domingo, março 08, 2026
O maior meteorito alguma vez recuperado caiu há cinquenta anos em Jilin, na China
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Marcadores: China, condrito, impactismo, Jilin, meteorito
segunda-feira, fevereiro 23, 2026
José Fernando Monteiro, geólogo especialista em meteoritos, morreu há 21 anos...
Lembremos o cientista e celebremos a sua vida, porque os Geólogos têm memória e recordam os que, dentre eles, foram importantes para a divulgação da sua área, pois uma ciência eminentemente histórica como é a Geologia não pode esquecer os que nela e por ela labutaram e tanto lhe deram...
Postado por Fernando Martins às 00:21 0 comentários
Marcadores: José Fernando Monteiro, meteorito
domingo, fevereiro 15, 2026
O Meteoro de Cheliabinsk assustou os russos há treze anos
Rastro deixado pelo meteoro sobre os Montes Urais, ao amanhecer
O Meteoro de Cheliabinsk foi provocado por um asteroide que entrou na atmosfera terrestre sobre a Rússia em 15 de fevereiro de 2013, transformando-se numa bola-de-fogo que cruzou os céus do sul da região dos Urais até explodir sobre a cidade de Cheliabinsk, às 09.20.26 (hora local) ou 03.20.26 (hora UTC). Estima-se que o asteroide, ao entrar na atmosfera terrestre, tinha aproximadamente 10.000 toneladas de massa e 17 m de diâmetro, libertando o equivalente a 500 quilotoneladas de TNT de energia durante o evento. Para efeitos de comparação, a bomba nuclear de Hiroshima libertou cerca de 13 quilotoneladas de TNT de energia. Após despedaçar-se sobre Cheliabinsk, a maior parte do objeto parece ter caído no lago Chebarkul.
A agência de notícias russa RIA Novosti informou que oficiais haviam detetado uma explosão na troposfera a uma altitude de aproximadamente 10.000 m. Contudo, a Academia de Ciências da Rússia estima que a explosão tenha ocorrido entre 30 e 50 km de altitude. De acordo com estimativas preliminares da agência espacial Russa Roskosmos, o objeto deslocava-se ao longo de uma trajetória baixa com uma velocidade de aproximadamente 30 km/s (equivalente a 108 000 km/h). Dados coletados por pelo menos cinco estações de infrassom indicam que o evento teve uma duração total de 32,5 s. O primeiro registo do evento por uma estação de infrassom ocorreu no Alasca, a 6.500 km de Cheliabinsk. Porém, o asteroide não havia sido detetado antes de entrar na atmosfera. A composição do meteorito assemelhava-se à dos condritos ordinários.
Cerca de 1.200 pessoas procuraram atendimento médico em consequência do evento, sendo que a maioria dos feridos machucou-se com estilhaços de vidro das janelas destruídas pela onda de impacto da explosão da bola-de-fogo. Segundo a defesa civil, pelo menos duas estavam muito mal. A explosão e os impactos resultantes danificaram prédios em seis cidades na região do evento. O calor resultante do atrito do objeto com o ar da atmosfera produziu uma luz ofuscante, a ponto de projetar sombras em Cheliabinsk, tendo sido avistada nos óblasts de Sverdlovsk e Oremburgo e no vizinho Cazaquistão.
O meteoro de Cheliabinsk é o maior corpo celeste a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908, e, até onde se tem conhecimento, o único evento no qual tamanho número de vítimas foi registado. Reconstrução de sua trajetória orbital baseada nas informações e vídeos amadores coletados permitiram concluir com segurança que tal asteroide pertencia a um grupo de asteroides denominado Apollo, que orbitam de forma perigosa na proximidade da Terra.
Um dos fragmentos do meteorito encontrados na área de impacto
Postado por Fernando Martins às 13:00 0 comentários
Marcadores: asteróides Apollo, condrito, meteorito, meteoro, Meteoro de Tcheliabinsk, Rússia
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
O meteorito Sikhote-Alin atingiu a Rússia há 79 anos
An iron meteorite fell on the Sikhote-Alin Mountains, in southeastern Russia, in 1947. Large iron meteorite falls have been witnessed and fragments recovered but never before, in recorded history, a fall of this magnitude. An estimated 23 tonnes of fragments survived the fiery passage through the atmosphere and reached the Earth.
