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quinta-feira, abril 16, 2026

O comandante do campo de concentração de Auschwitz foi enforcado há 79 anos...

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Rudolf Franz Ferdinand Höss
, ou Höß, Hoeß e Hoess, (Baden-Baden, 25 de novembro de 1901 – Oświęcim, 16 de abril de 1947) foi um oficial alemão das SS nazis. Serviu, durante quase dois anos, como comandante do campo de concentração de Auschwitz durante a II Guerra Mundial e foi um dos responsáveis por testar, e depois implementar, vários métodos de matança para executar o plano de Adolf Hitler para exterminar a população judaica na Europa ocupada pela Alemanha nazi, num projeto denominado de "a Solução Final".
Höss foi posteriormente acusado e condenado de perpetrar diversos crimes contra a humanidade. Entre suas atrocidades mais conhecidas estão os testes, que ele supervisionou, da introdução do pesticida Zyklon B, que continha cianeto de hidrogénio, para acelerar o processo de matança de judeus no Holocausto. Em 1944, mais de 2 mil pessoas morriam, por hora, no campo de concentração de Auschwitz. Sob a supervisão de Höss, foi criado um dos maiores sistemas de aniquilação sistemática de seres humanos da história.
 
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Höß foi capturado a 11 de março de 1946 pela polícia militar britânica. Durante os Julgamentos de Nuremberga, foi ouvido, como testemunha, nos julgamentos de Ernst Kaltenbrunner e Oswald Pohl, além da companhia IG Farben, fabricante do gás Zyklon B.
A 2 de abril de 1947, foi sentenciado à morte por enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril do mesmo ano, na entrada do que outrora fora o crematório do campo de concentração Auschwitz I.
Na sua autobiografia publicada em 1958, Rudolf Höß: Kommandant in Auschwitz, descreveu-se como um homem de "grande virtude e obediência militar", tendo "um grande senso de dever". Höß era casado e tinha cinco filhos.
  
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Höß sendo levado ao cadafalso para ser executado, em abril de 1947
 

Durante o julgamento de Nuremberga, em 5 de abril de 1946, Höss afirmou:

Eu comandei Auschwitz até 1 de dezembro de 1943 e estimo que um total de 2.500.000 vítimas tenham sido executadas e exterminadas lá, por gaseamento ou carbonização, e pelo menos outros meio milhão sucumbiram à fome e doença, totalizando 3.000.000 de mortos. Estes números representam um total de 70% a 80% de todas as pessoas envidas para Auschwitz como prisioneiras, o restante foi selecionado e usado como trabalho escravo nas indústrias do campo de concentração. Entre os executados e carbonizados, estão aproximadamente 20.000 prisioneiros de guerra russos que foram entregues a Auschwitz nos transportes da Wehrmacht por homens e oficiais do exército. O resto incluía pelo menos 100.000 judeus alemães e um grande número de cidadãos (maioria judeus) dos Países Baixos, França, Bélgica, Polónia, Hungria, Checoslováquia, Grécia e outros países. Nós executámos cerca de 400.000 judeus húngaros em Auschwitz apenas no verão de 1944.

Embora inicialmente tenha se mostrado apático com as revelações a respeito da magnitude do que aconteceu em Auschwitz, Rudolf Höß não se eximiu da responsabilidade por seus crimes. Nas suas memórias e nas conversas que teve com os carcereiros e com os juízes no seu julgamento, ele começou a expressar remorsos pelos seus atos. Quatro dias antes de ser executado, ele confessou ao promotor: "Na solidão de minha cela, eu cheguei ao amargo reconhecimento de que pequei gravemente contra a humanidade. Como comandante de Auschwitz, eu fui responsável por executar os planos cruéis do Terceiro Reich para a destruição humana. Ao fazê-lo, infligi feridas terríveis à humanidade. Causei sofrimento indescritível ao povo polaco em particular. Eu pagarei por isso com minha vida. Que o Senhor Deus me perdoe um dia pelo que fiz."

Em 25 de maio de 1946, Höß foi entregue às autoridades polacas e ao Supremo Tribunal Nacional. O seu julgamento durou de 11 a 29 de março de 1947. Em 2 de abril, foi sentenciado à morte por enforcamento. A sentença foi executada no dia 16 de abril de 1947, na entrada do que outrora fora o crematório do campo de concentração Auschwitz I. Antes da sua execução, ele retornou ao catolicismo e recebeu os sacramentos finais.    
  

quarta-feira, abril 15, 2026

O ditador Kim Il-sung nasceu há 114 anos...

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Kim Il-Sung (Mangyŏngdae, actual Pyongyang, 15 de abril de 1912 - Pyongyang, 8 de julho de 1994) foi o líder da Coreia do Norte desde a fundação do país, em 1948, até à data da sua morte. Sucedeu-lhe como líder o seu filho, Kim Jong-il.
Exerceu o cargo de primeiro-ministro de 1948 a 1972 e de presidente de 1972 até à sua morte. Foi também o secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, em que era o comandante autocrático.
Como líder da Coreia do Norte, partiu de uma ideologia marxista-leninista até formular a ideia Juche baseada no culto à personalidade. Conhecido como Grande Líder, Kim Il-sung é oficialmente (segundo a constituição do país) o Presidente Eterno da Coreia do Norte, sendo feriados no país as datas do seu nascimento e morte.
 
