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sábado, outubro 10, 2026

José Alvalade nasceu há 141 anos

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José Alfredo Holtreman Roquette, mais conhecido por José Alvalade (Cascais, 10 de outubro de 1885 – Campo Grande, Lisboa, 19 de outubro de 1918), foi o fundador e primeiro sócio do Sporting Clube de Portugal no início do século XX, juntamente com os irmãos Francisco Stromp e António Stromp, Henrique de Almeida Leite Júnior e os irmãos Eduardo Colares Gavazzo e Francisco Colares Gavazzo.

Em sua homenagem, o Sporting Clube de Portugal deu o seu nome ao seu Estádio.

    

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/9/97/Sporting_Clube_de_Portugal_logo_%282026%29.svg/500px-Sporting_Clube_de_Portugal_logo_%282026%29.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

   

in Wikipédia 

quinta-feira, outubro 08, 2026

Damas nasceu há 79 anos...

(imagem daqui)

   
Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira (Lisboa, 8 de outubro de 1947 - Lisboa, 13 de setembro de 2003) foi um jogador de futebol português. Morreu com somente 55 anos, vítima de cancro.
Vítor Damas foi um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre. Entre 1966/67 e 1974/75 representou o Sporting, clube do qual era adepto confesso. Transferiu-se depois para a equipa espanhola do Racing de Santander, onde jogou entre 1975/76 e 1979/80, tendo sido por uma vez considerado o melhor estrangeiro a jogar em Espanha. Voltou a Portugal para jogar pelo Vitória de Guimarães, entre 1980/81 e 1982/83, e no Portimonense, em 1983/84. Regressou ao seu clube do coração, o Sporting, entre 1984/85 e 1988/89, onde naturalmente terminou a sua carreira.
Damas jogou 29 vezes pela equipa nacional, tendo-se estreado a 6 de abril de 1969 e fazendo o último jogo pela seleção em 11 de julho de 1986, tendo a sua carreira na seleção comprometida pelos anos passados em Espanha. Foi reservista durante o Campeonato da Europa de 1984 e jogou no Campeonato do Mundo de 1986, substituindo Manuel Bento, quanto este fraturou uma perna.
     
  

(imagem daqui)
  
NOTA: uma das balizas do Estádio de Alvalade tem naturalmente, o nome de Vítor Damas. Este jogador divide, com Azevedo e Carvalho, o lugar de melhor guarda-redes de sempre de Portugal e foi o 2º mais utilizado de sempre, a seguir a Hilário, na equipa principal do Sporting. Foi o guarda-redes de Sporting no derby mais desnivelado de sempre - o 7 a 1 ao Benfica no antigo Estádio José de Alvalade - ver AQUI. Pode ter-nos deixado mas nunca será esquecido...
 
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRsZjfRQn4tJWusdeA9SU1y-T6vip7GjxFY8T1KOspfPAKrJXyoeyg5F1CI&s=10

quinta-feira, outubro 01, 2026

Aurélio Pereira nasceu há 79 anos...

 

Aurélio da Silva Pereira (Lisboa, 1 de outubro de 1947 - 8 de abril de 2025) foi um treinador da formação e coordenador do Departamento de Recrutamento e Formação do Sporting.

Aurélio Pereira jogou futebol nos Principiantes do Sporting, na altura orientados por José Travassos e, mais tarde em pequenos clubes de Lisboa, como o Operário e o Futebol Benfica, onde se iniciou como treinador nos Juvenis no início da década de 70, por sugestão do seu irmão Carlos que foi substituir, levando o popular "Fófó" pela primeira vez aos Campeonatos Nacionais, tendo posteriormente treinado também os Juniores e a equipa principal daquele clube.

Foi então que em 1973 por iniciativa de Hilário, regressou ao Sporting onde ficou cerca de 20 anos como treinador no futebol de formação, conquistando vários títulos, com destaque para os Campeonatos Nacionais de Juvenis de 1983/84 e 1986/87.

Em julho de 1988 criou e passou a liderar o Departamento de Recrutamento e Formação, onde inicialmente tinha apenas um colaborador. Essa era a época onde ainda se faziam treinos de captação, mas Aurélio Pereira resolveu enviar uma carta a todos os sócios, pedindo-lhes informações sobre potenciais craques das suas zonas e assim se criou uma rede de "olheiros" a nível nacional.

