O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Foi um dos grandes guitarristas e é um símbolo ímpar da cultura portuguesa. É um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa e grande compositor. Carlos Paredes é um guitarrista que para além das influências dos seus antepassados - pai, avô, e tio, tendo sido o pai, Artur Paredes, o grande mestre da guitarra de Coimbra - mantém um estilo coimbrão, a sua guitarra é de Coimbra, e própria afinação era do Fado de Coimbra. A sua vida em Lisboa marcou-o e inspirou-lhe muitos dos seus temas e composições. Ficou conhecido como O mestre da guitarra portuguesa ou O homem dos mil dedos.
Biografia
Filho do famoso compositor e guitarrista, mestre Artur Paredes, neto e bisneto de guitarristas, Gonçalo Paredes e António Paredes, começou a estudar guitarra portuguesa
aos quatro anos com o seu pai, embora a mãe preferisse que o filho
se dedicasse ao piano; frequenta o Liceu Passos Manuel, começando
também a ter aulas de violino na Academia de Amadores de Música. Na sua última entrevista, recorda: "Em pequeno, a minha mãe, coitadita, arranjou-me duas professoras de violino e piano. Eram senhoras muito cultas, a quem devo a cultura musical que tenho".
Em 1934, a família muda-se para Lisboa, o pai era funcionário do BNU e
vem transferido para a capital. Abandona a aprendizagem do violino para se dedicar, sob a orientação do pai, completamente à guitarra. Carlos Paredes fala com saudades
desses tempos: "Neste anos, creio que inventei muita coisa. Criei
uma forma de tocar muito própria, que é diferente da do meu pai e do
meu avô".
Carlos Paredes inicia em 1949 uma colaboração regular num programa de Artur Paredes na Emissora Nacional
e termina os estudos secundários num colégio particular. Não chega a
concluir o curso liceal e inscreve-se nas aulas de canto da
Juventude Musical Portuguesa, tornando-se, em 1949, funcionário
administrativo do Hospital de São José.
Em 1958, é preso pela PIDE por fazer oposição a Salazar, é acusado de pertencer ao Partido Comunista Português,
do qual era de facto militante, sendo libertado no final de 1959 e
expulso da função pública, na sequência de julgamento. Durante este
tempo andava de um lado para o outro da cela fingindo tocar música, o
que levou os companheiros de prisão a pensar que estaria louco - de
facto, o que ele estava a fazer, era compor músicas, na sua cabeça.
Quando voltou para o local onde trabalhava no Hospital, uma das
ex-colegas, Rosa Semião, recorda-se da mágoa
do guitarrista devido à denúncia de que foi alvo: «Para ele foi uma
traição, ter sido denunciado por um colega de trabalho do hospital. E
contudo, mais tarde, ao cruzar-se com um dos homens que o denunciou,
não deixou de o cumprimentar, revelando uma enorme capacidade de
perdoar!»
Em 1962, é convidado pelo realizador Paulo Rocha, para compor a banda sonora do filme Os Verdes Anos:
«Muitos jovens vinham de outras terras para tentarem a sorte em
Lisboa. Isso tinha para mim um grande interesse humano e serviu de
inspiração a muitas das minhas músicas. Eram jovens completamente
marginalizados, empregadas domésticas, de lojas - Eram precisamente
essas pessoas com que eu simpatizava profundamente, pela sua
simplicidade». Recebeu um reconhecimento especial por “Os Verdes anos”.
Tocou com muitos artistas, incluindo Charlie Haden, Adriano Correia de Oliveira e Carlos do Carmo. Escreveu muitas músicas para filmes e em 1967 gravou o seu primeiro LP "Guitarra Portuguesa".
Quando os presos políticos foram libertados depois do 25 de Abril de 1974,
eram vistos como heróis. No entanto, Carlos Paredes sempre recusou
esse estatuto, dado pelo povo. Sobre o tempo que foi preso nunca
gostou muito de comentar. Dizia «que havia pessoas, que sofreram mais
do que eu!». Ele é reintegrado no quadro do Hospital de São José e
percorre o país, actuando em sessões culturais, musicais e políticas
em simultâneo, mantendo sempre uma vida simples, e por incrível que
possa parecer, a sua profissão de arquivista de radiografias. Várias
compilações de gravações de Carlos Paredes são editadas, estando
desde 2003 a sua obra completa reunida numa caixa de oito CDs.
