O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
É um dos maiores expoentes do fado tradicional e lusitano. Monárquico
e tradicionalista, os seus fados falam essencialmente, mas não
exclusivamente, da nostalgia dos tempos perdidos, de um Portugal já
perdido e esquecido, das touradas e da tradição.
O seu fado mais conhecido será, sem sombra de duvida, o Fado do Embuçado. Composição singular, com música do Fado Tradição,
da cantadeira Alcídia Rodrigues, e letra de Gabriel de Oliveira, é
incontornável em qualquer noite ou tertúlia fadista. O tema mais uma
vez é o tempo de antigamente, uma curiosa história de um "embuçado"
(disfarçado com capote) que todas as noites ia ouvir cantar fados e
que, tendo um dia sido desafiado a revelar-se, se manifesta como sendo o
Rei de Portugal, que após o beija-mão real, cantou o Fado, entre o povo.
Em 1965 adquire um espaço, no Beco dos Cortumes, em Alfama, a que
chamou a Taverna do Embuçado. Abrindo no ano seguinte, esta casa viria a
marcar toda uma era do Fado ao longo dos 20 anos que se seguiram, até
que Ferreira Rosa deixa a gestão, nos anos 80. O espaço, contudo, ainda
hoje existe.
Nos anos 60 adquire ainda o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, que
estava praticamente em ruínas e destinado a converter-se num complexo
de prédios. Ferreira Rosa recupera o Palácio, lutando contra diversos
obstáculos burocráticos e administrativos que lhe foram sendo
colocados. Nas palavras de João Ferreira-Rosa o Instituto Português do
Património Arquitetónico (IPPAR) "estragou-lhe" os últimos 30 anos dos
70 que já leva de vida. Abriu o Palácio Pintéus as suas portas ao
público em 2007 e lá se realizam diversos eventos ligados ao fado. Muito
antes disso nele se realizaram várias sessões de fados transmitidas,
ainda a preto e branco, pela RTP.
É dentro das paredes do Palácio Pintéus que é gravado, em 1996, o 2º
disco de um dos seus mais sublimes trabalhos, "Ontem e Hoje".
Ferreira-Rosa (tal como Alfredo Marceneiro,
de resto) tem uma certa aversão a estúdios de gravação e à
comercialização do fado, preferindo cantar o fado entre amigos, como
refere nos versos do Fado Alcochete.
Nutre uma especial paixão por Alcochete,
onde tem vivido nos últimos anos. A esta vila escreveu o fado
Alcochete, que costuma cantar na música do Fado da Balada, de Alfredo
Marceneiro.
Foi casado com a pianista Maria João Pires, antes de casar em Loures, Santo Antão do Tojal, a 24 de julho de 1987, com Ana Maria de Castelo-Branco Gago da Câmara Botelho de Medeiros (Lisboa, 27 de janeiro de 1936).
Entre 2001 e 2003,
amigos e seguidores de João Ferreira Rosa tiveram ainda a oportunidade
de o ouvir regularmente em ciclos de espetáculos organizados no Wonder
Bar do Casino Estoril.
Entre os seus maiores sucessos podemos encontrar como casos do emblemático "Embuçado", "Triste Sorte" , "Acabou o Arraial", "Fragata" ou "Fado dos Saltimbancos".
Em novembro de 2012 recebeu a Medalha de Mérito Municipal, grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa.
João Ferreira-Rosa morreu na manhã do dia 24 de setembro de 2017, aos oitenta anos, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.
Pedro I (Moscovo, 9 de junho de 1672 – São Petersburgo, 8 de fevereiro de 1725), apelidado de Pedro, o Grande, foi o Czar da Rússia de 1682 até à formação do Império Russo em 1721, continuando a reinar como Imperador até à sua morte. Pouco depois de sua ascensão até 1696, ele reinou junto com o seu meio-irmão mais velho, Ivan V. Pedro era o filho mais velho do czar Aleixo com a sua segunda esposa Natália Naryshkina,
vivendo os seus primeiros anos tranquilamente até chegar ao trono, com
apenas dez anos de idade, depois de ser escolhido como o novo soberano
pela população moscovita.
