domingo, outubro 04, 2026
Saudades de Violeta Parra...
Postado por Pedro Luna às 10:09 0 comentários
Marcadores: Chile, folclore, música, Violeta Parra, Volver a los 17, world music
Violeta Parra nasceu há 109 anos...
Em 1966, viajou para a Bolívia, onde realizou apresentações em conjunto com Gilbert Favré e gravou seu último disco: "Ultimas composiciones", considerado como o seu melhor disco, que contém canções como: "Maldigo del alto cielo", "Gracias a la vida", "El albertío", "Run Run se fue pa’l norte" e "Volver a los 17".
Cometeu suicídio em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.
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Postado por Fernando Martins às 01:09 0 comentários
Marcadores: Chile, folclore, Gracias a la Vida, música, Violeta Parra, world music
domingo, setembro 06, 2026
Poesia de aniversariante de hoje...

Carta a Bill
Bill!
Se algum dia voltares
Aos caminhos do passado,
Acharás tudo mudado:
A dança, o trajo, os cantares…
Fica a máscara por fora?
Por baixo dela, ainda igual,
Se ergue a bandeira real –
Branca e azul – intacta, agora?
Bailam a Gota?
(Meu país foi sempre o teu
E esse país não morreu!)
Ver de perto com seus olhos
O lírio de que eu falava
(Lírio tão branco entre abrolhos!)
Em versos de silva brava.
Branco lírio!
Branco lírio!
Ao alto da serra da Arga!
Lembro nele o Fandangueiro
Que, ao bailar, de corpo inteiro,
Era uma flor, doce e amarga…
Mas, em chegando, ouvi só
Insultos de altifalantes!
Onde estavam os amantes
Do Poeta?
E toda a monotonia
Da voz que o rosto desvia
Dos rouxinóis dos silvados.
Que loucura!
(Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos.)
– Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio.
Calou-se o altifalante!
Castanholaram os dedos…
De novo,
Naquele instante,
Voltou o povo a ser povo!
E voltaram homens ledos:
– Veio o Nelson e a Artemisa,
Veio Afife e Gondarém
E os de Carreço também
Misturar-se aos da Galiza…
E bastaram dez minutos
(Os dez minutos comprados!)
Para dez mil namorados
Sorrirem, de olhos enxutos.
Que loucura! – (Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos!)
Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio!
Pedro Homem de Mello
Postado por Pedro Luna às 12:20 0 comentários
Marcadores: Afife, folclore, monárquicos, música, Pedro Homem de Melo, poesia
Havemos de ir a Viana...
Havemos de Ir a Viana - Estudantina Universitária de Coimbra
Entre sombras misteriosas
Em rompendo ao longe estrelas
Trocaremos nossas rosas
Para depois esquecê-las
Se o meu sangue não me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia
Ó meu amor de algum dia
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana
Partamos de flor ao peito
Que o amor é como o vento
Quem para perde-lhe o jeito
E morre a todo o momento
Se o meu sangue não me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia
Ó meu amor de algum dia
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana
Ciganos, verdes ciganos
Deixai-me com esta crença
Os pecados têm vinte anos
Os remorsos têm oitenta
Pedro Homem de Mello
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Estudantina Universitária de Coimbra, folclore, Havemos de ir a Viana, música, Pedro Homem de Mello, poesia
Pedro Homem de Mello nasceu há 122 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:22 0 comentários
Marcadores: A Minha terra é Viana, Amália Rodrigues, folclore, música, Pedro Homem de Mello, poesia
sábado, agosto 22, 2026
Hoje é o Dia Mundial do Folclore...!
(imagem daqui)
As danças das festas da aldeia, as lendas que os avós contam, as cantigas que ninguém assinou e o artesanato que passa de mão em mão formam um tesouro que não se guarda em nenhum museu: vive na memória coletiva. A 22 de agosto celebra-se o Dia Mundial do Folclore, uma data que recorda o dia de 1846 em que o britânico William John Thoms criou a palavra folklore para designar todo esse saber popular transmitido de geração em geração.
A palavra nasceu a 22 de agosto de 1846
O termo folklore apareceu pela primeira vez numa carta que William John Thoms publicou sob o pseudónimo Ambrose Merton na revista londrina The Athenaeum, a 22 de agosto de 1846. Thoms uniu duas palavras do inglês antigo, folk (povo) e lore (saber), para substituir a expressão latina antiguidades populares.