Orbit
Because the meteor fell during daytime, it was observed by many eyewitnesses. Evaluation of this observational data allowed V. G. Fesenkov, then chairman of the meteorite committee of the USSR Academy of Science, to estimate the meteoroid's orbit before it encountered the Earth. This orbit was ellipse-shaped, with its point of greatest distance from the sun situated within the asteroid belt, similar to many other small bodies crossing the orbit of the Earth. Such an orbit was probably created by collisions within the asteroid belt.
Size
Sikhote-Alin is a massive fall with the pre-atmospheric mass of the meteoroid estimated at approximately 90,000 kg. A more recent estimate by Tsvetkov (and others) puts the mass at around 100,000 kg.
Krinov had estimated the post-atmospheric mass of the meteoroid at some 23,000 kg (51,000 lb).
Strewn field and craters
The strewn field for this meteorite covered an elliptical area of about 1.3 km2 (0.50 sq mi). Some of the fragments made impact craters, the largest of which was about 26 m (85 ft) across and 6 m (20 ft) deep. Fragments of the meteorite were also driven into the surrounding trees.
Composition and classification
The Sikhote-Alin meteorite is classified as an iron meteorite belonging to the meteorite group IIAB and with a coarse octahedrite structure. It is composed of approximately 93% iron, 5.9% nickel, 0.42% cobalt, 0.46% phosphorus, and 0.28% sulfur, with trace amounts of germanium and iridium. Minerals present include taenite, plessite, troilite, chromite, kamacite, and schreibersite.
Specimens of the Sikhote-Alin Meteorite are basically of two types:
- individual, thumbprinted or regmaglypted specimens, showing fusion crust and signs of atmospheric ablation
- shrapnel or fragmented specimens, sharp-edged pieces of torn metal showing evidence of violent fragmentation
The first type probably broke off the main object early in the descent. These pieces are characterized by regmaglypts (cavities resembling thumb prints) in the surface of each specimen. The second type are fragments which were either torn apart during the atmospheric explosions or blasted apart upon impact on the frozen ground. Most were probably the result of the explosion at 5.6 km (3.5 mi) altitude.
A large specimen is on display in Moscow. Many other specimens are held by Russian Academy of Science and many smaller specimens exist in the collectors' market.
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Marcadores: meteorito, Rússia, siderito, Sikhote-Alin, URSS
domingo, fevereiro 08, 2026
O meteorito de Allende caiu há 57 anos
Este continha a maior quantidade de condrito carbonáceo já encontrada na Terra. Depois de se fragmentar na atmosfera, uma extensa busca por pedaços foi conduzida e mais de 2 toneladas de meteorito foram recuperadas. A disponibilidade de grandes quantidades de amostras da classe dos condritos cientificamente importantes permitiu numerosas investigações por muitos cientistas; é frequentemente descrito como "o meteorito mais bem estudado da história". O meteorito Allende possui grandes inclusões ricas em cálcio-alumínio (CAI), que estão entre os objetos mais antigos formados no Sistema Solar.
Os condritos carbonáceos compreendem cerca de 4% de todos os meteoritos observados caindo do espaço. Antes de 1969, a classe dos condritos carbonáceos era conhecida por um pequeno número de meteoritos incomuns, como Orgueil, que caiu na França em 1864. Meteoritos semelhantes a Allende eram conhecidos, mas muitos eram pequenos e mal estudados.
Postado por Fernando Martins às 00:57 0 comentários
Marcadores: Allende, impactes meteoríticos, meteorito, meteorito Allende, México, Panguite, Sistema Solar
domingo, novembro 30, 2025
O meteorito Sylacauga caiu na Terra há 71 anos - e em cima de um ser humano...!
