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quarta-feira, maio 13, 2026

A cantora Angela Maria nasceu há 97 anos...

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Angela Maria, nome artístico de Abelim Maria da Cunha (Conceição de Macabu, Estado do Rio de Janeiro, 13 de maio de 1929São Paulo, São Paulo, 29 de setembro de 2018), foi uma cantora e atriz brasileira, expoente da era do rádio, considerada dona de uma das melhores vozes da MPB e eleita a Rainha do Rádio em 1954.

Intérprete de canções como Babalu (Margarita Lecuona), Gente Humilde (Garoto/Chico Buarque/Vinicius de Moraes), Cinderela (Adelino Moreira) e Orgulho (Waldir Rocha/Nelson Wederkind), serviu como fonte de inspiração para artistas como Elis Regina, Djavan, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Cesária Évora e Gal Costa, além de ter sido, comprovadamente pelo Ibope, por um longo período, a cantora mais popular do Brasil e conquistado a admiração de personalidades como Édith Piaf, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Amália Rodrigues e Louis Armstrong.

   
 

terça-feira, maio 12, 2026

Bebel Gilberto - 60 anos...!


  
Isabel "Bebel" Gilberto de Oliveira (Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora brasileira nascida nos Estados Unidos. Muitas vezes associada à bossa nova, Bebel Gilberto é filha de João Gilberto e da cantora Miúcha, e sobrinha de Chico Buarque.
    
 

sexta-feira, maio 08, 2026

Jair Rodrigues morreu há doze anos...

     
Jair Rodrigues de Oliveira (Igarapava, 6 de fevereiro de 1939 - Cotia, 8 de maio de 2014) foi um cantor brasileiro.
  
Primeiros anos
Nascido em Igarapava, o cantor foi criado no município de Nova Europa, também interior paulista. Durante a juventude, teve várias profissões, entre as quais engraxate, mecânico e pedreiro, até participar de um programa de caloiros da Rádio Cultura e se classificar em primeiro lugar.
   
Carreira
A carreira musical de Jair Rodrigues começou quando se tornou crooner no meio dos anos 50 na cidade de São Carlos, lá chegando em 1954 e participando da noite são-carlense, que era intensa na época, também com participações na Rádio São Carlos como caloiro e com apresentações, vivendo intensamente nessa cidade até o fim da década.
Em 1958 Jair Rodrigues prestou o serviço militar no Tiro de Guerra de São Carlos.
No início da década de 60 foi tentar o sucesso na capital do estado e acabou por participar de programas de caloiros na televisão. Em 1965, Elis Regina e Jair Rodrigues fizeram muito sucesso com a sua parceria em O Fino da Bossa, programa da TV Record.
Em 1966, o cantor participou e venceu o Festival da Canção de 1966 com a canção Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, empatando com a música "A Banda", de Chico Buarque. Conhecido por cantar sambas, Jair surpreendeu o público com uma linda interpretação da canção. Disparada. A partir daquele momento a sua carreira avançou e o seu talento assegurou décadas de sucesso ao cantor. Nesse período, o artista realizou turnês na Europa, Estados Unidos e Japão.
Em 1971, gravou o samba-enredo Festa para um Rei Negro, da Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro. Jair interpretou ainda sucessos sertanejos como O Menino da Porteira, Boi da Cara Preta e Majestade o Sabiá. Nas décadas seguintes, a sua produção diminuiu de volume. Entretanto, Jair Rodrigues continuaria conhecido pela sua grande energia e sua alegria contagiante.
   
Morte
Jair Rodrigues morreu repentinamente no dia 8 de maio de 2014 na sauna de sua casa, em Cotia, na Grande São Paulo por causa de um enfarte agudo do miocárdio. O cantor era casado com Claudine Mello, com quem teve os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello, ambos cantores. O corpo do cantor foi sepultado, no dia 9 de maio de 2014, no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo.
     
 

terça-feira, maio 05, 2026

Dalva de Oliveira nasceu há 109 anos...

   
Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, (Rio Claro, São Paulo, 5 de maio de 1917 - Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1972) foi uma cantora brasileira. A cantora teve seu apogeu artístico nos anos 30, 40 e 50.

Três dias antes de morrer, Dalva pressentiu o fim e, pela primeira vez, na sua longa agonia de quase três meses, lutando pela vida, falou da morte. Ela tinha um recado para a sua melhor amiga, Dora Lopes, que a acompanhou ao hospital: "Quero ser vestida e maquilhada, como o povo se acostumou a me ver. Todos vão parar para me ver passando!". Morreu em 31 de agosto de 1972, vítima de uma hemorragia interna causada por um cancro esofágico. O seu corpo está enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, na Cidade do Rio de Janeiro.

