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terça-feira, janeiro 20, 2026

Ernesto Cardenal, um Poeta que era Padre, nasceu há cento e um anos...


Ernesto Cardenal Martínez (Granada, 20 de janeiro de 1925Manágua, 1 de março de 2020) foi um escritor, sacerdote e teólogo nicaraguense.

Dissidente sandinista, considerado um dos mais importantes poetas da América Latina. O seu irmão, o jesuíta Fernando Cardenal, foi Ministro da Educação da Nicarágua.

No ensino secundário estudou no "Colegio Centroamérica de los Jesuitas" em Granada. Depois estudou na "Facultad de Filosofía y Letras" da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), nessa época publicou os seus primeiros poemas. Depois obteve doutoramento na Universidade de Columbia em Nova Iorque.

Entre 1949 e 1950, viajou pela Europa. Em 1952, fundou uma pequena editora de poesia denominada "El hilo azul". Em abril de 1954, participou de um movimento armado que tentou assaltar o Palácio Presidencial em Manágua, na época do regime de Anastásio Somoza (Rebelião de Abril).

Em 1957, decidiu tornar-se um monge trapista no Mosteiro de Nossa Senhora de Gethsemani, em Kentucky (EUA), onde foi discípulo de Thomas Merton. Depois passou dois anos no Mosteiro Beneditino de Cuernavaca (México). Em 1961, continuou os seus estudos de teologia em La Ceja (Colômbia).

Foi ordenado padre em 1965 e depois ajudou a fundar uma comunidade religiosa em Mancarrón, uma ilha do arquipélago de Solentiname, no Lago Nicarágua, que se tornou um foco de resistência à ditadura dos Somoza. Em 1970, viajou à Cuba e aderiu ao marxismo, cujo ideal de uma sociedade sem classes seria semelhante, para ele, ao cristianismo das origens. Depois que a comunidade religiosa onde residia foi destruída pela Guarda Nacional da Nicarágua, juntou-se à Frente Sandinista de Nacional de Libertação (FSLN), onde ficou conhecido como "El Padre", como o chamavam os jovens guerrilheiros.

Em julho de 1979, com a chegada dos sandinistas ao poder, integrou a Junta de Governo como Ministro de Cultura, função que exerceu até 1987.

Em 1983, durante a visita do Papa João Paulo II à Nicarágua, em visita à Nicarágua em 1983, colocou-se de joelhos diante do Papa no tapete de receção no Aeroporto de Manágua. Naquela ocasião, o Papa, diante das câmaras de televisão, apontou de dedo para Cardenal e intimou-o a abandonar o cargo ministerial, circunstância que foi considerada por alguns como uma humilhação pública.

Seis anos depois, em 1985, foi suspenso "ad divinis" pelo Vaticano, que considerou incompatível a sua missão sacerdotal com o seu cargo político.

Em 1994, rompeu com a FSLN.

Em 2005, Cardenal foi candidato ao Prémio Nobel de Literatura e, entre outras distinções, recebeu o Prémio Rubén Darío, o mais importante das letras nicaraguenses (em 1965), a Ordem cubana "Haydeé Santamaría" (1990) e o Prémio da Paz dos livreiros alemães (1980).

Em 2009, recebeu o Prémio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda.

Em 2012, recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana.

Em 2013, era um crítico do governo de Daniel Ortega apoiado pela FSLN, tendo inclusive intitulado o terceiro tomo das suas memórias como "A Revolução Perdida". Nesse ano também lhe foi concedida a honraria da Legião de Honra pelo governo francês.

Em 2014, recebeu o Prémio Theodor-Wanner, do "Institut für Auslandsbeziehungen" de Stuttgart (Alemanha). Trata-se de um prémio instituído em 2009 para pessoas que fizeram algo de notável para o diálogo entre as culturas.

Em fevereiro de 2019, o Papa Francisco retirou-lhe todas as sanções canónicas aplicadas, reintegrando-o plenamente na Igreja Católica Romana.

Morreu no dia 1 de março de de 2020, aos 95 anos. A missa de corpo presente foi profanada por sandinistas, obrigando os familiares a retirarem o caixão pela porta lateral da catedral de Manágua. O corpo foi, em seguida, cremado e levado para Solentiname, arquipélago paradisíaco no Grande Lago da Nicarágua, onde Cardenal fundou uma comunidade de artistas, artesãos e religiosos.
 