Importance
The Sylacauga meteorite is the first documented extraterrestrial object to have injured a human being in the USA. The grapefruit-sized fragment crashed through the roof of a frame house, bounced off a large wooden console radio, and hit Hodges while she napped on a couch. The 34-year-old woman was badly bruised on one side of her body but able to walk. The event received worldwide publicity.
The Sylacauga meteorite is not the only extraterrestrial object to have struck a human. A manuscript published at Tortona, Italy, in 1677 tells of a Milanese friar who was killed by a meteorite. In 1992 a small meteorite fragment (3 g) hit a young Ugandan boy in Mbale, but it had been slowed down by a tree and did not cause any injury.
Fireball
The meteor made a fireball visible from three states as it streaked through the atmosphere, even though it fell early in the afternoon. There were also indications of an air blast, as witnesses described hearing "explosions or loud booms".
Following events
The United States Air Force sent a helicopter to take the meteorite. Eugene Hodges, the husband of the woman who was struck, hired a lawyer to get it back. The Hodges' landlord, Bertie Guy, also claimed it, wanting to sell it to cover the damage to the house. There were offers of up to $5,000 for the meteorite. By the time it was returned to the Hodgeses, over a year later, public attention had diminished, and they were unable to find a buyer willing to pay.
Ann Hodges was uncomfortable with the public attention and the stress of the dispute over ownership of the meteorite. She donated it to the Alabama Museum of Natural History in 1956.
The day after the fall, local African-American farmer Julius McKinney came upon the second-largest fragment from the same meteorite. An Indianapolis-based lawyer purchased it for the Smithsonian Institution. The McKinney family was able to use the money to purchase a car, new house, and land.
Fragments
Upon the entry within the atmosphere the Sylacauga meteorite fragmented in at least 3 pieces:
- The Hodges fragment (3.86 kilograms - 33°11′18.1″N 86°17′40.2″W) struck Ann Elizabeth Hodges.
- The McKinney fragment (1.68 kilograms - 33°13′08.4″N 86°17′20.7″W) was found the next day December 1, 1954 by Julius Kempis McKinney, an African-American farmer, who sold the meteorite fragment he found to purchase a house and more land.
- A third fragment is believed to have impacted somewhere near Childersburg (a few km north-west of Oak Grove).
Classification
The Sylacauga meteorite is classified as an ordinary chondrite of H4 group.
Orbit
The meteoroid came in on the sunward side of the Earth, so when it hit it had passed the perihelion and was travelling outward from the Sun. Considering the orbit estimations, the best candidate as parent body is 1685 Toro.
Interior view of a hole in the ceiling of the rental home where Ann Elizabeth Hodges and her husband lived, through which she was struck by a falling meteorite, Sylacauga, Alabama
Postado por Fernando Martins às 07:10 0 comentários
Marcadores: Ann Elizabeth Hodges, meteorito, Sylacauga
domingo, agosto 24, 2025
Mais um artigo sobre meteoritos...
Uma pedra caiu no telhado de uma casa nos EUA. Era um meteorito mais antigo que a Terra

O fragmento pertence a um meteorito com 4,56 mil milhões de anos, sendo centenas de milhões de anos mais antigo do que o nosso planeta.
Uma pequena rocha espacial que atravessou o telhado de uma casa nos subúrbios de Atlanta, na Geórgia, revelou-se muito mais antiga do que o planeta em que aterrou.
Os investigadores determinaram que o recém-nomeado meteorito McDonough, que caiu a 26 de junho de 2025, se formou há cerca de 4,56 mil milhões de anos - tornando-o centenas de milhões de anos mais antigo do que a própria Terra, cuja idade é estimada em cerca de 4,5 mil milhões de anos.
A descoberta surge de uma análise liderada pelo geólogo planetário Scott Harris, da Universidade da Geórgia.
“Este meteorito em particular tem uma longa história antes de chegar ao solo de McDonough”, disse Harris. “Para compreender esta história, precisamos de estudar a rocha em detalhe e descobrir a que grupo de asteroides pertence.”