História e origem do Dia Mundial do Folclore
Antes de 1846 não existia uma única palavra que reunisse os costumes, canções, contos, provérbios, danças e crenças das pessoas comuns. O antiquário William John Thoms propôs o vocábulo folklore justamente para dar nome a esse conjunto de tradições orais e populares que até então eram agrupadas sob rótulos vagos. A sua proposta teve tanto êxito que o termo saltou do inglês para dezenas de idiomas e hoje usa-se quase da mesma forma em português, espanhol, francês ou alemão.
Dessa data fundadora nasce a comemoração. O 22 de agosto tornou-se com o tempo o Dia Mundial do Folclore, uma jornada que reivindica o estudo e a proteção da cultura popular. O que começou como uma curiosidade de eruditos do século XIX é hoje uma disciplina académica, a folclorística, e uma preocupação de organismos internacionais que veem nestas tradições um património tão valioso e tão frágil como o de pedra.
Porque se celebra?
Celebra-se porque o folclore é a alma visível de um povo. Nas danças, na música, nos trajes, nas lendas e no artesanato de cada região batem séculos de história, de mestiçagem e de identidade partilhada. Ao contrário de um monumento, o folclore não se sustenta com pedra nem com cimento: depende de que alguém continue a cantar a cantiga, a dançar o passo ou a contar a história. Quando essa cadeia de transmissão se quebra, a tradição desaparece para sempre.
Por isso a data tem uma dimensão de urgência. A globalização, o êxodo rural e a uniformização cultural ameaçam silenciar músicas, línguas e ofícios que estão vivos há séculos. Celebrar o folclore é reconhecer que a diversidade cultural do planeta se sustenta, em boa medida, sobre aquilo que um povo canta, dança e recorda sem precisar de o escrever.
Mais de 730 elementos protegidos pela UNESCO
A UNESCO aprovou em 2003 a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, o quadro que protege as tradições vivas do mundo. As suas listas superam já os 730 elementos de mais de 145 países: danças, músicas, rituais, ofícios artesanais e saberes orais que são considerados património de toda a humanidade.
O que é exatamente o folclore
O folclore abrange muito mais do que umas danças com traje regional. Inclui a música e as danças tradicionais, os contos, mitos e lendas, os provérbios e as adivinhas, as festas e os rituais, as receitas, a medicina popular e o artesanato. Tudo isto partilha três traços: é de transmissão oral, é coletivo —raramente tem um autor conhecido— e está em constante evolução, porque cada geração o reinterpreta à sua maneira. Não é uma peça de museu congelada no passado, mas uma cultura viva que muda enquanto continua viva.
O folclore a partir de Portugal e do Brasil
O mundo lusófono é uma potência do folclore. Em Portugal, os ranchos folclóricos mantêm vivas as danças e os trajes de cada região, e o fado foi inscrito pela UNESCO como Património Cultural Imaterial em 2011, ao qual se juntaram o Cante Alentejano em 2014 e o Carnaval dos caretos de Podence. No Brasil, o folclore é uma mestiçagem deslumbrante de raízes indígenas, africanas e europeias: o frevo pernambucano, inscrito pela UNESCO em 2012, o forró, as festas juninas, o maracatu ou o bumba meu boi são marcas de identidade de todo um país. Por trás de cada um há comunidades que mantêm vivas as suas tradições perante o avanço uniformizador da cultura global.
Como se vive no mundo
Todos os 22 de agosto, escolas de dança, grupos folclóricos, museus etnográficos e câmaras municipais organizam festivais, ateliês e mostras de trajes, música e gastronomia tradicional. Em muitos países a data serve para reconhecer o trabalho das pessoas mais velhas que guardam esse saber e para o aproximar dos mais jovens. Nas redes sociais, a efeméride enche-se de imagens de danças, instrumentos e ofícios dos cinco continentes, um lembrete de que a diversidade cultural é uma riqueza que vale a pena defender.
Postado por Fernando Martins às 19:45 0 comentários
Marcadores: Dia Mundial do Folclore, etnografia, folclore, Orquestra Típica e Rancho da Secção de Fado da AAC
quinta-feira, março 05, 2026
Saudades da poesia de Pedro Homem de Melo...

Bill!
Se algum dia voltares
Aos caminhos do passado,
Acharás tudo mudado:
A dança, o trajo, os cantares…
Fica a máscara por fora?
Por baixo dela, ainda igual,
Se ergue a bandeira real –
Branca e azul – intacta, agora?
Bailam a Gota?
(Meu país foi sempre o teu
E esse país não morreu!)
Ver de perto com seus olhos
O lírio de que eu falava
(Lírio tão branco entre abrolhos!)
Em versos de silva brava.
Branco lírio!