 


La dulzura de ciertas palabras

   
La dulzura de ciertas palabras como
'nosotros dos'.
........Deambulo solitario entre los besos.
..........................De mis soledades vengo
..........................no vuelva a mis soledades.
Sentí que la eternidad
será esstar juntos los dos.
Dios que me quiere como si yo fuera Dios.
Alguna vez yo seré experto en amores
en tu cama, entre las sábanas.
..................Sexo de Dios.

 

Ernesto Cardenal

sábado, fevereiro 15, 2025

Camilo Torres Restrepo, padre e guerrilheiro colombiano, foi assassinado há 59 anos...


 
(...)
  
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar. El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo, en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización exacta.
  

 

 

Cruz de luz (o Camilo Torres)


Donde cayó Camilo
nació una cruz,
pero no de madera
sino de luz.

Lo mataron cuando iba
por su fusil,
Camilo Torres muere
para vivir.

Cuentan que tras la bala
se oyó una voz.
Era Dios que gritaba:
¡Revolución!

A revisar la sotana,
mi general,
que en la guerrilla cabe
un sacristán.

Lo clavaron con balas
en una cruz,
lo llamaron bandido
como a Jesús.

Y cuando ellos bajaron
por su fusil,
se encontraron que el pueblo
tiene cien mil.

Cien mil Camilos prontos
a combatir,
Camilo Torres muere
para vivir.


Daniel Viglietti

segunda-feira, janeiro 20, 2025

Ernesto Cardenal, Poeta e Padre, nasceu há um século...!


Ernesto Cardenal Martínez (Granada, 20 de janeiro de 1925Manágua, 1 de março de 2020) foi um escritor, sacerdote e teólogo nicaraguense.

Dissidente sandinista, considerado um dos mais importantes poetas da América Latina. O seu irmão, o jesuíta Fernando Cardenal, foi Ministro da Educação da Nicarágua.

No ensino secundário estudou no "Colegio Centroamérica de los Jesuitas" em Granada. Depois estudou na "Facultad de Filosofía y Letras" da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), nessa época publicou os seus primeiros poemas. Depois obteve doutoramento na Universidade de Columbia em Nova Iorque.

Entre 1949 e 1950, viajou pela Europa. Em 1952, fundou uma pequena editora de poesia denominada "El hilo azul". Em abril de 1954, participou de um movimento armado que tentou assaltar o Palácio Presidencial em Manágua, na época do regime de Anastásio Somoza (Rebelião de Abril).

Em 1957, decidiu tornar-se um monge trapista no Mosteiro de Nossa Senhora de Gethsemani, em Kentucky (EUA), onde foi discípulo de Thomas Merton. Depois passou dois anos no Mosteiro Beneditino de Cuernavaca (México). Em 1961, continuou os seus estudos de teologia em La Ceja (Colômbia).

Foi ordenado padre em 1965 e depois ajudou a fundar uma comunidade religiosa em Mancarrón, uma ilha do arquipélago de Solentiname, no Lago Nicarágua, que se tornou um foco de resistência à ditadura dos Somoza. Em 1970, viajou à Cuba e aderiu ao marxismo, cujo ideal de uma sociedade sem classes seria semelhante, para ele, ao cristianismo das origens. Depois que a comunidade religiosa onde residia foi destruída pela Guarda Nacional da Nicarágua, juntou-se à Frente Sandinista de Nacional de Libertação (FSLN), onde ficou conhecido como "El Padre", como o chamavam os jovens guerrilheiros.

Em julho de 1979, com a chegada dos sandinistas ao poder, integrou a Junta de Governo como Ministro de Cultura, função que exerceu até 1987.

Em 1983, durante a visita do Papa João Paulo II à Nicarágua, em visita à Nicarágua em 1983, colocou-se de joelhos diante do Papa no tapete de receção no Aeroporto de Manágua. Naquela ocasião, o Papa, diante das câmaras de televisão, apontou de dedo para Cardenal e intimou-o a abandonar o cargo ministerial, circunstância que foi considerada por alguns como uma humilhação pública.

Seis anos depois, em 1985, foi suspenso "ad divinis" pelo Vaticano, que considerou incompatível a sua missão sacerdotal com o seu cargo político.