Foi dessa forma que o Sporting passou a chegar quase sempre primeiro aos talentos que iam aparecendo, adquirindo e consolidando o prestígio e a tradição de clube formador, tendo então passado pelas mãos de "Mestre Aurélio" craques como Paulo Futre, Litos, Peixe, Luís Figo, Simão, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo.

Mais do que um simples descobridor de talentos, Aurélio Pereira é visto pelos seus meninos quase como um pai, sendo muitas vezes lembrado por eles nos grandes momentos das suas carreiras.

Com a construção da Academia Sporting e a profissionalização do Departamento que passou a formar os seus próprios "olheiros" sob o comando do Mestre Aurélio Pereira, a formação do Sporting atingiu a excelência, produzindo de uma forma cada vez mais regular novos jogadores para a equipa principal do Sporting.

Foi distinguido por duas vezes com o Prémio Stromp, em 1982 na categoria Técnico, e em 2002 na categoria Dedicação, e com o Leão de Ouro em 14 de julho de 2006.

No dia 3 de setembro de 2012 o Sporting homenageou Aurélio Pereira com a atribuição do seu nome ao relvado principal da Academia Sporting, numa cerimónia assinalada pela presença de muitos dos talentos descobertos por ele, ao longo de mais de 40 anos ao serviço da formação leonina.

Em janeiro de 2017 recebeu a Medalha de Mérito Desportivo da Cidade de Lisboa.

A 25 de fevereiro de 2018 Aurélio Pereira, foi distinguido pela UEFA com a Ordem de Mérito da UEFA, um prémio pelo seu enorme contributo para o desenvolvimento do futebol português e europeu, que ficou plasmado no facto da Seleção Nacional que ganhou o Campeonato da Europa de 2016 ser constituída por 10 jogadores por ele descobertos, ganhando assim o epíteto de "Os Aurélios".

Ainda em 2018, foi distinguido pela Presidência da República com o grau de Comendador da Ordem da Instrução Pública e em 2023 a Federação Portuguesa de Futebol atribuiu-lhe as Quinas de Ouro.

Faleceu no dia 8 de abril de 2025, com 77 anos de idade.

 

 in WikiSporting

domingo, setembro 13, 2026

Vítor Damas morreu há vinte e três anos...

https://www.wikisporting.com/images/5/53/Damas.jpg
(imagem daqui)

Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira (Lisboa, 8 de outubro de 1947 - Lisboa, 13 de setembro de 2003) foi um jogador de futebol português. Morreu, com somente 55 anos, vítima de cancro.
  
Vítor Damas foi um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre. Entre 1966/67 e 1974/75 representou o Sporting, clube do qual era adepto confesso. Transferiu-se depois para a equipa espanhola do Racing de Santander, onde jogou entre 1975/76 e 1979/80, tendo sido por uma vez considerado o melhor estrangeiro a jogar em Espanha. Voltou a Portugal para jogar pelo Vitória de Guimarães, entre 1980/81 e 1982/83, e no Portimonense, em 1983/84. Regressou ao seu clube do coração, o Sporting, entre 1984/85 e 1988/89, onde, naturalmente, terminou a sua carreira.
Damas jogou 29 vezes pela equipa nacional, tendo-se estreado a 6 de abril de 1969 e fazendo o último jogo pela seleção em 11 de julho de 1986, tendo a sua carreira na seleção comprometida pelos anos passados em Espanha. Foi suplente durante o Campeonato da Europa de 1984 e jogou no Campeonato do Mundo de 1986, substituindo Manuel Bento, quanto este fraturou uma perna.
    


(imagem daqui)

NOTA: uma das balizas do Estádio de Alvalade chama-se, naturalmente, Vítor Damas. Este jogador divide, com Azevedo e Carvalho, o lugar de melhor guarda-redes de sempre de Portugal e foi o 2º mais utilizado de sempre, a seguir a Hilário, na equipa principal do Sporting. Foi o guarda-redes de Sporting no derby mais desnivelado de sempre - o 7 a 1 ao Benfica, no antigo Estádio José de Alvalade: - ver AQUI.

quarta-feira, agosto 12, 2026

Carlos Lopes ganhou o primeiro ouro olímpico para Portugal há quarenta e dois anos...!

