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sexta-feira, outubro 02, 2026

A Insurreição de Varsóvia terminou há 82 anos...

Vítimas de massacres conduzidos por tropas do Eixo
     
A Revolta, Levantamento ou Insurreição de Varsóvia (em polaco Powstanie warszawskie) foi uma luta armada durante a II Guerra Mundial na qual o Armia Krajowa (Exército Clandestino Polaco) tentou libertar Varsóvia do controle da Alemanha nazi.
Teve início a 1 de agosto de 1944, às 17.00 horas, como parte de uma revolta nacional, a "Operação Tempestade", e deveria durar apenas alguns dias, até que o Exército Soviético chegasse à cidade. O avanço soviético no entanto foi interrompido, mas a resistência polaca continuou por 63 dias, até à sua rendição às forças alemãs, em 2 de outubro.
A ofensiva começou quando o Exército Soviético se aproximou de Varsóvia. Os principais objetivos dos polacos eram manter os alemães ocupados e ajudar nos esforços de guerra contra a Alemanha e as Forças do Eixo. Entre os objetivos políticos secundários estava a libertação da cidade antes da chegada dos soviéticos, conquistando assim o seu direito de soberania e desfazendo a divisão da Europa Central em esferas de influência sob os poderes aliados. Os insurgentes esperavam reinstalar as autoridades do seu país antes que o Polski Komitet Wyzwolenia Narodowego (Comité de Libertação Nacional Soviético Polaco) assumisse o controle.
Inicialmente os polacos isolaram áreas substanciais da cidade, mas os soviéticos não se aproximaram das suas cercanias até meados de setembro. No seu interior, uma luta aguerrida entre alemães e polacos continuava. Em 16 de setembro, as forças soviéticas conquistaram território a poucos metros das posições polacas nas margens do Rio Vístula, não avançando mais, durante o restante da duração da Revolta. Isso levou a acusações de que o líder soviético Estaline esperava pelo fracasso da insurreição para que pudesse assim ocupar a Polónia de forma incontestável.
Embora o número exato de baixas permaneça desconhecido, estima-se que aproximadamente 16.000 integrantes da resistência polaca foram mortos e 6.000 gravemente feridos. Entre 150.000 e 200.000 civis morreram, a maioria vítima de massacres conduzidos por tropas do Eixo. As perdas alemãs totalizaram aproximadamente 16.000 soldados mortos e 9.000 feridos. Durante o combate urbano, perto de 25% dos prédios de Varsóvia foram destruídos. Após a rendição das forças polacas, as tropas alemãs destruíram sistematicamente, quarteirão a quarteirão, 35% da cidade. Juntamente com os danos provocados pela Invasão da Polónia, em 1939, e o Levantamento do Gueto de Varsóvia, em 1943, mais de 85% da cidade estava destruída em 1945, quando os soviéticos finalmente ultrapassaram as suas fronteiras.

terça-feira, setembro 29, 2026

Lech Walesa faz hoje oitenta e três anos

  
Lech Wałęsa (Popowo, 29 de setembro de 1943) é um político polaco e ativista dos Direitos Humanos. Foi um dos fundadores do sindicato Solidarność (Solidariedade) e presidente da Polónia, entre 1990 e 1995, sendo o primeiro após a derrocada do comunismo. Foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz em 1983.
Em 1967 começou a trabalhar como eletricista no estaleiro naval de Gdansk, onde assistiu à repressão de manifestações operárias pela força das armas. Estes acontecimentos trágicos levaram-no a lutar pela constituição de sindicatos livres no país.
     
