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sábado, março 22, 2025

Pío Leyva morreu há 19 anos...


(imagem daqui)

Pío Leyva (Morón, 5 de maio de 1917 – Havana, 22 de março de 2006), é tido com um dos ícones da música cubana. Maestro e crooner, possuía uma voz marcante para a música cubana.
Leyva participou no sucesso Buena Vista Social Club, que, pelas mãos de Win Winders e Ray Cooder, girou o mundo e colocou a música cubana novamente em destaque. Ao lado de Ibrahim Ferrer, Omara Portuondo, "Puntillita", Compay Segundo e outros, Pío é considerado um dos mestres do Cuaguancó, ritmo consagrado pela velha guarda cubana.
Em 2002, novamente pelas mãos de Winders, Pío Leyva mostrou o seu talento, na época com 85 anos de idade, mostrou fôlego para atuar no CD/DVD The Songs of Cuba, trabalho post Buena Vista que apresenta as novidades da música cubana, muitas delas inspiradas pelos grandes mestres do Buena Vista Social Club.
Nascido em 1917, morador de Miramar, Pío Leyva possuia formação musical clássica, porém, assim como muitos artistas cubanos, foi levado pelo swing e sensualidade da popular música cubana, do mambo até à salsa. Leyva, que ganhou uma competição de bongós aos seis anos de idade e que começou uma carreira musical em 1932, será sempre lembrado pelo carisma que possuía.
  
 

sábado, março 08, 2025

Capablanca, campeão mundial de Xadrez, morreu há oitenta e três anos...

   
Jose Raúl Capablanca y Graupera (Havana, 19 de novembro de 1888 - Nova Iorque, 8 de março de 1942) foi um xadrezista cubano, detentor do título de campeão do mundo da modalidade entre 1921 e 1927. Considerado, por muitos, o melhor jogador de todos os tempos, possuía um excecional conhecimento em finais de jogo e rápido raciocínio.
  

quarta-feira, março 05, 2025

Hugo Chávez morreu há doze anos...

    
Hugo Chávez Frías (Sabaneta, 28 de julho de 1954  - Caracas, 5 de março de 2013) foi um político e militar venezuelano, tendo sido o 56.º presidente da Venezuela. Líder da Revolução Bolivariana, Chávez advogava a doutrina bolivarianista, promovendo o que denominava de socialismo do século XXI. Chávez foi também um crítico do neoliberalismo e da política externa dos Estados Unidos.
Oficial militar de carreira, Chávez fundou o Movimento Quinta República, da esquerda política, depois de liderar um golpe de estado mal-sucedido contra o governo de Carlos Andrés Pérez, em 1992.
Chávez foi eleito presidente em 1998, encerrando os quarenta anos de vigência do Pacto de Punto Fijo (assinado em 31 de outubro de 1958, entre os três maiores partidos venezuelanos) com uma campanha centrada no combate à pobreza. Reelegeu-se, vencendo as eleições de 2000 e 2006.
Com as suas políticas de inclusão social e apoio aos mais desfavorecidos obteve enorme popularidade no seu país. Durante a era Chávez, a pobreza entre os venezuelanos caiu de 49,4%, em 1999, para 27,8%, em 2010.
No plano político interno, Chávez fundiu os vários partidos de esquerda no PSUV. Fortaleceu os movimentos e as organizações populares, estabelecendo uma forte aliança com as classes mais pobres.
Nas várias eleições, realizadas ao longo de aproximadamente 15 anos, a oposição foi derrotada. Inconformados, os adversários de Chávez promoveram um golpe de Estado, no início de 2002, com apoio do governo dos Estados Unidos. Apesar de o governo norte-americano ter usado a sua influência para obter o reconhecimento imediato do novo governo, a comunidade internacional – inclusive o Brasil, então governado por Fernando Henrique Cardoso – condenou o golpe. Chávez acabou voltando ao poder três dias depois. No final do mesmo ano, mediante um referendo, a população foi chamada a opinar sobre a sua permanência na presidência. Chávez venceu o referendo sem dificuldade, ampliando assim a sua base política de apoio.
Inconformados, os lideres da oposição boicotaram as eleições parlamentares, no sentido de deslegitimar os eleitos e, assim, os futuros atos do Poder Legislativo. Essa manobra não teve o resultado esperado e acabou por dar a Chávez uma tranquila maioria no parlamento. Apesar de se ter afastado da vida parlamentar por decisão própria, a oposição passou, então, a acusar Chávez de monopolizar o poder - já que tinha de facto a maioria na Assembleia Nacional - e de nomear aliados para o Supremo Tribunal de Justiça. Além disso, a oposição também criticava o controle do Banco Central e da indústria petrolífera do país pela Presidência da República. Alguns também acusavam Chávez de perseguir adversários políticos e de pretender instaurar de uma ditadura do proletariado na Venezuela.
Já no plano externo, Chávez notabilizou-se por adotar uma retórica anti-imperialista, antiamericana e anticapitalista. Apoiou a autossuficiência económica, defendeu a integração latino-americana, a cooperação entre as nações pobres do mundo e protagonizou a criação da UNASUL, da ALBA, do Banco do Sul e da rede de televisão TeleSUR, além de dar apoio financeiro e logístico a países aliados. Segundo o governo Bush, Chávez era uma ameaça à estabilidade da América Latina. Observadores internacionais, como Jimmy Carter e a ONG Human Rights Watch, criticaram o "autoritarismo" do presidente venezuelano. Também foi criticado por adotar, após o malogrado golpe de 2002, "políticas que minaram os direitos humanos" no país.
Apesar de ser muito criticado pela imprensa, dentro e fora do seu país, e de adotar uma postura desafiante em relação aos Estados Unidos, muitos simpatizaram com a sua ideologia, com as políticas sociais do seu governo e com a sua política externa, voltada à integração latino-americana e às relações sul-sul, mediante incremento de trocas bilaterais e acordos de ajuda mútua.
Em 2005 e 2006, Chávez foi incluído, pela revista Time, entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.
  