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/11/Carlos_Lopes2.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

Athletics pictogram.svg Atletismo Athletics pictogram.svg
Nome completo Carlos Alberto de Sousa Lopes
Modalidade 10.000 m e Maratona
Nascimento 18 de fevereiro de 1947
Vildemoinhos, Portugal
Nacionalidade Portuguesa
Compleição Peso: 55 kg Altura: 1,67 m
Clube Sporting (1967 - 1985)
Período em atividade 1967 - 1985
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Los Angeles 1984 Maratona
Prata Montreal 1976 10000 m
Campeonatos Mundiais de Corta-Mato
Ouro Chepstow 1976 Individual
Ouro East Rutherford 1984 Individual
Ouro Lisboa 1985 Individual
Prata Düsseldorf 1977 Individual
Prata Gateshead 1983 Individual


Carlos Alberto de Sousa Lopes (Vildemoinhos, 18 de fevereiro de 1947) é um ex-atleta e campeão olímpico português, um dos melhores da sua geração e uma referência mundial do atletismo de longa distância.
Lopes sobressaiu tanto nas provas de pista, como nas de estrada e no corta-mato (cross-country). Foi vencedor da Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1973.
     
(...)
      
Em 12 de agosto, Carlos Lopes venceu a prova de maratona nos Jogos de 1984, tornando-se o primeiro português a ser medalhado com o ouro nos Jogos Olímpicos. A prova foi rápida, e a marca atingida (02h9m21s) foi recorde olímpico até aos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
Cquote1.svg Carlos Lopes
Mais do que ser primeiro
Herói é quem
Sabe dar-se inteiro
E dentro de si mesmo, ir mais além.
Cquote2.svg
Em 2013, Carlos Lopes foi nomeado diretor do departamento de atletismo do Sporting Clube de Portugal.
  
Recordes Pessoais
Palmarés
Campeonatos Nacionais
Jogos Olímpicos
Campeonatos do Mundo
Campeonatos da Europa
Campeonatos do Mundo de Corta-mato
  

domingo, agosto 09, 2026

Jordão nasceu há setenta e quatro anos...

 https://www.wikisporting.com/images/f/fd/Ruijordao.jpg

    

Rui Manuel Trindade Jordão (Benguela,  9 de agosto de 1952 - Cascais, 18 de outubro de 2019) foi um antigo futebolista português, de origem angolana.  

 

Carreira

Jordão começou por destacar-se no Sporting Clube de Benguela já como avançado e despertou a cobiça dos rivais lisboetas pela sua contratação apesar de ter sofrido uma lesão com alguma gravidade numa prova de atletismo quando não tinha ainda idade sénior (também aí se destacava, tendo sido vice-campeão dos 80 metros). Ficou conhecido como a Gazela de Benguela.

Em 1970, estreou-se nos juniores do Benfica, um ano depois saltou para o plantel principal e justificou em pleno a aposta num período áureo pelos encarnados, onde ganhou quatro Campeonatos e uma Taça em cinco temporadas até 1976.

Em 1976, depois de uma época com Mário Wilson no comando em que as águias se sagraram campeãs nacionais e foram aos quartos da Taça dos Clubes Campeões Europeus, Jordão sagrou-se o melhor marcador nacional com 30 golos em 28 jogos no Campeonato Português de Futebol (mais um do que Nené, com quem formou uma dupla temível).

Os espanhóis do Saragoça investiram 9.000 contos na sua contratação em 1976/77 onde marcou 14 golos em 33 jogos.

Jogou no Sporting Clube de Portugal, de 1977/78 a 1986/87, e no Vitória de Setúbal, de 1987/88 a 1988/89.

Apesar das lesões graves que sofreu, em especial duas onde teve fratura de tíbia e perónio, Jordão marcou um total de 184 golos em 262 jogos, tendo conquistado dois Campeonatos (o primeiro em 1980, onde foi de novo o melhor marcador da prova com 31 golos), duas Taças de Portugal e uma Supertaça de Portugal. Entre alguns dos jogos mais marcantes estiveram um dérbi com o Benfica onde apontou um hat-trick ou os cinco golos na receção ao Rio Ave na festa do título, ambos no decorrer da Temporada de 1981/82. Deixou Alvalade em 1986, já com 34 anos, para terminar a carreira, algo que sofreu uma reviravolta depois do pedido do amigo Manuel Fernandes.