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Wałęsa tornar-se-ia, com efeito, fundador e líder do Solidariedade, a organização sindical independente do Partido Comunista que obteve importantes concessões políticas e económicas do Governo polaco em 1980-1981, sendo nessa altura ilegalizado e passando à clandestinidade.
Em 1980, Wałęsa liderou o movimento grevista dos trabalhadores do estaleiro de Gdansk, cerca de 17.000, que protestavam contra a carestia de vida e as difíceis condições de trabalho. A greve alargou-se rapidamente a outras empresas.
Com dificuldade, as reivindicações dos trabalhadores acabaram por ser concedidas. As reivindicações sociais dos trabalhadores tomaram consequências claramente políticas quando foi assinado um acordo que lhes garantia o direito de se organizarem livremente, bem como a garantia da liberdade política, de expressão e de religião.
O facto de ter liderado as paralisações dos grevistas e de ser católico deu a Wałęsa uma grande base de apoio popular, mas os seus ganhos tiveram um carácter efémero, ante a resistência do regime. Em 13 de dezembro de 1981 o Governo impôs a lei marcial, e a maioria dos líderes foram presos, incluindo Wałęsa, até 14 de novembro de 1982. Em 8 de outubro de 1982 o Solidariedade foi considerado ilegal.
O país passou a ser governado pelo general Wojciech Jaruzelski. A agitação operária continuou, embora de forma mais contida. Wałęsa só seria libertado em 1982 e, um ano depois era-lhe atribuído o Nobel da Paz. Ele foi incapaz de aceitá-lo pessoalmente, temendo que o governo polaco o impedisse de voltar ao país. Então a sua esposa Danuta recebeu o prémio no seu lugar.
O Solidariedade saiu da clandestinidade após negociações com o Governo em 1988-1989, assim como outras organizações sindicais. Com o desmoronamento do Bloco de Leste e a liberalização democrática do regime, ficou consagrada a realização de eleições livres.
Em 9 de dezembro de 1990 Wałęsa foi eleito presidente, tendo tomado posse em 22 de dezembro de 1990. 
 
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ce/Flag_of_the_President_of_Poland.svg/960px-Flag_of_the_President_of_Poland.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
      

domingo, setembro 27, 2026

A resistente polaca Irena Bobowska foi executada pelos nazis há 84 anos...

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Irena Bobowska (Poznań, 3 September 1920 – Plötzensee Prison/Berlin, 27 September 1942) was a Polish poet and member of the Polish resistance. Her callsign was "Otter". Though paralyzed from the waist down by childhood illness she participated in the resistance to the German occupation of Poland, before capture and execution at the age of 22. 

 

Early life

Bobowska was born and educated in Poznań, the daughter of Teodor Bobowski and Zofia Kraszewska. She was known to her friends and family as "Nenia". At the age of two she contracted poliomyelitis, as result of which she was forced to use a wheelchair for the rest of her life. In the 1930s she frequented the Dąbrówka High School in Poznań. She initiated the establishment of the first youth library in Warsaw District in Poznań. In the summer of 1939 she signed with the Polish Navy to become one of the "live torpedoes" – an unrealised project intended to create human-piloted torpedoes to be used against Nazi Germany's navy. She kept her request secret from her family. 

 

Resistance work

After the Invasion of Poland in 1939, Bobowska joined the Polish resistance against German occupation. From November 1939 she served as chief editor of the underground newspaper Pobudka (Awakening). She wrote articles and was involved in the newspaper's production and distribution. She also took part in the transportation of documents and weapons for the resistance. 

 

Capture and imprisonment

Bobowska was captured by German officials on 20 June 1940, along with other Pobudka staff. They were interned in Fort VII, from where Bobowska was transported to Wronki prison and finally to Moabit in Berlin. Throughout her imprisonment German officers subjected her to physical and mental torture, including the removal of her wheelchair, leaving her to crawl on the floor of her damp, vermin-infested cell. She was denied visits from her family. She nonetheless managed to smuggle out of the prison a number of poems, some of which – including "Bo ja się uczę", a poem advising women on mental survival in German prisons – reached Polish women prisoners in Auschwitz and other prisons. 

 

Final trial and execution

Bobowska was tried on 12 August 1942, and was allowed to make a speech in her defense. She spoke for 30 minutes, during which she neither pleaded for mercy nor offered justification of her acts. Instead she listed German atrocities in the Second World War, Bismarck's oppression of Poles, episodes of German oppression during the Partitions of Poland, and the attempted Germanization of the Polish population. She concluded her speech "Today you judge me, but one day you will be judged by somebody higher" and pleaded guilty to the charges she faced. The German court sentenced her to death. She was executed by beheading on the guillotine.

Bobowska's legacy includes the poems she wrote and pictures she drew while in prison, depicting the inner struggle to retain dignity when faced with inhuman conditions. 

 

in Wikipédia 

 

Because I am learning

 

... Because I'm learning the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!

I got to know the taste of hunger
And sleepless nights (that was a long time ago)
And I know how the cold stings
When you want to curl up in a ball,
Protect yourself from the cold.
And I know what it means to shed tears of helplessness
On many a bright day,
Many a dark night.