Em 1994, rompeu com a FSLN.

Em 2005, Cardenal foi candidato ao Prémio Nobel de Literatura e, entre outras distinções, recebeu o Prémio Rubén Darío, o mais importante das letras nicaraguenses (em 1965), a Ordem cubana "Haydeé Santamaría" (1990) e o Prémio da Paz dos livreiros alemães (1980).

Em 2009, recebeu o Prémio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda.

Em 2012, recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana.

Em 2013, era um crítico do governo de Daniel Ortega apoiado pela FSLN, tendo inclusive intitulado o terceiro tomo das suas memórias como "A Revolução Perdida". Nesse ano também lhe foi concedida a honraria da Legião de Honra pelo governo francês.

Em 2014, recebeu o Prémio Theodor-Wanner, do "Institut für Auslandsbeziehungen" de Stuttgart (Alemanha). Trata-se de um prémio instituído em 2009 para pessoas que fizeram algo de notável para o diálogo entre as culturas.

Em fevereiro de 2019, o Papa Francisco retirou-lhe todas as sanções canónicas aplicadas, reintegrando-o plenamente na Igreja Católica Romana.

Morreu no dia 1 de março de de 2020, aos 95 anos. A missa de corpo presente foi profanada por sandinistas, obrigando os familiares a retirarem o caixão pela porta lateral da catedral de Manágua. O corpo foi, em seguida, cremado e levado para Solentiname, arquipélago paradisíaco no Grande Lago da Nicarágua, onde Cardenal fundou uma comunidade de artistas, artesãos e religiosos.
 

 



ESTRELLAS

   

Y el cielo estrellado es como una ciudad de noche
vista desde un avión: las estrellas son como calles
como supermercados iluminados/ anúncios de néon
como moteles night-clubs cines y luces
— blancas y rojas — de los carros — que van y vienen —por carreteras oscuras...y se queman para nada:
un derroche de energía en la perpetua noche
como la energia aquí — abajo perdida en el vacío en avenidas tiendas cafés night-clubes moteles
cines son una superproducción de Clark Gable!

 

Ernesto Cardenal

Saudades de Ernesto Cardenal...

(imagem daqui)
   
Al perderte yo a ti

Al perderte yo a ti tú y yo hemos perdido:
yo porque tú eras lo que yo más amaba
y tú porque yo era el que te amaba más.
Pero de nosotros dos tú pierdes más que yo:
porque yo podré amar a otras como te amaba a ti
pero a ti no te amarán como te amaba yo.

 

Ernesto Cardenal

quinta-feira, fevereiro 15, 2024

Camilo Torres Restrepo, padre e guerrilheiro colombiano, foi assassinado há 58 anos...

  
Camilo Torres Restrepo (Bogotá, 3 de febrero de 1929 - Patio Cemento, Santander, 15 de febrero de 1966) fue un sacerdote católico colombiano, pionero de la Teología de la Liberación, cofundador de la primera facultad de Sociología de Colombia y miembro del grupo guerrillero Ejército de Liberación Nacional (ELN). Durante su vida, promovió el diálogo entre el marxismo y el catolicismo. Fue ordenado sacerdote hacia 1954 luego de estudiar ciencias eclesiásticas en la arquidiócesis de Bogotá. 



 
(...)
  
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar. El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo, en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización exacta.
  

 

 

Cruz de luz (o Camilo Torres)


Donde cayó Camilo
nació una cruz,
pero no de madera
sino de luz.

Lo mataron cuando iba
por su fusil,
Camilo Torres muere
para vivir.

Cuentan que tras la bala
se oyó una voz.
Era Dios que gritaba:
¡Revolución!

A revisar la sotana,
mi general,
que en la guerrilla cabe
un sacristán.

Lo clavaron con balas
en una cruz,
lo llamaron bandido
como a Jesús.

Y cuando ellos bajaron
por su fusil,
se encontraron que el pueblo
tiene cien mil.

Cien mil Camilos prontos
a combatir,
Camilo Torres muere
para vivir.


Daniel Viglietti

 

sábado, janeiro 20, 2024

Ernesto Cardenal nasceu há 99 anos...


