terça-feira, abril 14, 2026
Filipe III da Espanha nasceu há 448 anos
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sábado, abril 11, 2026
Poesia para recordar que já tivemos grandes chefes de estado...
Túmulo de El-Rei D. João I e da Rainha D. Filipa de Lencastre - Mosteiro da Batalha
O homem e a hora são um só
Quando Deus faz e a história é feita.
O mais é carne, cujo pó
A terra espreita.
Mestre, sem o saber, do Templo
Que Portugal foi feito ser,
Que houveste a glória e deste o exemplo
De o defender.
Teu nome, eleito em sua fama,
É, na ara da nossa alma interna,
A que repele, eterna chama,
A sombra eterna.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
Postado por Pedro Luna às 06:06 0 comentários
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El-Rei D. João I, o Mestre de Avis de boa memória, nasceu há 669 anos
- Branca (1388 - 1389), morreu jovem;
- Afonso (1390 - 1400), morreu em criança;
- Duarte I de Portugal (1391 - 1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor;
- Pedro, Duque de Coimbra (1392 - 1449), foi um dos infantes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a menoridade do seu sobrinho, o futuro Rei D. Afonso V e morreu na batalha de Alfarrobeira;
- Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394 - 1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia;
- Isabel, Duquesa da Borgonha (1397 - 1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras;
- Branca (1398), morreu jovem;
- João, Infante de Portugal (1400 - 1442), condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela;
- Fernando, o Infante Santo (1402 - 1437), morreu no cativeiro em Fez.
- Afonso I (1377 - 1461), primeiro duque de Bragança
- Beatriz (circa 1386 - 1447), casada com Thomas FitzAlan, 12.° Conde de Arundel
Postado por Fernando Martins às 00:06 0 comentários
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quarta-feira, abril 08, 2026
O eterno namorado de Inês, o rei D. Pedro I, nasceu há 706 anos...

Postado por Fernando Martins às 07:06 0 comentários
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Hoje é dia de recordar o Pedro de Inês...

Túmulo de D. Pedro I
Alcobaça
Corpos feitos de pedra - para sempre
aqui
nesta nave de gelo e de sombra,
no incandescente sono a que chamamos
eternidade.
Quem desperta o teu rosto? Quem move
as tuas mãos no gesto com que iludes
a distância dos vivos? Não sabemos
morrer
e repetimos hoje o mesmo abraço
fiel à órbita dos astros
e a esta certeza de que fomos
e somos e seremos
um do outro.
É assim o amor - uma palavra
sonâmbula, uma bênção
que os séculos não apagam
sob as pequenas asas de alguns anjos
guardando e protegendo o nosso imenso
segredo.
Corpos feitos de pedra - ainda e sempre
aqui
até ao fim do mundo,
até ao fim.
in Pena Suspensa (2004) - Fernando Pinto do Amaral
Postado por Pedro Luna às 00:07 0 comentários
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quinta-feira, março 26, 2026
Ay eu coitada... - hoje é dia de recordar o Povoador...
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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El-Rei D. Sancho I morreu há 815 anos...
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Estátua de El-Rei D. Sancho I, num canto da praça da Sé, na cidade da Guarda
D. Sancho I de Portugal (Coimbra, 11 de novembro de 1154 - Coimbra, 26 de março de 1211) foi o Rei de Portugal de 1185 a 1211. Era cognominado de o Povoador pelo estímulo com que apadrinhou o povoamento dos territórios do país - destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187) ou Belmonte (1199), povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e da Borgonha.
Postado por Fernando Martins às 08:15 0 comentários
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quarta-feira, março 25, 2026
D. Afonso II, o terceiro Rei de Portugal, morreu há oitocentos e três anos...
Afonso foi o primeiro filho de Sancho I e de Dulce de Aragão. Teve três irmãs nascidas antes dele, sendo o quarto a nascer. Foi o terceiro rei de Portugal, nasceu no mesmo ano em que o avô Afonso Henriques morreu.