And I learned to rush my thoughts
Time, which ruthlessly likes to extend
And I know how hard it is to fight with yourself,
So as not to fall and get tired
The drugs seem endless...

And I continue to learn the greatest art of life:
Smile always and everywhere
And bear the pain without despair,
And don't regret what happened,
And don't be afraid of what will happen!

 

 

Irena Bobowska

quinta-feira, setembro 17, 2026

Como acordado por Hitler e Estaline, a URSS atacou a Polónia há 87 anos

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Estaline atacou a Polónia no dia 17 de setembro de 1939. De 1939 até 1941, os soviéticos deportaram 500.000 polacos (os funcionários públicos, a nobreza polaca, os padres católicos e os camponeses mais ricos) para a Sibéria. Também assassinaram, barbaramente, 30.000 soldados polacos em Katyn, Ostaszkowo e Charkow. Em 1941 a Alemanha atacou o território soviético.

   

terça-feira, setembro 01, 2026

A II Guerra Mundial começou há 87 anos...

Varsóvia em ruínas após intenso bombardeamento promovido pela Luftwaffe alemã durante a invasão da Polónia
     
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo - incluindo todas as grandes potências - organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade económica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.
Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polónia pela Alemanha nazi, a 1 de setembro de 1939, e subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico e da Commonwealth. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como a Etiópia e o Reino de Itália, na Segunda Guerra Ítalo-Etíope, e a China e o Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa. Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram por aderir ao conflito, em resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colónias ultramarinas britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o Japão pelos Estados Unidos, Países Baixos e o Commonwealth Britânico.
    
Início da guerra na Europa (1939)
A 1 de setembro de 1939, Alemanha e Eslováquia (que na época era um estado fantoche alemão) atacaram a Polónia. Em 3 de setembro, a França e o Reino Unido, seguido por todos os seus domínios independentes da Comunidade Britânica - Austrália, Canadá, Nova Zelândia e África do Sul - declararam guerra à Alemanha, mas deram pouco apoio à Polónia, exceto com um pequeno ataque francês ao Sarre. Reino Unido e França também iniciaram um bloqueio naval à Alemanha em 3 de setembro, que tinha como objetivo de prejudicar a economia do país e seu esforço de guerra.
Em 17 de setembro, após a assinatura de um pacto nipónico-soviético, os soviéticos também invadiram a Polónia. O território polaco foi então dividido entre a Alemanha e a União Soviética, além da Lituânia e da Eslováquia também terem recebido pequenas partes. Os polacos não se renderam, estabeleceram o Estado Secreto Polaco e uma sede subterrânea para o seu exército, além de continuarem a lutar. juntamente com os Aliados. em todas as frentes de batalha fora do seu país.
   

segunda-feira, agosto 31, 2026

O sindicato polaco livre Solidariedade foi fundado há 46 anos

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Solidarność, em português Solidariedade (de nome completo, em polaco, Niezależny Samorządny Związek Zawodowy "Solidarność; em português, Sindicato Autónomo "Solidariedade") é uma federação sindical polaca, fundada a 31 de agosto de 1980 nos Estaleiros Lenine, em Gdańsk, sendo originalmente liderada por Lech Wałęsa.
Na década de 80, o Solidariedade era um amplo anti-burocrático movimento social, utilizando os métodos de resistência civil para fazer avançar a causa dos direitos dos trabalhadores e da mudança social. Ele representava 9,5 milhões de membros no seu primeiro congresso, em setembro de 1981, o que correspondia a 1/3 da população total da Polónia com idade para poder trabalhar.
      
(...)
      
