domingo, setembro 06, 2026
Pavarotti morreu há dezanove anos...
Postado por Fernando Martins às 00:19 0 comentários
Marcadores: E lucevan le stelle, Giacomo Puccini, Itália, Luciano Pavarotti, música, Ópera, Os Três Tenores, tenor, Tosca
quinta-feira, setembro 03, 2026
O Autódromo de Monza faz hoje 104 anos
O Autódromo Nacional de Monza (em italiano: Autodromo Nazionale di Monza) é uma pista de automobilismo localizada próxima à cidade de Monza, na Itália, ao norte de Milão. É um dos circuitos mais tradicionais para a prática do automobilismo no mundo. É famoso principalmente por receber o Grande Prémio da Itália de Fórmula 1 quase anualmente, desde 3 de setembro de 1922, data da sua inauguração. Apenas em 1980 Monza não fez parte do calendário, porque estava a ser melhorado no momento, regressando em 1981.
Postado por Fernando Martins às 01:04 0 comentários
Marcadores: automobilismo, Fórmula 1, Itália, monza
segunda-feira, agosto 31, 2026
Amilcare Ponchielli nasceu há 192 anos...
Amilcare Ponchielli (Paderno Ponchielli, 31 de agosto de 1834 – Milão, 17 de janeiro de 1886) foi um compositor italiano, basicamente de óperas.
- Il sindaco babbeo, 1881 (um projeto de estudante)
- I promessi sposi, Cremona 1856 - ignorado pela imprensa.
- Bertrando del Bornio, 1858 (agendado para Turim mas não executado)
- La Savoiarda, 1861; revista como Lina, 1877
- Roderico, re dei Goti, 1863
- I promessi sposi, Milão (T. Dal Verme) 1872 - sucesso como uma versão revista
- Il parlatore eterno, 1873 (um monólogo para barítono)
- I Lituani, 1874; revista, 1875
- La Gioconda, Milão 1876; criada por Julian Gayarre; versões revistas em 1876 e 1880. A parte mais conhecida desta ópera é a "Dança das Horas", um curto balé romântico.
- Il figliuol prodigo, Milan 1880; criada por Francesco Tamagno
- Marion Delorme, Milão 1885; criada por Francesco Tamagno; revisada Brescia, 1885.
- I Mori di Valenza (deixada imcompleta; finalizada por Arturo Cadore e estreada em Monte Carlo Mar. 17, 1914); criada por Giovanni Martinelli
Postado por Fernando Martins às 19:20 0 comentários
Marcadores: Amilcare Ponchielli, Dança das Horas, Itália, La Gioconda, música, Ópera
Maria Montessori nasceu há 156 anos...
Desde muito jovem, manifestou interesse pelas matérias científicas, principalmente matemática e biologia, resultando em conflito com os seus pais, que desejavam que ela seguisse a carreira de professora.
Responsável também pela criação do Método Montessori de aprendizagem, composto especialmente por um material de apoio em que a própria criança (ou utilizador) observa e faz as conexões corretas.
Postado por Fernando Martins às 01:56 0 comentários
Marcadores: Itália, Maria Montessori, Método Montessori, pedagogia
quinta-feira, agosto 27, 2026
Ticiano morreu há quatrocentos e cinquenta anos...
Postado por Fernando Martins às 00:45 0 comentários
Marcadores: Itália, pintura, Renascimento, Ticiano
quarta-feira, agosto 26, 2026
Cesare Pavese morreu há 76 anos...

Cesare Pavese (Santo Stefano Belbo, 9 de setembro de 1908 - Turim, 26 de agosto de 1950) foi um escritor e poeta italiano.
Combatente antifascista, o que lhe rendeu três anos de prisão no sul da Itália. Nessa época, iniciou o seu diário "O Ofício de Viver", título original "Il Mestiere di Vivere", uma autocrítica revelada em reflexões sobre a sua arte, seus processos criativos e sobre o sentido da existência.