A viagem do meteorito terminou dramaticamente quando atravessou a atmosfera terrestre, criando um espetáculo de fogo antes de um fragmento perfurar o telhado e amassar o chão interior da casa em Atlanta. Os detritos sobreviventes pesavam cerca de 50 gramas no total, e a equipa de Harris obteve 23 gramas para estudo.
Recorrendo a microscopia ótica e eletrónica, os investigadores identificaram o objeto como um condrito comum do tipo L, uma classe comum de meteoritos rochosos. Estas rochas datam do início do Sistema Solar, formando-se a partir do pó e dos detritos que rodeavam o jovem Sol, explica o Science Alert.
Os cientistas acreditam que o corpo original deste meteorito sofreu uma colisão catastrófica há cerca de 470 milhões de anos na cintura principal de asteroides, entre Marte e Júpiter. Esta antiga fragmentação enviou inúmeros fragmentos para novas órbitas, tendo alguns eventualmente cruzado a trajetória da Terra.
“Neste rompimento, alguns pedaços entram em órbitas que atravessam a Terra”, explicou Harris. “Se houver tempo suficiente, as suas órbitas em torno do Sol e da Terra alinham-se no mesmo lugar, no mesmo momento.” Este alinhamento celeste preparou o cenário para o impacto do meteorito McDonough este verão.
O espécime será agora preservado na Universidade da Geórgia para exames mais aprofundados. Os cientistas esperam que os estudos contínuos esclareçam as condições que existiam antes da formação dos planetas, oferecendo uma rara amostra física do primeiro capítulo da história do Sistema Solar.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 14:11 0 comentários
Marcadores: condrito, meteorito, meteorito McDonough, planetologia
Artigo a recordar que os humanos podem ser atingidos por meteoritos...
Salva pelo rádio: quando Ann Hodges foi atingida por um meteorito

Polícia com meteorito na mão e com Ann Hodges à chegada da casa após a queda do meteorito
Só aconteceu duas vezes na história, mas Ann foi a primeira: é mais provável ser atingido por um tornado, um raio e um furacão ao mesmo tempo do que ser atingido por um meteorito.
Foi há pouco mais de 70 anos que Ann Hodges, de Sylacauga, Alabama, nos EUA, tornou-se a primeira pessoa documentada a ser atingida por um meteorito.
A mulher, de 34 anos, estava a tirar uma sesta na sala de estar quando o evento bizarro aconteceu, atingindo não só a sua anca, mas toda uma nação com um golpe de curiosidade e fascínio.
Enquanto dormia, Ann foi atingida pelo fragmento do meteorito de Sylacauga, que tinha, milissegundos antes, atravessado o telhado da casa que alugava em Oak Grove, naquele 30 de novembro de 1954.
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A mulher ficou com um enorme hematoma na zona da anca e coxa, mas felizmente saiu ilesa de lesões mais graves. A manta que a cobria naquele sono amparou o objeto espacial que rasgou os céus e o seu telhado, mas foi o seu rádio, que absorveu o primeiro impacto do meteorito, que a salvou e evitou ferimentos mais sérios.
Ouvindo um estrondo e o grito da filha, a mãe de Hodges, que se encontrava noutra divisão, correu sem saber de imediato (obviamente) o que tinha acontecido. Quem poderia afinal sequer sonhar com isto?
O meteorito, com 3,85 kg, foi mais tarde classificado como condrito — um meteorito rochoso composto por ferro e níquel — com cerca de 4,5 mil milhões de anos, datando da formação do sistema solar. Os especialistas acreditam que se terá originado a partir do asteroide 1685 Toro, antes de entrar na atmosfera terrestre, recorda o Business Insider.
À medida que descia, o meteorito fragmentou-se: uma parte atingiu Hodges e outra foi descoberta alguns quilómetros mais longe por um agricultor, Julius Kempis McKinney, que a vendeu e usou o dinheiro para comprar uma casa e um carro.