(...)
  
Em 5 de março de 2013, o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a morte de Hugo Chávez, aos 58 anos, em Caracas, às 16.25 horas locais, por causa de um cancro na região pélvica e de uma infeção respiratória aguda. Algumas agências noticiosas, no entanto, especulam que o anúncio teria sido feito horas depois do falecimento de Chávez, que teria ocorrido em Havana, tendo o corpo sido transportado para Caracas em seguida. Por algum tempo, circulou a notícia de que o corpo de Chávez seria embalsamado, mas foi decidido posteriormente que tal procedimento não ocorreria, já que para isso o corpo teria de ser enviado à Rússia e permanecer por lá de 7 a 8 meses.
    

segunda-feira, fevereiro 24, 2025

Pablo Milanés nasceu há oitenta e dois anos...

   
Pablo Milanés
(Bayamo, 24 de febrero de 1943 - Madrid; 22 de noviembre de 2022) fue un cantautor y músico cubano, uno de los fundadores - junto a Silvio Rodríguez y Noel Nicola - de la Nueva Trova Cubana
 
Biografía

Nació en Bayamo, provincia de Oriente, actual provincia de Granma, Cuba. Estudió música en el Conservatorio Municipal de La Habana.

En sus comienzos estuvo muy influido por la música tradicional cubana y por el feeling (‘sentimiento’, en inglés). El feeling es un estilo musical que se inició en Cuba en los años 1940 y suponía una nueva manera de afrontar la canción, donde el sentimiento definía la interpretación y estaba influido por las corrientes estadounidenses de la canción romántica y del jazz. El feeling se acompañaba de una guitarra, al estilo de los viejos trovadores pero enriquecido por armonizaciones jazzísticas. Así se establecía esta nueva forma de comunicación o "feeling" con el público.

En 1964 se incorporó como intérprete al cuarteto Los Bucaneros, con quienes colaboró en sus primeros trabajos. También probó suerte como solista ocasional, diversificando de esta manera sus experiencias que más tarde le llevarían a trabajar en solitario. En 1965 publicó Mis 22 años, considerada por muchos el nexo de unión entre el feeling y la Nueva Trova Cubana, incluyendo nuevos elementos musicales y vocales que serían precursores de la música cubana que vendría después.

Hacia 1966 fue enviado por las autoridades a un campo de trabajo forzoso de la Unidad Militar de Ayuda a la Producción (UMAP) en la zona de Camagüey, en el centro de la isla. Después de fugarse a La Habana para denunciar las injusticias cometidas en lo que en 2015 llamó “un campo de concentración estalinista” fue encarcelado por dos meses en La Cabaña y luego mandado a un campamento de castigo, donde permaneció hasta la disolución de la UMAP, a finales de 1967. En una entrevista en 2015, comentó que todavía espera que el gobierno cubano le pida perdón por lo sufrido en esa época.

Bajo el influjo del Primer Encuentro Internacional de la Canción de Protesta, celebrado en Varadero en 1967, empezó a crear canciones de contenido político. En 1968 ofreció su primer concierto con Silvio Rodríguez en la Casa de las Américas. Esta sería la primera muestra de lo que más tarde, en 1972, surgiría como el movimiento musical popular de la Nueva Trova. En ese mismo lugar conocería a los miembros de la élite cultural y musical de otros países americanos con los que compartía sus preocupaciones sociales. Violeta Parra, Mercedes Sosa, Daniel Viglietti, Chico Buarque, Simone, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, Víctor Jara entre otros muchos, pasaron por la Casa de las Américas en aquella época.

Como compositor, ha tocado diversos estilos, entre ellos el son cubano y la canción de protesta a finales de los 70. Perteneció al Grupo de Experimentación Sonora y ha compuesto temas para el cine. A través del GESICAIC, junto con otros destacados músicos cubanos, incluyendo a Silvio Rodríguez, participó en un taller creativo donde se formaba a jóvenes talentos cinematográficos cubanos enseñándoles lo mejor de la música cubana, que posteriormente quedaría plasmado en una generación de cineastas que fundían a la perfección música y cine. Esta etapa, que abarca desde finales de los sesenta hasta mediados de los setenta, y va repleta de temas del artista: Yo no te pido, Los años mozos, Cuba va, Hoy la vi, Yolanda, No me pidas, Los caminos, Pobre del cantor, Hombre que vas creciendo, Yo pisaré las calles nuevamente, y otras.

A principio de los años 80, formó su propio grupo, con la colaboración de varios amigos que estuvieron con él en el GESICAIC. Esta etapa se caracteriza por la riqueza de los recursos musicales utilizados y por la variedad de los géneros entremezclados, aunque sus contenidos siguen teniendo un fuerte trasfondo social.