Nascido em 15 de abril de 1912 em Pyongyang (capital e maior cidade da Coreia do Norte), numa família de camponeses, Kim Il Sung recebeu uma educação cristã. Durante as lutas pela independência da Coreia, então pertencente ao Japão, a família de Kim mudou-se para a Manchúria, na China. Lá, Kim Il Sung frequentou uma escola chinesa. Aos 15 anos, foi preso como membro da Liga da Juventude Comunista do Sul da Manchúria. Libertado em 1930, passou a integrar o Exército Revolucionário Coreano. Kim Il Sung tornou-se líder de um grupo guerrilheiro.
Em 1945, a Conferência de Yalta permitiu que tropas soviéticas e americanas se instalassem na Coreia, dividindo o país em duas partes. O governo provisório da Coreia do Norte ficou a cargo de Kim Il Sung. Oficialmente, líder do Partido dos Trabalhadores Coreano, Kim Il Sung na realidade teve poder quase total sobre o país. Entre 1950 e 1953, Kim liderou os norte-coreanos na guerra contra a Coreia do Sul, protegida pelos Estados Unidos e pelas Nações Unidas.
Após o acordo de paz entre as duas Coreias, Kim Il Sung intensificou um governo ditatorial, baseado no culto da sua pessoa. Passou a ser tratado como "Grande Líder", enquanto seu filho Kim Jong-il, designado como seu sucessor, passou a ser tratado como "Estimado Líder".
  
Kim Il-sung casou-se com Kim Jong-Suk. Ela morreu em 1949, com 32 anos, por causa de um ataque cardíaco. Logo após a morte da primeira esposa, Kim Il-sung desposou Kim Song-ae, vinte anos mais nova que ele - e já grávida de um menino, o seu filho Kim Pyong-il.
Kim II Sung desenvolveu também uma filosofia de massas chamada "Juche", que significa auto-suficiência. Morreu em 1994, aos 82 anos, vítima de uma paragem cardíaca. Quatro anos depois, o seu filho Kim Jong II, atribuiu-lhe o título de "presidente eterno".
   

segunda-feira, abril 13, 2026

Guy Fawkes nasceu há 456 anos...

   
Guy Fawkes (Iorque, 13 de abril de 1570 - Londres, 31 de janeiro de 1606), também conhecido como Guido Fawkes, foi um soldado inglês católico que teve participação na "Conspiração da pólvora" (Gunpowder Plot) na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605, objetivando o início de um levantamento católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris de pólvora que seriam utilizados para explodir o Parlamento do Reino Unido durante a sessão.
Porém a conspiração foi desarmada e após o seu interrogatório e tortura, Guy Fawkes foi executado na forca por traição e tentativa de assassinato. Outros participantes da conspiração acabaram tendo o mesmo destino. A sua captura é celebrada até os dias atuais, no dia 5 de novembro, na "Noite das Fogueiras" (Bonfire Night).
Guy Fawkes nasceu na cidade de Iorque e converteu-se ao catolicismo aos dezasseis anos. Como soldado era especialista em explosivos. Por ser simpatizante dos espanhóis católicos, adotou também a versão espanhola de seu nome francês: Guido.

A Conspiração da Pólvora foi um levantamento liderado por Robert Catesby, que foi executado, assim como outros católicos insatisfeitos, pela repressão empreendida pelo rei protestante Jaime I aos direitos políticos dos católicos por causa de suas atividades subversivas contra a coroa, e para restaurar o poder temporal da igreja católica.
O objetivo deles era explodir o parlamento inglês utilizando trinta e seis barris de pólvora estocados sob o prédio durante uma sessão na qual estaria presente o rei e todos os parlamentares. Guy Fawkes, como especialista em explosivos, seria responsável pela detonação da pólvora.
Porém os conspiradores notaram que o ato poderia levar à morte de diversos inocentes e defensores da causa católica, portanto enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores, um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, o qual ordenou uma revista no prédio do parlamento. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora.
Ele foi preso e torturado, revelando o nome dos outros conspiradores. No final foi condenado a morrer na forca por traição e tentativa de assassinato. Os outros participantes revelados por Fawkes acabaram também sendo executados.
Ainda nos dias de hoje o rei ou rainha vai até o parlamento apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio, antes da sessão.
Do mesmo modo foi mantida a tradição de celebrar no dia 5 de novembro a Noite das Fogueiras. Nesta noite é tradição malhar e queimar em fogueiras, bonecos que representam Fawkes, e soltar fogos de artifício.
Uma rima tradicional foi criada em alusão à Conspiração da Pólvora:
Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot.
Tradução livre:
Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
por isso não vejo porque esquecer;
uma traição de pólvora tão vil
Há mais versos que se seguem a estes, os quais alguns já não são usados por serem ofensivos.

