sexta-feira, março 06, 2026

O pastor Martin Niemoller morreu há 42 anos...

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Martin Niemöller (Lippstadt, 14 de janeiro de 1892 - Wiesbaden, 6 de março de 1984) foi um pastor luterano alemão. Em 1966 foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz. Desde a década de 80 tornou-se conhecido pela sua adaptação de um poema Vladimir Maiakovski, "Quando os nazis vieram atrás dos comunistas".
    
Biografia
Filho de um pastor luterano, foi educado na fidelidade ao Imperador e com sentimentos patrióticos alemães. Depois de concluir o curso secundário, ingressou na Marinha como soldado de carreira. Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como comandante de submarino, vindo a ser condecorado com a Cruz de Ferro. Após a guerra, viveu durante algum tempo em Freikorps e estudou Teologia. Em 1931, foi ordenado pastor da Igreja de Santa Ana em Dahlen, um subúrbio de Berlim.
Mesmo depois de formar-se em Teologia, ele permaneceu fiel à sua ideologia patriótica e conservadora. Porém, após a subida dos nazis ao poder, em 1933, Niemöller – então pároco em Berlim-Dahlem – entrou num conflito crescente com o novo governo. Inicialmente, ele concordava com o antagonismo dos Nazis ao Comunismo e à República de Weimar, mas ficou alarmado com a tentativa de Hitler em dominar a Igreja Evangélica (Luterana ou Reformada) impondo-lhe o movimento neopagão dos "Cristãos Germânicos" da Igreja do Reich e de seu bispo Ludwig Müller. Sendo nacionalista e não estando inteiramente livre de preconceitos anti-semitas, Niemöller protesta decididamente contra a aplicação do "parágrafo ariano" na Igreja e a falsificação da doutrina bíblica pelos cristãos alemães de ideologia nazi. Para impedir a segregação de cristãos de origem judaica, ele criou no outono de 1933, com Dietrich Bonhöffer, a Pfarrernotbund ("Liga Pastoral de Emergência") para apoiar os pastores não-arianos ou casados com não-arianas, que foi transformada na Bekennende Kirche (Igreja Confessante) em 1934. A Igreja Confessante recusou obediência à direção oficial da Igreja Evangélica, tornando-se um importante centro de resistência alemã protestante ao regime nazi.
Em 1934, Niemöller acreditava ainda que poderia discutir com os novos donos do poder. Numa receção na Chancelaria em Berlim, ele contestou Hitler, que queria eximir a Igreja de toda responsabilidade pelas questões "terrenas" do povo alemão:
"Ele me estendeu a mão e eu aproveitei a oportunidade. Segurei a sua mão fortemente e disse: 'Sr. Chanceler, o senhor disse que devemos deixar em suas mãos o povo alemão, mas a responsabilidade pelo nosso povo foi posta na nossa consciência por alguém inteiramente diferente'. Então, ele puxou a sua mão, dirigindo-se ao próximo e não disse mais nenhuma palavra."
  
Perseguição nazi
A partir deste incidente, Niemöller fica cada vez mais na mira do regime. É observado pela Gestapo e proibido de fazer pregações, o que não aceita. Em 1935, é preso pela primeira vez e logo libertado. Martin Niemöller já era tido nessa época como o mais importante porta-voz da resistência protestante. No verão de 1937, ele pregava:
E quem como eu, que não viu nada a seu lado no ofício religioso vespertino de anteontem, a não ser três jovens policiais da Gestapo – três jovens que certamente foram batizados um dia em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e que certamente juraram fidelidade ao seu Salvador na cerimónia de crisma, e agora são enviados para armar ciladas à comunidade de Jesus Cristo –, não esquece facilmente o ultraje à Igreja e deseja clamar 'Senhor, tende piedade' de forma bem profunda.
Em julho de 1937, Niemöller foi preso novamente. Passados cerca de sete meses, no dia 7 de fevereiro de 1938, começou então o seu processo diante do Tribunal Especial II em Berlim-Moabit. Segundo a acusação, Martin Niemöller teria criticado as medidas do governo nas suas pregações "de maneira ameaçadora para a paz pública", teria feito "declarações hostis e provocadores" sobre alguns ministros do Reich e, com isto, transgredido o "parágrafo do Chanceler" e a "lei da perfídia". A sentença: sete meses de prisão, bem como dois mil marcos de multa.
Os juízes consideraram a pena como cumprida, em função do longo tempo de prisão preventiva. Niemöller deveria, assim, ter deixado a sala do tribunal como homem livre. Para Hitler, no entanto, a sentença pareceu muito suave. Ele enviou o pastor como seu "prisioneiro pessoal" para um campo de concentração. Até o fim da guerra, durante mais de sete anos, Martin Niemöller permaneceu preso – inicialmente, no campo de concentração de Sachsenhausen, depois no de Dachau.
   