Terminou a carreira em Setúbal, em 1989.

Depois de se retirar, Rui Jordão afastou-se do mundo do futebol e tornou-se pintor e escultor. Rui Jordão morreu em 18 de outubro de 2019 aos 67 anos de idade, depois de ser hospitalizado por problemas cardíacos resultantes duma doença cardíaca, rara, mais frequente em pessoas de ascendência africana. Antes de morrer, despediu-se do antigo colega José Eduardo e pediu-lhe que tomasse conta dos filhos. Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, disse em comunicado que estava "inigualável". Deixou quatro: filhos Paulo Jordão e Marlene Jordão, filhos do seu primeiro casamento, e Jordana e Diogo Jordão, filhos do segundo casamento.

 

Seleção

Foi internacional por 43 vezes, marcando 15 golos, de 1972 a 1989. Jogou na Taça Independência do Brasil, em 1972, e na fase final do Campeonato da Europa de 1984. Marcou os dois golos na meia-final com a França em que Portugal perdeu, após prolongamento, por 3-2.

   

Fora dos relvados

Após a carreira como futebolista, Jordão tornou-se pintor.

Em 2001, concluiu Pintura e Desenho, Introdução à Historia da Arte, Historia da Arte do século XX, Temas de Estética e Teorias da Arte Contemporânea, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa.

 

quarta-feira, julho 01, 2026

Música adequada à data...

É hoje...!

https://getbuzzmonitor.com/wp-content/uploads/38d49fa203529bcf806cea6abb0fa7ec.jpeg

     

Queríamos dedicar este post aos nossos leitores que como eu, são adeptos do clube português com mais troféus em todas as modalidades e que faz hoje oficialmente cento e vinte anos (podia ter mais mais, mas são mesmo 120e anos - sem aldrabices na data da fundação, ao contrário de outros) nomeadamente ao meu pai (seu sócio há mais de 72 anos...!) e aos meus irmãos, duas sobrinhas e filho...!  

sábado, junho 27, 2026

Manuel Fernandes, o Eterno Capitão do Sporting, morreu há dois anos...

 

(imagem daqui)

 

Manuel José Tavares Fernandes, conhecido como Manuel Fernandes (Sarilhos Pequenos, 5 de junho de 1951 – Lisboa, 27 de junho de 2024) foi um treinador e futebolista português que atuou como ponta de lança.

Quando era pequeno e a mãe o mandava para a cama, Manuel Fernandes escondia o rádio para ouvir os relatos dos jogos europeus do Sporting, às quartas-feiras à noite.

Aos 16 anos, Manuel Fernandes deslocou-se ao campo do Sarilhense, para realizar testes. Entrou para a equipa de juvenis e um ano mais tarde o treinador chamou-o para a equipa de honra do Sarilhense, que disputava o campeonato da 3ª divisão. Como fazia a ligação entre a linha média e o ataque, não podia fazer o que mais gostava, marcar golos.

No final da temporada, um espião do Barreirense convidou-o para ir jogar para a CUF, convite esse que aceitou. Passou um ano a marcar golos na equipa de reservas. Na época seguinte, com a substituição de treinador, a equipa da CUF tornou-se a equipa-revelação do Campeonato Português, classificando-se em quarto lugar. Com um golo de Manuel Fernandes, que derrotou o FC Porto, os cufistas garantiram uma participação histórica na Taça UEFA.

Surgiram convites de Alvalade, das Antas e de Belém. Aceitou o convite que lhe foi feito pelos «leões», pois lembrou-se da premonição da mãe, que lhe disse que ele haveria de jogar no Sporting, que era o clube de toda a família. Entrou para o Sporting Clube de Portugal em 1975, saindo em 1987.

Manuel Fernandes gosta de recordar dois momentos na sua carreira no Sporting: o facto de ter marcado um golo na vitória sobre a União de Leiria que deu o título na época de 79/80 e ter marcado quatro golos no célebre jogo dos 7-1 sobre o Benfica, realizado a 14 de dezembro de 1986 - "marquei quatro golos, uma sensação inesquecível, mas estou convencido que se o jogo durasse mais algum tempo... Mas, sinceramente, mais do que qualquer golo ou qualquer jogo, o maior momento de glória da minha vida foi aquele em que vesti, pela primeira vez, a camisola do Sporting". 