Un álbum importante en su carrera fue el titulado Querido Pablo, un disco homenaje grabado con algunos de sus grandes amigos, y en el que participan gente de la talla de Víctor Manuel y Ana Belén, Luis Eduardo Aute y Mercedes Sosa, entre muchos otros. Este disco tuvo una secuela en 2002, que llevaba el título de Pablo Querido. Diecisiete años después, un buen puñado de artistas se vuelven a reunir para cantar al son de Pablo Milanés. En esta ocasión, además de sus amigos "clásicos", se unen artistas de la nueva música pop, como Fher (el cantante del grupo mexicano de rock Maná), Marco Antonio Muñiz o Armando Manzanero. Participó del documental Van Van, empezó la fiesta (2001).

En 2005 compone una parte de la banda sonora de la película Siempre Habana dirigida por Ángel Peláez. De entre sus muchas canciones, son especialmente famosas: Yolanda, Yo me quedo, Amo a esta isla y El breve espacio en que no estás, Para vivir y Cuánto gané, cuánto perdí.

Numerosos artistas han colaborado con él, entre los que destacan Silvio Rodríguez, Ana Belén, Fito Páez, Ricardo Arjona, Maná, Luís Represas, Joaquín Sabina, Caco Senante, Ismael Serrano, Joan Manuel Serrat, Los Van Van, Carlos Varela, Lilia Vera, Víctor Manuel o Javier Ruibal.

Durante los últimos años vivió entre La Habana, Madrid, Mazaricos, y Vigo.


Postura política

Como defensor de la Revolución cubana se caracterizó por mantener una posición de crítica pública a los errores que, a su juicio, se han cometido en la conducción del país.

En marzo de 2010, al preguntarle sobre la huelga de hambre de Guillermo Fariñas, respondió: «Hay que condenar desde el punto de vista humano. Esas cosas no se hacen. Las ideas se discuten y se combaten, no se encarcelan». En la misma entrevista, abogó por un cambio en Cuba, conservando a los Castro pero «con arreglos».

En los últimos años se convirtió en una de las figuras dentro del mundo de la música cubana que más criticó al régimen cubano y a su represión contra disidentes.​ 

 

Fallecimiento

Falleció en la Clínica Universidad de Navarra en Madrid,​ en la madrugada del 22 de noviembre de 2022,​ debido al síndrome mielodisplásico, un tipo de cáncer que disminuye la respuesta inmunitaria. 

 

 

Yolanda - Pablo Milanés 


Esto no puede ser no mas que una cancion
Quisiera fuera una declaracion de amor
Romantica sin reparar en formas tales
Que ponga freno a lo que siento ahora a raudales
Te amo
Te amo
Eternamente te amo
Si me faltaras no voy a morirme
Si he de morir quiero que sea contigo
Mi soledad se siente acompañada
Por eso a veces se que necesito
Tu mano
Tu mano
Eternamente tu mano
Cuando te vi sabia que era cierto
Este temor de hallarme descubierto
Tu me desnudas con siete razones
Me abres el pecho siempre que me colmas
De amores
De amores
Eternamente de amores
Si alguna vez me siento derrotado
Renuncio a ver el sol cada mañana
Rezando el credo que me has enseñado
Miro tu cara y digo en la ventana
Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Eternamente Yolanda

Saudades de Pablo Milanés...

domingo, fevereiro 23, 2025

Orlando Zapata morreu, na luta contra a ditadura cubana e numa greve de fome, há 15 anos...

(imagem daqui)

 

Orlando Zapata Tamayo (Santiago de Cuba, 15 de maio de 1967 - La Habana, 23 de fevereiro de 2010) foi um ativista político cubano, membro do Movimiento Alternativa Republicana, opositor do governo de Fidel e Raúl Castro e prisioneiro político que morreu após realizar uma greve de fome de mais de oitenta dias, em protesto contra o regime castrista, às condições desumanas na prisão e ao estado de outros presos políticos no presídio de Holguín. Após a sua morte, cinco outros dissidentes cubanos presos começaram uma greve de fome em protesto.
Orlando Zapata ganhava a vida como pedreiro e canalizador. Foi preso, em 2003, por desacatos, perturbar a paz, duas acusações de fraude, exibicionismo público, lesões e posse de armas brancas, para ser posteriormente condenado a 3 anos de prisão. As suas atitudes de desafio às autoridades desencadearam uma série de julgamentos, tendo a sua pena sido aumentada para 30 anos.
 

sábado, fevereiro 15, 2025

O USS Maine afundou-se há 127 anos

  

O inesperado afundamento do Maine foi um dos factos que levou à eclosão da guerra hispano-norte-americana de 1898. O navio zarpou rumo ao porto de Havana, a 28 de janeiro, para proteger os interesses dos Estados Unidos em Cuba, durante as lutas de independência de Cuba da Espanha. A 15 de fevereiro, durante um período de tensão entre os dois países, o couraçado explodiu no porto de Havana. O governo dos EUA alegou que se tratava de uma manobra de sabotagem da Espanha. Contudo, posteriormente descobriu-se que a causa da explosão tinha sido a combustão espontânea do carvão armazenado junto ao paiol da proa. No princípio de 1912 conseguiu-se repor a flutuar os restos do navio, que foi rebocado para o mar alto e afundado.

