O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Highsmith nasceu com o nome de Mary Patricia Plangman em Fort Worth, Texas.
Foi a única filha dos artistas Jay Bernard Plangman (1889 – 1975), que
tinha ascendência alemã, e Mary Plangman (nascida Coates; 3 de setembro
de 1895 – 12 de março de 1991). O casal divorciou-se 10 dias antes do
nascimento da sua filha.
Patricia Highsmith morreu aos 74 anos, no dia 4 de fevereiro de 1995, de complicações resultantes de uma anemia aplástica e cancro pulmonar, no Hospital Carita, em Locarno, Suíça, próximo da localidade onde viveu desde 1982.
Estreou-se em 1939 com a obra Narciso, torna-se mais conhecido, em 1942, com o livro de versos Adolescente. A sua consagração acontece em 1948, com a publicação de As mãos e os frutos,
que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino
Nemésio. A obra poética de Eugénio de Andrade é essencialmente lírica,
considerada por José Saramago como uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua.
Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares do lume (1998).
Em prosa, publicou Os afluentes do silêncio (1968), Rosto precário (1979) e À sombra da memória (1993), além das histórias infantis História da égua branca (1977) e Aquela nuvem e as outras (1986).
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 - São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantorabrasileira, conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo,
ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar
emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma
apresentação ou numa mesma música.
Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música na década de 60
e mostrava interesse em desenvolver o seu talento através de
apresentações dramáticas. O seu estilo era altamente influenciado pelos
cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo.
Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular
brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia
haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência às
rádios e televisões. Os seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que foi do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e dos media. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até à sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar os seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.
A sua presença artística mais memorável talvez esteja registada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. Elis Regina morreu precocemente, em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o facto chocou profundamente o país na época.
Em 2013, foi eleita a segunda melhor voz da música brasileira pela revista Rolling Stone Brasil, superada apenas por Tim Maia.
Elis foi citada também na lista dos maiores artistas da música
brasileira, ficando na 14ª posição, sendo a mulher mais bem posicionada.
O principal objetivo desta missão era caracterizar globalmente a geologia e a morfologia de Plutão e as suas luas, além de mapear as suas superfícies. Também ia procurar estudar a atmosfera de Plutão e a sua taxa de fuga.
Outros objetivos secundários incluíam o estudo das variações da
superfície e da atmosfera de Plutão e de Caronte ao longo do tempo.
Foram obtidas imagens de alta-definição de determinadas áreas dos dois
corpos celestes, para caracterizar a sua atmosfera superior, a ionosfera, as partículas energéticas do meio ambiente e a sua interação com o vento solar. Além disso, a sonda vai procurou determinar a existência de alguma atmosfera
em torno de Caronte e caracterizar a ação das partículas energéticas
entre Plutão e Caronte. Também ia procurar por satélites ainda não
descobertos e por possíveis anéis que envolvam o planeta-anão e o seu
satélite, antes de ser direcionado para a Cintura de Kuiper e de lá
para o espaço interestelar.
Lançada a 19 de janeiro de 2006, diretamente numa trajetória de escape Terra-Sol com uma velocidade relativa de 16,26 km/s ou 58.536 km/h e usando uma combinação de foguete monopropulsor e assistência gravitacional, ela sobrevoou a órbita de Marte a 7 de abril de 2006, a de Júpiter a 28 de fevereiro de 2007, a de Saturno a 8 de junho de 2008 e a de Úrano a 18 de março de 2011, a caminho da órbita de Netuno, que cruzou a 25 de agosto de 2014, na sua jornada até Plutão.
Em dezembro de 2014, a nave encontrava-se a uma distância de 31,96 AU da Terra
(4.781.148 000 km ou 4,26 horas-luz, o tempo que os sinais de rádio
enviados da Terra demoram para chegar à sonda) e a 1,74 UA
(260.300.000 km) de Plutão, com a frente virada para a Constelação de Sagitário, após sair do seu estado final de "hibernação" eletrónica às 01:53 UTC de 7 de dezembro.
Desde o seu lançamento em 2006, a sonda passou 1.873 dias hibernando
no espaço, com a quase totalidade dos seus equipamentos desligados, 2/3
do tempo total da sua jornada, divididos por 18 períodos diferentes de
"hibernação" com duração variada entre 36 e 202 dias contínuos. Este
período de desligamento foi o último antes da chegada ao planeta-anão.