Começou a carreira de treinador em 1988. Passou por clubes como o Estrela da Amadora, Santa Clara, Ovarense e Penafiel.

Em novembro de 2008 foi contratado pela União Desportiva de Leiria, e conseguiu a promoção do clube ao principal escalão do futebol português. Em outubro de 2009 demitiu-se do cargo, alegando razões pessoais. Dias depois foi anunciado como novo treinador do Vitória Futebol Clube.
 
 
Palmarés
Como jogador
 Sporting
  • 2 Campeonatos Nacionais (1979/80 e 1981/82)
  • 2 Taças de Portugal (1977/78 e 1981/82)
  • 1 Supertaça (1982/83)
  • Melhor marcador do Campeonato Nacional com 30 golos (85/86)

 

Como treinador

 Sporting
  • 1 Supertaça (2000-2001)

 

Morte

Faleceu a 27 de junho de 2024, três dias após ter sido operado a um tumor.

 

in Wikipédia

domingo, junho 07, 2026

Livramento morreu há vinte e sete anos...

(imagem daqui)
          
António José Parreira do Livramento, (São Manços, 28 de fevereiro de 1943 – Lisboa, 7 de junho de 1999), mais conhecido como António Livramento, foi um jogador de hóquei em patins português, considerado por muitos o melhor jogador do Mundo de todos os tempos. Conquistou incontáveis títulos durante a sua longa carreira, tanto de jogador, como de treinador. Entre esses troféus, destacam-se os 3 Mundiais e 7 Europeus, ganhos pela seleção portuguesa, e a Taça dos Campeões Europeus, ganha ao serviço do Sporting.
  
(...)
   
Falecimento
É-lhe feita uma última homenagem em vida, com o seu nome a ser atribuído à Supertaça de Portugal em hóquei em patins, troféu disputado entre o campeão nacional e o vencedor da Taça de Portugal. Morre repentinamente a 7 de junho de 1999, com apenas 55 anos, vítima de uma trombose, deixando o país em choque e comoção, pela perda de uma das suas grandes estrelas.
   
Troféus conquistados 
 
Jogador
Benfica
Sporting
Seleção Nacional
   
(imagem daqui)
    
Treinador 
Sporting
FC Porto
Seleção Nacional
     
   

sexta-feira, junho 05, 2026

Manuel Fernandes, o Eterno Capitão do Sporting, nasceu há 75 anos...

 

(imagem daqui)

 

Manuel José Tavares Fernandes, conhecido como Manuel Fernandes (Sarilhos Pequenos, 5 de junho de 1951 – Lisboa, 27 de junho de 2024) foi um treinador e futebolista português que atuou como ponta de lança.

Quando era pequeno e a mãe o mandava para a cama, Manuel Fernandes escondia o rádio para ouvir os relatos dos jogos europeus do Sporting, às quartas-feiras à noite.

Aos 16 anos, Manuel Fernandes deslocou-se ao campo do Sarilhense, para realizar testes. Entrou para a equipa de juvenis e um ano mais tarde o treinador chamou-o para a equipa de honra do Sarilhense, que disputava o campeonato da 3ª divisão. Como fazia a ligação entre a linha média e o ataque, não podia fazer o que mais gostava, marcar golos.

No final da temporada, um espião do Barreirense convidou-o para ir jogar para a CUF, convite esse que aceitou. Passou um ano a marcar golos na equipa de reservas. Na época seguinte, com a substituição de treinador, a equipa da CUF tornou-se a equipa-revelação do Campeonato Português, classificando-se em quarto lugar. Com um golo de Manuel Fernandes, que derrotou o FC Porto, os cufistas garantiram uma participação histórica na Taça UEFA.

Surgiram convites de Alvalade, das Antas e de Belém. Aceitou o convite que lhe foi feito pelos «leões», pois lembrou-se da premonição da mãe, que lhe disse que ele haveria de jogar no Sporting, que era o clube de toda a família. Entrou para o Sporting Clube de Portugal em 1975, saindo em 1987.