A tripulação do Maine era formada por 354 homens, 266 dos quais (2 oficiais e 264 marinheiros) encontraram a morte quando o navio explodiu, às 21.40 do dia 15 de fevereiro de 1898. A unidade foi recuperada no começo de 1912, rebocada para o mar alto e afundada nos estreitos da Flórida. No dia da Comemoração de 1915, o seu mastro maior foi colocado, à guisa de monumento, no Cemitério Nacional de Arlington, na Virginia

 

terça-feira, janeiro 28, 2025

José Martí nasceu há 172 anos

   
José Julián Martí Pérez (Havana, 28 de janeiro de 1853 - Dos Ríos, 19 de maio de 1895) foi um político, intelectual, jornalista, filósofo, poeta e maçom cubano, criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) e organizador da Guerra de 1895 ou Guerra Necessária. O seu pensamento transcendeu as fronteiras de sua Cuba natal para adquirir um carácter universal. No seu país natal, também é conhecido como «El apóstol».
Era filho de Mariano Martí, natural de Valência, e de Leonor Pérez Cabrera, natural de Tenerife, nas ilhas Canárias.
José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba da Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde a sua juventude demonstrou a sua inquietude cívica e a sua simpatia pelas ideias revolucionárias que cresciam entre os cubanos.
Influenciado pelas ideias de independência de Rafael María de Mendive, o  seu mestre na escola secundária de Havana, iniciou a sua participação política escrevendo e distribuindo jornais com conteúdo separatista no início da Guerra dos Dez Anos. Com a prisão e deportação do seu mestre Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia que Martí nutria contra a dominação espanhola.
Em 1869, com apenas dezasseis anos, publicou a folha impressa separatista "El Diablo Cojuelo" e o primeiro e único número da revista "La Patria Libre". No mesmo ano, passou a distribuir um periódico manuscrito intitulado "El Siboney". Pouco depois, foi preso e processado pelo governo espanhol por estar de posse de papéis considerados revolucionários. Foi condenado a seis anos de trabalhos forçados mas passou somente seis meses na prisão. Em 1871, com a saúde debilitada, a sua família conseguiu um indulto e obteve a permuta da pena original pela deportação para Espanha. Na Espanha, Martí publicou, naquele mesmo ano, o seu primeiro trabalho de importância: "El Presidio Político en Cuba", no qual expôs as crueldades e os horrores vividos no período em que esteve na prisão. Nesta obra, já se encontravam presentes o idealismo e o estilo vigoroso que tornariam Martí conhecido nos círculos intelectuais da sua época. Mais tarde, dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo um doutoramento em Leis, Filosofia e Letras, na Universidade de Saragoça em 1874.
Em 19 de maio de 1895, no comando de um pequeno contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas, nas proximidades da aldeia de Dos Ríos, José Martí foi atingido e veio a falecer em seguida. O seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, foi exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.
      

segunda-feira, janeiro 20, 2025

Heberto Padilla nasceu há 93 anos...

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Heberto Padilla (Puerta de Golpe, 20 de enero de 1932 - Auburn, 25 de septiembre de 2000) fue un poeta y catedrático cubano

 

Biografía

Estudió en la provincia de Pinar del Río y, después de terminar la secundaria, ingresó en la facultad de periodismo de la Universidad de La Habana.

Padilla se desempeñó como comentarista radial en Miami, ciudad en la que enseñó también inglés (1956-1959), idioma que había estudiado junto con el francés. Luego viajó a Nueva York para trabajar como profesor y traductor de las Escuelas Berlitz y ese mismo año de 1959 se convirtió en corresponsal de Prensa Latina. En Artemisa (Pinar del Río) terminó la enseñanza elemental y estudió el bachillerato. Dirigió dos revistas estudiantiles, Paladín Colegial (1945) y Repórter (1946). Cursó tres años de la carrera de Derecho en la Universidad de La Habana, también estudió periodismo, Humanidades y Lenguas en el extranjero. Además del castellano, sabía francés, inglés, alemán, ruso, italiano y griego.

Regresó a Cuba en 1959 para formar parte del periódico Revolución y fue corresponsal de Prensa Latina en la Unión Soviética (1962-1964). Colaboró en la revista Unión, fue director de Cubartimpex (1964), organismo encargado de seleccionar libros extranjeros, y representó al Ministerio de Comercio Exterior en los países socialistas y escandinavos.

En sus inicios, Padilla fue un entusiasta de la revolución cubana, pero ya a su regreso a la isla en 1966, después de haber trabajado en el bloque soviético, llegó con serias dudas y con una visión crítica, que pronto se tornaron en desencanto, que expresaba en privado, con el Gobierno de Fidel Castro

 

Fuera del juego

El mismo año de su regreso, se convirtió en centro de una polémica cultural en las páginas de la revista Juventud Rebelde. Sus críticas afloraron en Fuera del juego, poemario que obtuvo en 1968 el Premio Julián del Casal, de la Unión de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC), con un jurado compuesto por los cubanos José Lezama Lima, Manuel Díaz Martínez, José Zacarías Tallet, el peruano César Calvo y el británico J. M. Cohen.1

El comité director de esta institución, sin embargo, no estuvo de acuerdo con el galardón otorgado a Padilla en poesía y a Antón Arrufat en teatro, por lo que el 28 de octubre de ese año se reunió con los miembros del jurado para discutir las obras premiadas de los citados escritores. «Luego de un amplísimo debate, que duró varias horas», se acordó publicar ambas obras, pero acompañadas de una nota en la que el comité director de la UNEAC expresaba su desacuerdo por considerar que «son ideológicamente contrarios» a la Revolución cubana.