As primeiras observações de Plutão, mesmo que ainda à distância,
iniciaram-se a 15 de janeiro de 2015.
A sonda sobrevoou Plutão a 14 de julho de 2015, após nove anos e meio
de viagem interplanetária, alcançando o seu ponto mais próximo da
superfície do planeta, cerca de 12.500 km de distância, às 12.49 horas
UTC, a uma velocidade de 45.000 km/h.
Os cientistas esperam que ela se torne a quinta sonda interestelar já construída pelo Homem – após deixar o Sistema Solar em direção à heliosfera – e o segundo objeto artificial mais veloz da história de exploração espacial.
Uma figura importante no desenvolvimento da música soul
norte-americana, Pickett gravou mais de 50 canções que figuraram nas
paradas americanas de R&B, e muitas vezes estiveram nas paradas de sucesso da música pop também. Entre os seus hits mais conhecidos estão "In The Midnight Hour" (que ele co-escreveu), "Land of 1000 Dances" "Mustang Sally" e "Funky Broadway".
O impacto das composições e gravações de Pickett levaram à sua introdução, em 1991, no Rock and Roll Hall of Fame.
Estreou-se como autora com Em Cada Pedra Um Voo Imóvel (1957), obra que lhe valeu o Prémio Adolfo Casais Monteiro. Ganha notoriedade no meio literário com a revista/movimento Poesia 61,
em que publica o texto «Morfismos». É considerada como uma das mais
importantes escritoras do movimento, que revolucionou a poesia nos anos 60. Foi premiada, em 1996, com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. O seu livro Cenas Vivas foi distinguido, em 2001, com o prémio literário do P.E.N. Clube Português.
A sua atividade no teatro iniciou-se com um estágio, em 1964, no Teatro Experimental do Porto e com a frequência de um seminário de teatro de Adolfo Gutkin na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1970. Em 1974, foi um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje, sendo a sua primeira encenação a obra Marina Pineda, de Federico García Lorca. Em 1961 recebeu o Prémio Revelação de Teatro, pela obra Os Chapéus de Chuva. É autora de várias peças de teatro.
Colaborou em publicações como Seara Nova, Cadernos do Meio-Dia, Brotéria, Vértice, Plano, Colóquio-Letras, Hífen, Relâmpago, A Phala e Quadrante (revista da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958).
Que a neofiguração se torne ní-
tida. Do objecto sedutor. Incrus-
tado nas vozes. Quanto resul-
taria, iluminado pelo silêncio.
O painel de onde se despren-
de a linha. Um modelo clássico
que revele. As palavras eter-
nas da fábula de Hero.
Proximidade incompreensível
como a de alguns poemas. Sen-
timentos que são indecifráveis.
Uma dedução para o fim. Tal-
vez o amor jubiloso dentro
da quarta parte da pupi-
la do olhar divisível pela
cruz axial. Encontrado na pai-
sagística do rosto. Expecta-
tiva de um sentido propício. A
revelação verso por verso.
Etta James nasceu na Califórnia, filha de Dorothy Hawkins, uma
afro-americana, mãe solteira, de 16 anos. Filha de pai branco, Etta
procurou saber quem era seu progenitor, desconhecido até então, e que
sua mãe diz ser Minnesota Fats, do qual ela recebia uma pensão de alimentos, na condição de manter segredo sobre a sua paternidade.
A sua família mudou-se para São Francisco, Califórnia, em 1950, e, em 1952, Etta e mais duas amigas formaram o trio (As Creolettes), o qual viria a chamar a atenção de Johnny Otis.
Otis inverteu as sílabas do seu nome para lhe dar uma melhor
sonoridade assim surgindo o seu nome artístico. A partir daí Otis
investiu nela, começando a gravar os seus primeiros temas.
Depois da fama
A sua primeira gravação, e o seu primeiro êxito R&B, foi da sua própria autoria, "The Wallflower (Dance with Me, Henry)", uma música-resposta para a música de Hank Ballard, "Work with Me, Annie". Em 1954, Etta gravou juntamente com a banda de Otis e com Richard Berry, o qual cantava a segunda voz. A canção, que não estava totalmente boa, foi re-escrita por Georgia Gibbs, ganhando o título de "Dance with Me, Henry". Também gravou momentaneamente com a banda intitulada Etta James & the Peaches, com diversos hits, sendo contratada mais tarde pela Chess Records, em 1960.
Saiu em turnê com Johnny "Guitar" Watson, juntamente com Otis, nos anos 50 e foi referida por Watson como a penúltima influência em seu estilo.