A sua paixão pela guitarra era tanta que, conta que certa vez, a sua guitarra se perdeu numa viagem de avião e ele confessou a um amigo que «pensou em se suicidar».
Uma doença do sistema nervoso central, (mielopatia), impediu-o de tocar durante os últimos 11 anos da sua vida. Morreu a 23 de julho de 2004 na Fundação Lar Nossa Senhora da Saúde, em Lisboa, sendo decretado Luto Nacional.
"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”
É um dos maiores expoentes do fado tradicional e lusitano. Monárquico
e tradicionalista, os seus fados falam essencialmente, mas não
exclusivamente, da nostalgia dos tempos perdidos, de um Portugal já
perdido e esquecido, das touradas e da tradição.
O seu fado mais conhecido será, sem sombra de duvida, o Fado do Embuçado. Composição singular, com música do Fado Tradição,
da cantadeira Alcídia Rodrigues, e letra de Gabriel de Oliveira, é
incontornável em qualquer noite ou tertúlia fadista. O tema mais uma
vez é o tempo de antigamente, uma curiosa história de um "embuçado"
(disfarçado com capote) que todas as noites ia ouvir cantar fados e
que, tendo um dia sido desafiado a revelar-se, se manifesta como sendo o
Rei de Portugal, que após o beija-mão real, cantou o Fado, entre o povo.
Em 1965 adquire um espaço, no Beco dos Cortumes, em Alfama, a que
chamou a Taverna do Embuçado. Abrindo no ano seguinte, esta casa viria a
marcar toda uma era do Fado ao longo dos 20 anos que se seguiram, até
que Ferreira Rosa deixa a gestão, nos anos 80. O espaço, contudo, ainda
hoje existe.
Nos anos 60 adquire ainda o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, que
estava praticamente em ruínas e destinado a converter-se num complexo
de prédios. Ferreira Rosa recupera o Palácio, lutando contra diversos
obstáculos burocráticos e administrativos que lhe foram sendo
colocados. Nas palavras de João Ferreira-Rosa o Instituto Português do
Património Arquitetónico (IPPAR) "estragou-lhe" os últimos 30 anos dos
70 que já leva de vida. Abriu o Palácio Pintéus as suas portas ao
público em 2007 e lá se realizam diversos eventos ligados ao fado. Muito
antes disso nele se realizaram várias sessões de fados transmitidas,
ainda a preto e branco, pela RTP.
É dentro das paredes do Palácio Pintéus que é gravado, em 1996, o 2º
disco de um dos seus mais sublimes trabalhos, "Ontem e Hoje".
Ferreira-Rosa (tal como Alfredo Marceneiro,
de resto) tem uma certa aversão a estúdios de gravação e à
comercialização do fado, preferindo cantar o fado entre amigos, como
refere nos versos do Fado Alcochete.
Nutre uma especial paixão por Alcochete,
onde tem vivido nos últimos anos. A esta vila escreveu o fado
Alcochete, que costuma cantar na música do Fado da Balada, de Alfredo
Marceneiro.
Foi casado com a pianista Maria João Pires, antes de casar em Loures, Santo Antão do Tojal, a 24 de julho de 1987, com Ana Maria de Castelo-Branco Gago da Câmara Botelho de Medeiros (Lisboa, 27 de janeiro de 1936).
Entre 2001 e 2003,
amigos e seguidores de João Ferreira Rosa tiveram ainda a oportunidade
de o ouvir regularmente em ciclos de espetáculos organizados no Wonder
Bar do Casino Estoril.
Entre os seus maiores sucessos podemos encontrar como casos do emblemático "Embuçado", "Triste Sorte" , "Acabou o Arraial", "Fragata" ou "Fado dos Saltimbancos".
Em novembro de 2012 recebeu a Medalha de Mérito Municipal, grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa.
João Ferreira-Rosa morreu na manhã do dia 24 de setembro de 2017, aos oitenta anos, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
Corrente fundamental do Oceano Atlântico está em colapso iminente
Uma nova pesquisa confirma os receios sobre um provável colapso
da Circulação Meridional do Atlântico, que é fundamental para vários
ecossistemas e para a cadeia alimentar global.
Um estudo publicado em julho do ano passado lançou o alerta: a Circulação Meridional do Atlântico (AMOC), um sistema crucial que regula o clima do Hemisfério Norte, pode entrar em colapso a qualquer momento a partir de 2025, lançando a Terra num caos climático.