Frases célebres
Niemöller é o autor de uma adaptação de um célebre poema de Vladimir MaiakovskiE Não Sobrou Ninguém” tratando sobre o significado do regime nazi na Alemanha:
  

E Não Sobrou Ninguém

Quando os nazis levaram os comunistas,
eu calei-me,
porque, afinal,
eu não era comunista.

Quando eles prenderam os sociais-democratas,
eu calei-me,
porque, afinal,
eu não era social-democrata.

Quando eles levaram os sindicalistas,
eu não protestei,
porque, afinal,
eu não era sindicalista.

Quando levaram os judeus,
eu não protestei,
porque, afinal,
eu não era judeu.

Quando eles me levaram,
não havia mais quem protestasse.


Vieira da Silva morreu há trinta e quatro anos...

Autorretrato (1942)
      
Maria Helena Vieira da Silva (Lisboa, 13 de junho de 1908 - Paris, 6 de março de 1992) foi uma pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956.

Biografia

Era filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, falecido em Leysin, a 14 de fevereiro de 1911, e neta materna de José Joaquim da Silva Graça, jornalista, fundador, proprietário e diretor do jornal O Século e proprietário da revista Ilustração Portuguesa, tendo vivido na casa do avô materno, em Lisboa.
Despertou cedo para a pintura. Aos onze anos ingressou na Academia de Belas-Artes, em Lisboa, onde estudou desenho e pintura. Motivada também pela escultura, estudou Anatomia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Em 1928 foi residir para Paris, onde estudou com Fernand Léger, e trabalhou com Henri de Waroquier (1881-1970) e Charles Dufresne. Em Paris conheceu o seu futuro marido, o também pintor Árpád Szenes, húngaro, com quem se casou em 1930.
Realizou inúmeras viagens à América Latina para participar de exposições, como em 1946 no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).
Devido ao facto de o seu marido ser judeu e de ela ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. Então, o casal decidiu residir por um longo período no Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. No Brasil, entraram em contacto com importantes artistas locais, como Carlos Scliar e Djanira. Ambos exerceram grande influência na arte brasileira, especialmente entre os modernistas.
Vieira da Silva foi autora de uma série de ilustrações para crianças que constituem uma surpresa no conjunto da sua obra. Kô et Kô, les deux esquimaux, é o título de uma história para crianças inventada por ela em 1933. Não se sentindo capaz de a escrever, a pintora entregou essa tarefa ao seu amigo Pierre Guéguen e assumiu o papel de ilustradora, executando uma série de guaches.
Mais tarde a artista viveu e trabalhou em Paris, no número 34 da rua de l'Abbé Carton, no XIV bairro da cidade.
A partir de 1948 o estado francês começa a adquirir as suas pinturas e, em 1956, tanto ela como o marido obtêm a nacionalidade francesa. Em 1960 o Governo Francês atribui-lhe uma primeira condecoração, em 1966 é a primeira mulher a receber o Grand Prix National des Arts, a 9 de dezembro de 1977 é agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, em 1979, torna-se Dama da Ordem Nacional da Legião de Honra de França e a 16 de julho de 1988 é agraciada com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Participou na Europália, em 1992, e veio a morrer nesse ano.
Para honrar a memória do casal de pintores, foi fundada em Portugal a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, sediada em Lisboa e a Escola Vieira da Silva, em Carnaxide.
Em 2013, a União Astronómica Internacional deu o nome da artista plástica a uma cratera em Mercúrio.
Em abril de 2016, a sua obra Biblioteca em fogo foi selecionada como uma das dez mais importantes obras artísticas de Portugal pelo projeto Europeana.
 
Entrada da estação da Cidade Universitária do Metro de Lisboa - 1989
 

   
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Vitral da Igreja de Saint-Jacques de Reims
 

Melina Mercouri morreu há trinta e dois anos...