A notícia do impacto espalhou-se rapidamente por Sylacauga, por telefone e boca a boca. Num instante, vizinhos juntaqam-se à polícia na casa de Ann Hodges. Foi chamado um médico, embora Hodges não estivesse gravemente ferida, e as autoridades, incluindo a Força Aérea, inicialmente confiscaram a rocha para determinar se se tratava de um meteorito ou de um disco voador alienígena.
Confirmado como meteorito, Hodges teve inicialmente problemas legais devido aos danos na propriedade que era alugada. O senhorio alegou que o meteorito lhe pertencia, por ter caído na sua propriedade. Mais tarde, concordou em receber 500 dólares, permitindo que Hodges mantivesse o meteorito na sua posse, algo que viria a mudar mais tarde.
O extraordinário evento transformou Hodges numa celebridade temporária nos EUA. Apareceu no famoso programa de televisão de Garry Moore, “I’ve Got a Secret”, e recebeu correspondência de fãs de diversos grupos, embora tenha preferido manter a sua privacidade. Com o tempo, Hodges doou o meteorito ao Alabama Museum of Natural History, pedindo apenas o reembolso das despesas com o advogado.
O incidente também afetou o seu casamento: o marido Eugene tentou, sem sucesso, vender o meteorito, levando ao divórcio do casal em 1964.
Hodges morreria em 1972, aos 52 anos, vítima de insuficiência renal. Mas a história, apesar de pouco conhecida, continua a fascinar o mundo. Mary Beth Prondzinski, do Alabama Museum of Natural History, descreveu-a como “uma daquelas lendas locais que poucas pessoas conhecem”, e lembra que o meteorito está atualmente avaliado em mais de um milhão de dólares. Os cientistas destacam a raridade destes eventos: o astrónomo Michael Reynolds, do Florida State College, disse à National Geographic que é mais provável ser atingido por um tornado, um raio e um furacão ao mesmo tempo do que ser atingido por um meteorito.
No dia 6 de julho de 2023 aconteceu, pela segunda vez, também a uma mulher: estava a tomar café com uma amiga no pátio da sua casa em Schirmeck, no nordeste de França, quando foi inesperadamente atingida por um meteorito.
Em junho deste ano, um homem em McDonough, Geórgia, quase se juntou ao raro clube de vítimas de meteoritos quando fragmentos de um meteorito atravessaram o seu telhado, amassaram o chão e quase o atingiram por cerca de quatro metros. Investigadores da University of Georgia relataram que o meteorito provavelmente se formou há 4,56 mil milhões de anos, anterior à Terra, produzindo um efeito sónico percetível no impacto.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 13:35 0 comentários
Marcadores: Ann Elizabeth Hodges, meteorito, Sylacauga
sábado, março 15, 2025
O primeiro metorito a ser reconhecido pelos cientistas como tal caiu em Alais, na França, há 219 anos
La météorite d'Alais est l'une des météorites les plus importantes de France. Elle est noire avec une texture friable et lâche, et une faible densité, inférieure à 1,7 g/cm3. Initialement composée de fragments pesant au total 6 kg, elle a fait l'objet d'un examen scientifique approfondi et il n'en reste actuellement que 260 g. Un fragment de 39,3 g est détenu par le Muséum national d'histoire naturelle à Paris.
Composition et classification
La météorite est l'une des cinq météorites connues appartenant au groupe des chondrites CI. Ce groupe est remarquable pour avoir une distribution élémentaire qui a la plus forte similitude avec celle de la nébuleuse solaire. À l'exception de certains éléments volatils, comme le carbone, l'hydrogène, l'oxygène, l'azote et les gaz rares, qui ne sont pas présents dans la météorite, les rapports des éléments sont très similaires. La météorite contient de la cubanite, de la dolomite, de la favorite, de la pyrrhotite et du zircon parmi d'autres minéraux.