Os resultados do estudo sugeriam que o colapso da AMOC originaria uma dramática queda nas temperaturas, o colapso dos ecossistemas oceânicos e o aumento global das tempestades.
Um novo estudo, publicado a semana passada na revista Science Advances traz agora preocupações agravadas sobre o potencial colapso desta corrente oceânica, uma das principais na Terra.
A pesquisa, liderada pelo oceanógrafo René van Westen da Universidade de Utrecht, introduz um sistema de alerta precoce baseado em observações físicas relacionadas ao transporte de salinidade na fronteira sul do Oceano Atlântico.
A AMOC desempenha um papel crucial no clima da Terra, transferindo água salgada e quente do sul para o norte.
Este processo é vital para manter o equilíbrio climático,
mas a adição de água doce de glaciares derretidos e o aumento da
precipitação estão a diminuir a salinidade da água, comprometendo este
ciclo e ameaçando enfraquecer significativamente a AMOC.
Segundo os autores, uma vez atingido um determinado limiar de
salinidade, o ponto de inflexão da AMOC poderá ocorrer num período de
uma a quatro décadas, implicando mudanças climáticas drásticas e irreversíveis
em escalas de tempo humanas, afetando severamente as sociedades ao
redor do globo com alterações na temperatura, nível do mar e padrões de
precipitação.
O sistema de monitorização direto da AMOC só foi implementado em
2004, o que limita a compreensão completa da sua trajetória de
desaceleração. Por isso, os cientistas têm utilizado indicadores indiretos, como os níveis de salinidade, para preencher as lacunas de conhecimento, explica o Science Alert.
O estudo sugere que a AMOC é mais sensível às mudanças
do que os modelos climáticos atuais preveem, confirmando preocupações
anteriores de que os modelos climáticos superestimam sistematicamente a
estabilidade da AMOC.
O possível colapso da AMOC traria extensas alterações climáticas, afetando ecossistemas inteiros e a segurança alimentar global.
Com a previsão de temperaturas mais baixas no noroeste da Europa,
alterações nas monções tropicais e aquecimento adicional no Hemisfério
Sul, o estudo adiciona urgência à preocupação crescente sobre um colapso
iminente da AMOC.
A agência de notícias russa RIA Novosti informou que oficiais haviam detetado uma explosão na troposfera a uma altitude de aproximadamente 10.000 m. Contudo, a Academia de Ciências da Rússia
estima que a explosão tenha ocorrido entre 30 e 50 km de altitude. De
acordo com estimativas preliminares da agência espacial Russa Roskosmos, o objeto deslocava-se ao longo de uma trajetória baixa com uma velocidade de aproximadamente 30 km/s (equivalente a 108 000 km/h). Dados coletados por pelo menos cinco estações de infrassom indicam que o evento teve uma duração total de 32,5 s. O primeiro registo do evento por uma estação de infrassom ocorreu no Alasca, a 6.500 km de Cheliabinsk. Porém, o asteroide não havia sido detetado antes de entrar na atmosfera. A composição do meteorito assemelhava-se à dos condritos ordinários.
Cerca de 1.200 pessoas procuraram atendimento médico em
consequência do evento, sendo que a maioria dos feridos machucou-se com
estilhaços de vidro das janelas destruídas pela onda de impacto da explosão da bola-de-fogo. Segundo a defesa civil, pelo menos duas estavam muito mal. A explosão e os impactos resultantes danificaram prédios em seis cidades na região do evento.
O calor resultante do atrito do objeto com o ar da atmosfera produziu
uma luz ofuscante, a ponto de projetar sombras em Cheliabinsk, tendo
sido avistada nos óblasts de Sverdlovsk e Oremburgo e no vizinho Cazaquistão.
O meteoro de Cheliabinsk é o maior corpo celeste a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908, e, até onde se tem conhecimento, o único evento no qual tamanho número de vítimas foi registado.
Reconstrução de sua trajetória orbital baseada nas informações e vídeos
amadores coletados permitiram concluir com segurança que tal asteroide pertencia a um grupo de asteroides denominado Apollo, que orbitam de forma perigosa na proximidade da Terra.
