Mostrar mensagens com a etiqueta Monarquia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Monarquia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 08, 2026

O general Primo de Rivera, ditador espanhol, nasceu há 156 anos


   

Miguel Primo de Rivera y Orbaneja (Jerez de la Frontera, 8 de janeiro de 1870 - Paris, 16 de março de 1930) foi um militar e ditador espanhol, fundador da organização fascista União Patriótica, inspiradora da União Nacional portuguesa. Era detentor do título nobiliárquico de Marquês de Estella e de Ajdir.

   


Brasão do Marquês de Estella e de Ajdir
     

quarta-feira, janeiro 07, 2026

O Imperador Hirohito do Japão morreu há 37 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/44/Hirohito_in_dress_uniform.jpg/430px-Hirohito_in_dress_uniform.jpg
  

Hirohito, também conhecido como Imperador Showa ou O Imperador Shōwa (Tóquio, 29 de abril de 1901 - Quioto, 7 de janeiro de 1989), foi o 124º imperador do Japão, de acordo com a ordem tradicional de sucessão, reinando de 25 de dezembro de 1926 até à sua morte, em 1989. Apesar de ser muito conhecido fora do Japão pelo seu nome pessoal, Hirohito, no Japão é atualmente reconhecido pelo seu nome póstumo, Imperador Shōwa.
No seu reinado, o Japão era uma das maiores potências - a nona maior economia do mundo, atrás da Itália, o terceiro maior país naval e um dos cinco países permanentes do conselho da Liga das Nações. Ele foi o chefe de Estado sob a limitação da Constituição do Império do Japão, durante a militarização japonesa e envolvimento na Segunda Guerra Mundial. Ele foi o símbolo do novo estado.
O seu reinado foi o mais longo de todos os imperadores japoneses, e coincidiu com um período em que ocorreram grandes mudanças na sociedade japonesa. Foi sucedido por seu filho, o imperador Akihito.
Por imposição dos Aliados, que ficam no Japão até 1950, toma medidas democratizantes, entre elas a negação do caráter divino do seu cargo, que transforma o Japão numa monarquia constitucional. Economicamente destruída pela guerra, a nação transforma-se em potência industrial no período seguinte. Hirohito abandona os rituais da corte, deixa de usar o quimono, permite a publicação de fotos da família imperial e assume publicamente sofrer de cancro. Morre em Tóquio, depois de reinar durante 63 anos (e ter sido regente 5 anos), sendo sucedido pelo seu filho Akihito.
   

domingo, janeiro 04, 2026

D. Sancho II morreu há 778 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e9/SanchoII-P.jpg

D. Sancho II de Portugal (cognominado O Capelo, por haver usado um enquanto criança; alternativamente conhecido como O Pio ou O Piedoso), quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra em 8 de setembro de 1209, filho do rei D. Afonso II de Portugal e de D. Urraca de Castela, e faleceu, exilado e sem poder, em Toledo, no Reino de Castela, a 4 de janeiro de 1248.
  