 

Encarcelamiento y emigración

Padilla, que desde 1967 trabajaba en la Universidad de La Habana, fue detenido el 20 de marzo de 1971 a raíz del recital dado en la Unión de Escritores, donde leyó Provocaciones. Arrestado junto con la poetisa Belkis Cuza Malé - su pareja desde fines de 1967; se casaron el 25 de enero de 1971 y la hija del primer matrimonio de esta, María Josefina, vivía con ellos -, fueron acusados de «actividades subversivas» contra el Gobierno. Su encarcelamiento provocó una reacción en todo el mundo, con las consiguientes protestas de conocidísimos intelectuales entre los que figuraban Julio Cortázar, Simone de Beauvoir, Marguerite Duras, Carlos Fuentes, Juan Goytisolo, Alberto Moravia, Octavio Paz, Juan Rulfo, Jean-Paul Sartre, Susan Sontag, Mario Vargas Llosa y muchos otros. Después de 38 días de reclusión en Villa Marista, Padilla expuso, sin leer, una larga y feroz autocrítica, reconociendo la superioridad de la lucha revolucionaria común sobre los intereses individuales, suyos o de otros.

Sin embargo, varios intelectuales han señalado que la «autocrítica» de Padilla era en realidad un discurso sin fundamento alguno, una especie de parodia de los célebres «procesos de Moscú», que en Cuba no tenían asidero ninguno en la realidad. Señalan incluso opiniones y expresiones posteriores del propio Padilla al respecto. Otros intelectuales señalaron como el «Caso Padilla» fue utilizado contra la Revolución cubana, incluso asociando este caso a las presuntas «torturas» que el poeta pudo haber sufrido.

Para algunos, especialmente los adversarios de la Revolución cubana, el incidente con Padilla «representó un antes y un después en la tirante relación entre la intelectualidad mundial y la Revolución cubana», que marcó «el fin del idilio» entre ambos.

Sin embargo, otros como Mario Benedetti, señalaron:

En este momento yo solo conozco la síntesis. Me imagino cuál será ahora la arremetida de toda la gran prensa del pudoroso Mundo Libre: que es una muestra más de estalinismo, que la carta es una confesión del tipo de los procesos de Praga, etc., etc., etc. No podrán decir que «fue salvajemente torturado», porque me imagino que el Bebo estará tan rubicundo y lozano como cuando se instalaba en el Hotel Nacional, a la caza de karoles y cortázares.

Es de destacar que firmantes de la primera carta en solidaridad con Heberto Padilla, luego se retractaron. Fue el caso de Julio Cortázar, en su texto «Policrítica en la hora de los chacales», fechado en mayo de 1971, donde escribió: «así yo sé que un día volveremos a vernos, / buenos días, Fidel, buenos días, Haydee, buenos días, mi Casa, / mi sitio en los amigos y en las calles, mi buchito, mi amor, / mi caimancito herido y más vivo que nunca».

Otros que supuestamente «rompían» con la Revolución Cubana, como el propio Juan Goytisolo, visitarían luego la isla y tomarían parte en eventos de instituciones culturales del estado cubano.

Después de ser puesto en libertad, Padilla, desempleado, se entregó al alcohol, según Cabrera Infante. Su esposa -  cuyos padres habían abandonado Cuba en agosto de 1966 y vivían en Miami - logró salir con el hijo pequeño de ambos (Ernesto, de 6 años), hacia Estados Unidos en 1979, mientras él sobrevivía con traducciones que hacía para el Instituto del Libro (entre ellas, destaca una antología de la poesía romántica inglesa). Al año siguiente, gracias a la presión internacional y particularmente a las gestiones del senador Edward Kennedy,​ Padilla pudo seguirla. Llegó a Nueva York, vía Montreal, el 16 de marzo de 1980, pero, como testimonian Cuza Malé y Cabrera Infante, esta experiencia y el exilio cambiaron a Padilla, que enfermó espiritualmente y nunca pudo reponerse del todo.
 
 
El exilio

Padilla pasó de Nueva York a Washington D. C. y, después, a Madrid, para finalmente instalarse en Estados Unidos, primero en Princeton (en el estado de Nueva Jersey) - donde ayudó a su esposa a fundar la revista Linden Lane Magazine, especializada en la literatura y el arte de los cubanos en el exilio - y después en otras ciudades, en las que se dedicó principalmente a la docencia.

En Estados Unidos no tuvo una vida fácil: fue muy criticado por parte de la emigración cubana debido a su participación, junto con otros escritores exiliados y de la isla, en el Encuentro de Estocolmo (mayo de 1994). Algunos sectores, especialmente de los cubanos de Miami, consideraron que esa conferencia - convocada por el Centro Internacional Olof Palme -, era una manipulación del Gobierno castrista, por lo que la condenaron a priori y a ella no asistieron la prensa de esa ciudad ni la Radio y Televisión Martí. Los ataques arreciaron después de que los participantes se pronunciaran contra el embargo a Cuba.14​ El encuentro, según la poetisa y ensayista Lourdes Gil, le costó su trabajo en el Dade College de Miami, ciudad donde residía (también su hermana Marta vivía allí) y que finalmente tuvo que abandonar.

Padilla tenía, además, serios problemas cardiacos y de diabetes. En febrero de 1997 sufrió dos infartos seguidos y tuvo que dejar su trabajo, pero, en la medida de sus posibilidades, continuó dando clases en universidades.