Manifestantes do grupo Anonymous utilizando máscaras de Guy Fawkes no modelo apresentado no filme V de Vingança

A graphic novel V de Vingança, com roteiro de Alan Moore e grafismo de David Lloyd, possui fortes influências da "Conspiração da Pólvora". Um dos personagens, que utiliza o nome de código V, acaba por concretizar os planos da conspiração, explodindo o parlamento inglês num futuro dia 5 de novembro. Este personagem esconde o rosto atrás de uma máscara de Guy Fawkes (usada na Noite das Fogueiras), e o seu objetivo é iniciar uma revolta contra o regime fascista que se instalou na Inglaterra após uma guerra biológica.
Outra influência é encontrada em pelo menos dois dos livros da saga Harry Potter: em Harry Potter e a Pedra Filosofal, no primeiro capítulo, a história é explicitamente citada quando dois locutores de televisão, ao anunciarem uma chuva de estrelas observada anormalmente no céu, atribuem a sua origem a uma provável comemoração antecipada da Noite das Fogueiras; e em Harry Potter e a Câmara Secreta, no capitulo doze, uma fénix é chamada de Fawkes, tentando traçar um paralelo entre o mito da fénix que, após morrer renasce das suas próprias cinzas, e a necessidade do renascimento social, cultural e político em Inglaterra, concretizável caso a revolução fosse adiante.
No vídeo-jogo Fallout 3, um dos personagens utiliza o nome Fawkes. Quando questionado sobre o porquê da escolha do nome, responde que era o nome de alguém "...que lutou e morreu por aquilo em que acreditava."
   

quinta-feira, abril 09, 2026

Os nazis enforcaram Wilhelm Canaris e Dietrich Bonhoeffer há oitenta e um anos...

       
Wilhelm Franz Canaris (Aplerbeck, 1 de janeiro de 1887Flossenbürg, 9 de abril de 1945) foi um almirante alemão, líder dos serviços de espionagem militar (a Abwehr) de 1935 a 1944. Foi também uma das figuras da resistência alemã (Widerstand) ao regime nazi de Adolf Hitler e um dos (indiretamente) envolvidos no atentado de 20 de julho de 1944.
  
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Dietrich Bonhoeffer (Breslau, 4 de fevereiro de 1906Flossenbürg, 9 de abril de 1945) foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência alemã anti-nazi e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazi.
Bonhoeffer envolveu-se na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e acabou sendo enforcado, pouco tempo antes de Hitler cometer suicídio.
  
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Quando já estava sendo perseguido pelos nazis, Bonhoeffer escreveu um tratado considerado por muitos uma das maiores obras primas do protestantismo, que denominou simplesmente "Ética". É nesta obra que ele justifica, em parte, o seu empenhamento na resistência alemã anti-nazi e o seu envolvimento na luta contra Adolf Hitler, dizendo que:
  
  
As suas cartas da prisão são um testemunho de martírio e também um tesouro para a Teologia Cristã do século XX.

sábado, abril 04, 2026

Zulfikar Ali Bhutto foi enforcado há 47 anos...

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Zulfikar Ali Bhutto (Larkana, 5 de janeiro de 1928 - Rawalpindi, 4 de abril de 1979) foi um político paquistanês. Líder do Partido Popular do Paquistão (Pakistan People's Party - PPP), Bhutto foi presidente do Paquistão entre 1971 e 1973 e primeiro-ministro entre 1973 e 1977. Ele era pai da já falecida primeira ministra paquistanesa Benazir Bhutto

 

Vida

Ali Bhutto assumiu a presidência do Paquistão em 1971, logo após a derrota do país na Terceira Guerra Indo-Paquistanesa. Desde que assumiu o poder, Bhutto deu início a um vasto programa de nacionalizações, principalmente da indústria de base, e a um ambicioso projeto de reforma agrária. Todos os bancos foram nacionalizados em janeiro de 1974. Os militares foram alijados dos cargos de decisão política, mas a parcela do orçamento destinada à defesa nacional foi ampliada para 6% do PIB. Não obstante, as iniciativas de Bhutto geraram descontentamento, em especial entre os empresários, ressentidos com as nacionalizações, e entre os religiosos islâmicos, que rejeitavam a política de tendência socialista.

Em 1972, o serviço de informações paquistanês descobriu que a Índia estava perto de desenvolver uma bomba nuclear. Em reação, Bhutto formou um grupo de engenheiros com o propósito de fazer o mesmo. Em 1973, com a adoção de uma nova constituição, de caráter federalista, os poderes do Estado foram transferidos para o primeiro-ministro, para cujo cargo a Assembleia Nacional elegeu Bhutto. Em 1974, após o bem sucedido teste nuclear indiano, Bhutto prometeu que o Paquistão teria a sua bomba.

Durante o governo Bhutto, uma séria revolta ocorrida no Baluchistão foi reprimida com o provável auxílio do da Pérsia, temeroso de que a rebelião contaminasse a província iraniana de Sistão-Baluchistão.