Biografia
Cesare Pavese nasceu em Santo Stefano Belbo, nas Langhe (província de Cuneo), tendo-se mudado ainda em criança para Turim, donde se ausentou sempre apenas durante pouco tempo: passou um ano na prisão em Barcaleone (Reggio Calabria), comprometido por amigos políticos; passou algum tempo em Roma em trabalho para a editora Einaudi, da qual foi um dos mais eficazes conselheiros editoriais; suicidou-se em Turim em 1950.

After World War II Pavese joined the Italian Communist Party and worked on the party's newspaper, L'Unità. The bulk of his work was published during this time. Toward the end of his life, he would frequently visit Le Langhe, the area where he was born, where he found great solace. Depression, the failure of a brief love affair with the actress Constance Dowling, to whom his last novel and one of his last poems ("Death will come and she'll have your eyes") were dedicated, and political disillusionment led him to his suicide by an overdose of barbiturates in 1950. That year he had won the Strega Prize for La Bella Estate, comprising three novellas: 'La tenda', written in 1940, 'Il diavolo sulle colline' (1948) and 'Tra donne sole' (1949).
Leslie Fiedler wrote of Pavese's death "...for the Italians, his death has come to have a weight like that of Hart Crane for us, a meaning that penetrates back into his own work and functions as a symbol in the literature of an age." The circumstances of his suicide, which took place in a hotel room, mimic the last scene of Tra Donne Sole (Among Single Women), his penultimate book. His last book was 'La Luna e i Falò', published in Italy in 1950 and translated into English as The Moon and the Bonfires by Louise Sinclair in 1952.
in Wikipédia
You, wind of March
És a vida e a morte.
Vieste de março
para a terra nua -
e dura ainda o teu arrepio.
Sangue de primavera
anémona ou nuvem-
o teu passo leve
violou a terra.
Recomeça a dor.
O teu passo leve
reabriu a dor.
Estava fria a terra
debaixo do triste céu,
imóvel e fechada
num sonho tórpido,
como quem já não sofre.
Também o gelo era doce
dentro do coração profundo.
Entre a vida e a morte
a esperança calava-se.
Agora tudo o que vive
tem voz e sangue.
Agora a terra e o céu
são um arrepio forte,
torce-os a esperança,
transtorna-os a manhã,
submerge-os o teu passo,
o teu hálito de aurora.
Sangue de primavera,
toda a terra treme
dum tremor antigo.
Reabriste a dor.
És a vida e a morte.
Sobre a terra nua
passaste leve
como andorinha ou nuvem,
e a torrente do coração
reanimou-se e jorra
e espelha-se no céu
e reflete as coisas -
e as coisas, no céu e no coração
sofrem e contorcem-se
à tua espera.
É a manhã, é a aurora,
sangue de primavera,
tu violaste a terra.
A esperança torce-se,
e espera-te e chama-te.
És a vida e a morte.
O teu passo é leve.
Cesare Pavese
Postado por Fernando Martins às 07:06 0 comentários
Marcadores: Cesare Pavese, Itália, poesia, suicídio
Virá a morte e terá os teus olhos...

questa morte che ci accompagna
dal mattino alla sera, insonne,
sorda, come un vecchio rimorso
o un vizio assurdo. I tuoi occhi
saranno una vana parola,
un grido taciuto, un silenzio.
Cosí li vedi ogni mattina
nello specchio. O cara speranza,
quel giorno sapremo anche noi
che sei la vita e sei il nulla.
Per tutti la morte ha uno sguardo.
Verrà la morte e avrà i tuoi occhi.
Sarà come smettere un vizio,
come vedere nello specchio
riemergere un viso morto,
come ascoltare un labbro chiuso.
Scenderemo nel gorgo muti.
22 marzo 1950
Cesare Pavese
Um tradução do poema, de Cláudia Alves:
Virá a morte e terá os teus olhos
Virá a morte e terá os teus olhos –
esta morte que nos acompanha
desde a manhã até a tarde, insone,
surda, como um remorso antigo
ou um vício absurdo. Os teus olhos
serão uma palavra vã,
um grito calado, um silêncio.