     
Em 1979, a economia polaca encolheu pela primeira vez, desde a II Guerra Mundial, em 2 por cento. A dívida externa chegou a aproximadamente US $ 18 mil milhões até 1980.
O Solidariedade surgiu a 31 de agosto 1980, em Gdansk, nos Estaleiros Lenine, quando o governo comunista da Polónia assinou o acordo que permitiu a sua existência. Em 17 de setembro de 1980, mais de 20 comités de sindicatos livres fundiram-se numa organização nacional denominada NSZZ Solidariedade, sendo oficialmente registado a 10 de novembro de 1980.
Lech Walesa e outros formaram um amplo movimento social anti-soviético que incluía desde pessoas associadas com a Igreja Católica a membros da esquerda anti-soviética. O Solidariedade defendia atividades de não-violência dos seus membros. 
O governo tentou destruir o sindicato com a lei marcial de 1981 e muitos anos de repressões, mas por fim começou a negociar com o sindicato. As conversas de mesa redonda entre o governo enfraquecido e a oposição do Solidariedade levou às eleição semi-abertas de 4 de junho de 1989. Pelo fim de agosto, uma coligação liderada pelo Solidariedade foi formada para participar das eleições e em dezembro Wałęsa foi eleito presidente.
A Igreja Católica apoiou o movimento Solidarność e, em janeiro de 1981, Wałęsa foi cordialmente recebido pelo Papa João Paulo II, no Vaticano. O próprio Wałęsa sempre considerou o catolicismo como a sua fonte de força e inspiração. Em 1983, na segunda viagem do papa para a Polónia, foi concedida uma audiência do papa a Wałęsa, nas Montanhas Tatra. Como resultado da reunião Wałęsa diminuiu a sua atividade política para aliviar a situação interna na Polónia. Em agosto de 1983, a lei marcial que proibia o Solidariedade foi retirada e no mesmo ano Wałęsa recebeu o Nobel da Paz.
No dia 4 de junho de 1989, houve eleições para o senado na Polónia e pela primeira vez os polacos tinham a hipótese de votar livremente, depois de quase meio século de ditadura comunista. O resultado das urnas foi que das 262 cadeiras do senado, 261 ficaram para o partido de oposição, o Solidariedade. O governo comunista cairia dois meses depois. Era o fim do comunismo na Polónia. "A culpa é da Igreja", disse o ditador derrotado, general Wojciech Jaruzelski. O primeiro ato do líder do Solidariedade, Lech Wałęsa, foi ir para Roma, para agradecer a João Paulo II.
Desde então tornou-se um sindicato mais tradicional, e teve relativo pouco impacto na cena política da Polónia no início da década de 90. Um ramo político foi fundado em 1996 quando a Ação Eleitoral Solidariedade (Akcja Wyborcza Solidarność, AWS) ganhou a eleição parlamentar, 1997, mas perdeu a seguinte eleição parlamentar, em 2001.
 
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segunda-feira, agosto 17, 2026

João III Sobieski, o rei da República das Duas Nações, nasceu há 395 anos

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João III Sobieski, em polaco Jan III Sobiski (Olesko, perto de Lviv, 17 de agosto de 1629 - 17 de junho de 1696), foi rei da Polónia e da República das Duas Nações (1674-1696), num período marcado pela estabilização do poder na zona da Polónia e Mar Báltico. Ajudou a libertar Viena do cerco empreendido pelo Império Otomano em 1683.
    
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A República das Duas Nações, em 1686, no reinado de Jan III Sobieski
   
Fluente em várias línguas, era um homem muito culto (estudou na Universidade Jaguelónica). Popular entre os seus súbditos, era um grande general militar e ficou famoso pela sua vitória sobre os turcos em 1683, na Batalha de Viena. Graças às suas vitórias sobre o Império Otomano os turcos chamaram-no de "Leão de Lehistan".
Sucedeu-lhe Augusto II, apoiado pela Rússia.
    
 
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a8/Scutum_Sobiescianum_-_Prodromus_astronomiae_1690_%285590349%29.jpg/960px-Scutum_Sobiescianum_-_Prodromus_astronomiae_1690_%285590349%29.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
Scutum Sobiescianum "Shield of Sobieski" on the sky in "Firmamentum Sobiescianum sive Uranographia" of Johannes Hevelius 1690
 
  • After World War II, a statue of John III Sobieski was "repatriated" to Gdańsk from the Ukrainian city of Lviv (Polish: Lwów, formerly in the Second Polish Republic). The statue overlooks a little park at the old Gdańsk City Hall museum.
  • After the battle of Vienna, the newly delineated constellation of Scutum (Latin for shield) was originally named Scutum Sobiescianum by the astronomer Johannes Hevelius, in honor of John III Sobieski. While there are a few stars named after non-astronomers, this is the only constellation named after a real non-astronomer, moreover, one who was still alive when the constellation was named.
  • A legend of the origins of the bagel refers to John III Sobieski as the king to whom a Jewish baker gave the very first bagel in commemoration of his victory at Vienna in 1683. The round shape of the bagel was said to resemble the stirrups of Sobieski and his mounted warriors.
  • The EuroCity rail lines running between Vienna and Warsaw (lines 104/105) are named after Sobieski.
  • There is a modern proposition from non-Polish European newspapers to name the A2 highway in Poland after Sobieski.
  • There is a vodka brand called Sobieski, after His Majesty John III
   
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Portrayal of Sobieski's royal crown, Gdańsk
    

sexta-feira, agosto 14, 2026

O nazis assassinaram São Maximiliano Maria Kolbe há oitenta e cinco anos...