Brasão de D. Sancho II
  
Guerra Civil, Deposição e Morte
O isolamento político de Sancho II começa provavelmente em 1232, estando o reino com conturbações internas; Afonso de Castela entra nesse ano pelo Norte do reino em defesa de Sancho II. Resigna também em Roma o bispo de Coimbra, Pedro, aliado de Sancho.
D. Afonso, irmão mais novo de Sancho, denuncia em 1245 o casamento de Sancho com Mécia. Nesse mesmo ano a Bula Inter alia desiderabilia prepara a deposição de facto do monarca. O papado, através de duas Breves, aconselha Afonso, Conde de Bolonha, a partir para a Terra Santa em Cruzada e também que passe a estar na Hispânia, fazendo aí guerra ao Islão. A 24 de julho, a Bula Grandi non immerito depõe oficialmente Sancho II do governo do reino, e Afonso torna-se regente. Os fidalgos levantam-se contra Sancho, e Afonso cede a todas as pretensões do clero no Juramento de Paris, uma assembleia de prelados e nobres portugueses, jurando que guardaria todos os privilégios, foros e costumes dos municípios, cavaleiros, peões, religiosos e clérigos seculares do reino. Abdicou imediatamente das suas terras francesas e marchou sobre Portugal, chegando a Lisboa nos últimos dias do ano.
Em 1246, Afonso segura Santarém, Alenquer, Torres Novas, Tomar, Alcobaça e Leiria; Sancho II fortifica-se em Coimbra. A Covilhã e a Guarda ficam nas mãos de Afonso. Sancho II procura a intervenção castelhana na guerra civil, depois da conquista de Jaén. Assim, o infante Afonso de Castela entra em Portugal por Riba-Côa a 20 de dezembro, tomando a Covilhã e a Guarda e devastando o termo de Leiria, derrotando a 13 de janeiro de 1247 o exército do Conde de Bolonha. Apesar de não ter perdido nenhuma das batalhas contra o irmão do Rei de Portugal, Afonso de Castela decide abandonar a empresa, levando consigo para Castela D. Sancho II, visto que a pressão da Santa Sé aumentava. Embora no Minho continuem partidários de Sancho II e fiquem no terreno as guarnições castelhanas no castelo de Arnoia (seu grande apoiante e anticlerical), o caso encontra-se perdido. D. Sancho II redige o seu segundo e último testamento, enquanto exilado em Toledo, a 3 de janeiro de 1248, e morre a 4 desse mesmo mês. Julga-se que os seus restos mortais repousem na catedral de Toledo.
D. Afonso III declara-se Rei de Portugal em 1248, já após a morte do seu irmão mais velho, Sancho.
 
Martim de Freitas, alcaide de Coimbra, faz abrir o túmulo de D. Sancho II para verificar a sua morte
  

sexta-feira, janeiro 02, 2026

O pai de D. Sebastião morreu há 472 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c3/Principe_joao_pai_sebastiao_i.jpg/210px-Principe_joao_pai_sebastiao_i.jpg
    
D. João Manuel, príncipe herdeiro de Portugal
, (Évora, 3 de junho de 1537 - Lisboa, 2 de janeiro de 1554) foi o oitavo filho do rei D. João III e da sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria.
D. João Manuel nasceu Infante e tornou-se Príncipe Herdeiro de Portugal em 1539, depois da morte na infância dos seus quatro irmãos mais velhos. Em 1552, casou com Joana de Áustria, uma princesa espanhola, sua prima direita pelos lados paterno e materno. Joana era filha do Imperador Carlos V (e o 2º Rei de Espanha, com título de Carlos I) e da Imperatriz Dª Isabel, irmã de D. João III.
Dezoito dias depois da sua morte, com apenas 16 anos, nasceu o seu filho póstumo, o futuro rei D. Sebastião. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
D. João Manuel morreu de diabetes juvenil (diabetes tipo I, uma doença autoimune) em 1554. Dezoito dias depois nascia o seu filho póstumo, o futuro rei D. Sebastião.
  
   

terça-feira, dezembro 30, 2025

Paiva Couceiro nasceu há cento e sessenta e quatro anos

 
Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro (Lisboa, 30 de dezembro de 1861 - Lisboa, 11 de fevereiro de 1944) foi um militar, administrador colonial e político português que se notabilizou nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique e como inspirador das chamadas incursões monárquicas contra a primeira república Portuguesa em 1911, 1912 e 1919. Presidiu ao governo da chamada Monarquia do Norte, de 19 de janeiro a 13 de fevereiro de 1919, na qual colaboraram ativamente os mais notáveis integralistas lusitanos. A sua dedicação à causa monárquica e a sua proximidade aos princípios do Integralismo Lusitano, conduziram-no, por diversas vezes, ao exílio, antes e depois da instituição do regime do Estado Novo em Portugal.
   