Nas eleições gerais de 1977 - o segundo pleito geral da história do Paquistão - nove partidos de oposição aliaram-se contra o PPP. O resultado, porém, favoreceu o o partido de Bhutto, que elegeu 150 deputados numa assembleia de 200 assentos. A oposição contestou violentamente os resultados, que teriam sido marcados, alegava, pela fraude e coação. Estalaram então manifestações e distúrbios no país. Frente a esta situação, o general Muhammad Zia-ul-Haq decidiu impor a lei marcial no Paquistão, em 5 de julho de 1977, e destituiu Ali Bhutto do cargo de primeiro-ministro.

Ali Bhutto foi preso, julgado e condenado à morte na forca, pelo suposto assassinato do pai de um dissidente do PPP. 

 

terça-feira, março 31, 2026

Os otomanos perpetraram o Massacre de Quios há 204 anos...


The Chios Massacre refers to the slaughter of tens of thousands of Greeks on the island of Chios by Ottoman troops during the Greek War of Independence in 1822. Greeks from neighbouring islands arrived on Chios and encouraged the Chians to join the struggle for independence. In response, Ottoman troops landed on the island and slaughtered thousands. The massacre provoked international outrage, and led to an increasing support for the Greek cause worldwide.
For over 2,000 years, Chios merchants and shipowners had been prominent in trade and diplomacy throughout the Black Sea, the Aegean, and the Mediterranean. The Ottoman Empire allowed Chios almost complete control over its own affairs as Chian trade and the very highly-valued mastic plant harvested only on Chios were of great value to it. The cosmopolitan Chians were also very prominent in Constantinople. Following the massacre, however, the island never regained its commercial prominence.
Historians have noted that the island's ruling classes were reluctant to join the Greek revolt, fearing the loss of their security and prosperity. Furthermore, they were aware that they were situated far too close to the Turkish heartland in Asia Minor to be safe. At some points, Chios is only 2 miles (3.2 km) from the Anatolian mainland.
In March 1822, as the Greek revolt gathered strength on the mainland, several hundred armed Greeks from the neighbouring island of Samos landed in Chios. They began the fight for independence from foreign rule and started attacking the Turks, who retreated to the citadel. Many islanders also decided to join the revolution. However, the vast majority of the population had by all accounts done nothing to provoke the massacre, and had not joined other Greeks in their revolt against the Ottoman Empire.
Reinforcements in the form of a Turkish fleet under the Kapudan Pasha Nasuhzade Ali Pasha arrived on the island on 22 March. They quickly pillaged and looted the town. On 31 March, orders were given to burn down the town, and over the next four months, an estimated 40,000 Turkish troops, including convicts, arrived. In addition to setting fires, the troops were ordered to kill all infants under three years old, all males 12 years and older, and all females 40 and older, except those willing to convert to Islam.
Approximately 20,000 Chians were killed or starved to death and 23,000 were exiled. The Greek word sfaghi (English: butchery or massacre) is commonly used to describe these events since the island itself was devastated and the few survivors that dispersed throughout Europe became part of the Chian Diaspora.
Some young Greeks enslaved during the massacre were adopted by wealthy Ottomans and converted to Islam. Some even managed to rise to levels of prominence in the Ottoman Empire, such as Georgios Stravelakis (later renamed Mustapha Khaznadar) and İbrahim Edhem Pasha.
There was outrage when the events were reported in Europe. French painter Eugène Delacroix created a painting depicting the events that occurred; his painting was named Scenes from the Massacres of Chios. In 2009, a copy of the painting was displayed in the local Byzantine museum on Chios, but was withdrawn from the museum on November 2009. While the withdrawal was meant to be a "good faith initiative" for the improvement of Greek-Turkish relations, the Greek press protested its removal.
  

quarta-feira, março 25, 2026

O médico que deu nome à guilhotina morreu há 212 anos

    
Joseph-Ignace Guillotin (Saintes, 28 de maio de 1738 - Paris, 26 de março de 1814) foi um médico francês que propôs, a 10 de outubro de 1789, o uso de um dispositivo mecânico para realizar as penas de morte na França. Embora não tenha inventado a guilhotina, e até se opôs à pena de morte, o seu nome tornou-se um epónimo para ela.
   
     
No final do Terror, Guillotin foi preso e encarcerado, por causa de uma carta de conde de Méré, que, prestes a ser executado, recomendou-lhe que cuidasse da sua esposa e filhos. Ele foi libertado da prisão em 1794, depois de Robespierre (e a sua cabeça...) cair do poder, e abandonou a carreira política, para retomar a profissão médica.
Guillotin tornou-se um dos primeiros médicos franceses a apoiar a descoberta de Edward Jenner da vacinação e em 1805 foi o Presidente do Comité de Vacinação, em Paris. Ele também foi um dos fundadores da Académie Nationale de Médecine de Paris.
A associação com a guilhotina envergonhou a família de Dr. Guillotin, que pediu ao governo francês para renomear esse objeto; quando o governo recusou, eles mudaram o nome da própria família. Por coincidência, uma pessoa chamada Guillotin foi realmente executada pela guilhotina - ele era JMV Guillotin, um médico de Lyon. Esta coincidência pode ter contribuído para as declarações erróneas sobre Guillotin ser executado na máquina que tinha o seu nome; no entanto, Guillotin faleceu em Paris, em 1814, de causas naturais, e foi enterrado no cemitério Père-Lachaise, em Paris.
   

sexta-feira, março 20, 2026

O Iraque foi invadido há vinte e três anos...