   
São Maximiliano Maria Kolbe, nascido Rajmund Kolbe, Ordem dos Franciscanos Menores Conventuais (Zduńska Wola, Polónia, 8 de janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de agosto de 1941), foi um padre missionário franciscano da Polónia. Morreu como mártir no campo de concentração nazi de Auschwitz, como voluntário, para morrer de fome, no lugar de Franciszek Gajowniczek, como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.
Foi canonizado, pelo seu compatriota, o Papa João Paulo II, em 10 de outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz. O próprio Papa  São João Paulo II, em numerosos textos, chama-o de “santo do nosso século difícil”.
 
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(...)
   
Morte em Auschwitz
Em 17 de fevereiro de 1941 foi preso pela polícia secreta alemã e enviado para o campo de concentração de Auschwitz.
Em julho de 1941 um prisioneiro conseguiu escapar, por isso o comandante do campo nazi escolheu 10 homens para serem mortos de fome.
Um dos homens selecionados, Franciszek Gajownickek, gritou: "Minha pobre mulher e meus filhos, que não os volto a ver!" Kolbe oferece-se a si mesmo em vez do outro homem "Sou um padre católico da Polónia, quero morrer em lugar de um destes. Já sou velho e não presto para nada. A minha vida não servirá para grande coisa… Quero morrer por aquele que tem mulher e filhos."
Na sua cela, Kolbe celebrou a missa todos os dias e cantava hinos com os prisioneiros.
Ele levou os outros condenados em canção e oração e encorajou-os, dizendo-lhes que, em breve, estariam com Maria no céu.
Cada vez que os guardas verificam a cela, ele estava lá em pé ou de joelhos no meio a olhar calmamente para aqueles que entravam.
Após duas semanas de desidratação e fome, só Kolbe permaneceu vivo. Os guardas queriam a cela vazia e deram a Kolbe uma injeção letal de ácido carbólico.
Algumas pessoas que estavam presentes na injeção dizem que ele levantou o braço esquerdo e calmamente esperou que o injetassem. Os restos foram cremados no dia 15 de agosto, o dia da festa da Assunção de Maria.
 
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Legado
Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da ação cristã, pelo seu apostolado, é considerado o patrono da imprensa.
É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos.
Em julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe na parte frontal da Abadia de Westminster, em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.
        
 
    

terça-feira, julho 28, 2026

O poeta Zbigniew Herbert morreu há 28 anos...

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Zbigniew Herbert (Leópolis, Polónia, hoje Ucrânia , 29 de outubro de 1924 - Varsóvia, Polónia, 28 de julho de 1998) foi um poeta, dramaturgo e ensaísta polaco, integrando na poesia polaca aquilo que Aleksandar Jovanovic, linguista e tradutor, nomeia como “neovanguarda dos anos 60 e 70” na poesia. 

 

in Wikipédia

 



Nunca de ti



Nunca me atrevo a falar de ti
vasto céu do meu bairro
nem de vós telhados que detendes as cascatas de ar
belos telhados felpudos cabelos das nossas casas
nem de vós chaminés laboratórios de tristeza
abandonadas pela Lua pescoços esticados
nem de vós janelas abertas-fechadas
que rebentais quando morremos além-mar

Nem sequer consigo descrever a casa
que conhece todas as minhas fugas e regressos
apesar de pequena não sai debaixo das pálpebras fechadas
nada conseguirá devolver-me o cheiro do reposteiro verde
nem o ranger das escadas por onde levo a lamparina acesa
nem a folhagem do portão

Em verdade gostaria de escrever sobre o puxador do portão da casa
sobre o seu toque áspero e rangido amigável
e mesmo sabendo muito sobre ele
repito tão-só uma ladainha de palavras comum cruel
Cabem tantos sentimentos entre dois batimentos cardíacos
tantos objetos podem ser acolhidos entre duas mãos

Não vos admireis que não saibamos descrever o mundo
e que só tratemos as coisas pelos nomes com ternura

 

Zbigniew Herbert 

sábado, julho 04, 2026

Marie Curie morreu há 92 anos...