Um dos fragmentos do meteorito encontrados na área de impacto
Só o primeiro número foi impresso numa tipografia legal, próxima do Largo de São Paulo, em Lisboa, graças a um estudante do liceu Gil Vicente que convenceu o tipógrafo
a imprimir, além de um boletim estudantil, mais umas quantas folhas - o
«Avante!». A partir daí e até ao 25 de abril, o jornal foi sempre
impresso em tipografias clandestinas. Por altura da apanha da azeitona chegaram a cair jornais «Avante!» das oliveiras em terras alentejanas, uma das muitas formas encontradas para distribuir clandestinamente o órgão central do PCP.
O trabalho era todo feito manualmente, por funcionários que pareciam ter uma vida normal. Algumas vezes a perseguição da PIDE
(Polícia Internacional de Defesa do Estado) resultou na morte dos
tipógrafos. No dia 24 de janeiro de 1950, o corpo do funcionário José Moreira
deu entrada na morgue com a indicação de que caíra de uma janela, no
entanto, o operário vidreiro e responsável pelas tipografias do Jornal
«Avante!», foi capturado durante assalto a uma casa clandestina do PCP em Vila do Paço e torturado pela PIDE, que o interrogou e espancou até à morte, acabando por o atirar da janela. Joaquim Barradas de Carvalho
afirma que o operário "foi torturado pela PIDE e foi morto na tortura
sem ter dito uma palavra acerca daquilo que era conveniente guardar
acerca do trabalho do Partido Comunista Português na clandestinidade". Maria Machado,
professora primária e militante do PCP do qual foi funcionária
clandestina entre 1942 e 1945, trabalhava numa tipografia na povoação de
Barqueiro, em Alvaiázere,
quando a PIDE a assaltou. Tendo ficado para trás para permitir a fuga
aos restantes tipógrafos, foi presa e torturada, e não prestou nenhuma
declaração. Enquanto era arrastada pelos agentes da PIDE, gritou: «Se a liberdade de imprensa
não fosse uma farsa, esta tipografia não precisava de ser clandestina.
Isto aqui é a tipografia do jornal clandestino «Avante!». O «Avante!»
defende os interesses do povo trabalhador de Portugal.». Joaquim Rafael
teve uma vida de inteira abnegação dedicada à imprensa clandestina do
Partido. Entre 1943 e 1945, Joaquim Rafael esteve ligado à distribuição
do «Avante!», passando depois para as tipografias.
Nos vinte e cinco anos que se seguiram, tornou-se num dos melhores
tipógrafos clandestino e um mestre para novos camaradas que entravam
para as tipografias. Referência maior na história da imprensa
clandestina, morreu em 1974. José Dias Coelho, escultor e funcionário do PCP, foi assassinado a tiro pela PIDE em 1961, quando se dirigia para um encontro clandestino. Pondo os seus dotes de artista plástico
ao serviço da sua causa e do seu Partido, deu um contributo decisivo
para a melhoria do aspeto gráfico de vários órgãos de imprensa
clandestina, nomeadamente do «Avante!».
Das suas mãos saíram muitas das famosas gravuras – de linóleo ou de
madeira – que se podem encontrar em numerosos exemplares do «Avante!»
clandestino. Em 1972, o cantor Zeca Afonso homenageia-o com a música A Morte Saiu à Rua.
Segundo o jornal Público,
as regras para quem trabalhava na clandestinidade eram rigorosas ao
ponto de ter que se fazer as malas à mínima suspeita de se ter dado nas
vistas.
Em 17 de maio de 1974 foi publicado o primeiro número fora da clandestinidade, tendo passado a semanário desde essa data.
Ronald de Carvalho era filho do engenheiro naval Artur Augusto de
Carvalho e de Alice Paula e Silva Figueiredo de Carvalho, concluindo o
curso secundário no Colégio Naval.
Entrou na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, precursora da atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, fazendo um bacharelato em 1912. Desde 1910 trabalhava como jornalista, no Diário de Notícias, cujo diretor era Ruy Barbosa.
Em 1924 dirigiu a Secção dos Negócios Políticos e Diplomáticos na Europa. Durante a gestão de Félix Pacheco, esteve no México, como hóspede de honra daquele governo. Em 1926 foi oficial de gabinete do ministro Otávio Mangabeira. Em 1930, o seu poema Brasil foi entusiasticamente lido na conferência Poesia Moderníssima do Brasil,
apresentada pelo professor Manoel de Souza Pinto, da Cadeira de
Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra (tal estudo saiu
estampado depois no Jornal do Commercio,
do Rio de Janeiro, edição de domingo, 11 de janeiro de 1931). Exerceu
cargos diplomáticos de relevância, servindo na Embaixada de Paris,
com o embaixador Sousa Dantas, por dois anos, e depois em Haia (Países Baixos). Regressou a Paris, de onde, em 1933, voltou para o Rio de Janeiro.