Padilla y Cuza Malé terminaron separándose en 1995, a iniciativa de ella, según la poetisa. Con su primera esposa, Bertha Hernández, había tenido tres hijos.​ Su última pareja fue Lourdes Gil​,  a la que conoció al día siguiente de llegar a Nueva York y con quien entabló una relación sentimental a partir del Encuentro de Estocolmo, en 1994. Entre 1999 y 2000 dio clases en las universidades de Columbus (Georgia), y también fue profesor en las universidades de Nueva York y de Miami.

A mediados de agosto de 2000 comenzó a enseñar en la Universidad de Auburn de Alabama.​ Murió cinco semanas después, el 25 de septiembre de 2000, a los 68 años, en su apartamento en Auburn, de un ataque al corazón.

 

Trayectoria literaria y publicaciones póstumas

Padilla había debutado en 1949 con su poemario Las rosas audaces, al que siguió, en 1962, El justo tiempo humano, que recibió una mención en el Premio Casa de las Américas. Al año siguiente (1963), publicaría su primera novela, El buscavidas. En 1964 volvería a la poesía con el cuadernillo La hora.

Fuera del juego, «un poemario muy crítico del curso político en la isla en manos de Fidel Castro»,10​ marcó el quiebre con el Gobierno, que se convierte en definitivo con Provocaciones, su última producción en Cuba. Ya fuera de la isla reeditó algunos poemarios y publicó otros, sacó una segunda novela -En mi jardín pastan los héroes, escrita en realidad a fines de los años 1960 y recuperada una década más tarde-,  una policiaca y unas memorias. Algunas de sus obras han sido traducidas al inglés y a otros idiomas.

Un primer regreso de la obra de Padilla a Cuba se produjo en 2012, cuando la revista Cauce le dedicó 50 páginas de las 74 que tenía el número 2 de 2011 (que salió con gran atraso), «un conjunto revelador de disímiles impresiones y acercamientos a la vida y obra del poeta», que incluía una decena de poemas y dos fragmentos del libro La mala memoria.

En 2013 Padilla es reeditado en Cuba: con ocasión de la Feria Internacional del Libro de Cuba, celebrada en febrero, la editorial Luminarias junto con Letras Cubanas publican Una época para hablar, libro «no vendible» que reúne los poemarios escritos desde 1948 hasta 1981. El volumen, que además de los 6 poemarios contiene una sección titulada Otros poemas, más artículos sobre su obra y opiniones de algunos escritores de su generación,​ ha sido denunciado por su exesposa Belkis Cuza Malé como «un acto infame de piratería y de maquiavelismo». «Quieren usar su nombre y su obra para presentarlo en esa bochornosa feria del libro y aparentar que ya hay libertad de expresión en la isla», comentó la escritora, quien aseguró que nadie pidió permiso a los herederos para editar los poemas de Padilla. La misma Cuza Malé publicó a principios de febrero de 2013 una antología personal del poeta con el título de Puerta de Golpe.

 

 

(III)


A vida cresce, arde para ti.
A fonte soa neste instante só para ti.
Tudo é chegar
(as portas foram abertas com o alvorecer
e um vento leve anima-nos),
tudo é pôr no seu lugar as coisas.
Os homens levantam-se
e constroem, a vida para ti.
Todas essas mulheres
estão a parir, a gritar, a animar seus filhos
na tua frente.
Todas essas crianças
estão a plantar rosas enormes
para o momento em que seus pais
caiam de bruços no pó que conheceste já.
Matas,
mas teu ventre treme como o deles
na hora do amor.
No trapézio salta essa rapariga,
um corpo tenso e belo, só para ti.
Teu coração desenha o salto.
Ela gostaria de cair, às vezes, quando não há ninguém
e tudo se fechou,
mas encontra o teu ombro.
Dormem,
mas na noite o que existe é teu sonho.
Abrem a porta
no silêncio e perturba-os tua solidão.
Pela janela sem que te debruças
alegram-te as folhas
da árvore que, de algum modo, tu plantaste.



Heberto Padilla

terça-feira, dezembro 10, 2024

A Espanha livrou-se dos restos do seu império, nas Caraíbas e Pacífico, há 126 anos

    
O Tratado de Paris de 1898, assinado em 10 de dezembro de 1898, terminou a Guerra Hispano-Americana.
    
(...)
    
O Tratado de Paris previa que Cuba se tornasse independente de Espanha, mas o Congresso dos Estados Unidos assegurou o controle deste país pelos Estados Unidos, com a Emenda Platt.
Especificamente, a Espanha renunciou a qualquer reivindicação de soberania sobre Cuba. Após a evacuação pela Espanha, Cuba seria ocupada pelos Estados Unidos, e os Estados Unidos iriam assumir e respeitar todas as obrigações de direito internacional que resultassem deste facto.
O Tratado também garantiu que a Espanha cedia aos Estados Unidos a ilha de Porto Rico e outras ilhas, então sob soberania espanhola nas Índias Ocidentais, bem como a ilha de Guam.
O maior conflito dizia a respeito à situação das Filipinas. Os comissários espanhóis alegaram que Manila fora entregue após o armistício e, portanto, as Filipinas não poderiam ser exigidas como uma conquista de guerra, pois renderam-se depois do fim da guerra; finalmente, os Estados Unidos decidiram pagar 20 milhões de dólares à Espanha pela posse das Filipinas. O Tratado especificava que a Espanha iria ceder aos Estados Unidos o arquipélago das Filipinas e as ilhas situadas dentro duma linha especificada.
O tratado foi tema de debate polémico no Senado dos Estados Unidos, durante o inverno de 1898-1899, e foi aprovado a 6 de fevereiro de 1899.
De acordo com o tratado, a Espanha, desistia de todos os direitos de Cuba, renunciava a Porto Rico e às suas possessões nas Índias Ocidentais e entregava as ilhas Filipinas, mais a ilha de Guam, aos Estados Unidos.
A derrota pôs fim ao Império espanhol na América e, um ano mais tarde, no Oceano Pacífico (depois do Tratado Germano-Espanhol de 1899) e marcou o início dos Estados Unidos como potência colonial.
    