Manuel Fernandes gosta de recordar dois momentos na sua carreira no Sporting: o facto de ter marcado um golo na vitória sobre a União de Leiria que deu o título na época de 79/80 e ter marcado quatro golos no célebre jogo dos 7-1 sobre o Benfica, realizado a 14 de dezembro de 1986 - "marquei quatro golos, uma sensação inesquecível, mas estou convencido que se o jogo durasse mais algum tempo... Mas, sinceramente, mais do que qualquer golo ou qualquer jogo, o maior momento de glória da minha vida foi aquele em que vesti, pela primeira vez, a camisola do Sporting". 

Começou a carreira de treinador em 1988. Passou por clubes como o Estrela da Amadora, Santa Clara, Ovarense e Penafiel.

Em novembro de 2008 foi contratado pela União Desportiva de Leiria, e conseguiu a promoção do clube ao principal escalão do futebol português. Em outubro de 2009 demitiu-se do cargo, alegando razões pessoais. Dias depois foi anunciado como novo treinador do Vitória Futebol Clube.
 
 
Palmarés
Como jogador
 Sporting
  • 2 Campeonatos Nacionais (1979/80 e 1981/82)
  • 2 Taças de Portugal (1977/78 e 1981/82)
  • 1 Supertaça (1982/83)
  • Melhor marcador do Campeonato Nacional, com 30 golos (85/86)

 

Como treinador

 Sporting
  • 1 Supertaça (2000-2001)

 

Morte

A 27 de junho de 2024 faleceu três dias após ter sido operado a um tumor.

 

in Wikipédia

segunda-feira, maio 18, 2026

Rui Mendes foi assassinado há trinta anos - há coisas que nunca esqueceremos...

(imagem daqui)

 

A Taça de Portugal 1995-96 foi a 56ª edição da Taça de Portugal, competição sob alçada da Federação Portuguesa de Futebol.

A final foi realizada a 18 de maio de 1996, no Estádio Nacional do Jamor, entre o Benfica e o Sporting. O Benfica derrotou o Sporting, por 3-1, e conquistou a sua 23ª Taça de Portugal.

Durante o jogo, um adepto do Benfica assassinou com um very-light um adepto do Sporting. 

   

(...)

   

Na final realizada a 18 de maio de 1996, um very-light causou a morte de um adepto do Sporting.



Um adepto benfiquista, Hugo Inácio, que então fazia parte da claque do Benfica «No Name Boys» foi considerado pela Justiça o autor do disparo que causou a morte ao adepto leonino Rui Mendes, de 36 anos. Foi condenado a quatro anos de prisão, por negligência grosseira, sentença que não se alterou após repetição do julgamento, em janeiro de 1998. Em 2000, quando lhe faltavam 15 meses e 6 dias de pena efetiva, não regressou à prisão, após uma saída precária, mas foi recapturado, em fevereiro de 2011. Em 2012 foi novamente detido por arremessar uma cadeira que atingiu um agente da autoridade, causando-lhe ferimentos na mão e na perna. Foi condenado a 18 meses de prisão efetiva e impedido de entrar em recintos desportivos durante dois anos. Em 2017 voltou a ser condenado a uma pena de prisão efetiva. Desta vez, Hugo Inácio foi punido com três anos de cadeia e proibido de frequentar recintos desportivos durante sete anos, por ter feito deflagrar uma tocha no Estádio da Luz e por ter sido detido pela PSP, já no exterior, na posse de outra.

Foi novamente detido, em 20 de janeiro de 2018, quando estava a assistir ao encontro entre o Benfica e o Desportivo de Chaves. 

 

sexta-feira, maio 15, 2026

O Cantinho do Morais foi há 62 anos...!

 

A época 1963-64 da Taça das Taças de futebol foi ganha pelo Sporting Clube de Portugal tendo como adversário o MTK Budapest numa disputa que obrigou ao recurso a uma finalíssima. Esta viria a ser resolvida através dum canto direto, dito olímpico, apontado por Morais, golo que passou à história como o Cantinho do Morais.
Foi também durante esta competição que o Sporting Clube de Portugal estabeleceu a maior goleada de sempre das competições europeias (16-1) e brindou o Manchester United com a sua pior derrota nas provas da UEFA, 5-0. 