Foi secretário da Presidência da República, cargo que ocupava quando morreu. Em concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros, em substituição a Coelho Neto. Colaborou, com destaque, em O Jornal e também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas Alma nova (1914-1930) e Atlântida (1915-1920). Casou com Leilah Accioly de Carvalho, de quem teve quatro filhos.
Ronald de Carvalho faleceu com 41 anos de idade, vítima de acidente automobilístico, no Rio de Janeiro, a 15 de fevereiro de 1935.
Entre a chuva de ouro das carambolas
e o veludo polido das jabuticabas,
sobre o gramado morno,
onde voam borboletas e besouros,
sobre o gramado lustroso
onde pulam gafanhotos de asas verdes e vermelhas,
Salta uma ronda de crianças!
O ar é todo perfume,
perfume tépido de ervas, raízes e folhagens.
O ar cheira a mel de abelhas...
E há nos olhos castanhos das crianças
a doçura e o travor das resinas selvagens,
e há nas suas vozes agudas e dissonantes
um áureo rumor de flautas, de trilos, de zumbidos
e de águas buliçosas...
in Epigramas Irônicos e Sentimentais (1922) - Ronald de Carvalho
Pertence à primeira geração de artistas modernistas portugueses e destaca-se, segundo José-Augusto França, como o maior escultor português da década de 20. A sua obra desse período é um marco na renovação da escultura nacional. O seu Monumento a Gonçalves Zarco,
1927, assinala uma inflexão e tornar-se-ia numa referência para as
direções da escultura pública portuguesa a partir dos anos 30;
Francisco Franco foi, então, um dos autores mais solicitados para a
realização da estatuária oficial do Estado Novo.
Em 1972 foi-lhe diagnosticado cancro no cérebro,
vindo a falecer a quinze de fevereiro do ano seguinte, em Shawnee,
Oklahoma. Holt foi casado três vezes. As suas esposas foram: Virgina Mae
Ashcroft (1938-1944), Alice Harrison (1944-1951) e Birdee Stephens, de 1957 até à sua morte. Foi pai de três filhos: Jack, Bryanna e Jay.
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano, aquele teu retrato que toda a gente conhece, em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce sobre um modesto cabeção de pano. Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença. (Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício. Disse Galeria dos Ofícios.) Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria… Eu sei… eu sei… As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia. Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença está guardado um dedo da tua mão direita num relicário. Palavra de honra que está! As voltas que o mundo dá! Se calhar até há gente que pensa que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo, a inteligência das coisas que me deste. Eu, e quantos milhões de homens como eu a quem tu esclareceste, ia jurar- que disparate, Galileo! - e jurava a pés juntos e apostava a cabeça sem a menor hesitação- que os corpos caem tanto mais depressa quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo? Quem acredita que um penedo caía com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia? Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo, daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo e tinhas à tua frente um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo a olharem-te severamente. Estavam todos a ralhar contigo, que parecia impossível que um homem da tua idade e da tua condição, se tivesse tornado num perigo para a Humanidade e para a Civilização. Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios, e percorrias, cheio de piedade, os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas, desceram lá das suas alturas e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -, nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas. E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual conforme suas eminências desejavam, e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal e que os astros bailavam e entoavam à meia-noite louvores à harmonia universal. E juraste que nunca mais repetirias nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma, aquelas abomináveis heresias que ensinavas e descrevias para eterna perdição da tua alma. Ai Galileo! Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços, andavam a correr e a rolar pelos espaços à razão de trinta quilómetros por segundo. Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos, por isso era teu coração cheio de piedade, piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos a quem Deus dispensou de buscar a verdade. Por isso estoicamente, mansamente, resististe a todas as torturas, a todas as angústias, a todos os contratempos, enquanto eles, do alto incessível das suas alturas, foram caindo, caindo, caindo, caindo, caindo sempre, e sempre, ininterruptamente, na razão directa do quadrado dos tempos.