D. Henrique I de Portugal (Lisboa, 31 de janeiro de 1512 - Almeirim, 31 de janeiro de 1580) foi o décimo-sétimo Rei de Portugal, tendo governado entre 1578 e a sua morte, em 1580. Ocasionalmente é chamado de D. Henrique II por alguns autores, em virtude de ser o segundo chefe de estado de Portugal chamado Henrique, tendo-se em linha de conta o conde D. Henrique, por aqueles chamado de D. Henrique I. É conhecido pelos cognomes de O Casto (devido à sua função eclesiástica, que o impediu de ter descendência legítima), O Cardeal-Rei (igualmente por ser eclesiástico) ou O Eborense (por ter sido também arcebispo daquela cidade e aí ter passado muito tempo, e inclusivamente fundado a primeira Universidade de Évora, entregue à guarda dos Jesuítas), transformando Évora num polo cultural importante, acolhendo alguns vultos da cultura de então: Nicolau Clenardo, André de Resende, Pedro Nunes, António Barbosa, entre outros.
Através do pai, Cristiano era um membro de um ramo menor da Casa de Oldenburg, descendente direto por via masculina de Cristiano III da Dinamarca e um descendente de Helwig de Schauenburg, condessa de Oldenburg, mãe de Cristiano I da Dinamarca, a herdeira (através da lei semi-sálica)
do seu irmão Adolfo, o último Schauenburg Duque de Scheleswig e conde
de Holstein. Portanto, Cristiano era passível de suceder nos ducados de
Schleswig-Holstein, embora ocupasse um lugar remoto na sucessão.
Cristiano cresceu na Dinamarca e foi educado na Academia Militar de Copenhaga. Foi pretendente à mão da Rainha Vitória do Reino Unido, e em 1842 acabou por casar com Luísa de Hesse-Kassel, uma sobrinha do Rei Cristiano VIII da Dinamarca.
Em 1847 foi escolhido, com a bênção das grandes potências europeias,
como herdeiro presuntivo do trono dinamarquês ocupado por Cristiano
VIII, já que o seu filho (o futuro Frederico VII da Dinamarca)
parecia incapaz de produzir descendência. O seu casamento foi
importante nesta escolha, já que a sua mulher, enquanto sobrinha do rei,
estava mais próxima do trono do que o marido. Sucedeu no trono em 15 de novembro de 1863, após a morte de Frederico VII.
Depois de se tornar rei, enfrentou uma crise sobre a posse e o
estatuto de Schleswig e Holstein, duas províncias no sul da Dinamarca,
quando assinou, sob pressão, a constituição de novembro, um tratado que
fez de Schleswig parte da Dinamarca. Isto resultou numa breve guerra
entre a Dinamarca e a aliança Austro-Prussiana, em 1864. Esta guerra foi desfavorável à Dinamarca e levou à anexação de Schleswing e Holstein pela Prússia em 1865.
(...)
O Príncipe Cristiano tinha sido adotado como "neto" pelo rei
Frederico VI e Rainha Maria Sofia Frederica de Hesse, que não tinham
filhos varões. Ele estava por tanto familiarizado com a corte e as
tradições dos monarcas mais recentes. Cristiano era sobrinho-neto da
rainha Maria e descendia de uma prima direita de Frederico VI. Fora
criado como dinamarquês e não estava ligado ao nacionalismo alemão, o que
fazia dele um bom candidato aos olhos dinamarqueses. No entanto, apesar
de ser elegível para suceder, estava numa posição afastada na linha de
sucessão.
Cristiano casou com Luísa de Hesse-Kassel, a filha mais velha do
filho mais velho da parente feminina mais próxima de Frederico VII. O
pai e os irmãos de Luísa renunciaram aos seus direitos sucessórios em
favor dela e do seu marido. A mulher do príncipe Cristiano era agora a
herdeira mais próxima de Frederico VII. Este casamento cimentou a sua
posição como herdeiro do trono dinamarquês.
O sogro da Europa
Cristiano IX e Luísa de Hesse tiveram um casamento bem sucedido, e os
seus seis filhos realizaram casamentos notáveis em várias casas reais
europeias, sendo avós de cinco monarcas europeus. Hoje em dia, a maioria
das casas reais, reinantes e não reinantes, descendem de Cristiano IX.
Luís XVI foi acordado às 05.00 horas da manhã. Cléry, o seu
camareiro, assiste o rei na sua toalete matinal. Luís XVI encontra-se,
em seguida, com o abadeHenri Essex Edgeworth de Firmont, confessa-se, assiste à sua última missa e recebe a comunhão.