O Príncipe Real D. Luís Filipe, em Angola, com Paiva Couceiro (Luanda, 1907)
   

O Rei Miguel I da Roménia abdicou, com uma arma apontada à cabeça, há 78 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/King_Michael_I_of_Romania_by_Emanuel_Stoica.jpg/220px-King_Michael_I_of_Romania_by_Emanuel_Stoica.jpg

Miguel I (em romeno: Mihai I; Sinaia, 25 de outubro de 1921 - Aubonne, 5 de dezembro de 2017) foi rei da Roménia em dois períodos diferentes, primeiro entre 1927 e 1930 e, depois, de 1940 até à sua abdicação forçada, em 1947. Foi o único filho do rei Carlos II e da sua esposa, a princesa Helena da Grécia e Dinamarca.
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b4/Kingdom_of_Romania_-_Big_CoA.svg/521px-Kingdom_of_Romania_-_Big_CoA.svg.png




https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bc/Mihai.jpg/220px-Mihai.jpg
   
In November, 1947 King Michael traveled to London for the wedding of his cousins, the Princess Elizabeth (the future Queen Elizabeth II) and Philip Mountbatten, an occasion during which he met Princess Anne of Bourbon-Parma (his second cousin once removed), who was to become his wife. According to unconfirmed claims by so-called Romanian 'royalists', King Michael did not want to return home, but certain Americans and Britons present at the wedding encouraged him to do so; Winston Churchill is said to have counseled Michael to return because "above all things, a King must be courageous." According to his own account, King Michael rejected any offers of asylum and decided to return to Romania, contrary to the confidential, strong advice of the British Ambassador to Romania.
On 30 December 1947 the royal palace was surrounded by the Tudor Vladimirescu army units loyal to the Communists. Michael was forced at gun point (by either Petru Groza or Gheorghe Gheorghiu-Dej, depending on the source) to abdicate Romania's throne. Later the same day, the Communist-dominated government announced the 'permanent' abolition of the monarchy and its replacement by a People's Republic, broadcasting the King's pre-recorded radio proclamation of his own abdication. On 3 January 1948, Michael was forced to leave the country, followed over a week later by Princesses Elisabeth and Ileana, who collaborated so closely with the Soviets they became known as the King's "Red Aunts."
According to Michael's own account, the Communist Prime Minister Petru Groza had threatened him at gun point and warned that the government would shoot 1,000 arrested students if the king didn't abdicate. In an interview with The New York Times from 2007, Michael recalls the events: “It was blackmail. They said, ‘If you don’t sign this immediately we are obliged’ — why obliged I don’t know — 'to kill more than 1,000 students' that they had in prison.” According to Time magazine, the communist government threatened Michael that it would arrest thousands and steep the country in blood if he did not abdicate.
According to the Albanian communist leader Enver Hoxha, who recounts his conversations with the Romanian Communist leaders on the monarch's abdication, King Michael was threatened with a pistol by the Romanian Communist Party leader Gheorghe Gheorghiu-Dej rather than Petru Groza so as to abdicate.
  
 in Wikipedia

terça-feira, dezembro 23, 2025

O pai do atual Duque de Bragança morreu há 49 anos...

  

D. Duarte Nuno de Bragança (de nome completo: Duarte Nuno Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco Xavier Raimundo António de Bragança; Seebenstein, 23 de setembro de 1907 - Ferragudo, 23 de dezembro de 1976), 23° Duque de Bragança e o herdeiro presuntivo do trono de Portugal. Era filho de D. Miguel II de Bragança e de D. Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.


(...)