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Dois tanques de guerra americanos M1 Abrams das forças de ocupação da Coligação, em frente ao monumento das "Mãos da Vitória", no centro de Bagdad, em 2003
   
A Invasão do Iraque em 2003 iniciou-se a 20 de março através de uma aliança entre os Estados Unidos, Reino Unido e muitas outras nações, numa aliança conhecida como A Coligação. A ofensiva terrestre foi iniciada a partir do Kuwait, depois de uma série de ataques aéreos com mísseis e bombas a Bagdad e arredores ter aberto o caminho às tropas no terreno.
Os efetivos, assim como os meios materiais do exército iraquiano, haviam sofrido forte deterioração, desde a Guerra do Golfo (1991), contando então com 17 divisões do exército regular (contra as 40 que possuíam na guerra de 1991), além das seis divisões da Guarda Republicana.
Apesar de alguma resistência por parte dos iraquianos, as forças terrestres da coligação norte-americana e britânica avançaram bastante até terem um abrandamento no dia 25 de março por falta de provisões. A 26 de março foi aberta a frente norte de ataque com a chegada de forças aerotransportadas à região norte controlada pelos curdos.
Encontrando menor resistência do que a inicialmente previsto, as tropas norte-americanas, a 4 de abril ocupam o aeroporto internacional de Bagdad, situado a poucos quilómetros da capital. No dia seguinte alguns tanques norte-americanos fizeram incursões no centro de Bagdad.
Bagdad caiu a 9 de abril e a 1 de maio declarou o presidente norte-americano George W. Bush o fim das operações militares, dissolvendo o governo do partido Ba'ath, depondo o presidente Saddam Hussein. As forças da Coligação capturaram Saddam Hussein a 14 de dezembro de 2004, dando início ao processo de transição de poderes para os iraquianos. A invasão foi feita de acordo com uma doutrina militar de intervenção rápida, ao estilo Blitzkrieg, e com apenas 173 mortos da Coligação (dos quais 33 britânicos).
    
(...)
   
A expressão "ocupação do Iraque" refere-se ao envio de tropas norte-americanas e internacionais ao Iraque no ano de 2003, por decisão do presidente George W. Bush, dos Estados Unidos. O pretexto da ocupação, inicialmente, foi achar armas de destruição em massa que, supostamente, o governo iraquiano teria em estoque e que, segundo Bush, representavam um risco ao seu país, abalado desde então pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. O presidente Bush tomou a decisão de invadir o Iraque sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, mas com o apoio dos então primeiros ministros Silvio Berlusconi (Itália), José María Aznar (Espanha), Durão Barroso (Portugal) e Tony Blair (Reino Unido). Em 2004, após 1 ano de ocupação, entretanto, o presidente Bush muda o discurso ao dizer que a ocupação faz parte da libertação de países e a promoção da Democracia e da Paz mundial. Em 2004, o presidente iraquiano Saddam Hussein é capturado e mantido preso num local não revelado. Os seus filhos são mortos numa emboscada em Bagdad. Às 06.00 da manhã, horário de Bagdad, do dia 30 de dezembro de 2006, Saddam Hussein é enforcado, apesar das posições contrárias de várias instituições internacionais, como a Amnistia Internacional, União Europeia e diversos outros países. Foi executado juntamente com dois dos seus aliados, sendo um deles o seu meio-irmão, e recusou-se a vestir o capuz, normalmente utilizado nas execuções. Antes de sua morte, Saddam pronunciou o nome do líder xiita iraquiano Moqtada Al Sadr.
   
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As supostas armas de destruição biológica e caseira em massa que supostamente haviam no Iraque jamais foram encontradas pelas forças de ocupação. As também alegadas ligações de Saddam com grupos terroristas islâmicos nunca foram comprovadas. Na verdade, os grupos terroristas islâmicos opunham-se a Saddam, pois eram xiitas na sua maioria, enquanto o líder iraquiano era sunita e ao contrário do que se imaginava, o Iraque era um dos países mais laicos da região.

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Numa das imagens mais icónicas do conflito, uma enorme estátua do ditador iraquiano Saddam Hussein é derrubada na praça Firdos, no centro de Bagdad    
 

domingo, março 15, 2026

Bukharin foi executado, por ordem de Estaline, há 88 anos...

    
Nikolai Ivanovich Bukharin (Moscovo, 9 de outubro de 1888 – Moscovo, 15 de março de 1938) foi um revolucionário e intelectual bolchevique e mais tarde um político soviético.
   