Branco lírio!
Ao alto da serra da Arga!
Lembro nele o Fandangueiro
Que, ao bailar, de corpo inteiro,
Era uma flor, doce e amarga…
Mas, em chegando, ouvi só
Insultos de altifalantes!
Onde estavam os amantes
Do Poeta?
E toda a monotonia
Da voz que o rosto desvia
Dos rouxinóis dos silvados.
Que loucura!
(Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos.)
– Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio.
Calou-se o altifalante!
Castanholaram os dedos…
De novo,
Naquele instante,
Voltou o povo a ser povo!
E voltaram homens ledos:
– Veio o Nelson e a Artemisa,
Veio Afife e Gondarém
E os de Carreço também
Misturar-se aos da Galiza…
E bastaram dez minutos
(Os dez minutos comprados!)
Para dez mil namorados
Sorrirem, de olhos enxutos.
Que loucura! – (Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos!)
Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio!
Pedro Homem de Mello
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Afife, folclore, monárquicos, música, Pedro Homem de Melo, poesia
Hoje é dia de cantar poesia de Pedro Homem de Melo...
Talvez que eu morra na praia,
Cercado, em pérfido banho,
Por toda a espuma da praia,
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho…
Talvez que eu morra na rua
- Ínvia por mim de repente –
Em noite fria, sem Lua,
Irmão das pedras da rua
Pisadas por toda a gente!
Talvez que eu morra entre grades,
No meio duma prisão
E que o mundo, além das grades,
Venha esquecer as saudades
Que roem o meu coração.
Talvez que eu morra dum tiro,
Castigo de algum desejo.
E que, à mercê desse tiro,
O meu último suspiro
Seja o meu primeiro beijo…
Talvez que eu morra no leito,
Onde a morte é natural,
As mãos em cruz sobre o peito…
Das mãos de Deus tudo aceito.
- Mas que eu morra em Portugal!
Pedro Homem de Melo
Postado por Fernando Martins às 04:20 0 comentários
Marcadores: Catarina Wallestein, Fado, folclore, Minho, música, Pedro Homem de Melo, poesia, Prece
Pedro Homem de Melo morreu há quarenta e dois anos...

Pedro Homem de Melo casou com Maria Helena de Sá Passos Rangel Pamplona, filha de José César de Araújo Rangel (24 de janeiro de 1871 - 1 de junho de 1942) e de sua mulher Alda Luísa de Sá Passos (Lisboa, 6 de novembro de 1887 - 25 de junho de 1935), e teve dois filhos: Maria Benedita Pamplona Homem de Melo (3 de fevereiro de 1934), que faleceu ainda criança, e Salvador José Pamplona Homem de Melo (Porto, Cedofeita, 30 de julho de 1936), já falecido, que casou a 6 de setembro de 1969 com Maria Helena Moreira Teles da Silva (10 de janeiro de 1944), neta paterna da 12.ª Condessa de Tarouca, de quem teve uma filha, Mariana Teles da Silva Homem de Melo (Porto, 3 de novembro de 1974), e depois com Maria José de Barros Teixeira Coelho (Braga, São José de São Lázaro, 9 de janeiro de 1943), de quem teve uma filha, Rita Teixeira Coelho Homem de Melo (Porto, Santo Ildefonso, 10 de julho de 1983). Foi tio-avô de Cristina Homem de Melo.
Postado por Fernando Martins às 00:42 0 comentários
Marcadores: Estudantina, Estudantina Universitária de Coimbra, Fado, folclore, Havemos de ir a Viana, Minho, música, Pedro Homem de Melo, poesia, televisão
segunda-feira, dezembro 22, 2025
Júlio Pereira celebra hoje 72 anos
Júlio Pereira (Lisboa, 22 de dezembro de 1953), de seu nome completo Júlio Fernando de Jesus Pereira, é um músico, compositor, multi-instrumentista e produtor português.
Júlio Pereira tem 20 discos de autor e participou em dezenas de discos de outros artistas.