Teve uma vida curta, morreu aos 37 anos de doença. No seu reinado preocupou-se mais em centralizar o poder real do que na conquistas aos mouros.
Casou-se em 1208 com Urraca de Castela, uma prima sua, descendente de Afonso VI de Leão, sendo este o trisavô de Afonso II. Este casamento ia contra a lei canónica, pois eram primos em 5.º grau. O bispo do Porto, Martinho Rodrigues opôs-se à entrada dos noivos por esse motivo, o que desencadeou uma resposta violenta por parte do rei Sancho I, pai de Afonso.
Os seus filhos eram menores quando morreu. O sucessor, D. Sancho II, ainda não tinha os 14 anos ao herdar o trono. O país acabou por mergulhar num período de desordem que levou o irmão de Sancho II, Afonso III, a lutar pela posse do trono, o que acabou por conseguir.
Diz-se que D. Afonso II possa ter morrido de lepra (isso poderá ter justificado um dos seus cognomes, o Gafo, bem como uma célebre e depreciativa frase dita por alguns elementos do povo: Fora Gaffo!), mas a enorme gordura que o rei possuía teria sido a sua causa de morteOs primeiros anos do seu reinado foram marcados por violentos conflitos internos (1211-1216) entre Afonso II e as suas irmãs Mafalda, Teresa e Santa Sancha de Portugal (a quem seu pai legara em testamento, sob o título de rainhas, a posse de alguns castelos no centro do país - Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer - com as respetivas vilas, termos, alcaidarias e rendimentos), numa tentativa de centralizar o poder régio. Este conflito foi resolvido com intervenção do papa Inocêncio III. O rei indemnizou as infantas com muito dinheiro, a guarnição dos castelos foi confiada a cavaleiros templários, mas era o rei que exercia as funções soberanas sobre as terras e não as infantas como julgavam ter e que levou à guerra. O conflito deu-se na altura em que se deu a batalha de Navas de Tolosa e como tal, poucos soldados o rei tinha ao seu dispor.
No seu reinado foram criadas as primeiras leis escritas e pela primeira vez reunidas cortes com representantes do clero e nobreza, em 1211 na cidade de Coimbra, na altura capital. Foram realizadas inquirições em 1220, inquéritos feitos por funcionários régios com vista a determinar a situação jurídica das propriedades e em que se baseavam os privilégios e imunidades dos proprietários. As confirmações entre 1216 e 1221, validavam as doações e privilégios concedidos nos anteriores reinados, após analisados os documentos comprovativos ou por mercê real. Todo o seu reinado foi um combate constante contra as classes privilegiadas, isto porque seu pai e avô deram grandes privilégios ao clero e nobreza e Afonso II entendia que o poder real devia ser fortalecido.O reinado de Afonso II caracterizou um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista dos seus antecessores. Afonso II não contestou as suas fronteiras com Galiza e Leão, nem procurou a expansão para Sul (não obstante no seu reinado ter sido tomada aos mouros as cidades de Alcácer do Sal, Borba, Vila Viçosa, Veiros, em 1217, e, possivelmente também Monforte e Moura, mas por iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa), preferindo sim consolidar a estrutura económica e social do país. O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua autoria e visam principalmente temas como a propriedade privada, direito civil e cunhagem de moeda. Foram ainda enviadas embaixadas a diversos países europeus, com o objetivo de estabelecer tratados comerciais. Não teve preocupações militares, mas enviou tropas portuguesas que, ao lado de castelhanas, aragonesas e francesas, combateram bravamente na célebre batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos. A única conquista feita foi Alcácer do Sal.
Outras reformas de Afonso II tocaram na relação da coroa Portuguesa com o Papa. Com vista à obtenção do reconhecimento da independência de Portugal, Afonso Henriques, seu avô, foi obrigado a legislar vários privilégios para a Igreja. Anos depois, estas medidas começaram a ser um peso para Portugal, que via a Igreja desenvolver-se como um estado dentro do estado. Com a existência de Portugal firmemente estabelecida, Afonso II procurou minar o poder clerical dentro do país e aplicar parte das receitas das igrejas em propósitos de utilidade nacional. Esta atitude deu origem a um conflito diplomático entre o Papado e Portugal. Depois de ter sido excomungado pelo Papa Honório III, Afonso II prometeu retificar os seus erros contra a Igreja, mas morreu em 1223 excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para mudar a sua política.