Aconselhado pelo abade, Luís XVI evita um último encontro de
despedida com a sua família. Os guardas, temendo um rapto do rei, entram
e saem incessantemente. Às 07.00 horas, Luís XVI confia as suas últimas
vontades ao abade, o seu selo para o Delfim e a sua aliança de casamente para a Rainha. Após receber a bênção do abade, Luís XVI junta-se a Antoine Joseph Santerre, que comanda a guarda.
Um nevoeiro espesso envolve o dia, glacial. Dentro do primeiro pátio, Luís XVI volta-se para a Torre do Templo,
onde foram colocados os demais membros da família real, mas estes não
aparecem às janelas. No segundo pátio, uma carruagem verde espera. Luís
XVI toma o seu lugar nela, com o abade, e mais duas pessoas da milícia
instalam-se à sua frente. A carruagem deixa o Templo por volta das 09.00
horas. Ela vira à direita, pela Rua do Templo, para atingir os grandes Boulevards.
Um cortejo é formado com a carruagem, precedido por tambores e escoltado por uma tropa de cavaleiros com sabres desfraldados. O cortejo avança entre diversas fileiras de guardas nacionais e de sans-culottes.
Placa na Rua de Beauregard, recordando a tentativa de evasão do Rei
A multidão é numerosa e está dividida. Uma maioria opõe-se à execução,
mas os homens armados e guardas nacionais estão preparados. Nas
proximidades da Rua de Cléry, o barão de Batz, apoio da família real
que havia financiado a Fuga de Varennes, convocou 300 monárquicos
para fazer evadir o Rei. Este deveria ser escondido numa casa
pertencente ao conde de Marsan, na Rua de Cléry. O barão de Batz avança,
aos gritos de: "Comigo, meus amigos, para salvar o Rei!". Porém, os
seus companheiros haviam sido denunciados e apenas alguns puderam
comparecer. Três foram mortos, mas o barão de Batz pode escapar. Dentro
da carruagem, o Rei Luís XVI não se percebeu nada. No breviário do abade, ele lia a prece dos agonizantes. O cortejo, conduzido por Santerre, prosseguiu o seu caminho pelos boulevards e pela Rua da Revolução. Ele entra às 10.00 horas na Praça da Concórdia e para aos pés do cadafalso, instalado em frente ao Palácio das Tulherias, última residência real, entre o pedestal da estátua, removida, de Luís XV e a parte baixa dos Champs-Élysées. O local é rodeado por canhões em bateria e uma profusão de espadas e baionetas.
Testemunhos
Imprensa contemporânea
O jornal "Thermomètre du Jour" ("Termômetro do Dia") de 13 de fevereiro, jornal republicano moderado, descreve o Rei gritando: "Estou perdido!", citando como testemunha o carrasco, Charles-Henri Sanson.
Sanson
Sanson, o carrasco do rei, reage à versão do jornal "Thermomètre du Jour", dando o seu próprio testemunho sobre a execução, em carta datada de 20 de fevereiro de 1793:
Chegado ao pé da guilhotina,
Luís XVI considerou um instante os instrumentos de seu suplício e
perguntou a Sanson se os tambores cessariam de bater. Ele se aproximou
para falar. Foi dito aos carrascos que fizessem seu dever. Enquanto lhe
colocavam as cilhas,
ele gritou : "Povo, eu morro inocente!". De seguida, virando-se para os
carrascos, Luís XVI declara: "Senhores, sou inocente de tudo o que me
inculpam. Espero que meu sangue possa cimentar a felicidade dos
Franceses". O cutelo caiu. Eram 10 horas e 22 minutos. Um dos
assistentes de Sanson apresentou a cabeça de Luís XVI ao povo, enquanto
se elevava um grande grito de: "Viva a Nação! Viva a República!" e que
ressoava uma salva de artilharia, que chegou até aos ouvidos da família
real encarcerada..
Por fim, Sanson sublinha numa carta que o rei "suportou tudo aquilo
com um sangue frio e uma firmeza que nos espantou a todos. Fico quase
convencido que ele retirou esta firmeza dos princípios da sua religião,
dos quais ninguém mais do que ele parecia compenetrado ou persuadido".