Controverse sur l'origine de la vie
La météorite a été au centre d'affirmations controversées sur une origine extraterrestre de la vie depuis la découverte de matière organique sur la météorite par Jöns Jacob Berzelius. Des composés organiques, des acides aminés et de l'eau ont été trouvés dans la météorite. Cependant, les études font la différence entre la matière organique et la matière biologique, cette dernière n'étant pas présente.
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Marcadores: astronomia, condrito, condrito carbonáceo, França, meteorito, Meteoriyo de Alais, Sistema Solar
sábado, março 08, 2025
O maior meteorito alguma vez recuperado caiu há 49 anos na China

Postado por Fernando Martins às 00:49 0 comentários
Marcadores: China, condrito, impactismo, Jilin, meteorito
domingo, fevereiro 23, 2025
O geólogo José Fernando Monteiro faleceu há vinte anos...
Lembremo-lo e celebremos a sua vida, porque os Geólogos têm memória e recordam os que, dentre eles, foram importantes para a divulgação da sua área, pois uma ciência eminentemente histórica como é a Geologia não pode esquecer os que nela e por ela labutaram e tanto lhe deram...
Postado por Fernando Martins às 00:20 0 comentários
Marcadores: José Fernando Monteiro, meteorito
sábado, fevereiro 15, 2025
O Meteoro de Cheliabinsk assustou os russos há doze anos
Rastro deixado pelo meteoro sobre os Montes Urais ao amanhecer
O Meteoro de Cheliabinsk foi provocado por um asteroide que entrou na atmosfera terrestre sobre a Rússia em 15 de fevereiro de 2013, transformando-se numa bola-de-fogo que cruzou os céus do sul da região dos Urais até explodir sobre a cidade de Cheliabinsk, às 09.20.26 (hora local) ou 03.20.26 (hora UTC). Estima-se que o asteroide, ao entrar na atmosfera terrestre, tinha aproximadamente 10.000 toneladas de massa e 17 m de diâmetro, libertando o equivalente a 500 quilotoneladas de TNT de energia durante o evento. Para efeitos de comparação, a bomba nuclear de Hiroshima libertou cerca de 13 quilotoneladas de TNT de energia. Após despedaçar-se sobre Cheliabinsk, a maior parte do objeto parece ter caído no lago Chebarkul.
A agência de notícias russa RIA Novosti informou que oficiais haviam detetado uma explosão na troposfera a uma altitude de aproximadamente 10.000 m. Contudo, a Academia de Ciências da Rússia estima que a explosão tenha ocorrido entre 30 e 50 km de altitude. De acordo com estimativas preliminares da agência espacial Russa Roskosmos, o objeto deslocava-se ao longo de uma trajetória baixa com uma velocidade de aproximadamente 30 km/s (equivalente a 108 000 km/h). Dados coletados por pelo menos cinco estações de infrassom indicam que o evento teve uma duração total de 32,5 s. O primeiro registo do evento por uma estação de infrassom ocorreu no Alasca, a 6.500 km de Cheliabinsk. Porém, o asteroide não havia sido detetado antes de entrar na atmosfera. A composição do meteorito assemelhava-se à dos condritos ordinários.
Cerca de 1.200 pessoas procuraram atendimento médico em consequência do evento, sendo que a maioria dos feridos machucou-se com estilhaços de vidro das janelas destruídas pela onda de impacto da explosão da bola-de-fogo. Segundo a defesa civil, pelo menos duas estavam muito mal. A explosão e os impactos resultantes danificaram prédios em seis cidades na região do evento. O calor resultante do atrito do objeto com o ar da atmosfera produziu uma luz ofuscante, a ponto de projetar sombras em Cheliabinsk, tendo sido avistada nos óblasts de Sverdlovsk e Oremburgo e no vizinho Cazaquistão.
O meteoro de Cheliabinsk é o maior corpo celeste a atingir a Terra desde o evento de Tunguska, em 1908, e, até onde se tem conhecimento, o único evento no qual tamanho número de vítimas foi registado. Reconstrução de sua trajetória orbital baseada nas informações e vídeos amadores coletados permitiram concluir com segurança que tal asteroide pertencia a um grupo de asteroides denominado Apollo, que orbitam de forma perigosa na proximidade da Terra.