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Melina Amalia Mercouri (Atenas, 18 de outubro de 1920 - Nova Iorque, 6 de março de 1994), mais conhecida como Melina Mercouri, foi uma atriz, cantora e ativista política grega. Fez parte do parlamento helénico e, em 1981, tornou-se a primeira mulher a ser Ministra da Cultura na Grécia.
O seu avô, Spyros Merkouris, foi Presidente da Câmara de Atenas durante muitos anos. O seu pai era membro do Parlamento. O seu tio era George S. Mercouris, líder do Partido Socialista Nacional da Grécia e que se tornou presidente do Banco da Grécia durante a ocupação da Grécia pelo Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial.
O seu primeiro filme, Stella (1955), foi dirigido por Michael Cacoyannis, o diretor de Zorba, o grego. Foi ele que a levou para Cannes, onde o filme foi nomeado para a Palma de Ouro. Lá, Melina conheceu o diretor Jules Dassin, com quem viveria até morrer. O casal não teve filhos.
Melina tornou-se conhecida mundialmente quando participou, em 1960, no filme Never on Sunday, de Jules Dassin, que lhe rendeu o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cannes e uma nomeação para o Óscar de melhor atriz. Em 1978, Melina encerrou a sua carreira no cinema para se dedicar à política.
Durante o período da ditadura militar na Grécia, Melina viveu em França. Quando tornou a haver democracia no  país, ela primeiro foi eleita para o Parlamento; depois tornou-se a primeira mulher a ser Ministra da Cultura no país, em dois mandatos consecutivos. Como Ministra da Cultura, lutou, sem o conseguir, para fazer voltar os famosos Mármores de Elgin, que foram retirados do Partenon grego e estão no Museu Britânico, em Londres.
Morreu em Nova Iorque, de cancro do pulmão, aos 73 anos. O seu corpo foi trazido para Atenas, onde teve funeral de estado.
  
 

A Batalha do Álamo terminou há 190 anos...


A Batalha do Álamo, ocorrida entre 23 de fevereiro e 6 de março de 1836, foi um evento crucial na Revolução do Texas, nos Estados Unidos. Depois de um cerco de treze dias, as tropas mexicanas sob o comando do presidente general Antonio López de Santa Anna lançaram um ataque sobre a missão Álamo, perto de San Antonio de Béxar (atual San Antonio, Texas). Todos os defensores texanos foram mortos. A crueldade durante a batalha inspirou muitos norte-americanos, tanto colonos do Texas quanto aventureiros dos Estados Unidos, a se juntarem ao exército texano. Estimulado por um desejo de vingança, os texanos derrotaram o exército mexicano na Batalha de San Jacinto, no dia 21 de abril de 1836, terminando vitoriosos a revolução.

Vários meses antes, todas as tropas mexicanas haviam sido expulsas do Texas Mexicano, e cerca de 100 texanos estavam então guarnecidos no Álamo. A força texana cresceu um pouco, com a chegada de reforços liderados pelos co-comandantes James Bowie e William B. Travis. Em 23 de fevereiro, cerca de 1.500 mexicanos marcharam em San Antonio de Béxar como o primeiro passo numa campanha para retomar o Texas. Pelos dez dias seguintes, os dois exércitos envolveram-se em vários conflitos com baixas mínimas. Ciente de que a sua guarnição não poderia resistir a um ataque por uma força tão grande, Travis escreveu várias cartas pedindo por mais homens e suprimentos, mas menos de 100 homens chegaram como reforços.

Nas primeiras horas da manhã do dia 6 de março, o exército mexicano avançou para o Álamo. Após repelir dois ataques, os texanos não foram capazes de repelir um terceiro. Como os soldados mexicanos escalaram as paredes externas, a maioria dos soldados texanos se retirou para os edifícios interiores. Os defensores incapazes de chegar a esses lugares foram mortos pela cavalaria mexicana enquanto tentavam escapar. Entre cinco a sete texanos teriam se rendido e foram rapidamente executados. A maioria dos relatos de testemunhas oculares cita entre 182 a 257 texanos mortos, enquanto a maioria dos historiadores concorda que no Álamo entre 400 e 600 mexicanos foram mortos ou feridos. Vários combatentes foram enviados para a cidade de Gonzales, com o intuito de espalhar a notícia da derrota texana, o que provocou tanto uma forte corrida para se juntar ao exército texano, quanto um forte pânico, conhecido como "The Runaway Scrape", no qual o exército texano, a maioria dos colonos e o novo governo da República do Texas fugiam dos avanços do exército mexicano.

No México, a batalha tem sido muitas vezes ofuscada pelos acontecimentos da Guerra Mexicano-Americana ocorrida entre 1846 e 1848. No Texas do século XIX, o complexo do Álamo gradualmente tornou-se conhecido como um local de batalha, e não uma ex-missão. O poder legislativo do Texas comprou o terreno e os edifícios no início do século XX, e designou a capela Álamo como um santuário do Estado do Texas. O Álamo se tornou "o local turístico mais popular no Texas" e tem sido objeto de numerosas obras de não-ficção que começaram a ser produzidas ainda em 1843. A maioria dos americanos, no entanto, estão mais familiarizados com os mitos espalhados por filmes e pelas adaptações para televisão, incluindo a minissérie da Disney Davy Crockett, exibida na década de 50, e o filme The Alamo, dirigido por John Wayne e lançado em 1960. Em termos de etnia entre os defensores texanos, 13 eram texanos nativos, 11 com ascendência mexicana. O resto dos defensores de Álamo consistiu de 41 homens nascidos na Europa, dois judeus, dois negros e o restante eram norte-americanos de outros estados. As forças de Antonio López eram um conglomerado de ex-cidadãos espanhóis, mestiços hispano-mexicanos e indígenas mexicanos.