Jorge Frederico Ernesto Alberto (em inglês: George Frederick Ernest Albert; Londres, 3 de junho de 1865 – Sandringham, 20 de janeiro de 1936) foi Rei do Reino Unido e dos domínios britânicos e Imperador da Índia, como Jorge V, de 1910 até à sua morte.
A Monarquia do Norte foi uma contra-revolução ocorrida na cidade do Porto, em 19 de janeiro de 1919, pelas juntas militares favoráveis à restauração da monarquia em Portugal em plena I república portuguesa.
Este breve período, de 19 de janeiro a 13 de fevereiro, foi, em
traços gerais, a última profunda manifestação de revolta monárquica, com
utilização da força, depois da implantação da república em Portugal, em 1910.
Manuel da Silva Passos (São Martinho de Guifões, Bouças, 5 de janeiro de 1801 - Santarém, 18 de janeiro de 1862), mais conhecido por Passos Manuel, bacharel formado em Direito,
advogado, parlamentar brilhante, ministro em vários ministérios e um
dos vultos mais proeminentes das primeiras décadas do liberalismo,
encarnando a esquerda do movimento vintista na fase inicial da monarquia constitucional, tendo depois assumido o papel de líder incontestado dos setembristas. Foi seu irmão mais velho, e inseparável aliado na vida política, José da Silva Passos, um também proeminente político da esquerda liberal. Ficou célebre a sua declaração de princípios: A Rainha é o chefe da nação toda. E antes de eu ser de esquerda já era da Pátria. A Pátria é a minha política.
(...)
Em finais da década de 1850, os problemas de saúde que o afligiam há
longos anos pioraram, remetendo-o definitivamente para a sua casa de
Santarém. Falou pela última vez nas Cortes a 17 de fevereiro de 1857.
O rei D. Pedro V, que lhe tinha recusado em 1857 um lugar no Conselho de Estado, por carta régia de 17 de maio de 1861 nomeou-o Par do Reino, embora ele, aparentemente por razões de saúde, não tenha tomado assento na câmara alta.
Manuel da Silva Passos faleceu na sua casa de Santarém a 16 de janeiro de 1862, sem ter tomado posse na Câmara dos Pares. Nunca aceitou mercês ou títulos, embora a sua filha mais velha tenha sido elevada a viscondessa de Passos, em 1851, em atenção aos merecimentos do pai.
Quando a notícia do seu falecimento foi sabida em Lisboa, a Câmara dos
Deputados, que estava reunida, lançou na ata um voto de sentimento
pela morte do grande liberal e, por proposta de José da Silva Mendes Leal, determinou que na sala da biblioteca da câmara, fundada pelo eminente tribuno, se colocasse o seu busto, o qual ali perdura.
Anos depois, os seus conterrâneos do concelho de Bouças, hoje Matosinhos,
erigiram-lhe uma estátua na Alameda de Leça. O mesmo lhe fez a cidade
de Santarém, em cujo centro está uma estátua de Passos Manuel.
O seu nome é recordado na toponímia de múltiplas localidades, com
destaque para a cidade do Porto, que lhe dedica várias estruturas. A
Escola Secundária Passos Manuel é o mais antigo liceu de Lisboa.
Hirohito, também conhecido como Imperador Showa ou O Imperador Shōwa (Tóquio, 29 de abril de 1901 - Quioto,7 de janeiro de 1989), foi o 124º imperador do Japão,
de acordo com a ordem tradicional de sucessão, reinando de 25 de
dezembro de 1926 até à sua morte, em 1989. Apesar de ser muito conhecido
fora do Japão pelo seu nome pessoal, Hirohito, no Japão é atualmente
reconhecido pelo seu nome póstumo, Imperador Shōwa.
O seu reinado foi o mais longo de todos os imperadores japoneses, e
coincidiu com um período em que ocorreram grandes mudanças na sociedade
japonesa. Foi sucedido por seu filho, o imperador Akihito.
Por imposição dos Aliados,
que ficam no Japão até 1950, toma medidas democratizantes, entre elas a
negação do caráter divino do seu cargo, que transforma o Japão numa monarquia constitucional. Economicamente destruída pela guerra, a nação transforma-se em potência industrial no período seguinte. Hirohito abandona os rituais da corte, deixa de usar o quimono, permite a publicação de fotos da família imperial e assume publicamente sofrer de cancro. Morre em Tóquio, depois de reinar durante 63 anos (e ter sido regente 5 anos), sendo sucedido pelo seu filho Akihito.
