sexta-feira, junho 12, 2026
Estaline mandou executar o marechal Mikhail Tukhachevsky há 89 anos...
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
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segunda-feira, abril 13, 2026
A URSS reconheceu, finalmente, a autoria do Massacre de Katyn há 36 anos...
Entre os que morreram na floresta de Katyn, estavam um almirante, dois generais, 24 coronéis, 79 tenente-coronéis, 258 majores, 654 capitães, 17 capitães de marinha, 3.420 suboficiais, sete capelães, três proprietários rurais, um príncipe, 43 oficiais de forças diversas, 85 soldados, 131 refugiados, 20 professores universitários, 300 médicos, várias centenas de advogados, engenheiros e mais de 100 jornalistas e escritores, assim como 200 pilotos de combate da Força Aérea. No total, a NKVD executou mais da metade do corpo de oficiais das forças armadas polacas. Contando com os massacres nas outras áreas, foram executados catorze generais, entre eles Leon Billewicz. Nem todos os mortos eram de etnia polaca, uma vez que a Segunda República Polaca era um estado multiétnico e vários de seus oficiais eram ucranianos, bielorrussos e judeus. Estima-se que cerca de 8% dos militares assassinados em Katyn eram judeus polacos.
Mais de 99% dos prisioneiros restantes foram executados posteriormente. Prisioneiros do campo de Kozelsk foram executados no local dos assassinatos em massa, em Katyn, na área de Smolensk. Prisioneiros de Starobelsk foram assassinados dentro da prisão da NKVD em Kharkov e os corpos enterrados em Piatykhatky e oficiais de polícia de Ostashkov mortos na prisão da NKVD, em Kalinin, e enterrados em Mednoye.
Informações detalhadas sobre as execuções foram prestadas por Dmitrii Tokarev, ex-chefe da NKVD em Kalinin, durante uma audiência. De acordo com ele, os fuzilamentos começavam no início da noite e terminavam ao amanhecer. O primeiro transporte de prisioneiros trazia 390 pessoas e os executores tiveram um árduo trabalho para matar tantas pessoas durante uma noite. As levas seguintes de homens traziam no máximo 250 presos. As execuções eram normalmente feitas com uma arma automática alemã, a Walther PPK, calibre 7,65 mm, fornecidas por Moscovo, mas foram também usados revólveres Nagant M1895 russos. Os assassinos usaram armas alemães ao invés do revólver-padrão das forças soviéticas, em virtude do coice dessas armas ser muito forte, o que provocava dores no braço após as primeiras dúzias de tiros. Vasili Blokhin, um oficial soviético conhecido por ser o principal carrasco de Estaline, matou pessoalmente mais de 7.000 prisioneiros do campo de Ostashkov, alguns deles com apenas 18 anos, na prisão da NKVD em Kalinin, num período de 28 dias, em abril de 1940.
Os assassinatos eram metódicos. Após a verificação das suas informações pessoais, o prisioneiro era algemado e levado para uma cela isolada com pilhas de sacos de areia e encerrada por uma porta pesada. A vítima recebia ordens de se ajoelhar no meio da cela, o executor se aproximava por trás e lhe dava um tiro na nuca ou na parte de trás da cabeça. O corpo era então carregado por uma porta de saída, do outro lado da cela, e atirado para dentro de um dos camiões que esperavam para recolher os corpos, enquanto o próximo condenado era introduzido na cela pela porta de entrada. Além do amortecimento do barulho dos tiros causados pelo isolamento da cela, máquinas - talvez grandes ventiladores - passavam a noite toda operando fazendo grande barulho. Este procedimento foi seguido todas as noites, à exceção do feriado de Primeiro de Maio.
Foram enterrados em Bykivnia e Kurapaty, nos arredores de Minsk, entre 3 e 4 mil polacos mortos em prisões na Ucrânia e na Bielorrússia. A tenente Janina Lewandowska, filha do general Józef Dowbor-Muśnicki, comandante-militar da Revolta da Grande Polónia, no final da I Guerra Mundial, foi a única mulher assassinada nos massacres de Katyn.(...)
A União Soviética alegou que o genocídio havia sido praticado pelos
nazis e continuou a negar responsabilidade sobre os massacres até
13 de abril de 1990, quando o governo de Mikhail Gorbachev
reconheceu oficialmente o massacre e condenou os crimes levados a cabo
pela NKVD em 1940, assim como o seu subsequente encobrimento. No ano seguinte, Boris Yeltsin trouxe a público os documentos, datados de meio século antes, que autorizavam o genocídio.
