O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia a alcunha "poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boémio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se nove vezes ao longo de sua vida e suas esposas foram, respetivamente: Beatriz Azevedo de Melo (mais conhecida como Tati de Moraes),
Regina Pederneiras, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de
Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria (a
Martita) e Gilda de Queirós Mattoso.
A sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música.
Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi a sua primeira e maior
vocação, e que toda sua atividade artística deriva do facto de ser poeta. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Soneto do amigo Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano. O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica...
A artista iniciou a trajetória artística em meados dos anos 1980, com apresentações em bares e casas noturnas de Porto Alegre. Em 1990, lançou o seu primeiro álbum de estúdio, Enguiço, que lhe rendeu o Prémio Sharp de Revelação Feminina. O álbum seguinte, Senhas (1992),
foi o primeiro concebido e produzido totalmente pela cantora. O seu
trabalho de estúdio posterior, “A Fábrica do Poema” (1994), que foi
considerado pela imprensa “o disco do ano”.
(...)
Adriana Calcanhoto teve como cônjuge a cineastaSuzana de Moraes (falecida em 2015), filha do poeta e compositor Vinícius de Moraes, por mais de 25 anos.
O casal, que já morava junto há muitos anos, declarou a união civil na
Justiça (já que na época o casamento homossexual não era permitido, e só
veio a ser regulamentado pelo STF em 2011) e depois comemorou a decisão
com cerimónia e uma festa íntima apenas para amigos e familiares,
oficializando a união em 2010, levando a uma grande divulgação nos media de sua
relação por diversos meios de comunicação, tanto brasileiros como portugueses.
Embaixadora da Universidade de Coimbra, em Portugal,
desde 2015, a brasileira foi professora da Faculdade de Letras dessa
mesma universidade durante dois anos, tendo ministrado o curso "Como
Escrever Canções" e também cursado Arqueologia.
Em novembro de 2021, foi revelado que Calcanhotto estava namorando a atriz e escritora Maitê Proença. O término ocorreu no ano seguinte devido a declarações de Maitê sobre o relacionamento.
Maria da Graça Costa Penna Burgos, mais conhecida como Gal Costa, (Salvador, 26 de setembro de 1945 – São Paulo, 9 de novembro de 2022) foi uma cantora, compositora e multi-instrumentistabrasileira. Considerada uma das cantoras mais plurais do Brasil
e do mundo, Gal transitou em todos os géneros musicais e foi a cantora
brasileira mais bem colocada na lista de 200 maiores cantores e cantoras
de todos os tempos pela revista Rolling Stone, bem como foi eleita, pela revista Time, uma das dez maiores cantoras do mundo.
Filha de pai português e de mãe carioca, Fernanda lançou-se numa carreira a solo em 1990, com o álbum, Sla Radical Dance Disco Club, produzido por Herbert Vianna e Fábio Fonseca. A primeira canção executada nas rádios foi A Noite, também presente na banda sonora da novela Mico Preto, da Rede Globo. Com forte inspiração disco, a faixa é uma das mais dançantes do álbum. De seguida Fernanda alcançou o topo das paradas com a balada Você pra Mim, que embalava o romance dos personagens de José Mayer e Adriana Esteves na novela Meu Bem Meu Mal. O álbum conta ainda com uma versão de Got to Be Real, de Cheryl Lynn, transformada em Luxo Pesado. Dele saiu ainda o videoclipe de Speed Racer, veiculado nos primórdios da MTV Brasil.
Em 1992, a disco foi substituída por ritmos mais brasileiros em Sla 2 Be Sample, o seu segundo álbum. A faixa principal do mesmo foi Jorge da Capadócia, mas foi Rio 40 Graus, de autoria de Fausto Fawcett, Fernanda Abreu e Laufer,
a canção que marcaria a carreira da cantora. Exaltando e ao mesmo
tempo criticando a sua cidade natal, Fernanda compôs um mosaico dos
"tipos cariocas", da sua música, dos seus hábitos e preferências. É com
essa canção que Fernanda se aproximava pela primeira vez do funk, género ao qual ficaria bastante associada futuramente.
Do álbum seguinte, Da Lata (1995) sairiam Garota Sangue Bom, Brasil É o País do Suingue e Veneno da Lata, o maior sucesso do CD. Em "É Hoje", Fernanda expõe o seu gosto pelo samba, regravando um famoso samba-enredo da Escola de Samba União da Ilha, sucesso nos anos 80 na voz de Caetano Veloso. Uma outra regravação de Fernanda faria ainda mais sucesso em 1997, lançada em seu álbum X, uma coletânea com seus maiores sucessos: Kátia Flávia, a Godiva do Irajá. Contando a história de uma contraventora de parar, literalmente, o trânsito, o cantor Fausto Fawcett (autor da música junto com Laufer)
já havia entrado nas paradas de sucesso em 1987. Com uma reprodução
bastante grande na MTV Brasil, o clipe fez sucesso com Fernanda
colocando-se na pele de Kátia Flávia.
Entidade Urbana (2000) foi o seu quarto álbum de músicas inéditas
e, aqui, ela combina o sambalanço dos álbuns anteriores com uma
necessidade de falar das metrópoles, do universo asfixiante, dinâmico e
apaixonante das grandes cidades. Os títulos das canções traduzem a
homogeneidade do álbum: "Sou da Cidade", "São Paulo-SP", "Meu CEP É o
Seu", "Urbano Capital", "Megalópole-Cidade".
A canção "Eu Vou Torcer" de Jorge Benjor foi a única do álbum "Na Paz" (2004) a ter certa aceitação nas rádios.