Só após a resolução do conflito com a Igreja, logo nos primeiros meses de reinado do seu sucessor, Sancho II, pode finalmente Afonso II descansar em paz no Mosteiro de Alcobaça (foi o primeiro monarca a fazer da abadia cisterciense o panteão real).Postado por Fernando Martins às 08:03 0 comentários
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domingo, março 22, 2026
Recordemos, cantando uma poesia, Branca de Gonta Colaço...
El-Rei
Longe da luz, a que sonhou, na infância,
em vez de predomínio ou de conquista,
sonhos de amor, entre visões de artista,
morreu de desconsolo e de distância...
Caminho aberto à morte por essa ânsia
que mais se exalta quanto mais contrista,
de quem recorda o lar que nunca avista
e se consome em lúcida constância
Porque - acima do Trono e da Realeza,
havia o céu azul, a claridade
da sua amada Terra Portuguesa
- Havia a Pátria!...
- e dizem, (que impiedade!...)
dizem que não se morre de tristeza!...
Dizem que não se morre de saudade!...
Branca de Gonta Colaço
Postado por Pedro Luna às 00:08 0 comentários
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quinta-feira, março 19, 2026
El-Rei D. João IV nasceu há 422 anos
Retrato de D. João, Duque de Bragança - Peter Paul Rubens (circa 1628)
D. João IV (Vila Viçosa, 19 de março de 1604 - 6 de novembro de 1656) foi o vigésimo primeiro Rei de Portugal e o primeiro da quarta dinastia, fundador da dinastia de Bragança.
Postado por Fernando Martins às 04:22 0 comentários
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terça-feira, fevereiro 24, 2026
D. José I morreu há 249 anos...
Postado por Fernando Martins às 02:49 0 comentários
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segunda-feira, fevereiro 16, 2026
El-Rei D. Afonso III morreu há 747 anos...
Guerra civil e deposição de D. Sancho II
Postado por Fernando Martins às 07:47 0 comentários
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Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 00:08 0 comentários
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domingo, fevereiro 08, 2026
El-Rei D. Afonso IV nasceu há 735 anos
Postado por Fernando Martins às 07:35 0 comentários
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domingo, fevereiro 01, 2026
Poesia para recordar um dia triste...

O REGICÍDIO
Carruagem descoberta.
Ei-la, a Família Real.
Soa um tiro. A bala acerta
No Rei, traidora e mortal.
E outra, no mesmo instante,
Vara o Príncipe, que cai,
A sangrar, agonizante,
Depois de vingar o Pai.
Outra, ainda, fere o Infante.
Vulto de tragédia antiga,
A Rainha, em desatino,
Com flores de um ramo, fustiga
Este segundo assassino...
Foge o povo, apavorado,
Enquanto a polícia acorre
E o regicida, alvejado,
Morre.
Quadro horrendo, tal horror!
A Pátria a esvair-se, exangue!
Não pode vencer a dor
O português d'alma e sangue.
Traja luto Portugal
Cem anos que a sina traça,
Julgando ver, espectral,
Toda a Família Real
Sã e salva da desgraça.
Num novo tempo feliz,
Seja o sonho realidade!
E reverdeça a raiz!
E, inútil, murche a saudade!
António Manuel Couto Viana
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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sábado, janeiro 31, 2026
O Cardeal-Rei D. Henrique, que nasceu há 514 anos, morreu há 446 anos...
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in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 04:46 0 comentários
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terça-feira, janeiro 20, 2026
El-Rei D. Sebastião nasceu há 472 anos
Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ânsia e de pressago
Mistério.
Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Voltará da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.
Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minha alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou ’spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.
Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
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Jorge V do Reino Unido morreu há noventa anos...