 

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Chorão, o vocalista dos Charlie Brown Jr., morreu há treze anos...

  
Alexandre Magno Abrão (São Paulo, 9 de abril de 1970 - São Paulo, 6 de março de 2013), mais conhecido pelo nome artístico de Chorão, foi um cantor, compositor, cineasta, roteirista e empresário brasileiro. Foi o vocalista, principal letrista e co-fundador da banda santista Charlie Brown Jr., formada em 1992 com Renato Pelado, Marcão, Champignon e Thiago Castanho, sendo o único integrante a participar de todas as formações. Com os Charlie Brown Jr. lançou dez discos, que venderam mais de cinco milhões de cópias. Teve uma infância e adolescência difícil, vivia na rua, ia pouco à escola e frequentemente tinha problemas com a polícia. Com 21 anos, foi convidado a integrar uma banda com Champignon, chamada What's Up, e que acabou por não dar certo. Então montou os Charlie Brown Jr. Chorão, em 2007, fez o roteiro e dirigiu o filme O Magnata. Em 2009 lançou a sua marca de roupas, a DO.CE. Foi encontrado morto no seu apartamento, a 6 de março de 2013, na cidade de São Paulo, vítima de uma overdose de cocaína.

 

Música adequada à data...!

 

Cantinho do Morais

Música e letra: Mário João Pereira Simões. Interpretação: Margarida Amaral

 

A terra estremeceu
e verde se tornou
o sonho aconteceu
um golo só bastou

Um golo do Morais
que não esquece mais.

Vivò Sporting!
gritou a multidão em ovação
que teve a raça pra ganhar a grande taça
pois então

Onze leões com um querer de um só leão
com mil razões para vencer do coração

Vivò Sporting!
que até contra o azar lutou com fé
e à portuguesa pôs na luta mais grandeza
mais ralé

Assim falou de Portugal às multidões
assim ganhou essa final de campeões."

Quando o jogo acabou
Na hora que Deus quis
Todo o País chorou
Orgulhoso e Feliz

Quando o jogo acabou
o Mundo até parou. 

David Gilmour celebra hoje oitenta anos...!

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David Jon Gilmour (Cambridge, 6 de março de 1946) é um guitarrista e cantor britânico, vocalista da banda inglesa Pink Floyd, tendo também editado álbuns a solo, bem como colaborado com outros artistas. Depois da saída de Roger Waters, a meio da década de 80, tornou-se a principal figura da banda. Foi considerado o 14º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone.
     
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quinta-feira, março 05, 2026

Saudades da poesia de Pedro Homem de Melo...

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Carta a Bill


Bill!
Se algum dia voltares
Aos caminhos do passado,
Acharás tudo mudado:
A dança, o trajo, os cantares…
Fica a máscara por fora?
Por baixo dela, ainda igual,
Se ergue a bandeira real –
Branca e azul – intacta, agora?

Bailam a Gota?
– Eu te digo:
Veio, há tempos, um amigo
(Meu país foi sempre o teu
E esse país não morreu!)
Ver de perto com seus olhos
O lírio de que eu falava
(Lírio tão branco entre abrolhos!)
Em versos de silva brava.
Branco lírio!
Branco lírio!
Ao alto da serra da Arga!
Lembro nele o Fandangueiro
Que, ao bailar, de corpo inteiro,
Era uma flor, doce e amarga…

Mas, em chegando, ouvi só
Insultos de altifalantes!
Onde estavam os amantes
Do Poeta?
Apenas pó.
E olhos, olhos espantados
E toda a monotonia
Da voz que o rosto desvia
Dos rouxinóis dos silvados.
Que loucura!
(Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos.)

– Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio.

Calou-se o altifalante!
Castanholaram os dedos…

De novo,
Naquele instante,
Voltou o povo a ser povo!
E voltaram homens ledos:
– Veio o Nelson e a Artemisa,
Veio Afife e Gondarém
E os de Carreço também
Misturar-se aos da Galiza…

E bastaram dez minutos
(Os dez minutos comprados!)
Para dez mil namorados
Sorrirem, de olhos enxutos.
Que loucura! – (Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos!)


Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio!



Pedro Homem de Mello

Poema para recordar Pasolini...

Pier Paolo Pasolini.
 