Assim tu os vês toda manhã
quando te inclinas sobre ti mesma
no espelho. Oh querida esperança,
naquele dia também viremos a saber
que és a vida e és o nada.
Para cada um a morte tem um olhar.
Virá a morte e terá os teus olhos.
Será como abandonar um vício,
como ver no espelho
ressurgir uma face morta,
como escutar um lábio fechado.
Desceremos mudos ao turbilhão.
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
Marcadores: Cesare Pavese, Itália, poesia, suicídio
segunda-feira, agosto 24, 2026
A cidade de Pompeia foi destruida pelo Vesúvio há 1947 anos...
Postado por Fernando Martins às 19:47 0 comentários
Marcadores: cinza vulcânica, erupção, Império Romano, Itália, nuvens ardentes, Pompeia, Vesúvio, Vulcanologia, Vulcão
Um terramoto arrasou a cidade de Amatrice há dez anos...
Postado por Fernando Martins às 10:00 0 comentários
quinta-feira, agosto 20, 2026
Hoje é dia de recordar um poeta chamado Salvatore Quasimodo...

Epitáfio para Bice Donetti
Com os olhos postos na chuva, nos elfos da noite
ei-la, na quadra quinze de Musocco:
a mulher emiliana a quem um dia amei
quando era o tempo triste da mocidade.
Foi há pouco sorteada pela morte
enquanto quieta olhava o vento do outono
agitar os ramos dos plátanos e as folhas
de sua cinza casa de subúrbio.
Tem ainda o rosto vivo da surpresa,
Como, deslumbrado, deve te-lo tido na infância
ao ver o engolidor de fogo no alto da carroça.
Ó tu que passas, vindo de outros mortos,
defronte da tumba mil cento e sessenta,
por um minuto para e rende uma homenagem
àquela que este homem não chorou nunca,
e que aqui fica, exilado, com os seus versos,
um com tantos, operário de sonhos.
Salvatore Quasimodo
Postado por Pedro Luna às 12:50 0 comentários
Marcadores: Itália, literatura, poesia, Prémio Nobel, Salvatore Quasimodo
Salvatore Quasimodo nasceu há 125 anos...
Salvatore Quasimodo (Módica, 20 de agosto de 1901 - Amalfi, 14 de junho de 1968) foi um poeta italiano que recebeu o Nobel de Literatura em 1959.
Perdoar
Busca o mel onde há o mal
E com os dedos toca com ternura
o rosto de quem te morde o rosto.
Olha no olho de quem mal te vê
e cobre com flores o que era sangue.
Tua mão e a dele são iguais, bem sabes
e sabes que quem te fere é teu irmão.
Salvatore Quasimodo
Postado por Fernando Martins às 01:25 0 comentários
Marcadores: Itália, literatura, poesia, Prémio Nobel, Salvatore Quasimodo
terça-feira, agosto 18, 2026
Antonio Salieri nasceu há 276 anos
Antonio Salieri (Legnago, 18 de agosto de 1750 – Viena, 7 de maio de 1825), foi um compositor de ópera italiano. Foi o compositor oficial da Corte de José II, Arquiduque da Áustria. A sua música foi bastante conhecida na sua época. As lendas a respeito do seu mau relacionamento com Wolfgang Amadeus Mozart, com quem conviveu em Viena até à morte deste, foram criadas pela peça de teatro de Peter Shaffer, adaptada para o cinema, sob direção de Milos Forman, com o título Amadeus. O filme, vencedor de oito Óscares, em 1984, retrata um Salieri invejoso do génio de Mozart, ao mesmo tempo admirador e que possui um bom talento musical. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores, não correspondendo à figura histórica do compositor.
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
Marcadores: Áustria, De Profundis, Itália, Mozart, música, música clássica, Ópera, Salieri
segunda-feira, agosto 17, 2026
Francesco Albani nasceu há 448 anos
Postado por Fernando Martins às 04:48 0 comentários
Marcadores: barroco, Francesco Albani, Itália, pintura
sexta-feira, agosto 14, 2026
A ponte Morandi desabou há oito anos...