(...)
Em 13 de abril de 1990, no 47º aniversário da descoberta das valas
comuns em Katyn, a União Soviética formalmente expressou o seu
"profundo pesar" e admitiu a responsabilidade da polícia secreta
soviética pelos crimes. O dia 13 de abril foi declarado mundialmente
como o Dia da Memória de Katyn.
Postado por Fernando Martins às 00:36 0 comentários
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domingo, março 15, 2026
Bukharin foi executado, por ordem de Estaline, há 88 anos...
Postado por Fernando Martins às 08:08 0 comentários
Marcadores: Bukharin, comunistas, Estaline, Grande Purga, PCUS, pena de morte, URSS
quinta-feira, março 05, 2026
A URSS e Estaline ordenaram o Massacre de Katyn há 86 anos...

Postado por Fernando Martins às 08:06 0 comentários
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Estaline, o maior genocida do século XX, morreu há setenta e três anos
| Quantidade de pessoas | Razão da morte |
|---|---|
| 1,5 milhão | Execução |
| 5 milhões | Gulags |
| 1,7 milhão | Deportados¹ |
| 1 milhão | Países ocupados² |
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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Prokofiev morreu há 73 anos...
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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segunda-feira, março 02, 2026
O Komintern, também conhecido como III Internacional ou Internacional Comunista, foi fundado há 107 anos
Postado por Fernando Martins às 01:07 0 comentários
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domingo, março 01, 2026
Estaline teve um AVC há 73 anos (Free at last...!)
Postado por Fernando Martins às 07:30 0 comentários
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quarta-feira, fevereiro 25, 2026
Nikita Khrushchev desmascarou, há setenta anos, os crimes de Estaline...!
O XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) teve lugar entre 14 e 26 de fevereiro de 1956. Na ocasião, o secretário do Partido, Nikita Khrushchov, com o seu célebre discurso secreto, denunciou as violências, os expurgos e as limitações à liberdade impostas pelo regime de Estaline, seu predecessor.
...Estaline descartou o método leninista de convencer e educar, ele abandonou o método de luta ideológica para que a violência, repressões em massa e terror...
...É claro que Estaline mostrou em toda uma série de casos a sua intolerância, a sua brutalidade e o seu abuso de poder. Em vez de provar a sua correção política e mobilizar as massas, muitas vezes ele escolheu o caminho da repressão e aniquilação física, não só contra os inimigos reais, mas também contra as pessoas que não tinham cometido qualquer crime contra o partido e o governo soviético. Aqui vemos nenhuma sabedoria, mas apenas uma demonstração da força brutal que outrora tão alarmou Lenine.
O discurso chocou os delegados presentes, que depois de anos de propaganda estavam convencidos da grandeza de Estaline. Após um longo debate, o discurso veio a tornar-se público no mês seguinte mas o relatório completo, no qual se baseou, só foi publicado em 1989. Logo após o congresso quase todos os Gulag foram fechados e, somente em Moscovo, regressaram 200.000 presos políticos. Anastas Mikoyan, vice-primeiro ministro, criou comissões para reabilitar os presos acusados ou mortos injustamente.
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
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sábado, fevereiro 21, 2026
Os comunistas acabaram com a Democracia na Checoslováquia há 78 anos...
(...)
A crise começou a 21 de fevereiro de 1948, quando o Ministro do Interior escolheu oito novos Comissários em Praga,
todos comunistas, o que demonstrava o controle do partido comunista
sobre o governo da Checoslováquia e, em especial, sobre as forças de
segurança do Estado. Isso provocou protestos, seguidos pela renúncia dos
ministros democratas. Os renunciantes pensavam que assim provocariam uma
crise política, levando a eleições gerais antecipadas, quando então
derrotariam o Partido Comunista.
No entanto, havia uma atmosfera de tensão crescente e enormes
manifestações lideradas pelos comunistas ocorrendo em todo o país,
enquanto o presidente Edvard Benes procurava manter-se neutro, temendo
que o fomento do KSČ causasse uma insurreição que, por fim, desse ao Exército Vermelho um pretexto para invadir o país e restaurar a ordem.