 

Requiem para Pier Paolo Pasolini
 
  

Eu pouco sei de ti mas este crime
torna a morte ainda mais insuportável.
Era novembro, devia fazer frio, mas tu
já nem o ar sentias, o próprio sexo
que sempre fora fonte agora apunhalado.
Um poeta, mesmo solar como tu, na terra
é pouca coisa: uma navalha, o rumor
de abril podem matá-lo - amanhece,
os primeiros autocarros já passaram,
as fábricas abrem os portões, os jornais
anunciam greves, repressão, dois mortos na
primeira página,
o sangue apodrece ou brilhará
ao sol, se o sol vier, no meio das ervas.
O assassino, esse seguirá dia após dia
a insultar o amargo coração da vida;
no tribunal insinuará que respondera apenas
a uma agressão (moral) com outra agressão,
como se alguém ignorasse, excepto claro
os meritíssimos juízes, que as putas desta espécie
confundem moral com o próprio cu.
O roubo chega e sobra excelentíssimos senhores
como móbil de um crime que os fascistas,
e não só os de Salò, não se importariam
de assinar.
Seja qual for a razão, e muitas há
que o Capital a Igreja e a Polícia
de mãos dadas estão sempre prontos a justificar,
Pier Paolo Pasolini está morto.
A farsa, a nojenta farsa, essa continua.
 


Eugénio de Andrade

Pierre-Simon de Laplace morreu há 199 anos


Retrato de Pierre-Simon Laplace por Johann Ernst Heinsius (1775)

    

Pierre-Simon, Marquês de Laplace (Beaumont-en-Auge, 23 de março de 1749 - Paris, 5 de março de 1827) foi um matemático, astrónomo e físico francês que organizou a astronomia matemática, resumindo e ampliando o trabalho de seus predecessores nos cinco volumes do seu Mécanique Céleste (Mecânica celeste) (1799-1825). Esta obra-prima traduziu o estudo geométrico da mecânica clássica usada por Isaac Newton para um estudo baseado em cálculo, conhecido como mecânica física. Foi eleito membro da Royal Society em 1789.

Ele também formulou a equação de Laplace. A transformada de Laplace aparece em todos os ramos da física matemática - campo em que teve um papel principal na formação. O operador diferencial de Laplace, da qual depende muito a Matemática aplicada, também recebe seu nome.
Ele tornou-se conde do Império, em 1806, e passou a marquês, em 1817, após a restauração dos Bourbons.
    
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Brasão de Pierre-Simon de Laplace
   
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Alessandro Volta morreu há 199 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/52/Alessandro_Volta.jpeg

Alessandro Volta (Como, 18 de fevereiro de 1745 - Como, 5 de março de 1827) foi um físico italiano, conhecido especialmente pela invenção da pilha elétrica. Mais tarde, viria a receber o título de conde.
     

    
Vida pessoal e trabalhos iniciais
Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta nasceu e foi educado em Como, Ducado de Milão, onde se tornou professor de física na Escola Real em 1774. A sua paixão foi sempre o estudo da electricidade, e como um jovem estudante, ele escreve um poema em latim na sua nova fascinante descoberta. De vi attractiva ignis electrici ac phaenomenis inde pendentibus foi o seu primeiro livro científico. Apesar da sua genialidade desde jovem, começou a falar somente aos quatro anos de idade.
Em 1751, com seis anos de idade, foi encaminhado pela família para a escola jesuítica, pois era de interesse familiar que seguisse uma carreira eclesiástica, porém, em 1759, com catorze anos decidiu estudar física, e dois anos depois abandonou a escola jesuítica e desistiu da carreira eclesiástica. Em 1775 aprimorou o eletróforo, uma máquina que produz eletricidade estática.
Volta é habitualmente conhecido como o inventor dessa máquina, que foi, de facto, inventada três anos antes.
Estudou a química dos gases entre 1776 e 1778.
Após ler um ensaio de Benjamin Franklin sobre "ar inflamável", procurou-o cuidadosamente em Itália, até descobriu o metano.
Assim, em novembro de 1776, Volta encontrou metano no lago Maior e, em 1778, conseguiu isolar o metano.
Em 1779 tornou-se professor de Física na Universidade de Pavia, posição que ocupou durante 25 anos.
Em 1794 Volta casa-se com Teresa Peregrini, filha do conde Ludovico Peregrini. O casal teve três filhos.
Em setembro de 1801 Volta viaja a Paris aceitando um convite do imperador Napoleão Bonaparte, para mostrar as características da sua invenção (a pilha) no Institut de France. Em honra ao seu trabalho no campo de eletricidade, Napoleão tornou-o conde em 1810.
Em 1815, o imperador da Áustria nomeou Volta professor de filosofia na Universidade de Pádua.
Volta está enterrado na cidade de Como, Itália. O "Templo Voltiano", perto do lago de Como, é um museu devotado ao trabalho do físico italiano: os seus instrumentos e as publicações originais estão à mostra de todos.
    