Em 1942, casou-se, no Brasil, com D. Maria Francisca de Orléans e Bragança, bisneta de Dom Pedro II, último imperador do Brasil (1825–1891), e neta da última princesa imperial, D. Isabel de Bragança e do príncipe imperial consorte, D. Luís Gastão de Orléans, conde d'Eu. Através deste casamento, uniram-se os dois ramos da família. O casal teve três filhos:
  1. D. Duarte Pio de Bragança (Berna, 15 de maio de 1945), o atual duque de Bragança.
  2. D. Miguel Rafael de Bragança (Berna, 3 de dezembro de 1946), Infante de Portugal e duque de Viseu.
  3. D. Henrique Nuno de Bragança (Berna, 6 de novembro de 194914 de fevereiro de 2017), Infante de Portugal e duque de Coimbra.
  
 
in Wikipédia

quinta-feira, dezembro 18, 2025

A Rainha Cristina da Suécia nasceu há 399 anos

   
Cristina (Estocolmo, 18 de dezembro de 1626Roma, 19 de abril de 1689) foi a Rainha da Suécia de 1632 até à sua abdicação, em 1654. Era a única filha do rei Gustavo II Adolfo e da sua esposa, Maria Leonor de Brandemburgo. Ela ascendeu ao trono sueco com apenas seis anos de idade, após a morte do seu pai, na Batalha de Lützen.

Sendo a filha de um defensor do protestantismo na Guerra dos Trinta Anos, Cristina causou escândalo ao abdicar em 1654 e ao converter-se ao catolicismo. Ela passou os seus anos restantes em Roma, tornando-se a líder da vida musical e teatral local. Como rainha sem um país, ela protegeu muitos artistas e projetos. Cristina morreu em 1689 e é uma das poucas mulheres enterradas no Vaticano.

Cristina era mal-humorada, inteligente e interessada em livros e manuscritos, religião, alquimia e ciência. Ela queria que Estocolmo se transformasse na "Atenas do Norte". Influenciada pela contrarreforma, ela cada vez mais se sentia atraída pela cultura barroca e mediterrânea que se desenvolveu longe do seu pais natal. O seu estilo de vida incomum e vestuário e comportamento masculino inspirariam vários romances, peças teatrais, óperas e filmes.
   
  

terça-feira, dezembro 16, 2025

Leopoldo I, o primeiro Rei dos Belgas, nasceu há 235 anos

     
Leopoldo I (Leopoldo Jorge Cristiano Frederico de Saxe-Coburgo-Saalfeld, depois Saxe-Coburgo-Gota; Coburgo, 16 de dezembro de 1790 - Laken, 10 de dezembro de 1865) foi um Príncipe de Saxe-Coburgo-Gota, e foi o primeiro Rei dos Belgas, título que deteve de 21 de julho de 1831 até à sua morte.
Ele foi o fundador da linhagem belga da Casa de Saxe-Coburgo-Gota. Entre os seus filhos estavam Leopoldo II da Bélgica e a imperatriz Carlota do México.

Leopoldo era o filho mais jovem do duque Francisco de Saxe-Coburgo-Saalfeld e da condessa Augusta Reuss-Ebersdorf.
Ele passou a ser príncipe de Saxe-Coburgo-Gota depois de uma troca territorial realizada por seu pai, em 1826.
Em 1795, com cinco anos de idade, Leopoldo foi apontado coronel do regimento imperial de Izmailovski, na Rússia. Sete anos depois, com doze anos, ele tornou-se general. As tropas napoleónicas ocuparam o ducado de Saxe-Coburgo em 1806. Leopoldo, a quem Napoleão Bonaparte ofereceu a posição de ajudante (recusada), partiu para a Rússia, a encontro de Alexandre I, que era cunhado de sua irmã Juliana.
Em 1808, Leopoldo acompanhou Alexandre I durante seus encontros com Napoleão em Erfurt. Como general de brigada do regimento de cavalaria russa, ele participou das campanhas de 1807, 1808 e 1813 e nas batalhas de Lützen, Bautzen e Leipzig (1814) contra as tropas francesas. Tais confrontos garantiram-lhe a posição de major-general do exército russo.
Leopoldo acabou condecorado com várias ordens russas: a Ordem de Santo André, a Ordem de Santa Ana, a Ordem de Santo Alexandre Nevski, a Ordem de São Jorge, entre outras.