Jorge era neto da rainha Vitória e do príncipe Alberto e primo-irmão dos Imperadores Nicolau II da Rússia e Guilherme II da Alemanha. De 1877 a 1891, ele serviu na Marinha Real. Com a morte da sua avó, em 1901, o seu pai tornou-se rei, como Eduardo VII e Jorge recebeu a investidura de príncipe de Gales. Em 1910, com a morte do pai, tornou-se Rei-Imperador do Império Britânico, sendo o único Imperador da Índia a estar presente no seu Delhi Durbar.
Em 1917, Jorge tornou-se o primeiro monarca da Casa de Windsor, renomeada por ele em lugar da anterior Casa de Saxe-Coburgo-Gota, em virtude do sentimento anti-germânico que dominava o Reino Unido. O seu reinado foi testemunha de mudanças radicais no cenário político mundial, como a ascensão do socialismo, o comunismo, o fascismo, o republicanismo irlandês e o movimento de independência da Índia. A Lei Parlamentar de 1911 estabeleceu a supremacia da elegível Câmara dos Comuns sobre a Câmara dos Lordes. Em 1924, ele nomeou o primeiro gabinete trabalhista e, em 1931, o Estatuto de Westminster reconheceu os domínios do Império como reinos separados, independentes dentro da Commonwealth.
Ele foi atormentado pela doença em grande parte do seu reinado e, após a
sua morte, foi brevemente sucedido pelo seu filho mais velho, Eduardo VIII.
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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domingo, janeiro 18, 2026
Hoje é dia de recordar Pedro, eterno namorado de Inês até ao fim do mundo...
Alcobaça
Corpos feitos de pedra - para sempre
aqui
nesta nave de gelo e de sombra,
no incandescente sono a que chamamos
eternidade.
Quem desperta o teu rosto? Quem move
as tuas mãos no gesto com que iludes
a distância dos vivos? Não sabemos
morrer
e repetimos hoje o mesmo abraço
fiel à órbita dos astros
e a esta certeza de que fomos
e somos e seremos
um do outro.
É assim o amor - uma palavra
sonâmbula, uma bênção
que os séculos não apagam
sob as pequenas asas de alguns anjos
guardando e protegendo o nosso imenso
segredo.
Corpos feitos de pedra - ainda e sempre
aqui
até ao fim do mundo,
até ao fim.
in Pena Suspensa (2004) - Fernando Pinto do Amaral
Postado por Pedro Luna às 13:57 0 comentários
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El-Rei D. Pedro I morreu há 659 anos...
Casamentos e descendência
- Primeiro casamento: Branca, princesa de Castela (repudiada)
- Segundo casamento: D. Constança Manuel, do Reino de Castela (1320-1345)
- D. Luís, infante de Portugal (1340)
- D. Maria, infanta de Portugal (1342-137?), casada com D. Fernando, príncipe de Aragão
- El-Rei D. Fernando I (1345-1383)
- Terceiro casamento: Inês de Castro (1320 - assassinada em 1355)
- D. Afonso, infante de Portugal (1346)
- D. Beatriz, infanta de Portugal (1347-1381)
- D. João, infante de Portugal (1349-1387)
- D. Dinis, infante de Portugal (1354-1397)
- De Teresa Lourenço:
- El-Rei D. João I (1357-1433)
Os Lusíadas - Canto III
136
Não correu muito tempo que a vingança
Não visse Pedro das mortais feridas,
Que, em tomando do Reino a governança,
A tomou dos fugidos homicidas;
Do outro Pedro cruíssimo os alcança,
Que ambos, imigos das humanas vidas,
O concerto fizeram, duro e injusto,
Que com Lépido e António fez Augusto.
137
Este castigador foi reguroso
De latrocínios, mortes e adultérios;
Fazer nos maus cruezas, fero e iroso,
Eram os seus mais certos refrigérios.
As cidades guardando, justiçoso,
De todos os soberbos vitupérios,
Mais ladrões castigando, à morte deu,
Que o vagabundo Alcides ou Theseu.
Luís de Camões
Postado por Fernando Martins às 06:59 0 comentários
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