O Cantinho do Morais é a designação porque ficou popular o célebre golo marcado na cobrança de um pontapé de canto por João Pedro Morais, defesa do Sporting Clube de Portugal e que acabaria por dar ao clube e a Portugal a única Taça das Taças da história de Portugal. O golo foi marcado em 15 de Maio de 1964, na finalíssima da Taça das Taças, na Bélgica, contra o clube húngaro MTK.
Os leões disputaram a Taça das Taças (1963-64) onde até a final teve que ser repetida, devido ao empate de 3-3 entre o Sporting e o MTK Budapest. Na finalíssima, Morais é indicado para cobrar um canto do lado esquerdo do ataque. Preparou o remate para repetir algo que já noutras ocasiões obtivera: o canto direto. O companheiro Figueiredo colocara-se junto do guarda-redes para servir de referência a Morais, este trata a bola carinhosamente, sussurra-lhe, remata e… marca o único golo da partida que assinalou a vitória do Sporting na Taça das Taças.
Morais descreveu assim o seu golo:
“Virei-me para o banco e confirmei se era eu. O técnico acenou-me que sim. Lá fui. Peguei na bola com jeitinho, disse-lhe umas palavrinhas amigas, dei-lhe um beijinho… Depois, mal senti o pé a bater nela fiquei logo com a sensação de que seria golo. Parece que o tempo parou ali. Observei a trajetória do esférico, vi o Figueiredo a correr para o primeiro poste e o guarda-redes atrás dele para intercetar a eventual cabeçada do desvio, mas o destino estava traçado. A bola passou por cima dos dois e acabou por entrar junto ao segundo poste. Foi a euforia total, ainda para mais porque foi o golo que ditou a vitória e permitiu-nos trazer a taça. Não foi um golo de sorte. Ao longo da minha carreira marquei mais uns quantos da mesma maneira…”
Segundo declarações do próprio jogador, décadas mais tarde, ao jornal "Diário de Notícias", no dia 14 de maio de 1964, véspera do jogo, Morais tinha sonhado que daria a vitória ao Sporting na finalíssima, na marcação de um canto direto. No dia seguinte, o sonho tornou-se real.
Este feito de conquista de um título através de um golo de canto direto, que decidiu um título, raro em todo o mundo, viria a ser "imortalizado" num disco lançado na altura, aproveitando o relato radiofónico da jogada, feito por Artur Agostinho, então em trabalho para a Emissora Nacional. A canção que exalta “o golo do Morais que não esquece mais”, e por isso intitulada "Cantinho do Morais", era interpretada por Margarida Amaral, e ficou popularizada por Maria José Valério. 
 
 

domingo, maio 10, 2026

Joaquim Agostinho morreu há quarenta e dois anos...

(imagem daqui)
       
Joaquim Agostinho (Torres Vedras, 7 de abril de 1943 - Lisboa, 10 de maio de 1984) foi um ciclista português. Morreu, depois de dez dias em coma, em consequência de uma queda sofrida numa etapa da X Volta ao Algarve.
     
(imagem daqui)
    
Joaquim Agostinho começou a praticar ciclismo no Sporting Clube de Portugal, equipa que o descobriu ao treinar perto de Casalinhos de Alfaiata em Torres Vedras, começando a praticar já com 25 anos de idade, mas ainda conseguiu evoluir de tal forma que é usualmente referido como o melhor ciclista português de todos os tempos.
A sua carreira internacional começou em 1968, depois de ter sido observado pelo director desportivo francês Jean de Gribaldy, obtendo resultados de destaque na Volta a Espanha, vários dias de amarelo e um segundo lugar final, distando apenas 11 segundos da vitória, e na Volta a França onde terminou duas vezes no pódio e venceu a mítica etapa do Alpe d'Huez.
A 30 de abril de 1984, quando liderava a X Volta ao Algarve, na 5ª. etapa. A 300 metros da meta, um cão atravessou-se no seu caminho, o que o fez cair, provocando-lhe uma fractura craniana - algum tempo depois afirmou-se que as consequências deste acidente poderiam ser menores se Joaquim levasse capacete. Levantou-se, voltou a montar na bicicleta e terminou a etapa com a ajuda de dois colegas. As dores persistentes na cabeça levaram-no a ingressar no hospital de Loulé, onde o seu estado de saúde agravou-se drasticamente. Foi evacuado de emergência, de helicóptero, para o hospital da CUF, em Lisboa. Após 10 intervenções cirúrgicas e de permanecer 10 dias em coma, faleceu a 10 de maio, poucos minutos antes das 11.00 horas. Foi enterrado na sua terra natal. 
    