Ernesto Cardenal Martínez (Granada, 20 de janeiro de 1925Manágua, 1 de março de 2020) foi um escritor, sacerdote e teólogo nicaraguense.

Dissidente sandinista, considerado um dos mais importantes poetas da América Latina. O seu irmão, o jesuíta Fernando Cardenal, foi Ministro da Educação da Nicarágua.

No ensino secundário estudou no "Colegio Centroamérica de los Jesuitas" em Granada. Depois estudou na "Facultad de Filosofía y Letras" da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), nessa época publicou os seus primeiros poemas. Depois obteve doutoramento na Universidade de Columbia em Nova Iorque.

Entre 1949 e 1950, viajou pela Europa. Em 1952, fundou uma pequena editora de poesia denominada "El hilo azul". Em abril de 1954, participou de um movimento armado que tentou assaltar o Palácio Presidencial em Manágua, na época do regime de Anastásio Somoza (Rebelião de Abril).

Em 1957, decidiu tornar-se um monge trapista no Mosteiro de Nossa Senhora de Gethsemani, em Kentucky (EUA), onde foi discípulo de Thomas Merton. Depois passou dois anos no Mosteiro Beneditino de Cuernavaca (México). Em 1961, continuou os seus estudos de teologia em La Ceja (Colômbia).

Foi ordenado padre em 1965 e depois ajudou a fundar uma comunidade religiosa em Mancarrón, uma ilha do arquipélago de Solentiname, no Lago Nicarágua, que se tornou um foco de resistência à ditadura dos Somoza. Em 1970, viajou à Cuba e aderiu ao marxismo, cujo ideal de uma sociedade sem classes seria semelhante, para ele, ao cristianismo das origens. Depois que a comunidade religiosa onde residia foi destruída pela Guarda Nacional da Nicarágua, juntou-se à Frente Sandinista de Nacional de Libertação (FSLN), onde ficou conhecido como "El Padre", como o chamavam os jovens guerrilheiros.

Em julho de 1979, com a chegada dos sandinistas ao poder, integrou a Junta de Governo como Ministro de Cultura, função que exerceu até 1987.

Em 1983, durante a visita do Papa João Paulo II à Nicarágua, em visita à Nicarágua em 1983, colocou-se de joelhos diante do Papa no tapete de receção no Aeroporto de Manágua. Naquela ocasião, o Papa, diante das câmaras de televisão, apontou de dedo para Cardenal e intimou-o a abandonar o cargo ministerial, circunstância que foi considerada por alguns como uma humilhação pública.

Seis anos depois, em 1985, foi suspenso "ad divinis" pelo Vaticano, que considerou incompatível a sua missão sacerdotal com o seu cargo político.

Em 1994, rompeu com a FSLN.

Em 2005, Cardenal foi candidato ao Prémio Nobel de Literatura e, entre outras distinções, recebeu o Prémio Rubén Darío, o mais importante das letras nicaraguenses (em 1965), a Ordem cubana "Haydeé Santamaría" (1990) e o Prémio da Paz dos livreiros alemães (1980).

Em 2009, recebeu o Prémio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda.

Em 2012, recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana.

Em 2013, era um crítico do governo de Daniel Ortega apoiado pela FSLN, tendo inclusive intitulado o terceiro tomo das suas memórias como "A Revolução Perdida". Nesse ano também lhe foi concedida a Legião de Honra pelo governo francês.

Em 2014, recebeu o Prémio Theodor-Wanner, do "Institut für Auslandsbeziehungen" de Stuttgart (Alemanha). Trata-se de um prémio instituído em 2009 para pessoas que fizeram algo de notável para o diálogo entre as culturas.

Em fevereiro de 2019, o Papa Francisco retirou-lhe todas as sanções canónicas aplicadas, reintegrando-o plenamente na Igreja Católica Romana.

Morreu no dia 1 de março de de 2020, aos 95 anos. A missa de corpo presente foi profanada por sandinistas, obrigando os familiares a retirarem o caixão pela porta lateral da catedral de Manágua. O corpo foi, em seguida, cremado e levado para Solentiname, arquipélago paradisíaco no Grande Lago da Nicarágua, onde Cardenal fundou uma comunidade de artistas, artesãos e religiosos.
 