   

segunda-feira, maio 04, 2026

Hoje é dia de ouvir música sertaneja...

Noel Rosa morreu há 89 anos...

 
Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 - Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, guitarrista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - facto de grande importância, não só para o samba, mas para a história da música popular brasileira. Morto prematuramente, aos 26 anos, por causa de tuberculose, deixou um conjunto de canções que se tornaram clássicos dentro do cancioneiro popular brasileiro.

(...)


Tuberculose e morte
Em depressão durante alguns meses, pela separação de Ceci, Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boémia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava ao samba, à bebida e ao cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, para tratar de seu problema pulmonar, ainda inicial e não transmissível pelo ar, e para salvar seu casamento, já que gostava da sua esposa, mas ela ameaçava separar-se, pois não suportava mais as traições e bebedeiras do marido, mas isso naquela época era um peso e uma vergonha enormes para a mulher, e por isso Lindaura reconsiderou, e também queria salvar seu matrimonio. Sem planear, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo e, devido as complicações por causa da forte hemorragia, afetando o seu útero, não pode ter mais filhos, o que a deixou muito revoltada e deprimida. Foi por isso que Noel Rosa não foi pai, o que o deixou muito mal, já que era o seu maior desejo. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contacto com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na vida boémia. O facto de não ter parado de beber e fumar, não fazer repouso absoluto e continuar a fazer noitadas, pioraram a sua tuberculose. De volta ao Rio, sentindo-se melhor, parou a medicação e jurou estar curado, mas poucos dias depois adoeceu fortemente, não conseguindo mais se alimentar e nem levantar da cama, e faleceu, repentinamente, na sua casa, no bairro de Vila Isabel, no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia há alguns anos. Deixou a sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, a sua mulher, e Dona Martha, a sua mãe, cuidaram de Noel até ao fim. O seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro.
   
    

Tinoco, do duo sertanejo Tonico & Tinoco, morreu há catorze anos...

Tonico & Tinoco
   
José Salvador Perez, mais conhecido como Tinoco (Botucatu, 19 de novembro de 1920 - São Paulo, 4 de maio de 2012), foi o artista sertanejo que permaneceu mais tempo em atividade (82 anos). Morreu aos 91 anos, vítima de insuficiência respiratória. Foi velado no cemitério da Quarta Parada, na cidade de São Paulo e sepultado no cemitério da Vila Alpina, na mesma cidade.

Tonico & Tinoco foi uma dupla caipira brasileira, considerada a mais importante da história da música brasileira e a de maior referência, ambos entraram na lista dos "maiores músicos recordistas de vendas da história mundial". Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram quase 1000 gravações, divididas em 83 discos. As gravadoras a que eles pertenceram lançaram no mercado um total de 60 discos. Tonico e Tinoco venderam mais de 150 milhões de discos, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.

 

Hoje é dia de recordar um sambista chamado Noel Rosa...

sábado, maio 02, 2026

Antonio Nóbrega celebra hoje setenta e quatro anos

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Antonio Nóbrega (Recife, 2 de maio de 1952), conhecido também como Antonio Carlos Nóbrega e de nome completo Antonio Carlos Nóbrega de Almeida, é um ator, dançarino, violinista, cantor e pesquisador das manifestações culturais populares do Brasil. Junto com sua esposa, Rosane Almeida, coordena o Instituto Brincante, em São Paulo.
 
Biografia

Filho de médicos, estudou no Colégio Marista do Recife. Aos 12 anos ingressou na Escola de Belas Artes do Recife. Foi aluno do violinista catalão Luís Soler e estudou canto lírico com Arlinda Rocha.

Com a sua formação clássica, começou sua carreira na Orquestra de Câmara da Paraíba em João Pessoa, onde atuou até o final dos anos 60. Na mesma época participava da Orquestra Sinfónica do Recife, onde fazia também apresentações como solista.

Como contraponto à sua formação erudita, Antonio Nóbrega participava de um conjunto de música popular com suas irmãs. "Só que a música popular que eu compunha e tocava era a das rádios e da televisão: Beatles, Jovem Guarda, a nascente MPB, Caetano Veloso, Edu Lobo".

Em 1971 Ariano Suassuna procurava um violinista para formar o Quinteto Armorial e, após ver Antonio Nóbrega tocando um concerto de Bach no violino, o convidou para participar do grupo.

Antonio Nóbrega, que até aquela ocasião tinha pouco conhecimento da cultura popular, passou a manter contato intenso com todas suas expressões, como os brincantes de caboclinho, de cavalo-marinho e tantos outros, que passou a conhecer e pesquisar.

Nóbrega revelou-se um fenómeno, ao conseguir unir a arte popular com a sofisticação. É, literalmente, um homem dos sete instrumentos, capaz de cantar, dançar, tocar bateria, rabeca, violão etc. Realizou espetáculos memoráveis em teatros do Rio de Janeiro e de São Paulo, com destaques para Figural (1990) e Brincante (1992).