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Marie Curie, nome assumido após o casamento por Maria Skłodowska, (Varsóvia, 7 de novembro de 1867 - Sallanches, 4 de julho de 1934) foi uma cientista polaca que exerceu a sua atividade profissional na França. Foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com um Prémio Nobel, de Física, em 1903 (dividido com o seu marido, Pierre Curie, e com Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade (que naquela altura era ainda um fenómeno pouco conhecido) e com o Nobel de Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polónio.

Maria Sklodowska nasceu na atual capital da Polónia, Varsóvia, em 7 de novembro de 1867, quando essa ainda fazia parte do Império Russo. O seu pai era professor numa escola secundária. Marie estudou em pequenas escolas da região de Varsóvia e logrou um nível básico de formação científica, com seu pai.
Envolveu-se com uma organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por isso, foi levada a fugir de Varsóvia - que então era dominada pela Rússia - para a Cracóvia, na época parte do Império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris, onde concluiu os seus estudos. Estudando na Sorbonne, obteve licenciatura em Física e em Matemática. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, com quem, no ano seguinte, se casou. Ele ajudou-a, nos seus estudos, para descobrir novos elementos químicos, como o Rádio e o Polónio, e a radioatividade.
Participou da 1ª até à 7ª Conferência de Solvay.
Oito anos depois, recebeu o Nobel de Química de 1911, «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polónio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.
O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly, com diferença de apenas um voto.
Foi a primeira pessoa a receber duas vezes um Prémio Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prémios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel em áreas científicas.
Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.
Depois da morte do seu marido, Marie teve um relacionamento amoroso com o físico Paul Langevin, que era casado, facto que resultando num escândalo jornalístico, com referências xenófobas, devido à sua origem polaca.
Durante a I Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que faziam uso de material radioativo sem precauções. Visitou também o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia.
Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.
Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à intensa exposição a radiações durante o seu trabalho. A sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, no ano seguinte à morte de Marie Curie.
O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à radioatividade clássica.
Em 1995 os seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.
Durante o período da hiperinflação nos anos 90, a sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20.000 zloty da sua Polónia natal.
A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento do filme "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.
Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).
O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm, foi assim nomeado em homenagem ao casal Curie.

quinta-feira, julho 02, 2026

Wislawa Szymborska nasceu há 103 anos...

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Wisława Szymborska (nascida Maria Wisława Anna Szymborska; Kórnik, 2 de julho de 1923 - Cracóvia, 1 de fevereiro de 2012) foi uma escritora polaca, vencedora do Prémio Nobel de Literatura em 1996. Poeta, crítica literária e tradutora, viveu em Cracóvia. 

A sua extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como "uma poesia que, com precisão irónica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana", tendo sido definida como "o Mozart da poesia". É a poeta polaca mais traduzida no exterior.

 

Szymborska nasceu em 1923, em Kórnik, na Polónia. Era filha de Vincent Szymborski, feitor da propriedade do conde Władysław Zamoyski, e de Anna Maria Rottermund. Os pais dela mudaram-se para Zakopane em janeiro de 1923, por causa da organização dos bens locais do conde Zamoyski. Depois da morte do conde, em 1924, a família Szymborski mudou-se para Toruń, onde Wisława frequentou a escola.

Quando a II Guerra Mundial eclodiu, Wisława continuou a estudar com aulas clandestinas e começou a trabalhar em uma ferrovia de modo a impedir sua deportação para o território do Terceiro Reich. Ao mesmo tempo, começou também a criar as primeiras ilustrações para livros (um manual para estudar inglês) e deu os primeiros passos na literatura (escrevia contos e, às vezes, poemas). Com o fim da guerra, a partir de 1945, começou a constituir uma parte importante na vida literária de Cracóvia e pertenceu ao grupo literário "Ao contrário". Neste mesmo ano começou a sua formação em Filologia Polaca na Universidade Jaguelónica, mas, a seguir, mudou para Sociologia.