 

(imagem daqui)
   
Al perderte yo a ti

Al perderte yo a ti tú y yo hemos perdido:
yo porque tú eras lo que yo más amaba
y tú porque yo era el que te amaba más.
Pero de nosotros dos tú pierdes más que yo:
porque yo podré amar a otras como te amaba a ti
pero a ti no te amarán como te amaba yo.

 

Ernesto Cardenal

quarta-feira, fevereiro 15, 2023

Camilo Torres Restrepo, padre e guerrilheiro colombiano, foi assassinado há 57 anos...

  
Camilo Torres Restrepo (Bogotá, 3 de febrero de 1929 - Patio Cemento, Santander, 15 de febrero de 1966) fue un sacerdote católico colombiano, pionero de la Teología de la Liberación, cofundador de la primera facultad de Sociología de Colombia y miembro del grupo guerrillero Ejército de Liberación Nacional (ELN). Durante su vida, promovió el diálogo entre el marxismo y el catolicismo. Fue ordenado sacerdote hacia 1954 luego de estudiar ciencias eclesiásticas en la arquidiócesis de Bogotá. 

 
(...)
  
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar. El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo, en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización exacta.
  

 

 

Cruz de luz (o Camilo Torres)


Donde cayó Camilo
nació una cruz,
pero no de madera
sino de luz.

Lo mataron cuando iba
por su fusil,
Camilo Torres muere
para vivir.

Cuentan que tras la bala
se oyó una voz.
Era Dios que gritaba:
¡Revolución!

A revisar la sotana,
mi general,
que en la guerrilla cabe
un sacristán.

Lo clavaron con balas
en una cruz,
lo llamaron bandido
como a Jesús.

Y cuando ellos bajaron
por su fusil,
se encontraron que el pueblo
tiene cien mil.

Cien mil Camilos prontos
a combatir,
Camilo Torres muere
para vivir.


Daniel Viglietti

 

sexta-feira, janeiro 20, 2023

Ernesto Cardenal nasceu há 98 anos...


Ernesto Cardenal Martínez (Granada, 20 de janeiro de 1925Manágua, 1 de março de 2020) foi um escritor, sacerdote e teólogo nicaraguense.

Dissidente sandinista, considerado um dos mais importantes poetas da América Latina. O seu irmão, o jesuíta Fernando Cardenal, foi Ministro da Educação da Nicarágua.

No ensino secundário estudou no "Colegio Centroamérica de los Jesuitas" em Granada. Depois estudou na "Facultad de Filosofía y Letras" da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), nessa época publicou os seus primeiros poemas. Depois obteve doutoramento na Universidade de Columbia em Nova Iorque.

Entre 1949 e 1950, viajou pela Europa. Em 1952, fundou uma pequena editora de poesia denominada "El hilo azul". Em abril de 1954, participou de um movimento armado que tentou assaltar o Palácio Presidencial em Manágua, na época do regime de Anastásio Somoza (Rebelião de Abril).

Em 1957, decidiu tornar-se um monge trapista no Mosteiro de Nossa Senhora de Gethsemani, em Kentucky (EUA), onde foi discípulo de Thomas Merton. Depois passou dois anos no Mosteiro Beneditino de Cuernavaca (México). Em 1961, continuou os seus estudos de teologia em La Ceja (Colômbia).

Foi ordenado padre em 1965 e depois ajudou a fundar uma comunidade religiosa em Mancarrón, uma ilha do arquipélago de Solentiname, no Lago Nicarágua, que se tornou um foco de resistência à ditadura dos Somoza. Em 1970, viajou à Cuba e aderiu ao marxismo, cujo ideal de uma sociedade sem classes seria semelhante, para ele, ao cristianismo das origens. Depois que a comunidade religiosa onde residia foi destruída pela Guarda Nacional da Nicarágua, juntou-se à Frente Sandinista de Nacional de Libertação (FSLN), onde ficou conhecido como "El Padre", como o chamavam os jovens guerrilheiros.

Em julho de 1979, com a chegada dos sandinistas ao poder, integrou a Junta de Governo como Ministro de Cultura, função que exerceu até 1987.

Em 1983, durante a visita do Papa João Paulo II à Nicarágua, em visita à Nicarágua em 1983, colocou-se de joelhos diante do Papa no tapete de receção no Aeroporto de Manágua. Naquela ocasião, o Papa, diante das câmaras de televisão, apontou de dedo para Cardenal e intimou-o a abandonar o cargo ministerial, circunstância que foi considerada por alguns como uma humilhação pública.