No entanto, os membros que se demitiram foram substituídos por membros do Partido Comunista, e, com o apoio de Estaline, o líder comunista da Checoslováquia, Klement Gottwald, marcou uma greve geral para 24 de fevereiro, criando assim uma série de comités de ação,
apoiadas pelas milícias dos trabalhadores, que impediram qualquer
resistência por parte das forças democráticas.
Enquanto isso, os ministros comunistas se mobilizavam. Para ajudá-los, o embaixador soviético, Valerian Zorin, chegou a Praga para organizar um golpe. Milícias armadas tomaram Praga; manifestações comunistas foram montadas, um manifestação estudantil anticomunista
foi interrompida. Os ministérios comandados por não comunistas foram
ocupados; funcionários eram demitidos, e os ministros impedidos de
entrar em seus próprios gabinetes. O exército ficou confinado aos
quartéis e não interferiu.
Num discurso perante 100.000 simpatizantes, o líder Gottwald
ameaçou com uma greve geral, a não ser que o presidente Benes
concordasse em formar um novo governo dominado pelos comunistas. O
embaixador soviético ofereceu os serviços do Exército Vermelho, cujas
tropas estavam preparadas nas fronteiras do país. Mas Gottwald recusou a
oferta, acreditando que a ameaça de violência, combinada com uma forte
pressão política, seria o suficiente para forçar Benes a ceder. Após o
golpe, Gottwald diria: "[Benes] sabe o que é a força, e isso o levará a
avaliar essa [situação] de forma realista".
Em 25 de fevereiro de 1948, após duas semanas de intensa pressão da União Soviética o Presidente da República da Checoslováquia, Edvard Benes,
cedeu todo o poder a Klement Gottwald e a Rudolf Slánský, aceitando a
renúncia dos ministros não comunistas e nomeando um novo governo, sob a
liderança de Gottwald e dominado por comunistas e social-democratas pró-Moscovo. O único ministério controlado por um não comunista era o das Relações Exteriores, que foi entregue a Jan Masaryk - encontrado morto duas semanas depois.
Após o golpe, os comunistas moveram-se rapidamente para consolidar o seu
poder: milhares de não simpatizantes foram demitidos, centenas foram
presos e milhares de pessoas fugiram do país.
Nas eleições de 30 de maio, os eleitores foram presenteados com uma
única lista - a da Frente Nacional - e que oficialmente obteve 89,2% dos
votos. Na lista da Frente Nacional, os comunistas e os
social-democratas (que logo se fundiram) tinham maioria absoluta. Mas
praticamente todos os partidos não comunistas que haviam participado da
eleição de 1946 também ficaram representados na lista da Frente Nacional
e, assim, receberam alguns assentos parlamentares. No entanto, àquela
altura, todos se haviam convertido em fiéis parceiros dos comunistas. A
Frente Nacional foi transformada numa ampla organização patriótica
dominada pelos comunistas, e a nenhum outro grupo político foi permitido
existir.
Consumido por estes eventos, Benes renunciou em 2 de junho e foi
sucedido por Gottwald doze dias depois, falecendo em setembro do mesmo
ano.
A Checoslováquia permaneceu como uma ditadura comunista até à Revolução de Veludo de 1989. O golpe tornou-se sinónimo da Guerra Fria. A perda da última democracia remanescente na Europa do Leste causou um choque profundo no Ocidente. Pela segunda vez em uma década, via-se a independência e a democracia da Checoslováquia serem apagadas por uma ditadura totalitária. A URSS parecia ter concluído a formação de um bloco monolítico soviético e concluído a divisão da Europa.
O impacto foi igualmente profundo, tanto na Europa Ocidental como nos Estados Unidos, e ajudou a unificar os países ocidentais contra o bloco comunista. Deu também um ar de presciência aos governos francês e italiano, que, no ano anterior, haviam forçado a saída dos partidos comunistas dos seus governos.
O golpe checo constituiu uma rutura definitiva nas relações entre as duas superpotências, com o Ocidente agora sinalizando a sua determinação de se comprometer numa de auto-defesa coletiva.
No Ocidente, o golpe de Praga teve um grande impacto porque a Checoslováquia era, geográfica, histórica e politicamente o país mais ocidental da Europa Central e Oriental.
Postado por Fernando Martins às 07:08 0 comentários
Marcadores: Checoslováquia, comunistas, democracia, Estaline, estalinismo, Golpe de Estado da Checoslováquia de 1948
sábado, fevereiro 14, 2026
Os vergonhosos crimes de Estaline começaram a ser finalmente denunciados há setenta anos
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
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