A 14 de agosto de 2018, a parte da ponte sobre a zona fluvial e industrial Sampierdarena desabou no momento em que vários automóveis e camiões passavam por ela, causando 43 mortes.
Postado por Fernando Martins às 08:00 0 comentários
Marcadores: acidente, Itália, ponte Morandi, pontes
domingo, agosto 09, 2026
Ruggiero Leoncavallo morreu há 107 anos...
Pagliacci foi apresentada em Milão em 1892 com sucesso imediato e hoje é o único trabalho de Leoncavallo no reportório padrão de ópera. A sua mais famosa ária Vesti la giubba, "Veste a manta de retalhos") foi gravada por Enrico Caruso e foi o primeiro registo do mundo a vender um milhão de cópias.
I Medici e Chatterton (1896) foram também produzidas em Milão. Grande parte de Chatterton foi gravado pela Gramophone Company (mais tarde HMV). Foi em La bohème, realizada em 1897 em Veneza que o seu talento obteve confirmação pública (as suas duas árias para tenor são realizadas ocasionalmente, especialmente em Itália). Posteriormente compôs as óperas Zaza (1900) (a ópera de Geraldine Farrar, famosa pelo seu desempenho de despedida no Met) e Der Roland Von Berlin (1904). Obteve um breve sucesso em Zingari que estreou em Itália, e Londres, em 1912. (Zingari esteve longo tempo, no Hipódromo Teatro). Zingari chegou aos Estados Unidos, mas logo depois desapareceu do repertório.
Após uma série de operetas, Leoncavallo, num último esforço, criou Edipo Re, mas morreu antes de terminar a orquestração, que foi completada por Giovanni Pennacchio. Desde a década de 70 esta ópera tem tido um número surpreendentemente elevado de representações (incluindo Roma 1972, Viena 1977 e Amesterdão 1998), bem como uma produção totalmente encenada no Teatro Regio di Torino, em 2002.
A famosa Mattinata foi por ele escrita para a Gramofone Company com Caruso em mente. Escreveu o libreto para a maioria das suas próprias óperas e é considerado o maior libretista italiano do seu tempo, após Arrigo Boito. Importante foi ainda a sua contribuição para o libreto de Manon Lescaut de Giacomo Puccini.
Ruggero Leoncavallo morreu em Montecatini, Toscânia, em 9 de agosto de 1919.
Postado por Fernando Martins às 01:07 0 comentários
Marcadores: Itália, Mattinata, Ópera, Ruggero Leoncavallo, Ruggiero Leoncavallo, verismo
domingo, agosto 02, 2026
Hoje é dia de recordar Caruso...
Postado por Pedro Luna às 10:50 0 comentários
Marcadores: Caruso, Enrico Caruso, Itália, música, Nápoles, Ópera, Pagliacci, Ruggero Leoncavallo, Vesti la giubba
Caruso morreu há cento e cinco anos...


Começou a carreira em 1894, aos 21 anos de idade, na cidade natal. Recebeu as primeiras aulas de canto de Guglielmo Vergine. Atuou, entre outras óperas, na estreia de Fedora e La Fanciulla del West, do compositor italiano Giacomo Puccini. As mais famosas interpretações foram como Canio na ópera I Pagliacci, de Leoncavallo e como Radamés, em Aida, de Giuseppe Verdi. Na metade da década de 1910 já era conhecido internacionalmente. Era constantemente contratado pela Metropolitan Opera de Nova Iorque, relação que persistiu até 1920. Caruso foi eternizado pelo agudo mais potente já conhecido, e por muitos considerado o melhor cantor de ópera de todos os tempos.
O compositor lírico Giacomo Puccini e o compositor de canções populares Paolo Tosti foram seus amigos e compuseram obras especialmente para ele.