O isolamento político de Sancho II começa provavelmente em 1232,
estando o reino com conturbações internas; Afonso de Castela entra nesse
ano pelo Norte do reino em defesa de Sancho II. Resigna também em Roma o
bispo de Coimbra, Pedro, aliado de Sancho.
D. Afonso, irmão mais novo de Sancho, denuncia em 1245 o casamento de Sancho com Mécia. Nesse mesmo ano a Bula Inter alia desiderabilia prepara a deposição de facto do monarca. O papado, através de duas Breves, aconselha Afonso,
Conde de Bolonha, a partir para a Terra Santa em Cruzada e também que
passe a estar na Hispânia, fazendo aí guerra ao Islão. A 24 de julho, a
Bula Grandi non immerito depõe oficialmente Sancho II do governo do reino, e Afonso torna-se regente. Os fidalgos levantam-se contra Sancho, e Afonso
cede a todas as pretensões do clero no Juramento de Paris, uma
assembleia de prelados e nobres portugueses, jurando que guardaria todos
os privilégios, foros e costumes dos municípios, cavaleiros, peões,
religiosos e clérigos seculares do reino. Abdicou imediatamente das suas
terras francesas e marchou sobre Portugal, chegando a Lisboa nos
últimos dias do ano.
Em 1246, Afonso
segura Santarém, Alenquer, Torres Novas, Tomar, Alcobaça e Leiria;
Sancho II fortifica-se em Coimbra. A Covilhã e a Guarda ficam nas mãos
de Afonso.
Sancho II procura a intervenção castelhana na guerra civil, depois da
conquista de Jaén. Assim, o infante Afonso de Castela entra em Portugal
por Riba-Côa a 20 de dezembro, tomando a Covilhã e a Guarda e devastando
o termo de Leiria, derrotando a 13 de janeiro de 1247 o exército do
Conde de Bolonha. Apesar de não ter perdido nenhuma das batalhas contra o
irmão do Rei de Portugal, Afonso de Castela decide abandonar a empresa,
levando consigo para Castela D. Sancho II, visto que a pressão
da Santa Sé aumentava. Embora no Minho continuem partidários de Sancho
II e fiquem no terreno as guarnições castelhanas no castelo de Arnoia
(seu grande apoiante e anticlerical), o caso encontra-se perdido. D.
Sancho II redige o seu segundo e último testamento, enquanto exilado em
Toledo, a 3 de janeiro de 1248, e morre a 4 desse mesmo mês. Julga-se que
os seus restos mortais repousem na catedral de Toledo.
D. Afonso III declara-se Rei de Portugal em 1248, já após a morte do seu irmão mais velho, Sancho.
Martim de Freitas, alcaide de Coimbra, faz abrir o túmulo de D. Sancho II para verificar a sua morte
Dezoito dias depois da sua morte, com apenas 16 anos, nasceu o seu filho póstumo, o futuro rei D. Sebastião. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
D. João Manuel morreu de diabetes juvenil (diabetes tipo I, uma doença autoimune) em 1554. Dezoito dias depois nascia o seu filho póstumo, o futuro rei D. Sebastião.
In November, 1947 King Michael traveled to London for the wedding of his cousins, the Princess Elizabeth (the future Queen Elizabeth II) and Philip Mountbatten, an occasion during which he met Princess Anne of Bourbon-Parma
(his second cousin once removed), who was to become his wife. According
to unconfirmed claims by so-called Romanian 'royalists', King Michael
did not want to return home, but certain Americans and Britons present
at the wedding encouraged him to do so;Winston Churchill
is said to have counseled Michael to return because "above all things, a
King must be courageous." According to his own account, King Michael rejected any offers of asylum and decided to return to Romania, contrary to the confidential, strong advice of the British Ambassador to Romania.
On 30 December 1947 the royal palace was surrounded by the Tudor Vladimirescu army units loyal to the Communists. Michael was forced at gun point (by either Petru Groza or Gheorghe Gheorghiu-Dej, depending on the source) to abdicate Romania's throne.