Seis anos depois, em 1985, foi suspenso "ad divinis" pelo Vaticano, que considerou incompatível a sua missão sacerdotal com o seu cargo político.

Em 1994, rompeu com a FSLN.

Em 2005, Cardenal foi candidato ao Prémio Nobel de Literatura e, entre outras distinções, recebeu o Prémio Rubén Darío, o mais importante das letras nicaraguenses (em 1965), a Ordem cubana "Haydeé Santamaría" (1990) e o Prémio da Paz dos livreiros alemães (1980).

Em 2009, recebeu o Prémio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda.

Em 2012, recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana.

Em 2013, era um crítico do governo de Daniel Ortega apoiado pela FSLN, tendo inclusive intitulado o terceiro tomo das suas memórias como "A Revolução Perdida". Nesse ano também lhe foi concedida a Legião de Honra pelo governo francês.

Em 2014, recebeu o Prémio Theodor-Wanner, do "Institut für Auslandsbeziehungen" de Stuttgart (Alemanha). Trata-se de um prémio instituído em 2009 para pessoas que fizeram algo de notável para o diálogo entre as culturas.

Em fevereiro de 2019, o Papa Francisco retirou-lhe todas as sanções canónicas aplicadas, reintegrando-o plenamente na Igreja Católica Romana.

Morreu no dia 1 de março de de 2020, aos 95 anos. A missa de corpo presente foi profanada por sandinistas, obrigando os familiares a retirarem o caixão pela porta lateral da catedral de Manágua. O corpo foi, em seguida, cremado e levado para Solentiname, arquipélago paradisíaco no Grande Lago da Nicarágua, onde Cardenal fundou uma comunidade de artistas, artesãos e religiosos.
 

 

(imagem daqui)
   
Al perderte yo a ti

Al perderte yo a ti tú y yo hemos perdido:
yo porque tú eras lo que yo más amaba
y tú porque yo era el que te amaba más.
Pero de nosotros dos tú pierdes más que yo:
porque yo podré amar a otras como te amaba a ti
pero a ti no te amarán como te amaba yo.

terça-feira, fevereiro 15, 2022

O padre-guerrilheiro Camilo Torres Restrepo foi assassinado há 56 anos

  
Camilo Torres Restrepo (Bogotá, 3 de febrero de 1929 - Patio Cemento, Santander, 15 de febrero de 1966) fue un sacerdote católico colombiano, pionero de la Teología de la Liberación, cofundador de la primera facultad de Sociología de Colombia y miembro del grupo guerrillero Ejército de Liberación Nacional (ELN). Durante su vida, promovió el diálogo entre el marxismo y el catolicismo. Fue ordenado sacerdote hacia 1954 luego de estudiar ciencias eclesiásticas en la arquidiócesis de Bogotá.
 
(...)
  
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar. El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo, en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización exacta.
  

 

 

Cruz de luz (o Camilo Torres)


Donde cayó Camilo
nació una cruz,
pero no de madera
sino de luz.

Lo mataron cuando iba
por su fusil,
Camilo Torres muere
para vivir.

Cuentan que tras la bala
se oyó una voz.
Era Dios que gritaba:
¡Revolución!

A revisar la sotana,
mi general,
que en la guerrilla cabe
un sacristán.

Lo clavaron con balas
en una cruz,
lo llamaron bandido
como a Jesús.

Y cuando ellos bajaron
por su fusil,
se encontraron que el pueblo
tiene cien mil.

Cien mil Camilos prontos
a combatir,
Camilo Torres muere
para vivir.


Daniel Viglietti

quinta-feira, janeiro 20, 2022

Ernesto Cardenal, Poeta e Padre, nasceu há 97 anos


Ernesto Cardenal Martínez (Granada, 20 de janeiro de 1925Manágua, 1 de março de 2020) foi um escritor, sacerdote e teólogo nicaraguense.

Dissidente sandinista, considerado um dos mais importantes poetas da América Latina. O seu irmão, o jesuíta Fernando Cardenal, foi Ministro da Educação da Nicarágua.