terça-feira, novembro 26, 2024

O ditador Fidel Castro morreu há oito anos...

     
Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, 13 de agosto de 1926 - Havana, 25 de novembro de 2016) foi um político e revolucionário cubano que governou a República de Cuba como primeiro-ministro de 1959 a 1976 e depois como presidente de 1976 a 2008. Politicamente, era nacionalista e marxista-leninista. Também foi o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba de 1961 até 2011. Sob a sua administração, Cuba tornou-se um estado socialista autoritário unipartidário, a indústria e os negócios foram nacionalizados e reformas socialistas foram implementadas em toda a sociedade. Castro morreu em Havana na noite de 25 de novembro de 2016, aos 90 anos.
     

terça-feira, novembro 19, 2024

Capablanca, campeão do mundo de Xadrez, nasceu há 136 anos

  
Jose Raúl Capablanca y Graupera (Havana, 19 de novembro de 1888 - Nova Iorque, 8 de março de 1942) foi um xadrezista cubano detentor do título de campeão do mundo da modalidade entre 1921 e 1927.
Capablanca é referido por vários historiadores da modalidade como o Mozart do xadrez, uma vez que o seu brilhantismo desde cedo se evidenciou.
  
(...)
   
Capablanca ainda é considerado como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Ele é especialmente conhecido pela sua rapidez de julgamento, isenção de erros, grande qualidade nos finais e estilo posicional. É ainda conhecido pelo seu enorme talento natural e pelo pouco tempo despendido se preparando para os torneios.
Em toda a sua carreira, Capablanca sofreu menos de cinquenta derrotas em jogos oficiais, conseguindo ainda o feito de estar invicto durante oito anos consecutivos, de 1916 a 1923 inclusive, uma série de 63 jogos sem perder incluindo a vitória no campeonato do mundo. De facto, apenas Marshall, Lasker, Alekhine e Rudolf Spielmann ganharam dois ou mais jogos "a sério" do já amadurecido Capablanca, embora levem desvantagem no total dos confrontos, Capablanca vs Marshall +20 -2 =28, vs Lasker +6 -2 = 16, vs Alekhine +9 -7 =33, excepto Spielmann que tem o resultado empatado +2 -2 =?. Dos jogadores de topo, apenas Keres tinha vantagem nos confrontos com Capablanca +1 -0 =5, note-se que esta vitória foi conseguida quando Capablanca já tinha cinquenta anos de idade.
Richard Réti afirmou que "O xadrez era a língua mãe de Capablanca". E, de acordo com o sistema de classificação de Jeff Sonas, do síte Chessmetrics, Réti não se engana muito, visto que Capablanca lidera as listas em períodos de 1 ano, 3 anos, 5 anos e 9 anos.
Capablanca não fundou uma nova escola per se, mas o seu estilo influenciou muito o jogo de dois campeões do mundo Bobby Fischer e Anatoly Karpov. Mikhail Botvinnik também escreveu que tinha aprendido muito com Capablanca, e até apontou que o próprio Alekhine aprendeu muito com este em termos de jogo posicional, antes do match que os iria tornar rivais para sempre.
Botvinnik apontava o livro de Capablanca Chess Fundamentals como indubitavelmente o melhor livro de xadrez alguma vez escrito. Nele, Capablanca referia que apesar de o bispo ser habitualmente mais forte que o cavalo, a combinação dama e cavalo era normalmente superior à combinação dama e bispo. Botvinnik atribui a Capablanca os créditos por ter sido ele o primeiro a ter esta noção.
 
 Partida entre Capablanca e Alekhine
 

segunda-feira, novembro 18, 2024

Compay Segundo nasceu há 117 anos...

   
Compay Segundo, nome artístico de Máximo Francisco Repilado Muñoz Telles (Siboney, Santiago de Cuba, 18 de novembro de 1907 - Havana, 13 de julho de 2003) foi um cantor, guitarrista, clarinetista, tresero e compositor cubano.
     
