terça-feira, março 10, 2026
O geólogo e matemático John Playfair nasceu há 278 anos
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
Marcadores: Charles Lyell, divulgação científica, Escócia, Geologia, James Hutton, John Playfair, Matemática, uniformitarismo
domingo, março 08, 2026
Hipátia foi assassinada há 1611 anos...
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Hipátia ou Hipácia (em grego clássico: Ὑπατία; romaniz.: Hypatía; Alexandria, circa 351/370 – Alexandria, 8 de março de 415) foi uma filósofa neoplatónica do Egito Romano. Foi a primeira mulher documentada como tendo sido matemática. Como chefe da escola platónica em Alexandria, também lecionou filosofia e astronomia.
Como neoplatonista, pertencia à tradição matemática da Academia de Atenas, representada por Eudoxo de Cnido, e era da escola intelectual do pensador Plotino, que a incentivou a estudar Lógica e Matemática, no lugar de se dedicar à investigação empírica, e a estudar Direito, em vez de ciências da natureza.
De acordo com a única fonte contemporânea, Hipátia foi assassinada por uma multidão de cristãos, depois de ser acusada de exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes em Alexandria: o governador Orestes e o bispo de Alexandria, Cirilo de Alexandria.
Kathleen Wider refere que o assassinato de Hipátia marcou o fim da Antiguidade Clássica, e Stephen Greenblatt observa que o assassinato "efetivamente marcou a queda da vida intelectual em Alexandria". Por outro lado, Maria Dzielska e Christian Wildberg notam que a filosofia helenística continuou a florescer nos séculos V e VI, e, talvez, até a era de Justiniano.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 16:11 0 comentários
Marcadores: Alexandria, assassinato, Dia Mundial da Mulher, Filosofia, Hipátia, Matemática
sexta-feira, março 06, 2026
Luís de Albuquerque nasceu há 109 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:09 0 comentários
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quinta-feira, março 05, 2026
Pierre-Simon de Laplace morreu há 199 anos
Retrato de Pierre-Simon Laplace por Johann Ernst Heinsius (1775)
Pierre-Simon, Marquês de Laplace (Beaumont-en-Auge, 23 de março de 1749 - Paris, 5 de março de 1827) foi um matemático, astrónomo e físico francês que organizou a astronomia matemática, resumindo e ampliando o trabalho de seus predecessores nos cinco volumes do seu Mécanique Céleste (Mecânica celeste) (1799-1825). Esta obra-prima traduziu o estudo geométrico da mecânica clássica usada por Isaac Newton para um estudo baseado em cálculo, conhecido como mecânica física. Foi eleito membro da Royal Society em 1789.
Postado por Fernando Martins às 19:09 0 comentários
Marcadores: astronomia, Física, Laplace, Matemática
segunda-feira, fevereiro 23, 2026
Gauss morreu há 171 anos...
Postado por Fernando Martins às 17:10 0 comentários
Marcadores: Alemanha, astronomia, estatística, Gauss, geodesia, geometria, Matemática, ótica
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
Nicolau Copérnico nasceu há 553 anos
(...)
Copérnico morreu em 24 de maio de 1543, em Frauenburgo, no mesmo dia da publicação da sua obra "Da revolução de esferas celestes".
Postado por Fernando Martins às 05:53 0 comentários
Marcadores: astronomia, Copérnico, Igreja Católica, Matemática, Nicolau Copérnico, Polónia, teoria heliocêntrica
domingo, fevereiro 15, 2026
Poema para recordar um cientista...

Poema para Galileo
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caía
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
in Linhas de Força (1967) - António Gedeão
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Física, Galileu Galilei, Inquisição, Itália, luneta, Matemática, poesia António Gedeão, Revolução Científica, telescópio refrator
Galileu Galilei nasceu há 462 anos
Postado por Fernando Martins às 00:46 0 comentários
Marcadores: astronomia, Física, Galileu Galilei, Matemática, Telescópio, telescópio refrator
domingo, fevereiro 08, 2026
John von Neumann morreu há 69 anos...
A von Neumann probe is a spacecraft capable of replicating itself. It is a concatenation of two concepts: a "Von Neumann universal constructor" (self-replicating machine) and a probe (an instrument to explore or examine something). The concept is named after Hungarian American mathematician and physicist John von Neumann, who rigorously studied the concept of self-replicating machines that he called "Universal Assemblers" and which are often referred to as "von Neumann machines". Such constructs could be theorised to comprise five basic components (variations of this template could create other machines such as Bracewell probes):
- Probe: which would contain the actual probing instruments & goal-directed AI to guide the construct.
- Life-support systems: mechanisms to repair and maintain the construct.
- Factory: mechanisms to harvest resources & replicate itself.
- Memory banks: store programs for all its components & information gained by the probe.
- Engine: motor to move the probe.