Michael Praetorius (Creuzburg, probably 28 September 1571 – Wolfenbüttel, February 15, 1621) was a German composer, organist, and music theorist.
He was one of the most versatile composers of his age, being
particularly significant in the development of musical forms based on Protestanthymns, many of which reflect an effort to improve the relationship between Protestants and Catholics.
O inesperado afundamento do Maine foi um dos factos que levou à eclosão da guerra hispano-norte-americana de 1898. O navio zarpou rumo ao porto de Havana, a 28 de janeiro, para proteger os interesses dos Estados Unidos em Cuba
durante as lutas de independência de Cuba da Espanha. A 15 de fevereiro,
durante um período de tensão entre os dois países, o couraçado explodiu
no porto de Havana. O governo dos EUA alegou que se tratava de uma manobra de sabotagem
da Espanha. Contudo, posteriormente descobriu-se que a causa da
explosão tinha sido a combustão espontânea do carvão armazenado nos
paióis junto ao paiol da proa. No princípio de 1912 conseguiu-se repor a flutuar os restos do navio, que foi rebocado para o mar alto e afundado.
A tripulação do Maine era formada por 354 homens, 266 dos
quais (2 oficiais e 264 marinheiros) encontraram a morte quando o navio
explodiu, às 21.40 do dia 15 de fevereiro de 1898. A unidade foi recuperada no começo de 1912, rebocada para o mar alto e afundada nos estreitos da Flórida. No dia da Comemoração de 1915, o seu mastro maior foi colocado, à guisa de monumento, no Cemitério Nacional de Arlington, na Virginia.
Em novembro de 2003 o presidente da RepúblicaAleksander Kwaśniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca.
Irena foi acompanhada pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska,
uma das crianças que salvou, que a recordava como "a menina da colher de
prata".
Trata-se de uma torre quadrangular de cantaria, com edifício anexo revestido a azulejos cor castanho avermelhado e farolim vermelho, com 32 metros de altura.
A Bandeira Nacional do Canadá, também conhecida como a Folha de Bordo ou a Folheada, é uma bandeira formada por uma tribanda vermelha nas pontas e branca no centro, no meio da qual está uma folha de bordo estilizada com onze pontas. Ela é a primeira bandeira nacional canadiana de branco e vermelho.
O primeiro-ministro Lester B. Pearson
formou um comité em 1964 para resolver a questão da bandeira do país,
iniciando um debate para substituir o Estandarte Vermelho Canadiano. De
duas opções, foi escolhido o desenho da folha de bordo por George
Stanley, que tinha se inspirado na bandeira do Real Colégio Militar do
Canadá. A bandeira fez a sua primeira aparição pública oficial em 15 de fevereiro de 1965; a data é atualmente celebrada como o Dia da Bandeira Nacional.
O Estandarte Vermelho havia sido a bandeira não-oficial do país
desde a década de 1890 e foi aprovada em 1945 para ser usada em
"qualquer lugar ou ocasião que pode ser desejável desfraldar uma
distinta bandeira canadiana". A Bandeira da União
continua oficial. Não há leis ditando como a Folha de Bordo deve ser
tratada. Entretanto, há convenções e protocolos para guiar como é
exibida e seu lugar na ordem de precedência, que lhe dá primazia sobre a
maioria das outras bandeiras.
Várias outras bandeiras criadas para o uso de oficiais
canadianos, órgãos governamentais e forças militares ainda contam com a
Bandeira da União ou também com tema da folha de bordo de alguma
maneira, seja com a bandeira colocada no cantão ou pela inclusão de
folhas de alguma forma no desenho.
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar.
El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las
demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo,
en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según
Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon
los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino
del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres
Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista
a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres
años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y
transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se
creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo
revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón
fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización
exacta.
Cruz de luz (o Camilo Torres) Donde cayó Camilo nació una cruz, pero no de madera sino de luz. Lo mataron cuando iba por su fusil, Camilo Torres muere para vivir. Cuentan que tras la bala se oyó una voz. Era Dios que gritaba: ¡Revolución! A revisar la sotana, mi general, que en la guerrilla cabe un sacristán. Lo clavaron con balas en una cruz, lo llamaron bandido como a Jesús. Y cuando ellos bajaron por su fusil, se encontraron que el pueblo tiene cien mil. Cien mil Camilos prontos a combatir, Camilo Torres muere para vivir.