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Ocupou importantes cargos políticos no Partido: 1917-1934, membro do Comité Central; 1918-1929, redator-chefe do Pravda; 1924-1929, membro do Politburo do Partido Comunista, integrado apenas por cinco pessoas; 1926-1929, presidente do Comité Executivo do Komintern.
Liderou a ala dos Comunistas de Esquerda dentro do Partido Comunista, tendo sido também o criador da NEP, a Nova Política Económica, sendo depois um dos políticos mais influentes na União Soviética, criticando sempre a crescente burocracia do estado e defendendo uma "alternativa programática viável" para o estalinismo.
Após a morte de Lenine, de início tomou partido por Estaline contra Trotski e a Oposição de Esquerda, mas, a partir de 1928, foi considerado por Estaline como possível rival e presumível líder da oposição de direita, razão pela qual foi afastado do poder em 1929.
Mais tarde, depois de uma reconciliação formal, recebeu o lugar de redator-chefe do Izvestia (1934).
No entanto, em 1937, foi preso e, um ano mais tarde, em 1938, foi condenado à morte, no terceiro processo de Moscovo, e executado nesse mesmo ano.
A sua linha de pensamento dentro do marxismo determinava que o melhor caminho para o socialismo seria uma política gradualista.
Em 1988, durante a era de Mikhail Gorbachev, foi reabilitado, jurídica e politicamente.
     

quinta-feira, março 05, 2026

A URSS e Estaline ordenaram o Massacre de Katyn há 86 anos...

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 Memorial ao Massacre de Katyn

O Massacre de Katyn (em polaco zbrodnia katyńska) foi uma execução em massa de cidadãos da Polónia ordenada por autoridades da União Soviética em 1940. Estima-se que mais de 22 mil pessoas tenham sido mortas.
Os prisioneiros polacos foram assassinados numa floresta nos arredores da vila de Katyn, em prisões e em diversos outros lugares. Cerca de oito mil vítimas eram militares polacos que  tinham sido aprisionados na invasão soviética da Polónia em 1939, sendo os restante cidadãos polacos presos sob alegações de pertencerem a corpos de serviços de inteligência, espionagem, sabotagem, e também proprietários rurais, advogados, padres etc.
 
Ver legenda

Após a invasão da Polónia, que teve início em 1 de setembro de 1939, a União Soviética declarou, em 17 de setembro de 1939, que o governo polaco não estava mais no controle do seu país. Isto fez com que qualquer acordo diplomático em vigor com o estado polaco fosse cancelado.
Na mesma data (17/09/1939), o Exército Vermelho ocupou o leste da Polónia, conforme previsto no Pacto Molotov-Ribbentrop. A ação foi apontada como afronta pelos governos da Inglaterra e França, que afirmaram responder a ação do exército alemão conforme o Pacto Britânico-Polaco de Defesa e a Aliança Militar Franco-Polaco. Este episódio ficou conhecido como a "traição ocidental".
O Exército Soviético rapidamente avançou no território polaco e encontrou pouca resistência por parte dos militares locais. Entre 250.000 e 454.700 soldados e polícias polacos foram presos. Após isso, cerca de 250 mil foram libertados e 125 mil foram encaminhados ao Comissariado do Povo de Assuntos Internos soviética, o NKVD. O órgão, num segundo momento, libertou 42.400 soldados de etnia ucraniana e bielorrussa que estavam ao serviço do Exército Polaco. Já os 43 mil soldados detidos que residiam no oeste da Polónia foram entregues à Alemanha.
Em novembro de 1939, o NKVD tinha cerca de 40 mil polacos presos, sendo cerca de 8.500 oficiais e subtenentes, 6.500 polícias e 25 mil soldados e sargentos. Estes foram interrogados através de determinação do Comissário do Povo para Assuntos Internos da URSS, Lavrentiy Beria, que criou um órgão de gestão dos prisioneiros de guerra dentro do NKVD.
O NKVD organizou uma rede de campos de trabalho e pontos de transição de presos polacos através de linhas ferroviárias para o oeste da União Soviética. Os maiores campos estavam localizados em Kozelsk, Ostashkov e Starobelsk. Prisioneiros também foram encaminhados para Jukhnovo, Yuzhe, Tyotkino, Kozelshchyna, Oranki, Vologda e Gryazovets.
Kozelsk e Starobelsk foram utilizados principalmente para os oficiais militares, enquanto Ostashkov foi utilizado principalmente para guardas, policiais e agentes penitenciários. Também foram detidos intelectuais polacos.
De outubro de 1939 a fevereiro de 1940, os prisioneiros polacos foram submetidos a interrogatórios. O processo de entrevistas determinou quais seriam libertados ou condenados. Em 5 de março de 1940, Estaline e mais três membros do Politburo assinaram a ordem para executar 27.500 polacos, sob acusação de serem contra-revolucionários.
  


 
 
NOTA: numa altura em que  diversos grupos independentes comprovaram que o exército ao serviço do atual ditador russo fez o mesmo aos ucranianos, era altura de o povo russo e todas as pessoas de boa vontade recordarem os erros do passado... E ainda de recordar aos esbirros e fantoches ao serviço de Putin que não esquecemos nem perdoamos o que ele e eles fizeram e fazem.

segunda-feira, março 02, 2026

Pinturas de Miró, para recordar um dia triste...