Later the same day, the Communist-dominated government announced the
'permanent' abolition of the monarchy and its replacement by a People's Republic, broadcasting the King's pre-recorded radio proclamation of his own abdication. On 3 January 1948, Michael was forced to leave the country, followed over a week later by Princesses Elisabeth and Ileana, who collaborated so closely with the Soviets they became known as the King's "Red Aunts."
According to Michael's own account, the Communist Prime Minister Petru Groza had threatened him at gun point and warned that the government would shoot 1,000 arrested students if the king didn't abdicate. In an interview with The New York Times
from 2007, Michael recalls the events: “It was blackmail. They said,
‘If you don’t sign this immediately we are obliged’ — why obliged I
don’t know — 'to kill more than 1,000 students' that they had in
prison.” According to Time magazine,
the communist government threatened Michael that it would arrest
thousands and steep the country in blood if he did not abdicate.
Sendo a filha de um defensor do protestantismo na Guerra dos Trinta Anos,
Cristina causou escândalo ao abdicar em 1654 e ao converter-se ao
catolicismo. Ela passou os seus anos restantes em Roma, tornando-se a
líder da vida musical e teatral local. Como rainha sem um país, ela
protegeu muitos artistas e projetos. Cristina morreu em 1689 e é uma das
poucas mulheres enterradas no Vaticano.
Cristina era mal-humorada, inteligente e interessada em livros e
manuscritos, religião, alquimia e ciência. Ela queria que Estocolmo se
transformasse na "Atenas do Norte". Influenciada pela contrarreforma,
ela cada vez mais se sentia atraída pela cultura barroca e mediterrânea
que se desenvolveu longe do seu pais natal. O seu estilo de vida
incomum e vestuário e comportamento masculino inspirariam vários
romances, peças teatrais, óperas e filmes.
Ele passou a ser príncipe de Saxe-Coburgo-Gota depois de uma troca territorial realizada por seu pai, em 1826.
Em 1795, com cinco anos de idade, Leopoldo foi apontado coronel do regimento imperial de Izmailovski, na Rússia. Sete anos depois, com doze anos, ele tornou-se general. As tropas napoleónicas ocuparam o ducado de Saxe-Coburgo em 1806. Leopoldo, a quem Napoleão Bonaparte ofereceu a posição de ajudante (recusada), partiu para a Rússia, a encontro de Alexandre I, que era cunhado de sua irmã Juliana.
Em 1830, o povo da Grécia ofereceu a Leopoldo a coroa grega, mas ele recusou. Depois da Bélgica conquistar a sua independência, dos Países Baixos, a 4 de outubro daquele mesmo ano, o Congresso Nacional da Bélgica,
depois de considerar muitos outros candidatos, ofereceu a Leopoldo a
coroa do país, recentemente formado. Ele aceitou e tornou-se o "Rei dos Belgas", em 26 de junho de 1831. Jurou lealdade à constituição em frente da Igreja de São Jacob, na praça de Coudenbergh, Bruxelas, em 21 de julho daquele ano. Este dia tornou-se feriado nacional na Bélgica. Jules van Praet tornou-se o seu secretário particular.
Menos de duas semanas mais tarde, em 2 de agosto, os Países Baixos invadiram a Bélgica. Os combates continuaram por oito anos, mas, em 1839, os dois países assinaram o Tratado de Londres, estabelecendo a independência da Bélgica.
Com a abertura de uma nova linha ferroviária entre Bruxelas e Mechelen, em 5 de maio de 1835,
um dos maiores desejos de Leopoldo - o de construir a primeira
ferrovia na Europa continental - tornou-se realidade. No mesmo ano,
Leopoldo foi investido cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.
Em 1842, Leopoldo tentou criar leis para regulamentar o trabalho infantil e feminino, mas não teve sucesso. Uma onda de revoluções saltou sobre a Europa depois da deposição do seu sogro, o rei Luís Filipe, do trono francês, em 1848. A Bélgica permaneceu neutra, por causa dos papéis diplomáticos de Leopoldo.
No dia 10 de dezembro de 1865, às 11.45 horas, o rei morreu em Laken, sendo enterrado no jazigo
da família real no cemitério de Laken, na Igreja de Nossa Senhora, em
Bruxelas. A rainha Luísa Maria já tinha falecido havia quinze anos, de tuberculose, aos trinta e oito anos.