No ensino secundário estudou no "Colegio Centroamérica de los Jesuitas" em Granada. Depois estudou na "Facultad de Filosofía y Letras" da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam), nessa época publicou os seus primeiros poemas. Depois obteve doutoramento na Universidade de Columbia em Nova Iorque.

Entre 1949 e 1950, viajou pela Europa. Em 1952, fundou uma pequena editora de poesia denominada "El hilo azul". Em abril de 1954, participou de um movimento armado que tentou assaltar o Palácio Presidencial em Manágua, na época do regime de Anastásio Somoza (Rebelião de Abril).

Em 1957, decidiu tornar-se um monge trapista no Mosteiro de Nossa Senhora de Gethsemani, em Kentucky (EUA), onde foi discípulo de Thomas Merton. Depois passou dois anos no Mosteiro Beneditino de Cuernavaca (México). Em 1961, continuou os seus estudos de teologia em La Ceja (Colômbia).

Foi ordenado padre em 1965 e depois ajudou a fundar uma comunidade religiosa em Mancarrón, uma ilha do arquipélago de Solentiname, no Lago Nicarágua, que se tornou um foco de resistência à ditadura dos Somoza. Em 1970, viajou à Cuba e aderiu ao marxismo, cujo ideal de uma sociedade sem classes seria semelhante, para ele, ao cristianismo das origens. Depois que a comunidade religiosa onde residia foi destruída pela Guarda Nacional da Nicarágua, juntou-se à Frente Sandinista de Nacional de Libertação (FSLN), onde ficou conhecido como "El Padre", como o chamavam os jovens guerrilheiros.

Em julho de 1979, com a chegada dos sandinistas ao poder, integrou a Junta de Governo como Ministro de Cultura, função que exerceu até 1987.

Em 1983, durante a visita do Papa João Paulo II à Nicarágua, em visita à Nicarágua em 1983, colocou-se de joelhos diante do Papa no tapete de recepção no Aeroporto de Manágua. Naquela ocasião, o Papa, diante das câmaras de televisão, apontou de dedo para Cardenal e intimou-o a abandonar o cargo ministerial, circunstância que foi considerada por alguns como uma humilhação pública.

Seis anos depois, em 1985, foi suspenso "ad divinis" pelo Vaticano, que considerou incompatível a sua missão sacerdotal com o seu cargo político.

Em 1994, rompeu com a FSLN.

Em 2005, Cardenal foi candidato ao Prémio Nobel de Literatura e, entre outras distinções, recebeu o Prémio Rubén Darío, o mais importante das letras nicaraguenses (em 1965), a Ordem cubana "Haydeé Santamaría" (1990) e o Prémio da Paz dos livreiros alemães (1980).

Em 2009, recebeu o Prémio Iberoamericano de Poesia Pablo Neruda.

Em 2012, recebeu o Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana.

Em 2013, era um crítico do governo de Daniel Ortega apoiado pela FSLN, tendo inclusive intitulado o terceiro tomo das suas memórias como "A Revolução Perdida". Nesse ano também lhe foi concedida a honraria da Legião de Honra pelo governo francês.

Em 2014, recebeu o Prémio Theodor-Wanner, do "Institut für Auslandsbeziehungen" de Stuttgart (Alemanha). Trata-se de um prémio instituído em 2009 para pessoas que fizeram algo de notável para o diálogo entre as culturas.

Em fevereiro de 2019, o Papa Francisco retirou-lhe todas as sanções canónicas aplicadas, reintegrando-o plenamente na Igreja Católica Romana.

Morreu no dia 1 de março de de 2020, aos 95 anos. A missa de corpo presente foi profanada por sandinistas, obrigando os familiares a retirarem o caixão pela porta lateral da catedral de Manágua. O corpo foi, em seguida, cremado e levado para Solentiname, arquipélago paradisíaco no Grande Lago da Nicarágua, onde Cardenal fundou uma comunidade de artistas, artesãos e religiosos.
 