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Pilha de Volta
         
Volta e Galvani
Em 1800, como resultado de uma discórdia profissional sobre a resposta galvânica, defendida por Luigi Galvani (segundo a qual, os metais produziriam eletricidade apenas em contacto com tecido animal), Volta desenvolveu a primeira pilha elétrica (comprovando que, para a produção de eletricidade, a presença de tecido animal não era necessária), um predecessor das bateria e pilhas elétricas.
Volta determinou que os melhores pares de metais dissimilares para a produção de eletricidade eram o zinco e a prata.
Inicialmente, Volta experimentou células individuais em série, cada célula era um cálice de vinho cheio de salmoura, na qual dois elétrodos dissimilares foram mergulhados. A pilha elétrica substituiu o cálice com um cartão embebido em salmoura. O número de células, e consequentemente, a tensão elétrica que poderiam produzir, estava limitado pela pressão exercida pelas células de cima, que espremiam toda a salmoura do cartão da célula de baixo.
No período de 1800 a 1815, após a invenção da pilha, houve grande evolução da electroquímica.
 
Itália, 10000 (10.000) liras, 1984, P-112 (112c), último pré-Euro, UNC - Foto 1 de 1
   
Homenagens póstumas
Em 1881, uma unidade elétrica fundamental, o volt, foi nomeada em homenagem a Volta. Volta aparecia nas antigas notas de dez mil liras italianas, hoje fora de circulação. Também, em sua homenagem, uma cratera lunar recebeu o seu nome.
      

Uma poetisa nunca morre - enquanto é recordada...

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(imagem daqui)


Elegia para Ana Achmatova

Foi em 5 de Março, quase no fim deste Inverno.
Com outra luz gostaria de ter entregue o corpo.

Nevoeiro que nos montes se rasgava, despeda-
çado pelas árvores mais altas, herdara de Emily
Dickinson o deslumbrante hálito sonâmbulo e
de Safo o voo apaixonado.

Safo, Emily Dickinson - duas vezes mortas.

   
  
   
in A Raiz Afectuosa (1972) - António Osório

Morreu Lobo Antunes...

 António Lobo Antunes

Morreu o escritor António Lobo Antunes

 

O Morais (do célebre cantinho...) nasceu há 91 anos...

   
João Pedro Morais, conhecido como Morais  (Cascais, 6 de março de 1935 - Vila do Conde, 27 de abril de 2010) foi um futebolista português que jogava como lateral.
    
Carreira
Iniciou a sua carreira no Caldas tendo passado posteriormente pelo Torreense, ingressando no Sporting em 1958.
Morais ficou na história do futebol português ao marcar um belo golo na final da Taça dos Clubes Vencedores de Taças de 1963–64 contra o MTK Budapest. Essa foi a única Taça dos Clubes Vencedores de Taças conquistada por um clube português. Este feito, conhecido como Cantinho do Morais daria origem à canção homónima popularizada pela cantora recentemente falecida Maria José Valério.
Morais deixou o Sporting em 1969, jogando ainda no Rio Ave, clube do qual seria também treinador e no Paços de Ferreira
Em 19 de dezembro de 1966 foi agraciado com a Medalha de Prata da Ordem do Infante D. Henrique.
Morais estabeleceu-se em Vila do Conde - a cidade do seu penúltimo clube - depois de se retirar, indo trabalhar como funcionário da Câmara Municipal. Morreu em 27 de abril de 2010, aos 75 anos, após uma longa batalha contra a doença.
  
Seleção  
Fez 10 jogos pela Seleção Portuguesa, incluindo três jogos na fase final do Campeonato do Mundo de 1966 na Inglaterra.
Morais jogou contra à Hungria (3-1), contra o Brasil (3-1) e contra à Coreia do Norte (5-3). Ele lesionou Pelé durante o jogo Portugal 3-1 Brasil, após uma entrada com violência por ter sido, também alegadamente, agredido minutos antes, através de uma cabeçada, pelo mesmo Pelé.
Depois de terminado o Mundial, Morais jogou mais quatro vezes pela seleção, três delas em jogos de qualificação para o Campeonato da Europa de 1968.
   
Títulos
   

Lucio Battisti nasceu há oitenta e três anos...

  
Lucio Battisti (Poggio Bustone, 5 de março de 1943 - Milão, 9 de setembro de 1998) foi um músico e cantor italiano. É considerado um dos mais importantes autores e intérpretes da história da musica leggera (música popular italiana).
  
 

Lynn Margulis nasceu há 88 anos...