Monumentos e homenagens
  • Em Torres Vedras, no topo do Parque Verde da Várzea foi edificado um monumento em homenagem a Joaquim Agostinho.
  • No jardim da Silveira também foi construído um monumento em homenagem ao atleta e foi inaugurado a 14 de maio de 1989.
  • Também em Silveira, foi dado o nome de Avenida Joaquim Agostinho à avenida onde se localizam a Junta de Freguesia bem como o cemitério onde o ciclista está sepultado.
  • À avenida principal de acesso ao centro da Praia de Santa Cruz, com início na rotunda do Parque de Campismo, foi dado o nome de Avenida Joaquim Agostinho.
  • Em França, na 14.ª curva do Alpe d'Huez. O busto é em bronze e em alto-relevo, tendo 1,70 m de altura, 70 cm de largura, e pesando 70 kg. Está apoiado num pedestal com três metros de altura, de granito verde. A estátua é comemorativa da sua vitória na mítica etapa com chegada ao Alpe d'Huez, em 1979, ano em que terminou o Tour em terceiro lugar pela segunda vez. Nunca outro ciclista português venceu esta etapa.
  • Em Lisboa, tem uma rua com o seu nome, na zona do Lumiar.
    
Carreira e vitórias
Descoberto por Jean de Gribaldy, Joaquim Agostinho competiu como profissional entre 1968 e 1984, passando pelas seguintes equipas:
  • Sporting: 1968-1973, 1975 e 1984
  • Frimatic - de Gribaldy: 1969-1970
  • Hoover: 1971
  • Magniflex - de Gribaldy: 1972
  • Bic: 1973, 1974
  • Teka: 1976, 1977
  • Flandria: 1978, 1979
  • Puch-Sem-Campagnolo: 1980
  • Sem-France Loire: 1981, 1983
  • Sporting-Raposeira: 1984
     
Etapas míticas
  • Alpe d'Huez (Tour) - 1979
  • Cangas de Oniz (Vuelta); San Sebastián (Contra-relógio individual) (Vuelta) - 1974
  • Torre (Volta a Portugal) - 1971, 1973
  • Penhas da Saúde (Volta a Portugal) - 1970, 1971
  • Solothurn Balmberg (Volta à Suíça) - 1972
  • Puerto del Léon (Vuelta) - 1972
  • Côte de Laffrey (Tour) - 1971
  • First plan (Tour) - 1969
  • Grammont (Tour) - 1971
  • Manse (Tour) - 1972
  • Lautaret (Tour) - 1972
  • Hundruck (Tour) - 1972
  • Oderen (Tour) - 1972
  • Lalouvesc (Tour) - 1977
  • Croix de Chabouret (Tour) - 1977
   
Volta a Portugal
  • 1968 (2º lugar)
  • 1969 (7º lugar) (vencedor de 1 etapa)
  • 1970 (1º lugar) (vencedor de 4 etapas)
  • 1971 (1º lugar) (vencedor de 8 etapas)
  • 1972 (1º lugar) (vencedor de 5 etapas)
     
Volta a França
  • 1969 (8º lugar) (vencedor de 2 etapas)
  • 1970 (14º lugar)
  • 1971 (5º lugar)
  • 1972 (8º lugar)
  • 1973 (8º lugar) (vencedor de 1 etapa)
  • 1974 (6º lugar)
  • 1975 (15º lugar)
  • 1977 (13º lugar)
  • 1978 (3º lugar)
  • 1979 (3º lugar) (vencedor de 1 etapa)
  • 1980 (5º lugar)
  • 1983 (11º lugar)
    
Volta a Espanha
  • 1973 (6º lugar)
  • 1974 (2º lugar) (vencedor de 2 etapas)
  • 1976 (7º lugar) (vencedor de 1 etapa)
  • 1977 (15º lugar)
    
Campeonato do Mundo de Estrada
  • 1968 - 16º lugar
  • 1969 - 15º lugar
  • 1972 - 42º lugar
  • 1973 - 20º lugar
    
Campeonato Nacional Estrada
  • 6 Campeonatos Nacionais de Estrada (1968 - 1973)
  • 1 Campeonato Nacional de Perseguição Individual (1971)
  • 2 Campeonatos Nacionais de contra-relógio por equipas (1968 - 1969)