Em 2 de maio de 1816, em Carlton House, Leopoldo desposou a princesa Carlota Augusta de Gales, a única filha (legítima) do príncipe-regente britânico (mais tarde Jorge IV do Reino Unido) e por isso herdeira ao trono. Consequentemente, tornou-se marechal de campo britânico e cavaleiro da Ordem da Jarreteira. Em 5 de novembro de 1817, a princesa Carlota deu à luz um menino natimorto, morrendo no dia seguinte. Se ela tivesse sobrevivido, ter-se-ia tornado rainha do Reino Unido em 1830, com a morte de seu pai, e Leopoldo teria sido titulado príncipe consorte britânico, ao invés de rei dos Belgas.
Em 2 de julho de 1829, Leopoldo casou-se com a atriz Karoline Bauer, posteriormente tornada condessa de Montgomery, uma prima dum conselheiro do rei, barão Christian Friedrich von Stockmar. O contrato de casamento foi assinado sem cerimónia religiosa ou pública e, alegadamente, terminou em 1831.
Em 9 de agosto de 1832, Leopoldo casou-se de novo, desta vez com a princesa Luísa Maria d'Orléans, filha de Luís Filipe I, rei dos franceses, da qual teve quatro filhos:

Em 1830, o povo da Grécia ofereceu a Leopoldo a coroa grega, mas ele recusou. Depois da Bélgica conquistar a sua independência, dos Países Baixos, a 4 de outubro daquele mesmo ano, o Congresso Nacional da Bélgica, depois de considerar muitos outros candidatos, ofereceu a Leopoldo a coroa do país, recentemente formado. Ele aceitou e tornou-se o "Rei dos Belgas", em 26 de junho de 1831. Jurou lealdade à constituição em frente da Igreja de São Jacob, na praça de Coudenbergh, Bruxelas, em 21 de julho daquele ano. Este dia tornou-se feriado nacional na Bélgica. Jules van Praet tornou-se o seu secretário particular.
  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/52/Greater_Coat_of_Arms_of_Belgium.svg/491px-Greater_Coat_of_Arms_of_Belgium.svg.png
  
Menos de duas semanas mais tarde, em 2 de agosto, os Países Baixos invadiram a Bélgica. Os combates continuaram por oito anos, mas, em 1839, os dois países assinaram o Tratado de Londres, estabelecendo a independência da Bélgica.
Com a abertura de uma nova linha ferroviária entre Bruxelas e Mechelen, em 5 de maio de 1835, um dos maiores desejos de Leopoldo - o de construir a primeira ferrovia na Europa continental - tornou-se realidade. No mesmo ano, Leopoldo foi investido cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.
Em 1840, Leopoldo arranjou o casamento entre a sua sobrinha, a rainha Vitória do Reino Unido (filha de sua irmã, Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld) com o seu sobrinho, o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota (filho de seu irmão Ernesto I de Saxe-Coburgo-Gota). Leopoldo agiu como conselheiro de Vitória.
Em 1842, Leopoldo tentou criar leis para regulamentar o trabalho infantil e feminino, mas não teve sucesso. Uma onda de revoluções saltou sobre a Europa depois da deposição do seu sogro, o rei Luís Filipe, do trono francês, em 1848. A Bélgica permaneceu neutra, por causa dos papéis diplomáticos de Leopoldo.
No dia 10 de dezembro de 1865, às 11.45 horas, o rei morreu em Laken, sendo enterrado no jazigo da família real no cemitério de Laken, na Igreja de Nossa Senhora, em Bruxelas. A rainha Luísa Maria já tinha falecido havia quinze anos, de tuberculose, aos trinta e oito anos.
  

terça-feira, dezembro 09, 2025

Almeida Garrett morreu há 171 anos...