 

segunda-feira, outubro 28, 2024

A Crise dos Mísseis de Cuba terminou há 62 anos

Vista aérea mostrando base de lançamento de mísseis em Cuba, novembro de 1962

A Crise dos mísseis de Cuba, também conhecida como a Crise de outubro (em espanhol: Crisis de Octubre), Crise do Caribe (em russo: Карибский кризис) foi um confronto de 13 dias (16-28 outubro de 1962) entre os Estados Unidos e a União Soviética relacionado com a implantação de mísseis balísticos soviéticos em Cuba. Além de ter sido televisionada em todo o mundo, foi o mais próximo que se chegou do início de uma guerra nuclear em grande escala durante a Guerra Fria.
Em resposta à fracassada Invasão da Baía dos Porcos de 1961 e à presença de mísseis balísticos norte-americanos PGM-19 Jupiter estacionados na Itália e na Turquia, o líder soviético Nikita Khrushchev decidiu aceitar o pedido de Cuba para colocar mísseis nucleares em seu território para deter uma futura invasão dos estados Unidos. Um acordo foi alcançado durante uma reunião secreta entre Kruchev e Fidel Castro em julho e a construção de uma série de instalações de lançamento de mísseis começou depois do verão.
Uma eleição estava em curso nos Estados Unidos. A Casa Branca negou as acusações de que estava ignorando os mísseis soviéticos a 145 quilómetros do litoral da Flórida. A instalação dos mísseis foi confirmada quando um avião espião Lockheed U-2 da Força Aérea dos Estados Unidos obteve provas fotográficas claras de instalações de mísseis balísticos R-12 Dvina e R-14 Chusovaya. Os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio militar para evitar que novos mísseis entrassem em Cuba e anunciou que não permitiria que armas ofensivas fossem entregues a Cuba, além de ter exigido que as armas já entregues fossem desmontadas e levadas de volta para a URSS.
Depois de um longo período de tensas negociações, foi alcançado um acordo entre Kennedy e Kruschev. Publicamente, os soviéticos desmantelaram as suas armas em Cuba e levaram-nas para a União Soviética, sob reserva de verificação das Nações Unidas, em troca de uma declaração pública dos Estados Unidos de nunca invadir Cuba sem provocação direta. Secretamente, os Estados Unidos também concordaram que iriam desmantelar toda a rede de mísseis Júpiter que foi implantada na Turquia e Itália contra a União Soviética, mas que não era conhecida pelo público.
Todos os mísseis ofensivos e bombardeiros Ilyushin Il-28 foram retirados de Cuba e o bloqueio foi formalmente encerrado, em 20 de novembro de 1962. As negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética destacaram a necessidade de uma rápida, clara e direta linha de comunicação entre Washington, DC e Moscovo. Uma série de acordos reduziu drasticamente as tensões USA-URSS durante os anos seguintes.
   

A crise começou quando os soviéticos, em resposta à instalação de mísseis nucleares na Turquia, Inglaterra e Itália, em 1961, e à invasão de Cuba pelos Estados Unidos, no mesmo ano, instalaram mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um voo secreto realizado sobre Cuba, apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve uma enorme tensão entre as duas superpotências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um ato de guerra contra os Estados Unidos.
Nikita Kruschev, o primeiro-ministro da URSS à época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir outra tentativa de invasão da ilha (meses antes, em 17 de abril de 1961, o governo Kennedy já havia empreendido a desastrada invasão da Baía dos Porcos, usando um grupo paramilitar constituído por exilados cubanos, apoiados pela CIA e pelas forças armadas dos Estados Unidos, na tentativa de derrubar o governo de Fidel Castro). A situação rapidamente evoluiu para um confronto aberto entre as duas potências.
Segundo o governo Kennedy, os Estados Unidos não poderiam admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território. O presidente Kennedy avisou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra Cuba, se os soviéticos não desativassem os silos e retirassem os mísseis da ilha.
  
   
O ponto culminante da crise foi o “sábado negro”, 27 de outubro, quando um dos aviões-espiões americano foi abatido sobre Cuba e o seu piloto morreu. A guerra parecia cada vez mais iminente e as negociações se tornaram dificílimas.
Foram treze dias de suspense mundial, devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que, em 28 de outubro, Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis norte-americanos da Turquia e um acordo de que os EUA nunca invadiriam a ilha vizinha, concordou em remover os mísseis de Cuba.
Na televisão, todos os canais federais dos EUA interromperam os programas e transmitiram o comunicado urgente de Kruschev, que dizia:
"Nós concordamos em retirar de Cuba os meios que consideram ofensivos. Concordamos em fazer isto e declarar na ONU este compromisso. Os seus representantes farão uma declaração de que os EUA, considerando a inquietação e preocupação do Estado soviético, retirarão os seus meios análogos da Turquia".
  
Na década de 60, havia uma clara tendência à proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Inglaterra assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, em alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objetivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite. Com ele, os países que já possuíam bombas nucleares comprometiam-se a limitar os seus arsenais e os países que não os continham ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam solicitar aos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.
      

domingo, outubro 27, 2024

Xavier Cugat morreu há trinta e quatro anos...

   
Francesc d'Asís Xavier Cugat Mingall de Bru i Deulofe (Girona, 1 de janeiro de 1900 - Barcelona, 27 de outubro de 1990) foi um maestro catalão-cubano, um dos pioneiros na popularização da música latina nos Estados Unidos.
     
 

segunda-feira, outubro 21, 2024

Celia Cruz nasceu há 99 anos...

      
Úrsula Hilaria Celia Caridad Cruz Alfonso (Havana, 21 de outubro de 1925 - Fort Lee, Nova Jersey, 16 de julho de 2003) foi uma cantora cubana.
Saiu do seu país em 1959, nunca mais regressando, em virtude da sua oposição ao regime ditatorial de Fidel Castro. Foi para o México, onde gravou com outros artistas como Tito Puente. Do México mudou-se para Nova York, onde passou a maior parte de sua vida e morou até ao fim dela.
Foi a maior intérprete cubana, tendo recebido vinte discos de ouro e recebeu o título de "Rainha da Salsa".