Ela lançou vários duetos com Harvey Fuqua (dos The Moonglows), dos quais surgiu o seu maior sucesso já gravado, a belíssima e clássica "At Last".
A canção, que apareceu juntamente com outros êxitos como "All I Could
Do Was Cry" e "Trust in Me", foi incluída no seu álbum de estreia, "At Last!".
Etta James teve um sério problema de drogas e romances mal sucedidos,
que interferiram em sua carreira. Posteriormente ela tem problemas com a
obesidade (chegando a ter quase 200 kg), que levaram-na a fazer uma
cirurgia gástrica em 2003, fazendo-a perder quase 100 kg. Em 2003 Etta
James recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Etta fez tours
pela América, juntamente com os seus dois filhos, Donto e Sametto. Em
2011, com uma participação não-creditada (porém autorizada), cantou
com o rapper Flo Rida, na música Good Feeling. Cinco dias antes de fazer 74 anos, no dia 20 de janeiro de 2012, finalmente sucumbiu à leucemia e a outras doenças, no Riverside Community Hospital, na cidade de Riverside, na Califórnia. Tinha-lhe sido diagnosticada a doença em janeiro de 2011.
Foi encontrada morta, dentro de um carro incendiado, em Saquarema, na região dos Lagos do Rio, na manhã de 19 de janeiro de 2017. Três homens foram presos e condenados pelo assassinato da cantora, sendo
que um deles trabalhava na pousada que pertencia a Loalwa.
A Bossa Nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, das quais participavam nomes que seriam consagrados no género, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e seu então namorado, Ronaldo Bôscoli. No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal "Última Hora", onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza Leão. O namoro com Bôscoli terminou quando ele a traiu e iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma turnê em Buenos Aires, em 1961. Daí em diante, Nara se reaproxima de Carlos Lyra, que rompeu a parceria musical com Bôscoli em 1960, e de ideias mais à esquerda. Inicia um namoro com o cineasta Ruy Guerra e se casa com ele um tempo depois. Nessa época passa a se interessar pelo samba de morro.
A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por estar afónica. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPCs já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a cançãoA Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.
Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto - feita a seu pedido por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homónimo, lançado em 1980.
Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado em 1968 e disponível hoje em CD.
(...)
Nara Leão morreu na manhã de 7 de junho de 1989, vítima de um tumor
cerebral inoperável, aos 47 anos de idade. Nara já sabia do tumor, e
sofria com o problema há 10 anos. O tumor estava numa área delicada do
cérebro, por isso não podia ser operado. A cantora sentia fortes dores e
tonturas, tendo isso também contribuído para Nara abandonar a carreira
musical. O seu último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.
Após conquistar sucesso escrevendo canções para outros artistas, Parton lançou o seu álbum de estreia Hello I'm Dolly (1967), iniciando uma das carreiras mais bem sucedidas na música. Descrita como uma "lenda do country", Parton já vendeu mais de 100 milhões de discos mundialmente, configurando-se com uma das artistas mais vendidas de todos os tempos. Ela detém inúmeros certificados de ouro, platina e multiplatina da Recording Industry Association of America (RIAA).
Fora do seu trabalho na música e no cinema, Parton também é
proprietária da The Dollywood Company, que administra múltiplos locais
de entretenimento, incluindo o seu próprio parque temático Dollywood.
Ela fundou várias organizações filantrópicas, a principal delas sendo a
Dollywood Foundation, que administra uma série de projetos para levar
educação e alívio da pobreza ao leste do Tennessee, onde ela foi criada.
Família
Mudou-se com a sua família de sua cidade natal, Sevierville, para viver em Nashville, no mesmo estado do Tennessee, aos 18 anos de idade. No primeiro dia na cidade ela conheceu o jovem de 21 anos, músico e administrador, Carl Thomas Dean: ela saía da lavandaria com as suas roupas já lavadas e ele estacionava a sua camionete branca no local.
Ambos iniciaram uma amizade e logo começaram a namorar. Um ano depois, ficaram noivos, e em 30 de maio de 1966 oficializaram a união, numa cerimónia civil e religiosa, na cidade de Ringgold, na Geórgia,
onde passaram a viver. Ambos mantém até hoje uma união sólida e
estável, e no aniversário de 50 anos de casamento, em 2016, renovaram
os seus votos matrimoniais. Ficaram juntos até à morte de Dean, em 3 de março de 2025; ele morreu em Nashville aos 82 anos. O casal optou por não ter filhos.