   
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett e mais tarde visconde de Almeida Garrett, (Porto, 4 de fevereiro de 1799 - Lisboa, 9 de dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto a 4 de fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância na Quinta do Sardão, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra.
De seguida, em 1816 foi para Coimbra, onde acabou por se matricular no curso de Direito. Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que lhe pusessem um processo por ser considerado materialista, ateu e imoral. É também neste ano que ele e sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.
Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820, de seguida foi para o exílio na Inglaterra em 1823, após a vilafrancada. Antes casou-se com uma muito jovem senhora Luísa Midosi, que tinha apenas 14 anos. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se refletiriam na sua obra posterior.
Em 1824, pode partir para França e assim o fez, nessa viagem escreveu o muitíssimo conhecido Camões (1825) e Dona Branca (1826)não tão conhecido mas não menos importante, poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal. No ano de 1826 foi chamado e regressou à pátria com os últimos emigrados dedicando-se ao jornalismo, fundando e dirigindo o jornal diário O Português (1826-1827) e o semanário O Cronista (1827).
Teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel. Ainda no ano de 1828 perdeu a sua filha recém-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda (1828).
Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo e no Cerco do Porto em 1832 e 1833. Também fundou o Jornal "Regeneração" em 1851 a propósito do movimento político da regeneração.
A vitória do Liberalismo permitiu-lhe instalar-se novamente em Portugal, após curta estadia em Bruxelas como cônsul-geral e encarregado de negócios, onde lê Schiller, Goethe e Herder. Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Foram de sua iniciativa a criação do Conservatório de Arte Dramática, da Inspeção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Normal (atualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro.
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett afasta-se da vida política até 1852. Contudo, em 1850 subscreveu, com mais de 50 personalidades, um protesto contra a proposta sobre a liberdade de imprensa, mais conhecida por “lei das rolhas”.
A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra. Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dândi, ou janota, tornando-se árbitro de elegâncias e príncipe dos salões mundanos. Foi um homem de muitos amores, uma espécie de homem fatal. Separado da esposa, Luisa Midosi, com quem se casou, em 1822, quando esta tinha 15 anos de idade, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor até a morte desta, em 1841.
A partir de 1846, a sua musa é a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, andaluza casada, desde 1837, com o oficial do exército português Joaquim António Velez Barreiros, inspiradora dos arroubos românticos das Folhas caídas.
Por decreto do rei D. Pedro V de Portugal, datado de 25 de junho de 1851, Garrett é feito visconde de Almeida Garrett em vida (tendo o título sido posteriormente renovado por 2 vezes). Em 1852 sobraça, por poucos dias, a pasta do Negócios Estrangeiros em governo presidido pelo Duque de Saldanha.
Falece em 1854, vítima de cancro, em Lisboa, na sua casa situada na atual Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique.
Encontra-se sepultado em Lisboa, no Panteão Nacional.