Devido à sua situação financeira, não terminou os estudos. Três anos depois casou-se com o poeta Adam Włodek, com quem continuou a sua vida em Cracóvia. Viria a divorciar-se em 1954. Diz-se que o clima desta cidade e o ambiente único tiveram uma grande influência na produção literária. Desde 1957, passou a colaborar com a revista "Kultura" (revista literária e política publicada em Paris por emigrantes polacos) e estabeleceu contacto com Jerzy Giedroyc. Até 1966 foi membro do Partido Comunista. Em 1975 assinou uma carta de protesto, a Carta dos 59 (carta assinada por 66 intelectuais polacos, no início 59, e daí o nome) em que os principais intelectuais da Polónia protestaram contra uma mudança na Constituição (sobre uma aliança com a União Soviética).

 

in Wikipédia



Poça de água



Recordo bem este medo da infância.
Evitava as poças,
sobretudo as novas, após a chuva.
Afinal, uma delas poderia não ter fundo,
ainda que parecesse igual às outras.

Ponho o pé e, de súbito, afundar-me-ei,
voando para baixo,
cada vez mais baixo,
rumo às nuvens refletidas
ou talvez mais além.

Depois a poça secar-se-á,
fechar-se-á por cima de mim,
e eu para sempre trancada – onde –
ficarei com um grito não repercutido à superfície.

Só mais tarde compreendi que
nem todas as más aventuras
cabem nas regras do mundo
e mesmo que o quisessem,
não poderiam acontecer.

 


Wislawa Szymborska 

terça-feira, junho 02, 2026

A cortina de ferro na Europa começou a fraquejar há 47 anos, com a visita de João Paulo II à Polónia...

Milhões aclamam o Papa João Paulo II durante a sua primeira visita à Polónia como Sumo Pontífice

   

Papa São João Paulo II (nascido Karol Józef Wojtyła, 18 de maio de 1920  - 2 de abril de 2005) foi o papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e soberano da Cidade do Vaticano de 16 de outubro de 1978 até à sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história, depois de São Pedro, que reinou trinta e quatro anos, e Pio IX, que reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até à sua morte, e o primeiro Papa não-italiano, desde o holandês Papa Adriano VI, em 1522.

João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como significante na melhora das relações da Igreja Católica com o judaísmo, Islão, Igreja Ortodoxa, religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contraceção e a ordenação de mulheres, bem como o apoio ao Concílio Vaticano II e à sua reforma da missa, também foi elogiado.
   
(...)
  
Durante o seu pontificado, o papa João Paulo II viajou para 129 países, contabilizando mais de 1,1 milhões de quilómetros viajados. Ele consistentemente atraía grandes multidões nas suas viagens, algumas contando entre as maiores já reunidas na história, como a do Jornada Mundial da Juventude de 1995, em Manila, nas Filipinas, que reuniu cerca de 5 milhões de pessoas. Alguns sugeriram que esta pode ter sido a maior reunião católica da história, porém sem conseguir prová-lo. As primeiras visitas oficiais de João Paulo II foram à República Dominicana e ao México, em janeiro de 1979, e à Polónia, em 1979, de 2 a 10 de junho, onde esteve sempre rodeado por multidões. Esta primeira visita à Polónia serviu para elevar o espírito da nação e catalisou a formação do Movimento Solidariedade, em 1980, que trouxe de volta a liberdade e os direitos humanos à sua terra natal.
    
(...)
     
João Paulo II foi creditado como sendo fundamental para derrubar o comunismo no Leste Europeu, por ser a inspiração espiritual por trás da sua queda, e um catalisador para "uma revolução pacífica" na Polónia. Lech Wałęsa, o fundador do ‘Solidariedade’, credita João Paulo II como dando aos polacos a coragem de se levantar. De acordo com Wałęsa, "Antes do seu pontificado, o mundo estava dividido em blocos. Em Varsóvia, em 1979, simplesmente disse: 'Não tenham medo', e depois orou: 'Deixe o seu Espírito descer, alterar a imagem da terra... esta terra'."

   

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Coat_of_arms_of_Ioannes_Paulus_II.svg/500px-Coat_of_arms_of_Ioannes_Paulus_II.svg.png

domingo, maio 24, 2026

Copérnico morreu há 483 anos...