Um dos fragmentos do meteorito encontrados na área de impacto
Postado por Fernando Martins às 00:12 0 comentários
Marcadores: asteróides Apollo, condrito, meteorito, meteoro, Meteoro de Tcheliabinsk, Rússia
quarta-feira, fevereiro 12, 2025
O meteorito Sikhote-Alin atingiu a Rússia há 78 anos
An iron meteorite fell on the Sikhote-Alin Mountains, in southeastern Russia, in 1947. Large iron meteorite falls have been witnessed and fragments recovered but never before, in recorded history, a fall of this magnitude. An estimated 23 tonnes of fragments survived the fiery passage through the atmosphere and reached the Earth.
Orbit
Because the meteor fell during daytime, it was observed by many eyewitnesses. Evaluation of this observational data allowed V. G. Fesenkov, then chairman of the meteorite committee of the USSR Academy of Science, to estimate the meteoroid's orbit before it encountered the Earth. This orbit was ellipse-shaped, with its point of greatest distance from the sun situated within the asteroid belt, similar to many other small bodies crossing the orbit of the Earth. Such an orbit was probably created by collisions within the asteroid belt.
Size
Sikhote-Alin is a massive fall with the pre-atmospheric mass of the meteoroid estimated at approximately 90,000 kg. A more recent estimate by Tsvetkov (and others) puts the mass at around 100,000 kg.
Krinov had estimated the post-atmospheric mass of the meteoroid at some 23,000 kg (51,000 lb).
Strewn field and craters
The strewn field for this meteorite covered an elliptical area of about 1.3 km2 (0.50 sq mi). Some of the fragments made impact craters, the largest of which was about 26 m (85 ft) across and 6 m (20 ft) deep. Fragments of the meteorite were also driven into the surrounding trees.
Composition and classification
The Sikhote-Alin meteorite is classified as an iron meteorite belonging to the meteorite group IIAB and with a coarse octahedrite structure. It is composed of approximately 93% iron, 5.9% nickel, 0.42% cobalt, 0.46% phosphorus, and 0.28% sulfur, with trace amounts of germanium and iridium. Minerals present include taenite, plessite, troilite, chromite, kamacite, and schreibersite.
Specimens of the Sikhote-Alin Meteorite are basically of two types:
- individual, thumbprinted or regmaglypted specimens, showing fusion crust and signs of atmospheric ablation
- shrapnel or fragmented specimens, sharp-edged pieces of torn metal showing evidence of violent fragmentation
The first type probably broke off the main object early in the descent. These pieces are characterized by regmaglypts (cavities resembling thumb prints) in the surface of each specimen. The second type are fragments which were either torn apart during the atmospheric explosions or blasted apart upon impact on the frozen ground. Most were probably the result of the explosion at 5.6 km (3.5 mi) altitude.
A large specimen is on display in Moscow. Many other specimens are held by Russian Academy of Science and many smaller specimens exist in the collectors' market.
Postado por Fernando Martins às 07:08 0 comentários
Marcadores: meteorito, Rússia, siderito, Sikhote-Alin, URSS
sábado, fevereiro 08, 2025
O meteorito de Allende caiu há 56 anos
Postado por Fernando Martins às 00:56 0 comentários
Marcadores: Allende, impactes meteoríticos, meteorito, meteorito Allende, México, Panguite, Sistema Solar
sábado, novembro 30, 2024
Há setenta nos o meteorito Sylacauga caiu na Terra - e em cima de um humano...!
Importance
The Sylacauga meteorite is the first documented extraterrestrial object to have injured a human being in the USA. The grapefruit-sized fragment crashed through the roof of a frame house, bounced off a large wooden console radio, and hit Hodges while she napped on a couch. The 34-year-old woman was badly bruised on one side of her body but able to walk. The event received worldwide publicity.