Obras
Dá início ao seu projeto de regeneração do teatro português, levando à cena em 1838 Um Auto de Gil Vicente, pouco antes Filipa de Vilhena e, em 1842, O Alfageme de Santarém, todas sobre temas da história de Portugal.
Em 1844 é publicada a sua obra-prima, Frei Luís de Sousa, que um crítico alemão, Otto Antscherl, considerou a "obra mais brilhante que o teatro romântico produziu". Estas peças marcam uma viragem na literatura portuguesa não só na seleção dos temas, que privilegiam a história nacional em vez da antiguidade clássica, como sobretudo na liberdade da ação e na naturalidade dos diálogos e em 1845 foi representada a peça, "Falar a Verdade a Mentir".
Em 1843, Garrett publica o Romanceiro e o Cancioneiro Geral, coletâneas de poesias populares portuguesas, e em 1845 o primeiro volume d'O Arco de Santana (o segundo apareceria em 1850), romance histórico inspirado por Notre Dame de Paris de Victor Hugo. Esta obra seduz não só pela recriação do ambiente medieval do Porto, mas sobretudo pela qualidade da prosa, longe das convenções anteriores e muito mais próxima da linguagem falada.
A obra que se lhe seguiu deu expressão ainda mais vigorosa a estas tendências: Viagens na minha terra, livro híbrido em que impressões de viagem, de arte, paisagens e costumes se entrelaçam com uma novela romântica sobre factos contemporâneos do autor e ocorridos na proximidade dos lugares descritos (outra inovação para a época, em que predominava o romance histórico). A naturalidade da narrativa disfarça a complexidade da estrutura desta obra, em que alternam e se entrecruzam situações discursivas, estilos, narradores e temas muito diversos.
Na poesia, Garrett não foi menos inovador. As duas coletâneas publicadas na última fase da sua vida (Flores sem fruto, de 1844, e sobretudo Folhas Caídas, de 1853) introduziram uma espontaneidade e uma simplicidade praticamente desconhecidas na poesia portuguesa anterior.
Ao lado de poemas de exaltada expressão pessoal surgem pequenas obras-primas de singeleza ímpar como «Pescador da barca bela», próximas da poesia popular quando não das cantigas medievais. A liberdade da metrificação, o vocabulário corrente, o ritmo e a pontuação carregados de subjectividade são as principais marcas destas obras.
No século XIX e em boa parte do século XX, a obra literária de Garrett era geralmente tida como uma das mais geniais da língua, inferior apenas à de Camões. A crítica do século XX (notavelmente João Gaspar Simões) veio questionar esta apreciação, assinalando os aspetos mais fracos da produção garrettiana.
No entanto, a sua obra conservará para sempre o seu lugar na história da literatura portuguesa, pelas inovações que a ela trouxe e que abriram novos rumos aos autores que se lhe seguiram. Garrett, até pelo acentuado individualismo que atravessa toda a sua obra, merece ser considerado o autor mais representativo do romantismo em Portugal.
 

Brasão de Visconde de Almeida Garrett (daqui)
 

 

 



OLHOS NEGROS
 



Por teus olhos negros, negros,
Trago eu negro o coração,
De tanto pedir-lhe amores...
E eles a dizer que não.
E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são;
Que os azuis dão muita esp'rança,
Mas fiar-me eu neles, não.
Só negros, negros os quero;
Que, em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim...
Nunca mais dizem que não.

 

Almeida Garrett 

El-Rei D. Pedro II morreu há 319 anos...

      
D. Pedro II de Portugal (Lisboa, 26 de abril de 1648 - Alcântara, 9 de dezembro de 1706). Foi Rei de Portugal, de 1683 até à sua morte, sucedendo ao irmão D. Afonso VI, vindo já exercendo as funções de regente do Reino desde 1668, devido à instabilidade mental do irmão. Está sepultado no Panteão dos Braganças, em São Vicente de Fora. Morreu na Quinta de Alcântara, ou Palácio da Palhavã, de apoplexia. Tinha 58 anos e estava doente há apenas quatro dias.
   
Bandeira pessoal de D. Pedro II
    
  

Poema adequado à data...

 

Destino

 

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta «Florece!»
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?

Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai!, não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino .
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer. 



Almeida Garrett

sábado, dezembro 06, 2025

El-Rei D. Afonso Henriques morreu há 840 anos...

Monumento a D. Afonso Henriques, bronze, Guimarães
   
El-Rei D. Afonso I de Portugal, mais conhecido por D. Afonso Henriques (Guimarães, Coimbra ou Viseu, circa 1109 - Coimbra, 6 de dezembro de 1185) foi o fundador do Reino de Portugal e o seu primeiro rei, com o cognome de O Conquistador, O Fundador ou O Grande, pela fundação do reino e pelas muitas conquistas. Era filho de D. Henrique de Borgonha e de D.ª Teresa de Leão, condes de Portucale, um condado vassalo do reino de Leão.
   

 

in Wikipédia

 

 (imagem daqui)

 

D. Afonso Henriques 

 

Pai, foste cavaleiro. 

Hoje a vigília é nossa. 

Dá-nos o exemplo inteiro 

E a tua inteira força! 

 

Dá, contra a hora em que, errada, 

Novos infiéis vençam, 

A bênção como espada, 

A espada como bênção! 