Discografia
- 1971 - Marasmo - com Petrus Castrus
- 1972 - Tudo Isto, Tudo Mais - com Petrus Castrus
- 1973 - Acid Nightmare - com Xarhanga
- 1973 - Great Goat - com Xarhanga
- 1973 - Mestre - com Petrus Castrus
- 1975 - Bota-Fora (com Carlos Carvalheiro)
- 1976 - Fernandinho Vai ó Vinho
- 1978 - Lisboémia
- 1979 - Mãos de Fada
- 1981 - Cavaquinho
- 1983 - Braguesa
- 1983 - Nordeste[Single]
- 1984 - Cadói
- 1986 - Os Sete Instrumentos
- 1987 - Miradouro
- 1990 - Janelas Verdes
- 1990 - O Melhor de Júlio Pereira[Compilação]
- 1992 - O Meu Bandolim
- 1994 - Acústico
- 1995 - Lau Eskutar - com Kepa Junkera
- 2001 - Rituais
- 2003 - Faz-de-Conta
- 2007 - Geografias
- 2010 - Graffiti
- 2014 - Cavaquinho.pt (com livro)
- 2017 - Praça do Comércio
- 2024 - Rasgar (com livro)
- Ganhou em 1991 o Prémio José Afonso com o disco Janelas Verdes;
- A 9 de Junho de 2015, foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique;
- Ganhou o Prémio Pedro Osório 2018 da Sociedade Portuguesa de Autores, com o disco Praça do Comércio;
- Em 2018, volta a ganhar o Prémio José Afonso com o disco Praça do Comércio, no qual participaram nomes como António Zambujo, Pedro Jóia, Luanda Cozetti, Luís Peixoto e José Manuel Neto, entre outros.
Postado por Fernando Martins às 07:20 0 comentários
Marcadores: bandolim, cavaquinho, folclore, Júlio Pereira, MPP, Música tradicional, Petrus Castrus, viola braguesa, Voa Cavaquinho, world music
Hoje é dia de ouvir a música de Júlio Pereira...!
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
Marcadores: bandolim, cavaquinho, Celtibera, folclore, Júlio Pereira, MPP, Música tradicional, Petrus Castrus, viola braguesa, world music
quinta-feira, novembro 27, 2025
Roberto Leal nasceu há 74 anos...
sábado, outubro 04, 2025
Violeta Parra nasceu há 108 anos...
Em 1966, viajou para a Bolívia, onde realizou apresentações em conjunto com Gilbert Favré e gravou seu último disco: "Ultimas composiciones", considerado como o seu melhor disco, que contém canções como: "Maldigo del alto cielo", "Gracias a la vida", "El albertío", "Run Run se fue pa’l norte" e "Volver a los 17".
Cometeu suicídio em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.
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Postado por Fernando Martins às 01:08 0 comentários
Marcadores: Chile, folclore, Gracias a la Vida, música, Violeta Parra, world music
sábado, setembro 06, 2025
Poesia de aniversariante de hoje...

Carta a Bill
Bill!
Se algum dia voltares
Aos caminhos do passado,
Acharás tudo mudado:
A dança, o trajo, os cantares…
Fica a máscara por fora?
Por baixo dela, ainda igual,
Se ergue a bandeira real –
Branca e azul – intacta, agora?
Bailam a Gota?
(Meu país foi sempre o teu
E esse país não morreu!)
Ver de perto com seus olhos
O lírio de que eu falava
(Lírio tão branco entre abrolhos!)
Em versos de silva brava.
Branco lírio!
Branco lírio!
Ao alto da serra da Arga!
Lembro nele o Fandangueiro
Que, ao bailar, de corpo inteiro,
Era uma flor, doce e amarga…
Mas, em chegando, ouvi só
Insultos de altifalantes!
Onde estavam os amantes
Do Poeta?
E toda a monotonia
Da voz que o rosto desvia
Dos rouxinóis dos silvados.
Que loucura!
(Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos.)
– Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio.
Calou-se o altifalante!
Castanholaram os dedos…
De novo,
Naquele instante,
Voltou o povo a ser povo!
E voltaram homens ledos:
– Veio o Nelson e a Artemisa,
Veio Afife e Gondarém
E os de Carreço também
Misturar-se aos da Galiza…
E bastaram dez minutos
(Os dez minutos comprados!)
Para dez mil namorados
Sorrirem, de olhos enxutos.
Que loucura! – (Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos!)
Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio!
Pedro Homem de Mello
Postado por Pedro Luna às 12:10 0 comentários
Marcadores: Afife, folclore, monárquicos, música, Pedro Homem de Melo, poesia
Havemos de ir a Viana...