The Sylacauga meteorite is not the only extraterrestrial object to have struck a human. A manuscript published at Tortona, Italy, in 1677 tells of a Milanese friar who was killed by a meteorite. In 1992 a small meteorite fragment (3 g) hit a young Ugandan boy in Mbale, but it had been slowed down by a tree and did not cause any injury.
Fireball
The meteor made a fireball visible from three states as it streaked through the atmosphere, even though it fell early in the afternoon. There were also indications of an air blast, as witnesses described hearing "explosions or loud booms".
Following events
The United States Air Force sent a helicopter to take the meteorite. Eugene Hodges, the husband of the woman who was struck, hired a lawyer to get it back. The Hodges' landlord, Bertie Guy, also claimed it, wanting to sell it to cover the damage to the house. There were offers of up to $5,000 for the meteorite. By the time it was returned to the Hodgeses, over a year later, public attention had diminished, and they were unable to find a buyer willing to pay.
Ann Hodges was uncomfortable with the public attention and the stress of the dispute over ownership of the meteorite. She donated it to the Alabama Museum of Natural History in 1956.
The day after the fall, local African-American farmer Julius McKinney came upon the second-largest fragment from the same meteorite. An Indianapolis-based lawyer purchased it for the Smithsonian Institution. The McKinney family was able to use the money to purchase a car, new house, and land.
Fragments
Upon the entry within the atmosphere the Sylacauga meteorite fragmented in at least 3 pieces:
- The Hodges fragment (3.86 kilograms - 33°11′18.1″N 86°17′40.2″W) struck Ann Elizabeth Hodges.
- The McKinney fragment (1.68 kilograms - 33°13′08.4″N 86°17′20.7″W) was found the next day December 1, 1954 by Julius Kempis McKinney, an African-American farmer, who sold the meteorite fragment he found to purchase a house and more land.
- A third fragment is believed to have impacted somewhere near Childersburg (a few km north-west of Oak Grove).
Classification
The Sylacauga meteorite is classified as an ordinary chondrite of H4 group.
Orbit
The meteoroid came in on the sunward side of the Earth, so when it hit it had passed the perihelion and was travelling outward from the Sun. Considering the orbit estimations, the best candidate as parent body is 1685 Toro.
Interior view of a hole in the ceiling of the rental home where Ann Elizabeth Hodges and her husband lived, through which she was struck by a falling meteorite, Sylacauga, Alabama
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
Marcadores: Ann Elizabeth Hodges, meteorito, Sylacauga
segunda-feira, maio 20, 2024
Pequena nota sobre o bólide de 18 de maio de 2024
O pequeno meteoroide que provocou o fenómeno que foi visível em Portugal e Espanha a que chamos meteoro (o meteoroide é um pedaço de rocha ou de cometa no espaço que, puxado pela gravidade da Terra, ao entrar na atmosfera a uma enorme velocidade, aquece e é parcialmente - ou totalmente... - vaporizado, vendo-se e podendo-se ouvir então o meteoro; se sobrar um pedaço sólido que caia na Terra, então esse pedaço passará a ser um meteorito) teve, segundo o meu amigo José Augusto Matos (que teve um fim de semana muito trabalhoso nas televisões...) o trajeto em cima explanado, voltando para o espaço ou caindo os últimos fragmentos no mar.
O Instituto de Astrofísica de Andaluzia (IAA-CSIC) publicou que o meteoro começou a ser visível, a uma altitude de aproximadamente cento e vinte km, sobre a aldeia de Don Benito, Badajoz, deslocou-se para noroeste, atravessou Portugal e terminou a uma altura de cerca de 54 km sobre o Oceano Atlântico.
O pequeno fragmento de rocha (entre 10 e 40 cm de diâmetro) que fez tamanho estardalhaço não deveria ser proveniente de cometa, ao contrário do que alguns aventaram, pois a cor do meteoro (verde-azulado) indica que era rico em Magnésio, o que não aprece compatível com essa hipótese...
Postado por Fernando Martins às 11:43 0 comentários
Marcadores: bólide, chuva de meteoros, meteorito, meteoro, meteoroide