Parton é multi-instrumentista, entre os instrumentos que ela toca estão: harpa, banjo, violão, guitarra elétrica, violino, piano, flauta doce e saxofone. Ela também é conhecida por ter passado por inúmeras cirurgias
plásticas ao longo da vida; Em 2003, durante uma participação no The Oprah Winfrey Show,
Winfrey perguntou que tipo de cirurgia plástica Parton havia feito, ela
respondeu brincando "todas", e disse que a cirurgia plástica era
fundamental para manter sua imagem.
Parton é conhecida por sua longa história de apoio aberto à comunidadeLGBT e se manifestou publicamente em apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2009. Embora muitas vezes politicamente "neutra", durante a primeira presidência de Donald Trump, ela recusou a Medalha Presidencial da Liberdade duas vezes, e uma terceira vez durante a presidência de Joe Biden. Em 2021, a legislatura do Tennessee levantou um projeto de lei para
erguer uma estátua de Parton, ela divulgou uma nota pedindo à
legislatura que retirasse o projeto de lei da consideração, dizendo:
"Dado tudo o que está acontecendo no mundo, não acho que me colocar em
um pedestal seja apropriado neste momento.
Manuel da Silva Passos (São Martinho de Guifões, Bouças, 5 de janeiro de 1801 - Santarém, 18 de janeiro de 1862), mais conhecido por Passos Manuel, bacharel formado em Direito,
advogado, parlamentar brilhante, ministro em vários ministérios e um
dos vultos mais proeminentes das primeiras décadas do liberalismo,
encarnando a esquerda do movimento vintista na fase inicial da monarquia constitucional, tendo depois assumido o papel de líder incontestado dos setembristas. Foi seu irmão mais velho, e inseparável aliado na vida política, José da Silva Passos, um também proeminente político da esquerda liberal. Ficou célebre a sua declaração de princípios: A Rainha é o chefe da nação toda. E antes de eu ser de esquerda já era da Pátria. A Pátria é a minha política.
(...)
Em finais da década de 1850, os problemas de saúde que o afligiam há
longos anos pioraram, remetendo-o definitivamente para a sua casa de
Santarém. Falou pela última vez nas Cortes a 17 de fevereiro de 1857.
O rei D. Pedro V, que lhe tinha recusado em 1857 um lugar no Conselho de Estado, por carta régia de 17 de maio de 1861 nomeou-o Par do Reino, embora ele, aparentemente por razões de saúde, não tenha tomado assento na câmara alta.
Manuel da Silva Passos faleceu na sua casa de Santarém a 16 de janeiro de 1862, sem ter tomado posse na Câmara dos Pares. Nunca aceitou mercês ou títulos, embora a sua filha mais velha tenha sido elevada a viscondessa de Passos, em 1851, em atenção aos merecimentos do pai.
Quando a notícia do seu falecimento foi sabida em Lisboa, a Câmara dos
Deputados, que estava reunida, lançou na ata um voto de sentimento
pela morte do grande liberal e, por proposta de José da Silva Mendes Leal, determinou que na sala da biblioteca da câmara, fundada pelo eminente tribuno, se colocasse o seu busto, o qual ali perdura.
Anos depois, os seus conterrâneos do concelho de Bouças, hoje Matosinhos,
erigiram-lhe uma estátua na Alameda de Leça. O mesmo lhe fez a cidade
de Santarém, em cujo centro está uma estátua de Passos Manuel.
O seu nome é recordado na toponímia de múltiplas localidades, com
destaque para a cidade do Porto, que lhe dedica várias estruturas. A
Escola Secundária Passos Manuel é o mais antigo liceu de Lisboa.
Corpos feitos de pedra - para sempre aqui nesta nave de gelo e de sombra, no incandescente sono a que chamamos eternidade. Quem desperta o teu rosto? Quem move as tuas mãos no gesto com que iludes a distância dos vivos? Não sabemos morrer e repetimos hoje o mesmo abraço fiel à órbita dos astros e a esta certeza de que fomos e somos e seremos um do outro. É assim o amor - uma palavra sonâmbula, uma bênção que os séculos não apagam sob as pequenas asas de alguns anjos guardando e protegendo o nosso imenso segredo. Corpos feitos de pedra - ainda e sempre aqui até ao fim do mundo, até ao fim.
in Pena Suspensa (2004) - Fernando Pinto do Amaral