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O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas. Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
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Fernando Martins
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Poema para Galileo
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caía
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
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Fernando Martins
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Allessandro Parronchi (Florence, 26 December 1914 – Florence, 6 January 2007) was an Italian poet, art historian, and literary critic. He won the 1999 Mondello Prize for literature.
Although much of his work has never been translated into English, in 1969 Grosset & Dunlap published a translation of his work on the sculpture of Michelangelo. A translation and critical study of his publications has been performed by Angela Joan Bedford Mackie.
Biography
Parronchi was born to a middle-class Florentine family, with his father and grandfather being respected local figures. Interested in Classical literature from an early age, he began to think about the meaning of youth, as well as love and death, following the death of his father; these are themes that pervade his poetry.
In 1938 he graduated with a degree in art history, and begun working for Florentine magazines and newspapers. In this cultural atmosphere he associated with such poets and artists as Umberto Bellintani, Marco Lusini, Bilenchi Romano, Giorgio Caproni, Charles Betocchi, Alfonso Gatto, Fallacara, Mario Luzi, Piero Bigongiari, and Ottone Rosai. In 1941 he published his first book of poems, I giorni sensibili (Sensitive Dats), which he followed with I visi (Faces) in 1943 and Un'attesa in 1949. He subsequently gained employment as a university professor of art history, focusing in the art of the Renaissance.
On January 6, 2007, he died at his home of the Via Luigi Settembrini 21 in Florence, where he lived with his wife and daughter Nara.
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A CHE PENSI?
— A che pensi? — La tua voce mi coglie
mentre guardo il paesaggio rispecchiato
sul buio della stanza. Per un poco
l’eco delle parole si sospende
al silenzio che le fa più gravi, poi:
— A che pensi? — E il tuo viso si fa triste
per sapere, indagare…
Penso ai giorni
d’aprile che non io ma un altro certo
ha vissuto come in sogno, ora richiusi
sigillati dietro un vetro trasparente
in un verde irraggiungibile deserto.
Penso a tutto ciò che sfugge dal presente.
Penso a quando sulla terra sarà come
noi non fossimo mai stati, a quel vibrare
delle tremule nell’aria, a quegli odori…
Alessandro Parronchi
Em que pensas?
- Em que pensas? – A tua voz apanha-me
a observar a paisagem reflectida
no escuro da sala. Por um pouco
o eco das palavras fica em suspenso
no silêncio que lhes dá mais peso, depois:
- Em que pensas? – E o teu rosto entristece,
a querer saber, a indagar…
Penso nos dias de Abril,
que não eu mas um outro por certo
viveu como que em sonhos, agora fechados
e lacrados por trás de um vidro transparente
num verde deserto inatingível.
Penso em tudo o que escapa ao presente,
penso em quando será neste mundo
como se nós não tivéssemos existido,
no vibrar da tremulina do ar, naqueles cheiros…
Alessandro Parronchi - tradução Albino M.
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Presumivel auto-retrato
Piero di Lorenzo di Piero d´Antonio, mais conhecido como Piero di Cosimo (Florença, 2 de janeiro de 1462 - Florença, 12 de abril de 1522) foi um pintor italiano da Escola Florentina do Renascimento.
O nome pelo qual este artista veio a ser conhecido deve-se a seu aprendizado, por volta de 1480, no ateliê de Cosimo Rosselli. Colaborou com o seu mestre na execução dos afrescos da Capela Sistina (1481-1482), encomendados pelo Papa Sisto IV. A sua arte foi fortemente influenciada pela pintura flamenga, em voga em Florença, sobretudo após 1483, por ocasião da colocação do Tríptico Portinari, de Hugo van der Goes, na igreja de Sant´Egidio (Uffizi). As suas obras da juventude também denotam a influência de Luca Signorelli e de Lorenzo di Credi.
Em 1503, inscreve-se como pintor na Compagnia di San Luca, uma corporação de ofício de artistas florentinos, conforme atesta um registro da época. A documentação sobre sua vida e carreira, no entanto, é bastante escassa. A principal fonte de informações sobre Piero é a obra Le Vite, de Giorgio Vasari. Das pinturas de Piero que chegaram até nós, nenhuma é assinada, datada ou documentada, e as atuais atribuições dependem, em grande parte, do julgamento de Vasari.
Não obstante, sua obra pictórica se caracteriza por extrema originalidade e por uma aguçada capacidade de combinar o realismo de matriz flamenga (a exemplo dos famosos retratos de Giuliano da Sangallo e Francesco Giamberti) com uma desconcertante liberdade de imaginação, não isenta por vezes de certa inclinação ao fantástico, ao caprichoso, ao monstruoso e mesmo ao lúgubre.
As obras tardias de Piero são marcadas por uma aproximação do sfumato leonardiano, como se percebe na célebre Libertação de Andrômeda, nos Uffizi, em Florença, pintada para os Strozzi, embora a obra não seja consensualmente atribuída ao pintor. Teve vários discípulos, dentre os quais destacou-se Andrea del Sarto.
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| Date | December 28, 1908 5:20 am |
|---|---|
| Magnitude | 7.1 Mw |
| Epicenter | 38.15°N 15.683°E |
| Areas affected | Sicily & Calabria, Italy |
| Tsunami | Yes |
| Casualties | 100.000 to 200.000 |
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Fernando Martins
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Allessandro Parronchi (Florence, 26 December 1914 – Florence, 6 January 2007) was an Italian poet, art historian, and literary critic. He won the 1999 Mondello Prize for literature.