Caruso apostou na nova tecnologia de gravação de som em discos de cera e fez as primeiras 20 gravações em Milão, em 1895. Em 1903, foi para Nova Iorque e, no mesmo ano, deu início a gravações fonográficas pela Victor Talking Machine Company, antecessora da RCA-Victor. Caruso foi um dos primeiros cantores a gravar discos em grande escala. A indústria fonográfica e o cantor tiveram uma estreita relação, que ajudou a promover comercialmente a ambos, nas duas primeiras décadas do século XX. As suas gravações foram recuperadas e, remasterizadas, encontraram o meio moderno e duradouro de divulgação de sua arte no disco compacto, CD.
O repertório de Caruso incluía cerca de sessenta óperas, a maioria delas em italiano, embora ele tenha cantado também em francês, inglês, espanhol e latim, além do dialeto napolitano, das canções populares de sua terra natal. Cantou perto de 500 canções, que variaram das tradicionais italianas até as canções populares do momento.
A sua vida foi tema de um filme norte-americano, permeado de ficção, intitulado O Grande Caruso (The Great Caruso), de 1951, com o cantor lírico Mario Lanza interpretando Caruso. Devido ao seu conteúdo altamente ficcional, o filme foi proibido na Itália.
No filme Fitzcarraldo de Werner Herzog, com Klaus Kinski no papel de Fitzcarraldo, aparece, no início da projeção, uma entrada de Caruso na Ópera de Manaus, no Brasil, onde Caruso de facto nunca se apresentou.
Os últimos dias da sua vida são narrados, de forma romantizada, na canção Caruso, de Lucio Dalla (1986).
Postado por Fernando Martins às 01:05 0 comentários
Marcadores: Caruso, E lucevan le stelle, Enrico Caruso, Giacomo Puccini, Itália, música, Nápoles, Ópera, Tosca
sexta-feira, julho 31, 2026
Primo Levi nasceu há 107 anos

Primo Levi (Turim, 31 de julho de 1919 - Turim, 11 de abril de 1987) foi um químico e escritor italiano. Escreveu memórias, contos, poemas e novelas. É mais conhecido por seu trabalho sobre o Holocausto, em particular, por ter sido um prisioneiro em Buna-Monowitz (Auschwitz III). O seu livro Se questo è un uomo (Brasil: É isso um Homem / Portugal: Se Isto É um Homem) é considerado um dos mais importantes trabalhos memorialísticos do século XX. O seu livro Il sistema periodico (A Tabela Periódica), por sua vez, foi considerado o melhor livro de ciência já escrito pela Royal Institution.
in Wikipédia
Canto dos mortos em vão
Sentai-vos e negociai
À vossa vontade, velhas raposas grisalhas.
Iremos amuralhar-vos num palácio esplêndido
Com comida, vinho, boas camas e bom fogo.
Para que possais negociar e chegar a bom termo sobre
A vida dos nossos filhos e dos vossos.
Que toda a sabedoria da criação
Convirja para bendizer as vossas mentes
E vos guie no labirinto.
Mas lá fora ao frio, nós iremos esperar-vos,
O exército dos mortos em vão,
Nós os de Marne e de Montecassino,
De Treblinka, de Dresden e de Hiroshima:
E estarão connosco
Os leprosos e os tracomatosos,
Os desaparecidos de Buenos Aires,
Os mortos do Cambodja e os moribundos da Etiópia,
Os pactuadores de Praga,
Os exangues de Cálcuta,
Os inocentes massacrados em Bolonha.
Ai de vós se saís sem acordo:
Sereis cingidos ao nosso abraço.
Somos invencíveis porque somos os vencidos.
Invulneráveis porque já mortos:
Nós rimo-nos dos vossos mísseis.
Sentai-vos e negociai
Até que se vos seque a língua:
Se a ruína e a vergonha durarem
Iremos afogar-vos na nossa podridão.
Primo Levi
Postado por Fernando Martins às 01:07 0 comentários
Marcadores: Holocausto, Itália, judeus, literatura, poesia, Química
quarta-feira, julho 29, 2026
O ditador fascista Mussolini nasceu há 143 anos
Postado por Fernando Martins às 01:43 0 comentários
Marcadores: fascistas, II Grande Guerra, II Guerra Mundial, Itália, Mussolini, nazis, República de Saló




.jpg)