(imagem daqui)
    
A esperança de um homem condenado é uma série de três pinturas de Joan Miró, de 1974, que agora fazem parte da coleção permanente da Fundação Joan Miró, em Barcelona. Durante os últimos anos da Espanha franquista houve algumas decisões judiciais controversas que chocaram o pintor. Miró pintou este tríptico, em referência à esperança do pedido de indulto, pedido pela vida do jovem anarquista Salvador Puig Antich. Esta série lembra diretamente outra de 1968 intitulada Pintura sobre fondo blanco para la celda de un solitario. As obras são o resultado de um processo de dois anos durante o qual Miró fez vários desenhos preparatórios com várias ideias para abordar o desafio. Estes desenhos são preservados na Fundação Miró.
Em fevereiro de 1974, Miró concretizou estas ideias, mas só terminou a obra um mês depois, coincidindo com a execução de outro anarquista.
  

O assassinato de Salvador Puig Antich recordado em música...

A Espanha franquista executou há 52 anos, no garrote vil, Salvador Puig Antich...

  

Salvador Puig Antich (Barcelona, 30 de maio de 1948Barcelona, 2 de março de 1974) foi um militante anarquista catalão, ativo durante a década de 60 e começo dos anos 70. Foi executado no garrote vil pelo regime franquista, depois de ser julgado por um Tribunal Militar e considerado culpado pela morte de um guarda civil em Barcelona
   
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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Cuauhtémoc, último Imperador Asteca, foi executado há 501 anos...

 
Cuauhtémoc
(1502 - 26 de fevereiro de 1525), também chamado Cuauhtemotzin ou Guatimozin, foi o último governador Tlatoani Asteca de Tenochtitlán e o último imperador asteca. O seu nome significa "águia que cai" na língua Nahuatl (cuauhtli significa águia; temoc, declinante) pode também ser interpretado como "sol se pondo".
Cuauhtémoc assumiu o poder em 1520, sucedendo Cuitláhuac. Era sobrinho do imperador Moctezuma II e a sua jovem esposa era uma das filhas de Montezuma. Ascendeu ao trono quando a sua cidade estava sendo sitiada pelos espanhóis e devastada por uma epidemia de varíola. Na época, tinha cerca de 18 anos. É provável que, após o massacre do templo principal de Tenochtitlán, poucos capitães astecas restassem.
Em 13 de agosto de 1521, Cuauhtémoc dirige-se ao campo para pedir reforços à decadente Tenochtitlán, após oito dias de contínuos de combate contra os espanhóis. De todos os Nahuas, apenas os Tlatelolcas permaneceram leais, e os Tenochcas sobreviventes procuraram refúgio em Tlatelolco, onde até mesmo as mulheres batalharam. Cuauhtémoc foi capturado enquanto, disfarçado, atravessava o Lago Texcoco. Ele rendeu-se a Hernán Cortés, oferecendo-lhe sua faca e pedindo para ser morto.
Para Cortés não era interessante nesse momento a morte de Cuauhtémoc. Preferia usar a autoridade de um tlatoani, para submeter os nativos aos desígnios do imperador Carlos V e aos seus próprios. E fez isso com sucesso, garantindo que com Cuauhtémoc teria a cooperação dos astecas na limpeza e restauração da cidade. Nos quatro anos de administração espanhola que se seguiram, a ganancia de Cortés por ouro o levou a torturar e matar o último tlatoani asteca

Cuauhtémoc, assim como Tetlepanquetzal (o Tlatoani de Tacuba), foi torturado, tendo seus pés queimados no fogo. Mesmo assim, não deu qualquer informação sobre os tesouros que os espanhóis cobiçavam.

Em 1525 Cortés levou-o na sua viagem às Honduras, talvez porque temesse que Cuauhtémoc liderasse uma insurreição. Algumas crónicas indígenas registam que Cuauhtémoc tentara informar outras cidades sobre as intenções dos conquistadores, durante a viagem, embora não fosse acreditado, já que estes também temiam os Astecas. O conquistador espanhol Bernal Diaz de Castilho descreveu uma versão mais elaborada da conspiração. Finalmente, Cortéz ordenou a morte de Cuauhtémoc em 26 de fevereiro de 1525.

Há uma série de discrepâncias nas diversas versões sobre o evento. Segundo o próprio Cortés, um dia antes da execução, Mexicalcingo habitante de Tenochtitlan afirmara que Cuauhtémoc, Coanacoch (tlatoani de Texcoco) e Tetlepanquetzal (tlatoani de Tlacopan) estavam tramando a sua morte. Cortés os interrogou até que confessassem, e depois enforcou Cuauhtémoc, Tetlepanquetzal, Tlacatlec. Cortés escreveu que fez isso como exemplo para quem conspirasse contra ele novamente. Essa versão de Cortés é apoiada pelo historiador Francisco López de Gómara.

Já de acordo com Bernal Díaz del Castillo, um dos homens de Cortés, que registou as suas recordações no livro A Verdadeira História da Conquista da Nova Espanha, a suposta conspiração foi revelada por dois homens, Tapia e Juan Velásquez. Díaz retrata as execuções como injustas, e que não foram baseadas em nenhuma evidência, e que Cortés começou a sofrer de insónias, com o peso na consciência após o cometido.
 

domingo, fevereiro 22, 2026

Sophie Scholl, da resistência anti-nazi Rosa Branca, foi executada há oitenta e três anos...