       
Lynn Margulis, nascida Lynn Alexander (Chicago, 5 de março de 1938 - Massachusetts, 22 de novembro de 2011), foi uma bióloga e professora na Universidade de Massachusetts. O seu trabalho científico mais importante foi a  teoria da endossimbiose, segundo a qual as mitocôndrias teriam surgido por endossimbiose: as mitocôndrias seriam organismos autónomos que teriam entrado em simbiose com células eucarióticas. Foi casada com Carl Sagan e com ele teve dois filhos, Jeremy Sagan e Dorion Sagan, jornalista e escritor especializado em divulgação científica.
Menos aceitação no meio científico tem a hipótese de Gaia, em que Margulis começou a trabalhar no ano de 1972. A hipótese de Gaia fora apresentada por James E. Lovelock, químico inglês e inventor. Gaia é uma deusa, a Mãe terra grega. Na sua hipótese, Lovelock sustentava que a Terra é um organismo vivo e Margulis especificou que a Biota terrestre – o agregado de toda a matéria viva do planeta – é habilitada para o crescimento e tem um metabolismo e uma interação química apropriada à manutenção da temperatura do planeta e da composição atmosférica nos níveis desejáveis para a eclosão e a existência da vida na Terra.
Nasceu em Chicago, a 5 de março de 1938, filha de Morris e Leone Alexander, foi aceite na Universidade de Chicago com 15 anos. Aí conheceu Carl Sagan, então doutorando em física. Casaram quando Lynn tinha 19 anos. Recebe o bacharelato em Liberal Arts. Do casamento com Carl Sagan teve dois filhos, Dorion Sagan (com quem co-escreveu vários livros) e Jeremy Sagan. Do seu segundo casamento, com o cristalógrafo Thomas N. Margulis, teve dois filhos, Zachary Margulis-Ohnunma e Jennifer Margulis di Properzio.
           

A URSS e Estaline ordenaram o Massacre de Katyn há 86 anos...

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 Memorial ao Massacre de Katyn

O Massacre de Katyn (em polaco zbrodnia katyńska) foi uma execução em massa de cidadãos da Polónia ordenada por autoridades da União Soviética em 1940. Estima-se que mais de 22 mil pessoas tenham sido mortas.
Os prisioneiros polacos foram assassinados numa floresta nos arredores da vila de Katyn, em prisões e em diversos outros lugares. Cerca de oito mil vítimas eram militares polacos que  tinham sido aprisionados na invasão soviética da Polónia em 1939, sendo os restante cidadãos polacos presos sob alegações de pertencerem a corpos de serviços de inteligência, espionagem, sabotagem, e também proprietários rurais, advogados, padres etc.
 
Ver legenda

Após a invasão da Polónia, que teve início em 1 de setembro de 1939, a União Soviética declarou, em 17 de setembro de 1939, que o governo polaco não estava mais no controle do seu país. Isto fez com que qualquer acordo diplomático em vigor com o estado polaco fosse cancelado.
Na mesma data (17/09/1939), o Exército Vermelho ocupou o leste da Polónia, conforme previsto no Pacto Molotov-Ribbentrop. A ação foi apontada como afronta pelos governos da Inglaterra e França, que afirmaram responder a ação do exército alemão conforme o Pacto Britânico-Polaco de Defesa e a Aliança Militar Franco-Polaco. Este episódio ficou conhecido como a "traição ocidental".
O Exército Soviético rapidamente avançou no território polaco e encontrou pouca resistência por parte dos militares locais. Entre 250.000 e 454.700 soldados e polícias polacos foram presos. Após isso, cerca de 250 mil foram libertados e 125 mil foram encaminhados ao Comissariado do Povo de Assuntos Internos soviética, o NKVD. O órgão, num segundo momento, libertou 42.400 soldados de etnia ucraniana e bielorrussa que estavam ao serviço do Exército Polaco. Já os 43 mil soldados detidos que residiam no oeste da Polónia foram entregues à Alemanha.
Em novembro de 1939, o NKVD tinha cerca de 40 mil polacos presos, sendo cerca de 8.500 oficiais e subtenentes, 6.500 polícias e 25 mil soldados e sargentos. Estes foram interrogados através de determinação do Comissário do Povo para Assuntos Internos da URSS, Lavrentiy Beria, que criou um órgão de gestão dos prisioneiros de guerra dentro do NKVD.
O NKVD organizou uma rede de campos de trabalho e pontos de transição de presos polacos através de linhas ferroviárias para o oeste da União Soviética. Os maiores campos estavam localizados em Kozelsk, Ostashkov e Starobelsk. Prisioneiros também foram encaminhados para Jukhnovo, Yuzhe, Tyotkino, Kozelshchyna, Oranki, Vologda e Gryazovets.
Kozelsk e Starobelsk foram utilizados principalmente para os oficiais militares, enquanto Ostashkov foi utilizado principalmente para guardas, policiais e agentes penitenciários. Também foram detidos intelectuais polacos.
De outubro de 1939 a fevereiro de 1940, os prisioneiros polacos foram submetidos a interrogatórios. O processo de entrevistas determinou quais seriam libertados ou condenados. Em 5 de março de 1940, Estaline e mais três membros do Politburo assinaram a ordem para executar 27.500 polacos, sob acusação de serem contra-revolucionários.
  