 

(imagem daqui)
 

La dulzura de ciertas palabras

La dulzura de ciertas palabras como
'nosotros dos'.
........Deambulo solitario entre los besos.
..........................De mis soledades vengo
..........................no vuelva a mis soledades.
Sentí que la eternidad
será esstar juntos los dos.
Dios que me quiere como si yo fuera Dios.
Alguna vez yo seré experto en amores
en tu cama, entre las sábanas.
..................Sexo de Dios.

segunda-feira, fevereiro 15, 2021

Camilo Torres Restrepo, padre e guerrilheiro, foi assassinado há cinquenta e cinco anos

 
 
Camilo Torres Restrepo
(Bogotá, 3 de febrero de 1929 - Patio Cemento, Santander, 15 de febrero de 1966) fue un sacerdote católico colombiano, pionero de la Teología de la Liberación, cofundador de la primera facultad de Sociología de Colombia y miembro del grupo guerrillero Ejército de Liberación Nacional (ELN). Durante su vida, promovió el diálogo entre el marxismo y el catolicismo. Fue ordenado sacerdote hacia 1954 luego de estudiar ciencias eclesiásticas en la arquidiócesis de Bogotá.
  
(...)
  
Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar. El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo, en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización exacta.
  

 

 

Cruz de luz (o Camilo Torres)


Donde cayó Camilo
nació una cruz,
pero no de madera
sino de luz.

Lo mataron cuando iba
por su fusil,
Camilo Torres muere
para vivir.

Cuentan que tras la bala
se oyó una voz.
Era Dios que gritaba:
¡Revolución!

A revisar la sotana,
mi general,
que en la guerrilla cabe
un sacristán.

Lo clavaron con balas
en una cruz,
lo llamaron bandido
como a Jesús.

Y cuando ellos bajaron
por su fusil,
se encontraron que el pueblo
tiene cien mil.

Cien mil Camilos prontos
a combatir,
Camilo Torres muere
para vivir.


Daniel Viglietti

sábado, fevereiro 15, 2014

O padre-guerrilheiro Camilo Torres Restrepo morreu há 48 anos

Camilo Torres Restrepo (Bogotá, 3 de febrero de 1929 - Patio Cemento, Santander, 15 de febrero de 1966) fue un sacerdote católico colombiano, pionero de la Teología de la Liberación, cofundador de la primera facultad de Sociología de Colombia y miembro del grupo guerrillero Ejército de Liberación Nacional (ELN). Durante su vida, promovió el diálogo entre el marxismo y el catolicismo. Fue ordenado sacerdote hacia 1954 luego de estudiar ciencias eclesiásticas en la arquidiócesis de Bogotá.

(...)

Torres murió el 15 de febrero de 1966 en Patio Cemento, tras combates con tropas de la Quinta Brigada de Bucaramanga, dirigida por el coronel Álvaro Valencia Tovar. El ejército ocultó el cadáver en un estratégico lugar separado de las demás fosas comunes y el lugar no fue revelado al público.
Años después, Valencia Tovar, ya retirado como general, escribió el libro El final de Camilo, en el que esclareció detalles de la muerte de Camilo Torres. Según Valencia Tovar, Torres fue sepultado en un sitio detallado, y prepararon los trámites para entregarle los restos a la familia. Sobre el destino del cadáver fue enterado su hermano mayor, el médico Fernando Torres Restrepo, que vivía en Estados Unidos.
Además, el propio general Álvaro Valencia Tovar reveló en una entrevista a la revista Semana que el cadáver de Camilo Torres fue exhumado tres años después de su entierro, sus restos fueron puestos en una urna y transportados a Bucaramanga, donde por gestiones del propio general, se creó el panteón militar de la Quinta Brigada del Ejército, y, como lo revela el general, los primeros restos en ocupar un lugar en ese panteón fueron los de Camilo Torres, aunque no se ha revelado su localización exacta.



Cruz de luz (o Camilo Torres)


Donde cayó Camilo
nació una cruz,
pero no de madera
sino de luz.

Lo mataron cuando iba
por su fusil,
Camilo Torres muere
para vivir.

Cuentan que tras la bala
se oyó una voz.
Era Dios que gritaba:
¡Revolución!

A revisar la sotana,
mi general,
que en la guerrilla cabe
un sacristán.

Lo clavaron con balas
en una cruz,
lo llamaron bandido
como a Jesús.

Y cuando ellos bajaron
por su fusil,
se encontraron que el pueblo
tiene cien mil.

Cien mil Camilos prontos
a combatir,
Camilo Torres muere
para vivir.


Daniel Viglietti