Antonio Nóbrega mudou-se para São Paulo em 1983, com o espetáculo O maracatu misterioso.

Terminou em 12 de novembro de 2006 a temporada paulistana do espetáculo 9 de Frevereiro, e, em seguida, iniciou a temporada carioca. Este espetáculo, cujo nome é uma alusão ao carnaval pernambucano e um trocadilho com frevo, explora várias formas de se tocar frevo: com uma orquestra de sopro, com um regional, com violino e percussão etc. Também há várias das formas de se dançar frevo: com apenas um dançarino (Nóbrega) em passos estilizados de dança moderna, com vários dançarinos em passos de frevo, com e sem sombrinha e até o público todo, em ciranda de frevo. Como não poderia faltar em um espetáculo enciclopédico, há pelo menos dois momentos didáticos: em um a orquestra explica várias modalidades e costumes do frevo, e Antonio Nóbrega ensina uma pessoa da plateia a dançar frevo (fazer o passo).

Em 30 de junho de 2008, Antonio Nóbrega recebeu das mãos do político Chico Macena, em cerimónia realizada na Câmara Municipal de São Paulo, o título de Cidadão Paulistano, em reconhecimento por toda sua obra. Instituição da cultura pernambucana, Antonio Nóbrega e também o homenageado do Carnaval do Recife 2014 (junto com o frevo, recentemente reconhecido património imaterial da humanidade, frevo do qual ele é uma figura chave).

Em 2022, por vias da comemoração de seus 50 anos de carreira, Antonio foi convidado pela Universidade Estadual de Campinas para retornar a ministrar aulas no Programa “Hilda Hilst” do Artista Residente, em um ciclo de doze encontros.

 

Prémios e condecorações

  • Prêmio APCA, pelo espetáculo "O Reino do Meio-Dia" (1989)
  • Prêmio Shell, pelo conjunto da obra (1994)
  • Troféu Mambembe, pelo conjunto da obra (1996)
  • Prêmio APCA, pelo espetáculo "Na Pancada do Ganzá" (1996)
  • Prêmio Sharp, melhor música e Cd na Categoria Regional (1996)
  • 1 ° Prêmio Multicultural Estadão, um dos vencedores (1996)
  • Prémio TIM de Música de melhor disco, na categoria "Regional", por Nove de Frevereiro (2006)
  • Título de Cidadão Paulistano (2006)
  • Prémio APCA, pelo espetáculo "Naturalmente", na área de Dança - Categoria Pesquisa (2009)
  • Ordem do Mérito Cultural (2011)

 

Homenagens

Em 2013, o artista foi homenageado com uma exposição sobre sua vida no espaço "Ocupação" do Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. A exposição descreveu os detalhes biográficos e a trajetória artística, apresentando fotos, documentos e entrevistas, disponíveis a posteriori em versão digital.

Em 2023, a escola de samba Unidos do Porto da Pedra escolheu o enredo Lunário Perpétuo: A profética do saber popular para o carnaval de 2024, inspirado em espetáculo de Antonio Nóbrega e homenageando o artista.

 

 

Música adequada à data...

  

 

Nota:  esta música é para celebrar o aniversário de Antonio Nóbrega, não tem nada a ver com a ida do rei Carlos III aos Estados Unidos da América...

sexta-feira, maio 01, 2026

Um ano de saudades de Nana Caymmi...

Nana Caymmi morreu há um ano...


Dinahir Tostes "Nana" Caymmi (Rio de Janeiro, 29 de abril de 1941 – Rio de Janeiro, 1 de maio de 2025)  foi uma cantora e compositora brasileira.
   
 

Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarrista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris,  o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.

Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.

Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.

Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.

Em 1966, venceu a fase nacional do I Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho do Rio, interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, da cidade de São Paulo. Ao lado do segundo marido, Gilberto Gil, compôs a canção "Bom dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.

O seu contrato com a TV Record terminou em 1968. No mesmo ano a cantora estreou, no Rio de Janeiro, o show "Barroco".

Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no poema "A festa (Recapitulação)", publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal Correio da Manhã.

Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.

No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.

No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina, pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20 mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada anual na Argentina.

Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.

No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de "Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em 1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção "Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).

Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor. O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre", canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974, com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.

Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).

Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.

Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa, no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins, inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".

Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.

Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.

No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor (Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.

No ano seguinte, em 1985, sua gravação de "Flor da Bahia" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie Tenda dos Milagres (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.

No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos, iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti.

Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha). Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.

No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro, seguindo em turnê pelo país.

Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.

Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim, se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.

Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music, o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.

Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI), sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.

Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran" (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.

Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury, do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP, seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.

Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em turnê pelo país.

Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão (TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.

Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo" (EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI). Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela, séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".

Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.

Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton, responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos), "Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós), "Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio" (Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD, sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal (percussão).

Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita "Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em 'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e indicado ao prêmio Jabuti em 2002.

Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia, iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e escritora Stella Caymmi.

Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo", contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas", "Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram assinados por Dori Caymmi.

Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.

Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana, muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores, entrando em profunda tristeza.

Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi, programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.

Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.

Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.

No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.

Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.

Em 2019, seu álbum Nana Caymmi Canta Tito Madi foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira de 2019. Em 2021, recebeu nova indicação da mesma premiação, desta vez na categoria Álbum do Ano pelo álbum Nana, Tom, Vinícius.

 

Vida pessoal

Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas: Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em 1963.

Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil, em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos filhos.

Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.

Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato. O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci. Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.

No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.

Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.

 

Morte

Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.

É com muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.


 

quinta-feira, abril 30, 2026

Música para recordar Dorival Caymmi...

 

Suíte do Pescador - Dorival Caymmi

 

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer

Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer

Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Adeus, adeus
Pescador não esqueça de mim
Vou rezar pra ter bom tempo, meu nêgo
Pra não ter tempo ruim
Vou fazer sua caminha macia
Perfumada de alecrim

Adeus, adeus
Pescador não esqueça de mim
Vou rezar pra ter bom tempo, meu nêgo
Pra não ter tempo ruim

Adeus, irmão adeus
Até o dia de juízo

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer

Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer

Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer

Dorival Caymmi nasceu há cento e doze anos...


Dorival Caymmi em 1938
      
Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914 - Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2008) foi um cantor, compositor, guitarrista, pintor e ator brasileiro.
Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um cancro renal que o afetava há nove anos e o mantinha doente em casa, desde dezembro de 2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem ou Rosa Morena.
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
     

 

 

 

 

É doce morrer no mar - Dorival Caymmi

 Música de  Dorival Caymmi e poema de Jorge Amado

 

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Saveiro partiu de noite foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou
É doce morrer

A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim
É doce morrer

Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá
É doce morrer

quarta-feira, abril 29, 2026

Música adequada à data...

 

Acalanto - Nana Caymmi e Dorival Caymmi


É tão tarde
A manhã já vem
Todos dormem
A noite também
Só eu velo por você, meu bem
Dorme, anjo
O boi pega neném

 
Lá no céu deixam de cantar
Os anjinhos foram se deitar
Mamãezinha precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai te ninar

   
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta menina
Que tem medo de careta

Nana Caymmi nasceu há 85 anos...


Dinahir Tostes "Nana" Caymmi (Rio de Janeiro, 29 de abril de 1941 – Rio de Janeiro, 1 de maio de 2025)  foi uma cantora e compositora brasileira.
   
 

Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarrista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris,  o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em 1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.

Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.

Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.

Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.

Em 1966, venceu a fase nacional do I Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho do Rio, interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, da cidade de São Paulo. Ao lado do segundo marido, Gilberto Gil, compôs a canção "Bom dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.

O seu contrato com a TV Record terminou em 1968. No mesmo ano a cantora estreou, no Rio de Janeiro, o show "Barroco".

Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no poema "A festa (Recapitulação)", publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal Correio da Manhã.

Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.

No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.

No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina, pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20 mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada anual na Argentina.

Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.

No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de "Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em 1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção "Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).

Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor. O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre", canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974, com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.

Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).

Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.

Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa, no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins, inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".

Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.

Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.

No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor (Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.

No ano seguinte, em 1985, sua gravação de "Flor da Bahia" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie Tenda dos Milagres (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.

No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos, iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti.

Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha). Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.

No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro, seguindo em turnê pelo país.

Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.

Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim, se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.

Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music, o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.

Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI), sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.

Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran" (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.

Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury, do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP, seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.

Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em turnê pelo país.

Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão (TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.

Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo" (EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI). Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela, séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".

Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.

Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton, responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos), "Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós), "Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio" (Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD, sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal (percussão).

Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita "Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em 'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e indicado ao prêmio Jabuti em 2002.

Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia, iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e escritora Stella Caymmi.

Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo", contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas", "Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram assinados por Dori Caymmi.

Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.

Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana, muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores, entrando em profunda tristeza.

Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi, programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.

Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.

Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.

No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.

Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.

Em 2019, seu álbum Nana Caymmi Canta Tito Madi foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira de 2019. Em 2021, recebeu nova indicação da mesma premiação, desta vez na categoria Álbum do Ano pelo álbum Nana, Tom, Vinícius.

 

Vida pessoal

Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas: Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em 1963.

Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil, em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos filhos.

Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.

Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato. O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci. Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.

No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.

Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.

 

Morte

Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.

É com muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.