Havemos de Ir a Viana - Estudantina Universitária de Coimbra
Entre sombras misteriosas
Em rompendo ao longe estrelas
Trocaremos nossas rosas
Para depois esquecê-las
Se o meu sangue não me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia
Ó meu amor de algum dia
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana
Partamos de flor ao peito
Que o amor é como o vento
Quem para perde-lhe o jeito
E morre a todo o momento
Se o meu sangue não me engana
Como engana a fantasia
Havemos de ir a Viana
Ó meu amor de algum dia
Ó meu amor de algum dia
Havemos de ir a Viana
Se o meu sangue não me engana
Havemos de ir a Viana
Ciganos, verdes ciganos
Deixai-me com esta crença
Os pecados têm vinte anos
Os remorsos têm oitenta
Pedro Homem de Mello
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Estudantina Universitária de Coimbra, folclore, Havemos de ir a Viana, música, Pedro Homem de Mello, poesia
Pedro Homem de Mello nasceu há 121 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:21 0 comentários
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quarta-feira, março 05, 2025
Poesia adequada à data...
Bill!
Se algum dia voltares
Aos caminhos do passado,
Acharás tudo mudado:
A dança, o trajo, os cantares…
Fica a máscara por fora?
Por baixo dela, ainda igual,
Se ergue a bandeira real –
Branca e azul – intacta, agora?
Bailam a Gota?
(Meu país foi sempre o teu
E esse país não morreu!)
Ver de perto com seus olhos
O lírio de que eu falava
(Lírio tão branco entre abrolhos!)
Em versos de silva brava.
Branco lírio!
Branco lírio!
Ao alto da serra da Arga!
Lembro nele o Fandangueiro
Que, ao bailar, de corpo inteiro,
Era uma flor, doce e amarga…
Mas, em chegando, ouvi só
Insultos de altifalantes!
Onde estavam os amantes
Do Poeta?
E toda a monotonia
Da voz que o rosto desvia
Dos rouxinóis dos silvados.
Que loucura!
(Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos.)
– Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio.
Calou-se o altifalante!
Castanholaram os dedos…
De novo,
Naquele instante,
Voltou o povo a ser povo!
E voltaram homens ledos:
– Veio o Nelson e a Artemisa,
Veio Afife e Gondarém
E os de Carreço também
Misturar-se aos da Galiza…
E bastaram dez minutos
(Os dez minutos comprados!)
Para dez mil namorados
Sorrirem, de olhos enxutos.
Que loucura! – (Pense-o, pense-o
Quem quiser de lábios mudos!)
Comprei por dez mil escudos
Dez minutos de silêncio!
Pedro Homem de Mello
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
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Hoje é dia de recordar a poesia de Pedro Homem de Melo...
Talvez que eu morra na praia,
Cercado, em pérfido banho,
Por toda a espuma da praia,
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho…
Talvez que eu morra na rua
- Ínvia por mim de repente –
Em noite fria, sem Lua,
Irmão das pedras da rua
Pisadas por toda a gente!
Talvez que eu morra entre grades,
No meio duma prisão
E que o mundo, além das grades,
Venha esquecer as saudades
Que roem o meu coração.
Talvez que eu morra dum tiro,
Castigo de algum desejo.
E que, à mercê desse tiro,
O meu último suspiro
Seja o meu primeiro beijo…
Talvez que eu morra no leito,
Onde a morte é natural,
As mãos em cruz sobre o peito…
Das mãos de Deus tudo aceito.
- Mas que eu morra em Portugal!
Pedro Homem de Melo
Postado por Pedro Luna às 04:10 0 comentários
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Pedro Homem de Melo morreu há quarenta e um anos...
Pedro Homem de Melo casou com Maria Helena de Sá Passos Rangel Pamplona, filha de José César de Araújo Rangel (24 de janeiro de 1871 - 1 de junho de 1942) e de sua mulher Alda Luísa de Sá Passos (Lisboa, 6 de novembro de 1887 - 25 de junho de 1935), e teve dois filhos: Maria Benedita Pamplona Homem de Melo (3 de fevereiro de 1934), que faleceu ainda criança, e Salvador José Pamplona Homem de Melo (Porto, Cedofeita, 30 de julho de 1936), já falecido, que casou a 6 de setembro de 1969 com Maria Helena Moreira Teles da Silva (10 de janeiro de 1944), neta paterna da 12.ª Condessa de Tarouca, de quem teve uma filha, Mariana Teles da Silva Homem de Melo (Porto, 3 de novembro de 1974), e depois com Maria José de Barros Teixeira Coelho (Braga, São José de São Lázaro, 9 de janeiro de 1943), de quem teve uma filha, Rita Teixeira Coelho Homem de Melo (Porto, Santo Ildefonso, 10 de julho de 1983). Foi tio-avô de Cristina Homem de Melo.
Postado por Fernando Martins às 00:41 0 comentários
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domingo, dezembro 22, 2024
Hoje é dia de ouvir a música de Júlio Pereira...!
Postado por Pedro Luna às 07:10 0 comentários
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