Andreas Hein and science fiction author Stephen Baxter proposed different types of von Neumann probes, termed "Philosopher" and "Founder", where the purpose of the former is exploration and for the latter preparing future settlement.
A near-term concept of a self-replicating probe has been proposed by the Initiative for Interstellar Studies, achieving about 70% self-replication, based on current and near-term technologies.
If a self-replicating probe finds evidence of primitive life (or a primitive, low-level culture) it might be programmed to lie dormant, silently observe, attempt to make contact (this variant is known as a Bracewell probe), or even interfere with or guide the evolution of life in some way.
Physicist Paul Davies of Arizona State University has raised the possibility of a probe resting on our own Moon, having arrived at some point in Earth's ancient prehistory and remained to monitor Earth, which is reminiscent of Arthur C. Clarke's "The Sentinel" and the Stanley Kubrick film 2001: A Space Odyssey that was based on Clarke's story.
A variant idea on the interstellar von Neumann probe idea is that of the "Astrochicken", proposed by Freeman Dyson. While it has the common traits of self-replication, exploration, and communication with its "home base", Dyson conceived the Astrochicken to explore and operate within our own planetary system, and not explore interstellar space.
Anders Sandberg and Stuart Armstrong argued that launching the colonization of the entire reachable universe through self-replicating probes is well within the capabilities of a star-spanning civilization, and proposed a theoretical approach for achieving it in 32 years, by mining planet Mercury for resources and constructing a Dyson Swarm around the Sun.Postado por Fernando Martins às 06:09 0 comentários
Marcadores: estatística, judeus, Matemática, polimata, Projecto Manhattan, Sonda de Von Neumann, von Neumann
domingo, janeiro 25, 2026
Lagrange nasceu há 290 anos...
Joseph Louis Lagrange, nascido como Giuseppe Lodovico Lagrangia (Turim, 25 de janeiro de 1736 – Paris, 10 de abril de 1813) foi um matemático italiano. O pai de Lagrange havia sido tesoureiro de guerra da Sardenha, tendo se casado com Marie-Thérèse Gros, filha de um rico físico. Foi o único de dez irmãos que sobreviveu à infância. Napoleão Bonaparte fez dele senador, conde do império e grande oficial da Legião de Honra.
Postado por Fernando Martins às 00:29 0 comentários
Marcadores: asteróides, astronomia, Física, Matemática, Mecânica, pontos de Lagrange, troianos
quinta-feira, janeiro 22, 2026
Luís de Albuquerque morreu há trinta e quatro anos...
(imagem daqui)
Postado por Fernando Martins às 00:34 0 comentários
Marcadores: Engenharia Geográfica, História, História dos Descobrimentos, Luís de Albuquerque, Matemática, Universidade de Coimbra, XVII Exposição Europeia de Arte
quarta-feira, janeiro 14, 2026
Kurt Godel morreu há 48 anos
Postado por Fernando Martins às 00:48 0 comentários
Marcadores: Kurt Godel, Matemática
Edmond Halley morreu há 284 anos...
Postado por Fernando Martins às 00:28 0 comentários
Marcadores: astronomia, cometa Halley, demografia, Edmond Halley, Física, Halley, Matemática, Observatório de Greenwich
quinta-feira, janeiro 08, 2026
Galileu Galilei morreu há 384 anos...

Poema para Galileo
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caía
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
in Linhas de Força (1967) - António Gedeão
Postado por Fernando Martins às 00:38 0 comentários
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quinta-feira, janeiro 01, 2026
Jean Bernoulli morreu há 278 anos
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
Marcadores: Bernoulli, Matemática
sábado, dezembro 27, 2025
Kepler nasceu há 454 anos
Durante a sua carreira, Kepler foi professor de Matemática numa escola para seminaristas em Graz, Áustria, um assistente do astrónomo Tycho Brahe, o matemático imperial do imperador Rodolfo II e dos seus dois sucessores, Matias I e Fernando II. Também foi professor de matemática em Linz, Áustria, e conselheiro do general Wallenstein. Adicionalmente, fez um trabalho fundamental no campo da ótica, inventou uma versão melhorada do telescópio refrator e ajudou a legitimar as descobertas telescópicas do seu contemporâneo Galileu Galilei.
Kepler viveu numa época em que não havia nenhuma distinção clara entre astronomia e astrologia, mas havia uma forte divisão entre a astronomia (um ramo da matemática dentro das artes liberais) e a física (um ramo da filosofia natural). Kepler também incorporou raciocínios e argumentos religiosos no seu trabalho, motivado pela convicção religiosa de que Deus havia criado o mundo de acordo com um plano inteligível, acessível através da luz natural da razão. Kepler descreveu sua nova astronomia como "física celeste", como "uma excursão à Metafísica de Aristóteles" e como "um suplemento de Sobre o Céu de Aristóteles", transformando a antiga tradição da cosmologia física ao tratar a astronomia como parte de uma física matemática universal.Postado por Fernando Martins às 04:54 0 comentários
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