    
Nicolau Copérnico (Toruń, 19 de fevereiro de 1473 - Frauenburgo, 24 de maio de 1543) foi um astrónomo e matemático polaco que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cónego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista, astrólogo e médico.
A sua teoria do heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava a Terra como o centro do Universo), é considerada como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.
    

segunda-feira, maio 18, 2026

O Papa São João Paulo II nasceu há 106 anos

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João Paulo II, também chamado de São João Paulo II, o Magno (em latim: Ioannes Paulus PP. II; em italiano: Giovanni Paolo II; em polaco: Jan Paweł II; nascido Karol Józef Wojtyła; Wadowice, 18 de maio de 1920 – Vaticano, 2 de abril de 2005), foi o Papa e Chefe da Igreja Católica de 16 de outubro de 1978 até a data de sua morte.  Teve o terceiro maior pontificado documentado da história; depois dos papas São Pedro, que reinou trinta e quatro anos, e Papa Pio IX, que reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até à sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI, em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e, talvez, em toda a Europa, bem como na significativa melhoria nas relações da Igreja Católica com o Judaísmo, Islão, Igreja Ortodoxa, religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contraceção e à ordenação de mulheres, bem como pelo apoio ao Concílio Vaticano II e à sua reforma da missa, também foi elogiado.
Foi um dos líderes mundiais que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua materna. Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que a de todos os seus predecessores juntos nos cinco séculos passados. Em 2 de abril de 2005, faleceu, devido à sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1 de maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimónia inédita, presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado santo, juntamente com o Papa João XXIII; a sua festa litúrgica celebra-se no dia 22 de outubro.
  
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Totus tuus
  
Eleição
Em agosto de 1978, após a morte do papa Paulo VI, o Cardeal Wojtyła votou no conclave papal que elegeu papa João Paulo I. João Paulo I morreu após somente 33 dias como Papa, precipitando assim um outro conclave.
O segundo conclave de 1978 começou a 14 de outubro, dez dias após o funeral do papa João Paulo I. A eleição estava dividida entre dois fortes candidatos ao papado: Cardeal Giuseppe Siri, o conservador Arcebispo de Génova, e o liberal Arcebispo de Florença, Cardeal Giovanni Benelli, um colaborador próximo de João Paulo I.
Os defensores da Benelli estavam confiantes de que ele seria eleito, e no início da votação, Benelli estava com nove votos. Entretanto, a magnitude da oposição a ambos significava que possivelmente nenhum deles receberia os votos necessários para ser eleito, e o Cardeal Franz König, Arcebispo de Viena, individualmente sugeriu a seus colegas eleitores um candidato de compromisso: o Cardeal polaco, Karol Józef Wojtyła, que aos 58 anos foi considerado jovem pelos padrões papais. Finalmente ganhou a eleição na oitava votação no segundo dia, de acordo com a imprensa italiana, com 99 votos dos 111 eleitores participantes. Em seguida, ele escolheu o nome de João Paulo II, em homenagem ao seu antecessor, e o tradicional fumo branco informou a multidão reunida na Praça de São Pedro, que um Papa havia sido escolhido. Ele aceitou a sua eleição com essas palavras: ‘Com obediência na fé em Cristo, meu Senhor, e com confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, apesar das grandes dificuldades, eu aceito.’ Quando o novo Sumo Pontífice apareceu à varanda, ele quebrou a tradição, dizendo à multidão reunida:
 
“ Queridos irmãos e irmãs, todos estamos ainda tristes com a morte do querido papa João Paulo I. E agora os eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no de um país distante… Distante, mas sempre muito próximo pela comunhão na fé e na tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas o fiz com espírito de obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem Santíssima. Não sei se posso expressar-me bem na vossa... na nossa língua italiana. Se eu cometer um erro, por favor ‘korrijam’ me... ”
  
Wojtyła tornou-se o 264 º papa de acordo com a ordem cronológica da lista dos Papas e o primeiro papa não-italiano em 455 anos. Com apenas 58 anos de idade, ele foi o mais jovem papa eleito desde Pio IX em 1846, que tinha 54 anos. Assim como o seu antecessor imediato, João Paulo II dispensou a tradicional coroação papal e, em vez disso, recebeu a investidura eclesiástica que simplificou a cerimónia de posse papal, em 23 de outubro de 1978. Durante a sua posse, quando os cardeais estavam a ajoelhar-se diante dele para beijar o Anel do Pescador, ele levantou-se quando o prelado polaco, Cardeal Stefan Wyszyński, se ajoelhou, interrompeu-o e, simplesmente, deu-lhe um abraço.