Although much of his work has never been translated into English, in 1969 Grosset & Dunlap published a translation of his work on the sculpture of Michelangelo. A translation and critical study of his publications has been performed by Angela Joan Bedford Mackie.
Biography
Parronchi was born to a middle-class Florentine family, with his father and grandfather being respected local figures. Interested in Classical literature from an early age, he began to think about the meaning of youth, as well as love and death, following the death of his father; these are themes that pervade his poetry.
In 1938 he graduated with a degree in art history, and begun working for Florentine magazines and newspapers. In this cultural atmosphere he associated with such poets and artists as Umberto Bellintani, Marco Lusini, Bilenchi Romano, Giorgio Caproni, Charles Betocchi, Alfonso Gatto, Fallacara, Mario Luzi, Piero Bigongiari, and Ottone Rosai. In 1941 he published his first book of poems, I giorni sensibili (Sensitive Dats), which he followed with I visi (Faces) in 1943 and Un'attesa in 1949. He subsequently gained employment as a university professor of art history, focusing in the art of the Renaissance.
On January 6, 2007, he died at his home of the Via Luigi Settembrini 21 in Florence, where he lived with his wife and daughter Nara.
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A MIO PADRE, IN SOGNO
Sorridi un poco e te ne vai pensoso.
E ad un tratto con lacrime mi chiedo
quanto tempo è che al petto non ti stringo
non afferro da amico quelle braccia.
La memoria ha insensibili naufragi.
Scolora come il cielo di settembre
sotto il vento si popola di nubi.
Te ne vai. Quante cose all’improvviso
mi ritrovo da dirti… E resto muto.
Ma perché nell’istante che mi volto
non sei più là? Ci sono tante cose
da dirsi… Ed io ti chiamo ancora, e credo
che non può certo, questo, essere un sogno.
Alessandro Parronchi
Ao meu Pai, em sonho
Sorris um pouco e afastas-te pensativo.
E de repente eu pergunto-me em lágrimas
há quanto tempo não te abraço contra o peito,
não agarro esses braços com afecto.
A memória tem naufrágios imperceptíveis,
perde cor tal como o céu de Setembro
se povoa de nuvens com o vento.
Vais-te. Quantas coisas me ocorrem
para te dizer, subitamente… E fico calado.
Mas porque é que no instante em que me volto
já tu desapareceste? Há tanta coisa
para dizer… E eu chamo-te ainda, crendo
que não pode certamente, isto, ser só um sonho.
Alessandro Parronchi - tradução Albino M.
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Segundo a Bíblia, no livro de Mateus 2,13-18, estes acontecimentos ocorreram no tempo do Rei Herodes, o qual teria mandado matar todas as crianças de até dois anos, com receio de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus.
Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real.
O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta da cidade de Greccio, na Itália, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus.
O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567, a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores ao Menino Jesus e o cantar dos anjos.
Foi já no século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.
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Filho de um mercador, Giovanni Boccaccio não se dedicou ao comércio, como era o desejo de seu pai, preferindo cultivar o talento literário, que se manifestou desde muito cedo. Foi um importante humanista, autor de um número notável de obras, incluindo Decamerão, o poema alegórico Visão Amorosa (Amorosa visione) e De claris mulieribus, uma série de biografias de mulheres ilustres. O "Decamerão" fez de Boccaccio o primeiro grande realista da literatura universal.
Ao ler "A Comédia", de Dante Alighieri, ficou tão fascinado que a renomeou de "A Divina Comédia", título com que a obra seria imortalizada. Considerado pelos seus contemporâneos florentinos uma autoridade sobre Dante, o governo da cidade convidou-o, em 1373, a fazer uma leitura pública da Divina Comédia. Se bem que haja poucos registos, crê-se que Boccaccio fez apenas cerca de 65 palestras, pois a doença obrigava-o a interromper a apresentação no Canto XVII do Inferno. Nunca conseguiria terminar o projeto, mas o texto com os seus comentários ficou para a posteridade: Esposizioni sopra la Comedia di Dante. Boccacio foi autor de uma das primeiras biografias de Dante, o Trattatello in laude di Dante, também conhecido como Vita di Dante. Encontra-se sepultado na Igreja de São Jacob e Filipe na Toscana, Itália.
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Gianni Morandi (Monghidoro, Emilia-Romagna, 11 de dezembro de 1944), nascido Gian Luigi Morandi é um cantor de música pop italiano. Tornou-se uma das mais conhecidas personalidades do show-business italiano das últimas quatro décadas.
Morandi fez a sua estreia em 1962 e rapidamente tornou-se famoso, tendo ganhado diversos festivais musicais em Itália, incluindo o Festival Canzonissima em 1969. Em 1970, representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção de 1970, interpretando o tema Occhi Di Ragazza (Olhos de rapariga). A sua carreira entrou em declínio em meados dos anos 70 mas voltou em força nos anos 80. Gianni Morandi venceu o Festival de São Remo em 1987, classificou-se em segundo em 1995 e terceiro em 2000.
Estima-se que Morandi tenha vendido mais de 30 milhões de LPs e CDs. Ele escreveu vários livros autobiográficos e surgiu em dezoito filmes. Na televisão, surgiu em 1984 na série televisiva Voglia di volare.

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Fernando Martins
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