Em 2006, Fernanda gravou o CD MTV ao Vivo, dando nova roupagem aos seus sucessos a solo e fazendo uma releitura de A Dois Passos do Paraíso, sucesso de 1983 de sua ex-banda, Blitz.
A cantora foi casada com Luiz Stein, com quem tem duas filhas chamadas Sofia e Alice.
Sérgio Mendes começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco Dance Moderno em 1961. Viajando pela Europa e pelos Estados Unidos,
gravou vários álbuns com Cannonball Adderley e Herbie Mann, chegando a
tocar no Carnegie Hall. Mudou-se para os EUA em 1964 e produziu dois
álbuns sob o nome de Brasil '64, com a Capitol Records e a Atlantic Records.
Passou longo tempo no ostracismo, lançando discos que tiveram
pouco sucesso comercial. O seu reencontro com o grande público se deu em 1984, com o lançamento do disco e sucesso Never Gonna Let You Go, chegando a quarto lugar nas paradas. Pouco depois lançou o álbum Confetti, contendo entre outras músicas "Olympia", feita para as Olimpíadas de 1984 em Los Angeles.
Nos anos 90, criou a banda Brasil 99, com a qual gravou o disco Brasileiro, que, além de levá-lo de volta às paradas de sucesso, rendeu-lhe o Grammy de 1993 na categoria World Music. Tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas.
Sérgio
morreu em Los Angeles em 5 de setembro de 2024, aos 83 anos. O músico
vinha enfrentando doenças decorrentes de problemas respiratórios desde
2023.
Maria do Carmo Miranda da Cunha (Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909 - Los Angeles, 5 de agosto de 1955), mais conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atrizluso-brasileira. A sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 30 e 50. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Foi considerada pela revista Rolling Stone como a 15ª maior voz da música brasileira, sendo considerada um ícone e símbolo internacional do país no exterior.
O primeiro grande sucesso veio com Ta-hí, de Joubert de Carvalho
lançada em 1930 e que foi record de vendas, ultrapassando a marca de
36 mil cópias, a música alcançou uma popularidade tão grande que, em
menos de seis meses, Carmen Miranda já era a cantora mais famosa do
Brasil. No ano seguinte, ela fez sua primeira turnê internacional, já
como uma artista de renome, quando foi para a Argentina com os cantores Francisco Alves, Mário Reis e com o bandolinista Luperce Miranda.
Ela retornou à Argentina mais oito vezes, entre os anos de 1933 e
1938. Carmen tornou-se a primeira artista de rádio a assinar contrato
com uma emissora, quando na época todos recebiam somente cachês.
Em 1939, na comédia musical Banana da Terra,
Carmen Miranda apareceu pela primeira vez caracterizada de baiana,
personagem que a lançou internacionalmente. O filme apresentava
clássicos como O que é que a baiana tem, que lançou Dorival Caymmi no cinema. Quando estava em temporada no Cassino da Urca, foi contratada pelo o magnata do show businessLee Shubert, para ser uma das atrações do seu espetáculo The Streets of Paris, que estrearia na Broadway. Este foi o episódio que transformou a vida de quem mais tarde viria a ser conhecida como "The Brazilian Bombshell".
Em 1940, Carmen fez sua estreia no cinema dos Estados Unidos no filme Serenata Tropical, com Don Ameche e Betty Grable,
suas roupas exóticas e sotaque latino tornou-se sua marca registada.
No mesmo ano, foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, e foi convidada para se apresentar junto com seu grupo, o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt na Casa Branca. Carmen Miranda é conhecida pelos penduricalhos ao pescoço e as frutas tropicais que lhe ornamentavam a cabeça.
Em junho de 1946, o Tesouro americano
divulgou as suas coletas do ano fiscal de 1945, referentes aos ganhos
dos contribuintes em 1944. Com os $201.458 dólares que lhe tinham
sido pagos pela Fox “em salários, bónus e outras compensações”, Carmen
Miranda era a mulher mais bem paga dos Estados Unidos - talvez no mundo - aquele ano. A sua fortuna foi estimada como algo equivalente a cerca de $2 milhões de dólares pelo Los Angeles Times.
Fez um total de catorze filmes em Hollywood entre 1940 e 1953, nove deles somente na 20th Century Fox. Embora aclamada como uma artista talentosa, a sua popularidade diminuiu até ao final da Segunda Guerra Mundial. O seu talento como cantora e performer,
porém, muitas vezes foi ofuscado pelo caráter exótico das suas
apresentações. Carmen tentou reconstruir a sua identidade e fugir do
enquadramento que os seus produtores e a indústria tentavam lhe impor,
mas sem conseguir grandes avanços. De facto, por todos os
estereótipos que enfrentou ao longo de sua carreira, as suas
performances fizeram grandes avanços na popularização da música brasileira, ao mesmo tempo, abrindo o caminho para o aumento da consciência de toda a cultura Latina.
Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a ser convidada a imprimir suas mãos e pés no pátio do Grauman's Chinese Theatre, em 1941. Ela também se tornou a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama. Carmen é considerada a precursora do tropicalismo no Brasil, movimento cultural da década de 60.
Em 20 anos de carreira deixou a sua voz registada em 279 gravações
somente no Brasil e mais 34 nos EUA, num total de 313 gravações. Um museu foi construído mais tarde no Rio de Janeiro, em sua homenagem. Em 1995, ela foi tema do aclamado documentário Carmen Miranda: Bananas is my Business, dirigido por Helena Solberg, uma intersecção no cruzamento da Hollywood Boulevard e Orange Drive em frente ao Teatro Chinês em Hollywood foi oficialmente nomeada Carmen Miranda Square, em setembro de 1998. Até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela.
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