 

   

in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

terça-feira, dezembro 02, 2025

O Imperador D. Pedro II do Brasil nasceu há dois séculos...

    
D. Pedro II do Brasil, de nome completo: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga (Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1825 - Paris, 5 de dezembro de 1891), chamado O Magnânimo, foi o segundo e último Imperador do Brasil.
 
 
 
D. Pedro II foi o sétimo filho de D. Pedro I e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria, porem ele era um dos filhos que mais se destacava. Sucedeu ao seu pai, que abdicara em seu favor para retomar a coroa de Portugal, à qual renunciara em nome da filha mais velha, D. Maria da Glória. Pelo lado paterno, era sobrinho de Miguel I de Portugal, enquanto, pelo lado materno, sobrinho de Napoleão Bonaparte e primo dos imperadores Napoleão II da França, Francisco José I da Áustria e Maximiliano I do México. Sendo o irmão mais novo de D. Maria da Glória, também fora tio de D. Pedro V e D. Luís I, reis de Portugal.
Pedro II governou de 1840, quando foi antecipada sua maioridade, até 1889 ano em que foi deposto com a proclamação da república brasileira. Além dos registos históricos e jornalísticos da época, Pedro II deixou à posteridade 5.500 páginas de seu diário registadas a lápis em 43 cadernos, além de correspondências, que nos possibilitam conhecer um pouco mais do seu perfil e pensamento.
Ele é, ainda hoje, um dos personagens mais admirados do cenário nacional, e é lembrado pela defesa da integridade da nação, ao incentivo à educação e cultura, pela defesa da abolição da escravidão e pela diplomacia e relações com personalidades internacionais, sendo considerado um príncipe filósofo por Lamartine, um neto de Marco Aurélio por Victor Hugo e um homem de ciência por Louis Pasteur e ganhando a admiração de pensadores como Charles Darwin, Richard Wagner, Henry Wadsworth Longfellow e Friedrich Nietzsche. Durante todo a sua administração como imperador, o Brasil viveu um período de estabilidade e desenvolvimento económico e grande valorização da cultura, além de utilizar o patriotismo como força de defesa à integridade nacional. Apesar de, muitas vezes, demonstrar certo desgosto pelas intensas atividades políticas, o último imperador do Brasil construiu em torno de si uma aura de simpatia e confiança entre os brasileiros.
 
undefined 

terça-feira, novembro 25, 2025

Há 905 anos, com a morte do príncipe herdeiro, a Anarquia chegou à Inglaterra...

  
Guilherme Atelingo (Winchester, 5 de agosto de 1103Barfleur, 25 de novembro de 1120), designado ou intitulado Adelino, foi o filho de Henrique I de Inglaterra e Edite da Escócia, e assim, o herdeiro  do trono inglês. Ele morreu aos dezassete anos de idade, no naufrágio do Barco Branco, iniciando uma crise sucessória que acabaria por levar ao período de guerra civil conhecido como a Anarquia

  

   
Guilherme morreu na tragédia do Navio Branco, em 25 de novembro de 1120. O duque e seus companheiros estavam a cruzar o Canal da Mancha, de Barfleur, no Blanche-Nef, o navio mais rápido e moderno da frota real. Guilherme e seu grupo haviam permanecido a beber na praia até ao anoitecer, confiantes de que num navio veloz e no mar calmo o atraso não teria efeito real. Consequentemente, já era madrugada quando o timoneiro, bêbado, bateu com o navio numa rocha na baía. A tripulação e os passageiros não podiam tirar o navio da rocha ou impedir que o navio se enchesse de água; no entanto, Guilherme e vários de seus amigos conseguiram lançar um bote salva-vidas. No último minuto, Guilherme correu de volta para resgatar a sua meia-irmã, ilegítima, Matilda FitzRoy, Condessa de Perche; quando eles e vários outros se atiraram no pequeno bote, ele, "sobrecarregado pela multidão que saltou para dentro dele, virou, afundou e os enterrou indiscriminadamente nas profundezas".