
Piloto Estados Unidos Victor Glover
Especialista de missão Estados Unidos Christina Koch
Especialista de missão Canadá Jeremy Hansen

 

Lançamento

No dia 21 de fevereiro de 2026, foi observado um problema no fluxo de hélio, o que levou ao regresso ao VAB (Vehicle Assembly Building) e ao adiamento da missão para abril, no mínimo. O regresso começou no dia 25 de fevereiro às 9h38 EST e chegou ao VAB por volta das 20.00 horas. O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a data de lançamento seria confirmada apenas após a conclusão com sucesso de um ensaio geral com fluidos e a análise dos resultados.  A 12 de março, após uma Revisão de Prontidão de Voo (FRR), foram anunciadas sete janelas de lançamento de duas horas para os dias 1 a 6 de abril e 30 de abril. A primeira delas está marcada para as 18h24 EDT (22h24 UTC) do dia 1 de abril.

A 18 de março, a NASA anunciou que o foguetão Artemis II Space Launch System (SLS) e a sonda Orion seriam levados no dia seguinte para a Plataforma de Lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Florida. Entretanto, a tripulação da Artemis II entrou em quarentena em Houston para garantir que se mantinham saudáveis ​​antes do lançamento. A 20 de março, após um atraso devido a ventos fortes, o SLS foi levado do VAB para a plataforma de lançamento 39B pela segunda vez.

 

 Objetivos da missão

 Anteriormente

Até 2017, a Artemis 2 (então conhecida como EM-2) era uma missão de lançamento único projetada do Bloco 1B do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) com um Estágio Superior de Exploração, Veículo de Tripulação Multiuso Orion Block 1 (Orion Multi-Purpose Crew Vehicle; MPCV) e uma inserção de carga útil de 50,7 toneladas. O plano era encontrar um asteroide anteriormente colocado em órbita lunar pela missão robótica de redirecionamento de asteroides (Asteroid Redirect Mission) e fazer com que os astronautas realizassem caminhadas espaciais e coletassem amostras.  Após o cancelamento da Asteroid Redirect Mission, foi proposto em 2017 um voo em uma missão de oito dias com uma tripulação de quatro astronautas, enviados em uma trajetória de retorno livre ao redor da Lua.  Outra proposta sugerida em 2017 foi de levar quatro astronautas a bordo da Orion em uma viagem de 8 a 21 dias ao redor da Lua para entregar o primeiro elemento do Lunar Orbital Platform-Gateway (LOP-G).

 

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Atualmente

Em março de 2018, foi decidido lançar o primeiro módulo Lunar Gateway num veículo de lançamento comercial, devido aos atrasos na construção da Plataforma de Lançamento Móvel (Mobile Launcher Platform) necessária para manter o mais poderoso Exploration Upper Stage. Desde 2018, o plano da missão Artemis 2 é enviar quatro astronautas na primeira cápsula Orion tripulada para um sobrevoo lunar por um máximo de 10 dias. O perfil da missão é uma injeção multi-translunar (MTLI), ou múltiplas "manobras de partida" (em inglês: departure burns), incluindo uma trajetória de retorno livre da Lua. Basicamente, o foguetão orbitará a Terra por 24 horas, enquanto liga periodicamente os seus motores para acumular velocidade suficiente para impulsioná-la em direção à Lua, sem orbitá-la, antes de voltar para a Terra.

 

Trajetória

 

Ficheiro:Artemis 2 map march 2023.jpg

A missão Artemis 2 enviará 4 astronautas por 10 dias e terá uma velocidade de reentrada de 39.428 km/h (32 mach

 

Cargas secundárias

A Iniciativa de Lançamento CubeSat da NASA (em inglês: CubeSat Launch Initiative; CSLI) está buscando propostas de instituições e empresas dos EUA para realizar suas missões CubeSat como cargas secundárias a bordo do SLS na missão Artemis 2. As seleções foram feitas até meados de fevereiro de 2020.

 

Missões similares

Em 1968, a missão Apollo 8, tripulada por 3 astronautas, foi projetada para testar um módulo de comando/serviço além da órbita terrestre baixa. A Apollo 13 foi a única missão da Apollo que passou pela Lua por uma trajetória de retorno livre, a mesma que a Artemis 2 usará.

Em 2005, a empresa Space Adventures anunciou planos para levar dois turistas a 100 quilómetros da superfície lunar usando uma nave Soyuz pilotada por um cosmonauta profissional. A missão, denominada DSE-Alpha, está calculada em 150 milhões de dólares por assento e deve durar de 8 a 9 dias quando programada. O CEO da empresa, Eric Anderson, declarou em 2011 que um assento havia sido vendido, no entanto, a data de lançamento está sendo adiada continuamente, pois o segundo assento permanece não vendido desde 2017.

Uma missão de turismo lunar da SpaceX foi inicialmente proposta para o final de 2018 e teria sido semelhante à Artemis 2 em tamanho de tripulação, com dois turistas espaciais pagando por um loop de retorno livre ao redor da Lua e de volta à Terra, usando a cápsula Crew Dragon e lançada em um Falcon Heavy.  Após o primeiro voo da Falcon Heavy em 2018, a SpaceX anunciou que o Falcon Heavy não seria mais usado para voos tripulados para concentrar seu desenvolvimento futuro na Starship e indicou que a missão lunar seria provavelmente realizada com a Starship. Em 14 de setembro de 2018, a SpaceX anunciou oficialmente que havia assinado com um dos passageiros pagantes, Yusaku Maezawa, para a missão do Projeto dearMoon usando a Starship, e que ele convidaria de 6 a 8 artistas para se juntar a ele.

 

in Wikipédia