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Sophie Magdalena Scholl (Forchtenberg, 9 de maio de 1921Munique, 22 de fevereiro de 1943) era membro da Rosa Branca, movimento da resistência alemã anti-nazi. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como uma mártir.
  
No início do verão de 1942, Sophie Scholl participou da produção e distribuição de panfletos da Rosa Branca, um movimento de inspiração católica. Foi presa em 18 de fevereiro de 1943 enquanto distribuía o 6º panfleto na Universidade de Munique. Os panfletos eram redigidos e depois copiados, sendo, depois, entregues nas caixas de correio das casas de grandes cidades da Baviera (berço do movimento nazi). Esses panfletos continham trechos apocalípticos da Bíblia, para impressionar. Sophie, o seu irmão, Hans Scholl, e mais um universitário, Christoph Probst, foram presos em 18 de fevereiro de 1943, depois de o reitor da universidade de Munique os surpreender distribuindo panfletos no pátio da universidade. A Gestapo prendeu-os, julgou-os e, menos de quatro horas depois de condenados, foram guilhotinados.
Desobedecendo a ordens superiores, os carcereiros deixaram os jovens reencontrarem os seus pais antes de encontrarem o trágico destino dos opositores ao nacional-socialismo, a morte. Os três são hoje tidos como heróis nacionais alemães. É bom lembrar que, entre fevereiro e outubro de 1943, foram mortos ainda mais 50 integrantes do movimento Rosa Branca.
   

   

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Monumento de homenagem ao movimento "Rosa Branca", em frente à Universidade Ludwig Maximilian em Munique 
   
Rosa Branca (em alemão: Weiße Rose) foi um movimento anti-nazi da resistência alemã, de inspiração católica, surgido na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Os seus principais membros eram Sophie Scholl, Hans Scholl e Cristoph Probst. Eles foram todos guilhotinados pela Gestapo em 1943 depois de Sophie ser presa com panfletos anti-nazis. Os seus panfletos tinham citações do Apocalipse e frases anti-nazis e eram deixados nas caixas de correio. Em julho de 1943, milhões de cópias do último panfleto da resistência, contrabandeado para o Reino Unido, foram lançadas sobre a Alemanha pelos aviões dos Aliados. Os membros da Rosa Branca, especialmente Sophie, tornaram-se ícones na Alemanha do pós-guerra.
    
Perseguição e resistência: selo alemão de 1983
 

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Afinal o vinho mata - Jorge Plantageneta, Duque de Clarence, foi executado há 548 anos...

  
Jorge Plantageneta, Duque de Clarence, (Dublin, 21 de outubro de 1449 – Londres, 18 de fevereiro de 1478) foi o terceiro filho de Ricardo, Duque de Iorque, e de Cecily Neville e irmão dos reis Eduardo IV e Ricardo III. Jorge foi elevado a duque de Clarence em 1461 e tornou-se também conde de Warwick e Salisbury em 1471, por via da sua mulher, Isabel Neville, a herdeira de Richard Neville.
Jorge nasceu em Dublin, na altura em que o pai se lançava como candidato à substituição do débil Henrique VI de Inglaterra. Demasiado jovem para acompanhar os primeiros episódios da Guerra das Rosas, Jorge mostrou-se um fervoroso apoiante do irmão, o rei Eduardo IV. Em 1469, Jorge casou-se com Isabel Neville, filha de Richard Neville, Conde de Warwick. Até então o principal conselheiro do rei, Warwick tinha recentemente se afastado de Eduardo IV e desertado para a casa de Lencastre. Jorge apostou a sua sorte com o sogro e apoiou a sua tentativa de rebelião. Quando o plano falhou, ambos fugiram para França e juntaram-se à exilada Margarida de Anjou. A ideia de Jorge era ser ele próprio a substituir Eduardo IV, mas quando Warwick e Margarida de Anjou planearam o casamento de Eduardo de Westminster (herdeiro de Henrique VI) e de Anne Neville, percebeu que nunca seria aceite como alternativa. Então, resolveu regressar à corte e procurar o perdão real. Eduardo IV aceitou-o de volta e após a morte de Warwick, confirmou-o como herdeiro do sogro.
Após a morte de Isabel, em 1476, o ambicioso duque de Clarence procurou o casamento com a herdeira Maria da Borgonha, mas, sem a aprovação de Eduardo IV, o plano falhou. De novo, os irmãos afastaram-se e Jorge começou a conspirar. Em janeiro de 1478, Jorge foi preso na Torre de Londres e declarado fora da lei pelo Parlamento, acusado de conspiração e de traição. Em virtude da sua condição de príncipe, Jorge foi executado em privado, em fevereiro do mesmo ano.
Jorge é também uma personagem principal na peça Ricardo III, de William Shakespeare. Neste drama, é executado por afogamento numa barril de vinho (que a lenda diz ser de Madeira, da casta Malvasia), uma estória que depois se popularizou.