 
 
NOTA: numa altura em que  diversos grupos independentes comprovaram que o exército ao serviço do atual ditador russo fez o mesmo aos ucranianos, era altura de o povo russo e todas as pessoas de boa vontade recordarem os erros do passado... E ainda de recordar aos esbirros e fantoches ao serviço de Putin que não esquecemos nem perdoamos o que ele e eles fizeram e fazem.

Churchill forjou a expressão Cortina de Ferro há oitenta anos...

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A Cortina de Ferro, em preto

  Membros do Pacto de Varsóvia
  Membros da OTAN

 

Cortina de Ferro foi uma expressão usada para designar a divisão da Europa em duas partes, a Europa Oriental e a Europa Ocidental como áreas de influência político-económica distintas, no pós-Segunda Guerra Mundial, conhecido como Guerra Fria. Durante este período, a Europa Oriental esteve sob o controle político e/ou influência da União Soviética, enquanto a Europa Ocidental esteve sob o controle político e/ou influência dos Estados Unidos.
A expressão foi celebrizada pelo então primeiro-ministro britânico Sir Winston Churchill, que a usou num discurso em Fulton, em 1946, para designar a política de isolamento adotada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e seus estados-satélites após a Segunda Guerra Mundial. No entanto, já havia sido usada antes no mesmo contexto por Joseph Goebbels, Lutz Schwerin von Krosigk e pelo próprio Churchill em maio de 1945.

Extrato do discurso de Churchill no Westminster College, em Fulton, no Missouri, Estados Unidos, em 5 de março de 1946, citando a expressão "iron curtain" ou, em português, "cortina de ferro":
"From Stettin in the Baltic to Trieste in the Adriatic an iron curtain has descended across the Continent. Behind that line lie all the capitals of the ancient states of Central and Eastern Europe. Warsaw, Berlin, Prague, Vienna, Budapest, Belgrade, Bucharest and Sofia; all these famous cities and the populations around them lie in what I must call the Soviet sphere, and all are subject, in one form or another, not only to Soviet influence but to a very high and in some cases increasing measure of control from Moscow."
Numa tradução livre para a língua portuguesa:
"De Stettin, no [mar] Báltico, até Trieste, no [mar] Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente. Atrás dessa linha estão todas as capitais dos antigos Estados da Europa Central e Oriental. Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, Budapeste, Belgrado, Bucareste e Sofia; todas essas cidades famosas e as populações em torno delas estão no que devo chamar de esfera soviética, e todas estão sujeitas, de uma forma ou de outra, não somente à influência soviética mas também a fortes, e em certos casos crescentes, medidas de controle emitidas de Moscovo."
Inicialmente, a Cortina de Ferro era separada da região integrada pelas repúblicas europeias da União Soviética (Rússia, Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estónia, Geórgia, Cazaquistão, Lituânia, Letónia, Moldávia, Ucrânia) e os estados-satélites da Alemanha Oriental, Polónia, Checoslováquia, Hungria, Bulgária e Roménia. Todos ficavam sob o estrito controle político e económico da URSS. Em 1955 uniram-se militarmente, por meio do Pacto de Varsóvia. O bloco desfez-se definitivamente em 1991, com a dissolução da URSS.
Os dois blocos de países divididos pela cortina de ferro divergiam em vários aspetos:
  • no plano económico, o Bloco Ocidental buscou a reconstrução no pós-guerra com o Plano Marshall, enquanto o Bloco Oriental utilizou um modelo concorrente, o COMECON;
  • No plano militar, o Bloco Ocidental constituiu a Organização do Tratado do Atlântico Norte em 1948, enquanto que o Bloco Oriental formou o Pacto de Varsóvia de 1955;
  • No plano político, o Bloco Ocidental se manteve como sistema económico o capitalismo liberal, incluindo diferentes tipos de regimes políticos (desde democracias até regimes autoritários), enquanto que o Bloco Oriental adotou o modelo do socialismo e a economia planificada, geralmente sob regimes autoritários de partido único.
 
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Richard Bell, teclista dos Full Tilt Boogie Band, nasceu há 80 anos...

 

(imagem daqui)

    

Richard Bell (Toronto, 5 de março de 1946 - Toronto, 15 de junho de 2007) foi um músico canadiano. Ficou conhecido pelos seus desempenhos ao vivo. É, talvez, melhor recordado como o pianista de Janis Joplin e a sua Full Tilt Boogie Band. Foi ainda teclista com The Band durante a década de 90

    

in Wikipédia

 

Hoje é dia de ouvir Murray Head...

Alan Clark, o teclista dos Dire Straits, celebra hoje setenta e quatro anos

Clark on stage in 2019

 
Alan Clark (Great Lumley, County Durham, England, 5 March 1952) is an English musician who was the first keyboardist and co-producer of the rock band Dire Straits. In 2018, Clark was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame as a significant member of Dire Straits.
 
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